“DVD Sim Aceito”: excelente subsídio para os cursos de noivos

A chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. Entrevista a Dom Célio, bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Quais são os segredos para um casamento feliz? Você quer casar… mas… acredita que está suficientemente preparado? A Pastoral Familiar do Brasil quis ajudar a dar uma resposta a essas perguntas.

Há pouco mais de dois meses chegou ao Brasil o DVD “Sim Aceito”, produzido pela Produtora Goya na espanha e adotado pela Pastoral Familiar da CNBB como material de referência para a preparação ao matrimônio.

O DVD “Sim Aceito”, em dois meses de lançamento no Brasil, já está ajudando a milhares de jovens brasileiros que se preparam para o matrimônio, nos diversos cursos de noivos, como também casais com mais tempo de casados que querem renovar o seu Sim.

São doze vídeos com a chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam.

ZENIT entrevistou Dom Célio de Oliveira Goulart – Natural de Piracema, MG, atual bispo da diocese de São João Del-Rei e bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB. O material foi trazido para o Brasil por um dos seus diocesanos, André Luis Parreira. Acompanhe a entrevista na íntegra:

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ZENIT: O senhor, como bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB já deve ter tido a oportunidade de conhecer o novo material de apoio a Preparação matrimonio: DVD Sim Aceito. Qual foi sua primeira impressão? Acha ser um bom instrumento de formação?

Dom Célio: Recebi com alegria este material DVD, Sim Aceito. Traduzido e adaptado da edição espanhola por iniciativa do Sr. André Parreiras e, que pela sua generosidade fez a doação dos Direitos Autorais à Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB. Somos profundamente agradecidos ao Professor André e, mais ainda, pelo seu interesse e grande ajuda que ele vem dando à Pastoral Familiar em nível nacional, bem como ao Regional Leste II.

O DVD é muito bem editado e já está sendo de grande valia para muitas equipes de preparação para o casamento em nossas paróquias, pelo que temos escutado.

ZENIT: O DVD, desenvolvido na Espanha mas com participação de pessoas e religiosos do mundo todo, foi traduzido e produzido para o Brasil por iniciativa de um de seus diocesanos. Que outras iniciativas poderia citar em sua diocese como também na regional Leste II a fim de aprofundar a preparação para o matrimônio?

Dom Célio: Temos em várias dioceses do Regional Leste II iniciativas e buscas comuns das Equipes Diocesanas da Pastoral Familiar. São atividades como, encontros diocesanos para tratar de situações específicas: Encontros de Namorados; Preparação ao Matrimônio; Encontros diversos que ajudam os casais na vivência do seu casamento: ECC, MFC, Equipes de Nossa Senhora, encontros para casais de segunda união, atenção a casais em situação de risco, e tantas outras iniciativas. Devido a tantas demandas de trabalhos em nossas Dioceses e Paróquias é quase impossível encontrar tempo de uma troca maior de experiências, o que seria muito bom. Mas temos ouvido notícias de boas iniciativas que se realizam nas diversas dioceses a respeito da Pastoral Familiar.

ZENIT: Pesquisas apontam que as pessoas estão se casando mais tarde,  tendo menos filhos, o número de separações segue aumentando e estas acontecendo com, cada vez, menor tempo de casados.  O sr vê relação dessa realidade com a simplificação exagerada ou até mesmo ausência da preparação para o matrimônio como tema constante, desde a primeira catequese até durante a vida matrimonial?

Dom Célio: Acreditamos serem muitas as dificuldades que estamos enfrentando no momento atual que influenciam sobre o medo de jovens assumirem o compromisso do casamento, a limitação de nascimentos, a separação de casais. O Documento de Aparecida analisa muito bem e de modo objetivo sobre esta questão quando fala da “mudança de época” em que estamos (DAp, 44), afirma:”O primeiro grande desafio é o fenômeno da globalização. A história se acelerou e as próprias mudanças se tornam vertiginosas, visto que se comunica com grande velocidade a todos os cantos do planeta”. (DAp 34). “Isto traz conseqüências em todos os campos de atividade da vida social, causando impactos na cultura, na economia, na política, nas ciências, na educação, no esporte, nas artes e naturalmente na religião.

Como discípulos missionários interessam-nos saber como esse fenômeno afeta a vida de nossos povos e o sentido religioso e ético de nossos irmãos que buscam infatigavelmente o rosto de Deus, e que, no entanto, devem fazê-lo desafiados por novas linguagens do domínio técnico, que nem sempre revelam, mas que também ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo”. (DAp 35).

Creio que nesta análise do Documento de Aparecida podemos ver com mais clareza o contexto em que estamos e que pede a todos nós: bispos, sacerdotes, casais de liderança no trabalho da Pastoral Familiar um olhar mais profundo sobre situações críticas em que estão nossas famílias.Mas nem por isso vamos ficar desanimados. Os desafios deverão nos levar a buscar soluções.

ZENIT: O que o Senhor aconselharia aos jovens casais que não tiveram uma boa preparação para o matrimonio, mas que hoje querem fortalecer os laços familiares e reafirmar que acreditam na força da Família para a transformação da sociedade atual?

Dom Célio: Mais do que nunca os casais que se sentirem fragilizados devem retomar sua caminhada de fortalecimento do Matrimônio assumido. Seja ao tomar consciência de que estiveram caminhando por situações incoerentes com o compromisso assumido no Matrimônio, seja deparando com dificuldades que poderão surgir e ameaçar a vida do casal e da família.

Os Movimentos de Casais estão em nossas paróquias para isto! A busca de bons conselhos com casais mais experientes! A orientação com um sacerdote ou mesmo com auxílio de terapias com profissionais competentes! Mas, acima de tudo, com muita capacidade de trabalharem entre os casais e os filhos o diálogo, a abertura ao perdão, à prática da oração, à deixar que Deus entre em suas vidas.

Muito obrigado por esta oportunidade de, através da Agência ZENIT partilharmos nossas opiniões sobre uma temática importante e necessária que é a ação da Pastoral Familiar em nossa Igreja.

Para solicitar informação sobre o DVD Sim Aceito pode enviar sua mensagem para: atendimento@compracatolica.com.br

(Fonte: Agência Zenit)

Assista ao filme “São Filipe Neri – Prefiro o Paraíso”

Sejam bons sempre. Acompanhe este e outros ensinamentos de São Filipe no Cine 21 deste sábado, dia 19 de outubro, às 22h00

Por Redacao

CAMPINAS, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Rede Século 21 exibe neste sábado, dia 19 de outubro, a primeira parte do filme “São Filipe Neri – Prefiro o Paraíso”, do diretor Giacomo Campiotti. O filme conta a história do jovem que sonhava ser missionário na Índia, mas que nas ruas de sua própria cidade, Roma, deu início a sua missão de evangelização.

Sua alegria e simplicidade sempre contagiaram de crianças a adultos, na missão do bem comum.

Sinopse:

Filipe Néri, em sua juventude, sonhou ser missionário na longínqua Índia. Mas logo descobriu que a sua Índia estava nas ruas e becos da cidade de Roma, onde iniciou sua missão com crianças de rua.

Sua alegria e simplicidade, quase infantis, contagiavam as crianças e também os adultos, motivando-os para o bem com o lema “sejam bons se puderem” e ensinando-os através do canto, da dança e do trabalho a “preferir o paraíso”, e a se tornarem pessoas responsáveis em tudo.

Uma cruz missionária de 12 metros para concluir a Missão Jovem

A cerca de 70 Km ao norte de Santiago, no Chile

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Uma cruz de 12 metros de altura será colocada na frente do Santuário de Santa Teresa dos Andes, na cidade de Auco (Chile), a cerca de 70 km ao norte de Santiago, e será composta por várias “pequenas cruzes” que viajaram por todo o Chile, em hospitais, cárceres, centros cívicos, campos… durante a “Missão Jovem”, promovida pela V Conferência geral do Episcopado Latino-americano (Aparecida 2007), e realizada no âmbito da Missão Continental.

Para formar esta estrutura, as 27 dioceses do país enviaram cubos de madeira esculpidos com relevos retratando os momentos mais significativos da vida, da cultura e da religião de todo lugar.

Segundo informações que a Comissão de Missão Jovem enviou à Agência Fides, os trabalhos já se iniciaram para que, no próximo dia 19 de outubro, como parte das atividades para o mês missionário e na conclusão da peregrinação dos jovens ao Santuário de Santa Teresa dos Andes, possa ser abençoada a primeira fase da realização deste projeto, que deve ser completado até Páscoa de 2014. Naquela data terá oficialmente início a Missão Territorial no Chile. (CE)

Links:
O vídeo da Cruz Missionária no Chile está em:
http://www.youtube.com/watch?v=drYlY6bA7WA

(Fonte: Agência Fides, com redação ZENIT)

Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa, +1690

Toda a vida desta grande vidente do séc. XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção moderna ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções.

Desde menina de quatro anos – ela conta no seu diário espiritual – Deus a introduziu no segredo da vida interior e comunicação com o céu. No noviciado tinha por norma o conselho de S. Francisco de Sales: “não ser extraordinário senão à força de ser ordinário”. Completava o ano de noviciado a 25 de Agosto de 1672 e atrasaram-lhe a profissão até 6 de Novembro. Nesses meses Cristo comunica-se-lhe e começa a levantar o véu que encobre a missão para que a destina.

