Papa Francisco sobre abusos: Ninguém tem feito tanto como a Igreja Católica para combatê-los

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco ressaltou que nenhuma instituição no mundo tem feito tanto a respeito do drama dos abusos sexuais contra menores que a Igreja Católica, e,  entretanto, é a única a ser atacada.

Assim indicou o Santo Padre em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación, da Argentina, e Corriere della Sera, da Itália, em que o Pontífice fala de diversos assuntos de importância como a família, a regulação natural da natalidade, os pobres, a globalização, entre outros.

Na entrevista, perguntam-lhe ao Papa: “os escândalos que perturbaram a vidada Igreja já ficaram felizmente atrás. Sobre o delicado tema do abuso de menores, os filósofos Besancon e Scruton, entre outros, pediram-lhe que alce sua voz contra o fanatismo e a má fé do mundo secularizado que respeita pouco à infância”.

O Papa Francisco respondeu o: “quero dizer duas coisas. Os casos de abusos são tremendos porque deixam feridas muito profundas. Bento XVI foi muito valente e abriu o caminho. E seguindo esse caminho a Igreja avançou muito. Talvez mais que ninguém”.

O Santo Padre disse além que “as estatísticas sobre o fenômeno da violência contra as crianças são impressionantes, mas mostram também com claridade que a grande maioria dos abusos provém do entorno familiar e das pessoas próximas”.

“A Igreja Católica –concluiu o Papa– talvez seja a única instituição pública que se moveu com transparência e responsabilidade. Nenhuma outra fez tanto. E, entretanto, a Igreja é a única a ser atacada”, declarou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26798)

Padre Lombardi fala sobre o primeiro ano do Papa Francisco (Parte II)

Os eventos que marcaram a história, contados pelo diretor da Sala de Imprensa do Vaticano: da renúncia de Bento XVI a eleição de Bergoglio e os seus emocionantes 12 meses de pontificado

Por Wlodzimierz Redzioch

ROMA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – Estamos há um ano da renúncia de Bento XVI. Uma atmosfera pesada pairou sobre a Igreja católica e a cúria Romana depois dos escândalos de pedofilia e a traição do mordomo. Os preparativos do Conclave e a eleição surpreendente do primeiro Papa não europeu fizeram com que Roma fosse invadida por uma multidão de jornalistas, algo que não acontecia desde a morte de João Paulo II. Por várias semanas, Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano teve que responder as perguntas de cerca de seis mil jornalistas. Em uma atmosfera tensa e incerta o diretor da Sala de Imprensa do vaticano realizou a difícil tarefa de explicar aos jornalistas provenientes de todo o planeta, o que estava acontecendo. Trata-se de eventos que marcaram a história da Igreja católica e do mundo. Para conhecer o que aconteceu neste último ano entrevistamos padre Lombardi.

A primeira parte foi publicada segunda-feira (3). Acompanhe a seguir a segunda parte:

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Como você avalia o trabalho da mídia que antes do conclave consideraram vários cardeais papáveis?

Padre Lombardi: Na Sala de Imprensa do Vaticano encontro-me com vários jornalistas com atitudes diferentes. Há pessoas extremamente sérias, objetivas, que buscam a verdade; há pessoas mais ou menos, cheias de preconceitos e talvez com uma atitude crítica e negativa em relação à Igreja: Alguns deles usam as informações para desacreditar a Igreja. Não me assusto diante de tais atitudes, sigo meu caminho e procuro ser objetivo. Dou a todos a minha contribuição para compreender e ajudar a fazer um bom trabalho. Depois disso cada um tem a responsabilidade por aquilo que escreve.

O que você sentiu ao ver que foi eleito papa o único jesuíta no Conclave? Você o conhecia?

Padre Lombardi: Não o conhecia. A única vez que tive a ocasião de encontra-lo foi na congregação geral dos jesuítas que elegeu Hans-Peter Kolvenbach. Ali ele era representante da Argentina e eu era representante da Itália. Porém, nem sequer falamos naquela ocasião. Depois padre Bergoglio se tornou bispo e não participou ativamente na vida da Companhia de Jesus.

Quanto no modo de comportar-se do Papa Francisco é característico da formação e tradição da Companhia de Jesus?

Padre Lombardi: Como jesuíta encontro no Papa Francisco toda a dimensão de caráter espiritual e um modo de afrontar as coisas, da Companhia. Por exemplo nas homilias de Santa Marta onde a referência ao Evangelho está ligada á aplicação direta na vida. Encontro esta abordagem muito semelhante aos exercícios espirituais de Santo Inácio. Assim como a espiritualidade que contempla o Senhor e procura traduzir na vida o que o Evangelho te fala. O discernimento característico dos jesuítas quer dizer que cada um está continuamente a caminho para buscar encontrar a vontade de Deus e coloca-la em prática. Um outro aspecto característico é a simplicidade de vida. O Papa conduz uma vida austera, longe da exterioridade e do triunfalismo: eu, como jesuíta, encontro isso muito familiar.

A eleição de Francisco mudou radicalmente a atitude dos meios de comunicação com o papado. Qual é o segredo da sua eficácia e capacidade de se comunicar com as pessoas que conquista também a mídia?

Padre Lombardi: Houve uma mudança de linguagem que não tem a ver só com as palavras mas também com os gestos e os comportamentos. Papa Francisco consegue tocar o coração das pessoas e, de certa forma, supera as distâncias e barreiras. O coração desta nova linguagem é o anúncio do amor de Deus por todos, o tema da misericórdia e do perdão para todos. Enquanto antes nos meios de comunicação se difundia o preconceito segundo o qual a Igreja falava sempre “não”, e não estava próxima das pessoas. Papa Francisco conseguiu dar a entender esta diversa leitura da mensagem de Deus e da relação da Igreja com as pessoas.

Que tipo de “problemas” cria ao diretor da Sala de Imprensa Vaticana um Papa que fala muito de improviso, que concede as entrevistas a qualquer um, que privadamente se comunica por telefone com tantas pessoas?

Padre Lombardi: Cria problemas semelhantes aos da polícia quando o Papa quer ficar em contato com as pessoas e rejeita um carro blindado. Nós estamos a serviço do Papa, aprendemos o seu estilo, a sua maneira de ser e de comunicar. Eu tenho que descobrir como posso contribuir para a sua comunicação. Quando o Papa fala, dá entrevistas, comunicando-se diretamente , não tenho nada a dizer ou acrescentar; falo somente quando surge algum problema que precisa ser esclarecido.

Já passou um ano do seu pontificado e Francisco já é o Homem do Ano para a revista “Time”. Como se pode comentar essa escolha?

Padre Lombardi: O Papa não é uma pessoa que procura sucesso ou popularidade. Em certa ocasião disse para umas pessoas que o aclamavam: “Não falem ‘Viva o Papa!’, falem ‘Viva Jesus!”. Ao mesmo tempo o Papa pode aceitar ser o Homem do Ano de “Time”. Se a escolha da revista quer dizer dar a conhecer o objetivo da missão da Igreja e a sua mensagem que Francisco transmite, que assim seja, caso contrário, o Papa certamente não se importa com essas coisas.

Você gostaria de dar algumas dicas para os jornalistas, a fim de que se melhore o trabalho de comunicação especialmente no que diz respeito ao Papa, a Cúria e a Igreja em geral?

Padre Lombardi: O que muitas vezes falta aos jornalistas é acolher a intenção da missão da Igreja e do Papa. Muitas vezes a leitura dos acontecimentos é feita com chaves de interpretações estranhas à realidade da Igreja, por exemplo, em chave política ou econômica. Portanto, a Igreja é vista apenas como luta de poder e interesses econômicos de parte. Esta era a situação dramática dos tempos do Vatileaks. Para ter uma correta leitura, também para os não-crentes, é necessário compreender os motivos e as intenções que estão por detrás das ações e das medidas da Igreja. Por exemplo, na luta que a Igreja trava contra os abusos sexuais, muitos vêem apenas uma maneira de se defender dos ataques. Em vez disso, é um processo de coerência evangélica, de renovação interior, de purificação.

Neste contexto, muitos repórteres olham para a reforma da Cúria apenas como uma renovação de natureza política. O que se pode dizer sobre isso?

Padre Lombardi: O Papa conseguiu fazer entender que a Igreja existe para dizer às pessoas que são amadas. Por isso a reforma da Cúria é secundária: serve à Igreja para  proclamar melhor a mensagem do evangelho, não só no Vaticano, mas nas dioceses e nos subúrbios. As estruturas centrais não existem para dominar, mas para servir e ajudar: a reforma visa isso.

(Trad. TS)

(Zenit)

“Il Mio Papa”: Lançada na Itália revista semanal exclusivamente dedicada ao Papa Francisco

Roma, 04 Mar. 14 / 01:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- No próximo 5 de março, dia no qual a Igreja inicia o tempo da Quaresma com a quarta-feira de Cinzas, o grupo editorial italiano Mondadori lançará uma revista semanal dedicada exclusivamente ao Papa Francisco, que levará o nome de
“Il Mio Papa” (O Meu Papa), e que em sua primeira edição imprimirá três milhões de cópias.

O editor da publicação, Aldo Vitali, assinala que “a ideia de uma revista desenhada para informar e partilhar as palavras e ações do Papa Francisco veio de observar como sua eleição estimulou um renovado interesse nos assuntos éticos, religiosos e morais”.

“De fato – assinala – o Papa atual é uma figura que, graças a sua empatia assim como sua influência e a simplicidade de sua mensagem, ganhou a simpatia do mundo todo, de fiéis e não crentes”.

A revista mostrará semanalmente o serviço do Papa Francisco: suas reuniões, discursos, atividades e audiências, em particular o Ângelus dominical e as audiências gerais das quartas-feiras.

Na publicação também haverá lugar para que os leitores enviem cartas, poemas ou outras contribuições para que sejam apresentados na revista.

Um poster duplo do Santo Padre estará incluído na revista, além de uma coluna com os Santos da Semana, uma lista de programas religiosos na televisão e as charges e cartoons dedicados ao Papa em todo mundo pela internet.

O primeiro número de ‘Il Mio Papa’ será especial porque celebrará o primeiro aniversário do pontificado de Francisco, e terá um DVD especial que estará disponível na seguinte edição da revista.

A revista é lançada no mercado a um preço de 0,50 euros.

Breve, informa Mondadori, a publicação terá um site (www.miopapa.it), um fanpage no Facebook e uma conta no Twitter, para que ela possa ser acompanhada por leitores do mundo todo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26789)

Papa Francisco tem 4 vezes mais retweets que Obama e é o líder mundial das redes sociais

BARCELONA, 27 Fev. 14 / 12:41 pm (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em impacto de suas mensagens no Twitter, onde é retuiteado quatro vezes mais que o presidente americano, e conseguiu converter-se em líder mundial nas redes sociais, conclui um estudo apresentado esta terça-feira no Mobile World Congress de Barcelona.

“O Papa tem que servir a todos, especialmente, os mais pobres, os mais frágeis, os menores” é o tweet emitido pelo Pontífice argentino que teve mais retweets na rede com 30.608 vezes, sem contar sua mensagem inicial em janeiro de 2013, destaca o trabalho feito por Aleteia, AdEthic e 3rdPlace, e apresentado pelo Arcebispo de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Cada publicação na citada rede social o Papa escreve gera uma média de 6.637 retweets, superando de longe os 2.309 de Obama a cada mensagem sua. Estes números colocam o Pontífice na posição de “líder mundial nas redes sociais”, superando figuras como o Dalai Lamba, a presidente argentina Cristina Kirchner, entre outras celebridades, afirma Claudio Zamboni, um dos membros do estudo.

O estudo leva em consideração que o Papa conta com 12 milhões de seguidores -nos 13 meses de conta oficial e somando suas contas em distintos idiomas-, enquanto que Obama supera os 40,9 milhões -em 72 meses de mandato- com uma frequência de publicações de 7,76 tweets diários, em relação aos 0,79 do Francisco.

No período de tempo estudado no relatório, as 49 milhões de menções acumuladas pelo Santo Padre só foram superadas pelo grupo musical One Direction e o cantor Justin Bieber, o que o situa como a terceira figura mais popular de Internet em 2013.

Sob o título “A Internet ama o Papa Francisco”, o estudo relaciona dados obtidos entre março e novembro de 2013 e revela o “grande seguimento do Papa Francisco, o potencial da mensagem social e ética na rede”, remarcou Card. Sistach.

Entendendo o fenômeno

O presidente e diretor da plataforma Aleteia, Jesús Colina, destacou que “um dos fatores originais deste Papa é que ele fala dos temas da vida cotidiana das pessoas e, assim, ele abrange todos os âmbitos, abordando questões de sociedade, política e ética, que são as que mais repercussão possuem na rede”.

Colina indicou que a resposta do Francisco sobre a homossexualidade, dizendo que ele não era ninguém para julgar a estas pessoas, obteve “um impacto fora do âmbito religioso” com uma grande capacidade de interpelar as pessoas.

Empatia com o público

Colina remarcou que estes fatos destacam que a tecnologia sozinha não basta, mas requer uma mensagem e sublinhou que um dos motivos pelos quais Francisco tem tanto impacto é pelo fato de que não se dedica a retransmitir o que foi dito anteriormente em uma homilia, mas “toca o coração” e simpatiza com as pessoas.

Uma dos desafios que espera o Papa Francisco, será a interatividade, pelo grande número de respostas e mensagens diretas que recebe o Pontífice, que não possui um celular e que se nega que outras pessoas escrevam as mensagens que ele posta pessoalmente nas redes sociais.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26771)

Tenor Plácido Domingo interpretará canções inspiradas nos escritos de João Paulo II na Polônia

Plácido Domingo. Foto: Russell Hirshon

CRACÓVIA, 27 Fev. 14 / 09:17 am (ACI).- O tenor espanhol mundialmente conhecido, Plácido Domingo, interpretará alguns escritos do Beato João Paulo II que foram musicalizados pelo artista. Esta interpretação será em uma cerimônia na Polônia, no marco das celebrações pela canonização do Papa Peregrino este ano.

As peças são do álbum ‘Amore Infinito’, que o tenor cantará na cidade polonesa de Poznan no próximo 27 de abril diante de milhares de pessoas no recinto da Feira Internacional, na mesma data em que o beato será elevado aos altares com uma grande cerimônia em Roma.

Entre as várias atividades programadas em diferentes cidades do país, haverá Celebrações Eucarísticas, concertos e conferências que à sua vez festejarão os 1050 anos do cristianismo no país que será celebrado em 2016.

Além da apresentação de Plácido Domingo, os poloneses estarão acompanhando os acontecimentos em Roma em tempo real através de telas gigantes que serão instaladas em várias cidades do país.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26773)

Russel Crowe convida o Papa a assistir o filme Noé

Foto: www.wikipedia.it

MADRI, 26 Fev. 14 / 11:24 am (ACI/EWTN Noticias).- “Poderoso, fascinante e ressonante”. Assim Russell Crowe descreve o filme Noé (Noah) no convite que publicou na rede social twitter ao Papa Francisco para que assista ao filme sobre o relato bíblico do dilúvio universal no qual o ator é o protagonista.

“Querido Santo Padre, gostaria de ver o filme (Noé)? A mensagem do filme é poderosa, fascinante e ressonante”, diz Crowe em seu tweet no qual inclui menções às contas do Papa Francisco em inglês e italiano e também à do diretor do filme, Darren Aronofsky.

Noé estreará no próximo dia 4 de abril nos cinemas espanhóis e em março em diversos países da América Latina. O filme está protagonizado por Russell Crowe, que dá vida ao homem eleito por Deus para construir a arca ante o iminente dilúvio.

O elenco da superprodução de Aronofsky se completa com nomes de peso como o de Jennifer Connelly (Uma mente brilhante) que interpreta a sua esposa Naamá, Anthony Hopkins (Thor, O silêncio dos inocentes) no papel de Matusalém e Emma Watson (Harry Potter) dando vida a uma jovem que tem uma relação próxima com Shem, um dos filhos de Noé.

Douglas Booth (LOL, Romeo and Juliet) dará vida ao personagem deste filho apaixonado por Noé, enquanto que Logan Lerman (Percy Jackson e o ladrão de raios, Os três mosqueteiros) dará vida ao outro filho de Noé, Ham. O vilão do filme será interpretado por Ray Winstone (Infiltrados, London Boulevard).

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26762)

O hábito de organizar a vida sem Deus, causou uma ruptura na transmissão da fé

Cardeal Ouellet abre a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 25 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Teve início nesta terça-feira, 25 de fevereiro, no Vaticano, a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) sobre a “Emergência Educativa e a transmissão da fé aos jovens latino-americanos”. Na abertura, o Cardeal Marc Ouellet, presidente da CAL, fez a palestra “Significado do Pontificado de Francisco para a América Latina: exigências e responsabilidades”.

Em entrevista a Rádio Vaticano, o cardeal Ouellet explicou que o tema da Plenária pretende dar continuidade ao tema da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Portanto, haverá um momento dedicado à avaliação da JMJ, quando o Cardeal Scherer fará a conferência: “A JMJ do Rio: exigências e desafios levantados para a Igreja brasileira e latino-americana”.

Sobre a emergência educativa, Ouellet destacou que o secularismo está se difundindo também na América Latina, e “o hábito de organizar a vida sem Deus, causou uma ruptura na transmissão da fé”.

Outro tema importante a ser discutido na Plenária é a família. “A família é um recurso para a nova evangelização, o testemunho do amor é fecundo para a sociedade”, afirmou o cardeal.

Na quarta-feira, o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, falará sobre “A formação na fé das novas gerações cristãs”.

Conforme notícia da Rádio Vaticano, os trabalhos concluir-se-ão na sexta-feira (28), com a apresentação de um projeto de “Recomendações pastorais” sobre o tema da Assembleia. Sexta-feira às 11 horas os participantes serão recebidos em audiência pelo Papa.

Cerca de 25 cardeais e arcebispos da América Latina compõem a Comissão. Os cardeais brasileiros Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno Assis, membros da CAL, também participam da Plenária.

A Pontifícia Comissão para a América Latina é um órgão da Cúria Romana, instituído em 21 de abril de 1958 pelo Papa Pio XII, a fim de estudar os problemas da vida católica, da defesa da fé e da propagação da religião na América Latina. Também visa apoiar o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e coordenar os organismos da cúria em questão.

(Zenit)

O Papa estabelece nova estrutura para assuntos econômicos do Vaticano

Vaticano, 24 Fev. 14 / 06:57 pm (ACI/EWTN Noticias).- Através do Motu Próprio “Fidelis dispensator et Prudens”, com data de hoje, 24, o Papa Francisco estabeleceu uma nova estrutura de coordenação dos assuntos econômicos e administrativos da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

No documento, o Santo Padre expressou que “do mesmo modo que o administrador fiel e prudente tem a tarefa de cuidar atentamente o que lhe foi confiado, assim a Igreja é consciente da responsabilidade de proteger e administrar com atenção seus bens, à luz de sua missão de evangelização e com uma atenção especial aos mais necessitados”.

“Em particular, a gestão dos setores econômicos e financeiros da Santa Sé está estreitamente ligada à sua missão específica, não só ao serviço do ministério universal do Santo Padre , mas também em relação com o bem comum, na perspectiva do desenvolvimento integral da pessoa humana”.

Conforme informou hoje o Escritório de Imprensa da Santa Sé, com este Motu Próprio, o Papa instituiu uma nova Secretaria de Economia, que terá autoridade sobre “todas as atividades econômicas e administrativas dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

Como Cardeal Prefeito deste novo organismo, o Santo Padre nomeou o Arcebispo de Sydney, Cardeal George Pell, um dos oito Cardeais assessores do grupo conhecido como C-8.

O Escritório de Imprensa do Vaticano indicou que “o anúncio de hoje se produz depois das recomendações da rigorosa revisão realizada pela Comissão Referente de Estudo e de Guia da Organização da Estrutura Econômica – Administrativa da Santa Sé (COSEA). Tais recomendações foram examinadas e aprovadas seja pelo Conselho de Cardeais, estabelecido para assessorar o Santo Padre sobre a reforma da Cúria Romana, e pelo Conselho de 15 cardeais destinado ao ‘estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé’”.

A COSEA recomendou “mudanças para simplificar e consolidar as estruturas de gestão existentes e melhorar a coordenação e supervisão em toda a Santa Sé e o Estado da Cidade do Vaticano, e aconselhava um compromisso explícito na adoção de princípios de contabilidade e de gestão financeira geralmente aceitos, assim como na apresentação de relatórios financeiros, controles internos avançados, transparência e governo”.

Com estas mudanças implementadas, será permitida uma participação mais explícita de peritos de alto nível, com experiência em gestão financeira, planejamento e apresentação de informes. Ao mesmo tempo, isto garantirá um uso eficaz dos recursos melhorando o apoio disponível para vários programas, em especial os destinados aos pobres e necessitados.

O Santo Padre determinou a instituição de uma nova Secretaria de Economia, a qual conforme explicou a Santa Sé, “terá autoridade sobre todas as atividades econômicas e administrativas” dentro do Vaticano.

“A Secretaria será responsável, entre outras coisas, da preparação de um orçamento anual para a Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, assim como do planejamento financeiro e as diversas funções de suporte, como os recursos humanos e o aprovisionamento. A Secretaria preparará também um balanço detalhado da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

“A Secretaria de Economia porá em prática as diretrizes formuladas por um novo Conselho de Economia: um Conselho de 15 membros, composto por oito cardeais ou bispos , que reflete a universalidade da Igreja, e por sete peritos leigos de diversas nacionalidades de reconhecida experiência financeira e profissionalismo”.

Este Conselho, explicou o Escritório de Imprensa, “se reunirá periodicamente para avaliar diretrizes e práticas concretas e preparar e analisar os informes sobre as atividades econômico-administrativas da Santa Sé”.

Além disso, será nomeado um Auditor Geral, que será designado pelo Santo Padre, que terá a faculdade de realizar auditorias em qualquer organismo ou instituição da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

De acordo ao Escritório de Imprensa da Santa Sé, estas mudanças confirmam o papel Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), “como o Banco Central do Vaticano, com todas as obrigações e responsabilidades das instituições similares em todo mundo”.

“A AIF (Autoridade de Informação Financeira) seguirá desempenhando seu papel atual e fundamental de supervisão prudencial e regulação das atividades dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

Solicitou-se ao Prefeito da nova Secretaria de Economia, Cardeal George Pell, que inicie sua tarefa o mais breve possível, preparando os Estatutos definitivos e outros trabalhos relacionados.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26752)

“O melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”, diz mãe de 18 filhos

Rosa Pich apresenta hoje, na cidade de Pamplona, Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – É cada vez mais difícil ver uma família com mais de dois ou três filhos… agora, imaginar uma com dezoito é algo que supera até os contos de fadas ou os nossos avós.

Pois bem, hoje, Rosa Pich está apresentando na cidade de Pamplona, na Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

“É um livro muito prático para católicos, protestantes, budistas… Está pensado para uma família com um ou dois filhos, porém escrito a partir da experiência de ter 18 e de ter vindo de uma família numerosa”, diz Pich em entrevista concedida ao jornal Diário de Navarra.

Rosa Pich e seu marido Chema Postigo, de 48 e 53 anos respectivamente têm 18 filhos. Ela vem de uma família com 15 irmãos e ele de uma com 14. Casaram-se quando ela cumpriu 23 anos e ele 28.

Apesar da contrariedade dos médicos seguiram adiante. Disse rosa que “Três dos nossos filhos morreram com doenças do coração severas e o médico nos disse: ‘Não tenham mais filhos’.

Pensando na educação que queriam oferecer aos seus filhos Pich afirmou que “o melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”.

Alimentação e ajuda

Como alimentar um exército tão grande? “Não comemos só frango”, já que, como afirmou a mãe, dois frangos são suficientes para toda a família. “Primeiramente preparamos um quilo de arroz ou espaguete, que custa entre 0,80 e 0,90 centavos e enche muito. Somos de comer muito macarrão. Os meus filhos são esportistas e comilões. Além do mais, não faz falta comer tanta carne. E acompanhamos tudo com pão”. Uma média de 10 barras de pão por dia, aproveitando o desconto de 0,20 centavos que uma padaria oferece para a família.

Recebem alguma ajuda do Estado? “A única é da Renfe. O Estado tem que se mexer. É necessário incentivar a natalidade, porque nos transformaremos em um país de velhos. O problema não é a falta de comida, porque se desperdiça. O problema é que está mal distribuída”.

Ter filhos é ser feliz

Rosa comentou que o pior não é ter filhos aos 40, mas ficar só nessa idade. “Ter filhos é ser muito feliz”, disse. “Parece-me que é preciso aprender que é possível viver com muito pouco. O importante – destacou Pich – e o que a cada dia como mãe tento ensinar aos filhos, é que é preciso dar-se aos demais e desde muito pequeno. Na rua vemos muita gente triste e é por não pensar nos demais”.

Obviamente que uma família tão numerosa não é um convento de monjas. Diz Rosa Pich que “Na minha casa existem momentos de caos, caos. Um precisa cortar o cabelo, outro aconteceu algo na escola… Mas é preciso buscar um momento para si mesmo. As vezes digo: ‘Mamãe está saindo’. Fecho a porta e dou uma volta no quarteirão. Também, depois de comer e jantar, temos um momento de conversa e depois cada um pega seu livro”.

Concluindo a entrevista ao Diario de Navarra Pich quis deixar uma palavra aos seus pais: “Obrigado, obrigado, obrigado.  Ser uma família numerosa implica muitas renúncias e eles me deram tudo e sempre com alegria. Mãezinha, lembro-me que eu lhe perguntava: e quando você vai descansar? E me respondia: “na outra vida”.

(Zenit)

Brasil oferece muitos retiros para as pessoas que querem pular o carnaval com estilo cristão

Lita de retiros que vão acontecer por todo o Brasil

Por Redacao

BRASíLIA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Há poucos dias do carnaval, a Igreja no Brasil, por meio das suas dioceses, movimentos e comunidades oferece várias opções para que os cristãos aproveitem os dias de folga para louvar a Deus e participar de retiros espirituais.

Confira abaixo, a lista que apareceu hoje no site dos Jovens Conectados, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

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BAHIA

Ubaíra
Acampa da Alegria da Comunidade O Coração Adorador, de 28/02 a 04/03
+ informações: (71) 9102-1174 (Diogo)/ 9166-3927 (Ene) / 8632-0110 (Geórgia)

CEARÁ

Bela Cruz
Retiro da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz e Comunidade Católica Aliança com Maria
+ informações: i88) 9962 9575 (falar com Gisele) ou pelo email giselesilveira_bc@hotmail.com

Cariré
Paróquia de Santo Antônio (Diocese de Sobral) e Comunidade Católica Shalom promovem o “Renascer 2014″, de 1º a 04/03 – Local: Escola Marieta Cal´s

RCC Ceará
Encontro de Carnaval “Renovar”: em todas as comunidades ou grupos de oração da Renovação Carismática Católica nas mais de 121 paróquias de Fortaleza e cidades do interior do Estado do Ceará.
+ informações: 85 8775.6470 – www.rccceara.org – comunicadoresceara@gmail.com

DISTRITO FEDERAL

Samambaia
VI LOUVAR-TE, encontro de carnaval realizado pelo Movimento Missionário Eis-me Aqui (Paróquia Nossa Senhora das Graças), de 1º a 04/03
+ informações: página Facebook M. M. Eis-me Aqui / telefones (61) 9343-6179 | 3359-2010
MINAS GERAIS

Ituiutaba
Acampamento de Carnaval Curados Pelo Amor, de 1º a 04/03
Tema: “Buscai as coisas do Alto” (Col 3,1)
+ informações: (34) 96681154/9999 7792

PARANÁ

Jacarezinho
RCC promoverá 15 encontros de carnaval simultaneamente
+ informações e inscrições: www.encontrodecarnaval.com.br

Mandaguari
XXI Retiro de Carnaval do Grupo Agua Viva (G.A.V.), de 1º a 04/03
Local: Colégio Estadual José Luiz Gori (Rua Juscelino Kubitscheck, s/n – Centro)

Maringá
Retiro RCC, de 28/02 a 02/03
Pregador: Ricardo Alves Nascimento (Diocese de Foz do Iguaçu, ex-coordenador nacional do Ministério Jovem; co-fundador do Jesus no Litoral)
Local: Seminário Diocesano de Maringá
+ informações : RCC Maringá (44)3026-8811

Paranaguá
Retiros da RCC
Acampamento de Carnaval na Quintilha, dias 1º e 2/03
Cristoval, na Paróquia São João Batista, dia 04/03

Marialva
Retiro da RCC, Grupo Ágape, de 28/02 a 02/03
Local: Chácara Nossa Senhora do Bom Conselho

RIO DE JANEIRO

Itaguaí
Retiro de Jovens da Cristoteca – dia 1º/03
Lcoal: Santa Cruz, zona oeste do Rio. Haverá bandas, momento de descrontração, baile a fantasia, além de momento de espiritualidade e palestras com missionários da Comunidade Canção Nova.
+ informações: (21)2688-1200

Rio de Janeiro

Retiro de Carnaval Fonte de Vida – Tema: “Eis que já fiz obra nova, não a vedes? ( Is 43,19)”, de 28/02 a 04/03
+ informações: eventioz.com.br\fontedevida

SANTA CATARINA

Itajaí
Retiro da RCC,  de 1º a 04/03
+ informações: contato@rccitajai.com.br

Criciúma
Retiro Vinde e Vede, de 1º a 04/03
+informações: www.rcccriciuma.org.br


SÃO PAULO

Santo Amaro
Maranathá de Carnaval, de 1º a 04/03 – Local: Casa de Itu

São Paulo
Reviver 2014, de 2 a 04/03 – Local: Mosteiro São Bento
+ informações:
fanpage shalomsaopaulo
Tel 11 3853-1782 (após as 14h)

Tatuí
5º Retiro de Carnaval – Grupo de jovens JEANS, de 1º a 05/03 – Local: Chácara Santo Expedito, Tatuí-SP
Contato:
99792-9360 Guilherme

TOCANTINS

Palmas
Retiro da Comunidade Doce Mãe de Deus (DMD)
+ informações: (63) 3224-1407/ 3366-1714

(Zenit)

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela

O Pe. José Palmar depois de ser espancado (Foto: Twitter @angel0288)

CARACAS, 20 Fev. 14 / 11:41 am (ACI).- O sacerdote venezuelano José Palmar foi espancado por policiais e agentes da Guarda Nacional, ao tentar impedir que estes ataquem a um grupo de estudantes que ia em direção à Defensoria do Povo da cidade de Maracaibo.

Conforme informa a imprensa local, a agressão aconteceu na Praça da República. Depois de ser espancado, o sacerdote foi ajudado por estudantes e dirigentes da manifestação.

Devido à gravidade das lesões e afetado pelas bombas de gás lacrimogênio, o Pe. Palmar teve que ser levado a uma clínica para ser atendido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26733)

Evangelização online: o uso das redes sociais como ponto de encontro

O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Sabemos que o sucesso das redes sociais se deve a um fator decisivo: elas facilitaram as relações interpessoais. Foi no começo da primeira década do terceiro milênio que a massificação das tecnologias da comunicação e da informação se globalizou. Em pouco menos de dez anos, aconteceu uma verdadeira revolução, que não foi apenas tecnológica, mas também antropológica.

O homem de hoje pensa, vive e sente com a internet. O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida, o que se reflete na “hiperconexão” de milhões de pessoas em todo lugar e a qualquer momento. Paradoxalmente, a finalidade de relação passou a ser um fator secundário.

Como é que a evangelização entra neste complexo mundo digital? E mais: como entender a evangelização num contexto existencial como o de hoje? Há quem aposte em “habitar a rede” e possibilitar, a partir dela, uma aproximação das pessoas que não conhecem Deus, não acreditam nele ou deixaram de acreditar. Se este objetivo levar a outro mais profundo (o encontro pessoal com Deus) e houver não apenas boas intenções, mas a formação e a criatividade necessárias, isso é ótimo.

Assim como milhares de missionários partiram um dia para anunciar a mensagem de Jesus em novas terras e em novos continentes, assim também os missionários da web desembarcam no continente digital para repropor a mesma mensagem. E a experiência e as lições daqueles evangelizadores podem servir para o presente.

Em primeiro lugar, os missionários transmitiam a palavra de Deus, não a deles mesmos. Eram intermediários entre Deus e os homens e, em consequência, conduziam as pessoas ao fim que era Deus, não a si próprios. Existe hoje a tentação de se colocar no centro da mensagem e acabar desviando a atenção do fim verdadeiro.

Os missionários eram enviados: o impulso vinha de Deus e, como dizia São Paulo, “Ai de mim se não pregar o Evangelho!”. Mas também é verdade que o envio imediato era feito por uma autoridade eclesiástica, que avalizava o trabalho apostólico. Isto continua sendo verdade hoje. A evangelização online exige a boa intenção, mas também a adequada preparação e, na medida do possível, o respaldo ao menos do próprio pároco ou de algum representante eclesiástico que acompanhe e oriente o nosso trabalho.

Os missionários de antigamente aprendiam a língua dos nativos. Os nativos digitais também têm a sua linguagem própria: mais visual, interativa, intuitiva, multimídia. São elementos que o missionário não só precisa conhecer, mas dominar, para falar ao homem contemporâneo de um jeito que ele entenda.

Ao chegar à nova terra, os missionários também sabiam identificar as coisas boas da cultura local. Devemos fazer o mesmo: não quebrar a cabeça pensando em milhares de táticas novas; podemos aproveitar o que já existe, purificando-o, se necessário, e elevando-o.

Finalmente, o sucesso pastoral de muitos missionários não vinha da quantidade de coisas que eles faziam, mas do testemunho de vida santa que eles davam. Se as atividades eram muitas, era porque vinham do conselho que Deus lhes dava na oração. E isso as pessoas notavam, sentindo-se interpeladas a conhecer o Deus com quem o missionário se comunicava. Isto permanece válido: falar primeiro com Deus e depois falar dele para os outros. Os homens de hoje não escutam os mestres, e sim as testemunhas. E, se escutam os mestres, é porque eles são testemunhas.

