Nunca compartilhei a ideologia marxista porque ela é falsa, diz o Papa Francisco

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco foi acusado recentemente, sobre tudo por alguns meios e indíviduos nos Estados Unidos, de ser “marxista”, logo após publicar sua exortação apostólica Evangelii Gaudium em 2013. Em sua última entrevista à imprensa o Santo Padre precisa que nunca compartilhou essa ideologia porque é falsa.

Em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación (Argentina) e Corrriere della Sera (Itália), o Santo Padre afirma que não o incomodou “para nada” que o tenham qualificado de marxista logo depois da publicação de sua exortação, na qual apresenta uma espécie de “plano geral” de Nova Evangelização.

“Nunca compartilhei a ideologia marxista, porque ela é falsa, mas conheci muitas pessoas boas que professavam o marxismo”, afirmou.

O Santo Padre explica logo por que lhe importa tanto chegar aos pobres e precisa que “o Evangelho condena o culto à riqueza. O pauperismo é uma das interpretações críticas. Na Idade Média, havia muitas correntes pauperistas. São Francisco teve a genialidade de colocar o tema da pobreza no caminho evangélico. Jesus diz que não se pode servir a dois amos, Deus e o dinheiro”.

“E quando formos julgados ao final dos tempos (Mateus, 25), nos perguntarão sobre nossa proximidade com a pobreza. A pobreza nos afasta da idolatria e abre as portas à Providência. Zaqueu entrega a metade de suas riquezas aos pobres. E a quem tem seus celeiros cheios de seu próprio egoísmo o Senhor, ao final, pedir-lhes-á contas. Acredito ter expressado bem meu pensamento sobre a pobreza no Evangelii Gaudium’”.

Sobre a globalização, o Santo Padre diz que é certo que “salvou da miséria muitas pessoas, mas condenou a muitas outras a morrer de fome, porque com este sistema econômico se torna seletivo”.

“A globalização sobre a qual a Igreja pensa não se parece com uma esfera em que cada ponto é equidistante do centro e na qual, portanto, perde-se a particularidade dos povos, e sim um poliedro, com suas diversas facetas, no que cada povo conserva sua própria cultura, língua, religião, identidade”.

O Papa disse ainda que “a atual globalização ‘esférica’ econômica, e sobre tudo financeira, produz um pensamento único, um pensamento débil. E em seu centro já não está a pessoa humana, só o dinheiro”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26797)

Papa Francisco sobre abusos: Ninguém tem feito tanto como a Igreja Católica para combatê-los

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco ressaltou que nenhuma instituição no mundo tem feito tanto a respeito do drama dos abusos sexuais contra menores que a Igreja Católica, e,  entretanto, é a única a ser atacada.

Assim indicou o Santo Padre em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación, da Argentina, e Corriere della Sera, da Itália, em que o Pontífice fala de diversos assuntos de importância como a família, a regulação natural da natalidade, os pobres, a globalização, entre outros.

Na entrevista, perguntam-lhe ao Papa: “os escândalos que perturbaram a vidada Igreja já ficaram felizmente atrás. Sobre o delicado tema do abuso de menores, os filósofos Besancon e Scruton, entre outros, pediram-lhe que alce sua voz contra o fanatismo e a má fé do mundo secularizado que respeita pouco à infância”.

O Papa Francisco respondeu o: “quero dizer duas coisas. Os casos de abusos são tremendos porque deixam feridas muito profundas. Bento XVI foi muito valente e abriu o caminho. E seguindo esse caminho a Igreja avançou muito. Talvez mais que ninguém”.

O Santo Padre disse além que “as estatísticas sobre o fenômeno da violência contra as crianças são impressionantes, mas mostram também com claridade que a grande maioria dos abusos provém do entorno familiar e das pessoas próximas”.

“A Igreja Católica –concluiu o Papa– talvez seja a única instituição pública que se moveu com transparência e responsabilidade. Nenhuma outra fez tanto. E, entretanto, a Igreja é a única a ser atacada”, declarou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26798)

Terror na Bélgica: o rei Felipe aprovou a lei da eutanásia infantil

A prática é desumana e destrói os fundamentos da nossa sociedade, dizem os líderes religiosos belgas. Torna-se no primeiro país do mundo que não estabelece requisitos de idade

Por Ivan de Vargas

ROMA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – O rei Felipe da Bélgica sancionou na segunda-feira (3), a lei da eutanásia infantil que autoriza terminar com a vida de uma criança sem limite de idade. De acordo com a nova legislação, serão suficientes duas opiniões médicas e o conselho de um psicólogo juvenil ou psiquiatra. Além disso, os pais deverão dar o seu consentimento por escrito.

O parlamento belga aprovou em meados de fevereiro uma extensão da lei da eutanásia, para que as crianças e adolescentes suficientemente maduros possam optar por ela em circunstâncias muito restritas, quando padeçam de um “sofrimento físico insuportável e a sua morte a curto prazo seja inevitável”.

A assinatura do monarca era um ato puramente simbólico, embora indispensável para a entrada em vigor da norma.

O rei Alberto, pai do atual monarca, assinou em 2002 a lei da eutanásia, um ato realizado “como instituição e para não bloquear o processo democrático”.

Durante meses, as formações políticas discutiram sobre esta polêmica medida. A eutanásia pediátrica contou com o apoio dos socialistas e liberais valões e flamengos, dos verdes e do partido separatista flamengo N-VA. Mantiveram-se contra os Democratas cristãos valões e flamengos e o partido Vlaams Belang.

Inúmeros profissionais médicos reagiram violentamente a uma lei que eles concordam que não responde a nenhuma demanda da sociedade e nem do setor sanitário.

A legislação deplorável também tem recebido as críticas do primeiro Congresso Internacional de Cuidados Paliativos Pediátricos realizado na Índia e que incluiu na sua declaração final um “apelo urgente ao Governo belga para reconsiderar a sua decisão”.

Os especialistas reunidos no congresso internacional defenderam que todos os menores em estado terminal devem ter acesso aos meios adequados para controlar a dor e os sintomas, bem como a cuidados paliativos de alta qualidade. “Acreditamos que a eutanásia não faça parte da terapia paliativa pediátrica e não seja uma alternativa”, diz o texto publicado pelos meios de comunicação belgas.

Enquanto isso, os líderes das grandes religiões da Bélgica (cristãos, muçulmanos e judeus) têm mostrado repetidamente a sua rejeição da lei. Neste sentido, no dia 6 de novembro emitiram uma declaração opondo-se à legalização da eutanásia para menores. “A eutanásia das pessoas mais vulneráveis ​​é desumana e destrói as bases da nossa sociedade”, denunciavam. “É uma negação da dignidade dessas pessoas e as deixa ao critério, ou seja, à arbitrariedade de quem decide”, acrescentavam .

Na nota, divulgada pela agência Cathobel, os líderes religiosos destacavam que são “contra o sofrimento físico e moral, especialmente das crianças”, mas explicavam que “propor que os menores possam eleger a sua própria morte é um modo de falsificar a sua faculdade de julgar e portanto a sua liberdade”. Expressamos o nosso firme desejo diante do risco de banalização crescente de uma realidade tão grave”, concluíram .

Os líderes religiosos da Bélgica também afirmaram em outra mensagem conjunta que “a eutanásia das pessoas mais frágeis é desumana e destrói as bases da nossa sociedade”, e acrescentou que “é uma negação da dignidade dessas pessoas e as deixa para a arbitrariedade de quem decide”.

(Trad.TS)

(Zenit)

Papa Francisco: A cruz da perseguição está sempre presente no caminho cristão

Foto referencial: ACI Prensa

Vaticano, 04 Mar. 14 / 01:19 pm (ACI).- Na homilia de hoje em sua Missamatutina na Capela da Casa da Santa Marta, o Papa Francisco refletiu hoje sobre os cristãos perseguidos em todo mundo e martirizados por ódio à fé, e assegurou que “a cruz está sempre no caminho cristão”.

Comentando a passagem do Evangelho de hoje, em que Pedro diz a Jesus: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’, o Papa enfatizou a resposta de Jesus: “Eu garanto a vocês que quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim receberá cem vezes mais agora, durante esta vida“, mas acrescentou “junto com perseguições”.

Segundo a informação difundida pela Radio Vaticano, o Santo Padre comentou: “Como se (Jesus) quisesse dizer: Sim, vocês deixaram tudo e receberão aqui, na terra, muitas coisas, com perseguições. Como uma salada temperada com o óleo da perseguição, sempre! Este é o ganho do cristão e este é o caminho para quem deseja seguir Jesus, porque é o caminho criado por Ele. Ele foi perseguido! É o caminho do abaixamento, aquele caminho que Paulo disse aos Filipenses: Ele se abaixou. Se fez homem e se humilhou até a morte, morte de cruz’. Esta é a tonalidade da vida cristã”.

Nas Bem-Aventuranças Jesus diz: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos por causa de mim”. Os discípulos, logo depois da vinda do Espírito Santo, começaram a pregar o Evangelho e tiveram início as perseguições. Pedro foi preso, Estevão foi morto e ainda hoje morrem muitos outros discípulos. “A cruz sempre está no caminho cristão. Teremos muitos irmãos, irmãs, mães e pais na Igreja na comunidade cristã, mas teremos também perseguições”, frisou ainda o Papa.

“O mundo não tolera a divindade de Cristo. Não tolera o anúncio do Evangelho. Não tolera as Bem-Aventuranças. Eis a perseguição, com palavras, calúnias, com as coisas que diziam dos cristãos nos primeiros séculos, as difamações, o cárcere. Nós esquecemos facilmente. Pensemos nos cristãos, sessenta anos atrás, nos campos, nas prisões nazistas e comunistas. Eram muitos! Hoje temos mais cultura e estas coisas não existem? Existem! Hoje, existem muito mais mártires do que nos primeiros tempos da Igreja.”

“Muitos irmãos e irmãs que testemunham Jesus são perseguidos. São cristãos que não podem nem ter a Bíblia consigo”, remarcou.

“São condenados porque possuem uma Bíblia. Não podem fazer o sinal da cruz. Este é o caminho de Jesus, mas é um caminho de alegria, porque o Senhor nunca nos prova além daquilo que podemos suportar”.

“A vida cristã não é um obter vantagem comercial, não é uma carreira: é simplesmente seguir Jesus! Mas quando seguimos Jesus acontece isso. Pensemos se temos dentro de nós o desejo de ser corajosos no testemunho de Jesus. Pensemos nos irmãos e irmãs que hoje não podem rezar juntos, porque são perseguidos; não podem ter a Bíblia porque são perseguidos.”

O Papa convidou a pensar nos irmãos proibidos de irem à missa: “Muitas vezes eles se reúnem em segredo com um sacerdote e fazem de conta que estão tomando um chá e ali celebram a missa. Isso acontece hoje”, disse ainda Francisco.

O Santo Padre exortou a pensar se estamos dispostos a carregar a cruz como Jesus, como fazem muitos irmãos e irmãs que hoje são humilhados e perseguidos.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26788)

Papa Francisco tem 4 vezes mais retweets que Obama e é o líder mundial das redes sociais

BARCELONA, 27 Fev. 14 / 12:41 pm (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em impacto de suas mensagens no Twitter, onde é retuiteado quatro vezes mais que o presidente americano, e conseguiu converter-se em líder mundial nas redes sociais, conclui um estudo apresentado esta terça-feira no Mobile World Congress de Barcelona.

“O Papa tem que servir a todos, especialmente, os mais pobres, os mais frágeis, os menores” é o tweet emitido pelo Pontífice argentino que teve mais retweets na rede com 30.608 vezes, sem contar sua mensagem inicial em janeiro de 2013, destaca o trabalho feito por Aleteia, AdEthic e 3rdPlace, e apresentado pelo Arcebispo de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Cada publicação na citada rede social o Papa escreve gera uma média de 6.637 retweets, superando de longe os 2.309 de Obama a cada mensagem sua. Estes números colocam o Pontífice na posição de “líder mundial nas redes sociais”, superando figuras como o Dalai Lamba, a presidente argentina Cristina Kirchner, entre outras celebridades, afirma Claudio Zamboni, um dos membros do estudo.

O estudo leva em consideração que o Papa conta com 12 milhões de seguidores -nos 13 meses de conta oficial e somando suas contas em distintos idiomas-, enquanto que Obama supera os 40,9 milhões -em 72 meses de mandato- com uma frequência de publicações de 7,76 tweets diários, em relação aos 0,79 do Francisco.

No período de tempo estudado no relatório, as 49 milhões de menções acumuladas pelo Santo Padre só foram superadas pelo grupo musical One Direction e o cantor Justin Bieber, o que o situa como a terceira figura mais popular de Internet em 2013.

Sob o título “A Internet ama o Papa Francisco”, o estudo relaciona dados obtidos entre março e novembro de 2013 e revela o “grande seguimento do Papa Francisco, o potencial da mensagem social e ética na rede”, remarcou Card. Sistach.

Entendendo o fenômeno

O presidente e diretor da plataforma Aleteia, Jesús Colina, destacou que “um dos fatores originais deste Papa é que ele fala dos temas da vida cotidiana das pessoas e, assim, ele abrange todos os âmbitos, abordando questões de sociedade, política e ética, que são as que mais repercussão possuem na rede”.

Colina indicou que a resposta do Francisco sobre a homossexualidade, dizendo que ele não era ninguém para julgar a estas pessoas, obteve “um impacto fora do âmbito religioso” com uma grande capacidade de interpelar as pessoas.

Empatia com o público

Colina remarcou que estes fatos destacam que a tecnologia sozinha não basta, mas requer uma mensagem e sublinhou que um dos motivos pelos quais Francisco tem tanto impacto é pelo fato de que não se dedica a retransmitir o que foi dito anteriormente em uma homilia, mas “toca o coração” e simpatiza com as pessoas.

Uma dos desafios que espera o Papa Francisco, será a interatividade, pelo grande número de respostas e mensagens diretas que recebe o Pontífice, que não possui um celular e que se nega que outras pessoas escrevam as mensagens que ele posta pessoalmente nas redes sociais.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26771)

O hábito de organizar a vida sem Deus, causou uma ruptura na transmissão da fé

Cardeal Ouellet abre a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 25 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Teve início nesta terça-feira, 25 de fevereiro, no Vaticano, a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) sobre a “Emergência Educativa e a transmissão da fé aos jovens latino-americanos”. Na abertura, o Cardeal Marc Ouellet, presidente da CAL, fez a palestra “Significado do Pontificado de Francisco para a América Latina: exigências e responsabilidades”.

Em entrevista a Rádio Vaticano, o cardeal Ouellet explicou que o tema da Plenária pretende dar continuidade ao tema da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Portanto, haverá um momento dedicado à avaliação da JMJ, quando o Cardeal Scherer fará a conferência: “A JMJ do Rio: exigências e desafios levantados para a Igreja brasileira e latino-americana”.

Sobre a emergência educativa, Ouellet destacou que o secularismo está se difundindo também na América Latina, e “o hábito de organizar a vida sem Deus, causou uma ruptura na transmissão da fé”.

Outro tema importante a ser discutido na Plenária é a família. “A família é um recurso para a nova evangelização, o testemunho do amor é fecundo para a sociedade”, afirmou o cardeal.

Na quarta-feira, o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, falará sobre “A formação na fé das novas gerações cristãs”.

Conforme notícia da Rádio Vaticano, os trabalhos concluir-se-ão na sexta-feira (28), com a apresentação de um projeto de “Recomendações pastorais” sobre o tema da Assembleia. Sexta-feira às 11 horas os participantes serão recebidos em audiência pelo Papa.

Cerca de 25 cardeais e arcebispos da América Latina compõem a Comissão. Os cardeais brasileiros Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno Assis, membros da CAL, também participam da Plenária.

A Pontifícia Comissão para a América Latina é um órgão da Cúria Romana, instituído em 21 de abril de 1958 pelo Papa Pio XII, a fim de estudar os problemas da vida católica, da defesa da fé e da propagação da religião na América Latina. Também visa apoiar o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e coordenar os organismos da cúria em questão.

(Zenit)

“O melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”, diz mãe de 18 filhos

Rosa Pich apresenta hoje, na cidade de Pamplona, Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – É cada vez mais difícil ver uma família com mais de dois ou três filhos… agora, imaginar uma com dezoito é algo que supera até os contos de fadas ou os nossos avós.

Pois bem, hoje, Rosa Pich está apresentando na cidade de Pamplona, na Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

“É um livro muito prático para católicos, protestantes, budistas… Está pensado para uma família com um ou dois filhos, porém escrito a partir da experiência de ter 18 e de ter vindo de uma família numerosa”, diz Pich em entrevista concedida ao jornal Diário de Navarra.

Rosa Pich e seu marido Chema Postigo, de 48 e 53 anos respectivamente têm 18 filhos. Ela vem de uma família com 15 irmãos e ele de uma com 14. Casaram-se quando ela cumpriu 23 anos e ele 28.

Apesar da contrariedade dos médicos seguiram adiante. Disse rosa que “Três dos nossos filhos morreram com doenças do coração severas e o médico nos disse: ‘Não tenham mais filhos’.

Pensando na educação que queriam oferecer aos seus filhos Pich afirmou que “o melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”.

Alimentação e ajuda

Como alimentar um exército tão grande? “Não comemos só frango”, já que, como afirmou a mãe, dois frangos são suficientes para toda a família. “Primeiramente preparamos um quilo de arroz ou espaguete, que custa entre 0,80 e 0,90 centavos e enche muito. Somos de comer muito macarrão. Os meus filhos são esportistas e comilões. Além do mais, não faz falta comer tanta carne. E acompanhamos tudo com pão”. Uma média de 10 barras de pão por dia, aproveitando o desconto de 0,20 centavos que uma padaria oferece para a família.

Recebem alguma ajuda do Estado? “A única é da Renfe. O Estado tem que se mexer. É necessário incentivar a natalidade, porque nos transformaremos em um país de velhos. O problema não é a falta de comida, porque se desperdiça. O problema é que está mal distribuída”.

Ter filhos é ser feliz

Rosa comentou que o pior não é ter filhos aos 40, mas ficar só nessa idade. “Ter filhos é ser muito feliz”, disse. “Parece-me que é preciso aprender que é possível viver com muito pouco. O importante – destacou Pich – e o que a cada dia como mãe tento ensinar aos filhos, é que é preciso dar-se aos demais e desde muito pequeno. Na rua vemos muita gente triste e é por não pensar nos demais”.

Obviamente que uma família tão numerosa não é um convento de monjas. Diz Rosa Pich que “Na minha casa existem momentos de caos, caos. Um precisa cortar o cabelo, outro aconteceu algo na escola… Mas é preciso buscar um momento para si mesmo. As vezes digo: ‘Mamãe está saindo’. Fecho a porta e dou uma volta no quarteirão. Também, depois de comer e jantar, temos um momento de conversa e depois cada um pega seu livro”.

