Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2014

Foto News.va

VATICANO, 07 Fev. 14 / 01:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- Foi divulgada ontem a primeira mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude, que se celebra no Domingo de Ramos e que leva como título “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5, 3)

Queridos jovens,

Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.

A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de reflectir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).

1. A força revolucionária das Bem-aventuranças

É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.

Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.

As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.

Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.

2. A coragem da felicidade

O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).

Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.

Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.

3. Felizes os pobres em espírito…

A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?

Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.

O adjetivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.

Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).

São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.

Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.

Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.

Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.

Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).

4. … porque deles é o Reino do Céu

Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus conosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».

Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.

Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.

No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».

Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade.

Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir – de 2014.

FRANCISCO

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26669)

Os jovens falam sobre o Papado de Francisco

Passados mais de dez messes de Papado do Papa Francisco, os jovens dizem o que pensam e esperam do Sucessor de Pedro

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 03 de março de 2013 o conclave anunciava a fumaça branca que trazia uma novidade para a Igreja, o argentino JorgeMario Bergoglio, o primeiro Papa latino-americano, primeiro jesuíta e o primeiro Francisco. Passados mais de dez messes do seu Papado tudo ainda parece ser novidade, até mesmo para os jovens que estão sempre conectados a tudo que há de novo, e o que será que eles estão pensando e esperando desse Papa que quebra protocolos e até mesmo tira foto para as redes sociais?

Eles vão às ruas para lutar por seus direitos, estão conectados a um mundo na palma da mão em que suas fronteiras parecem não existir, usam as redes sociais para causar revoluções no desejo de um mundo mais justo e com mais amor. Então no meio de tudo isso aparece uma novidade, um senhor já velhinho como Papa que surpreende até os que estavam mais distantes da Igreja e os desafia a sair das teorias e amar na prática.  Usando as redes sociais eles falam tudo o que pensam e esperam do Papado de Francisco:

Ícaro Diniz: “Ele veio revigorar nossas forças”

Kelyane Abreu: “O Papa Francisco vem de fato, reconstruir a Igreja, não apenas fisicamente, a estrutura, mas a Igreja como um corpo, a mentalidade do ser Igreja, reavivar o apaixonamento pela Igreja”. Acredito que esse será um tempo de muitas mudanças, podas de arvores e como toda poda, poderá gerar grandes.

Newton Nascimento: “Ele me passa a certeza do Céu”. Vejo hoje, o Papa Francisco, como Jesus chegou no templo colocando os vendedores para fora, hoje por graça e condução de Deus, foi dada ao Papa esse serviço, que por sinal não é fácil.

Camilla Campos: “Penso que ele veio pra desconfundir a cabeça da galera”.

Jackson Soares : “A sua posição diante da questão da pobreza o torna mais amado ainda por todos”. O que se espera do seu papado é que ele continue essa obra de conscientização do mundo para ajudar os mais necessitados, rezar pela humanidade, buscar a paz.

Matheus Ferreira :” Penso que ele veio para quebrar vários padrões da igreja, e fazer surge um novo conceito de fé aos jovens”

Pedro Paulo Cardoso: “Ele é surpreende”. A começar pela escolha do seu “novo nome” Francisco, Por eu servir na minha paróquia como Catequista, tenho ele como um grande exemplo, pelo fato dele ser Jesuíta (uma congregação que se destaca pelo “Ser Catequista”) , ter sempre uma boa didática e uma forma fácil de falar sobre o Evangelho.

Italo Myke:  “Desde que saiu a fumaça branca na chaminé que eu choro”. Espero que ele nunca mude para poder dizer aos meus filhos, Esse é Francisco filho o Santo da minha geração.

João Pedro O Papa Francisco para os jovens é aquele Novo que há muito tempo estava sendo guardado.

Fernanda Carneiro Leal: “Outros o vêm como algo polêmico que do nada quer fazer mudanças. Amo o Papa, pois expressa seu amor não só por palavras, mas por atos bem concretos, quebrando protocolos”

Um Papa e um amigo.