Em suma, trata-se do desafio de levar as almas ao contato direto com Deus e devolver às redes sociais o seu fator de sucesso. O “grande encontro” passa pelos pequenos encontros que os missionários são chamados a possibilitar na conexão com Deus fora do ambiente digital.

(Zenit)

Maconha: dez razões para não despenalizar nem legalizar seu uso

Folha de Maconha. Foto: H. Zell (CC BY-SA 3.0)

MEXICO D.F., 19 Fev. 14 / 12:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- No contexto da promulgação da lei que permite o consumo de até 40 gramas de maconha por pessoa ao mês no Uruguai; e em meio ao debate público sobre a sua possível legalização ou despenalização em outros países, o Sistema Informativo da Arquidiocese do México publica um artigo no qual apresenta 10 razões convincentes para opor-se a esta medida.

O artigo, publicado em 17 de fevereiro, apresenta as seguintes razões:

1. Falou-se falsamente que fumar maconha não afeta a saúde. Segundo estudos publicados pelo Drug Abuse National Institute dos EUA, entre os efeitos de consumir maconha estão: percepção distorcida da realidade; perda da memória e da capacidade de aprendizagem; falta de coordenação motora; desorientação; incapacidade para pensar com clareza, de reagir e resolver problemas; perda de habilidades cognitivas, que podem ser permanentes; ataques de ansiedade, paranoia, pânico; fobias, alucinações; aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão, o que aumenta em até quatro vezes o risco de ataque cardíaco; baixa no sistema imunológico; problemas respiratórios; tosse; congestão pulmonar e câncer, pois contém mais substâncias cancerígenas que o tabaco.

2. Afetaria gravemente a economia dedicar ao cultivo de droga terras que poderiam dedicar-se a cultivos alimentares e/ou medicinais.

3. Legalizar a maconha não diminuiria a violência; só serviria para enriquecer a uns quantos latifundiários que já sonham com os lucros que conseguirão.

4. Mais de noventa e nove por cento dos viciados em cocaína e heroína começaram com este vício porque algum dia cederam à tentação de experimentar a maconha. E uma vez atravessada essa porta, continuaram experimentando outras drogas cada vez mais fortes. A maconha é a porta de entrada a vícios mais graves.

5. Muita gente que hoje não se atreve a experimentar a maconha porque está proibida, o faria se fosse legal. Logo, não apenas adultos, mas também jovens, adolescentes e crianças estariam consumindo-a, começando seu triste caminho de vício e destruição.

6. Da mesma forma que, ainda que seja proibido, se vende cigarro de tabaco nas esquinas aos motoristas, também se venderão cigarros de maconha. Agora, além de ter que tomar cuidado com os motoristas que dirigem embriagados, também teremos que ter cuidado com os ‘maconheiros’! E quando aumentarem os acidentes automobilísticos, as autoridades instalarão ‘maconhímetro’ junto com o ‘bafômetro?’.

7. As estatísticas provam que uma porcentagem impressionante de delitos são cometidos sob o efeito da droga, em especial, da maconha. As prisões estão cheias de delinquentes que não teriam cometido nada ilícito se não se drogassem.

8. Promover a maconha é promover uma saída falsa. As pessoas se drogam para evadir sua realidade porque vivem um grande vazio existencial. Mas a solução não está em fazer com que as pessoas vivam uma evasão que deixará graves consequências, mas em ajudar-lhes a encontrar o sentido da sua existência. E para isso, não precisa de maconha, precisa de Deus.

9. Diz São Paulo: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gal 5, 1). Como fiéis não podemos estar a favor da legalização de algo que escraviza o ser humano, o deixa viciado, alienado de sua realidade e privado de sua liberdade.

10. Os interessados em legalizar a maconha expõem como muito ‘progressista’ e como um grande ‘avanço’ imitar a outros países que a legalizaram. Mas incentivar que as pessoas se droguem, alterem sua consciência, fiquem viciadas, percam a bússola, a paz, a saúde e o sentido de sua existência, não contribui em nada para melhorar a sociedade, pelo contrário, promove sua deterioração física, mental e espiritual. Queremos isso para a nossa pátria, para o nosso lar?

O Papa Francisco, em sua visita ao Brasil realizada no ano passado por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, inaugurou o polo de atenção aos dependentes químicos de um hospital no Rio de Janeiro e em seu discurso disse que “não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química; é necessário enfrentar os problemas que estão na raiz no uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança para o futuro”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26723)

Lançado app “Comics do Papa Francisco” visando que as crianças conheçam melhor o Papa

Foto: iTunes Store

ROMA, 19 Fev. 14 / 12:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- A empresa Apple acaba de lançar na iTunes Store o aplicativo “Os Comics do Papa Francisco”, desenvolvido pelo Master New Media, para os dispositivos iPad. Esta iniciativa tem como objetivo que as crianças conheçam melhor o Bispo de Roma.

Conforme assinala o L’Osservatore Romano, o aplicativo tem três opções a escolher: As frases do Sumo Pontífice (com desenhos que representam suas mensagens), jogar e colorir com o Papa, e finalmente as histórias do Santo Padre.

Os mais novos da casa podem escutar seus discursos, ler suas publicações no Twitter, assim como ficar sabendo mais sobre a vida de Francisco antes de ser eleito.

Atualmente o aplicativo está disponível somente em dois idiomas: inglês e alemão, ainda não está disponível em português e tem um custo de 2,99 dólares.

O site para baixa-lo é: https://itunes.apple.com/us/app/pope-francis-comics/id813620711?mt=8

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26724)

Cerca de 180 cardeais participarão a partir de amanhã no primeiro Consistório do Papa Francisco

Foto Grupo ACI

VATICANO, 19 Fev. 14 / 01:55 pm (ACI/Europa Press).- Cerca de 180 cardeaisparticiparão a partir desta quinta-feira, 20 de fevereiro, no primeiro consistório do Papa Francisco, no qual criará, no sábado, 22 de fevereiro, a 19 novos cardeais, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

O diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, o Padre Federico Lombardi precisou que as reuniões acontecerão na sala nova do Sínodo. Sobre o procedimento, o porta-voz do Vaticano explicou que começará com a celebração da ‘Hora Terça’, e com a saudação do decano do Colégio Cardenalício, o Cardeal Angelo Amato.

O tema principal deste consistório é a família e a pastoral familiar. O presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, fará uma introdução dedicada à pastoral familiar e depois acontecerão as intervenções livres dos cardeais. Em relação à introdução do Cardeal Kasper, o Pe. Lombardi especificou que não se fará pública.

As visitas de cortesia previstas para sábado de tarde, depois da celebração às 11h da manhã do consistório para a criação dos novos cardeais na Basílica Vaticano, acontecerão em sua maioria na Sala Paulo VI.

O porta-voz do Vaticano destacou que o consistório “não tem nenhum tipo de poder decisivo”, mas se trata de uma assembleia na qual os cardeais manifestam livremente e sem ordem prévia seu pensamento.

O Pe. Lombardi destacou sua “importância” para o Pontífice e para o Colégio Cardenalício “porque se dão conta da atmosfera e do pensamento que há”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26726)

Em restauração o Cristo redentor do Rio de Janeiro

120 dias e 833 mil dólares para restaurar a famosa escultura, símbolo da cidade. A obra, visitada a cada ano por 700 mil turistas, não será fechada ao público

Por Redacao

ROMA, 18 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Cristo Redentor do Rio de Janeiro está sendo reformado. A célebre estátua no topo do Corcovado, que dos seus 710 metros de altura embeleza a cidade e é símbolo e ponto de referência para mais de 700 mil turistas.

Um grupo de trabalhadores especializados em operações em grandes altitudes começou nesses dias os trabalhos de restauração da escultura, depois da benção do arcebispo, mons. Orani João Tempesta, próximo cardeal no consistório do 20 de fevereiro.

Realizado em 1931, medindo 28 metros e pesando cerca de 700 quilos, o Cristo Redentor é patrimônio histórico do Brasil, e em 2007, foi proclamado uma das sete maravilhas do mundo. Vai demorar pelo menos quatro meses para restaurar o dedo polegar da sua mão direita atingido no dia 17 de janeiro desse ano por um raio durante uma violentíssima tempestade que afligiu o Rio de Janeiro.

Os trabalhos de restauração serão inteiramente financiados pela arquidiocese e por empresas privadas. O acordo prevê uma despesa total de 833 mil dólares. Durante os 120 dias de operação, que se limitará às mãos e à cabeça, a obra não será fechada ao público.

(Trad.TS)

(Zenit)

São Valentim

A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Por Fabiano Farias de Medeiros

HORIZONTE, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Hoje é dia de São Valentim, santo conhecido por ser o protetor dos namorados, cujo nome e testemunho deu nome à tradição do Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim (The Valentine’s Day como é conhecido nos Estados Unidos).

Valentim era sacerdote em Roma no século III, durante o reinado do imperador Cláudio II, o Gótico.  O Imperador, durante seu governo, instituiu a proibição dos matrimônios em seu reino, pois tinha o objetivo de constituir e sedimentar um grande e poderoso exército e para que isso acontecesse julgava ser necessário os jovens não terem família. Isso os fariam alistarem-se mais facilmente. Daí a proibição dos casamentos.

Valentim contrariou as ordens do imperador e continuou a celebrar os casamentos ainda que secretamente. Ao saber da atitude de Valentim o imperador mandou prendê-lo e o levou à um interrogatório público. A sabedoria de Valentim lhe valeu o elogio do imperador que antes de lhe mandar prender exclamou: “Escutem a sábia doutrina deste homem”.

Valentim ficou preso na casa do prefeito Astério, cuja filha era acometida de cegueira. Valentim pediu a Deus pela jovem que ficou curada e também foi responsável pela conversão de toda a sua família, fato este, que agravou sua condição diante do imperador que ordenou sua execução em 14 de fevereiro de 270 sendo decapitado.

A sepultura de Valentim foi encontrada em 346, numa capela subterrânea na via Flaminia e a maior parte de suas relíquias estão agora na igreja de Santa Praxedes. A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Neste ano o Papa Francisco se reunirá em uma audiência na Praça de São Pedro com cerca de 20 mil namorados. O tema da audiência é “a alegria do sim para sempre”.

Que o testemunho de São Valentim nos impulsione a buscar, defender e viver a fé e o amor verdadeiro, fruto de uma amizade sincera e da busca da vontade de Deus no matrimônio aos que são chamados à este estado de vida.

(Zenit)

Dom Celli pede transmitir a ternura de Deus através da Internet

Dom Claudio Maria Celli. Foto: CNBB

HAVANA, 13 Fev. 14 / 12:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, afirmou durante um seminário de comunicação para bispos da América Central e do Caribe realizado em Havana (Cuba), que a conexão da Internet deve ir acompanhada de um verdadeiro encontro que transmita às pessoas a ternura de Deus.

“Não basta estar conectados, é necessário que a conexão vá acompanhada de um verdadeiro encontro. Precisamos de ternura. Nossos meios são convidados a comunicar a ternura de Deus para as pessoas. Não somos uma rede de cabos, mas de pessoas humanas”, enfatizou o Prelado.

Durante o evento, a autoridade vaticana assinalou que a pastoral da comunicação deve ter em conta o aumento do número de “nativos digitais”, quer dizer, aquelas pessoas que nasceram durante ou depois da revolução tecnológica e que fazem das novas tecnologias parte de sua vida cotidiana. “Nosso problema não é como nos aproximamos da realidade de hoje, mas como nos preparamos para os próximos anos, como acompanhamos este caminho e nos preparamos pastoralmente”, explicou.

Nesse sentido, indicou que houve um discernimento prévio antes de abrir a conta do Twitter @Pontifex. O desafio é “descobrir, com audácia e prudência, as formas mais adequadas e eficazes de comunicar a mensagem evangélica aos homens de nosso tempo”, e assegurou que a dimensão primitiva da comunicação evangelizadora é o testemunho.

Dom Celli disse que o magistério da comunicação passou de uma visão instrumental dos meios de comunicação a uma visão ambiental, pois os meios criam um ambiente de vida, o continente digital, onde vivem centenas de milhões de pessoas. “Eu não utilizo a Internet para evangelizar, mas evangelizo na Internet, habitando na Internet. Isto supõe uma mudança cultural de visão”, destacou.

Durante a sua exposição, a autoridade vaticana também aprofundou em alguns conceitos que o Papa Francisco destacou em sua mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, onde assinala que a comunicação é, definitivamente, uma conquista mais humana que tecnológica, e o poder da comunicação é a sua proximidade, vista da perspectiva da parábola do Bom Samaritano.

O representante vaticano concluiu afirmando que 60 milhões de pessoas recebem os tweets do Papa. “Isso significa entrar em diálogo, acompanhar o caminho dos seres humanos; uma Igreja que acompanha no caminho sabe colocar-se no caminho com todos, sem exclusões”, indicou.

Por sua parte, o Bispo de Holguín (Cuba), Dom Emilio Aranguren, expôs sobre a “Espiritualidade de comunhão e conversão pastoral”, onde afirmou que uma espiritualidade compartilhada e de comunhão será fundamental para conseguir a “verdadeira travessia” da mudança que implica a conversão pastoral “sem que nenhuma ovelha fique para trás”.

O Prelado assinalou que a evangelização “é fazer que a Boa Notícia de Jesus Cristo vá suscitando o encontro entre as pessoas em comunhão de vida e de fé”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26693)

“Eu Rezo Pelo Papa”: Comunidade Shalom lança Campanha de Oração pelo Papa Francisco

FORTALEZA, 13 Fev. 14 / 12:48 pm (ACI).- Respondendo ao constate pedido do Santo Padre, “Rezem por mim”, especialmente no comovente gesto na inauguração do seu pontificado quando inclinou-se e pediu que em silêncio aos presentes na Praça de São Pedro para que rezassem por ele, a Comunidade Católica Shalom mobiliza nas redees sociais uma campanha de oração pelo Santo Padre com o nome: “Eu Rezo Pelo Papa”.

A Fanpage  criada   no dia 3 de fevereiro já conta com mais de  9 mil curtidas até a conclusão deste texto. Na página, os participantes declaram que rezam pelo  papa e oferecem terços, missas e outras devoções como intercessão pelos trabalhos do pontífice.

Para aderir basta rezar por Francisco e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag #EuRezoPeloPapa. As hashtags também estão disponíveis em mais outras seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

“Queremos motivar as pessoas a rezarem pelo Papa. É uma forma de apoiá-lo em sua missão. Esta é uma iniciativa voltada para todos aqueles que gostam de Francisco”, explicou João Edson Queiroz, membro do Conselho Geral do Shalom e um dos responsáveis pela iniciativa. Ainda segundo Queiroz a meta é que até o final do mês a página chegue a 20 mil seguidores.

Faz parte da história da Comunidade Católica Shalom o amor, zelo, obediência e intercessão pelos Papas. Foi aos pés do Beato João Paulo II, durante uma celebração eucarística, que Moysés Azevedo, fundador da instituição, ofereceu sua vida pela evangelização dos jovens em 9 de julho de 1980.

Durante o anúncio da renúncia do bispo emérito de Roma, Bento XVI, a comunidade encontrava-se em Retiro de carnaval no ginásio Paulo Sarate, ocasião em que já começaram a rezar pelo novo papa.

Durante o período da Sé Vacante foi orientado para os membros da instituição um tempo especial de oração pela eleição do novo Papa que viria ser o cardeal Bergoglio.

“Rezar pelo papa e suas intenções é um dever nosso como cristão, como ovelhas que são guiadas pelo seu pastoreio”, disse João Edson.

Campanha “Eu Rezo Pelo Papa”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26694)

Cardeal Dziwisz explica por que não queimou as meditações de João Paulo II

Cardeal Stanislaw Dziwisz. Foto: Leszek (CC-BY-SA-2.5)

ROMA, 12 Fev. 14 / 11:04 am (ACI/EWTN Noticias).- O Cardeal Stanislaw Dziwisz, Arcebispo de Cracóvia (Polônia) e secretário pessoal durante mais de 40 anos do Beato João Paulo II, explicou as razões pelas quais não queimou as meditações do Pontífice polonês como o tinha solicitado antes de morrer e que agora foram publicadas em um livro intitulado: “Estou nas mãos de Deus. Anotações pessoais 1962-2003”.

O Cardeal conversou com o grupo ACI sobre a polêmica que gerou a publicação destas meditações contrariando a vontade do amado Papa peregrino, que em 27 de abril será canonizado junto com o Papa João XXIII, e que suscitaram diversas críticas.

O Cardeal assinalou que “esta polêmica é absurda, não tem sentido, nenhum sentido. Ele (João Paulo II) me conhecia. Ele sabia a quem deixava estas coisas, sabia que me comportaria com responsabilidade que é a forma como tentei fazer em toda a minha vida de serviço para com ele: servir, por um lado com obediência e por outro lado com prudência e responsabilidade. Você se imagina queimando coisas deste tipo?”

O Cardeal disse logo que “é necessário distinguir os documentos importantes das coisas que não importam. Estas (meditações) não eram correspondências, eram uma coisa mais profunda que pode ajudar a muitas pessoas a descobrir como se reza, como se ama”.

“Ele (João Paulo II) tinha uma vida muito profunda e não se abria facilmente. Aqui, através destas meditações, será possível descobrir um pouco o seu coração, a sua fé, a sua devoção, o que levava dentro de si”.

O Arcebispo de Cracóvia comentou ao Grupo ACI que João Paulo II foi “um Papa que esteve no serviço 27 anos, que levou consigo tantas riquezas espirituais e estas meditações documentam a sua vida espiritual. Ao ser proclamado santo é indicado pela Igreja como exemplo porque a vida que ele teve pode ser um exemplo para todos”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26685)

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”
O editor Alexandre Varela em entrevista a ZENIT. O blog diariamente recebe 450 mil visitas e está na reta final do prêmio TopBlog

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “O Catequista” é um dos maiores blogs católicos do Brasil e recebe cerca de 450 mil visitas no seu site diariamente.

A sua proposta é uma “Catequese de Boteco”, assim como o próprio editor o define na entrevista abaixo. O objetivo dessa Catequese é diferente da catequese tradicional. Quer ser um complemento. Levar a fé àquelas pessoas que estão distantes dos linguajares mais rebuscados dos livros de teologia, sem, por isso, deixar de lado a ortodoxia.

Alexandre Varela, editor do blog O Catequista, junto com sua esposa Vivane, tem formação em matemática pela UERJ, MBA em Gestão Empresarial e Pós-Graduação em Gestão Avançada de Projetos pela FGV.  Atua como Gerente de Projetos, certificado pelo Project Management Institute, com sede nos EUA.  Já atuou como Secretário Arquidiocesano de Pastoral, coordenador da Pastoral da Juventude e coordenador da Pastoral Universitária na UERJ. É Membro do Movimento Católico Comunhão e Libertação, catequista de Crisma e pai de três filhos.

Nesse ano o blog “O Catequista” está na reta final do maior prêmio para blogs do Brasil, o TopBlog. O seu desejo é vencer esse prêmio porque “será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade” – como disse Varela a ZENIT. Pode-se votar usando esse link: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva concedida a ZENIT:

***

ZENIT- De onde surgiu a ideia desse apostolado?

Alexandre: Surgiu quase sem querer! A ideia original era conseguir responder aos crismandos da nossa turma, sobre assuntos que apareciam na imprensa e envolviam a Igreja.  Fizemos isso com a mesma linguagem irreverente e informal que usamos durante os encontros. Literalmente por graça, o site cresceu e hoje é um dos maiores blogs católicos do Brasil!

ZENIT – Catequizar com a linguagem do mundo de hoje é fácil?

Alexandre: Em tudo o que fazemos, nunca deixamos a Tradição de lado. Somos absolutamente fiéis ao Papa. Mas, com um linguajar informal. Gostamos de definir nosso estilo como “Catequese de Boteco”, justamente porque fazemos tudo como se fôssemos um grupo de amigos em um bar, falando sobre Cristo e sobre a experiência Cristã.  A maior dificuldade disso é que muitas pessoas estão predispostas a ler sobre religião com um jeito empolado de escrever e acabam por não entender a nossa proposta. Mas isso não é um problema. Para estas pessoas já existem muitos livros e sites. Queremos alcançar justamente os que preferem textos mais rápidos e bem humorados. Essa é a nossa marca!

ZENIT – Qual a sua maior satisfação com esse apostolado?

Alexandre: Nossa maior satisfação é ver como Cristo conduziu todo esse projeto. É sentir que estamos fazendo algo para a Glória d’Ele! Hoje não temos só o blog, temos uma FanPage, um podcast (o Catecast), dois programas de rádio, escrevemos para alguns veículos (inclusive o ZENIT) e temos um novo programa ao vivo via Youtube (a Liga dos Blogueiros Católicos).  E ainda neste ano vamos estrear mais duas atrações! Tudo isso trabalhando normalmente e criando três filhos pequenos! Se não fosse pela vontade do Senhor, isto não seria possível.

ZENIT – Qual seu maior desafio?

Alexandre: Nosso maior desafio é continuar crescendo e oferecendo conteúdo cada vez melhor para nossos leitores, ouvintes e especatores. É impressionante as ideias e projetos que vêm surgindo naturalmente, além dos convites para participações em programas e palestras. Queremos conseguir dar conta de tudo.  E aos poucos, tenho certeza de que o Senhor nos guiará da melhor forma (tem sido assim até hoje). Não vamos parar. Vamos avançar pra águas cada vez mais profundas!

ZENIT – E a liga dos blogueiros católicos? Como vai?

Alexandre: Cada dia com mais audiência! Na última, tivemos praticamente o dobro de público ao vivo! É muito legal ver como as coisas que falamos repercutem nos dias seguintes em várias fanpages e blogs, sem falar no prazer de dividir a atração com outros blogueiros fantásticos. Ficamos realmente muito felizes com o sucesso do programa e queremos apostar muito nesse formato. Sentíamos falta de um programa de TV que pudesse discutir atualidades do ponto de vista da experiência católica. O Youtube nos permitiu fazer isso e daquela maneira irreverente que é a nossa marca.

ZENIT – O Blog O Catequista está na reta final do TopBlog. Como podemos ajudá-lo a vencer?

Alexandre: Estamos concorrendo na categoria Religião e, com ajuda dos nossos leitores, passamos para a fase final. Agora a votação é muito apertada e toda a ajuda será muito bem-vinda! Esse prêmio será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade. E assim, teremos a chance de falar para públicos que ainda não conseguimos alcançar. Quem quiser nos ajudar nessa caminhada pode votar até duas vezes (usando e-mail e Facebook) por meio do endereço: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

(Agência Zenit)

Índia: Relatório reporta 4 mil casos de violência contra cristãos

Cardeal Oswald Gracias (Foto Jayarathina (CC BY-SA 3.0))

Roma, 12 Fev. 14 / 09:11 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Bombaim (Índia) e Presidente da Conferência Episcopal do país, Cardeal Oswald Gracias, apresentou o “Relatório sobre a perseguição em 2013”, que recolhe mais de quatro mil casos de violência contra os cristãos acontecidos no país e realizados por grupos extremistas hindus.

Este relatório foi elaborado por diferentes entidades e organizações cristãs na sociedade civil indiana, como Catholic Secular Forum (CSF); All India Christian Council; Evangelical Fellowship of India; Global Council of Indian Christians e World Watch Monitor.

O estudo apresenta o assassinato de sete fiéis, entre eles um menor de idade, assim como também casos de abusos e agressões a mil mulheres, 500 crianças, 400 sacerdotes de diferentes confissões e ataques a mais de 100 Igrejas e lugares de culto cristão, conforme informou a agência vaticana Fides.

A entrega do relatório aos Bispos esteve a cargo do Presidente e do Secretário da CSF, Joseph Dias e o juiz Michael Saldanha, respectivamente.

Dos quatro mil casos apresentados e documentados em detalhe, mais de 200 são casos graves de perseguição, sobretudo nos estados de Karnataka onde, a pesar da mudança de governo, a perseguição cristã é mais frequente.

Outro dos lugares é Maharashtra que conforme assinalou o relatório “parece ser o próximo laboratório do extremismo hindu”. Também estão os estados de Andra Pradesh, Chhattisgarh, Gujarat, Orissa, Madhya Pradesh, Tamil Nadu e Kerala.

As falhas no sistema legal do país é outro dos pontos analisados no documento. Estas falhas permitem a propagação da violência e a impunidade dos agressores.

Existem também outras leis que negam aos dálits cristãos e a outras minorias os direitos concedidos aos dálits hindus, assim como leis que proíbem a conversão e que estão em vigor nos estados de Orissa, Arunachal Pradesh, Madhya Pradesh, Rajasthan, Gujarat, Chhattisgarh e Himachal Pradesh.

O relatório indica que uma lei integral para deter a violência que foi apresentada no ano passado ao Parlamento ainda não foi examinada nem debatida, e na maioria dos casos “a polícia se nega a receber as denúncias”, e os meios de comunicação do país não divulgam estes fatos ou minimizam o acontecido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26683)

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco é lançada nas redes sociais
Utilizando # em sete línguas, o convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades

Por Emanuele Sales

FORTALEZA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “Eu rezo pelo Papa” é o título da campanha que tem mobilizado intercessores do Papa Francisco nas redes sociais. O objetivo é corresponder ao pedido feito por Jorge Mario Bergoglio em 13 de março do ano passado, quando foi eleito pontífice: “Rezem por mim”.

O convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades. Na página no Facebook, há quem oferece oração em forma de pequenos sacrifícios, como a abstinência de chocolate por um período.  Já outros adeptos da campanha prometem rezar novenas, rosários e terços. Há também quem decide lembrar-se do Papa e ofertar-lhe ações cotidianas, como o serviço a Deus e atos de amor ao próximo.

“Essas pequenas coisas se tornam extraordinárias quando colocamos amor e fazemos pensando em ajudar alguém, em apoiar a missão de fazer o bem”, afirma Antonio Marcos Farias, que promete rezar o Angelus pelas intenções do Papa Francisco.

A página www.facebook.com/eurezopelopapa foi lançada no domingo (9), por iniciativa da Comunidade Católica Shalom.  Para aderir basta rezar pelo pontífice e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag  #EuRezoPeloPapa.  As hashtags também estão disponíveis em mais seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

(Agência Zenit)

A menina que rezou o terço com Nossa Senhora

Redação – (Terça-feira, 11-02-2014, Gaudium Press– Numa pequena cidade francesa, aos pés do Pirineus, três meninas saíram para apanhar lenha.

Tinham recomendação materna, especialmente a mais velha, de não colocar seus pés na água do rio, pois ela sofria de asma e fazia frio. Era 11 de fevereiro de 1858.nossa_senhora_de_lourdes.JPG

A pequena cidade, ainda pouco conhecida, chamava-se Lourdes. As meninas mal sabiam que algo de maravilhoso estava para acontecer.

Duas das meninas chegando ao rio aventuraram atravessá-lo. Bernardette, a terceira menina, obediente, não atravessou o Rio Gave que nasce na alto nevado da cordilheira e passa pela cidade. Nessa época do ano o rio tem menos água, fica raso, mas é muito frio.

Enquanto esperava sua irmã e sua prima, Bernardette sentou-se em uma pedra ao lado da entrada de uma gruta conhecida na região como Massabielle que, no dialeto local, significa pedra velha ou rocha velha, quando de repente…

Bem, deixemos que própria Bernardete nos conte:

Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som de sussurro. Olhei para as árvores e elas estavam paradas e o ruído não era delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o sinal da cruz, ela mesma, e, na segunda tentativa, eu consegui fazer o sinal da cruz, embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios”. Quando eu terminei a Ave-Maria, ela desapareceu.

Este fato sobrenatural viria modificar a vida de nossa vidente e de toda sua família. Tida como louca por alguns, falsária por outros e beata por poucos, Bernardete passaria por muitas dificuldades.

A primeira dificuldade era fazer-se crer pelo pároco de Lourdes, Pe. Dominique Peyramale, que, no início das aparições, diante do mistério que envolvia tudo que passou a acontecer, não lhe dava crédito. E lhe pedia uma prova, algo que lhe fizesse acreditar naquela misteriosa mulher.

O inverno era rigoroso e o padre Peyramale pediu que, como sinal, a mulher misteriosa, fizesse florir rosas em seu jardim. Nada aconteceu… Ele continuou incrédulo.

Foi somente depois de 25 de março de 1858 que ele passou a crer na veracidade do que acontecia na Gruta:

Naquele dia, Bernardette perguntou à Virgem Maria qual era seu nome. A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A menina voltou alegre e correu até a Igreja para contar ao Padre a resposta da Virgem. Foi então que o cauto sacerdote percebeu que a resposta era um evidente sinal para dissipar suas dúvidas:

Como aquela pobre, inculta e desinformada criança poderia saber do dogma da Imaculada Conceição de Maria?

Ainda havia muito pouco tempo desde que o Papa Pio IX tinha proclamado Maria como Imaculada…

Mas, enquanto isso, milagres e mais milagres continuavam a acontecer nas águas saídas das mãos de Santa Bernardete, por indicação de Nossa Senhora! E até hoje não pararam…

Para comprovar o caráter miraculoso dos fatos que passaram a acontecer com os doentes que iam à Gruta e tomavam daquela água lá nascida, foi instituída uma junta médica para analisar cada um desses fatos. E muitos deles foram considerados milagrosos: eram milagres do corpo e da alma.

O mais recente desses milagres deu-se com uma italiana de nome Daniela Castelli. Ela sofria de um tumor maligno e já se encontrava praticamente desenganada pelos médicos. Após algumas idas a Lourdes, Daniela foi curada. E o miraculoso da cura foi comprovado pela comissão de médicos, no ano de 2010.

Hoje Castelli trabalha como voluntária no Santuário.

O Professor Plínio Corrêa de Oliveira, comentando Lourdes e seus milagres afirmou que, “para glorificar ainda melhor sua Mãe, Nosso Senhor fez mais. Em Lourdes, como estrondosa confirmação do dogma, fez o que nunca antes se vira: instalou no mundo o milagre por assim dizer em série e a título permanente. Até então, o milagre aparecera na Igreja esporadicamente. Mas em Lourdes, as curas mais cientificamente comprovadas e de origem mais autenticamente sobrenatural se dão, há cem anos, a bem dizer a jato contínuo, à face de um século confuso e desnorteado”.[1]

Peçamos a Virgem de Lourdes que vele por todos nós e nos conceda os milagres que precisamos e… esperamos.

Por Lucas Miguel Lihue

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[1]Plinio Corrêa de Oliveira, “Primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário”, “Catolicismo”, nº 86, fevereiro de 1958.

(http://www.gaudiumpress.org/content/55730#ixzz2t6PZkDdI )

Suicídio: a definição em três pontos

Para o Glossário de Bioética, o suicídio é o ato de matar a si próprio. Quando o ato de provocar a própria morte é realizado através de um terceiro, com a aprovação do sujeito, tem-se o suicídio assistido.

Por Carlo Bellieni

ROMA, 11 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O suicídio é o assassinato de si mesmo, um ato cuja relação com a solidão é geralmente muito estreita, a ponto de lançar dúvidas sobre a verdadeira liberdade de escolha de quem o comete. O suicídio assistido é o ato de provocar a própria morte através de um terceiro, com a aprovação do sujeito.

Realismo

É o ato de dar fim voluntariamente à própria vida. Em caso de não ser possível fazê-lo ativamente e por isso apelar-se para a ação de outro, temos o suicídio assistido. O suicídio pode ser cometido ativamente, mediante fármacos ou armas ou com intervenções lesivas de vários tipos, ou passivamente, removendo-se os instrumentos necessários para a salvação da vida. O suicídio foi condenado pela cultura ao longo dos séculos. Hoje, uma corrente pós-moderna o considera um ato de livre escolha e, por isso, digno de respeito. Com frequência, quem recorre ao suicídio está em situação de abandono ou depressão; mais raramente, em situação de sofrimento físico ou de doença terminal. O suicídio, especialmente quando muito alardeado pela mídia, acaba se tornando “contagioso” e sugestionando outros a cometê-lo.

A razão

Quem e por que recorre ao suicídio? Um estudo canadense mostra que, entre os enfermos que solicitam a morte, é alto o índice de pessoas deprimidas. Mas a depressão é tratável: assim sendo, a lei sobre a eutanásia não acabaria deixando de proteger os pacientes cujas escolhas são influenciadas pela própria depressão? Dos idosos deprimidos, de acordo com estudos, apenas 10% são encaminhados a especialistas, contra 50% dos jovens deprimidos. Não deve surpreender, portanto, que alguns deles peçam para morrer.

Como pretender a liberdade de suicidar-se no hospital ao mesmo tempo em que se lamenta o suicídio de quem se atira de uma ponte? É um paradoxo que compromete qualquer suposta liberalização: quem aprova o primeiro suicídio e desaprova o segundo nunca explicou quem está autorizado a decidir quais são as pessoas dignas do suicídio e quais não são. Se o suicídio é liberdade, por que preocupar-se com a sua propagação? Com que base admitir ou excluir uma pessoa do suicídio autorizado por lei? Tanto faria, afinal, aprovar todos os suicídios, mesmo o do adolescente que perde a namorada ou o da garota que vai mal na universidade. Quem é o juiz laico do coração dos outros? A tragédia é que, em nome da solidão elevada a suprema corte e poeticamente chamada de “autonomia”, ninguém mais estará autorizado a salvar o suicida, pois qualquer interferência seria ilegal: a decisão do suicida, afinal, é seu direito. No panorama atual, podemos esperar que aquele que salva um suicida, em vez de receber um prêmio, seja denunciado.

O sentimento

O suicídio é um grito de socorro que exige uma resposta. É urgente melhorar o atendimento para todos, especialmente para as pessoas com deficiências mentais, para as pessoas abandonadas e para as vítimas da angústia. E é urgente parar de dizer que tudo o que decidimos em nossa solidão é uma decisão correta. É muito fácil para o Estado liberar o suicídio, livrando-se da sua responsabilidade e da sua obrigação à solidariedade.

