Papa aprova virtudes heroicas de leigo polonês amigo de João Paulo II

Jerzy Ciesielski, sua esposa e Karol Wojtyla

VATICANO, 19 Dez. 13 / 03:39 pm (ACI).- Na manhã de ontem o Papa Francisco aprovou a promulgação do decreto de virtudes heroicas do Servo de Deus Jerzy Ciesielski, leigo e pai de família polonês amigo de João Paulo II.

Jerzy Ciesielski nasceu em 12 de fevereiro de 1929 em Cracóvia (Polônia), e em 1957 casou-se com Danuta Plebaczyk, com quem teve três filhos, Maria, a mais velha, Catalina e Pedro, que foram criados na fé da Igreja.

O casamento foi celebrado pelo então sacerdote Karol Wojtyla, que depois os acompanhou em seu crescimento espiritual, em 29 de junho de 1957.

Em seu livro “Cruzando o limiar da esperança”, João Paulo II escreveu sobre Jerzy que “nunca mais vou me esquecer de um rapaz, estudante do politécnico de Cracóvia, do qual todos sabiam que aspirava com decisão à santidade. Ele tinha esse programa de vida. Ele sabia ter sido ‘criado para os grandes ideais’, como se expressou certa vez São Estanislau Kostka”.

“E, ao mesmo tempo, não tinha dúvida alguma de que sua vocação não era nem o sacerdócio nem a vida religiosa. Sabia que devia ser um leigo. O que mais o apaixonava era o trabalho profissional, bem como os estudos de engenharia. Procurava uma companheira para a vida, e a procurava de joelhos, na oração“.

O Papa polonês assinalou em seu livro que “jamais poderei esquecer o colóquio em que, depois de um dia especial de retiro, me disse: ‘penso que exatamente esta moça vai ser minha esposa, e é Deus quem vai dá-la para mim’. Como se não seguisse apenas a voz dos seus desejos, mas antes de tudo a voz do próprio Deus. Sabia que d´Ele vem todo o bem, e fez uma boa escolha”.

“Estou falando de Jerzy Ciesielski, desaparecido em um trágico acidente no Sudão, para onde foi enviado para ensinar na universidade, e cujo processo de beatificação já foi iniciado”.

Com efeito, Jerzy faleceu em um acidente no rio Nilo, no Sudão, junto com os seus dois filhos mais novos, Catalina e Pedro, em 9 de outubro de 1970.

O funeral foi presidido por Karol Wojtyla, e foi enterrado em Cracóvia (Polônia).

A investigação diocesana para elevar Jerzy aos altares começou em 31 de dezembro de 1985, e em 1995 se submeteu à Positio da Congregação para as Causas dos Santos.

Com a promulgação das suas virtudes heroicas aprovadas ontem pelo Papa Francisco, restaria que se provem dois milagres realizados pela sua intercessão para que o Servo de Deus Jerzy Ciesielski seja proclamado primeiro beato e depois santo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26465)

Documentário sobre o Beato João Paulo II é apresentado na Espanha

Madri – Espanha (Quarta-feira, 18-12-2013, Gaudium PressComo uma adaptação do filme polonês ‘Tajemnica tajemnic’ -‘O Segredo dos segredos’-, foi recentemente lançado na Espanha o documentário “O Mistério de João Paulo II: de Fátima ao fim do comunismo”.beato_joao_paulo_ii.jpg

Preparado por Goya Produções de Espanha, o filme adapta a produção da obra de Rafael Porzezinski, que foi dirigida por Agnieszka Porzezinska e Pawel Sobczyk, e narra o papel desempenhado pelo Beato Pontífice, assim como o Cardeal polonês Stefan Wyszy?sk, na queda do império soviético.

“Seguimos o caminho espiritual do Cardeal Wyszy?sk e de João Paulo II. Descobrimos como estes grandes homens realmente contribuíram para a queda do comunismo e como graças à seu impulso e força espiritual, o povo polonês e o mundo inteiro, voltaram a sentir-se livres”, segundo destaca encristiano.com, site web da Goya Produções, que distribui o documentário.

Durante 45 minutos os fatos são apresentados por meio de testemunhos de especialistas e testemunhas do momento histórico, entre os quais se encontram o Cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário e amigo íntimo de João Paulo II.beato_joao_paulo_ii_2.jpg

Entre os temas apresentados, o documentário também sugere como a devoção do povo polonês teve um papel importante na queda do comunismo, onde o grande amor à Virgem Maria, em torno da imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, se converteu na força dos poloneses, e na força da Igreja; e de como a ação divina ocorreu novamente na história.

É o que diz a Irmã Lúcia, vidente de Fátima, em um dos seus escritos que são citados no documentário, que refere-se à mudança que teve a história após a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, quando se evitou a guerra nuclear, que estava programada para os anos 80.

Um documentário que sem dúvida, como sublinham vários meios de comunicação, oferece uma especial perspectiva do legado do Papa polonês, quando se aproxima sua canonização, acontecimento que ocorrerá em 27 de abril do próximo ano, durante a festa do Domingo da Divina Misericórdia. (GPE/EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54056#ixzz2nunLY4gN)

Feliz aniversário Papa Francisco!

Papa Francisco atualmente e o jovem Jorge Mario Bergoglio.

VATICANO, 17 Dez. 13 / 10:48 am (ACI/EWTN Noticias).- Hoje, 17 de dezembro, o Papa Francisco cumpre 77 anos de vida. Pela primeira vez celebrará um aniversário como Sucessor de São Pedro e Pontífice da Igreja Católica. Milhões de fiéis em todo o mundo oferecem diferentes gestos de amor por ele, especialmente um no que ele insiste muito porque “o necessita”: aoração.

Durante este mês, o primeiro Papa “do fim do mundo”, argentino e jesuíta também celebrou o 44 aniversário de sua ordenação sacerdotal. E o dia deNatal, o Santo Padre também fará 77 anos de ter sido batizado.

O primeiro Papa com nomeie Francisco na história da Igreja, recebeu sua primeira saudação de aniversário com uma simbólica “festa surpresa” de um vintena de crianças no sábado, 14 de dezembro, quando se reuniu com os responsáveis, voluntários e beneficiários do dispensário pediátrico da Casa Santa Marta.

O Santo Padre nomeado recentemente “Personagem do Ano” 2013 pela Revista Time, jamais esperava ser eleito Papa como afirmou em reiteradas ocasiões. Hoje a Igreja junto a ele agradece a Deus por um ano mais de vida. Feliz Aniversário Papa Francisco!.

Biografia

Jorge Mario Bergoglio nasceu no seio de uma família católica no dia 17 de dezembro de 1936, no bairro portenho de Flores, sendo o mais velho dos cinco filhos do matrimônio formado por Mario José Bergoglio e Regina Maria Sívori, ambos imigrantes italianos.

Foi batizado no dia de Natal de 1936 na Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos do bairro de Almagro em Buenos Aires. Durante sua infância foi aluno do Colégio salesiano Wilfrid Barão dos Santos Anjos e estudou na Escola Nacional de Educação Técnica N.º 27 Hipólito Yrigoyen onde se graduou como técnico em química. Logo trabalhou no laboratório Hickethier-Bachmann.

Durante sua juventude, sofreu uma enfermidade pulmonar e foi submetido a uma operação cirúrgica na qual foi extirpada uma porção de seu pulmão, o que não lhe impediu de desenvolver sua atividade com normalidade.

Em 11 de março de 1958 ingressou no noviciado da Companhia de Jesus.  Como noviço da Companhia do Jesus terminou seus estudos no Seminário Jesuíta de Santiago do Chile. Entre 1967 e 1070 cursou estudos de teologia na Faculdade de Teologia do Colégio Máximo de San José. Foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969, quase aos 33 anos de idade.

Continuou seus estudos de 1970 a 1971 na Universidade do Alcalá Henares (Espanha) e em 22 de abril de 1973 realizou sua profissão perpétua como jesuíta. De regresso à Argentina foi mestre de noviços, professor na Faculdade de Teologia de San Miguel, consultor provincial da Companhia de Jesus  e reitor do Colégio Máximo da Faculdade San José.

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires pelo Papa João Paulo II no dia 20 de maio de 1992. Quando a saúde do então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Antonio Quarracino, começou a debilitar-se, Monsenhor Bergoglio foi designado Arcebispo Coadjutor em 3 de junho de 1997. Após o o falecimento do Cardeal Quarracino o sucedeu no cargo de Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998.

Durante o consistório de 21 de fevereiro de 2001, o Beato João Paulo II o criou Cardeal.

Como Cardeal formou parte da Comissão para a América Latina; da Congregação para o Clero; do Pontifício Conselho para a Família; da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos; do Conselho Ordinário da Secretaria Geral para o Sínodo dos Bispos e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina, em dois períodos consecutivos desde novembro de 2005 até novembro de 2011. Integrou também o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Cardeal Bergoglio sempre teve um estilo de vida singelo e austero. Vivia em um apartamento pequeno em vez da residência episcopal, renunciou à sua limusine e seu chofer, mobilizava-se em transporte público e cozinhava sua própria comida.

O Cardeal Bergoglio desfrutava da ópera, do tango e do futebol, cuja paixão permanece e mesmo vivendo em Roma, segue sendo sócio ativo do Clube Atlético São Lorenzo de Almagro, que no domingo 15 de dezembro acaba de consagrar-se como campeão argentino e festejará o título junto ao Santo Padre.

Ao cumprir os 75 anos, de acordo ao direito canônico o Cardeal apresentou sua renúncia ante o então Papa Bento XVI. Tinha previsto retirar-se a um lar para sacerdotes mais velhos ou doentes para depois levar uma vida de oração e de direção espiritual, afastada do governo eclesiástico.

O Cardeal Bergoglio participou do Conclave de 2005 em que foi eleito Papa o Cardeal Joseph Ratzinger.

Nove meses de Pontificado

No dia 11 de fevereiro de 2013 o Papa Bento XVI renunciou ao papado e convocou um novo Conclave. Em 13 de março de 2013, o Cardeal Bergoglio foi eleito sucessor de Bento XVI às 19:06h do segundo dia do conclave, na quinta rodada de votações.

Escolheu o nome do Francisco como seu nome pontifício em honra a São Francisco de Assis.

Francisco é o primeiro Papa de procedência americana e o primeiro que não é nativo da Europa, Oriente Médio ou o norte da África. Além disso, é o primeiro Papa pertencente à Companhia do Jesus.

Francisco escolheu como lema e escudo papais os mesmos que tinha como Bispo e Cardeal. Seu lema, “Miserando atque eligendo” (“Olhou-o com misericórdia e o escolheu”), provém de uma homilia de São Veda o Venerável.

Em 14 de março de 2013, um dia depois de ser eleito, celebrou sua primeiraMissa como pontífice na Capela Sistina. Em seu segundo dia de pontificado, na sexta-feira 15 de março, recebeu em audiência todos os cardeais na Sala Clementina do Vaticano.

Em 16 de março recebeu os jornalistas em audiência na Sala Paulo VI, os abençoou e agradeceu pelo trabalho realizado durante os dias do conclave. Neste ato o Papa falou pela primeira vez em espanhol desde que havia sido eleito. Esse dia pronunciou uma de suas já conhecidas frases “Como eu gostaria de uma Igreja pobre para os pobres!”.

No dia 17 de março presidiu a primeira oração do Ângelus do balcão do seu apartamento no Vaticano, perante 150 mil pessoas.

No dia 18 de março Francisco recebeu a primeira autoridade estrangeira, a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner. O encontro durou cerca de 20 minutos e foi seguido de um almoço de mais de duas horas de duração.

A missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco teve lugar no dia 19 de março de 2013, Festividade de São José. Milhares de fiéis seguiram desde Buenos Aires o início do pontificado do Papa Francisco através de telas gigantes.

No dia 23 de março o Papa Francisco visitou seu predecessor, Bento XVI, na residência pontifícia Castelgandolfo.

Francisco decidiu fazer da Casa da Santa Marta sua residência, renunciando assim ao Palácio Apostólico Vaticano usado pelos papas desde Pio X (1903).

Alguns dos primeiros atos públicos do pontificado do Francisco se desenvolveram no marco da Semana Santa de 2013. Um mês depois de sua eleição, o Papa Francisco constituiu um grupo de cardeais que o assessorarão nas tarefas de governo da Igreja e lhe ajudarão na reforma da constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana.

No dia 2 de maio de 2013 Francisco recebeu no Vaticano o bispo emérito de Roma, Bento XVI, quem deixou Castelgandolfo para viver definitivamente no Mosteiro Mater Ecclesiae.

Como resultado das primeiras reuniões do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais , realizadas na Cidade do Vaticano de 1 a 3 de outubro de 2013, convocou-se a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos, sob o lema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização», que ocorre na Cidade do Vaticano entre os dias 5 e 19 de outubro de 2014.

A primeira viagem apostólica do Papa Francisco fora de Roma, mas dentro da Itália, foi a Lampedusa, no dia 8 de julho de 2013.

Sua primeira viagem fora da Itália foi ao Rio do Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude realizada entre os dias 22 e 29 de julho.

Nesta viagem o Papa visitou o Santuário da Virgem de Aparecida, uma favela, um hospital e presidiu o Via Crucis na Copacabana; a vigília de oração e a grande missa final da Jornada Mundial da Juventude.

Sua primeira encíclica, Lumen Fidei (A luz da fé) foi assinada em 29 de junho de 2013, na solenidade de São Pedro e Paulo.

Francisco canonizou, no domingo 12 de maio de 2013, 815 pessoas: Antonio Primaldo e seus 812 companheiros mártires de Otranto, Laura Montoya e Maria Lupita García Zavala. Em 9 de outubro de 2013 decretou a canonização da mística terciária franciscana Ángela de Foligno.

No fim de setembro de 2013 anunciou que no dia 27 de abril de 2014 presidirá a canonização dos papas João Paulo II e João XXIII.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26449)

Vaticano presenteia Papa Francisco com ebook pelos seus 77 anos

VATICANO, 17 Dez. 13 / 01:47 pm (ACI).- Segundo informou a Radio Vaticano nesta terça-feira, 17 dedezembro, quem entrar no site do Vaticano (www.vatican.va) vai encontrar umasurpresa: o primeiro e-book de fotos e citações do Papa. O álbum traz 32imagens de Francisco em contextos diferentes, acompanhadas de frases com o linkpara o texto original do qual foi extraída. O livro eletrônico “A ternura deDeus se expressa nos sinais”, foi lançado com um modo de assinalar o 77ºaniversário de Francisco, que se celebra hoje.

O ebook “A ternura de Deus expressa-se nos sinais”, trazfotos e citações de textos dos 9 meses de magistério de Francisco. As fotos que compõem a obra foram cedidas peloServiço fotográfico Osservatore Romano.

Francisco, explica a nota da Rádio Vaticano, é o primeiroPapa jesuíta, o primeiro latino-americano e o primeiro a adotar o nome de SãoFrancisco de Assis, santo italiano que abdicou de uma vida de luxo para sededicar aos pobres e à natureza. Até 9 meses e 4 dias atrás, quando foi eleitoPontífice após dois dias de conclave, era o Cardeal Jorge Mario Bergoglio,arcebispo de Buenos Aires.

Ainda segundo RV, a primeira aparição pública do PapaBergoglio, em 13 de março de 2013, deixou claro seu estilo: vestia apenas umabatina branca, sem a clássica estola vermelha papal, e pediu aos fiéis querezassem pedindo a Deus que o abençoasse e Bento XVI, que renunciou ao cargo em28 de fevereiro.

Em nove meses de pontificado, o Papa Francisco visitou oBrasil (Rio de Janeiro e Aparecida) e fez três viagens na Itália, incluindo umapassagem pela ilha de Lampedusa.

Dentre os principais documentos de seu pontificado, estão aencíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), uma coleta de reflexões ‘a quatro mãos’com Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria doEvangelho), publicada em 24 de novembro em 7 línguas.

Francisco já convocou um Sínodo sobre a Família, que vaidecorrer em duas sessões: uma extraordinária em 2014 e outra ordinária, em2015.

Também criou um Conselho de Cardeais, com membros dos cincocontinentes, para o aconselharem no Governo da Igreja e na reforma da‘Constituição’ do Vaticano, e aprovou uma nova legislação para regular aatividade financeira do Estado e da Santa Sé.

O ebook em português pode ser visto em: http://www.vatican.va/auguri-francesco/po/index.html#1

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26453)

Vigília de adoração em Roma pelo aniversário do papa Francisco

Nesta terça-feira 17, o Santo Padre cumpre 77 anos e o Centro San Lorenzo prepara 24 horas de oração ininterrupta para orar por ele

Por Redacao

ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Os jovens de Roma rezarão durante 24 horas seguidas diante do Santíssimo Sacramento para pedir pelo papa Francisco no dia do seu 77 º aniversário. A oração começará esta noite às 23h59 e terminará amanhã às 24hs. O lugar será a Igreja de São Lorenzo em Piscubus no Centro Internacional São Lorenzo. Ao longo do dia se celebrarão duas missas, uma pela manhã, às 6h e outra pela tarde, às 18h.

Nesta iniciativa, denominada #AuguriFrancesco, participarão movimentos eclesiais, associações de jovens, comunidades e grupos de oração que se alternarão a cada hora. A idéia surgiu da associação Papaboys, com o Centro São Lorenzo que ofereceu a disponibilidade do local, e também graças à colaboração dos Cavaleiros Templários Católicos que garantiram a permanência durante 24 horas diante do Santíssimo Sacramento. A noite de amanhã, a partir das 21hs será coordenada por vários grupos de adoração eucarística.

E “Por que uma maratona de Adoração Eucarística como presente de aniversário para o papa Francisco?”, se perguntam os organizadores no comunicado difundido para divulgar a iniciativa. “Porque a frase mais usada pelo santo padre desde o início do seu pontificado é ‘rezai por mim”.

Os jovens que promovem a iniciativa fazem uma chamada a meninas e meninos de todo o mundo para que se unam a eles com um momento de oração nas suas próprias casas ou paróquias.

O Centro San Lorenzo foi fundado em 1983 pelo Papa João Paulo II para que os jovens pudessem enriquecer-se e aprofundar a sua fé através da oração, os sacramentos e a comunidade católica. A missão assumiu uma maior importância no momento em que o pontífice polonês, em 1984 , doou a este Centro a Cruz da Jornada Mundial da Juventude.

A principal missão do Centro é a de testemunhar a todos os jovens do mundo a mensagem de esperança e de salvação de Cristo. Esta missão se cumpre oferecendo-lhes diálogo com Cristo e compartilhando o encontro com os outros. Da mesma forma, dão a possibilidade de receber os sacramentos e viver momentos de oração e ter uma experiência comunitária com os jovens.

(TRAD TS)

(Fonte: Agência Zenit)

Crianças comemoram com bolo o aniversário do papa

Festa surpresa para Francisco foi organizada por crianças, famílias, freiras e voluntários do dispensário pediátrico Santa Marta

Por Redacao

ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – As crianças, famílias, freiras e voluntários do dispensário pediátrico Santa Marta adiantaram a festa de aniversário do papa com um bolo, velinhas, canto de parabéns e um suéter de presente.

A bela surpresa aconteceu ao meio-dia deste sábado na Sala Paulo VI, quando o Santo Padre recebeu as famílias atendidas pelo dispensário pediátrico. Segundo a Rádio Vaticano, após a saudação da diretora do dispensário, irmã Antonieta Collacchi, FdC, e do testemunho de Elizabeth, uma das mães do grupo, dezenove crianças de camiseta branca com grandes letras amarelas estampadas formaram a frase “Parabéns Papa Francisco”.

Logo depois, veio o bolo com as velinhas e as crianças cantaram os parabéns ao papa, que se levantou, aproximou-se delas e as abraçou, agradecendo. Francisco soprou as velinhas e ganhou um suéter de presente.

O aniversário do papa é amanhã, 17 de dezembro, mas Francisco ficou totalmente à vontade entre as crianças e voluntários, se divertiu muito e afirmou:

“Muito obrigado pela visita! Obrigado pelo amor de vocês, pela alegria dessas crianças, pelos presentes, pelo bolo, que está muito bonito! Depois eu vou dizer a vocês se ele é bom ou não, combinado? Muito obrigado! Que Deus abençoe vocês!”.

A mãe peruana Elisabeth, que recebeu ajuda do dispensário para seu filho, falou para o papa: “O que dizer do seu sorriso? Ele chega até o coração de cada um, nos trazendo muita paz! Nós sabemos o quanto o senhor ama as crianças, especialmente as que mais precisam. No dispensário nós nos sentimos especialmente privilegiados porque sabemos que estamos no seu coração e na sua mente. E estamos felizes porque, todo dia, o senhor nos ajuda a encontrar Jesus! Querido papa Francisco, estes nossos filhos recebem hoje o mais belo presente de Natal que poderiam imaginar: o seu sorriso, a sua carícia, o seu abraço!”.

A irmã Antoinette Collacchi, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, falou sobre o dispensário que foi fundado por Pio XI em 1922: “A Divina Providência não deixa faltar o seu apoio, multiplicando a caridade todos os dias através das nossas mãos. Os nossos dias são marcados pela alegria de ser cristãos, pelo brilho de um sorriso e pelo calor da gratidão, e isso nos permite repetir, com a força da experiência, algumas das suas palavras: ‘O verdadeiro poder é o serviço’; para o cristão, ‘progredir significa abaixar-se’, como o Filho de Deus. Nessa perspectiva, nós trabalhamos para ‘globalizar a solidariedade e o amor, em vez da indiferença e do egoísmo’”.

(Fonte: Agência Zenit)

Após 50 anos, Vaticano disponibiliza conteúdo do Decreto Inter Mirifica na internet

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 12-12-2013, Gaudium PressApós mais de 50 anos, os momentos da Assembleia Conciliar do Vaticano II poderão ser vistos através de imagens e vídeos divulgados pela Filmoteca Vaticana.

A página na internet (www.intermirifica50.va) criada pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, traduzida para cinco idiomas, disponibiliza ainda a promulgação do Decreto Inter Mirifica, sobre os Meios de Comunicação Social, assinado pelo então Papa Paulo VI no dia 4 de dezembro de 1963.

Além disso, é possível conferir fotos da sala conciliar e textos que contam a trajetória do Decreto.
A página em português dos 50 anos da Inter Mirifica traz um vídeo com a participação do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, explicando sobre o documento e sua importância na vida da Igreja. (LMI)

Da redação, com informações Radio Vaticano

(http://www.gaudiumpress.org/content/53895#ixzz2nM5Y9Krp)

Guadalupe, Latino americanos e Simbologia

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Nossa Senhora de Guadalupe: Uma prova de amor para com os povos americanos

Os povos pré-hispanos do México, transmitiam e conservavam a memória da sua história de geração em geração através de canções e poemas que foram transcritas pelos números e símbolos hieroglíficos, rudes fibras de cactos, algodão, couros ou cascas de árvore. Estes são chamados de “códices”.

Por sua parte, os historiadores são unânimes em afirmar que a figura de Nossa Senhora de Guadalupe ou impresso na Tilman Ayate , poncho típico dos povos indígenas do México, cujo proprietário era São Juan Diego, e esta repleto de figuras simbólicas. Característica que torna ainda mais exclusivo, porque foi destinado a pessoas que comunicaramguadalupe_1.jpg precisamente através de imagens e símbolos. Na opinião Indígena, a estampa da “Mãe de Deus” não era apenas um retrato, bonito e extraordinário, como o foi para os missionários e conquistadores, mas era uma mensagem, ou um “códice” vindo dos céus.

Através desta demonstração sobrenatural, Nossa Senhora de Guadalupe, expressou sua afeição por todas aquelas pessoas especiais, sua bondade e misericórdia sem limites e uma suavidade que até então os índios nunca tinha provado.

Analisemos alguns destes símbolos presentes na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.

O cinto e o resplendor

Nossa Senhora de Guadalupe é apresentada com um cinto que não está localizado em sua cintura, mas, acima. Foi o sinal para os índios que estava grávida. A quem dará à luz? Ao sol resplandecente. O grande resplendor que Nossa Senhora tem por trás dela, e que saia Dela é o sol. Para os habitantes do México, esse astro é um símbolo da divindade. Logo, a senhora da figura não era outra senão a Mãe de Deus.

Data da aparição

Existe um fato significativo, ligado ao símbolo do sol. E está relacionado com o chamado solstício de inverno. Em todo o hemisfério sul, ocorre em 22 de junho. Por causa da inclinação do eixo da Terra, o Sol atinge o seu máximo de distância do equador. É o início do inverno, e também o dia mais tarde quando o sol nasce e se poe mais tarde. Por essa razão, aliás, é o mais curto dia e a noite mais longa do ano. No hemisfério norte, que fica localizado no México, neste inverno solstício ocorre em 22 de dezembro. Desde tempos imemoriais, os povos pagãos acreditavam que a data como a mais importante do ano, pelo simbolismo do sol que depois de se pôr volta a crescer. Os povos pré-colombianos do México, muito conhecedores da astronomia tinham naquele dia na mais alta consideração religiosa, era o dia em que o sol moribundo recobrava vigor, era o retorno a vida, era o surgimento da luz, a vitoria sobre as trevas.

A aparição de Nossa Senhora de Guadalupe se deu exatamente nessa ocasião. Embora, nesse momento, como registrado em 12 de dezembro (e por respeito pela tradição é a data que se mantém até hoje), foi um erro do calendário Juliano então em vigor, e que foi corrigida mais tarde.

Para reforçar a impressão que causou, ao mesmo tempo o famoso cometa Halley’s atingiu o seu zenit nos céus mexicanos.

Seu manto de estrelas

De acordo com estudos recentes que podem ser comprovadas com precisão admirável, no manto de Nossa Senhora, estão representadas as mais brilhantes estrelas das principais constelações visíveis no Vale de Anahuac -atual cidade do México- no dia da aparição. Foi mais uma prova aos índios que a senhora vinha do céu.

A flor de Quatro Pétalas

Se tivermos um olhar para o manto de Nossa Senhora, abaixo da cintura deve ver uma pequena flor de quatro pétalas. Esta flor é Nahui-Hollín, de grande importância na perspectiva indígena do universo. Ela representa a antiga cidade de Tenochtitlán, a capital asteca, e em particular a colina do Tepeyac, onde se deu a aparição de Nossa Senhora. Também representadas, a plenitude da presença de Deus. Era outra indicação, que a senhora com o manto de estrelas, levava em seu puríssimo seio o Deus único e verdadeiro.guadalupe_2.jpg

O resto das flores e figuras impressas em suas vestes não estão colocadas ali ao acaso. Correspondem às diferenças geográficas do México, que os indígenas interpretavam à perfeição.

O cabelo

Nossa Senhora traz o cabelo solto que entre todos os Astecas era um sinal de virgindade. Portanto, a mostra de que a senhora é virgem e mãe.

O Rosto

Por fim, Nossa Senhora quis mostrar-se com traços mestiços, rosto moreno e ovalado, dizendo que ela quer ser a mãe amorosa de todos os habitantes da América.

Muitos outros símbolos podem ser vistos na extraordinária figura de Nossa Senhora de Guadalupe, e nenhuma delas é aleatória, porque tudo isso está em um altíssimo nível de Sabedoria. Por outro lado, existe uma infinidade de belezas que a virgem oculta, que a ciência com todos os seus avanços tecnológicos não conseguem explicar. Por exemplo, o fenômeno das pupilas, na qual se distinguem com lupa minúsculas figuras humanas. A durabilidade inexplicável do rude manto, nem mesmo o acido sulfúrico caído por acidente conseguiu destruir.

O modo misterioso que foi impressa a figura de nossa Senhora e outros aspectos que proximamente abordaremos. São as maravilhas da “Sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus” como ela mesma se definiu quando falou pela primeira vez com São Juan Diego.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53849#ixzz2nGrMm6zZ)

Nossa Senhora de Guadalupe e São Juan Diego

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Redação (Quarta-feira, 11-12-2013, Gaudium Press) – Sendo 12 de dezembro o dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, torna-se oportuna a publicação das considerações que hoje transcrevemos:

Pensa-se geralmente que João Diego era um indígena “pobre” e de “baixa condição social”. Contudo, sabemos hoje, por diversos testemunhos, que ele era filho do rei de Texcoco, Netzahualpiltzintli, e neto do famoso rei Netzahualcóyolt. Sua mãe era a rainha Tlacayehuatzin, descendente de Moctezuma e senhora de Atzcapotzalco e Atzacualco. Nestes dois lugares João Diego possuía terras e outros bens de herança.

