Papa Francisco sobre abusos: Ninguém tem feito tanto como a Igreja Católica para combatê-los

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco ressaltou que nenhuma instituição no mundo tem feito tanto a respeito do drama dos abusos sexuais contra menores que a Igreja Católica, e,  entretanto, é a única a ser atacada.

Assim indicou o Santo Padre em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación, da Argentina, e Corriere della Sera, da Itália, em que o Pontífice fala de diversos assuntos de importância como a família, a regulação natural da natalidade, os pobres, a globalização, entre outros.

Na entrevista, perguntam-lhe ao Papa: “os escândalos que perturbaram a vidada Igreja já ficaram felizmente atrás. Sobre o delicado tema do abuso de menores, os filósofos Besancon e Scruton, entre outros, pediram-lhe que alce sua voz contra o fanatismo e a má fé do mundo secularizado que respeita pouco à infância”.

O Papa Francisco respondeu o: “quero dizer duas coisas. Os casos de abusos são tremendos porque deixam feridas muito profundas. Bento XVI foi muito valente e abriu o caminho. E seguindo esse caminho a Igreja avançou muito. Talvez mais que ninguém”.

O Santo Padre disse além que “as estatísticas sobre o fenômeno da violência contra as crianças são impressionantes, mas mostram também com claridade que a grande maioria dos abusos provém do entorno familiar e das pessoas próximas”.

“A Igreja Católica –concluiu o Papa– talvez seja a única instituição pública que se moveu com transparência e responsabilidade. Nenhuma outra fez tanto. E, entretanto, a Igreja é a única a ser atacada”, declarou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26798)

Guia de votação para os católicos

Este Guia oferece declarações claras e concisas acerca de cinco assuntos morais inegociáveis.

Por Redacao

BRASíLIA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – Este Guia oferece declarações claras e concisas acerca de cinco assuntos morais inegociáveis. Ao terminar de lê-lo, não restará dúvida ou confusão a respeito do ensino da Igreja, sobre o que ela exige de seus filhos.

Nenhuma parte deste Guia deverá ser interpretada como apoio para algum candidato ou partido político.

Como este guia do eleitor pode ajudá-lo?

Este Guia do Eleitor o ajudará a votar de modo consciente, fundamentado no ensino moral católico. Este Guia o auxiliará a eliminar aqueles candidatos que apóiam políticas irreconciliáveis com as normas de moralidade sustentadas por todo cristão.

Face à maioria dos temas apresentados pelos candidatos e legisladores, os católicos podem favorecer um ou outro, sem ter que agir contra a sua fé. Com efeito, a maioria dos assuntos não necessita de uma “postura católica”.

Porém, alguns assuntos são tão importantes, tão fundamentais, que apenas uma única ação pode estar de acordo com o ensino do evangelho cristão. Ninguém que defenda uma postura incorreta nesses assuntos pode dizer que age segundo as normas morais da Igreja.

Este Guia do Eleitor identifica os cinco assuntos “inegociáveis” e o ajuda a chega numa lista de candidatos aceitáveis, que postulam um cargo político, seja a nível nacional, estatal ou municipal.

Os candidatos que respaldarem qualquer dos cinco assuntos inegociáveis, devem ser considerados desqualificados para o desempenho de cargo público e, portanto, não devem receber o seu voto. Assim, você deverá fazer a sua escolha entre os candidatos restantes.

Seu papel como eleitor católico

Os católicos têm a obrigação moral de promover o bem comum ao exercer o seu privilégio de voto (cf. CIC, §2240). As autoridades civis não são as únicas responsáveis pelo país. “O serviço do bem comum exige dos cidadãos que cumpram com a sua responsabilidade na vida da comunidade pública” (CIC, §2239). Isto significa que os cidadãos devem participar do processo político na urna de votação.

Porém, a votação não pode ser arbitrária. “A consciência cristã bem formada não permite a alguém favorecer com o próprio voto a concretização de um programa político ou a aprovação de uma lei particular que contenham propostas alternativas ou contrárias aos conteúdos fundamentais da fé e da moral” (CVP nº 4).

Algumas questões sempre estarão erradas e ninguém poderá votar a favor delas direta ou indiretamente. Os cidadãos votam a favor desses males quando votam nos candidatos que se propõem a promovê-los. Portanto, os católicos não devem votar a favor de alguém que promove programas ou leis intrinsecamente más.

Os cinco assuntos inegociáveis

Estes cinco assuntos são chamados inegociáveis porque contêm atos que sempre são moralmente maus e nunca podem ser promovidos pela lei. É pecado grave defender ou promover qualquer destes atos e nenhum candidato que verdadeiramente deseja fomentar o bem comum pode apoiar estes cinco assuntos inegociáveis:

1. O Aborto

Sobre uma lei que permite o aborto, a Igreja ensina que “nunca é lícito submeter-se a ela, nem participar em uma campanha de opinião a favor de uma lei semelhante, nem dar-lhe o sufrágio do próprio voto” (EV nº 73). O aborto é o assassinato intencional de um ser humano inocente e, portanto, é uma espécie de homicídio.

A criança sempre é parte inocente e nenhuma lei pode permitir que lhe seja tirada a vida. Mesmo quando uma criança é concebida em razão de estupro ou incesto, a criança não tem culpa e não deve sofrer a morte pelo pecado dos outros.

2. A Eutanásia

Às vezes disfarçada sob a denominação de “morte misericordiosa”, a eutanásia é uma forma de homicídio. Ninguém tem o direito de tirar sua própria vida (suicídio) e ninguém tem o direito de tirar a vida de uma pessoa inocente.

Com a eutanásia, os doentes e os idosos são assassinados sob um sentido de compaixão mal fundamentado, pois a verdadeira compaixão não pode incluir o cometimento de atos intrinsecamente maus contra outra pessoa (cf. EV nº 73).

3. As Pesquisas com Células Estaminais Fetais

Os embriões humanos são seres humanos. “O respeito pela dignidade do ser humano exclui toda manipulação experimental ou exploração do embrião humano” (CDF nº 4b).
Os recentes avanços científicos demonstram que qualquer cura que possa resultar dos experimentos com células estaminais fetais pode também ser desenvolvida a partir do uso de células estaminais adultas. As células estaminais adultas podem ser obtidas sem causar mal aos adultos das quais provêem. Portanto, já não existe um argumento médico favorável ao uso das células estaminais fetais.

4. A Clonagem Humana

“As tentativas… para se obter um ser humano sem conexão alguma com a sexualidade, mediante ‘fissão gemelar’, clonagem, partenogênesis, devem ser consideradas contrárias à moral, porque estão em contraste com a dignidade tanto da procriação humana como da união conjugal” (RVH 1,6).

A clonagem humana também acaba sendo uma forma de homicídio porque destrói o clone “rejeitado” ou “fracassado”; no entanto, cada clone é um ser humano.

5. O “Matrimônio” Homossexual

O verdadeiro matrimônio é a união entre um homem e uma mulher. O reconhecimento legal de qualquer outra forma de “matrimônio” menospreza o verdadeiro matrimônio e o reconhecimento legal das uniões homossexuais na realidade causa dano aos homossexuais, pois os anima a continuar vivendo sob um acordo objetivamente imoral.

“No caso de uma Assembléia Legislativa propor pela primeira vez um projeto de lei a favor da legalização das uniões homossexuais, o parlamentar católico tem o dever moral de expressar clara e publicamente seu desacordo e votar contra o projeto de lei. Conceder o sufrágio do próprio voto a um texto legislativo tão nocivo ao bem comum da sociedade é um ato gravemente imoral” (UPH nº 10).

Com quais cargos políticos devo me preocupar?

As leis são aprovadas pelo Legislativo, o Executivo as faz cumprir e o Judiciário as interpreta. Isto quer dizer que você deve se preocupar com qualquer candidato ao Legislativo, ou qualquer um que se apresente como candidato ao Poder Executivo e, [nos países onde for cabível] os que se candidatam à magistratura. E isto não apenas em nível nacional, mas também estadual e municipal.

É certo que, quando o cargo é inferior, há menor probabilidade do candidato apoiar certas causas. Por exemplo, é possível que a Câmara Municipal jamais discuta o tema da clonagem humana. Porém, é muitíssimo importante avaliar cada candidato antes das eleições, sem importar o cargo que está disputando.

Poucas pessoas alcançam um alto posto sem ter ocupado um cargo menor. Algumas poucas pessoas se convertem em deputados, em senadores ou presidentes sem ter sido antes eleitas para um cargo menor. Porém, a maioria dos deputados, senadores e presidentes começaram sua carreira política em nível local. O mesmo ocorre com os deputados estaduais; muitos deles começaram nas Câmaras Municipais e associações de bairro, galgando aos poucos a carreira política.

Os candidatos que futuramente postularão cargos superiores procederão principalmente dos atuais candidatos a cargos menores. Por isso, é prudente empregar os mesmos princípios para os candidatos municipais como para os estaduais e federais.

Se os candidatos que estão equivocados nos cinco assuntos inegociáveis fracassarem na eleição para os cargos menores, talvez não postularão cargos superiores. Isto facilitaria a eleição dos melhores candidatos para os postos de maior influência em nível estadual e nacional.

Como determinar a postura de um candidato

1. Isto poderá se conseguir com maior facilidade quanto mais importante for o cargo. Por exemplo: apresentar estes assuntos [inegociáveis] aos deputados e senadores e determinar sua postura. O mesmo podemos fazer em nível estadual. Em ambos os casos, conhecer a postura de um candidato pode ser fácil ao ler artigos em jornais e revistas, buscar suas opiniões na Internet ou avaliar suas propostas impressas e distribuídas durante o período eleitoral.

2. Um pouco mais difícil é conhecer as opiniões dos candidatos aos cargos municipais, porque poucos deles tiveram a oportunidade de considerar a legislação sobre temas como o aborto, a clonagem e a santidade do matrimônio. Porém, estes candidatos, por serem locais, freqüentemente podem ser contatados diretamente ou mantêm comitês eleitorais onde poderão explicar sua postura perante estes temas.

3. Se não for possível determinar a postura do candidato por outros meios, não hesite em escrever-lhe diretamente e perguntar-lhe qual a sua posição sobre cada um dos assuntos inegociáveis.

Como não se deve votar

1. Não confie seu voto apenas à sua filiação partidária, em seus anteriores hábitos de votação ou na tradição familiar de voto. Há alguns anos, estas eram formas confiáveis para determinar em quem se poderia votar, mas hoje não são mais confiáveis. Deve-se olhar cada candidato como um indivíduo. Isto significa que você pode votar em candidatos de partidos distintos.

2. Não vote pela aparência ou personalidade do candidato ou por sua astúcia perante os meios de comunicação. Alguns desses candidatos atraentes, agradáveis e que dizem o que convém apóiam males intrínsecos quando deveriam se opor a eles, enquanto que outros candidatos, que parecem simples, cansados ou incomodados pelas câmaras defendem leis que estão de acordo com os princípios cristãos.

3. Não vote em candidatos apenas porque se declaram católicos. Infelizmente, muitos dos candidatos que se dizem católicos rejeitam os ensinamentos básicos da moral católica. Eles apenas são “católicos” porque querem o voto dos católicos.

4. Não selecione os candidatos baseando-se apenas no pensamento: “O que vou ganhar?”. Tome sua decisão optando pelos candidatos que pareçam mais dispostos a promover o bem comum, ainda que você não se beneficie direta ou imediatamente do ordenamento legal que propõem.

5. Não premie com seu voto os candidatos que estejam corretos em assuntos menos importantes, mas que estão equivocados em assuntos morais fundamentais. Pode ser que um candidato adquira uma certa consideração por ter votado exatamente como você deseja, embora já tenha votado a favor – digamos – da eutanásia. Tal candidato jamais deve receber o seu voto. Os candidatos devem saber que estar equivocado em um dos cinco assuntos inegociáveis é suficiente para excluí-los da sua consideração.

Como votar

1. Para cada cargo, determine primeiro a posição que cada candidato possui em cada um dos cinco assuntos inegociáveis.

2. Elimine da sua relação os candidatos que estiverem equivocados em qualquer um dos assuntos inegociáveis. Não importa que tenham razão em outros assuntos; devem ser desprezados se estiverem equivocados em um só dos não negociáveis.

3. Escolha entre os candidatos restantes, baseando-se no seu juízo sobre as posições de cada candidato em outros assuntos de menor importância.

Quando não há um candidato “aceitável”

Em alguns debates públicos, cada candidato assume uma postura equivocada em um ou mais assuntos inegociáveis. Nesse caso, você pode votar no candidato que assuma menos posturas incorretas; ou que pareça ser mais incapaz para fazer avançar a legislação imoral; ou pode, ainda, não votar em ninguém.

O papel da sua consciência

A consciência é como um alarme: o adverte quando está a ponto de cometer algum erro. Ela apenas não determina o que é bom ou mau. Para que a sua consciência funcione corretamente, deve estar bem informada. Ou seja, você deve se informar sobre o que é bom e o que é mau. Só assim sua consciência será um guia confiável.

Infelizmente, muitos católicos hoje em dia não formaram suas consciências adequadamente sobre os assuntos fundamentais da moralidade. O resultado é que suas consciências não disparam nos momentos apropriados, inclusive no dia das eleições.

Uma consciência bem formada jamais contradiz o ensino moral católico. Por essa razão, se você tem dúvidas sobre o caminho que deve trilhar a sua consciência no momento de votar, ponha sua confiança no firme ensino moral da Igreja (o Catecismo da Igreja Católica é uma excelente fonte de ensino moral autêntico).

Quando acabar de ler este Guia do Eleitor

Por favor, não pare com a simples leitura deste Guia. Leia-o, aprenda com ele e prepare a sua seleção de candidatos baseado nele. Em seguida, forneça este Guia do Eleitor a um amigo e peça-lhe que o leia e o repasse a outros. Quanto mais pessoas votarem de acordo com os princípios morais básicos, melhor será o nosso país.

Abreviações:

CIC – Catecismo da Igreja Católica
CVP – Congregação para a Doutrina da Fé: Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao compromisso e a conduta dos católicos na vida política.
CDF – Pontifício Conselho para a Família: Carta dos Direitos da Família.
EV – João Paulo II: Carta Encíclica Evangelium Vitae (O Evangelho da Vida)
RVH – Congregação para a Doutrina da Fé: Instrução acerca do respeito da vida humana nascente e dignidade da procriação.
UPH – Congregação para a Doutrina da Fé: Considerações acerca dos projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais

[Fonte: Apostolado Veritatis Splendor: Guia do eleitor católico. Disponível em http://www.veritatis.com.br/doutrina/doutrina-social/926-guia-do-eleitor-catolico, desde 07 Outubro 2010; tradução:Carlos Martins Nabeto, Revisão TS].

(Zenit)

Padre Lombardi fala sobre o primeiro ano do Papa Francisco (Parte II)

Os eventos que marcaram a história, contados pelo diretor da Sala de Imprensa do Vaticano: da renúncia de Bento XVI a eleição de Bergoglio e os seus emocionantes 12 meses de pontificado

Por Wlodzimierz Redzioch

ROMA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – Estamos há um ano da renúncia de Bento XVI. Uma atmosfera pesada pairou sobre a Igreja católica e a cúria Romana depois dos escândalos de pedofilia e a traição do mordomo. Os preparativos do Conclave e a eleição surpreendente do primeiro Papa não europeu fizeram com que Roma fosse invadida por uma multidão de jornalistas, algo que não acontecia desde a morte de João Paulo II. Por várias semanas, Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano teve que responder as perguntas de cerca de seis mil jornalistas. Em uma atmosfera tensa e incerta o diretor da Sala de Imprensa do vaticano realizou a difícil tarefa de explicar aos jornalistas provenientes de todo o planeta, o que estava acontecendo. Trata-se de eventos que marcaram a história da Igreja católica e do mundo. Para conhecer o que aconteceu neste último ano entrevistamos padre Lombardi.

A primeira parte foi publicada segunda-feira (3). Acompanhe a seguir a segunda parte:

***

Como você avalia o trabalho da mídia que antes do conclave consideraram vários cardeais papáveis?

Padre Lombardi: Na Sala de Imprensa do Vaticano encontro-me com vários jornalistas com atitudes diferentes. Há pessoas extremamente sérias, objetivas, que buscam a verdade; há pessoas mais ou menos, cheias de preconceitos e talvez com uma atitude crítica e negativa em relação à Igreja: Alguns deles usam as informações para desacreditar a Igreja. Não me assusto diante de tais atitudes, sigo meu caminho e procuro ser objetivo. Dou a todos a minha contribuição para compreender e ajudar a fazer um bom trabalho. Depois disso cada um tem a responsabilidade por aquilo que escreve.

O que você sentiu ao ver que foi eleito papa o único jesuíta no Conclave? Você o conhecia?

Padre Lombardi: Não o conhecia. A única vez que tive a ocasião de encontra-lo foi na congregação geral dos jesuítas que elegeu Hans-Peter Kolvenbach. Ali ele era representante da Argentina e eu era representante da Itália. Porém, nem sequer falamos naquela ocasião. Depois padre Bergoglio se tornou bispo e não participou ativamente na vida da Companhia de Jesus.

Quanto no modo de comportar-se do Papa Francisco é característico da formação e tradição da Companhia de Jesus?

Padre Lombardi: Como jesuíta encontro no Papa Francisco toda a dimensão de caráter espiritual e um modo de afrontar as coisas, da Companhia. Por exemplo nas homilias de Santa Marta onde a referência ao Evangelho está ligada á aplicação direta na vida. Encontro esta abordagem muito semelhante aos exercícios espirituais de Santo Inácio. Assim como a espiritualidade que contempla o Senhor e procura traduzir na vida o que o Evangelho te fala. O discernimento característico dos jesuítas quer dizer que cada um está continuamente a caminho para buscar encontrar a vontade de Deus e coloca-la em prática. Um outro aspecto característico é a simplicidade de vida. O Papa conduz uma vida austera, longe da exterioridade e do triunfalismo: eu, como jesuíta, encontro isso muito familiar.

A eleição de Francisco mudou radicalmente a atitude dos meios de comunicação com o papado. Qual é o segredo da sua eficácia e capacidade de se comunicar com as pessoas que conquista também a mídia?

Padre Lombardi: Houve uma mudança de linguagem que não tem a ver só com as palavras mas também com os gestos e os comportamentos. Papa Francisco consegue tocar o coração das pessoas e, de certa forma, supera as distâncias e barreiras. O coração desta nova linguagem é o anúncio do amor de Deus por todos, o tema da misericórdia e do perdão para todos. Enquanto antes nos meios de comunicação se difundia o preconceito segundo o qual a Igreja falava sempre “não”, e não estava próxima das pessoas. Papa Francisco conseguiu dar a entender esta diversa leitura da mensagem de Deus e da relação da Igreja com as pessoas.

Que tipo de “problemas” cria ao diretor da Sala de Imprensa Vaticana um Papa que fala muito de improviso, que concede as entrevistas a qualquer um, que privadamente se comunica por telefone com tantas pessoas?

Padre Lombardi: Cria problemas semelhantes aos da polícia quando o Papa quer ficar em contato com as pessoas e rejeita um carro blindado. Nós estamos a serviço do Papa, aprendemos o seu estilo, a sua maneira de ser e de comunicar. Eu tenho que descobrir como posso contribuir para a sua comunicação. Quando o Papa fala, dá entrevistas, comunicando-se diretamente , não tenho nada a dizer ou acrescentar; falo somente quando surge algum problema que precisa ser esclarecido.

Já passou um ano do seu pontificado e Francisco já é o Homem do Ano para a revista “Time”. Como se pode comentar essa escolha?

Padre Lombardi: O Papa não é uma pessoa que procura sucesso ou popularidade. Em certa ocasião disse para umas pessoas que o aclamavam: “Não falem ‘Viva o Papa!’, falem ‘Viva Jesus!”. Ao mesmo tempo o Papa pode aceitar ser o Homem do Ano de “Time”. Se a escolha da revista quer dizer dar a conhecer o objetivo da missão da Igreja e a sua mensagem que Francisco transmite, que assim seja, caso contrário, o Papa certamente não se importa com essas coisas.

Você gostaria de dar algumas dicas para os jornalistas, a fim de que se melhore o trabalho de comunicação especialmente no que diz respeito ao Papa, a Cúria e a Igreja em geral?

Padre Lombardi: O que muitas vezes falta aos jornalistas é acolher a intenção da missão da Igreja e do Papa. Muitas vezes a leitura dos acontecimentos é feita com chaves de interpretações estranhas à realidade da Igreja, por exemplo, em chave política ou econômica. Portanto, a Igreja é vista apenas como luta de poder e interesses econômicos de parte. Esta era a situação dramática dos tempos do Vatileaks. Para ter uma correta leitura, também para os não-crentes, é necessário compreender os motivos e as intenções que estão por detrás das ações e das medidas da Igreja. Por exemplo, na luta que a Igreja trava contra os abusos sexuais, muitos vêem apenas uma maneira de se defender dos ataques. Em vez disso, é um processo de coerência evangélica, de renovação interior, de purificação.

Neste contexto, muitos repórteres olham para a reforma da Cúria apenas como uma renovação de natureza política. O que se pode dizer sobre isso?

Padre Lombardi: O Papa conseguiu fazer entender que a Igreja existe para dizer às pessoas que são amadas. Por isso a reforma da Cúria é secundária: serve à Igreja para  proclamar melhor a mensagem do evangelho, não só no Vaticano, mas nas dioceses e nos subúrbios. As estruturas centrais não existem para dominar, mas para servir e ajudar: a reforma visa isso.

(Trad. TS)

(Zenit)

Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje em 25 de março de 2014

Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje

3 de março de 2014 Mensagem para Mirjana

“Queridos filhos, eu estou vindo a vocês como uma mãe e eu desejo que em mim, como em uma mãe, vocês possam encontrar suas moradas, consolo e descanso. Portanto, meus filhos, apóstolos do meu amor, rezem. Ore com humilde devoção , obediência e total confiança no Pai Celestial. Confiem como eu confiei quando foi dito para mim que eu traria a bênção da promessa. Possam sair de seus corações, de seus lábios, sempre “Que tua vontade seja feita !. “Por isso, confiem e rezem para que eu possa interceder por vocês diante do Senhor, para Ele dar a Bênção Celestial e os encher com o Espírito Santo. Então Ele ajudará todos aqueles que não conhecem o Senhor – vocês, apóstolos do meu amor, vão ajudá-los a chamá-lo de “Pai” com total confiança. Orem por seus pastores e coloquem sua confiança em suas mãos abençoadas. Obrigada. “

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Mensagem Original

March 3, 2014 Message to Mirjana

“Dear children, I am coming to you as a mother and I desire that in me, as in a mother, you may find your abode, consolation and rest. Therefore, my children, apostles of my love, pray. Pray with humble devotion, obedience and complete trust in the Heavenly Father. Trust as I have trusted when it was said to me that I will bring the blessing of the promise. May out of your hearts, from your lips, always come forth “May your will be done!” Therefore, trust and pray so that I can intercede for you before the Lord, for him to give you the Heavenly Blessing and fill you with the Holy Spirit. Then he will be able to help all those who do not know the Lord – you, apostles of my love, will help them to call him “Father” with complete trust. Pray for your shepherds and place your trust in their blessed hands. Thank you. “

(www.medjugorje.org)

“Il Mio Papa”: Lançada na Itália revista semanal exclusivamente dedicada ao Papa Francisco

Roma, 04 Mar. 14 / 01:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- No próximo 5 de março, dia no qual a Igreja inicia o tempo da Quaresma com a quarta-feira de Cinzas, o grupo editorial italiano Mondadori lançará uma revista semanal dedicada exclusivamente ao Papa Francisco, que levará o nome de
“Il Mio Papa” (O Meu Papa), e que em sua primeira edição imprimirá três milhões de cópias.

O editor da publicação, Aldo Vitali, assinala que “a ideia de uma revista desenhada para informar e partilhar as palavras e ações do Papa Francisco veio de observar como sua eleição estimulou um renovado interesse nos assuntos éticos, religiosos e morais”.

“De fato – assinala – o Papa atual é uma figura que, graças a sua empatia assim como sua influência e a simplicidade de sua mensagem, ganhou a simpatia do mundo todo, de fiéis e não crentes”.

A revista mostrará semanalmente o serviço do Papa Francisco: suas reuniões, discursos, atividades e audiências, em particular o Ângelus dominical e as audiências gerais das quartas-feiras.

Na publicação também haverá lugar para que os leitores enviem cartas, poemas ou outras contribuições para que sejam apresentados na revista.

Um poster duplo do Santo Padre estará incluído na revista, além de uma coluna com os Santos da Semana, uma lista de programas religiosos na televisão e as charges e cartoons dedicados ao Papa em todo mundo pela internet.

O primeiro número de ‘Il Mio Papa’ será especial porque celebrará o primeiro aniversário do pontificado de Francisco, e terá um DVD especial que estará disponível na seguinte edição da revista.

A revista é lançada no mercado a um preço de 0,50 euros.

Breve, informa Mondadori, a publicação terá um site (www.miopapa.it), um fanpage no Facebook e uma conta no Twitter, para que ela possa ser acompanhada por leitores do mundo todo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26789)

Papa Francisco tem 4 vezes mais retweets que Obama e é o líder mundial das redes sociais

BARCELONA, 27 Fev. 14 / 12:41 pm (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em impacto de suas mensagens no Twitter, onde é retuiteado quatro vezes mais que o presidente americano, e conseguiu converter-se em líder mundial nas redes sociais, conclui um estudo apresentado esta terça-feira no Mobile World Congress de Barcelona.

“O Papa tem que servir a todos, especialmente, os mais pobres, os mais frágeis, os menores” é o tweet emitido pelo Pontífice argentino que teve mais retweets na rede com 30.608 vezes, sem contar sua mensagem inicial em janeiro de 2013, destaca o trabalho feito por Aleteia, AdEthic e 3rdPlace, e apresentado pelo Arcebispo de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Cada publicação na citada rede social o Papa escreve gera uma média de 6.637 retweets, superando de longe os 2.309 de Obama a cada mensagem sua. Estes números colocam o Pontífice na posição de “líder mundial nas redes sociais”, superando figuras como o Dalai Lamba, a presidente argentina Cristina Kirchner, entre outras celebridades, afirma Claudio Zamboni, um dos membros do estudo.

O estudo leva em consideração que o Papa conta com 12 milhões de seguidores -nos 13 meses de conta oficial e somando suas contas em distintos idiomas-, enquanto que Obama supera os 40,9 milhões -em 72 meses de mandato- com uma frequência de publicações de 7,76 tweets diários, em relação aos 0,79 do Francisco.

No período de tempo estudado no relatório, as 49 milhões de menções acumuladas pelo Santo Padre só foram superadas pelo grupo musical One Direction e o cantor Justin Bieber, o que o situa como a terceira figura mais popular de Internet em 2013.

Sob o título “A Internet ama o Papa Francisco”, o estudo relaciona dados obtidos entre março e novembro de 2013 e revela o “grande seguimento do Papa Francisco, o potencial da mensagem social e ética na rede”, remarcou Card. Sistach.

Entendendo o fenômeno

O presidente e diretor da plataforma Aleteia, Jesús Colina, destacou que “um dos fatores originais deste Papa é que ele fala dos temas da vida cotidiana das pessoas e, assim, ele abrange todos os âmbitos, abordando questões de sociedade, política e ética, que são as que mais repercussão possuem na rede”.

Colina indicou que a resposta do Francisco sobre a homossexualidade, dizendo que ele não era ninguém para julgar a estas pessoas, obteve “um impacto fora do âmbito religioso” com uma grande capacidade de interpelar as pessoas.

Empatia com o público

Colina remarcou que estes fatos destacam que a tecnologia sozinha não basta, mas requer uma mensagem e sublinhou que um dos motivos pelos quais Francisco tem tanto impacto é pelo fato de que não se dedica a retransmitir o que foi dito anteriormente em uma homilia, mas “toca o coração” e simpatiza com as pessoas.

Uma dos desafios que espera o Papa Francisco, será a interatividade, pelo grande número de respostas e mensagens diretas que recebe o Pontífice, que não possui um celular e que se nega que outras pessoas escrevam as mensagens que ele posta pessoalmente nas redes sociais.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26771)

Tenor Plácido Domingo interpretará canções inspiradas nos escritos de João Paulo II na Polônia

Plácido Domingo. Foto: Russell Hirshon

CRACÓVIA, 27 Fev. 14 / 09:17 am (ACI).- O tenor espanhol mundialmente conhecido, Plácido Domingo, interpretará alguns escritos do Beato João Paulo II que foram musicalizados pelo artista. Esta interpretação será em uma cerimônia na Polônia, no marco das celebrações pela canonização do Papa Peregrino este ano.

As peças são do álbum ‘Amore Infinito’, que o tenor cantará na cidade polonesa de Poznan no próximo 27 de abril diante de milhares de pessoas no recinto da Feira Internacional, na mesma data em que o beato será elevado aos altares com uma grande cerimônia em Roma.

Entre as várias atividades programadas em diferentes cidades do país, haverá Celebrações Eucarísticas, concertos e conferências que à sua vez festejarão os 1050 anos do cristianismo no país que será celebrado em 2016.

Além da apresentação de Plácido Domingo, os poloneses estarão acompanhando os acontecimentos em Roma em tempo real através de telas gigantes que serão instaladas em várias cidades do país.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26773)

O Papa estabelece nova estrutura para assuntos econômicos do Vaticano

Vaticano, 24 Fev. 14 / 06:57 pm (ACI/EWTN Noticias).- Através do Motu Próprio “Fidelis dispensator et Prudens”, com data de hoje, 24, o Papa Francisco estabeleceu uma nova estrutura de coordenação dos assuntos econômicos e administrativos da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

No documento, o Santo Padre expressou que “do mesmo modo que o administrador fiel e prudente tem a tarefa de cuidar atentamente o que lhe foi confiado, assim a Igreja é consciente da responsabilidade de proteger e administrar com atenção seus bens, à luz de sua missão de evangelização e com uma atenção especial aos mais necessitados”.

“Em particular, a gestão dos setores econômicos e financeiros da Santa Sé está estreitamente ligada à sua missão específica, não só ao serviço do ministério universal do Santo Padre , mas também em relação com o bem comum, na perspectiva do desenvolvimento integral da pessoa humana”.

Conforme informou hoje o Escritório de Imprensa da Santa Sé, com este Motu Próprio, o Papa instituiu uma nova Secretaria de Economia, que terá autoridade sobre “todas as atividades econômicas e administrativas dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

Como Cardeal Prefeito deste novo organismo, o Santo Padre nomeou o Arcebispo de Sydney, Cardeal George Pell, um dos oito Cardeais assessores do grupo conhecido como C-8.

O Escritório de Imprensa do Vaticano indicou que “o anúncio de hoje se produz depois das recomendações da rigorosa revisão realizada pela Comissão Referente de Estudo e de Guia da Organização da Estrutura Econômica – Administrativa da Santa Sé (COSEA). Tais recomendações foram examinadas e aprovadas seja pelo Conselho de Cardeais, estabelecido para assessorar o Santo Padre sobre a reforma da Cúria Romana, e pelo Conselho de 15 cardeais destinado ao ‘estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé’”.