Concluindo a entrevista ao Diario de Navarra Pich quis deixar uma palavra aos seus pais: “Obrigado, obrigado, obrigado.  Ser uma família numerosa implica muitas renúncias e eles me deram tudo e sempre com alegria. Mãezinha, lembro-me que eu lhe perguntava: e quando você vai descansar? E me respondia: “na outra vida”.

(Zenit)

Brasil oferece muitos retiros para as pessoas que querem pular o carnaval com estilo cristão

Lita de retiros que vão acontecer por todo o Brasil

Por Redacao

BRASíLIA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Há poucos dias do carnaval, a Igreja no Brasil, por meio das suas dioceses, movimentos e comunidades oferece várias opções para que os cristãos aproveitem os dias de folga para louvar a Deus e participar de retiros espirituais.

Confira abaixo, a lista que apareceu hoje no site dos Jovens Conectados, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

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BAHIA

Ubaíra
Acampa da Alegria da Comunidade O Coração Adorador, de 28/02 a 04/03
+ informações: (71) 9102-1174 (Diogo)/ 9166-3927 (Ene) / 8632-0110 (Geórgia)

CEARÁ

Bela Cruz
Retiro da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz e Comunidade Católica Aliança com Maria
+ informações: i88) 9962 9575 (falar com Gisele) ou pelo email giselesilveira_bc@hotmail.com

Cariré
Paróquia de Santo Antônio (Diocese de Sobral) e Comunidade Católica Shalom promovem o “Renascer 2014″, de 1º a 04/03 – Local: Escola Marieta Cal´s

RCC Ceará
Encontro de Carnaval “Renovar”: em todas as comunidades ou grupos de oração da Renovação Carismática Católica nas mais de 121 paróquias de Fortaleza e cidades do interior do Estado do Ceará.
+ informações: 85 8775.6470 – www.rccceara.org – comunicadoresceara@gmail.com

DISTRITO FEDERAL

Samambaia
VI LOUVAR-TE, encontro de carnaval realizado pelo Movimento Missionário Eis-me Aqui (Paróquia Nossa Senhora das Graças), de 1º a 04/03
+ informações: página Facebook M. M. Eis-me Aqui / telefones (61) 9343-6179 | 3359-2010
MINAS GERAIS

Ituiutaba
Acampamento de Carnaval Curados Pelo Amor, de 1º a 04/03
Tema: “Buscai as coisas do Alto” (Col 3,1)
+ informações: (34) 96681154/9999 7792

PARANÁ

Jacarezinho
RCC promoverá 15 encontros de carnaval simultaneamente
+ informações e inscrições: www.encontrodecarnaval.com.br

Mandaguari
XXI Retiro de Carnaval do Grupo Agua Viva (G.A.V.), de 1º a 04/03
Local: Colégio Estadual José Luiz Gori (Rua Juscelino Kubitscheck, s/n – Centro)

Maringá
Retiro RCC, de 28/02 a 02/03
Pregador: Ricardo Alves Nascimento (Diocese de Foz do Iguaçu, ex-coordenador nacional do Ministério Jovem; co-fundador do Jesus no Litoral)
Local: Seminário Diocesano de Maringá
+ informações : RCC Maringá (44)3026-8811

Paranaguá
Retiros da RCC
Acampamento de Carnaval na Quintilha, dias 1º e 2/03
Cristoval, na Paróquia São João Batista, dia 04/03

Marialva
Retiro da RCC, Grupo Ágape, de 28/02 a 02/03
Local: Chácara Nossa Senhora do Bom Conselho

RIO DE JANEIRO

Itaguaí
Retiro de Jovens da Cristoteca – dia 1º/03
Lcoal: Santa Cruz, zona oeste do Rio. Haverá bandas, momento de descrontração, baile a fantasia, além de momento de espiritualidade e palestras com missionários da Comunidade Canção Nova.
+ informações: (21)2688-1200

Rio de Janeiro

Retiro de Carnaval Fonte de Vida – Tema: “Eis que já fiz obra nova, não a vedes? ( Is 43,19)”, de 28/02 a 04/03
+ informações: eventioz.com.br\fontedevida

SANTA CATARINA

Itajaí
Retiro da RCC,  de 1º a 04/03
+ informações: contato@rccitajai.com.br

Criciúma
Retiro Vinde e Vede, de 1º a 04/03
+informações: www.rcccriciuma.org.br


SÃO PAULO

Santo Amaro
Maranathá de Carnaval, de 1º a 04/03 – Local: Casa de Itu

São Paulo
Reviver 2014, de 2 a 04/03 – Local: Mosteiro São Bento
+ informações:
fanpage shalomsaopaulo
Tel 11 3853-1782 (após as 14h)

Tatuí
5º Retiro de Carnaval – Grupo de jovens JEANS, de 1º a 05/03 – Local: Chácara Santo Expedito, Tatuí-SP
Contato:
99792-9360 Guilherme

TOCANTINS

Palmas
Retiro da Comunidade Doce Mãe de Deus (DMD)
+ informações: (63) 3224-1407/ 3366-1714

(Zenit)

A família é indispensável para a vida e o futuro da humanidade, afirma o Papa Francisco

Vaticano, 20 Fev. 14 / 01:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se dirigiu esta manhã aos mais de 180 cardeais que participam do Consistório extraordinária no que criará a 19 novos cardeais, e destacou que a família é indispensável para a vida do mundo e para o futuro da humanidade.

Junto às suas saudações e gratidão pela presença dos cardeais o Papa disse que “damos as boas-vindas especialmente aos irmãos que este sábado serão criados cardeais, e os acompanhamos com a oração e o afeto fraterno”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, e o que nos pede é reconhecer o belo, autêntico e bom que é formar uma família, ser família hoje; quão indispensável é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, assinalou o Santo Padre.

“Nestes dias refletiremos de modo particular sobre a família, que é a célula básica da sociedade humana. O Criador abençoou desde o começo o homem e a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; assim, a família representa no mundo uma espécie de reflexo de Deus, Uno e Trino”.

“Nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão singela e de uma vez tão rica, cheia de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como toda a vida”, afirmou.

“Buscaremos aprofundar na teologia da família, e na pastoral que devemos empreender nas condições atuais. Façamo-lo com profundidade e sem cair na casuística, porque isto faria reduzir indevidamente o nível de nosso trabalho”.

Por último o Papa disse que hoje a Igreja enfrenta a necessidade de realçar o plano luminoso de Deus sobre a família e exortou: “Ajudemos os cônjuges a vivê-lo com alegria em sua vida, lhes acompanhando em suas muitas dificuldades, com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor”.

“Obrigado a todos, e boa jornada de trabalho”, concluiu o Santo Padre.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26734)

Evangelização online: o uso das redes sociais como ponto de encontro

O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Sabemos que o sucesso das redes sociais se deve a um fator decisivo: elas facilitaram as relações interpessoais. Foi no começo da primeira década do terceiro milênio que a massificação das tecnologias da comunicação e da informação se globalizou. Em pouco menos de dez anos, aconteceu uma verdadeira revolução, que não foi apenas tecnológica, mas também antropológica.

O homem de hoje pensa, vive e sente com a internet. O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida, o que se reflete na “hiperconexão” de milhões de pessoas em todo lugar e a qualquer momento. Paradoxalmente, a finalidade de relação passou a ser um fator secundário.

Como é que a evangelização entra neste complexo mundo digital? E mais: como entender a evangelização num contexto existencial como o de hoje? Há quem aposte em “habitar a rede” e possibilitar, a partir dela, uma aproximação das pessoas que não conhecem Deus, não acreditam nele ou deixaram de acreditar. Se este objetivo levar a outro mais profundo (o encontro pessoal com Deus) e houver não apenas boas intenções, mas a formação e a criatividade necessárias, isso é ótimo.

Assim como milhares de missionários partiram um dia para anunciar a mensagem de Jesus em novas terras e em novos continentes, assim também os missionários da web desembarcam no continente digital para repropor a mesma mensagem. E a experiência e as lições daqueles evangelizadores podem servir para o presente.

Em primeiro lugar, os missionários transmitiam a palavra de Deus, não a deles mesmos. Eram intermediários entre Deus e os homens e, em consequência, conduziam as pessoas ao fim que era Deus, não a si próprios. Existe hoje a tentação de se colocar no centro da mensagem e acabar desviando a atenção do fim verdadeiro.

Os missionários eram enviados: o impulso vinha de Deus e, como dizia São Paulo, “Ai de mim se não pregar o Evangelho!”. Mas também é verdade que o envio imediato era feito por uma autoridade eclesiástica, que avalizava o trabalho apostólico. Isto continua sendo verdade hoje. A evangelização online exige a boa intenção, mas também a adequada preparação e, na medida do possível, o respaldo ao menos do próprio pároco ou de algum representante eclesiástico que acompanhe e oriente o nosso trabalho.

Os missionários de antigamente aprendiam a língua dos nativos. Os nativos digitais também têm a sua linguagem própria: mais visual, interativa, intuitiva, multimídia. São elementos que o missionário não só precisa conhecer, mas dominar, para falar ao homem contemporâneo de um jeito que ele entenda.

Ao chegar à nova terra, os missionários também sabiam identificar as coisas boas da cultura local. Devemos fazer o mesmo: não quebrar a cabeça pensando em milhares de táticas novas; podemos aproveitar o que já existe, purificando-o, se necessário, e elevando-o.

Finalmente, o sucesso pastoral de muitos missionários não vinha da quantidade de coisas que eles faziam, mas do testemunho de vida santa que eles davam. Se as atividades eram muitas, era porque vinham do conselho que Deus lhes dava na oração. E isso as pessoas notavam, sentindo-se interpeladas a conhecer o Deus com quem o missionário se comunicava. Isto permanece válido: falar primeiro com Deus e depois falar dele para os outros. Os homens de hoje não escutam os mestres, e sim as testemunhas. E, se escutam os mestres, é porque eles são testemunhas.

Em suma, trata-se do desafio de levar as almas ao contato direto com Deus e devolver às redes sociais o seu fator de sucesso. O “grande encontro” passa pelos pequenos encontros que os missionários são chamados a possibilitar na conexão com Deus fora do ambiente digital.

(Zenit)

“O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um presente”

Na Audiência Geral, Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos

CIDADE DO VATICANO, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Na catequese desta quarta-feira (19), Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos, desta vez concentrando-se no da Penitência e da Reconciliação. Eis a catequese na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Através dos Sacramentos da iniciação cristã, o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia, o homem recebe a vida nova em Cristo. Agora, todos sabemos disso, nós levamos essa vida “em vasos de barro” (2 Cor 4, 7), ainda estamos sujeitos à tentação, ao sofrimento, à morte e, por causa do pecado, podemos até mesmo perder a nova vida. Por isto o Senhor Jesus quis que a Igreja continuasse a sua obra de salvação também através dos próprios membros, em particular o Sacramento da reconciliação e aquele da Unção dos enfermos, que podem ser unidos sob o nome de “Sacramentos da cura”. O Sacramento da Reconciliação é um Sacramento de cura. Quando eu vou confessar-me é para curar-me, curar a minha alma, curar o coração e algo que fiz e não foi bom. O ícone bíblico que o exprime melhor, em sua profunda ligação, é o episódio do perdão e da cura do paralítico, onde o Senhor Jesus se revela ao mesmo tempo médico das almas e dos corpos (cfr Mc 2,1-12 // Mt 9,1-8; Lc 5,17-26).

1. O Sacramento da Penitência e da Reconciliação surge diretamente do mistério pascal. De fato, na própria noite de Páscoa, o Senhor aparece aos discípulos, fechados no cenáculo, e depois de ter dirigido a eles a saudação “A paz esteja convosco”, soprou sobre eles e disse: “Recebeis o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,21-23). Esta passagem nos revela a dinâmica mais profunda que está contida neste Sacramento. Antes de tudo, o fato de que o perdão dos nossos pecados não é algo que podemos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão se pede, se pede a uma outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um presente, é um dom do Espírito Santo, que nos enche com a misericórdia e a graça que surge incessantemente do coração aberto de Cristo crucificado e ressuscitado. Em segundo lugar, recorda-nos que somente se nos deixamos reconciliar no Senhor Jesus com o Pai e com os irmãos podemos estar verdadeiramente na paz. E todos sentimos isso no coração quando vamos confessar-nos, com um peso na alma, um pouco de tristeza; e quando recebemos o perdão de Jesus estamos em paz, com aquela paz da alma tão bela que somente Jesus pode dar, somente Ele.

2. No tempo, a celebração deste Sacramento passou de uma forma pública – porque no início se fazia publicamente – àquela pessoal, à forma reservada da Confissão. Isto, porém, não deve fazer perder a matriz eclesial, que constitui o contexto vital. De fato, é a comunidade cristã o lugar no qual se torna presente o Espírito, o qual renova os corações no amor de Deus e faz de todos os irmãos uma só coisa, em Cristo Jesus. Eis então porque não basta pedir perdão ao Senhor na própria mente e no próprio coração, mas é necessário confessar humildemente e com confiança os próprios pecados ao ministro da Igreja. Na celebração deste Sacramento, o sacerdote não representa somente Deus, mas toda a comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um de seus membros, que escuta comovida o seu arrependimento, que se reconcilia com ele, que o encoraja e o acompanha no caminho de conversão e amadurecimento cristão. Alguém pode dizer: eu me confesso somente com Deus. Sim, você pode dizer a Deus “perdoa-me”, e dizer os teus pecados, mas os nossos pecados são também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isto é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote. “Mas, padre, eu me envergonho…”. Também a vergonha é boa, é saudável ter um pouco de vergonha, porque envergonhar-se é saudável. Quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos que é um “sem vergonha”: um “sin verguenza”. Mas também a vergonha faz bem, porque nos faz mais humildes e o sacerdote recebe com amor e com ternura esta confissão e em nome de Deus perdoa. Também do ponto de vista humano, para desabafar, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que são tão pesadas no meu coração. E alguém sente que desabafa diante de Deus, com a Igreja, com o irmão. Não ter medo da Confissão! Alguém, quando está na fila para confessar-se, sente todas estas coisas, também a vergonha, mas depois quando termina a Confissão sai livre, grande, belo, perdoado, purificado, feliz. É este o bonito da Confissão! Eu gostaria de perguntar-vos – mas não digam em voz alta, cada um responda no seu coração – quando foi a última vez que você se confessou? Cada um pense… São dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos? Cada um faça as contas, mas cada um diga a si mesmo: quando foi a última vez que eu me confessei? E se passou tanto tempo, não perder um dia a mais, vá, que o sacerdote será bom. É Jesus ali, e Jesus é o melhor dos sacerdotes, Jesus te recebe, recebe-te com tanto amor. Seja corajoso e vá à Confissão!

3. Queridos amigos, celebrar o Sacramento da Reconciliação significa ser envolvido em um abraço caloroso: é o abraço da infinita misericórdia do Pai. Recordemos aquela bela, bela parábola do filho que foi embora de sua casa com o seu dinheiro da herança; gastou todo o dinheiro e depois quando não tinha mais nada decidiu voltar pra casa, não como filho, mas como servo. Tanta culpa tinha em seu coração e tanta vergonha. A surpresa foi que quando começou a falar, a pedir perdão, o pai não o deixou falar, abraçou-o, beijou-o e fez festa. Mas eu vos digo: toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa! Vamos adiante neste caminho. Que Deus vos abençoe!

(Trad.: Canção Nova)

(Zenit)

O papa Francisco na audiência geral: Quando foi a última vez que você se confessou?

O Santo Padre faz novo apelo em favor da paz na Ucrânia e, na catequese, recorda que Deus faz festa quando pedimos perdão

Por Rocio Lancho García

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Francisco fez mais um apelo, na audiência desta manhã, pelo fim da violência que vem sacudindo a Ucrânia. “Acompanho com preocupação o que está acontecendo nestes dias em Kiev. Asseguro a minha proximidade ao povo ucraniano e rezo pelas vítimas da violência, pelas suas famílias e pelos feridos. Convido todas as partes a cessar toda ação violenta e a procurar a concórdia e a paz do país”.

O conflito está estremecendo a Ucrânia desde meados de novembro, quando os cidadãos começaram a fazer protestos multitudinários contra a decisão do governo de não assinar o Acordo de Associação com a União Europeia. O país está dividido entre os favoráveis à aproximação com a Europa Ocidental e aqueles que preferem manter vínculos mais estreitos com a Rússia. O dia de ontem foi especialmente trágico: um enfrentamento entre manifestantes e policiais deixou um saldo de 25 mortos e centenas de feridos.

Durante os 20 minutos de percurso pela Praça de São Pedro a bordo do papamóvel, antes da audiência, Francisco saudou e abençoou os mais de 20.000 peregrinos que chegaram de todo o mundo, dando especial atenção às crianças. O forte vento que soprava na praça não impediu que o entusiasmo, os vivas ao papa e as mostras de carinho esmorecessem durante os minutos de contato direto entre o pontífice e os fiéis. Por outro lado, o mesmo vento deixou Francisco sem solidéu durante a audiência.

O Santo Padre deu continuidade à série de catequeses sobre os sacramentos: hoje o tema foi a confissão. No resumo da catequese, Francisco disse: “A catequese de hoje se concentra no sacramento da reconciliação. Este sacramento brota diretamente do mistério pascal. Jesus ressuscitado apareceu para os apóstolos e disse a eles: ‘Recebam o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados’. Assim, o perdão dos pecados não é fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente, um dom do Espírito Santo, que nos purifica através da misericórdia e da graça do Pai.

A confissão, que se realiza de forma pessoal e privada, não deve nos levar a esquecer o seu caráter eclesial. É na comunidade cristã que o Espírito Santo se faz presente, renova os corações no amor de Deus e une todos os irmãos em um só coração, em Jesus Cristo. Por isso, não basta pedir perdão ao Senhor interiormente: é necessário confessar com humildade os próprios pecados perante o sacerdote, que é nosso irmão e representa Deus e a Igreja. Pode ser muito bom para cada um, hoje, pensar no seguinte: ‘há quanto tempo eu não me confesso?’. Cada um responda para si. Pode lhe fazer bem.

O ministério da reconciliação é um genuíno tesouro, que, às vezes, corremos o perigo de esquecer, por preguiça ou por vergonha, mas, principalmente, por termos perdido o senso de pecado, que, no fundo, é a perda do senso de Deus. Quando nos deixamos reconciliar por Jesus, encontramos uma paz verdadeira”.

Ao cumprimentar os peregrinos em diversos idiomas, o Santo Padre disse ainda: “Convido todos vocês a recorrer com frequência ao sacramento da penitencia, a se confessar e receber o abraço da infinita misericórdia do Pai, que está nos esperando para nos dar um forte abraço”.