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São João Diego

A este representante das etnias indígenas do Novo Mundo, a Mãe de Deus apareceu há quase quinhentos anos, trazendo uma mensagem de benquerença, doçura e suavidade, cuja luz se prolonga até nossos dias.

Para compreendermos a magnitude da bondosa mensagem de Nossa Senhora, devemos transladar-nos ao ambiente psico-religioso daquele tempo.

De um lado, as numerosas etnias que habitavam o vale de Anahuac, atual Cidade do México, haviam vivido durante décadas sob a tirania dos astecas, tribo poderosa, dada à prática habitual de sangrentos ritos idolátricos. Anualmente, sacrificavam milhares de jovens para manter aceso o “fogo do sol”. A antropofagia, a poligamia e o incesto faziam parte da rotina de vida desse povo.

Os dedicados missionários, chegados ali com os conquistadores espanhóis, viam a necessidade imperiosa de evangelizar aquela gente, extirpando de modo categórico tão repugnantes costumes. Entretanto, os maus hábitos adquiridos, a dificuldade do idioma e, sobretudo, um certo orgulho indígena de não aceitar o “Deus do conquistador” em detrimento de suas divindades, tornavam difícil a tarefa de introduzir nesse ambiente a Luz do mundo.

Deus Nosso Senhor, todavia, em sua infinita misericórdia, querendo que todos os homens “se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tim 2, 4), preparava uma maravilhosa solução para esse impasse.

Nossa Senhora aparece a São João Diego

Em 9 de dezembro de 1531, João Diego estava nos arredores da colina Tepeyac, na atual Cidade do México. Repentinamente, ouviu uma música suave, sonora e melodiosa que, pouco a pouco, foi-se extinguindo. Nesse momento escutou ele uma lindíssima voz, que no idioma nahualt o chamava pelo nome. Era Nossa Senhora de Guadalupe.

Depois de cumprimentá-lo com muito carinho e afeto, Ela lhe dirigiu estas palavras cheias de bondade: “Porque sou verdadeiramente vossa Mãe compassiva, quero muito, desejo muito que construam aqui para mim um templo, para nele Eu mostrar e dar todo o meu amor, minha compaixão, meu auxílio e minha salvação a ti, a todos os outros moradores desta terra e aos demais que me amam, me invoquem e em mim confiem. Neste lugar quero ouvir seus lamentos, remediar todas as suas misérias, sofrimentos e dores.”

Em seguida, Nossa Senhora pediu a João Diego que fosse ao palácio do Bispo do México, e lhe comunicasse que Ela o enviava e pedia a construção do templo.

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Nossa Senhora aparece a João Diego

Sem hesitar, o “mensageiro da Virgem” foi entrevistar-se com Dom Luís de Zumárraga, e contou-lhe o que havia acontecido. Mas o Bispo não lhe deu crédito e mandou-o voltar outro dia.

Segunda e terceira aparições

Nesse mesmo dia, ao pôr-do-sol, João Diego, pesaroso, foi comunicar a Nossa Senhora o fracasso de sua missão. Com encantadora inocência, pediu a Ela que escolhesse um embaixador mais digno, estimado e respeitado. A Mãe de Deus lhe respondeu: “Escuta, ó menor de meus filhos! Tem por certo que não são poucos os meus servidores, meus mensageiros, aos quais Eu possa encarregar de levar minha mensagem e fazer minha vontade. Mas é muito necessário que vás tu, pessoalmente, e que por teu intermédio se realize, se efetive meu querer, minha vontade. E muito te rogo, filho meu, o menor de todos, e firmemente te ordeno, que vás amanhã outra vez ver o Bispo. E de minha parte faze-o saber, faze-o ouvir o meu querer, a minha vontade, para que este a realize, faça meu templo, que lhe peço. E outra vez dize-lhe que eu, pessoalmente, a sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, te envio.”

No dia seguinte, depois de assistir à Missa, João Diego voltou a procurar o Bispo Dom Zumárraga, que o recebeu com atenção, porém mais céptico ainda, dizendo-lhe ser necessário um “sinal” para demonstrar que era realmente a Rainha do Céu que o enviava. Com toda naturalidade, o indígena respondeu que sim, ia pedir à Senhora o sinal solicitado.

Ao cair do sol, como das vezes anteriores, apareceu a João Diego Nossa Senhora, radiante de doçura. Ela aceitou sem a menor dificuldade conceder-lhe o sinal pedido. Para isto, convidou-o a voltar no dia seguinte.

Ele foge, Ela vai ao seu encontro

Todavia, na segunda-feira, dia 11, João Diego não se apresentou à hora marcada. Seu tio, João Bernardino, caiu repentinamente doente, e Diego tentou todos os recursos medicinais indígenas para curá-lo. Foi em vão. Quando o enfermo percebeu a aproximação da morte, sendo já cristão fervoroso, pediu a seu sobrinho que lhe tentasse trazer um sacerdote.

Pressuroso, João Diego saiu ao amanhecer do dia 12 em busca do confessor. Mas decidiu tomar um caminho diferente do habitual, para que a “Senhora do Céu” não lhe aparecesse, pois pensava: “Ela vai me pedir satisfação de sua incumbência e não poderei buscar o sacerdote.”

Mas sua artimanha não funcionou. Para seu espanto, a Mãe de Deus lhe apareceu nesse caminho. Envergonhado, João Diego tratou de se desculpar com fórmulas de cortesia próprias do costume indígena: “Minha jovenzinha, filha minha, a pequenina, menina minha, oxalá estejas contente.” E depois de explicar-Lhe a enfermidade de seu tio, como causa de sua falta de diligência, concluiu: “Rogo-te que me perdoes, que tenhas ainda um pouco de paciência comigo, porque com isso não A estou enganando, minha filha pequenina, menina minha. Amanhã sem falta virei a toda pressa.” Ao que lhe respondeu Nossa Senhora, com bondade e carinho próprios à melhor de todas as Mães: “Escuta, e põe em teu coração, filho meu, o menor: o que te assusta e aflige não é nada. Não se perturbe teu rosto, teu coração; não temas esta enfermidade, nem qualquer outra enfermidade e angústia. Não estou eu aqui, tua Mãe? Não estás sob minha sombra e minha proteção? Não sou eu a fonte de tua alegria? Não estás porventura em meu regaço? Tens necessidade de alguma outra coisa? Que nenhuma outra coisa te aflija, nem te perturbe. Não te assuste a enfermidade de teu tio, porque dela não morrerá por agora. Tem por certo que já sarou.”

Sinal para o “Mensageiro da Virgem”

Assim que ouviu essas belíssimas palavras, João Diego, muito consolado, creu em Nossa Senhora. Mas era preciso cumprir a missão. Qual era o sinal? Ela lhe ordenou subir à colina de Tepeyac e cortar as flores que ali encontrasse. Esse encargo era impossível, uma vez que lá nunca elas nasciam, e menos ainda nesse tempo de inverno. Mas Diego não duvidou. Subiu a colina e no seu cume encontrou as mais belas e variadas rosas, todas perfumadas e cheias de gotas de orvalho como se fossem pérolas. Cortou-as e as guardou em sua tilma (o poncho típico dos índios mexicanos). Ao chegar embaixo, João Diego apresentou as flores a Nossa Senhora, que as tocou com suas mãos celestiais e voltou a colocá-las na tilma.

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 Estampou-se milagrosamente no tecido a imagem
de Nossa Senhora de Guadalupe

“Filhinho meu, o menor, esta variedade de flores é a prova e sinal que levarás ao Bispo. Tu lhe dirás de minha parte que veja nela a minha vontade e que ele tem de cumpri-la. Tu és meu embaixador, no qual absolutamente deposito toda a confiança. Com firmeza te ordeno que diante do Bispo abras tua manta e mostres o que levas.”

João Diego se dirigiu novamente ao palácio de Dom Zumárraga. Depois de muito esperar e insistir, os criados o deixaram chegar à presença do Bispo. O “Mensageiro da Virgem” começou a narrar todo o sucedido com Nossa Senhora e em certo momento estendeu sua tilma, descobrindo o sinal. Caíram as mais preciosas e perfumadas flores e, no mesmo instante, estampou-se milagrosamente no tecido a portentosa Imagem da Perfeita Virgem Santa Maria Mãe de Deus, que se venera até hoje no Santuário de Guadalupe.

Profundo sentido eclesial e missionário

Assim foi a grande aparição cujo primeiro resultado foi a conversão em grande escala dos indígenas. “O Acontecimento Guadalupano – assinala o episcopado do México – significou o início da evangelização, com uma vitalidade que extravasou todas as expectativas. A mensagem de Cristo, por meio de sua Mãe, tomou os elementos centrais da cultura indígena, purificou-os e deu-lhes o definitivo sentido de salvação.” E o Papa completa: “É assim que Guadalupe e João Diego tomaram um profundo sentido eclesial e missionário, sendo um modelo de evangelização perfeitamente inculturada” (Missa de Canonização, 31/7/2002).

Por isso, determinou Sua Santidade que no dia 12 de dezembro seja celebrada, em todo o Continente, a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe e Evangelizadora da América (Exortação Apostólica Ecclesia in América). ²

* * * * * * *

Na homilia de 31 de julho de 2002, o Santo Padre dirigiu ao recém-canonizado São João Diego esta comovedora oração:joao_paulo_ii.jpg

Ditoso Juan Diego, índio bondoso e cristão, em quem o povo simples sempre viu um homem santo! Nós te suplicamos que acompanhes a Igreja peregrina no México, para que seja cada dia mais evangelizadora e missionária. Encoraja os Bispos, sustenta os presbíteros, suscita novas e santas vocações, ajuda todas as pessoas que entregam a sua própria vida pela causa de Cristo e pela difusão do seu Reino.

Bem-aventurado Juan Diego, homem fiel e verdadeiro! Nós te recomendamos os nossos irmãos e as nossas irmãs leigos a fim de que, sentindo-se chamados à santidade, penetrem todos os âmbitos da vida social com o espírito evangélico. Abençoa as famílias, fortalece os esposos no seu matrimônio, apoia os desvelos dos pais empenhados na educação cristã dos seus filhos. Olha com solicitude para a dor dos indivíduos que sofrem no corpo e no espírito, de quantos padecem em virtude da pobreza, da solidão, da marginalização ou da ignorância. Que todos, governantes e governados, trabalhem sempre em conformidade com as exigências da justiça e do respeito da dignidade de cada homem individualmente, para que desta forma a paz seja consolidada.

Amado Juan Diego, a “águia que fala”! Ensina-nos o caminho que conduz para a Virgem Morena de Tepeyac, para que Ela nos receba no íntimo do seu coração, dado que é a Mãe amorosa e misericordiosa que nos orienta para o Deus verdadeiro. (Homilia no dia da canonização Oração a São João Diego)

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Jovens espanhóis saem às ruas convidando para que se reze diante do Santíssimo Sacramento

Valência – Espanha (Quarta-feira, 11-12-2013, Gaudium PressA cidade espanhola de Valência acolherá novamente, durante os meses de fevereiro e maio a “Nigthfever”, uma iniciativa promovida por jovens da Arquidiocese, onde eles saem às ruas para convidar as pessoas para entrarem no interior das igrejas e assim rezar diante do Santíssimo Sacramento, que permanece exposto durante toda a noite.

Esta campanha, que nasceu após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2005, em Colônia (Alemanha), e conta com o apoio da Comissão Diocesana da Infância e da Juventude da Arquidiocese de Valência, será realizada mais uma vez na cidade espanhola após o sucesso de duas outras conferências que foram realizadas nos últimos meses de maio e novembro.

“A intenção é que os pedestres possam participar da experiência e aproximar-se de Deus, ainda que levem um tempo sem entrar em uma igreja”, expõem os promotores da iniciativa.

A conferência ocorrerá em Valência no próximo dia 22 de fevereiro a partir das 21h na Paróquia de São Nicolau, e no dia 24 de maio na Basílica da Virgem dos Desamparados.

A iniciativa já atravessou fronteiras e ocorreram experiências semelhantes em países como a Suíça, Grã-Bretanha, Holanda e Canadá, além de outros nos Estados Unidos. (GPE/EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53823#ixzz2nGpbpCSj)

Hours: último filme de Paul Walker traz intensa mensagem sobre o valor da vida

DENVER, 06 Dez. 13 / 05:29 pm (ACI/EWTN Noticias).- Hours (Horas), o filme póstumo do ator Paul Walker, ao contrário da saga ‘Rápidos e Furiosos’, não tem automóveis nem garotas, somente a história de um pai que faz o impossível por salvar a filha recém-nascida em meio da devastação do furacão Katrina, que abateu sobre o Sul dos Estados Unidos. A estréia está programada para este 13 de dezembro nos EUA.

Walker, conhecido pelo seu papel em ‘Rápidos e Furiosos’ (que exibe um filme rodado no Brasil), morreu esta semana em um acidente automobilístico aos 40 anos de idade. Agora milhões de fãs esperam Hours, uma produção diferente dos tradicionais filmes de ação mas que promete deixar sem fôlego os espectadores, e que mostra um intenso amor pela vida humana de .

O filme foi feito em março deste ano em Nova Orleans, cidade devastada pelo furacão Katrina. Walker compartilha a tela com a atriz Génesis Rodríguez, e teve estreia adiantada devido ao falecimento de Walker, protagonista do filme.

“Paul estava orgulhoso deste projeto. Há duas semanas fizemos uma coletiva imprensa e me lembro que ele estava emocionado”, disse Peter Safran, produtor executivo de Hours ao site de notícias The Hollywood Reporter.

Hours está ambientado em 2005, no meio do furacão Katrina, um dos maiores desastres naturais da história dos EUA. Walker interpreta Nolan, um homem que deve enfrentar em um mesmo dia a morte de sua esposa e o nascimento de sua filha.

Nolan (Walker) deve lutar para manter com vida a sua filha recém-nascida que se encontra em uma unidade neonatal com respiração artificial, em um hospital evacuado pelo furacão e onde não há energia elétrica. Os médicos disseram que o bebê necessita do respirador por 48 horas para sobreviver ao nascimento prematuro.

A crítica destacou o suspense que oferece este thriller. Entretanto, o mais poderoso do filme é sua forte mensagem a favor do matrimônio, da família e da vida humana nos “diálogos” que o protagonista mantém com sua filhinha.

Hours é um dos três filmes que Paul Walker protagoniza e que serão exibidos de maneira póstuma.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26396)

Revista Time nomeia o Papa Francisco “Personalidade do Ano 2013”

Capa da Revista Time

VATICANO, 11 Dez. 13 / 11:08 am (ACI/EWTN Noticias).- Na manhã de hoje, 11, a revista Time anunciou o Papa Francisco como a “Personalidade do Ano” 2013, um dos rankings mais esperados pela opinião pública americana e o mais popular em nível mundial.

Ao difundir a capa de seu último número deste ano com uma ilustração do Santo Padre, a revista fundamentou sua eleição explicando que o primeiro Pontífice latino-americano com “o foco na compaixão” tornou-se a “nova voz da consciência”.

A editora da revista, Nancy Gibbs, explica em um vídeo que desde sua chegada ao Vaticano, o Papa Francisco mudou “o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo”.

“Raramente um novo jogador no cenário mundial captou tanta atenção tão rápido -jovens e idosos, crentes e céticos- como o Papa Francisco. Em seus nove meses no cargo, instalou-se bem ao centro dos temas centrais de nossa época: a riqueza e a pobreza, o justo e a justiça, transparência, modernidade, globalização, o papel da mulher, a natureza do matrimônio, as tentações do poder”, entre outros mencionados por Gibbs.

O último personagem representativo dos católicos em ser eleito Personalidade do Ano por Time foi o Beato João Paulo II em 1994. Anteriormente, em 1962 o Beato João XXIII também obteve o título e em 1981 o católico polonês Lech Walesa recebeu a distinção, . Ano passado, Time escolheu o Presidente Barack Obama.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26419)

Juiz britânico: nada melhor para uma criança que um lar estável

Sir Paul Coleridge. Foto: Marriage Foundation.

LONDRES, 10 Dez. 13 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimônio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimônio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um “alto nível de ignorância”, no sistema político sobre os benefícios do matrimônio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam “atemorizados” para falar a favor do matrimônio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

“Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar”, lamentou, indicando que “uma tende a durar e a outra tende a não durar”.

“E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo”.

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de “pregar moral”, mas “a realidade da família é muito simples”.

“Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então se deve considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimônio à relação”.

Por outro lado, assinalou o magistrado, “se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade”.

Coleridge disse que na corte, “as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles”.

“Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões”.

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que “muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas”.

“Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas”, assinalou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26415)

Facebook anuncia que o Papa Francisco conquistou esta rede social em 2013

Foto Grupo ACI

DENVER, 10 Dez. 13 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco foi o tema mais falado no Facebook durante o ano de 2013, conforme publicou a rede social em sua retrospectiva deste ano.

O segundo lugar foi para a palavra Eleição, enquanto que o terceiro foi o bebê real. O tufão Haiyan (Yolanda) (4), Margaret Thatcher (5), Harlem Shake (6) e Miley Cyrus (7), seguem na classificação.

Acontecimentos como a Maratona de Boston (onde faleceram três pessoas devido aos atentados) e o Tour da França estão em oitavo e nono lugar, respectivamente. Nelson Mandela, depois do seu recente falecimento, aparece em décimo lugar.

O acontecimento mais publicado nas biografias dos usuários foi uma nova relação, compromisso ou matrimônio.

As viagens estão em segundo lugar e a mudança de residência aparece em terceiro lugar. O término de uma relação é o quarto mais mencionado, enquanto que as novas amizades aparecem em quinto lugar.

Outros acontecimentos importantes: ter agregado um membro da família, esperar um bebe ou ter um, que aparece em sexto lugar. Adotar um animal de estimação (7), o falecimento de um ser querido (8), colocar um piercing (9) e abandonar um hábito (10) terminam a lista.

Mais informações em: http://www.facebookstories.com/2013/pt-br

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26416)

A linguagem em São Tomás de Aquino

Redação (Terça-feira, 10-12-2013, Gaudium Press– Transcrevemos considerações sobre a Linguagem em São Tomás de Aquino feitas pelo Padre Antônio Coluço, EP, publicado recentemente em www.presbiteros.arautos.org:

“Em geral a antropologia interpreta a língua como sendo um produto histórico-social. Já na ramificação filosófica desta ciência, o homem é considerado como sendo um ser de “linguagem” e um ser “social” e ao utilizar-se da linguagem, ele se revela e revela a realidade do mundo. Numa perspectiva tomista e antropológica cristã, o homem por ser naturalmente social, não lhe basta sentir, julgar ou querer. Ele deseja comunicar as suas impressões e pensamentos aos seus semelhantes e como veremos, até mesmo com o próprio Deus.

Por isto, não podendo manifestar a ideia propriamente, ele dá sinais e fala. Desta maneira, a linguagem se fundamenta na capacidade que os homens têm para comunicar-se entre si, e isto é feito através de símbolos, entre outros os linguísticos, fazendo com que as sensações ou impressões sejam detectadas por um ou vários dos nossos sentidos.

4.2.1 A capacidade racional do homem e a linguagem

Segundo o Doutor Angélico, os homens superam as outras criaturas devido a sua capacidade racional. No ensaio “Deus – finalidade teleológica do homem, segundo Tomás de Aquino” este conceito é assim explicado:

Esta, [capacidade racional], faz com que os homens tenham o domínio sobre os seus atos, assumindo assim um papel ativo. Some se a isso, o fato do homem caminhar para um fim, a partir de sua própria ação, quando conhece e ama a Deus.

Por motivos especiais, o Aquinense julga que as criaturas racionais estão sujeitas à providência Divina de uma forma diferente dos outros animais. Um desses motivos seria a perfeição da natureza, pois a partir desta os homens passam a ter domínio sobre todos os seus atos, podendo assim, ser considerados livres, ou seja, eles podem agir por si mesmos nas suas operações. Além disso, coloca o homem numa posição mais privilegiada: ‘a dignidade do fim’. (COSTA; ANDRADE, 2007, p.2)

Tomás de Aquino coloca o homem numa posição mais privilegiada por causa da “dignidade do fim”. [1] (AQUINO, 2006)

Continuam Costa e Andrade:

As outras criaturas são mais passivas nas suas ações e só podem atingir uma finalidade por certa semelhança de sua participação. Dito de outra forma, os animais possuem uma natureza instrumental [atuado por outro], ou seja, eles são naturalmente sujeitos à servidão. Já o homem, possui uma natureza de agente principal. [Atuado por si mesmo] (COSTA; ANDRADE, 2007, pp. 2-3)

Sobre este conceito o Magistério da Igreja Católica ensina:

De todas as criaturas visíveis, só o homem é capaz de conhecer e amar o seu Criador, é a única criatura sobre a terra que Deus quis por si mesma; só ele é chamado a partilhar, pelo conhecimento e pelo amor, a vida de Deus. Com este fim foi criado, e tal é a razão fundamental da sua dignidade. (CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 2001, p. 103)[2]

A capacidade linguística do ser humano faz com que ele se diferencie radicalmente do resto dos animais. Por isto, de acordo com esta escola de pensamento, que difere das outras enunciadas neste trabalho, considera que a linguagem não pode ser meramente explicada em termos de operações mecânicas de um corpo material, mas como o resultado de uma mente reacional.

Ao que se conclui, que a incapacidade que os animais têm de utilizarem de uma linguagem – como o vocábulo é empregado neste trabalho – é uma evidência de que não possuem inteligência. Somente os homens, entre os seres vivos, têm o habito de comunicar um pensamento de um para outro, e só ele, entre os seres espirituais, é capaz de expressar-los através de sons sensíveis. A linguagem não torna presente o objeto, mas sim a sua ideia, por meio de um signo que o substitui.

Na “S.C.G.” as naturezas intelectuais têm mais afinidades com o conjunto do que as outras naturezas, pois cada criatura intelectual identifica-se de certo modo com todas as coisas. Segundo Tomás de Aquino, todas as demais substâncias estão sujeitas à providência divina por causa das substâncias intelectuais.[3] (AQUINO, 2006)

Ao que Nunes Costa e Vilar Andrade fazem a seguinte avaliação sobre este postulado tomista:

A substância intelectual, a qual Aquino se refere, usa de todas as coisas por causa dela mesma e isso é uma tarefa constante, não por apenas por conveniência. O Criador do universo ordena todas as coisas para sua operação, esta operação é a ultima perfeição da coisa, ou seja, tanto o homem como os animais recebem de Deus a direção das suas ações, mas no caso do animal, essas direções são apenas por causa da espécie, no caso do homem, elas são em função da espécie do individuo. (COSTA; ANDRADE, 2007, p. 3)

Desta maneira, na linguagem a ligação que existe entre um som sensível com um sentido definido (significado) é possível porque no homem, composto de corpo e alma, não existe uma separação entre a percepção e os pensamentos espirituais, já que as idéias derivam da percepção por abstração e sempre mantêm certa relação com o esquema sensível.

Entre os homens, a compreensão recíproca entre o sujeito que fala e o receptor da mensagem, está no fato de terem uma natureza composta de corpo e alma, e que faz com que sejam capazes, numa dimensão sensível-espiritual, de identificarem intencionalmente o objeto com a idéia. (AGUILAR, 2005)

A função da linguagem é de manifestar exteriormente um pensamento, porém é necessário fazer uma precisão importante a este conceito pois ele pode ser insuficiente.

Para Tomás de Aquino o pensamento é entendido no senso conceptual, ou racional. De maneira que mesmo que alguns animais possam ter acesso a uma expressão simbólica abstrata, não são capazes, pelo menos ainda não se pode estabelecer, que sejam capazes de exprimir uma ideia ou conceito.

Por isto segundo a corrente espiritualista, apesar de que os animais possam utilizar um sistema sofisticado de comunicação para manifestar as suas necessidades (fome, sede) e emoções (desejos, medos, tristezas ou alegrias), porém ao contrário do homem, são incapazes de estabelecer um vinculo entre a exteriorização dos desejos com a transmissão de um pensamento racional.

Na visualização tomista, a linguagem é entendida como sendo um sistema de signos sensíveis pelos quais o homem transmite mensagens de caráter espiritual. Seus elementos, termos de relação e propriedades demonstram que brotam de um ser inteligente e racional, composto de corpo e alma.

4.2.2 O transcendental da linguagem

Na Antiguidade a ênfase está no ser e na natureza, no racionalismo cartesiano a linguagem é um elemento de verificação e já no existencialismo sartreano ela gira em função de uma necessidade individual sem desdobramentos e sem relação com nada de absoluto. Em Tomás de Aquino a linguagem ela está sob um prisma transcendental.

No cosmocentrismo dos antigos gregos, a “physis” é vista como uma realidade eterna e in-criada, na qual não há “alguém” transcendente que tenha criado o mundo. Já para o medieval este “alguém” existe, e é Deus e a realidade é divina e transcendente.

Ao contrário dos antigos gregos, para os medievais existe ‘alguém’ que criou o mundo ou a natureza. Esse ‘alguém’ é Deus. Dessa maneira, se para o pensamento cristão há “algo” além da natureza, então se trata de um pensamento do tempo – da história! – dirigido consoante os desígnios de um puro ser, isto é, Deus. (MEDEIROS, 2006, p.2)

E característica da cultura medieval está presente em Tomás de Aquino enquanto um paradigma.

Em “Santo Tomás de Aquino – Sobre a Diferença entre a Palavra Divina e a Humana” é analisado de como o falar é a operação própria da inteligência na qual entre a realidade descrita pela linguagem e o som da palavra existe um terceiro elemento:

Ora, entre a realidade designada pela linguagem e o som da palavra proferida, há um terceiro elemento, essencial na linguagem, que é o conceptus, o conceito, a palavra interior [verbum interius, verbum mentis, verbum cordis], que se forma no espírito de quem fala e que se exterioriza pela linguagem, que constitui seu signo audível [o conceito, por sua vez, tem sua origem na realidade]. (LAUAND, 1993, p. 6)

4.2.3 “Sumbolh”

O transcendental tomista pode ser relacionado com o “sumbolh” (símbolo) que na Grécia Antiga significava a metade de um objeto quebrado, por exemplo, uma moringa, em que as duas partes eram divididas entre dois contratantes. Para liquidar e terminar uma dívida era preciso dar provas da qualidade do contratante, sendo ele mesmo ou outro de direito, e para isto era necessário que se apresentasse uma das partes para que ao unir à outra, a moringa voltasse a ficar inteira. Para Fafián, a filosofia nasceu na Grécia Antiga ao procurarem fazer uma distinção entre a ciência com o mito e os símbolos, todavia para Platão isto acabou sendo uma constante procura de tentar colar e ligar as duas partes que estão separadas. (FAFIÁN, 2002)

O “sumbolh” em Tomás de Aquino consiste em que a criatura se reporte a Deus, não que o Criador precise de outro pedaço para se complementar, pois Ele é a unidade em essência, todavia para a Sua glória externa pede o que d’Ele volte para Ele, como encontramos em Isaías (55, 10-11):

Isto diz o Senhor: ‘Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la’. (BÍBLIA SAGRADA, 2000, p. 1015)

Contudo, para a criatura a “moringa” só fica inteira quando os dois pedaços estão ligados. É nessa relação entre Criador e criatura que a linguagem se manifesta, não só como um mero falar, mas atitudes e gestos que expressam o que vai ao seu coração e interior. O Magistério da Igreja interpreta esta formulação:

Os sinais e os símbolos ocupam um lugar importante na vida humana. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais através de sinais e símbolos materiais. Como ser social, o homem tem necessidade de sinais e símbolos para comunicar com o seu semelhante através da linguagem, dos gestos e das ações. O mesmo acontece nas suas relações com Deus. (CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 2001, p. 323)[4]

Na “S.T.”, o filósofo medieval realça que para poder entender o que é Deus, é necessário utilizar-se de analogias para facilitar a compreensão dos nossos sentidos, e é principalmente pela linguagem analógica com os signos e símbolos, de que o “falar” com Deus se estabelece. Conceito com o qual João Paulo II assim se identifica:

De fato, a fé pressupõe claramente que a linguagem humana seja capaz de exprimir de modo universal – embora em termos analógicos, mas nem por isso menos significativos – a realidade divina e transcendente. Se assim não fosse, a palavra de Deus, que é sempre palavra divina em linguagem humana, não seria capaz de exprimir nada sobre Deus. (JOÃO PAULO II, 1998, art. 84)

De acordo com a concepção de Tomás de Aquino, como já descrevemos a linguagem humana é um sistema de signos sensíveis pelos quais nós transmitimos mensagens de caráter espiritual. Seus elementos, termos de relação e propriedades demonstram que brotam de um ser inteligente e racional, composto de corpo e alma.