A COSEA recomendou “mudanças para simplificar e consolidar as estruturas de gestão existentes e melhorar a coordenação e supervisão em toda a Santa Sé e o Estado da Cidade do Vaticano, e aconselhava um compromisso explícito na adoção de princípios de contabilidade e de gestão financeira geralmente aceitos, assim como na apresentação de relatórios financeiros, controles internos avançados, transparência e governo”.

Com estas mudanças implementadas, será permitida uma participação mais explícita de peritos de alto nível, com experiência em gestão financeira, planejamento e apresentação de informes. Ao mesmo tempo, isto garantirá um uso eficaz dos recursos melhorando o apoio disponível para vários programas, em especial os destinados aos pobres e necessitados.

O Santo Padre determinou a instituição de uma nova Secretaria de Economia, a qual conforme explicou a Santa Sé, “terá autoridade sobre todas as atividades econômicas e administrativas” dentro do Vaticano.

“A Secretaria será responsável, entre outras coisas, da preparação de um orçamento anual para a Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, assim como do planejamento financeiro e as diversas funções de suporte, como os recursos humanos e o aprovisionamento. A Secretaria preparará também um balanço detalhado da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

“A Secretaria de Economia porá em prática as diretrizes formuladas por um novo Conselho de Economia: um Conselho de 15 membros, composto por oito cardeais ou bispos , que reflete a universalidade da Igreja, e por sete peritos leigos de diversas nacionalidades de reconhecida experiência financeira e profissionalismo”.

Este Conselho, explicou o Escritório de Imprensa, “se reunirá periodicamente para avaliar diretrizes e práticas concretas e preparar e analisar os informes sobre as atividades econômico-administrativas da Santa Sé”.

Além disso, será nomeado um Auditor Geral, que será designado pelo Santo Padre, que terá a faculdade de realizar auditorias em qualquer organismo ou instituição da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

De acordo ao Escritório de Imprensa da Santa Sé, estas mudanças confirmam o papel Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), “como o Banco Central do Vaticano, com todas as obrigações e responsabilidades das instituições similares em todo mundo”.

“A AIF (Autoridade de Informação Financeira) seguirá desempenhando seu papel atual e fundamental de supervisão prudencial e regulação das atividades dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

Solicitou-se ao Prefeito da nova Secretaria de Economia, Cardeal George Pell, que inicie sua tarefa o mais breve possível, preparando os Estatutos definitivos e outros trabalhos relacionados.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26752)

Francisco pede rezar para que os Bispos, os Cardeais e o Papa “sejamos bons servidores, não bons patrões”

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 23 Fev. 14 / 07:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras anteriores à oração do Ângelus hoje, ante os milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco pediu orações para que tanto osBispos, como os cardeais e o Papa sejam “bons ‘servidores’, não bons ‘patrões’”.

O Santo Padre indicou que “na Segunda Leitura deste domingo, São Paulo afirma: ‘Ninguém ponha sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: Paulo, Apolo, Cefas (isso é, Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro; tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus’”.

“Por que o Apóstolo diz isso? Porque o problema ao qual o Apóstolo se encontra diante é aquele das divisões na comunidade de Corinto, onde se havia formado grupos que se referiam aos vários pregadores considerando-os seus chefes; diziam: ‘Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, eu sou de Cefas…’”.

O Papa assinalou que “São Paulo explica que este modo de pensar é errado, porque a comunidade não pertence aos apóstolos, mas são eles – os apóstolos – que pertencem à comunidade; porém, a comunidade, inteira, pertence a Cristo!”.

“Desta pertença, deriva que nas comunidades cristãs – dioceses, paróquias, associações, movimentos – as diferenças não podem contradizer o fato de que todos, pelo Batismo, temos a mesma dignidade: todos, em Jesus Cristo, somos filhos de Deus”.

Francisco destacou que “aqueles que receberam um ministério de guia, de pregação, de administrar os Sacramentos não devem se considerar proprietários de poderes especiais, patrões, mas se colocar a serviço da comunidade, ajudando-a a percorrer com alegria o caminho da santidade”.

“A Igreja hoje confia o testemunho desse estilo de vida pastoral aos novos cardeais, com os quais celebrei esta manhã a Santa Missa”.

Depois de pedir uma saudação aos novos Cardeais com um aplauso, o Santo Padre recordou que “o consistório de ontem a celebração eucarística de hoje nos ofereceram uma ocasião preciosa para experimentar a catolicidade, a universalidade da Igreja, bem representada pela variada proveniência dos membros do Colégio Cardinalício, recebidos em estreita comunhão em torno do Sucessor de Pedro”.

“E que o Senhor nos dê a graça de trabalhar pela unidade da Igreja, de construir esta unidade, porque a unidade é mais importante que os conflitos! A unidade da Igreja é de Cristo, os conflitos são problemas que não são sempre de Cristo…”

“Os momentos litúrgicos e de festa, que tivemos a oportunidade de viver ao longo dos dois últimos dias, reforcem em todos nós a fé, o amor por Cristo e pela sua Igreja!”.

O Papa pediu aos fiéis “apoiar estes Pastores e a auxiliá-los com a oração, a fim de que guiem sempre com zelo o povo que lhes foi confiado, mostrando a todos a ternura e o amor do Senhor”.

“Mas quanta necessidade de oração tem um bispo, um cardeal, um Papa, a fim de que possa ajudar a seguir adiante o Povo de Deus! Digo ‘ajudar’, isso é, servir o Povo de Deus”.

A vocação do Bispo, do Cardeal e do Papa, indicou, é “ser servidor, servir em nome de Cristo”.

“Rezem por nós, para que sejamos bons servidores: bons servidores, não bons patrões!”.

“Todos juntos, bispos, presbíteros, pessoas consagradas e fiéis leigos devemos oferecer o testemunho de uma Igreja fiel a Cristo, animada pelo desejo de servir os irmãos e pronta a ir ao encontro com coragem profética às expectativas e exigências espirituais dos homens e mulheres do nosso tempo. Nossa Senhora nos acompanhe e nos proteja neste caminho”, concluiu.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26748)

“O melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”, diz mãe de 18 filhos

Rosa Pich apresenta hoje, na cidade de Pamplona, Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – É cada vez mais difícil ver uma família com mais de dois ou três filhos… agora, imaginar uma com dezoito é algo que supera até os contos de fadas ou os nossos avós.

Pois bem, hoje, Rosa Pich está apresentando na cidade de Pamplona, na Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

“É um livro muito prático para católicos, protestantes, budistas… Está pensado para uma família com um ou dois filhos, porém escrito a partir da experiência de ter 18 e de ter vindo de uma família numerosa”, diz Pich em entrevista concedida ao jornal Diário de Navarra.

Rosa Pich e seu marido Chema Postigo, de 48 e 53 anos respectivamente têm 18 filhos. Ela vem de uma família com 15 irmãos e ele de uma com 14. Casaram-se quando ela cumpriu 23 anos e ele 28.

Apesar da contrariedade dos médicos seguiram adiante. Disse rosa que “Três dos nossos filhos morreram com doenças do coração severas e o médico nos disse: ‘Não tenham mais filhos’.

Pensando na educação que queriam oferecer aos seus filhos Pich afirmou que “o melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”.

Alimentação e ajuda

Como alimentar um exército tão grande? “Não comemos só frango”, já que, como afirmou a mãe, dois frangos são suficientes para toda a família. “Primeiramente preparamos um quilo de arroz ou espaguete, que custa entre 0,80 e 0,90 centavos e enche muito. Somos de comer muito macarrão. Os meus filhos são esportistas e comilões. Além do mais, não faz falta comer tanta carne. E acompanhamos tudo com pão”. Uma média de 10 barras de pão por dia, aproveitando o desconto de 0,20 centavos que uma padaria oferece para a família.

Recebem alguma ajuda do Estado? “A única é da Renfe. O Estado tem que se mexer. É necessário incentivar a natalidade, porque nos transformaremos em um país de velhos. O problema não é a falta de comida, porque se desperdiça. O problema é que está mal distribuída”.

Ter filhos é ser feliz

Rosa comentou que o pior não é ter filhos aos 40, mas ficar só nessa idade. “Ter filhos é ser muito feliz”, disse. “Parece-me que é preciso aprender que é possível viver com muito pouco. O importante – destacou Pich – e o que a cada dia como mãe tento ensinar aos filhos, é que é preciso dar-se aos demais e desde muito pequeno. Na rua vemos muita gente triste e é por não pensar nos demais”.

Obviamente que uma família tão numerosa não é um convento de monjas. Diz Rosa Pich que “Na minha casa existem momentos de caos, caos. Um precisa cortar o cabelo, outro aconteceu algo na escola… Mas é preciso buscar um momento para si mesmo. As vezes digo: ‘Mamãe está saindo’. Fecho a porta e dou uma volta no quarteirão. Também, depois de comer e jantar, temos um momento de conversa e depois cada um pega seu livro”.

Concluindo a entrevista ao Diario de Navarra Pich quis deixar uma palavra aos seus pais: “Obrigado, obrigado, obrigado.  Ser uma família numerosa implica muitas renúncias e eles me deram tudo e sempre com alegria. Mãezinha, lembro-me que eu lhe perguntava: e quando você vai descansar? E me respondia: “na outra vida”.

(Zenit)

Brasil oferece muitos retiros para as pessoas que querem pular o carnaval com estilo cristão

Lita de retiros que vão acontecer por todo o Brasil

Por Redacao

BRASíLIA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Há poucos dias do carnaval, a Igreja no Brasil, por meio das suas dioceses, movimentos e comunidades oferece várias opções para que os cristãos aproveitem os dias de folga para louvar a Deus e participar de retiros espirituais.

Confira abaixo, a lista que apareceu hoje no site dos Jovens Conectados, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

***

BAHIA

Ubaíra
Acampa da Alegria da Comunidade O Coração Adorador, de 28/02 a 04/03
+ informações: (71) 9102-1174 (Diogo)/ 9166-3927 (Ene) / 8632-0110 (Geórgia)

CEARÁ

Bela Cruz
Retiro da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz e Comunidade Católica Aliança com Maria
+ informações: i88) 9962 9575 (falar com Gisele) ou pelo email giselesilveira_bc@hotmail.com

Cariré
Paróquia de Santo Antônio (Diocese de Sobral) e Comunidade Católica Shalom promovem o “Renascer 2014″, de 1º a 04/03 – Local: Escola Marieta Cal´s

RCC Ceará
Encontro de Carnaval “Renovar”: em todas as comunidades ou grupos de oração da Renovação Carismática Católica nas mais de 121 paróquias de Fortaleza e cidades do interior do Estado do Ceará.
+ informações: 85 8775.6470 – www.rccceara.org – comunicadoresceara@gmail.com

DISTRITO FEDERAL

Samambaia
VI LOUVAR-TE, encontro de carnaval realizado pelo Movimento Missionário Eis-me Aqui (Paróquia Nossa Senhora das Graças), de 1º a 04/03
+ informações: página Facebook M. M. Eis-me Aqui / telefones (61) 9343-6179 | 3359-2010
MINAS GERAIS

Ituiutaba
Acampamento de Carnaval Curados Pelo Amor, de 1º a 04/03
Tema: “Buscai as coisas do Alto” (Col 3,1)
+ informações: (34) 96681154/9999 7792

PARANÁ

Jacarezinho
RCC promoverá 15 encontros de carnaval simultaneamente
+ informações e inscrições: www.encontrodecarnaval.com.br

Mandaguari
XXI Retiro de Carnaval do Grupo Agua Viva (G.A.V.), de 1º a 04/03
Local: Colégio Estadual José Luiz Gori (Rua Juscelino Kubitscheck, s/n – Centro)

Maringá
Retiro RCC, de 28/02 a 02/03
Pregador: Ricardo Alves Nascimento (Diocese de Foz do Iguaçu, ex-coordenador nacional do Ministério Jovem; co-fundador do Jesus no Litoral)
Local: Seminário Diocesano de Maringá
+ informações : RCC Maringá (44)3026-8811

Paranaguá
Retiros da RCC
Acampamento de Carnaval na Quintilha, dias 1º e 2/03
Cristoval, na Paróquia São João Batista, dia 04/03

Marialva
Retiro da RCC, Grupo Ágape, de 28/02 a 02/03
Local: Chácara Nossa Senhora do Bom Conselho

RIO DE JANEIRO

Itaguaí
Retiro de Jovens da Cristoteca – dia 1º/03
Lcoal: Santa Cruz, zona oeste do Rio. Haverá bandas, momento de descrontração, baile a fantasia, além de momento de espiritualidade e palestras com missionários da Comunidade Canção Nova.
+ informações: (21)2688-1200

Rio de Janeiro

Retiro de Carnaval Fonte de Vida – Tema: “Eis que já fiz obra nova, não a vedes? ( Is 43,19)”, de 28/02 a 04/03
+ informações: eventioz.com.br\fontedevida

SANTA CATARINA

Itajaí
Retiro da RCC,  de 1º a 04/03
+ informações: contato@rccitajai.com.br

Criciúma
Retiro Vinde e Vede, de 1º a 04/03
+informações: www.rcccriciuma.org.br


SÃO PAULO

Santo Amaro
Maranathá de Carnaval, de 1º a 04/03 – Local: Casa de Itu

São Paulo
Reviver 2014, de 2 a 04/03 – Local: Mosteiro São Bento
+ informações:
fanpage shalomsaopaulo
Tel 11 3853-1782 (após as 14h)

Tatuí
5º Retiro de Carnaval – Grupo de jovens JEANS, de 1º a 05/03 – Local: Chácara Santo Expedito, Tatuí-SP
Contato:
99792-9360 Guilherme

TOCANTINS

Palmas
Retiro da Comunidade Doce Mãe de Deus (DMD)
+ informações: (63) 3224-1407/ 3366-1714

(Zenit)

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela

O Pe. José Palmar depois de ser espancado (Foto: Twitter @angel0288)

CARACAS, 20 Fev. 14 / 11:41 am (ACI).- O sacerdote venezuelano José Palmar foi espancado por policiais e agentes da Guarda Nacional, ao tentar impedir que estes ataquem a um grupo de estudantes que ia em direção à Defensoria do Povo da cidade de Maracaibo.

Conforme informa a imprensa local, a agressão aconteceu na Praça da República. Depois de ser espancado, o sacerdote foi ajudado por estudantes e dirigentes da manifestação.

Devido à gravidade das lesões e afetado pelas bombas de gás lacrimogênio, o Pe. Palmar teve que ser levado a uma clínica para ser atendido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26733)

Vietnã: ativista católico condenado a 30 meses de prisão

Le Quoc Quan: “Na prisão rezo por todos”. A Anistia Internacional registrou 75 dissidentes presos

Por Ivan de Vargas

ROMA, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Tribunal de Recurso de Hanói confirmou na última terça-feira (18) a condenação a 30 meses de prisão para o ativista católico Le Quoc Quan. Na leitura da sentença, os juízes decidiram que não havia “nenhuma nova evidência” que provasse a inocência do advogado de 43 anos, que deverá cumprir até o fim a sentença imposta em outubro de 2013.

Quan, além do mais, terá que pagar uma multa de 1.200 milhões de dongs (€ 42.027 euros ou 56.834 dólares) por uma suposta fraude fiscal cometida em 2001, como informou a organização dissidente Viet Tan.

O advogado de Le Quoc Quan reiterou perante os juízes a sua “total inocência”. E acrescentou, dirigindo-se aos juízes que, “se querem julgá-lo pelo seu ativismo, não é preciso arrastá-lo ao tribunal por sonegação de impostos”.

Enquanto isso, o acusado disse em um breve comunicado que é “vítima de uma conspiração política”.

O conhecido ativista católico denunciou com frequência em seu blog as deficiências do Vietnã em direitos humanos, liberdade política e religiosa.

“Na minha prisão, eu estou em paz e mantenho uma fé firme no futuro no nosso povo. Penso em todos e rezo para que todo o mundo possa viver tranquilamente e progredir (···). Sinto-me neste momento cheio de fé na bondade, na caridade e na compaixão do homem, e com uma forte energia para lutar incansavelmente contra a crueldade e o mal, e em favor do desenvolvimento da consciência e do coração”, escreveu em uma mensagem que conseguiu enviar aos seus seguidores no mês de Janeiro (31) por motivo do ano novo lunar.

“O bem aumentará e o mal diminuirá. A democracia florecerá, a ditadura diminuirá. As pessoas saberão como conhecer os seus objetivos e realizá-los. Ninguém tem direito nem possibilidade de fazê-lo em seu lugar”, acrescentou o ativista dos direitos humanos.

Apenas publicada a primeira sentença, o diretor para Ásia do Human Rights Watch (HRW), Brad Adams, disse que “o crime que parece ter cometido Le Quoc Quan é converter-se em um crítico eficaz do governo vietnamita”. “Quando o governo aceitará que a liberdade de expressão inclui a liberdade de dizer pacificamente opiniões diversas das do partido no poder?”

Além disso, o presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos no Vietnã, Vo Van Ai, denunciou recentemente que “enquanto Vietnã agrava a censura com novas leis e regulamentos, aumentam as repressões policiais, as prisões, as intimidações e até mesmo as agressões sexuais contra jovens blogueiros para assustá-los e impor-lhes o silêncio e a auto-censura”.

A Constituição vietnamita prevê a liberdade de expressão e de imprensa, mas o governo se ampara no artigo 88 que criminaliza a propaganda contra o Estado ou o Partido Comunista, a fim de perseguir os críticos e dissidentes.

De acordo com o último relatório da Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH), pelo menos 32 blogueiros dissidentes estão presos por publicar opiniões consideradas “subversivas” pelo Governo.

Por Repórteres Sem Fronteiras (RSF)  Vietnam se classifica no ranking de número 172 de uma lista de 179 nações em seu nível de liberdade de imprensa e qualifica o país asiático como a terceira maior prisão do mundo para blogueiros depois da China e Irã.

Nos últimos anos, este país condenou a dezenas de ativistas, jornalistas e blogueiros por “ameaçar a segurança nacional”, embora oficialmente o Governo insiste em que não persegue a ninguém por causa das suas crenças políticas ou religiosas, mas sim aqueles que violam a lei.

Anistia Internacional estima que são 75 os dissidentes políticos (blogueiros ou não) que permanecem em prisões vietnamitas, “alguns deles em condições muito duras há anos”.

(Trad.TS)

(Zenit)

Polônia: 28 de fevereiro dia de jejum e oração pela Ucrânia

Apelo lançado pela Conferência Episcopal da Polônia. Enquanto isso, continua o fratricídio e aumenta para 37 o número de mortes

Por Don Mariusz Frukacz

CZESTOCHOWA, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A Conferência Episcopal da Polônia lançou um forte apelo em solidariedade ao povo ucraniano neste momento particularmente difícil. Nesta manhã subiu para 37 o número de mortes no país, causadas por confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Em memória às vítimas e para pôr fim ao derramamento de sangue, os Bispos poloneses – informa a Assessoria de Imprensa da CEP – têm incentivado os fiéis a rezar pela Ucrânia, nas intenções da Santa Missa. Agora, a CEP anunciou que em 28 de fevereiro, haverá um dia nacional de oração e jejum pela Ucrânia. “Pedimos ao Bom Deus – escrevem os Bispos – que a convocação para a oração em solidariedade conduza a uma resolução pacífica deste dramático conflito. Nos unimos em um abraço fraterno, em memória de todas as vítimas e suas famílias, e queremos expressar nossa proximidade e oração”.

(Zenit)

Evangelização online: o uso das redes sociais como ponto de encontro

O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Sabemos que o sucesso das redes sociais se deve a um fator decisivo: elas facilitaram as relações interpessoais. Foi no começo da primeira década do terceiro milênio que a massificação das tecnologias da comunicação e da informação se globalizou. Em pouco menos de dez anos, aconteceu uma verdadeira revolução, que não foi apenas tecnológica, mas também antropológica.

O homem de hoje pensa, vive e sente com a internet. O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida, o que se reflete na “hiperconexão” de milhões de pessoas em todo lugar e a qualquer momento. Paradoxalmente, a finalidade de relação passou a ser um fator secundário.

Como é que a evangelização entra neste complexo mundo digital? E mais: como entender a evangelização num contexto existencial como o de hoje? Há quem aposte em “habitar a rede” e possibilitar, a partir dela, uma aproximação das pessoas que não conhecem Deus, não acreditam nele ou deixaram de acreditar. Se este objetivo levar a outro mais profundo (o encontro pessoal com Deus) e houver não apenas boas intenções, mas a formação e a criatividade necessárias, isso é ótimo.

Assim como milhares de missionários partiram um dia para anunciar a mensagem de Jesus em novas terras e em novos continentes, assim também os missionários da web desembarcam no continente digital para repropor a mesma mensagem. E a experiência e as lições daqueles evangelizadores podem servir para o presente.

Em primeiro lugar, os missionários transmitiam a palavra de Deus, não a deles mesmos. Eram intermediários entre Deus e os homens e, em consequência, conduziam as pessoas ao fim que era Deus, não a si próprios. Existe hoje a tentação de se colocar no centro da mensagem e acabar desviando a atenção do fim verdadeiro.

Os missionários eram enviados: o impulso vinha de Deus e, como dizia São Paulo, “Ai de mim se não pregar o Evangelho!”. Mas também é verdade que o envio imediato era feito por uma autoridade eclesiástica, que avalizava o trabalho apostólico. Isto continua sendo verdade hoje. A evangelização online exige a boa intenção, mas também a adequada preparação e, na medida do possível, o respaldo ao menos do próprio pároco ou de algum representante eclesiástico que acompanhe e oriente o nosso trabalho.

Os missionários de antigamente aprendiam a língua dos nativos. Os nativos digitais também têm a sua linguagem própria: mais visual, interativa, intuitiva, multimídia. São elementos que o missionário não só precisa conhecer, mas dominar, para falar ao homem contemporâneo de um jeito que ele entenda.

Ao chegar à nova terra, os missionários também sabiam identificar as coisas boas da cultura local. Devemos fazer o mesmo: não quebrar a cabeça pensando em milhares de táticas novas; podemos aproveitar o que já existe, purificando-o, se necessário, e elevando-o.

Finalmente, o sucesso pastoral de muitos missionários não vinha da quantidade de coisas que eles faziam, mas do testemunho de vida santa que eles davam. Se as atividades eram muitas, era porque vinham do conselho que Deus lhes dava na oração. E isso as pessoas notavam, sentindo-se interpeladas a conhecer o Deus com quem o missionário se comunicava. Isto permanece válido: falar primeiro com Deus e depois falar dele para os outros. Os homens de hoje não escutam os mestres, e sim as testemunhas. E, se escutam os mestres, é porque eles são testemunhas.

Em suma, trata-se do desafio de levar as almas ao contato direto com Deus e devolver às redes sociais o seu fator de sucesso. O “grande encontro” passa pelos pequenos encontros que os missionários são chamados a possibilitar na conexão com Deus fora do ambiente digital.

(Zenit)

Maconha: dez razões para não despenalizar nem legalizar seu uso

Folha de Maconha. Foto: H. Zell (CC BY-SA 3.0)

MEXICO D.F., 19 Fev. 14 / 12:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- No contexto da promulgação da lei que permite o consumo de até 40 gramas de maconha por pessoa ao mês no Uruguai; e em meio ao debate público sobre a sua possível legalização ou despenalização em outros países, o Sistema Informativo da Arquidiocese do México publica um artigo no qual apresenta 10 razões convincentes para opor-se a esta medida.

O artigo, publicado em 17 de fevereiro, apresenta as seguintes razões:

1. Falou-se falsamente que fumar maconha não afeta a saúde. Segundo estudos publicados pelo Drug Abuse National Institute dos EUA, entre os efeitos de consumir maconha estão: percepção distorcida da realidade; perda da memória e da capacidade de aprendizagem; falta de coordenação motora; desorientação; incapacidade para pensar com clareza, de reagir e resolver problemas; perda de habilidades cognitivas, que podem ser permanentes; ataques de ansiedade, paranoia, pânico; fobias, alucinações; aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão, o que aumenta em até quatro vezes o risco de ataque cardíaco; baixa no sistema imunológico; problemas respiratórios; tosse; congestão pulmonar e câncer, pois contém mais substâncias cancerígenas que o tabaco.

2. Afetaria gravemente a economia dedicar ao cultivo de droga terras que poderiam dedicar-se a cultivos alimentares e/ou medicinais.

3. Legalizar a maconha não diminuiria a violência; só serviria para enriquecer a uns quantos latifundiários que já sonham com os lucros que conseguirão.

4. Mais de noventa e nove por cento dos viciados em cocaína e heroína começaram com este vício porque algum dia cederam à tentação de experimentar a maconha. E uma vez atravessada essa porta, continuaram experimentando outras drogas cada vez mais fortes. A maconha é a porta de entrada a vícios mais graves.

5. Muita gente que hoje não se atreve a experimentar a maconha porque está proibida, o faria se fosse legal. Logo, não apenas adultos, mas também jovens, adolescentes e crianças estariam consumindo-a, começando seu triste caminho de vício e destruição.

6. Da mesma forma que, ainda que seja proibido, se vende cigarro de tabaco nas esquinas aos motoristas, também se venderão cigarros de maconha. Agora, além de ter que tomar cuidado com os motoristas que dirigem embriagados, também teremos que ter cuidado com os ‘maconheiros’! E quando aumentarem os acidentes automobilísticos, as autoridades instalarão ‘maconhímetro’ junto com o ‘bafômetro?’.

7. As estatísticas provam que uma porcentagem impressionante de delitos são cometidos sob o efeito da droga, em especial, da maconha. As prisões estão cheias de delinquentes que não teriam cometido nada ilícito se não se drogassem.

8. Promover a maconha é promover uma saída falsa. As pessoas se drogam para evadir sua realidade porque vivem um grande vazio existencial. Mas a solução não está em fazer com que as pessoas vivam uma evasão que deixará graves consequências, mas em ajudar-lhes a encontrar o sentido da sua existência. E para isso, não precisa de maconha, precisa de Deus.

9. Diz São Paulo: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gal 5, 1). Como fiéis não podemos estar a favor da legalização de algo que escraviza o ser humano, o deixa viciado, alienado de sua realidade e privado de sua liberdade.

10. Os interessados em legalizar a maconha expõem como muito ‘progressista’ e como um grande ‘avanço’ imitar a outros países que a legalizaram. Mas incentivar que as pessoas se droguem, alterem sua consciência, fiquem viciadas, percam a bússola, a paz, a saúde e o sentido de sua existência, não contribui em nada para melhorar a sociedade, pelo contrário, promove sua deterioração física, mental e espiritual. Queremos isso para a nossa pátria, para o nosso lar?

O Papa Francisco, em sua visita ao Brasil realizada no ano passado por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, inaugurou o polo de atenção aos dependentes químicos de um hospital no Rio de Janeiro e em seu discurso disse que “não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química; é necessário enfrentar os problemas que estão na raiz no uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança para o futuro”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26723)

Lançado app “Comics do Papa Francisco” visando que as crianças conheçam melhor o Papa

Foto: iTunes Store

ROMA, 19 Fev. 14 / 12:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- A empresa Apple acaba de lançar na iTunes Store o aplicativo “Os Comics do Papa Francisco”, desenvolvido pelo Master New Media, para os dispositivos iPad. Esta iniciativa tem como objetivo que as crianças conheçam melhor o Bispo de Roma.

Conforme assinala o L’Osservatore Romano, o aplicativo tem três opções a escolher: As frases do Sumo Pontífice (com desenhos que representam suas mensagens), jogar e colorir com o Papa, e finalmente as histórias do Santo Padre.

Os mais novos da casa podem escutar seus discursos, ler suas publicações no Twitter, assim como ficar sabendo mais sobre a vida de Francisco antes de ser eleito.

Atualmente o aplicativo está disponível somente em dois idiomas: inglês e alemão, ainda não está disponível em português e tem um custo de 2,99 dólares.

O site para baixa-lo é: https://itunes.apple.com/us/app/pope-francis-comics/id813620711?mt=8

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26724)

Cerca de 180 cardeais participarão a partir de amanhã no primeiro Consistório do Papa Francisco

Foto Grupo ACI

VATICANO, 19 Fev. 14 / 01:55 pm (ACI/Europa Press).- Cerca de 180 cardeaisparticiparão a partir desta quinta-feira, 20 de fevereiro, no primeiro consistório do Papa Francisco, no qual criará, no sábado, 22 de fevereiro, a 19 novos cardeais, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

O diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, o Padre Federico Lombardi precisou que as reuniões acontecerão na sala nova do Sínodo. Sobre o procedimento, o porta-voz do Vaticano explicou que começará com a celebração da ‘Hora Terça’, e com a saudação do decano do Colégio Cardenalício, o Cardeal Angelo Amato.

O tema principal deste consistório é a família e a pastoral familiar. O presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, fará uma introdução dedicada à pastoral familiar e depois acontecerão as intervenções livres dos cardeais. Em relação à introdução do Cardeal Kasper, o Pe. Lombardi especificou que não se fará pública.

As visitas de cortesia previstas para sábado de tarde, depois da celebração às 11h da manhã do consistório para a criação dos novos cardeais na Basílica Vaticano, acontecerão em sua maioria na Sala Paulo VI.

O porta-voz do Vaticano destacou que o consistório “não tem nenhum tipo de poder decisivo”, mas se trata de uma assembleia na qual os cardeais manifestam livremente e sem ordem prévia seu pensamento.

O Pe. Lombardi destacou sua “importância” para o Pontífice e para o Colégio Cardenalício “porque se dão conta da atmosfera e do pensamento que há”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26726)

Pais de um bebê que viveu apenas 10 dias realizam vídeo em sua homenagem

WASHINGTON DC, 18 Fev. 14 / 12:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- Josh e Robbyn Blick, pais do menino Zion Isaiah Blick, que viveu apenas dez dias devido à Síndrome de Edwards, celebraram junto dele, com familiares e amigos, cada um dos seus dias de vida, e os registraram em fotografias e vídeos postados na internet.

Às 20 semanas de gravidez, os médicos informaram ao casal que Zion Isaiah tinha a Síndrome de Edwards, conhecida também como Trissomia 18, que é a presença de um cromossomo extra no par 18 que ocasiona anomalias diversas e problemas graves saúde terminando a vida do bebê, em alguns casos, em questão de dias.

Muitos bebês que apresentam esta condição falecem antes mesmo de nascer, e os médicos advertiram desta possibilidade a Josh e Robbyn.

Apesar disto, o casal seguiu adiante com a gravidez, e assim, Zion Isaiah nasceu no dia 11 de janeiro deste ano. O bebê nasceu com um problema no coração, o que reduziu sua esperança de vida.

Junto a seus amigos, família e seus outros filhos, Josh e Robbyn Blick acompanharam seu bebê e inclusive o levaram para casa. Junto dele celebraram cada dia até que ele faleceu no dia 21 de janeiro.