Depois de fazer o resumo da catequese em várias línguas, o papa Francisco saudou de forma especial os jovens, os doentes e os recém-casados, como já se tornou tradição nas audiências. “Que a Virgem Maria ajude vocês, queridos jovens, a entender cada vez mais o valor do sacrifício na sua formação humana e cristã; que ela os sustente, queridos enfermos, na hora de enfrentar a dor e a doença com serenidade e fortaleza; e que ela guie vocês, queridos recém-casados, para construir a sua família sobre as bases sólidas da fidelidade à vontade de Deus”.

Nesta manhã, antes da audiência, o Santo Padre também recebeu, na Casa Santa Marta, 19 presidiários acompanhados por dois capelães e duas religiosas. Eles cumprem pena nos presídios de Pisa e Pianosa. O encontro, que não estava programado, durou cerca de quarenta e cinco minutos, durante os quais Francisco conversou e abençoou os presos um por um.

O grupo de detentos está participando de uma trajetória espiritual guiada pelos capelães, que os acompanharam hoje à audiência geral com o papa durante uma peregrinação a Roma. Eles participaram da missa nos jardins vaticanos e, por volta das 9h da manhã, informado da sua presença, o papa quis encontrá-los em particular antes da audiência geral. “Foi um encontro belíssimo, comovente. O papa quis saudá-los e abençoar um por um. Ele os encorajou muito, mostrou a sua grande paternidade espiritual para com essas pessoas que estão profundamente comprometidas em completar um percurso espiritual”, declarou dom Baldisseri, secretário do sínodo dos bispos, conforme informações do jornal italiano Avvenire.

(Zenit)

Papa Francisco: Não tenhamos medo do Sacramento da Reconciliação

Vaticano, 19 Fev. 14 / 11:36 am (ACI).- Nesta quarta, 12, milhares de fiéis se reuniram na Praça S. Pedro às vésperas do Consistório no próximo sábado, dia 22, quando o Colégio Cardinalício ganhará 19 novos membros, incluindo o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani J. Tempesta, o Papa continuou sua reflexão sobre os sacramentos exortando os fiéis a não terem medo de aproximar-se do sacerdote para pedir perdão pelos pecados cometidos contra Deus e contra os irmãos.

Na ocasião o Sumo Pontífice ressaltou que este Sacramento provém diretamente do mistério pascal, quando disse aos discípulos: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados”.
Papa quis deixar claro que o “perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar-nos a nós mesmos”.

“Eu não posso dizer: ‘Eu me perdoo os pecados’. O perdão se pede, se pede a outro, e na Confissão pedimos perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é dom do Espírito Santo, que derrama sobre nós a graça e a misericórdia do Pai”, asseverou o Pontífice

Para aqueles que dizem: ‘Eu me confesso somente com Deus’, o Papa recordou que os nossos pecados são também contra os irmãos e a Igreja e por isso é necessário pedir perdão a eles na pessoa do sacerdote.

Segundo explica a nota publicada hoje pela Rádio Vaticano, o Santo Padre assinalou que embora a forma ordinária da Confissão seja pessoal e secreta, não se deve perder de vista a sua dimensão eclesial. Por isso, não basta pedir perdão a Deus no íntimo do próprio coração, mas é necessário confessar os pecados ao sacerdote. Este, no confessionário, não representa apenas Deus, mas toda a comunidade eclesial, a qual se reconhece na fragilidade dos seus membros, constata comovida o seu arrependimento, reconcilia-se com eles e encoraja-os no caminho de conversão e amadurecimento humano e cristão.

Aos que se envergonham do seu pecado, o Pontífice dirigiu as seguintes palavras:  “Também a vergonha é boa, vergonhar-se é saudável. Porque quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos “sem vergonha”, sin verguenza. (…) Mas a vergonha também faz bem, porque nos torna mais humildes. (…) Não tenham medo da Confissão, porque dela se sai mais “livre, grande, belo, perdoado e feliz”.

“Seja corajoso e vá se confessar”, exortou.

Francisco concluiu sua catequese ressaltando que o Sacramento da Reconciliação significa deixar-se envolver no abraço da misericórdia infinita do Pai. E citou a parábola do filho pródigo, que ao voltar para casa sentindo tanta culpa e vergonha, ficou surpreso com o abraço que recebeu do Pai.
“Toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa. Prossigamos nesta estrada”, finalizou.

No final de sua catequese, o Pontífice se dirigiu de modo especial aos fiéis do Rio de Janeiro que acompanham Dom Orani João Tempesta na ocasião de sua criação como cardeal e disse:
“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos vos saúdo, especialmente aos fiéis de São Sebastião do Rio de Janeiro com o vosso pastor Dom Orani João Tempesta, desejando-vos que nada e ninguém possa impedir-vos de viver e crescer na amizade de Deus Pai; mas deixai que o seu amor sempre vos regenere como filhos e vos reconcilie com Ele, com vós mesmos e com os irmãos. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abundância das suas bênçãos.”
Os novos 19 cardeais são:
1 – Dom Pietro Parolin, Secretário de Estado.
2 – Dom Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos e Ex-Núncio apostólico no Brasil.
3 – Dom Gerhard Ludwig Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
4 – Dom Beniamino Stella, Prefeito da Congregação per o Clero.
5 – Dom Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster (Grã Bretanha).
6 – Dom Leopoldo José Brenes Solórzano, Arcebispo de Manágua (Nicarágua).
7 – Dom Gérald Cyprien Lacroix, Arcebispo de Québec (Canadá).
8 – Dom Jean-Pierre Kutwa, Arcebispo de Abidjã (Costa do Marfim).
9 – Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil).
10 – Dom Gualtiero Bassetti, Arcebispo de Perúgia-Città della Pieve (Itália).
11 – Dom Mario Aurelio Poli, Arcebispo de Buenos Aires (Argentina).
12 – Dom Andrew Yeom Soo jung, Arcebispo de Seoul (Coreia).
13 – Dom Ricardo Ezzati Andrello, S.D.B., Arcebispo de Santiago do Chile (Chile).
14 – Dom Philippe Nakellentuba Ouédraogo, Arcebispo de Ouagadougou (Burquina Faso).
15 – Dom Orlando B. Quevedo, O.M.I., Arcebispo de Cotabato (Filipinas).
16 – Dom Chibly Langlois, Bispo de Les Cayes (Haiti).
3 cardeais não-eleitores (mais de 80 anos):
1 – Dom Loris Francesco Capovilla, Arcebispo emérito de Mesembria.
2 – Dom Fernando Sebastián Aguilar, C.M.F., Arcebispo emérito de Pamplona.
3 – Dom Kelvin Edward Felix, Arcebispo emerito de Castries.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26720)

Maconha: dez razões para não despenalizar nem legalizar seu uso

Folha de Maconha. Foto: H. Zell (CC BY-SA 3.0)

MEXICO D.F., 19 Fev. 14 / 12:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- No contexto da promulgação da lei que permite o consumo de até 40 gramas de maconha por pessoa ao mês no Uruguai; e em meio ao debate público sobre a sua possível legalização ou despenalização em outros países, o Sistema Informativo da Arquidiocese do México publica um artigo no qual apresenta 10 razões convincentes para opor-se a esta medida.

O artigo, publicado em 17 de fevereiro, apresenta as seguintes razões:

1. Falou-se falsamente que fumar maconha não afeta a saúde. Segundo estudos publicados pelo Drug Abuse National Institute dos EUA, entre os efeitos de consumir maconha estão: percepção distorcida da realidade; perda da memória e da capacidade de aprendizagem; falta de coordenação motora; desorientação; incapacidade para pensar com clareza, de reagir e resolver problemas; perda de habilidades cognitivas, que podem ser permanentes; ataques de ansiedade, paranoia, pânico; fobias, alucinações; aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão, o que aumenta em até quatro vezes o risco de ataque cardíaco; baixa no sistema imunológico; problemas respiratórios; tosse; congestão pulmonar e câncer, pois contém mais substâncias cancerígenas que o tabaco.

2. Afetaria gravemente a economia dedicar ao cultivo de droga terras que poderiam dedicar-se a cultivos alimentares e/ou medicinais.

3. Legalizar a maconha não diminuiria a violência; só serviria para enriquecer a uns quantos latifundiários que já sonham com os lucros que conseguirão.

4. Mais de noventa e nove por cento dos viciados em cocaína e heroína começaram com este vício porque algum dia cederam à tentação de experimentar a maconha. E uma vez atravessada essa porta, continuaram experimentando outras drogas cada vez mais fortes. A maconha é a porta de entrada a vícios mais graves.

5. Muita gente que hoje não se atreve a experimentar a maconha porque está proibida, o faria se fosse legal. Logo, não apenas adultos, mas também jovens, adolescentes e crianças estariam consumindo-a, começando seu triste caminho de vício e destruição.

6. Da mesma forma que, ainda que seja proibido, se vende cigarro de tabaco nas esquinas aos motoristas, também se venderão cigarros de maconha. Agora, além de ter que tomar cuidado com os motoristas que dirigem embriagados, também teremos que ter cuidado com os ‘maconheiros’! E quando aumentarem os acidentes automobilísticos, as autoridades instalarão ‘maconhímetro’ junto com o ‘bafômetro?’.

7. As estatísticas provam que uma porcentagem impressionante de delitos são cometidos sob o efeito da droga, em especial, da maconha. As prisões estão cheias de delinquentes que não teriam cometido nada ilícito se não se drogassem.

8. Promover a maconha é promover uma saída falsa. As pessoas se drogam para evadir sua realidade porque vivem um grande vazio existencial. Mas a solução não está em fazer com que as pessoas vivam uma evasão que deixará graves consequências, mas em ajudar-lhes a encontrar o sentido da sua existência. E para isso, não precisa de maconha, precisa de Deus.

9. Diz São Paulo: “É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gal 5, 1). Como fiéis não podemos estar a favor da legalização de algo que escraviza o ser humano, o deixa viciado, alienado de sua realidade e privado de sua liberdade.

10. Os interessados em legalizar a maconha expõem como muito ‘progressista’ e como um grande ‘avanço’ imitar a outros países que a legalizaram. Mas incentivar que as pessoas se droguem, alterem sua consciência, fiquem viciadas, percam a bússola, a paz, a saúde e o sentido de sua existência, não contribui em nada para melhorar a sociedade, pelo contrário, promove sua deterioração física, mental e espiritual. Queremos isso para a nossa pátria, para o nosso lar?

O Papa Francisco, em sua visita ao Brasil realizada no ano passado por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, inaugurou o polo de atenção aos dependentes químicos de um hospital no Rio de Janeiro e em seu discurso disse que “não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química; é necessário enfrentar os problemas que estão na raiz no uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança para o futuro”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26723)

Lançado app “Comics do Papa Francisco” visando que as crianças conheçam melhor o Papa

Foto: iTunes Store

ROMA, 19 Fev. 14 / 12:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- A empresa Apple acaba de lançar na iTunes Store o aplicativo “Os Comics do Papa Francisco”, desenvolvido pelo Master New Media, para os dispositivos iPad. Esta iniciativa tem como objetivo que as crianças conheçam melhor o Bispo de Roma.

Conforme assinala o L’Osservatore Romano, o aplicativo tem três opções a escolher: As frases do Sumo Pontífice (com desenhos que representam suas mensagens), jogar e colorir com o Papa, e finalmente as histórias do Santo Padre.

Os mais novos da casa podem escutar seus discursos, ler suas publicações no Twitter, assim como ficar sabendo mais sobre a vida de Francisco antes de ser eleito.

Atualmente o aplicativo está disponível somente em dois idiomas: inglês e alemão, ainda não está disponível em português e tem um custo de 2,99 dólares.

O site para baixa-lo é: https://itunes.apple.com/us/app/pope-francis-comics/id813620711?mt=8

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26724)

Pais de um bebê que viveu apenas 10 dias realizam vídeo em sua homenagem

WASHINGTON DC, 18 Fev. 14 / 12:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- Josh e Robbyn Blick, pais do menino Zion Isaiah Blick, que viveu apenas dez dias devido à Síndrome de Edwards, celebraram junto dele, com familiares e amigos, cada um dos seus dias de vida, e os registraram em fotografias e vídeos postados na internet.

Às 20 semanas de gravidez, os médicos informaram ao casal que Zion Isaiah tinha a Síndrome de Edwards, conhecida também como Trissomia 18, que é a presença de um cromossomo extra no par 18 que ocasiona anomalias diversas e problemas graves saúde terminando a vida do bebê, em alguns casos, em questão de dias.

Muitos bebês que apresentam esta condição falecem antes mesmo de nascer, e os médicos advertiram desta possibilidade a Josh e Robbyn.

Apesar disto, o casal seguiu adiante com a gravidez, e assim, Zion Isaiah nasceu no dia 11 de janeiro deste ano. O bebê nasceu com um problema no coração, o que reduziu sua esperança de vida.

Junto a seus amigos, família e seus outros filhos, Josh e Robbyn Blick acompanharam seu bebê e inclusive o levaram para casa. Junto dele celebraram cada dia até que ele faleceu no dia 21 de janeiro.

Josh compartilhou as fotos dos dias que viveram junto a seu filho através do Instagram, e apresentou um vídeo no qual recolheu os instantes vividos junto a Zion.

Em 29 de janeiro, oito dias depois da morte de Zion Isaiah, seu pai, Josh, expressou em sua conta de Twitter sua confiança de que seu filho agora está no Céu, escrevendo: “… parece que foi ontem. Dos meus braços aos Dele, sei que você é amado”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26714)

Homilia do papa na Casa Santa Marta: Deus não age como um feiticeiro

A paciência do povo de Deus, que suporta as provações cotidianas com fé, é o que faz a Igreja avançar, explica Francisco

Por Redacao

ROMA, 17 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A paciência do povo de Deus, que suporta com fé as provações do cotidiano, é o que faz a Igreja avançar: esta foi a mensagem do papa Francisco durante a homilia desta manhã, na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta.

“A paciência não é resignação, é outra coisa”. Em sua pregação, o papa comentou a Carta de São Tiago, que nos faz um convite à alegria mesmo quando somos provados. “Parece um convite para sermos iguais aos faquires”, disse Francisco, com seu bom humor habitual, “mas não é isso. Ter paciência, suportar as provações, as coisas que não queremos, é uma atitude que nos faz amadurecer na vida. Quem não tem paciência quer tudo para já, tudo depressa. Quem não conhece a sabedoria da paciência é uma pessoa caprichosa, como as crianças que nunca ficam satisfeitas com nada. A pessoa que não tem paciência é uma pessoa que não cresce, que fica nos caprichos infantis, que não sabe encarar a vida do jeito que a vida vem: ou isso ou nada. Esta é uma das tentações: virar pessoas caprichosas. Outra tentação para aqueles que não têm paciência é a onipotência de querer algo para já, como os fariseus, que pedem a Jesus um sinal do céu: eles queriam um espetáculo, um milagre”.

“Eles confundem o modo de agir de Deus com o modo de agir de um feiticeiro. E Deus não age como um feiticeiro. Deus tem a sua própria maneira de avançar. A paciência de Deus. Ele também tem paciência. Cada vez que recorremos ao sacramento da Reconciliação, cantamos um hino à paciência de Deus! E como Deus nos carrega nos ombros, com quanta paciência, com quanta paciência! A vida cristã tem que se desenvolver ao som da paciência, que era a música dos nossos pais, do povo de Deus, daqueles que acreditaram na Palavra de Deus, que seguiram o mandamento que nosso Senhor tinha dado ao nosso pai Abraão: ‘Caminha em minha presença e sê perfeito'”.

O povo de Deus, diz o papa, citando a Carta aos Hebreus, “sofreu muito, foi perseguido, assassinado”, mas teve “a alegria de vislumbrar as promessas” de Deus. “Esta é a paciência”, que “devemos manter nas provações: a paciência de uma pessoa adulta, a paciência de Deus”, que nos carrega sobre os ombros. E esta é “a paciência do nosso povo”.

“Como o nosso povo é paciente! Mesmo agora! Quando vamos às paróquias e nos encontramos com essas pessoas que sofrem, que têm problemas, que têm um filho com deficiência ou que têm alguma doença, mas que vivem a vida com paciência. Elas não pedem sinais, como aquela gente do Evangelho, que queria um sinal. Aqueles diziam: ‘Dá-nos um sinal!’. Não, essas não pedem, mas sabem ler os sinais dos tempos: sabem que, quando germina a figueira, é porque a primavera está chegando. Mas aqueles impacientes do Evangelho que ouvimos hoje, que queriam um sinal, não sabiam ler os sinais dos tempos e é por isso que eles não reconheceram Jesus”.

O Santo Padre terminou a homilia louvando “o nosso povo que sofre, que sofre muitas, muitas coisas, mas que não perde o sorriso da fé, que mantém a alegria da fé”.

“E esta gente, o nosso povo, nas nossas paróquias, nas nossas instituições, muita gente, é quem leva a Igreja para frente, com a sua santidade, de todos os dias, de cada dia. Que nosso Senhor dê a todos nós a paciência, a paciência alegre, a paciência do trabalho, da paz, a paciência de Deus, a paciência que Ele tem, e nos dê a paciência do nosso povo fiel, que é tão exemplar”.

(Zenit)

O Papa celebrará o seu primeiro consistório extraordinário dedicado à família

Nos dias 20 e 21 de Fevereiro reúnem-se todos os cardeais em Roma

Por Rocio Lancho García

ROMA, 17 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Nesta segunda-feira, 17 fevereiro, começa o que serão dez dias intensos de trabalho no Vaticano. Começou hoje com o encontro do Santo Padre com o Conselho dos Cardeais (conhecido como C8), e passará por um consistório extraordinário, um consistório para a criação de novos cardeais e terminará com a reunião da Secretaria Geral do Sínodo dos bispos.

Na quinta-feira, 20 de fevereiro a partir das 9h30 na Sala Nova do Sínodo, será o consistório extraordinário dos cardeais, que está dedicado à família. Como explicou esta manhã o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, em uma coletiva para os repórteres, os trabalhos serão abertos com a saudação do decano do Colégio Cardinalício, o cardeal Angelo Sodano, e o discurso introndutório será dado pelo cardeal Walter Kasper. Os participantes reúnem-se pela manhã das 9h30 às 12h30 e à tarde das 16h30 às 19h30. O encontro termina na sexta-feira.

No dia 22 de fevereiro, sábado, se celebrará na Praça de São Pedro o consistório durante o qual o Papa criará 16 novos cardeais. No domingo (23), o Santo Padre celebrará a missa com os novos purpurados. Em seguida, segunda-feira (24) e terça-feira (25) acontecerá uma reunião da Secretaria do Sínodo e do Conselho dos Quinze – instituído por João Paulo II e responsável do balanço geral consolidado da Santa Sé e do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano.