Numa sexta-feira do ano de 1674, estando diante do Santíssimo exposto, Jesus mostra-se radiante de glória com as cinco chagas que brilham como sóis. Queixou-se da ingratidão dos homens e pediu-lhe que ela com o seu amor suprisse tanta frieza. Deverá comungar sempre que lho permita a obediência, fazer a novena das nova primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado coração de Jesus volta a queixar-se da ingratidão dos homens, e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu coração. Como auxiliar do seu apostolado recomenda-lhe o Padre Cláudio la Colombière. Santa Margarida faleceu a 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da Sua serva.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Santa Edviges, viúva, +1243

Santa Edviges é a padroeira dos pobres e endividados. Ela nasceu em Baviera, Alemanha no ano de 1174 . Casou-se com o duque da Silésia, Henrique I, quando tinha apenas 12 anos de idade, tendo com ele seis filhos. Foi uma mulher marcada pelo sofrimento, pois acompanhou a morte de um a um de seus filhos, restando-lhe apenas a filha Gertrudes. Como esposa Edviges soube ser exemplo e com dedicação, conseguiu conciliar os seus deveres e a sua dedicação ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitando hospitais, amparando a juventude carente, educando e instruindo-a na fé cristã. Contam os historiadores que Santa Edviges destinava quase tudo que tinha para socorrer os pobres e necessitados. Após a morte do marido, retirou-se para o convento onde a sua filha Gertrudes era abadessa, dedicando o resto dos seus dias à austeridade. Santa Edviges morreu no Mosteiro de Trebnitz, consumida pela penitência no dia 15 de Outubro de 1243.

 Santa Edviges, rogai por nós!

Foi lançado o impactante documentário: “Francisco: O Papa do Novo Mundo”

ROMA, 15 Out. 13 / 12:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um novo documentário se aprofunda na vida, pensamento, obra e palavras do Papa Francisco, o homem que fascinou tanto católicos como não católicos desde a sua eleição à Sé de Pedro em março deste ano.

“Francisco: O Papa do Novo Mundo”, que será transmitido pela FOX Business Network, relata a história de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro da América e o primeiro em escolher o nome de Francisco, por São Francisco de Assis. Este documentário de uma hora de duração mostra entrevistas realizadas em todo o mundo, com amigos próximos, companheiros sacerdotes, colaboradores, sua biógrafa e os pobres das “vilas miséria” de Buenos Aires.

Foi produzido pelos Cavaleiros de Colombo, que é a maior organização de leigos católicos do mundo, e foi filmado em grande medida nas cidades de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina.

“Este documentário chega quando o mundo se dá conta de que um homem muito especial assumiu a liderança da Igreja Católica, e isto começa—mas não termina—com os seus gestos de humildade e atenção para com todos”, disse a respeito o Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, um dos produtores executivos.

“Entretanto, o público ainda desconhece numerosos detalhes da vida do Papa Francisco, o trabalho que realizou e as formas como defendeu aos que não têm voz e também os princípios católicos. Este documentário entra nessas histórias”.

O documentário começa com o momento no qual o novo Papa se encontra diante da multidão na Praça São Pedro em 13 de março, dia de sua eleição. Logo vai mostrando pouco a pouco as suas origens, o seu chamado vocacional, o seu amor por San Lorenzo de Almagro, o time de futebol do qual sempre foi torcedor, e sua estreita relação com os pobres de Buenos Aires, entre outras passagens de sua vida.

Também mostra como lutou corajosamente com a ditadura quando ele era o Provincial dos Jesuítas na Argentina, sua defesa dos mais pobres frente ao caos econômico e político ao início do século XXI.

Sobre este documentário, o Arcebispo de Los Ángeles nos Estados Unidos, Dom José Gómez, assinala que “todo mundo está falando do Papa Francisco. Todo este interesse é um sinal de que milhões em nossas sociedades secularizadas ainda buscam Deus, e ainda olham para a Igreja Católica para que lhes mostre o caminho. Este excelente documentário nos ajuda a ver nosso Papa mais claramente”.

“Apresenta um Papa que tem uma bela visão da felicidade humana e um Papa que está chamando à Igreja a um amor mais profundo por Jesus e a um novo desejo de atrair o próximo para Deus”, acrescenta.

O professor Guzmán Carriquiry, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, comentou que “Francisco: O Papa do Novo Mundo é uma excelente introdução à vida e ao pensamento de nosso Santo Padre. Através de suas próprias palavras e através das histórias daqueles que o conheceram bem e trabalharam muito próximos a ele, este documentário é um caminho que abre os olhos através de muitos eventos da vida de Jorge Mario Bergoglio”.

O documentário, indicou, “deixa claro por que este homem está tão bem qualificado e preparado para ter chegado a ser Papa. Qualquer um que queira entender melhor o Papa Francisco, deveria começar por ver esta produção”.

Mais informação: joseph.cullen@kofc.org

(Fonte: Agência Zenit)

O que significa ser mulher?

Conferência no Vaticano comemora o 25º aniversário da Mulieris dignitatem

Por Ann Schneible

ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – “Deus confia o ser humano à mulher” é o título da conferência internacional realizada pelo Vaticano por ocasião do 25º aniversário da carta apostólicaMulieris dignitatem, do papa João Paulo II.

A conferência de três dias foi organizada pelo Conselho Pontifício para os Leigos. Seu título é uma citação do documento escrito após o sínodo de 1987 sobre o papel e a vocação dos leigos na Igreja.

Um sentido mais completo do título é sugerido na passagem da qual o trecho foi tirado: “A força moral da mulher, a sua força espiritual, se combina com a consciência de que Deus lhe confia de modo especial o homem, o ser humano. É claro que Deus confia cada ser humano a todos e a cada um. No entanto, essa tarefa é confiada de modo peculiar às mulheres, devido à sua feminilidade, um particular que decide a sua vocação” (cf. Mulieris dignitatem, 30).

Com este ponto de partida, o objetivo da conferência foi analisar a evolução histórica da percepção das mulheres, quais elementos costumam levá-las a abandonar o seu papel e, finalmente, os muitos aspectos que surgiram como consequência da crise cultural atual. “A conferência reuniu um grupo incrível de mulheres talentosas que servem à Igreja”, disse a ZENIT a Dra. Vicki Thorne.

Thorne, que foi uma das palestrantes do encontro, é a fundadora do Projeto Rachel, que presta suporte e assistência a mães e pais que sofrem após um aborto, e é diretora-executiva do Escritório Nacional de Reconciliação e Cuidados Pós-Aborto.

Ela observa que estas reuniões são cruciais para as mulheres que se sentem desencorajadas no seu ministério, ajudando-as a encontrar outras pessoas que trabalham para a Igreja de forma similar. “Estar no mesmo lugar juntos é um grande presente, pois você conhece outras mulheres na mesma situação”. A fundadora do Projeto Rachel acrescenta que “a oportunidade de networking é realmente importante, especialmente porque temos tantos países representados, para descobrir o que os outros estão fazendo e o que podemos fazer em nossos países”.

Thorne contou como fez a sua “experiência de contato com jovens e idosos, com abordagens diferentes na discussão da sexualidade, de acordo com a ciência da Humanae Vitae e da Teologia do Corpo”. Afirma ela: “A minha experiência é que as pessoas são muito abertas para ouvir este assunto, até porque quase ninguém fala disso”.

A palestrante afirma ainda que homens e mulheres têm sido condicionados a pensar que são “uma espécie de animais sexuais” sem auto-controle, e por esta razão, simplesmente equipados com o necessário para prevenir doenças sexualmente transmissíveis. O que não é ensinado às mulheres e aos homens é “a consciência de como somos feitos”.

Thorne explicou, por exemplo, que “as mulheres mantêm em si as células dos seus filhos pelo resto da vida, e as passam depois aos filhos sucessivos; além disso, nós mesmos temos células das nossas mães”. A doutora também falou sobre “o que acontece quando as pílulas anticoncepcionais induzem a mulher a escolher o parceiro biologicamente errado, e depois a se divorciar”, e sobre as “mudanças que ocorrem no cérebro das mulheres, nomeadamente o fato de que o seu cérebro cresce de modo similar ao de um homem quando elas tomam pílulas. São questões críticas, mas é ciência”.

Citando suas próprias experiências com mulheres que abortaram, a pesquisadora observou o quanto elas são receptivas à sua mensagem. “As feridas ainda estão abertas, mas elas só sabem disso até certo ponto. Elas não são capazes de processar plenamente o que aconteceu com elas”, diz Thorne.

Meg McDonnell trabalhou para o Instituto Chiaroscuro, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar o casamento e o bem-estar dos filhos, especialmente nas classes menos abastadas. Colega da também expoente Helen Alvare, McDonnell ressaltou que a presença internacional na conferência demonstra as semelhanças e diferenças entre as mulheres de diferentes nações.

“O que mais me impressionou é a capacidade de perceber as semelhanças e as diferenças e ver que a Igreja consegue tecer, através dos seus princípios, uma abordagem que pode ser aplicada nas diferenças extremas, de uma forma que compreende o que significa ser mulher: como a mulher coopera com o homem, como homem coopera com a mulher e como a família continua a ser a célula fundamental de cada sociedade”.

Falando sobre a aplicação dos princípios da Mulieris dignitatem ao seu trabalho, McDonnell afirmou que “ninguém entre nós pode ensinar nada sem dar testemunho”.

“No nível pessoal, há muito da minha reflexão, quando se fala de Maria e das virtudes das mulheres”.

Ela observou que, nos Estados Unidos, uma questão frequentemente discutida é a do modelo das mulheres que trabalham, contraposto ao da dona de casa. Para as mulheres católicas, o contraste “é identificado como suave, mas forte, como percebemos em Maria: o gênio das mulheres, a busca de maternidade, a aplicação das suas habilidades, dos seus talentos na vida profissional”.

McDonnell fala do desafio de articular esses princípios no âmbito profissional para que um público leigo “possa captar a substância” do assunto. “Como posso falar do modo de ser de Maria e das virtudes que ela manifesta, da sua força, da sua humildade, do seu sim radical?”.

A conferência, segundo ela, oferece uma reflexão sobre a forma de trazer esses princípios “àqueles que não compartilham dos ensinamentos da Igreja. Nós podemos estar ao lado deles com base na lei natural e num entendimento natural da pessoa humana”.