Certamente ela tem uma função descritiva dos objetos, idéias e acontecimentos, mas não é simplesmente caracterizada por ser a manifestação e a expressão do pensamento, pois os surdos e mudos de nascença podem perfeitamente pensar o mesmo que as outras crianças, sem saber as mesmas palavras comuns e sem uma mesma linguagem articulada. Assim para Tomás de Aquino a linguagem é também uma palavra interior, enquanto um dialogo da alma com ela mesma.

Entretanto a linguagem humana é contingente, subordinada e relacionada aos atributos de um ser absoluto, e aqui temos a presença do transcendental que é o alicerce da escolástica tomista. (MEDEIROS, 2006)

4.2.4 O falar de Deus na Criação

Na concepção de Tomás de Aquino tudo tem a sua origem no Criador, seja a criatura ou a criação em geral é um produto do “falar” de Deus. Sobre este enunciado comenta Lauand:

Assim, para Tomás, a criação é também um ‘falar’ de Deus, do Verbum [razão materializada em palavra]: as criaturas são, porque são pensadas e ‘proferidas’ por Deus: e por isso são cognoscíveis pela inteligência humana.

[…] Assim como a palavra audível manifesta a palavra interior, assim também a criatura manifesta a concepção divina […], as criaturas são como palavras que manifestam o Verbo de Deus. (LAUAND, 2006, p. 23)

Macieras Fafián é participe desta ideia ao ponderar:

O primeiro autor da linguagem é Deus, que instruiu Adão na denominação das criaturas, mas é o homem quem configura a sua linguagem na medida em que se ia dando oportunidade à experiência e o uso das criaturas. (FAFIÁN, 2000, p.50, tradução nossa)

A manifestação da linguagem deve ser analisada a partir dos seus primórdios (ECO, 1993) tal como está descrita no Gênesis (1, 1-8):

No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

Deus disse: ‘Faça-se a luz!’ e a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas, Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia.

[…] Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉUS. (BIBLIA SAGRADA, 2000, p. 49)

Para Eco a criação foi um “falar” de Deus, pois “faça-se a luz! e a luz foi feita” (Gênesis 1,3), com isto postula:

A criação se produziu por um ato da palavra, e pelo fato de dar nome as coisas na medida em que vão sendo criada, isto confere a Deus um estatuto ontológico: “E Deus chamou a luz ‘dia’ e as trevas ‘noite’… [e] chamou o firmamento ‘céu'”. (ECO, 1993, p.11, tradução nossa) [5]

Notamos aqui a relação existente entre a criação do universo, enquanto uma realização da vontade divina manifestada através da palavra. As Escrituras no Hino à Providência de Deus confirma esta interpretação quando diz que “A palavra do Senhor criou os céus” e que quando falou “toda a terra foi criada”:

A palavra do Senhor criou os céus,

e o sopro de seus lábios, as estrelas.

Como num odre junta as águas do oceano, e

Mantém no seu limite as grandes águas.

Adore ao Senhor a terra inteira,

e o respeitem os que habitam o universo!

Ele falou e toda a terra foi criada,

Ele ordenou e as coisas existiram. (LITURGIA DAS HORAS, 2000, p. 1016)[6]

Ao desenvolver a sua teoria Umberto Eco se apóia no Gênesis (2, 15-17):

O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Édem para cultivá-lo e guardá-lo. Deu-lhe este preceito: ‘Podes comer do fruto de todas as arvores do jardim; mas não comas do fruto da arvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente. (BIBLIA SAGRADA, 2000, p. 50)

Ao que o pensador italiano comenta:

No 2, 16-17 [Gênesis] pela primeira vez o Senhor fala com o homem, colocando à sua disposição todos os frutos do paraíso terrestre, e advertindo-o que não coma do fruto da árvore do bem e do mal. Há um dúvida em saber em que língua Deus falou com Adão, e uma grande parte da tradição pensará numa espécie de língua de iluminação interior, em que Deus, como acontece em outras partes da Bíblia, se expressa mediante de fenômenos atmosféricos: trovões e relâmpagos. Entretanto se pode interpretar, e aqui surge a primeira possibilidade de uma língua, mesmo sendo intraduzível em termos dos idiomas conhecidos, é compreendida, não obstante, por quem a escuta, por um dom ou estado de graça especial. (ECO, 1993, p. 11. tradução nossa) [7]

Desta maneira, para Tomás de Aquino não é só Deus que fala, mas as próprias criaturas são Suas palavras. No artigo “Diferença entre a Palabra Divina e a Humana” Lauand pondera:

Dentre as muitas e variadas formas de interpretação ‘Deus fala’, há uma especialmente importante nas relações entre Deus e o homem: não é por acaso que João emprega o vocábulo grego Logos [Verbum, razão, palavra] para designar a segunda Pessoa da Ssma. Trindade que ‘se fez carne’ em Jesus Cristo: o Verbum não só é imagem do Pai, mas também princípio da Criação [cfr. Jo 1,3]. E a Criação deve ser entendida precisamente como projeto, design feito por Deus através do Verbo.

[…] Essa concepção de Criação como fala de Deus, a Criação como ato inteligente de Deus, foi muito bem expressa numa aguda sentença de Sartre, que intenta negá-la: ‘Não há natureza humana, porque não há Deus para concebê-la’. De um modo positivo, poder-se-ia enunciar o mesmo desta forma: só se pode falar em essência, em natureza, em ‘verdade das coisas’, na medida em que há um projeto divino incorporado a elas, ou melhor, constituindo-as.

A ‘natureza’, especialmente no caso da natureza humana, não é entendida pela Teologia como algo rígido, como uma camisa de força metafísica, mas como um projeto vivo, um impulso ontológico inicial, um ‘lançamento no ser’, cujas diretrizes fundamentais são dadas precisamente pelo ato criador, que, no entanto, requer a complementação pelo agir livre e responsável do homem.

Nesse sentido, Tomás fala da moral como ultimum potentiae, como um processo de auto-realização do homem; corresponde-lhe continuar, levar a cabo aquilo que principiou com o ato criador de Deus. Assim, todo o agir humano [o trabalho, a educação, o amor, etc.] constitui uma colaboração do homem com o agir divino, precisamente porque Deus quis contar com essa cooperação. (LAUAND, 1993, p. 7)

De acordo com Tomás de Aquino, Deus se revela pela linguagem universal da criação, obra da sua Palavra. Mas, como vimos na citação acima, Deus no seu ato criador pede a cooperação e a participação do homem, e por isto o Seu falar tem que se manifestar através de uma linguagem humana para ser acessível e compreensível aos homens:

Na condescendência de sua bondade, Deus, para revelar-se aos homens, fala-lhes em palavras humanas. Com efeito as palavras de Deus, expressas por línguas humanas, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens. (CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 2001, p. 39)[8]

4.2.5 A Palavra e o Verbo

Nas Sagradas Escrituras, ferramenta fundamental no pensamento de Tomás de Aquino, a palavra de Deus é o Verbo, pois:

Por meio de todas as palavras da Sagrada Escritura, Deus pronuncia uma só Palavra, seu Verbo único, no qual se expressa por inteiro.

Lembrai-vos de que o discurso de Deus que se desenvolve em todas as Escrituras é um só e um só é o Verbo que Se faz ouvir na boca de todos os escritores sagrados, o qual, sendo no princípio Deus junto de Deus, não tem necessidade de sílabas, pois não está sujeito ao tempo. (CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 2001, p. 39)[9]

Para Tomás de Aquino “verbum” em latim, significa não só a palavra enquanto um som sensível com um sentido definido (significado), mas é também a segunda Pessoa da Ssma. Trindade, que é o Filho. Sobre esta diversidade de significados Lauand pondera:

Uma tal acumulação semântica não se dá em português e, assim, das 58 ocorrências de verbum no opúsculo de Tomás, somente numas poucas [cerca de meia dúzia] ele se refere estritamente à palavra sonora. Quando não se trata do Verbo divino, a maior parte das incidências de verbum diz respeito ao conceito e, principalmente, àquilo que há de comum entre a palavra sonora e o conceito [e o Verbo Divino também, por vezes].

Ora, dado o relevo que a linguagem ocupa no pensamento e na metodologia de Tomás, o leitor contemporâneo perderia muito de sua argumentação, se não estivesse prevenido para este fato e sua importância. Assim, sempre que depararmos com ‘palavra’, ‘conceito’ e ‘Verbo’ devemos nos lembrar que, para Tomás, estas idéias estão natural e espontaneamente identificadas em verbum. (LAUAND, 1993, p.4)

Fundamentando-se em Tomás de Aquino, Lauand pondera que a palavra é aquilo que está presente interiormente na nossa alma e que exteriormente é significado pela voz, que é caracterizado como sendo o “verbum”. (LAUAND, 1993)

O pensador tomista brasileiro salienta que existe uma diferença entre a nossa palavra “verbum” e a Palavra divina “Verbum”, é que a nossa é imperfeita, contingente e limitada, que desaparece e desvanece, enquanto que a Divina é perfeitíssima e fonte de vida eterna. (LAUAND, 1993)

Este conceito é explicado na Liturgia das Horas:

João era a voz, mas o Senhor, no princípio, era a Palavra [Jo 1,1]. João era a voz passageira, Cristo, a Palavra eterna desde o princípio.

Suprimi a palavra, o que se torna a voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz sem palavras ressoa ao ouvido, mas não alimenta o coração.

Entretanto, mesmo quando se trata de alimentar nossos corações, vejamos a ordem das coisas. Se penso no que vou dizer a palavra já está em meu coração. Se quero, porém, falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu, recorro à voz e por ela falo contigo. O som da voz te faz entender a palavra; e quando te faz entendê-la, este som desaparece, mas a palavra que ele te transmitiu permanece em teu coração, sem haver deixado o meu.

[…] Guardemos a palavra; não percamos a palavra concebida em nosso íntimo. (LITURGIA DAS HORAS, 2000, p. 223) [10]

Na concepção de Tomás de Aquino, O Verbo e a Palavra formam “um” em Nosso Senhor Jesus Cristo, dando a Palavra o aspecto cristolólico:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o verbo era Deus. Ele estava no principio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. [Jo 1, 1-3] João, muito conscientemente voltou às palavras que estão no começo da Bíblia e leu de novo o relato sobre a Criação a partir de Cristo para contar, outra vez e definitivamente, por meio de imagens que é a Palavra com que Deus quer mover os nossos corações. (RATZINGER, 1992, p. 25 tradução nossa) [11]

Para o homem o escutar e entender o falar de Deus é por onde ele se auto-realiza, como diz o Salmo:

Vossa palavra é uma luz para os meus passos, é uma lâmpada luzente em meu caminho.

Eu fiz um juramento e vou cumpri-lo: Hei de guardar os vossos justos julgamentos!

Ó Senhor, estou cansado de sofre; vossa palavra me devolva a minha vida!

Que vos agrade a oferenda dos meus lábios; ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade!

Constantemente está em perigo a minha vida, mas não esqueço, ó Senhor, a vossa lei.

Os pecadores contra mim armaram laços; eu porém não reneguei vossos preceitos

Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração!

Acostumei meu coração a obedecer-vos, a obedecer-vos para sempre, até o fim! (LITURGIA DAS HORAS, 2000, p. 1078) [12]

Assim na concepção de Tomás de Aquino, o homem é um ser naturalmente social e de linguagem: não lhe basta querer expressar o que sente e quer, pois sendo racional deseja também comunicar as suas impressões e seus pensamentos aos seus semelhantes e com Deus.

Por isto, a linguagem humana, como interpretada pela corrente espiritualista, é um sistema de signos sensíveis pelos quais o homem transmite mensagens de caráter racional como também espiritual, como uma palavra interior num dialogo da alma com ela mesma.

Através do “verbum” (razão materializada em palavra), Deus se torna cognoscível à inteligência humana, e esta só alcança o seu objetivo pleno quando se orienta para o seu fim transcendental ao se reportar a outra metade do “sumbolh”, que é Deus.

Por Padre Antônio Coluço, EP
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[1] Praecellunt enim alias creaturas et in perfectione naturae, et in dignitate finis. “S.C.G.” III, cap. CXI, 1. (grifo nosso)
[2] Art. 356.

[3] Ex his quidem quae supra determinata sunt, manifestum est quod divina providentia ad omnia se extendit. Oportet tamen aliquam rationem providentiae specialem observari circa intellectuales et rationales naturas, prae aliis creaturis. “S.C.G.” III, cap. CXI, 1.

[4] Art. 1146

[5] La creación se produce por un acto de habla, y sólo al nombrar las cosas a medida que las va creando les confiere Dios un estatuto ontológico: “Y Dios llamó a la luz “dia” y a las tinieblas “noche”… (y) llamó al firmamento “cielo”.

[6] Laudes, Quaresma.

[7] En 2, 16-17 el Señor habla por vez primera al hombre, poniendo a su dispo-sición todos los frutos del paraíso terrenal, y advirtiéndole que no coma el fruto del árbol del bien y del mal. Resulta dudoso saber en qué lengua habló Dios a Adán, y una gran parte de la tradición pensará en una especie de lengua de iluminación in-terior, en la que Dios, como por otra parte ocurre en otras páginas de la Biblia, se expresa mediante fenómenos atmosféricos: truenos y relámpagos. Pero si se inter-preta así, se apunta entonces la primera posibilidad de una lengua que, aun siendo intraducibie en términos de idiomas conocidos, es comprendida, no obstante, por quien la escucha, por un don o estado de gracia especial.

[8] Art. 101

[9] Art. 102

[10] Advento. Sto Agostinho. Sermo 293, 3: PL 38, 1328-1329

[11] “En el principio la Palabra existía y la Palabra estaba con Dios y la Palabra era Dios. Ella estaba en el principio con Dios. Todo se hizo por ella y sin ella no se hizo nada de cuanto existe.” (/Jn/01/01-03). Juan, muy conscientemente, ha vuelto a tomar aquí las palabras con las que comienza la Biblia y ha leído de nuevo el relato de la Creación a partir de Cristo para contar, otra vez y definitivamente, por medio de las imágenes qué es la Palabra con la que Dios quiere mover nuestro corazón.

[12] Quaresma. Salmo 118 (119), 105-112 XIV (Nun)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53795#ixzz2nB6VEjkO)

Nossa Senhora do Loreto (10 de Dezembro)

O título Nossa Senhora de Loreto tem como referencial a casa de Nazaré, onde viveu a Santíssima Virgem. Por um misterioso prodígio esta casa atravessou oceanos até fixar-se na Itália, em um bosque de loureiros, próximo à vila de Recanati. Uma explicação plausível seria a seguinte: a fim de poupar a Santa Casa de Nazaré de invasões, onde templos e monumentos eram violados e destruídos, o Senhor ordenou a seus anjos que a transportassem pelos ares à cidade de Tersatz, na Dalmácia, em 10 de Maio de 1291 e daí para um bosque de loureiros, em Loreto, na Itália, em 10 de Dezembro de 1294.
Ainda hoje o santuário de Loreto, onde a “santa casa” é conservada e venerada, é local de concorridas peregrinações. É padroeira dos aviadores.

Nossa Senhora de Loreto, rogai por nós!

500 milhões de cristãos vivem em países onde podem sofrer perseguição

Washington – Estados Unidos (Segunda-feira, 09-12-2013, Gaudium Press) Por volta de 500 milhões de cristãos vivem em países onde podem sofrer perseguição, ou seja, 1 a cada 5 deles. É o que diz Todd Johnson, do Centro para o estudo do Cristianismo Global do Seminário Teológico de Gordon-Conwell.

Para Johnson, isso ocorre porque “o Cristianismo está crescendo nos lugares onde as pessoas são perseguidas”. Johnson será um dos especialistas que participarão da próxima Conferência “Cristianismo e Liberdade: Perspectivas Históricas e Contemporâneas”, que será realizada entre os dias 13 e 14 de dezembro na Pontifícia Universidade Urbaniana em Roma, e que procura realizar uma exposição científica do panorama das perseguições aos cristãos ao redor do mundo, “para além das manchetes da mídia”.

“A perseguição no século XXI é tanto de origem estatal quanto civil”, afirma Johnson. “Os perseguidores hoje representam uma ampla variedade de ideologias: comunistas, agentes estatais de segurança, religiosos nacionalistas e maiorias muçulmanas.” O estudante afirma que os muçulmanos, onde são maioria, só representam 25% da opressão.

A situação na China

Como se sabe, o cristianismo está crescendo rapidamente na China, apesar das fortes restrições estatais. Segundo Fengang Yang, da Universidade de Purdue, a China se converterá no país com a maior população cristã em um ponto entre 2025 e 2032. Neste momento o cristianismo já ultrapassou o “limite crítico” de 5 a 10% da população. Segundo Fengang, o cristianismo tem se mostrado muito em seus esforços para aliviar o sofrimento decorrente dos terremotos, como por exemplo o de 2008, na província de Sechuan. (GPE/EPC)

Com informações da National Catholic Register.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53734#ixzz2n4ARlBv2)

Colômbia: aplicativo para celulares convida a rezar pela paz

“Eu Rezo pela Paz” é o app que incentiva o fim da violência e da injustiça

Por Redacao

ROMA, 09 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – A Conferência Episcopal da Colômbia, com o apoio da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos, desenvolveu o aplicativo para dispositivos móveis “Eu Rezo pela Paz”, iniciativa que incentiva a oração permanente pela paz no país. O app inclui canções, terço pela paz, uma novena, os tempos litúrgicos e uma mensagem do cardeal Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá.

O cardeal convida todos os fiéis a baixarem o aplicativo “como um convite permanente para orar pela paz, para compreender a paz, para que a violência e a injustiça acabem na Colômbia”. Em conferência de imprensa, o purpurado apresentou o aplicativo que funciona nos sistemas operacionais Android, Windows Phone e iOS e que pode ser baixado nas respectivas lojas virtuais.

Salazar Gómez recordou que o conflito armado e todos os tipos de violência abalam crianças, jovens e famílias e encorajou os crentes a promoverem a paz como atitude interior de todos os cidadãos.

O episcopado pediu ainda que os fiéis e as pessoas de boa vontade participassem da campanha “Acenda uma velinha pela paz”, na vigília da solenidade da Imaculada Conceição, conhecida popularmente no país como a “Noite das Velinhas”, a fim de rezar pela reconciliação e pela paz na Colômbia.

O arcebispo de Bogotá fez referência também ao falecimento do líder sul-africano Nelson Mandela. “Ele nos deixa uma mensagem clara de que temos de respeitar a profunda dignidade de todos os seres humanos. Seu legado nos estimula a resolver os conflitos respeitando a todos”.

Salazar recordou que a paz na Colômbia exige vontade, gestos verdadeiros e o imediato fim da violência. Por isso, pediu que os pré-candidatos à presidência concentrem as suas propostas na paz e que a população entenda que a paz é um processo que inclui justiça, reparação, perdão e reconciliação.

Para saber mais sobre o app e sobre a iniciativa “Uma velinha pela paz”, acesse:

http://comunicacionespec.wix.com/advento2013

(Fonte: Agência Zenit)

São Nicolau

Redação (Sexta-feira, 06-12-2013, Gaudium Press) – Aproxima-se o Natal! Nos centros comerciais vê-se freqüentemente um personagem com trajes de cores vivas, despertando a curiosidade geral e, nas crianças, a alegre expectativa dos presentes e das guloseimas.sao_nicolau_1.jpg

É o Papai Noel. Como surgiu essa tradição? Na realidade, existiu uma pessoa muito mais importante do que o lendário Papai Noel. Foi São Nicolau, Bispo de Mira, na Turquia, falecido em 324.

Este grande Santo é apresentado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas e bem comportadas. Narrando aos filhos sua bela vida, os pais despertam nas almas infantis o senso do maravilhoso e estimulam a prática da virtude. Com a vantagem de que, neste caso, a realidade supera a lenda.

Poucos santos gozam de tanta popularidade, e a poucos são atribuídos tantos milagres. Dele, São João Damasceno fez o seguinte elogio: “Todo o universo tem em ti um pronto auxílio nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma consolação nas calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo nas enfermidades”.

Nicolau era bastante jovem quando perdeu seus pais, herdando deles uma imensa fortuna que lhe possibilitou praticar a caridade em grande escala.

Um dia, soube de três moças que, por serem pobres, não encontravam pretendentes para casamento, e o pai pretendia encaminhá- las para uma má vida. Nicolau foi, então, de noite, e atirou para dentro do quarto do homem uma bolsa com moedas de ouro. Poucos dias depois, casava-se a filha mais velha. Repetiu Nicolau o gesto e, logo após, casava-se a segunda filha. No momento em que ele se preparava para atirar pela terceira vez o dinheiro, foi descoberto. Saindo das sombras onde estava escondido, o pai lançou-se aos pés de seu benfeitor, chorando de arrependimento e gratidão. Desde então, não se cansou de apregoar por toda parte os favores recebidos.sao_nicolau_2.jpg

Em outra ocasião, ao embarcar em um navio, avisou ao comandante que teriam violenta tempestade pelo caminho. O velho lobo-do mar recebeu com irônico sorriso essa previsão de um simples passageiro. A tempestade, porém, não tardou.

E tão terrível que todos acreditaram ter chegado o seu fim. Ao saberem que um passageiro havia previsto o que estava acontecendo, correram para ele, pedindo socorro.

Nicolau rogou a Deus, e logo cessou a tempestade, acalmou-se o mar e o sol apareceu resplandecente… Tornou-se, assim, o patrono dos marinheiros, que o invocam nos momentos de perigo.

São Boaventura narra que em uma estalagem o dono havia assassinado dois estudantes para se apoderar de seu dinheiro. Horrorizado por esse hediondo crime, São Nicolau ressuscitou os jovens e converteu o assassino.

No dia em que foi sagrado Bispo de Mira, mal acabara a cerimônia, uma mulher atirou-se a seus pés, com um menino nos braços, suplicando: “Dai vida a meu filhinho! Ele caiu no fogo e teve morte horrível. Tende pena de mim. Dai-lhe a vida!” Emocionado e compadecido das dores daquela mãe, fez o sinal-da-cruz sobre o menino que ressuscitou na presença de todos os fiéis presentes à cerimônia de sagração.

Em alguns países da Europa, é costume as pessoas trocarem presentes no dia de sua festa, 6 de dezembro. A nós, também, São Nicolau não deixará de atender em nossas necessidades. Peçamos-lhe, pois, não apenas os bens materiais, mas, sobretudo, grandes dons espirituais. Que ele obtenha da Santíssima Virgem e de São José a graça de, neste Natal, nascer em nossas almas o Menino Jesus – o maior presente dado aos homens -, a fim de chegarmos à Pátria celeste, para a qual fomos criados. (Revista Arautos do Evangelho, Dez/2003, n. 24, p. 36-37)

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(http://www.gaudiumpress.org/content/53707#ixzz2myKeAufk)

Devoção à Nossa Senhora de Guadalupe se estende pela Argentina

Buenos Aires – Argentina (Quinta-feira, 05-12-2013, Gaudium Press) A Paróquia de San Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Buenos Aires, recebeu um presente especial recentemente com a chegada de uma réplica digital da imagem da Virgem de Guadalupe enviada do México pelo movimento católico “União de Vontades”, que promove a devoção guadalupana no país latino-americano.nossa_senhora_de_guadalupe.jpg

A imagem, que foi recebida pelo Padre Cacho Casabal, foi entregue por um casal, que comentou: “Para nós, sermos embaixadores da ‘Morenita’ é uma grande bênção (…) Vimos com prazer que os argentinos têm um grande amor por Nossa Senhora de Guadalupe”.

Tal é o carinho que se tem por Nossa Senhora de Guadalupe na capital Argentina, que já está sendo construído um segundo templo dedicado ao santo indígena mexicano; um edifício que, segundo mencionado pelo Sistema de Informação da Arquidiocese do México (SIAME), é realizado à pedido do Santo Padre Francisco.

Foi o próprio Papa, quando era Arcebispo de Buenos Aires, que dirigiu em 2007 a construção da paróquia de San Juan Diego, que hoje conta com uma réplica digital da guadalupana, e entre os seus trabalhos pastorais conta com o Centro Missionário San Juan Diego, sob a responsabilidade da Pastoral da Juventude, onde se adiantam atividades para prevenir o consumo de drogas pela juventude.

Conforme destaca a SIAME, inicialmente esta igreja foi concebida como uma construção simples, com poucos metros quadrados, mas a pedido do próprio Cardeal Jorge Mario Bergoglio, se decidiu substituir o templo por um outro maior, projetado como um dos santuários mais representativas de Buenos Aires.

Prevê-se que a nova construção esteja finalizada dentro de um ano com o apoio da Igreja Diocesana. (GPE/EPC)

Com informações da SIAME.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53648#ixzz2mgn9BAT6)

Santo Sudário será exposto em 2015

Iformação foi divulgada hoje pelo arcebispo de Turim, Cesare Nosiglia, guardião pontifício da relíquia

ROMA, 05 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – O Santo Sudário, lençol em que Jesus teria sido envolto depois de retirado da cruz e no qual a sua imagem teria ficado inexplicavelmente estampada, será exposto ao público em 2015 na cidade italiana de Turim. A informação foi divulgada hoje pelo arcebispo local, Cesare Nosiglia, guardião pontifício da relíquia.

Em entrevista coletiva, Nosiglia afirmou: “Recebi há poucos dias o consentimento do santo padre para fazermos essa exposição, dentro da celebração do segundo centenário do nascimento de São João Bosco, o padre dos jovens, cujo fecundo carisma é hoje mais atual e vital do que nunca, nas obras que ele iniciou, no serviço que os seus filhos e filhas das congregações salesianas realizam em favor da Igreja universal”.

A exposição do Santo Sudário, também chamado de Santa Síndone, será feita em 2015 entre o tempo pascal e o encerramento do bicentenário do nascimento de dom Bosco, no dia 16 de agosto. A exposição anterior foi realizada em 2010, incluindo uma breve exibição ao vivo do sudário na televisão.

O sudário mede 436 cm × 113 cm. Suas origens e a figura estampada nele são objeto de debate entre cientistas, historiadores e pesquisadores, que não chegaram ainda a uma resposta para os inumeráveis enigmas que a Síndone envolve. A imagem impressa no pano pode ser apreciada mais nitidamente quando vista em seu negativo. Em 1898, o fotógrafo Secondo Pia descobriu o fenômeno ao revelar os negativos das fotos que tinha tirado do tecido.

Em 1988, a Santa Sé autorizou a datação do sudário mediante o método do carbono 14, aplicado em três laboratórios diferentes. Os resultados dataram o pano entre os séculos XIII e XIV. A precisão dessa datação através do carbono 14, porém, foi questionada devido à poluição sofrida pela relíquia ao longo dos séculos.

(Fonte: Agência Zenit)

Era o mais desprezado e abandonado de todos…

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Quanto mais Jesus Cristo tentava fazer o bem aos outros, tanto mais era rejeitado. No fim de sua vida na Terra, o Homem-Deus se sentira completamente só e isolado, abandonado por todos, inclusive por aqueles a quem mais Ele estimava: “[…] nunca ninguém sofreu tanto quanto Ele, não só na ordem física, mas sobretudo na ordem moral: abandono, ingratidões, crueldades […]”[1].

* O inteiro abandono

É por isso que nas sérias e solenes cerimônias da Semana Santa nos deparamos com uma triste realidade: é o pecado dos pecados, a infâmia das infâmias, a traição por excelência… o Deicídio. Apesar de Deus, Nosso Senhor, na sua infinita Bondade, ter operado incalculáveis milagres e haver perdoado até os piores pecados, Ele foi odiado, caluniado, perseguido e até assassinado… Qual o homem que não se comove ao meditar nestas pungentes cenas? Essa ingratidão, entretanto, Nosso Senhor a carregou por inteiro desde o início da Encarnação até a sua Crucifixão. É alguns trechos que as Sagradas Escrituras nos revelam.