(Fonte: Agência Zenit)

Georg Ratzinger: Meu irmão Bento XVI “não se arrepende de ter renunciado”

Georg Ratzinger e seu irmão Bento XVI (Foto News.va, fotógrafo Manuel González Olaechea e Franco (CC BY-SA 3.0))

VATICANO, 11 Fev. 14 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Monsenhor Georg Ratzinger, o irmão de Bento XVI, recordou em uma recente entrevista a um meio espanhol que o agora Bispo Emérito de Roma não se arrepende de sua decisão de renunciar ao pontificado devido a sua falta de forças físicas. Além disso, disse, tem clara qual é a sua missão na Igreja.

Ao ser perguntado sobre o primeiro aniversário da renúncia e sobre as reflexões feitas durante esses meses, Georg Ratzinger afirma: “meu irmão não se arrepende da decisão que tomou há um ano. Ele tem muito claro quais são as tarefas e funções que quer realizar. A renúncia foi uma decisão clara que continua sendo válida hoje”.

Com 90 anos, este sacerdote e músico alemão que foi homenageado por João Paulo II com o título de protonotário apostólico, vive tranquilamente os seus dias em sua casa de Ratisbona, de onde concedeu uma entrevista Telefônica.

Recordando o dia em que os cardeais do conclave de 2005 elegeram o seu irmão como Papa, afirma que se sentiu “bastante derrotado” por considerar que não teria mais tempo para desenvolver os estudos teológicos que tanto gostava e que o levaram a ser Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Nove anos depois de sua eleição, Bento XVI encontra tempo na sua ainda carregada agenda para dedicar-se ao estudo e à música, duas de suas paixões. “Meu irmão está em bom estado de saúde. Ele tenta manter a serenidade, mesmo sem ter todo o tempo que gostaria para tocar o piano ou conversar por telefone, já que ainda recebe muitas visitas e mantém audiências”, confessou Georg, que assegurou que Bento XVI continua estudando teologia, mas não confirmou a possibilidade de que esteja escrevendo suas memórias.

A relação dos dois irmãos sempre foi estreita, revela Georg. Foram criados juntos, cresceram e foram estudar no mesmo seminário juntos e foram ordenados sacerdotes. Também compartilham alguns dias da primavera, nos últimos anos –como é tradição dos papas- na casa de verão de Castel Gandolfo.

Georg indica que “tenho um segundo telefone no quarto com um número que só ele conhece. Se esse telefone toca, sei que meu irmão, o Papa, está me ligando”.

Estes e outros dados foram revelados por Monsenhor Ratzinger no livro “Meu irmão, o Papa” (Mein Bruder, der Papst), que reflete a entrevista concedida ao jornalista e escritor alemão Michael Hesemann.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26682)

Santa Escolástica, irmã de São Bento

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Redação – (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) – A história de Santa Escolástica está intimamente ligada à aquele que por desígnios da Providência nasceu com ela para a vida, o grande São Bento, seu irmão gêmeo e pai do monacato ocidental, a quem amou com todo o seu coração. Hoje, dia de Santa Escolástica, transcrevemos o artigo abaixo:

Quando Nosso Senhor veio ao mundo, trouxe-nos um mandamento novo: “Como eu vos tenho amado, assim escolastica_1.jpgtambém vós deveis amar-vos uns aos outros”(Jo 13,34). Este amor levado às últimas consequências propiciou-nos a Redenção. E um relacionamento humano regrado e bem conduzido deve seguir o exemplo do Divino Mestre. O verdadeiro amor ao próximo é aquele que se nutre por outrem por amor a Deus e que tem o Criador como centro, visando a santidade daqueles que se amam. Já ensinava Santo Agostinho que só existem dois amores: ou se ama a si mesmo até o esquecimento de Deus, ou se ama a Deus até o esquecimento de si mesmo.

Assim foi Santa Escolástica, alma inocente e cheia de amor a Deus, de quem pouco se conhece, mas que, abrindo-se à sua graça, adquiriu excepcional força de alma e logrou chegar à honra dos altares. Sua história está intimamente ligada à aquele que por desígnios da Providência nasceu com ela para a vida, o grande São Bento, seu irmão gêmeo e pai do monacato ocidental, a quem amou com todo o seu coração.

Nasceram Escolástica e Bento em Núrsia, na Úmbria, região da Itália situada ao pé dos montes Apeninos, no ano 480. Como seu irmão, teve ela uma educação primorosa. Com seus pais, muito católicos e tementes a Deus, constituíam uma das famílias mais distintas daquelas montanhas. Modelo de donzela cristã, Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivava a oração e era inimiga do espírito do mundo e das vaidades.

Sempre caminhou em uníssono com seu irmão Bento, unidos já antes de nascer e irmãos gêmeos também de alma. Com a morte dos pais, Escolástica vivia mais recolhida no retiro de sua casa. Quando se inteirou que seu irmão deixara o deserto de Subiaco e fundara o célebre mosteiro de Monte Cassino, decidiu ela professar a mesma perfeição evangélica, distribuindo todos os seus haveres aos pobres e partindo com uma criada em busca do irmão.

Encontrando-o, explicou-lhe suas intenções de passar o resto da vida numa solidão como a dele e suplicou-lhe que fosse seu pai espiritual, prescrevendo-lhe as regras que deveria seguir para o aperfeiçoamento de sua alma. São Bento, já conhecendo a vocação da irmã, aceitou-a e mandou construir para ela e a criada uma cela não muito longe do mosteiro, dando-lhe basicamente a mesma regra de seus monges.

A fama de santidade desta nova eremita foi crescendo e, pouco a pouco, se juntaram a ela muitas outras jovens que se sentiam chamadas para a vida monástica, colocando-se todas sob a sua direção, juntamente com a de São Bento, formando assim uma nova Ordem feminina, mais tarde conhecida como das Beneditinas, que chegou a ter 14.000 conventos espalhados por todo o Ocidente.

A cada ano, alguns dias antes da Quaresma, encontravam-se Bento e Escolástica a meio caminho entre os dois conventos, numa casinha que ali havia para este fim. Passavam o dia em colóquios espirituais, para depois tornarem a ver-se no ano seguinte. Um dos capítulos do livro “Diálogos”, de São Gregório Magno, ajudou a salvar do esquecimento o nome desta grande santa que tem lugar de predileção entre as virgens consagradas. O grande Papa santo narra com simplicidade o último encontro de São Bento e Santa Escolástica, em que a inocência e o amor venceram a própria razão.

Era a primeira quinta-feira da Quaresma de 547. São Bento foi estar com sua irmã na casinha de costume. Passaram todo o dia falando de Deus. Ao entardecer, levantou-se São Bento decidido a regressar a seu mosteiro, para voltar apenas no próximo ano. Pressentindo que sua morte viria logo, Santa Escolástica pediu ao irmão que passassem ali a noite e não interrompessem tão abençoado convívio. Ao que o irmão respondeu:

– Que dizes? Não sabes que não posso passar a noite fora da clausura do convento?

Escolástica nada disse. Apenas abaixou a cabeça e, na inocência de seu coração, pediu a Deus que lhe concedesse a graça de estar um pouco mais com seu irmão e pai espiritual, a quem tanto amava. No mesmo instante o céu se toldou. Raios e trovões encheram o firmamento de luz e trovões. A chuva começou a cair torrencialmente. Era impossível subir o Monte Cassino naquelas condições. Escolástica apenas perguntou a seu irmão?

– Então, não vais sair? São Bento, percebendo o que se havia passado, perguntou-lhe:escolastica_2.jpg

– Que fizeste, minha irmã? Deus te perdoe por isso…

– Eu te pedi e não quiseste me atender. Pedi a Deus e Ele me ouviu – respondeu a cândida virgem.

Passaram aquela noite em santo convívio, podendo o santo fundador regressar ao seu mosteiro apenas no outro dia pela manhã. De fato, confirmou-se o pressentimento de Escolástica. Entregou sua alma ao Criador três dias depois deste belo fato. São Bento viu, da janela de sua cela, a alma de Escolástica subir ao céu sob a forma de uma branca pomba, símbolo da inocência que ela sempre teve. Levou o corpo para seu mosteiro e aí o enterrou no túmulo que havia preparado para si próprio. Alguns meses mais tarde também faleceu São Bento. Ficaram assim unidos na morte aqueles dois irmãos que na vida terrena se haviam unido pela vocação.

Comentando este fato da vida dos dois grandes santos, São Gregório diz que o procedimento de Santa Escolástica foi correto, e Deus quis mostrar a força de alma de uma inocente, que colocou o amor a Ele acima até da própria razão ou regra. Segundo São João, “Deus é amor” (I Jo 4, 7) e não é de admirar que Santa Escolástica tenha sido mais poderosa que seu irmão, na força de sua oração cheia de amor. “Pôde mais quem amou mais”, ensina São Gregório. Aqui o amor venceu a razão, nesta singular contenda.

Peçamos a Santa Escolástica a graça da restauração de nossa inocência batismal, para que cresça o amor a Deus em nossa alma e possamos ter sua força espiritual para dizer com toda propriedade as palavras de São Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4, 13).

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(http://www.gaudiumpress.org/content/55695#ixzz2t23Roioi )

Nossa Senhora de Lourdes, a Imaculada Conceição

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Redação (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) – Ao contemplar a história das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, na gruta de Massabielle, nossos olhos se voltam para a menina a quem Ela falou. Transcrevemos hoje, véspera das comemorações de Nossa Senhora de Lourdes, traços da vida da Santa que viu a Imaculada Conceição:

Lourdes! Onde encontraremos os termos que alcancem exprimir tudo quanto esse nome significa para a piedade católica no mundo inteiro? Quem poderá traduzir em palavras o ambiente de paz que envolve a gruta sagrada na qual, há mais de 150 anos, a Santíssima Virgem apareceu à humilde Bernadette e inaugurou, de modo definitivo, um novo vínculo com a humanidade sedenta de refrigério e paz? Por desígnio da Divina Providência, a esse lugar associou-se uma ação intensa da graça, especialmente capaz de transmitir aos milhares de peregrinos, vindos de longe, a certeza interior de serem suas preces benignamente ouvidas, seus dramas apaziguados, e suas esperanças fortalecidas.

Com efeito, ao longo deste século e meio, as ásperas rochas de Massabielle tornaram-se palco das mais espetaculares conversões e curas, legando à Santa Igreja Católica um tesouro espiritual de valor incalculável.

Em Lourdes fatos se revestem de uma grandiosidade peculiar, diante da qual nossa língua emudece. Ali está, diante de nós, a sublimidade do milagre. Entretanto, não se pode falar de Lourdes sem nos lembrarmos com veneração da personagem ligada de modo indissociável a essa história de bênçãos e misericórdias.

A modesta pastorinha a quem Nossa Senhora apareceu é o primeiro e maior prodígio de Lourdes: ela simboliza a íntegra fidelidade aos apelos de conversão e penitência, que naqueles dias foram lançados pela Rainha dos Céus, os quais haveriam de chegar aos mais longínquos recantos da Terra.

Infância marcada pela Fé

Bernadette nasceu num século de profundas transformações. Animada, de um lado, pelo surto de devoção mariana que o pontificado do Beato Pio IX estava suscitando, a segunda metade do século XIX presenciava o avanço insolente do ateísmo e do materialismo.

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Santa Bernadette Soubirous
Foto acima e abaixo

Os espíritos estavam divididos e, a fim de agir precisamente nessa encruzilhada da História, Maria Santíssima quis servir-se da filha primogênita do casal Soubirous.

Quão distantes, porém, desta sorte de considerações, estavam François e Louise, em 7 de janeiro de 1844! Nascia-lhes a filha Bernadette, no Moinho Bolly, nas cercanias de Lourdes, durante os dias felizes de fartura ali transcorridos. A menina foi batizada, recebendo o nome de sua madrinha Bernard, ao qual se acrescentou o da Senhora que haveria de lhe aparecer. Marie- Bernard, eis como se chamava Bernadette, sem escapar do diminutivo carinhoso que a acompanharia para o resto da vida.

No Moinho Bolly transcorreu sua primeira infância, marcada por uma religiosidade autêntica e sincera. Além da freqüência aos Sacramentos, a oração em conjunto aos pés do crucifixo e uma exímia prática dos princípios cristãos correspondiam a um dever moral para aquele casal de camponeses. Bernadette cresceu, por assim dizer, respirando a santa Fé Católica do mesmo modo que respirava o puro ar da montanhosa região dos Pirineus.

A miséria visitou o lar dos Soubirous

A época era difícil e os negócios de François Soubirous iam mal. Quando Bernadette tinha 8 anos, mudaram-se para um moinho mais simples, e ao cabo de três anos alugaram uma cabana à beira da estrada. Já crescida, ela acompanhava os progressivos insucessos dos pais e enfrentava, com admirável resignação, a situação de indigência a que se viram reduzidos em 1856, a ponto de terem de mudar para o antigo cárcere da rua Petits- Fosées: um cubículo úmido e pestilento, que as autoridades locais haviam julgado inadequado até mesmo para os presos.

A pobreza era ali completa. O cômodo media menos de 20 m² e a família não possuía absolutamente nada, além da mobília mais indispensável e das roupas. A luz do Sol nunca penetrava no recinto, marcado pela grade da janela e pelo ferrolho da pesada porta – reminiscências do antigo calabouço. Ali vivia o casal Soubirous e as quatro crianças, constantemente atormentados pela fome. Quando conseguia comprar pão, a mãe o dividia entre os pequenos, que ainda assim se sentiam insaciados. Bernadette, não raras vezes, privava-se de sua pequena porção em favor dos mais novos, sem nunca demonstrar o menor descontentamento por isso.

À noite, sem conseguir dormir, atormentada pela asma, Bernadette chorava. A causa principal daquele desafogo, porém, não eram a doença ou as duras privações materiais.santa_bernadette_soubirous_2.jpg

O único desejo da angelical menina era fazer a Primeira Comunhão, mas a necessidade de cuidar dos irmãos e da casa a impedia de frequentar o catecismo, de aprender a ler e escrever e até de falar francês. De fato, quando a Santíssima Virgem lhe dirigiu a palavra, o fez em patois, o dialeto da região de Lourdes. Se Bernadette desejou algo para si, nos dias de sua infância, foi apenas receber o Santíssimo Sacramento, o Senhor ofendido pelos pecados dos homens, que ela aprendera tão cedo a consolar.

Dias de pastoreio em Bartrès

As poucas vezes que Bernadette frequentou as aulas de catecismo em Lourdes foram malogradas, porque não conseguia acompanhar as demais crianças, bem mais novas e adiantadas que ela. Louise Soubirous preocupava-se com a filha, de treze anos, que ainda não fizera a Primeira Comunhão, e resolveu pedir à amiga Marie Lagües que a recebesse em Bartrès – vilarejo não muito distante de Lourdes – a fim de que Bernadette lá pudesse frequentar as aulas de catecismo.

Por consideração e amizade, Marie Lagües a recebeu em sua casa, mas não foi tão fiel à promessa quanto seria de se esperar. Logo ocupou Bernadette nos serviços da casa e no cuidado das crianças. E seu marido encontrou nela a pastora ideal para seu rebanho de cordeiros. Foi nesse período que Bernadette solidificou-se na oração, durante as longas horas transcorridas no mais completo silêncio em meio ao privilegiado panorama pirenaico. Contemplativa, ela montava um pequeno altar em honra da Santíssima Virgem e aí passava horas de grande fervor recitando o Rosário, a única oração que conhecia.

Um fato passado com Bernadette por essa época demonstra a pureza cristalina de seu coração. Certo dia, quando François Soubirous foi visitar a filha, encontrou-a triste e cabisbaixa. Perguntou-lhe o que a afligia.

– Todos os meus cordeiros têm as costas verdes – respondeu ela.

O pai, percebendo tratar-se da marca posta por um negociante, fez um ameno gracejo: – Eles têm as costas verdes porque comeram muita erva.

– E podem morrer? – perguntou assustada Bernadette.

– Talvez…

Penalizada, ela começou a chorar no mesmo instante. O pai, então, contou-lhe a verdade: – Vamos, não chores. Foi o negociante que os marcou assim.

Mais tarde, quando a chamaram de boba por ter acreditado em semelhante brincadeira, sua resposta constituiu uma demonstração involuntária de sua elevada virtude: – Eu nunca menti; não podia supor que aquilo que o meu pai me dizia não era verdade.

Os dias se escoavam lentamente na pequena aldeia, havendo completado sete meses que Bernadette lá chegara. Quanta esperança de aproximar- se da Mesa Eucarística trazia na chegada, e que decepção experimentava agora, após poucas aulas de insignificante instrução! Aquela espera interminável a afligia, mas, como tudo na vida do homem, foi permitida por Nosso Senhor.

“Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2, 3). Essas palavras, desconhecidas para Bernadette, significam exatamente o modo como Deus procedeu a seu respeito. Ao mesmo tempo que a graça inspirava em sua alma um ardente desejo das coisas do alto, estas pareciam ser-lhe tiradas. Com isso, seu anseio se robustecia, e tudo o que era terreno ia se afigurando como pouca coisa aos seus olhos, cada vez mais aptos para compreender as realidades sobrenaturais.

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Gruta das aparições

Como costuma ocorrer com as almas que Deus prova por meio de longas esperas, estavam-lhe reservadas grandes graças.

Celestial surpresa

De volta à casa paterna, Bernadette retomou os antigos afazeres. Na manhã inolvidável de 11 de fevereiro de 1858, saiu com a irmã Toinette e a amiga Jeanne Abadie para o bosque, a fim de recolherem gravetos para a lareira e ossos para vender a fim de comprarem algum alimento. Andaram bastante até chegarem à gruta de Massabielle, onde Bernadette nunca havia estado. Enquanto as vivazes meninas atravessavam a água gelada do rio Gave, Bernadette se preparava para fazer o mesmo.

Eis sua própria narração do que então sucedeu: “Escutei um barulho, como se fosse um rumor. Então, virei a cabeça para o lado do prado; vi que as árvores absolutamente não se mexiam. Continuei a descalçar-me. Escutei de novo o mesmo barulho. Levantei a cabeça, olhando para a gruta. Avistei uma Senhora toda de branco, com um vestido branco, um cinto azul e uma rosa amarela sobre cada pé, da cor da corrente do seu terço: as contas do terço eram brancas” 1.

Era a Santíssima Virgem sorrindo-lhe, e chamando-a para se aproximar d’Ela. Temerosa, Bernadette não se adiantou, mas puxou o terço e começou a rezar. O mesmo fez a “linda Senhora”, a qual embora sem mover os lábios, a acompanhava com seu próprio terço. Após o término do Rosário, Ela desapareceu.

A impressão causada por essa primeira aparição em Bernadette foi profunda. Sem reconhecer n’Ela a Mãe celeste, a menina sentia-se irresistivelmente atraída por figura tão amável e admirável, na qual não podia parar de pensar. Quando uma freira lhe perguntou, anos mais tarde, na enfermaria do convento, se a Senhora era bela, ela respondeu: – Sim! Tão bela que, quando se vê uma vez, deseja-se a morte só para tornar a vê-la!

Dezoito encontros em Massabielle

Por mais que Bernadette tivesse pedido segredo às suas duas companheiras, às quais contou o que vira, elas não se mantiveram caladas por muito tempo. Logo, dezenas de pessoas comentavam na vizinhança o sobrenatural acontecimento. E era apenas o começo: a impressionante popularidade das aparições assumiram proporções tais, que no dia 4 de março, estavam junto a Bernadette nada menos que vinte mil peregrinos.

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O Santuário de Lourdes é um dos maiores centros de
peregrinação do mundo católico, acolhendo cerca
de 6 milhões de peregrinos todos os anos

Antes de cada visita de Nossa Senhora, Bernadette sentia irresistível desejo de ir a Massabielle. Assim aconteceu nos dias 14 e 18 de fevereiro, quando um pressentimento interior a conduziu até a gruta. Na segunda aparição, a Virgem Santíssima permaneceu novamente em silêncio; disse algo apenas no dia 18, conforme no-lo narra a obediente menina: “A Senhora só me falou na terceira vez. Ela perguntou-me se eu queria ir lá durante quinze dias. Eu respondi que sim, depois que pedisse licença a meus pais” 2.

A quinzena de aparições, que se deu entre 18 de fevereiro e 4 de março, com exceção dos dias 22 e 26, constituiu o cerne da mensagem confiada a Bernadette. A cada dia multiplicava- se o número dos assistentes que empreendiam penosas viagens, atraídos pelos celestiais colóquios. Embora mais ninguém além de Bernadette visse a “Senhora”, todos sentiam Sua presença e se comoviam com os êxtases da camponesa.

– Ela não parecia ser deste mundo – disse uma testemunha.

As palavras de Nossa Senhora não foram muitas, mas de expressivo significado. Disse a Bernadette no mesmo dia 18: “Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro”. E nas outras vezes: “Eu quero que venha aqui muita gente”. “Pede a Deus pelos pecadores! Beije a terra pelos pecadores!”. “Penitência, penitência, penitência!” “Vá e diga aos padres que construam aqui uma capela. Quero que todos venham em procissão”.

Ainda durante a quinzena, a Rainha dos Céus confiou três segredos e ensinou uma oração a Bernadette, a qual ela recitou com insuperável fervor todos os dias de sua vida. Após um longo silêncio a respeito de sua identidade, a Senhora revelou seu nome a Bernadette na 16ª aparição, em 25 de março de 1858: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Era uma solene confirmação do dogma proclamado pelo Beato Pio IX, quatro anos antes; a pureza da doutrina seria coroada, daqui por diante, pela beleza dos milagres.

Transformada por Nossa Senhora

Um dos critérios de prudência adotados pela Santa Igreja para verificar a autenticidade de revelações como as que recebeu Bernadette, consiste em observar atentamente a conduta dos videntes. Neles, se reflete invariavelmente a veracidade e o teor do que dizem ver: seu testemunho pessoal é decisivo.

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Na gruta de Massabielle, onde Maria
pediu a Bernadette que rezasse
pelos pecadores, operam-se
verdadeiros milagres da graça

No caso de Lourdes, tal como depois sucedeu com os pastorinhos de Fátima, a mudança operada em Bernadette pode ser considerada um milagre da graça. Seus gestos, modos, palavras e, sobretudo sua piedade adquiririam indescritível brilho pelo contato com a Rainha dos Céus: “Na sua atitude, nos seus traços fisionômicos, via-se que a sua alma estava arrebatada. Que paz profunda! Que serenidade! Que elevada contemplação! O olhar da criança para a aparição não era menos maravilhoso que o seu sorriso. Era impossível imaginar algo tão puro, tão suave, tão amável…” 3.

Após os êxtases, ela mantinha a clave de sublimidade que a pervadira: o modo como fazia o sinal-dacruz, sua compostura durante a oração e sua fineza de trato, aliados à simplicidade, eram mais distintos que os de qualquer dama que tivesse passado a vida inteira exercitando-se na arte do “savoir-plaire”.

“Não escapa aos pais que se operou nela uma transformação no decorrer deste último mês. Não foram vãs para ela a contemplação e as lições celestes. […] Tendo visto chorar a Senhora de Massabielle pelo pecado e pelos pecadores, esta criança analfabeta compreendeu o grande dever da penitência e da oração” 4.

Até mesmo o Pe. Peyramale, o pároco de Lourdes, célebre pela desconfiança em realação a todos os fatos ocorridos com Bernadette, confessou: “tudo nela evolui de maneira impressionante” 5.

Respondendo aos magistrados

Os espíritos céticos estavam à espreita dos acontecimentos. Sumamente irritados pela afluência multitudinária à gruta, diziam: “É incrível quererem fazer-nos crer em aparições em pleno século XIX”. Tais homens colocavam suas esperanças mais em seus “modernos” inventos que na onipotência de Deus: “É estupidez e obscurantismo admitir a possibilidade de aparições e milagres na época do telégrafo elétrico e da máquina a vapor” 6.

Foi diante de autoridades com essa mentalidade que Bernadette teve de depor três vezes no curto período de uma semana, ainda durante a quinzena das aparições. Durante os intermináveis inquéritos em que a crivaram de perguntas capciosas, Bernadette ouviu coisas brutais: “Vamos prenderte! O que é que vais procurar à gruta? Por que fazes correr tanta gente? Vamos meter-te na prisão! Matar-te-émos na prisão!” 7. Chamaram-na de mentirosa, visionária, louca. A tudo isso ela apenas respondia com a verdade, suportando esses sofrimentos com humildade e doçura. Suas respostas acertadas confundiram os magistrados, que nunca tiveram qualquer motivo legal para prendê-la.

A opinião final que formaram a respeito de Bernadette, e que enviaram ao Ministro da Justiça de então, foi esta: “Segundo o reduzido número daqueles que pretendem ter a seu lado o bom senso, a razão e a ciência, Bernadette Soubirous é portadora de uma enfermidade mental conhecida: está sendo vítima de alucinações, apenas isto!” 8. Teriam eles, como pretendiam, a razão do seu lado? A resposta não demorou a se tornar clara.

A fonte milagrosa e o chamado à expiação

Na aparição de 25 de fevereiro, a Santíssima Virgem disse a Bernadette: “Vai beber à fonte”. Bernadette foi ao rio Gave e bebeu. Contudo, não era ao rio que Ela se referia, mas sim a um canto da gruta onde havia apenas água suja. A menina cavou e bebeu.

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Fonte milagrosa de Lourdes

Daquela nascente obscura brotou discretamente a água milagrosa, que dali a alguns dias borbulhava em abundância para maravilhamento de todos.Os doentes não demoraram em servir-se dela e as curas inexplicáveis se iniciaram em 1º de março. Enfermos desenganados “pela razão e pela ciência” viam seus males desaparecer num instante, e os argumentos de inúmeros corações reticentes se transformavam em cânticos de fé.

Mas, quando Bernadette, mais tarde, serviu- se da água para suas penosas doenças, ela não lhe foi eficaz. Perguntaram, então: – Essa água cura os outros doentes: por que não te cura a ti? – Talvez a Santíssima Virgem queira que eu sofra – foi a sua resposta. De fato, a sua vocação era sofrer e expiar pela conversão dos pecadores. A água da fonte não era para ela.

Essa filha predileta de Maria compreendeu com profundidade sua singular missão. Tudo quanto haveria de padecer física e moralmente dali em diante – o que não foi pouco – ela desejava unir aos méritos infinitos do Redentor crucificado, para que fosse pleno o efeito das graças derramadas na gruta. Nunca um murmúrio, uma queixa ou um ato de impaciência se desprendeu de seus resignados lábios, afeitos de modo heróico ao silêncio e à imolação.

No Asilo e em Nevers

Após o ciclo das aparições, todos queriam ver Bernadette e tocá-la. Pediam-lhe bênçãos, roubavam relíquias… Homens ilustres empreendiam longas viagens para conhecê-la e altas figuras eclesiásticas não escondiam sua admiração diante dela.

Todavia, quanto a faziam sofrer por causa disso! Em sua acrisolada humildade, Bernadette sentia-se incomodada perante tantas manifestações de deferência. Seu maior desejo era ser esquecida, queria que apenas a Virgem Santíssima fosse objeto de enlevo e amor.

Em Lourdes, ela viveu ainda nove anos no Asilo, administrado pelas Irmãs de Caridade e da Instrução Cristã, de Nevers. Ajudava no atendimento aos doentes, nos serviços da cozinha, na atenção às crianças. Aos 23 anos partiu para a Casa-Mãe da Congregação, em Nevers, desejando avidamente a vida de recolhimento e oração: – Vim aqui para esconder-me – disse ela.

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Os treze anos de vida religiosa de Santa Bernadette foram
vincados pela prática de todas as virtudes e, de modo
especial, o desprendimento de si mesma e o
amor ao sofrimento

Corpo incorrupto de Santa Bernadette
Soubirous – Nevers, França

Seus treze anos de vida religiosa foram vincados pela prática de todas as virtudes. De modo especial, o desprendimento de si mesma e o amor ao sofrimento. Desse período, passou nove anos de ininterruptas enfermidades: a asma inclemente, um doloroso tumor no joelho, que evoluiu até uma terrível cárie dos ossos. No dia 16 de abril de 1879, aos 35 anos de idade, ela entregou sua alma ao Criador.

“Encontrar-me-eis junto ao rochedo”

Seus restos mortais incorruptos constituem um dos mais belos vestígios da felicidade eterna que Deus tenha outorgado aos pobres mortais neste Vale de Lágrimas. Intocado, puro, angélico é o corpo de Bernadette, diante do qual o peregrino sente-se atraído a passar horas seguidas em oração, levantando-se depois com a doce impressão de ter penetrado na felicidade eterna de que goza a vidente de Massabielle.

Ali estão, cerrados, mas eloquentes, os olhos que outrora contemplaram a Santíssima Virgem, a nos ensinar que os únicos a serem exaltados são os mansos e humildes de coração; a nos lembrar que, para realizar Suas grandes obras, Deus não precisa das forças humanas, mas sim da fidelidade à voz de Sua graça.

Sabemos que a missão de Bernadette não terminou. A ação benfazeja de sua intercessão se faz sentir junto à gruta, conforme ela mesma predisse: “Encontrar-me-eis junto ao rochedo que tanto amo”. Que ela nos obtenha uma confiança inquebrantável no poder d’Aquela que disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

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(http://www.gaudiumpress.org/content/55662#ixzz2t22WOIAB )

Há um ano: a histórica renúncia de Bento XVI

Surpreendendo a todos, a decisão deu início a um episódio sem precedentes na vida da Igreja

Por Sergio Mora

ROMA, 10 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O dia 11 de fevereiro de 2013 prometia ser uma segunda-feira particularmente tranquila. No consistório, conforme previsto, o papa Bento XVI decretou a inscrição de Santa Catarina de Siena Montoya e Upegui e de Maria Guadalupe Garcia Zavala no Livro dos Santos. Era um dia a tal ponto tranquilo que a Sala de Imprensa da Santa Sé estava quase vazia.

O que ninguém esperava eram as seguintes palavras de Bento XVI: “Convoquei este consistório não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja”.

E veio o anúncio: “Depois de examinar reiteradamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que, devido à idade avançada, não tenho mais forças para exercer adequadamente o ministério petrino”.

E prosseguiu: “Por isso, muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos cardeais em 19 de abril de 2005, de forma que, a partir do dia 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, ficará vacante a sé de Roma, a sé de São Pedro, e deverá ser convocado, por meio de quem tem a devida competência, o conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”.

“O papa esperou este consistório com a participação de grande quantidade de cardeais presentes”, disse o porta-voz vaticano, pe. Federico Lombardi, “e leu o seu pronunciamento em latim”.

“O papa continuará na plenitude das suas funções até 28 de janeiro, às 20 horas. A partir desse momento, entraremos em sé vacante”, explicou o porta-voz, acrescentando: “Não existem dúvidas sobre a renúncia, que foi feita do modo válido previsto pelo direito canônico”.

Gestos precursores da renúncia

No dia 28 de abril de 2009, o papa Bento XVI viajou a L’Aquila, na Itália, para orar pelas vítimas do terremoto que tinha atingido a região. Na basílica de Nossa Senhora de Collemaggio, onde está a relíquia do papa Celestino V, Bento XVI depositou o pálio que lhe fora entregue no dia da sua entronização.

Celestino V (1209-1296) foi eleito papa após uma longa sé vacante, o que se deveu à divisão do colégio cardinalício entre os candidatos apoiados pelas famílias Colonna e Orsini. Após cinco meses como pontífice, ele renunciou voluntariamente ao pontificado para retornar à sua vida de ermitão. Reunido o conclave, seu sucessor, Bonifácio VIII, foi eleito em um dia.

Quando Bento XVI voltou a essa região, por ocasião do “perdão de Celestino V”, ele declarou em sua homilia: “Passaram-se oitocentos anos, mas Celestino V permanece presente na história em razão dos célebres acontecimentos de sua época e do seu pontificado e, especialmente, da sua santidade”.

O papa Bento XVI quis ressaltar, ainda, “vários ensinamentos” da vida do papa Celestino, que são “válidos também para a nossa época”. Precisamos ver nele um “buscador de Deus”, que, “no silêncio exterior, mas em especial no interior, conseguiu perceber a voz de Deus, capaz de orientar a sua vida”. Além disso, “São Pedro-Celestino, mesmo levando uma vida de eremita, não se ‘fechou em si mesmo’, mas manteve a paixão por levar a boa notícia do Evangelho aos seus irmãos. E o segredo da sua fecundidade pastoral estava precisamente no fato de permanecer com o Senhor, na oração”.

Depois da perplexidade normal que um ato histórico desta envergadura suscita, veio o conclave e, com ele, o papa Francisco. Depois de um ano, tudo agora parece mais claro.

Monsenhor Ratzinger: “Meu irmão não se arrepende de ter renunciado”

O irmão do papa emérito se pronuncia no aniversário da histórica renúncia

Vaticano, 10 de fevereiro de 2014 (Zenit.org)

Redação

Georg Ratzinger, hoje com noventa anos, se lembra com preocupação do dia em que o seu irmão menor, Joseph, foi eleito Sumo Pontífice. “Devo dizer, com toda a sinceridade, que, naquele momento, eu me senti bastante derrotado”. O que o entristecia era pensar que o irmão não teria mais tempo para ele a partir de então. No dia 19 de abril de 2005, não conseguiu telefonar para Joseph Ratzinger. Passaram-se dias depois da eleição do Sucessor de Pedro até que mons. Georg conseguisse falar com o irmão. “Agora eu tenho, graças a Deus, um segundo telefone, com um número que só ele conhece. Quanto toca esse telefone, eu sei que o meu irmão, o papa, está me ligando”.

É conhecida a relação estreita entre os irmãos Ratzinger. Detalhes inéditos da vocação de Joseph Ratzinger foram revelados no livro “Meu irmão, o papa” (Mein Bruder, der Papst), entrevista concedida por mons. Georg Ratzinger ao jornalista e escritor alemão Michael Hesemann. Mons. Georg começa pelos anos da infância e, entre outras coisas, conta como nasceu e amadureceu no seio da família a decisão do jovem Joseph de servir à Igreja no sacerdócio, até chegar aos anos do pontificado.