Conforme especificado no Código de Direito Canônico, no cânon 353, “todos os cardeais ajudam colegialmente o Pastor supremo da Igreja, especialmente nos Consistórios, onde se reúnem por mandato do Romano Pontífice e sob a sua presidência; Os Consistórios são ordinários ou extraordinários”.

É preciso diferenciar. Por um lado está o “consistório ordinário”, que “se convoca pelo menos todos os cardeais presentes na Cidade Eterna para consultar-lhes sobre alguns problemas sérios, mas que são mais comuns, ou para realizar certos atos de máxima solenidade”.

Depois, há o “Consistório extraordinário”, que se celebra “quando o aconselham necessidades especiais da Igreja ou a gravidade dos assuntos que devem ser tratados, convoca-se todos os Cardeais”. Finalmente, estabelece-se que “somente o Consistório ordinário em que se celebram certas solenidade pode ser público, ou seja, quando, além dos Cardeais, são admitidos Prelados, representantes diplomáticos das sociedades civis e outros convidados para o evento”.

O último consistório extraordinário aconteceu em fevereiro de 2012, quando Bento XVI dedicou este encontro para a nova Evangelização.

(Trad.TS)

(Zenit)

É possível viver o “Sim” do matrimônio para sempre, diz o Papa Francisco a 10 mil casais reunidos em Roma

Vaticano, 14 Fev. 14 / 11:20 am (ACI/EWTN Noticias).- Dez mil casais de namorados e noivos vindos dos cinco continentes na festividade de São Valentim, tiveram um encontro na Praça de São Pedro para falar sobre a vocação ao matrimônio sob o lema “A alegria do sim para sempre” e encontrar-se com o Papa Francisco. Em seu discurso aos casais o Papa insistiu que hoje é possível viver o amor para sempre no contexto do matrimônio.

Segundo reportou o Vatican Information Service desta Sexta-feira, 14, o  encontro, organizado pelo Pontifício Conselho para a Família, teve como ponto de partida a perspectiva de que as pessoas não se casam quando os problemas já foram resolvidos, e sim para resolvê-los juntos e apostam pelo “para todos os dias da vida”, um ponto de vista que infunde esperança no futuro e no amor duradouro e fecundo.

O ato começou às 11 da manhã com uma série de testemunhos dos casais, intercalados com leituras e canções dedicadas ao amor em suas diversas manifestações e, às 12:30h o Santo Padre entrou no Lugar para saudar os noivos e responder a três perguntas expostas por outras tantos casais: O medo ao “para sempre”; Viver juntos, o estilo da vida matrimonial; e o tipo de celebração do matrimônio.

“É importante nos perguntar se for possível amar-se “para sempre” – afirmou o Papa- Hoje em dia muitas pessoas têm medo de tomar decisões definitivas , para toda a vida, porque parece impossível… e esta mentalidade leva a muitos que se preparam para o matrimônio a dizer: “Estamos juntos até que nos dure o amor”….

“Mas, o que entendemos por “amor”? –questionou o Santo Padre- Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se for assim, não se pode construir nada sólido em cima. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce e também podemos dizer, a modo de exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa se edifica em companhia, não sozinhos!… Não queremos construi-la sobre a areia dos sentimentos que vão e vêm, mas sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus…”.

“A família nasce deste projeto de amor que quer crescer como se constrói uma casa: que seja lugar de afeto, de ajuda, de esperança… Assim como o amor de Deus é estável e para sempre, queremos que o amor sobre o qual se assenta a família também o seja. Não devemos deixar-nos vencer pela “cultura do provisório”. Assim que o medo do “para sempre” se cura dia após dia, confiando no Senhor Jesus em uma vida que se converte em uma jornada espiritual diária, feito de passos, de crescimento comum…Porque o “para sempre” não é apenas questão de duração. Um matrimônio não se realiza apenas na duração, é importante sua qualidade. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos cristãos .. . No Pai-Nosso dizemos ” Dai-nos o pão de cada dia”. Os esposos podem rezar assim´: “Senhor, dai-nos hoje o amor de todos os dias…. ensinai-nos a amar-nos”.

Respondendo à segunda pergunta, Francisco sublinhou que “a convivência é uma arte, um caminho paciente, formoso e fascinante… que tem umas regras que se podem resumir em três palavras: “Posso?, “Obrigado” e “Perdão”.

“Posso?”, explicou, é o pedido amável de entrar na vida de algum outro com respeito e atenção… O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. … São Francisco dizia:… “A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor”… e hoje, em nossas famílias, em nosso mundo, frequentemente violento e arrogante, a cortesia é muito necessária”.

“Obrigado.” A gratidão é um sentimento importante… Sabemos dizer obrigado?: Em vosso relacionamento neste instante e em vossa futura vida matrimonial , é importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus… e pelos dons de Deus se diz “obrigado””, declarou o Papa.

““Perdão” … Na vida cometemos muitos erros, equivocamo-nos tantas vezes. Todos nós. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão singela “perdão”. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para justificar-se. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhe cer nossos erros e a pedir desculpas… É também assim que cresce uma família cristã. Todos sabemos que não existe a família perfeita, nem o marido ou a esposa perfeitos. …Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem nos ensina um segredo: que nenhum dia jamais termine sem pedir perdão…sem que a paz volte para casa. Se aprendermos a pedir perdão e perdoar os outros, o matrimônio durará, seguirá adiante”.

Por último, o Santo Padre recordou que a celebração do matrimônio deve ser “uma festa, mas uma festa cristã e não mundana” e pondo como exemplo o primeiro milagre de Jesus nas bodas de Caná, quando transformou a água em vinho porque havia acabado disse: “O que aconteceu em Caná dois mil anos atrás, acontece em realidade em cada festa nupcial. O que fará pleno e profundamente verdadeiro seu matrimônio será a presença do Senhor que se revela e nos outorga sua graça”.

“Ao mesmo tempo, é bom que seu matrimônio seja sóbrio e destaque o que é realmente importante. Alguns estão muito preocupados com os sinais externos: o banquete… os trajes, etc. Estas coisas são importantes em uma festa, mas apenas se indicarem o verdadeiro motivo de sua alegria: a bênção de Deus sobre seu amor. Façam que como o vinho de Caná , os sinais externos de sua cerimônia revelem a presença do Senhor e recordem a vós e a todos os presentes a origem e a razão de sua alegria”, concluiu.

Após as suas palavras alguns casais tiveram a chance de cumprimentar o Papa, que os recebeu com visível afeto e logo partiu para uma volta no Papamóvel para cumprimentar os outros milhares de casais que encheram a Praça de São Pedro.

O Papa, em um tweet dedicado a este encontro, escreveu em sua conta: “Jovens, não tenhais medo de vos casar: unidos num matrimônio fiel e fecundo, sereis felizes”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26698)

São Valentim

A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Por Fabiano Farias de Medeiros

HORIZONTE, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Hoje é dia de São Valentim, santo conhecido por ser o protetor dos namorados, cujo nome e testemunho deu nome à tradição do Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim (The Valentine’s Day como é conhecido nos Estados Unidos).

Valentim era sacerdote em Roma no século III, durante o reinado do imperador Cláudio II, o Gótico.  O Imperador, durante seu governo, instituiu a proibição dos matrimônios em seu reino, pois tinha o objetivo de constituir e sedimentar um grande e poderoso exército e para que isso acontecesse julgava ser necessário os jovens não terem família. Isso os fariam alistarem-se mais facilmente. Daí a proibição dos casamentos.

Valentim contrariou as ordens do imperador e continuou a celebrar os casamentos ainda que secretamente. Ao saber da atitude de Valentim o imperador mandou prendê-lo e o levou à um interrogatório público. A sabedoria de Valentim lhe valeu o elogio do imperador que antes de lhe mandar prender exclamou: “Escutem a sábia doutrina deste homem”.

Valentim ficou preso na casa do prefeito Astério, cuja filha era acometida de cegueira. Valentim pediu a Deus pela jovem que ficou curada e também foi responsável pela conversão de toda a sua família, fato este, que agravou sua condição diante do imperador que ordenou sua execução em 14 de fevereiro de 270 sendo decapitado.

A sepultura de Valentim foi encontrada em 346, numa capela subterrânea na via Flaminia e a maior parte de suas relíquias estão agora na igreja de Santa Praxedes. A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Neste ano o Papa Francisco se reunirá em uma audiência na Praça de São Pedro com cerca de 20 mil namorados. O tema da audiência é “a alegria do sim para sempre”.

Que o testemunho de São Valentim nos impulsione a buscar, defender e viver a fé e o amor verdadeiro, fruto de uma amizade sincera e da busca da vontade de Deus no matrimônio aos que são chamados à este estado de vida.

(Zenit)

Bélgica aprova a eutanásia infantil.

Pediatras protestam. Se transforma no primeiro país do mundo que não estabelece limites de idade. Será preciso o consentimento dos pais e um informe psiquiátrico da maturidade da criança

Por Ivan de Vargas

ROMA, 13 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Bélgica tornou-se na tarde de hoje no primeiro país do mundo que acrescenta à sua legislação a eutanásia de menores sem requisito de idade. O Congresso dos Deputados aprovou definitivamente um projeto polêmico, que contou com 86 votos a favor, 44 contra e 12 abstenções. Com a nova lei, os menores com doenças incuráveis poderão aceder a essa prática, sempre que cumpram com uns requisitos rigorosos. O principal é demonstrar a capacidade de discernimento.

A passagem pelo Congresso dos Deputados fez algumas mínimas alterações ao projeto aprovado pelo Senado, que na Bélgica é a câmera com iniciativa legislativa. O sofrimento da criança só poderá ser físico – a eutanásia para adultos contempla também o psíquico – e os médicos deverão comprovar que, em qualquer caso, o paciente morreria em curto prazo .

A Holanda era, até agora, o único país que incluía crianças na prática da eutanásia, com um requisito de idade fixado entre 12 e 18 anos, dependendo do caso. Bélgica deu um passo a mais ao optar por avaliar a maturidade mental da criança em vez de estabelecer uma idade de referência.

O texto final estabelece que será o médico encarregado do caso que avaliará se o menor é capaz de tomar a decisão, mas terá que consultar previamente um psiquiatra infantil. Na atualidade, Bélgica já prevê o direito à eutanásia a partir dos 15 anos para jovens emancipados.

Inúmeros profissionais médicos reagiram violentamente a uma lei que segundo eles não responde a nenhuma demanda da sociedade nem do setor sanitário, mas sim às cabalas eleitorais de uns políticos que nesta mesma primavera concorrem às eleições gerais.

Assim, a iniciativa aprovada hoje pelo Parlamento belga recebeu as críticas do primeiro Congresso Internacional de Cidadãos Paliativos Pediátricos celebrado nesta semana na Índia e que incluiu na sua declaração final uma “chamada urgente ao Governo belga para que reconsidere a sua decisão”.

Os especialistas reunidos no Congresso Internacional defenderam que todos os menores em estado terminal devem ter acesso aos meios adequados para controlar a dor e os sintomas, bem como aos cuidados paliativos de alta qualidade. “Acreditamos que a eutanásia não é parte da terapia paliativa pediátrica e não é uma alternativa”, disse o comunicado.

Também uns 40 pediatras belgas publicaram uma carta aberta para advertir que consideram “precipitado” a tramitação desta lei e mostrar que não existe uma demanda social nem médica para dar este passo. Uma carta semelhante, à qual se somaram até 160 pediatras, como informa a mídia local, foi dirigida ontem aos grupos políticos na véspera do voto para pedir-lhes que o atrasem até a próxima legislatura.

Enquanto isso, os líderes das grandes religiões da Bélgica (cristãos, muçulmanos e judeus) têm mostrado repetidamente a sua rejeição à lei. Neste sentido, no 6 de novembro emitiram uma declaração conjunta opondo-se à legalização da eutanásia para menores. “A eutanásia das pessoas mais vulneráveis ​​é desumana e destrói as bases da nossa sociedade”, denunciavam. “É uma negação da dignidade destas pessoas e as abandona ao critério, ou seja, à arbitrariedade de quem decide”, acrescentaram.

Na nota, divulgada pela agência Cathobel, os chefes religiosos destacavam também que estão “contra o sofrimento físico e moral, em particular das crianças”, mas explicavam que “propor que os menores possam eleger a sua própria morte é uma maneira de distorcer sua capacidade de julgar e, portanto, a sua liberdade”. “Expressamos nossa profunda preocupação com o risco de banalização crescente de uma realidade tão grave”, concluíam .

Os líderes religiosos da Bélgica afirmavam também em outra mensagem conjunta que “a eutanásia das pessoas mais vulneráveis é desumana e destrói as bases da nossa sociedade”; e acrescentavam que “é uma negação da dignidade dessas pessoas e as abandona à arbitrariedade de quem decide”.

O número de eutanásias praticadas na Bélgica atingiu um recorde em 2012, com um total de 1.432 casos, um 25% a mais do que no ano anterior, de acordo com dados da Comissão Federal de Controle e de Avaliação da Eutanásia.

O rei Felipe deverá assinar a lei para que entre em vigor. Até agora, o rei, pai de quatro filhos, não se pronunciou publicamente sobre o assunto .

Na Europa, a eutanásia ativa (com assistência médica) está descriminalizada na Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça.

Trad.TS

(Agência Zenit)

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”
O editor Alexandre Varela em entrevista a ZENIT. O blog diariamente recebe 450 mil visitas e está na reta final do prêmio TopBlog

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “O Catequista” é um dos maiores blogs católicos do Brasil e recebe cerca de 450 mil visitas no seu site diariamente.

A sua proposta é uma “Catequese de Boteco”, assim como o próprio editor o define na entrevista abaixo. O objetivo dessa Catequese é diferente da catequese tradicional. Quer ser um complemento. Levar a fé àquelas pessoas que estão distantes dos linguajares mais rebuscados dos livros de teologia, sem, por isso, deixar de lado a ortodoxia.

Alexandre Varela, editor do blog O Catequista, junto com sua esposa Vivane, tem formação em matemática pela UERJ, MBA em Gestão Empresarial e Pós-Graduação em Gestão Avançada de Projetos pela FGV.  Atua como Gerente de Projetos, certificado pelo Project Management Institute, com sede nos EUA.  Já atuou como Secretário Arquidiocesano de Pastoral, coordenador da Pastoral da Juventude e coordenador da Pastoral Universitária na UERJ. É Membro do Movimento Católico Comunhão e Libertação, catequista de Crisma e pai de três filhos.

Nesse ano o blog “O Catequista” está na reta final do maior prêmio para blogs do Brasil, o TopBlog. O seu desejo é vencer esse prêmio porque “será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade” – como disse Varela a ZENIT. Pode-se votar usando esse link: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva concedida a ZENIT:

***

ZENIT- De onde surgiu a ideia desse apostolado?

Alexandre: Surgiu quase sem querer! A ideia original era conseguir responder aos crismandos da nossa turma, sobre assuntos que apareciam na imprensa e envolviam a Igreja.  Fizemos isso com a mesma linguagem irreverente e informal que usamos durante os encontros. Literalmente por graça, o site cresceu e hoje é um dos maiores blogs católicos do Brasil!

ZENIT – Catequizar com a linguagem do mundo de hoje é fácil?

Alexandre: Em tudo o que fazemos, nunca deixamos a Tradição de lado. Somos absolutamente fiéis ao Papa. Mas, com um linguajar informal. Gostamos de definir nosso estilo como “Catequese de Boteco”, justamente porque fazemos tudo como se fôssemos um grupo de amigos em um bar, falando sobre Cristo e sobre a experiência Cristã.  A maior dificuldade disso é que muitas pessoas estão predispostas a ler sobre religião com um jeito empolado de escrever e acabam por não entender a nossa proposta. Mas isso não é um problema. Para estas pessoas já existem muitos livros e sites. Queremos alcançar justamente os que preferem textos mais rápidos e bem humorados. Essa é a nossa marca!

ZENIT – Qual a sua maior satisfação com esse apostolado?

Alexandre: Nossa maior satisfação é ver como Cristo conduziu todo esse projeto. É sentir que estamos fazendo algo para a Glória d’Ele! Hoje não temos só o blog, temos uma FanPage, um podcast (o Catecast), dois programas de rádio, escrevemos para alguns veículos (inclusive o ZENIT) e temos um novo programa ao vivo via Youtube (a Liga dos Blogueiros Católicos).  E ainda neste ano vamos estrear mais duas atrações! Tudo isso trabalhando normalmente e criando três filhos pequenos! Se não fosse pela vontade do Senhor, isto não seria possível.

ZENIT – Qual seu maior desafio?

Alexandre: Nosso maior desafio é continuar crescendo e oferecendo conteúdo cada vez melhor para nossos leitores, ouvintes e especatores. É impressionante as ideias e projetos que vêm surgindo naturalmente, além dos convites para participações em programas e palestras. Queremos conseguir dar conta de tudo.  E aos poucos, tenho certeza de que o Senhor nos guiará da melhor forma (tem sido assim até hoje). Não vamos parar. Vamos avançar pra águas cada vez mais profundas!

ZENIT – E a liga dos blogueiros católicos? Como vai?

Alexandre: Cada dia com mais audiência! Na última, tivemos praticamente o dobro de público ao vivo! É muito legal ver como as coisas que falamos repercutem nos dias seguintes em várias fanpages e blogs, sem falar no prazer de dividir a atração com outros blogueiros fantásticos. Ficamos realmente muito felizes com o sucesso do programa e queremos apostar muito nesse formato. Sentíamos falta de um programa de TV que pudesse discutir atualidades do ponto de vista da experiência católica. O Youtube nos permitiu fazer isso e daquela maneira irreverente que é a nossa marca.

ZENIT – O Blog O Catequista está na reta final do TopBlog. Como podemos ajudá-lo a vencer?

Alexandre: Estamos concorrendo na categoria Religião e, com ajuda dos nossos leitores, passamos para a fase final. Agora a votação é muito apertada e toda a ajuda será muito bem-vinda! Esse prêmio será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade. E assim, teremos a chance de falar para públicos que ainda não conseguimos alcançar. Quem quiser nos ajudar nessa caminhada pode votar até duas vezes (usando e-mail e Facebook) por meio do endereço: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

(Agência Zenit)

Doce consolo no desamparo

A Mãe do Verbo Divino está sempre do nosso lado, tanto nos momentos de resplendente felicidade, como nas ocasiões em que aparentemente a luz nos abandonou.deserto2.jpg

Convido-o por alguns momentos, caro leitor, a abstrairmos do ambiente que nos circunda e irmos juntos acompanhar um viajante perdido à noite, no deserto.