(Fonte: Agência Zenit)

Bebês aprendem já no útero materno

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino vai nos explicar um pouco mais sobre uma bela notícia que circula pela internet, na qual  um estudo recente realizado nos Estados Unidos, descobriu algo fantástico: bebês aprendem a reconhecer o próprio idioma ainda no útero da mãe.

Assista o comentário sobre a notícia:

 

Existem seres extraterrestres?

planets-and-galaxy-6703-400x250Algumas pessoas nos perguntam se existem ETs, seres de outros planetas ou galáxias. Este é um assunto que a Igreja não fala sobre e deixa para os cientistas da astrofísica e astronomia falarem do assunto. Já sabemos que em nosso sistema solar não há vida humana, nem mesmo vida animal e vegetal.

O Dr. Marcelo Gleiser, que é professor de física teórica no “Dartmouth College”, em Hanover (EUA), e autor de “Criação Imperfeita”. (Facebook: goo.gl/93dHI), escreveu recente matéria no jornal Folha de São Paulo (14/7/2013), intitulada “Sobre visitas de extraterrestres”, que esclarece um pouco o assunto, e mostra a dificuldade dos ETs, se existem, chegarem a nós. Ele pergunta: “Será razoável supor que tenham [os ETs] feito o esforço para chegar até aqui e se esconder como luzes nos céus?”.

Ele mostra que o grande desafio de viagens interestelares são as distâncias gigantescas, o que dificultaria um ET chegar até nós se ele fosse de outra galáxia, ou mesmo que fosse de nossa Via Láctea. Por quê?

O Sol está a aproximadamente oito minutos-luz da Terra; isto é, se alguém viajasse com a velocidade da luz (300.000 km/s), demoraria oito minutos para cobrir os 150 milhões de quilômetros que nos separa do Sol.

Para se chegar às estrelas mais próximas de nós, a constelação do Centauro, seria preciso viajar quatro anos na velocidade da luz. Com a espaçonave mais rápida que temos, que viaja a 50.000 km/h, demoraríamos cerca de 100 mil anos para chegar nas estrelas mais próximas de nós!

Seria, portanto, muito difícil que os ETs, se existissem, chegassem a nós. Einstein mostrou que é impossível alguém viajar na velocidade da luz. Os cientistas sérios nunca descobriram ETs que chegaram a nós. O Dr. Marcelo Gleiser diz que, em 1950, o físico Enrico Fermi “fez um cálculo  mostrando que, se inteligências capazes de viagens interestelares existem na nossa galáxia, teriam já tido tempo de sobra para colonizá-la. “Onde estão eles?”, perguntou-se.

O pesquisador, Dr. Fermi, colocou um Paradoxo: “nossa galáxia tem 10 bilhões de anos e 100.000 anos-luz de extensão. Vamos supor que uma inteligência surgiu em algum canto um milhão de anos antes da gente, o que é bem razoável, considerando que a galáxia tem 200 bilhões de estrelas e possivelmente trilhões de planetas e luas. Esses seres do planeta Yczykx têm espaçonaves que viajam a velocidades de 10% da velocidade da luz. Ou seja, em um milhão de anos, poderiam ter viajado de ponta a ponta da galáxia, incluindo várias passagens pela Terra. Se tivessem surgido não um, mas 10 milhões de anos atrás, poderiam ter colonizado a galáxia inteira. E certamente não nos contataram de forma direta e clara”. Isto mostra que dificilmente os ETs cheguem a nós caso existam. Portanto, até hoje não há confirmação da existência de ETs.

Dr. Gleiser diz que “das várias explicações para luzes estranhas nos céus, as mais plausíveis – fenômenos atmosféricos, balões de pesquisa etc.- , mesmo que menos dramáticas, são muito mais realistas”.

(Fonte: http://cleofas.com.br/existem-seres-extraterrestres/)

Um pouco de New Age (Parte II)

A Nova Era como neo-gnosticismo: auto-salvação de baixo para cima

Por Sandro Leoni

ROMA, 09 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Conferência Episcopal Italiana (CEI) apontou a Nova Era, juntamente com o movimento das Testemunhas de Jeová (salvação alternativa vinda de cima), como um símbolo do neo-gnosticismo (auto-salvação vinda de baixo):

“A New Age:

41. Mais do que grupos individuais e movimentos religiosos definidos, com estruturas e doutrinas próprias, devemos levar em consideração a propagação de uma nova maneira de compreender o mundo, que atende pelo nome de New Age: nela, confluem e se confundem pensamento oriental, elementos de derivação cristã, doutrinas esotéricas, novas cosmologias e interpretações astrológicas, numa composição sincretista que tende a responder às mais diversas e até opostas exigências da sociedade contemporânea.

A New Age desvaloriza e torna irrelevante o critério de verdade, e quem evoca a sua necessidade é considerado perigoso para a concórdia entre os homens, perturbador do caminho rumo à nova era, a qual estaria destinada a pôr fim às disputas e divisões das idades anteriores do mundo.

No limiar do milênio, é prometida uma “nova era” do mundo, a “Era de Aquário”, que será de unidade e paz universal, caracterizada pelo advento de uma religião planetária, herdeira do que houve de positivo em todas as religiões anteriores, levando-as, assim, ao seu cumprimento. Embora faça referências também ao pensamento de autores cristãos, esse movimento esvazia o evento salvífico de Cristo eliminando a sua verdade, singularidade e plenitude.

Além do sincretismo, a New Age é dominada por um vago naturalismo e imanentismo. O homem, de acordo com essa linha de pensamento, pode se tornar capaz, através de algumas técnicas, de fazer a experiência do divino sem a ajuda da graça divina, realizando com as próprias forças a sua salvação, da qual depende a harmonia universal.

42. O pensamento da New Age se espalha de modo sutil e quase imperceptível, por muitos canais e formas, e é apresentado com metodologias adequadas inclusive para as crianças, sublinhando as suas características de amor universal e de proteção da natureza.

Esta proposta pode ser enganosa, porque apresenta determinados objetivos com os quais é fácil concordar: harmonia entre homem e natureza, consciência e compromisso para tornar o mundo melhor, mobilização de todas as forças do bem para um novo projeto unitário de vida.

Algumas técnicas propostas podem ser consideradas naturalmente boas e psicologicamente úteis, mas outras são altamente questionáveis, porque usam formas que violam a ética natural e o respeito pelo ser humano.

Exige-se, portanto, um aprofundamento e um esclarecimento sobre esta nova forma de sincretismo religioso, que é difícil de definir. Só é bom o que é verdadeiro: este é o critério que deve nos guiar. Temos uma obrigação de consciência para com a verdade e um dever de obediência à Palavra revelada, advertidos que fomos por São Paulo de que existe sempre o risco de trocarmos a verdade de Deus pela mentira e de adorarmos “a criatura no lugar do Criador” (Rm 1, 25).

43. A resposta cristã para a Nova Era está no mistério da Encarnação: o Filho de Deus nasceu da Virgem Maria “para nos salvar”. Não há salvação em nenhum outro nome (cf. At 4 , 12). Ninguém pode salvar a si mesmo, com técnicas humanas.

Apesar da companhia de todas as constelações e com todas as práticas psicológicas possíveis, o homem permanece irremediavelmente sozinho. Veio Outro para nos salvar, aquele que “por nós, homens, e pela nossa salvação, desceu dos céus” e está vivo e operante mediante o seu Espírito na Igreja.

O cristão não adere a um salvador humanamente inventado, mas ao Jesus Cristo do Evangelho, que nos salva através da cruz e da ressurreição, propondo o caminho das bem-aventuranças e nos fazendo transcender o horizonte terreno, ainda que o ilumine e o promova”.

(Fonte: Agência Zenit)

(Ler a Parte I)

Vietnã: mais de 60 líderes religiosos em campos de prisioneiros

Denúncia é da organização International Christian Concern (ICC)

ROMA, 09 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Entre pastores e outros líderes religiosos cristãos, são 63 os detidos em condições deploráveis ​​em quatro campos de prisioneiros do Vietnã. Suas penas variam de 5 a 18 anos. Eles estão sujeitos a trabalhos forçados de até 14 horas por dia e seu acesso a cuidados médicos é muito limitado. A denúncia foi enviada à agência Fides pela organização International Christian Concern (ICC), com sede em Washington, que monitora a liberdade religiosa e a situação dos cristãos no mundo.

“Quase todos os prisioneiros são membros de minorias étnicas dos altiplanos centrais do Vietnã. Os fiéis cristãos enfrentam um nível de discriminação e de opressão mais intenso em comparação com a maioria dos outros vietnamitas”, diz a denúncia.

O pe. Ambrose Nguyen Van Si, OFM, teólogo vietnamita e reitor do Colégio Internacional Santo Antônio, em Roma, entrevistado pela agência Fides, diz acreditar que os números e os conteúdos do relatório do ICC “são perfeitamente verossímeis”:

“A situação é esta: ainda existem claras limitações e restrições da liberdade de expressão e de consciência: quem tem opiniões diferentes das do governo é penalizado e às vezes severamente punido. Isso é lamentável, especialmente porque acontecem prisões arbitrárias de jovens que defendem os direitos humanos. Quem paga são os membros das minorias étnicas, conhecidos coletivamente como ‘o povo das montanhas’, que são considerados uma ameaça à estabilidade nacional. Na maioria, eles são cristãos protestantes. Eu espero mais atenção a esses irmãos e irmãs que sofrem e rezam”, diz o padre.