Tomando o primeiro evangelho, podemos ressaltar as seguintes passagens:

* Alguns exemplos nos relatos de São Marcos

Primeiramente, Nosso Senhor, na sua divina misericórdia, absolve os pecados do paralítico e depois o cura. E o que os escribas dizem? “Como pode Ele falar deste modo? Está blasfemando. Só Deus pode perdoar pecados” (Mc. 2, 7). E mais tarde, devido aos numerosos exorcismos, “os escribas vindos de Jerusalém diziam que Ele estava possuído por Beelzebú e expulsava os demônios pelo poder do chefe dos demônios” (Mc 3, 22). Primeira rejeição: a dos escribas.

* A segunda rejeição

Qual foi a reação dos fariseus e herodianos, quando Nosso Senhor curou o homem da mão seca, na Sinagoga da Galileia? “Saindo daí, imediatamente os fariseus, com os herodianos, tomaram a decisão de eliminar Jesus.” (Mc. 3,6). Segunda rejeição: a dos herodianos e fariseus.

* E a sua familia?

Poderíamos pensar que a rejeição de seus inimigos seria normal. Até aqui não temos grande surpresa. Mas, inclusive a sua própria família, as pessoas em que ele deveria encontrar apoio, o considera um louco: “Jesus voltou para casa, e outra vez se ajuntou tanta gente que eles nem mesmo podiam se alimentar. Quando seus familiares souberam disso, vieram para detê-lo, pois diziam: ‘Está ficando louco'”. (Mc. 3, 20-21).

Todavia, nem sequer em sua Pátria Ele era acolhido: “Jesus, então, dizia-lhes: ‘Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa'” (Mc 6,4). Terceira rejeição: a de seus familiares e de sua Pátria.

* Entre os doze também há falta de amor

Aproxima-se a Paixão: Nosso Senhor já foi condenado por seus inimigos e abandonado por sua Pátria e seus familiares. Mas, seu sofrimento não podia piorar? Aqueles que mais tinham recebido haveriam também de abandoná-Lo, e até de trai-Lo! “Judas Iscariotes, um dos doze, foi procurar os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus. Ouvindo isso, eles ficaram contentes e prometeram dar-lhe dinheiro. Judas, então, procurava uma oportunidade para entregá-lo.” (Mc 14, 10-11).

Mesmo seus seguidores mais íntimos, os discípulos, “estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia à frente, e eles, assombrados, seguiam com medo.” (Mc 10, 32-34). Perderam a confiança nEle. Já tinham dado o primeiro passo para abandoná-lo: a falta de confiança e medo. O segundo passo, eles o dariam no Horto das Oliveiras: “Então, abandonando-O, todos os discípulos fugiram” (Mc 14, 50). “O isolamento e a perspectiva da dor são os dois sofrimentos ápices do Homem Deus no Horto das Oliveiras.”[2] Até mesmo São Pedro, o primeiro Papa o nega três vezes, jurando: “Não conheço esse Homem de quem falais” (Mc 14, 71). Quarta rejeição: dos discípulos e apóstolos.

* O Homem Deus tinha de se rebaixar até aos criminosos

Abandonado por quase todos, faltava ainda a injúria e a rejeição dos condenados. Para escândalo de todos, e para que se cumprissem as profecias, Nosso Senhor é crucificado no meio de dois criminosos, um à sua direita e outro à sua esquerda (Cf. Mc 15, 27; Mt 27, 44). Neste trecho, São Marcos e São Mateus afirmam que os dois ladrões lançavam injúrias, pois queriam sublinhar quanto Nosso Senhor estava abandonado e rejeitado na Cruz. Ao contrário, São Lucas afirma que um se convertera, pois todo seu evangelho é voltado para a misericórdia divina (Cf. Lc 23, 39). O ilustre São João Crisóstomo resolve esta aparente contradição afirmando que aconteceram ambas as coisas: no início, os ladrões lançavam impropérios, mas depois, um reconheceu o crucificado e confessou o seu reinado.[3]

* A consumação do divino sacrifício

Finalmente, para consumar todo seu sacrifício, na sua natureza humana o Homem Deus se sente abandonado pela primeira pessoa da Santíssima Trindade, seu próprio Pai: “[…] Elwi Elwi lema sabacqani” [4] (Mc 15,34). Este foi o pior de todos os sofrimentos, pois Ele se sentiu inteiramente isolado, sem ninguém que o entendesse, auxiliasse e animasse. Ele se sentira abandonado até mesmo por quem Ele amava infinitamente!

Foi assim que Nosso Senhor chegou ao extremo da rejeição, do desprezo e do isolamento para que se cumprisse a profecia: “Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.” (Is. 53, 3).

Por Eduardo Noubleau

[1] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Os sacrifícios do varão católico. São Paulo, 15/03/1988. Conferência. (Arquivo ITTA-IFAT).

[2] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Os sacrifícios do varão católico. Op. Cit. (Arquivo ITTA-IFAT).

[3] Cf. JOÃO CRISÓSTOMO, Santo. In Paraliticum demissum per tectum, 3: PL 51, 53-54.

[4] “[…] meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53577#ixzz2mb0wKRqk)

As celebrações do Santo Natal: como surgiu esta festa de luz?

Uruguaiana – Rio Grande do Sul (Quarta-Feira, 04/12/2013, Gaudium Press) Com a proximidade do Natal, dom Aloísio A. Dilli, bispo da diocese de Uruguaiana, no Estado do Rio Grande do Sul, escreveu um artigo onde ele refletiu sobre as origens da celebração natalina. Ele começa a reflexão, afirmando que com a celebração do primeiro domingo do Advento demos início a um novo Ano Litúrgico.

De acordo com o prelado, nos séculos iniciais do cristianismo a Páscoa era a celebração litúrgica central, atuada em cada domingo do ano, como Dia do Senhor. Já no século II, ressalta o bispo, se inicia também a celebração anual da Páscoa, em data próxima da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Dom Adílio explica que, portanto, no início da era cristã, o Natal não era celebrado liturgicamente.

No decorrer de seu artigo, o bispo cita alguns aspectos históricos que conduziram a Igreja a celebrar o Natal liturgicamente. Segundo ele, dificilmente alguém se questiona sobre a data histórica do nascimento de Jesus Cristo, celebrada no dia 25 de dezembro. No entanto, prossegue dom Adílio, não temos nenhum dado bíblico que nos indique data para a celebração do Natal do Senhor. “Foram dois os fatos que, no século IV, influenciaram para que isso acontecesse: posição cristã ante a festa pagã em homenagem ao nascimento do sol invencível (Natalis solis invicti) e a questão cristológica”.

Para o prelado, tudo indica que a origem histórica da celebração do Natal tem suas raízes em uma festa pagã. Conforme dom Adílio, um cronógrafo do ano 354 notificou, em um dos seus calendários, a celebração do Natal do sol invencível (Natalis solis invicti), no dia 25 de dezembro, e neste mesmo calendário civil ele acrescenta, na mesma data, o nascimento de Cristo, em Belém da Judéia.

Por que a data 25 de dezembro? O bispo destaca que o culto ao deus Sol é muito comum entre os povos antigos, e que Roma não foge à regra e inclusive lhe dá importância oficial no Império, especialmente nos séc. III e IV, tentando ofuscar o cristianismo. Ele ainda salienta que o centro festivo desse culto pagão acontecia no solstício de inverno (dias mais curtos e noites mais longas), celebrado no dia 25 de dezembro.

“Nessa época era comemorada a vitória do deus Sol (luz) que anualmente vencia as trevas. Para os cristãos Jesus Cristo é a Luz que vence as trevas do pecado; o Menino cujo nascimento é celebrado é a luz que brilhou nas trevas, é o sol nascente que nos veio visitar, é a Luz do mundo e quem o segue não anda nas trevas. Portanto, temos um belo exemplo de enculturação do cristianismo em meio à cultura e religiosidade pagã”, avalia.

Segundo dom Adílio, os estudiosos concluem que já em 336 o Natal cristão era celebrado em Roma e depois em outras Igrejas. Ele enfatiza que outro fator, que decididamente contribuiu para que acontecesse a celebração do Natal, foi a chamada questão cristológica do séc. IV, despertando atenção para a infância de Jesus. O bispo afirma que a Igreja reagiu diante de heresias que negavam a divindade da pessoa de Jesus, com vários concílios, definindo o dogma cristológico: Cristo é Homem-Deus, uma pessoa com duas naturezas, a divina e a humana. “Diante da definição da fé (Lex credendi) surge a consequente celebração da mesma (Lex orandi).”

Por fim, dom Adílio diz que o Natal é considerado, inicialmente, como celebração de aniversário do nascimento histórico de Jesus Cristo. Conforme ele, São Leão Magno corrige esta teologia, afirmando que a celebração do Natal é mais que aniversário ou uma evocação histórica: ele vê a presença do mistério celebrado, do hoje da encarnação (Sacramentum).

“O Natal é então considerado em união com o mistério pascal, como seu início. Uma vez definida a celebração do Natal, não foi difícil para que surgisse o Ciclo natalino, com seu tempo de preparação (Advento) e sua continuação (Epifania e Batismo do Senhor)”, conclui. (FB)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53617#ixzz2maySaHlt )

Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje

Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje:

02 de dezembro de 2013 (Mensagem para Mirjana)

“Queridos filhos, com um amor maternal e uma paciência maternal eu estou olhando para o seu vagar incessante e como vocês estão perdidos. Eu quero ficar com vocês. Eu desejo ajudá-los primeiro a encontrarem e conhecerem a si mesmos, para que, então, vocês sejam capazes de reconhecer e admitir tudo o que não permite vocês conhecerem o amor do Pai Celestial, honesta e sinceramente. Meus filhos, o Pai vem a ser conhecido através da Cruz. Portanto, não rejeitem a Cruz. Esforcem-se para compreenderem e aceitá-la com a minha ajuda. Quando vocês forem capazes de aceitar a cruz vocês também vão entender o amor do Pai Celestial; vocês vão andar com Meu Filho e Comigo, vocês serão diferentes de quem não chegou a conhecer o amor do Pai Celestial , os que O ouvem, mas não entendem Ele, aqueles que não caminham com Ele – que não chegaram a conhecê-Lo, Eu desejo que vocês venham a conhecer a verdade do meu Filho e que sejam Meus apóstolos, para que, como filhos de Deus, vocês possam subir acima da maneira humana de pensar e sempre e em tudo, procurar o modo de pensar de Deus, de novo meus filhos, rezem e rápido, que vocês podem ser capazes de reconhecer tudo isso que estou buscando em vocês. Orem por seus pastores e por muito tempo, para vir a conhecer o amor de nosso Pai Celestial , em união com eles. Obrigada. “

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December 02, 2013 Message to Mirjana

“Dear children, with a motherly love and a motherly patience I am looking at your ceaseless wandering and how lost you are.  That is why I am with you. I desire to help you to first find and come to know yourself, so that, then, you would be able to recognize and to admit everything that does not permit you to get to know the love of the Heavenly Father, honestly and wholeheartedly.  My children, the Father comes to be known through the cross.  Therefore, do not reject the cross.  Strive to comprehend and accept it with my help.  When you will be able to accept the cross you will also understand the love of the Heavenly Father; you will walk with my Son and with me; you will differ from those who have not come to know the love of the Heavenly Father, those who listen to Him but do not understand Him, those who do not walk with Him – who have not come to know Him. I desire for you to come to know the truth of my Son and to be my apostles; that, as children of God, you may rise above the human way of thinking and always, and in everything, seek God’s way of thinking, anew. My children, pray and fast that you may be able to recognize all of this which I am seeking of you. Pray for your shepherds and long to come to know the love of your Heavenly Father, in union with them. Thank you.”

(www.medjugorje.org

www.medjugorje.org.br)

Google Maps oferece trajeto virtual pelas catacumbas de Roma

Catacumbas em Roma. Foto: Grupo ACI

ROMA, 02 Dez. 13 / 03:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- Google criou um mapa digital de duas grandes catacumbas em Roma para mostrar aos usuários a beleza dos lugares históricos e despertar a curiosidade por aprender mais sobre eles.

“Se podes encontrar as catacumbas, afrescos e museus online, então terás a vontade de saber mais,” disse Georgia Albetino ao grupo ACI em uma entrevista, em 19 de novembro.

“Assim, o nosso objetivo é justamente fazer que cada vez mais pessoas aprendam sobre a cultura universal, e nossa própria cultura italiana”, adicionou.

Albetino é a líder da equipe de políticas públicas do Google na Itália, e esteve presente na conferência de imprensa de 19 de novembro, onde anunciou o novo projeto, realizado na Catacumba de Priscila.

A Catacumba de Priscila foi utilizada como cemitério cristão desde finais do século II até o século IV, e se compõe de um grande número de murais de santos e símbolos cristãos, alguns dos quais se encontram atualmente em restauração.

Acredita-se que o nome da catacumba se deve a uma mulher chamada Priscila, de quem se acreditava que era a esposa de um homem que se converteu ao cristianismo e foi condenado à morte pelo imperador Domiciano.

A inspiração para o novo sistema de mapa que detalha as catacumbas, indicou Albetino, vem de “uma grande ideia que Google tem de tentar colocar na Web a maior quantidade de conteúdo cultural que seja possível”.

As catacumbas surgiram originalmente como um tema de interesse, revelou o diretor de políticas, durante um encontro entre o Cardeal Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, e o presidente executivo do Google, Eric Schmidt.

Durante o debate sobre “como enriquecer o mundo da Internet,” indicou Albetino que “a ideia era boa, existem conteúdos incrivelmente valiosos, como por exemplo, as catacumbas, por que não as colocamos no Maps? E assim foi como tudo começou”.

Até agora, as Catacumbas de Priscila e de Dino Companion são as únicas disponíveis no Google Maps, e apesar de que “não existam planos a futuro quanto às catacumbas”, Albetino explicou que eram muito importantes, especialmente na cultura italiana, já que “nos contam algo sobre nossa história, assim como também sobre as nossas origens [W1]”.

Fabricio Bisconti, superintendente arqueológico das catacumbas da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sagrada, explicou ao grupo ACI que outro motivo fundamental foi entregar “um trajeto virtual às pessoas com deficiência física”.

Aqueles que “não podem visitar” as catacumbas devido a alguma “grande dificuldade”, observou, também devem ter a possibilidade de apreciar sua beleza, adicionando que “este foi nosso primeiro motivo”.

Albetino revelou que outro “projeto fantástico” no qual Google está trabalhando na Itália, é “digitalizar todos os livros das três principais bibliotecas: Nápoles, Roma e Florência, e deixá-los disponíveis na Internet, e logo pretendem também digitalizar os maiores museus com o mesmo propósito”.

O objetivo de todo este projeto, indicou, é “mostrar ao mundo as belezas que têm”.

O novo mapa das catacumbas pode ser visto em:

https://www.google.com/maps?ll=41.929305%2C12.509084&cbp=%2C109.0%2C%2C0%2C-0.0&layer=c&panoid=sfiLnF1scbgAAAQJOCH0Sw&spn=0.18000000000000152%2C0.30000000000000043&output=classic&cbll=41.929305%2C12.509084

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26376)

O que devemos fazer quando somos feridos?

tumblr_static_mulher_rezando_2Quando te sentires ferida por haver caído em algum pecado, seja por fraqueza, seja por malícia, não desanimes e nem te inquietes por isso. Dirige-te imediatamente a Deus dizendo: “Eis aqui, meu Senhor, comportei-me segundo a minha natureza, pois de mim não se pode esperar mais que tropeços”. Depois dedica um tempo a humilhar-te aos teus próprios olhos, lamenta a ofensa feita ao Senhor e considera tuas más inclinações, especialmente aquela que provocou a falta. E então diz: “Não teria parado por aqui, meu Senhor, se não fosse socorrida por tua bondade!”. Neste ponto dá-lhe muitas graças e ama-O com mais devoção, maravilhando-te por tão grande clemência, já que, mesmo ofendido por ti, Ele te sustenta com Sua poderosa mão.

Por fim, com grande confiança em sua infinita misericórdia, dirás: “Senhor, que és todo amor e perdão, perdoa-me, e não mais permitas que eu me separe de ti, nem te ofenda!”. Feito isso, não fiques imaginando se Deus te perdoou ou não, pois isso seria soberba, desassossego, perda de tempo e engano do demônio. Abandona-te simplesmente nas amorosas mãos de Deus e continua o teu exercício como se nunca tivesses caído. E se voltares a cair várias vezes ao longo do dia, e te sentires ferida no combate, faz o mesmo, com a mesma confiança, na segunda, na terceira e até na última como na primeira; e, humilhando-te cada vez mais e odiando cada vez mais o pecado, esforça-te para agir de maneira mais prudente.

Essa prática desagrada muito ao demônio, tanto por ver-se derrotado, quanto por saber que a tua vitória agrada muito a Deus. Por isso, ele usa de diversos truques para fazer-nos abandonar o bem, conseguindo-o às vezes pelo nosso descuido e pouca vigilância sobre nós mesmos; essa é a razão pela qual, quanto mais dificuldade encontrares nesse exercício, mais empenho deverás colocar em repeti-lo várias vezes, ainda que tenhas caído apenas uma vez.

E se, depois da queda, te sentes confusa, inquieta e desconfiada, a primeira coisa que deves fazer é recuperar a paz, a tranquilidade do coração e a confiança, e com estas armas recorrer à ajuda de Deus.

O modo de recuperar a paz é deixar de pensar na falta para considerar a bondade inefável de Deus, que está sempre totalmente disposto a perdoar qualquer pecado, por mais grave que seja, chamando o pecador de mil maneiras e por mil caminhos diferentes para santificá-lo com Sua graça nesta vida e fazê-lo eternamente feliz na glória eterna.

Uma vez que, com semelhantes considerações, tenhas tranquilizado o teu espírito, volta a pensar em tua falta, para dela te arrependeres. E, quando chegar o momento da confissão sacramental- que aconselho-te a praticar com frequência-, volta ao exame de tuas faltas e, com renovada dor e arrependimento pela ofensa a Deus e propósito de não voltar a ofendê-lO, relata ao confessor de tuas quedas.

(http://cleofas.com.br/o-que-devemos-fazer-quando-somos-feridos/)

É careta ser beato?

Testemunho de jovem brasileiro, surfista, estudante de medicina, quase padre e com fama de anjo surfista

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 28 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Quem acha careta ser beato, nunca conheceu Guido Schaffer, jovem surfista, formado em medicina e apaixonado por Deus, deixou o noivado e a medicina para se tornar padre. Viver intensamente assim não é para caretas. Ah o artigo é um pouco grande, mas deixa um pouco a timeline do seu facebook. Vai valer a pena!

Talvez não aconteça com você, mas chega um dia na vida de um jovem que sofreu uma virada de 180 graus ao se encontrar com Deus, que as pessoas começam a dizer: Pronto, vai virar beato? Como se ser beato fosse algo careta! (SQN), só que não!  (do latim beatum, que dizer ”feliz”, “bem-aventurado”), Se você passa por isso, esse artigo é pra você. Seja bem-vindo!

Para falar bem desse assunto, como um jovem conectado que sou, fui ao bom e velho Google para ver a definição de careta, (entre tantas mil que aparecem) escolhi essa: “Pessoa antiga, fora da moda, antiquada. Aquele que sempre segue os padrões antigos, que não arrisca coisas novas e diferentes” Bem, acho que a vida do carioca Guido, futuro beato da Igreja Católica não tem nada haver com isso.

Surfista, médico e quase padre, ele se chamava Guido Vidal França Schaffer. Carioca, nascido em Copacabana, pegava onda no Arpoador. De sorriso fácil e muito simpático, foi um jovem que invadiu festas, pulou muro para entrar sem ter sido convidado. Era ousado e gostava de uma boa brincadeira, usava roupa de marca, curtia o som de metálica e Pearl Jeam, malhava todos os dias na academia e curtia dançar nas boates. Um cara normal e alegre, amava o mar e o surf. Teve os mesmos desejos e desafios que os outros jovens, como eu e você, e também fez muita besteira. Uma pequena pausa: aposto que tem pessoas já se identificando com ele. #antesdo180graus!

Ele teve suas namoradas e admiradoras, passou pela curiosidade de provar um baseado com os amigos, mas percebeu que aquilo não o preenchia. Para Guido, a experiência foi como aquela onda que vai crescendo e depois estoura deixando um vazio a solta. Você deve estar pensando que até agora não tem nada de careta, mas nada de beato também, não é mesmo? Calma, o melhor está por vir.

Esse cara, que sempre viveu muito intensamente, provou de uma parada capaz de fazer qualquer jovem viver mais radicalmente uma vida. Um dia, Guido participou de um seminário de vida no Espírito Santo, (igual ao que você já tenha participado ou se não participou ainda, deixa de ser careta e participa!) Daí pra frente, o surfista do Arpoador sofreu uma virada de 180 Graus na sua vida.

Engajado em grupo de oração, começou a surfar cada vez mais nas ondas do amor de Deus. Em 1997, o papa João Paulo II visitou o Rio de Janeiro e Guido fez parte do coral que cantou nessa ocasião. De perto pôde sentir no olhar do Papa o olhar de um pescador de homens. Quando João Paulo II falou “Temos que ir para águas mais profundas”, tudo fez sentido para o surfista que com muita alegria dizia para o seu grande amigo padre Jorjão: “É isso que eu quero”.

É preciso como o Guido desejar mergulhar de cabeça na vida com Cristo, não só postando coisas do Evangelho nas redes sociais, isso são águas rasas. Precisamos postar o Evangelho no fundo da nossa vida.

Desafiado pelo seu amigo padre a formar um grupo de oração para jovens, Guido teve que aprender a conciliar os estudos de medicina com o grupo de oração. Aos poucos, centenas de jovens foram sendo atraídos pelo testemunho e unção que ele passava, (já quando seminarista, também criou com uma amiga um grupo na praia, onde também ensinavam muitos a surfarem). O cuidado pelos pobres foi marca na sua vida. Trabalhava nos hospitais cuidando dos doentes e saía nas ruas para amar os mais necessitados.

Como ser careta é não ter coragem de fazer coisas novas e se arriscar, ele foi começando a viver uma vida de beato, ou seja, feliz! Ele também tinha uma noiva, também muito de Deus, juntos formavam um casal perfeito. Mas um dia, em oração, a voz de Deus o chamou: “Levanta-te e serás sacerdote da Minha Igreja”. E agora? Guido tinha tudo, tinha noiva, estava na residência médica e já “fazia muito” na evangelização, mas Deus queria mais. Sem dúvidas, ele dropou a onda da voz de Deus e deixou tudo! Isso mesmo: tudo! E entrou para o seminário! (se garantiu Guido! Uhuu!).

Ele não abandonou o surfe, onde ele mesmo dizia se encontrar diversas vezes com Jesus. Sempre ia quando podia. Após entrar para o seminário, crescia em humildade e pregava nas paróquias onde muitas pessoas até hoje lembravam as ações do Espírito através dele: profecias, repousos no Espírito, muitos dons. Com mais ardor continuou sua missão com os pobres e doentes. Onde chegava, Guido era sinal de esperança e alegria. Com certeza já mostrava que era um beato que não tinha nada de careta.

Sua última surfada aconteceu na despedida de solteiro do seu amigo Dudu, na praia do recreio. Antes de entrar no mar seus amigos fizeram junto com ele uma oração. Já no mar, apareceu uma serie de ondas e inesperadamente os amigos de Guido o encontraram se afogando. Ele foi levado ao hospital, onde foi confirmada  sua morte. Guido morreu surfando e assim nasceu para o céu.

Hoje em dia, muitos testemunhos são contados de milagres que aconteceram e acontecem até hoje pela intercessão de Guido Schaffer. Um livro intitulado “O Anjo surfista”, do escritor Manuel Arouca, que conta sua história foi a fonte que usei para escrever este artigo. Não vou mentir que em certas partes da leitura as lágrimas apareceram em meus olhos.

Fala-se da beatificação de Guido Schäffer desde maio de 2009, o padre Jorjão, amigo e confessor de Guido, falou deste possível acontecimento:

“A Igreja é muito prudente em relação a isso. Os testemunhos vão poder ser analisados. O impressionante é ver como pessoas que nunca o conheceram montam grupos para orar por ele e pedir sua intercessão. O Papa João Paulo II costumava dizer que precisamos de santos vestidos de calças jeans. E o Guido é um exemplo disso, de um rapaz que vivia sua juventude”.

(Fonte: Agência Zenit)

O Sinal do Exorcista

O Sinal do Exorcista

Preço Unitário (Un): R$39,00

Título Completo:  O Sinal do Exorcista – Minha Última Batalha Contra o Satanás
Autor: Pe. Gabriele Amorth

Descrição: Padre Amorth está de volta com chocantes narrativas. Conta-nos mais alguns casos inéditos da sua batalha contra os espíritos malignos.

O exorcista decano da Igreja Católica não aceita ser o último dos libertadores. Convencido de que se aproxima a “hora de Satanás”, conta o seu último encontro com as legiões do Inferno, determinado a deixar a própria herança de práticas, ritos e orações para expulsar o demônio.

No ano em que o Papa Bento XVI consagrou ao tema da fé, Padre Amorth coloca no centro os temas que estão no seu coração, alertando-nos sobre o mundo secular que está sendo consumido pelo no ódio, pela inveja e pelo materialismo. Porém, ultimamente muitos têm se calado sobre essa realidade luciferina que agita os contextos tanto sociais como eclesiais. E para contrastar esse silêncio culpável, Padre Amorth decidiu levantar os véus, a fim de transmitir a sua própria bagagem de experiência, e deixar o seu legado a quem virá depois dele: os jovens exorcistas que, em breve, serão chamados para enfrentar fenômenos de possessão cada vez mais sangrentos, e as funestas conjunturas do maligno.

Ficha Técnica:

Número de Páginas: 208

Editora: Ecclesiae
Idioma: Português
ISBN: 978-85-631-605-15
Dimensões do Livro: 14 x 21 cm

Bispo fará oração de exorcismo diante da aprovação do “matrimônio” gay nos EUA

Dom Thomas Paprocki (foto Facebook diocese de Springfield)

SPRINGFIELD, 19 Nov. 13 / 03:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sacerdotes, religiosos e leigos participarão nesta quarta-feira 20 de novembro na oraçãode súplica e exorcismo presidida pelo Bispo de Springfield, Illinois (Estados Unidos), Dom Thomas Paprocki, como ato de reparação pela aprovação do “matrimônio” gay que o Governador desse estado, Patt Quinn, assinará nesse mesmo dia.

A Catedral da Imaculada Conceição em Illinois será cenário destas oraçõesque, conforme indica os Apêndices da Edição Latina de 2004 do Ritual de Exorcismos, podem ser utilizadas se um Bispo diocesano o “considera conveniente” em “circunstâncias especiais da Igreja“.

Estas circunstâncias especiais se dão, assinala o comunicado, porque “a presença do diabo e outros demônios se manifesta não só quando tenta ou atormenta as pessoas, mas também pela intervenção de sua ação nas coisas e lugares, de alguma forma, assim como pelas diversas formas de oposição e perseguição contra a Igreja”.

Dom Paprocki cuja diocese está conformada por 130 paróquias em 28 condados, assinalou através de um comunicado emitido na quinta-feira 14 de novembro que “o contexto para esta oração pode entender-se recordando as palavras do Papa Francisco quando teve que enfrentar uma situação parecida, como Arcebispo de Buenos Aires, (Argentina) em 2010”.

Nessa oportunidade o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio exortou a que “não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é só o instrumento) mas sim de uma armação do Pai da Mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”.

O Prelado norte-americano explicou que as palavras do Cardeal Bergoglio fazem referência ao Evangelho de São João 8, 44, onde Jesus se refere ao demônio como “mentiroso e pai da mentira”. Do mesmo modo, o Papa Francisco diz que “o matrimônio do mesmo sexo vem do demônio e como tal deve ser condenado”.

Dom Paprocki, enfatizou que “devemos orar para livrar-nos deste demônio que entrou no nosso estado e na nossa Igreja”, e indicou que “todos os políticos têm agora a obrigação moral de trabalhar para repelir esta legislação perversa e questionável”.