Longe de qualquer penumbra de luz elétrica ou natural, segue ele afanosamente o caminho indicado pela bússola. Já sem alimento, a única reserva que possui em seu cantil é um gole de água quente, que o Sol não ignorou durante o dia. Até o ponteiro do seu relógio parou de funcionar! E quanto mais ele obedece ao rumo marcado pela agulha, mais lhe parece estar aquele instrumento desnorteado.

Sumido no negrume triste e ameaçador, o que não temer? Nosso viajante para por um instante, procurando cobrar alento e não perder a calma.

De súbito, o vento sopra, as nuvens se abrem e surge a Lua, rainha da noite. A alma inquieta do viajante se amaina e seu espírito recobra a tranquilidade, pois o espargir da luz que há pouco vira nascer faz claro o caminho e lhe dá segurança.

* * *

Doce consolo na desolação da noite foi esse belo astro, louvado sem cessar pelos poetas e cultuado por muitos povos da Antiguidade. Porém, entre tantas predileções, nada o enaltece mais do que simbolizar a Virgem Santíssima, formosa como a Lua, que guia os peregrinos neste vale de lágrimas rumo ao Sol de Justiça que A ilumina.

Precedendo Nosso Senhor Jesus Cristo, quis o Pai que outra luz prenunciasse o dia da salvação. E assim como a claridade da Lua prepara os olhos dos homens para poderem fitar o fulgor do Sol, surgiu Maria, na noite dos tempos, rasgando as trevas do pecado e anunciando o resplendor da graça que em breve ia reinar no meio de nós.deserto_1.jpg

Mãe do Verbo Divino e Mãe nossa, Ela nos acompanha sempre, tanto nos momentos de radiante felicidade, como nas ocasiões em que aparentemente a luz nos abandonou. E ainda que o céu se apresente coberto por negras nuvens, anunciando provações e desastres, esta boníssima Mãe não deixa de permanecer ao nosso lado, afável, indulgente e serena, perpetuamente propensa a nos ajudar.

Saibamos viver à procura dessa claridade que torna doces os percursos mais áridos. Nas noites obscuras, jamais nos permitamos um sentimento de desconfiança para com Ela, mas vivamos, pelo contrário, em busca dessa luz prenunciadora do Sol rutilante que logo vai nascer. E saibamos a Ela recorrer, dizendo:

“Ó minha Mãe, Medianeira de todas as graças, na vossa luz veremos a luz. Mãe, antes ficar cego do que deixar de ver vossa luz, porque

vê-la é viver. Na sua claridade contemplaremos todas as luzes; e sem ela nenhuma luz refulge. Não considerarei vida os momentos em que ela não brilhar; e eu, da vida, não quererei ter mais nada do que a mente banhada por essa luz.

“Ó luz!, eu vos seguirei custe o que custar: pelos vales, montes, desertos, e ilhas; pelas torturas, pelos abandonos e olvidos; pelas perseguições e tentações, pelos infortúnios, pelas alegrias e triunfos. Eu vos seguirei de tal maneira que, mesmo no fastígio da glória, não me incomodarei com ela, porque só me preocuparei convosco.

“Eu vos vi, e até o Céu não desejarei outra coisa, porque, uma vez, vos contemplei!”. 1

Por Fahima Spielmann

……………………..

1CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Na vossa Luz veremos a luz. In: Dr. Plinio. São Paulo, Ano VII, N.80 (Nov. 2004); p.36.
(In: Revista Arautos do Evangelho n.137. maio 2013)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55780)

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco é lançada nas redes sociais
Utilizando # em sete línguas, o convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades

Por Emanuele Sales

FORTALEZA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “Eu rezo pelo Papa” é o título da campanha que tem mobilizado intercessores do Papa Francisco nas redes sociais. O objetivo é corresponder ao pedido feito por Jorge Mario Bergoglio em 13 de março do ano passado, quando foi eleito pontífice: “Rezem por mim”.

O convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades. Na página no Facebook, há quem oferece oração em forma de pequenos sacrifícios, como a abstinência de chocolate por um período.  Já outros adeptos da campanha prometem rezar novenas, rosários e terços. Há também quem decide lembrar-se do Papa e ofertar-lhe ações cotidianas, como o serviço a Deus e atos de amor ao próximo.

“Essas pequenas coisas se tornam extraordinárias quando colocamos amor e fazemos pensando em ajudar alguém, em apoiar a missão de fazer o bem”, afirma Antonio Marcos Farias, que promete rezar o Angelus pelas intenções do Papa Francisco.

A página www.facebook.com/eurezopelopapa foi lançada no domingo (9), por iniciativa da Comunidade Católica Shalom.  Para aderir basta rezar pelo pontífice e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag  #EuRezoPeloPapa.  As hashtags também estão disponíveis em mais seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

(Agência Zenit)

A menina que rezou o terço com Nossa Senhora

Redação – (Terça-feira, 11-02-2014, Gaudium Press– Numa pequena cidade francesa, aos pés do Pirineus, três meninas saíram para apanhar lenha.

Tinham recomendação materna, especialmente a mais velha, de não colocar seus pés na água do rio, pois ela sofria de asma e fazia frio. Era 11 de fevereiro de 1858.nossa_senhora_de_lourdes.JPG

A pequena cidade, ainda pouco conhecida, chamava-se Lourdes. As meninas mal sabiam que algo de maravilhoso estava para acontecer.

Duas das meninas chegando ao rio aventuraram atravessá-lo. Bernardette, a terceira menina, obediente, não atravessou o Rio Gave que nasce na alto nevado da cordilheira e passa pela cidade. Nessa época do ano o rio tem menos água, fica raso, mas é muito frio.

Enquanto esperava sua irmã e sua prima, Bernardette sentou-se em uma pedra ao lado da entrada de uma gruta conhecida na região como Massabielle que, no dialeto local, significa pedra velha ou rocha velha, quando de repente…

Bem, deixemos que própria Bernardete nos conte:

Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som de sussurro. Olhei para as árvores e elas estavam paradas e o ruído não era delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o sinal da cruz, ela mesma, e, na segunda tentativa, eu consegui fazer o sinal da cruz, embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios”. Quando eu terminei a Ave-Maria, ela desapareceu.

Este fato sobrenatural viria modificar a vida de nossa vidente e de toda sua família. Tida como louca por alguns, falsária por outros e beata por poucos, Bernardete passaria por muitas dificuldades.

A primeira dificuldade era fazer-se crer pelo pároco de Lourdes, Pe. Dominique Peyramale, que, no início das aparições, diante do mistério que envolvia tudo que passou a acontecer, não lhe dava crédito. E lhe pedia uma prova, algo que lhe fizesse acreditar naquela misteriosa mulher.

O inverno era rigoroso e o padre Peyramale pediu que, como sinal, a mulher misteriosa, fizesse florir rosas em seu jardim. Nada aconteceu… Ele continuou incrédulo.

Foi somente depois de 25 de março de 1858 que ele passou a crer na veracidade do que acontecia na Gruta:

Naquele dia, Bernardette perguntou à Virgem Maria qual era seu nome. A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A menina voltou alegre e correu até a Igreja para contar ao Padre a resposta da Virgem. Foi então que o cauto sacerdote percebeu que a resposta era um evidente sinal para dissipar suas dúvidas:

Como aquela pobre, inculta e desinformada criança poderia saber do dogma da Imaculada Conceição de Maria?

Ainda havia muito pouco tempo desde que o Papa Pio IX tinha proclamado Maria como Imaculada…

Mas, enquanto isso, milagres e mais milagres continuavam a acontecer nas águas saídas das mãos de Santa Bernardete, por indicação de Nossa Senhora! E até hoje não pararam…

Para comprovar o caráter miraculoso dos fatos que passaram a acontecer com os doentes que iam à Gruta e tomavam daquela água lá nascida, foi instituída uma junta médica para analisar cada um desses fatos. E muitos deles foram considerados milagrosos: eram milagres do corpo e da alma.

O mais recente desses milagres deu-se com uma italiana de nome Daniela Castelli. Ela sofria de um tumor maligno e já se encontrava praticamente desenganada pelos médicos. Após algumas idas a Lourdes, Daniela foi curada. E o miraculoso da cura foi comprovado pela comissão de médicos, no ano de 2010.

Hoje Castelli trabalha como voluntária no Santuário.

O Professor Plínio Corrêa de Oliveira, comentando Lourdes e seus milagres afirmou que, “para glorificar ainda melhor sua Mãe, Nosso Senhor fez mais. Em Lourdes, como estrondosa confirmação do dogma, fez o que nunca antes se vira: instalou no mundo o milagre por assim dizer em série e a título permanente. Até então, o milagre aparecera na Igreja esporadicamente. Mas em Lourdes, as curas mais cientificamente comprovadas e de origem mais autenticamente sobrenatural se dão, há cem anos, a bem dizer a jato contínuo, à face de um século confuso e desnorteado”.[1]

Peçamos a Virgem de Lourdes que vele por todos nós e nos conceda os milagres que precisamos e… esperamos.

Por Lucas Miguel Lihue

……………………………………………………………….

[1]Plinio Corrêa de Oliveira, “Primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário”, “Catolicismo”, nº 86, fevereiro de 1958.

(http://www.gaudiumpress.org/content/55730#ixzz2t6PZkDdI )

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes
“Cristo morreu por todos a fim de que aqueles que vivem, não vivam mais para si, mas por Aquele que morreu e ressuscitou por eles” 2Cor 5,15

Hoje, o mundo inteiro venera Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Lembramos o que se chama “aparição de Nossa Senhora”, ou aparições que se repetiram de 11 de Fevereiro até 16 de Julho.
O grande teólogo e pesquisador de Lourdes, o Padre Laurentin, examinou as 14 aparições centrais e as mensagens sobre Nossa Senhora, “toda cheia de graça e concebida sem pecado original”, pelos méritos de Cristo.
O hino “Louvando Maria” ressoa em quase todas as peregrinações do mundo, atraindo pessoas que queiram levar, como Nossa Senhora, Cristo aos homens.

Louvando Maria o povo fiel A voz repetia de São Gabriel Ave,ave, ave Maria Ave,ave, ave Maria Um anjo descendo num raio de luz Feliz, Bernadete à fonte conduz Ave,ave, ave Maria Ave,ave, ave Maria Vestida de branco da glória desceu Trazendo na cinta as cores do céu Ave,ave, ave Maria Ave,ave, ave Maria Mostrando o rosário na cândida mão Ensina o caminho da santa oração.
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
(Tradução livre de Maria do Rosário)

Nossa Senhora de Lourdes, a Imaculada Conceição

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Redação (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) – Ao contemplar a história das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, na gruta de Massabielle, nossos olhos se voltam para a menina a quem Ela falou. Transcrevemos hoje, véspera das comemorações de Nossa Senhora de Lourdes, traços da vida da Santa que viu a Imaculada Conceição:

Lourdes! Onde encontraremos os termos que alcancem exprimir tudo quanto esse nome significa para a piedade católica no mundo inteiro? Quem poderá traduzir em palavras o ambiente de paz que envolve a gruta sagrada na qual, há mais de 150 anos, a Santíssima Virgem apareceu à humilde Bernadette e inaugurou, de modo definitivo, um novo vínculo com a humanidade sedenta de refrigério e paz? Por desígnio da Divina Providência, a esse lugar associou-se uma ação intensa da graça, especialmente capaz de transmitir aos milhares de peregrinos, vindos de longe, a certeza interior de serem suas preces benignamente ouvidas, seus dramas apaziguados, e suas esperanças fortalecidas.

Com efeito, ao longo deste século e meio, as ásperas rochas de Massabielle tornaram-se palco das mais espetaculares conversões e curas, legando à Santa Igreja Católica um tesouro espiritual de valor incalculável.

Em Lourdes fatos se revestem de uma grandiosidade peculiar, diante da qual nossa língua emudece. Ali está, diante de nós, a sublimidade do milagre. Entretanto, não se pode falar de Lourdes sem nos lembrarmos com veneração da personagem ligada de modo indissociável a essa história de bênçãos e misericórdias.

A modesta pastorinha a quem Nossa Senhora apareceu é o primeiro e maior prodígio de Lourdes: ela simboliza a íntegra fidelidade aos apelos de conversão e penitência, que naqueles dias foram lançados pela Rainha dos Céus, os quais haveriam de chegar aos mais longínquos recantos da Terra.

Infância marcada pela Fé

Bernadette nasceu num século de profundas transformações. Animada, de um lado, pelo surto de devoção mariana que o pontificado do Beato Pio IX estava suscitando, a segunda metade do século XIX presenciava o avanço insolente do ateísmo e do materialismo.

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Santa Bernadette Soubirous
Foto acima e abaixo

Os espíritos estavam divididos e, a fim de agir precisamente nessa encruzilhada da História, Maria Santíssima quis servir-se da filha primogênita do casal Soubirous.

Quão distantes, porém, desta sorte de considerações, estavam François e Louise, em 7 de janeiro de 1844! Nascia-lhes a filha Bernadette, no Moinho Bolly, nas cercanias de Lourdes, durante os dias felizes de fartura ali transcorridos. A menina foi batizada, recebendo o nome de sua madrinha Bernard, ao qual se acrescentou o da Senhora que haveria de lhe aparecer. Marie- Bernard, eis como se chamava Bernadette, sem escapar do diminutivo carinhoso que a acompanharia para o resto da vida.

No Moinho Bolly transcorreu sua primeira infância, marcada por uma religiosidade autêntica e sincera. Além da freqüência aos Sacramentos, a oração em conjunto aos pés do crucifixo e uma exímia prática dos princípios cristãos correspondiam a um dever moral para aquele casal de camponeses. Bernadette cresceu, por assim dizer, respirando a santa Fé Católica do mesmo modo que respirava o puro ar da montanhosa região dos Pirineus.

A miséria visitou o lar dos Soubirous

A época era difícil e os negócios de François Soubirous iam mal. Quando Bernadette tinha 8 anos, mudaram-se para um moinho mais simples, e ao cabo de três anos alugaram uma cabana à beira da estrada. Já crescida, ela acompanhava os progressivos insucessos dos pais e enfrentava, com admirável resignação, a situação de indigência a que se viram reduzidos em 1856, a ponto de terem de mudar para o antigo cárcere da rua Petits- Fosées: um cubículo úmido e pestilento, que as autoridades locais haviam julgado inadequado até mesmo para os presos.

A pobreza era ali completa. O cômodo media menos de 20 m² e a família não possuía absolutamente nada, além da mobília mais indispensável e das roupas. A luz do Sol nunca penetrava no recinto, marcado pela grade da janela e pelo ferrolho da pesada porta – reminiscências do antigo calabouço. Ali vivia o casal Soubirous e as quatro crianças, constantemente atormentados pela fome. Quando conseguia comprar pão, a mãe o dividia entre os pequenos, que ainda assim se sentiam insaciados. Bernadette, não raras vezes, privava-se de sua pequena porção em favor dos mais novos, sem nunca demonstrar o menor descontentamento por isso.

À noite, sem conseguir dormir, atormentada pela asma, Bernadette chorava. A causa principal daquele desafogo, porém, não eram a doença ou as duras privações materiais.santa_bernadette_soubirous_2.jpg

O único desejo da angelical menina era fazer a Primeira Comunhão, mas a necessidade de cuidar dos irmãos e da casa a impedia de frequentar o catecismo, de aprender a ler e escrever e até de falar francês. De fato, quando a Santíssima Virgem lhe dirigiu a palavra, o fez em patois, o dialeto da região de Lourdes. Se Bernadette desejou algo para si, nos dias de sua infância, foi apenas receber o Santíssimo Sacramento, o Senhor ofendido pelos pecados dos homens, que ela aprendera tão cedo a consolar.

Dias de pastoreio em Bartrès

As poucas vezes que Bernadette frequentou as aulas de catecismo em Lourdes foram malogradas, porque não conseguia acompanhar as demais crianças, bem mais novas e adiantadas que ela. Louise Soubirous preocupava-se com a filha, de treze anos, que ainda não fizera a Primeira Comunhão, e resolveu pedir à amiga Marie Lagües que a recebesse em Bartrès – vilarejo não muito distante de Lourdes – a fim de que Bernadette lá pudesse frequentar as aulas de catecismo.

Por consideração e amizade, Marie Lagües a recebeu em sua casa, mas não foi tão fiel à promessa quanto seria de se esperar. Logo ocupou Bernadette nos serviços da casa e no cuidado das crianças. E seu marido encontrou nela a pastora ideal para seu rebanho de cordeiros. Foi nesse período que Bernadette solidificou-se na oração, durante as longas horas transcorridas no mais completo silêncio em meio ao privilegiado panorama pirenaico. Contemplativa, ela montava um pequeno altar em honra da Santíssima Virgem e aí passava horas de grande fervor recitando o Rosário, a única oração que conhecia.

Um fato passado com Bernadette por essa época demonstra a pureza cristalina de seu coração. Certo dia, quando François Soubirous foi visitar a filha, encontrou-a triste e cabisbaixa. Perguntou-lhe o que a afligia.

– Todos os meus cordeiros têm as costas verdes – respondeu ela.

O pai, percebendo tratar-se da marca posta por um negociante, fez um ameno gracejo: – Eles têm as costas verdes porque comeram muita erva.

– E podem morrer? – perguntou assustada Bernadette.

– Talvez…

Penalizada, ela começou a chorar no mesmo instante. O pai, então, contou-lhe a verdade: – Vamos, não chores. Foi o negociante que os marcou assim.

Mais tarde, quando a chamaram de boba por ter acreditado em semelhante brincadeira, sua resposta constituiu uma demonstração involuntária de sua elevada virtude: – Eu nunca menti; não podia supor que aquilo que o meu pai me dizia não era verdade.

Os dias se escoavam lentamente na pequena aldeia, havendo completado sete meses que Bernadette lá chegara. Quanta esperança de aproximar- se da Mesa Eucarística trazia na chegada, e que decepção experimentava agora, após poucas aulas de insignificante instrução! Aquela espera interminável a afligia, mas, como tudo na vida do homem, foi permitida por Nosso Senhor.

“Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2, 3). Essas palavras, desconhecidas para Bernadette, significam exatamente o modo como Deus procedeu a seu respeito. Ao mesmo tempo que a graça inspirava em sua alma um ardente desejo das coisas do alto, estas pareciam ser-lhe tiradas. Com isso, seu anseio se robustecia, e tudo o que era terreno ia se afigurando como pouca coisa aos seus olhos, cada vez mais aptos para compreender as realidades sobrenaturais.

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Gruta das aparições

Como costuma ocorrer com as almas que Deus prova por meio de longas esperas, estavam-lhe reservadas grandes graças.