De acordo com o relatório do ICC, a vigilância do governo sobre as instituições religiosas é particularmente ferrenha nos altiplanos. Alguns dos 63 prisioneiros provavelmente estão encarcerados desde 2004, quando as autoridades vietnamitas iniciaram uma dura repressão aos protestos motivados pelo confisco ilegal de terras e pela opressão religiosa. Na província de Binh Phuoc, as autoridades locais ainda tentam desmantelar 116 capelas construídas pelos fiéis do grupo étnico Stieng. As estruturas pertencem à Igreja Evangélica do Vietnã do Sul, oficialmente registrada no país. As autoridades vietnamitas temem o surgimento, entre as minorias, de um movimento separatista.

Nos últimos anos, entre as pessoas presas por “ameaças à segurança nacional” ou por “atividades ilegais”, centenas são cristãos protestantes, mas também há seguidores do pouco conhecido grupo católico Ha Mon, que venera a Virgem Maria, embora não esteja regularmente incluído na Igreja Católica local.

(Fonte:Fides)

Tem início a Semana Nacional da Vida

SNV1Para a Igreja do Brasil, a primeira semana do mês de outubro é momento de celebrar e refletir sobre o valor da vida. Em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi instituída a Semana Nacional da Vida (SNV), a ser realizada de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os regionais da CNBB e dioceses de todo país desenvolvem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.

Todos os anos, a SNV propõe um tema de estudo. Este ano, as reflexões ocorrem em torno do tema: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. As dioceses são convidadas a desenvolver atividades, com foco no direito à vida e à preservação da dignidade humana.

De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF),  dom João Carlos Petrini, a SNV “é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana” que, para o bispo, é “um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama”.

SNV subsidioPara colaborar com as atividades pelo Brasil, a CEPVF e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013, que este ano, em sua 3ª edição, tem como tema central: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. De acordo com o assessor da CEPVF, padre Rafael Fornasier, o tema “está na esteira das celebrações do Ano da Fé e da Semana Nacional da Família, cuja proposta se fundamenta na missão de toda Igreja visando a Nova Evangelização e a transmissão da fé em nossas famílias, comunidades e na sociedade, como aponta a nova Encíclica Lumen fidei (Luz da fé).”

SNV foto2Muitas atividades ocorrem pelo Brasil durante a SNV. A arquidiocese de Olinda e Recife, por exemplo, promoverá, no dia 6 de outubro, a 7ª edição da Caminhada em Defesa da Vida. Evento que, em 2012, reuniu cerca de 170 mil pessoas na Avenida Boa Viagem, situada na Zona Sul do Recife. O ato unirá fiéis das 19 cidades que compõem a arquidiocese, além de participantes das nove dioceses locais. Dias de reflexão, Vigília de Oração pela Vida e Celebração pelo Dia do Nascituro são as atividades previstas para as 112 paróquias da arquidiocese.

O Rio de Janeiro também prepara uma mobilização para o período. No próximo dia 5, será realizada a primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na cidade, com concentração às 9h, na Candelária, e em direção à Cinelândia. A caminhada, coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – Brasil sem Aborto, será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos.

O presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, dom Antônio Augusto Duarte, destacou que a marcha evidencia o compromisso da Igreja em defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. “Será uma Marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida”, afirmou.

Coleta de assinaturas

dompetriniiiiEm carta enviada aos bispos e arcebispos do Brasil, dom João Carlos Petrini, pede para que atividades públicas, e também no âmbito da comunidade, sejam realizadas para coletar assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem a alteração da lei 12845/2013, que visa atendimento obrigatório a vítimas de violência sexual, mas que obriga também a administração da pílula do dia seguinte (pílula abortiva).

“A vida é um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama. Trata-se de um dom inegociável tanto no mercado quanto nos Parlamentos”, afirmou o presidente da CEPVF.

Logo após a SNV, no dia 8, acontece o Dia do Nascituro, data que celebra os direitos à proteção da vida e da saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio, do novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. Junto à SNV, o Dia do nascituro fecha o período que objetiva suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Assista o vídeo de dom Petrini sobre a Semana Nacional da Vida, clicando aqui.

(Fonte: CNBB)

Um pouco de New Age (Parte I)

A Nova Era como neo-gnosticismo: auto-salvação de baixo para cima

Por Sandro Leoni

ROMA, 08 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Nova Era, ou New Age, é um fenômeno contemporâneo, de invenção “laica”, que copiou a ideia de São Pedro: foi ele o primeiro a dizer que os cristãos esperam “novos céus e nova terra”, aludindo à palingênese do cosmo na segunda vinda de Jesus Cristo. Mas, sendo laica, a New Age deturpou-lhe tanto o propósito, que para nós é a vida eterna na glória de Deus e para ela é um progresso indefinido na terra, quanto a causa, que para nós é Deus e para ela são as estrelas: o motor do seu mecanismo seria a astrologia, a passagem da constelação de Peixes para a de Aquário.

Esta ideologia, que remonta à revolução estudantil de 1968, diferentemente da seita que acredita numa mensagem de salvação que vem de cima, confia a “redenção” dos indivíduos ao agir pessoal e a ideias particulares. É um neo-gnosticismo: a gnose, presente desde os tempos apostólicos, confia à mente, ao seja, ao próprio homem, o caminho da salvação, uma salvação que é concebida como iluminação, emancipação, desenvolvimento de potencialidades interiores, autodivinização (“nós somos Deus”, declarou a atriz Shirley MacLaine, adepta e divulgadora).

A New Age (que, após o fracasso das suas promessas sociais, evoluiu para uma “Next Age”, apontando para o “Yes, we can”) não é uma doutrina, uma ideologia, não tem uma estrutura organizada com ativistas, centros específicos, etc… Ela é uma “atmosfera”, um “clima”, uma tensão emocional, alimentada por várias redes que desembocam nela como em um lago. Alguns dos “afluentes” estão presentes desde sempre como um problema pastoral para a Igreja. Astrologia, magia, espiritismo (reciclado como channeling) formam a sua espinha dorsal, mas a “salada” (sim, esta é uma das definições!) é formada ainda por terapias alternativas, medicina holística, a chamada nova música, uma nova política, a crença em “energias sutis” que devemos aprender a canalizar ou evitar, a crença na reencarnação, a existência de chacras que canalizam as energias do cosmo, a pranoteapia, o reiki, a energia terapêutica e formativa das pedras, os florais de Bach e uma longa lista de outros elementos… Em resumo, o sincretismo é o padrão da Nova Era.

(Fonte: Agência Zenit)

Dois anos e meio de prisão por converter-se de muçulmano a cristão

Foto: Wikimedia Commons / Sitomon (CC BY-SEA 2.0)

ROMA, 27 Set. 13 / 01:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um homem marroquino foi condenado pelo Tribunal de Primeira Instância de Taunat, no centro do Marrocos, a dois anos e meio de prisão por abandonar a religião muçulmana, converter-se e tentar evangelizar um menor.

Conforme informa a agência EFE, o homem de trinta anos de idade foi detido em 28 de agosto pelas autoridades locais, que lhe confiscaram livros, revistas e CDs com material de evangelização.

O presidente da seção da Associação Marroquina de Direitos humanos (AMDH) na região de Fez-Taunat, Mohamed Ulad Ayad, explicou que o jovem Mohamed el Baladi foi condenado por “converter-se à religião cristã e quebrantar a fé de um muçulmano” ao tentar convencer um menor de converter-se ao cristianismo.

Ulad Ayad acrescentou que o condenado, que trabalha de vendedor ambulante, confessou diante do juiz que se converteu ao cristianismo.

O representante da AMDH qualificou o julgamento de “uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos” e acrescentou que a associação contempla contatar à família do condenado para apelar o veredicto.

A evangelização está proibida no Marrocos, país onde o Islã é a religião oficial do Estado, e é castigado com penas de entre 6 meses e três anos de prisão e uma multa de 500 dirhams (60 dólares).

No caso dos estrangeiros (geralmente protestantes) que tentam evangelizar os muçulmanos, o governo marroquino costuma expulsá-los do seu território.

(Fonte: ACI Digital)

No mundo, sem ser do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Correa, arcebispo de Belém do Pará

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Sabemos que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade! (Cf. 1 Tm 2, 4)  Mas estamos no mundo e com todos os riscos à salvação, envolvidos pelo terrível mistério do pecado. “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18). Em tempos recentes, o Santo Padre o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada, para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza, para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

     O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e  da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos, para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva.  Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

     Podemos acolher o Evangelho, para estar no mundo, sem ser ou se contaminar com o mundo, através de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém

(Fonte: Agência Zenit)

A falta de Deus leva a injustiça!

FATIMA, 18 Set. 13 / 09:05 pm (ACI).- Em palavras dirigidas aos peregrinos presentes no Santuário de Fátima, Dom Virgílio Antunes Bispo de Coimbra assinalou que “as desordens e injustiças de toda a ordem existentes no nosso mundo têm a sua raiz na perda de sentido de Deus e da dignidade humana”.

Segundo informou a Sala de Imprensa do Santuário Mariano português, a mensagem do prelado foi dirigida aos jovens do movimento Convívios Fraternos, que peregrinaram a Fátima. O bispo também pediu uma fé encarnada na vida e que os rapazes e moças do movimento sejam “portadores da alegria de Cristo para outros jovens”.

Na reflexão do Bispo de Coimbra, o ser humano vive três tipos de perdas: a perda das condições de vida e de bens, a perda do amor nas relações humanas e a perda do amor em Deus.

“Somos sensíveis às duas primeiras perdas, e com razão, porque destroem a pessoa humana, roubam-lhe a alegria de viver, a esperança e o amor, essenciais para uma vida feliz. Geralmente somos menos sensíveis à perda de Deus e à perda da fé no seu amor e na sua misericórdia”, afirmou, na homilia da Missa que presidiu na manhã deste 17 de agosto no Santuário de Fátima, que concelebrou com vários sacerdotes e com outros bispos em peregrinação: Dom Anacleto Gonçalves, bispo de Bragança-Miranda (Portugal), e D. Patrick O’ Donoghue, bispo emérito de Lancaster, Inglaterra.