Ambos os irmãos continuaram se encontrando. Georg visitava o irmão várias vezes por ano em Roma. As festas natalinas, a páscoa e o mês de agosto em Castel Gandolfo eram as ocasiões em que ambos podiam passar algum tempo juntos. Mons. Ratzinger ficava no Vaticano de 28 de dezembro até 10 de janeiro. Neste ano, porém, ele prolongou a estada para festejar o seu 90º aniversário em companhia do papa emérito, no dia 15 de janeiro.

Mons. Georg Ratzinger passa o resto do ano em casa, em Ratisbona, cidade em que se localiza o Instituto Papa Bento XVI, encarregado de publicar as obras completas do emérito bispo de Roma. Foi para esse lugar que se dirigiu um jornalista do periódico espanhol La Razón, a fim de conversar com Georg Ratzinger. Tanto no Instituto quanto na diocese, ele recebeu a informação de que, por causa da idade avançada, o irmão de Bento XVI “não está mais em condições de conceder entrevistas”.

Mesmo assim, o jornalista Michael Hesseman sugere uma conversa por telefone. Mons. Georg aceita.

“Meu irmão está em bom estado de saúde. Ele tenta manter a serenidade, mesmo sem ter todo o tempo que gostaria para tocar o piano ou conversar por telefone, já que ainda recebe muitas visitas e mantém audiências”. O irmão de Bento XVI diz que o papa emérito continua estudando teologia, mas não confirma a possibilidade de que ele esteja escrevendo as suas memórias: “Não posso confirmar. Além disso, já existem livros que relatam amplamente a vida do meu irmão, que já contêm a essência do seu trabalho”.

Perguntado sobre o primeiro aniversário da renúncia e sobre as reflexões feitas durante esses meses, Georg Ratzinger afirma: “Meu irmão não se arrepende da decisão que tomou há um ano. Para ele, estão bem claras as tarefas e funções que ele quer realizar. A renúncia foi uma decisão clara que continua sendo válida hoje”.

Mons. Georg Ratzinger nasceu em Pleiskirchen, na Alemanha, em 15 de janeiro de 1924. É conhecido pela atividade como músico e como diretor de coral: com apenas onze anos, o pequeno Georg já tocava o órgão da igreja. Em 1935, ele entrou no Kleine Seminar, um internato para meninos que querem ser sacerdotes, na cidade de Traunstein. Ratzinger recebeu ali as primeiras aulas de música, que continuaria no Seminário de Munique e de Freising, onde entrou junto com o irmão Joseph em janeiro de 1946. Cinco anos depois, em 1951, ambos foram ordenados, também juntos, pelo cardeal Michael von Faulhaber.

(Fonte: Agência Zenit)

Hollywood anuncia filme sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá (Foto: Túrelio (CC BY-SA 2.0 DE))

LOS ANGELES, 06 Fev. 14 / 03:55 pm (ACI).- A vida da fundadora das Missionárias da Caridade e Prêmio Nobel da Paz em 1979, Madre Teresa de Calcutá, será levada aos telões através do primeiro longa-metragem autorizado de sua vida a cargo das produtoras de Hollywood, Flame Venturas e Origin Entertainment sob o título em inglês “I Thirst” (Tenho Sede).

O roteirista desta obra cinematográfica é Kier Pearson, candidato ao Oscar por ‘Hotel Ruanda’ (2004), que embarcará em uma viagem por Calcutá, Índia e Tijuana durante o próximo mês para documentar sobre a vida de Madre Teresa e começar a escrever o roteiro.

Um dos produtores, Tony Krantz, assinalou que “não podemos estar mais entusiasmados de fazer este filme sobre uma mulher que lutou pelo compromisso absoluto, a fé, a caridade e o amor”.

Por sua parte o produtor, Jamey Volk, disse que “queremos levar esta historia para uma audiência global” e adicionou que “temos a intenção de começar a rodar no final de ano para estrear (o filme) na primavera ou verão de 2015”.

A organização sem fins lucrativos dirigida pelos administradores legais de seu fundo fiduciário, Centro Madre Teresa de Calcutá, que tem como objetivo promover e apoiar o conhecimento de sua obra através de seu estudo e difusão, participa também deste grande projeto.

Madre Teresa de Calcutá cujo nome de batismo era Inés Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910 em Skopje, capital da atual República da Macedônia, no seio da comunidade albanesa, e foi beatificada em 2003 pelo Beato João Paulo II, depois que o vaticano reconheceu o milagre da cura de um tumor no abdômen de uma mulher indiana depois que esta passou um relicário com a fotografia da Beata.

A Prêmio Nobel da Paz realizou um trabalho assistencial em Calcutá com as Missionárias da Caridade, congregação que ela mesma fundou, que começou ajudando aos mais necessitados de Calcutá e agora conta com 710 casas em mais de 130 países onde 4500 religiosas dedicadas à assistência de pobres e doentes.

A Madre Teresa de Calcutá faleceu à idade de 87 anos, em 5 de setembro de 1997 em seu quarto da sede das Missionárias da Caridade.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26666)

Encontrada parte da relíquia de João Paulo II que foi roubada

ROMA, 30 Jan. 14 / 03:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Quase uma semana depois do roubo de uma relíquia de sangue do Beato João Paulo II, os agentes encontraram uma parte do relicário que continha o pequeno pedaço de tecido da batina de João Paulo II que ficou manchada de sangue durante o atentado que sofreu na Praça de São Pedro em 13 de maio de 1981. Até o momento há dois presos e as investigações continuam.

Conforme assinala o jornal La Nación, dois jovens de 23 e 24 anos foram presos pelo roubo ocorrido na igreja de San Pietro della Ienca, em L’Aquila, na região italiana de Abruzos, eles confessaram ter roubado o relicário e a cruz do templo.

O presidente da associação San Pietro della Ienca, Pasquale Correriere, responsável pelo santuário do qual a relíquia desapareceu, explicou à imprensa italiana que falta ainda o pedaço de tecido que esperam ainda poder recuperar.

O fiscal de L’Aquila, David Mancini, ordenou um novo interrogatório aos dois detidos para que confessem onde se encontra a relíquia.

Justamente hoje chegou a chamada do agora Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi secretário de João Paulo II por mais de 40 anos, para que os ladrões devolvam a relíquia antes da canonização do Pontífice que se realizará em 27 de abril.

Em 2011, o Cardeal entregou à comunidade de Abruzzos a relíquia como “uma mostra de seu amor pela montanha”.

O jornal La Nación assinala que em um primeiro momento foi considerada a possibilidade de que se tratasse de um roubo para realizar algum rito satânico, mas posteriormente se pensou na possibilidade de que se trate de um roubo vinculado a um colecionador.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26635)

Natalie Grant abandonou o Grammy

topicA bela cantora Natalie Grant, evangélica, abandonou o último recente Grammy porque nele foram realizados alguns atos de conteúdo anticristão, dos quais ela não quis participar, segundo explica o site Soy Adorador. Que belo e corajoso testemunho cristão!

Antes da entrega dos prêmios Grammy ela se retirou como sinal de protesto. Entre os atos praticados houve casamentos massivos de homossexuais presidido pela cantora e atriz Queen Latifah, tendo Madonna como testemunha; um ato de apoio ao casamento gay que Natalie Grant não aceitou participar. No casamento, foi interpretada a música “Same love”, de Macklemore & Ryan Lewis, um tema conhecido em prol dos direitos homossexuais.

Além disso, a atriz Katy Perry simulou uma execução de bruxas pela Inquisição, e no cenário havia símbolos de conteúdo satânico. Natalie Grant publicou na sua página do seu Facebook: “Saí do Grammy muito cedo. Fiz várias reflexões e é melhor que a maioria delas permaneça na minha cabeça. Mas vou dizer isso: nunca me senti tão honrada por cantar por Jesus e para Jesus. E nunca estive tão segura sobre o caminho que escolhi”.

“Não julguei ninguém. E acho que cada pessoa foi criada à imagem de Deus. Nunca estarei em uma esquina da rua levantando cartazes, não utilizarei uma plataforma para discussões políticas que só dividem e não unem. Continuarei orando para que a minha vida seja uma mensagem. Tenho minhas próprias convicções pessoais, pelas quais vivo, e continuarei me preocupando com a minha salvação, no temor do Senhor”.

(http://cleofas.com.br/natalie-grant-abandonou-o-grammy/)

“O mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam”, afirma o arcebispo de Maringá

Maringá – Paraná (Terça-Feira, 04/02/2014, Gaudium Press) “Onde estão as pessoas iluminadas?”, este é o título do mais recente artigo de dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano da arquidiocese de Maringá, no Estado do Paraná. No início do texto, o prelado lamenta ver todos os dias pessoas que vivem obscuras e perdidas nas próprias trevas, deixando-se vencer pela escuridão, imaginando ter encontrado a luz.

De acordo com o prelado, no dia a dia, se misturam luzes e trevas, ambos confundem-se: os bons costumes, o respeito, o carinho a atenção, a honra, a dignidade, tudo isso aparece misturado com falta de respeito, de pudor, de libertinagem, de falsidade, de negação dos verdadeiros valores.

Ainda segundo o arcebispo, lamentavelmente os mais variados meios de comunicação têm se pautado por uma enxurrada de comportamentos escandalosos levando a juventude para o relaxamento e a degradação humana e religiosa. Para ele, convence muito mais uma cena, uma palavra, um gesto de alguém na telinha, ou de um amigo no Facebook, do que uma vida de doação e exemplos.

“Devo reconhecer que também existem pessoas iluminadas que se destacam em qualquer lugar que chegam. O olhar alegre, atitudes que encantam, palavras que tocam fundo, em todo momento tem a palavra certa para a pessoa certa”, avalia.

Dom Anuar explica que estas são pessoas que tratam todos com o mesmo respeito, que têm um coração aberto e acolhedor sempre, que buscam o bem do outro antes do próprio. Ele ainda acrescenta que são pessoas iluminadas por valores humanos e cristãos, que nunca se deixam vencer pela atração da moda, do consumo, do ódio, da vingança, das coisas efêmeras do cotidiano. “Como precisamos destas pessoas que não só tem luz própria, mas que buscam a fonte da verdadeira Luz”, destaca.

Para o prelado, o mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam, pelo seu ser e estar no mundo. Ele acredita que é possível dizer que o mundo está gritando de fome e sede de anjos, não no céu, mas aqui na terra: anjos de carne e osso, transmitindo otimismo, garra, entusiasmo, gosto de viver, amor e atenção, sem medo de enfrentar os desafios que o maligno semeia dia e noite no coração, principalmente dos jovens.

“Existem estes anjos, talvez o que falta é enxergar, reconhecer esses exemplos. Como seria diferente se tivéssemos a coragem de imitá-los. Tenho a certeza que o mundo seria melhor. É mais fácil imitar as futilidades, seguir a correnteza dos maus costumes, do modismo sem controle, do liberalismo, do ‘tanto faz como tanto fez'”, sublinha.

Outra questão levantada pelo arcebispo é que lamentavelmente as maiores vítimas são os jovens e adolescentes, quando não crianças de colo. Dom Anuar enfatiza que é triste ver crianças e adolescentes mandando nos pais, pais que perderam toda a autoridade diante dos filhos, filhos matando os pais e pais sem saber o que fazer com os filhos. Para o arcebispo, já passou a hora de acordar e verificar quais valores estamos transmitindo desde o ventre materno.

Por fim, o prelado afirma que exemplos estão sendo dados aos filhos, netos, sobrinhos desde a infância. No entanto, ele questiona: O que estamos fazendo para a formação do caráter, do sentido de viver em sociedade? Segundo dom Anuar, é preciso verificar o quanto antes o que contribui com a internalização dos verdadeiros valores e não com o que contribui na formação de adultos vazios, sem personalidade, sem pudor, sem sentimento, sem perder a dimensão sobrenatural da vida.

“Obrigado Senhor, por ter colocado na minha vida tantas pessoas iluminadas, de têmpera firme, de personalidade decidida, de educação invejável, de fé inquebrantável. Afastai de mim os tolos, os falsos, os mau humorados, os aproveitadores, os donos da verdade. Peço a Tua luz Senhor, para que jamais deixe de iluminar a todos que encontrar pelo caminho da vida. Uma abençoada e iluminada semana para você e sua família”, deseja o arcebispo de Maringá. (FB)

http://www.gaudiumpress.org/content/55518#ixzz2sS8egkbQ )

O Bispo e os Padres

Rio de Janeiro (Terça-feira, 04-02-2014, Gaudium Press) – Dom Orani João Tempesta é o anfitrião do 23° Curso para os Bispos, um curso de atualização teológica, que desenrola-se nestes dias no Rio de Janeiro. O Arcebispo que em breve será feito Cardeal discorre sobre um dos temas do Curso: Os bispos e Presbíteros.

Transcrevendo esse artigo mostramos ao público as opiniões de Dom Orani:

“Estamos vivendo o 23º Curso para os Bispos aqui no Rio de Janeiro. Um dos temas é sobre o Bispo e os Presbíteros. Os temas fazem parte das comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Este Curso de Atualização Teológica para os Senhores Bispos, na Casa de Retiros do Sumaré, foi iniciado por D. Eugênio Araujo Sales há 24 anos. Como fruto da reflexão destes dias e mesmo em preparação a eles, aproveito o ensejo para uma meditação “pública” do assunto, revendo alguns documentos do magistério. Creio que esse relacionamento deve ser pautado pela mútua confiança e renovado empenho de anunciar o Evangelho neste momento histórico e em todos os seguimentos da sociedade.

O Bispo Diocesano preside o Presbitério. O presbitério deve estar unido ao seu Bispo e não deve agir sem a presidência do seu pastor próprio. Por isso, “os presbíteros diocesanos são, de fato, os principais e insubstituíveis colaboradores da ordem episcopal, investidos do único e idêntico sacerdócio ministerial de que o Bispo possui a plenitude. O Bispo associa-os à sua solicitude e responsabilidade, de forma que cultivem sempre o sentido da Diocese, fomentando ao mesmo tempo o sentido universal da Igreja” (cf. AS 75 – Documento da Congregação para os Bispos – “Apostolorum Successores – Diretório para o ministério Pastoral dos Bispos)).

O Bispo, pai da família presbiteral, por meio do qual o Senhor Jesus Cristo, Supremo Pontífice, está presente no meio dos batizados, sabe que é seu dever dirigir o seu amor e a sua solicitude particular para os sacerdotes e os candidatos ao sagrado ministério. O Bispo deve ajudar os seus sacerdotes, a quem deve ter apreço, ouvir as suas dificuldades e velar para que o seu presbítero exerça o seu ministério.

“As relações entre o Bispo e o presbitério devem inspirar-se e alimentar-se da caridade e de uma visão de fé, de modo que os próprios vínculos jurídicos, que derivam da constituição divina da Igreja, surjam como a consequência natural da comunhão espiritual de cada qual com Deus (cf. Jo13, 35). Desta forma, será, também, mais frutuoso o trabalho apostólico dos sacerdotes, uma vez que a união de vontades e de intenções com o Bispo aprofunda a união com Cristo, o qual continua o seu ministério de chefe invisível da Igreja por meio da Hierarquia visível” (cf. AS 76).

O Bispo Diocesano deve conhecer os seus sacerdotes pessoalmente, sua história de vida, a sua família. Por isso, o Bispo, ao confiar um ofício eclesiástico ao seu sacerdote, deverá levar em consideração entre outras coisas: “no caráter e nas atitudes e aspirações, o seu nível de vida espiritual, o zelo e os ideais, o estado de saúde e as condições econômicas, as suas famílias e tudo o que lhes diga respeito” (cf. AS 76).

O Bispo Diocesano, antes de tudo, é o pai do seu padre. Deve lhe dar respeito, carinho, ouvir pacientemente e considerar a trajetória do próprio sacerdote, colocando-o em um trabalho pastoral, administrativo, curial, jurídico, formativo, educacional, levando em conta sempre as suas aptidões.

Nestes tempos turbulentos em que os sacerdotes passam por grande fadiga ou mesmo por dificuldades, o Bispo Diocesano seja o primeiro a promover e defender o ministério de seus padres, incentivando o sacerdote a viver o seu sacerdócio: “O Bispo nutra e manifeste publicamente a sua estima pelos presbíteros, dando mostras de confiança e louvando-os se o merecerem; respeite e faça respeitar os seus direitos e defenda-os de críticas infundadas; resolva prontamente as controvérsias para evitar que as inquietações prolongadas possam ofuscar a caridade fraterna e lesar o ministério pastoral” (cf. AS 77).

A atividade presbiteral visa o bem das almas, as necessidades da Igreja Particular e a dignidade humana e sacerdotal, por isso “ao conferir encargos, o Bispo julgará com equidade a capacidade de cada um e não sobrecarregará ninguém com tarefas que, pelo seu número ou importância, possam ultrapassar as possibilidades individuais e até lesar a sua vida interior” (cf. AS 78).

“É, pois, oportuno que o Bispo favoreça, quanto for possível, a vida em comum dos presbíteros, que corresponde à forma colegial do ministério sacramental e retoma a tradição da vida apostólica para uma maior fecundidade do ministério. Os ministros sentir-se-ão apoiados no seu compromisso sacerdotal e no generoso exercício do ministério. Este aspecto tem uma especial aplicação no caso dos que estão empenhados numa mesma atividade pastoral” (cf. AS 79).

Uma das preocupações do Bispo Diocesano deve ser as necessidades humanas dos presbíteros: “Aos presbíteros não deve faltar o que seja condizente com um nível de vida decoroso e digno, devendo os fiéis da Diocese estar cientes de que lhes cabe o dever de apoiar tal necessidade” (cf. AS 80).

Em tempos de secularismo, é muito importante que o Bispo tenha consciência de que:
“a) É necessário evitar a solidão e o isolamento dos sacerdotes, sobretudo se forem jovens e exercerem o ministério em localidades pequenas e pouco povoadas. Para resolver as eventuais dificuldades, convirá procurar a ajuda de um sacerdote zeloso e entendido, bem como favorecer frequentes contatos com os outros irmãos no sacerdócio, inclusive através de possíveis modalidades de vida em comum.

b) Importa dar atenção ao perigo do hábito e do cansaço que os anos de trabalho ou as dificuldades inerentes ao ministério possam causar. Consoante as possibilidades da Diocese, o Bispo estudará, caso a caso, a forma de recuperação espiritual, intelectual e física, que ajude a retomar o ministério com renovada energia.

c) Empenhe-se o Bispo com paternal afeto em relação aos sacerdotes que por cansaço ou por doença se encontram numa situação de fraqueza ou fadiga moral, destinando-os a atividades que sejam mais convidativas e fáceis no seu estado, agindo de forma a evitar o isolamento em que possam encontrar-se e, enfim, acompanhando-os com compreensão e paciência para que se sintam humanamente úteis e descubram a eficácia sobrenatural – pela união com a Cruz de Nosso Senhor – da sua condição presente”. (Cf. AS 81).

Cabe ao Bispo velar para que o sacerdote viva o seu celibato como oblação total a Deus e à Igreja. O Bispo não se descuide da formação permanente do seu presbitério.

Na missa de segunda-feira, dia 27 de janeiro deste ano, o Papa Francisco, na sua homilia, na Capela Santa Marta, recordou: “Os bispos não são eleitos apenas para levar avante uma organização que se chama Igreja particular; são ungidos, eles têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles. Mas todos os bispos, todos nós somos pecadores, todos! Mas somos ungidos. Mas todos nós queremos ser mais santos a cada dia, mais fiéis a esta unção. E o que faz a Igreja realmente, e o que dá unidade à Igreja é a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque ele é ungido, não porque ele foi eleito pela maioria. Porque é ungido. É nesta unção que uma Igreja Particular tem a sua força. E por participação também os sacerdotes são ungidos”.

A unção – continuou o Papa – aproxima os bispos e os sacerdotes ao Senhor, e dá a eles a alegria e a força “para levar para frente um povo, a viver ao serviço de um povo”. Doa a alegria de sentirem-se “escolhidos pelo Senhor, seguidos pelo Senhor, como aquele amor com que o Senhor olha para nós, para todos nós”. Assim, “quando pensamos nos bispos e sacerdotes, devemos pensá-los assim: ungidos”. “Ao contrário, não se entende a Igreja, mas não só não a entendemos como não se consegue explicar como a Igreja vai avante somente com as forças humanas. Esta diocese vai avante porque tem um povo santo, tantas coisas, e também um ungido que a conduz, que a ajuda a crescer. Esta paróquia vai para frente porque há muitas organizações, tantas coisas, mas também tem um sacerdote, um ungido que a leva para frente.

E nós na história conhecemos uma mínima parte: quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos padres santos que deixaram as suas vidas e dedicaram-se ao serviço da diocese, da paróquia; quantas pessoas receberam a força da fé, a força do amor, a esperança desses párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem muitos deles”. São tantos – disse o Papa Francisco -, “os párocos do interior ou da cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, isto é, a santidade”: “Mas, padre, eu li em um jornal que um bispo fez tal coisa, ou que um padre fez tal coisa. Oh sim, também eu li, mas, me diga, os jornais dão também notícias daquilo que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em muitas paróquias da cidade ou do interior, que fazem tanta caridade, tanto trabalho para levar avante o seu povo? Isso, não! Isso não é notícia. É sempre assim: faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce. Hoje, pensando na unção de Davi, nos faz bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fiéis, e rezar por eles. Graças a eles hoje nós estamos aqui”.

O Bispo Diocesano não governa a sua Diocese sozinho. Ele o faz em comunhão com o seu presbitério. No diálogo das várias instâncias diocesanas, desde o Colégio Episcopal, com os seus Bispos Auxiliares, o Colégio dos Consultores e o Conselho Presbiteral, o Bispo vai amadurecendo o seu modo de agir como aquele que, em nome de Cristo Cabeça, guia a Igreja Particular como autêntica esposa de Cristo. O Bispo é o que mais deve ouvir. É o primeiro a ser o ponto de “convergência”, de superação de conflitos.

Além de colaboradores da ordem episcopal, os presbíteros são o rosto da Igreja, aqueles ungidos que, indo ao encontro da “Ecclesia”, vivem o anúncio universal do Reino de Deus: “Conversão pastoral” e testemunho de Cristo.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(http://www.gaudiumpress.org/content/55523#ixzz2sS6gkcEB )

Homem sobrevive a naufrágio mais de um ano: Eu tinha minha mente em Deus

LONDRES, 04 Fev. 14 / 09:41 am (ACI/EWTN Noticias).- Quase como uma história de filme, José Salvador Alvarenga, de 37 anos de idade, sobreviveu a um naufrágio durante mais de um ano tomando água de chuva e comendo aves, peixes e tartarugas que caçava com as mãos.

Afirma que não tinha medo de morrer porque seu pensamento estava em Deus e se perdesse a vida, o faria em sua companhia.

No dia 21 de dezembro de 2012, Alvarenga, junto com Ezekiel, seu companheiro de expedição de apenas 15 anos, que morreu aos quatro meses do naufrágio, saíram do México em uma embarcação de sete metros para pescar tubarões. Nesse mesmo dia o motor deixou de funcionar e ficaram à deriva.

Após 13 meses tentando sobreviver, sua embarcação foi arrastada para um recife perto ao atol Ebon nas Ilhas Marshall. O pescador relatou às autoridades do lugar como tinha sido sua travessia antes de ser levado para Majuro, a capital da ilha.

Alvarenga assinalou ao jornal The Telegraph que “não sabia a hora nem o dia, nem a data. Eu só sabia do sol e da noite… nunca vi a terra, só oceano puro e muito calmo, tiveram dois dias de ondas grandes”.

Disse também que quando Ezekiel morreu, “durante quatro dias, eu queria suicidar-me” e começou a rezar constantemente ao Senhor: “Eu tinha a minha mente em Deus. Se tivesse que morrer, teria estado em companhia de Deus, por isso não tive medo”.

Quando a embarcação foi arrastada para a terra “chorei, Oh Deus bendito”. Pulou do bote e começou a nadar. Chegando a terra não pôde mais e caiu rendido. Quando acordou escutou um galo, galinhas e viu uma casa: “vi duas mulheres nativas gritando e gritando. Eu não tinha nada de roupa, só estava em minha roupa interior e estava destroçada”.

Os habitantes da ilha não podiam entender o que Alvarenga dizia, porque ele só fala espanhol, mas o salvadorenho logo foi capaz de caminhar apesar dos seus tornozelos inchados e manifestou que tinha fome de pão já que seus pais são padeiros em El Salvador.

Ele tem uma filha de 10 anos que mora no seu país natal. Alvarenga trabalhava como pescador de tubarões e camarões no México há 15 anos.

Agora as autoridades locais junto à Embaixada dos Estados Unidos, estão tentando localizar a sua família para repatriá-lo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26650)

Indulgências: O que são?

cruzAntes de explicar O que são as indulgências, vamos mostrar o que a Igreja ensina sobre esta doutrina sem hesitação.

O Catecismo da Igreja (CIC) afirma que: “Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados” (CIC, §1498).

O Papa Paulo VI (1963-1978), na Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências (DI), ensina com clareza toda a verdade sobre esta matéria. Começa dizendo que:

“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”,  enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (Dei Verbum, 8).” ( DI, 1).

Assim, fica claro que as indulgências têm base sólida na doutrina católica (Revelação e Tradição) e, como disse Paulo VI, “se desenvolve na Igreja sob a inspiração do Espírito Santo”.

A  Origem  das  Indulgências

O uso das indulgências teve sua origem já nos primórdios da Igreja. Desde os primeiros tempos ela usou o seu poder de remir a pena temporal dos pecadores.

Sabemos que na Igreja antiga dos primeiros séculos, a absolvição dos pecados só era dada aos penitentes que se acusassem dos próprios pecados e se submetessem a uma pesada penitência pública; por exemplo, jejum de quarenta dias até o pôr do sol, trajando-se com sacos e usando o silício, autoflagelação, retirada para um convento, vagar pelos campos vivendo de esmolas, etc., além de ser privado da participação na Liturgia eucarística e na vida comunitária. Isto era devido ao “horror” que se tinha do pecado e do escândalo.

Aquele que blasfemasse o nome de Deus, da Virgem Maria, ou dos santos, ficava na porta da igreja, sem poder entrar, sete domingos durante a missa paroquial, e, no último domingo ficava no mesmo lugar sem capa e descalço; e nas sete sextas-feiras precedentes jejuava a pão e água, sem poder neste período entrar na igreja. Aquele que rogasse uma praga aos pais, devia jejuar quarenta dias a pão e água…

Essas pesadas penitências, e outras, tinham o objetivo de extinguir no penitente os resquícios do pecado e as más inclinações que o pecado sempre deixa na alma do pecador, fazendo-o voltar a praticá-lo.

Na fase das perseguições dos primeiros séculos, quando era grande o número de mártires, muitos cristãos ficavam presos e aguardavam o dia da própria execução. Surgiu nesta época um belo costume: os penitentes recorriam à intercessão dos que aguardavam presos à morte. Um deles escrevia uma carta ao bispo pedindo a comutação da pesada penitência do pecador; eram as chamadas “cartas de paz”. Com este documento entregue ao bispo, o penitente era absolvida da  pesada penitência pública que o confessor lhe impusera, e também da dívida para com Deus; a pena temporal que a penitência satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir.

Desta forma começou o uso da indulgência na Igreja.

Muitas vezes os penitentes não tinham condições de saúde suficiente para cumprir essas penitências tão pesadas; e isto fez com que a Igreja, com o passar do tempo, em etapas sucessivas e graduais,  fosse abrandando as penitências.

Na Idade Média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos, o chamado “tesouro da Igreja”, começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores. Inspirados pelo Espírito Santo, os Papas e Concílios, a partir do século IX, entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitencias rigorosas. Assim, surgiram as “obras indulgenciadas”, que substituíam as pesadas penitências. O jejum rigoroso foi substituído por orações; a longa peregrinação, por pernoitar em um santuário; as flagelações, por esmolas; etc. A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pela prática dessas “obras indulgenciadas”, tomou o nome de “indulgência”.

Nos exemplos das pesadas penitências públicas citadas acima, elas eram substituídas, respectivamente, por uma indulgência de sete semanas e por uma indulgência de 40 dias; por isso as indulgências eram contadas em dias, semanas e meses, porque assim, eram também contadas as penitências públicas.

Com a  reza do Terço, por exemplo, em qualquer dia do mês de outubro, se ganhava a indulgência de sete anos.

No século IX, os bispos já concediam indulgências gerais, isto é, a todos os fiéis, sem a necessidade da mediação de um sacerdote. Assim, os bispos estipularam que realizando certas obras determinadas, os fiéis poderiam obter, pelos méritos de Cristo, a remissão das penas devidas aos pecados já absolvidos.

É preciso compreender que esta prática não se constituía em algo mecânico; não, o penitente, ao cumprir a obra indulgenciada devia trazer consigo as mesmas disposições interiores daquele que cumpria no passado as pesadas penitências, isto é, profundo amor a Deus e repúdio radical de todo pecado. Sem isto, não se ganharia a indulgência.Com o passar do tempo, e principalmente por causa da “questão das indulgências” no tempo de Martinho Lutero (explicado adiante), no século XVI, as indulgências  foram ofuscadas e tornaram-se objeto de críticas. No entanto, após o Concílio Vaticano II (1962-65), o Papa Paulo VI reafirmou todo o seu valor, na Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, onde quis claramente mostrar o sentido profundo e teológico das indulgências; incitando os católicos ao espírito de contrição e penitência que deve movê-los ao realizar as obras indulgenciadas, removendo toda a aparência de mecanicismo espiritual que no  passado aconteceu.

(http://cleofas.com.br/indulgencias-o-que-sao/)

Disney inclui “casal” gay em programa infantil e recebe duras críticas nos EUA

Captura Youtube

DENVER, 03 Fev. 14 / 03:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um importante grupo de pais de família nos Estados Unidos elevou sua voz de protesto depois que a rede de televisão de programas infantis, Disney Channel, incluiu um casal de lésbicas em um episódio da série “Good Luck Charlie” (Boa Sorte Charlie).

O episódio que foi emitido na segunda-feira passada, 27 de janeiro, mostra quando uma menina chega para brincar na casa de Charlie, a protagonista, acompanhada de duas mulheres às quais apresenta como suas mães, e os pais de Charlie não reagem, o que levou os críticos a dizerem que a série está “normalizando” a ideia dos pais do mesmo sexo.

O grupo americano, “One Million Moms” (Um milhão de mães), de onde se trabalha para promover os valores nos meios de comunicação, assinalou que Disney “é o último lugar que um pai poderia imaginar para que seus filhos enfrentem temas que para eles são muito difíceis de entender”.

“Temas maduros desta natureza estão sendo apresentados desde cedo e quando as crianças ainda são muito novas, além disso, é extremamente desnecessário (…). Disney deveria ocupar-se apenas de divertir e não de empurrar uma agenda”, declararam.

Por outro lado, a controversa e ex-estrela da Disney, Miley Cyrus, elogiou o episódio e assinalou em sua conta oficial do twitter que Disney “controla grande parte do que as crianças pensam”.
One Million Moms por sua parte expressaram estar muito decepcionadas com a Disney pela emissão do episódio, mas assinalaram também que na página do Facebook, o episódio não tinha patrocinadores e que Care.com retirou seu patrocínio.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26648)

Encontrados documentos que narram a perseguição dos cristãos no Japão durante o século XVII

ROMA, 03 Fev. 14 / 12:22 pm (ACI).- Foram encontrados recentemente aproximadamente 10.000 documentos de papel de arroz, conhecidos como “Cartas Marega” que narram a perseguição contra os cristãos no Japão do século XVII, informou a imprensa internacional.

Conforme informou a agência AFP, estes documentos batizados como “Cartas Marega”, pelo nome do Pe. Mario Marega, que os compilou no sul do Japão no século XX, constituem uma valiosa informação sobre a perseguição dos cristãos na época Edo (1603-1867) e serão estudados durante seis anos.

“Esta quantidade excepcional de documentos descreve as perseguições e a privação de liberdade religiosa”, afirmou o professor Kazuo Otomo, diretor do Instituto Nacional de Literatura do Japão.

A partir de 1603 e durante mais de dois séculos, o Japão, por medo de ser colonizado, se fechou ao mundo exterior. Os japoneses não podiam sair do país sob pena de morte e os estrangeiros só estavam autorizados a entrar em alguns locais do arquipélago, sobretudo os holandeses, no porto de Nagasaki, cidade que abriga um monumento em memória dos 26 cristãos crucificados em 1597.

Naquela época, os shoguns, chefes de guerra do Japão, proibiram o cristianismo por considerá-lo um perigo para o arquipélago. Muitos dos missionários estrangeiros foram expulsos, os fiéis esconderam a alguns e os japoneses conversos tiveram que renegar sua fé. Os que se negaram a cumprir as ordens foram torturados e executados.

“Alguns destes documentos podem esclarecer como os cristãos conservaram sua fé”, estima Rumiko Kataoka, especialista em história cristã da Universidade Católica Junshin de Nagasaki.
Em meados do século XIX, quando o Japão saiu de seu isolamento, a maior parte dos documentos sobre as perseguições estavam perdidos ou tinham sido destruídos.

O Pe. Marega juntou estes testemunhos únicos quando vivia na ilha meridional de Kyushu, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Depois os levou a Tóquio e dali à Itália, onde faleceu em 1978. O pesquisador Delio Provérbio encontrou estes documentos em 2010.

Estes documentos relatam a vigilância metódica e os atos aos quais os cristãos eram submetidos, que na menor suspeita eram forçados a pisotear imagens de Cristo ou da Virgem Maria.

Segundo o professor Otomo, só foram abertos três pacotes de documentos dos 20 existentes. “É um estudo sobre os cristãos, mas vai além. Pode nos levar a um estudo sobre os intercâmbios culturais e sobre a forma de tratar a liberdade religiosa”, explicou.

Foi a estes mártires e sobreviventes que o Papa se referiu na Praça de São Pedro, no dia 15 de janeiro durante a Audiência Geral: “Foram numerosos os mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram assassinados. Não ficou no Japão nenhum sacerdote, todos foram expulsos. Então a comunidade se retirou à clandestinidade, conservando a fé e a oração na ocultação”.