O Bispo de Springfield também ressaltou que o Santo Padre fala do amor recordando “a expressão profunda da misericórdia de Deus que sussurrou Jesus enquanto expirava na Cruz para nos salvar dos nossos pecados: ‘Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem’ (Lc 23, 34)”.

A respeito disso, a Conferência Episcopal de Illinois -a qual também pertence o Bispo de Peoria, Dom Daniel Jenky, que em abril de 2012 disse que a Igreja Católica sobreviveu ao nazismo e sobreviverá a Obama- emitiu no último dia 5 de novembro um comunicado expressando estar “profundamente decepcionada de que os membros da Assembleia Geral tenham eleito redefinir o que está fora de sua autoridade: uma instituição natural como o matrimônio”.

Ressaltou também a sua preocupação “pelas ameaças, totalmente reais, contra a liberdade religiosa que estão em jogo com a aprovação deste projeto de lei”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26328)

Quando o pudor e a castidade podem se tornar ilícitos no Brasil

Reflexões sobre o PL 122, projeto de lei que criminaliza preconceitos contra homossexuais

Por Paulo Vasconcelos Jacobina

BRASíLIA, 20 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Aristóteles, tratando da política na sua obra “Ética a Nicômaco”, registra que o fim da política é atingir o bem humano (1094b5), registrando que “embora valha bem a pena atingir este fim para um indivíduo só, é mais belo e mais divino alcançá-lo para uma nação” (1094b10). Assim, é lícito e oportuno, além de prudente, avaliar se o fim proposto por um legislador corresponde àquilo que a lei promulgada diz em seu texto, ou se, antes, as palavras não escondem um malefício maior justamente para aqueles a quem alegadamente visam proteger.

Falo do PL 122, que alegadamente visa proteger aqueles com diversidade de “sexo, orientação sexual ou identidade de gênero” contra o ódio ou intolerância decorrente de preconceito ou discriminação. As intenções do projeto de lei parecem muito nobres, a ponto de qualquer resistência ser recebida de antemão como decorrente de irracionalidade religiosa de natureza homofóbica. Mas não é assim: pode-se ser perfeitamente a favor do combate ao ódio e a intolerância decorrente de preconceito ou discriminação em razão de sexo ou identidades sexuais e no entanto perceber a imperfeição do texto, sua imprecisão conceitual, que, se aprovado como está, dificultará a convivência não somente das maiorias com as minorias, mas das próprias minorias sexuais entre si, e destas com outras minorias cuja identidade decorra de outro fator de discriminação, tais como idade, etnia ou pertença religiosa.

De fato, no afã de proteger a liberdade individual de dar-se uma identidade, no campo sexual, ou de viver livremente aquela que se acredita possuir, a lei trabalha com conceitos propositalmente vagos e amplos, daqueles elaborados com o declarado intuito de englobar, sem ofender ou prejulgar a partir de nenhum ponto de vista moral ou religioso externo aos próprios interessados, as mais diversas manifestações, opções ou existências sexuais, de modo a permitir que os respectivos cidadãos que as professam possam vivê-las livremente, sem temer julgamentos ou críticas externas que os venham a constranger ou a de algum modo julgar. Trata-se de um projeto aparentemente bom, se, na prática, não escondesse a dificuldade de lidar cotidianamente com situações assim sem inviabilizar o próprio exercício dessa alegada liberdade, em prejuízo mesmo daqueles a quem supostamente se busca proteger.

De fato, note-se, de logo, a vagueza proposital do conceito de “orientação sexual”. Trata-se de termo cunhado para não ofender nem discriminar, mas tão vago que pode abranger qualquer coisa dentro de suas fronteiras. Recorde-se a recente polêmica ocorrida nos estados Unidos quando a APA (Associação Americana de Psiquiatria dos Estados Unidos) aceitou, dentro da quinta edição do seu Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais, a “orientação sexual pedofílica”, e a diferenciou da “desordem pedofílica”. O objetivo declarado pela instituição era o de “traçar uma linha separativa entre comportamento humano atípico e comportamento que causa angústia mental [mental distress] para o indivíduo ou faz com que ele seja uma ameaça séria ao bem-estar físico e psicológico de terceiros”; diante da polêmica gerada, a APA esclareceu que “’Sexual orientation’ is not a term used in the diagnostic criteria for pedophilic disorder and its use in the DSM-5 text discussion is an error and should read ‘sexual interest.’ In fact, APA considers pedophilic disorder a ‘paraphilia,’ not a ‘sexual orientation.’ This error will be corrected in the electronic version of DSM-5 and the next printing of the manual.” [Em tradução livre: “’Orientação Sexual’ não é um termo usado nos critérios de diagnóstico para a desordem pedofílica e o seu uso na discussão do texto do DSM-5 é um erro, e deve ser lido como ‘interesse sexual’. De fato, a APA considera a desordem pedofílica como uma ‘parafilia’, não uma ‘orientação sexual’. Este erro será corrigido na edição eletrônica do DSM-5 e na próxima edição do Manual”].

Pode-se claramente perceber que o esclarecimento da APA esclarece muito pouco, ao introduzir uma terceira e quarta noções, as de “parafilia” e “interesse sexual”, para a discussão da pedofilia como orientação sexual. Demonstra, outrossim, a grande hesitação científica quanto a este conceito, já que quaisquer “parafilias” ou “interesses sexuais” podem causar a mesma insegurança; pensemos na necrofilia, no sado-masoquismo ou no fetichismo.

A pergunta é: será que o projeto de lei não abriria as portas para a eventual punição, vamos dizer, de uma pessoa de orientação “homoafetiva” que eventualmente seja um pai ou mãe conscienciosos de crianças que despedisse, por exemplo, um(a) babá com manifesto “interesse sexual” ou “parafilia pedofílica” por seu filhinho de, digamos, onze meses de idade, ou esta conduta incidiria no crime do art. 3º, § único do anteprojeto, já que a atitude estaria “obstando a promoção funcional” – junto com a retirada do próprio emprego – “de alguém em razão de sua orientação sexual”?

Pode-se ver que esta imprecisão, no estado atual do conhecimento humano, sobre estas formas de ser que caracterizam as posturas sexuais das pessoas, não podem ser objeto de uma criminalização tão vaga sem causar imensas dificuldades práticas. Tome-se o art. 8º, § único do projeto, que criminaliza quem “impedir ou restringir a manifestação de afetividade de qualquer pessoa em local público ou privado aberto ao público, resguardado o respeito devido aos espaços religiosos.” Qualquer pessoa com um mínimo senso de prudência se perguntaria: o que é “manifestação de afetividade”, numa linguagem que tornou sinônimas a “homossexualidade” e a “homoafetividade”? Afetividade é sinônimo de sexualidade apenas neste caso concreto, ou esta sinonímia é mais ampla?

Cometerá crime o gestor, digamos, de uma escola não confessional que, digamos, impedir beijos lascivos entre adolescentes nas dependências do estabelecimento, sejam quais forem os seus impulsos sexuais ou suas “identidades de gênero”, ou não estaríamos, neste caso, perante a uma restrição odiosa da “manifestação de afetividade de qualquer pessoa”? Cometeria este crime o gerente de uma loja de brinquedos para crianças que obstasse um tórrido “beijaço de afeto” entre dois ou mais cidadãos de quaisquer “gêneros” que resolvessem externar sua “identidade sexual” através da expressão do seu afeto recíproco naquele ambiente não religioso que, embora privado, é aberto ao público, justo, digamos, na véspera do dia das crianças? Que dizer dos banheiros públicos, frequentados por crianças e adultos? Caberia agora à própria pessoa escolher qual banheiro público usar para fazer suas necessidades fisiológicas e expor sua afetividade, independentemente do aparelho urinário que eventualmente possua, por nascimento ou cirurgia? Será que, após o advento desta lei, com a redação que tem seu proposto art. 20 (Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gênero…), o simples ato de propor os questionamentos que estão sendo propostos agora constituirá crime? Será que o “pudor” e a “castidade”, duas palavras que soam tão ultrapassadas na contemporaneidade, poderão ser as únicas “orientações sexuais” ou “identidade de gênero” tornadas ilícitas em nosso país, ou ao menos, confinadas aos “espaços religiosos”? Será proibido a um ateu (que não terá “espaços religiosos” onde se refugiar) esperar do outro o pudor na “deonstração de afetos” no espaço público não religioso?

São muitas perguntas que tornam necessário aprofundar o debate sobre o PL 122, fazê-lo com calma e com muita prudência, para que não se acabe aprovando dispositivos tão inseguros que, no fundo, a pretexto de proteger alguns, na verdade desprotejam a estes e a todos.

(Fonte: Agência Zenit)

A educação segundo o Concílio Vaticano II

Princípios da educação cristã

Por Pe. Anderson Alves

ROMA, 20 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Algo ainda pouco conhecido é que o Concílio Vaticano II, concluído há mais de 50 anos, tenha tratado a importância da educação e a sua grande influência no progresso dos povos. De fato foi publicada então a declaração Gravissimum educationis exclusivamente sobre o tema. Naquele texto constatava-se que a educação é cada vez mais urgente, algo mencionado inclusive na Declaração universal dos direitos humanos da ONU de 1948. E desde o século passado ocorre uma crescente reflexão sobre os métodos pedagógicos[i]. Vejamos aqui algumas declarações dos padres conciliares naquele importante e pouco conhecido texto.

Uma das primeiras coisas ditas é em que consiste uma «educação adequada»: é aquela que cultiva simultaneamente a verdade e a caridade, ou seja, o amor pela verdade e a busca pelo verdadeiro bem (proêmio). A educação, pois, não se reduz a uma mera transmissão de informações, como se insere dados num computador, mas é uma tarefa essencialmente humana e visa a formação de homens íntegros. E isso só é possível com a colaboração da inteligência e da liberdade do educador e do educando. Um primeiro requisito então para uma autêntica educação é considerar cada aluno como uma pessoa única e irrepetível, e não como uma fração no meio de um grupo. Isso implica o esforço por conhecer cada aluno pelo nome e levá-lo a sair do anonimato da massa[ii]. É necessário então intepelar a responsabilidade pessoal, estimulando o jovem para que ele se esforçe em desenvolver as capacidades de que foi naturalmente dotado.

E outro desafio importante da educação é a integração dos diversos saberes na unidade da vida pessoal. Se isso não ocorre, diversos setores do conhecimento disputarão entre si a primazia sobre os outros (matemática, física, psicologia, história, sociologia, economia etc.), como ocorre desde o início da modernidade. Como consequencia, os alunos se sentem perdidos e desestimulados. De fato, o conhecimento transmitido deve ser assimilado e integrado, pois a pessoa é sempre uma realidade una e nunca fragmentada[iii]. Quando ocorre a integração, as pessoas amadurecem e se tornam preparadas para a vida social, para trabalhar em prol do bem comum com espírito de verdadeiro respeito e autêntico diálogo (n. 1).

E a Igreja tem a missão de anunciar o mistério da salvação e de restaurar todas as coisas em Cristo, elevando tudo o que é humano ao nível divino. Por isso a Igreja busca cuidar de toda a vida do homem e desde as suas origens assume a tarefa de cultivar o progresso das pessoas, educando-as segundo princípios próprios (proêmio).

Um princípio da educação cristã afirmado é o direito inalienável de todos os homens à educação. Isso provém da sua dignidade de pessoa, e não de alguma concessão por parte do Estado ou de algum grupo social (n. 1).

Outro princípio importante diz que a educação deve corresponder ao fim próprio do homem: a vida de comunhão com Deus e com o seu próximo[iv]. A verdadeira educação almeja a formação integral da pessoa em ordem ao seu fim último o qual não exclui, mas engloba o bem das sociedades terrenas (n. 1). De fato, dificilmente pode-se falar de uma ética sem uma relação explícita com Deus. Os atuais modelos éticos, baseados no chamado “pensamento débil”, conseguem ao máximo elaborar um limitado código de conduta, uma espécie de “moral de mínimos” para evitar choques frontais entre as liberdades individuais, mas isso é incapaz de satisfazer as perguntas mais profundas do coração humano. Uma ética satisfatória deve se articular ao redor da pergunta pelo bem, ou seja, pelo que se deva fazer para ser bom e alcançar o fim último. Se não for assim, pode-se aderir a códigos de condutas mais ou menos arbitrários, mas não dirigir realmente a vida humana para a sua realização plena.

Para que a educação seja efetiva, diz ainda o Concílio, é preciso considerar as contribuições das diversas ciências (psicologia e pedagogia principalmente), de modo que os jovens sejam ajudados a desenvolver harmonicamente as suas qualidades físicas, intelectuais e morais, conquistando gradualmente o sentido da responsabilidade pela própria vida e o conhecimento da autêntica liberdade (n. 1). A educação deve então ajudar a apreciar e praticar os justos valores morais, sendo o principal deles o conhecer e amar a Deus que criou o homem para ser seu interlocutor. Deus criou o homem livremente, ou seja, por amor e para amar, e nesse fato se funda a liberdade humana. Os Estados, portanto, não podem negar aos jovens o «sagrado direito» de serem educados segundo os valores morais e religiosos próprios e familiares.

Então o documento do Vaticano II diz que todos os cristãos têm o direito a receber a educação cristã, a qual visa levar os jovens a alcançar a maturidade humana e a conhecer o mistério da salvação no qual foram inseridos. Por isso os alunos devem ter a possibilidade de crescer na fé que receberam, de prestar culto a Deus, de levar uma vida de justiça e santidade, colaborando com a expansão do Reino de Deus. Desse modo os leigos se tornam conscientes da vocação que receberam de conformar de modo cristão o mundo, o qual supõe assumir os valores naturais na consideração integral do homem remido por Cristo. Os cristãos sendo educados e agindo segundo a lei da liberdade cristã cooperam ao desenvolvimento da sociedade terrena e trabalham pelo reino de Deus para o qual foram chamados (n. 2).

[i] Gravissimum educationis, Declaração sobre a educação cristã, publicada em 28/10/1965. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_gravissimum-educationis_po.html

[ii] Horkheimer e Adorno analisaram a presumida autosuficiência do progresso intelectual da modernidade. E denunciaram a «triunfal desventura» causada pela hegemonia da técnica (superioridade do «fazer» sobre o «ser»). A técnica «realiza a angústia mais antiga, aquela de perder o próprio nome». Esse seria o custo pago quando se trocou o antigo ideal sapiencial da educação para o moderno. Passou-se do ideal de «saber viver» para o «saber fazer». Cfr. M. Horkheimer, T.W. Adorno, Dialettica dell’illuminismo, Torino, Einaudi 1966, pp. 11, 36 e 37.

[iii] Cfr. C. Cardona, Etica del quehacer educativo, Rialp, Madrid 1990, cap. 1.

[iv] J. Maritain, L’educazione al bivio, Brescia, La Scuola 1963, pp. 15-16: «Os seus meios [da educação contemporânea] não são maus; ao contrário, são geralmente melhores daqueles da velha pedagogia. O problema é precisamente que esses são tão bons que nos fazem perder de vistas o fim [da educação]».

(Fonte: Agência Zenit)

A Beleza da Santidade

Londrina – Paraná (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium Press“No início do mês de novembro, celebramos todos os santos. Antes de tudo, é bom lembrar que há santos entre nós, perto de nós, convivendo conosco. A santidade refulge em todos os credos e povos”, disse o Arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, em seu mais recente artigo.dom_orlando_brandes.jpg

No início do seu texto, Dom Brandes afirma que “os santos acendem em nós o desejo de sermos melhores, de sermos de Deus, cheios da graça divina, enfim, o desejo de sermos parecidos com eles”, mas que “precisamos seguir seu bom exemplo, seu testemunho, sua santidade.

“Desejemos ser como aqueles que nos desejam o bem e tudo façamos para participar de sua felicidade”, disse.

Para o prelado, os santos, além de mover a Igreja, conseguem transformá-la, cuidar dos mais pobres e ter compaixão dos pecadores, pois “neles, a graça de Cristo é vencedora, o Evangelho se faz carne, o amor de Deus tem seu primado e o amor fraterno chega à perfeição”.

“A maior aventura da vida é sermos santos, ou seja, sermos melhores do que somos”.

Ainda segundo Dom Brandes, o santo cresce em nosso meio, no nosso cotidiano. “É alguém extremamente humano, frágil e simples”, porém, é revestido em Cristo.

De acordo com o Arcebispo, a Santidade e o amor são sinônimos, pois sem o amor, o Evangelho não é anunciado, a missão enfraquece, a Igreja decai e o mundo se desagrega.

“Nos santos o amor chega ao seu auge e por eles somos atraídos ao amor. Entre nós e os santos há um intercâmbio de bens. Eis o tesouro da Igreja, ou seja, os santos atraem todos ao Pai, colaboram com o bem da sociedade, incentivam a santidade da Igreja. Pela santidade de seus fiéis a Igreja aumenta, cresce e se desenvolve”, comenta.

Lembrando de outros santos importantes da Igreja, como Madre Tereza de Calcutá, o Beato João Paulo II, São Francisco de Assis e Irmã Dulce, Dom Brandes acredita que eles sempre tiveram o primado de Deus em suas vidas.

Concluindo seu artigo, o prelado ressalta que, para os santos, o bem, a verdade e o amor estão acima de qualquer vantagem pessoal, sucesso, aprovação, simpatia, pois eles são autênticos e transparentes.

“Santo quer dizer saudável, sadio, são. Santidade é sanidade, saúde, salvação. Eis a beleza da santidade que nos torna bons, sadios, melhores, alegres, sensíveis, portanto, verdadeiramente humanos e cristificados. A maior tristeza e frustração é a de não sermos santos”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53058#ixzz2l5OtU0Hx )

Papa Francisco recebe o pe. Renato Chiera, que há 40 anos trabalha ajudando os menores de rua no Brasil

Após a missa em Santa Marta, o padre apresentou ao papa o seu trabalho na Casa do Menor, que ele fundou para ajudar as crianças sem teto

ROMA, 18 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Depois da missa desta manhã na Domus Sanctae Marthae, o papa Francisco recebeu o pe. Renato Chiera, fundador da Casa do Menor, do Rio de Janeiro. Para o sacerdote, que há 40 anos trabalha pastoralmente em prol dos menores de rua, abraçar o Sucessor de Pedro foi uma alegria inesquecível.

Entrevistado pela Rádio Vaticano, ele afirmou: “É uma emoção muito grande, e eu ainda estou emocionado agora, enquanto falo. Para mim, o papa é a presença de Jesus em carne e osso, que está no meio da humanidade para se inclinar sobre as nossas feridas. Nesse momento da missa, eu vi também a profundidade que ele tem e o encontro com Deus que ele tem, de um jeito que me tocou totalmente”.

O pe. Renato apresentou ao Santo Padre o seu “pequeno trabalho”, a Casa do Menor, uma ONG que trabalha há décadas no campo da cooperação internacional para projetos de ajuda às crianças de rua da América do Sul, da África e da Europa. A associação tem hoje numerosos projetos em diversas áreas dos três continentes. De acordo com o site oficial, a ONG trabalha todos os dias para combater a exploração de crianças, a prostituição infantil e os abusos contra crianças em geral, nas áreas mais pobres e perigosas da Terra.

Por meio deste papa, disse o padre Chiera, nós temos a confirmação “daquilo que, com humildade e mesmo com fragilidade, nós tentamos fazer na Baixada Fluminense, na periferia do Rio, junto com as crianças que não são amadas. Ele sempre fala de ir para a rua, de ir para os subúrbios, e eu posso dizer que faço isso há 36 anos. Eu sinto, então, que Deus quer isso mesmo”.

O padre prosseguiu: “Quando eu disse a ele que trabalhava nos subúrbios com as crianças de rua, o papa me disse: ‘Um bom trabalho, um belo trabalho’. Depois, eu apresentei a ele as cartas das crianças e contei que nós queremos fazer uma copa do mundo de meninos de rua recuperados, uma copa alternativa. E acrescentei: ‘Precisamos da sua ajuda e lhe trouxemos aqui uma carta’”.

Depois de contar ao papa sobre as suas experiências e sobre o seu projeto, o padre deu a Francisco o seu livro “Presença”, e, brincando, lhe disse: “Eu sou do Piemonte, igual a você, de perto de Asti, e trouxe a você uma garrafa de vinho de Asti e um torrone de Alba”. Em seguida, deu-lhe um “abraço brasileiro”, agradecendo-lhe pela visita ao Brasil na Jornada Mundial da Juventude: lá, recordou o padre Renato, o papa “observou que, para entrar no meio do povo brasileiro, é preciso passar pelo seu coração”.

Dessa visita, concluiu o fundador da Casa do Menor, “eu vou levar o amor de Deus para essas crianças, por meio do que o papa me mostrou com o abraço dele, com a bênção dele. Esses nossos meninos, esses nossos jovens, como eu já disse muitas vezes, precisam se sentir amados […] A Igreja, através do papa, em carne e osso, é o amor de Deus por eles”: esta é a mensagem que o padre Chiera levará para todos os menores que a sua obra ajuda.

(Fonte: Agência Zenit)

Falece aos 94 anos bispo chinês que passou 23 deles na prisão

ROMA, 14 Nov. 13 / 10:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito da prefeitura apostólica de Yikian (Yihsien) na província de Hebei da China continental, Dom Pietro Liu Guandong faleceu no dia 28 de outubro deste ano à idade de 94 anos, conforme confirmou nesta quarta-feira o Escritório de Imprensa da Santa Sé.

O Prelado chinês se opôs ao nascimento da chamada Igreja Patriótica Chinesa em 1955. Foi preso em 1958 por não concordar com a Associação Patriótica dos Católicos Chineses, por isso permaneceu na prisão 23 anos até a sua libertação em 1981.

Depois de ser libertado “dedicou-se com todas as suas forças à evangelização e ao renascimento da Igreja na China”, apesar de ter recebido “explícitas solicitudes de não ocupar-se da Igreja”, segundo precisa uma nota do vaticano.

Em 25 de julho de 1982 foi consagrado secretamente Bispo Coadjutor da Prefeitura Apostólica de Yixian por Dom Francesco Saverio Zhou Shanfu, a quem sucedeu em 1986. De 1989 a 1992 foi submetido à “reeducação através do trabalho” e em julho de 1993 sofreu um enfarte e uma paralisia, com isso perdeu a capacidade de movimento e palavra e, apesar do seu estado de saúde, foi detido no seu domicílio e cuidado por fiéis, religiosas e sacerdotes, que em 1997 o esconderam da vigilância da polícia.

Além disso, segundo precisa o boletim do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Bispo Pietro Liu “sempre viveu no meio dos seus fiéis com grande humildade e com fé sólida”.

Foi considerado “homem de Deus, homem de fé, bom pastor que dá a vidapelas suas ovelhas e, sobretudo, exemplar intérprete da comunhão com o Papa pela qual sofreu muito”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26311)

O Papa Francisco é o “rei da Internet” 2013

Foto Grupo ACI

WASHINGTON DC, 14 Nov. 13 / 03:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Global Language Monitor informou que o nome “Pope Francis” (Papa Francisco, em inglês) é o nome mais usado na Internet durante o ano de 2013, ficando muito na frente do Presidente Obama (14º lugar), da princesa britânica Kate Middleton e do ex-espião americano Ed Snowden.

Além disso, a conta oficial do Papa no Twitter, @Pontifex, ocupa o quarto lugar como palavra mais usada na Internet, depois de “404”, número que aparece quando um site falha, “Fail” (falha), e “Hashtag”, nome que recebem as etiquetas no Twitter.

Em 2012, os nomes mais usados na Internet foram os de Newton, pela escola que sofreu um atentado onde morreram 28 pessoas, entre elas 20 crianças, e o de Malala Yousafzai, ativista paquistanesa da educação para as mulheres, que sofreu um atentado talibã.

Em 2011, o nome mais usado na rede foi o de Steve Jobs, falecido co-fundador da empresa de tecnologia Apple.

A influência do Papa Francisco já foi reconhecida ao longo do ano, pois em outubro, durante o Blogfest 2013, festival que reúne os peritos em redes sociais da Europa, foi nomeado a Personalidade do Ano devido a sua “proximidade, frequência e determinação” em suas publicações no Twitter.

Alguns meses antes, em agosto de 2013, um estudo do Projeto Reputation Metrics de Media Reputation Intangíveis (MRI) da Universidade de Navarra (Espanha) revelou que embora não seja o usuário com mais seguidores e que só tenha feito 100 publicações nesta rede social, o Papa Francisco definitivamente é o líder mundial com mais influência no Twitter.

Em 27 de outubro, o Papa Francisco superou os 10 milhões de seguidores, somados entre suas 9 contas em diferentes idiomas na rede social Twitter.

Desde sua eleição, a conta que mostrou um maior crescimento foi @Pontifex_es, em espanhol, com uma média de 10 mil novos seguidores por dia.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26313)

JMJ lança o DVD Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário das histórias de peregrinos, voluntários., e outro dos principais momentos e discursos

Por Redacao

RIO DE JANEIRO, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – A JMJ Rio2013 lança o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa” com venda nas principais lojas do País. O DVD traz a missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. Este filme destaca as principais músicas, que foram interpretadas nesta grandiosa cerimônia.

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário do diretor Cacá Diegues, Rio de fé, que mostra a Jornada por meio de histórias de peregrinos, voluntários, famílias de acolhida, e outro que mostra os principais momentos da visita e discursos do Papa Francisco no Rio, produzido pela Globo.

Sobre o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa”

Naquele domingo, o mundo estava de olho nas areias da Praia de Copacabana. As imagens transmitidas ao vivo mostravam 3,7 milhões de fiéis que acompanhavam atentamente o Papa Francisco. Era a missa de encerramento da primeira viagem internacional do primeiro Papa latino-americano. Um evento cheio de ineditismo. E, portanto, simbólico. A imprensa mundial transmitia ao vivo os detalhes do principal evento da JMJ Rio2013. Francisco fez um apelo aos jovens: que levassem ao mundo a palavra de Deus.

Esse DVD contém o registro dessa missa histórica. São quase duas horas de imagens surpreendentes. E mostra, com cenas aéreas inéditas, desde a saída do Papa Francisco da residência onde estava hospedado no alto do Sumaré, até a multidão de fiéis que lotaram Copacabana. Além da íntegra da missa, o DVD contém nos extras as músicas da Jornada Mundial da Juventude, o making of com depoimento de pessoas que trabalharam na organização do evento como Marco Mazzola, responsável pela direção geral, e padres e cantores que entoaram as músicas da missa. Também é possível conferir clipes exclusivos, que agora são lançados pela MZA Music / Sony Music.

Mas o ponto alto deste DVD se concentra mesmo na Missa de Envio. Naquele dia 28, o Papa começou o último dia de Jornada na Praia de Copacabana. Ele se dirigiu aos jovens e pediu mais participação. As palavras, os cânticos e até os momentos de silêncio comoveram os peregrinos como mostram as imagens. Surpreendentemente, depois de dias de chuva e frio, o sol apareceu para a missa de encerramento. A multidão deu à cidade do Rio de Janeiro uma cena inédita: 3,7 milhões de fiéis nas areias e ruas, segundo estimativa da organização. Uma lembrança inesquecível para Francisco, que viu tudo do alto ao ser trazido para o Forte de Copacabana de helicóptero. E que em seguida, pode sentir de perto a manifestação de fé de pessoas de todo o mundo ao percorrer o trajeto de papamóvel até o altar.

Outro momento, registrado neste DVD, foi a palavra do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao fazer um agradecimento emocionado ao Papa: “Sentimos que segunda-feira irá faltar alguém muito importante e próximo de nós, alguém que nos fez muito feliz e se aproximou de cada um com as suas palavras e seus gestos”. Em seguida, o Papa se dirigiu aos jovens e pediu mais participação.

As imagens também mostram a presidente Dilma Rousseff com colegas de outros países, como a presidente da Argentina, na primeira fila daquela multidão que acompanhava a missa. Por tudo isso, esse DVD passa a ser um documento único para católicos e também de seguidores de outras religiões. É o registro de um dos principais momentos de manifestação de fé do povo brasileiro de todos os tempos.