O apelo do Bispo de Coimbra foi no sentido do reencontro do sentido de Deus e do sentido do homem na sociedade moderna. Segundo Dom Antunes “o caminho para esse reencontro passa pela fé em Deus, pelo encontro com o seu amor e a sua misericórdia, que provocam sempre o encontro com o amor e a misericórdia humana, aceite, acolhida e vivida”.

Além de outros grupos, estão na Cova da Iria em peregrinação nacional os grupos da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue e do movimento Convívios Fraternos.

“Não permitas que a tua fé esteja desencarnada da tua vida, mas trabalha para que se torne compromisso em favor da dignidade humana, da construção da paz e da instauração de relações marcadas pela justiça. Está atento aos outros e torna-te instrumento do seu reencontro”, disse o bispo aos jovens presentes.

(Fonte: ACI Digital)

Bispo argentino destaca o valor intelectual de Bento XVI em encontro com docentes universitários

Bento XVI. Foto: Grupo ACI

BUENOS AIRES, 19 Set. 13 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito de Roma, Bento XVI se destacou “pelo seu altíssimo valor intelectual e pela repercussão que tiveram em diferentes âmbitos fora da Igreja“, assinalou o Arcebispo de La Plata (Argentina), Dom Héctor Aguer, no sétimo Encontro Nacional de Docentes Universitários Católicos (ENDUC) na Universidade Católica de Cuyo província de San Juan (Argentina).

No evento que é um espaço de diálogo acadêmico interdisciplinar e que se realizou de 13 a 15 de setembro sob o título “A Fé na vida pública”, o também Presidente da Comissão Episcopal de Educação Católica refletiu em torno dos “Caminhos abertos: quatro discursos de Bento XVI”.

Dom Aguer assinalou que os dois primeiros discursos são “o pronunciado na Universidade de Ratisbona, e o preparado para o encontro -que não se realizou- com a Universidade de Roma La Sapienza; lições magistrais ou discussões acadêmicas com referência à evolução da cultura, da qual as universidades são protagonistas sobressalentes”.

Explicou que “o assunto principal neles é a relação entre a fé e a razão, e a função deste acidentado conúbio espiritual na história da cultura do Ocidente, na formação da Europa, e na encruzilhada de vários problemas contemporâneos”.

Em relação aos argumentos dos outros dois discursos em Westminster Hall e no Reichstag de Berlim, “abordaram-se os fundamentos da ética civil e do direito, o sentido da atividade política e do exercício da autoridade, assim como também a dimensão pública da religião nas sociedades democráticas”.

“Nestas duas últimas intervenções – disse o Prelado – pode comprovar-se uma espécie de aplicação ao espaço sócio-político dos princípios antropológicos que foram desenvolvidos nas duas primeiras: uma ideia plenária do homem, sua natureza e a amplitude do dinamismo da razão”.

(Fonte: ACI Digital)

Carta aberta do Papa Francisco ao jornal La Repubblica

Papa Francisco responde a Eugênio Scalfari, fundador de um dos mais famosos e antigos jornais da Itália

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 11 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Nesta quarta-feira (11) o jornal La Repubblica, um dos maiores jornais italianos, publicou uma carta aberta que o Papa Francisco escreveu à Eugenio Scalfari, fundador e atual colunista dominical desse veículo de comunicação. A carta do Papa pretende ser uma resposta a duas cartas abertas que Scalfari escreveu a Francisco e publicou nos dias 7 de Julho e 7 de Agosto desse ano de 2013 no editorial do La Repubblica.

Em ambas, Scalfari formula – como alguém que tem uma cultura iluminista e não procura a Deus – “perguntas de um não crente ao papa jesuíta chamado Francisco”.

Pois “aqui e hoje não sou um jornalista – escreve Scalfari – sou um não crente que há anos está interessado e apaixonado pela pregação de Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José (…). Tenho uma cultura iluminista e não procuro a Deus. Acho que Deus seja uma invenção consoladora e ilusória da mente dos homens”.

Em primeiro lugar o pontífice agradece pela atenção com que Scalfari quis ler a encíclica Lumen Fidei que “está dirigida não somente a confirmar na fé em Jesus Cristo aqueles que já a tem, mas também a suscitar um diálogo sincero e rigoroso com quem, como você, se define ‘um não crente há anos interessado e fascinado pela pregação de Jesus de Nazaré’, escreve o Papa.

Duas circunstâncias ao longo da história dificultaram esse diálogo, destacou o Papa. A primeira é que a fé cristã foi muitas vezes e erroneamente vista como “escuridão da superstição que se opõe à luz da razão”. Dessa forma entre Igreja e cultura iluminista se instaurou um muro que impossibilitou todo e qualquer diálogo.

A segunda circunstância, diz o Papa, é que para o crente este diálogo não é um acessório secundário “mas é, pelo contrário, uma expressão íntima e indispensável”.

Confessa o Pontífice que “a fé, para mim, nasceu de um encontro com Jesus. Um encontro pessoal, que tocou o meu coração e deu uma direção e um novo sentido à minha existência”. “Sem a Igreja – acredite-me – não poderia ter encontrado Jesus, embora com a consciência de que aquele grandíssimo dom que é a fé está guardado nos vasos de barro da nossa humanidade”.

E é“desta pessoal experiência de fé vivida na Igreja, que me encontro à vontade ao escutar as suas perguntas e ao buscar, junto com você, os caminhos pelos quais possamos, talvez, começar a percorrer juntos”, escreve o Pontífice.

Autoridade de Jesus

Jesus falava com autoridade, palavra difícil de se traduzir, e que no seu original grego – diz o Papa – traz não tanto a ideia de uma obrigação exterior, mas interior que “ ‘provém do ser’, do que se é”. Jesus tem uma autoridade diferente daquela que tem o mundo. Uma “autoridade que não procura um poder sobre os outros, mas sim servi-los, dar-lhes liberdade e plenitude de vida”. Tudo isso provado por Jesus na morte de cruz e certificado pela sua ressurreição, que não foi para se vingar daqueles que o crucificaram, mas “para testemunhar que o amor de Deus é mais do que a morte, o perdão de Deus é mais forte que qualquer pecado, e que vale a pena gastar a própria vida, até o fim, para testemunhar esse imenso dom”.

Originalidade de Jesus: fraternidade universal

“A singularidade de Jesus é para a comunicação e não para a exclusão” – escreve o Papa respondendo à questão levantada por Scalfari – porque a “originalidade está justamente no fato de que a fé nos faz participar, em Jesus, da relação que Ele tem com Deus que é Abbá e, nesta luz, à relação que Ele tem com todos os outros homens, até mesmo os inimigos, no sinal do amor”. E por outro lado, essa originalidade também se expressa na responsabilidade que o Cristão assume com o mundo “dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, não como forma de limpar-se as mãos sobre as realidades humanas, mas precisamente o contrário.

Fidelidade de Deus X Sofrimento dos Hebreus

E como explicar os inúmeros sofrimentos que o Povo Hebreu já tem passado, o Pontífice afirmou que apesar de todas as provações, a fidelidade de Deus nunca lhes abandonou, e a prova disso é que o Povo Escolhido não perdeu a fé em Deus. E disso, toda a humanidade e a Igreja nunca serão plenamente agradecidos. “Eles, portanto, perseverando na fé no Deus da aliança, chamam a atenção de todos, também de nós cristãos, ao fato de que estamos sempre na espera, como peregrinos, do retorno do Senhor”.

Pecados dos não crentes

“A misericórdia de Deus não tem limites se nos dirigimos a ele com o coração sincero e contrito”, escreve o Papa responden sobre se é ou não pecado o modo de atuar dos não crentes. E “sobre os não crentes a questão está em obedecer a própria consciência. O pecado, também para aqueles que não têm a fé, está quando a pessoa vai contra a própria consciência”.

Verdade absoluta ou relativa

Existe uma só verdade absoluta ou diversas verdades?, perguntava Scalfari. O Santo Padre escreve que nem sequer ele falaria de “verdade absoluta” porque absoluto “é o que está desligado, privado de toda relação”, enquanto que a verdade é relação. A verdade não é relativa, mas relação, “se dá em nós sempre e somente como um caminho e uma vida”.

Ideia de Deus

Será que com o desaparecimento do homem de sobre a face da terra a ideia de Deus também desaparecerá com ele? Porém, responde o Papa, “Deus é uma realidade com R maiúsculo”, que “não depende do nosso pensamento”.

O Santo Padre,na conclusão da carta a Eugenio Scalfari convida-o a percorrer com ele um caminho juntos. “A Igreja, acredite em mim, embora toda a sua lentidão, infidelidades, erros e pecados que possam ter sido cometidos e ainda pode cometer naqueles que a compõem, não tem outro sentido e fim, a não ser aquele de testemunhar Jesus”.

(Fonte: Agência Zenit)

A “Lista de Schindler” do papa Bergoglio

Descoberta de jornalista italiano: o então provincial dos jesuítas salvou uma centena de pessoas

Por Sergio Mora

ROMA, 10 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Seu nome é Nello Scavo. É jornalista e cronista do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana.

Quando Francisco foi eleito pontífice, levantaram-se algumas vozes que o acusavam de cumplicidade com a ditadura argentina, calúnias que, pouco depois, foram desmentidas por pessoas que tinham conhecido Bergoglio e que sabiam como as coisas realmente tinham acontecido.

Entre elas, o Nobel da Paz argentino Pérez Esquivel, defensor dos direitos humanos considerado como um homem acima de qualquer suspeita em seu país, e a advogada Alicia Oliveira, secretária de Direitos Humanos da chancelaria argentina em tempos do ministro Rafael Bielsa e do presidente Néstor Kirchner. A campanha contra o papa Francisco chegou ao cume (e ao cúmulo) com uma foto falsa, uma montagem na qual Bergoglio aparecia supostamente dando a comunhão ao ditador e ex-chefe da junta militar do país, Rafael Videla.