Na sua grande maioria a certeza que os jovens transmitem é de encontrar um Papa e um amigo, que quebra protocolos para estar mais próximo, sempre mostrando que quem ama quer estar perto, quer seja respondendo cartas de quem o escreve ou tirando foto com a “galera” para as redes sociais, como aconteceu com três jovens na Basílica de São Pedro, no dia 28 de agosto, a foto foi publicada por Fabio Ragona na rede social Twitter e causou grande impacto na internet. Seus discursos desafiam a “geração Y” tão ligada no provisório e ao mesmo tempo o seu sorriso os motiva como alguém que diz: Contem comigo.

Em julho do ano passado  na cidade do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, Francisco não só fez apenas discípulos, fez também amigos entre todas as nações.

(Agência Zenit)

JMJ lança o DVD Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário das histórias de peregrinos, voluntários., e outro dos principais momentos e discursos

Por Redacao

RIO DE JANEIRO, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – A JMJ Rio2013 lança o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa” com venda nas principais lojas do País. O DVD traz a missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. Este filme destaca as principais músicas, que foram interpretadas nesta grandiosa cerimônia.

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário do diretor Cacá Diegues, Rio de fé, que mostra a Jornada por meio de histórias de peregrinos, voluntários, famílias de acolhida, e outro que mostra os principais momentos da visita e discursos do Papa Francisco no Rio, produzido pela Globo.

Sobre o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa”

Naquele domingo, o mundo estava de olho nas areias da Praia de Copacabana. As imagens transmitidas ao vivo mostravam 3,7 milhões de fiéis que acompanhavam atentamente o Papa Francisco. Era a missa de encerramento da primeira viagem internacional do primeiro Papa latino-americano. Um evento cheio de ineditismo. E, portanto, simbólico. A imprensa mundial transmitia ao vivo os detalhes do principal evento da JMJ Rio2013. Francisco fez um apelo aos jovens: que levassem ao mundo a palavra de Deus.

Esse DVD contém o registro dessa missa histórica. São quase duas horas de imagens surpreendentes. E mostra, com cenas aéreas inéditas, desde a saída do Papa Francisco da residência onde estava hospedado no alto do Sumaré, até a multidão de fiéis que lotaram Copacabana. Além da íntegra da missa, o DVD contém nos extras as músicas da Jornada Mundial da Juventude, o making of com depoimento de pessoas que trabalharam na organização do evento como Marco Mazzola, responsável pela direção geral, e padres e cantores que entoaram as músicas da missa. Também é possível conferir clipes exclusivos, que agora são lançados pela MZA Music / Sony Music.

Mas o ponto alto deste DVD se concentra mesmo na Missa de Envio. Naquele dia 28, o Papa começou o último dia de Jornada na Praia de Copacabana. Ele se dirigiu aos jovens e pediu mais participação. As palavras, os cânticos e até os momentos de silêncio comoveram os peregrinos como mostram as imagens. Surpreendentemente, depois de dias de chuva e frio, o sol apareceu para a missa de encerramento. A multidão deu à cidade do Rio de Janeiro uma cena inédita: 3,7 milhões de fiéis nas areias e ruas, segundo estimativa da organização. Uma lembrança inesquecível para Francisco, que viu tudo do alto ao ser trazido para o Forte de Copacabana de helicóptero. E que em seguida, pode sentir de perto a manifestação de fé de pessoas de todo o mundo ao percorrer o trajeto de papamóvel até o altar.

Outro momento, registrado neste DVD, foi a palavra do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao fazer um agradecimento emocionado ao Papa: “Sentimos que segunda-feira irá faltar alguém muito importante e próximo de nós, alguém que nos fez muito feliz e se aproximou de cada um com as suas palavras e seus gestos”. Em seguida, o Papa se dirigiu aos jovens e pediu mais participação.

As imagens também mostram a presidente Dilma Rousseff com colegas de outros países, como a presidente da Argentina, na primeira fila daquela multidão que acompanhava a missa. Por tudo isso, esse DVD passa a ser um documento único para católicos e também de seguidores de outras religiões. É o registro de um dos principais momentos de manifestação de fé do povo brasileiro de todos os tempos.

(Fonte: Agência Zenit)

Lançado DVD da visita do Papa Francisco ao Brasil

Cachoeira Paulista, 23 Set. 13 / 09:40 pm (ACI).- Lançado pelo Departamento de Audiovisuais (DAVI) da Canção Nova, o DVD duplo “#tamujunto com o Papa” traz momentos importantes da visita do Sumo Pontífice ao Brasil, realizada entre os dias 22 e 28 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013.