Josh compartilhou as fotos dos dias que viveram junto a seu filho através do Instagram, e apresentou um vídeo no qual recolheu os instantes vividos junto a Zion.

Em 29 de janeiro, oito dias depois da morte de Zion Isaiah, seu pai, Josh, expressou em sua conta de Twitter sua confiança de que seu filho agora está no Céu, escrevendo: “… parece que foi ontem. Dos meus braços aos Dele, sei que você é amado”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26714)

Em restauração o Cristo redentor do Rio de Janeiro

120 dias e 833 mil dólares para restaurar a famosa escultura, símbolo da cidade. A obra, visitada a cada ano por 700 mil turistas, não será fechada ao público

Por Redacao

ROMA, 18 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Cristo Redentor do Rio de Janeiro está sendo reformado. A célebre estátua no topo do Corcovado, que dos seus 710 metros de altura embeleza a cidade e é símbolo e ponto de referência para mais de 700 mil turistas.

Um grupo de trabalhadores especializados em operações em grandes altitudes começou nesses dias os trabalhos de restauração da escultura, depois da benção do arcebispo, mons. Orani João Tempesta, próximo cardeal no consistório do 20 de fevereiro.

Realizado em 1931, medindo 28 metros e pesando cerca de 700 quilos, o Cristo Redentor é patrimônio histórico do Brasil, e em 2007, foi proclamado uma das sete maravilhas do mundo. Vai demorar pelo menos quatro meses para restaurar o dedo polegar da sua mão direita atingido no dia 17 de janeiro desse ano por um raio durante uma violentíssima tempestade que afligiu o Rio de Janeiro.

Os trabalhos de restauração serão inteiramente financiados pela arquidiocese e por empresas privadas. O acordo prevê uma despesa total de 833 mil dólares. Durante os 120 dias de operação, que se limitará às mãos e à cabeça, a obra não será fechada ao público.

(Trad.TS)

(Zenit)

Fofocas podem matar. Nada de fofocas

As palavras do papa Francisco durante o Angelus

CIDADE DO VATICANO, 17 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – No Angelus deste domingo, 16 de fevereiro, Papa Francisco comentou a atitude de Jesus em relação à lei judaica, destacando o significado do pleno cumprimento da Lei e da justiça superior. Eis as palavras do Papa:

Queridos irmãos e irmãs,

O Evangelho deste domingo faz parte ainda do chamado “sermão da montanha”, a primeira grande pregação e Jesus. Hoje o tema é a atitude de Jesus com relação à Lei judaica. Ele afirma: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição” (Mt 5, 17). Jesus, então, não quer cancelar os mandamentos que o Senhor deu por meio de Moisés, mas quer levá-los à sua plenitude. E logo depois acrescenta que este “cumprimento” da Lei requer uma justiça superior, uma observância mais autêntica. Diz de fato aos seus discípulos: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20).

Mas o que significa este “pleno cumprimento” da Lei? E esta justiça superior em que consiste? O próprio Jesus nos responde com alguns exemplos. Jesus era prático, falava sempre com os exemplos para se fazer entender. Começa pelo quinto mandamento do decálogo: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo” (vv. 21-22). Com isto, Jesus nos recorda que também as palavras podem matar! Quando se diz que uma pessoa tem língua de serpente, o que quer dizer? Que as suas palavras matam! Portanto, não só não se deve atentar contra a vida do próximo, mas também não lançar sobre ele o veneno da ira e atingi-lo com a calúnia. Nem falar mal dele. Chegamos às fofocas: as fofocas podem matar, porque matam a fama das pessoas! É tão bruto fofocar! No começo pode parecer uma coisa agradável, até divertida, como chupar uma bala. Mas no fim enche o coração de amargura e envenena também nós. Digo-vos a verdade, estou convencido de que se cada um de nós fizesse o propósito de evitar as fofocas, no fim se tornaria santo! É um belo caminho! Queremos nos tornar santos? Sim ou não? [Praça: Sim!] Queremos viver atrelados às fofocas como hábitos? Sim ou não? [Praça: Não!] Então estamos de acordo: nada de fofocas! Jesus propõe a quem O segue a perfeição do amor: um amor cuja única medida é não ter medida, ir além de todos os cálculos. O amor ao próximo é uma atitude tão fundamentada que Jesus chega a afirmar que a nossa relação com Deus não pode ser sincera se não queremos fazer as pazes com o próximo. E diz assim: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão” (vv. 23-24). Por isso, somos chamados a reconciliar-nos com os nossos irmãos antes de manifestar a nossa devoção ao Senhor na oração.

De tudo isso, entende-se que Jesus não dá importância simplesmente à observância disciplinar e à conduta exterior. Ele vai à raiz da Lei, com foco, sobretudo, na intenção e, portanto, no coração do homem, de onde provêm as nossas ações boas ou más. Para ter comportamentos bons e honestos, não bastam as normas jurídicas, mas são necessárias motivações profundas, expressão de uma sabedoria oculta, a Sabedoria de Deus, que pode ser acolhida graças ao Espírito Santo. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à ação do Espírito, que nos torna capazes de viver o amor divino.

À luz deste ensinamento, cada preceito revela o seu pleno significado como exigência de amor, e todos se reúnem no maior mandamento: ama Deus com todo o coração e o próximo como a ti mesmo.

(Trad.: Canção Nova)

(Zenit)

Homilia do papa na Casa Santa Marta: Deus não age como um feiticeiro

A paciência do povo de Deus, que suporta as provações cotidianas com fé, é o que faz a Igreja avançar, explica Francisco

Por Redacao

ROMA, 17 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A paciência do povo de Deus, que suporta com fé as provações do cotidiano, é o que faz a Igreja avançar: esta foi a mensagem do papa Francisco durante a homilia desta manhã, na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta.

“A paciência não é resignação, é outra coisa”. Em sua pregação, o papa comentou a Carta de São Tiago, que nos faz um convite à alegria mesmo quando somos provados. “Parece um convite para sermos iguais aos faquires”, disse Francisco, com seu bom humor habitual, “mas não é isso. Ter paciência, suportar as provações, as coisas que não queremos, é uma atitude que nos faz amadurecer na vida. Quem não tem paciência quer tudo para já, tudo depressa. Quem não conhece a sabedoria da paciência é uma pessoa caprichosa, como as crianças que nunca ficam satisfeitas com nada. A pessoa que não tem paciência é uma pessoa que não cresce, que fica nos caprichos infantis, que não sabe encarar a vida do jeito que a vida vem: ou isso ou nada. Esta é uma das tentações: virar pessoas caprichosas. Outra tentação para aqueles que não têm paciência é a onipotência de querer algo para já, como os fariseus, que pedem a Jesus um sinal do céu: eles queriam um espetáculo, um milagre”.

“Eles confundem o modo de agir de Deus com o modo de agir de um feiticeiro. E Deus não age como um feiticeiro. Deus tem a sua própria maneira de avançar. A paciência de Deus. Ele também tem paciência. Cada vez que recorremos ao sacramento da Reconciliação, cantamos um hino à paciência de Deus! E como Deus nos carrega nos ombros, com quanta paciência, com quanta paciência! A vida cristã tem que se desenvolver ao som da paciência, que era a música dos nossos pais, do povo de Deus, daqueles que acreditaram na Palavra de Deus, que seguiram o mandamento que nosso Senhor tinha dado ao nosso pai Abraão: ‘Caminha em minha presença e sê perfeito'”.

O povo de Deus, diz o papa, citando a Carta aos Hebreus, “sofreu muito, foi perseguido, assassinado”, mas teve “a alegria de vislumbrar as promessas” de Deus. “Esta é a paciência”, que “devemos manter nas provações: a paciência de uma pessoa adulta, a paciência de Deus”, que nos carrega sobre os ombros. E esta é “a paciência do nosso povo”.

“Como o nosso povo é paciente! Mesmo agora! Quando vamos às paróquias e nos encontramos com essas pessoas que sofrem, que têm problemas, que têm um filho com deficiência ou que têm alguma doença, mas que vivem a vida com paciência. Elas não pedem sinais, como aquela gente do Evangelho, que queria um sinal. Aqueles diziam: ‘Dá-nos um sinal!’. Não, essas não pedem, mas sabem ler os sinais dos tempos: sabem que, quando germina a figueira, é porque a primavera está chegando. Mas aqueles impacientes do Evangelho que ouvimos hoje, que queriam um sinal, não sabiam ler os sinais dos tempos e é por isso que eles não reconheceram Jesus”.

O Santo Padre terminou a homilia louvando “o nosso povo que sofre, que sofre muitas, muitas coisas, mas que não perde o sorriso da fé, que mantém a alegria da fé”.

“E esta gente, o nosso povo, nas nossas paróquias, nas nossas instituições, muita gente, é quem leva a Igreja para frente, com a sua santidade, de todos os dias, de cada dia. Que nosso Senhor dê a todos nós a paciência, a paciência alegre, a paciência do trabalho, da paz, a paciência de Deus, a paciência que Ele tem, e nos dê a paciência do nosso povo fiel, que é tão exemplar”.

(Zenit)

São Valentim

A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Por Fabiano Farias de Medeiros

HORIZONTE, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Hoje é dia de São Valentim, santo conhecido por ser o protetor dos namorados, cujo nome e testemunho deu nome à tradição do Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim (The Valentine’s Day como é conhecido nos Estados Unidos).

Valentim era sacerdote em Roma no século III, durante o reinado do imperador Cláudio II, o Gótico.  O Imperador, durante seu governo, instituiu a proibição dos matrimônios em seu reino, pois tinha o objetivo de constituir e sedimentar um grande e poderoso exército e para que isso acontecesse julgava ser necessário os jovens não terem família. Isso os fariam alistarem-se mais facilmente. Daí a proibição dos casamentos.

Valentim contrariou as ordens do imperador e continuou a celebrar os casamentos ainda que secretamente. Ao saber da atitude de Valentim o imperador mandou prendê-lo e o levou à um interrogatório público. A sabedoria de Valentim lhe valeu o elogio do imperador que antes de lhe mandar prender exclamou: “Escutem a sábia doutrina deste homem”.

Valentim ficou preso na casa do prefeito Astério, cuja filha era acometida de cegueira. Valentim pediu a Deus pela jovem que ficou curada e também foi responsável pela conversão de toda a sua família, fato este, que agravou sua condição diante do imperador que ordenou sua execução em 14 de fevereiro de 270 sendo decapitado.

A sepultura de Valentim foi encontrada em 346, numa capela subterrânea na via Flaminia e a maior parte de suas relíquias estão agora na igreja de Santa Praxedes. A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Neste ano o Papa Francisco se reunirá em uma audiência na Praça de São Pedro com cerca de 20 mil namorados. O tema da audiência é “a alegria do sim para sempre”.

Que o testemunho de São Valentim nos impulsione a buscar, defender e viver a fé e o amor verdadeiro, fruto de uma amizade sincera e da busca da vontade de Deus no matrimônio aos que são chamados à este estado de vida.

(Zenit)

Trabalho aos domingos

O repouso aos domingos é um preceito de direito divino

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – De uns tempos para cá, é comum a abertura do comércio aos domingos nas grandes cidades do país. Na verdade, cada município legisla sobre este tema, podendo ou não autorizar o funcionamento das lojas.

Em São Paulo, boa parte do comércio abre aos domingos. Este procedimento já vem sendo observado há alguns anos, ininterruptamente. Principalmente os shopping centers ficam abarrotados nesses dias. A coisa piora quando se está próximo de uma data comemorativa, como Natal, dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados etc.

O bem-aventurado João Paulo II e o papa emérito, Bento XVI, alertaram os católicos a propósito da necessidade de guardar o domingo. Na memorável encíclica Dies Domini, João Paulo II afirma que o domingo (palavra que quer dizer “dia do Senhor”) deve ser dedicado ao culto a Deus, através da participação na missa e também em atividades caritativas, como, por exemplo, visitar um doente, uma família necessitada. Além disso, explica o sumo pontífice, o domingo tem de ser reservado ao legítimo repouso e à recuperação das forças vitais. A doutrina de João Paulo II decerto se baseia no terceiro mandamento do Decálogo: guardar domingos e festas. Bento XVI ratificou este ensinamento, enfocando rapidamente o problema na exortação apostólica Sacramentum Caritatis, na qual assevera a urgência de se resgatar o verdadeiro sentido do domingo para o cristão-católico.

O argumento de que o desemprego exige o trabalho aos domingos é deveras falacioso. Não creio que haja mais postos de trabalho em razão dessa conduta. São os mesmos empregados da semana que se revezam aos domingos.

A guarda do domingo, que consiste principalmente em não trabalhar nesse dia, é um dever de direito divino, e não simplesmente canônico ou humano. “É particularmente urgente no nosso tempo lembrar que o dia do Senhor é também o dia de repouso do trabalho”, ensina Bento XVI ( Sacramentum Caritatis, n.º74).

O domingo é o primeiro dia da semana. Viver intensa e cristãmente o preceito dominical é encarar o resto da semana “segundo o domingo”, para usar uma expressão de santo Inácio de Antioquia (iuxta dominicam viventes), ou seja, os outros dias não serão mais fardo pesado, fastio, mas se transformarão em dádivas divinas, incentivo para a prática do evangelho e nosso coração estará preenchido de alegria imensa.

 Edson Sampel é Teólogo e Doutor em Direito Canônico. Membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp). Acompanhe também Minutos Católicos: http://www.youtube.com/user/Sampelful

Dom Celli pede transmitir a ternura de Deus através da Internet

Dom Claudio Maria Celli. Foto: CNBB

HAVANA, 13 Fev. 14 / 12:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, afirmou durante um seminário de comunicação para bispos da América Central e do Caribe realizado em Havana (Cuba), que a conexão da Internet deve ir acompanhada de um verdadeiro encontro que transmita às pessoas a ternura de Deus.

“Não basta estar conectados, é necessário que a conexão vá acompanhada de um verdadeiro encontro. Precisamos de ternura. Nossos meios são convidados a comunicar a ternura de Deus para as pessoas. Não somos uma rede de cabos, mas de pessoas humanas”, enfatizou o Prelado.

Durante o evento, a autoridade vaticana assinalou que a pastoral da comunicação deve ter em conta o aumento do número de “nativos digitais”, quer dizer, aquelas pessoas que nasceram durante ou depois da revolução tecnológica e que fazem das novas tecnologias parte de sua vida cotidiana. “Nosso problema não é como nos aproximamos da realidade de hoje, mas como nos preparamos para os próximos anos, como acompanhamos este caminho e nos preparamos pastoralmente”, explicou.

Nesse sentido, indicou que houve um discernimento prévio antes de abrir a conta do Twitter @Pontifex. O desafio é “descobrir, com audácia e prudência, as formas mais adequadas e eficazes de comunicar a mensagem evangélica aos homens de nosso tempo”, e assegurou que a dimensão primitiva da comunicação evangelizadora é o testemunho.

Dom Celli disse que o magistério da comunicação passou de uma visão instrumental dos meios de comunicação a uma visão ambiental, pois os meios criam um ambiente de vida, o continente digital, onde vivem centenas de milhões de pessoas. “Eu não utilizo a Internet para evangelizar, mas evangelizo na Internet, habitando na Internet. Isto supõe uma mudança cultural de visão”, destacou.

Durante a sua exposição, a autoridade vaticana também aprofundou em alguns conceitos que o Papa Francisco destacou em sua mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, onde assinala que a comunicação é, definitivamente, uma conquista mais humana que tecnológica, e o poder da comunicação é a sua proximidade, vista da perspectiva da parábola do Bom Samaritano.

O representante vaticano concluiu afirmando que 60 milhões de pessoas recebem os tweets do Papa. “Isso significa entrar em diálogo, acompanhar o caminho dos seres humanos; uma Igreja que acompanha no caminho sabe colocar-se no caminho com todos, sem exclusões”, indicou.

Por sua parte, o Bispo de Holguín (Cuba), Dom Emilio Aranguren, expôs sobre a “Espiritualidade de comunhão e conversão pastoral”, onde afirmou que uma espiritualidade compartilhada e de comunhão será fundamental para conseguir a “verdadeira travessia” da mudança que implica a conversão pastoral “sem que nenhuma ovelha fique para trás”.

O Prelado assinalou que a evangelização “é fazer que a Boa Notícia de Jesus Cristo vá suscitando o encontro entre as pessoas em comunhão de vida e de fé”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26693)

“Eu Rezo Pelo Papa”: Comunidade Shalom lança Campanha de Oração pelo Papa Francisco

FORTALEZA, 13 Fev. 14 / 12:48 pm (ACI).- Respondendo ao constate pedido do Santo Padre, “Rezem por mim”, especialmente no comovente gesto na inauguração do seu pontificado quando inclinou-se e pediu que em silêncio aos presentes na Praça de São Pedro para que rezassem por ele, a Comunidade Católica Shalom mobiliza nas redees sociais uma campanha de oração pelo Santo Padre com o nome: “Eu Rezo Pelo Papa”.

A Fanpage  criada   no dia 3 de fevereiro já conta com mais de  9 mil curtidas até a conclusão deste texto. Na página, os participantes declaram que rezam pelo  papa e oferecem terços, missas e outras devoções como intercessão pelos trabalhos do pontífice.

Para aderir basta rezar por Francisco e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag #EuRezoPeloPapa. As hashtags também estão disponíveis em mais outras seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

“Queremos motivar as pessoas a rezarem pelo Papa. É uma forma de apoiá-lo em sua missão. Esta é uma iniciativa voltada para todos aqueles que gostam de Francisco”, explicou João Edson Queiroz, membro do Conselho Geral do Shalom e um dos responsáveis pela iniciativa. Ainda segundo Queiroz a meta é que até o final do mês a página chegue a 20 mil seguidores.

Faz parte da história da Comunidade Católica Shalom o amor, zelo, obediência e intercessão pelos Papas. Foi aos pés do Beato João Paulo II, durante uma celebração eucarística, que Moysés Azevedo, fundador da instituição, ofereceu sua vida pela evangelização dos jovens em 9 de julho de 1980.

Durante o anúncio da renúncia do bispo emérito de Roma, Bento XVI, a comunidade encontrava-se em Retiro de carnaval no ginásio Paulo Sarate, ocasião em que já começaram a rezar pelo novo papa.

Durante o período da Sé Vacante foi orientado para os membros da instituição um tempo especial de oração pela eleição do novo Papa que viria ser o cardeal Bergoglio.

“Rezar pelo papa e suas intenções é um dever nosso como cristão, como ovelhas que são guiadas pelo seu pastoreio”, disse João Edson.

Campanha “Eu Rezo Pelo Papa”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26694)

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”
O editor Alexandre Varela em entrevista a ZENIT. O blog diariamente recebe 450 mil visitas e está na reta final do prêmio TopBlog

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “O Catequista” é um dos maiores blogs católicos do Brasil e recebe cerca de 450 mil visitas no seu site diariamente.

A sua proposta é uma “Catequese de Boteco”, assim como o próprio editor o define na entrevista abaixo. O objetivo dessa Catequese é diferente da catequese tradicional. Quer ser um complemento. Levar a fé àquelas pessoas que estão distantes dos linguajares mais rebuscados dos livros de teologia, sem, por isso, deixar de lado a ortodoxia.

Alexandre Varela, editor do blog O Catequista, junto com sua esposa Vivane, tem formação em matemática pela UERJ, MBA em Gestão Empresarial e Pós-Graduação em Gestão Avançada de Projetos pela FGV.  Atua como Gerente de Projetos, certificado pelo Project Management Institute, com sede nos EUA.  Já atuou como Secretário Arquidiocesano de Pastoral, coordenador da Pastoral da Juventude e coordenador da Pastoral Universitária na UERJ. É Membro do Movimento Católico Comunhão e Libertação, catequista de Crisma e pai de três filhos.

Nesse ano o blog “O Catequista” está na reta final do maior prêmio para blogs do Brasil, o TopBlog. O seu desejo é vencer esse prêmio porque “será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade” – como disse Varela a ZENIT. Pode-se votar usando esse link: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva concedida a ZENIT:

***

ZENIT- De onde surgiu a ideia desse apostolado?

Alexandre: Surgiu quase sem querer! A ideia original era conseguir responder aos crismandos da nossa turma, sobre assuntos que apareciam na imprensa e envolviam a Igreja.  Fizemos isso com a mesma linguagem irreverente e informal que usamos durante os encontros. Literalmente por graça, o site cresceu e hoje é um dos maiores blogs católicos do Brasil!

ZENIT – Catequizar com a linguagem do mundo de hoje é fácil?

Alexandre: Em tudo o que fazemos, nunca deixamos a Tradição de lado. Somos absolutamente fiéis ao Papa. Mas, com um linguajar informal. Gostamos de definir nosso estilo como “Catequese de Boteco”, justamente porque fazemos tudo como se fôssemos um grupo de amigos em um bar, falando sobre Cristo e sobre a experiência Cristã.  A maior dificuldade disso é que muitas pessoas estão predispostas a ler sobre religião com um jeito empolado de escrever e acabam por não entender a nossa proposta. Mas isso não é um problema. Para estas pessoas já existem muitos livros e sites. Queremos alcançar justamente os que preferem textos mais rápidos e bem humorados. Essa é a nossa marca!

ZENIT – Qual a sua maior satisfação com esse apostolado?

Alexandre: Nossa maior satisfação é ver como Cristo conduziu todo esse projeto. É sentir que estamos fazendo algo para a Glória d’Ele! Hoje não temos só o blog, temos uma FanPage, um podcast (o Catecast), dois programas de rádio, escrevemos para alguns veículos (inclusive o ZENIT) e temos um novo programa ao vivo via Youtube (a Liga dos Blogueiros Católicos).  E ainda neste ano vamos estrear mais duas atrações! Tudo isso trabalhando normalmente e criando três filhos pequenos! Se não fosse pela vontade do Senhor, isto não seria possível.

ZENIT – Qual seu maior desafio?

Alexandre: Nosso maior desafio é continuar crescendo e oferecendo conteúdo cada vez melhor para nossos leitores, ouvintes e especatores. É impressionante as ideias e projetos que vêm surgindo naturalmente, além dos convites para participações em programas e palestras. Queremos conseguir dar conta de tudo.  E aos poucos, tenho certeza de que o Senhor nos guiará da melhor forma (tem sido assim até hoje). Não vamos parar. Vamos avançar pra águas cada vez mais profundas!

ZENIT – E a liga dos blogueiros católicos? Como vai?

Alexandre: Cada dia com mais audiência! Na última, tivemos praticamente o dobro de público ao vivo! É muito legal ver como as coisas que falamos repercutem nos dias seguintes em várias fanpages e blogs, sem falar no prazer de dividir a atração com outros blogueiros fantásticos. Ficamos realmente muito felizes com o sucesso do programa e queremos apostar muito nesse formato. Sentíamos falta de um programa de TV que pudesse discutir atualidades do ponto de vista da experiência católica. O Youtube nos permitiu fazer isso e daquela maneira irreverente que é a nossa marca.

ZENIT – O Blog O Catequista está na reta final do TopBlog. Como podemos ajudá-lo a vencer?

Alexandre: Estamos concorrendo na categoria Religião e, com ajuda dos nossos leitores, passamos para a fase final. Agora a votação é muito apertada e toda a ajuda será muito bem-vinda! Esse prêmio será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade. E assim, teremos a chance de falar para públicos que ainda não conseguimos alcançar. Quem quiser nos ajudar nessa caminhada pode votar até duas vezes (usando e-mail e Facebook) por meio do endereço: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

(Agência Zenit)

Índia: Relatório reporta 4 mil casos de violência contra cristãos

Cardeal Oswald Gracias (Foto Jayarathina (CC BY-SA 3.0))

Roma, 12 Fev. 14 / 09:11 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Bombaim (Índia) e Presidente da Conferência Episcopal do país, Cardeal Oswald Gracias, apresentou o “Relatório sobre a perseguição em 2013”, que recolhe mais de quatro mil casos de violência contra os cristãos acontecidos no país e realizados por grupos extremistas hindus.

Este relatório foi elaborado por diferentes entidades e organizações cristãs na sociedade civil indiana, como Catholic Secular Forum (CSF); All India Christian Council; Evangelical Fellowship of India; Global Council of Indian Christians e World Watch Monitor.

O estudo apresenta o assassinato de sete fiéis, entre eles um menor de idade, assim como também casos de abusos e agressões a mil mulheres, 500 crianças, 400 sacerdotes de diferentes confissões e ataques a mais de 100 Igrejas e lugares de culto cristão, conforme informou a agência vaticana Fides.

A entrega do relatório aos Bispos esteve a cargo do Presidente e do Secretário da CSF, Joseph Dias e o juiz Michael Saldanha, respectivamente.

Dos quatro mil casos apresentados e documentados em detalhe, mais de 200 são casos graves de perseguição, sobretudo nos estados de Karnataka onde, a pesar da mudança de governo, a perseguição cristã é mais frequente.

Outro dos lugares é Maharashtra que conforme assinalou o relatório “parece ser o próximo laboratório do extremismo hindu”. Também estão os estados de Andra Pradesh, Chhattisgarh, Gujarat, Orissa, Madhya Pradesh, Tamil Nadu e Kerala.

As falhas no sistema legal do país é outro dos pontos analisados no documento. Estas falhas permitem a propagação da violência e a impunidade dos agressores.

Existem também outras leis que negam aos dálits cristãos e a outras minorias os direitos concedidos aos dálits hindus, assim como leis que proíbem a conversão e que estão em vigor nos estados de Orissa, Arunachal Pradesh, Madhya Pradesh, Rajasthan, Gujarat, Chhattisgarh e Himachal Pradesh.

O relatório indica que uma lei integral para deter a violência que foi apresentada no ano passado ao Parlamento ainda não foi examinada nem debatida, e na maioria dos casos “a polícia se nega a receber as denúncias”, e os meios de comunicação do país não divulgam estes fatos ou minimizam o acontecido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26683)

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco é lançada nas redes sociais
Utilizando # em sete línguas, o convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades

Por Emanuele Sales

FORTALEZA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “Eu rezo pelo Papa” é o título da campanha que tem mobilizado intercessores do Papa Francisco nas redes sociais. O objetivo é corresponder ao pedido feito por Jorge Mario Bergoglio em 13 de março do ano passado, quando foi eleito pontífice: “Rezem por mim”.

O convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades. Na página no Facebook, há quem oferece oração em forma de pequenos sacrifícios, como a abstinência de chocolate por um período.  Já outros adeptos da campanha prometem rezar novenas, rosários e terços. Há também quem decide lembrar-se do Papa e ofertar-lhe ações cotidianas, como o serviço a Deus e atos de amor ao próximo.

“Essas pequenas coisas se tornam extraordinárias quando colocamos amor e fazemos pensando em ajudar alguém, em apoiar a missão de fazer o bem”, afirma Antonio Marcos Farias, que promete rezar o Angelus pelas intenções do Papa Francisco.

A página www.facebook.com/eurezopelopapa foi lançada no domingo (9), por iniciativa da Comunidade Católica Shalom.  Para aderir basta rezar pelo pontífice e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag  #EuRezoPeloPapa.  As hashtags também estão disponíveis em mais seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

(Agência Zenit)

Nossa Senhora de Lourdes, a Imaculada Conceição

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Redação (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) – Ao contemplar a história das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, na gruta de Massabielle, nossos olhos se voltam para a menina a quem Ela falou. Transcrevemos hoje, véspera das comemorações de Nossa Senhora de Lourdes, traços da vida da Santa que viu a Imaculada Conceição:

Lourdes! Onde encontraremos os termos que alcancem exprimir tudo quanto esse nome significa para a piedade católica no mundo inteiro? Quem poderá traduzir em palavras o ambiente de paz que envolve a gruta sagrada na qual, há mais de 150 anos, a Santíssima Virgem apareceu à humilde Bernadette e inaugurou, de modo definitivo, um novo vínculo com a humanidade sedenta de refrigério e paz? Por desígnio da Divina Providência, a esse lugar associou-se uma ação intensa da graça, especialmente capaz de transmitir aos milhares de peregrinos, vindos de longe, a certeza interior de serem suas preces benignamente ouvidas, seus dramas apaziguados, e suas esperanças fortalecidas.

Com efeito, ao longo deste século e meio, as ásperas rochas de Massabielle tornaram-se palco das mais espetaculares conversões e curas, legando à Santa Igreja Católica um tesouro espiritual de valor incalculável.

Em Lourdes fatos se revestem de uma grandiosidade peculiar, diante da qual nossa língua emudece. Ali está, diante de nós, a sublimidade do milagre. Entretanto, não se pode falar de Lourdes sem nos lembrarmos com veneração da personagem ligada de modo indissociável a essa história de bênçãos e misericórdias.

A modesta pastorinha a quem Nossa Senhora apareceu é o primeiro e maior prodígio de Lourdes: ela simboliza a íntegra fidelidade aos apelos de conversão e penitência, que naqueles dias foram lançados pela Rainha dos Céus, os quais haveriam de chegar aos mais longínquos recantos da Terra.

Infância marcada pela Fé

Bernadette nasceu num século de profundas transformações. Animada, de um lado, pelo surto de devoção mariana que o pontificado do Beato Pio IX estava suscitando, a segunda metade do século XIX presenciava o avanço insolente do ateísmo e do materialismo.

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Santa Bernadette Soubirous
Foto acima e abaixo

Os espíritos estavam divididos e, a fim de agir precisamente nessa encruzilhada da História, Maria Santíssima quis servir-se da filha primogênita do casal Soubirous.

Quão distantes, porém, desta sorte de considerações, estavam François e Louise, em 7 de janeiro de 1844! Nascia-lhes a filha Bernadette, no Moinho Bolly, nas cercanias de Lourdes, durante os dias felizes de fartura ali transcorridos. A menina foi batizada, recebendo o nome de sua madrinha Bernard, ao qual se acrescentou o da Senhora que haveria de lhe aparecer. Marie- Bernard, eis como se chamava Bernadette, sem escapar do diminutivo carinhoso que a acompanharia para o resto da vida.

No Moinho Bolly transcorreu sua primeira infância, marcada por uma religiosidade autêntica e sincera. Além da freqüência aos Sacramentos, a oração em conjunto aos pés do crucifixo e uma exímia prática dos princípios cristãos correspondiam a um dever moral para aquele casal de camponeses. Bernadette cresceu, por assim dizer, respirando a santa Fé Católica do mesmo modo que respirava o puro ar da montanhosa região dos Pirineus.

A miséria visitou o lar dos Soubirous

A época era difícil e os negócios de François Soubirous iam mal. Quando Bernadette tinha 8 anos, mudaram-se para um moinho mais simples, e ao cabo de três anos alugaram uma cabana à beira da estrada. Já crescida, ela acompanhava os progressivos insucessos dos pais e enfrentava, com admirável resignação, a situação de indigência a que se viram reduzidos em 1856, a ponto de terem de mudar para o antigo cárcere da rua Petits- Fosées: um cubículo úmido e pestilento, que as autoridades locais haviam julgado inadequado até mesmo para os presos.