Assim que escutou todas essas acusações, o jornalista italiano começou a investigá-las. Nello entrou em contato com pessoas a quem o então superior provincial dos jesuítas, Bergoglio, tinha ajudado a fugir da ditadura. Eram cerca de 20 pessoas, cujos testemunhos levam a calcular que a lista de pessoas salvas pelo atual papa cheguem a cem. O livro “A lista de Bergoglio”, com lançamento previsto na Itália para o fim deste mês, recopila as suas histórias.

O jornal La Provincia, da cidade italiana de Como, onde vive o cronista de Avvenire, informa: “Ana e Sergio estão na Itália há 30 anos, desde que conseguiram escapar das torturas e da perseguição da ditadura argentina graças à ajuda do papa Francisco. Jorge Mario Bergoglio agiu como Oscar Schindler, o empresário que salvou centenas de judeus dos nazistas”.

Com a permissão do editor para investigar o caso, Nello começou a entrevistar pessoas e viu surgirem aos poucos novos testemunhos.

“O papa talvez não vá confirmar nunca, mas descobrimos que naquela época ele tinha criado uma rede de solidariedade para salvar os dissidentes e perseguidos, uma corrente em que cada elo não sabia do outro”.

A investigação não foi fácil, porque muitos amigos de Bergoglio não contaram quase nada sobre as pessoas salvas pelo papa e porque o então provincial dos jesuítas nunca se vangloriou da sua obra humanitária.

O cronista italiano indica dois motivos para essa discrição. O primeiro, contado por um amigo de Bergoglio: “O papa não quer espetáculos de marketing em volta da imagem dele”. E o segundo, deduzido pelo autor: “Por causa da dor diante de tudo o que aconteceu naqueles anos, em particular pelos desaparecidos, pelas crianças arrancadas das mães assassinadas, pelas torturas…”. Para Bergoglio, “ter salvado alguém não é nada diante da dor dessas pessoas”.

Os relatos de Nello evocam de alguma forma o dia 10 de abril deste ano, em que Francisco enviou uma carta à Associação das Mães de Praça de Maio, assinada pelo número dois do equivalente ao ministério de Assuntos Exteriores do Vaticano: “O santo padre participa da sua dor e da de tantas mães e familiares que padeceram e padecem a perda trágica de entes queridos naqueles momentos da história argentina”.

Uma das testemunhas, um homem que não era batizado nem crente e que na época trabalhava em uma revista, declara: “Bergoglio me protegeu, e, graças aos jesuítas, eu consegui escapar, primeiro para o Uruguai e depois para o Brasil”. Finalmente, ele zarpou “num barco mercante para a Itália”.

(Fonte: Agência Zenit)

Comitê Nobel do Parlamento da Noruega pedirá retirar Nobel da Paz de Obama

ESTOCOLMO, 06 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Comitê Nobel do Parlamento da Noruega solicitará que se retire do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Prêmio Nobel da Paz 2009 devido a sua intenção de realizar uma intervenção militar na Síria, apesar da oposição internacional.

Através de um comunicado, difundido pela agência Ria Novosti, o organismo assinalou que a decisão se baseia em que “as políticas seguidas pelo presidente Obama, tanto no referente à política externa, especialmente no Oriente Médio e Norte da África, como o inaceitável recorte em liberdades dos cidadãos de seu país e do resto do mundo, com a utilização de programas de espionagem como PRISM, a manutenção da prisão de Guantánamo, etc. fazem que considere totalmente inadequado que ostente este galardão, sendo que não é merecedor do mesmo”.

No comunicado, o Comitê Nobel do Parlamento recordou que “este prêmio é dado à pessoa que tenha trabalhado mais ou melhor em favor da fraternidade entre as nações, da abolição ou redução dos exércitos existentes e da celebração e promoção de processos de paz”, tal e como aparece no testamento de Alfred Nobel.

Na segunda-feira passada, o Nobel de Física e vice-presidente da Academia de Ciências da Rússia, Zhorés Alfiórov, disse que seria justo que os laureados com o “Nobel da Paz” iniciassem um processo para privar Obama deste prêmio. “Fiquei surpreendido quando Obama foi galardoado com este prêmio (em 2009). Não o podia compreender. Ele não merece o Prêmio Nobel da Paz, não tinham que tê-lo concedido”, assinalou Alfiórov.

(Fonte: ACI Digital)

Confiança em Deus!

 

«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rom 8,28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade. Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: «Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e com nenhum outro fim.» E São Tomás Moro, pouco antes do seu martírio, consola a filha com estas palavras: «Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é na verdade muito bom.» E Juliana de Norwich: «Compreendi pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé […] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem. […] E verás que todas as coisas são boas.»

Cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus «face a face» (1Cor 13,12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus terá conduzido a criação ao repouso desse sábado definitivo em vista do qual criou o céu e a terra.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana, §§ 133-134.

O lugar de cada um

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará, reflete sobre o comportamento humano

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 29 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Trago na memória e no coração os ensinamentos de meus pais, em tempo de criança: “peça a bênção!”; “não avance na comida”; “agradeça ao moço!”; “espere que lhe ofereçam as coisas!”; “fale mais baixo!” Sim, as normas mais simples de boa educação vêm do berço, vistas mais no exemplo do que ouvidas em discursos! São dignas de reconhecimento as famílias que ensinam os caminhos do bem, cuidam que seus filhos tenham civilidade no trato e edifiquem com seu comportamento o corpo social. Civilidade, bons modos e etiqueta ainda estão na moda!

A Sagrada Escritura, no Antigo Testamento, é como um grande código de comportamento, no qual entram noções de saúde pessoal e pública, normas de respeito mútuo, leis sobre a organização das cidades ou outras agregações, respeito à terra e aos ritmos da natureza. Os povos da primitiva aliança tinham um só livro a que se referir, nele encontrando a vontade de Deus, na qual está incluído o bem estar das pessoas. Nele deviam encontrar o equilíbrio nas relações sociais e os limites no trato com os outros. E não era um povo tranquilo e parado! Era gente de temperamento forte, povo briguento ao enfrentar os que lhe eram ameaçadores. Deus teve paciência de pai e ternura de mãe para cuidar daquele povo de cabeça dura! Sua história é um processo de educação desenvolvido por Deus com infinita paciência.

A plenitude dos tempos acontece com a encarnação do Verbo de Deus. Tornou-se o Senhor igual a nós em tudo, menos no pecado. Assumiu tudo o que é nosso, para nos resgatar. Ele chamou homens e mulheres, educou-os com delicadeza e firmeza. Os textos do Novo Testamento são a narrativa da magnífica aventura de amor, na qual se compromete a Trindade Santa e as pessoas destinadas a vida em comunhão com Deus e entre elas mesmas. Passam os séculos, a sociedade enfrenta por muitas mudanças, a Boa Notícia deve ser levada aos confins da terra, pelo anúncio e realização da salvação em Jesus Cristo, Filho de Deus. A quais povos há de chegar? Ninguém fica excluído! E a mesma estrada, conduzida pela pedagogia divina, há de ser continuamente atualizada. Estamos numa escola de formação, desafiados a experimentar aqui na terra o estilo de vida próprio do Céu. E não será menos humano viver do jeito de Deus, pois ninguém entende mais de humanidade do que quem a criou.

Jesus empreende uma intensa jornada de formação com seus discípulos, sem desprezar qualquer oportunidade. Certa feita, a ânsia pelos primeiros lugares numa refeição festiva – falta de educação! – suscita o ensinamento do Senhor (Lc 14,1.7-14). Jesus é observado por todos.

Olhares diferentes, alguns mais curiosos do que piedosos, outros com coração de crianças que querem aprender. A lição é mais do que uma norma de civilidade, mas parte dela. Discrição, prudência no relacionamento com os outros, delicadeza, sentar-se “no último lugar”. O que vai além das normas de etiqueta é o coração daquele que se faz discípulo de Cristo. Sua meta é amar e servir, mais do que competir por posições no concerto da sociedade. Olha ao seu redor, reconhece o valor dos outros, toma a iniciativa do amor, sempre disposto a cumprimentar primeiro, vencer o fechamento, ouvir e servir. Não se trata de humilhação, mas de humildade, na qual se estabelece, no correr do tempo, uma sadia competição, na qual todos têm como objetivo comum o serviço mútuo. Todos serão importantes, porque ninguém quer ser maior do que outro, mas deseja ser “suporte” para que todos cresçam.

A quem considera superado ou irreal tal modo de agir, permito-me desafiar a fazer a experiência! Tenho a certeza de que vai mudar alguma coisa, e muito, quando se transformarem as relações entre as pessoas. Afinal de contas, não é difícil perceber que multiplicamos as indelicadezas e agressões em escala cada vez maior. Os conflitos existentes, inclusive os que depois chamamos de guerras, são escalas mais amplas do mesmo egoísmo do dia a dia. A sociedade sofre as consequências do que lhe pareceu condição de crescimento, a competição desenfreada, onde vale a destruição recíproca dos que entram no jogo. Somos como que crianças grandes que se esqueceram das lições de casa, com os riscos de destruir o grande brinquedo que a vida nos ofereceu.

As lições de Jesus, na aparentemente ingênua proposta de vida nova, pedem um jeito novo de fazer a festa da vida: “Quando ofereceres um almoço ou jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes podem te convidar por sua vez, e isto já será a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos” (Lc 14,12-14).