(Fonte: Agência Zenit)

Conheça Nicolás, o menino que emprestou o seu anjo da guarda ao Papa Francisco

Nicolás com os seus pais. Foto: Jornal Argentino Clarín

BUENOS AIRES, 12 Nov. 13 / 12:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nicolás Marasco é um adolescente argentino de 16 anos que sofre de encefalopatia crônica não evolutiva, não pode falar; porém, graças a seus pais pôde “escrever” uma carta ao Papa Francisco para dizer a ele que “todas as noites” pede ao seu anjo da guarda que o cuide e lhe ajude em seu pontificado.

A carta, escrita por Marisa e Fernando, é a seguinte:

“Querido Francisco: sou Nicolás e tenho 16 anos. Como eu não posso te escrever (porque ainda não falo nem caminho), pedi aos meus pais que o façam no meu lugar, porque eles são as pessoas que mais me conhecem.

Quero contar-te que quando tinha seis anos, no meu colégio que se chama AEDIN (Associação em Defesa do Infante Neurológico) o Padre Pablo me deu a primeira comunhão, e neste ano, em novembro, receberei a crisma, algo que me dá muita alegria.

Todas as noites, desde que me pediu isso, peço ao meu anjo do guarda -que se chama Eusébio e tem muita paciência- que te cuide e te ajude. Pode estar certo de que o faz muito bem porque me cuida e me acompanha todos os dias. Ah, e quando não tenho sono… vem para brincar comigo.

Eu gostaria muito de ir para ver-te e receber a sua bênção e um beijo: só isso! Mando-te muitas saudações e continuo pedindo a Eusébio que te cuide e te dê força. Beijos.

Nico”.

O jornal argentino Clarín afirmou que o Papa Francisco ficou impressionado com a carta de Nicolás.

No último dia 4 de outubro, ante a multidão que o escutava próximo ao túmulo de São Francisco de Assis, o Papa contou a sua história e considerou que “nesta carta, no coração deste rapaz, estão a beleza, o amor e a poesia de Deus. Deus que se revela a quem tem o coração simples, aos pequenos, aos humildes, àqueles que nós frequentemente consideramos como os últimos”.

Francisco ressaltou -indicou Clarín- que foi uma das cartas mais emotivas que recebeu desde que chegou a Roma.

Três dias depois, Nicolás recebeu a resposta manuscrita do Santo Padre:

“Querido Nicolás: muito obrigado pela sua carta. Muito obrigado por rezar por mim. Com a sua oração, você me ajuda no meu trabalho, que é levar Jesus a todas as pessoas. Por isso, querido Nicolás, é importante para mim.

E quero te pedir, por favor, que continue me ajudando com a sua oração e também pedindo a Eusébio, que com certeza é amigo do meu anjo da guarda, que também me cuide.

Nicolás, obrigado pela sua ajuda. Rezo por você. Que Jesus te abençoe e a Virgem Santa te cuide. Afetuosamente, com minha bênção.

Francisco”.

Neste dia 9 de novembro o menino argentino recebeu o sacramento da Crisma, junto com outros 16 companheiros da escola.

De Roma, o Papa o abençoou de novo, graças a um emissário sensível que o informou sobre o acontecimento. Além disso, levou-lhe um quadro com as fotos de todos os jovens que receberam o sacramento da crisma.

Marisa Mariani, mãe do adolescente, assegurou que “com isto que aconteceu conosco, nos damos conta do quão importante são as coisas simples, uma palavra de ânimo, alguém que escuta, alguém que não olha para o outro lado, como às vezes acontece conosco na rua”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26299)

Jornalista norueguesa é impedida de se apresentar com Cruz no pescoço

Noruega (Terça-feira, 12-11-2013, Gaudium PressRecentemente, uma das jornalistas mais apreciadas e conhecidas da televisão pública da Noruega, Siv Kristin Sællmann, foi impedida de se apresentar diante das câmeras.siv_kristin_sællmann.jpg

O motivo parece banal: em uma das vezes em que conduzia o telejornal diário da região alguns espectadores entraram em contato com a emissora protestando energeticamente contra uma pequena cruz de 1,4 centímetros que a jornalista portava em seu pescoço.

Os telespectadores, em sua maioria expoentes da comunidade islâmica local, acusavam a apresentadora de ofender o Islã ao portar aquele objeto em seu pescoço durante a transmissão do telejornal. “Essa cruz ofende o Islã”, “Esse símbolo não garante a imparcialidade do canal”, foram algumas das acusações.

O caso recorda a história de Nadia Eweida, aeromoça da British Airways que sofreu discriminação dos seus superiores que lhe impediram de levar no pescoço uma pequena cruz enquanto trabalhava. (EPC)

Com informações do Vatican Insider.

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52859#ixzz2kWKME1gc )

Cidade dos EUA é processada por iniciar eventos públicos com oração

Greece – Estados Unidos (Terça-feira, 12-11-2013, Gaudium PressNo último dia 6 de novembro, a Corte Suprema dos Estados Unidos deu ouvidos às alegações por escrito e orais do grupo Americans United for Separation of Church and State (Americanos pela separação entre Igreja e Estado), em representação de Susan Galloway e Linda Stephens, que afirmam que a cidade de Greece viola a Constituição por iniciar os eventos públicos rezando.

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O advogado do Alliance Defending Freedom, David Cortman, que lidera a defesa de Greece, afirmou que “os membros da comunidade devem ter a liberdade de rezar sem serem censurados”.

“Começar os eventos rezando é uma liberdade entesourada que os autores da Constituição praticavam. Os americanos não devem ser obrigados a trair esta liberdade só para apaziguar alguém que se diz ofendido por escutar uma oração”, ressaltou Cortman em um comunicado sobre o caso.

Um dos 26 organismos que apresentou um recurso a favor da cidade, o Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, argumentou que a Corte Suprema deve respeitar a atitude histórica de respeito à oração e à liberdade religiosa.

O organismo recordou também que a Câmara de Senadores e a de Deputados nos Estados Unidos possuem capelães e que os primeiros grandes líderes da história da nação se referiam frequentemente a Deus e rezavam publicamente. (EPC)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52856#ixzz2kWJLMWfH )

Terceira parte do Segredo de Fátima é exposta em Portugal

Fátima – Portugal (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) “Segredo e Revelação”, assim é intitulada a exposição temporária que será inaugurada no dia 30 de novembro no Santuário de Fátima e que contará com uma peça de grandesegredo_de_fatima.jpgvalor simbólico: o manuscrito da Irmã Lúcia com a terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora em junho 1917.

Esta é a primeira vez que o texto original do segredo de Fátima será exposto ao público. O documento, que permanece no Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé desde 1957, saiu dali apenas em duas ocasiões: após a tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981 e no ano 2000 a pedido do então Secretário da Congregação, Tarcisio Bertone, que o levou para Coimbra (Portugal), para que a Irmã Lúcia reconhece-se o manuscrito.

Para esta exposição, o Santuário Mariano fez um pedido especial para a Santa Sé, a fim de ter o documento. “Considerando que é um dos pilares para a exposição museológica -que falará precisamente das três partes do Segredo de Fátima-, o Santuário pediu à Santa Sé para considerar o empréstimo”, um pedido que foi aprovado pelo Papa Francisco no último dia 10 de junho, segundo explicou Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário e curador da exposição.

A exposição ficará aberta ao público até outubro de 2014. (EPC)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52625#ixzz2jxQmMa6L )

Santidade para todos

São Paulo (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) Em meio as comemorações finais do Ano da Fé e a celebração da Festa de Todos os Santos, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, recordou, em seu mais recente artigo, um ponto para o qual fomos chamados e que alimenta a nossa Fé: a santidade.

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De acordo com o prelado, a santidade foi o “dom do Espírito Santo dado aos discípulos de Cristo” e todos nós devemos contribuir para esse patrimônio com nossa vida santa, pois “somos por ele também beneficiados”.

A Igreja, explica Dom Odilo, ao proclamar um Santo, “confirma que sua vida foi uma interpretação exemplar da vida cristã e um testemunho luminoso do Evangelho do Reino de Deus no mundo”.

“Cada santo, a seu modo, é um exemplo de vida segundo o Evangelho e pode ser imitado pelos outros, sem medo de errar”, escreveu.

O Arcebispo lembrou que os Santos foram pessoas que viveram em um determinado tempo e espaço e tiveram uma história pessoal, que pode ser conhecida e verificada. “Eles são os membros da Igreja, que já chegaram lá, onde todos nós queremos chegar um dia”.

Mas através da “comunhão dos santos”, continuou Dom Odilo, “eles continuam ligados a nós”, pois “são mestres de vida cristã, testemunhas e exemplos de perseverança na Fé, muitas vezes vivida em meio a inumeráveis dificuldades. Muitos deles morreram martirizados, proclamando essa Fé, que também nós professamos”.

Ainda segundo o Cardeal, a vida dos santos é parte importante da Catequese e da iniciação à vida cristã, pois “eles foram discípulos exemplares de Cristo, foram bons cristãos e viveram de modo exemplar as virtudes, que também nós somos chamados a viver”.

“A santidade não é uma ilustração opcional à vida cristã, mas a sua própria meta; pela Fé e pelo Batismo, estamos em comunhão com aquele que é o santo e a fonte de toda santidade. A santidade é uma das qualidades da Igreja e deve também ser a marca de todos os seus membros”, ressaltou.

Concluindo, Dom Odilo citou as palavras do Papa Francisco, na homilia da solenidade de Todos os Santos. Na ocasião, o Santo Padre lembrou os fiéis que a santidade tem um caminho, um rosto e um nome: Jesus Cristo. (LMI)

Da redação, com informações Arquidiocese de São Paulo

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52633#ixzz2jxQDWA2w )

Livro “Eu vivi com um Santo” conta detalhes da vida de João Paulo II

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) O Beato João Paulo II, sem dúvida, foi um grande evangelizador. Durante seu Pontificado, conseguiu transmitir sua mensagem de paz aos cinco continentes.

Milhares de colaboradores tiveram a oportunidade de trabalhar ao lado do Beato, antes de sua partida definitiva. Entre eles, Dom Paolo Ptasznik, que na época, era secretário pessoal do Santo Padre.

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A princípio, Dom Ptasznik e o escritor Gian Franco Svidercoschi publicaram a obra “Eu vivi com um Santo”, que recorda as lembranças do prelado, durante o tempo em que viveu ao lado do Papa João Paulo, ressaltando detalhes do Vigário de Cristo, que até então, muitos não conheciam.

Todas as manhãs, segundo o prelado, o Pontífice olhava um atlas que tinha e então, escolhia um país para rezar por sua nação, chamando este ato de “geografia da oração”.

Dom Ptasznik tinha 33 anos quando começou a trabalhar com João Paulo II, sendo seu secretário pessoal durante aproximadamente 40 anos.

O prelado contou ainda que o Santo Padre celebrava a Santa Missa todos os dias e, mesmo quando foi hospitalizado, pedia para que alguém concelebrasse ao seu lado.

“A Eucaristia foi uma parte central de sua vida. É também importante lembrarmos que ele se confessava pelo menos uma vez a cada duas semanas”, disse.

Para Gian Franco Svidercoschi, o que mais o impressionava em João Paulo II era a Santidade que vivia diariamente, mesmo abaixo das circunstâncias normais.

“Um dos pontos chaves de João Paulo II era sua maneira tão intensa de viver os Sacramentos, tanto em boas como em más circunstâncias”, afirmou. (LMI)

Da redação, com informações Rome Reports

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52602#ixzz2jxPSroWE )

As três parábolas da misericórdia

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 7, 207-209

As três parábolas da misericórdia

Não é por acaso que São Lucas apresenta uma sequência de três parábolas – a da ovelha que se perdera e foi reencontrada, a da dracma que tinha desaparecido e que foi achada, a do filho pródigo que se tinha perdido e que retornou à vida –, de modo que, instigados por este triplo remédio, tratemos as nossas feridas. […] Quem são este pai, este pastor, esta mulher? Não serão Deus Pai, Cristo e a Igreja? Cristo, que tomou sobre Si os teus pecados, carrega-te no seu corpo; a Igreja procura-te; o Pai acolhe-te. Como pastor, traz-te de novo ao rebanho; como mãe, procura-te; como Pai, torna a vestir-te. Primeiro a misericórdia, seguidamente o socorro, por último a reconciliação.

Cada narrativa se ajusta a cada um de nós: o Redentor auxilia, a Igreja socorre, o Pai reconcilia. A misericórdia da obra divina é a mesma, mas a graça varia de acordo com os nossos méritos. A ovelha cansada é trazida pelo pastor, a dracma perdida é encontrada, o filho regressa pelo seu pé para junto do pai, e retorna plenamente, arrependendo-se do seu desvario. […]

Congratulemo-nos pois porque esta ovelha, que se deixou extraviar em Adão, foi erguida em Cristo. Os ombros de Cristo são os braços da cruz: aí depositei os meus pecados e sobre o generoso pescoço deste cadafalso descansei.

“Vade Retro, Satanás!”, novo livro do Pe. Gabriele Amorth lançado no Brasil

O livro fala sobre a figura de Satanás e de seus servos, suas ações sobre as pessoas e o poder que o mal pode exercer sobre o mundo.

Por Redacao

SãO PAULO, 05 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – “Vade Retro, Satanás!” é o nome do novo livro que a Editora Canção Nova está lançando no Brasil. O autor da obra é o renomado exorcista italiano, Padre Gabriele Amorth.

O livro fala sobre a figura de Satanás e de seus servos, suas ações sobre as pessoas e o poder que o mal pode exercer sobre o mundo. Padre Amorth emprega sua vasta experiência como exorcista para lançar luz sobre o exorcismo, assunto ainda tão permeado de preconceitos e muitas vezes negligenciado, explicando o exorcismo em si e o papel do exorcista nesse processo de afastar o Demônio dos homens.

Na nossa sociedade contemporânea, influenciada por mentalidades laicas, crendices e superstições, não se fala muito do Demônio e dos cuidados que lhe são devidos. Com efeito, menosprezando-o ou mesmo duvidando de sua existência, proteger-se dele, assim como derrotá-lo, torna-se infinitamente mais difícil.

Padre Gabriele Amorth é nascido na Itália, Módena, em 1925, depois de laureado em Jurisprudência, passou a fazer parte da Sociedade São Paulo, onde foi ordenado sacerdote em 1954. Célebre exorcista escreveu diversos livros sobre o assunto. Versado em mariologia, é membro da Pontifícia Academia Mariana Internacional e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas.

A Comunidade Canção Nova, com sede em Cachoeira Paulista/SP, foi fundada em 1978 por Monsenhor Jonas Abib. Evangeliza especialmente através dos meios de comunicação, contando com rede de rádio e TV, portal, gravadora e editora. Em 2008, obteve seu reconhecimento pontifício e, em 2009, foi reconhecida como pertencente à Família Salesiana. Possui 20 casas de missão no Brasil e seis no exterior.

Para comprar o livro acesse: loja.cançãonova.com 

(T.S.)

(Fonte: Agência Zenit)

João Paulo II corrigiu o livro no qual foi baseado novo filme sobre sua vida

João Paulo II -Karol Wojtyla- como sacerdote em Niegowic, Polônia

Roma, 31 Out. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- No último dia 17 de outubro foi apresentado em Roma o trailer de “O pároco Karol Wojtyla em Niegowic”, um filme baseado em uma novela que o futuro santo corrigiu e que se baseia nos seus primeiros anos como sacerdote.

O roteiro do filme foi adaptado a partir do livro de mesmo nome escrito pelo sacerdote polonês Jarek Cielecki a partir dos testemunhos dos paroquianos da paróquia onde trabalhou pela primeira vez o Padre Karol Wojtyla.

A história acontece na igreja de Niegowic (Polônia), entre os anos 1948 e 1949, onde o beato exerceu a função de vice-pároco.

O filme conta fatos reais da vida de “Karol” através das lembranças de Eleonora, uma mulher polonesa de 87 anos de idade.

“Podemos dizer que a primeira paróquia de um sacerdote é como o primeiro amor de um jovem… algo que sempre recordará, de maneira que o filme reúne testemunhos de paroquianos, orações e muitas outras coisas do Pe. Wojtyla que aconteceram durante esses meses”, explicou Mons. Cielecki em uma entrevista concedida ao grupo ACI.

Corria o ano 1997 e antes de publicar seu livro, Mons. Cielecki decidiu enviar o rascunho ao então pontífice. Poucos meses depois o receberia de volta com uma grata surpresa: o Papa Wojtyla tinha corrigido algumas histórias e frases e, além disso, ele acrescentava um prólogo escrito pelo seu Secretário pessoal, o Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Anos mais tarde, em 2005 e depois da morte de João Paulo II, Mons. Cielecki decidiu fundar uma agência televisiva onde nasce a ideia de filmar o filme sobre o livro.

O longa-metragem foi filmado por completo na Polônia e nele aparecem objetos que realmente pertenceram ao sacerdote Wojtyla, como a estola e a túnica, dois ornamentos que usou o protagonista Karol Dudek em diferentes cenas.

Mons. Cielecki também foi pároco da mesma paróquia que fala o livro e compartilha com João Paulo II outras histórias. Por exemplo, com motivo do 53º aniversário de sacerdócio do pontífice, decidiu fazer-lhe uma homenagem com um presente relacionado com a sua juventude. Inspirado em uma foto do jovem Karol, organizou um comitê de alunos, sacerdotes e bispos de todo o mundo para solicitar uma imagem de bronze de mais de três metros de altura.

A escultura foi elaborada em Verona e apresentada a João Paulo II em 28 de setembro de 1999: “Santo Padre, queríamos trazer para você uma lembrança da sua juventude, dos inícios de seu sacerdócio”, explicou-lhe Mons. Cielecki.

Quando o Papa a viu ficou imóvel e olhando a imagem fixamente disse: “De que juventude está falando? De que memória?”.

Depois de um longo silencio, o Papa o olhou, abraçou-o e lhe disse: “Você tem que dizer que eu sou jovem não somente hoje, mas também amanhã e sempre! Você tem que proclamar que quem ama Jesus e Maria será sempre jovem!”.

Espera-se que a estreia oficial do filme seja no próximo dia 4 de novembro de 2013 no Teatro Grotteska de Cracóvia.

(Fonte: ACI Digital)

Igreja Católica: Mãe das Universidades

17.12-univesidade-de-BolognaOs estudantes universitários normalmente têm um conhecimento pouco profundo sobre a Idade Média; e porque muitos são mal informados, acham que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual por parte da Igreja católica. No entanto, foi exatamente na Idade Média que surgiu a maior contribuição intelectual para o mundo: o sistema universitário. A universidade foi um fenômeno totalmente novo na história da Europa. Nada como ele existiu no mundo grego ou romano afirmam os historiadores.

O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja. A Universidade medieval não tem precedentes históricos; no mundo grego houve escolas públicas, mas todas isoladas. No período greco-romano cada filósofo e cada mestre de ciências tinham “sua escola”, o que implicava justamente no contrário de uma Universidade. Esta surgiu na Idade Média, pelas mãos da Igreja Católica, e reunia mestres e discípulos de várias nações, os quais constituíam poderosos centros de saber e  de erudição.

Por volta de 1100, no meio de uma grande fermentação intelectual, começam as surgir as Universidades; o orgulho da Idade Média cristã, irmãs das Catedrais. A sua aparição é um marco na história da civilização Ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Elas nasceram às sombras das Catedrais e dos mosteiros. Logo receberam o apoio das autoridades da Igreja e dos Papas. Assim, diz Daniel Rops, “a Igreja passou a ser a matriz de onde saiu a Universidade” (A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, p. 345).

Tudo isso nesta bela época que alguns teimam em chamar maldosamente de “obscura” Idade Média. A razão e a fé sempre caminharam juntas na Igreja.

A raiz das Universidades está no século IX com as escolas monásticas da Europa, especialmente para a formação dos monges, mas que recebiam também estudantes externos. Depois, no século XI surgiram as escolas episcopais; fundadas pelos bispos, os Centros de Educação nas cidades, perto das Catedrais. No século XII, surgiram centros docentes debaixo da proteção dos Papas e Reis católicos, para onde acorriam estudantes de toda Europa.

A primeira Universidade do mundo Ocidental foi a de Bolonha (1158), na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). A segunda, e que teve maior fama foi a Universidade de Paris, a Sorbone, que surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali foram estudar muitos grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino. A universidade de Paris (Sorbonne) era chamada de “Nova Atenas” ou o “Concílio perpétuo das Gálias”, por ser especialmente voltada à teologia.

O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.

Salamanca é a Universidade mais antiga da Espanha das que ainda existem, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”. Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral. A Universidade de Valladolid é anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do  papa Clemente VI a concessão  de todas as faculdades, exceto a de Teologia.

Em 1499, o Cardeal Cisneros fundou a famosa universidade “Complutense” mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico , Letras e Medicina.

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. O Papa Clemente V (1305-1314) no Concilio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também  em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.

A atual Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 –  foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
Das 75 Universidades criadas de 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).

As universidades atraíam multidões de estudantes, da Alemanha, Itália, Síria, Armênia e Egito. Vinham para a de Paris chegavam a 4000, cerca de 10% da população.

Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors. Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca e Portugal, Coimbra. Todas fundadas pela Igreja. Como dizer que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo? As universidades medievais foram centros de intensa vida intelectual, onde os grandes homens se enfrentavam em discussões apaixonadas nos grandes problemas. E a fé era o fermento que fazia a cultura crescer.

Graças ao latim todos se entendiam, era a língua universal  e acadêmica; esta permitia aos sábios comunicar-se de um ponto a outro da Europa Ocidental. Havia uma unidade interna e de obediência aos mesmos princípios; era o reflexo de uma civilização vigorosa, segura de sua força e de si mesma.

A partir de 1250, o grego foi ensinado nas escolas dominicanas e, a partir de 1312 nas universidades de Sorbonne, Oxford, Bolonha e Salamanca. Abria-se assim um novo campo ao pensamento que desencadeou uma onda de paixão filosófica no nascimento da Escolástica-teologia e filosofia unidas para provar uma proposição de fé.

Santo Agostinho, Cassidoro, Santo Isidoro de Sevilha, Rábano Mauro e Alamino, os grandes mestres da Antigüidade, se apoiavam sobretudo nas Sagradas Escrituras. Agora o intelectual cristão da Idade Média quer demonstrar que os dogmas estão de acordo com a razão e que são verdadeiros. É a “teologia especulativa”, onde a filosofia é amiga da teologia. Os problemas do mundo são estudados agora sob esta dupla ótica.

A Universidade medieval era um mundo turbulento e cosmopolita; os estudantes de Paris estavam repartidos em quatro nações: os Picardos, os Ingleses, os Alemães e os Franceses.  Os professores também vinham de diversas partes do mundo: havia Sigério de Brabante (Bélgica), João de Salisbury (Inglaterra), S. Alberto Magno (Renânia), S. Tomás de Aquino e São Boaventua da Itália.

Os problemas que apaixonavam os filósofos, eram os mesmos em Paris, em Oxford, em Edimburgo, em Colônia ou em Pavia. O mundo estudantil era também um mundo itinerante: os jovens saiam de casa para alcançar a Universidade de sua escolha; voltavam para sua terra nas festas.  O sistema universitário que temos hoje com cursos de graduação, pós-graduação, faculdades, exames e graus veio diretamente do mundo medieval.

Os papas sabiam bem da importância das universidades nascentes para a Igreja e para o mundo, e por isso intervinham em sua defesa muitas vezes. O Papa Honório III (1216-1227) defendeu os estudantes de Bolonha em 1220 contra as restrições de suas liberdades. O Papa Inocêncio III (1198-1216) interveio quando o chanceler de Paris insistiu em um juramento à sua personalidade. O Papa Gregório IX (1227-1241) publicou a Bula “Parens Scientiarum” em nome dos mestres de Paris, onde garantiu à Universidade de Paris (Sorbonne) o direito de se auto-governar, podendo fazer suas leis em relação aos cursos e estudos, e dando à Universidade uma jurisdição papal, emancipando-a da interferência da diocese.

O papado foi considerado a maior força para a autonomia da Universidade, segundo A. Colban (1975). Era comum as universidades trazerem suas queixas ao Papa em Roma. Muitas vezes o Papa interveio para que as universidades pagassem os salários dos professores; Bonifácio VIII (1294-1303), Clemente V (1305-1314), Clemente VI (1342-1352), e Gregório XI (1370-1378) fizeram isso.

“Na universidade e em outras partes, nenhuma outra instituição fez mais para promover o saber do que a Igreja Católica”, garante Thomas  Woods( p. 51).

O processo para se adquirir a licença para ensinar era difícil. Para se ter idéia da solenidade e importância do ato, basta dizer que a pessoa para ser licenciada se ajoelhava diante do Vice-chanceler, que dizia:

“Pela autoridade dos Apóstolos Pedro-Paulo, dou-lhe a licença de ensinar, fazer palestras, escrever, participar de discussões… e exercer outros atos do magistério, ambos na Faculdade de Artes em Paris e outros lugares, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém” [Daly, 1961; p. 135].

Uma riqueza da universidade medieval é que era atenta às finalidades sociais. Não se aceitava a idéia de uma cultura desinteressada, ou um saber exclusivamente para seu próprio benefício pessoal. “Deve-se aprender apenas para a própria edificação ou para ser útil aos outros; o saber pelo saber é apenas uma vergonhosa curiosidade”, já havia dito São Bernardo (1090-1153).

Para Inocêncio IV (1243-1254) a Universidade era o “Rio da ciência que rege e fecunda o solo da Igreja universal”, e Alexandre IV (1254-1261) a chamava de: “Luzeiro que resplandece na Casa de Deus” (Daniel Rops, p.348).

Portanto, são maldosos ou ignorantes da História aqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.

Prof. Felipe Aquino

(Fonte: www.cleofas.com.br)

Arquidiocese do México terá Jornada de oração para se contrapor ao Halloween Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52318#ixzz2jIcQdEve Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do México – México (Quarta-feira, 30-10-2013, Gaudium Press) Um grupo de leigos da Arquidiocese do México convocou uma tarde de adoração na Catedral Metropolitana no próximo dia 31 de outubro. O objetivo da iniciativa é estimular entre os fiéis uma cultura pelas tradições cristãs e se contrapor à celebração do “Halloween”.

A jornada de oração será iniciada às 15h30 com a recitação do Santo Rosário, que será seguida por uma conferência sobre o tema “O perigo do ocultismo e o Halloween”, ministrada pelo diretor do Centro de Investigações sobre a Nova Era, Professor Jaime Duarte.

O evento será concluído por um grupo musical que está preparando um concerto de adoração para ser apresentado diante do Santíssimo Sacramento.

“Desde seu início a Igreja Católica convida seus fiéis a viverem em graça. Festas como o Halloween não tem nada a ver com nossa recordação cristã dos fiéis defuntos, pois suas conotações são todas elas nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa Fé e cultura mexicana”, afirmaram alguns integrantes do grupo de música católica. (EPC)

Com informações da SIAME.

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52318#ixzz2jJV7Nnx2 )

Cardeal Dziwisz escreve livro sobre o Beato João Paulo II Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52321#ixzz2jIcAxQc3 Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 30-10-2013, Gaudium Press) O livro “Eu vivi com um Santo”, escrito pelo Arcebispo de Cracóvia, Polônia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, retratará a vida e trajetória do Beato João Paulo II.cardeal_dziwisz.jpg

A obra que será apresentada na próxima segunda-feira, 4 de novembro, em Roma, foi escrita com base nas conversas entre o futuro Santo e o jornalista Gian Franco Svidercoschi, ex-vice-diretor do jornal da Santa Sé “L’Osservatore Romano”.

O Cardeal Dziwisz chegou a ser secretário do Papa João Paulo II e afirmou ter vivido ao lado dele durante aproximadamente 40 anos. “Eu vivi ao lado de um Santo ou pelo menos durante quase 40 anos, todos os dias, eu vi de perto a santidade como eu sempre pensei que deveria ser”, ressaltou.

Após oito anos da morte do Santo Padre, o Arcebispo de Cracóvia iniciou seus trabalhos de pesquisa sobre o Beato para a criação de seu livro, buscando traçar um perfil extremamente detalhado da santidade dele, ajudando o público a entender melhor tanto o Papa que mudou a história da Igreja e do mundo, quanto Karol Wojtyla, através de uma dimensão mais humana e pessoal.