A pobreza era ali completa. O cômodo media menos de 20 m² e a família não possuía absolutamente nada, além da mobília mais indispensável e das roupas. A luz do Sol nunca penetrava no recinto, marcado pela grade da janela e pelo ferrolho da pesada porta – reminiscências do antigo calabouço. Ali vivia o casal Soubirous e as quatro crianças, constantemente atormentados pela fome. Quando conseguia comprar pão, a mãe o dividia entre os pequenos, que ainda assim se sentiam insaciados. Bernadette, não raras vezes, privava-se de sua pequena porção em favor dos mais novos, sem nunca demonstrar o menor descontentamento por isso.

À noite, sem conseguir dormir, atormentada pela asma, Bernadette chorava. A causa principal daquele desafogo, porém, não eram a doença ou as duras privações materiais.santa_bernadette_soubirous_2.jpg

O único desejo da angelical menina era fazer a Primeira Comunhão, mas a necessidade de cuidar dos irmãos e da casa a impedia de frequentar o catecismo, de aprender a ler e escrever e até de falar francês. De fato, quando a Santíssima Virgem lhe dirigiu a palavra, o fez em patois, o dialeto da região de Lourdes. Se Bernadette desejou algo para si, nos dias de sua infância, foi apenas receber o Santíssimo Sacramento, o Senhor ofendido pelos pecados dos homens, que ela aprendera tão cedo a consolar.

Dias de pastoreio em Bartrès

As poucas vezes que Bernadette frequentou as aulas de catecismo em Lourdes foram malogradas, porque não conseguia acompanhar as demais crianças, bem mais novas e adiantadas que ela. Louise Soubirous preocupava-se com a filha, de treze anos, que ainda não fizera a Primeira Comunhão, e resolveu pedir à amiga Marie Lagües que a recebesse em Bartrès – vilarejo não muito distante de Lourdes – a fim de que Bernadette lá pudesse frequentar as aulas de catecismo.

Por consideração e amizade, Marie Lagües a recebeu em sua casa, mas não foi tão fiel à promessa quanto seria de se esperar. Logo ocupou Bernadette nos serviços da casa e no cuidado das crianças. E seu marido encontrou nela a pastora ideal para seu rebanho de cordeiros. Foi nesse período que Bernadette solidificou-se na oração, durante as longas horas transcorridas no mais completo silêncio em meio ao privilegiado panorama pirenaico. Contemplativa, ela montava um pequeno altar em honra da Santíssima Virgem e aí passava horas de grande fervor recitando o Rosário, a única oração que conhecia.

Um fato passado com Bernadette por essa época demonstra a pureza cristalina de seu coração. Certo dia, quando François Soubirous foi visitar a filha, encontrou-a triste e cabisbaixa. Perguntou-lhe o que a afligia.

– Todos os meus cordeiros têm as costas verdes – respondeu ela.

O pai, percebendo tratar-se da marca posta por um negociante, fez um ameno gracejo: – Eles têm as costas verdes porque comeram muita erva.

– E podem morrer? – perguntou assustada Bernadette.

– Talvez…

Penalizada, ela começou a chorar no mesmo instante. O pai, então, contou-lhe a verdade: – Vamos, não chores. Foi o negociante que os marcou assim.

Mais tarde, quando a chamaram de boba por ter acreditado em semelhante brincadeira, sua resposta constituiu uma demonstração involuntária de sua elevada virtude: – Eu nunca menti; não podia supor que aquilo que o meu pai me dizia não era verdade.

Os dias se escoavam lentamente na pequena aldeia, havendo completado sete meses que Bernadette lá chegara. Quanta esperança de aproximar- se da Mesa Eucarística trazia na chegada, e que decepção experimentava agora, após poucas aulas de insignificante instrução! Aquela espera interminável a afligia, mas, como tudo na vida do homem, foi permitida por Nosso Senhor.

“Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2, 3). Essas palavras, desconhecidas para Bernadette, significam exatamente o modo como Deus procedeu a seu respeito. Ao mesmo tempo que a graça inspirava em sua alma um ardente desejo das coisas do alto, estas pareciam ser-lhe tiradas. Com isso, seu anseio se robustecia, e tudo o que era terreno ia se afigurando como pouca coisa aos seus olhos, cada vez mais aptos para compreender as realidades sobrenaturais.

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Gruta das aparições

Como costuma ocorrer com as almas que Deus prova por meio de longas esperas, estavam-lhe reservadas grandes graças.

Celestial surpresa

De volta à casa paterna, Bernadette retomou os antigos afazeres. Na manhã inolvidável de 11 de fevereiro de 1858, saiu com a irmã Toinette e a amiga Jeanne Abadie para o bosque, a fim de recolherem gravetos para a lareira e ossos para vender a fim de comprarem algum alimento. Andaram bastante até chegarem à gruta de Massabielle, onde Bernadette nunca havia estado. Enquanto as vivazes meninas atravessavam a água gelada do rio Gave, Bernadette se preparava para fazer o mesmo.

Eis sua própria narração do que então sucedeu: “Escutei um barulho, como se fosse um rumor. Então, virei a cabeça para o lado do prado; vi que as árvores absolutamente não se mexiam. Continuei a descalçar-me. Escutei de novo o mesmo barulho. Levantei a cabeça, olhando para a gruta. Avistei uma Senhora toda de branco, com um vestido branco, um cinto azul e uma rosa amarela sobre cada pé, da cor da corrente do seu terço: as contas do terço eram brancas” 1.

Era a Santíssima Virgem sorrindo-lhe, e chamando-a para se aproximar d’Ela. Temerosa, Bernadette não se adiantou, mas puxou o terço e começou a rezar. O mesmo fez a “linda Senhora”, a qual embora sem mover os lábios, a acompanhava com seu próprio terço. Após o término do Rosário, Ela desapareceu.

A impressão causada por essa primeira aparição em Bernadette foi profunda. Sem reconhecer n’Ela a Mãe celeste, a menina sentia-se irresistivelmente atraída por figura tão amável e admirável, na qual não podia parar de pensar. Quando uma freira lhe perguntou, anos mais tarde, na enfermaria do convento, se a Senhora era bela, ela respondeu: – Sim! Tão bela que, quando se vê uma vez, deseja-se a morte só para tornar a vê-la!

Dezoito encontros em Massabielle

Por mais que Bernadette tivesse pedido segredo às suas duas companheiras, às quais contou o que vira, elas não se mantiveram caladas por muito tempo. Logo, dezenas de pessoas comentavam na vizinhança o sobrenatural acontecimento. E era apenas o começo: a impressionante popularidade das aparições assumiram proporções tais, que no dia 4 de março, estavam junto a Bernadette nada menos que vinte mil peregrinos.

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O Santuário de Lourdes é um dos maiores centros de
peregrinação do mundo católico, acolhendo cerca
de 6 milhões de peregrinos todos os anos

Antes de cada visita de Nossa Senhora, Bernadette sentia irresistível desejo de ir a Massabielle. Assim aconteceu nos dias 14 e 18 de fevereiro, quando um pressentimento interior a conduziu até a gruta. Na segunda aparição, a Virgem Santíssima permaneceu novamente em silêncio; disse algo apenas no dia 18, conforme no-lo narra a obediente menina: “A Senhora só me falou na terceira vez. Ela perguntou-me se eu queria ir lá durante quinze dias. Eu respondi que sim, depois que pedisse licença a meus pais” 2.

A quinzena de aparições, que se deu entre 18 de fevereiro e 4 de março, com exceção dos dias 22 e 26, constituiu o cerne da mensagem confiada a Bernadette. A cada dia multiplicava- se o número dos assistentes que empreendiam penosas viagens, atraídos pelos celestiais colóquios. Embora mais ninguém além de Bernadette visse a “Senhora”, todos sentiam Sua presença e se comoviam com os êxtases da camponesa.

– Ela não parecia ser deste mundo – disse uma testemunha.

As palavras de Nossa Senhora não foram muitas, mas de expressivo significado. Disse a Bernadette no mesmo dia 18: “Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro”. E nas outras vezes: “Eu quero que venha aqui muita gente”. “Pede a Deus pelos pecadores! Beije a terra pelos pecadores!”. “Penitência, penitência, penitência!” “Vá e diga aos padres que construam aqui uma capela. Quero que todos venham em procissão”.

Ainda durante a quinzena, a Rainha dos Céus confiou três segredos e ensinou uma oração a Bernadette, a qual ela recitou com insuperável fervor todos os dias de sua vida. Após um longo silêncio a respeito de sua identidade, a Senhora revelou seu nome a Bernadette na 16ª aparição, em 25 de março de 1858: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Era uma solene confirmação do dogma proclamado pelo Beato Pio IX, quatro anos antes; a pureza da doutrina seria coroada, daqui por diante, pela beleza dos milagres.

Transformada por Nossa Senhora

Um dos critérios de prudência adotados pela Santa Igreja para verificar a autenticidade de revelações como as que recebeu Bernadette, consiste em observar atentamente a conduta dos videntes. Neles, se reflete invariavelmente a veracidade e o teor do que dizem ver: seu testemunho pessoal é decisivo.

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Na gruta de Massabielle, onde Maria
pediu a Bernadette que rezasse
pelos pecadores, operam-se
verdadeiros milagres da graça

No caso de Lourdes, tal como depois sucedeu com os pastorinhos de Fátima, a mudança operada em Bernadette pode ser considerada um milagre da graça. Seus gestos, modos, palavras e, sobretudo sua piedade adquiririam indescritível brilho pelo contato com a Rainha dos Céus: “Na sua atitude, nos seus traços fisionômicos, via-se que a sua alma estava arrebatada. Que paz profunda! Que serenidade! Que elevada contemplação! O olhar da criança para a aparição não era menos maravilhoso que o seu sorriso. Era impossível imaginar algo tão puro, tão suave, tão amável…” 3.

Após os êxtases, ela mantinha a clave de sublimidade que a pervadira: o modo como fazia o sinal-dacruz, sua compostura durante a oração e sua fineza de trato, aliados à simplicidade, eram mais distintos que os de qualquer dama que tivesse passado a vida inteira exercitando-se na arte do “savoir-plaire”.

“Não escapa aos pais que se operou nela uma transformação no decorrer deste último mês. Não foram vãs para ela a contemplação e as lições celestes. […] Tendo visto chorar a Senhora de Massabielle pelo pecado e pelos pecadores, esta criança analfabeta compreendeu o grande dever da penitência e da oração” 4.

Até mesmo o Pe. Peyramale, o pároco de Lourdes, célebre pela desconfiança em realação a todos os fatos ocorridos com Bernadette, confessou: “tudo nela evolui de maneira impressionante” 5.

Respondendo aos magistrados

Os espíritos céticos estavam à espreita dos acontecimentos. Sumamente irritados pela afluência multitudinária à gruta, diziam: “É incrível quererem fazer-nos crer em aparições em pleno século XIX”. Tais homens colocavam suas esperanças mais em seus “modernos” inventos que na onipotência de Deus: “É estupidez e obscurantismo admitir a possibilidade de aparições e milagres na época do telégrafo elétrico e da máquina a vapor” 6.

Foi diante de autoridades com essa mentalidade que Bernadette teve de depor três vezes no curto período de uma semana, ainda durante a quinzena das aparições. Durante os intermináveis inquéritos em que a crivaram de perguntas capciosas, Bernadette ouviu coisas brutais: “Vamos prenderte! O que é que vais procurar à gruta? Por que fazes correr tanta gente? Vamos meter-te na prisão! Matar-te-émos na prisão!” 7. Chamaram-na de mentirosa, visionária, louca. A tudo isso ela apenas respondia com a verdade, suportando esses sofrimentos com humildade e doçura. Suas respostas acertadas confundiram os magistrados, que nunca tiveram qualquer motivo legal para prendê-la.

A opinião final que formaram a respeito de Bernadette, e que enviaram ao Ministro da Justiça de então, foi esta: “Segundo o reduzido número daqueles que pretendem ter a seu lado o bom senso, a razão e a ciência, Bernadette Soubirous é portadora de uma enfermidade mental conhecida: está sendo vítima de alucinações, apenas isto!” 8. Teriam eles, como pretendiam, a razão do seu lado? A resposta não demorou a se tornar clara.

A fonte milagrosa e o chamado à expiação

Na aparição de 25 de fevereiro, a Santíssima Virgem disse a Bernadette: “Vai beber à fonte”. Bernadette foi ao rio Gave e bebeu. Contudo, não era ao rio que Ela se referia, mas sim a um canto da gruta onde havia apenas água suja. A menina cavou e bebeu.

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Fonte milagrosa de Lourdes

Daquela nascente obscura brotou discretamente a água milagrosa, que dali a alguns dias borbulhava em abundância para maravilhamento de todos.Os doentes não demoraram em servir-se dela e as curas inexplicáveis se iniciaram em 1º de março. Enfermos desenganados “pela razão e pela ciência” viam seus males desaparecer num instante, e os argumentos de inúmeros corações reticentes se transformavam em cânticos de fé.

Mas, quando Bernadette, mais tarde, serviu- se da água para suas penosas doenças, ela não lhe foi eficaz. Perguntaram, então: – Essa água cura os outros doentes: por que não te cura a ti? – Talvez a Santíssima Virgem queira que eu sofra – foi a sua resposta. De fato, a sua vocação era sofrer e expiar pela conversão dos pecadores. A água da fonte não era para ela.

Essa filha predileta de Maria compreendeu com profundidade sua singular missão. Tudo quanto haveria de padecer física e moralmente dali em diante – o que não foi pouco – ela desejava unir aos méritos infinitos do Redentor crucificado, para que fosse pleno o efeito das graças derramadas na gruta. Nunca um murmúrio, uma queixa ou um ato de impaciência se desprendeu de seus resignados lábios, afeitos de modo heróico ao silêncio e à imolação.

No Asilo e em Nevers

Após o ciclo das aparições, todos queriam ver Bernadette e tocá-la. Pediam-lhe bênçãos, roubavam relíquias… Homens ilustres empreendiam longas viagens para conhecê-la e altas figuras eclesiásticas não escondiam sua admiração diante dela.

Todavia, quanto a faziam sofrer por causa disso! Em sua acrisolada humildade, Bernadette sentia-se incomodada perante tantas manifestações de deferência. Seu maior desejo era ser esquecida, queria que apenas a Virgem Santíssima fosse objeto de enlevo e amor.

Em Lourdes, ela viveu ainda nove anos no Asilo, administrado pelas Irmãs de Caridade e da Instrução Cristã, de Nevers. Ajudava no atendimento aos doentes, nos serviços da cozinha, na atenção às crianças. Aos 23 anos partiu para a Casa-Mãe da Congregação, em Nevers, desejando avidamente a vida de recolhimento e oração: – Vim aqui para esconder-me – disse ela.

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Os treze anos de vida religiosa de Santa Bernadette foram
vincados pela prática de todas as virtudes e, de modo
especial, o desprendimento de si mesma e o
amor ao sofrimento

Corpo incorrupto de Santa Bernadette
Soubirous – Nevers, França

Seus treze anos de vida religiosa foram vincados pela prática de todas as virtudes. De modo especial, o desprendimento de si mesma e o amor ao sofrimento. Desse período, passou nove anos de ininterruptas enfermidades: a asma inclemente, um doloroso tumor no joelho, que evoluiu até uma terrível cárie dos ossos. No dia 16 de abril de 1879, aos 35 anos de idade, ela entregou sua alma ao Criador.

“Encontrar-me-eis junto ao rochedo”

Seus restos mortais incorruptos constituem um dos mais belos vestígios da felicidade eterna que Deus tenha outorgado aos pobres mortais neste Vale de Lágrimas. Intocado, puro, angélico é o corpo de Bernadette, diante do qual o peregrino sente-se atraído a passar horas seguidas em oração, levantando-se depois com a doce impressão de ter penetrado na felicidade eterna de que goza a vidente de Massabielle.

Ali estão, cerrados, mas eloquentes, os olhos que outrora contemplaram a Santíssima Virgem, a nos ensinar que os únicos a serem exaltados são os mansos e humildes de coração; a nos lembrar que, para realizar Suas grandes obras, Deus não precisa das forças humanas, mas sim da fidelidade à voz de Sua graça.

Sabemos que a missão de Bernadette não terminou. A ação benfazeja de sua intercessão se faz sentir junto à gruta, conforme ela mesma predisse: “Encontrar-me-eis junto ao rochedo que tanto amo”. Que ela nos obtenha uma confiança inquebrantável no poder d’Aquela que disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

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(http://www.gaudiumpress.org/content/55662#ixzz2t22WOIAB )

Há um ano: a histórica renúncia de Bento XVI

Surpreendendo a todos, a decisão deu início a um episódio sem precedentes na vida da Igreja

Por Sergio Mora

ROMA, 10 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O dia 11 de fevereiro de 2013 prometia ser uma segunda-feira particularmente tranquila. No consistório, conforme previsto, o papa Bento XVI decretou a inscrição de Santa Catarina de Siena Montoya e Upegui e de Maria Guadalupe Garcia Zavala no Livro dos Santos. Era um dia a tal ponto tranquilo que a Sala de Imprensa da Santa Sé estava quase vazia.

O que ninguém esperava eram as seguintes palavras de Bento XVI: “Convoquei este consistório não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja”.

E veio o anúncio: “Depois de examinar reiteradamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que, devido à idade avançada, não tenho mais forças para exercer adequadamente o ministério petrino”.

E prosseguiu: “Por isso, muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos cardeais em 19 de abril de 2005, de forma que, a partir do dia 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, ficará vacante a sé de Roma, a sé de São Pedro, e deverá ser convocado, por meio de quem tem a devida competência, o conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”.

“O papa esperou este consistório com a participação de grande quantidade de cardeais presentes”, disse o porta-voz vaticano, pe. Federico Lombardi, “e leu o seu pronunciamento em latim”.

“O papa continuará na plenitude das suas funções até 28 de janeiro, às 20 horas. A partir desse momento, entraremos em sé vacante”, explicou o porta-voz, acrescentando: “Não existem dúvidas sobre a renúncia, que foi feita do modo válido previsto pelo direito canônico”.

Gestos precursores da renúncia

No dia 28 de abril de 2009, o papa Bento XVI viajou a L’Aquila, na Itália, para orar pelas vítimas do terremoto que tinha atingido a região. Na basílica de Nossa Senhora de Collemaggio, onde está a relíquia do papa Celestino V, Bento XVI depositou o pálio que lhe fora entregue no dia da sua entronização.

Celestino V (1209-1296) foi eleito papa após uma longa sé vacante, o que se deveu à divisão do colégio cardinalício entre os candidatos apoiados pelas famílias Colonna e Orsini. Após cinco meses como pontífice, ele renunciou voluntariamente ao pontificado para retornar à sua vida de ermitão. Reunido o conclave, seu sucessor, Bonifácio VIII, foi eleito em um dia.

Quando Bento XVI voltou a essa região, por ocasião do “perdão de Celestino V”, ele declarou em sua homilia: “Passaram-se oitocentos anos, mas Celestino V permanece presente na história em razão dos célebres acontecimentos de sua época e do seu pontificado e, especialmente, da sua santidade”.

O papa Bento XVI quis ressaltar, ainda, “vários ensinamentos” da vida do papa Celestino, que são “válidos também para a nossa época”. Precisamos ver nele um “buscador de Deus”, que, “no silêncio exterior, mas em especial no interior, conseguiu perceber a voz de Deus, capaz de orientar a sua vida”. Além disso, “São Pedro-Celestino, mesmo levando uma vida de eremita, não se ‘fechou em si mesmo’, mas manteve a paixão por levar a boa notícia do Evangelho aos seus irmãos. E o segredo da sua fecundidade pastoral estava precisamente no fato de permanecer com o Senhor, na oração”.

Depois da perplexidade normal que um ato histórico desta envergadura suscita, veio o conclave e, com ele, o papa Francisco. Depois de um ano, tudo agora parece mais claro.

Monsenhor Ratzinger: “Meu irmão não se arrepende de ter renunciado”

O irmão do papa emérito se pronuncia no aniversário da histórica renúncia

Vaticano, 10 de fevereiro de 2014 (Zenit.org)

Redação

Georg Ratzinger, hoje com noventa anos, se lembra com preocupação do dia em que o seu irmão menor, Joseph, foi eleito Sumo Pontífice. “Devo dizer, com toda a sinceridade, que, naquele momento, eu me senti bastante derrotado”. O que o entristecia era pensar que o irmão não teria mais tempo para ele a partir de então. No dia 19 de abril de 2005, não conseguiu telefonar para Joseph Ratzinger. Passaram-se dias depois da eleição do Sucessor de Pedro até que mons. Georg conseguisse falar com o irmão. “Agora eu tenho, graças a Deus, um segundo telefone, com um número que só ele conhece. Quanto toca esse telefone, eu sei que o meu irmão, o papa, está me ligando”.

É conhecida a relação estreita entre os irmãos Ratzinger. Detalhes inéditos da vocação de Joseph Ratzinger foram revelados no livro “Meu irmão, o papa” (Mein Bruder, der Papst), entrevista concedida por mons. Georg Ratzinger ao jornalista e escritor alemão Michael Hesemann. Mons. Georg começa pelos anos da infância e, entre outras coisas, conta como nasceu e amadureceu no seio da família a decisão do jovem Joseph de servir à Igreja no sacerdócio, até chegar aos anos do pontificado.

Ambos os irmãos continuaram se encontrando. Georg visitava o irmão várias vezes por ano em Roma. As festas natalinas, a páscoa e o mês de agosto em Castel Gandolfo eram as ocasiões em que ambos podiam passar algum tempo juntos. Mons. Ratzinger ficava no Vaticano de 28 de dezembro até 10 de janeiro. Neste ano, porém, ele prolongou a estada para festejar o seu 90º aniversário em companhia do papa emérito, no dia 15 de janeiro.

Mons. Georg Ratzinger passa o resto do ano em casa, em Ratisbona, cidade em que se localiza o Instituto Papa Bento XVI, encarregado de publicar as obras completas do emérito bispo de Roma. Foi para esse lugar que se dirigiu um jornalista do periódico espanhol La Razón, a fim de conversar com Georg Ratzinger. Tanto no Instituto quanto na diocese, ele recebeu a informação de que, por causa da idade avançada, o irmão de Bento XVI “não está mais em condições de conceder entrevistas”.

Mesmo assim, o jornalista Michael Hesseman sugere uma conversa por telefone. Mons. Georg aceita.

“Meu irmão está em bom estado de saúde. Ele tenta manter a serenidade, mesmo sem ter todo o tempo que gostaria para tocar o piano ou conversar por telefone, já que ainda recebe muitas visitas e mantém audiências”. O irmão de Bento XVI diz que o papa emérito continua estudando teologia, mas não confirma a possibilidade de que ele esteja escrevendo as suas memórias: “Não posso confirmar. Além disso, já existem livros que relatam amplamente a vida do meu irmão, que já contêm a essência do seu trabalho”.

Perguntado sobre o primeiro aniversário da renúncia e sobre as reflexões feitas durante esses meses, Georg Ratzinger afirma: “Meu irmão não se arrepende da decisão que tomou há um ano. Para ele, estão bem claras as tarefas e funções que ele quer realizar. A renúncia foi uma decisão clara que continua sendo válida hoje”.

Mons. Georg Ratzinger nasceu em Pleiskirchen, na Alemanha, em 15 de janeiro de 1924. É conhecido pela atividade como músico e como diretor de coral: com apenas onze anos, o pequeno Georg já tocava o órgão da igreja. Em 1935, ele entrou no Kleine Seminar, um internato para meninos que querem ser sacerdotes, na cidade de Traunstein. Ratzinger recebeu ali as primeiras aulas de música, que continuaria no Seminário de Munique e de Freising, onde entrou junto com o irmão Joseph em janeiro de 1946. Cinco anos depois, em 1951, ambos foram ordenados, também juntos, pelo cardeal Michael von Faulhaber.

(Fonte: Agência Zenit)

Hollywood anuncia filme sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá (Foto: Túrelio (CC BY-SA 2.0 DE))

LOS ANGELES, 06 Fev. 14 / 03:55 pm (ACI).- A vida da fundadora das Missionárias da Caridade e Prêmio Nobel da Paz em 1979, Madre Teresa de Calcutá, será levada aos telões através do primeiro longa-metragem autorizado de sua vida a cargo das produtoras de Hollywood, Flame Venturas e Origin Entertainment sob o título em inglês “I Thirst” (Tenho Sede).

O roteirista desta obra cinematográfica é Kier Pearson, candidato ao Oscar por ‘Hotel Ruanda’ (2004), que embarcará em uma viagem por Calcutá, Índia e Tijuana durante o próximo mês para documentar sobre a vida de Madre Teresa e começar a escrever o roteiro.

Um dos produtores, Tony Krantz, assinalou que “não podemos estar mais entusiasmados de fazer este filme sobre uma mulher que lutou pelo compromisso absoluto, a fé, a caridade e o amor”.

Por sua parte o produtor, Jamey Volk, disse que “queremos levar esta historia para uma audiência global” e adicionou que “temos a intenção de começar a rodar no final de ano para estrear (o filme) na primavera ou verão de 2015”.

A organização sem fins lucrativos dirigida pelos administradores legais de seu fundo fiduciário, Centro Madre Teresa de Calcutá, que tem como objetivo promover e apoiar o conhecimento de sua obra através de seu estudo e difusão, participa também deste grande projeto.

Madre Teresa de Calcutá cujo nome de batismo era Inés Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910 em Skopje, capital da atual República da Macedônia, no seio da comunidade albanesa, e foi beatificada em 2003 pelo Beato João Paulo II, depois que o vaticano reconheceu o milagre da cura de um tumor no abdômen de uma mulher indiana depois que esta passou um relicário com a fotografia da Beata.

A Prêmio Nobel da Paz realizou um trabalho assistencial em Calcutá com as Missionárias da Caridade, congregação que ela mesma fundou, que começou ajudando aos mais necessitados de Calcutá e agora conta com 710 casas em mais de 130 países onde 4500 religiosas dedicadas à assistência de pobres e doentes.

A Madre Teresa de Calcutá faleceu à idade de 87 anos, em 5 de setembro de 1997 em seu quarto da sede das Missionárias da Caridade.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26666)

Menina de quatro anos suplica ao Rei da Bélgica bloquear a lei da eutanásia para crianças

MADRI, 05 Fev. 14 / 11:00 am (ACI/Europa Press).- No momento em que a Bélgica se prepara para converter-se no primeiro país do mundo que promulga uma lei que permite a eutanásia em crianças, Jessica Saba, de 4 anos e residente em Lachine, Quebec, Canadá, pediu ao Rei da Bélgica que não assine a legislação. “Pelo bem das crianças, por favor, não assine o Projeto de lei da Eutanásia”, suplicou Jessica no vídeo publicado no dia 2 de fevereiro.

Jessica nasceu em Montreal, Canadá, em maio de 2009 com uma má formação cardíaca severa: uma válvula completamente bloqueada e um ventrículo pouco desenvolvido. Ela teria sobrevivido somente por algumas horas ou alguns dias se não tivesse sido submetida a uma série de intervenções cardíacas realizadas no Montreal’s Children’s Hospital.

Aos seis dias, sua válvula já estava desbloqueada e de forma gradual seu ventrículo pouco formado começou a desenvolver-se. Se Jessica tivesse nascido em um país onde a eutanásia pediátrica fosse permitida, poderia ter sido uma candidata para a eutanásia, sendo sua história muito diferente à mostrada no vídeo: http://www.youtube.com/channel/UC4di7uSDkRYsHx8UL38LHvA .

Milhões de crianças nascem todos os anos afetadas por más-formações congênitas severas. Assim como Jessica, muitas delas poderiam ser candidatas à eutanásia. Se a eutanásia se legalizar na Bélgica, existe um perigo de que o precedente possa levar a extensão da eutanásia pediátrica em todo mundo.

Atualmente em Quebec, o governo está tentando aprovar a sua própria lei da eutanásia, que é muito parecida à que foi aprovada na Bélgica faz 10 anos. A Quebec Human Rights Commission recomenda a ampliação da eutanásia às crianças.

O doutor Paul Saba, psiquiatra de Lachine, Quebec, e pai de Jessica, realizou uma solicitação pessoal para o Rei para que não assine a lei que amplia a eutanásia às crianças na Bélgica. Explicou que a eutanásia começou na Bélgica para as pessoas que padeciam de algum problema físico, e agora se ampliou a todos os que sofrem doenças mentais. Começou com os adultos e agora vai se ampliar até as crianças.

Além disso, argumentou que não há necessidade de que ninguém sofra ao ter um excelente cuidado médico. Para todos os que estão ao final da vida, um bom cuidado paliativo deterá todo o sofrimento físico. Os que indicam que há membros de sua família que sofreram ao final da vida não receberam um bom cuidado paliativo.

A mãe de Jessica, Marisa, compartilha a luta e a alegria de Jessica e adverte que a lei da eutanásia pediátrica poderia levar os pais de crianças doentes ou deficientes “a abandonar muito rápido”. O que os pais e os filhos precisam é estar rodeados de amor e apoio à vida, não à eutanásia.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26658)

Escócia: Sentença permite que agência católica de adoções não entregue crianças a casais do mesmo sexo

Dom Philip Tartaglia (Foto: PaulVIF (CC BY-SA 3.0))

GLASGOW, 05 Fev. 14 / 11:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Glasgow (Escócia), Dom Philip Tartaglia, expressou sua gratidão pela “sábia decisão” da corte de apelações do país que sentenciou a favor de uma agência católica de adoções que poderá assim continuar com o seu serviço, de acordo com seus princípios, e não entregar crianças em adoção a casais do mesmo sexo.

O Prelado disse que a agência é “pequena”, entretanto, realiza um bom trabalho para a comunidade em geral, “a agência ajuda a transformar a vida de algumas das crianças mais vulneráveis da sociedade”, e afirmou que “teria sido uma grande pena se a tivessem obrigado a fechar”.

Quase todas as agências católicas de adoção no Reino Unido se viram forçadas a fechar ou a romper a sua filiação com a Igreja e com seus patrocinadores devido à interpretação estrita das leis contra a “discriminação”.

Depois de receber uma denúncia da Sociedade Secular Nacional, o Escritório Escocês Regulador da Caridade examinou a sociedade de adoção e determinou que as suas políticas tiveram um impacto negativo nas pessoas do mesmo sexo e nas que coabitam e que violou a Lei de Igualdade de 2010. Entretanto, o Comitê Escocês de Apelações de Caridade assinalou que a agência de adoção dá um benefício público e regulamentou que pode permanecer aderida aos ensinamentos da doutrina católica para realizar o seu trabalho.

Dom Tartaglia assinalou que esta sentença “significa que as famílias que estão preparadas para adotar podem olhar para o futuro com mais serenidade e, além disso, as crianças que têm grandes necessidades podem ser colocadas em um lar amoroso”.

Um porta-voz da Sociedade Saint Margaret de Cuidado das Crianças e da Família disse à BBC News que “estamos muito contentes e aliviados por que se levantou a ameaça que tínhamos sobre nós. (…) Nosso único desejo é continuar com o trabalho que as autoridades reconhecem, e colocar as crianças que precisam de uma família com pais que as amem”.