“A TV Canção Nova transmitiu na íntegra a primeira viagem internacional do Papa e, diante do rico conteúdo partilhado por ele em seus gestos e palavras de fé, coragem, amor e esperança, decidimos produzir esse álbum”, explica o Superintendente do DAVI, Rafael Cobianchi.

São aproximadamente duas horas e trinta minutos de imagens e discursos do Papa Francisco. Entre os registros estão: a missa no Santuário Nacional deNossa Senhora Aparecida; a Via-Sacra em Copacabana; a Missa de envio pela 28ª JMJ; a oração do Angelus Domini e o encontro com os jovens voluntários.

O DVD pode ser adquirido pelo site loja.cancaonova.com, pelo telefone (12) 3186-2600 ou nas lojas Canção Nova espalhadas pelo Brasil. Além de uma recordação para os admiradores de Francisco, é uma oportunidade para quem não acompanhou sua passagem pelo país saber como foi essa semana histórica para a Igreja no Brasil e no mundo.

Foi criado há 30 anos com o objetivo de viabilizar fitas cassetes e fitas de vídeo VHS das palestras feitas pelo fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, atualmente o DAVI desenvolve diversas atividades diretamente ligadas à criação, execução, venda e distribuição de produtos de evangelização (CDs, DVDs, LPOs – Livros Para Ouvir, livros, e-books, acessórios e vestuário feminino, masculino e infantojuvenil).

(Fonte: ACI Digital)

JMJ Rio 2013: agora é o momento mais importante para aprofundar esse acontecimento

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, reflete sobre a JMJ e a atualidade

Por Dom Orani Tempesta, O.Cist.

RIO DE JANEIRO, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – São muitas iniciativas que ocorrem desde que tivemos aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Na realidade, agora é que começamos a escutar a maioria das experiências e ouvir os ecos desse evento que mudou muitos paradigmas de nossa missão evangelizadora.

Para a mídia em geral, o evento já faz parte do passado, e exceto algumas notícias pontuais, não faz mais parte de suas preocupações maiores. Faz parte de nosso tempo de consumismo, descartável rápido. Mas de nossa parte, na realidade, agora é o momento mais importante para um aprofundamento dos acontecimentos.

Como Maria nós guardamos as ações e sinais de Deus em nossas vidas, em nossos corações, ou seja, em nossa mente – para saborear, aprofundar, rever, agradecer. A Primavera que iniciamos nos dá os sinais de que, após os “invernos” da vida e da história, inexoravelmente ocorre a primavera com sua mensagem de um novo nascimento. São sinais daquilo que celebramos de maneira plena na Páscoa: Jesus Ressuscitou! E nós O anunciamos a todos os povos.

Tenho participado de muitos encontros em que as experiências acabam sendo colocadas em comum, juntamente com o agradecimento a Deus por esse momento por nós vivido.

São muitos aspectos que seriam importantes aprofundar e refletir. Aos poucos iremos ecoando cada um deles. Nesta semana tivemos o testemunho de clubes de serviços e de empresa com preocupação ecológica. Dias atrás foram os militares e as forças armadas que deram seu testemunho. Cada dia no encontro com os padres tanto da Arquidiocese como das Dioceses do Regional, visitantes de outras cidades ou mesmo através da comunicação virtual os testemunhos são marcantes. Diga-se isso também das paróquias e vicariatos que se reúnem para momentos de ação de graças, testemunhos, partilhas.

A CNBB, através da Comissão Episcopal para a Juventude, ficou encarregada de organizar os passos seguintes à realização da JMJ. Assim como fez com a organização da peregrinação dos símbolos da Jornada: a cruz e o ícone de Nossa Senhora. Os encontros começam a acontecer, assim como a missão de dinamizar ainda mais o Setor Juventude.

Em nossa arquidiocese, um dos legados prometidos pela organização da JMJ foi a criação de um Instituto da Juventude, em termos e pessoas ainda em estudos. Foram muitos os legados e por isso necessitamos disso para levar adiante essa memória e cultivar as soluções para os novos desafios que sempre ocorrem. Foi um sinal de Deus muito importante e necessitamos continuar cultivando aquilo que foi colocado no coração e na vida de tantas pessoas.

