Papa Francisco tem 4 vezes mais retweets que Obama e é o líder mundial das redes sociais

BARCELONA, 27 Fev. 14 / 12:41 pm (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em impacto de suas mensagens no Twitter, onde é retuiteado quatro vezes mais que o presidente americano, e conseguiu converter-se em líder mundial nas redes sociais, conclui um estudo apresentado esta terça-feira no Mobile World Congress de Barcelona.

“O Papa tem que servir a todos, especialmente, os mais pobres, os mais frágeis, os menores” é o tweet emitido pelo Pontífice argentino que teve mais retweets na rede com 30.608 vezes, sem contar sua mensagem inicial em janeiro de 2013, destaca o trabalho feito por Aleteia, AdEthic e 3rdPlace, e apresentado pelo Arcebispo de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Cada publicação na citada rede social o Papa escreve gera uma média de 6.637 retweets, superando de longe os 2.309 de Obama a cada mensagem sua. Estes números colocam o Pontífice na posição de “líder mundial nas redes sociais”, superando figuras como o Dalai Lamba, a presidente argentina Cristina Kirchner, entre outras celebridades, afirma Claudio Zamboni, um dos membros do estudo.

O estudo leva em consideração que o Papa conta com 12 milhões de seguidores -nos 13 meses de conta oficial e somando suas contas em distintos idiomas-, enquanto que Obama supera os 40,9 milhões -em 72 meses de mandato- com uma frequência de publicações de 7,76 tweets diários, em relação aos 0,79 do Francisco.

No período de tempo estudado no relatório, as 49 milhões de menções acumuladas pelo Santo Padre só foram superadas pelo grupo musical One Direction e o cantor Justin Bieber, o que o situa como a terceira figura mais popular de Internet em 2013.

Sob o título “A Internet ama o Papa Francisco”, o estudo relaciona dados obtidos entre março e novembro de 2013 e revela o “grande seguimento do Papa Francisco, o potencial da mensagem social e ética na rede”, remarcou Card. Sistach.

Entendendo o fenômeno

O presidente e diretor da plataforma Aleteia, Jesús Colina, destacou que “um dos fatores originais deste Papa é que ele fala dos temas da vida cotidiana das pessoas e, assim, ele abrange todos os âmbitos, abordando questões de sociedade, política e ética, que são as que mais repercussão possuem na rede”.

Colina indicou que a resposta do Francisco sobre a homossexualidade, dizendo que ele não era ninguém para julgar a estas pessoas, obteve “um impacto fora do âmbito religioso” com uma grande capacidade de interpelar as pessoas.

Empatia com o público

Colina remarcou que estes fatos destacam que a tecnologia sozinha não basta, mas requer uma mensagem e sublinhou que um dos motivos pelos quais Francisco tem tanto impacto é pelo fato de que não se dedica a retransmitir o que foi dito anteriormente em uma homilia, mas “toca o coração” e simpatiza com as pessoas.

Uma dos desafios que espera o Papa Francisco, será a interatividade, pelo grande número de respostas e mensagens diretas que recebe o Pontífice, que não possui um celular e que se nega que outras pessoas escrevam as mensagens que ele posta pessoalmente nas redes sociais.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26771)

Dom Celli pede transmitir a ternura de Deus através da Internet

Dom Claudio Maria Celli. Foto: CNBB

HAVANA, 13 Fev. 14 / 12:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, afirmou durante um seminário de comunicação para bispos da América Central e do Caribe realizado em Havana (Cuba), que a conexão da Internet deve ir acompanhada de um verdadeiro encontro que transmita às pessoas a ternura de Deus.

“Não basta estar conectados, é necessário que a conexão vá acompanhada de um verdadeiro encontro. Precisamos de ternura. Nossos meios são convidados a comunicar a ternura de Deus para as pessoas. Não somos uma rede de cabos, mas de pessoas humanas”, enfatizou o Prelado.

Durante o evento, a autoridade vaticana assinalou que a pastoral da comunicação deve ter em conta o aumento do número de “nativos digitais”, quer dizer, aquelas pessoas que nasceram durante ou depois da revolução tecnológica e que fazem das novas tecnologias parte de sua vida cotidiana. “Nosso problema não é como nos aproximamos da realidade de hoje, mas como nos preparamos para os próximos anos, como acompanhamos este caminho e nos preparamos pastoralmente”, explicou.

Nesse sentido, indicou que houve um discernimento prévio antes de abrir a conta do Twitter @Pontifex. O desafio é “descobrir, com audácia e prudência, as formas mais adequadas e eficazes de comunicar a mensagem evangélica aos homens de nosso tempo”, e assegurou que a dimensão primitiva da comunicação evangelizadora é o testemunho.

Dom Celli disse que o magistério da comunicação passou de uma visão instrumental dos meios de comunicação a uma visão ambiental, pois os meios criam um ambiente de vida, o continente digital, onde vivem centenas de milhões de pessoas. “Eu não utilizo a Internet para evangelizar, mas evangelizo na Internet, habitando na Internet. Isto supõe uma mudança cultural de visão”, destacou.

Durante a sua exposição, a autoridade vaticana também aprofundou em alguns conceitos que o Papa Francisco destacou em sua mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, onde assinala que a comunicação é, definitivamente, uma conquista mais humana que tecnológica, e o poder da comunicação é a sua proximidade, vista da perspectiva da parábola do Bom Samaritano.

O representante vaticano concluiu afirmando que 60 milhões de pessoas recebem os tweets do Papa. “Isso significa entrar em diálogo, acompanhar o caminho dos seres humanos; uma Igreja que acompanha no caminho sabe colocar-se no caminho com todos, sem exclusões”, indicou.

Por sua parte, o Bispo de Holguín (Cuba), Dom Emilio Aranguren, expôs sobre a “Espiritualidade de comunhão e conversão pastoral”, onde afirmou que uma espiritualidade compartilhada e de comunhão será fundamental para conseguir a “verdadeira travessia” da mudança que implica a conversão pastoral “sem que nenhuma ovelha fique para trás”.

O Prelado assinalou que a evangelização “é fazer que a Boa Notícia de Jesus Cristo vá suscitando o encontro entre as pessoas em comunhão de vida e de fé”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26693)