Desde que a agência foi fundada em 1955, colocou a centenas de bebês e crianças em situações difíceis com pais adotivos católicos com o requisito de que estejam casados pelo menos por dois anos.

Este trabalho que realiza está financiado parcialmente pela Igreja Católica e alguns de seus bispos fazem parte da direção.

O bom trabalho que fazem pelas crianças foi inclusive homenageado com prêmios nacionais e recebe o apoio de centenas de famílias adotivas e membros da comunidade que se reuniram no verão passado na Catedral de Glasgow para comemorar seus anos de serviço.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26660)

Encontrada parte da relíquia de João Paulo II que foi roubada

ROMA, 30 Jan. 14 / 03:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Quase uma semana depois do roubo de uma relíquia de sangue do Beato João Paulo II, os agentes encontraram uma parte do relicário que continha o pequeno pedaço de tecido da batina de João Paulo II que ficou manchada de sangue durante o atentado que sofreu na Praça de São Pedro em 13 de maio de 1981. Até o momento há dois presos e as investigações continuam.

Conforme assinala o jornal La Nación, dois jovens de 23 e 24 anos foram presos pelo roubo ocorrido na igreja de San Pietro della Ienca, em L’Aquila, na região italiana de Abruzos, eles confessaram ter roubado o relicário e a cruz do templo.

O presidente da associação San Pietro della Ienca, Pasquale Correriere, responsável pelo santuário do qual a relíquia desapareceu, explicou à imprensa italiana que falta ainda o pedaço de tecido que esperam ainda poder recuperar.

O fiscal de L’Aquila, David Mancini, ordenou um novo interrogatório aos dois detidos para que confessem onde se encontra a relíquia.

Justamente hoje chegou a chamada do agora Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi secretário de João Paulo II por mais de 40 anos, para que os ladrões devolvam a relíquia antes da canonização do Pontífice que se realizará em 27 de abril.

Em 2011, o Cardeal entregou à comunidade de Abruzzos a relíquia como “uma mostra de seu amor pela montanha”.

O jornal La Nación assinala que em um primeiro momento foi considerada a possibilidade de que se tratasse de um roubo para realizar algum rito satânico, mas posteriormente se pensou na possibilidade de que se trate de um roubo vinculado a um colecionador.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26635)

Natalie Grant abandonou o Grammy

topicA bela cantora Natalie Grant, evangélica, abandonou o último recente Grammy porque nele foram realizados alguns atos de conteúdo anticristão, dos quais ela não quis participar, segundo explica o site Soy Adorador. Que belo e corajoso testemunho cristão!

Antes da entrega dos prêmios Grammy ela se retirou como sinal de protesto. Entre os atos praticados houve casamentos massivos de homossexuais presidido pela cantora e atriz Queen Latifah, tendo Madonna como testemunha; um ato de apoio ao casamento gay que Natalie Grant não aceitou participar. No casamento, foi interpretada a música “Same love”, de Macklemore & Ryan Lewis, um tema conhecido em prol dos direitos homossexuais.

Além disso, a atriz Katy Perry simulou uma execução de bruxas pela Inquisição, e no cenário havia símbolos de conteúdo satânico. Natalie Grant publicou na sua página do seu Facebook: “Saí do Grammy muito cedo. Fiz várias reflexões e é melhor que a maioria delas permaneça na minha cabeça. Mas vou dizer isso: nunca me senti tão honrada por cantar por Jesus e para Jesus. E nunca estive tão segura sobre o caminho que escolhi”.

“Não julguei ninguém. E acho que cada pessoa foi criada à imagem de Deus. Nunca estarei em uma esquina da rua levantando cartazes, não utilizarei uma plataforma para discussões políticas que só dividem e não unem. Continuarei orando para que a minha vida seja uma mensagem. Tenho minhas próprias convicções pessoais, pelas quais vivo, e continuarei me preocupando com a minha salvação, no temor do Senhor”.

(http://cleofas.com.br/natalie-grant-abandonou-o-grammy/)

“O mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam”, afirma o arcebispo de Maringá

Maringá – Paraná (Terça-Feira, 04/02/2014, Gaudium Press) “Onde estão as pessoas iluminadas?”, este é o título do mais recente artigo de dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano da arquidiocese de Maringá, no Estado do Paraná. No início do texto, o prelado lamenta ver todos os dias pessoas que vivem obscuras e perdidas nas próprias trevas, deixando-se vencer pela escuridão, imaginando ter encontrado a luz.

De acordo com o prelado, no dia a dia, se misturam luzes e trevas, ambos confundem-se: os bons costumes, o respeito, o carinho a atenção, a honra, a dignidade, tudo isso aparece misturado com falta de respeito, de pudor, de libertinagem, de falsidade, de negação dos verdadeiros valores.

Ainda segundo o arcebispo, lamentavelmente os mais variados meios de comunicação têm se pautado por uma enxurrada de comportamentos escandalosos levando a juventude para o relaxamento e a degradação humana e religiosa. Para ele, convence muito mais uma cena, uma palavra, um gesto de alguém na telinha, ou de um amigo no Facebook, do que uma vida de doação e exemplos.

“Devo reconhecer que também existem pessoas iluminadas que se destacam em qualquer lugar que chegam. O olhar alegre, atitudes que encantam, palavras que tocam fundo, em todo momento tem a palavra certa para a pessoa certa”, avalia.

Dom Anuar explica que estas são pessoas que tratam todos com o mesmo respeito, que têm um coração aberto e acolhedor sempre, que buscam o bem do outro antes do próprio. Ele ainda acrescenta que são pessoas iluminadas por valores humanos e cristãos, que nunca se deixam vencer pela atração da moda, do consumo, do ódio, da vingança, das coisas efêmeras do cotidiano. “Como precisamos destas pessoas que não só tem luz própria, mas que buscam a fonte da verdadeira Luz”, destaca.

Para o prelado, o mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam, pelo seu ser e estar no mundo. Ele acredita que é possível dizer que o mundo está gritando de fome e sede de anjos, não no céu, mas aqui na terra: anjos de carne e osso, transmitindo otimismo, garra, entusiasmo, gosto de viver, amor e atenção, sem medo de enfrentar os desafios que o maligno semeia dia e noite no coração, principalmente dos jovens.

“Existem estes anjos, talvez o que falta é enxergar, reconhecer esses exemplos. Como seria diferente se tivéssemos a coragem de imitá-los. Tenho a certeza que o mundo seria melhor. É mais fácil imitar as futilidades, seguir a correnteza dos maus costumes, do modismo sem controle, do liberalismo, do ‘tanto faz como tanto fez'”, sublinha.

Outra questão levantada pelo arcebispo é que lamentavelmente as maiores vítimas são os jovens e adolescentes, quando não crianças de colo. Dom Anuar enfatiza que é triste ver crianças e adolescentes mandando nos pais, pais que perderam toda a autoridade diante dos filhos, filhos matando os pais e pais sem saber o que fazer com os filhos. Para o arcebispo, já passou a hora de acordar e verificar quais valores estamos transmitindo desde o ventre materno.

Por fim, o prelado afirma que exemplos estão sendo dados aos filhos, netos, sobrinhos desde a infância. No entanto, ele questiona: O que estamos fazendo para a formação do caráter, do sentido de viver em sociedade? Segundo dom Anuar, é preciso verificar o quanto antes o que contribui com a internalização dos verdadeiros valores e não com o que contribui na formação de adultos vazios, sem personalidade, sem pudor, sem sentimento, sem perder a dimensão sobrenatural da vida.

“Obrigado Senhor, por ter colocado na minha vida tantas pessoas iluminadas, de têmpera firme, de personalidade decidida, de educação invejável, de fé inquebrantável. Afastai de mim os tolos, os falsos, os mau humorados, os aproveitadores, os donos da verdade. Peço a Tua luz Senhor, para que jamais deixe de iluminar a todos que encontrar pelo caminho da vida. Uma abençoada e iluminada semana para você e sua família”, deseja o arcebispo de Maringá. (FB)

http://www.gaudiumpress.org/content/55518#ixzz2sS8egkbQ )

Aliviar a miséria dos irmãos, exorta o Papa em sua Mensagem pela Quaresma deste ano

Vaticano, 04 Fev. 14 / 06:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta terça-feira, 4, o Papa Francisco divulgou a sua mensagem pela Quaresma deste ano que terá início no dia 5 de março. Na sua missiva o Santo Padre alenta os cristãos “a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar”. A miséria, segundo o Santo Padre em sua mensagem anual, não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Segue abaixo a íntegra do texto do Papa Francisco assinado no dia 26 de dezembro de 2013, divulgado há poucas horas pela Santa Sé:

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido daVirgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013 Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26656)

O Bispo e os Padres

Rio de Janeiro (Terça-feira, 04-02-2014, Gaudium Press) – Dom Orani João Tempesta é o anfitrião do 23° Curso para os Bispos, um curso de atualização teológica, que desenrola-se nestes dias no Rio de Janeiro. O Arcebispo que em breve será feito Cardeal discorre sobre um dos temas do Curso: Os bispos e Presbíteros.

Transcrevendo esse artigo mostramos ao público as opiniões de Dom Orani:

“Estamos vivendo o 23º Curso para os Bispos aqui no Rio de Janeiro. Um dos temas é sobre o Bispo e os Presbíteros. Os temas fazem parte das comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Este Curso de Atualização Teológica para os Senhores Bispos, na Casa de Retiros do Sumaré, foi iniciado por D. Eugênio Araujo Sales há 24 anos. Como fruto da reflexão destes dias e mesmo em preparação a eles, aproveito o ensejo para uma meditação “pública” do assunto, revendo alguns documentos do magistério. Creio que esse relacionamento deve ser pautado pela mútua confiança e renovado empenho de anunciar o Evangelho neste momento histórico e em todos os seguimentos da sociedade.

O Bispo Diocesano preside o Presbitério. O presbitério deve estar unido ao seu Bispo e não deve agir sem a presidência do seu pastor próprio. Por isso, “os presbíteros diocesanos são, de fato, os principais e insubstituíveis colaboradores da ordem episcopal, investidos do único e idêntico sacerdócio ministerial de que o Bispo possui a plenitude. O Bispo associa-os à sua solicitude e responsabilidade, de forma que cultivem sempre o sentido da Diocese, fomentando ao mesmo tempo o sentido universal da Igreja” (cf. AS 75 – Documento da Congregação para os Bispos – “Apostolorum Successores – Diretório para o ministério Pastoral dos Bispos)).

O Bispo, pai da família presbiteral, por meio do qual o Senhor Jesus Cristo, Supremo Pontífice, está presente no meio dos batizados, sabe que é seu dever dirigir o seu amor e a sua solicitude particular para os sacerdotes e os candidatos ao sagrado ministério. O Bispo deve ajudar os seus sacerdotes, a quem deve ter apreço, ouvir as suas dificuldades e velar para que o seu presbítero exerça o seu ministério.

“As relações entre o Bispo e o presbitério devem inspirar-se e alimentar-se da caridade e de uma visão de fé, de modo que os próprios vínculos jurídicos, que derivam da constituição divina da Igreja, surjam como a consequência natural da comunhão espiritual de cada qual com Deus (cf. Jo13, 35). Desta forma, será, também, mais frutuoso o trabalho apostólico dos sacerdotes, uma vez que a união de vontades e de intenções com o Bispo aprofunda a união com Cristo, o qual continua o seu ministério de chefe invisível da Igreja por meio da Hierarquia visível” (cf. AS 76).

O Bispo Diocesano deve conhecer os seus sacerdotes pessoalmente, sua história de vida, a sua família. Por isso, o Bispo, ao confiar um ofício eclesiástico ao seu sacerdote, deverá levar em consideração entre outras coisas: “no caráter e nas atitudes e aspirações, o seu nível de vida espiritual, o zelo e os ideais, o estado de saúde e as condições econômicas, as suas famílias e tudo o que lhes diga respeito” (cf. AS 76).

O Bispo Diocesano, antes de tudo, é o pai do seu padre. Deve lhe dar respeito, carinho, ouvir pacientemente e considerar a trajetória do próprio sacerdote, colocando-o em um trabalho pastoral, administrativo, curial, jurídico, formativo, educacional, levando em conta sempre as suas aptidões.

Nestes tempos turbulentos em que os sacerdotes passam por grande fadiga ou mesmo por dificuldades, o Bispo Diocesano seja o primeiro a promover e defender o ministério de seus padres, incentivando o sacerdote a viver o seu sacerdócio: “O Bispo nutra e manifeste publicamente a sua estima pelos presbíteros, dando mostras de confiança e louvando-os se o merecerem; respeite e faça respeitar os seus direitos e defenda-os de críticas infundadas; resolva prontamente as controvérsias para evitar que as inquietações prolongadas possam ofuscar a caridade fraterna e lesar o ministério pastoral” (cf. AS 77).

A atividade presbiteral visa o bem das almas, as necessidades da Igreja Particular e a dignidade humana e sacerdotal, por isso “ao conferir encargos, o Bispo julgará com equidade a capacidade de cada um e não sobrecarregará ninguém com tarefas que, pelo seu número ou importância, possam ultrapassar as possibilidades individuais e até lesar a sua vida interior” (cf. AS 78).

“É, pois, oportuno que o Bispo favoreça, quanto for possível, a vida em comum dos presbíteros, que corresponde à forma colegial do ministério sacramental e retoma a tradição da vida apostólica para uma maior fecundidade do ministério. Os ministros sentir-se-ão apoiados no seu compromisso sacerdotal e no generoso exercício do ministério. Este aspecto tem uma especial aplicação no caso dos que estão empenhados numa mesma atividade pastoral” (cf. AS 79).

Uma das preocupações do Bispo Diocesano deve ser as necessidades humanas dos presbíteros: “Aos presbíteros não deve faltar o que seja condizente com um nível de vida decoroso e digno, devendo os fiéis da Diocese estar cientes de que lhes cabe o dever de apoiar tal necessidade” (cf. AS 80).

Em tempos de secularismo, é muito importante que o Bispo tenha consciência de que:
“a) É necessário evitar a solidão e o isolamento dos sacerdotes, sobretudo se forem jovens e exercerem o ministério em localidades pequenas e pouco povoadas. Para resolver as eventuais dificuldades, convirá procurar a ajuda de um sacerdote zeloso e entendido, bem como favorecer frequentes contatos com os outros irmãos no sacerdócio, inclusive através de possíveis modalidades de vida em comum.

b) Importa dar atenção ao perigo do hábito e do cansaço que os anos de trabalho ou as dificuldades inerentes ao ministério possam causar. Consoante as possibilidades da Diocese, o Bispo estudará, caso a caso, a forma de recuperação espiritual, intelectual e física, que ajude a retomar o ministério com renovada energia.

c) Empenhe-se o Bispo com paternal afeto em relação aos sacerdotes que por cansaço ou por doença se encontram numa situação de fraqueza ou fadiga moral, destinando-os a atividades que sejam mais convidativas e fáceis no seu estado, agindo de forma a evitar o isolamento em que possam encontrar-se e, enfim, acompanhando-os com compreensão e paciência para que se sintam humanamente úteis e descubram a eficácia sobrenatural – pela união com a Cruz de Nosso Senhor – da sua condição presente”. (Cf. AS 81).

Cabe ao Bispo velar para que o sacerdote viva o seu celibato como oblação total a Deus e à Igreja. O Bispo não se descuide da formação permanente do seu presbitério.

Na missa de segunda-feira, dia 27 de janeiro deste ano, o Papa Francisco, na sua homilia, na Capela Santa Marta, recordou: “Os bispos não são eleitos apenas para levar avante uma organização que se chama Igreja particular; são ungidos, eles têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles. Mas todos os bispos, todos nós somos pecadores, todos! Mas somos ungidos. Mas todos nós queremos ser mais santos a cada dia, mais fiéis a esta unção. E o que faz a Igreja realmente, e o que dá unidade à Igreja é a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque ele é ungido, não porque ele foi eleito pela maioria. Porque é ungido. É nesta unção que uma Igreja Particular tem a sua força. E por participação também os sacerdotes são ungidos”.

A unção – continuou o Papa – aproxima os bispos e os sacerdotes ao Senhor, e dá a eles a alegria e a força “para levar para frente um povo, a viver ao serviço de um povo”. Doa a alegria de sentirem-se “escolhidos pelo Senhor, seguidos pelo Senhor, como aquele amor com que o Senhor olha para nós, para todos nós”. Assim, “quando pensamos nos bispos e sacerdotes, devemos pensá-los assim: ungidos”. “Ao contrário, não se entende a Igreja, mas não só não a entendemos como não se consegue explicar como a Igreja vai avante somente com as forças humanas. Esta diocese vai avante porque tem um povo santo, tantas coisas, e também um ungido que a conduz, que a ajuda a crescer. Esta paróquia vai para frente porque há muitas organizações, tantas coisas, mas também tem um sacerdote, um ungido que a leva para frente.

E nós na história conhecemos uma mínima parte: quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos padres santos que deixaram as suas vidas e dedicaram-se ao serviço da diocese, da paróquia; quantas pessoas receberam a força da fé, a força do amor, a esperança desses párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem muitos deles”. São tantos – disse o Papa Francisco -, “os párocos do interior ou da cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, isto é, a santidade”: “Mas, padre, eu li em um jornal que um bispo fez tal coisa, ou que um padre fez tal coisa. Oh sim, também eu li, mas, me diga, os jornais dão também notícias daquilo que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em muitas paróquias da cidade ou do interior, que fazem tanta caridade, tanto trabalho para levar avante o seu povo? Isso, não! Isso não é notícia. É sempre assim: faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce. Hoje, pensando na unção de Davi, nos faz bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fiéis, e rezar por eles. Graças a eles hoje nós estamos aqui”.

O Bispo Diocesano não governa a sua Diocese sozinho. Ele o faz em comunhão com o seu presbitério. No diálogo das várias instâncias diocesanas, desde o Colégio Episcopal, com os seus Bispos Auxiliares, o Colégio dos Consultores e o Conselho Presbiteral, o Bispo vai amadurecendo o seu modo de agir como aquele que, em nome de Cristo Cabeça, guia a Igreja Particular como autêntica esposa de Cristo. O Bispo é o que mais deve ouvir. É o primeiro a ser o ponto de “convergência”, de superação de conflitos.

Além de colaboradores da ordem episcopal, os presbíteros são o rosto da Igreja, aqueles ungidos que, indo ao encontro da “Ecclesia”, vivem o anúncio universal do Reino de Deus: “Conversão pastoral” e testemunho de Cristo.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(http://www.gaudiumpress.org/content/55523#ixzz2sS6gkcEB )

Homem sobrevive a naufrágio mais de um ano: Eu tinha minha mente em Deus

LONDRES, 04 Fev. 14 / 09:41 am (ACI/EWTN Noticias).- Quase como uma história de filme, José Salvador Alvarenga, de 37 anos de idade, sobreviveu a um naufrágio durante mais de um ano tomando água de chuva e comendo aves, peixes e tartarugas que caçava com as mãos.

Afirma que não tinha medo de morrer porque seu pensamento estava em Deus e se perdesse a vida, o faria em sua companhia.

No dia 21 de dezembro de 2012, Alvarenga, junto com Ezekiel, seu companheiro de expedição de apenas 15 anos, que morreu aos quatro meses do naufrágio, saíram do México em uma embarcação de sete metros para pescar tubarões. Nesse mesmo dia o motor deixou de funcionar e ficaram à deriva.

Após 13 meses tentando sobreviver, sua embarcação foi arrastada para um recife perto ao atol Ebon nas Ilhas Marshall. O pescador relatou às autoridades do lugar como tinha sido sua travessia antes de ser levado para Majuro, a capital da ilha.

Alvarenga assinalou ao jornal The Telegraph que “não sabia a hora nem o dia, nem a data. Eu só sabia do sol e da noite… nunca vi a terra, só oceano puro e muito calmo, tiveram dois dias de ondas grandes”.

Disse também que quando Ezekiel morreu, “durante quatro dias, eu queria suicidar-me” e começou a rezar constantemente ao Senhor: “Eu tinha a minha mente em Deus. Se tivesse que morrer, teria estado em companhia de Deus, por isso não tive medo”.

Quando a embarcação foi arrastada para a terra “chorei, Oh Deus bendito”. Pulou do bote e começou a nadar. Chegando a terra não pôde mais e caiu rendido. Quando acordou escutou um galo, galinhas e viu uma casa: “vi duas mulheres nativas gritando e gritando. Eu não tinha nada de roupa, só estava em minha roupa interior e estava destroçada”.

Os habitantes da ilha não podiam entender o que Alvarenga dizia, porque ele só fala espanhol, mas o salvadorenho logo foi capaz de caminhar apesar dos seus tornozelos inchados e manifestou que tinha fome de pão já que seus pais são padeiros em El Salvador.

Ele tem uma filha de 10 anos que mora no seu país natal. Alvarenga trabalhava como pescador de tubarões e camarões no México há 15 anos.

Agora as autoridades locais junto à Embaixada dos Estados Unidos, estão tentando localizar a sua família para repatriá-lo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26650)

Tenha sempre tempo para os seus filhos

tumblr_lofto4giXi1qzh5j8o1_500De muitas maneiras os pais perdem os seus filhos. Um grave erro dos pais é não ter tempo para eles. Trabalham, trabalham e trabalham… e o tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam descansar, e fazer “outras coisas”.

Ora, educar os filhos é uma tarefa que exige “estar com os filhos”. É preciso de tempo; e tempo, convenhamos, é uma questão prioridade e escolha. Se você não acha tempo para o seu filho, entenda, é porque ele não é importante para você.

É acompanhando os filhos no dia-a-dia que temos a oportunidade de corrigi-los. Os pais precisam participar da vida dos filhos, para que eles se sintam valorizados e amados. Você precisa saber o que ele está estudando, como vai indo na escola, que problemas enfrenta. A principal carência dos nossos jovens hoje é a falta de amor dos pais, que se manifesta na ausência e na omissão destes.

Os filhos crescem rápido; não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. O que não foi feito na hora certa, não poderá ser feito depois.

Viva com o seu filho. Viva no meio dele. Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

(http://cleofas.com.br/tenha-sempre-tempo-para-os-seus-filhos/)

Disney inclui “casal” gay em programa infantil e recebe duras críticas nos EUA

Captura Youtube

DENVER, 03 Fev. 14 / 03:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um importante grupo de pais de família nos Estados Unidos elevou sua voz de protesto depois que a rede de televisão de programas infantis, Disney Channel, incluiu um casal de lésbicas em um episódio da série “Good Luck Charlie” (Boa Sorte Charlie).

O episódio que foi emitido na segunda-feira passada, 27 de janeiro, mostra quando uma menina chega para brincar na casa de Charlie, a protagonista, acompanhada de duas mulheres às quais apresenta como suas mães, e os pais de Charlie não reagem, o que levou os críticos a dizerem que a série está “normalizando” a ideia dos pais do mesmo sexo.

O grupo americano, “One Million Moms” (Um milhão de mães), de onde se trabalha para promover os valores nos meios de comunicação, assinalou que Disney “é o último lugar que um pai poderia imaginar para que seus filhos enfrentem temas que para eles são muito difíceis de entender”.

“Temas maduros desta natureza estão sendo apresentados desde cedo e quando as crianças ainda são muito novas, além disso, é extremamente desnecessário (…). Disney deveria ocupar-se apenas de divertir e não de empurrar uma agenda”, declararam.

Por outro lado, a controversa e ex-estrela da Disney, Miley Cyrus, elogiou o episódio e assinalou em sua conta oficial do twitter que Disney “controla grande parte do que as crianças pensam”.
One Million Moms por sua parte expressaram estar muito decepcionadas com a Disney pela emissão do episódio, mas assinalaram também que na página do Facebook, o episódio não tinha patrocinadores e que Care.com retirou seu patrocínio.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26648)

Encontrados documentos que narram a perseguição dos cristãos no Japão durante o século XVII

ROMA, 03 Fev. 14 / 12:22 pm (ACI).- Foram encontrados recentemente aproximadamente 10.000 documentos de papel de arroz, conhecidos como “Cartas Marega” que narram a perseguição contra os cristãos no Japão do século XVII, informou a imprensa internacional.

Conforme informou a agência AFP, estes documentos batizados como “Cartas Marega”, pelo nome do Pe. Mario Marega, que os compilou no sul do Japão no século XX, constituem uma valiosa informação sobre a perseguição dos cristãos na época Edo (1603-1867) e serão estudados durante seis anos.

“Esta quantidade excepcional de documentos descreve as perseguições e a privação de liberdade religiosa”, afirmou o professor Kazuo Otomo, diretor do Instituto Nacional de Literatura do Japão.

A partir de 1603 e durante mais de dois séculos, o Japão, por medo de ser colonizado, se fechou ao mundo exterior. Os japoneses não podiam sair do país sob pena de morte e os estrangeiros só estavam autorizados a entrar em alguns locais do arquipélago, sobretudo os holandeses, no porto de Nagasaki, cidade que abriga um monumento em memória dos 26 cristãos crucificados em 1597.

Naquela época, os shoguns, chefes de guerra do Japão, proibiram o cristianismo por considerá-lo um perigo para o arquipélago. Muitos dos missionários estrangeiros foram expulsos, os fiéis esconderam a alguns e os japoneses conversos tiveram que renegar sua fé. Os que se negaram a cumprir as ordens foram torturados e executados.

“Alguns destes documentos podem esclarecer como os cristãos conservaram sua fé”, estima Rumiko Kataoka, especialista em história cristã da Universidade Católica Junshin de Nagasaki.
Em meados do século XIX, quando o Japão saiu de seu isolamento, a maior parte dos documentos sobre as perseguições estavam perdidos ou tinham sido destruídos.

O Pe. Marega juntou estes testemunhos únicos quando vivia na ilha meridional de Kyushu, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Depois os levou a Tóquio e dali à Itália, onde faleceu em 1978. O pesquisador Delio Provérbio encontrou estes documentos em 2010.

Estes documentos relatam a vigilância metódica e os atos aos quais os cristãos eram submetidos, que na menor suspeita eram forçados a pisotear imagens de Cristo ou da Virgem Maria.

Segundo o professor Otomo, só foram abertos três pacotes de documentos dos 20 existentes. “É um estudo sobre os cristãos, mas vai além. Pode nos levar a um estudo sobre os intercâmbios culturais e sobre a forma de tratar a liberdade religiosa”, explicou.

Foi a estes mártires e sobreviventes que o Papa se referiu na Praça de São Pedro, no dia 15 de janeiro durante a Audiência Geral: “Foram numerosos os mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram assassinados. Não ficou no Japão nenhum sacerdote, todos foram expulsos. Então a comunidade se retirou à clandestinidade, conservando a fé e a oração na ocultação”.

“E quando nascia uma criança, o pai ou a mãe a batizavam, porque todos os fiéis podem batizar em circunstâncias particulares. Quando depois de aproximadamente dois séculos e meio –250 anos depois– os missionários voltaram para o Japão, milhares de cristãos saíram das sombras e a Igrejapôde reflorescer. Tinham sobrevivido com a graça de seu Batismo! Mas isto é grande, né? O Povo de Deus transmite a fé, batiza seus filhos e vai adiante”.

O Papa disse finalmente que esta comunidade tinha mantido, ainda em segredo, “um forte espírito comunitário, porque o Batismo os tinha transformado em um só corpo em Cristo: estavam isolados e escondidos, mas eram sempre membros da Igreja. Podemos aprender tanto desta história! Obrigado!”

Segundo a Conferência Episcopal do Japão, este país tinha 444 mil católicos em 2012.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26645)

Moedas e medalhas pela canonização de João XXIII e João Paulo II serão cunhadas

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Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 30-01-2014, Gaudium Press) As moedas e medalhas comemorativas oficiais, em bronze e prata, pela canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II no dia 27 de abril deste ano serão cunhadas, de acordo com informações do Departamento Filatélico e Numismático do Vaticano

Na ocasião, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística Solene de canonização, no Vaticano. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55366#ixzz2ryJiI7ez)

Popularidade do Papa Francisco

TOLEDO, 29 Jan. 14 / 04:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, recebeu na Espanha o prêmio outorgado pela Radiotelevisión Diocesana de Toledo, ocasião na qual assinalou que o “extraordinário interesse” que existe pelas Missas que a Papa Francisco celebradas na Casa Santa Marta, faz que suas homilias sejam traduzidas a 40 idiomas, destacando ainda que a popularidade do Pontífice não é uma estratégia do Vaticano.

O Papa Francisco tem “um extraordinário carisma de comunicação que compensa amplamente o conhecimento limitado de idiomas”, pois apenas domina o italiano e o espanhol, indicou o sacerdote durante a conferência realizada no Instituto Teológico de São Ildefonso de Toledo sob o título “Reflexões e experiências sobre a comunicação de três Papas”.

Sobre o Beato João Paulo II, o Pe. Lombardi destacou seu “amor pela verdade e não esconder-se de nada e de ninguém”. Sobre Bento XVI ressaltou seu “pensamento ordenado e conciso” e, sobre o Papa Francisco, assinalou seu grande carisma de comunicador e sua proximidade  humana “franca e valente”.

O porta-voz assinalou também que o crescente interesse que o Papa suscita não é fruto de uma nova estratégia de comunicação iniciada pelo Vaticano. “Posso assegurar-lhes que em comparação com o Pontificado anterior não foi iniciada no Vaticano uma nova estratégia de comunicação no sentido de um estudo prévio das atividades, discursos ou gestos da Papa com o fim de chamar a atenção dos presentes e ter êxito. Não há uma nova estratégia planejada em um escritório”, expressou.

Conforme explicou, o interesse que despertou Francisco pode dever-se a que ele “atua com um enfoque pastoral e uma linguagem muito concreta, que é facilmente compreensível e acolhida pelas pessoas”.

O Pe. Lombardi reconheceu que a relação da imprensa com o Bento XVI “foi mais difícil”, mas apesar das dificuldades destacou que Bento sempre respondeu “com grande nobreza intelectual”, que “nunca descartou nenhuma pergunta difícil” e com uma “enorme capacidade de expressar seu pensamento límpido, de uma maneira clara, ordenada e concisa, sem inseguranças”, o convertia em “um professor da comunicação”.

Falando um pouco mais sobre o Papa Francisco, o Pe. Federico Lombardi elogiou a “proximidade humana, direta, franca e valente”, refletida nos “abraços e beijos que generosamente prodigaliza”. Entretanto, recordou a “grande preocupação” que teve quando soube que o novo Pontífice falava apenas espanhol e italiano. “Seus predecessores eram grandes poliglotas”, mas, logo se deu conta de que o Papa Francisco “não tinha intenção de multiplicar as saudações em diferentes idiomas nem nas reuniões internacionais, como a primeira audiência com os jornalistas depois de sua eleição”.

“As multidões vêm a Roma mais que antes, e o interesse pela Papa é muito alto em todas as partes do mundo”, assinalou o porta-voz vaticano.