Os outros legados: social, ecológico, cultural, humano, cívico e, principalmente religioso, também deverão aparecer melhor a cada dia no aprofundamento da reflexão. Aliás, se fôssemos recolher tantos testemunhos que chegam ou que expressam teríamos muitos volumes de livros publicados, que seriam para crescimento humano e espiritual das pessoas de boa vontade hoje e amanhã.

E isso não quer dizer que tudo tenha ocorrido bem e sem problemas. Tivemos e temos muita coisa a resolver ainda. Mas a ação de Deus superou toda a expectativa. Foi um investimento impagável para a vida de um povo, principalmente do jovem. As estatísticas de presença da Igreja no país retratam um pouco os dons que vivemos nesses dias e agora começamos a meditar em suas consequências.

O diálogo ecumênico e inter-religioso que foi aprofundado e que clama por mais passos também faz parte desse trabalho. Louvamos a Deus pelos frutos e pedimos que Ele continue nos conduzindo pelos caminhos do diálogo

Muitos comentaristas também estão dizendo que os gestos e os pronunciamentos do Papa Francisco seriam a primeira encíclica propriamente dele em seu pontificado de primeiro papa latino- americano da história. Para nós da América Latina foi também uma bela atualização e interpretação do Documento de Aparecida, principalmente em seus discursos aos Bispos do Brasil e do CELAM.

O acolhimento pelas famílias e paróquias, juntamente com a alegria de quem foi acolhido, a presença e o testemunho dos jovens pelas ruas, avenidas, locais de alimentação, nos transportes e nas celebrações, e a presença alegre e sorridente do Papa Francisco marcam de maneira esplendorosa a JMJ Rio 2013. Sobre esses assuntos, precisaremos nos debruçar com muito afinco e carinho. São preciosidades que necessitamos que venham à tona e nos ajudem a viver ainda mais intensamente a nossa vida e testemunho cristãos nestes tempos de tantas crises, violências, guerras e transformações.

Teremos ainda muitos passos a dar. Que, como Maria, estejamos sempre atentos aos sinais dos tempos e nos coloquemos à escuta do Senhor que nos chama a uma grande missão no mundo de hoje: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. A JMJ ainda está continuando a dar seus frutos nos corações das pessoas e na Igreja no Brasil.

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(Fonte: Agência Zenit)

No mundo, sem ser do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Correa, arcebispo de Belém do Pará

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Sabemos que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade! (Cf. 1 Tm 2, 4)  Mas estamos no mundo e com todos os riscos à salvação, envolvidos pelo terrível mistério do pecado. “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18). Em tempos recentes, o Santo Padre o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada, para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza, para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

     O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e  da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos, para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva.  Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

     Podemos acolher o Evangelho, para estar no mundo, sem ser ou se contaminar com o mundo, através de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém

(Fonte: Agência Zenit)

Equador: três mil jovens fazem promessa de castidade

Semana da família tem ainda 75 casamentos coletivos, um festival artístico e uma exposição dos grupos de leigos

Por Redacao

ROMA, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A arquidiocese de Guayaquil, no Equador, junto com a Pastoral da Família, organizou a Semana da Família entre os dias 16 e 22 de setembro, datas em que se realizaram na cidade várias atividades relacionadas com essa pastoral. O tema central de reflexão foi “Família, Escola de Fé”, com o lema “A minha família e eu serviremos ao Senhor”.

Ontem, 19 de setembro, foram emitidas na catedral metropolitana de São Pedro Apóstolo as promessas de castidade dos jovens. Todos os anos, mais de 3500 jovens fazem esse ato de fé, depois de terem passado por uma série de palestras de formação.

No dia 16 de setembro, houve missas em todas as paróquias em honra dos avós e dos netos. A terça-feira, 17, foi a jornada de formação em que sacerdotes, religiosos e leigos participaram da palestra formativa “A Família como Escola de Fé”, oferecida pela doutora Amparo Medina, presidente da Rede Pró-Vida Equador. Na quarta-feira, 18, aconteceu a consagração das mães grávidas e das crianças menores.

Nesta sexta-feira, 20 de setembro, foram celebrados os casamentos coletivos: 75 casais que, depois da prévia preparação para o sacramento do matrimônio, deram publicamente o testemunho do seu amor conjugal abençoado e fortalecido no Amor de Deus.