Celestial surpresa

De volta à casa paterna, Bernadette retomou os antigos afazeres. Na manhã inolvidável de 11 de fevereiro de 1858, saiu com a irmã Toinette e a amiga Jeanne Abadie para o bosque, a fim de recolherem gravetos para a lareira e ossos para vender a fim de comprarem algum alimento. Andaram bastante até chegarem à gruta de Massabielle, onde Bernadette nunca havia estado. Enquanto as vivazes meninas atravessavam a água gelada do rio Gave, Bernadette se preparava para fazer o mesmo.

Eis sua própria narração do que então sucedeu: “Escutei um barulho, como se fosse um rumor. Então, virei a cabeça para o lado do prado; vi que as árvores absolutamente não se mexiam. Continuei a descalçar-me. Escutei de novo o mesmo barulho. Levantei a cabeça, olhando para a gruta. Avistei uma Senhora toda de branco, com um vestido branco, um cinto azul e uma rosa amarela sobre cada pé, da cor da corrente do seu terço: as contas do terço eram brancas” 1.

Era a Santíssima Virgem sorrindo-lhe, e chamando-a para se aproximar d’Ela. Temerosa, Bernadette não se adiantou, mas puxou o terço e começou a rezar. O mesmo fez a “linda Senhora”, a qual embora sem mover os lábios, a acompanhava com seu próprio terço. Após o término do Rosário, Ela desapareceu.

A impressão causada por essa primeira aparição em Bernadette foi profunda. Sem reconhecer n’Ela a Mãe celeste, a menina sentia-se irresistivelmente atraída por figura tão amável e admirável, na qual não podia parar de pensar. Quando uma freira lhe perguntou, anos mais tarde, na enfermaria do convento, se a Senhora era bela, ela respondeu: – Sim! Tão bela que, quando se vê uma vez, deseja-se a morte só para tornar a vê-la!

Dezoito encontros em Massabielle

Por mais que Bernadette tivesse pedido segredo às suas duas companheiras, às quais contou o que vira, elas não se mantiveram caladas por muito tempo. Logo, dezenas de pessoas comentavam na vizinhança o sobrenatural acontecimento. E era apenas o começo: a impressionante popularidade das aparições assumiram proporções tais, que no dia 4 de março, estavam junto a Bernadette nada menos que vinte mil peregrinos.

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O Santuário de Lourdes é um dos maiores centros de
peregrinação do mundo católico, acolhendo cerca
de 6 milhões de peregrinos todos os anos

Antes de cada visita de Nossa Senhora, Bernadette sentia irresistível desejo de ir a Massabielle. Assim aconteceu nos dias 14 e 18 de fevereiro, quando um pressentimento interior a conduziu até a gruta. Na segunda aparição, a Virgem Santíssima permaneceu novamente em silêncio; disse algo apenas no dia 18, conforme no-lo narra a obediente menina: “A Senhora só me falou na terceira vez. Ela perguntou-me se eu queria ir lá durante quinze dias. Eu respondi que sim, depois que pedisse licença a meus pais” 2.

A quinzena de aparições, que se deu entre 18 de fevereiro e 4 de março, com exceção dos dias 22 e 26, constituiu o cerne da mensagem confiada a Bernadette. A cada dia multiplicava- se o número dos assistentes que empreendiam penosas viagens, atraídos pelos celestiais colóquios. Embora mais ninguém além de Bernadette visse a “Senhora”, todos sentiam Sua presença e se comoviam com os êxtases da camponesa.

– Ela não parecia ser deste mundo – disse uma testemunha.

As palavras de Nossa Senhora não foram muitas, mas de expressivo significado. Disse a Bernadette no mesmo dia 18: “Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro”. E nas outras vezes: “Eu quero que venha aqui muita gente”. “Pede a Deus pelos pecadores! Beije a terra pelos pecadores!”. “Penitência, penitência, penitência!” “Vá e diga aos padres que construam aqui uma capela. Quero que todos venham em procissão”.

Ainda durante a quinzena, a Rainha dos Céus confiou três segredos e ensinou uma oração a Bernadette, a qual ela recitou com insuperável fervor todos os dias de sua vida. Após um longo silêncio a respeito de sua identidade, a Senhora revelou seu nome a Bernadette na 16ª aparição, em 25 de março de 1858: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Era uma solene confirmação do dogma proclamado pelo Beato Pio IX, quatro anos antes; a pureza da doutrina seria coroada, daqui por diante, pela beleza dos milagres.

Transformada por Nossa Senhora

Um dos critérios de prudência adotados pela Santa Igreja para verificar a autenticidade de revelações como as que recebeu Bernadette, consiste em observar atentamente a conduta dos videntes. Neles, se reflete invariavelmente a veracidade e o teor do que dizem ver: seu testemunho pessoal é decisivo.

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Na gruta de Massabielle, onde Maria
pediu a Bernadette que rezasse
pelos pecadores, operam-se
verdadeiros milagres da graça

No caso de Lourdes, tal como depois sucedeu com os pastorinhos de Fátima, a mudança operada em Bernadette pode ser considerada um milagre da graça. Seus gestos, modos, palavras e, sobretudo sua piedade adquiririam indescritível brilho pelo contato com a Rainha dos Céus: “Na sua atitude, nos seus traços fisionômicos, via-se que a sua alma estava arrebatada. Que paz profunda! Que serenidade! Que elevada contemplação! O olhar da criança para a aparição não era menos maravilhoso que o seu sorriso. Era impossível imaginar algo tão puro, tão suave, tão amável…” 3.

Após os êxtases, ela mantinha a clave de sublimidade que a pervadira: o modo como fazia o sinal-dacruz, sua compostura durante a oração e sua fineza de trato, aliados à simplicidade, eram mais distintos que os de qualquer dama que tivesse passado a vida inteira exercitando-se na arte do “savoir-plaire”.

“Não escapa aos pais que se operou nela uma transformação no decorrer deste último mês. Não foram vãs para ela a contemplação e as lições celestes. […] Tendo visto chorar a Senhora de Massabielle pelo pecado e pelos pecadores, esta criança analfabeta compreendeu o grande dever da penitência e da oração” 4.

Até mesmo o Pe. Peyramale, o pároco de Lourdes, célebre pela desconfiança em realação a todos os fatos ocorridos com Bernadette, confessou: “tudo nela evolui de maneira impressionante” 5.

Respondendo aos magistrados

Os espíritos céticos estavam à espreita dos acontecimentos. Sumamente irritados pela afluência multitudinária à gruta, diziam: “É incrível quererem fazer-nos crer em aparições em pleno século XIX”. Tais homens colocavam suas esperanças mais em seus “modernos” inventos que na onipotência de Deus: “É estupidez e obscurantismo admitir a possibilidade de aparições e milagres na época do telégrafo elétrico e da máquina a vapor” 6.

Foi diante de autoridades com essa mentalidade que Bernadette teve de depor três vezes no curto período de uma semana, ainda durante a quinzena das aparições. Durante os intermináveis inquéritos em que a crivaram de perguntas capciosas, Bernadette ouviu coisas brutais: “Vamos prenderte! O que é que vais procurar à gruta? Por que fazes correr tanta gente? Vamos meter-te na prisão! Matar-te-émos na prisão!” 7. Chamaram-na de mentirosa, visionária, louca. A tudo isso ela apenas respondia com a verdade, suportando esses sofrimentos com humildade e doçura. Suas respostas acertadas confundiram os magistrados, que nunca tiveram qualquer motivo legal para prendê-la.

A opinião final que formaram a respeito de Bernadette, e que enviaram ao Ministro da Justiça de então, foi esta: “Segundo o reduzido número daqueles que pretendem ter a seu lado o bom senso, a razão e a ciência, Bernadette Soubirous é portadora de uma enfermidade mental conhecida: está sendo vítima de alucinações, apenas isto!” 8. Teriam eles, como pretendiam, a razão do seu lado? A resposta não demorou a se tornar clara.

A fonte milagrosa e o chamado à expiação

Na aparição de 25 de fevereiro, a Santíssima Virgem disse a Bernadette: “Vai beber à fonte”. Bernadette foi ao rio Gave e bebeu. Contudo, não era ao rio que Ela se referia, mas sim a um canto da gruta onde havia apenas água suja. A menina cavou e bebeu.

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Fonte milagrosa de Lourdes

Daquela nascente obscura brotou discretamente a água milagrosa, que dali a alguns dias borbulhava em abundância para maravilhamento de todos.Os doentes não demoraram em servir-se dela e as curas inexplicáveis se iniciaram em 1º de março. Enfermos desenganados “pela razão e pela ciência” viam seus males desaparecer num instante, e os argumentos de inúmeros corações reticentes se transformavam em cânticos de fé.

Mas, quando Bernadette, mais tarde, serviu- se da água para suas penosas doenças, ela não lhe foi eficaz. Perguntaram, então: – Essa água cura os outros doentes: por que não te cura a ti? – Talvez a Santíssima Virgem queira que eu sofra – foi a sua resposta. De fato, a sua vocação era sofrer e expiar pela conversão dos pecadores. A água da fonte não era para ela.

Essa filha predileta de Maria compreendeu com profundidade sua singular missão. Tudo quanto haveria de padecer física e moralmente dali em diante – o que não foi pouco – ela desejava unir aos méritos infinitos do Redentor crucificado, para que fosse pleno o efeito das graças derramadas na gruta. Nunca um murmúrio, uma queixa ou um ato de impaciência se desprendeu de seus resignados lábios, afeitos de modo heróico ao silêncio e à imolação.

No Asilo e em Nevers

Após o ciclo das aparições, todos queriam ver Bernadette e tocá-la. Pediam-lhe bênçãos, roubavam relíquias… Homens ilustres empreendiam longas viagens para conhecê-la e altas figuras eclesiásticas não escondiam sua admiração diante dela.

Todavia, quanto a faziam sofrer por causa disso! Em sua acrisolada humildade, Bernadette sentia-se incomodada perante tantas manifestações de deferência. Seu maior desejo era ser esquecida, queria que apenas a Virgem Santíssima fosse objeto de enlevo e amor.

Em Lourdes, ela viveu ainda nove anos no Asilo, administrado pelas Irmãs de Caridade e da Instrução Cristã, de Nevers. Ajudava no atendimento aos doentes, nos serviços da cozinha, na atenção às crianças. Aos 23 anos partiu para a Casa-Mãe da Congregação, em Nevers, desejando avidamente a vida de recolhimento e oração: – Vim aqui para esconder-me – disse ela.

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Os treze anos de vida religiosa de Santa Bernadette foram
vincados pela prática de todas as virtudes e, de modo
especial, o desprendimento de si mesma e o
amor ao sofrimento

Corpo incorrupto de Santa Bernadette
Soubirous – Nevers, França

Seus treze anos de vida religiosa foram vincados pela prática de todas as virtudes. De modo especial, o desprendimento de si mesma e o amor ao sofrimento. Desse período, passou nove anos de ininterruptas enfermidades: a asma inclemente, um doloroso tumor no joelho, que evoluiu até uma terrível cárie dos ossos. No dia 16 de abril de 1879, aos 35 anos de idade, ela entregou sua alma ao Criador.

“Encontrar-me-eis junto ao rochedo”

Seus restos mortais incorruptos constituem um dos mais belos vestígios da felicidade eterna que Deus tenha outorgado aos pobres mortais neste Vale de Lágrimas. Intocado, puro, angélico é o corpo de Bernadette, diante do qual o peregrino sente-se atraído a passar horas seguidas em oração, levantando-se depois com a doce impressão de ter penetrado na felicidade eterna de que goza a vidente de Massabielle.

Ali estão, cerrados, mas eloquentes, os olhos que outrora contemplaram a Santíssima Virgem, a nos ensinar que os únicos a serem exaltados são os mansos e humildes de coração; a nos lembrar que, para realizar Suas grandes obras, Deus não precisa das forças humanas, mas sim da fidelidade à voz de Sua graça.

Sabemos que a missão de Bernadette não terminou. A ação benfazeja de sua intercessão se faz sentir junto à gruta, conforme ela mesma predisse: “Encontrar-me-eis junto ao rochedo que tanto amo”. Que ela nos obtenha uma confiança inquebrantável no poder d’Aquela que disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

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(http://www.gaudiumpress.org/content/55662#ixzz2t22WOIAB )

Há um ano: a histórica renúncia de Bento XVI

Surpreendendo a todos, a decisão deu início a um episódio sem precedentes na vida da Igreja

Por Sergio Mora

ROMA, 10 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O dia 11 de fevereiro de 2013 prometia ser uma segunda-feira particularmente tranquila. No consistório, conforme previsto, o papa Bento XVI decretou a inscrição de Santa Catarina de Siena Montoya e Upegui e de Maria Guadalupe Garcia Zavala no Livro dos Santos. Era um dia a tal ponto tranquilo que a Sala de Imprensa da Santa Sé estava quase vazia.

O que ninguém esperava eram as seguintes palavras de Bento XVI: “Convoquei este consistório não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja”.

E veio o anúncio: “Depois de examinar reiteradamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que, devido à idade avançada, não tenho mais forças para exercer adequadamente o ministério petrino”.

E prosseguiu: “Por isso, muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos cardeais em 19 de abril de 2005, de forma que, a partir do dia 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, ficará vacante a sé de Roma, a sé de São Pedro, e deverá ser convocado, por meio de quem tem a devida competência, o conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”.

“O papa esperou este consistório com a participação de grande quantidade de cardeais presentes”, disse o porta-voz vaticano, pe. Federico Lombardi, “e leu o seu pronunciamento em latim”.

“O papa continuará na plenitude das suas funções até 28 de janeiro, às 20 horas. A partir desse momento, entraremos em sé vacante”, explicou o porta-voz, acrescentando: “Não existem dúvidas sobre a renúncia, que foi feita do modo válido previsto pelo direito canônico”.

Gestos precursores da renúncia

No dia 28 de abril de 2009, o papa Bento XVI viajou a L’Aquila, na Itália, para orar pelas vítimas do terremoto que tinha atingido a região. Na basílica de Nossa Senhora de Collemaggio, onde está a relíquia do papa Celestino V, Bento XVI depositou o pálio que lhe fora entregue no dia da sua entronização.

Celestino V (1209-1296) foi eleito papa após uma longa sé vacante, o que se deveu à divisão do colégio cardinalício entre os candidatos apoiados pelas famílias Colonna e Orsini. Após cinco meses como pontífice, ele renunciou voluntariamente ao pontificado para retornar à sua vida de ermitão. Reunido o conclave, seu sucessor, Bonifácio VIII, foi eleito em um dia.

Quando Bento XVI voltou a essa região, por ocasião do “perdão de Celestino V”, ele declarou em sua homilia: “Passaram-se oitocentos anos, mas Celestino V permanece presente na história em razão dos célebres acontecimentos de sua época e do seu pontificado e, especialmente, da sua santidade”.

O papa Bento XVI quis ressaltar, ainda, “vários ensinamentos” da vida do papa Celestino, que são “válidos também para a nossa época”. Precisamos ver nele um “buscador de Deus”, que, “no silêncio exterior, mas em especial no interior, conseguiu perceber a voz de Deus, capaz de orientar a sua vida”. Além disso, “São Pedro-Celestino, mesmo levando uma vida de eremita, não se ‘fechou em si mesmo’, mas manteve a paixão por levar a boa notícia do Evangelho aos seus irmãos. E o segredo da sua fecundidade pastoral estava precisamente no fato de permanecer com o Senhor, na oração”.

Depois da perplexidade normal que um ato histórico desta envergadura suscita, veio o conclave e, com ele, o papa Francisco. Depois de um ano, tudo agora parece mais claro.

Monsenhor Ratzinger: “Meu irmão não se arrepende de ter renunciado”

O irmão do papa emérito se pronuncia no aniversário da histórica renúncia

Vaticano, 10 de fevereiro de 2014 (Zenit.org)

Redação

Georg Ratzinger, hoje com noventa anos, se lembra com preocupação do dia em que o seu irmão menor, Joseph, foi eleito Sumo Pontífice. “Devo dizer, com toda a sinceridade, que, naquele momento, eu me senti bastante derrotado”. O que o entristecia era pensar que o irmão não teria mais tempo para ele a partir de então. No dia 19 de abril de 2005, não conseguiu telefonar para Joseph Ratzinger. Passaram-se dias depois da eleição do Sucessor de Pedro até que mons. Georg conseguisse falar com o irmão. “Agora eu tenho, graças a Deus, um segundo telefone, com um número que só ele conhece. Quanto toca esse telefone, eu sei que o meu irmão, o papa, está me ligando”.

É conhecida a relação estreita entre os irmãos Ratzinger. Detalhes inéditos da vocação de Joseph Ratzinger foram revelados no livro “Meu irmão, o papa” (Mein Bruder, der Papst), entrevista concedida por mons. Georg Ratzinger ao jornalista e escritor alemão Michael Hesemann. Mons. Georg começa pelos anos da infância e, entre outras coisas, conta como nasceu e amadureceu no seio da família a decisão do jovem Joseph de servir à Igreja no sacerdócio, até chegar aos anos do pontificado.

Ambos os irmãos continuaram se encontrando. Georg visitava o irmão várias vezes por ano em Roma. As festas natalinas, a páscoa e o mês de agosto em Castel Gandolfo eram as ocasiões em que ambos podiam passar algum tempo juntos. Mons. Ratzinger ficava no Vaticano de 28 de dezembro até 10 de janeiro. Neste ano, porém, ele prolongou a estada para festejar o seu 90º aniversário em companhia do papa emérito, no dia 15 de janeiro.

Mons. Georg Ratzinger passa o resto do ano em casa, em Ratisbona, cidade em que se localiza o Instituto Papa Bento XVI, encarregado de publicar as obras completas do emérito bispo de Roma. Foi para esse lugar que se dirigiu um jornalista do periódico espanhol La Razón, a fim de conversar com Georg Ratzinger. Tanto no Instituto quanto na diocese, ele recebeu a informação de que, por causa da idade avançada, o irmão de Bento XVI “não está mais em condições de conceder entrevistas”.

Mesmo assim, o jornalista Michael Hesseman sugere uma conversa por telefone. Mons. Georg aceita.

“Meu irmão está em bom estado de saúde. Ele tenta manter a serenidade, mesmo sem ter todo o tempo que gostaria para tocar o piano ou conversar por telefone, já que ainda recebe muitas visitas e mantém audiências”. O irmão de Bento XVI diz que o papa emérito continua estudando teologia, mas não confirma a possibilidade de que ele esteja escrevendo as suas memórias: “Não posso confirmar. Além disso, já existem livros que relatam amplamente a vida do meu irmão, que já contêm a essência do seu trabalho”.

Perguntado sobre o primeiro aniversário da renúncia e sobre as reflexões feitas durante esses meses, Georg Ratzinger afirma: “Meu irmão não se arrepende da decisão que tomou há um ano. Para ele, estão bem claras as tarefas e funções que ele quer realizar. A renúncia foi uma decisão clara que continua sendo válida hoje”.