Por isso destacou que o Papa Francisco tenha “um extraordinário carisma de comunicação que compensa vastamente o conhecimento limitado de idiomas”, e revelou um “extraordinário interesse” pelas homilias do atual Papa na missadiária matutina na capela da casa Santa Marta que chegam a ser traduzidas a 40 idiomas.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26627)

Você é capaz de vibrar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar louvores ao Senhor?, pergunta o papa.

Foto Grupo ACI

VATICANO, 28 Jan. 14 / 07:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”, disse nesta manhã o Papa Francisco na missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano e ao comentar, em sua homilia, a dança alegre de Davi ao Senhor da qual fala a primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, o Santo Padre disse que “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor”. Todo o Povo de Deus estava em festa porque a Arca da Aliança voltava para casa.

A oração de louvor de Davi, explicou, “levou-o a sair de qualquer compostura e a dançar diante do Senhor” com “todas as suas forças”. Isto era justamente a oração de louvor! –exclamou o Papa. Além disso, indicou que lendo esta passagem, “pensei em seguida em Sara, depois de ter dado a luz a Isaac. O Senhor me fez dançar de alegria!”, disse a mulher.

Por isso, o Papa Francisco assinalou que “para nós é fácil de entender a oração para pedir algo ao Senhor, também para agradecer ao Senhor” ou a “oração de adoração”. Mas a oração de louvor “deixamo-la de lado, não nos vem espontânea”, precisou.

E deste modo o explicou: “‘Mas, padre, isto é para os da Renovação Carismática, não para todos os cristãos!’. Não, a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na missa, todos os dias, quando cantamos o Santo. Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus por sua grandeza, porque é grande! E lhe dizemos coisas lindas, porque nós gostamos que seja assim. ‘Mas, padre, eu não sou capaz… Eu devo…’. “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”.

Devemos rezar “com todo o coração” e afirmou que “é um ato de justiça, porque Ele é grande! É nosso Deus!” Davi, recordou o Santo Padre, “era muito feliz, porque voltava com a Arca, voltava com o Senhor: também seu corpo rezava com essa dança”.

Francisco questionou logo: ‘Mas como vai a minha oração de louvor? Sei louvar o Senhor? Sei louvar o Senhor ou quando rezo o Glória ou rezo o Santo, o faço somente com a boca e não com todo o coração?’ O que me diz Davi, dançando aqui? E Sara dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade começa outra coisa: uma festa!”.

“A alegria do louvor –explicou o Santo Padre– nos leva à alegria da festa. A festa da família”. Deste modo o Papa recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do rei Saul, Mical, repreende-o e pergunta-lhe se não lhe dá vergonha ter dançado dessa forma diante de todos, ele que é o rei. Mical, “desprezou a Davi”.

“Eu me pergunto quantas vezes nós desprezamos em nosso coração as pessoas boas, aquelas que louvam o Senhor como lhe vem, assim espontaneamente, porque não são cultos, não seguem as atitudes formais? Mas, desprezo! E diz a Bíblia que Mical ficou estéril durante toda a vida por isso! O que quer dizer a Palavra de Deus aqui? Que a alegria, que a oração de louvor nos faz fecundos! Sara dançava no momento grande de sua fecundidade, aos noventa anos! A fecundidade que nos dá o louvor ao Senhor, a gratuidade de louvar o Senhor. Esse homem ou essa mulher que louva o Senhor, que reza louvando o Senhor, que quando reza o Glória se alegra de dizê-lo, quando canta o Santo na Missa se alegra de cantá-lo, é um homem ou uma mulher fecunda”.

O Santo Padre disse também que “aqueles que se fecham na formalidade de uma oração fria, medida, provavelmente terminam como Mical: na esterilidade de sua formalidade”. Por isso, o Papa convidou a imaginar a Davi que dança “com todas as forças diante do Senhor e pensemos que belo é fazer a oração de louvor”.

Além disso, disse, fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai-vos, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória. O Senhor, forte e valente, é o rei da glória!”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26618)

Paquistão: cidadão britânico se declara profeta e é condenado à morte por blasfêmia

Fortes pressões sobre as autoridades do país para salvar Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos vítima de esquizofrenia e paranoia

Por Redacao

ROMA, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Condenado à morte por blasfêmia: é o veredito do tribunal de Rawalpindi, no Paquistão, contra Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos que foi preso em 2010 por blasfêmia, depois de escrever algumas cartas a policiais em que se proclamava “profeta”.

De acordo com a agência AsiaNews, os advogados de Asghar pediram aos juízes um ato de clemência, enfatizando os problemas mentais do homem que continua se declarando profeta mesmo depois de condenado. Os advogados apresentaram um atestado do Royal Victoria Hospital, de Edimburgo, na Escócia, no qual os médicos explicam que Asghar sofre de uma doença esquizofrênica e paranoica.

O Tribunal, porém, recusou todos os pedidos de clemência. Um porta-voz do governo escocês se disse preocupado com a situação e pediu que as autoridades paquistanesas “respeitem a moratória da pena de morte”. A baronesa Sayeeda Hussain Warsi, funcionária do Ministério britânico de Assuntos Exteriores, informou que o ministério está exercendo uma grande pressão sobre o governo paquistanês para resolver o caso. Asghar é o segundo cidadão britânico a sofrer a aplicação da famigerada lei paquistanesa da blasfêmia.

De acordo a Comissão Episcopal Justiça e Paz, do Paquistão, houve pelo menos 964 pessoas incriminadas com base nessa lei entre 1986 e agosto de 2009: 479 eram muçulmanos, 119 cristãos, 340 ahmadis, 14 hindus e 10 de religião desconhecida. Além disso, mais de 40 assassinatos extrajudiciais, vários linchamentos entre eles, foram cometidos contra inocentes. Houve processos inclusive contra deficientes físicos, deficientes mentais e menores de idade.

Um caso emblemático foi o de Rimsha Masih, que escapou das falsas acusações graças a uma campanha massiva de pressão sobre Islamabad. Por outro lado, a cristã Asia Bibi, mãe de cinco filhos, foi condenada à morte por blasfêmia por um tribunal de primeira instância em 2010 e continua até hoje esperando o fim do processo de apelação.

(Agência Zenit)

Perito em câncer deixa sem argumentos na rede de televisão CNN aqueles que apoiam a eutanásia

ATLANTA, 27 Jan. 14 / 06:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Dr. Luis Ráez, diretor médico do Memorial Cancer Institute e ganhador do Prêmio ao Desenvolvimento da Carreira da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, refutou os promotores da eutanásia no programa Cala na CNN em Espanhol, deixando claro que esta prática é o assassinato de um ser humano e isto é contrário à profissão médica.

“A eutanásia é quando alguém ativamente mata uma pessoa, pode ser desconectando um respirador ou injetando-lhe algo. Parece-se um pouco ao suicídio assistido, que é quando alguém dá para a pessoa um remédio para que se suicide”, indicou.

Ráez precisou que “quando falamos de eutanásia ou de suicídio assistido, estamos falando de pessoas vivas, mas com pessoas que as querem matar”.

Defendendo a eutanásia, Alfonso Ramírez participou do programa o autodenominado “tanatólogo e terapeuta”, e assegurou que seu ofício consiste em ajudar “as pessoas a bem morrer”.

“Este é um aspecto 100 por cento humanitário e de empatia pelos seres humanos. Ajudá-lo a bem morrer, justo como o conceito da eutanásia. Isto é a eutanásia, ajudar a bem morrer, eu estou a favor da eutanásia”, assegurou Ramírez.

O tanatólogo reconheceu que “nós não somos médicos”, para logo acrescentar que “somos médicos, mas de almas”.

“Nós apoiamos desde o ponto de vista psicológico, emocional que é tão importante e familiar”.

Por sua parte, o Dr. Luis Ráez assinalou que “eu sou oncologista e pesquisador, dediquei minha vida inteira a pesquisar remédios para lutar contra o câncer, para mim não tem nenhum sentido matar pessoas”.

Embora tenha reconhecido que existem quatro países no mundo onde “se pode matar os pacientes”, Ráez assinalou que “para mim, que sou oncologista, não há uma sociedade americana que esteja a favor da eutanásia. Para nós a eutanásia é um assassinato, o assassinato do ser humano, e é irreversível, não se pode de repente mudar de ideia e no futuro já não fazer a eutanásia”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26614)

Veremos os parentes no céu?

milagresA morte é um enigma, e muitos perguntam se nós veremos os nossos entes queridos no céu. A saudade é amarga e as lágrimas não podem deixar de rolar quando perdemos uma pessoa querida. Cristo chorou quando perdeu o amigo Lázaro.

Fé não é insensibilidade e dureza de coração. Você pode chorar, até diante dos filhos, mas chore como quem tem fé na ressurreição. Os santos nos garantem que veremos os entes queridos mortos que nos antecederam.

Diante da dor da morte gosto de me lembrar de Nossa Senhora aos pés da cruz do seu Amado. Ela perdeu o Filho Único…, Deus, morto de uma maneira tão cruel como  nenhum de nós o será. Ela perdeu muito mais do que nós e não se desesperou. Certamente chorou muito, mas nunca se desesperou e nunca perdeu a fé. Aos pés da cruz de Jesus estava de pé (stabat!).

Podemos chorar os mortos; as lágrimas são o tributo da natureza, mas sem desespero e sem desilusão.

Até o céu; lá nos voltaremos a ver, ensinam os santos. Que grande felicidade será para nós poder encontrá-los, depois de ter chorado tanto a sua ausência! Não nos deixemos levar ao desespero quando alguém parte; não somos pagãos. Lá não haverá mais pranto, nem lágrimas e nem luto.

São Francisco de Sales disse: “Meu Deus, se a boa amizade humana é tão agradavelmente amável, que não será ver a suavidade sagrada do amor recíproco dos bem-aventurados… Como essa amizade é preciosa e como é preciso amar na terra, como se ama no Céu!”

São Tomás de Aquino garante que no Céu conheceremos nossos parentes e amigos. Diz o santo doutor:

“A contemplação da Essência Divina não absorve os santos de maneira a impedir-lhes a percepção das coisas sensíveis, a contemplação das criaturas e a sua própria ação. Reciprocamente, essa percepção, essa contemplação e essa ação não os podem distrair da visão beatífica de Deus” (S. Teológica, 30, p. 84).

A morte não é o aniquilamento estúpido que pregam os materialistas sem Deus, mas o renascimento da pessoa. A Igreja reza na Liturgia que “a vida não é tirada mas transformada”.

Só o cristão valoriza a morte e é capaz de ficar de pé diante dela. Deus não nos criou para o aniquilamento estúpido, mas para a sua glória e para o seu amor. Fomos criados para participar da felicidade eterna de Deus.

Santa Teresinha disse ao morrer: “não morro, entro para a vida”.

A árvore cai sempre do lado em que viveu inclinada; se vivermos inclinados ao Coração de Jesus, nele cairemos.

É preciso saber educar os filhos também diante da morte; a psicologia recomenda, por exemplo, que os pais deixem os filhos verem os mortos, se assim eles desejarem, embora não devam forçá-los. Fale da morte com naturalidade aos filhos, e aproveite o momento para ensinar sobre o céu e sobre a ressurreição. Não se pode permitir que as crianças assistam cenas de desespero diante da morte, mesmo que se possa manifestar a dor e sofrimento diante delas.

O grande santo São Francisco Xavier, jesuíta, amigo íntimo de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, foi evangelizar o Japão e a China e por lá morreu. Sabendo que não mais poderia ver o rosto do seu querido amigo Santo Inácio, escreveu-lhe uma carta onde dizia: Não mais verei o teu rosto, mas lá no céu te darei um abraço que durará para sempre.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/veremos-os-parentes-no-ceu/)

Dons Infusos do Espírito Santo

image-37219201 – O dom da Ciência

O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como aceno ao Supremo Bem; leva o homem a compreender, de um lado, o vestígio de Deus que há em cada ser criado, e, de outro lado, a insuficiência de cada qual.

O dom da ciência ensina também a reconhecer melhor o significado do sofrimento e das humilhações; estes “contra-valores”, no plano de Deus, têm o valor de escola que liberta e purifica o homem. Configuram o cristão a Jesus Cristo. Se não fosse o sofrimento, muitos e muitos homens não sairiam de sua estatura mesquinha,… nunca atingiram a plenitude do seu desenvolvimento espiritual.

2 – O dom do Entendimento ou Inteligência

O dom da inteligência nos ajuda a ler no íntimo das verdades reveladas por Deus, e ter a intuição do seu significado profundo. Pelo dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez o mistério da SS. Trindade, o amor do Redentor para com os homens, o significado da S. Eucaristia na vida cristã…

A penetração dada pelo dom da inteligência (ou do entendimento) é diferente daquela que o teólogo obtém mediante o estudo; o dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus. Na ordem sobrenatural é o amor que abre os olhos do conhecimento. Os que mais amam a Deus, são os que mais profundamente o conhecem. O dom do entendimento manifesta também o horror do pecado e a grandeza da miséria humana.

3 – O dom da Sabedoria

A palavra sabedoria vem de saber, derivado do verbo latino sapere,  que significa “ter gosto de…”. O dom da sabedoria abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe diretamente sob a luz de Deus, mostrando a grandeza do plano do Criador. Ele oferece um conhecimento saboroso da verdade porque se deriva da experiência do próprio Deus feita pelo cristão. Os resultados do estudo meramente intelectual são frios e abstratos, ao passo que as vantagens da experiência são concretas e saborosas.

“O dom da sabedoria faz-nos ver com os olhos do Bem-amado”, dizia um grande místico.

4 – O dom do Conselho

Deus não deixa faltar às suas criaturas o que lhes é necessário. Ele providencia os meios para que cada criatura chegue retamente ao seu fim devido. O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas sem cansaço e insegurança. Por ele o  Espírito Santo, inspira a reta maneira de agir no momento oportuno e exatamente nos termos devidos. Assim o dom do conselho aparece como um regente de orquestra que coordena divinamente todas as faculdades do cristão e as incita a uma atividade harmoniosa e equilibrada. Diz a Escritura que há tempo exato para cada atividade; fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno.

5 – O dom da Piedade

O dom da piedade orienta divinamente todas as relações que temos com Deus e com o próximo, tornando-as mais profundas e perfeitas.  São Paulo se refere a este dom quando escreve: “Recebestes o espírito de adoção filial, pelo qual dizemos  ‘Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo, inspirado pelo mesmo dom da piedade.

O dom da piedade não incita os cristãos apenas a cumprir seus deveres para com Deus de maneira filiar, mas leva-os também a experimentar interesse fraterno para com todos os seus semelhantes. É o que manifesta o Apóstolo ao escrever: “Quanto a mim, de bom grado me despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor” (2 Cor 12, 15).

6 – O dom da Fortaleza

A fidelidade à vocação cristã depara-se com obstáculos numerosos. Disse Jesus que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12).

O dom da fortaleza não consiste em realizar façanhas admiradas pelo público, mas implica paciência, perseverança, tenacidade, magnanimidade silenciosas… Pelo dom da fortaleza, o Espírito impele o cristão não apenas àquilo que as forças humanas podem alcançar, mas também àquilo que a força de Deus atinge. É essa força de Deus que pode transformar os obstáculos em meios; é ela que assegura tranquilidade e paz mesmo nas horas mais tormentosas. Foi ela que inspirou a S. Francisco de Assis palavras tão significativas quanto estas: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

7 – O dom  do Temor de Deus

Há três tipos de temor: o temor covarde ou da covardia; o temor servil ou do castigo e o temor filial. Este consiste na tristeza que o cristão experimenta diante da perspectiva de poder se afastar de Deus; brota do amor a Deus. Não se concebe o amor sem este tipo de temor. Pelo dom do temor de Deus  é o Espírito que move o cristão a dizer Não à tentação e ao pecado por amor a Deus. Não é medo de Deus, é medo de perde-lo. O dom do temor de Deus se prende à virtude da humildade. Esta nos faz conhecer nossa miséria; impede a presunção e a vã glória, e assim nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. S. Luís de Gonzaga derramou copiosas lágrimas certa vez quando teve que confessar suas faltas… faltas que, na verdade, dificilmente poderiam ser tidas como pecados. Para o santo, essas pequeninas faltas eram sinais do perigo de poder um dia afastar-se de Deus. Ora, para quem ama, qualquer perigo deste tipo tem importância.

(http://cleofas.com.br/dons-infusos-do-espirito-santo/)

Como começa um processo de Nulidade Matrimonial?

6FCB1D1E56E3B75E035D3564FED1Quem deve tomar a iniciativa?

Se você se encontra numa situação matrimonial que não pode ser reconhecida pela Igreja, porque já houve uma cerimônia de casamento anterior com outra pessoa; ou se rompeu tão definitivamente com seu marido e a sua mulher, que já não exista mais nenhuma chance de verdadeira reconciliação, pense bem se o seu caso não se enquadra em alguma das causas de nulidade descritas no artigo Nulidade de Casamento. Se fosse assim, é do seu interesse conseguir uma declaração da autoridade eclesiástica, que lhe permita reconstruir sua vida em paz com Deus e com a sua consciência. Para isso, existem na Igreja, os tribunais eclesiásticos. Só que ninguém vai tomar o seu lugar. Quem deseja que o tribunal atue deve pedir sua intervenção. O pároco ou algum sacerdote amigo poderão dar um conselho, uma orientação. Mas algumas coisas você vai ter que fazer por si mesmo. Vá, sim, em primeiro lugar, falar com o seu pároco. Mas não desespere se ele achar que o seu caso não terá chances no tribunal. O campo do direito canônico é um campo especializado e nem todos os padres estão atualizados nesta matéria. De um jeito ou do outro, você vai ter de procurar o próprio tribunal eclesiástico.

O que é um tribunal eclesiástico?

Você sabe que, para administrar a justiça, existem no Brasil juízes que atuam no fórum. E que, quando alguém não está de acordo com a sentença do juiz, pode apelar para o Tribunal de Justiça do Estado e, mais tarde, até o Supremo Tribunal Federal. Pois bem, a Igreja católica também tem uma organização própria da justiça. Só que, nas causas de declaração de nulidade do matrimônio, normalmente, o primeiro julgamento já é feito perante um tribunal de três juízes.

Poderiam existir tribunais desse tipo em todas as dioceses, mas no Brasil o número de pessoal especializado ainda não é suficiente para atender a todas.

Nas dioceses onde não há tribunal eclesiástico, deve haver uma pessoa encarregada dos assuntos da justiça da Igreja e de encaminhar, quando for o caso, os processos ao tribunal. Essa pessoa se chama “Vigário Judicial”. Por isso, se você mora muito longe de uma cidade que possua um tribunal eclesiástico, não precisa, no primeiro momento, fazer uma viagem até lá. Basta que apresente na cúria diocesana, ou seja, onde funcionam os escritórios do seu bispo. Aí vai encontrar alguém que possa ajudar a apresentar o seu caso.

Posso apresentar meu pedido em qualquer tribunal eclesiástico?

Não, não pode. Você, porém, pode escolher entre o tribunal correspondente ao lugar da celebração de seu casamento ou ao lugar onde atualmente está residindo seu marido ou sua mulher. Além disso, com licença do presidente do último tribunal citado, também poder ser feito o processo perante o tribunal correspondente a sua própria residência. E ainda, obtendo uma licença prévia dos outros tribunais interessados, no lugar onde devem ser recolhidas a maior parte das provas, por exemplo, onde mora a maioria das testemunhas. O seu advogado lhe poderá explicar isto um pouco melhor e encaminhar, se for o caso, os pedidos de licença necessários.

Fonte: HORTAL (S.J.), J. Casamentos que nunca deveriam ter existido, uma solução pastoral. Col. Igreja e Direito. Ed. Loyola: São Paulo, 1987. pp. 29-32.

(http://cleofas.com.br/como-comeca-um-processo-de-nulidade-matrimonial/)

Para todos aqueles sacerdotes que dão a vida, a cada dia e silenciosamente…

Em Santa Marta, Francisco fala da unção e lembra os muitos párocos do campo e da cidade que não fazem manchetes, mas que prestam um serviço valioso para o povo de Deus

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Não era o centro do seu discurso, mas de qualquer forma Bergoglio, na homilia de hoje em Santa Marta, quis enviar uma indiretazinha para aquele mundo da comunicação sempre mais atento ao “barulho de uma árvore que cai”, do que “de uma floresta que cresce”. Uma metáfora com a qual o Papa questionou a tendência dos jornais e jornalistas de se concentrarem em “um bispo que fez tal coisa ou emum sacerdote fez tal outra coisa”, e manter silêncio sobre muitas obras de caridade realizadas por “sacerdotes santos” que dão suas vidas todos os dias e em silêncio.

“Sim – disse Bergoglio, fingindo o costumeiro diálogo com um fiel – também eu o li, mas, diga-me, nos jornais estão as notícias do que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em tantas paróquias de cidade e de campo, tanta caridade que fazem, tanto trabalho que fazem para levar adiante o seu povo? Ah, não! Isso não é notícia”.

O ‘desabafo’ do Papa foi o resultado de uma reflexão sobre o valor da “unção” que Deus concede aos bispos e sacerdotes, fazendo o seu ministério especial. Se a Igreja não é uma ONG ou uma empresa, e bispos e padres não são chefes de escritório – como reiterou repetidas vezes Francisco – é precisamente por causa desta “unção” que lhes dá o poder do Espírito para não agir como uma organização humana, mas prestar serviço ao povo de Deus

Para explicar melhor o conceito, o Papa refletiu sobre a primeira leitura do dia, quando o profeta Samuel fala sobre as tribos de Israel que ungiu Davi como rei: “Sem essa unção – disse o Papa – Davi teria sido apenas o ‘chefe de uma empresa’,de uma  sociedade política, que era o Reino de Israel”, teria sido um simples ‘organizador político’”. Com a unção, no entanto, “o Espírito do Senhor” desce sobre o jovem, o qual – narra a Escritura – “andava sempre crescendo em potência e o Senhor Deus dos exércitos estava com ele”.

O ungido é de fato uma pessoa escolhida pelo Senhor, afirmou o Papa. Bispos e padres com o óleo do Crisma recebido durante a ordenação “são ungidos, têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles”. Portanto, “não são eleitos somente para levar adiante uma organização, que se chama Igreja particular”. É verdade também que “todos os bispos são pecadores”, admitiu o Papa, mas “nós somos ungidos” e portanto “queremos ser mais santos a cada dia, mais fieis a esta unção”.

Isto é o que “dá unidade à Igreja”: “a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque é ungido, não porque foi eleito pela maioria”. “Nesta unção – acrescentou Bergoglio – uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os padres são ungidos”. Além do mais, graças a esta unção – continuou – prelados e sacerdotes estão mais próximos do Senhor que lhes dá a força para “levar adiante um povo, ajudar um povo, viver ao serviço de um povo”; mas também a alegria de sentir-se “eleitos pelo Senhor, guardados pelo Senhor, com aquele amor com o qual o Senhor nos guarda, a todos nós”.

“Pelo contrário – disse o Papa – não se pode explicar como a Igreja vai adiante apenas com as forças humanas”. Se uma diocese ou paróquia vai pra frente é certamente porque “tem um povo santo”, “tantas organizações, tantas coisas”, mas especialmente porque tem “um ungido que a leva, que a ajuda a crescer”. E a história mesmo se esquece destes “ungidos”, destes “párocos do campo ou párocos de cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, ou seja, a santidade”.

“Conhecemos uma mínima parte”, observou o Pontífice, “mas quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos sacerdotes santos que deixaram a sua vida ao serviço da diocese, da paróquia; quanta gente recebeu a força da fé, a força do amor, a esperança destes párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem tantos!”. Portanto, concluiu o Santo Padre, “pensando nesta unção de Davi, vai fazer-nos bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fieis e orar por eles. Graças a eles que estamos aqui hoje”.

(Trad. TS)

(Agência Zenit)

Roubado em Abruzzo uma relíquia com o sangue de João Paulo II

O roubo aconteceu entre sábado e domingo no pequeno santuário de São Pedro em Ienca, onde Wojtyla costumava ir para orar. Também a Santa Sé foi avisada. Não se exclui a pista de satanismo

Por Redacao

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Foi um duro golpe para os cidadãos de uma pequena cidade de L’Aquila descobrir esta manhã que a preciosa relíquia de João Paulo II, preservada na igreja de São Pedro da lenca (perto de L’ Aquila), tinha sido roubada. Atualmente, existem cerca de cinquenta carabinieres que, juntamente com os cães “buscapessoas”, estão cobrindo a área próxima do Gran Sasso para recuperar o frasco raro com o sangue de Wojtyla roubado, junto com uma cruz, por estranhos na noite entre sábado e domingo. De acordo com as pesquisas, é possível que os ladrões tenham se desfeito do objeto sagrado. A Procura, por sua vez, abriu um arquivo e não se exclui a pista do satanismo.

A área montanhosa onde se encontra o pequeno santuário era muito querida por Wojtyla que acostumava vir ao Gran Sasso para passear, esta em meditação e também esquiar. Muitas vezes vinha ao pequeno santuário, em visita oficial ou também em segredo para rezar. Justamente em lembrança destas visitas, o cardeal Stanislaw Dziwisz doou as relíquias para a igrejinha em 2011.

Quem descobriu o furto, ontem de manhã, foi o pároco José Obama. A cúria aquilana informou depois à Santa Sé. Considerando que somente existem “três relíquias no mundo com o sangue de Wojtyla”, trata-se de um fato muito grave, como declarou a Ansa Pasquale Corriere, ex vereador em Aquila e agora presidente da associação cultural ‘São Pedro em Ienca’, promotor de diversas iniciativas relacionadas às relíquias do Beato Papa polonês. O roubo “repropõe a questão das medidas de segurança da igrejinha que, depois de um período de fechamento aos fieis, de dia muitas vezes está aberta ao culto”. “A esperança – acrescentou Corriere – é que os autores responsáveis se arrependam e restituam os ganhos ilícitos, ou que em breve serão identificados e presos”. (S.C.)

Trad. T.S

(Agência Zenit)

Os jovens falam sobre o Papado de Francisco

Passados mais de dez messes de Papado do Papa Francisco, os jovens dizem o que pensam e esperam do Sucessor de Pedro

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 03 de março de 2013 o conclave anunciava a fumaça branca que trazia uma novidade para a Igreja, o argentino JorgeMario Bergoglio, o primeiro Papa latino-americano, primeiro jesuíta e o primeiro Francisco. Passados mais de dez messes do seu Papado tudo ainda parece ser novidade, até mesmo para os jovens que estão sempre conectados a tudo que há de novo, e o que será que eles estão pensando e esperando desse Papa que quebra protocolos e até mesmo tira foto para as redes sociais?

Eles vão às ruas para lutar por seus direitos, estão conectados a um mundo na palma da mão em que suas fronteiras parecem não existir, usam as redes sociais para causar revoluções no desejo de um mundo mais justo e com mais amor. Então no meio de tudo isso aparece uma novidade, um senhor já velhinho como Papa que surpreende até os que estavam mais distantes da Igreja e os desafia a sair das teorias e amar na prática.  Usando as redes sociais eles falam tudo o que pensam e esperam do Papado de Francisco:

Ícaro Diniz: “Ele veio revigorar nossas forças”

Kelyane Abreu: “O Papa Francisco vem de fato, reconstruir a Igreja, não apenas fisicamente, a estrutura, mas a Igreja como um corpo, a mentalidade do ser Igreja, reavivar o apaixonamento pela Igreja”. Acredito que esse será um tempo de muitas mudanças, podas de arvores e como toda poda, poderá gerar grandes.

Newton Nascimento: “Ele me passa a certeza do Céu”. Vejo hoje, o Papa Francisco, como Jesus chegou no templo colocando os vendedores para fora, hoje por graça e condução de Deus, foi dada ao Papa esse serviço, que por sinal não é fácil.

Camilla Campos: “Penso que ele veio pra desconfundir a cabeça da galera”.

Jackson Soares : “A sua posição diante da questão da pobreza o torna mais amado ainda por todos”. O que se espera do seu papado é que ele continue essa obra de conscientização do mundo para ajudar os mais necessitados, rezar pela humanidade, buscar a paz.

Matheus Ferreira :” Penso que ele veio para quebrar vários padrões da igreja, e fazer surge um novo conceito de fé aos jovens”

Pedro Paulo Cardoso: “Ele é surpreende”. A começar pela escolha do seu “novo nome” Francisco, Por eu servir na minha paróquia como Catequista, tenho ele como um grande exemplo, pelo fato dele ser Jesuíta (uma congregação que se destaca pelo “Ser Catequista”) , ter sempre uma boa didática e uma forma fácil de falar sobre o Evangelho.

Italo Myke:  “Desde que saiu a fumaça branca na chaminé que eu choro”. Espero que ele nunca mude para poder dizer aos meus filhos, Esse é Francisco filho o Santo da minha geração.

João Pedro O Papa Francisco para os jovens é aquele Novo que há muito tempo estava sendo guardado.

Fernanda Carneiro Leal: “Outros o vêm como algo polêmico que do nada quer fazer mudanças. Amo o Papa, pois expressa seu amor não só por palavras, mas por atos bem concretos, quebrando protocolos”

Um Papa e um amigo.

Na sua grande maioria a certeza que os jovens transmitem é de encontrar um Papa e um amigo, que quebra protocolos para estar mais próximo, sempre mostrando que quem ama quer estar perto, quer seja respondendo cartas de quem o escreve ou tirando foto com a “galera” para as redes sociais, como aconteceu com três jovens na Basílica de São Pedro, no dia 28 de agosto, a foto foi publicada por Fabio Ragona na rede social Twitter e causou grande impacto na internet. Seus discursos desafiam a “geração Y” tão ligada no provisório e ao mesmo tempo o seu sorriso os motiva como alguém que diz: Contem comigo.

Em julho do ano passado  na cidade do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, Francisco não só fez apenas discípulos, fez também amigos entre todas as nações.

(Agência Zenit)

“Cristãos, fechem as portas para a inveja, o ciúme e as fofocas!”

Casa Santa Marta: Bergoglio alerta contra os “vermes” que se insinuam no coração do homem, transformando-o num “semeador de amargura” que destrói as comunidades

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 23 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Sobre as “fofocas”, o papa Francisco já falou em várias ocasiões: em sermões na Casa Santa Marta, no encontro com a Cúria Romana em 21 de dezembro, pedindo “objeção de consciência” contra elas. A mesma exortação foi feita novamente na homilia da missa de hoje, durante a qual, além das fofocas, o papa alertou contra duas outras más atitudes: a inveja e o ciúme.

Esse “tripé” de maledicência, ressentimento e rivalidade é, de acordo com o Santo Padre, o que “destrói as comunidades cristãs”. Não por acaso, o papa o recorda no sexto dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, depois de denunciar, ontem, o “escândalo” das “divisões” que ainda existem entre os cristãos.

Nesta reflexão, Francisco partiu da primeira leitura do livro de Samuel, que fala da exultação dos israelitas pela vitória sobre os filisteus, graças à coragem e astúcia do pequeno Davi. Nem todos, no entanto, elogiam o jovem herói. Aquele que para as mulheres é motivo de alegria, para o rei Saul é fonte de tristeza e de inveja. “A grande vitória começa a se tornar derrota no coração do rei”, disse o papa: naquele coração, tinha entrado o “verme do ciúme e da inveja”.