Amanhã, 21, a partir das 10h, acontece no colégio Bernardino Echeverría o Festival Artístico da Família, com apresentações organizadas por várias pastorais como a da Mulher, a Juvenil e outras pertencentes à arquidiocese, realçando a vida e a família.

A Semana da Família termina neste domingo, 22, com a exposição dos grupos de leigos, que apresentarão os seus carismas e convidarão as pessoas a participar ativamente, dentro e fora da Igreja, em iniciativas voltadas ao bem da família e da sociedade.

(Fonte: Agência Zenit)

Papa: Jovens, “nadem contra a corrente”!

Jovens, “nadem contra a corrente”, “sejam corajosos”, “façam barulho”!
Na audiência de hoje, no Vaticano, com 500 peregrinos de Piacenza, em Roma para o Ano da Fé, o Papa Francisco exortou os jovens a “construir um futuro de beleza, bondade e verdade”

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 28 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Para o Papa Francisco a audiência desta tarde na Basílica Vaticana com 500 jovens da diocese de Piacenza-Bobbio, em uma peregrinação a Roma para o Ano da Fé, não foi um só um compromisso a mais na sua agenda papal. Pelo contrário, foi um momento de diversão e alegria, porque ele disse claramente: “Eu gosto de estar com os jovens”.

Ele gosta – explicou – porque os jovens têm em seus corações “uma promessa de esperança” são “artífices do futuro”, “buscadores da beleza” e “profetas de bondade” e é bom estar com quem tem nas mãos a capacidade de construir um mundo melhor.

A reunião foi “organizada” pelo bispo de Piacenza, Mons. Gianni Ambrosio, que, acompanhando os jovens a Roma nos lugares da fé, pediu ao Santo Padre para concluir esta bela experiência com uma audiência privada com os peregrinos. E o Papa, como sempre, não deu desculpas, pelo contrário, disse: “faço-o com prazer”.

“Obrigado por esta visita – disse na abertura do seu discurso improvisado -. O bispo falou que fiz um grande gesto ao vir aqui, mas o fiz com ‘egoísmo’, sabem por quê? Porque gosto de estar com vocês”.

E acrescentou: “Quando me dizem: mas, padre, que tempos ruins, estes… Olha, não é possível fazer nada! Como não é possível fazer nada? E explico que muita coisa pode ser feito!”. Mas quando – continuou ele – “um jovem me diz: Que maus tempos, estes, padre, não podemos fazer nada!, eu o mando falar com um psiquiatra, hein?”, porque “não dá para entender um jovem, um rapaz, uma moça, que não queiram fazer algo grande, apostar em grandes ideais para o futuro, não? Depois, farão o que puderem, mas a aposta é por coisas grandes e bonitas”.

No coração de cada jovem há “três desejos”, disse o Papa Bergoglio. A vontade da beleza: “Vocês gostam da beleza, são buscadores de beleza”. A vontade da bondade: “vocês são profetas da bondade. Vocês gostam de ser bons e esta bondade é contagiosa, ajuda todos os outros…”. Finalmente, a vontade, mais ainda, a “sede” de verdade. Estão enganados aqueles que acreditam ter a verdade, advertiu o Papa, “porque não se tem a verdade, não a trazemos”, mas “se encontra”, é “um encontro com a verdade que é Deus, mas é preciso buscá-la”.

Papa Francisco, portanto, incentivou os jovens a levar adiante esses três desejos, a fim de construir um “futuro com a beleza, com a bondade e com a Verdade”. Para o Bispo de Roma este é um verdadeiro e real “desafio”, por isso as novas gerações devem ser sempre ativas e positivas, porque “se um jovem é preguiçoso ou é triste então aquela beleza não será beleza, aquela bondade não será bondade e aquela verdade não será tal”.

“Apostar em um grande ideal, e o ideal de fazer um mundo de bondade, beleza e verdade – é a exortação do Papa – isso, vocês tem o poder de fazê-lo”. Então dirigiu aos presentes o mesmo incentivo dado aos jovens argentinos participantes na JMJ: “Coragem. Vão em frente. Façam barulho, hein? Onde há jovens deve haver ruído. Depois, as coisas se ajeitam, mas o entusiasmo de um jovem deve fazer barulho sempre”.