“E quando nascia uma criança, o pai ou a mãe a batizavam, porque todos os fiéis podem batizar em circunstâncias particulares. Quando depois de aproximadamente dois séculos e meio –250 anos depois– os missionários voltaram para o Japão, milhares de cristãos saíram das sombras e a Igrejapôde reflorescer. Tinham sobrevivido com a graça de seu Batismo! Mas isto é grande, né? O Povo de Deus transmite a fé, batiza seus filhos e vai adiante”.

O Papa disse finalmente que esta comunidade tinha mantido, ainda em segredo, “um forte espírito comunitário, porque o Batismo os tinha transformado em um só corpo em Cristo: estavam isolados e escondidos, mas eram sempre membros da Igreja. Podemos aprender tanto desta história! Obrigado!”

Segundo a Conferência Episcopal do Japão, este país tinha 444 mil católicos em 2012.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26645)

São Brás, brasa de amor de Deus

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Redação – (Segunda-feira, 03-02-2014, Gaudium Press) – De onde vem esse costume singular, de pedir a São Brás a cura das doenças de garganta?

Convidamos o leitor a ler o artigo que hoje transcrevemos e, assim, poder reviver os fatos maravilhosos da vida deste mártir dos primeiros tempos do cristianismo, nos quais encontrará a origem da poderosa intercessão de São Brás:bras_1.jpg

No dia 3 de fevereiro, lembramos a vida São Brás, venerado tanto no Oriente como no Ocidente, nasceu na Armênia, no século III, foi médico e bispo em Sebaste. Como médico, usava dos seus conhecimentos para resgatar a saúde, não só do corpo, mas também da alma, pois se ocupava em evangelizar os pacientes.

No tempo deste santo aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isso, como santo bispo, procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, São Brás, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário, a fim de continuar governando aquela Igreja, porém, ao ser descoberto por soldados, disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”.

Morreu em 316. Quando as perseguições começaram sob o Imperador Dioclecius (284-305). São Brás fugiu para uma caverna onde ele cuidou dos animais selvagens. Anos mais tarde, caçadores o encontraram e o levaram preso para o governador Agrícola, da Capadócia na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324). São Brás foi torturado com ferros em brasa e depois foi decapitado.

O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje, sendo usadas velas nas cerimônias comemorativas. São utilizadas para lembrar o fato da mãe do menino curado por São Brás, ter levado a ele velas na prisão. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás e é muito venerado na França e Espanha.

Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália.

Na liturgia da Igreja Católica São Brás é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma a criança com mão na garganta, como pedindo para ele cura-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia.

* * * * * * *

Aos pés de uma montanha, numa gruta, nos campos de Sebaste, na Armênia, morava um homem puro e ino­cente, doce e modesto. O povo da ci­dade, movido pelas virtudes do Santo Varão, inspirado pelo Espírito Santo, o escolheu como Bispo. Os habitantes da cidade, e até os animais, iam procurá-lo, para obter alívio de seus males.

Um dia, os soldados de Agrícola, governador da Capadócia, procuravam feras nos campos de Sebaste, para martirizar os cristãos na arena, quando depararam com muitos animais ferozes de todas as espécies, leões, ursos, tigres, hienas, lobos e gorilas convivendo na maior harmonia. Olhando-se estupefatos e bo­quiabertos, perguntavam-se o que acontecia, quan­do da negra gruta surge, da escuridão para a luz, um homem caminhando entre as feras, levantando a mão, como que abençoando-as. Tranquilas e em ordem voltaram para suas covas e desertos de onde vieram.

Um enorme leão de juba ruiva permaneceu. Os soldados, mortos de medo, viram-no levantar a pata e logo após, Brás aproximou-se dele para extrair-lhe uma farpa que lá se cravara. O animal, tranqüilo, foi-se embora.

Sabendo do fato, o governador Agrícola mandou prender o homem da caverna. Brás foi preso sem a menor resistência.

Não conseguindo vergar o santo ancião, que se recusou a adorar os ídolos pagãos, Agrícola mandou que o açoitassem e depois o prendessem na mais negra e úmida das masmorras.

Muitos iam procurar o Santo Bispo, que os aben­çoava e curava. Uma pobre mulher o buscou, aflita, com seu filho nos braços, quase estrangulado por uma espinha de peixe que lhe atravessava a garganta. Comovido com a fé daquela pobre mãe, São Brás passou a mão na cabeça da criança, ergueu os olhos, rezou por um instante, fez o sinal da cruz na garganta do menino e pediu a Deus que o acudisse. Pouco depois a criança ficou livre da espinha que a maltra­tava.

Por várias vezes o santo foi levado à presença de Agrícola, mas sempre perseverava na fé de Jesus Cristo. Em revide era supliciado. Movido por sua fidelidade e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, São Brás curava e abençoava. Sete mulheres que cui­da­ram de suas fe­ridas, provocadas pelos suplícios de Agrícola, fo­ram também castigadas. Depois o governador foi informado que elas haviam atirado seus ídolos no fundo de um lago próximo, e mandou matá-las.

São Brás chorou por elas e Agrícola, enfurecido, con­denou-o à morte, decretando que o lançassem no lago. Brás fez o sinal da cruz sobre as águas e avançou sem afundar. As águas pareciam uma estrada sob seus pés. No meio do lago parou e desafiou os soldados:

– Venham! Venham e ponham à prova o poder de seus deuses!

Vários aceitaram o desafio. Entraram no lago e afundaram no mesmo instante.

Um anjo do Senhor apareceu ao bom Bispo e ordenou que voltasse à terra firme para ser martirizado. O governador o condenou à decapitação. Antes de apresentar a cabeça ao carrasco, São Brás suplicou a Deus por todos aqueles que o haviam assistido no sofrimento, e também por aqueles que lhe pedissem socorro, após ter ele entrado na glória dos céus.bras_2.jpg

Naquele instante, Jesus lhe apareceu e prometeu conceder-lhe o que pedia. Morreu São Brás em plena época de ascensão do Cristianismo, em Sebaste, a 3 de fevereiro. Era natural da Armênia.

Brás, brasa, chama do amor de Deus, da fé, do amor ao próximo. A vida heróica de São Brás é um estímulo para que mantenhamos também acesa em nossas almas a brasa da fé, que em meio às trevas sempre arda de zelo, fidelidade e intrepidez a favor do bem.

Dentre os milagres que cercaram a vida deste grande santo, há um que chama particularmente a atenção: seu domínio sobre os animais ferozes, que, na companhia do santo, se tornavam mansos como cordeiros. Qual o sentido de tal fato?

No Paraíso Terrestre, antes do pecado original, Adão e Eva tinham poder sobre os animais, que vi­viam em harmonia com o homem, e o serviam. Como castigo do primeiro pecado, que foi uma revolta contra Deus, a natureza se insurgiu contra o violador da ordem, e os animais passaram a hostilizar o homem.

Pelo apaziguamento que São Brás operava sobre os animais selvagens, quis Deus mostrar aos peca­dores o poder da virtude, que ordena até a natureza indomável das feras.

Hoje em dia, a humanidade geme sob o peso do caos, provocado pelo pecado. E os homens praticam atos de ferocidade nunca vistos. Procuremos a so­lução para a desordem do mundo na Lei de Deus. Pela força da virtude, não só os homens, mas também a própria natureza entrará em ordem. E então que belezas não surgirão de uma sociedade, onde todos pratiquem o bem e amem a verdade?

(In “Revista Arautos do Evangelho”, Fevereiro/2002, n. 2, p. 22-23)

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(http://www.gaudiumpress.org/content/55463#ixzz2sNniEBfQ )

Moedas e medalhas pela canonização de João XXIII e João Paulo II serão cunhadas

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Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 30-01-2014, Gaudium Press) As moedas e medalhas comemorativas oficiais, em bronze e prata, pela canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II no dia 27 de abril deste ano serão cunhadas, de acordo com informações do Departamento Filatélico e Numismático do Vaticano

Na ocasião, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística Solene de canonização, no Vaticano. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55366#ixzz2ryJiI7ez)

Dom Bosco: um milagre de Deus!

Turim – Itália (Quinta-feira, 30-01-2014, Gaudium Press– A Itália é bela em todas as estações do ano. Mas é especialmente bela no fim do inverno e já começo da primavera, quando a luminosidade dos campos tem um encanto especial.

Saímos de Roma rumo ao norte do país e fomos encontrando grandes extensões de terras muito bem aproveitadas, salpicadas de casas que nos fazem lembrar pequenos enfeites confeccionados de marzipã.

Durante a viagem, ao longe, íamos avistando povoações que datam da Idade Média. Era fácil ver nelas castelos, igrejas, fontes, lugares agraciados por milagres e que traziam ainda o perfume de uma Civilização que outrora viveu sob a sabedoria do Evangelho e que foi fruto do Sangue Preciosíssimo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Detivemo-nos numa dessas cidades que desfilavam ao longo de nosso caminho. Era Turim, com sua divisão bem clara: a parte moderna e a parte dos edifícios antigos, dos locais e monumentos carregados de história.

Turim com sua Catedral que abriga o Santo Sudário: o tecido de linho que envolveu o corpo de Nosso Salvador após sua crucifixão.

Entramos na cidade com o objetivo claro de peregrinar pela história de um grande santo. Queríamos conhecer, sentir um pouco o mundo em que ele viveu, entende-lo melhor para admirá-lo mais e, assim aumentar a devoção a ele. E, para ser mais objetivo, estou falando evidentemente de São João Bosco, fundador dos Salesianos, uma obra que hoje pode ser encontrada em todas as partes do mundo.

Hospedamo-nos bem junto a igreja de Maria Auxiliadora, onde encontram-se as relíquias do santo, em um edifício que tinha o nome de “Mama Margherita”, lado a lado com a igreja. Quantas impressões!…

A presença do grande educador fazia-se sentir por todas as partes em que estivemos. Ali estava, diante dos nossos olhos e corações, o milagre de Deus.

E… quantos milagres, sonhos, manifestações da Providência na vida de Dom Bosco, no nascedouro de sua Congregação.

Um fato de caráter sobrenatural que é mencionado em quase todas as biografias de nosso santo é o famoso cão chamado, por ele mesmo: Grigio.

Esse animal apareceu misteriosamente numa época muito difícil para São João Bosco, onde houve até tentativa de agressões contra sua pessoa.

Todas as vezes em que Dom Bosco corria algum perigo de vida, surgia ao lado dele o fiel animal. Houve ocasiões em que esse protetor impediu que o santo saísse de casa. Verificando-se posteriormente soube-se que, de fato, um complô estava organizado contra ele.

Como apareceu, Grigio também sumiu, sem que alguém soubesse de seu paradeiro…

D. Bosco teve inúmeros sonhos proféticos e através deles confidenciava com seus alunos, proibindo-os que contassem para outras pessoas. Assim ele os formava na escola divina com seus célebres “Boa noite”. E ele instituiu no ensino a nova pedagogia da prevenção: antes prevenir do que castigar.

São palavras do santo da juventude: “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”

Após uma vida inteira dedicada ao seus jovens, D. Bosco entregou a alma a Deus na madrugada de 31 de janeiro de 1888, com 73 anos de idade, com a mesma paz e confiança em que viveu. Sua existência toda cheia de Fé foi toda norteada por duas grandes luzes: a devoção a Maria Santíssima e ao Papa.

por Lucas Miguel Lihue

(http://www.gaudiumpress.org/content/55367)

São João Bosco

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Redação – (Sexta-feira, 31-01-2014, Gaudium Press) – São João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.joao_bosco_1.jpg

Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.

Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”. A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.

Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.

Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.

Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.

Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.

Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.joao_bosco_2.jpg

Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro. Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude.

Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.

Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.

Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.

Entre alguns exemplos, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”

O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: “Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”.

De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.

* * * * * * *

Educar não é só uma arte. Passou a ser um desafio, pois é cada vez mais
difícil orientar a juventude num sentido contrário à mentalidade
dominante. São João Bosco encontrou a chave que abre a alma
do jovem à influência do bem.

Manter a disciplina numa sala de aulas constituída de adolescentes é uma dificuldade que, com algumas variantes, mostra-se quase tão antiga como a civilização. Os mestres de Santo Agostinho poderiam dar um testemunho valioso a esse respeito. Em outros tempos, os métodos usados eram muito mais diretos que os atuais e davam resultados imediatos, proporcionais à energia e à força de personalidade do professor. Mas o problema de fundo não deixa de ser o mesmo, hoje como ontem.joao_bosco_3.jpg

A educação não se restringe a conseguir manter, dentro do recinto de uma sala de aulas, todos os alunos em ordem e silêncio, para que o professor possa transmitir com eficácia seus ensinamentos. O bom educador deve saber moldar a personalidade de seus discípulos, corrigindo os defeitos, estimulando as qualidades, fazendo-os amar os princípios que orientarão a vida. Numa boa educação, a formação religiosa ocupa lugar principal, pois sem amor de Deus e auxílio da graça ninguém consegue vencer as más inclinações e praticar estavelmente a virtude.

Da teoria à prática…

Na teoria, tudo isso é muito fácil…

Mas, como pô-la em prática no mundo de hoje, no qual são tão numerosas e atraentes as solicitações para o mal e os educadores sentem crescente dificuldade de exercer influência sobre os jovens? O problema já era candente na época de São João Bosco. A sociedade de então passava por grandes transformações, sobretudo de mentalidade. E a juventude, sempre ávida de novidades, afastava-se da religião e perdia o rumo.

Dom Bosco fazia o “milagre” – muito maior do que todos os outros por ele realizados – de atrair e formar jovens que já não se deixavam moldar pelos antigos métodos educacionais e se subtraíam à ação da Igreja.

Tentativas de penetrar o segredo do método preventivo

Eram tão surpreendentes os resultados obtidos pelo fundador dos salesianos que muitos de seus coetâneos procuravam insistentemente arrancar dele o “segredo” de seu êxito.

Essa mesma intenção teve o reitor do seminário maior de Montpellier, quando enviou uma carta a Dom Bosco, perguntando qual o segredo da pedagogia utilizada por ele. Imagine-se sua surpresa ao receber a seguinte resposta: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”.

Não satisfeito, o reitor enviou uma segunda carta, mas a esta o Santo não soube responder, pois nunca havia feito um estudo sobre a matéria. O livro do qual ele tirava seus ensinamentos era sua própria vida.

Confiança: o instrumento do bom educador

Discorrendo sobre o mesmo assunto com o cardeal Tosti, em Roma, numa manhã de 1858, disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”. Em seguida, para dar-lhe um exemplo concreto, ele o convidou a acompanhá-lo à Praça del Popolo, onde facilmente encontrariam grupos de jovens brincando, e poderia demonstrar a eficácia de seu método. Mas quando desceu da carruagem, a turma de meninos que brincava na praça fugiu correndo. Certamente julgaram que esse padre lhes ia fazer um pequeno sermão ou repreendê- los por alguma falta. O cardeal ficara dentro do veículo, assistindo à cena, e se divertia, julgando que aquele primeiro fracasso levaria Dom Bosco a desistir da experiência.

Mas este não se deixou abater e, em poucos minutos, com sua vivacidade e irresistível bondade, tinha uma pequena multidão de jovenzinhos à sua volta se divertindo com seus jogos e entusiasmados com sua bondade.

Chegado o momento de se retirar, eles formaram duas fileiras diante do coche, para aclamar o sorridente sacerdote enquanto este passava. O cardeal tinha dificuldade em acreditar no que estava vendo…

Evitar o pecado: a essência do método preventivo

Afinal, como fazia São João Bosco para cativar a juventude? Como primeiro objetivo, pretendia ele evitar todo e qualquer tipo de pecado, usando de grande vigilância, acompanhada de amorosa solicitude.joao_bosco_4.jpg

Não de um modo esmagador e glacial, mas paternal e afetuoso. A essa tática de conduzir os jovens o santo educador deu o nome de “método preventivo”, em confronto com o outro então em voga, denominado “repressivo”, o qual tinha por base os castigos.

Esse modelar formador da juventude não perdia ocasião de coarctar o avanço do mal. Mesmo nos recreios, seu olhar atento logo conseguia descobrir onde estava a rixa ou de onde provinham palavras reprováveis e, sem demora, desfazia a confusão com hábil jovialidade, pois ele era a alma dos divertimentos, como seus alunos testemunhavam. Não raras vezes, ele desafiava todos os meninos, de uma só vez, para uma corrida.

Então erguia a batina, contava até três e deixava aquela turba de jovens para trás: Dom Bosco sempre chegava em primeiro lugar. Quando já tinha 53 anos, ele ainda deixava os espectadores estupefatos com sua agilidade, pois nunca perdia uma corrida com os alunos do Oratório.

Suavidade na repreensão

São João Bosco jamais dava castigos corporais, na convicção de que isso só incitaria os corações à revolta e fecharia a alma do jovem para os conselhos salutares. A maneira pela qual ele repreendia era através de uma palavra fria, um olhar triste, uma mão retraída, ou qualquer outro sinal discreto de desagrado com alguma falta. Mas os resultados demonstravam ser extremamente eficaz essa forma de correção.

Certa noite, logo após as orações, Dom Bosco queria dirigir aos meninos algumas palavras benfazejas, antes de irem dormir, mas tal era a algazarra que ele não conseguiu obter silêncio. Após alguns minutos de espera, comunicou- lhes: “Não estou contente com vocês! Vão dormir. Esta noite não lhes digo nada”.

A partir desse dia nunca mais foi necessário usar uma sineta para que os rapazes fizessem silêncio. Poderia, porém, surgir uma dúvida a respeito de tal método. Essa vigilância para evitar o pecado não acabaria por tirar a liberdade ao jovem? A natureza humana é feita para o equilíbrio: não sufocar a liberdade nem, muito menos, permitir uma indisciplina desenfreada. Essa conjunção, São João Bosco soube fazê-la admiravelmente.

Apesar de toda a vivacidade e afeto no trato com os jovens, estes sempre mantinham uma atitude de respeito e admiração para com seu mestre.

Alegria, tempero indispensável

O ambiente no refeitório do Oratório era uma comprovação desse relacionamento harmonioso, quando Dom Bosco demorava algum tempo mais para terminar sua refeição, à qual tinha chegado atrasado. Assim que os outros superiores saíam, uma multidão de jovens entrava correndo e ocupava todo o recinto, não deixando espaço vazio. Alguns se aproximavam tanto que quase encostavam suas cabeças nos ombros dele, outros se apoiavam no espaldar de sua cadeira e os mais pequeninos se enfiavam debaixo da mesa. Qual não era a surpresa comovida do Santo ao ver aquelas pequenas cabecinhas dali saírem, com o único fim de estarem mais perto de seu pai. A liberdade com que aqueles jovenzinhos dele se aproximavam e a veneração que lhe devotavam constituíam realmente um quadro comovedor.

Uma ocasião como essa era uma excelente oportunidade de fazer o bem. O zeloso sacerdote aproveitava então para contar uma história, dar um bom conselho, fazer perguntas, até que o sino indicasse a hora da oração da noite, ou seja, o fim desse convívio enternecido.

Como se vê, a alegria ocupava um grande papel no método educativo de Dom Bosco. Com ela, pretendia o Santo tornar a vidaleve e criar disposições para os meninos abrirem a alma à influência dele e ao sobrenatural.

Um dos meios que utilizava eram os jogos e diversões, dos quais o próprio educador participava. Num desses divertimentos, ele alinhava todos os meninos em uma única fila e lhes recomendava: “Atenção! Façam tudo como eu fizer. Quem não fizer como eu faço, sai da brincadeira”.

Isso dito, começava seu percurso, ora correndo com os braços para o ar, ora fazendo gestos espetaculares, batia palmas, pulava com uma só perna, ameaçava parar numa árvore, mas logo depois saía correndo de novo. Desse modo, entretinha e criava um ambiente de alegria para aqueles jovens.joao_bosco_5.jpg

Com tais recursos e, sobretudo, com a graça divina, São João Bosco conseguia levá-los a amar a Deus com alegria. Para esse efeito, a música era um instrumento valioso, a ponto de ele dizer que uma casa sem música é como um corpo sem alma.

Freqüência aos sacramentos e devoção a Nossa Senhora

A perseverança só é possível pela freqüência aos sacramentos e uma ardente devoção a Nossa Senhora.

Na confissão, Dom Bosco pacificava as consciências, infundia confiança nas almas, conduzia seus juvenis penitentes a Deus. Bela descrição dessas confissões nos faz Huysmans, escritor católico do séc. XIX: “Nosso Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário do interior, puxava para perto de si o menino que tinha terminado o exame de consciência e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça no seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.” Por meio da comunhão freqüente queria São João Bosco fortificar a alma dos jovens contra as investidas infernais.

Para ele, a Primeira Comunhão deveria ser feita o mais cedo possível: “Quando um menino sabe distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, quando se acha suficientemente instruído, não é preciso olhar para a idade. Venha logo o Rei do Céu reinar nessa alma”.

Seguindo os sábios conselhos maternos, Dom Bosco fez da devoção a Maria Santíssima, sob a bela invocação de Maria Auxiliadora, uma coluna da espiritualidade dos salesianos. “Se chegares a ser padre – repetia-lhe afetuosamente ‘mamma Margherita’ – propaga sem cessar a devoção a Nossa Senhora”.

Método preventivo e graça divina

Na realidade, o método preventivo de Dom Bosco é uma forma adaptada às novas gerações – e plenamente atual – de predispor os jovens para serem flexíveis à ação da graça divina.

É ela a verdadeira causa do êxito surpreendente desse grande educador que marcou sua época, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.

Fontes:

Revista Arautos do Evangelho, Jan/2007, n. 61, p. 22 à 25
Site da Paróquia Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora: http://www.auxiliadora.org.br/

(http://www.gaudiumpress.org/content/55356#ixzz2ryGfYddQ )

Popularidade do Papa Francisco

TOLEDO, 29 Jan. 14 / 04:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, recebeu na Espanha o prêmio outorgado pela Radiotelevisión Diocesana de Toledo, ocasião na qual assinalou que o “extraordinário interesse” que existe pelas Missas que a Papa Francisco celebradas na Casa Santa Marta, faz que suas homilias sejam traduzidas a 40 idiomas, destacando ainda que a popularidade do Pontífice não é uma estratégia do Vaticano.

O Papa Francisco tem “um extraordinário carisma de comunicação que compensa amplamente o conhecimento limitado de idiomas”, pois apenas domina o italiano e o espanhol, indicou o sacerdote durante a conferência realizada no Instituto Teológico de São Ildefonso de Toledo sob o título “Reflexões e experiências sobre a comunicação de três Papas”.

Sobre o Beato João Paulo II, o Pe. Lombardi destacou seu “amor pela verdade e não esconder-se de nada e de ninguém”. Sobre Bento XVI ressaltou seu “pensamento ordenado e conciso” e, sobre o Papa Francisco, assinalou seu grande carisma de comunicador e sua proximidade  humana “franca e valente”.

O porta-voz assinalou também que o crescente interesse que o Papa suscita não é fruto de uma nova estratégia de comunicação iniciada pelo Vaticano. “Posso assegurar-lhes que em comparação com o Pontificado anterior não foi iniciada no Vaticano uma nova estratégia de comunicação no sentido de um estudo prévio das atividades, discursos ou gestos da Papa com o fim de chamar a atenção dos presentes e ter êxito. Não há uma nova estratégia planejada em um escritório”, expressou.

Conforme explicou, o interesse que despertou Francisco pode dever-se a que ele “atua com um enfoque pastoral e uma linguagem muito concreta, que é facilmente compreensível e acolhida pelas pessoas”.

O Pe. Lombardi reconheceu que a relação da imprensa com o Bento XVI “foi mais difícil”, mas apesar das dificuldades destacou que Bento sempre respondeu “com grande nobreza intelectual”, que “nunca descartou nenhuma pergunta difícil” e com uma “enorme capacidade de expressar seu pensamento límpido, de uma maneira clara, ordenada e concisa, sem inseguranças”, o convertia em “um professor da comunicação”.

Falando um pouco mais sobre o Papa Francisco, o Pe. Federico Lombardi elogiou a “proximidade humana, direta, franca e valente”, refletida nos “abraços e beijos que generosamente prodigaliza”. Entretanto, recordou a “grande preocupação” que teve quando soube que o novo Pontífice falava apenas espanhol e italiano. “Seus predecessores eram grandes poliglotas”, mas, logo se deu conta de que o Papa Francisco “não tinha intenção de multiplicar as saudações em diferentes idiomas nem nas reuniões internacionais, como a primeira audiência com os jornalistas depois de sua eleição”.

“As multidões vêm a Roma mais que antes, e o interesse pela Papa é muito alto em todas as partes do mundo”, assinalou o porta-voz vaticano.

Por isso destacou que o Papa Francisco tenha “um extraordinário carisma de comunicação que compensa vastamente o conhecimento limitado de idiomas”, e revelou um “extraordinário interesse” pelas homilias do atual Papa na missadiária matutina na capela da casa Santa Marta que chegam a ser traduzidas a 40 idiomas.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26627)

Você é capaz de vibrar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar louvores ao Senhor?, pergunta o papa.

Foto Grupo ACI

VATICANO, 28 Jan. 14 / 07:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”, disse nesta manhã o Papa Francisco na missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano e ao comentar, em sua homilia, a dança alegre de Davi ao Senhor da qual fala a primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, o Santo Padre disse que “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor”. Todo o Povo de Deus estava em festa porque a Arca da Aliança voltava para casa.

A oração de louvor de Davi, explicou, “levou-o a sair de qualquer compostura e a dançar diante do Senhor” com “todas as suas forças”. Isto era justamente a oração de louvor! –exclamou o Papa. Além disso, indicou que lendo esta passagem, “pensei em seguida em Sara, depois de ter dado a luz a Isaac. O Senhor me fez dançar de alegria!”, disse a mulher.

Por isso, o Papa Francisco assinalou que “para nós é fácil de entender a oração para pedir algo ao Senhor, também para agradecer ao Senhor” ou a “oração de adoração”. Mas a oração de louvor “deixamo-la de lado, não nos vem espontânea”, precisou.

E deste modo o explicou: “‘Mas, padre, isto é para os da Renovação Carismática, não para todos os cristãos!’. Não, a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na missa, todos os dias, quando cantamos o Santo. Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus por sua grandeza, porque é grande! E lhe dizemos coisas lindas, porque nós gostamos que seja assim. ‘Mas, padre, eu não sou capaz… Eu devo…’. “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”.

Devemos rezar “com todo o coração” e afirmou que “é um ato de justiça, porque Ele é grande! É nosso Deus!” Davi, recordou o Santo Padre, “era muito feliz, porque voltava com a Arca, voltava com o Senhor: também seu corpo rezava com essa dança”.

Francisco questionou logo: ‘Mas como vai a minha oração de louvor? Sei louvar o Senhor? Sei louvar o Senhor ou quando rezo o Glória ou rezo o Santo, o faço somente com a boca e não com todo o coração?’ O que me diz Davi, dançando aqui? E Sara dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade começa outra coisa: uma festa!”.

“A alegria do louvor –explicou o Santo Padre– nos leva à alegria da festa. A festa da família”. Deste modo o Papa recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do rei Saul, Mical, repreende-o e pergunta-lhe se não lhe dá vergonha ter dançado dessa forma diante de todos, ele que é o rei. Mical, “desprezou a Davi”.

“Eu me pergunto quantas vezes nós desprezamos em nosso coração as pessoas boas, aquelas que louvam o Senhor como lhe vem, assim espontaneamente, porque não são cultos, não seguem as atitudes formais? Mas, desprezo! E diz a Bíblia que Mical ficou estéril durante toda a vida por isso! O que quer dizer a Palavra de Deus aqui? Que a alegria, que a oração de louvor nos faz fecundos! Sara dançava no momento grande de sua fecundidade, aos noventa anos! A fecundidade que nos dá o louvor ao Senhor, a gratuidade de louvar o Senhor. Esse homem ou essa mulher que louva o Senhor, que reza louvando o Senhor, que quando reza o Glória se alegra de dizê-lo, quando canta o Santo na Missa se alegra de cantá-lo, é um homem ou uma mulher fecunda”.

O Santo Padre disse também que “aqueles que se fecham na formalidade de uma oração fria, medida, provavelmente terminam como Mical: na esterilidade de sua formalidade”. Por isso, o Papa convidou a imaginar a Davi que dança “com todas as forças diante do Senhor e pensemos que belo é fazer a oração de louvor”.

Além disso, disse, fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai-vos, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória. O Senhor, forte e valente, é o rei da glória!”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26618)

Perito em câncer deixa sem argumentos na rede de televisão CNN aqueles que apoiam a eutanásia

ATLANTA, 27 Jan. 14 / 06:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Dr. Luis Ráez, diretor médico do Memorial Cancer Institute e ganhador do Prêmio ao Desenvolvimento da Carreira da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, refutou os promotores da eutanásia no programa Cala na CNN em Espanhol, deixando claro que esta prática é o assassinato de um ser humano e isto é contrário à profissão médica.

“A eutanásia é quando alguém ativamente mata uma pessoa, pode ser desconectando um respirador ou injetando-lhe algo. Parece-se um pouco ao suicídio assistido, que é quando alguém dá para a pessoa um remédio para que se suicide”, indicou.

Ráez precisou que “quando falamos de eutanásia ou de suicídio assistido, estamos falando de pessoas vivas, mas com pessoas que as querem matar”.

Defendendo a eutanásia, Alfonso Ramírez participou do programa o autodenominado “tanatólogo e terapeuta”, e assegurou que seu ofício consiste em ajudar “as pessoas a bem morrer”.

“Este é um aspecto 100 por cento humanitário e de empatia pelos seres humanos. Ajudá-lo a bem morrer, justo como o conceito da eutanásia. Isto é a eutanásia, ajudar a bem morrer, eu estou a favor da eutanásia”, assegurou Ramírez.

O tanatólogo reconheceu que “nós não somos médicos”, para logo acrescentar que “somos médicos, mas de almas”.

“Nós apoiamos desde o ponto de vista psicológico, emocional que é tão importante e familiar”.

Por sua parte, o Dr. Luis Ráez assinalou que “eu sou oncologista e pesquisador, dediquei minha vida inteira a pesquisar remédios para lutar contra o câncer, para mim não tem nenhum sentido matar pessoas”.

Embora tenha reconhecido que existem quatro países no mundo onde “se pode matar os pacientes”, Ráez assinalou que “para mim, que sou oncologista, não há uma sociedade americana que esteja a favor da eutanásia. Para nós a eutanásia é um assassinato, o assassinato do ser humano, e é irreversível, não se pode de repente mudar de ideia e no futuro já não fazer a eutanásia”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26614)

O poder do louvor

adoradore_com_uma_nova_vidaQuando eu tinha 23 anos de idade, recém-formado, aprovado como professor de uma universidade federal – UNIFEI – já casado e pai do nosso primeiro filho, Mateus, eu me sentia como um pequeno rei na face da terra. De repente, comecei a perceber que a minha vista estava enfraquecendo, e rapidamente, comecei a enxergar mal.

Eu que nunca havia usado óculos, pensei que fosse apenas um pequeno problema e logo procurei o oftalmologista. Tão logo eu me sentei diante dos seus aparelhos, ele me disse: – Má notícia, você está com deformação das córneas, uma doença chamada ceratrocone, não tem cura, só pode ser melhorada com o uso de lentes de contato de vidro. Outra saída seria fazer transplantes das córneas, algo que naquele tempo (1973) era coisa rara.

Naquela manhã eu saí do médico como se tivesse tomado uma “paulada na moleira” como diz o povo. Caí de quatro, desabou o meu pequeno reinado que não tinha durado nem um ano. Me lembro que na época eu já conhecia e trabalhava com o padre Jonas Abib, e, junto com minha esposa, lhe perguntei:

– Padre, o que será que Deus quer de tudo isto?

Ele apenas me respondeu:

– “Não sei, mas Ele tem um propósito nisto, só saberemos mais tarde”.

Depois de usar as duras e incômodas lentes de contato por dez anos, tive de me submeter a quatro cirurgias para transplante das córneas porque as lentes já não faziam mais efeito. Foi uma dura experiência! Mas eu já tinha aprendido a dar graças a Deus por tudo.

Hoje eu sei que através de tudo o que eu tive de passar, Deus mudou sem dúvida a minha vida. Talvez eu não estivesse escrevendo essas linhas se Ele não tivesse permitido que tudo isto acontecesse. Deus seja louvado!

Hoje, enxergo relativamente bem e faço tudo o que preciso, apenas usando óculos.

Lembro-me de que certa vez, enquanto eu ainda usava as lentes de contato, fomos com toda a família passar uns dias na praia. Numa manhã, eu jogava bola com os filhos, ainda pequenos, na areia; de repente, a bola bateu em meu rosto e eu perdi uma das lentes de contato, e sem ela eu quase nada enxergava. Procuramos por muito tempo na areia, mas não a encontramos. Dei graças a Deus e entreguei o problema em suas mãos. Quando voltamos para casa, fui ao médico para fazer uma nova lente.

Após me examinar ele disse: “foi bom você ter perdido esta lente, ela já estava fora do seu grau, e se você continuasse a usá-la ela iria prejudicar a sua córnea”. Dei graças a Deus de novo, por ter perdido aquela lente, pois naquela hora eu sabia o porquê Deus permitiu que eu a perdesse.

Uma das experiências mais emocionantes e proveitosas que aprendi na fé, é dizer a Deus “obrigado”, também quando as coisas dão errado.

Toda vez que você perceber que agiu sem fé, na mesma hora peça perdão a Deus pela sua falta de fé, e por ter tomado das Suas mãos as rédeas de sua vida; e as entregue de novo a Ele. Deus compreende a sua fraqueza, e o perdoa, e está pronto a renovar em você o Espírito Santo; mas temos também de fazer a nossa parte, continuar lutando, sem desanimar e sem desesperar.

Podemos dizer “obrigado Senhor” mesmo quando o mundo todo está desabando ao nosso lado. Por quê?