Para praticá-las, não há outra estrada senão rever os objetivos com os quais nos colocamos diante das pessoas, valorizando-as mais do que os eventuais proveitos ou lucros que possam oferecer. Elas valem antes e mais do que mostra sua aparência externa. Do coração de quem tem fé brotarão os sentimentos e a prática da misericórdia e da atenção, o cuidado e o serviço. Ninguém se cansará de ser assim “bem educado”.

Só com a graça de Deus poderemos alcançar tal mudança na sociedade. Por isso pedimos: “Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes”.

(Fonte: Agência Zenit)

Freiras cantoras conquistam as paradas norte-americanas

Novo grupo de religiosas sobe no top ten dos Estados Unidos

ROMA, 27 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – As Irmãs Dominicanas de Maria, Mãe da Eucaristia, estão no “top ten” da música norte-americana com seu novo álbum Mater Eucharistiae, conquistando o primeiro lugar nas vendas de Música Clássica Geral e Tradicional.

“Estamos maravilhadas e gratas a Deus! Entramos neste caminho para agradá-lo com a nossa música e estamos realmente tocadas pela onda de comentários e reações de pessoas que se sentiram confortadas e cheias de esperança ouvindo o Mater Eucharistiae”, disse a irmã Joseph Andrew.

O álbum também ocupa o segundo lugar no ranking de Música Cristã Contemporânea, o terceiro em Gospel e o 81º no ranking de álbuns mais vendidos nos EUA na semana passada.

Foi um verão de grandes sucessos para as religiosas no hemisfério Norte. Nas últimas 14 semanas, outro grupo de freiras, as Beneditinas de Maria, ocuparam o primeiro lugar no Classical Traditional Chart da Billboard, batendo recorde. Nesta semana, as Dominicanas de Maria, do Michigan, chegaram ao topo da classificação. Suas colegas beneditinas estão no “top five” em Música Clássica Tradicional.

“Um fato grandioso está acontecendo no mundo de hoje: as Irmãs Dominicanas de Maria, Mãe da Eucaristia, ocupam o primeiro lugar no ranking de Música Clássica Geral, bem como em vários outros da Billboard. Desde o nascimento das suas comunidades, essas irmãs ofereceram generosamente os seus talentos, e este álbum é mais um presente oferecido por elas ao mundo. Através das suas músicas, um pedaço do paraíso é trazido a todos nós”, disse Kevin Fitzgibbons, co-fundador da gravadora De Montfort Music.

(Fonte: Agência Zenit)

Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz

“Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz deles”, Papa Bento XVI no Youcat
Apresentação do livro “Inquietações de uma alma”, de Jerônimo Lauricio, grande pioneiro na divulgação do YOUCAT no Brasil

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 27 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Corria a Jornada Mundial da Juventude Rio2013. A alma inquieta por tudo o que Deus inspirava naqueles dias. Acompanhado de muitos peregrinos, paradoxalmente, era possível também experimentar o silêncio; silêncio, porém, diferente, preenchido por Cristo, pelas palavras do Papa, pelos testemunhos que se recebia a cada momento; tudo isso criava um ambiente muito propício para formular perguntas profundas no coração. O espírito sentia-se atraído às mais altas e puras montanhas da fé e cresciam com isso as “inquietações da alma”.

Certo dia, a fome já se fazia sentir quando procurei tranquilizá-la em um restaurante ali mesmo na orla de Copacabana. Encontrei-o quase vazio – ilusão de poucos minutos, já que uma multidão de mais de três milhões de jovens começava a sentir o mesmo que eu.

Foi aí, nesse restaurante, que escutei um “bom dia”, seguido do meu nome. Vinha de um rapaz educado, alegre, muito simpático, que irradiava uma fé límpida e profunda. E repetiu o meu nome, pois tinha me reconhecido pela foto do facebook. Vinha acompanhado de um jovem estrangeiro voluntário na JMJ. Sentamos na mesma mesa e começamos a conversar, enquanto esperávamos os nosso pedidos, que de fato, demorou…

Aquele era mais um dos tantos amigos que fazia na JMJ, pensei. Porém, ao final do almoço ganhei de presente um livro que iria registrar de modo especial aquele encontro. O nome do livro: “Inquietações de uma alma” e o autor, Jerônimo Laurício. Até dedicatória recebi.

Me surpreendi pelo título e que Jerônimo Laurício era esse jovem e simpático rapaz que tinha almoçado comigo, autor do livro e do presente que acabava de receber. Chamou-me a atenção tudo isso porque o título do livro era como uma resposta providencial de leitura para o que se vivia na JMJ: “Inquietações de uma alma”.

Bernhard Meuser, jornalista alemão, conhecido escritor católico na área de Espiritualidade, coautor e editor chefe do YOUCAT escreveu o prefácio da obra. Bernhard agradece “de coração ao meu amigo Jerônimo pelo gigantesco trabalho pioneiro na divulgação do YOUCAT no Brasil”, além de que “Seu próprio livro é o testemunho de uma grande alma e de uma mente afiada.”

“Inquietações de uma alma, entre a sabedoria da pergunta e o silêncio inteligente”, é mais do que um simples livro, porque pode se tornar um excelente exercício de reflexão pessoal, no silêncio, mas, não só no silêncio, em um “silêncio inteligente”.

Trata-se de 22 cartas escritas para o leitor. De forma progressiva, cada capítulo termina com o exercício desse “silêncio inteligente”, suscitando na alma questionamentos profundos e existenciais que convidam a ir à águas mais profundas, respeitando o tempo do espírito, quase de forma imperceptível.

“Diante de tantos recursos tão rápidos e eficientes neste universo da comunicação, corremos o risco de deixar nossa ‘amiga cartinha’ no porão das nossas relações”, escreve Jerônimo na primeira carta intitulada “O homem como uma pergunta”. Como dizia Platão: “Uma vida não questionada não merece ser vivida”.

Cada uma dessas cartas traz uma marca do Papa emérito Bento XVI, por meio de um texto selecionado do pontífice, porque “para perguntas últimas só cabem respostas últimas” e como dizia o Papa Bento, e citado na obra de Jerônimo na primeira carta: “Não nos cansemos na busca da Verdade. Ao contrário, permaneçamos a caminho como os grandes que ao longo da história lutaram e procuraram, com as suas respostas e com suas inquietações pela Verdade. E eles compreenderam e nos ensinaram que ela está semper para além de cada resposta individual.”

Fica aí uma sugestão para os nossos leitores, “Inquietações de uma alma”, Jerônimo Lauricio, editora Palavra e Prece, pode ser adquirido pelo site: www.palavraeprece.com.br

(Fonte: Agência Zenit)

Educar para o amor verdadeiro

O QUE É?
É um programa de educação da
afetividade e da sexualidade
baseado na formação do
caráter.
MISSÃO
Educar um caráter forte pra viver 
uma sexualidade inteligente.
VISÃO
Adolescentes capazes de
cultivar um amor verdadeiro,
base de famílias estruturadas 
e felizes.
 
 

 

PRINCÍPIOS
 
A vida humana é o maior bem e deve inspirar sempre o máximo
respeito.
 
A sexualidade diz respeito a toda a pessoa e não apenas à sua
dimensão física.
 
Os adolescentes necessitam informação, motivação e apoio.
 
Os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos.

http://www.protegetucorazon.com.br/

Salve-se quem puder

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará reflete sobre os anseios humanos

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 22 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Está inscrito na natureza humana o anseio pela felicidade, a busca da plena realização de todas as suas potencialidades. Ainda bem! É altamente consolador ter a clareza de que não fomos feitos para nivelar pelo rodapé da existência nossos sonhos, mas buscar o que é melhor, mirar as coisas do alto, acolher o chamado de Deus a ser perfeitos. Entra aqui um dado importante, pois não se trata apenas de construção pessoal, mas resposta, a modo de um diálogo iniciado desde toda a eternidade. Fomos pensados e amados por alguém. Não somos obra do acaso, nem estamos perdidos, sem rumo.

Entretanto, a luta renhida do cotidiano pode levar as pessoas a se engajarem numa competição, tantas vezes desigual, pelos melhores lugares na sociedade, oportunidades de trabalho e reconhecimento, num “salve-se quem puder” semelhante à correria que se segue a tragédias, como incêndios ou revoltas populares. Cada um quer receber o seu naco de proveito e, infelizmente, tantas vezes à custa do pescoço do outro a ser pisado. Todas as diversas manifestações que pululam hoje pelo mundo e pelo nosso país têm como pano de fundo o desejo profundo de realização e a busca do espaço de liberdade, para o qual fomos feitos. Só que muitos entram de roldão nas ondas de protestos, criando-se um estado de insatisfação em que se perde o sentido do respeito às pessoas e os justos limites da liberdade de cada homem e cada mulher. Também as situações pessoais e os dramas familiares nos deixam estarrecidos, de modo a suscitar um “até quando?” que inquieta a todos, pela multiplicação de fatos inusitados. E que dizer da absurda eliminação da vida das pessoas e a violência que se espalha? Podemos até destruir justamente o que mais nos atrai, o sonho de felicidade e dignidade!

E Deus vem ao encontro dos anseios humanos, antes, criou a todos com uma sede de eternidade e de felicidade. Ele quer que todos se realizem. Mas há uma interrogação cuja atualidade se revela perene, diante das perspectivas que se abrem para a humanidade de cada tempo: “Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Ele respondeu: ‘Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão’ (Lc 13,22-14)”. Ao invés de oferecer respostas prontas e aparentemente fáceis de serem absorvidas, Jesus envolve as pessoas numa verdadeira aventura de engajamento na estrada da salvação e da liberdade. De fato, Deus quer o bem de todos e a vida em abundância (Cf. Jo 10,10). Ninguém se sinta alijado de seu projeto! No entanto, faz-se necessário, justamente pela liberdade com que as pessoas foram criadas, arriscar-se pela porta estreita do amor ao próprio Deus e o próximo. Não fomos feitos para ficar assentados, esperando a grande sorte na loteria da vida, ou reduzindo a sonhos de consumo o sentido da existência. As soluções aparentemente mágicas não são plenamente humanas. Humano é sair de si para amar e servir! Humano é tecer relações novas entre pessoas e grupos, superar a desconfiança, exercitar a criatividade, inventar soluções novas, acreditar nos pequenos passos.