Anteriormente, em 2011, o Cardeal Dziwisz havia lançado o livro “Uma vida com Karol”. (LMI)

Da redação, com informações Radio Vaticano

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52321#ixzz2jIOL1kKT)

Paz

Redação (Terça-feira, 29-10-2013, Gaudium Press) – São apenas três letras que, juntas, expressam um estado de espírito procurado por todos. Veja uma breve consideração sobre essa palavra tão falada e cobiçada:

Quem não sabe o que procura não sabe o que encontra

A procura da felicidade é uma necessidade de todo homem. Agora, como é que o homem a procura? Um destes caminhos está na paz: bem muito almejado nos dias hodiernos mas, paz1.jpgcontraditoriamente, o bem menos possuído pelas pessoas e pelas nações. Por quê? Certamente porque é procurado onde ela não se encontra pois, é preciso “saber o que se procura para saber o que se encontra”.

Um bem procurado por todos

Todo homem nesta terra foi criado por Deus com uma sede do Infinito. Esta sentença pode ser demostrada pelo fato de que os homens estão constantemente à procura da felicidade e é nesse estado de espírito que conseguem satisfazer a mencionada sede. Ora, são muitas as formas de felicidade, ou por outra, são muitos os bens que proporcionam a felicidade, um deles é a paz. Quem hoje em dia não está à procura dela? Fala-se de paz entre os países, paz nas cidades, nas escolas, nas famílias; enfim, não há lugar pelo qual passemos onde não ouçamos uma referência à necessidade deste bem. Mas, embora todos almejem a paz, poucos são os que de fato a possuem. Por quê?

A paz material: alguns exemplos

“Quem não sabe o que procura não sabe o que encontra” diz um vetusto ditado. De fato, a imensa maioria dos homens esta à procura de estilos de paz que não podem lhes satisfazer o próprio desejo de paz. A mais comum delas é a paz material. Muitos acham que a aquisição de bens materiais traz a paz, certamente porque na sua condição social eles estão inteira e largamente atendidos em todas as necessidades da sua vida. Como exemplo, basta analisarmos as fotos abaixo: uma bolsa de valores em plena atividade.

Todos ali estão numa corrida desenfreada com o desejo de obter bens materiais, porque pensam que assim obterão a paz. É verdade que muitas necessidades básicas são atendidas, mas, se formos perguntar a um deles se se encontram em paz, quantos são os que responderiam afirmativamente? Ora se não estão em paz, o resto de que vale?paz2.jpg

Outro exemplo que poderíamos citar é o famoso caso de Cristina Onassis, cujos pais possuíam uma das maiores fortunas do mundo . Qual foi o bem negado a ela para que decidisse pôr um fim trágico à sua existência terrena se suicidando? À primeira vista, nenhum. No entanto, na atenção descomedida dos bens materiais negou-se-lhe um bem espiritual que certamente tanto desejava: a paz. Quantos outros exemplos nesta linha podemos relembrar, e não só de pessoas abastadas mas também daqueles que procuram os bens materiais de maneira ilícita. Com isto somos obrigados a concluir que não é a paz material a que traz verdadeiramente paz.

A verdadeira paz

Mas então, qual é a verdadeira paz? A Santa Igreja nos dá a resposta através da clássica definição de Santo Agostinho: “Paz é a tranquilidade da ordem”. E por ordem entende-se a reta disposição das coisas segundo o fim para a qual foram criadas. Vemos por meio desta definição que a Paz é um bem espiritual e não material como muitos pensam. E portanto, ela não é adquirível por meios financeiros.

Tendo este conceito na mente, passemos a analisar a foto abaixo.paz3.jpg

Um monge rezando na solidão da sua cela pobre, austera e até rude. Porém, como há tranquilidade nesse monge! Como há ordem nele! E do ambiente que o cerca, o que podemos dizer? Tem-se a impressão de que todas as qualidades de alma contidas no monge impregnaram o lugar que aconchegantemente o rodeia. Logo nos vem a pergunta ao espírito, está ele em paz? A resposta salta aos olhos: é evidente.

O quê há nele que mais o diferencia do resto dos homens? Em síntese a paz de alma. Paz que ele soube procurar no único lugar que a pode fornecer: na tranquilidade de consciência, na prática dos dez mandamentos, no abandono total e despreocupado à vontade Divina por onde procura colocar sua alma em ordem com Deus. E assim, ele soube o que procurava, e portanto, ele o encontrou: a verdadeira paz de alma que todo homem procura nesta terra como parte da sua constante procura da verdadeira felicidade.

Por Diácono Hernán Cosp, EP

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52262#ixzz2jCUsQJvI)

Papa mostra que esperança não é otimismo

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 29-10-2013, Gaudium Press– Hoje, o Papa fez uma pergunta que interessa a todos:

O que é a esperança para um cristão? Não é fácil compreender o que seja realmente a esperança – disse o Santo Padre procurando responder sua própria pergunta- mas podemos, desde logo, saber aquilo que não é: Seguramente não é otimismo!

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A esperança não é otimismo, não é aquela capacidade de olhar para as coisas com bom ânimo e andar para a frente. Não! Aquilo é otimismo, não é esperança. E foi assim que o Papa Francisco procurou definir o que, segundo ele, seja esperança. E suas palavras surgiram durante a homilia proferida após a leitura das palavras de S. Paulo, na Primeira Leitura do dia (Rom. 8,18-25), na Santa Missa celebrada hoje na Casa Santa Marta.

O Santo Padre disse mais:
Não é fácil perceber bem o que é a esperança. Diz-se que é a mais humilde das três virtudes, porque se esconde na vida. A fé vê-se, sente-se, sabe-se o que é. A caridade faz-se e sabe-se o que é. Mas o que é a esperança? Para nos aproximarmos um pouco, podemos dizer, em primeiro lugar, que a esperança é um risco, é uma virtude arriscada, é uma virtude, como diz S. Paulo ‘de uma ardente expectativa em direção à revelação do Filho de Deus’. Não é uma ilusão.

A esperança, então, não é otimismo, mas uma “ardente expectativa” em direção à revelação do Filho de Deus: esta foi a mensagem principal do Papa Francisco. A esperança é mais do que otimismo, mais do que bom ânimo…

Os primeiros cristãos – recordou o Santo Padre – consideravam a esperança como uma âncora na margem do Além. E a nossa vida é, precisamente, caminhar em direção a esta âncora – sublinhou o Papa Francisco:

Vem-me à mente a pergunta: onde estamos nós ancorados, cada um de nós? Estamos ancorados precisamente na margem daquele oceano tão distante ou estamos ancorados num lago artificial que nós construímos com as nossas regras, os nossos comportamentos, os nossos horários, os nossos clericalismos, as nossas atitudes eclesiásticas e não eclesiais? Estamos ancorados ali? Tudo cômodo, tudo seguro? Aquilo não é a esperança. (JSG)

Da Redação com informações Rádio Vaticana

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52279#ixzz2jCUPKYMn)

Valência celebra festa do Santo Cálice da Última Ceia Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52137#ixzz2ijYmeVMu Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Valência – Espanha (Quinta-feira, 24-10-2013, Gaudium Press) Um total de sete réplicas da relíquia do Santo Graal (Cálice da Última Ceia de Valência), serão entregues nesta quinta-feira, 24, ao Arcebispo da cidade, Dom Carlos Osorio, por ocasião da festa anual do cálice que, de acordo com a tradição e investigações, é, provavelmente o mesmo utilizado por Jesus na última Ceia.

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Santo Graal de Valência / Foto: AVAN.

Por ocasião desta celebração, o Arcebispo de Valência presidirá às 19h uma solene missa na Catedral onde permanece e é venerado o Santo Graal.

Segundo o presidente da Irmandade do Santo Graal, Antonio Rossi, a comemoração começará com o translado em uma procissão do vaso sagrado pelo interior da Catedral do Santo Cálice, a partir de sua localização na capela da Catedral, até o Altar Maior.

Rossi também disse que durante a Santa Missa serão abençoados e entregues as sete réplicas do Cálice que, seguindo a tradição, são dadas a cada ano para várias paróquias. O presidente da Irmandade disse que estas serão obsequiadas “para aquelas paróquias que tem se destacado ao restaurar os seus templos ou por seu trabalho pastoral”.

A celebração, que será concelebrada pelo Conselho Metropolitano e os párocos que receberão as relíquias, culminará com o retorno do Santo Graal em procissão para a capela onde é venerado na Catedral de Valência .

As paróquias Santiago Apóstolo, São Luis Beltran, Nossa Senhora do Pilar, A Paixão de Cristo e Santa Gema Galgani, São João Batista, na cidade de Beneixama, São Miguel Arcanjo de Denia e Nossa Senhora da Assunção de Foios, são as que terão a honra de receber as réplicas do Santo Graal.

Venerado desde o século XVI

O Santo Graal, com o qual acredita-se que Jesus celebrou a Última Ceia, é venerado na Catedral de Valência desde o século XVI. A partir do século XVIII foi utilizado para conter a forma consagrada do monumento da Quinta-Feira Santa e no ano de 1916 foi finalmente instalado na Capela do Santo Cálice.

Duas foram as ocasiões nas quais o cálice abandonou a Catedral de Valência: a primeira delas foi durante a Guerra da Independência, entre os anos de 1809 e 1913, quando ele foi levado para Palma de Mallorca; e durante a Guerra Civil Espanhola dos anos de 1936 a 1939, quando foi protegido na aldeia de Claret.

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Em novembro de 1982 o Beato João Paulo II celebrou
uma Santa Missa com o Santo Cálice.

Também foram dois os papas que celebraram a Santa Missa com o Santo Graal na Catedral de Valência: o Beato João Paulo II, em 8 de novembro de 1982, durante uma numerosa ordenação sacerdotal; e o Papa Bento XVI em julho 2006, por ocasião do 5º Encontro Mundial das Famílias em Valência. (EPC)

Com informações da AVAN.

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52137#ixzz2ijYcUrsW

Indulgências em leito de morte

Responde o pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Por Pe. Edward McNamara, L.C.

ROMA, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Em sua coluna sobre liturgia, o padre McNamara responde nesta semana à pergunta de um leitor irlandês.

“Eu sempre ouvi dizer que um sacerdote pode dar a bênção apostólica em nome do papa a quem está em leito de morte, concedendo assim a indulgência plenária. Esta informação é verdadeira?” – T.T., Galway, Irlanda.

Sim, é uma afirmação correta. Ela é explicada no ritual para o cuidado pastoral dos doentes e no Manual das Indulgências. Devemos lembrar, no entanto, alguns conceitos sobre as indulgências como tais.

No nº 1471 do Catecismo da Igreja Católica, lemos:

1471. A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.
«A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições, pela acção da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos» (Indulgentiarum Doctrina, Norma 1).
«A indulgência é parcial ou plenária, consoante liberta parcialmente ou na totalidade da pena temporal devida ao pecado» (Idem, Norma 2).
«O fiel pode lucrar para si mesmo as indulgências […], ou aplicá-las aos defuntos» (Idem, Norma 3).
Nos números 195 e 201, o ritual para o cuidado pastoral dos enfermos explica o rito a ser seguido para aqueles que se aproximam da morte.

O nº 201 trata do viático fora da missa, que seria a circunstância habitual para esta bênção. Diz:

“O sacramento da penitência ou o ato penitencial pode-se concluir com a indulgência plenária in articulo mortis. O sacerdote a concede com esta fórmula:

“Pelos santos mistérios da nossa redenção, Deus Todo-Poderoso te perdoe toda pena da vida presente e futura, te abra as portas do paraíso e te conduza à felicidade eterna”.

Ou:

“Em virtude da faculdade a mim concedida pela Sé Apostólica, eu te concedo a indulgência plenária e remissão de todos os pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Se não estiver disponível um sacerdote para dar a bênção papal, o Manual das Indulgências oferece uma alternativa em seu número 28:

“O sacerdote que administra os sacramentos aos fiéis em perigo de morte não deve deixar de lhes dar a bênção apostólica, acompanhada pela indulgência plenária. Se a assistência do sacerdote é impossível, a Santa Mãe Igreja concede igualmente a indulgência plenária ao fiel em leito de morte, desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração. Para obter a indulgência, é recomendado o uso do crucifixo ou da cruz”.

A condição “desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração” substitui, neste caso, as três condições habituais necessárias para se obter uma indulgência plenária.

A indulgência plenária na hora da morte (in articulo mortis) pode ser obtida também pelo fiel que no mesmo dia já tenha conquistado outra indulgência plenária.

Esta concessão, no nº 28, vem da constituição apostólica Indulgentiarum doctrina, norma 18, emitida pelo papa Paulo VI em 1º de janeiro de 1967.

Diferentemente do sacramento dos enfermos, é possível dar a bênção papal ao se aproximar a morte, com a respectiva indulgência, somente uma vez durante a mesma situação de enfermidade. Se a pessoa se recuperar, a bênção pode ser realizada novamente em caso de nova ameaça de morte iminente.

Essas bênçãos papais e as indulgências foram concedidas pela primeira vez aos cruzados e aos peregrinos que morreram durante a viagem que tinham empreendido a fim de obter a indulgência do Ano Santo. Os papas Clemente IV (1265-1268) e Gregório XI (1370-1378) a estenderam às vítimas da peste.

As concessões têm se tornado cada vez mais frequentes, embora ainda limitadas no tempo ou reservadas aos bispos, de modo que relativamente poucas pessoas puderam desfrutar desta graça.

Esta situação levou o papa Bento XIV (1740-1758) a promulgar a constituição Pia Mater, em 1747, concedendo a mesma faculdade a todos os bispos, juntamente com a possibilidade de subdelegá-la aos sacerdotes.

***

Os leitores podem enviar perguntas para liturgia.zenit@zenit.org . Pedimos mencionar a palavra “Liturgia” no campo assunto. O texto deve incluir as iniciais do remetente, cidade, estado e país. O pe. McNamara só pode responder a uma pequena seleção das muitas perguntas que recebemos.

(Fonte: Agência Zenit)

“Não tenham medo”: as palavras de João Paulo II permanecem atuais

Um musical homenageará o papa polonês

Por Daniele Trenca

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Trinta e cinco anos atrás, o conclave elegeu Karol Wojtyla como sucessor do Apóstolo Pedro. Hoje, faltando seis meses para a sua canonização, multiplicam-se as iniciativas em torno ao grande evento que elevará Wojtyla aos altares. Entre eles, o musical “Não tenham medo”, obra que será executada na semana da cerimônia solene, no final de abril de 2014.

O título é inspirado nas famosas palavras proferidas por João Paulo II na missa de início do seu pontificado, em outubro de 1978. O musical foi escrito pelo padre Joseph Mailloux , da arquidiocese de Lecce, na Itália, e é dirigido por Gianluca Ferrato e Andrea Palotto.

Está prevista uma apresentação do musical no Vaticano, em presença do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI. O musical será disponibilizado, depois, para todas as dioceses italianas, prevendo-se a sua exibição em eventos que deverão ser organizados em cada território diocesano. Além das autoridades locais, serão convidados os representantes das outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o islã. Em seguida, será oficialmente aberta a turnê internacional do musical.

“O musical é atualmente o único, com duração de duas horas, reconhecido como válido para comunicar a figura e o carisma de João Paulo II. É um espetáculo de música e teatro, que combina história, espiritualidade e humanidade, capaz de transmitir uma mensagem universal de paz, coragem e esperança. Um equilíbrio perfeito entre poética narrativa, espetáculo técnico, recitação, canto, dança acrobática e música”.

O projeto já recebeu a aprovação do cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, do atual arcebispo de Cracóvia, dom Oder Slavomir, postulador da causa de canonização, e de dom Marcello Semeraro, coordenador do grupo dos oito cardeais nomeados pelo papa Francisco para a reforma da cúria romana.

Trinta artistas estão envolvidos no musical, entre atores, grupos de dança, acrobatas e artistas diversos. Rica também é a trilha sonora, composta de músicas inéditas. O projeto é realizado pela IkneArte, responsável pela comunicação, e pela GBY, na produção e organização.

(Fonte: Agência Zenit)

Quando Bergoglio batizou Federico, de família judaico-católica

Em Buenos Aires, o arcebispo superou a burocracia e recomendou ao batizado que não se esquecesse das suas raízes judaicas

Por Redacao

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Nosso leitor Eduardo Rivero compartilha com ZENIT um episódio da vida do cardeal Bergoglio em Buenos Aires, acontecido com seu amigo portenho que temos a honra de apresentar neste relato.

Eduardo, sua esposa, seu filho e sua filha viviam no Canadá fazia três anos, por motivos de trabalho. Decidiram batizar a filha na Argentina e queriam que o padrinho fosse Federico, o cunhado de Eduardo.

Quando lhe fizeram o convite, Federico respondeu que seria uma honra, mas que antes precisava ele próprio ser batizado. A família da esposa de Eduardo é judaico-católica: a mãe é judia e o pai é católico. Os pais sempre deram aos filhos a opção de escolher sua religião.

A esposa de Eduardo, assim, escolheu a fé católica; a irmã, Carolina, optou pela religião judaica. O irmão, Federico, sempre esteve mais próximo do catolicismo, mas nunca se batizou.

O convite a ser padrinho da sobrinha se transformou para Federico numa boa oportunidade para enfim receber o próprio batismo. Ele começou a se informar em várias igrejas e todas lhe pediam cursos ou trâmites burocráticos. Federico ligou para a irmã e para o cunhado e lhes agradeceu por terem-no escolhido como padrinho da filha, mas relatou as travas que tinha encontrado e contou que não pôde se batizar. Considerando o pouco tempo que faltava para o batismo da bebê, seria impossível o batismo dele próprio.

Eduardo relata que a esposa, não se resignando, decidiu telefonar pessoalmente para a arquidiocese de Buenos Aires e tentar conversar com Bergoglio, então cardeal da capital argentina. Foi por volta do  dia 15 de novembro de 2012. Ela conseguiu falar com a secretária de Bergoglio, que ouviu toda a história atenciosamente e garantiu que a transmitiria ao cardeal. Quinze minutos mais tarde, tocou o telefone. “Era o próprio arcebispo, ligando para perguntar como poderia ajudar. Nós não o conhecíamos, nem ele nos conhecia, mas ele nos ligou”, relembra Eduardo.

Sua esposa contou ao cardeal a história da família e Bergoglio afirmou que seria uma alegria batizar Federico ainda naquele sábado, na catedral portenha.

“Quando Bergoglio terminou o batizado, ele pediu a Federico que jamais se esquecesse das suas raízes judaicas. O cardeal também se ofereceu para batizar a menina”, conta Eduardo.

Para o batismo da pequena, “o cardeal veio da sua casa até a igreja de São Martinho de Tours, num sábado à tarde, especialmente para batizar a nossa filha, sem nos conhecer e com a humildade de um grande homem”.

(Fonte: Agência Zenit)

“DVD Sim Aceito”: excelente subsídio para os cursos de noivos

A chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. Entrevista a Dom Célio, bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Quais são os segredos para um casamento feliz? Você quer casar… mas… acredita que está suficientemente preparado? A Pastoral Familiar do Brasil quis ajudar a dar uma resposta a essas perguntas.

Há pouco mais de dois meses chegou ao Brasil o DVD “Sim Aceito”, produzido pela Produtora Goya na espanha e adotado pela Pastoral Familiar da CNBB como material de referência para a preparação ao matrimônio.

O DVD “Sim Aceito”, em dois meses de lançamento no Brasil, já está ajudando a milhares de jovens brasileiros que se preparam para o matrimônio, nos diversos cursos de noivos, como também casais com mais tempo de casados que querem renovar o seu Sim.

São doze vídeos com a chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam.

ZENIT entrevistou Dom Célio de Oliveira Goulart – Natural de Piracema, MG, atual bispo da diocese de São João Del-Rei e bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB. O material foi trazido para o Brasil por um dos seus diocesanos, André Luis Parreira. Acompanhe a entrevista na íntegra:

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ZENIT: O senhor, como bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB já deve ter tido a oportunidade de conhecer o novo material de apoio a Preparação matrimonio: DVD Sim Aceito. Qual foi sua primeira impressão? Acha ser um bom instrumento de formação?

Dom Célio: Recebi com alegria este material DVD, Sim Aceito. Traduzido e adaptado da edição espanhola por iniciativa do Sr. André Parreiras e, que pela sua generosidade fez a doação dos Direitos Autorais à Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB. Somos profundamente agradecidos ao Professor André e, mais ainda, pelo seu interesse e grande ajuda que ele vem dando à Pastoral Familiar em nível nacional, bem como ao Regional Leste II.

O DVD é muito bem editado e já está sendo de grande valia para muitas equipes de preparação para o casamento em nossas paróquias, pelo que temos escutado.

ZENIT: O DVD, desenvolvido na Espanha mas com participação de pessoas e religiosos do mundo todo, foi traduzido e produzido para o Brasil por iniciativa de um de seus diocesanos. Que outras iniciativas poderia citar em sua diocese como também na regional Leste II a fim de aprofundar a preparação para o matrimônio?

Dom Célio: Temos em várias dioceses do Regional Leste II iniciativas e buscas comuns das Equipes Diocesanas da Pastoral Familiar. São atividades como, encontros diocesanos para tratar de situações específicas: Encontros de Namorados; Preparação ao Matrimônio; Encontros diversos que ajudam os casais na vivência do seu casamento: ECC, MFC, Equipes de Nossa Senhora, encontros para casais de segunda união, atenção a casais em situação de risco, e tantas outras iniciativas. Devido a tantas demandas de trabalhos em nossas Dioceses e Paróquias é quase impossível encontrar tempo de uma troca maior de experiências, o que seria muito bom. Mas temos ouvido notícias de boas iniciativas que se realizam nas diversas dioceses a respeito da Pastoral Familiar.

ZENIT: Pesquisas apontam que as pessoas estão se casando mais tarde,  tendo menos filhos, o número de separações segue aumentando e estas acontecendo com, cada vez, menor tempo de casados.  O sr vê relação dessa realidade com a simplificação exagerada ou até mesmo ausência da preparação para o matrimônio como tema constante, desde a primeira catequese até durante a vida matrimonial?

Dom Célio: Acreditamos serem muitas as dificuldades que estamos enfrentando no momento atual que influenciam sobre o medo de jovens assumirem o compromisso do casamento, a limitação de nascimentos, a separação de casais. O Documento de Aparecida analisa muito bem e de modo objetivo sobre esta questão quando fala da “mudança de época” em que estamos (DAp, 44), afirma:”O primeiro grande desafio é o fenômeno da globalização. A história se acelerou e as próprias mudanças se tornam vertiginosas, visto que se comunica com grande velocidade a todos os cantos do planeta”. (DAp 34). “Isto traz conseqüências em todos os campos de atividade da vida social, causando impactos na cultura, na economia, na política, nas ciências, na educação, no esporte, nas artes e naturalmente na religião.

Como discípulos missionários interessam-nos saber como esse fenômeno afeta a vida de nossos povos e o sentido religioso e ético de nossos irmãos que buscam infatigavelmente o rosto de Deus, e que, no entanto, devem fazê-lo desafiados por novas linguagens do domínio técnico, que nem sempre revelam, mas que também ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo”. (DAp 35).

Creio que nesta análise do Documento de Aparecida podemos ver com mais clareza o contexto em que estamos e que pede a todos nós: bispos, sacerdotes, casais de liderança no trabalho da Pastoral Familiar um olhar mais profundo sobre situações críticas em que estão nossas famílias.Mas nem por isso vamos ficar desanimados. Os desafios deverão nos levar a buscar soluções.

ZENIT: O que o Senhor aconselharia aos jovens casais que não tiveram uma boa preparação para o matrimonio, mas que hoje querem fortalecer os laços familiares e reafirmar que acreditam na força da Família para a transformação da sociedade atual?

Dom Célio: Mais do que nunca os casais que se sentirem fragilizados devem retomar sua caminhada de fortalecimento do Matrimônio assumido. Seja ao tomar consciência de que estiveram caminhando por situações incoerentes com o compromisso assumido no Matrimônio, seja deparando com dificuldades que poderão surgir e ameaçar a vida do casal e da família.

Os Movimentos de Casais estão em nossas paróquias para isto! A busca de bons conselhos com casais mais experientes! A orientação com um sacerdote ou mesmo com auxílio de terapias com profissionais competentes! Mas, acima de tudo, com muita capacidade de trabalharem entre os casais e os filhos o diálogo, a abertura ao perdão, à prática da oração, à deixar que Deus entre em suas vidas.

Muito obrigado por esta oportunidade de, através da Agência ZENIT partilharmos nossas opiniões sobre uma temática importante e necessária que é a ação da Pastoral Familiar em nossa Igreja.

Para solicitar informação sobre o DVD Sim Aceito pode enviar sua mensagem para: atendimento@compracatolica.com.br

(Fonte: Agência Zenit)

Assista ao filme “São Filipe Neri – Prefiro o Paraíso”

Sejam bons sempre. Acompanhe este e outros ensinamentos de São Filipe no Cine 21 deste sábado, dia 19 de outubro, às 22h00

Por Redacao

CAMPINAS, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Rede Século 21 exibe neste sábado, dia 19 de outubro, a primeira parte do filme “São Filipe Neri – Prefiro o Paraíso”, do diretor Giacomo Campiotti. O filme conta a história do jovem que sonhava ser missionário na Índia, mas que nas ruas de sua própria cidade, Roma, deu início a sua missão de evangelização.

Sua alegria e simplicidade sempre contagiaram de crianças a adultos, na missão do bem comum.

Sinopse:

Filipe Néri, em sua juventude, sonhou ser missionário na longínqua Índia. Mas logo descobriu que a sua Índia estava nas ruas e becos da cidade de Roma, onde iniciou sua missão com crianças de rua.

Sua alegria e simplicidade, quase infantis, contagiavam as crianças e também os adultos, motivando-os para o bem com o lema “sejam bons se puderem” e ensinando-os através do canto, da dança e do trabalho a “preferir o paraíso”, e a se tornarem pessoas responsáveis em tudo.

Uma cruz missionária de 12 metros para concluir a Missão Jovem

A cerca de 70 Km ao norte de Santiago, no Chile

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Uma cruz de 12 metros de altura será colocada na frente do Santuário de Santa Teresa dos Andes, na cidade de Auco (Chile), a cerca de 70 km ao norte de Santiago, e será composta por várias “pequenas cruzes” que viajaram por todo o Chile, em hospitais, cárceres, centros cívicos, campos… durante a “Missão Jovem”, promovida pela V Conferência geral do Episcopado Latino-americano (Aparecida 2007), e realizada no âmbito da Missão Continental.

Para formar esta estrutura, as 27 dioceses do país enviaram cubos de madeira esculpidos com relevos retratando os momentos mais significativos da vida, da cultura e da religião de todo lugar.

Segundo informações que a Comissão de Missão Jovem enviou à Agência Fides, os trabalhos já se iniciaram para que, no próximo dia 19 de outubro, como parte das atividades para o mês missionário e na conclusão da peregrinação dos jovens ao Santuário de Santa Teresa dos Andes, possa ser abençoada a primeira fase da realização deste projeto, que deve ser completado até Páscoa de 2014. Naquela data terá oficialmente início a Missão Territorial no Chile. (CE)

Links:
O vídeo da Cruz Missionária no Chile está em:
http://www.youtube.com/watch?v=drYlY6bA7WA

(Fonte: Agência Fides, com redação ZENIT)

Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa, +1690

Toda a vida desta grande vidente do séc. XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção moderna ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções.

Desde menina de quatro anos – ela conta no seu diário espiritual – Deus a introduziu no segredo da vida interior e comunicação com o céu. No noviciado tinha por norma o conselho de S. Francisco de Sales: “não ser extraordinário senão à força de ser ordinário”. Completava o ano de noviciado a 25 de Agosto de 1672 e atrasaram-lhe a profissão até 6 de Novembro. Nesses meses Cristo comunica-se-lhe e começa a levantar o véu que encobre a missão para que a destina.