É natural traçar um paralelo com Caim, cuja alma foi corroída pela amargura em relação com o irmão Abel. E, como aconteceu com os primeiros irmãos da história, Saul também decidiu que a melhor solução era matar Davi. O rei, explicou o pontífice, “em vez de louvar a Deus como as mulheres de Israel por esta vitória, prefere se fechar em si mesmo, se amargurar” e “cozinhar os seus sentimentos no caldo dessa amargura”.

Isto é o que “o ciúme faz em nosso coração”, advertiu o Santo Padre: “é uma ansiedade ruim, que não tolera que um irmão ou irmã tenha algo que eu não tenho”. Sem percebermos, “ele nos leva a matar (…) Foi por essa porta, pela porta da inveja, que o diabo entrou no mundo”, lembrou o papa.

“O ciúme e a inveja abrem as portas para todas as coisas ruins. E dividem a comunidade”. Quando uma comunidade cristã “sofre de inveja, de ciúme, ela termina dividida: um contra o outro. É um veneno forte. É o veneno que encontramos na primeira página da Bíblia com Caim”.

Há dois sintomas “muito claros” desta doença que afeta o coração humano: a “amargura” e as “fofocas”. “A pessoa invejosa, a pessoa ciumenta, é uma pessoa amarga. Ela não sabe cantar, não sabe elogiar, não sabe o que é alegria, está sempre olhando para “o que o outro tem e eu não tenho”. E isso a leva à amargura, uma amargura que se espalha por toda a comunidade”.

Pessoas assim “são semeadoras de amargura. Um não tolera que o outro tenha alguma coisa.

A “solução”, para elas, é rebaixar o outro, “para que eu fique um pouco mais alto”. E a ferramenta para isso é a fofoca. “Olhem bem e vocês vão ver que por trás da fofoca sempre existe ciúme e inveja”.

As fofocas “são as armas do diabo”, reiterou o bispo de Roma: “Quantas belas comunidades cristãs foram destruídas pelo ressentimento e pelas fofocas que entraram na alma de um único membro da comunidade! Não é exagero: uma pessoa que está sob a influência da inveja e do ciúme mata”, disse o papa. E o apóstolo João também diz: “Todo aquele que odeia o seu irmão é um assassino”, e “o invejoso, o ciumento, começa a odiar o seu irmão”.

“Rezemos pelas nossas comunidades cristãs, para que essa semente da inveja não seja semeada entre nós, para que a inveja não tenha espaço em nosso coração, no coração das nossas comunidades, e para podermos seguir em frente no louvor ao Senhor, louvando o Senhor com alegria. É uma grande graça, a graça de não cair na tristeza, no ressentimento, na inveja e no ciúme”.

(Fonte: Agência Zenit)

Milhares de pessoas assinam manifesto defendendo presença da Santa Sé na ONU

Foto: Author: Danferb (CC BY-NC-ND 2.0)

WASHINGTON DC, 23 Jan. 14 / 03:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- Milhares de pessoas assinaram um manifesto de apoio à Santa Sé por causa de uma campanha orquestrada pelo lobby do aborto para que seja retirado seu status de observador permanente ante as Nações Unidas.

Os católicos receberam apoio de membros de outros credos para assinar um documento que defende que “o status especial da Santa Sé lhe permite alentar um diálogo genuíno, promover soluções pacíficas aos conflitos, e apelar mais além dos simples interesses territoriais dos estados às consciências de seus líderes”.

A petição foi lançada pelo Instituto Família Católica e Direitos Humanos no dia 17 de janeiro, e em apenas três dias teve mais de 3 mil assinaturas.

O documento explicou que o serviço desinteressado e não partidário da Santa Sé “foi sempre apreciado pelos Estados Membros nas Nações Unidas”.

“Unimo-nos aos Estados Membros em gratidão pelo testemunho espiritual e moral da Santa Sé nas Nações Unidas”, indicou, por isso “o mundo será muito mais pobre se a voz da Santa Sé ao interior das Nações Unidas for alguma vez silenciada. Esperamos que esse dia nunca chegue”.

O presidente do Instituto, Austin Ruse, indicou que a campanha de petição é uma resposta aos esforços de retirar a Santa Sé da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“A Santa Sé é a consciência das Nações Unidas. É a única delegação que não tem considerações políticas em como negociam. Eles negociam puramente desde seus primeiros princípios”, disse.

A petição, esboçada pelos professores da Escola de Leis de Princeton, Robert George e William Saunders, de Americanos Unidos pela Vida, indicou que a Santa Sé esteve trabalhando na diplomacia desde o século IV d.C.. Atualmente tem relações diplomáticas com 177 nações.

O documento denunciou que aqueles que se opõe à presença do Vaticano nas Nações Unidas não gostam da “firme defesa da santidade da vida humana e da inviolável dignidade da família”.

“Certas organizações, em nome de uma falsa ‘libertação’, buscam minar as verdades centrais com respeito à natureza da pessoa humana e da família. Em nome de uma falsa doutrina de direitos humanos, negam o que nos faz verdadeiramente humanos e violam os verdadeiros direitos humanos”, criticaram.

O grupo falsamente denominado “Católicas pelo Direito a Decidir”, foi por muito tempo opositor do status de observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas. Os Bispos dos Estados Unidos advertiram que este grupo “não é uma organização católica”, mas promove ensinamentos “contrários aos ensinamentos da Igreja”.

Recentemente o presidente do grupo abortista, John O’Brien, usou a apresentação de representantes da Santa Sé em uma audiência do Comitê de Direitos da Criança da ONU para criticar a missão de observador permanente.

“A Santa Sé não tem direito a um assento nas Nações Unidas e não deve assinar estes tratados e convenções”, disse em 16 de janeiro.

Os representantes da Santa Sé, na audiência de 16 de janeiro, condenaram a violência contra as crianças, assim como a exploração infantil, e indicaram que nos anos recentes o Vaticano fez da proteção das crianças uma “prioridade”.

Os assinantes da petição de apoio ao Vaticano denunciaram que os grupos que querem retirar da Santa Sé o seu status de observador permanente a veem como “um obstáculo para suas metas de reengenharia humana e de revisão dos entendimentos morais básicos”.

“Enquanto que muitos de nós não compartilhamos ou aderimos às petições da Igreja Católica, estamos unidos no apoio ao contínuo rol da Santa Sé como observador permanente nas Nações Unidas”, indicou o documento.

Uma declaração similar, apresentada no ano 2000, obteve o apoio de grupos protestantes e muçulmanos, assim como católicos.

Austin Ruse alentou aqueles que apoiam a presença da Santa Sé nas Nações Unidas a assinarem a petição e a pedirem a outros que também o façam.

As assinaturas serão apresentadas aos representantes da Santa Sé em Nova Iorque, Genebra e Roma, antes do término de 2014.

A íntegra da petição pode ser vista em: www.defendtheholysee.org

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26595)

Os mais íntimos escritos de João Paulo II

Capa do livro.

ROMA, 22 Jan. 14 / 10:16 am (ACI/EWTN Noticias).- A editora Znak da Polônia lançará no próximo dia 5 de fevereiro o livro “Estou nas mãos de Deus. Escritos pessoais 1962-2003”, um texto que recolhe as mais íntimas memórias do Beato João Paulo II, que foram salvas de serem queimadas pelo seu secretário por mais de 40 anos, o agora Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Conforme anuncia a editora Znak, o leitor encontrará neste volume “as mais importantes pergunta íntimas, profundas, comovedoras meditações e orações que marcavam seu tempo dia a dia”, assim como “escritos que testemunham a sua preocupação pelos seus seres queridos (amigos e colaboradores) e pelaIgreja encomendada a ele”.

Os escritos pessoais de João Paulo II permitem ao leitor encontrar-se com um homem que sempre confiou mais em Deus que em si mesmo e que lutou pela verdade até o final de sua vida.

João Paulo II pediu a Dom Dziwisz, seu secretário e mais próximo colaborador, para queimar os escritos depois de sua morte, mas o agora Arcebispo de Cracóvia decidiu não destrui-los, mas os conservou e entregou à Congregação para a Causa dos Santos, que examinou a vida de Karol Wojtyla durante seu processo de canonização.

Nos textos, o leitor tem acesso ao coração do homem que foi Bispo de Cracóvia durante a difícil época do comunismo, e que depois, por quase 27 anos, foi o sucessor de Pedro a fins do século XX e inícios do XXI.

O texto recolhe as experiências de João Paulo II, junto com orações, reflexões e comentários, convertendo o leitor em um discípulo da espiritualidade do futuro santo.

Em declarações à agência Kai, o Cardeal Dziwisz explicou sua decisão: “Não, não queimei os escritos de João Paulo II, porque constituem a chave de leitura de sua espiritualidade, a parte mais íntima do homem: suas relações com Deus, com o outro e consigo mesmo”.

O livro já se encontra em pré-venda em sua edição em polonês, pode ser adquirido a partir do site: http://www.znak.com.pl/kartoteka,ksiazka,4468,Jestem-bardzo-w-rekach-Bozych

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26587)

Ser livre para poder amar

a_liberdade_do_homem_poucas_palavrasA liberdade é o maior dom que Deus nos deu; maior até do que a inteligência.

É, acima de tudo, a liberdade que nos faz “imagem” de Deus. Se Ele não nos tivesse feito livres, seríamos como robôs, ou marionetes, ou teleguiados; não seríamos “semelhantes” a Ele.

Para garantir a nossa dignidade Deus nos fez livres, capazes de escolher o bem ou o mal,  e até capazes de virar as costas para o próprio Criador.

Quando a sociedade quer punir o homem, por ele abusar da liberdade, então tira-a, colocando-o na prisão.

O pecado é sempre um “abuso da liberdade”; isto é, o seu mal uso.

Você só poderá dar-se integralmente a alguém, e amar, se você for verdadeiramente livre.

Mas hoje existem também muitas “caricaturas” da liberdade, assim como do amor.

Muitos se enganam pensando que ser livre é poder dizer “eu faço o que quero”.

Muitos pensam que ser livre é não ter leis que obedecer, dogmas a aceitar ou verdades pré-fixadas a acolher. É um engano.

Será que você é livre quando não respeita os sinais de tráfego, e, por desrespeitá-los acaba saindo da estrada e se acidentando?

É claro que não, você está sendo irresponsável, e muito burro!

Será que você é livre, quando teima em dizer que: 2 + 2 = 5 !

É claro que não, você está sendo insensato, incoerente e ilógico.

Será que você pode dizer que é livre porque usa a bebida ou a droga como quer e quando quer, porque é dono do seu nariz?

É claro que não, você está sendo louco e destruindo a sua vida.

Será que você pode dizer que é livre porque usa o seu corpo à vontade, dando-lhe todos os prazeres da gula e do sexo?

É claro que não, você está profanando o templo santo do Espírito de Deus que é o seu próprio físico, e está sendo escravo das suas paixões.

Portanto, não diga que você é livre porque faz o que quer, independente da vontade de Deus e dos homens.

Ser livre não é  “fazer o que você quer” , sem restrições.

Esta é a liberdade do animal, que não possui a luz da inteligência e a força da vontade para guiar os seus passos e manter-se de pé.

Será que na empresa em que você trabalha, você só faz o que quer, chega na hora que quer, e só realiza o que tem vontade de fazer? É claro que não, você obedece ordens, normas e horários.

Jamais diga que ser livre é fazer o que você quer, sem restrições.

A sua liberdade não depende só do seu corpo, mas do seu espírito, acima de tudo.

Mesmo que você esteja numa cela ou preso numa cama, ainda assim é possível ser livre, porque nada e ninguém pode aprisionar o  seu espírito.

Na verdade, é você mesmo quem limita a sua liberdade, quando permite ser conduzido pelos caprichos do seu corpo ou pelas manhas da sua sensibilidade. Esta é a pior escravidão. Você pensa que é livre, mas na verdade você é dominado pelos instintos.

Ser homem, é exatamente vencer os instintos que nos querem roubar o dom precioso da liberdade, que custou até o sangue de Jesus.

Podemos prender um navio ao cais do porto por muitas cordas; mas enquanto ele estiver preso por uma só corda, ainda não poderá navegar livremente, mar adentro, até o seu destino.

Você não estará livre enquanto qualquer amarra o impedir de caminhar.

Se você estiver preso demais a alguma coisa, ainda não é livre.

Se você se apegou a alguém de maneira descontrolada, deixou de ser livre.

Se você é escravo de algum vício, então é claro que você não é livre plenamente.

Se os instintos do corpo ou da sensibilidade, o “pegam pelo nariz” e o obrigam a satisfazê-los, então, é claro que você não é livre.

A liberdade, portanto, não é estar livre de leis, verdades e dogmas sagrados, mas é estar livre de nossos vícios.

A liberdade pode se transformar em libertinagem, abuso da liberdade.

Isto acontece quando você quer ser livre sem respeitar a “verdade” e a “responsabilidade”. Elas são os trilhos sobre os quais a liberdade deve caminhar para não enlouquecer, e não fazer de você um libertino.

Liberdade sem verdade é loucura.

Liberdade sem responsabilidade é depravação.

Existe uma verdade científica, religiosa, moral… que a liberdade tem que obedecer para ser autêntica.

A liberdade deve também respeitar a responsabilidade.

Você pode dar murros no ar à vontade, mas até que não atinja o nariz de alguém.

Se você ultrapassar este limite, não mais está sendo livre, mas perverso, libertino.

Para você ser livre é preciso “conquistar” a sua liberdade, lutando contra você mesmo, para não ceder aos instintos cegos que o escravizam.

Você será livre, não quando conseguir dominar os outros, mas quando, enfim, dominar a si mesmo. Que conquista!

Diz um Salmo que vale mais aquele que domina a si mesmo  do que aquele que conquista uma cidade.

Não fique dizendo que as coisas erradas que você faz é culpa do seu temperamento incontrolável ou da sua fraqueza moral, etc.  …

Lute contra tudo isto e conquiste este tesouro que se chama liberdade.

Você só será livre quando for uma pessoa “de pé”: o espírito comandando a sensibilidade e o físico.

Não há dúvida de que quanto mais “coisas” você possui: roupas, casas, dinheiro, carros, discos, etc., maior será a sua luta para não permitir que tudo isto acorrente a sua liberdade.

Ser livre é ser desapegado e despojado: dos egoísmos, dos vícios, e dos prazeres.

Isto não quer dizer que você não possa usar todas essas coisas; elas são às vezes indispensáveis.

A Liturgia da Igreja nos ensina que é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente  as que não passam”.

Ser livre é apegar-se somente às coisas que não passam: o bem que reside no seio da virtude.

Só é livre aquele que comanda as suas ações, e não se deixa arrastar pela força dos instintos.

Se você não for livre, então será escravo de muitas coisas: da indecisão, da angústia, da instabilidade…, enfim, você não será uma pessoa madura e preparada para amar.

Só sabe amar; só pode dar-se, aquele que se possui, aquele que é livre.

Quando você é livre todas as suas ações são boas, segundo a vontade de Deus, pois obedecem a verdade e a responsabilidade.

Você será plenamente livre quando for plenamente obediente a Deus e às suas Leis: Deus é o grande Livre !

Nossa liberdade é proporcional à dignidade daquele que obedecemos. Se você obedece à Deus é livre, se serve ao pecado,  é escravo do pecado, ensina São Paulo aos romanos.

Jesus é Aquele que é Livre, e faz Livres os que O seguem.

“Vinde a mim, vós todos os que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11,29-30).

Obedecer as Leis de Deus é o jugo suave e leve; é ser de fato livre.

O pássaro só é livre se voar nos céus; o peixe só é livre se nadar nas águas.

Jamais o pássaro será livre se quiser voar dentro da água; e jamais o peixe será livre se quiser nadar na terra.

Assim, você só será livre se aceitar viver da maneira e da forma exatas que o Pai estabeleceu para você viver.

A verdade que o faz plenamente livre é a Verdade de Jesus:

“Eu sou a Verdade”.

“Se permanecerdes na minha palavra sereis meus verdadeiros discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,31-32).

Quanto mais você for fiel e obediente às Leis de Deus, mais livre você será e mais apto para amar.

Quem é o viajante livre, aquele que obedece os sinais da estrada que lhe indicam os perigos, ou aquele que os desobedece e se acidenta?

Deus é o nosso Criador; Ele nos fez com sabedoria e amor. Ele escreveu o “catálogo” sob o qual cada um deve viver para ser feliz e ser livre.

O que acontece se você desobedece ao catálogo do fabricante que manda ligar a televisão numa fonte elétrica de 110 volts?

Ela queimará se você a ligar em outra voltagem, ou então, não captará as imagens.

O que acontece se você desrespeitar o catálogo do seu carro que manda abastecê-lo com gasolina?

Se você encher o tanque de álcool, porque é mais barato, o seu carro não vai funcionar bem e o motor será prejudicado.

E assim é tudo na vida; toda a criação de Deus está sujeita a leis naturais que devemos obedecer. Só o homem – porque tem inteligência e vontade – é capaz de desobedecer às leis pelas quais Deus faz o universo belo…

Quando você desobedece as leis de Deus, os seus Mandamentos, você “queima” a sua vida, como aquela televisão ligada em 220 volts.

Só Deus nos faz plenamente livres. Só os seus “escravos” são  perfeitamente livres; e, por isso, aptos para amar como Ele ama.

Se você quiser amar o seu namorado de verdade, então, ame e obedeça o Evangelho e a Igreja; você será uma pessoa inteira, livre, capaz de dar-se, de amar e de construir o outro.

Não aceite as caricaturas da liberdade porque elas são verdadeiras escravidões.

É a obediência a Deus que alimenta a nossa liberdade e o nosso amor.

Cristo aceitou morrer na cruz para conquistar para você a verdadeira liberdade; pois, ali Ele matou o pecado que escraviza. Esta liberdade você recebeu no Batismo; não a perca por nada neste mundo.

São Paulo pediu aos gálatas insistentemente:

“É para que sejamos homens livres, que Cristo nos libertou [do pecado]. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gal 5,1).

Este “jugo da escravidão” é o jugo do pecado, que destrói a vida.

“O salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23).

O que para o mundo é motivo de tristeza, a luta para vencer o pecado, a entrada pela “porta estreita” que Cristo recomenda, para os filhos de Deus é motivo de verdadeira e autêntica libertação. O verdadeiro escravo neste mundo é aquele que tem a sua alma amordaçada pelo pecado, pelos vícios.

Se você quiser ser verdadeiramente livre, e levar os outros à esta liberdade insuperável, então, vença o pecado, e ajude os outros a fazê-lo; especialmente o seu namorado.

Para você meditar:

TEMPO E ETERNIDADE

“Meu Deus, protegei-me do “deixa – correr”, do “deixa – fazer”, do “deixa – viver”, do “deixa – matar”…

E dessa passividade que permanece passiva por medo de agir e sofrer.

É tão fácil deixar tudo correr…

Deixa correr a vida como areia, e acusar as circunstâncias, e maldizer os fatos, e acusar os outros…

É muito mais fácil sentir-se sempre cansado: cansado de tudo, cansado de nada…

A vida não passa de uma sucessão de gestos ínfimos, mas que, divinizados, nos moldam a eternidade.

Materialmente, uma obra de arte – quadro ou estátua – não é mais que o resultado de uma série de pinceladas ou de cinzeladas. O valor imaterial, o único que conta, é o pensamento do artista que informou cada gesto e fez dessa síntese a realização do seu próprio sorriso. Criamos eternidade com qualquer ato nosso. Este é o poder maravilhoso do homem: A cada segundo construímos o nosso reino.

Um ato, uma vez realizado, não pode ser desfeito. Sua repercussão e seus reflexos se prolongam por espaços inacessíveis. Criamos o definitivo e esse prolongamento das menores ações até a eternidade é que faz a nossa grandeza de homens.

Não compreendemos nada de nada. Há tanto mistério no crescimento de um grão de trigo quanto no movimento das estrelas. Nós bem sabemos que somos os únicos capazes de amar, e é por isso que o menor dos homens é maior do que todos os mundos reunidos.

Guy de Larigaudie

Do Livro: NAMORO, Prof. Felipe Aquino

Milagres!

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do amor divino, cap. 36

«Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»

Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: «Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação.» Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela acção da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. […]

Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: «É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros». Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!

10 conselhos em forma de perguntas (Parte II)

Para examinar e reimpulsionar projetos confessionais online

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 21 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Continuação da primeira parte

6. Humor.  O cardeal Dolan costuma dizer: “O cristão é alegre porque Cristo ressuscitou; a história de Jesus não terminou na Sexta-Feira Santa”. O humor é uma das melhores maneiras de fazer conexão. E, curiosamente, o humor cria confiança. Na internet, as coisas sérias também podem ser contadas de modo positivo e engraçado. Qual é o seu modo de comunicar? Veja o exemplo do projeto “Rápido e Curioso”: https://www.youtube.com/ImparareRoma.

7. Conteúdo e histórias. Esta é a substância de todo projeto. E as pessoas querem conteúdos não só de valor, mas grátis! Em troca, elas dão a sua confiança. Como é o conteúdo do seu site? Se a ele for “xoxo”, então pense que as histórias reais de pessoas reais são bem atrativas. Hoje não interessa não só a vida das “estrelas”, mas também a de quem sai do anonimato para virar testemunha da fé e de valores na internet. Exemplos: CatholicLink.com  e as fan pages da BoasNotícias.org (https://www.facebook.com/BoasNoticias.Org).

8. Transparência. Especialmente para quem vincula os seus projetos a campanhas de arrecadação de fundos, McInerny cita de novo o caso da “Charity: Water”: as pessoas que doam podem  rastrear cada centavo para saber o destino final do seu dinheiro (https://www.charitywater.org/donate/). Outro exemplo é a própria ZENIT (https://donations.zenit.org/es).

9. Nuvem. O autor se refere às facilidades tecnológicas de armazenar todos os conteúdos em servidores na web (por exemplo, SkyDrive, Google Drive, Dropbox, etc.). Onde você guarda os seus conteúdos? Tudo no seu próprio computador? E se você o perder?

10. Dinheiro e parceiros. Não há como fugir deste problema comum: a economia. Identifique líderes sociais que podem se interessar pelo seu projeto e ofereça a eles um benefício em troca. “Busque parceiros, não esmola”. E não é questão somente de dinheiro: bloggers e líderes de opinião podem divulgar mais e melhor o nosso projeto. São exemplares os casos da Catholic.net (http://catholic.net/) e da Aleteia.org (http://www.aleteia.org), que são plataformas para conteúdos de terceiros.

* O autor é analista da ZENIT para meios de comunicação, internet e jornalismo religioso.

A Proteção Constitucional do Matrimônio Sacramental

Reflexão de Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República e Mestre em Direito Econômico

Por Paulo Vasconcelos Jacobina

BRASíLIA, 21 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Como se sabe, há um princípio constitucional bastante forte, que é o princípio da liberdade religiosa; a Constituição chama-o de inviolável (art. 5º, inciso VI) e garante o “livre exercício dos cultos” e “a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Nesse diapasão, ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crenças religiosas (inciso VIII), ou forçado pelo Estado a praticá-lo de tal modo a deturpar o seu sentido ou violar as crenças e costumes nele envolvidos.

Isto porque é vedado ao Estado imiscuir-se no próprio âmago do ato religioso, de modo a embaraçar o funcionamento da instituição religiosa (art. 19, inciso I). O princípio da separação entre Igreja e Estado é bilateral. Vale dizer, a Constituição garante que o Estado deve deixar à religião a liberdade de estabelecer, dentro dos limites do bem comum, o conteúdo da própria fé e a forma do seu exercício.

Postas estas premissas, pode-se afirmar que, para muitas religiões professadas efetivamente no Brasil, de modo significativo em termos populacionais, como a religião cristã católica, por exemplo, o casamento constitui mais do que uma simples instituição humana, revelando-se como uma aliança de natureza sagrada.

O matrimônio sacramental católico, com seu fundamento bíblico e seu rito litúrgico tradicional, é um ato que cabe perfeitamente na noção do art. 5.º VI da Constituição como ato religioso strictu sensu. É da natureza desse ato religioso de culto, que tem uma liturgia própria (a ser protegida pelo mesmo inciso VI) e gera um dever de consciência (a ser protegido na forma do inciso VIII) incluir, como sua matéria, duas pessoas humanas desimpedidas de sexos opostos e, como sua forma, o consentimento livremente manifestado perante a autoridade eclesial, com a aceitação dos fins do ato: ligar, perante Deus, um casal aberto à união esponsal e à recepção natural da vida.

O sacramento do matrimônio católico não é um mero contrato kantiano entre dois cidadãos para fins de usufruto sexual recíproco (Doutrina do Direito, 25), nem sequer um “assunto concernente apenas às autoridades civis, ao qual os ministros religiosos devem apenas orientar e aconselhar as consciências”, como afirma Lutero no número 748 das suas “Conversas à Mesa”. Nem é, como queria Calvino, apenas “um assunto apenas tão sagrado quanto a agricultura, a arquitetura, a sapataria e muitas outras coisas” (Instituições, IV, XIX, 34). Enquanto o casamento, para estes filósofos e líderes religiosos, retira sua validade do ordenamento estatal, o sacramento do matrimônio é, para os católicos, um ato religioso strictu sensu. É um ato que adquire sua validade e seu significado apenas e tão somente da sua própria celebração religiosa, da autoridade dos contraentes e do celebrante, e que implica pressupostos e consequências bem diversas daquelas do casamento civil, e independentes deste. Mesmo que, digamos, o casamento não fosse juridicamente reconhecido pelo Estado, o matrimônio religioso católico continuaria a ter seus próprios pressupostos e requisitos e suas próprias consequências como ato sagrado, a salvo de qualquer ingerência estatal.

Existe, por exemplo, no sacramento matrimonial, uma grande rigidez no que diz respeito à sua dissolução. Vale dizer, há, a princípio, uma indissolubilidade deste vínculo. No caso dos católicos, existe até mesmo uma nulidade matrimonial se os contraentes não estiverem, de pleno coração, cientes e aderentes a esse princípio sagrado de proteção contra a dissolução imotivada, bastante diverso da natureza volátil do casamento civil reconhecido pelo direito brasileiro.

Isto traz duas consequências jurídicas interessantes, que muitas vezes não são nítidas para os operadores do direito estatal, mas que devem ser sempre reiteradas, em nome da liberdade religiosa católica. A primeira consequência é a de reconhecer que o ordenamento jurídico brasileiro não reconhece como jurídicas todas as consequências do sacramento, em especial aquelas diversas daquelas do casamento civil, como a indissolubilidade. Estabelecendo um vínculo sacramental entre os nubentes e Deus, como ato sagrado em seu próprio âmbito, o matrimônio sacramental não está sujeito a divórcio. Diferentemente do casamento civil no ordenamento jurídico pátrio, que está submetido incondicionalmente ao divórcio, art. 226, § 6º. Um católico não consegue opor ao Estado brasileiro a indissolubilidade do seu matrimônio. Mas ela existe na concretude do seu ato religioso. Assim, por outro lado e reciprocamente, o Estado brasileiro não pode opor o divórcio civil à Igreja para fins de forçá-la a celebrar novas núpcias de quem, apesar de civilmente divorciado, ainda está ligado a outrem por um sacramento válido.

Com isto, chega-se à segunda consequência jurídica interessante: os pressupostos e requisitos, bem como as consequências, do ato religioso matrimonial sacramental, ao não fundamentarem seu valor na autoridade estatal, não estão tampouco submetidos ao juízo estatal.

Assim, o Estado brasileiro não tem poder para, a título de adequação do ato matrimonial sacramental às normas que regem o casamento civil, impor às pessoas religiosas que aceitem e realizem o sacramento em violação à sua forma religiosa ou não o realizem quando os seus requisitos eventualmente discreparem dos civis.

Seria impensável uma lei ou uma ordem judicial que obrigasse, por exemplo, a Igreja Católica a celebrar um matrimônio sacramental no qual um ou ambos os cônjuges, embora estejam sacramentalmente unido por um matrimônio anterior válido, tenham obtido um divórcio quanto aos efeitos civis do seu sacramento anterior.

Seria do mesmo modo impensável que o Estado, por lei, ordem administrativa ou judicial, obrigasse a Igreja a celebrar o sacramento do matrimônio em favor de cidadãos do mesmo sexo, ou por qualquer outra razão absolutamente incapazes de realizar o propósito naturalmente unitivo e potencialmente procriativo do sacramento matrimonial, ou que publicamente rejeitassem a fé católica ou o significado religioso dos seus atos. Ou ainda, uma ordem judicial que visasse obrigar a Igreja a não realizar um matrimônio entre dois católicos com direitos civis cassados, mas que continuassem como filhos legítimos da Igreja e atendessem à sua disciplina.

Não é despiciendo reafirmar estas questões, num momento em que as pretensões estatais de restringir a liberdade religiosa recrudescem no mundo inteiro. Tal como se pode ver, por exemplo, no julgamento em curso na Supreme Court dos Estados Unidos, em que se pleiteia que seja criada uma “zona bolha” (Bubble Zone) nas áreas públicas em torno das clínicas e instituições de aborto, na qual a liberdade religiosa garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana simplesmente não se aplique (e as pessoas sejam impedidas de fazer manifestações religiosas antiabortistas em tais áreas públicas).

Não tardará o dia em que as instituições estatais por aqui também se sentirão ofendidas com a liberdade religiosa de realizar determinados atos religiosos, como o ato sacramental do matrimônio, com toda a liberdade religiosa que ele pressupõe, e procurem imiscuir-se exatamente aí, em nome de “adequar” a Igreja às suas próprias convicções voláteis de liberdade civil.

(Fonte: Agência Zenit)

Sacerdote celebra Missa com colete à prova de balas devido a ameaças do crime organizado no México

Pe. Gregorio López. Foto: Captura do vídeo / El Universal

MEXICO D.F., 20 Jan. 14 / 10:59 am (ACI/EWTN Noticias).- Diante da terrível situação de violência que se vive em Apatzigán, estado de Michoacán (México) e devido às diversas ameaças do crime organizado contra o clero, o Pe. Gregorio López (46), viu-se obrigado a presidir a Missa vestindo um colete à prova de balas.

“Morrer por uma causa como é a liberdade do meu povo, vale a pena”, assinalou o sacerdote em uma entrevista concedida ao ElUniversal.com.mx que conhece e identifica centenas de histórias, testemunhos e confissões de violência na zona, assim como a maneira como age o crime organizado.

O presbítero pediu às autoridades que prendam os líderes dos grupos e disse que felicitaria o presidente do país, Enrique Penha, “eu beijo os pés dele no dia que prenda a Nazario Moreno, Enrique Plancarte Solís e a Servando Gómez Martínez”.

A violência na zona também fez com que há alguns dias atrás o Bispo de Apatzingán, Dom Miguel Patiño Velázquez, alentasse os fiéis de sua diocese a não perderem a esperança diante dos graves atos de violência ocorridos recentemente que deixaram à comunidade “imersa no medo e na aflição”.