“Vão em frente – insistiu o Papa – e acima de tudo sempre na vida existirão pessoas que vos farão propostas para freiar, para bloquear seu caminho. Por favor, nadem contra corrente. Sejam corajosos, corajosos. Dizem para vocês: Mas, toma um pouco de álcool, toma um pouco de droga… Não! Vocês devem ir na contramão dessa civilização que nos está fazendo tanto mal”.

“Entenderam isso? – concluiu Bergoglio – ir contra a corrente e isso significa fazer barulho. Ir em frente, mas com os valores da beleza, da bondade e da verdade”.

Em conclusão, o Papa desejou aos jovens peregrinos “todo o bem, um bom trabalho, alegria no coração”; depois rezou junto com eles à Nossa Senhora que “é a Mãe da beleza, a Mãe da bondade e a Mãe da Verdade”, para que “nos dê a graça da coragem para seguir em frente e ir contra a corrente”.

Depois da Ave Maria, finalmente, o pedido de sempre:. “Orem por mim, porque este trabalho é duro”. Entre os aplausos e em um clima de grande entusiasmo, Francisco cumprimentou todos os meninos e meninas presentes. Saindo, se deu conta de que faltavam outras pessoas para cumprimentar e voltou atrás para não deixar ninguém ir para casa sem o abraço do sucessor de Pedro.

Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira

(Fonte: Agência Digital)

45 jovens da JMJ Rio 2013 pedem refúgio

RIO DE JANEIRO, 26 Ago. 13 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Cinco peregrinos que participaram da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro, presidida pelo Papa Francisco, pediram às autoridades do Brasil que sejam considerados como “refugiados”, confirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Os jovens chegados do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo elevaram esta solicitude alegando que em seus países sofrem “perseguição” e “ameaças” por professar a fé católica.

Segundo ACNUR, a arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu 40 solicitações para intermediar nos processos de refúgio e a arquidiocese de São Paulo outras cinco.

Os pedidos deverão ser analisados agora pelo Comitê Nacional de Refugiados (CONARE), organismo dependente do Ministério de Justiça do Brasil.

Os jovens são “assistidos, alojados e alimentados” de forma provisória por voluntários católicos e autoridades municipais.

(Fonte: ACI Digital)

Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz

“Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz deles”, Papa Bento XVI no Youcat
Apresentação do livro “Inquietações de uma alma”, de Jerônimo Lauricio, grande pioneiro na divulgação do YOUCAT no Brasil

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 27 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Corria a Jornada Mundial da Juventude Rio2013. A alma inquieta por tudo o que Deus inspirava naqueles dias. Acompanhado de muitos peregrinos, paradoxalmente, era possível também experimentar o silêncio; silêncio, porém, diferente, preenchido por Cristo, pelas palavras do Papa, pelos testemunhos que se recebia a cada momento; tudo isso criava um ambiente muito propício para formular perguntas profundas no coração. O espírito sentia-se atraído às mais altas e puras montanhas da fé e cresciam com isso as “inquietações da alma”.

Certo dia, a fome já se fazia sentir quando procurei tranquilizá-la em um restaurante ali mesmo na orla de Copacabana. Encontrei-o quase vazio – ilusão de poucos minutos, já que uma multidão de mais de três milhões de jovens começava a sentir o mesmo que eu.

Foi aí, nesse restaurante, que escutei um “bom dia”, seguido do meu nome. Vinha de um rapaz educado, alegre, muito simpático, que irradiava uma fé límpida e profunda. E repetiu o meu nome, pois tinha me reconhecido pela foto do facebook. Vinha acompanhado de um jovem estrangeiro voluntário na JMJ. Sentamos na mesma mesa e começamos a conversar, enquanto esperávamos os nosso pedidos, que de fato, demorou…

Aquele era mais um dos tantos amigos que fazia na JMJ, pensei. Porém, ao final do almoço ganhei de presente um livro que iria registrar de modo especial aquele encontro. O nome do livro: “Inquietações de uma alma” e o autor, Jerônimo Laurício. Até dedicatória recebi.

Me surpreendi pelo título e que Jerônimo Laurício era esse jovem e simpático rapaz que tinha almoçado comigo, autor do livro e do presente que acabava de receber. Chamou-me a atenção tudo isso porque o título do livro era como uma resposta providencial de leitura para o que se vivia na JMJ: “Inquietações de uma alma”.