Porque Deus é todo poderoso, Pai amoroso, e sustenta o mundo em suas mãos, e tem o comando da minha vida. Deus não pode nos abençoar se ao invés de confiar Nele ficarmos nervosos, lamuriando, xingando, ou até quem sabe revoltados contra Ele pelo que aconteceu. É claro que nesta hora o demônio vai soprar no seu ouvido algo assim: “está vendo, Deus não ama você de jeito nenhum; se o amasse não deixaria isto acontecer com você!”. Quando você louva a Deus neste momento, você dá um tapa na cara do tentador e ele se vai.

Mesmo na dor mais profunda, mesmo na perda mais dramática, diga a Deus “obrigado Senhor” por tudo isto, por mais absurdo que possa lhe parecer. Se você fizer esta experiência na fé, verá Deus agir em sua vida poderosamente.

Ele manda “dai graças em tudo”, exatamente por aquilo que está “doendo” agora dentro de você.

Quando louvamos a Deus no sofrimento não estamos exaltando o mal e nem mesmo querendo dizer que Deus possa ser seu autor ou que nos queira ver sofrer; nada disso, apenas confiamos que se Ele permitiu que esse mal acontecesse conosco – e que não foi causado por Ele – é porque Ele saberá tirar daí um bem maior.

Quando aceitamos trocar a nossa vontade pela vontade de Deus, Ele supre a nossa fraqueza com a Sua força. São Paulo chegou a dizer: “sinto alegria nas minhas fraquezas… Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (2Cor 12,10). O Apóstolo tinha muito claro diante dos seus olhos toda a sua fraqueza:  “Porém, temos esse tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.” (2Cor 4,7).

Caminhar pela fé meu irmão, abandonar-se em Deus, é crer e aceitar de bom grado “toda” a vontade de Deus para a nossa vida, qualquer que ela seja, em qualquer situação, sem reclamar, sem lamuriar, sem blasfemar.

Prof. Felipe Aquino

Retirado do livro: “ A luta contra a depressão”

(http://cleofas.com.br/o-poder-do-louvor/)

Veremos os parentes no céu?

milagresA morte é um enigma, e muitos perguntam se nós veremos os nossos entes queridos no céu. A saudade é amarga e as lágrimas não podem deixar de rolar quando perdemos uma pessoa querida. Cristo chorou quando perdeu o amigo Lázaro.

Fé não é insensibilidade e dureza de coração. Você pode chorar, até diante dos filhos, mas chore como quem tem fé na ressurreição. Os santos nos garantem que veremos os entes queridos mortos que nos antecederam.

Diante da dor da morte gosto de me lembrar de Nossa Senhora aos pés da cruz do seu Amado. Ela perdeu o Filho Único…, Deus, morto de uma maneira tão cruel como  nenhum de nós o será. Ela perdeu muito mais do que nós e não se desesperou. Certamente chorou muito, mas nunca se desesperou e nunca perdeu a fé. Aos pés da cruz de Jesus estava de pé (stabat!).

Podemos chorar os mortos; as lágrimas são o tributo da natureza, mas sem desespero e sem desilusão.

Até o céu; lá nos voltaremos a ver, ensinam os santos. Que grande felicidade será para nós poder encontrá-los, depois de ter chorado tanto a sua ausência! Não nos deixemos levar ao desespero quando alguém parte; não somos pagãos. Lá não haverá mais pranto, nem lágrimas e nem luto.

São Francisco de Sales disse: “Meu Deus, se a boa amizade humana é tão agradavelmente amável, que não será ver a suavidade sagrada do amor recíproco dos bem-aventurados… Como essa amizade é preciosa e como é preciso amar na terra, como se ama no Céu!”

São Tomás de Aquino garante que no Céu conheceremos nossos parentes e amigos. Diz o santo doutor:

“A contemplação da Essência Divina não absorve os santos de maneira a impedir-lhes a percepção das coisas sensíveis, a contemplação das criaturas e a sua própria ação. Reciprocamente, essa percepção, essa contemplação e essa ação não os podem distrair da visão beatífica de Deus” (S. Teológica, 30, p. 84).

A morte não é o aniquilamento estúpido que pregam os materialistas sem Deus, mas o renascimento da pessoa. A Igreja reza na Liturgia que “a vida não é tirada mas transformada”.

Só o cristão valoriza a morte e é capaz de ficar de pé diante dela. Deus não nos criou para o aniquilamento estúpido, mas para a sua glória e para o seu amor. Fomos criados para participar da felicidade eterna de Deus.

Santa Teresinha disse ao morrer: “não morro, entro para a vida”.

A árvore cai sempre do lado em que viveu inclinada; se vivermos inclinados ao Coração de Jesus, nele cairemos.

É preciso saber educar os filhos também diante da morte; a psicologia recomenda, por exemplo, que os pais deixem os filhos verem os mortos, se assim eles desejarem, embora não devam forçá-los. Fale da morte com naturalidade aos filhos, e aproveite o momento para ensinar sobre o céu e sobre a ressurreição. Não se pode permitir que as crianças assistam cenas de desespero diante da morte, mesmo que se possa manifestar a dor e sofrimento diante delas.

O grande santo São Francisco Xavier, jesuíta, amigo íntimo de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, foi evangelizar o Japão e a China e por lá morreu. Sabendo que não mais poderia ver o rosto do seu querido amigo Santo Inácio, escreveu-lhe uma carta onde dizia: Não mais verei o teu rosto, mas lá no céu te darei um abraço que durará para sempre.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/veremos-os-parentes-no-ceu/)

Dons Infusos do Espírito Santo

image-37219201 – O dom da Ciência

O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como aceno ao Supremo Bem; leva o homem a compreender, de um lado, o vestígio de Deus que há em cada ser criado, e, de outro lado, a insuficiência de cada qual.

O dom da ciência ensina também a reconhecer melhor o significado do sofrimento e das humilhações; estes “contra-valores”, no plano de Deus, têm o valor de escola que liberta e purifica o homem. Configuram o cristão a Jesus Cristo. Se não fosse o sofrimento, muitos e muitos homens não sairiam de sua estatura mesquinha,… nunca atingiram a plenitude do seu desenvolvimento espiritual.

2 – O dom do Entendimento ou Inteligência

O dom da inteligência nos ajuda a ler no íntimo das verdades reveladas por Deus, e ter a intuição do seu significado profundo. Pelo dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez o mistério da SS. Trindade, o amor do Redentor para com os homens, o significado da S. Eucaristia na vida cristã…

A penetração dada pelo dom da inteligência (ou do entendimento) é diferente daquela que o teólogo obtém mediante o estudo; o dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus. Na ordem sobrenatural é o amor que abre os olhos do conhecimento. Os que mais amam a Deus, são os que mais profundamente o conhecem. O dom do entendimento manifesta também o horror do pecado e a grandeza da miséria humana.

3 – O dom da Sabedoria

A palavra sabedoria vem de saber, derivado do verbo latino sapere,  que significa “ter gosto de…”. O dom da sabedoria abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe diretamente sob a luz de Deus, mostrando a grandeza do plano do Criador. Ele oferece um conhecimento saboroso da verdade porque se deriva da experiência do próprio Deus feita pelo cristão. Os resultados do estudo meramente intelectual são frios e abstratos, ao passo que as vantagens da experiência são concretas e saborosas.

“O dom da sabedoria faz-nos ver com os olhos do Bem-amado”, dizia um grande místico.

4 – O dom do Conselho

Deus não deixa faltar às suas criaturas o que lhes é necessário. Ele providencia os meios para que cada criatura chegue retamente ao seu fim devido. O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas sem cansaço e insegurança. Por ele o  Espírito Santo, inspira a reta maneira de agir no momento oportuno e exatamente nos termos devidos. Assim o dom do conselho aparece como um regente de orquestra que coordena divinamente todas as faculdades do cristão e as incita a uma atividade harmoniosa e equilibrada. Diz a Escritura que há tempo exato para cada atividade; fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno.

5 – O dom da Piedade

O dom da piedade orienta divinamente todas as relações que temos com Deus e com o próximo, tornando-as mais profundas e perfeitas.  São Paulo se refere a este dom quando escreve: “Recebestes o espírito de adoção filial, pelo qual dizemos  ‘Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo, inspirado pelo mesmo dom da piedade.

O dom da piedade não incita os cristãos apenas a cumprir seus deveres para com Deus de maneira filiar, mas leva-os também a experimentar interesse fraterno para com todos os seus semelhantes. É o que manifesta o Apóstolo ao escrever: “Quanto a mim, de bom grado me despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor” (2 Cor 12, 15).

6 – O dom da Fortaleza

A fidelidade à vocação cristã depara-se com obstáculos numerosos. Disse Jesus que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12).

O dom da fortaleza não consiste em realizar façanhas admiradas pelo público, mas implica paciência, perseverança, tenacidade, magnanimidade silenciosas… Pelo dom da fortaleza, o Espírito impele o cristão não apenas àquilo que as forças humanas podem alcançar, mas também àquilo que a força de Deus atinge. É essa força de Deus que pode transformar os obstáculos em meios; é ela que assegura tranquilidade e paz mesmo nas horas mais tormentosas. Foi ela que inspirou a S. Francisco de Assis palavras tão significativas quanto estas: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

7 – O dom  do Temor de Deus

Há três tipos de temor: o temor covarde ou da covardia; o temor servil ou do castigo e o temor filial. Este consiste na tristeza que o cristão experimenta diante da perspectiva de poder se afastar de Deus; brota do amor a Deus. Não se concebe o amor sem este tipo de temor. Pelo dom do temor de Deus  é o Espírito que move o cristão a dizer Não à tentação e ao pecado por amor a Deus. Não é medo de Deus, é medo de perde-lo. O dom do temor de Deus se prende à virtude da humildade. Esta nos faz conhecer nossa miséria; impede a presunção e a vã glória, e assim nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. S. Luís de Gonzaga derramou copiosas lágrimas certa vez quando teve que confessar suas faltas… faltas que, na verdade, dificilmente poderiam ser tidas como pecados. Para o santo, essas pequeninas faltas eram sinais do perigo de poder um dia afastar-se de Deus. Ora, para quem ama, qualquer perigo deste tipo tem importância.

(http://cleofas.com.br/dons-infusos-do-espirito-santo/)

Para todos aqueles sacerdotes que dão a vida, a cada dia e silenciosamente…

Em Santa Marta, Francisco fala da unção e lembra os muitos párocos do campo e da cidade que não fazem manchetes, mas que prestam um serviço valioso para o povo de Deus

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Não era o centro do seu discurso, mas de qualquer forma Bergoglio, na homilia de hoje em Santa Marta, quis enviar uma indiretazinha para aquele mundo da comunicação sempre mais atento ao “barulho de uma árvore que cai”, do que “de uma floresta que cresce”. Uma metáfora com a qual o Papa questionou a tendência dos jornais e jornalistas de se concentrarem em “um bispo que fez tal coisa ou emum sacerdote fez tal outra coisa”, e manter silêncio sobre muitas obras de caridade realizadas por “sacerdotes santos” que dão suas vidas todos os dias e em silêncio.

“Sim – disse Bergoglio, fingindo o costumeiro diálogo com um fiel – também eu o li, mas, diga-me, nos jornais estão as notícias do que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em tantas paróquias de cidade e de campo, tanta caridade que fazem, tanto trabalho que fazem para levar adiante o seu povo? Ah, não! Isso não é notícia”.

O ‘desabafo’ do Papa foi o resultado de uma reflexão sobre o valor da “unção” que Deus concede aos bispos e sacerdotes, fazendo o seu ministério especial. Se a Igreja não é uma ONG ou uma empresa, e bispos e padres não são chefes de escritório – como reiterou repetidas vezes Francisco – é precisamente por causa desta “unção” que lhes dá o poder do Espírito para não agir como uma organização humana, mas prestar serviço ao povo de Deus

Para explicar melhor o conceito, o Papa refletiu sobre a primeira leitura do dia, quando o profeta Samuel fala sobre as tribos de Israel que ungiu Davi como rei: “Sem essa unção – disse o Papa – Davi teria sido apenas o ‘chefe de uma empresa’,de uma  sociedade política, que era o Reino de Israel”, teria sido um simples ‘organizador político’”. Com a unção, no entanto, “o Espírito do Senhor” desce sobre o jovem, o qual – narra a Escritura – “andava sempre crescendo em potência e o Senhor Deus dos exércitos estava com ele”.

O ungido é de fato uma pessoa escolhida pelo Senhor, afirmou o Papa. Bispos e padres com o óleo do Crisma recebido durante a ordenação “são ungidos, têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles”. Portanto, “não são eleitos somente para levar adiante uma organização, que se chama Igreja particular”. É verdade também que “todos os bispos são pecadores”, admitiu o Papa, mas “nós somos ungidos” e portanto “queremos ser mais santos a cada dia, mais fieis a esta unção”.

Isto é o que “dá unidade à Igreja”: “a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque é ungido, não porque foi eleito pela maioria”. “Nesta unção – acrescentou Bergoglio – uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os padres são ungidos”. Além do mais, graças a esta unção – continuou – prelados e sacerdotes estão mais próximos do Senhor que lhes dá a força para “levar adiante um povo, ajudar um povo, viver ao serviço de um povo”; mas também a alegria de sentir-se “eleitos pelo Senhor, guardados pelo Senhor, com aquele amor com o qual o Senhor nos guarda, a todos nós”.

“Pelo contrário – disse o Papa – não se pode explicar como a Igreja vai adiante apenas com as forças humanas”. Se uma diocese ou paróquia vai pra frente é certamente porque “tem um povo santo”, “tantas organizações, tantas coisas”, mas especialmente porque tem “um ungido que a leva, que a ajuda a crescer”. E a história mesmo se esquece destes “ungidos”, destes “párocos do campo ou párocos de cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, ou seja, a santidade”.

“Conhecemos uma mínima parte”, observou o Pontífice, “mas quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos sacerdotes santos que deixaram a sua vida ao serviço da diocese, da paróquia; quanta gente recebeu a força da fé, a força do amor, a esperança destes párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem tantos!”. Portanto, concluiu o Santo Padre, “pensando nesta unção de Davi, vai fazer-nos bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fieis e orar por eles. Graças a eles que estamos aqui hoje”.

(Trad. TS)

(Agência Zenit)

Os mais íntimos escritos de João Paulo II

Capa do livro.

ROMA, 22 Jan. 14 / 10:16 am (ACI/EWTN Noticias).- A editora Znak da Polônia lançará no próximo dia 5 de fevereiro o livro “Estou nas mãos de Deus. Escritos pessoais 1962-2003”, um texto que recolhe as mais íntimas memórias do Beato João Paulo II, que foram salvas de serem queimadas pelo seu secretário por mais de 40 anos, o agora Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Conforme anuncia a editora Znak, o leitor encontrará neste volume “as mais importantes pergunta íntimas, profundas, comovedoras meditações e orações que marcavam seu tempo dia a dia”, assim como “escritos que testemunham a sua preocupação pelos seus seres queridos (amigos e colaboradores) e pelaIgreja encomendada a ele”.

Os escritos pessoais de João Paulo II permitem ao leitor encontrar-se com um homem que sempre confiou mais em Deus que em si mesmo e que lutou pela verdade até o final de sua vida.

João Paulo II pediu a Dom Dziwisz, seu secretário e mais próximo colaborador, para queimar os escritos depois de sua morte, mas o agora Arcebispo de Cracóvia decidiu não destrui-los, mas os conservou e entregou à Congregação para a Causa dos Santos, que examinou a vida de Karol Wojtyla durante seu processo de canonização.

Nos textos, o leitor tem acesso ao coração do homem que foi Bispo de Cracóvia durante a difícil época do comunismo, e que depois, por quase 27 anos, foi o sucessor de Pedro a fins do século XX e inícios do XXI.

O texto recolhe as experiências de João Paulo II, junto com orações, reflexões e comentários, convertendo o leitor em um discípulo da espiritualidade do futuro santo.

Em declarações à agência Kai, o Cardeal Dziwisz explicou sua decisão: “Não, não queimei os escritos de João Paulo II, porque constituem a chave de leitura de sua espiritualidade, a parte mais íntima do homem: suas relações com Deus, com o outro e consigo mesmo”.

O livro já se encontra em pré-venda em sua edição em polonês, pode ser adquirido a partir do site: http://www.znak.com.pl/kartoteka,ksiazka,4468,Jestem-bardzo-w-rekach-Bozych

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26587)

Milionário homossexual e ateu doa herança à Igreja Católica, antes de cometer suicídio

wallpaper-bandeira-dos-eua-6529O jornal dos EUA New York Time publicou um caso muito interessante.

Robert W. Wilson, um milionário americano, homossexual e ateu, antes de cometer suicídio doou uma boa parte de seu patrimônio para a Igreja Católica. Robert W. Wilson, repassou cerca de 30 milhões de dólares ao longo de vários anos para a Arquidiocese de Nova York, com a expectativa de que o dinheiro fosse investido em educação. Segundo o Relatório, o motivo dessa escolha foi por crer que o sistema católico de ensino exerce melhor sua função de avançar na aplicação de seus métodos de instrução, comparado ao sistema público de educação nos EUA.

Um outro relatório mostra que o milionário Bill Gates tentou fazer Robert Wilson  aderir  a  seu  programa” The Giving Pledge”, mas Robert não aceitou por achar que a iniciativa do fundador da Microsoft ser “praticamente inútil”. Robert tinha um patrimônio de cerca de 800 milhões de dólares, e entendeu que a caridade  de Bill Gates não assume o compromisso de ajudar e serve apenas para tarjar bilionários como “socialmente aceitáveis”.

Robert W. Wilson sofreu em julho  um acidente vascular cerebral e seis meses depois foi encontrado morto no pátio dos fundos do prédio San Remo, na região de Central Park West, em Manhattan, Nova York. Wilson teria se atirado de sua residência, em um apartamento no 16º andar, no dia 23 de dezembro de 2013, sem filhos.

É um caso que nos faz pensar, especialmente hoje em que a Igreja católica é extremamente perseguida por muitos homossexuais e ateus. Por que esse milionário ateu e homossexual preferiu a educação das escolas católicas?…

Fonte: http://portugues.christianpost.com/

Milagres!

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do amor divino, cap. 36

«Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»

Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: «Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação.» Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela acção da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. […]

Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: «É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros». Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!

10 conselhos em forma de perguntas (Parte II)

Para examinar e reimpulsionar projetos confessionais online

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 21 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Continuação da primeira parte

6. Humor.  O cardeal Dolan costuma dizer: “O cristão é alegre porque Cristo ressuscitou; a história de Jesus não terminou na Sexta-Feira Santa”. O humor é uma das melhores maneiras de fazer conexão. E, curiosamente, o humor cria confiança. Na internet, as coisas sérias também podem ser contadas de modo positivo e engraçado. Qual é o seu modo de comunicar? Veja o exemplo do projeto “Rápido e Curioso”: https://www.youtube.com/ImparareRoma.

7. Conteúdo e histórias. Esta é a substância de todo projeto. E as pessoas querem conteúdos não só de valor, mas grátis! Em troca, elas dão a sua confiança. Como é o conteúdo do seu site? Se a ele for “xoxo”, então pense que as histórias reais de pessoas reais são bem atrativas. Hoje não interessa não só a vida das “estrelas”, mas também a de quem sai do anonimato para virar testemunha da fé e de valores na internet. Exemplos: CatholicLink.com  e as fan pages da BoasNotícias.org (https://www.facebook.com/BoasNoticias.Org).

8. Transparência. Especialmente para quem vincula os seus projetos a campanhas de arrecadação de fundos, McInerny cita de novo o caso da “Charity: Water”: as pessoas que doam podem  rastrear cada centavo para saber o destino final do seu dinheiro (https://www.charitywater.org/donate/). Outro exemplo é a própria ZENIT (https://donations.zenit.org/es).

9. Nuvem. O autor se refere às facilidades tecnológicas de armazenar todos os conteúdos em servidores na web (por exemplo, SkyDrive, Google Drive, Dropbox, etc.). Onde você guarda os seus conteúdos? Tudo no seu próprio computador? E se você o perder?

10. Dinheiro e parceiros. Não há como fugir deste problema comum: a economia. Identifique líderes sociais que podem se interessar pelo seu projeto e ofereça a eles um benefício em troca. “Busque parceiros, não esmola”. E não é questão somente de dinheiro: bloggers e líderes de opinião podem divulgar mais e melhor o nosso projeto. São exemplares os casos da Catholic.net (http://catholic.net/) e da Aleteia.org (http://www.aleteia.org), que são plataformas para conteúdos de terceiros.

* O autor é analista da ZENIT para meios de comunicação, internet e jornalismo religioso.

A Proteção Constitucional do Matrimônio Sacramental

Reflexão de Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República e Mestre em Direito Econômico

Por Paulo Vasconcelos Jacobina

BRASíLIA, 21 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Como se sabe, há um princípio constitucional bastante forte, que é o princípio da liberdade religiosa; a Constituição chama-o de inviolável (art. 5º, inciso VI) e garante o “livre exercício dos cultos” e “a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Nesse diapasão, ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crenças religiosas (inciso VIII), ou forçado pelo Estado a praticá-lo de tal modo a deturpar o seu sentido ou violar as crenças e costumes nele envolvidos.

Isto porque é vedado ao Estado imiscuir-se no próprio âmago do ato religioso, de modo a embaraçar o funcionamento da instituição religiosa (art. 19, inciso I). O princípio da separação entre Igreja e Estado é bilateral. Vale dizer, a Constituição garante que o Estado deve deixar à religião a liberdade de estabelecer, dentro dos limites do bem comum, o conteúdo da própria fé e a forma do seu exercício.

Postas estas premissas, pode-se afirmar que, para muitas religiões professadas efetivamente no Brasil, de modo significativo em termos populacionais, como a religião cristã católica, por exemplo, o casamento constitui mais do que uma simples instituição humana, revelando-se como uma aliança de natureza sagrada.

O matrimônio sacramental católico, com seu fundamento bíblico e seu rito litúrgico tradicional, é um ato que cabe perfeitamente na noção do art. 5.º VI da Constituição como ato religioso strictu sensu. É da natureza desse ato religioso de culto, que tem uma liturgia própria (a ser protegida pelo mesmo inciso VI) e gera um dever de consciência (a ser protegido na forma do inciso VIII) incluir, como sua matéria, duas pessoas humanas desimpedidas de sexos opostos e, como sua forma, o consentimento livremente manifestado perante a autoridade eclesial, com a aceitação dos fins do ato: ligar, perante Deus, um casal aberto à união esponsal e à recepção natural da vida.

O sacramento do matrimônio católico não é um mero contrato kantiano entre dois cidadãos para fins de usufruto sexual recíproco (Doutrina do Direito, 25), nem sequer um “assunto concernente apenas às autoridades civis, ao qual os ministros religiosos devem apenas orientar e aconselhar as consciências”, como afirma Lutero no número 748 das suas “Conversas à Mesa”. Nem é, como queria Calvino, apenas “um assunto apenas tão sagrado quanto a agricultura, a arquitetura, a sapataria e muitas outras coisas” (Instituições, IV, XIX, 34). Enquanto o casamento, para estes filósofos e líderes religiosos, retira sua validade do ordenamento estatal, o sacramento do matrimônio é, para os católicos, um ato religioso strictu sensu. É um ato que adquire sua validade e seu significado apenas e tão somente da sua própria celebração religiosa, da autoridade dos contraentes e do celebrante, e que implica pressupostos e consequências bem diversas daquelas do casamento civil, e independentes deste. Mesmo que, digamos, o casamento não fosse juridicamente reconhecido pelo Estado, o matrimônio religioso católico continuaria a ter seus próprios pressupostos e requisitos e suas próprias consequências como ato sagrado, a salvo de qualquer ingerência estatal.

Existe, por exemplo, no sacramento matrimonial, uma grande rigidez no que diz respeito à sua dissolução. Vale dizer, há, a princípio, uma indissolubilidade deste vínculo. No caso dos católicos, existe até mesmo uma nulidade matrimonial se os contraentes não estiverem, de pleno coração, cientes e aderentes a esse princípio sagrado de proteção contra a dissolução imotivada, bastante diverso da natureza volátil do casamento civil reconhecido pelo direito brasileiro.

Isto traz duas consequências jurídicas interessantes, que muitas vezes não são nítidas para os operadores do direito estatal, mas que devem ser sempre reiteradas, em nome da liberdade religiosa católica. A primeira consequência é a de reconhecer que o ordenamento jurídico brasileiro não reconhece como jurídicas todas as consequências do sacramento, em especial aquelas diversas daquelas do casamento civil, como a indissolubilidade. Estabelecendo um vínculo sacramental entre os nubentes e Deus, como ato sagrado em seu próprio âmbito, o matrimônio sacramental não está sujeito a divórcio. Diferentemente do casamento civil no ordenamento jurídico pátrio, que está submetido incondicionalmente ao divórcio, art. 226, § 6º. Um católico não consegue opor ao Estado brasileiro a indissolubilidade do seu matrimônio. Mas ela existe na concretude do seu ato religioso. Assim, por outro lado e reciprocamente, o Estado brasileiro não pode opor o divórcio civil à Igreja para fins de forçá-la a celebrar novas núpcias de quem, apesar de civilmente divorciado, ainda está ligado a outrem por um sacramento válido.

Com isto, chega-se à segunda consequência jurídica interessante: os pressupostos e requisitos, bem como as consequências, do ato religioso matrimonial sacramental, ao não fundamentarem seu valor na autoridade estatal, não estão tampouco submetidos ao juízo estatal.

Assim, o Estado brasileiro não tem poder para, a título de adequação do ato matrimonial sacramental às normas que regem o casamento civil, impor às pessoas religiosas que aceitem e realizem o sacramento em violação à sua forma religiosa ou não o realizem quando os seus requisitos eventualmente discreparem dos civis.

Seria impensável uma lei ou uma ordem judicial que obrigasse, por exemplo, a Igreja Católica a celebrar um matrimônio sacramental no qual um ou ambos os cônjuges, embora estejam sacramentalmente unido por um matrimônio anterior válido, tenham obtido um divórcio quanto aos efeitos civis do seu sacramento anterior.

Seria do mesmo modo impensável que o Estado, por lei, ordem administrativa ou judicial, obrigasse a Igreja a celebrar o sacramento do matrimônio em favor de cidadãos do mesmo sexo, ou por qualquer outra razão absolutamente incapazes de realizar o propósito naturalmente unitivo e potencialmente procriativo do sacramento matrimonial, ou que publicamente rejeitassem a fé católica ou o significado religioso dos seus atos. Ou ainda, uma ordem judicial que visasse obrigar a Igreja a não realizar um matrimônio entre dois católicos com direitos civis cassados, mas que continuassem como filhos legítimos da Igreja e atendessem à sua disciplina.

Não é despiciendo reafirmar estas questões, num momento em que as pretensões estatais de restringir a liberdade religiosa recrudescem no mundo inteiro. Tal como se pode ver, por exemplo, no julgamento em curso na Supreme Court dos Estados Unidos, em que se pleiteia que seja criada uma “zona bolha” (Bubble Zone) nas áreas públicas em torno das clínicas e instituições de aborto, na qual a liberdade religiosa garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana simplesmente não se aplique (e as pessoas sejam impedidas de fazer manifestações religiosas antiabortistas em tais áreas públicas).

Não tardará o dia em que as instituições estatais por aqui também se sentirão ofendidas com a liberdade religiosa de realizar determinados atos religiosos, como o ato sacramental do matrimônio, com toda a liberdade religiosa que ele pressupõe, e procurem imiscuir-se exatamente aí, em nome de “adequar” a Igreja às suas próprias convicções voláteis de liberdade civil.

(Fonte: Agência Zenit)

Catacumbas de cristãos são descobertas no Japão

Taketa – Japão (Sexta-feira, 17-01-2014, Gaudium PressUm descendente dos cristãos que sofreram perseguição no Japão, Goto Atsusi, descobriu há três anos, uma expressão particular da Fé em meio às dificuldades. Os crentes que protagonizariam o chamado milagre do oriente em 1865, por haver conservado sua Fé sem a presença da Igreja por mais de 200 anos, talharam verdadeiras catacumbas a céu aberto no meio das florestas da região. Até hoje foram encontradas oito capelas escavadas na rocha só na região de Taketa e suspeita-se da existência de uma centena, como observou o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano.catacumbas_de_cristao_japao.jpg

A Fé Católica chegou ao Japão com o heroico missionário São Francisco Xavier, em 1549. Passados 60 anos, o florescimento da Igreja foi brutalmente detido pela perseguição do Shogun (líder militar do país) que foi semelhante em crueldade à realizada no Império Romano contra os primeiros cristãos. A terrível violência desencadeada se somou ao que parecia acabar com a Fé no país: o isolamento total do território, o que efetivamente impediu a chegada de sacerdotes e bispos, e a pregação do Evangelho.

Muitos crentes deram suas vidas ou se viram obrigados a abandonar publicamente a Fé, enquanto outros conseguiram se esconder e manter sua Fé, comunicando-se de pai para filho, apesar das graves limitações. A comunidade dos crentes, conhecidos como Kakure Kirishitan (cristãos ocultos), conseguiu preservar seu conhecimento da Fé rezando em segredo, representando a Cristo e a Virgem Maria em imagens de aparência estética budista e, como revelam as recentes descobertas, criando lugares de culto em cavernas no meio dos bosques. As orações cristãs tomaram a forma de cânticos parecidos aos budistas, enquanto que suas cartas conservavam palavras em latim, espanhol e português diretamente preservados dos primeiros evangelizadores.

Infelizmente, apenas cerca de 300 cristãos vivem hoje em Taketa, dos quais apenas alguns são católicos e viajam mais de uma hora entre as montanhas para participar da Santa Missa, no último templo na região. A comunidade católica mais numerosa esteve presente na cidade de Nagasaki, onde habitavam dois terços dos fiéis em todo o país em 1945. Por causa da explosão da bomba atômica precisamente nessa cidade, a presença católica foi severamente reduzida. Atualmente os católicos japoneses somam mais de meio milhão de pessoas, em meio de uma população total de 126 milhões de habitantes. (GPE/EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54975#ixzz2r1tGdscq)

10 conselhos em forma de perguntas (Parte I)

Para examinar e reimpulsionar projetos confessionais online

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 20 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O mais forte não é quem sobrevive, mas quem se adapta melhor às mudanças, aprendendo a incorporá-las e, mais ainda, tentando descobrir, adiantar-se e propor o novo.

Esta não é uma máxima do evolucionismo, e sim uma constatação empírica do mundo da tecnologia, em particular da internet. Em sua curta vida, a web já viu milhares de iniciativas nascerem e desaparecerem: muitas delas foram paradigmas da comunicação digital, divisores de águas para novos projetos que vieram depois.

A internet, como a conhecemos hoje, é uma grande rede social: não há fronteiras, a interação é a norma, todos podem ser emissores e os conteúdos virais costumam vir de pessoas que viram celebridades da noite para o dia. Como descobrir e aproveitar todas essas possibilidades que a rede mundial nos fornece no âmbito confessional católico?

Daniel McInerny participou do Christian Leaders Technology Forum, no início de dezembro de 2013, no Vale do Silício, Califórnia. Ele ouviu as falas dos “gurus digitais” e as suas contribuições tanto no âmbito da aplicação tecnológica quanto no das ideias digitais a serviço do Evangelho. Fazendo uma síntese, McInerny recopilou e publicou em Aleteia.org dez sugestões que agora enriquecemos com exemplos práticos de sites católicos.

1. Mobilidade. Daniel McInerny diz que há hoje no mundo mais dispositivos móveis do que escovas de dentes: 4 bilhões, para ser exato. Daí a pergunta: o seu site está preparado para ser aberto em dispositivos móveis? O Vaticano está na vanguarda. Conheça o aplicativo do papa:  http://www.thepopeapp.com/.

2. Conexão emocional. O conselho se refere a criar uma ligação emocional com os próprios seguidores ou “fãs”: mostrar empatia, proximidade. Não como estratégia de marketing, mas como cabe a quem se relaciona com pessoas de carne e osso. O seu site cria uma conexão emocional com as pessoas? Veja como isso é feito nas fan pages da Evangelidigitalización (https://www.facebook.com/evangelidigitalizacion).

3. Personalização. Uma consequência do ponto anterior: em que medida o visitante pode personalizar a experiência dele no seu site? Um exemplo é a Netflix que, mesmo sendo um site pago, conseguiu se posicionar como um dos projetos digitais mais importantes de 2013.

4. Fazer diferença. O que há no seu site que não há em nenhum outro? Daniel McInerny recorda que fazer diferença não equivale a conquistar 15 minutos de fama. Ele menciona o caso da “Charity: Water” (“Caridade: Água”, http://www.charitywater.org), um projeto que faz diferença porque pratica a caridade levando água para quem não tem. Exemplos na mesma linha são os sites Misas.org (http://www.misas.org/), que reúne horários de missas do mundo inteiro, e o http://www.whynotpriest.org, o primeiro portal vocacional que usa vídeos para apresentar a vocação sacerdotal aos jovens.

5. A geração Y. Trata-se da geração que nasceu a partir de 1980 e que cresceu com a internet. Eles não tiveram que “migrar”: são nativos digitais. E muitos desses jovens procuram respostas na web para as suas perguntas mais profundas. Qual é o linguajar que você usa no seu site? Os jovens entendem o que você está dizendo? O seu conteúdo inclui material multimídia? O projeto Arguments (http://www.arguments.es/) é um exemplo, com seus já famosos vídeos (http://www.youtube.com/user/catequesisarguments).

Continuará.

Uma carta para si mesma cheia de amor e confiança em Deus: O legado de uma menina falecida que está comenvendo o mundo

DENVER, 16 Jan. 14 / 04:19 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os pais de Taylor Smith acharam consolo depois da morte de sua menina em uma carta que ela escreveu em abril do ano passado para ser lida por ela mesma dentro de dez anos. O caso deu a volta ao mundo nas últimas horas mas, poucos meios têm reparado em sua profunda mensagem de amor e confiança em Deus.