Mons. Georg Ratzinger nasceu em Pleiskirchen, na Alemanha, em 15 de janeiro de 1924. É conhecido pela atividade como músico e como diretor de coral: com apenas onze anos, o pequeno Georg já tocava o órgão da igreja. Em 1935, ele entrou no Kleine Seminar, um internato para meninos que querem ser sacerdotes, na cidade de Traunstein. Ratzinger recebeu ali as primeiras aulas de música, que continuaria no Seminário de Munique e de Freising, onde entrou junto com o irmão Joseph em janeiro de 1946. Cinco anos depois, em 1951, ambos foram ordenados, também juntos, pelo cardeal Michael von Faulhaber.

(Fonte: Agência Zenit)

Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2014

Foto News.va

VATICANO, 07 Fev. 14 / 01:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- Foi divulgada ontem a primeira mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude, que se celebra no Domingo de Ramos e que leva como título “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5, 3)

Queridos jovens,

Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.

A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de reflectir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).

1. A força revolucionária das Bem-aventuranças

É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.

Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.

As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.

Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.

2. A coragem da felicidade

O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).

Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.

Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.

3. Felizes os pobres em espírito…

A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?

Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.

O adjetivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.

Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).

São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.

Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.

Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.

Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.

Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).

4. … porque deles é o Reino do Céu

Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus conosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».

Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.

Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.

No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».

Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade.

Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir – de 2014.

FRANCISCO

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26669)

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos
Pe. João Chagas, Responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, comenta a Mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 07 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Papa Francisco como temas das três próximas edições da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) trata, versículos bíblicos tirados das Bem-aventuranças. Tais temas  marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Sucessor de Pedro prevista para Cracóvia (Polônia) em julho de 2016.

“Não há nada mais revolucionário do que viver o Evangelho,  que de um certo modo está sintetizado nas Bem-aventuranças”, afirma Pe. João Chagas, responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os leigos (PCL), comentando as palavras do Santo Padre citadas no início da mensagem para a JMJ 2014.

A mensagem do Papa Francisco para a JMJ de 2014, cujo tema é: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3) foi divulgada nesta quinta-feira, 6 de fevereiro. Por isso, ZENIT conversou com Padre João Chagas que, junto aos demais colaboradores do Setor Jovem, é responsável pela organização da JMJ.

“Na mensagem o Santo Padre – explica Pe. João- afirma que Cristo é o Bem-aventurado por excelência, aquele que encarna as Bem-aventuranças desde o seu nascimento na gruta de Belém até a sua morte e ressurreição.”

Como os jovens podem viver essa mensagem na prática? Padre João responde que todos nós somos chamados a uma forte experiência com o amor de Cristo, o pobre por excelência. A partir deste encontro, como São Francisco de Assis, descobrimos a beleza da pobreza e deixamos de lado tudo o que não é essencial, para seguir a Cristo.

“O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos”- exortou Pe. João-. Na mensagem, o Papa convida os jovens a ter coragem: coragem de responder a Jesus que os chama a seguí-Lo, coragem de abraçar a proposta de vida de Cristo, coragem de acolher a verdadeira felicidade que só Deus pode dar, coragem de ir contracorrente, contra o lugar comum imposto pela mentalidade mundana e também a coragem da sobriedade”- destacou o responsável pelo Setor Jovem do PCL.

A coragem da felicidade foi outro ponto da mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014 ressaltada por Pe. João.  “O termo grego usado no Evangelho émakarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes – lê-se na mensagem-. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? – questiona o Santo Padre-.

Depois de explicar o termo,  o Papa cita o Beato Pierjorge Frassati. “Com este exemplo – continua Pe. João-  o Papa Francisco nos diz que não podemos viver uma vida medíocre, mas precisamos aspirar a altos ideais.”

Padre João recordou ainda que no encontro com os jovens das escolas jesuítas, o Papa Francisco falou sobre a importância de educar para a magnanimidade. “Somente se aspirarmos aos grandes ideias, não vamos nos contentar com uma felicidade ‘low cost” – afirma-.

“Muitas vezes, a tentação que o jovem tem diante dos desafios da vida, é a de buscar atalhos para a felicidade. Tais atalhos podem levá-lo para bem longe do verdadeiro caminho de felicidade. A única e verdadeira felicidade, só Deus pode dar. Uma felicidade alcançada também quando vencemos os desafios da vida e não fugimos deles.” – Concluiu Padre João Chagas-.

Esta foi a primeira mensagem do Papa Francisco aos jovens, e também a primeira no itinerário de preparação a Cracóvia 2016. Em 2015 o tema será: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). E por fim, na Jornada de 2016 o versículo 7 do capítulo 5 do Evangelho de Mateus: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”.

(Fonte: Agência Zenit)

Resposta enérgica do Vaticano ao relatório ideológico da ONU sobre direitos da criança

Dom Silvano Tomasi (Foto News.va)
PARTICIPA: Assine aqui a Declaração de apoio à Santa Sé ante as Nações Unidas: http://defendtheholysee.org/es/privado/

VATICANO, 06 Fev. 14 / 04:06 pm (ACI).- O Arcebispo Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé ante as Nações Unidas em Genebra, respondeu energicamente ao relatório do Comitê da ONU para os direitos da Criança no qual se pede à Santa Sé mudar os seus ensinamentos sobre oaborto e a homossexualidade para erradicar o problema dos abusos sexuais. O Núncio expressou sua surpresa e afirmou que o relatório parecia já estar escrito inclusive antes das conversações com os representantes do Vaticano.

Em entrevista com Rádio Vaticano, Dom Tomasi assinala que “a primeira impressão: temos que esperar, ler atentamente e analisar de modo detalhado o que escreveram os membros desta Comissão. Mas a primeira reação é de surpresa, porque o aspecto negativo do documento que eles produziram é que parece que já havia sido preparado antes da reunião da Comissão com a Delegação da Santa Sé, que deu detalhadamente respostas precisas sobre  vários pontos , que não foram, relatadas neste documento conclusivo, ou pelo menos não parece ter sido levado em séria consideração.”.

“Na verdade, o documento parece não ser atualizado, tendo em conta o que nos últimos anos tem sido feito em  nível da Santa Sé, com as medidas tomadas diretamente pelo Estado da Cidade do Vaticano e, em seguida, em vários países pelas Conferências Episcopais”.

Portanto, precisa o Núncio, “falta a prospectiva correta e atualizada, que possui realmente uma série de mudanças para a proteção das crianças, que me parece difícil de encontrar,  no mesmo nível de compromisso, em outras instituições ou até mesmo de outros Estados. Isto é simplesmente uma questão de fatos, de evidência, que não podem ser distorcidos!”.

Em relação à resposta da Santa Sé ao documento, o Arcebispo assinala que responderá “porque é um membro, um Estado parte da Convenção: a ratificou e tem a intenção de observar o espírito e a letra da Convenção, sem acréscimos ideológicas ou imposições que estejam  fora da própria Convenção”.

“Por exemplo, a Convenção sobre a proteção das crianças em seu preâmbulo, fala da defesa da vida e da proteção das crianças, antes e após o nascimento, enquanto a recomendação que é feita para a Santa Sé, é mudar sua posição sobre a questão do aborto! É claro que, quando uma criança é morta não tem mais direitos! Então, essa me parece uma contradição real com os objetivos fundamentais da Convenção, que é o de proteger as crianças”.

“Esta Comissão não fez um bom serviço para as Nações Unidas, tentando introduzir e pedir à Santa Sé para mudar o seu ensinamento que não é negociável! Portanto,  é um pouco triste ver que o Comitê não compreendeu completamente a natureza e as funções da Santa Sé, que, embora tenha expressado claramente ao Comitê a sua decisão de levar adiante os requisitos da Convenção sobre os Direitos da Criança, mas definindo com precisão e protegendo em primeiro lugar  aqueles valores fundamentais que fazem a proteção real e eficaz da criança”.

O Observador da Santa Sé, comenta também o fato de que a ONU havia dito em um princípio que o Vaticano tinha respondido melhor que outros países na proteção das crianças e, respeito à mudança de opinião que reflete o documento publicado ontem diz: “Na introdução do relatório conclusivo é reconhecida a clareza das respostas enviadas; não foi evitada nenhuma pergunta feita pela Comissão”.

“Com base na evidência disponível, e quando não havia uma informação imediata, foi  prometido fornecê-la no futuro, de acordo com as diretrizes da Santa Sé, e como fazem todos os governos. Então, parecia um diálogo construtivo, e eu penso que deva permanecer assim”.

“Portanto, dada a impressão obtida com o diálogo direto da Delegação da Santa Sé com a Comissão e o texto das conclusões e recomendações, vem a tentação em dizer que provavelmente o texto  já havia sido escrito e que não reflete os pontos e a clareza, mas sim adições precipitadas, do que já havia acontecido”.

“Portanto, devemos, com serenidade e com base em evidências – porque não temos nada a esconder! –  levar adiante as explicações e posições da Santa Sé, responder às perguntas que ainda permanecem, de modo que o objetivo fundamental que se quer alcançar – a proteção das crianças – possa ser alcançado”.

“Se fala de 40 milhões de casos de abuso de crianças no mundo, mas, infelizmente, alguns desses casos – embora muitos pequenos em comparação com tudo o que está acontecendo no mundo – dizem respeito à pessoas daIgreja. E a Igreja respondeu, reagiu e continua a fazê-lo! Devemos insistir nesta política de transparência,  de não tolerância dos abusos, porque um só caso de abuso de uma criança, é algo muito sério!”.

PARTICIPA: Assine aqui a Declaração de apoio à Santa Sé ante as Nações Unidas: http://defendtheholysee.org/es/privado/

(Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26668)

Menina de quatro anos suplica ao Rei da Bélgica bloquear a lei da eutanásia para crianças

MADRI, 05 Fev. 14 / 11:00 am (ACI/Europa Press).- No momento em que a Bélgica se prepara para converter-se no primeiro país do mundo que promulga uma lei que permite a eutanásia em crianças, Jessica Saba, de 4 anos e residente em Lachine, Quebec, Canadá, pediu ao Rei da Bélgica que não assine a legislação. “Pelo bem das crianças, por favor, não assine o Projeto de lei da Eutanásia”, suplicou Jessica no vídeo publicado no dia 2 de fevereiro.

Jessica nasceu em Montreal, Canadá, em maio de 2009 com uma má formação cardíaca severa: uma válvula completamente bloqueada e um ventrículo pouco desenvolvido. Ela teria sobrevivido somente por algumas horas ou alguns dias se não tivesse sido submetida a uma série de intervenções cardíacas realizadas no Montreal’s Children’s Hospital.

Aos seis dias, sua válvula já estava desbloqueada e de forma gradual seu ventrículo pouco formado começou a desenvolver-se. Se Jessica tivesse nascido em um país onde a eutanásia pediátrica fosse permitida, poderia ter sido uma candidata para a eutanásia, sendo sua história muito diferente à mostrada no vídeo: http://www.youtube.com/channel/UC4di7uSDkRYsHx8UL38LHvA .

Milhões de crianças nascem todos os anos afetadas por más-formações congênitas severas. Assim como Jessica, muitas delas poderiam ser candidatas à eutanásia. Se a eutanásia se legalizar na Bélgica, existe um perigo de que o precedente possa levar a extensão da eutanásia pediátrica em todo mundo.

Atualmente em Quebec, o governo está tentando aprovar a sua própria lei da eutanásia, que é muito parecida à que foi aprovada na Bélgica faz 10 anos. A Quebec Human Rights Commission recomenda a ampliação da eutanásia às crianças.

O doutor Paul Saba, psiquiatra de Lachine, Quebec, e pai de Jessica, realizou uma solicitação pessoal para o Rei para que não assine a lei que amplia a eutanásia às crianças na Bélgica. Explicou que a eutanásia começou na Bélgica para as pessoas que padeciam de algum problema físico, e agora se ampliou a todos os que sofrem doenças mentais. Começou com os adultos e agora vai se ampliar até as crianças.

Além disso, argumentou que não há necessidade de que ninguém sofra ao ter um excelente cuidado médico. Para todos os que estão ao final da vida, um bom cuidado paliativo deterá todo o sofrimento físico. Os que indicam que há membros de sua família que sofreram ao final da vida não receberam um bom cuidado paliativo.

A mãe de Jessica, Marisa, compartilha a luta e a alegria de Jessica e adverte que a lei da eutanásia pediátrica poderia levar os pais de crianças doentes ou deficientes “a abandonar muito rápido”. O que os pais e os filhos precisam é estar rodeados de amor e apoio à vida, não à eutanásia.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26658)

Eucaristia, o coração da “iniciação cristã

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 05-02-2014, Gaudium PressMilhares de fiéis e peregrinos estiveram na Praça São Pedro nesta quarta-feira, 05, para acompanhar de perto a Audiência Geral do Papa Francisco.

Continuando com sua série de catequeses sobre os Sacramentos, o tema comentado pelo Santo Padre foi a Eucaristia, considerada o coração da “iniciação cristã”.

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Segundo o Pontífice, o que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia nos faz deduzir aquilo que ainda viveremos. O altar coberto por uma toalha nos faz pensar num banquete, onde Cristo é o alimento espiritual que recebemos e, ao lado, encontra-se o ambão, de onde se proclama a Palavra de Deus.

“O gesto de Jesus realizado na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. ‘Agradecimento’ em grego se diz ‘eucaristia’. Eis o motivo pelo qual o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem juntos, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem”, disse o Papa.

O Papa afirmou ainda que a Celebração Eucarística é o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação, pois, na potência do Espírito Santo, a participação na eucaristia nos conforma de modo único e profundo a Cristo, nos fazendo saborear desde já a plena comunhão com o Pai que caracteriza o banquete celeste.

No final da Audiência, o Santo Padre deixou sua mensagem:

“Peçamos então que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a plasmar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isso se faz durante toda a vida, mas se começa no dia da Primeira Comunhão. É importante que as crianças se preparem bem para este dia, porque é o primeiro passo desta pertença a Jesus Cristo.” (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55534#ixzz2sZT5zrHv )

Abusos: Clara resposta do Vaticano à ONU e firme compromisso pelas crianças

Foto Diliff (CC BY-SA 3.0)

VATICANO, 05 Fev. 14 / 05:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Escritório de Imprensa da Santa Sé divulgou um comunicado no qual responde claramente às acusações da ONU feitas hoje em um relatório no qual se afirma que supostamente o Vaticano permitiu o abuso de “milhares de crianças” (embora a presidente do Comitê, Kirsten Sandberg, admitiu não ter um número concreto). Diante destas declarações, a Santa Sé reiterou seu compromisso na defesa e proteção da infância.

O comunicado da Santa Sé saiu logo depois de um relatório –apresentado por alguns meios de imprensa seculares como a agência AP como “devastador”– no qual o Comitê para os Direitos da Criança da ONU “criticou severamente o Vaticano por suas atitudes em relação à homossexualidade, o planejamento familiar e o aborto, e pediu que se revisem suas políticas para assegurar que se protejam os direitos das crianças e seu acesso à saúde”.

O relatório do organismo internacional indica que “o comitê está profundamente preocupado com o fato de a Santa Sé não reconhecer o alcance dos crimes cometidos, que não tenha dado os passos necessários para proteger as crianças e que tenha adotado um comportamento e tomado decisões que levaram à continuação dos abusos e à impunidade dos predadores”.

AP assinala também que “é muito provável que essas recomendações (do comitê da ONU) sejam desprezadas pelo Vaticano, que tem essa divergência histórica com as Nações Unidas em temas como a saúde reprodutiva”.

Austen Ivereigh, fundador e líder do grupo internacional Vozes Católicas, comentou que o relatório da ONU é uma “mostra estremecedora de ignorância e elevada parcialidade”.

Do mesmo modo, indica AP, o líder católico assinalou que o documento não reconhece o progresso que se fez em anos recentes e que em muitos lugares a Igreja é considerada líder em proteção aos menores. Também disse que o comitê não distinguiu entre as responsabilidades e jurisdição da Santa Sé e das Igrejas locais.

“Em uns casos (o relatório) tenta mudar os ensinamentos da Igreja e diz como interpretar as Escrituras, o que certamente vai além da jurisdição da ONU e contradiz as leis internacionais sobre liberdade religiosa”, adicionou.

Comunicado da Santa Sé

No comunicado divulgado hoje, afirma-se que “segundo os procedimentos particulares previstos para as partes da Convenção, a Santa Sé toma nota das observações conclusivas sobre os próprios relatórios, os quais serão submetidos a estudo e exames minuciosos em pleno respeito da Convenção nos diferentes âmbitos apresentados pela Comissão em conformidade com o direito e a prática internacional, tendo também em conta o debate público interativo com a Comissão realizado a 16 de Janeiro de 2014”.

“Todavia, a Santa Sé lamenta ver nalguns pontos das observações conclusivas uma tentativa de interferir no ensinamento da Igreja católica sobre a dignidade da pessoa humana e na prática da liberdade religiosa”, acrescenta o texto.

O comunicado precisa finalmente que “a Santa Sé reitera o seu compromisso em defesa e proteção dos direitos da criança, em sintonia com os princípios promovidos pela Convenção sobre os direitos da criança e segundo os valores morais e religiosos oferecidos pela doutrina católica”.

Tolerância zero

Em uma recente entrevista publicada na Rádio Vaticana, o Núncio ante a ONU em Genebra, o Arcebispo Silvano Tomasi, rejeitou as acusações de que o Vaticano tenha obstaculizado as investigações a sacerdotes católicos acusados de abusos sexuais contra menores.

“As acusações que a Santa Sé obstaculizou a atuação da Justiça me parecem gratuitas. Impedir um país de aplicar sua jurisdição seria uma interferência ilegal e injusta”, disse Dom Silvano Tomasi.

Em dias recentes, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assegurou que o maior defensor das crianças é o Santo Padre: “Que chefe dos 193 Estados do Comitê da Convenção sobre os Direitos da Criança pode representar melhor testemunho e eficaz aval que o papa Francisco e seu amor tão forte pela infância?”, questionou.

Depois de lamentar os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero, o sacerdote recordou que os últimos Papas e os organismos competentes do Vaticano trabalharam e trabalham arduamente para “o estabelecimento de normas e diretrizes rigorosas e eficazes para curar, resistir e prevenir os graves fenômenos de abuso sexual contra menores de idade”, o que inclui “a atualização das leis do Estado da Cidade do Vaticano em assuntos penais”.