Catacumbas de cristãos são descobertas no Japão

Taketa – Japão (Sexta-feira, 17-01-2014, Gaudium PressUm descendente dos cristãos que sofreram perseguição no Japão, Goto Atsusi, descobriu há três anos, uma expressão particular da Fé em meio às dificuldades. Os crentes que protagonizariam o chamado milagre do oriente em 1865, por haver conservado sua Fé sem a presença da Igreja por mais de 200 anos, talharam verdadeiras catacumbas a céu aberto no meio das florestas da região. Até hoje foram encontradas oito capelas escavadas na rocha só na região de Taketa e suspeita-se da existência de uma centena, como observou o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano.catacumbas_de_cristao_japao.jpg

A Fé Católica chegou ao Japão com o heroico missionário São Francisco Xavier, em 1549. Passados 60 anos, o florescimento da Igreja foi brutalmente detido pela perseguição do Shogun (líder militar do país) que foi semelhante em crueldade à realizada no Império Romano contra os primeiros cristãos. A terrível violência desencadeada se somou ao que parecia acabar com a Fé no país: o isolamento total do território, o que efetivamente impediu a chegada de sacerdotes e bispos, e a pregação do Evangelho.

Muitos crentes deram suas vidas ou se viram obrigados a abandonar publicamente a Fé, enquanto outros conseguiram se esconder e manter sua Fé, comunicando-se de pai para filho, apesar das graves limitações. A comunidade dos crentes, conhecidos como Kakure Kirishitan (cristãos ocultos), conseguiu preservar seu conhecimento da Fé rezando em segredo, representando a Cristo e a Virgem Maria em imagens de aparência estética budista e, como revelam as recentes descobertas, criando lugares de culto em cavernas no meio dos bosques. As orações cristãs tomaram a forma de cânticos parecidos aos budistas, enquanto que suas cartas conservavam palavras em latim, espanhol e português diretamente preservados dos primeiros evangelizadores.

Infelizmente, apenas cerca de 300 cristãos vivem hoje em Taketa, dos quais apenas alguns são católicos e viajam mais de uma hora entre as montanhas para participar da Santa Missa, no último templo na região. A comunidade católica mais numerosa esteve presente na cidade de Nagasaki, onde habitavam dois terços dos fiéis em todo o país em 1945. Por causa da explosão da bomba atômica precisamente nessa cidade, a presença católica foi severamente reduzida. Atualmente os católicos japoneses somam mais de meio milhão de pessoas, em meio de uma população total de 126 milhões de habitantes. (GPE/EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54975#ixzz2r1tGdscq)

Como atuou a Santa Sé durante o Holocausto? O Papa reabre os arquivos vaticanos

O rabino Skorka revelou a vontade de Bergoglio de lançar luz sobre o comportamento da Igreja e de Pio XII nos anos do Holocausto. Padre Lombardi: “Nenhuma novidade. O Vaticano trabalha nisso há anos

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 20 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Enquanto se aguarda o resultado da investigação sobre Medjugorje da Comissão internacional encabeçada pelo cardeal Runi, abre-se uma janela sobre outro assunto vaticano permanecido suspenso no tempo: o obrar da Igreja durante a tragédia da Shoah. É notícia recente, de fato, que o Papa Francisco tenha decidido abrir o mais rápido possível os arquivos secretos da Santa Sé relativos ao período do Holocausto para poder esclarecer como se comportou a Igreja naquele período de trevas, e sobretudo, de que modo atuou o pontífice então reinante, Pio XII. Tema este que está no centro de uma amarga disputa entre críticos e historiadores há décadas.

Quem revelou as intenções do Santo Padre nos dias passados foi o rabino Abraham Skorka à revista Sunday Times. O reitor do Seminário Rabínico de Buenos Aires, há tempo amigo íntimo de Bergoglio, depois de ter encontrado o Pontífice sexta-feira, afirmou: “Acho que abrirá os arquivos, a questão é muito delicada e devemos continuar a analisá-la”.

Apesar da declaração do rabino ter chamado a atenção da imprensa internacional, na verdade não revela nada de novo, considerando que já são mais de seis anos que o Vaticano trabalha para disponibilizar tais cartas. “Parece-me que não haja nenhuma novidade nisso”, minimizou de fato o diretor da Sala de Imprensa vaticana, padre Federico Lombardi: “A orientação da abertura dos arquivos vaticanos, aos poucos, e dos vários fundos do pontificado de Pio XII ainda fechados, é uma orientação seguida por décadas pela Santa Sé e repetidamente reafirmada”.

“A abertura – afirmou no entanto Lombardi – requer, porém, tempos técnicos necessários para o trabalho de ordenar os documentos, antes de permitir-lhes a consulta”. Por outro lado, trata-se ‘somente’ de cerca de dezesseis milhões de folhas, mais de 15 mil envelopes, 2.500 registros, provenientes das mais variadas fontes: Secretário de Estado, Congregações da Cúria Romana e nunciaturas. “Os arquivos – disse o porta-voz do Vaticano – deveriam ser abertos uma vez, completada a classificação, sejam efetivamente consultáveis”.

A decisão de Francisco parece ser o enésimo sinal da vontade de dar novamente à Igreja uma imagem totalmente transparente. Já como cardeal tinha manifestado o desejo de iluminar as áreas de sombra deste doloroso acontecimento. No livro de 2010 “O céu e a terra”, elaborado a quatro mãos com o próprio rabino Skorka, o Arcebispo de Buenos Aires escreveu que: “O que você diz sobre os arquivos do Holocausto parece-me absolutamente certo. É justo que se abram os arquivos e se esclareça tudo. Que se descubra se foi possível fazer alguma coisa e em que medida. E se erramos em algo devemos dizer: ‘erramos nisso’. Não devemos ter medo de fazê-lo”.

“O objetivo – continuava Bergoglio – deve ser a verdade. Se começarmos a esconder a verdade negamos a Bíblia. É preciso conhecer a verdade e abrir aqueles arquivos. É preciso ler o que está escrito… compreender se se tratou de um erro de visão ou o que acontece realmente. Não tenho dados concretos. Até os momento os argumentos que escutei a favor de Pio XII parecem-me fortes, mas tenho que admitir que não foram examinados todos os arquivos”. O então purpurado se referia naturalmente àquela parte dos arquivos que – como dizia padre Lombardi – ainda estão ‘desordenados’ e que, justamente por isso, poderiam gerar ulteriores confusões. De qualquer forma, de acordo com Bergoglio, a Igreja, “não deve ter medo da verdade, que é o único fim”.

De acordo com as declarações de Skorka a urgência do Papa para reabrir o caso, deve-se ao fato de que o Papa gostaria de publicar os documentos reservados para poder dar luz verde ao processo de canonização de Pacelli, evitando controvérsias desnecessárias sobre a sua posição no anos da “solução final” nazista. Como em 2009, na ocasião do reconhecimento das “virtudes heroicas” de Pio XII, que foi uma faísca que fez explodir duras críticas sobre o seu inademplimento e sobre o seu “silêncio” durante a Shoah. Até mesmo, o Yad Vashem (o museu do Holocausto em Jerusalém) julgou “lamentável” que tivessem reconhecido tais “virtudes” antes da publicação de “todos os documentos”.

Mas a discussão já se arrasta por anos e anos: por um lado, há aqueles que acusam Pio XII de ter feito pouco ou nada para combater a Alemanha nazista e o seu plano de aniquilação da população judaica, e de não ter impedido a deportação dos hebreus romanos, no dia 16 de outubro de 1943. Por outro lado, há aqueles que defendem a capa e espada o Pontífice – não se pode deixar de citar o trabalho da irmã Margherita Marchione – e lembra como, por indicação do Vaticano, igrejas e conventos salvaram milhares de vidas, escondendo e assistindo nas suas estruturas mulheres, homens, famílias, idosos e crianças judias que fugiam do Terceiro Reich.

O exame final querido por Francisco provavelmente decretará quais das duas facções esteja certa. De acordo com estudiosos e insiders do Vaticano não se acrescentará muito a já ampla “síntese” publicada em doze volumes em 1965, intitulada Actes et documents du Saint Siège relatifs à la Seconde guerre mondiale. Entretanto, tudo isso deveria acontecer antes da viagem do Papa à Terra Santa, programada do 24 ao 26 de maio, durante a qual Bergoglio visitará justamente o Yad Vashem. Se espera que então se tenha ‘os documentos em ordem’ para pronunciar uma palavra de arrependimento ou aplaudir a ação da Santa Sé, durante os anos de atrocidades.

(Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira)

10 conselhos em forma de perguntas (Parte I)

Para examinar e reimpulsionar projetos confessionais online

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 20 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O mais forte não é quem sobrevive, mas quem se adapta melhor às mudanças, aprendendo a incorporá-las e, mais ainda, tentando descobrir, adiantar-se e propor o novo.

Esta não é uma máxima do evolucionismo, e sim uma constatação empírica do mundo da tecnologia, em particular da internet. Em sua curta vida, a web já viu milhares de iniciativas nascerem e desaparecerem: muitas delas foram paradigmas da comunicação digital, divisores de águas para novos projetos que vieram depois.

A internet, como a conhecemos hoje, é uma grande rede social: não há fronteiras, a interação é a norma, todos podem ser emissores e os conteúdos virais costumam vir de pessoas que viram celebridades da noite para o dia. Como descobrir e aproveitar todas essas possibilidades que a rede mundial nos fornece no âmbito confessional católico?

Daniel McInerny participou do Christian Leaders Technology Forum, no início de dezembro de 2013, no Vale do Silício, Califórnia. Ele ouviu as falas dos “gurus digitais” e as suas contribuições tanto no âmbito da aplicação tecnológica quanto no das ideias digitais a serviço do Evangelho. Fazendo uma síntese, McInerny recopilou e publicou em Aleteia.org dez sugestões que agora enriquecemos com exemplos práticos de sites católicos.

1. Mobilidade. Daniel McInerny diz que há hoje no mundo mais dispositivos móveis do que escovas de dentes: 4 bilhões, para ser exato. Daí a pergunta: o seu site está preparado para ser aberto em dispositivos móveis? O Vaticano está na vanguarda. Conheça o aplicativo do papa:  http://www.thepopeapp.com/.

2. Conexão emocional. O conselho se refere a criar uma ligação emocional com os próprios seguidores ou “fãs”: mostrar empatia, proximidade. Não como estratégia de marketing, mas como cabe a quem se relaciona com pessoas de carne e osso. O seu site cria uma conexão emocional com as pessoas? Veja como isso é feito nas fan pages da Evangelidigitalización (https://www.facebook.com/evangelidigitalizacion).

3. Personalização. Uma consequência do ponto anterior: em que medida o visitante pode personalizar a experiência dele no seu site? Um exemplo é a Netflix que, mesmo sendo um site pago, conseguiu se posicionar como um dos projetos digitais mais importantes de 2013.

4. Fazer diferença. O que há no seu site que não há em nenhum outro? Daniel McInerny recorda que fazer diferença não equivale a conquistar 15 minutos de fama. Ele menciona o caso da “Charity: Water” (“Caridade: Água”, http://www.charitywater.org), um projeto que faz diferença porque pratica a caridade levando água para quem não tem. Exemplos na mesma linha são os sites Misas.org (http://www.misas.org/), que reúne horários de missas do mundo inteiro, e o http://www.whynotpriest.org, o primeiro portal vocacional que usa vídeos para apresentar a vocação sacerdotal aos jovens.

5. A geração Y. Trata-se da geração que nasceu a partir de 1980 e que cresceu com a internet. Eles não tiveram que “migrar”: são nativos digitais. E muitos desses jovens procuram respostas na web para as suas perguntas mais profundas. Qual é o linguajar que você usa no seu site? Os jovens entendem o que você está dizendo? O seu conteúdo inclui material multimídia? O projeto Arguments (http://www.arguments.es/) é um exemplo, com seus já famosos vídeos (http://www.youtube.com/user/catequesisarguments).

Continuará.

Uma carta para si mesma cheia de amor e confiança em Deus: O legado de uma menina falecida que está comenvendo o mundo

DENVER, 16 Jan. 14 / 04:19 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os pais de Taylor Smith acharam consolo depois da morte de sua menina em uma carta que ela escreveu em abril do ano passado para ser lida por ela mesma dentro de dez anos. O caso deu a volta ao mundo nas últimas horas mas, poucos meios têm reparado em sua profunda mensagem de amor e confiança em Deus.

Taylor tinha 12 anos e morreu por uma pneumonia no dia 5 de janeiro passado. Uns dias depois deste trágico fato, seus pais encontraram um envelope no seu quarto  com esta indicação: “Confidencial. Somente para os olhos de Taylor Smith a menos que se diga o contrário. Não abrir até 13-4-23”.

Na nota, Taylor se propõe a concluir seus estudos e a emendar os erros e atrasos nos estudos acadêmicos que possa ter feito. “Felicitações por concluir o ensino médio! Se você não o fez, volte e siga tentando. Consiga este diploma!”. Além disso, recorda seu desejo de ser advogada e se pergunta “Se estivermos na universidade, O que estamos estudando?”.

Taylor evoca na carta a primeira viagem de missões que realizou e se interpela a si mesmo sobre sua fé. “Falando nisso, como está sua relação com Deus? Você tem rezado, adorado, lido a Bíblia, ou ido servir ao Senhor recentemente? Se não, levanta e faça-o AGORA!”.

“Não me importa em que ponto de nossa vida estejamos agora, faça-o! Ele (Jesus) foi burlado, golpeado, torturado e crucificado por ti. Um homem sem pecado, que nunca fez nada mal a você nem a outra pessoa alguma”, escreveu para seu “futuro eu” a menina.

Seus pais, Tim e Ellen sofrem a dor da morte de sua filha, mas sabem que “era a hora de Deus” para a pequena Taylor.

“Ele a amava mais do que ninguém podia amá-la, tanto como para dizer ´Vem comigo´. Muitos se perguntarão por que é tão fácil para um pai que perdeu a sua filha dizer algo assim em vez de acusar Deus ou odiá-lo, mas o único que posso dizer é que é fácil para mim confiar em Deus agora porque minha menina confiava nele”, disse Tim à imprensa local.

Falando a vários meios de imprensa sobre o comovedor caso de Taylor, Tim assegurou que “agora estou ainda mais decidido a descobrir a vontade de Deus, porque agora que vejo um brilho do que é a vontade de Deus, agora que vê quanta gente está sendo transformada pelo que está havendo, sei que que a vida de uma única pessoa mudasse, Taylor teria dito que valeu a pena”.

“Ela é um perfeito exemplo do que é amar Deus e amar os demais. Ela me ensinou como Deus ama, não via nada do exterior, ela só olhava no interior e no que era o melhor para os demais”.

“A esperança que Taylor compartilhou em sua carta é o que ela teria querido compartilhar com o mundo. Assim, como seu pai, sinto que é o mínimo que posso fazer para honrá-la, compartilhar sua carta com o mundo para que o amor de Deus e a esperança encontrada em Jesus, a mesma esperança que ela encontrou, estenda-se a vós”, assegurou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26567)

Marcha pela vida em Paris pedirá pelo fim do aborto na Espanha

Foto Facebook Hazteoir

MADRI, 15 Jan. 14 / 04:35 pm (ACI/Europa Press).- Distintas organizações pro-vidas espanholas promoveram uma ‘Marcha pela Vida‘ neste domingo 19 em Paris, Fraqnça, para refletir de forma “inequívoca”, o “massivo apoio da cidadania” aos projetos que apoiam as mulheres grávidas e buscam prevenir mais abortos no país ibérico, uma das nações onde o aborto é mais praticado de forma legítima e legalizada no mundo.

Segundo a informação divulgada pela plataforma HazteOir, um grupo de cidadãos que defendem a vida e a família na Espanha, a marcha, que partirá às 14:30 horas da praça Denfert-Rochereau de Paris, celebrará o anteprojeto de Lei Orgânica de amparo da vida do concebido e dos direitos da mulher grávida como “um projeto de vanguarda no caminho do respeito legal à vida humana”.

“A Marcha pela Vida de 19 de janeiro renderá honras a Espanha e nosso tributo ao valor de seu governo, que não tem medo de enfrentar os desafios que persistem nas questões do direito à vida das Crianças não Nascidos. Para explicar a lei de vanguarda espanhola, personalidades imersas no coração do desenvolvimento deste projeto estarão presentes na Marcha pela Vida”, explica a organização.

Assim afirmou  Gádor Jóia, a porta-voz de outro grupo pró-vida espanhol chamado Direito a Viver. Ao término da marcha, quando ela dará um discurso para recordar “a necessidade de apoiar e de celebrar o marco histórico que supõe o primeiro retrocesso legislativo do aborto na Espanha”, que, a aproxima do país “à meta do ‘Aborto Zero'” e que “nunca teria ocorrido se não fosse pelo exemplar compromisso cidadão”.

“Depois de um ano repleto de multitudinárias atividades em defesa da família encabeçadas por La Manif pour Tous (manifestação pró-vida que reuniu milhares de pessoas nas ruas da França), os franceses são também especialmente conscientes de que estamos em um momento crucial em que devemos desdobrar todos nossos esforços para travar a batalha pelo direito à vida, ante o avanço do aborto”, afirma HazteOir.

Na marcha haverá também diversos membros da Partido Popular espanhol, como o presidente da Comissão de Emprego e Segurança Social do Congresso, José Eugenio Azpiroz; o senador Luis Pereira, e o deputado Javier Puente. Junto a eles, estarão o presidente do Foro Espanhol da Família, Benigno Blanco e a presidente da Federação Espanhola de Associações Pro-vida, Alicia Latorre.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26562)

Vaticano lança urgente chamado ao cessar fogo na Síria

Imagem: Mapa de L’Américain (DC BY-SEJA 3.0)

VATICANO, 15 Jan. 14 / 04:56 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Academia Pontifícia das Ciências celebrou ontem no Vaticano uma reunião sobre a guerra em Síria, na qual realizou-se um chamado ao fim imediato da violência, o começo da reconstrução e o início do diálogo entre as distintas comunidades.

A reunião, que teve lugar uma semana antes da conferência de paz da Genebra, foi aberta pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, Cardeal Jean -Louis Tauran.

Em um comunicado publicado esta manhã se manifesta a esperança de que a conferência de paz, chamada Genebra-2, permita “ao povo da Síria, da região e do mundo conceber um novo início e pôr fim à violência que já cobrou mais de 130.000 vidas, deixando em ruínas e no caos um lindo país”.

Segundo os peritos internacionais que participaram desta jornada de trabalho, o primeiro passo é um cessar fogo: “todos os combatentes devem depor as armas, as potências estrangeiras devem tomar medidas para deter o fluxo de armamentos e seu financiamento”.

“A Santa Sé –diz o comunicado- apoia todas as religiões e todas as comunidades da Síria, com a esperança de um novo entendimento e a recuperação da confiança depois de anos de violência entre comunidades”. Para isso, o diálogo deve centrar-se nas “necessidades urgentes de reconstrução espiritual e comunitária”.

Os participantes da conferência expressaram também sua preocupação pela situação de milhões de refugiados sírios que “sofrem privações extremas potencialmente fatais em termos de mantimentos, saneamento, eletricidade, telecomunicações, transporte, e outras necessidades humanas básicas”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26565)

Vaticano esclarece declarações atribuídas falsamente ao Papa Francisco que circulam na internet

Foto L’Osservatore Romano

VATICANO, 15 Jan. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano, através de sua conta do Facebook em língua espanhola News.va (https://www.facebook.com/news.va.es)  trouxe uma nota de esclarecimento de uma série de falsas declarações atribuídas ao Papa Francisco e que estão circulando na Internet nestes dias.

O texto (originalmente em espanhol) diz:

“Queridos amigos, muitos de nossos leitores nos assinalam uma ‘notícia’ que circula na internet e nos perguntam se é verdadeira. Esta ‘notícia’, publicada em vários idiomas, diz que o Papa Francisco afirmou que a Bíblia está antiquada em muitas passagens como a ‘fábula de Adão e Eva’ ou o inferno, que todas as religiões são iguais, que Deus está mudando e evoluindo e a verdade religiosa também, e outras coisas semelhantes. Tudo isto o Papa teria afirmado no ‘Terceiro concílio vaticano II’.

Pela internet circulam milhares de histórias falsas, e às vezes é difícil saber de onde se originou a ‘notícia’ e se esta vem de uma fonte confiável ou não. Por isso, ante uma notícia referente ao Papa Francisco que nos pareça estranha, é bom questionar-nos e ir às fontes vaticanas para ver se também ali estas notas aparecem e com que palavras são escritas.

Por isso no que se refere ao Papa Francisco, se as palavras a ele atribuídas não aparecem nos meios oficiais vaticanos, é muito possível que sejam falsas. Aqui lhes oferecemos uma lista dos meios vaticanos e seus sites na internet, para que possam ir comprovar as notícias sempre que tiverem dúvidas:

– Canal Twitter oficial do Santo Padre (em português):https://twitter.com/Pontifex_pt 

– Escritório de Imprensa da Santa Sé:http://www.vatican.va/news_services/press/index_po.htm

– News.va: Recolhe em um único site as notícias dos outros meios vaticanos (http://www.news.va/pt), e fanpage no facebook(https://www.facebook.com/news.va.pt?fref=ts)

– Site Web oficial da Santa Sé, onde se pode encontrar o íntegra oficial de todos os discursos, homilias, mensagens, etc. do Papa Francisco:http://www.vatican.va

– L’Osservatore Romano: Periódico da Santa Séhttp://www.osservatoreromano.va/pt

– Rádio Vaticano: http://pt.radiovaticana.va/bra/index_n.asp

– Centro Televisivo Vaticano: http://www.ctv.va/content/ctv/it.html

– The Pope App: app para smartphones e tablets administrado por News.va, que pode ser descarregado gratuitamente em:http://www.news.va/thepopeapp/  e permite seguir em tempo real as intervenções do Papa e configurar alertas que avisam quando começam os eventos pontifícios.

Este também permite acessar todo o conteúdo oficial relacionado ao Papa em qualquer formato: notícias e discursos oficiais, galeria com suas últimasimagens e vídeos e acesso a sua agenda e links a outros serviços da Santa Sé. Além disso, a aplicação tem acesso às webcams distribuídas pela Praça de São Pedro, que transmitem imagens em todo momento.

– VIS (Vatican Information Service): http://www.vis.va

Uma saudação muita cordial a todos e muito obrigado por sua atenção e suas sugestões”, conclui a nota.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26559)

Ameaças e perseguições à Igreja no Vietnã

Ho Chi Ming City – Vietnã (Quarta-feira, 15-01-2014, Gaudium Press) – As autoridades do Distrito 2, da cidade de Ho Chi Ming, querem expropriar terrenos e propriedades da arquidiocese de Saigon, fechando dois institutos centenários para dar vida a um projeto chamado de “Nova Urbanização”.

As autoridades disputam a a posse da Paróquia de Thu Thien, que presta serviços à comunidade há mais de 150 anos e os edifícios ocupados pelas religiosas da Congregação do Sagrado Coração, também em Thu Thien, presentes no local há 173 anos.

Desde de dezembro, o distrito do Comitê Popular Comunista emitiu uma ordem de sequestro, (4825/UBND). Agora, o mesmo Comitê tenta iniciar uma operação acelerada para expropriar dos católicos o terreno e os bens relativos nele contidos.

Nos últimos anos, Igreja católica vietnamita e comunidade católica desencontraram-se várias vezes com as autoridades comunistas por questões atinentes a possessões de terras e edifícios, parte dos quais de grande valor histórico, artístico e cultural.

Para a comunidade católica os atos do governo são contrários até às leis estatais e constitui uma “evidente violação da liberdade religiosa” sendo que a ação das autoridades constitui um “atropelo” exercido mediante “perseguição, coerção e ameaças” contra dois institutos religiosos.

A liberdade religiosa está em constante ameaça e diminui sempre. A introdução do Decreto 92 impôs, de fato, maiores controles e restrições à prática de culto, que está sempre mais vinculada aos ditames e normas do governo e do Partido Comunista. (JSG)

(Da redação , com informações Fides)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54834#ixzz2qYfoHrN3 )

“Eu, homossexual, acredito que toda criança tem direito a um pai e a uma mãe”

Jean-Pier Delaume-Myard, porta-voz da associação francesa Homovox, se pronuncia em defesa da família natural

Por Luca Marcolivio

ROMA, 14 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Ele é declaradamente homossexual, mas o lobby gay o considera um traidor. Seu crime: achar que o casamento é prerrogativa exclusiva do casal formado por um homem e uma mulher e, principalmente, defender o direito das crianças a ser criadas por pai e mãe.

Jean-Pier Delaume-Myard foi o protagonista da fala mais interessante da edição italiana da Manif Pour Tous (“Manifestação para Todos”, movimento surgido na França que exerce o direito democrático de se manifestar nas ruas contra as novas legislações favoráveis ao casamento homossexual e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo). No último sábado, a manifestação reuniu cerca de 4.000 pessoas em Roma, na maioria jovens e famílias, para expressar oposição ao projeto de lei Scalfarotto. O projeto “contra a homofobia” pretende considerar crime de opinião as posições contrárias ao casamento e adoção de crianças por homossexuais e, mais em geral, as posições contrárias à ideologia de gênero.

Após a entrada em vigor da lei Taubira, na França, Jean-Pier foi vítima de ameaças de morte pela internet. Ele é porta-voz da associação francesa Homovox, representante dos “homossexuais fora da caixa”, ou seja, aqueles que não aderem à chamada “cultura gay”. Seu livro, “Homossexual – Contra o casamento para todos”, foi censurado pela mídia por pressão de grupos LGBT. “Quem é mais homofóbico, a Manif Pour Tous ou eles?”, questionou, com amarga ironia, diante da multidão reunida na praça Santi Apostoli.

Jean-Pier é homossexual, mas não se diz orgulhoso dessa inclinação e sim “um pouco envergonhado”. É católico, mas a sua batalha é laica, civil e aconfessional, de acordo com o espírito da Manif Pour Tous.

No final de 2012, o governo de François Hollande anunciou a lei Taubira para legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais na França. Os meios de comunicação franceses se alinharam quase unanimemente a favor, mas o porta-voz da Homovox declara: “Na verdade, eles estavam roubando a minha voz, a nossa voz, de nós, homossexuais, que não tínhamos pedido nada disso”.

Jean-Pier decidiu então escrever para o site Nouvelle Observateur. Sua carta intitulada “Sou homossexual, não gay: chega dessa confusão!” atraiu mais de 110 mil visitas.

O ativista da Homovox acusa o lobby gay de marginalizar ainda mais os homossexuais, minando a sua aceitação social. “Os gays evocam uma cultura gay, um estilo de vida gay. Eles querem que o açougueiro, o padeiro, o vendedor de jornal sejam todos gays. Eles querem viver com outros gays… Já eu, como homossexual e como um indivíduo de uma nação, sempre fiz a escolha de agir sem me preocupar com a orientação sexual dos outros”.

Ele faz uma nova pergunta incômoda: “Por que eles querem uma lei a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Para as pessoas homossexuais ou para as centenas de gays que vivem nas áreas chiques de Paris?”.

O direito de casais homossexuais a adotar crianças, opina Jean-Pier, é “a folha de parreira” que esconde “a floresta da maternidade sub-rogada e da reprodução assistida”, projeto de lei a ser discutido pelo parlamento francês em março.

“Eu luto em consciência e com todas as minhas forças para que cada criança tenha mãe e pai”, diz ele. “Se eu fosse heterossexual, teria esse mesmo objetivo, ou seja, a racionalidade”.

“O meu compromisso não tem nada a ver com a minha orientação sexual. Eu me comprometi porque qualquer um que tem um pouco de compaixão pelos seres humanos não tem como aceitar que uma criança cresça sem pontos de referência sociais”.

Uma criança, afirma Jean-Pier, não pode ser privada do afeto materno nem ser obrigada a perguntar um dia quem era a sua mãe. Uma criança “não é moeda de troca, é um ser humano que tem o direito de saber a origem cultural, geográfica, social e religiosa dos seus pais”.

Leis como a Taubira na França e a Scalfarotto na Itália farão com que “os homossexuais paguem o preço, porque são essas leis que estão criando homofobia”. Os governos que endossam essas mudanças não têm “nenhum propósito além de destruir a família”.

Antes de se despedir dos manifestantes sugerindo uma “grande manifestação europeia”, o fundador da Homovox apresentou a sua proposta para as próximas eleições no continente: que os candidatos assinem uma carta “declarando proteger a família e respeitar as pessoas”, porque a família, além de ser “o melhor lugar para crescer e ser educado”, é “a célula fundamental da sociedade” e “garante o futuro e o progresso do país”.

(Fonte: Agência Zenit)

Juiz britânico: nada melhor para uma criança que um lar estável

Sir Paul Coleridge. Foto: Marriage Foundation.

LONDRES, 10 Dez. 13 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimônio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimônio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um “alto nível de ignorância”, no sistema político sobre os benefícios do matrimônio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam “atemorizados” para falar a favor do matrimônio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

“Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar”, lamentou, indicando que “uma tende a durar e a outra tende a não durar”.

“E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo”.

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de “pregar moral”, mas “a realidade da família é muito simples”.

“Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então se deve considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimônio à relação”.

Por outro lado, assinalou o magistrado, “se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade”.

Coleridge disse que na corte, “as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles”.

“Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões”.

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que “muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas”.

“Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas”, assinalou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26415)

Cresce o número de pessoas que percebem o matrimônio como instituição religiosa, revela estudo no EUA

DENVER, 10 Jan. 14 / 12:06 pm (ACI).- Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que 57 por cento de cidadãos eleitores assinalam que o matrimônio é uma instituição religiosa e não meramente social. Esta porcentagem indica que neste país o matrimônio é altamente valorizado.

A pesquisa realizou-se no dia 22 de dezembro 2013 por Rasmussen Reports, uma das pesquisadoras de opinião mais sérias dos EUA, também assinala que os que só consideram o matrimônio como uma união civil são 40 por cento, uma cifra que baixou comparada à última pesquisa que mostrava 45 por cento dos entrevistados.

Por outro lado, 71 por cento dos que afirmaram que o matrimônio é uma instituição religiosa também se opõem à união de casais do mesmo sexo, enquanto que 75 por cento dos que disseram que o matrimônio para eles é apenas uma instituição civil, estão a favor da redefinição do matrimônio.

Perto de 77 por cento dos pesquisados afirmaram estar casados ou havê-lo estado, dos quais 57 por cento disse estar de acordo que o matrimônio é uma instituição religiosa, enquanto que o que os que nunca se casaram indicaram que o matrimônio para eles é uma união civil.

Os participantes também foram indagados se consideravam importante ou muito importante casar-se antes de ter filhos. O resultado foi que 73 por cento responderam que sim era importante, à diferença dos outros 25 por cento que opiniaram que o matrimônio não é uma condição prévia para a paternidade.

Além disse, 79 por cento dos entrevistados qualificou que o matrimônio é de alguma forma algo importante para a sociedade e 45 por cento destes que o qualificou como importantíssimo para a sociedade.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26542)