Taylor tinha 12 anos e morreu por uma pneumonia no dia 5 de janeiro passado. Uns dias depois deste trágico fato, seus pais encontraram um envelope no seu quarto  com esta indicação: “Confidencial. Somente para os olhos de Taylor Smith a menos que se diga o contrário. Não abrir até 13-4-23”.

Na nota, Taylor se propõe a concluir seus estudos e a emendar os erros e atrasos nos estudos acadêmicos que possa ter feito. “Felicitações por concluir o ensino médio! Se você não o fez, volte e siga tentando. Consiga este diploma!”. Além disso, recorda seu desejo de ser advogada e se pergunta “Se estivermos na universidade, O que estamos estudando?”.

Taylor evoca na carta a primeira viagem de missões que realizou e se interpela a si mesmo sobre sua fé. “Falando nisso, como está sua relação com Deus? Você tem rezado, adorado, lido a Bíblia, ou ido servir ao Senhor recentemente? Se não, levanta e faça-o AGORA!”.

“Não me importa em que ponto de nossa vida estejamos agora, faça-o! Ele (Jesus) foi burlado, golpeado, torturado e crucificado por ti. Um homem sem pecado, que nunca fez nada mal a você nem a outra pessoa alguma”, escreveu para seu “futuro eu” a menina.

Seus pais, Tim e Ellen sofrem a dor da morte de sua filha, mas sabem que “era a hora de Deus” para a pequena Taylor.

“Ele a amava mais do que ninguém podia amá-la, tanto como para dizer ´Vem comigo´. Muitos se perguntarão por que é tão fácil para um pai que perdeu a sua filha dizer algo assim em vez de acusar Deus ou odiá-lo, mas o único que posso dizer é que é fácil para mim confiar em Deus agora porque minha menina confiava nele”, disse Tim à imprensa local.

Falando a vários meios de imprensa sobre o comovedor caso de Taylor, Tim assegurou que “agora estou ainda mais decidido a descobrir a vontade de Deus, porque agora que vejo um brilho do que é a vontade de Deus, agora que vê quanta gente está sendo transformada pelo que está havendo, sei que que a vida de uma única pessoa mudasse, Taylor teria dito que valeu a pena”.

“Ela é um perfeito exemplo do que é amar Deus e amar os demais. Ela me ensinou como Deus ama, não via nada do exterior, ela só olhava no interior e no que era o melhor para os demais”.

“A esperança que Taylor compartilhou em sua carta é o que ela teria querido compartilhar com o mundo. Assim, como seu pai, sinto que é o mínimo que posso fazer para honrá-la, compartilhar sua carta com o mundo para que o amor de Deus e a esperança encontrada em Jesus, a mesma esperança que ela encontrou, estenda-se a vós”, assegurou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26567)

Vaticano esclarece declarações atribuídas falsamente ao Papa Francisco que circulam na internet

Foto L’Osservatore Romano

VATICANO, 15 Jan. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano, através de sua conta do Facebook em língua espanhola News.va (https://www.facebook.com/news.va.es)  trouxe uma nota de esclarecimento de uma série de falsas declarações atribuídas ao Papa Francisco e que estão circulando na Internet nestes dias.

O texto (originalmente em espanhol) diz:

“Queridos amigos, muitos de nossos leitores nos assinalam uma ‘notícia’ que circula na internet e nos perguntam se é verdadeira. Esta ‘notícia’, publicada em vários idiomas, diz que o Papa Francisco afirmou que a Bíblia está antiquada em muitas passagens como a ‘fábula de Adão e Eva’ ou o inferno, que todas as religiões são iguais, que Deus está mudando e evoluindo e a verdade religiosa também, e outras coisas semelhantes. Tudo isto o Papa teria afirmado no ‘Terceiro concílio vaticano II’.

Pela internet circulam milhares de histórias falsas, e às vezes é difícil saber de onde se originou a ‘notícia’ e se esta vem de uma fonte confiável ou não. Por isso, ante uma notícia referente ao Papa Francisco que nos pareça estranha, é bom questionar-nos e ir às fontes vaticanas para ver se também ali estas notas aparecem e com que palavras são escritas.

Por isso no que se refere ao Papa Francisco, se as palavras a ele atribuídas não aparecem nos meios oficiais vaticanos, é muito possível que sejam falsas. Aqui lhes oferecemos uma lista dos meios vaticanos e seus sites na internet, para que possam ir comprovar as notícias sempre que tiverem dúvidas:

– Canal Twitter oficial do Santo Padre (em português):https://twitter.com/Pontifex_pt 

– Escritório de Imprensa da Santa Sé:http://www.vatican.va/news_services/press/index_po.htm

– News.va: Recolhe em um único site as notícias dos outros meios vaticanos (http://www.news.va/pt), e fanpage no facebook(https://www.facebook.com/news.va.pt?fref=ts)

– Site Web oficial da Santa Sé, onde se pode encontrar o íntegra oficial de todos os discursos, homilias, mensagens, etc. do Papa Francisco:http://www.vatican.va

– L’Osservatore Romano: Periódico da Santa Séhttp://www.osservatoreromano.va/pt

– Rádio Vaticano: http://pt.radiovaticana.va/bra/index_n.asp

– Centro Televisivo Vaticano: http://www.ctv.va/content/ctv/it.html

– The Pope App: app para smartphones e tablets administrado por News.va, que pode ser descarregado gratuitamente em:http://www.news.va/thepopeapp/  e permite seguir em tempo real as intervenções do Papa e configurar alertas que avisam quando começam os eventos pontifícios.

Este também permite acessar todo o conteúdo oficial relacionado ao Papa em qualquer formato: notícias e discursos oficiais, galeria com suas últimasimagens e vídeos e acesso a sua agenda e links a outros serviços da Santa Sé. Além disso, a aplicação tem acesso às webcams distribuídas pela Praça de São Pedro, que transmitem imagens em todo momento.

– VIS (Vatican Information Service): http://www.vis.va

Uma saudação muita cordial a todos e muito obrigado por sua atenção e suas sugestões”, conclui a nota.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26559)

“Eu, homossexual, acredito que toda criança tem direito a um pai e a uma mãe”

Jean-Pier Delaume-Myard, porta-voz da associação francesa Homovox, se pronuncia em defesa da família natural

Por Luca Marcolivio

ROMA, 14 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Ele é declaradamente homossexual, mas o lobby gay o considera um traidor. Seu crime: achar que o casamento é prerrogativa exclusiva do casal formado por um homem e uma mulher e, principalmente, defender o direito das crianças a ser criadas por pai e mãe.

Jean-Pier Delaume-Myard foi o protagonista da fala mais interessante da edição italiana da Manif Pour Tous (“Manifestação para Todos”, movimento surgido na França que exerce o direito democrático de se manifestar nas ruas contra as novas legislações favoráveis ao casamento homossexual e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo). No último sábado, a manifestação reuniu cerca de 4.000 pessoas em Roma, na maioria jovens e famílias, para expressar oposição ao projeto de lei Scalfarotto. O projeto “contra a homofobia” pretende considerar crime de opinião as posições contrárias ao casamento e adoção de crianças por homossexuais e, mais em geral, as posições contrárias à ideologia de gênero.

Após a entrada em vigor da lei Taubira, na França, Jean-Pier foi vítima de ameaças de morte pela internet. Ele é porta-voz da associação francesa Homovox, representante dos “homossexuais fora da caixa”, ou seja, aqueles que não aderem à chamada “cultura gay”. Seu livro, “Homossexual – Contra o casamento para todos”, foi censurado pela mídia por pressão de grupos LGBT. “Quem é mais homofóbico, a Manif Pour Tous ou eles?”, questionou, com amarga ironia, diante da multidão reunida na praça Santi Apostoli.

Jean-Pier é homossexual, mas não se diz orgulhoso dessa inclinação e sim “um pouco envergonhado”. É católico, mas a sua batalha é laica, civil e aconfessional, de acordo com o espírito da Manif Pour Tous.

No final de 2012, o governo de François Hollande anunciou a lei Taubira para legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais na França. Os meios de comunicação franceses se alinharam quase unanimemente a favor, mas o porta-voz da Homovox declara: “Na verdade, eles estavam roubando a minha voz, a nossa voz, de nós, homossexuais, que não tínhamos pedido nada disso”.

Jean-Pier decidiu então escrever para o site Nouvelle Observateur. Sua carta intitulada “Sou homossexual, não gay: chega dessa confusão!” atraiu mais de 110 mil visitas.

O ativista da Homovox acusa o lobby gay de marginalizar ainda mais os homossexuais, minando a sua aceitação social. “Os gays evocam uma cultura gay, um estilo de vida gay. Eles querem que o açougueiro, o padeiro, o vendedor de jornal sejam todos gays. Eles querem viver com outros gays… Já eu, como homossexual e como um indivíduo de uma nação, sempre fiz a escolha de agir sem me preocupar com a orientação sexual dos outros”.

Ele faz uma nova pergunta incômoda: “Por que eles querem uma lei a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Para as pessoas homossexuais ou para as centenas de gays que vivem nas áreas chiques de Paris?”.

O direito de casais homossexuais a adotar crianças, opina Jean-Pier, é “a folha de parreira” que esconde “a floresta da maternidade sub-rogada e da reprodução assistida”, projeto de lei a ser discutido pelo parlamento francês em março.

“Eu luto em consciência e com todas as minhas forças para que cada criança tenha mãe e pai”, diz ele. “Se eu fosse heterossexual, teria esse mesmo objetivo, ou seja, a racionalidade”.

“O meu compromisso não tem nada a ver com a minha orientação sexual. Eu me comprometi porque qualquer um que tem um pouco de compaixão pelos seres humanos não tem como aceitar que uma criança cresça sem pontos de referência sociais”.

Uma criança, afirma Jean-Pier, não pode ser privada do afeto materno nem ser obrigada a perguntar um dia quem era a sua mãe. Uma criança “não é moeda de troca, é um ser humano que tem o direito de saber a origem cultural, geográfica, social e religiosa dos seus pais”.

Leis como a Taubira na França e a Scalfarotto na Itália farão com que “os homossexuais paguem o preço, porque são essas leis que estão criando homofobia”. Os governos que endossam essas mudanças não têm “nenhum propósito além de destruir a família”.

Antes de se despedir dos manifestantes sugerindo uma “grande manifestação europeia”, o fundador da Homovox apresentou a sua proposta para as próximas eleições no continente: que os candidatos assinem uma carta “declarando proteger a família e respeitar as pessoas”, porque a família, além de ser “o melhor lugar para crescer e ser educado”, é “a célula fundamental da sociedade” e “garante o futuro e o progresso do país”.

(Fonte: Agência Zenit)

Juiz britânico: nada melhor para uma criança que um lar estável

Sir Paul Coleridge. Foto: Marriage Foundation.

LONDRES, 10 Dez. 13 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimônio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimônio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um “alto nível de ignorância”, no sistema político sobre os benefícios do matrimônio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam “atemorizados” para falar a favor do matrimônio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

“Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar”, lamentou, indicando que “uma tende a durar e a outra tende a não durar”.

“E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo”.

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de “pregar moral”, mas “a realidade da família é muito simples”.

“Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então se deve considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimônio à relação”.

Por outro lado, assinalou o magistrado, “se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade”.

Coleridge disse que na corte, “as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles”.

“Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões”.

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que “muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas”.

“Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas”, assinalou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26415)

Cresce o número de pessoas que percebem o matrimônio como instituição religiosa, revela estudo no EUA

DENVER, 10 Jan. 14 / 12:06 pm (ACI).- Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que 57 por cento de cidadãos eleitores assinalam que o matrimônio é uma instituição religiosa e não meramente social. Esta porcentagem indica que neste país o matrimônio é altamente valorizado.

A pesquisa realizou-se no dia 22 de dezembro 2013 por Rasmussen Reports, uma das pesquisadoras de opinião mais sérias dos EUA, também assinala que os que só consideram o matrimônio como uma união civil são 40 por cento, uma cifra que baixou comparada à última pesquisa que mostrava 45 por cento dos entrevistados.

Por outro lado, 71 por cento dos que afirmaram que o matrimônio é uma instituição religiosa também se opõem à união de casais do mesmo sexo, enquanto que 75 por cento dos que disseram que o matrimônio para eles é apenas uma instituição civil, estão a favor da redefinição do matrimônio.

Perto de 77 por cento dos pesquisados afirmaram estar casados ou havê-lo estado, dos quais 57 por cento disse estar de acordo que o matrimônio é uma instituição religiosa, enquanto que o que os que nunca se casaram indicaram que o matrimônio para eles é uma união civil.

Os participantes também foram indagados se consideravam importante ou muito importante casar-se antes de ter filhos. O resultado foi que 73 por cento responderam que sim era importante, à diferença dos outros 25 por cento que opiniaram que o matrimônio não é uma condição prévia para a paternidade.

Além disse, 79 por cento dos entrevistados qualificou que o matrimônio é de alguma forma algo importante para a sociedade e 45 por cento destes que o qualificou como importantíssimo para a sociedade.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26542)

Bebês aprendem já no útero materno

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino vai nos explicar um pouco mais sobre uma bela notícia que circula pela internet, na qual  um estudo recente realizado nos Estados Unidos, descobriu algo fantástico: bebês aprendem a reconhecer o próprio idioma ainda no útero da mãe.

Assista o comentário sobre a notícia:

http://cleofas.com.br/bebes-aprendem-ja-no-utero-3/#top

História do Santo Sudário

santosudarioÉ certo que, no Domingo da Ressurreição, Pedro e João encontraram no túmulo a mortalha de Jesus. Os Sinóticos, que, por ocasião do sepultamento, não falaram senão da mortalha, assinalam, no Domingo, os “othonia” (= panos); a mortalha evidente faz parte desses “othonia”. São João que, em seu evangelho, não falou na sexta-feira santa a não ser dos “othonia”, assinala, no Domingo, os “othonia” e o “soudarion”. Veremos com M. Lévesque que este “soudarion” é a mortalha, do aramaico em que pensa São João. Quem o recusar será forçado a colocar a mortalha entre os “othonia”.

Que destino lhe deram os apóstolos?

Apesar de natural repugnância própria a judeus, para os quais tudo o que toca a morte é impuro, sobretudo um pano manchado de sangue, é impossível admitir que não tivessem recolhido com todo cuidado esta relíquia da Paixão do Homem-Deus. É necessário admitir também que a esconderam cuidadosamente. Deveriam protegê-la da destruição por parte dos perseguidores da jovem Igreja. Por outro lado, não se podia pensar em propô-la à veneração dos novos cristãos, ainda imbuídos do horror dos antigos pela infâmia da cruz. Haveremos de voltar com mais vagar a este longo período em que a cruz se escondia sob símbolos: só nos séculos V e VI é que veremos os primeiros crucifixos que, de resto, aparecem ainda um tanto disfarçados. Só nos séculos VII e VIII é que eles se espalham um pouco. Não será senão no século XIII que se difundirá a devoção à Paixão de Cristo.

Acrescentemos a seguinte hipótese que está baseada em fenômeno biológico misterioso, mas devidamente verificado: é muito possível que nesta mortalha, portadora desde o início de manchas sanguíneas, as impressões corporais não fossem visíveis durante muitos anos. É possível que elas só se tenham “revelado” posteriormente, como sobre uma chapa fotográfica que esconde sua imagem virtual até o banho revelador.

Pois existe todo um período obscuro em que a Mortalha (ou Sudário) não aparece, no qual não pode aparecer. Era mesmo necessário que estivesse cuidadosamente escondida, para ter escapado a todas as ocasiões de destruição. Romanos, persas, medos, partos devastaram sucessivamente Jerusalém e demoliram suas igrejas. E o que foi feito da Mortalha?

Nicéforo Calisto escreve em sua História Eclesiástica que a imperatriz Pulquéria fez construir, em 436, em Constantinopla, a basílica de Santa Maria dos “Blacherner” e ali depositou os panos mortuários de Jesus, recentemente descobertos. É precisamente aí que iremos ver o Santo Sudário, em 1204 (Roberto de Clari). Entretanto, em 1171, segundo Guilherme de Tyr, o imperador grego, Manuel I, Commeno (1122-1180) mostra ao rei Amaury de Jerusalém as relíquias da Paixão: lança, cravos, esponja, coroa de espinhos e a Mortalha que ele conservava na Capela do “Boucoleon”. Ora, tudo isto ali está, mais uma Verônica, segundo Roberto de Clari. Convém, de resto, notar que Nicéforo, morto em 1250, escreveu após a tomada de Constantinopla, em 1204, quando a Mortalha desapareceu. Há, portanto, alguma confusão possível.

Mas, muito tempo antes, são Braulio, bispo de Saragoça, em 631, varão douto e prudente, em sua carta XLII ao abade Tayon, fala como de coisa conhecida havia muito tempo “de sudaruim quo corpus Domini est involutum – da Mortalha (= Sudário) em que o corpo do Senhor foi envolvido”. E acrescenta: “A Sagrada Escritura não diz que tenha sido conservado, mas não se pode tachar de supersticiosos aqueles que acreditam na autenticidade deste Sudário”. Um “sudário” que envolveu o corpo de Jesus não pode ser senão uma mortalha; vê-lo-emos no capítulo do sepultamento.

 Onde estava ela, pois, nesta época?

Abramos os três livros do abade beneditino de lona, Adamnan, “Sobre os Santos Lugares, de acordo com a relação de Arculfo, bispo francês”, secção III, cap. X: “de Sudarium Domini”. Arculfo faz uma peregrinação a Jerusalém por volta do ano 640. Aí viu e osculou o “Sudarium Domini quod in sepulcro super caput ipsius fuerat positum – o Sudário do Senhor que no sepulcro estivera colocado sobre Sua cabeça”. São as mesmas palavras com que se expressou são João (cf.20,7). Ora, este sudário, segundo Arculfo, é uma comprida peça de tecido que mede, avaliada a olho, cerca de 8 pés de comprimento (=2,44 m). Não é, portanto, um lenço, mas sim um lençol ou mortalha (= sudário).

O venerável Beda, no começo do século VIII, também registra este testemunho de Arculfo em sua História Eclesiástica (De Loci Santis). Mais ou menos na mesma época, São João Damasceno assinava entre as relíquias veneradas pelos cristãos o “sindon”. Vemos desde logo que “sindon” e “sudarium” são empregados indiferentemente como sinônimos.

Parece resultar de tudo isto que no século VII a Mortalha ficara em Jerusalém ou voltara para lá e que não foi para Constantinopla senão mais tarde. Quando? Não sabemos. Talvez antes do século XII, durante o qual alguns peregrinos se referem ao “sudarium quod fruit super caput eius” naquela cidade; acabamos de ver segundo Arculfo que isto significa a Santa Mortalha. Em todo o caso, já lá estava em 1204, por ocasião da 4ª Cruzada.

Roberto de Clari, cavaleiro da Picardia, que tomou parte na tomada de Constantinopla, em 1204, nos conduz a terreno já muito sólido.

Roberto é considerado pelos críticos de história como homem de instrução média, um tanto ingênuo e que se pôde deixar embair na política dos altos barões, dos quais estava longe. Mas é testemunha muito atenta e perfeitamente sincera em relação a tudo o que ele mesmo vê.

Ora, descreve ele minuciosamente (p. 82) todas as riquezas e relíquias vistas nos palácios e nas “rikes kapeles”, ricas capelas da cidade; especialmente no “Boucoleon” que jocosamente denomina “el Bouke de Lion” (= o estreito de Lião) e em Blachernes”. No “Boucoleon”, viu, a respeito de Jesus, dois pedaços da verdadeira cruz, o ferro da lança, dois cravos, um fresquinho de sangue, uma túnica e a coroa. Viu também (descrito à parte com longa lenda de sua formação, quando de uma aparição de Nosso Senhor a um santo homem de Constantinopla) uma “toaille”, isto é, um pano com o rosto do Salvador (como a Verônica de Roma) e uma tela (ou placa de barro cozido) onde estava ela decalcada.

Mas foi em “Blachernes” que encontrou o Santo Sudário. Tudo isto escrito naquela rude língua d’oil do século XII, que vive ainda nos atuais dialetos valões. É necessário lê-lo em voz alta, com o sotaque do Norte, talvez ter também sangue valão nas veias, para saboreá-lo plenamente. Em tradução, ei-lo aqui (p. 90): “E entre estes outros havia ali um mosteiro, que chamavam Senhora Santa Maria de ‘Blachernes’, onde estava a Mortalha em que Nosso Senhor foi envolvido; e que cada sexta-feira era levada e estirada tão bem que nela se podia ver o retrato de Nosso Senhor. E não soube jamais nem grego nem francês o que aconteceu a esta Mortalha quando a cidade foi tomada”.

O Santo Sudário foi, portanto, roubado ou transformado em presa de guerra, se se quiser ser indulgente. Ora, segundo os historiadores de besançon, D. Chamard em particular, uma mortalha correspondente à descrição de Clari foi consignada, em 1208, às mãos do arcebispo de Besançon, por Ponce de La Roche, senhor do Franco-Condado, pai de Oto de La Roche, um dos principais chefes do exército borgonhês na Cruzada de 1204. Essa mortalha, que tem todos os indícios de ser o nosso atual Santo Sudário, continuaria a ser venerada na Catedral de Santo Estêvão até 1349. Notemos de passagem que Vignon emitiu dúvidas, em seu livro de 1938, sobre a estada em Besançon, mas, apesar disso, continua a ser muito provável a referida estada.

No citado ano de 1349, um incêndio devastou a Catedral, e o Santo Sudário desapareceu uma segunda vez, só seu relicário é que foi reencontrado. Fora roubado, e este fato explica provavelmente a falsa posição e as aventuras que geram ainda preconceitos no espírito de certos historiadores, cada vez mais raros, que se recusam a encarar o valor intrínseco do documento e de lhe examinar as imagens, sob o pretexto a priori de que isto não pode ser senão uma falsidade. Seria o mesmo que recusar estudar a lua, porque não lhe veremos jamais senão a metade!

A Mortalha reapareceu oito anos mais tarde, em 1357, como propriedade do conde Godofredo de Charny, que a recebeu como presente do rei Felipe VI. Este a teria recebido do ladrão, que se supões ter sido um tal Vergy. Charny colocou-a na Colegiada de Lirey (Diocese de Troyes), fundada por ele mesmo alguns anos antes. Ora, mais ou menos na mesma época reaparece, em Besançon, uma outra mortalha da qual temos numerosas cópias, e que era evidentemente uma incompleta e má reprodução em pintura da de Lirey. Foi o que demonstraram, sem dificuldade, os enviados da Comissão de Segurança Pública, que a destruíram, de acordo com o clero da Catedral, em 1794.

A Mortalha de Lirey não deixou por isso de ser alvo das hostilidades dos bispos de Troyes: de início, Henrique de Poitiers; trinta anos mais tarde, Pedro d’Arcy, que se opuseram à sua exposição pelos cônegos de Lirey. Lamentavam-se de que os fiéis abandonavam as relíquias de Troyes, para correr em massa a Lirey. Os Charnys cedo retomaram a relíquia, guardando-a por trinta anos.

Em 1389 expuseram sua causa ao legado do novo papa de Avignon, Clemente VII, que acabava de iniciar o grande cisma do Ocidente, depois ao próprio antipapa em pessoa. Ambos autorizaram a exposição, não obstante a proibição do bispo Pedro d’Arcy. Depois, em face das reclamações deste, Clemente VII acabou por decidir, tentando um arranjo com ambas as partes, que por um lado o bispo não poderia mais se opor às exposições, mas, por outro, declarar-se-ia em cada exposição tratar-se de uma pintura representando o verdadeiro Sudário de Nosso Senhor.

Pedro d’Arcy, em suas memórias, apresenta a Clemente graves acusações eivadas de rancor contra os cônegos de Lirey, a respeito de simonia por parte destes. Acrescenta, como se fosse verdade, que seu predecessor teria feito uma pesquisa e recebido a confissão do pintor, autor da Mortalha.

Não se encontrou jamais vestígio algum dessa investigação nem das declarações do pintor. Se algum pintor houve, parece muito provável ter sido o que copiou o Sudário de Lirey para fazer o de Besançon. Na realidade, todas as decisões não foram motivadas senão por questões de interesse particular e pelo argumento do silêncio dos Evangelhos sobre a existência das impressões. Parece que o sudário nunca foi examinado diretamente, sem parcialidade, pois se teria então visto como se vê hoje, que não tem ele o menor sinal de pintura. Mas o pseudopapa Clemente VII nunca se mostrou preocupado com isto.

É muito difícil resumir disputas um tanto sórdidas. Mas bem parece poder concluir-se que o pobre Sudário não tinha senão um defeito, o de não possuir “autênticas”. No entanto, como possuí-las, se sua presença em Lirey era o resultado de duplo furto, sendo que o segundo comprometia o próprio rei da França como acoutador de furtos? Foi precisamente a falta de carteira de identidade que, em toda a parte, ocasionou dificuldades ao último proprietário, Margarida de Charny, quando o levou para Chimay, na Bélgica. Deste modo, após numerosas peregrinações, em 1452, ela o haveria de doar a Ana de Lusignan, esposa do dique de Saboia.

Foi assim que chegou a Chambéry e tornou-se o que é ainda hoje, propriedade da casa de Saboia, até há pouco reinante na Itália. Queira Deus que chegue um dia a seu porto de destino natural, às mãos do Sumo Pontífice, sucessor de São Pedro e Vigário de Jesus Cristo, o único homem no mundo que tem verdadeiros direitos sobre esta relíquia!

A história do Santo Sudário torna-se daí para cá bastante conhecida. O duque de Saboia mandou-lhe construir uma “Santa Capela” em Chambéry. Sucedem-se as exposições e fazem-no ferver no óleo e lavaram-no com sabão, várias vezes, sem poder apagar suas impressões. Ideia assombrosa, se é que a crônica é verídica, mas que supões uma decidida e fera vontade de certeza.

Como se os homens não bastassem, irrompeu um incêndio na Santa Capela, em 1532, que por pouco não destruiu a relíquia. Uma gota de prata derretida queimou um canto do tecido, dobrado em seu relicário, causando-lhe assim duas séries de abrasamentos que encontramos a intervalos regulares. Felizmente os buracos ficaram dos lados da impressão central. A água empregada para extinguir o incêndio deixou largos círculos simétricos em toda a extensão do Sudário. Foi este o segundo incêndio depois do segundo furto.

Pelo menos um feliz resultado obteve-se daí: a devassa canônica para estabelecer a autenticidade do Sudário danificado, e sua reparação pelas Clarissas de Chambéry, que foi acompanhada de processo-verbal descritivo e minucioso, feito por essas virtuosas moças.

O Sudário ainda peregrinou bastante, seguindo as vicissitudes políticas de seu proprietário, chegando, finalmente, em 1578, a Turim, onde São Carlos Borromeu o venerou. Emitira o voto de ir a Chambéry, mas o duque de Saboia poupou-lhe a travessia dos Alpes, de modo que só teve de ir a pé de Milão a Turim.

Foi, depois, colocado na Santa Capela, anexada à catedral de São João, na mesma cidade de Turim, onde muito raramente é exposta, dependendo isto de permissão especial da Casa de Saboia, que não é nada pródiga. As últimas foram em 1898 (primeira fotografia), 1931 e 1933. Esta última foi obtida em razão do centenário tradicional da morte de Jesus (mas provavelmente inexato).

Trecho extraído do livro “A Paixão de Cristo segundo o Cirurgião”, de Dr. Pierre Barbet

BARBET, P.A Paixão de Cristo segundo o Cirurgião. Trad. Pe. José Alberto de Castro Pinto.12ª edição. Ed. Loyola e Ed.Cléofas, São Paulo,2014.

A Prática da Humildade

humildade-1É uma verdade indiscutível que não haverá misericórdia para os soberbos, que para eles permanecerão fechadas as portas dos céus e que o Senhor só as abrirá aos humildes.

Para convencer-se, basta abrir as Sagradas Escrituras, que continuamente ensinam-nos que Deus resiste aos orgulhosos, que é preciso fazer-se semelhantes aos pequeninos para entrar na sua glória, que quem a eles não se assemelha será excluído e, por fim, que Deus só outorga a sua graça aos humildes.

Não poderemos nunca convencer-nos adequadamente de grande importância que tem, para todo cristão e principalmente para todos os que seguem a carreira eclesiástica, o cuidado de praticar a Humildade e eliminar do seu espírito toda presunção, toda vaidade e todo orgulho. Nenhum esforço ou fadiga será demasiado para obter o fim desejado numa empresa tão santa, e, como este fim não pode ser obtido sem a graça de Deus, devemos pedi-la instante e frequentemente. Todo cristão contraiu, no batismo, a obrigação de seguir Jesus Cristo, e é Ele o modelo segundo o qual devemos todos regular a nossa vida.

Todo cristão contraiu no batismo a obrigação de seguir os passos de Jesus Cristo, que é o modelo a que devemos conformar a nossa vida. Ora bem, este Deus Salvador praticou a Humildade a ponto de se fazer o opróbrio dos homens, para humilhar a nossa altivez e curar a chaga do nosso orgulho, ensinando-nos com o seu exemplo o caminho único que conduz ao céu. Para falar com propriedade, esta é a mais importante lição do Salvador: “Aprendei de mim!”

Se desejas, pois, ó discípulo do divino Mestre, adquirir esta pérola preciosa, que é o mais seguro penhor de santidade e o mais certo sinal de predestinação, recebe com docilidade e executa fielmente os seguintes conselhos:

I

Abre os olhos de tua alma, e pensa que nada tens para te mover a alguma estima de ti. De teu, só tens o pecado, a debilidade, a fraqueza; e quanto aos dons da natureza e da graça que estão em ti, assim como os recebeste de Deus, que é o princípio de todo ser, assim só a Ele deves dar glória.

II

Concebe por isso um profundo sentimento do teu nada, e faze-o crescer constantemente em teu coração, apesar do orgulho que domina em ti. Intimamente, persuade-te de que não há no mundo coisa mais vã e ridícula que o desejo de ser estimado por alguns dotes da gratuita liberalidade do Criador, pois, como diz o Apóstolo, se os recebeste, por que te glorias como se fossem teus, e não os tivesses recebido? (1 Cor 4,7).

III

Pensa frequentemente na tua fraqueza, na tua cegueira, na tua vileza, na tua dureza decoração, na tua inconstância, na tua sensualidade, na tua insensibilidade para com Deus, no teu apego às criaturas e em tantas outras viciosas inclinações que nascem da tua natureza corrompida. Sirva-te isto de grande motivo para te abismares continuamente no teu nada, e seres aos teus olhos o menor e o mais vil de todos.

IV

A memória dos pecados da tua vida passada esteja sempre impressa no teu espírito. Nenhuma outra coisa reputes tão abominável como o pecado da soberba, o qual, posto em comparação, vence qualquer outro, tanto sobre a terra como no inferno: este foi o pecado que fez prevaricar os anjos no céu e os precipitou nos abismos; este foi o que corrompeu todo o gênero humano, e que fez cair sobre a terra aquela infinita multidão de males, que durarão enquanto durar o mundo, ou, melhor dizendo, durarão toda a eternidade.

Ademais, uma alma maculada pelo pecado só é digna de ódio, de desprezo e de suplícios; vê, portanto, qual estima podes fazer de ti mesmo, depois de tantos pecados dos quais te tornaste culpado.

V

Considera também que n ao há delito, por enorme e detestável que seja, ao qual não se incline a tua natureza corrompida, e do qual não possas fazer-te réu; e que só pela misericórdia de Deus e pelo socorro das suas divinas graças foste dele livre até hoje, segundo aquela sentença de Santo Agostinho: “Não haveria pecado no mundo que o homem não cometesse, se a mão que fez o homem deixasse de sustentá-lo” (Arl. C. 15);

Chora eternamente esse deplorável estado, e toma a firme resolução de te incluíres entre os mais indignos pecadores.

VI

Pensa frequentemente que cedo ou tarde deves morrer, e que o teu corpo deverá apodrecer numa fossa; tem sempre diante dos olhos o inexorável tribunal de Jesus Cristo, onde todos necessariamente devem comparecer; medita nas eternas penas do inferno preparadas para os maus, e principalmente para os imitadores de Satanás, que são os soberbos. Considera sinceramente que, por esse véu impenetrável que esconde aos olhos mortais os juízos divinos, estás na incerteza de pertencer ou não ao número dos réprobos, que eternamente, em companhia dos demônios, serão arrojados naquele lugar de tormentos, para serem vítimas eternas de um fogo aceso pela ira divina. Esta incerteza deve bastar por si só, para conservar-te numa extrema humildade, e para inspirar-te o mais salutar temor.

VII

Não te iludas pensando que poderás conseguir a Humildade sem aquelas práticas que a ela estão ligadas, como os atos de mansidão, de paciência, de obediência, de ódio contra ti, de renúncia ao teu sentimento e às tuas opiniões, de arrependimento de teus pecados e outros atos semelhantes, porque somente estas armas poderão vencer em ti o reino do amor-próprio, aquele abominável terreno onde brotam todos os vícios, onde se aninham e crescem desmedidamente o teu orgulho e a tua presunção.

VIII

Tanto quanto possível, observa o silêncio e o recolhimento, desde que isso não cause prejuízo a outrem, e, quando fores obrigado a falar, fala sempre com gravidade, com modéstia e simplicidade. E se por acaso não fores ouvido, seja por desprezo ou por qualquer outra causa, não te mostres ressentido, mas aceita essa humilhação, e sofre-a com resignação e tranquilidade.

IX

Com todo cuidado e atenção, evita proferir palavras atrevidas, orgulhosas, e que indiquem pretensão de superioridade, como também qualquer frase estudada e toda a sorte de gracejos frívolos; cala sempre tudo aquilo que puder fazer com que te considerem uma pessoa de espírito e digna da estima dos outros. Em uma palavra, nunca fales de ti sem justo motivo, e nada digas que possa granjear-te honra e louvor.