Daí nasce o convite e o compromisso cristão na construção de um mundo melhor. Começa no alto, no plano de Deus a nosso respeito. “É do amor de Deus por todos os homens que, desde sempre, a Igreja vai buscar a obrigação e o vigor do seu ardor missionário: ‘Porque o amor de Cristo nos impele’ (2 Cor 5, 14). Com efeito, ‘Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade’ (1 Tm 2, 4). Deus quer a salvação de todos, mediante o conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito da verdade estão já no caminho da salvação. Mas a Igreja, à qual a mesma verdade foi confiada, deve ir ao encontro dos que a procuram para lha levar.

É por acreditar no desígnio universal da salvação que a Igreja deve ser missionária” (Catecismo da Igreja Católica, 851). O anúncio da “salvação” proclama que a vida tem sentido e que é para a felicidade que Deus nos fez. “Chamado à felicidade, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino lhe é dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara: ‘Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios’ (Fl 2, 12-13; Catecismo da Igreja Católica 1949).

Consequência é nosso olhar positivo ao mesmo tempo realista a respeito da realidade. Fomos feitos para o bem e temos a semente plantada por Deus em nossos corações, com todas as possibilidades de nos realizarmos. No entanto, existe em nós o mistério da iniquidade, pelo que, olhando no espelho da vida reconhecemos as rugas deixadas pelo pecado. Olhamos também para os outros e os acolhemos, sabendo que neles existe esta desafiadora mistura de boa intenção e pecado. Acreditamos que o amor de Deus é maior do que toda a maldade existente, engajando-nos na luta pelo bem e pela verdade.

Consequência é o primeiro passo a ser dado. Cabe a cada um de nós começar, sem aguardar que os outros venham ao nosso encontro. Consequência é a construção de novos relacionamentos, certos da palavra de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).

Para tanto, só a graça de Deus nos sustenta e, por, isso, pedimos: “Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Amém.”

(Fonte: Zenit)

O monge e o escorpião

t_serrulatusMonge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.

Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.

Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.

Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

— Mestre deve estar doendo muito!

— Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse!

Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:

— Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com quem nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo.

Cada qual conforme sua natureza.

(Fonte: cleofas.com.br)

A paciência na dor

pensandourl“A paciência produz uma obra perfeita”. Isso quer dizer que não existe coisa mais agradável a Deus do que sofrer com paciência e paz todas as cruzes por ele enviadas. É próprio do amor, fazer a pessoa que ama semelhante à pessoa amada. Dizia São Francisco de Sales: “Todas as chagas do Redentor são outras tantas palavras que nos ensinam como devemos sofrer por ele. Esta é a sabedoria dos santos, sofrer constantemente por Jesus; assim ficaremos logo santos”. Quem ama o Salvador deseja ser como Ele, pobre, sofredor e desprezado. São Joao viu todos os santos vestidos de branco, segurando palmas nas mãos. A palma é um símbolo de martírio; mas nem todos os santos foram martirizados. Por que então todos seguram palmas?

Responde São Gregório que todos os santos foram mártires ou pela espada ou pela paciência. E acrescenta: “Nós podemos ser mártires sem a espada, se guardarmos a paciência”.

O mérito de uma pessoa que ama Jesus Cristo consiste em amar e sofrer. Eis o que Deus fez Santa Teresa entender: “Pensa, minha filha, que o mérito consiste no gozar? Não, o mérito consiste em sofrer e amar. Veja minha vida cheia de dores. Acredite, minha filha, aquele que é mais amado por meu Pai recebe dele cruzes maiores; ao sofrimento corresponde o amor. Veja estas minhas chagas, as suas dores nunca chegarão a tanto. Pensar que meu Pai admite alguém na sua amizade sem o sofrimento é um absurdo…Mas acrescenta Santa Teresa: “Deus não manda nenhum sofrimento sem pagá-lo imediatamente com algum favor”.

São três as principais graças que Jesus faz às pessoas amadas por ele: a primeira, não pecar; a segunda, que é maior, o fazer boas obras; a terceira, que é a maior de todas, sofrer a por seu amor. Dizia Santa Teresa, que quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz. Eis porque os santos agradeciam a Deus ao receberem os sofrimentos.

São Luís, Rei da França, falando da escravidão que sofreu na Turquia, diz: “Eu me alegro e fico muito agradecido a Deus mais pela paciência que me concedeu na minha prisão do que se tivesse conquistado a terra inteira”. Sana Isabel, rainha da Hungria, tendo perdido seu esposo, foi expulsa do lugar onde morava com seu filho. Sem abrigo e abandonada por todos, dirigiu-se a um convento dos franciscanos e mandou cantar um hino de ação de graças a Deus pelo favor que ele lhe concedia ao fazê-la sofrer por seu amor.

São Afonso Maria de Ligório

LIGÓRIO, S. Afonso Maria. A prática do amor a Jesus Cristo. Trad. Pe.Gervásio Fábri dos Anjos, C.SS.R. Ed. Santuário: Aparecida/SP,1982,p.59-60.

“Deus não fala, mas tudo fala de Deus”

O filósofo francês, Voltaire, mesmo se confessando ateu e inimigo da Igreja, não podia deixar de dizer que: “O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro”… Os latinos chamaram o universo de mundo (= belo, lindo, maravilhoso); os gregos o chamaram de kosmos (= disciplinado, ordenado).

Todos os astros obedecem a rigorosas leis da mecânica celeste, e nenhum deles muda a sua trajetória por própria conta. Alguém já disse que: “Deus não fala, mas tudo fala de Deus.” São Paulo nos lembra na Carta aos Romanos que: “Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade se tornam visíveis à inteligência por suas obras.” (Rom 1,19)Você pode chegar a Deus olhando a natureza e olhando para dentro de você. Deus é silencioso e discreto; Ele não faz sua auto propaganda. Ele não coloca placas em cada rosa, em cada pássaro, ou em cada criança, com os dizeres: “Feito por Deus”. Ele não é como os homens. Ele não põe na embalagem das frutas o seu nome, e nem mesmo diz que o Seu produto é o “melhor” do comércio, como todos fazem.

Você nunca viu escrito nas ondas do mar e nem nas estrelas: “Criado por Deus”. O mundo é tão belo, tudo funciona tão automaticamente bem e de forma cientificamente tão perfeita, e silenciosa, que a filosofia moderna tende a eliminar a necessidade de Deus, como se tudo pudesse existir a partir do nada. Chegaram até a falar da “morte de Deus”.

A filosofia da “morte de Deus” desembocou na filosofia do desespero e da morte também do homem. São Tomás de Aquino disse que “quanto mais o homem se afasta de Deus, mais se aproxima do seu nada.” Há maravilhosas e complicadíssimas reações físico-químicas em todas as criaturas, mas você não vê o Físico-Químico responsável.

Há uma precisão matemática tão grande no movimento dos astros, que até acertamos o nosso relógio por eles, mas você não vê o grande Matemático desta obra. Ele não faz propaganda do seu Nome. Ele nunca aparece para receber os aplausos da platéia… Ele faz o Sol nascer todos os dias, rigorosamente… Ele faz a Lua girar em torno da Terra e refletir a luz do Sol… Ele faz cada Planeta girar em torno do Sol em uma órbita perfeitamente elíptica, com o astro rei no foco da cônica… Ele faz os elétrons girarem em torno do núcleo do átomo, obedecendo aos níveis de energia… Ele faz a terra germinar o grão e nascer a haste; a haste crescer e dar a espiga…

Jovem, você já pensou nisso? A natureza é como que um espelho através do qual se pode ver o “Rosto” de Deus. Ela é como uma “Carta de amor” que Ele escreveu para você. Aprenda a lê-la. É como aquele namorado apaixonado, que querendo demonstrar o seu amor à namorada escreveu o nome dela numa faixa de rua, depois, no muro da sua casa, e enfim, alugou um avião para poder jogar pétalas de rosas sobre a sua casa… Tudo para provar o seu amor!

Deus também faz assim conosco. Mas é preciso abrir os olhos para ver o seu amor. Nós estamos na Terra; um grão de areia no universo. Giramos ao redor do Sol com uma velocidade de 30 km/s ou 108 000 km/h; e o Sol gira ao redor da galáxia a 320 km/s, levando 250 milhões de anos para dar uma volta completa. Parece um sonho, mas é uma realidade, e nós estamos aí.

E é aí, como que no “ventre” do universo, na Terra, que a vida humana surgiu. Não sabemos se há vida em outros lugares; até agora nada há de confirmado pela ciência séria. Alguém disse que quando a vida humana surgiu na terra, “o universo exultou de alegria”. Foram necessários bilhões de anos para que a matéria inanimada chegasse até o homem, conduzida pela mão de Deus.

Os cientistas já sabem que há 300 milhões de anos a vida vegetal e animal já fervilhava sobre a face da terra. Quando o Gênesis narra a criação do mundo, de uma maneira poética mas reveladora, diz que após cada um dos seis dias, “Deus viu que tudo era bom”. (Gen 1, 10-25)

Tudo obedece um plano, uma idéia. Cada um de nós é um milagre da “engenharia” de Deus. Pense no seu cérebro, nas suas mãos, nos seus olhos…; e ainda mais, na sua inteligência, liberdade, vontade, capacidade de amar, sorrir, chorar, cantar, abraçar… Você é um milagre de Deus! O Deus é belo; a vida é bela; nada é absurdo!

Prof. Felipe Aquino

(http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/08/31/deus-nao-faz-propaganda/)

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