Numa sexta-feira do ano de 1674, estando diante do Santíssimo exposto, Jesus mostra-se radiante de glória com as cinco chagas que brilham como sóis. Queixou-se da ingratidão dos homens e pediu-lhe que ela com o seu amor suprisse tanta frieza. Deverá comungar sempre que lho permita a obediência, fazer a novena das nova primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado coração de Jesus volta a queixar-se da ingratidão dos homens, e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu coração. Como auxiliar do seu apostolado recomenda-lhe o Padre Cláudio la Colombière. Santa Margarida faleceu a 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da Sua serva.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Foi lançado o impactante documentário: “Francisco: O Papa do Novo Mundo”

ROMA, 15 Out. 13 / 12:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um novo documentário se aprofunda na vida, pensamento, obra e palavras do Papa Francisco, o homem que fascinou tanto católicos como não católicos desde a sua eleição à Sé de Pedro em março deste ano.

“Francisco: O Papa do Novo Mundo”, que será transmitido pela FOX Business Network, relata a história de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro da América e o primeiro em escolher o nome de Francisco, por São Francisco de Assis. Este documentário de uma hora de duração mostra entrevistas realizadas em todo o mundo, com amigos próximos, companheiros sacerdotes, colaboradores, sua biógrafa e os pobres das “vilas miséria” de Buenos Aires.

Foi produzido pelos Cavaleiros de Colombo, que é a maior organização de leigos católicos do mundo, e foi filmado em grande medida nas cidades de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina.

“Este documentário chega quando o mundo se dá conta de que um homem muito especial assumiu a liderança da Igreja Católica, e isto começa—mas não termina—com os seus gestos de humildade e atenção para com todos”, disse a respeito o Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, um dos produtores executivos.

“Entretanto, o público ainda desconhece numerosos detalhes da vida do Papa Francisco, o trabalho que realizou e as formas como defendeu aos que não têm voz e também os princípios católicos. Este documentário entra nessas histórias”.

O documentário começa com o momento no qual o novo Papa se encontra diante da multidão na Praça São Pedro em 13 de março, dia de sua eleição. Logo vai mostrando pouco a pouco as suas origens, o seu chamado vocacional, o seu amor por San Lorenzo de Almagro, o time de futebol do qual sempre foi torcedor, e sua estreita relação com os pobres de Buenos Aires, entre outras passagens de sua vida.

Também mostra como lutou corajosamente com a ditadura quando ele era o Provincial dos Jesuítas na Argentina, sua defesa dos mais pobres frente ao caos econômico e político ao início do século XXI.

Sobre este documentário, o Arcebispo de Los Ángeles nos Estados Unidos, Dom José Gómez, assinala que “todo mundo está falando do Papa Francisco. Todo este interesse é um sinal de que milhões em nossas sociedades secularizadas ainda buscam Deus, e ainda olham para a Igreja Católica para que lhes mostre o caminho. Este excelente documentário nos ajuda a ver nosso Papa mais claramente”.

“Apresenta um Papa que tem uma bela visão da felicidade humana e um Papa que está chamando à Igreja a um amor mais profundo por Jesus e a um novo desejo de atrair o próximo para Deus”, acrescenta.

O professor Guzmán Carriquiry, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, comentou que “Francisco: O Papa do Novo Mundo é uma excelente introdução à vida e ao pensamento de nosso Santo Padre. Através de suas próprias palavras e através das histórias daqueles que o conheceram bem e trabalharam muito próximos a ele, este documentário é um caminho que abre os olhos através de muitos eventos da vida de Jorge Mario Bergoglio”.

O documentário, indicou, “deixa claro por que este homem está tão bem qualificado e preparado para ter chegado a ser Papa. Qualquer um que queira entender melhor o Papa Francisco, deveria começar por ver esta produção”.

Mais informação: joseph.cullen@kofc.org

(Fonte: Agência Zenit)

O Carmelo

Viver com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo

ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Para uma freira carmelita no caos da estação Termini, em Roma, pergunto se, enquanto espera o trem, ela ficaria feliz em responder a algumas perguntas para uma entrevista.

– Como se sente uma carmelita ao viajar para fora da clausura?

Mesmo fora do convento minha mente não deixa o céu.

– A senhora estará fora do mosteiro há um mês. Não sente falta do claustro?

Eu não sinto falta porque eu o vivo além das “grades”. Sou fascinada por Jesus. Ele é meu claustro. Você se lembra do sorriso e do olhar de Teresa de Lisieux? Aquele olhar de amor puro pelo mundo inteiro. Entrei para o Carmelo para viver, irradiar, revelar essa realidade maravilhosa para aqueles que têm uma vocação diferente.

– É melhor entrar para um mosteiro ou se casar?

É melhor fazer a vontade de Deus: viver de acordo com sua vocação.

– Qual é a vocação mais bela?

A vocação de todas as vocações é amar a Deus e ao próximo.

– Agrada mais a Deus, quem entra em um convento ou quem casa?

Quem ama mais.

– Por que as grades, o claustro?

A clausura é um sinal eloquente da liberdade que goza quem sabe amar o próximo que está perto. As grades não nos mantém juntos, mas a força do amor recíproco.

– Por que um hábito tão volumoso, à moda antiga?

Você me reconheceu também pelo hábito carmelita que eu levo. Qualquer uniforme tem valor se evidencia a verdadeira marca que Jesus nos disse para mostrar: “todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Da clausura se pode mostrar melhor, como um farol na montanha, que “só Deus basta” e que “quem tem Deus, nada falta”.

– Como criar uma família no mosteiro?

Fazendo com que Jesus esteja presente. É Ele quem nos faz seu colégio apostólico, é Ele quem forma cada comunidade, cada família.

– Alguma vez você já pensou em constituir uma família?

No mosteiro somos uma comunidade de treze freiras. O amor de Jesus forjou um vínculo entre nós mais forte do que o humano. É Ele quem dá sentido, força e perseverança ao amor humano.

– Obrigado irmã, volte para o Carmelo contente em servir esplendidamente a Igreja e a humanidade. Leve os nossos agradecimentos à suas irmãs que junto com a senhora gritam ao mundo inteiro a liberdade alegre de quem vive com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo.

João da Cruz nos recorda: «No ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor». Não há nada além, nem melhor.

Ciao P. Andrea

 

Santa Teresa de Ávila, virgem, doutora da Igreja, +1582

Nasceu em Ávila, a 28 de Março de 1515. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila. Espanhola, de família nobre, bela e inteligente, foi uma criatura que lutou contra as suas contradições internas, contra as mentiras e hipocrisias de uma vida espiritual vazia. Santa Teresa ocupa um lugar especial dentro da mística cristã; é considerada um dos grandes mestres espirituais que a história da Igreja já conheceu. Entretanto, ela não pode ser esquecida como reformadora do Carmelo, como aquela que conseguiu devolver à Ordem Carmelita o seu primitivo vigor espiritual. Tinha como conselheiro espiritual São João da Cruz.

É chamada Teresa, a Grande, por sua grandeza de mulher. Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher. Com a graça de Deus, uma graça. Em 1970, o papa Paulo VI, proclamou-a “Doutora da Igreja”, (tal como Santa Catarina de Sena) pela profunda mística e espiritualidade. Foram as duas primeiras mulheres a quem se reconheceu esta qualidade pelos méritos dos escritos doutrinários que deixaram. Muitas das obras de Teresa d’Ávila continuam sendo lidas e produzindo abundantes frutos espirituais: “O caminho da perfeição”, “Pensamentos sobre o amor de Deus”, “Castelo interior”. Morreu em 1582.

O cristão deve mostrar uma vida concreta de fé praticada

Papa Francisco recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

Por Redacao

ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco resumiu em três pontos o assunto tratado hoje em audiência com os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. “O que eu gostaria de dizer hoje a vocês pode ser resumido em três pontos: primado do testemunho; urgência de ir ao encontro; projeto pastoral centrado no essencial” –afirmou.

O Papa iniciou falando sobre atitude de indiferença para com a fé no nosso tempo e explicou que “a fé é um dom de Deus, mas é importante que nós, cristãos, mostremos uma vida concreta de fé praticada, por meio do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isso levanta questões, como no início da jornada da Igreja: por que eles vivem assim? O que os impulsiona?”

“A nova evangelização, que nos chama a ter coragem de nadar contra a corrente, de nos convertermos dos ídolos para o Deus único e verdadeiro, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita mais de gestos e atitudes do que de palavras”.

Sobre a urgência de ir ao encontro o pontífice recordou que “o Filho de Deus “saiu” da sua condição divina e veio ao nosso encontro” e por isso “cada cristão é chamado a ir ao encontro dos outros, a dialogar com aqueles que não pensam como nós, com aqueles que têm uma fé diferente, ou que não têm fé”.

O Papa destacou ainda que “a Igreja é a casa em que as portas estão sempre abertas não só para que cada um encontre acolhimento e respire amor e esperança, mas também para que possamos transmitir esse amor e esperança”.

“Tudo isso não é abandonado ao mero acaso dentro da Igreja, à mera improvisação”-comentou Francisco destacando a importância de um projeto pastoral que “animado pela criatividade e pela imaginação do Espírito Santo, que nos leva também a seguir novos caminhos, com coragem, sem nos fossilizar!”

O Pontífice levou os presentes a refletirem sobre a pastoral nas dioceses e paróquias. E questionou: “Ela torna visível o essencial, que é Jesus Cristo? As diferentes experiências, características, caminham juntas na harmonia que o Espírito Santo nos traz? Ou a nossa pastoral é dispersa, fragmentada, e, no fim, cada um age por conta própria?”

Ao final, o papa Francisco destacou o serviço dos catequistas: “É valioso para a nova evangelização o serviço dos catequistas, e é importante que os pais sejam os primeiros catequistas, os primeiros educadores da fé na própria família, com o testemunho e com a palavra.”

(Fonte:  Agência Zenit)

Bebês aprendem já no útero materno

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino vai nos explicar um pouco mais sobre uma bela notícia que circula pela internet, na qual  um estudo recente realizado nos Estados Unidos, descobriu algo fantástico: bebês aprendem a reconhecer o próprio idioma ainda no útero da mãe.

Assista o comentário sobre a notícia:

 

Existem seres extraterrestres?

planets-and-galaxy-6703-400x250Algumas pessoas nos perguntam se existem ETs, seres de outros planetas ou galáxias. Este é um assunto que a Igreja não fala sobre e deixa para os cientistas da astrofísica e astronomia falarem do assunto. Já sabemos que em nosso sistema solar não há vida humana, nem mesmo vida animal e vegetal.

O Dr. Marcelo Gleiser, que é professor de física teórica no “Dartmouth College”, em Hanover (EUA), e autor de “Criação Imperfeita”. (Facebook: goo.gl/93dHI), escreveu recente matéria no jornal Folha de São Paulo (14/7/2013), intitulada “Sobre visitas de extraterrestres”, que esclarece um pouco o assunto, e mostra a dificuldade dos ETs, se existem, chegarem a nós. Ele pergunta: “Será razoável supor que tenham [os ETs] feito o esforço para chegar até aqui e se esconder como luzes nos céus?”.

Ele mostra que o grande desafio de viagens interestelares são as distâncias gigantescas, o que dificultaria um ET chegar até nós se ele fosse de outra galáxia, ou mesmo que fosse de nossa Via Láctea. Por quê?

O Sol está a aproximadamente oito minutos-luz da Terra; isto é, se alguém viajasse com a velocidade da luz (300.000 km/s), demoraria oito minutos para cobrir os 150 milhões de quilômetros que nos separa do Sol.

Para se chegar às estrelas mais próximas de nós, a constelação do Centauro, seria preciso viajar quatro anos na velocidade da luz. Com a espaçonave mais rápida que temos, que viaja a 50.000 km/h, demoraríamos cerca de 100 mil anos para chegar nas estrelas mais próximas de nós!

Seria, portanto, muito difícil que os ETs, se existissem, chegassem a nós. Einstein mostrou que é impossível alguém viajar na velocidade da luz. Os cientistas sérios nunca descobriram ETs que chegaram a nós. O Dr. Marcelo Gleiser diz que, em 1950, o físico Enrico Fermi “fez um cálculo  mostrando que, se inteligências capazes de viagens interestelares existem na nossa galáxia, teriam já tido tempo de sobra para colonizá-la. “Onde estão eles?”, perguntou-se.

O pesquisador, Dr. Fermi, colocou um Paradoxo: “nossa galáxia tem 10 bilhões de anos e 100.000 anos-luz de extensão. Vamos supor que uma inteligência surgiu em algum canto um milhão de anos antes da gente, o que é bem razoável, considerando que a galáxia tem 200 bilhões de estrelas e possivelmente trilhões de planetas e luas. Esses seres do planeta Yczykx têm espaçonaves que viajam a velocidades de 10% da velocidade da luz. Ou seja, em um milhão de anos, poderiam ter viajado de ponta a ponta da galáxia, incluindo várias passagens pela Terra. Se tivessem surgido não um, mas 10 milhões de anos atrás, poderiam ter colonizado a galáxia inteira. E certamente não nos contataram de forma direta e clara”. Isto mostra que dificilmente os ETs cheguem a nós caso existam. Portanto, até hoje não há confirmação da existência de ETs.

Dr. Gleiser diz que “das várias explicações para luzes estranhas nos céus, as mais plausíveis – fenômenos atmosféricos, balões de pesquisa etc.- , mesmo que menos dramáticas, são muito mais realistas”.

(Fonte: http://cleofas.com.br/existem-seres-extraterrestres/)

Atletas encontram força na certeza da fé

Judoca Dellan Monte, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô, acredita que fé e esporte são uma união de sucesso

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 10 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Dedicados na esperança daquilo que ainda não se vê, os atletas encontram força na certeza da fé.

O Esporte pode ser considerado como a dedicação na esperança daquilo que ainda não se vê, na busca por um sonho, vencendo os próprios limites em uma simples vitória ou no ápice de quebra de recordes. Sabendo disso, alguns atletas de alto nível e amadores buscam na Fé em Deus, que é a certeza daquilo que ainda não se vê, forças para alcançar sonhos e metas.

Existe no interior do ser humano o desejo de alcançar metas, sonhos e ir além do que se possa ver. O esporte é como um catalisador que potencializa tudo isso e, cada vez mais, com a ajuda da fé, vai formando campeões dentro e fora das quadras e campos. É isso mesmo, fé e esporte podem, sim, caminhar lado a lado, sabia? Pois fica ligado nessa. O corredor norte-americano Ryan Hall disse em uma entrevista durante as Olimpíadas de Londres: “Meu treinador é Deus”. Outro exemplo disso é a atleta Gabrielle Douglas, que entrou para história como a primeira ginasta negra a conquistar o título individual geral da ginástica rítmica em uma olimpíada. Quando ela conseguiu classificação para as finais, postou no twiiter: “Eu creio em Deus. Ele é o segredo do meu sucesso”.

O judoca Dellan Monte, brasileiro e católico, carrega muitos títulos na bagagem, como o de campeão pan-americano, bicampeão sul americano, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô. Ele também acredita que fé e esporte são uma união de sucesso. “Em tudo na minha vida boto Deus em primeiro lugar. Em minhas lutas, minhas batalhas, sempre ele está ao meu lado. E em toda viagem que faço levo um terço comigo”, afirmou o atleta.

Percebeu como Deus pode sim fazer diferença dentro do mundo do esporte? Se você ainda tiver dúvidas vai aqui uma novidade: durante os Jogos Olímpicos no Rio, missas em diversas línguas, momentos de oração e apoio espiritual serão preparados para os atletas e turistas. A missão da fé é incentivar e dar a consciência de que a vida é mais sagrada do que o ouro carregado no peito por uma conquista.

A Igreja Católica quer contribuir para que, cada vez mais, os atletas possam, na espiritualidade, encontrar força e refúgio aliados ao treinamento diário. O responsável por esta missão, dentro Vaticano, é o padre Kevin Lixey, secretário do setor “Igreja e Esporte” do Pontifício Conselho para os Leigos. Segundo ele, “o esporte se manifesta como um portador de significados que ultrapassa a mera prática esportiva, sendo capaz de interpretar a vida e contextualizá-la no mistério da pessoa humana”.

Em dias cada vez mais conectados ao sedentarismo, é belo ver como o esporte nos dá a certeza de que muitos jovens encontram nele força para viver, saindo das drogas e de realidades muito difíceis. Ver um ser humano crescendo em dignidade sempre valerá a pena e essa é a missão da fé dentro do esporte: fazer acreditar que é possível ser campeão dentro e fora das competições, que ser uma pessoa melhor antes de ser alguém que ganha títulos é o mais importante. Claro que se o ouro chegar vai ser ótimo, mas o essencial é saber que sempre haverá um amigo que te apoia na vitória ou derrota, nas lágrimas ou nos sorrisos, pois sua grande vitória fo,i quando ninguém esperava, pregado em uma cruz!

(Fonte: Agência Zenit)

Um pouco de New Age (Parte II)

A Nova Era como neo-gnosticismo: auto-salvação de baixo para cima

Por Sandro Leoni

ROMA, 09 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Conferência Episcopal Italiana (CEI) apontou a Nova Era, juntamente com o movimento das Testemunhas de Jeová (salvação alternativa vinda de cima), como um símbolo do neo-gnosticismo (auto-salvação vinda de baixo):

“A New Age:

41. Mais do que grupos individuais e movimentos religiosos definidos, com estruturas e doutrinas próprias, devemos levar em consideração a propagação de uma nova maneira de compreender o mundo, que atende pelo nome de New Age: nela, confluem e se confundem pensamento oriental, elementos de derivação cristã, doutrinas esotéricas, novas cosmologias e interpretações astrológicas, numa composição sincretista que tende a responder às mais diversas e até opostas exigências da sociedade contemporânea.

A New Age desvaloriza e torna irrelevante o critério de verdade, e quem evoca a sua necessidade é considerado perigoso para a concórdia entre os homens, perturbador do caminho rumo à nova era, a qual estaria destinada a pôr fim às disputas e divisões das idades anteriores do mundo.

No limiar do milênio, é prometida uma “nova era” do mundo, a “Era de Aquário”, que será de unidade e paz universal, caracterizada pelo advento de uma religião planetária, herdeira do que houve de positivo em todas as religiões anteriores, levando-as, assim, ao seu cumprimento. Embora faça referências também ao pensamento de autores cristãos, esse movimento esvazia o evento salvífico de Cristo eliminando a sua verdade, singularidade e plenitude.

Além do sincretismo, a New Age é dominada por um vago naturalismo e imanentismo. O homem, de acordo com essa linha de pensamento, pode se tornar capaz, através de algumas técnicas, de fazer a experiência do divino sem a ajuda da graça divina, realizando com as próprias forças a sua salvação, da qual depende a harmonia universal.

42. O pensamento da New Age se espalha de modo sutil e quase imperceptível, por muitos canais e formas, e é apresentado com metodologias adequadas inclusive para as crianças, sublinhando as suas características de amor universal e de proteção da natureza.

Esta proposta pode ser enganosa, porque apresenta determinados objetivos com os quais é fácil concordar: harmonia entre homem e natureza, consciência e compromisso para tornar o mundo melhor, mobilização de todas as forças do bem para um novo projeto unitário de vida.

Algumas técnicas propostas podem ser consideradas naturalmente boas e psicologicamente úteis, mas outras são altamente questionáveis, porque usam formas que violam a ética natural e o respeito pelo ser humano.

Exige-se, portanto, um aprofundamento e um esclarecimento sobre esta nova forma de sincretismo religioso, que é difícil de definir. Só é bom o que é verdadeiro: este é o critério que deve nos guiar. Temos uma obrigação de consciência para com a verdade e um dever de obediência à Palavra revelada, advertidos que fomos por São Paulo de que existe sempre o risco de trocarmos a verdade de Deus pela mentira e de adorarmos “a criatura no lugar do Criador” (Rm 1, 25).

43. A resposta cristã para a Nova Era está no mistério da Encarnação: o Filho de Deus nasceu da Virgem Maria “para nos salvar”. Não há salvação em nenhum outro nome (cf. At 4 , 12). Ninguém pode salvar a si mesmo, com técnicas humanas.

Apesar da companhia de todas as constelações e com todas as práticas psicológicas possíveis, o homem permanece irremediavelmente sozinho. Veio Outro para nos salvar, aquele que “por nós, homens, e pela nossa salvação, desceu dos céus” e está vivo e operante mediante o seu Espírito na Igreja.

O cristão não adere a um salvador humanamente inventado, mas ao Jesus Cristo do Evangelho, que nos salva através da cruz e da ressurreição, propondo o caminho das bem-aventuranças e nos fazendo transcender o horizonte terreno, ainda que o ilumine e o promova”.

(Fonte: Agência Zenit)

(Ler a Parte I)

Um pouco de New Age (Parte I)

A Nova Era como neo-gnosticismo: auto-salvação de baixo para cima

Por Sandro Leoni

ROMA, 08 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Nova Era, ou New Age, é um fenômeno contemporâneo, de invenção “laica”, que copiou a ideia de São Pedro: foi ele o primeiro a dizer que os cristãos esperam “novos céus e nova terra”, aludindo à palingênese do cosmo na segunda vinda de Jesus Cristo. Mas, sendo laica, a New Age deturpou-lhe tanto o propósito, que para nós é a vida eterna na glória de Deus e para ela é um progresso indefinido na terra, quanto a causa, que para nós é Deus e para ela são as estrelas: o motor do seu mecanismo seria a astrologia, a passagem da constelação de Peixes para a de Aquário.

Esta ideologia, que remonta à revolução estudantil de 1968, diferentemente da seita que acredita numa mensagem de salvação que vem de cima, confia a “redenção” dos indivíduos ao agir pessoal e a ideias particulares. É um neo-gnosticismo: a gnose, presente desde os tempos apostólicos, confia à mente, ao seja, ao próprio homem, o caminho da salvação, uma salvação que é concebida como iluminação, emancipação, desenvolvimento de potencialidades interiores, autodivinização (“nós somos Deus”, declarou a atriz Shirley MacLaine, adepta e divulgadora).

A New Age (que, após o fracasso das suas promessas sociais, evoluiu para uma “Next Age”, apontando para o “Yes, we can”) não é uma doutrina, uma ideologia, não tem uma estrutura organizada com ativistas, centros específicos, etc… Ela é uma “atmosfera”, um “clima”, uma tensão emocional, alimentada por várias redes que desembocam nela como em um lago. Alguns dos “afluentes” estão presentes desde sempre como um problema pastoral para a Igreja. Astrologia, magia, espiritismo (reciclado como channeling) formam a sua espinha dorsal, mas a “salada” (sim, esta é uma das definições!) é formada ainda por terapias alternativas, medicina holística, a chamada nova música, uma nova política, a crença em “energias sutis” que devemos aprender a canalizar ou evitar, a crença na reencarnação, a existência de chacras que canalizam as energias do cosmo, a pranoteapia, o reiki, a energia terapêutica e formativa das pedras, os florais de Bach e uma longa lista de outros elementos… Em resumo, o sincretismo é o padrão da Nova Era.

(Fonte: Agência Zenit)

SantaTeresinha, minha secretaria fiel

Frei Patrício Sciadini, ocd, delegado geral da Ordem Carmelita no Egito, conclui novena realizada através do Facebook

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 01 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O carmelita Frei Patrício Sciadini, diretamente do Cairo, Egito, onde atualmente reside num mosteiro da sua Ordem, motivou através de seu perfil no Facebook a novena de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Ontem, último dia da novena, Frei Patrício destacou que “a novena é um caminho que serve para nos unir a Deus e aos outros. É na força do amor que a vida se faz mais fácil. É encontrando pessoas amigas com quem podemos compartilhar o que passamos e nos sentirmos amigos dos amigos e ter amigos. Mas os amigos verdadeiros são poucos, não importa que os nossos amigos nos abandonem, o que importa é que nós não abandonemos os nossos amigos. É um telefonema, um email, um skype, uma palavra…..sempre seremos presença discreta, gentil e delicada”.E pediu a intercessão da jovem santa: “Teresinha nos ensine esta arte do amor”.

Hoje, 01 de outubro, dia em que a Igreja celebra a santa carmelita, Frei Patrício publicou em seu perfil, uma de suas experiências pessoais com Teresa de Lisieux.

“Faz muitos anos, uns 45, que escolhi, num momento espiritual da minha vida, Santa Teresinha como minha secretaria particular, minha representante diante da Santíssima Trindade, da Virgem Maria para tudo o que eu necessitasse do alto do Céu”- comentou Frei Patrício. “E confesso que ela tem sido fiel, `as vezes, quando não consigo obter o que eu quero ela vem com humildade e diz:“coragem, dapróximavez, não desanime, precisa penetrar no coração de Deus pela porta do coração.” E isto me ajuda imensamente”.

“Hoje é a sua festa e quero prestar-lhe a minha homenagem pela sua fidelidade e pelo amor e dedicação que tem por este amigo. O que eu posso fazer é fazê-la conhecer a todos que posso, escrever o seu nome, falar dela, ser amigo dela mas nunca serei amigo dela como ela é de mim”.

E conclui pedindo: “Que Santa Teresinha seja, na minha vida, o pequeno caminho que me leva a Jesus, caminho, verdade e vida. Todos nós que temos feito, via internet, a novena de Santa Teresinha, continuemos neste amor e façamos conhecer a todos, a intercessão daquela que antes de partir para o Céu disse “do Céu enviarei uma chuva de rosas e bençãos”. Precisamos em todos os lugares do mundo, no Brasil, no Egito, na família, mas especialmente em todos os nossos corações”.

(Fonte: Agência Zenit)

China: Ordenados seis sacerdotes que oferecem sacrifício e dedicação até o martírio

Foto referencial.

ROMA, 30 Set. 13 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na Diocese de Yong Nian, na China, ordenaram-se seis novos sacerdotes, que confirmaram estar dispostos a sacrificar-se e dedicar-se ao seu ministério inclusive até o martírio.

Conforme informou a agência vaticana Fides, a ordenação se realizou em 21 de setembro, festa do apóstolo São Mateus, presidida pelo Bispo de Yong Nian, Dom Yang Xiang Tai, enquanto o Bispo Coadjutor Sun Ji Gen celebrou aEucaristia, concelebrada por 85 sacerdotes.

Durante a homilia, o sacerdote Zheng Rui Ping assinalou que esta ordenação sacerdotal tem um significado especial por realizar-se durante o Ano da Fé.

Três dos novos sacerdotes são do mesmo vilarejo, pela primeira vez na história da diocese que isso acontece. Um destes é filho único.

Durante a Missa também se explicou que o significado dos bordados das vestes dos novos presbíteros é recordar que os sacerdotes devem estar sempre preparados, inclusive a derramar seu sangue pela Igreja de Cristo.

A diocese de Young Nian conta com 150 mil fiéis e, desde 21 de setembro, um total de 85 sacerdotes.

(Fonte: ACI Digital)

Paz e alegria são sinais da presença de Deus na Igreja

As palavras do Papa Francisco na homilia na Santa Marta

CIDADE DO VATICANO, 30 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A paz e a alegria são o sinal da presença de Deus na Igreja: foi o que disse o Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta, comentando as leituras do dia.

Os discípulos estavam entusiasmados, faziam programas, projetos para o futuro sobre a organização da Igreja nascente, discutiam quem fosse o mais importante. Mas Jesus – explica o Papa – os surpreende, transferindo o centro da discussão para as crianças: “Quem entre vós é o menor de todos, este é o maior”:

“O futuro de um povo está justamente aqui, nos idosos e nas crianças. Um povo que não cuida deles não tem futuro, porque não terá memória e não terá promessa! E quanto é comum deixá-los de lado. As crianças são tranquilizadas com uma bala, com um brinquedo. E os idosos são impedidos de falar, ignorando seus conselhos …”. 

E os discípulos, destacou o Papa, não entendiam:

“Eu entendo que os discípulos queriam a eficácia, queriam que a Igreja prosseguisse sem problemas. E isso pode se tornar uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo no lugar, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja, assim, não funcionará: será a Igreja da luta pelo poder, do ciúme entre os batizados e tantas outras coisas quando faltam memória e promessa”.

Portanto, a “vitalidade da Igreja” não está nos documentos e nas reuniões “para planejar e fazer bem as coisas”: trata-se de realidade necessárias, mas não são “o sinal da presença de Deus”:

“O sinal da presença de Deus é este, como disse o Senhor: ‘Velhos e velhas se sentarão nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala na mão por sua longevidade. E as praças da cidade estarão repletas de meninos e meninas brincando. Brincadeira nos faz pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E esses idosos, sentados com a bengala na mão, tranquilos, nos fazem pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja!”.

Fonte: Rádio Vaticano