  X

Cuida-te de não mortificar e ferir a outrem com palavras e sarcasmos; foge, numa palavra, de tudo o que lembra o espírito mundano. Fala pouco das coisas espirituais, e não o faças em tom magistral e à maneira de repreensão, a não ser que a isso sejas obrigado por teu cargo ou pela caridade: contenta-te com interrogar os que delas entendem e que sabes que te podem dar conselhos oportunos; porque o querer fazer-se de mestre sem necessidade é acrescentar lenha ao fogo da nossa alma, que se consome em fumaça de soberba.

Trecho extraído do livro “ A Prática da Humildade”, de Gioacchino Pecci (Leão XIII)

PECCI, G. (LEÃO XIII). A Prática da Humildade.Ed. Cultor de Livros, São Paulo, 2012.

ATOR SALVOU UM BEBÊ DO ABORTO ANTES DE RODAR FILME “BELLA”

WASHINGTON DC, 11 Dez. 07 / 07:35 pm (ACI).- Eduardo Verástegui, produtor e protagonista do filme pró-vida “Bella”, revelou a uma revista para adolescentes que antes de rodar o bem-sucedido filme teve a oportunidade de ir aos subúrbios de uma clínica abortista e aconselhar a um casal para que desistisse de abortar.

Em uma entrevista concedida ao LoveMatters.com, Verástegui relatou que decidiu participar de uma atividade pró-vida na Califórnia como parte da investigação sobre o filme.
“Cheguei à clínica e esqueci o filme. Impactou-me ver essas mulheres tão jovens de 15, 16, 17 anos, ingressando aí com rostos tristes e lágrimas. Rompeu-me o coração e não estava treinado para ajudar”, recordou.
Um dos ativistas pró-vida lhe pediu ajuda para estabelecer um diálogo com um casal de jovens mexicanos que apenas falava espanhol. O casal o reconheceu por seu trabalho em telenovelas, conversaram durante 45 minutos e lhes ofereceu toda a ajuda possível, incluindo seu número telefônico.
Alguns meses depois, Eduardo recebeu uma inesperada chamada. O casal teve o filho e o batizou como Eduardito. Eles queriam que o ator conhecesse o menino.
“Não podia falar. Foi o momento mais emocionante de minha vida. Mudou minha vida, foi espetacular. Fui visitá-los e pude carregar o pequeno Eduardito nos braços. Pela graça de Deus, tive a oportunidade de salvar esse bebê“, assinalou.
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Peregrinação em Lourdes, na França, recorda primeira aparição de Nossa Senhora

Roma – Itália (Quarta-feira, 08-01-2014, Gaudium PressComo uma ocasião para recordar a primeira aparição de Nossa
Senhora em Lourdes, na França, em 11 de fevereiro, a Obra Romana das Peregrinações organiza uma peregrinação ao santuário francês.

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A jornada, que partirá de Roma, ocorrerá de 9 a 12 de fevereiro deste ano, terá início na noite do primeiro dia com uma Santa Missa e uma homenagem à Virgem Maria, na Gruta das Aparições.

A abertura oficial das comemorações da Aparição da Mãe Santíssima será realizada no segundo dia da peregrinação, com a oração da Via Sacra, a tradicional homenagem com tochas, uma visita ao Santuário Mariano percorrendo os passos de Santa Bernardina, bem como a Celebração Eucarística na Basílica São Pio X, seguida de um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

A peregrinação terminará com uma homenagem a Nossa Senhora e uma Missa no local das aparições. (GPE/LMI)

Da redação, com informações Obra Romana das Peregrinações

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A diferença que a missa faz

sacramentos1Ir à missa é ir para o céu, onde “Deus… enxugará toda lágrima” (Ap 21,3-4). Porém, o céu é ainda mais do que isso. O céu é onde nos colocamos sob julgamento, onde nos vemos na clara luz matinal do dia eterno e onde o justo juiz lê nossas obras no livro da vida. Nossas obras nos acompanham quando vamos à missa.

Ir à missa é renovar nossa aliança com Deus, como em uma festa de núpcias – pois a missa é o banquete das núpcias do Cordeiro. Como em um casamento, fazemos votos, comprometemo-nos, assumimos uma nova identidade. Mudamos para sempre.

Ir à missa é receber a plenitude da graça, a própria vida da Trindade. Nenhum poder no céu ou na terra nos dá mais do que recebemos na missa, pois recebemos Deus em nós mesmos.

Jamais devemos subestimar essas realidades. Na missa, Deus nos dá sua própria vida. Isso não é apenas uma metáfora, um símbolo ou uma antecipação. Precisamos ir à missa com os olhos e ouvidos, mente e coração abertos à vontade que está diante de nós, a verdade que se eleva como incenso. A vida de Deus é uma dádiva que precisamos receber apropriadamente e com gratidão. Ele nos dá graça como nos dá fogo e luz. Fogo e luz, mal usados, podem nos queimar ou cegar. De modo semelhante, a graça recebida indignamente sujeita-nos a julgamento e a consequências muito terríveis.

Em toda missa, Deus renova sua aliança com cada um de nós, colocando diante de nós a vida e a morte, a benção e a maldição. Precisamos escolher a bênção para nós e rejeitar a maldição, e precisamos fazer isso desde o início.

A partir do momento em que entra na igreja, você se coloca sob juramento. Ao mergulhar os dedos na água benta, você renova a aliança que eu iniciou com seu Batismo. Talvez você tenha sido batizado quando bebê; seus pais tomaram a decisão por você. Mas agora, com esse simples movimento, você toma a decisão por si mesmo. Toca com a água benta a fronte, o coração, os ombros e os persigna como “nome” com que foi batizado. Relacionada com esse movimento, está sua rejeição a Satanás e a todas as suas pompas e obras.

Ao fazer isso, você comprova, dá testemunho, como o faria no tribunal. No tribunal, a testemunha põe em jogo sua pessoa, sua reputação e seu futuro. Se não disser a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade, sabe que sofrerá sérias consequências.

Também você está sob juramento. Não se esqueça: a palavra latina sacramentum significa, literalmente, “juramento”. Quando faz o sinal-da-cruz, você renova o sacramento do Batismo, desse modo renovando sua obrigação de corresponder aos direitos e deveres da nova aliança. “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todo o teu ser, com todas as tuas forças”; “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Você jura, de modo especial, dizer a verdade durante esta missa, pois este é o tribunal do céu; aqui, Deus abre o livro da vida; aqui, você ocupa o banco das testemunhas. Muitas e muitas vezes durante a missa você diz “AMÉM”, a palavra aramaica que transmite consentimento e conformidade: Sim! Assim seja! De verdade! “Amém” é mais que resposta; é compromisso pessoal. Quando diz “Amém”, você compromete sua vida, portanto é melhor ser sincero.

Assim, na missa, você não é mero espectador. É participante. É sua a aliança que Jesus em pessoa vai renovar .

Texto retirado de uma bela obra de *Scott Hahn, chamada “O banquete do Cordeiro” na qual ele relata o começo de sua experiência ainda como calvinista quando foi a estudo participar da Santa Missa.

*HAHN, S. O banquete do Cordeiro: a missa segundo um convertido. 11ª edição. São Paulo: Ed. Loyola, 2009.

*Um dos livros de Scott Hahn, um renomado professor de teologia e de Escritura na Universidade Franciscana em Steubenville, nos Estados Unidos, fundador e dirigente do Institute off Applied Biblical Studies, é o “Banquete do Cordeiro”, no qual revela um segredo duradouro da Igreja: a chave dos cristãos para entender os mistérios da missa.

O autor explora o mistério da Eucaristia com os olhos novos e fala da missa como um poderoso dama sobrenatural, no qual o sacrifício real do Cordeiro traz o céu à terra. Hahn era protestante calvinista e quando se pôs a estudar sobre a vida dos primeiros cristãos, se aproximou da Eucaristia.

(http://cleofas.com.br/a-diferenca-que-a-missa-faz/)

10 mandamentos para a paz

tumblr_lqp02eykvm1r1hjw6o2_1280A paz começa em casa:

1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.

2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.

3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.

4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.

5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.

6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.

7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.

8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.

9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.

10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

(http://cleofas.com.br/10-mandamentos-para-a-paz/)

O Santíssimo Nome de Jesus

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Redação (Quinta-feira, 02-01-2014, Gaudium Press– E seu nome será: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9, 5).

Sim, quanto é maravilhoso, rico e simbólico este nome que, segundo o Profeta Isaías, significa “Deus conosco”! Como o Arcanjo Gabriel deve ter enlevado a Santíssima Virgem Maria – que ponderava todas as coisas em seu coração – com estas palavras no momento da Anunciação: “E Lhe porás o nome de Jesus”! (Lc 1,31).jesus_cristo_1.jpg

Fecunda fonte de inspiração

Esta frase, que ficou indelevelmente gravada no Imaculado Coração de Maria, chega aos ouvidos dos fiéis de todos os tempos, no orbe terrestre inteiro, fecundando os bons afetos de todo homem batizado. Ao longo dos séculos, diversas almas monásticas e contemplativas foram inspiradas por ela a tal ponto que inúmeras composições de canto gregoriano versam sobre o suave nome do Filho de Deus.

Há uma misteriosa e insondável relação entre o nome de Jesus e o Verbo Encarnado, não sendo possível conceber outro que lhe seja mais apropriado.

É o mais suave e santo dos nomes. Ele é um símbolo sacratíssimo do Filho de Deus, e sumamente eficaz para atrair sobre nós as graças e favores celestiais. O próprio Nosso Senhor prometeu: “Qualquer coisa que peçais a meu Pai em meu nome, Ele vo-la concederá” (Jo 14,13). Que magnífico convite para repeti-lo sem cessar e com ilimitada confiança!

Invoque este nome poderosíssimo!

A Santa Igreja, mãe próvida e solícita, concede indulgências a quem invocá-lo com reverência, inclusive põe à disposição de seus filhos a Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus, incentivando-os a rezá-la com freqüência.

No século XIII, o Papa Gregório X exortou os bispos do mundo e seus sacerdotes a pronunciar muitas vezes o nome de Jesus e incentivar o povo a colocar toda sua confiança neste nome todo poderoso, como um remédio contra os males que ameaçavam a sociedade de então. O Papa confiou particularmente aos dominicanos a tarefa de pregar as maravilhas do Santo Nome, obra que eles realizaram com zelo, obtendo grandes sucessos e vitórias para a Santa Igreja.

Um vigoroso exemplo da eficácia do Santo Nome de Jesus verificou-se por ocasião de uma epidemia devastadora surgida em Lisboa em 1432. Todos os que podiam, fugiam aterrorizados da cidade, levando assim a doença para todos os recantos de Portugal. Milhares de pessoas morreram. Entre os heróicos membros do clero que davam assistência aos agonizantes estava um venerável bispo dominicano, Dom André Dias, o qual incentivava a população a invocar o Santo Nome de Jesus.

Ele percorria incansavelmente o país, recomendando a todos, inclusive aos que ainda não tinham sido atingidos pela terrível enfermidade, a repetir: Jesus, Jesus! “Escrevam este nome em cartões, mantenham esses cartões sobre seus corpos; coloquem-nos, à noite, sob o travesseiro; pendurem-nos em suas portas; mas, acima de tudo, constantemente invoquem com seus lábios e em seus corações este nome poderosíssimo”.

Maravilha! Em um prazo incrivelmente curto o país inteiro foi libertado da epidemia, e as pessoas agradecidas continuaram a confiar com amor no Santo Nome de nosso Salvador. De Portugal, essa confiança espalhou-se para a Espanha, França e o resto do mundo.

Uma retribuição agradável a Deus

O ardoroso São Paulo é o apóstolo por excelência do Santo Nome de Jesus. Diz ele que este é “o nome acima de todos os nomes”, e louva seu poder com estas palavras: “Ao nome de Jesus dobrem-se todos os joelhos nos céus, na terra e nos infernos” (Fil 2,10).jesus_cristo_2.jpg

São Bernardo era tomado de inefável alegria e consolação ao repetir o nome de Jesus. Ele sentia como se tivesse mel em sua boca, e uma deliciosa paz em seu coração. São Francisco de Sales não hesita em dizer que quem tem o costume de repetir com freqüência o nome de Jesus, pode estar certo de obter a graça de uma morte santa e feliz. Outro imenso favor!

Mas este grande dom não nos pede alguma retribuição?

Sim. Além de muita confiança e gratidão, o desejo sincero de viver em inteira consonância com as infinitas belezas contidas no santíssimo Nome de Jesus. E também – a exemplo do venerável bispo português Dom André Dias – o empenho em divulgá-lo aos quatro ventos. Digna de honra e louvor é a mãe verdadeiramente católica, que ensina seus filhos a pronunciar os doces nomes de Jesus e de Maria mesmo antes de dizer mamãe e papai, bem como a pautar sua vida pela desses
dois modelos divinos.

* * * * * * * * * *

Muitos habitantes de Jerusalém assistiram à cena tão bem narrada nos Atos dos Apóstolos, que o leitor tem a impressão de estar também presente.

Pedro e João subiam ao Templo para rezar. Um coxo de nascença, postado na Porta Formosa, lhes pediu esmola.

– Olha para nós! – disse-lhe o Príncipe dos Apóstolos. – O pobre fitou-os com atenção, perguntando- se quanto iria receber.

– Não tenho prata nem ouro, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda. – Dando um salto, o aleijado pôs-se de pé e entrou com eles no Templo, saltando e louvando a Deus. E de tal forma agarrou-se aos dois Apóstolos que em torno destes juntou-se uma multidão estupefata. Ao ver isso, Pedro assim falou:

– Varões israelitas, por que olhais para nós, como se por nosso poder tivéssemos feito andar este homem? O Deus de nossos pais glorificou seu filho Jesus. Mediante a fé em seu nome é que esse mesmo nome deu a cura perfeita a este homem que vós vedes e conheceis.

Não há outro nome pelo qual sejamos salvos

Continuou São Pedro seu discurso, exortando os ouvintes à conversão, até ser interrompido por alguns sacerdotes e saduceus, acompanhados do chefe da guarda do Templo, o qual prendeu os dois homens de Deus. No dia seguinte, foram eles conduzidos à presença do Sumo Sacerdote e seu Conselho.

– Com que poder e em nome de quem fizestes isso? – perguntaram-lhe. A resposta veio serena, mas firme:

– Príncipes do povo e anciãos, ouvi- me! Já que somos aqui interrogados sobre a cura de um homem enfermo, seja notório a todo o povo de Israel que é em nome de Jesus Cristo Nazareno, é por ele que este homem está são diante de vós. Não há salvação em nenhum outro, porque não há sob o céu nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos.

Por que proibir?

A firmeza do Primeiro Papa deixou desconcertados os inimigos de Jesus. Fazendo-os sair da sala do Conselho, jesus_cristo_3.jpgdeliberaram entre si: “Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar. Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos que no futuro falem a alguém nesse nome” (At 4, 16-17).

Chamaram, então, de volta os dois discípulos do Senhor e os intimaram terminantemente a nunca mais falar ou ensinar em nome de Jesus. Ordem à qual, aliás, Pedro e João declararam de forma categórica que não obedeceriam, pois deviam obediência a Deus antes de tudo. Qual o motivo de tão injustificada proibição?

Na perspectiva dos inimigos de Deus e de sua Igreja, não é difícil entender a razão: muitos dos que ouviram aquela pregação de São Pedro creram, “e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil” (At 4, 4). Compreende-se, assim, a sanha do Sinédrio, pois percebia bem que, nessa proporção, em pouco tempo a Igreja se expandiria por todo o mundo.

Pregar o Evangelho é proclamar o nome de Jesus

Como poderia a Santa Igreja deixar de orar, pregar, batizar e curar em nome de Jesus?

Desde os primeiros dias do Cristianismo, pregar o Evangelho é proclamar esse nome glorioso entre todos. É pelo seu poder divino que se operam os milagres: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas (…) imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16, 17-18).

O nome do Redentor não podia deixar de ocupar um lugar proeminente na vida da Igreja, uma vez que Ele próprio afirmou: “Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei” (Jo 14, 13). E no ato do Batismo, pelo qual nasce o cristão, é “em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” que a alma é lavada, santificada e justificada (Cf. 1Co 6, 11).

Tudo isso tem uma valiosa aplicação em nossa vida de católicos: a invocação do Santíssimo Nome de Jesus é uma fonte inesgotável de graças para a santificação pessoal e as obras de evangelização. (In Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2005, n. 37, p. 22-25)

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http://www.gaudiumpress.org/content/54393#ixzz2pKUbK7py)

México é o país mais perigoso para sacerdotes na América Latina

MEXICO D.F., 20 Dez. 13 / 12:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um estudo elaborado pela Unidade de Investigação do Centro Católico de Multimídia (CCM), abrangendo os últimos 23 anos, revelou que o México é, pelo sexto ano consecutivo, o país mais perigoso para sacerdotes e religiosos na América Latina.

O estudo detalha por nomes e dioceses, os dados daqueles que perderam avida por causa da delinquência comum ou o crime organizado e aponta um dramático aumento das extorsões e de atentados, que não só prejudicam os presbíteros em quanto ao patrimônio que administram, mas também aumenta o risco de que percam a vida por seu trabalho na Igreja Católica.

Segundo o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), a análise abrangendo os últimos 23 anos, tem registro detalhado de 34 assassinatos contra membros da Igreja Católica do México, constando um cardeal, 25 sacerdotes, dois religiosos e quatro leigos, incluindo uma jornalista católica. As tendências do agravamento destes fenômenos no México mostram uma alta constante nos últimos seis anos.

Esta dramática situação, segundo o estudo do CCM, torna o México, pelo sexto ano consecutivo,o lugar com mais crimes de ódio contra sacerdotes, religiosos e leigos no continente americano.

“Isto coloca o México como o país latino-americano mais perigoso para exercer o ministério sacerdotal”, destaca a análise.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26473)

Uma história que não é contada nas escolas

vaatiicanoo“Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental”. Dr. Thomas Woods

Infelizmente muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua História. Isto tem muito a ver com a imagem errada que muitos professores, de várias disciplinas, especialmente História, lhes passam. Isto gera nos estudantes uma aversão à Igreja desde os bancos escolares. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão negativa e deturpada da Igreja. Há uma má vontade explícita contra a Igreja.

O livro “Código da Vinci”, e depois o filme de mesmo nome, bem como inúmeras matérias fantasiosas sobre a Igreja, sem provas históricas ou científicas, aumentaram em todo o mundo, ainda mais, esta visão de que a Igreja Católica é uma Instituição corrupta, perversa, que inventou a divindade de Cristo, e que sobre este mito criou uma Instituição poderosa e dominadora, e que a custa de sangue sempre se impôs ao mundo.

Nada mais errado e perverso. Mas, mesmo assim, as últimas pesquisas de opinião pública mostram que a Igreja está entre as primeiras instituições que têm a confiança do povo.

É hora de os jovens estudantes, especialmente os católicos, conhecerem o outro lado dessa “História” que é mal contada nas escolas. Hoje é lhes mostrado apenas as “sombras” da vida da Igreja, mas há uma má vontade imensa que encobre as “luzes” brilhantes de sua História de 2000 anos. Uma bem montada propaganda laicista no mundo anti-Igreja Católica, envenena os jovens e os joga contra a Igreja.

Foi a Igreja quem salvou e quem moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa. Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

Foi esta civilização moderna, gerada no bojo do Cristianismo que nos deu o milagre das ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as Catedrais e muitos outros dons que nos fazem reconhecer em nossa Civilização a mais bela e poderosa civilização da História. E a responsável por tudo isto foi a Igreja Católica, diz o historiador americano Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard, nos EUA. Ele afirma que:

“Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de  gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”. [Woods, 2005, p. 7]

Em sua obra o Dr. Thomas apresenta muitas referências de historiadores atuais que confirmam o trabalho da Igreja na construção da Civilização Ocidental; algumas dessas citações estão citadas em nossa Bibliografia no final deste livro para quem desejar se aprofundar no assunto. Como não tenho acesso a todas elas, fiz uso de várias de suas citações referenciadas na Bibliografia.

Foi a Igreja quem humanizou o Ocidente insistindo na sociabilidade de cada pessoa humana. Mas infelizmente tudo isto é silenciado pelos que não gostam da Igreja; por isso, é essencial recuperar esta verdade intencionalmente escondida e abafada.

Há hoje no mundo um anti-Catolicismo espalhado pela mídia e pelas universidades. É dito aos jovens, mentirosamente, que a História da Igreja é uma história de ignorância, repressão, atraso e estagnação, quando a realidade é exatamente o contrário, como têm mostrado muitos historiadores modernos, e como veremos neste livro.

Na verdade a Igreja soube aproveitar o que há de bom na civilização grega e romana, não as desprezou, e soube com os valores cristãos moldar a nossa Civilização.

É preciso saber distinguir entre a “Pessoa” da Igreja, fundada por Cristo, divina, santa, e as “pessoas” da Igreja que são seus filhos, santos e pecadores. Muito se exagera, por exemplo, sobre a Inquisição e as Cruzadas; e se quer analisá-las fora do contexto da época. Isto é um absurdo histórico; ninguém pode entender um fato fora do seu contexto moral, social, psicológico, religioso, etc., da época. Um texto retirado do contexto se torna pretexto; e neste caso para se atacar, denegrir e tentar destruir a Igreja Católica, como se ela fosse vencível neste mundo.

A maioria das pessoas reconhece a influência da Igreja na música, na arte e na arquitetura, mas a influência da Igreja foi  muito maior do que se pensa e se conhece. Muitos, mal informados, pensam que centenas de anos antes da época do Renascimento (século XVI), a Idade Média, foi um tempo de ignorância e repressão intelectual, sem brilho, como se fosse um tempo negro onde se imperou somente a superstição e a magia, como se em nome de Jesus Cristo, a ciência e o progresso fossem banidos. Nada mais errado. A Idade média cristã foi, na verdade, um tempo de grande desenvolvimento religioso, cultural e artístico, como veremos.

Nossa Civilização tem uma enorme dívida com a Igreja pelo sistema universitário, pelo trabalho de caridade realizado, pelo advento da lei internacional, o desenvolvimento das ciências, das artes, da música, do direito, da economia e muito mais. A Igreja Católica salvou e construiu a Civilização Ocidental. Com muita rapidez os críticos da Igreja Católica levantam e expõem os erros dos seus filhos em todos os tempos, mas, solertemente escondem as grandes realizações da Igreja em prol da humanidade.

O Dr. Thomas Woods mostra que nos últimos quinze anos, muitos historiadores e pesquisadores como  A.C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Alvin Schmidt, Robert Phillips, Kenneth Pennington, Daniel Rops, Joseph Needhem, Charles Montalembert, Joseph Mac Donnell, Phillip Hughes, David Knowles, William Lecky, Harold Broad, Michel Davies, Jean Gimpel e muitos outros, mostraram a grande contribuição da Igreja para o desenvolvimento de nossa atual Civilização.

Por exemplo, a contribuição da Igreja para o desenvolvimento da ciência foi enorme; muitos cientistas foram padres. Pe. Nicholas Steno, é considerado o “pai da geologia”. O “pai da egiptologia” foi o padre Athanasius Keicher. A primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre foi o Pe. Giambattista Riccioli. Pe Rober Boscovitch é considerado o pai da moderna teoria atômica. Os jesuítas se dedicavam ao estudo dos terremotos tal que a sismologia veio a ser conhecida como a “ciência Jesuítica”. Trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos jesuítas.

J. L. Heilbron (1999), da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que:

“A Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos do que qualquer outra instituição”. Woods afirma que “o verdadeiro papel da Igreja no desenvolvimento da ciência moderna permanece um dos mais bem guardados segredos da história moderna” [p. 5].

Foram os monges da Igreja que preservaram a herança literária do mundo Antigo após a queda de Roma diante dos bárbaros em 476.

Reginald Grégoire (1985) afirma que os monges deram “a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual,… uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma São Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos foram os Pais da civilização Europeia”.

O desenvolvimento do conceito de “lei internacional” é atribuída aos pensadores dos séc. XVII e XVIII, mas na verdade surgiu no séc. XVI nas universidades espanholas católicas e foi o Padre Francisco de Vitória, professor, quem ganhou o título de “pai da lei internacional”. A lei ocidental é uma dádiva da Igreja; a lei canônica foi o primeiro sistema legal na Europa, o que deu início ao primeiro corpo coerente de leis.

Segundo Harold Berman (1974), “foi a Igreja que primeiro ensinou ao homem ocidental um sistema moderno de lei. A Igreja primeiro ensinou que conflitos, estatutos, casos, e doutrina podem ser reconciliadas por análises e sínteses”. A formulação dos direitos, que surgiu da civilização ocidental, não veio de John Looke e Thomas Jefferson, mas muito antes, das leis canônicas da Igreja Católica.

Alguns historiadores de economia antiga afirmam que a moderna economia, surgiu com Adam Smith e outros teóricos da economia do séc. XVIII, mas estudos recentes estão mostrando a importância do pensamento econômico dos Escolásticos da Igreja, particularmente os teólogos católicos espanhóis e séc. XV e XVI. O grande economista Joseph Schumpeter considera que esses pensadores católicos foram os fundadores da ciência econômica moderna.

Woods cita Lecky, um historiador do séc. XIX, crítico contra a Igreja, que admitiu que, tanto no campo espiritual como no compromisso da Igreja com os pobres, foi feito algo novo no mundo ocidental e que representou um grande crescimento em relação à Antiguidade.

Assim, a Igreja berçou a Civilização Ocidental em todos os seus campos: arte, filosofia, física, matemática, música, arquitetura, direito, economia, moral, ciência, letras, línguas, etc…

Para se ter ideia da importância da Civilização Ocidental, construída pela Igreja Católica, basta ver, por exemplo, a noticia de 29 janeiro de 2007, publicada pela EFE que diz:  “Intocáveis da Índia poderão entrar em templos”. Ela diz que os “dalit”, conhecidos como “intocáveis”, pessoas excluídas da sociedade indiana por estar fora do sistema de castas, poderão finalmente entrar em um templo de Orissa (leste da Índia) pela mesma porta que o resto da população, após 300 anos de proibição, conforme informou o jornal “Hindustan Times”.

Infelizmente hoje o homem ocidental se afasta de Deus e da Igreja, perigosamente, colocando em risco a própria civilização. O Papa Bento XVI assim definiu a situação do mundo hoje:

“[…] no mundo ocidental de hoje vivemos uma nova onda de iluminismo drástico, ou laicismo, como se queira chamá-lo. Tornou-se mais difícil ter fé, pois o mundo no qual estamos é completamente feito por nós mesmos, e nele Deus, por assim dizer, já não comparece diretamente. Não se bebe mais diretamente da fonte, mas sim do recipiente em que a água nos é oferecida. Os homens reconstruíram o mundo por si mesmos, e tornou-se mais difícil encontrar Deus neste mundo” (Entrevista em Castel Gandolfo, 5 de agosto de 2006 ).

Devemos conhecer ao menos um pouco do trabalho maravilhoso da Igreja para salvar e construir a nossa rica Civilização Ocidental. Isto custou o sangue, o suor e as lágrimas de muitos filhos da Igreja. Se muitos deles não estiveram a altura do lugar que ocuparam, a grande maioria soube amar a Jesus Cristo e a Sua Igreja.

Prof. Felipe Aquino

(Retirado do livro: “ Uma história que não é contada”- Ed. Cléofas)

A eficácia da paciência

pensandourlOs santos diziam que há dois tipos de martírio: o da morte pela espada; e o da morte pela paciência. A paciência é uma forma de martírio que vence todo sofrimento. Não há barreira espiritual que não caia pela força da paciência, a qual é fruto da fé, da humildade e do abandono da vida em Deus.

Foi pela paciência que a Igreja venceu todos os seus inimigos até hoje: o Império Romano, as heresias, as perseguições, o comunismo, o ateísmo, os pecados de seus filhos, entre outros.

Quando os nossos pecados e fraquezas nos assustam e nos desanimam é preciso ter paciência também conosco e aceitar a nossa dura realidade. Quando é difícil caminhar depressa, então, é preciso ter paciência aceitando caminhar devagar. José e Maria salvaram o Menino Jesus das mãos de Herodes indo passo a passo até o Egito por um longo deserto de 500 km.

A paciência do cristão não é vazia nem significa imobilismo ou resignação mórbida; tampouco perda de tempo. Não! É a certeza de que tudo está nas mãos d’Aquele que tudo pode.

“Um espírito paciente vale mais que um espírito orgulhoso. Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação” (Ecl 7,8b-9).

O que não pudermos mudar em nós ou nos outros, devemos aceitar com paciência, até que Deus disponha as coisas de outro modo. Ninguém perde por esperar!

Deus não interfere na personalidade do ser humano porque isso depende da liberdade de cada um e Deus não nos desrespeita; então, Ele pode mudar as circunstâncias e os acontecimentos da vida dessas pessoas.

Maria, nossa Mãe, é a mulher da paciência. Sempre soube esperar o desígnio de Deus se cumprir, sem se afobar, sem gritar, sem reclamar… A paciência é amiga do silêncio e da fé. É a paciência que nos levará para o céu!

“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus […] prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência […] não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência.” (Eclo 2,1-3).

“Aceita tudo o que te acontecer, na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo caminho da humilhação.” (Eclo 2,4-6).

Muitas vezes, a vontade de Deus permite que as cruzes nos atinjam; curvemos a cabeça com humildade e paciência. Muitos estão prontos para fazer a vontade de Deus no **Tabor da transfiguração**, mas poucos no **Calvário da crucificação**.

Sejamos como Nossa Senhora, que disse o ‘sim’ no momento da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o manteve na Apresentação d’Ele, na fuga para o Egito, no Pretório, na perseguição ao Senhor, no caminho do Calvário e também aos pés da sua Cruz.

Beijar, agradecidos, esta mão invisível que, muitas vezes, permite que sejamos feridos, agrada a Deus e nos atrai as bênçãos do Céu.

Os santos doutores da Igreja nos deixaram muitos ensinamentos sobre isso:

Santo Afonso de Ligório: “Neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado.

São João Crisóstomo: “É melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

Santo Agostinho: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”.

“O martírio não depende da pena, mas da causa ou fim pelo qual se morre. Podemos ter a glória do martírio, sem derramar o nosso sangue, com a simples aceitação heroica da vontade de Deus.”

São Francisco de Sales: “As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda – e tanto mais quanto mais importunas – as que se nos deparam em casa”.

Santa Teresa D’Ávila ensina: “Nada te perturbe; nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda; a paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta: Só Deus Basta!”.

É grande a dor de sofrer uma ingratidão. Até Jesus reclamou daqueles nove leprosos que Ele curou e que não vieram agradecer-lhe, tendo voltado só aquele que era samaritano.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/a-eficacia-da-paciencia/)

A Importância de celebrar o Nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro

Sabemos que o Império Romano perseguiu pesadamente os cristãos por quase três séculos; desde Nero em 64, mas, por fim, depois de muitos mártires e o trabalho incansável de evangelização dos primeiros cristãos, o grande Império, o maior de todos os tempos, se converteu ao cristianismo quando o Imperador Constantino, o Grande, se converteu e proibiu a perseguição aos cristãos pelo Edito de Milão, no ano 313. “A espada romana se curvou diante da Cruz de Cristo”, como disse Daniel Rops.

Depois, no ano 385 o grande imperador cristão romano, Teodósio, pelo Edito de Tessalônica, adotou o cristianismo como a religião oficial do Império. Mas, ainda no tempo do paganismo, os romanos adoravam o deus Sol e celebravam a festa do seu nascimento “Natalis solis invicti”. O Imperador de Roma, Aureliano (270-275) tornou oficial e tradicional a comemoração do sol nascente e invencível.

Acontece que no dia 22 de dezembro ocorre o solstício de inverno no hemisfério Norte, isto é, o dia em que a Terra tem o seu eixo vertical com a máxima inclinação, fazendo com que no Norte se tenha o dia mais curto e a noite mais longa do ano; ao contrário do que ocorre no hemisfério Sul na mesma data.

Os romanos pagãos consideravam isso uma ameaça dos deuses, porque dia-a-dia, na chegada do inverno, as horas de sol sobre a Terra diminuía, até chegar ao máximo que eles consideravam ser no dia 25  de dezembro. Então, por medo ofertavam aos deuses desagravos, rituais e celebrações longas, para impedir que a ira dos deuses impedisse a luz do sol de iluminar a Terra.

Os cristãos, embora convertidos, tinham saudades dessas majestosas festas do Sol Invicto Nascente, que começava a voltar a iluminar a Terra. Pedagogicamente, e sabiamente, a Igreja passou a comemorar nesse mesmo dia, o nascimento do verdadeiro Sol, como disse o profeta Malaquias,  “Sol da Justiça que traz a salvação em seus raios” (Ml 3, 20). Então, o Messias Salvador passou a ser  mostrado na cultura deles, a “Luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32). “Eu sou a Luz do mundo” (Jo 1, 9).

Com base em um antigo mosaico do século III, encontrado no Vaticano no Mausoléu dos Iulii, onde se vê as imagens de Cristo e do Sol sobre uma carruagem triunfante, acredita-se que o Imperador Constantino, que construiu a primeira Basílica de São Pedro, ter sido um dos primeiros a fixar nessa data a celebração do Natal. Mas a declaração oficial da Igreja foi feita pelo Papa Júlio I (337-352). E o primeiro calendário a marcar esse fato foi editado por Filocalos (354).

Sabemos que Jesus prometeu a Pedro, o Papa, que tudo o que ele ligasse na Terra seria ligado no céu (Mt 16,19); é um carisma da Cátedra infalível do Papa. Assim, pela Promessa de Jesus, o céu também celebra o Nascimento do Salvador em 25 de dezembro. Desta forma, a Igreja nos ensina que quando celebramos uma festa litúrgica, fixada pelo Papa, participamos das mesmas graças dispensadas por Deus no próprio acontecimento comemorado. Logo, celebrar o Natal em 25 de dezembro, com fé, é receber as graças do Nascimento de Jesus, qualquer que tenha sido o dia em que nasceu.  Abramos o coração, acolhamos o Redentor feito homem e lhe demos glória como os Anjos, os pastores de Belém e os Reis Magos. “Glória in excelsis Deo”.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/a-importancia-de-celebrar-o-nascimento-de-jesus-no-dia-25-de-dezembro/)