Bernhard Meuser, jornalista alemão, conhecido escritor católico na área de Espiritualidade, coautor e editor chefe do YOUCAT escreveu o prefácio da obra. Bernhard agradece “de coração ao meu amigo Jerônimo pelo gigantesco trabalho pioneiro na divulgação do YOUCAT no Brasil”, além de que “Seu próprio livro é o testemunho de uma grande alma e de uma mente afiada.”

“Inquietações de uma alma, entre a sabedoria da pergunta e o silêncio inteligente”, é mais do que um simples livro, porque pode se tornar um excelente exercício de reflexão pessoal, no silêncio, mas, não só no silêncio, em um “silêncio inteligente”.

Trata-se de 22 cartas escritas para o leitor. De forma progressiva, cada capítulo termina com o exercício desse “silêncio inteligente”, suscitando na alma questionamentos profundos e existenciais que convidam a ir à águas mais profundas, respeitando o tempo do espírito, quase de forma imperceptível.

“Diante de tantos recursos tão rápidos e eficientes neste universo da comunicação, corremos o risco de deixar nossa ‘amiga cartinha’ no porão das nossas relações”, escreve Jerônimo na primeira carta intitulada “O homem como uma pergunta”. Como dizia Platão: “Uma vida não questionada não merece ser vivida”.

Cada uma dessas cartas traz uma marca do Papa emérito Bento XVI, por meio de um texto selecionado do pontífice, porque “para perguntas últimas só cabem respostas últimas” e como dizia o Papa Bento, e citado na obra de Jerônimo na primeira carta: “Não nos cansemos na busca da Verdade. Ao contrário, permaneçamos a caminho como os grandes que ao longo da história lutaram e procuraram, com as suas respostas e com suas inquietações pela Verdade. E eles compreenderam e nos ensinaram que ela está semper para além de cada resposta individual.”

Fica aí uma sugestão para os nossos leitores, “Inquietações de uma alma”, Jerônimo Lauricio, editora Palavra e Prece, pode ser adquirido pelo site: www.palavraeprece.com.br

(Fonte: Agência Zenit)

Participantes da JMJ Rio2013 receberão indulgência

VATICANO, 09 Jul. 13 / 01:08 pm (ACI).- O Vaticano divulgou a promulgação do decreto no qual o Papa Francisco concede indulgência aos participantes da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, assinado dia 2 de julho pela Penitenciaria Apostólica.

De acordo com o texto, a indulgência pode ser recebida por todos os que participarem da JMJ, inclusive por aqueles que por algum motivo legítimo não possam assistir ao evento e o façam espiritualmente. Esta graça supõe, além disso, as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística eoração pelas intenções do Papa.

Segundo o decreto, a Indulgência parcial será concedida aos fiéis, onde quer que se encontrem durante a Jornada, que rezarem fervorosamente pelas intenções do Papa Francisco, concluindo com a oração oficial da JMJ Rio2013. Os fiéis devem invocar a Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros patronos e intercessores da Jornada, além de se confessar e comungar.

Confira o decreto na íntegra:

 PENITENCIARIA APOSTÓLICA

RIO DE JANEIRO

DECRETO

Concede-se o dom das Indulgências por ocasião da “XXVIII” Jornada Mundial das Juventude”, que será celebrada no Rio de Janeiro durante o corrente Ano da Fé.

O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”, na Audiência concedida no passado 3 de Junho ao subscrito Cardeal Penitenciário-mor, manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Beatíssima Virgem Maria e de todos os Santos, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:

a.- concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) e ainda aplicável a modo de sufrágio pela almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem nos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.

Os fiéis legitimamente impedidos, poderão obter a Indulgência plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados, desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social;

b.- concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.

Para que os fiéis possam mais facilmente participarem destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas, pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”.

O presente Decreto tem validade para este encontro. Não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, na Sede da Penitenciaria Apostolica, no dia 24 de Junho do ano do Senhor de 2013, na solenidade de São João Batista

Manuel Card. Monteiro de Castro

Penitenciário-mor

 Mons. Krzysztof Nykiel

Regente

 L. + S.

Prot. N. 297/13/I