Seguindo os passos de seu predecessor, Bento XVI –que estabeleceu uma série de estritas normas para lutar contra o problema dos abusos sexuais, assim como com a política de tolerância zero – o Papa Francisco já deu importantes passos neste tema, como a criação de uma comissão para tratar este tema, e respalda e promove o trabalho da Igreja em todo mundo para garantir os direitos e o bem-estar das crianças.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26662)

Natalie Grant abandonou o Grammy

topicA bela cantora Natalie Grant, evangélica, abandonou o último recente Grammy porque nele foram realizados alguns atos de conteúdo anticristão, dos quais ela não quis participar, segundo explica o site Soy Adorador. Que belo e corajoso testemunho cristão!

Antes da entrega dos prêmios Grammy ela se retirou como sinal de protesto. Entre os atos praticados houve casamentos massivos de homossexuais presidido pela cantora e atriz Queen Latifah, tendo Madonna como testemunha; um ato de apoio ao casamento gay que Natalie Grant não aceitou participar. No casamento, foi interpretada a música “Same love”, de Macklemore & Ryan Lewis, um tema conhecido em prol dos direitos homossexuais.

Além disso, a atriz Katy Perry simulou uma execução de bruxas pela Inquisição, e no cenário havia símbolos de conteúdo satânico. Natalie Grant publicou na sua página do seu Facebook: “Saí do Grammy muito cedo. Fiz várias reflexões e é melhor que a maioria delas permaneça na minha cabeça. Mas vou dizer isso: nunca me senti tão honrada por cantar por Jesus e para Jesus. E nunca estive tão segura sobre o caminho que escolhi”.

“Não julguei ninguém. E acho que cada pessoa foi criada à imagem de Deus. Nunca estarei em uma esquina da rua levantando cartazes, não utilizarei uma plataforma para discussões políticas que só dividem e não unem. Continuarei orando para que a minha vida seja uma mensagem. Tenho minhas próprias convicções pessoais, pelas quais vivo, e continuarei me preocupando com a minha salvação, no temor do Senhor”.

(http://cleofas.com.br/natalie-grant-abandonou-o-grammy/)

“O mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam”, afirma o arcebispo de Maringá

Maringá – Paraná (Terça-Feira, 04/02/2014, Gaudium Press) “Onde estão as pessoas iluminadas?”, este é o título do mais recente artigo de dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano da arquidiocese de Maringá, no Estado do Paraná. No início do texto, o prelado lamenta ver todos os dias pessoas que vivem obscuras e perdidas nas próprias trevas, deixando-se vencer pela escuridão, imaginando ter encontrado a luz.

De acordo com o prelado, no dia a dia, se misturam luzes e trevas, ambos confundem-se: os bons costumes, o respeito, o carinho a atenção, a honra, a dignidade, tudo isso aparece misturado com falta de respeito, de pudor, de libertinagem, de falsidade, de negação dos verdadeiros valores.

Ainda segundo o arcebispo, lamentavelmente os mais variados meios de comunicação têm se pautado por uma enxurrada de comportamentos escandalosos levando a juventude para o relaxamento e a degradação humana e religiosa. Para ele, convence muito mais uma cena, uma palavra, um gesto de alguém na telinha, ou de um amigo no Facebook, do que uma vida de doação e exemplos.

“Devo reconhecer que também existem pessoas iluminadas que se destacam em qualquer lugar que chegam. O olhar alegre, atitudes que encantam, palavras que tocam fundo, em todo momento tem a palavra certa para a pessoa certa”, avalia.

Dom Anuar explica que estas são pessoas que tratam todos com o mesmo respeito, que têm um coração aberto e acolhedor sempre, que buscam o bem do outro antes do próprio. Ele ainda acrescenta que são pessoas iluminadas por valores humanos e cristãos, que nunca se deixam vencer pela atração da moda, do consumo, do ódio, da vingança, das coisas efêmeras do cotidiano. “Como precisamos destas pessoas que não só tem luz própria, mas que buscam a fonte da verdadeira Luz”, destaca.

Para o prelado, o mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam, pelo seu ser e estar no mundo. Ele acredita que é possível dizer que o mundo está gritando de fome e sede de anjos, não no céu, mas aqui na terra: anjos de carne e osso, transmitindo otimismo, garra, entusiasmo, gosto de viver, amor e atenção, sem medo de enfrentar os desafios que o maligno semeia dia e noite no coração, principalmente dos jovens.

“Existem estes anjos, talvez o que falta é enxergar, reconhecer esses exemplos. Como seria diferente se tivéssemos a coragem de imitá-los. Tenho a certeza que o mundo seria melhor. É mais fácil imitar as futilidades, seguir a correnteza dos maus costumes, do modismo sem controle, do liberalismo, do ‘tanto faz como tanto fez'”, sublinha.

Outra questão levantada pelo arcebispo é que lamentavelmente as maiores vítimas são os jovens e adolescentes, quando não crianças de colo. Dom Anuar enfatiza que é triste ver crianças e adolescentes mandando nos pais, pais que perderam toda a autoridade diante dos filhos, filhos matando os pais e pais sem saber o que fazer com os filhos. Para o arcebispo, já passou a hora de acordar e verificar quais valores estamos transmitindo desde o ventre materno.

Por fim, o prelado afirma que exemplos estão sendo dados aos filhos, netos, sobrinhos desde a infância. No entanto, ele questiona: O que estamos fazendo para a formação do caráter, do sentido de viver em sociedade? Segundo dom Anuar, é preciso verificar o quanto antes o que contribui com a internalização dos verdadeiros valores e não com o que contribui na formação de adultos vazios, sem personalidade, sem pudor, sem sentimento, sem perder a dimensão sobrenatural da vida.

“Obrigado Senhor, por ter colocado na minha vida tantas pessoas iluminadas, de têmpera firme, de personalidade decidida, de educação invejável, de fé inquebrantável. Afastai de mim os tolos, os falsos, os mau humorados, os aproveitadores, os donos da verdade. Peço a Tua luz Senhor, para que jamais deixe de iluminar a todos que encontrar pelo caminho da vida. Uma abençoada e iluminada semana para você e sua família”, deseja o arcebispo de Maringá. (FB)

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Papa em Sta. Marta: Deus chora como um pai por seus filhos

Francisco na Homilia desta terça-feira destaca que Deus é um pai que ama e espera sempre os seus filhos mesmo que sejam rebeldes

Por Redacao

ROMA, 04 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Deus também chora e o seu pranto é como o de um pai que ama os filhos e jamais os renega, nem mesmo se são rebeldes, afirmou o Papa Francisco durante a homilia desta manhã.

As leituras da liturgia de hoje apresentam a figura de dois pais: o rei Davi, que chora a morte do filho rebelde Absalão, e Jairo, chefe da Sinagoga, que pede a Jesus que cure sua filha. O Papa explicou o pranto de Davi diante da notícia da morte do filho, não obstante combatesse contra ele para conquistar o reino. Francisco disse que o exército de Davi venceu, mas não lhe interessava a vitória, “ele esperava o filho! Apenas o filho Interessava a ele! Era rei, mas era pai! E assim, quando chegou a notícia da morte do seu filho, o rei tremeu: subiu para a sala e chorou”.

O Papa explicou assim: dizia entre soluços: ‘Meu filho Absalão. Meu filho! Meu filho, Absalão! Porque não morri eu em teu lugar! Absalão, meu filho! Meu filho!’. Este é o coração de um pai que jamais renega o seu filho. ‘É um adversário. É um inimigo. Mas é meu filho!’. E não renega a paternidade: chora… Duas vezes Davi chorou por um filho: desta vez e quando estava para morrer o filho do adultério. Também naquela vez jejuou, fez penitência para salvar a vida do filho. Era pai!”

O outro pai a quem o Papa fez referência foi o chefe da Sinagoga. “Uma pessoa importante , mas diante da doença da filha, não teve vergonha em jogar-se aos pés de Jesus: ‘Minha filhinha está morrendo, vem e impõe sobre ela as mãos, para que ela seja salva e viva!’. Não teve vergonha, não pensou naquilo que os outros poderiam dizer, porque é pai”.

Davi e Jairo eram dois pais: para eles, o mais importante é o filho, a filha! Não outra coisa. A única coisa importante! Isso nos faz pensar na primeira coisa que dizemos a Deus, no Credo: ‘Creio em Deus Pai…’. Nos faz pensar na paternidade de Deus. Mas Deus é assim. Deus é assim conosco! ‘Mas, Padre, Deus não chora!’. Como não! Recordemo-nos de Jesus, quando chorou olhando Jerusalém. ‘Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes quis reunir os filhos como faz a galinha com os pintinhos sob as asas’. Deus chora! Jesus chorou por nós! E aquele choro de Jesus é justamente a figura do pranto do Pai, que nos quer todos com Ele.

O Santo Padre destacou que “nos momentos difíceis, o Pai responde”. Recordemos Isaac, quando vai realizar o sacrifício com Abraão: Isaac não era tolo, se deu conta que levavam a lenha, o fogo, mas não a ovelha para o sacrifício. Seu coração estava angustiado! E o que ele disse? “Pai”. Imediatamente o Pai respondeu: “eis-me aqui, filho”.

“Assim, Jesus, no Monte das Oliveiras, disse angustiado: ‘Pai, se queres, afasta de mim este cálice!’. E um anjo veio confortá-lo. Assim é o nosso Deus: é um Pai!”

Um pai como o que espera o filho pródigo, que “foi embora com o dinheiro e toda a herança”. Mas o pai esperava pelo filho todos os dias e o “enxergou de longe”. “Este é o nosso Deus!”, repetiu Francisco. Assim, Francisco destacou que “a nossa paternidade espiritual dos bispos e sacerdotes deve ser como esta. O Pai tem uma espécie de unção que vem do filho: não pode entender a si mesmo sem o filho! E por isso precisa dele: o espera, o ama, o busca e o perdoa, o quer próximo, tão próximo quanto a galinha a seus pintinhos”.

Por fim, Francisco pediu: “voltamos para casa hoje com essas duas imagens: Davi que chora e o outro, chefe da Sinagoga, que se joga diante de Jesus, sem medo de passar vergonha e ser motivo de risada aos outros. Estavam em jogo seus filhos: o filho e a filha. E com eles, dizemos: ‘Creio em Deus Pai…’. E peçamos ao Espírito Santo – porque é somente Ele, o Espírito Santo – que nos ensina a dizer ‘Abba, Pai!’. É uma graça! Poder dizer a Deus ‘Pai!’ com o coração é uma graça do Espírito Santo. Peçamos a Ele!”.

(MEM)

Indulgências: O que são?

cruzAntes de explicar O que são as indulgências, vamos mostrar o que a Igreja ensina sobre esta doutrina sem hesitação.

O Catecismo da Igreja (CIC) afirma que: “Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados” (CIC, §1498).

O Papa Paulo VI (1963-1978), na Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências (DI), ensina com clareza toda a verdade sobre esta matéria. Começa dizendo que:

“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”,  enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (Dei Verbum, 8).” ( DI, 1).

Assim, fica claro que as indulgências têm base sólida na doutrina católica (Revelação e Tradição) e, como disse Paulo VI, “se desenvolve na Igreja sob a inspiração do Espírito Santo”.

A  Origem  das  Indulgências

O uso das indulgências teve sua origem já nos primórdios da Igreja. Desde os primeiros tempos ela usou o seu poder de remir a pena temporal dos pecadores.

Sabemos que na Igreja antiga dos primeiros séculos, a absolvição dos pecados só era dada aos penitentes que se acusassem dos próprios pecados e se submetessem a uma pesada penitência pública; por exemplo, jejum de quarenta dias até o pôr do sol, trajando-se com sacos e usando o silício, autoflagelação, retirada para um convento, vagar pelos campos vivendo de esmolas, etc., além de ser privado da participação na Liturgia eucarística e na vida comunitária. Isto era devido ao “horror” que se tinha do pecado e do escândalo.

Aquele que blasfemasse o nome de Deus, da Virgem Maria, ou dos santos, ficava na porta da igreja, sem poder entrar, sete domingos durante a missa paroquial, e, no último domingo ficava no mesmo lugar sem capa e descalço; e nas sete sextas-feiras precedentes jejuava a pão e água, sem poder neste período entrar na igreja. Aquele que rogasse uma praga aos pais, devia jejuar quarenta dias a pão e água…

Essas pesadas penitências, e outras, tinham o objetivo de extinguir no penitente os resquícios do pecado e as más inclinações que o pecado sempre deixa na alma do pecador, fazendo-o voltar a praticá-lo.

Na fase das perseguições dos primeiros séculos, quando era grande o número de mártires, muitos cristãos ficavam presos e aguardavam o dia da própria execução. Surgiu nesta época um belo costume: os penitentes recorriam à intercessão dos que aguardavam presos à morte. Um deles escrevia uma carta ao bispo pedindo a comutação da pesada penitência do pecador; eram as chamadas “cartas de paz”. Com este documento entregue ao bispo, o penitente era absolvida da  pesada penitência pública que o confessor lhe impusera, e também da dívida para com Deus; a pena temporal que a penitência satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir.

Desta forma começou o uso da indulgência na Igreja.

Muitas vezes os penitentes não tinham condições de saúde suficiente para cumprir essas penitências tão pesadas; e isto fez com que a Igreja, com o passar do tempo, em etapas sucessivas e graduais,  fosse abrandando as penitências.

Na Idade Média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos, o chamado “tesouro da Igreja”, começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores. Inspirados pelo Espírito Santo, os Papas e Concílios, a partir do século IX, entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitencias rigorosas. Assim, surgiram as “obras indulgenciadas”, que substituíam as pesadas penitências. O jejum rigoroso foi substituído por orações; a longa peregrinação, por pernoitar em um santuário; as flagelações, por esmolas; etc. A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pela prática dessas “obras indulgenciadas”, tomou o nome de “indulgência”.

Nos exemplos das pesadas penitências públicas citadas acima, elas eram substituídas, respectivamente, por uma indulgência de sete semanas e por uma indulgência de 40 dias; por isso as indulgências eram contadas em dias, semanas e meses, porque assim, eram também contadas as penitências públicas.

Com a  reza do Terço, por exemplo, em qualquer dia do mês de outubro, se ganhava a indulgência de sete anos.

No século IX, os bispos já concediam indulgências gerais, isto é, a todos os fiéis, sem a necessidade da mediação de um sacerdote. Assim, os bispos estipularam que realizando certas obras determinadas, os fiéis poderiam obter, pelos méritos de Cristo, a remissão das penas devidas aos pecados já absolvidos.

É preciso compreender que esta prática não se constituía em algo mecânico; não, o penitente, ao cumprir a obra indulgenciada devia trazer consigo as mesmas disposições interiores daquele que cumpria no passado as pesadas penitências, isto é, profundo amor a Deus e repúdio radical de todo pecado. Sem isto, não se ganharia a indulgência.Com o passar do tempo, e principalmente por causa da “questão das indulgências” no tempo de Martinho Lutero (explicado adiante), no século XVI, as indulgências  foram ofuscadas e tornaram-se objeto de críticas. No entanto, após o Concílio Vaticano II (1962-65), o Papa Paulo VI reafirmou todo o seu valor, na Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, onde quis claramente mostrar o sentido profundo e teológico das indulgências; incitando os católicos ao espírito de contrição e penitência que deve movê-los ao realizar as obras indulgenciadas, removendo toda a aparência de mecanicismo espiritual que no  passado aconteceu.

(http://cleofas.com.br/indulgencias-o-que-sao/)

Tenha sempre tempo para os seus filhos

tumblr_lofto4giXi1qzh5j8o1_500De muitas maneiras os pais perdem os seus filhos. Um grave erro dos pais é não ter tempo para eles. Trabalham, trabalham e trabalham… e o tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam descansar, e fazer “outras coisas”.

Ora, educar os filhos é uma tarefa que exige “estar com os filhos”. É preciso de tempo; e tempo, convenhamos, é uma questão prioridade e escolha. Se você não acha tempo para o seu filho, entenda, é porque ele não é importante para você.

É acompanhando os filhos no dia-a-dia que temos a oportunidade de corrigi-los. Os pais precisam participar da vida dos filhos, para que eles se sintam valorizados e amados. Você precisa saber o que ele está estudando, como vai indo na escola, que problemas enfrenta. A principal carência dos nossos jovens hoje é a falta de amor dos pais, que se manifesta na ausência e na omissão destes.

Os filhos crescem rápido; não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. O que não foi feito na hora certa, não poderá ser feito depois.

Viva com o seu filho. Viva no meio dele. Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

(http://cleofas.com.br/tenha-sempre-tempo-para-os-seus-filhos/)

Disney inclui “casal” gay em programa infantil e recebe duras críticas nos EUA

Captura Youtube

DENVER, 03 Fev. 14 / 03:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um importante grupo de pais de família nos Estados Unidos elevou sua voz de protesto depois que a rede de televisão de programas infantis, Disney Channel, incluiu um casal de lésbicas em um episódio da série “Good Luck Charlie” (Boa Sorte Charlie).

O episódio que foi emitido na segunda-feira passada, 27 de janeiro, mostra quando uma menina chega para brincar na casa de Charlie, a protagonista, acompanhada de duas mulheres às quais apresenta como suas mães, e os pais de Charlie não reagem, o que levou os críticos a dizerem que a série está “normalizando” a ideia dos pais do mesmo sexo.

O grupo americano, “One Million Moms” (Um milhão de mães), de onde se trabalha para promover os valores nos meios de comunicação, assinalou que Disney “é o último lugar que um pai poderia imaginar para que seus filhos enfrentem temas que para eles são muito difíceis de entender”.

“Temas maduros desta natureza estão sendo apresentados desde cedo e quando as crianças ainda são muito novas, além disso, é extremamente desnecessário (…). Disney deveria ocupar-se apenas de divertir e não de empurrar uma agenda”, declararam.

Por outro lado, a controversa e ex-estrela da Disney, Miley Cyrus, elogiou o episódio e assinalou em sua conta oficial do twitter que Disney “controla grande parte do que as crianças pensam”.
One Million Moms por sua parte expressaram estar muito decepcionadas com a Disney pela emissão do episódio, mas assinalaram também que na página do Facebook, o episódio não tinha patrocinadores e que Care.com retirou seu patrocínio.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26648)

São Brás, brasa de amor de Deus

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Redação – (Segunda-feira, 03-02-2014, Gaudium Press) – De onde vem esse costume singular, de pedir a São Brás a cura das doenças de garganta?

Convidamos o leitor a ler o artigo que hoje transcrevemos e, assim, poder reviver os fatos maravilhosos da vida deste mártir dos primeiros tempos do cristianismo, nos quais encontrará a origem da poderosa intercessão de São Brás:bras_1.jpg

No dia 3 de fevereiro, lembramos a vida São Brás, venerado tanto no Oriente como no Ocidente, nasceu na Armênia, no século III, foi médico e bispo em Sebaste. Como médico, usava dos seus conhecimentos para resgatar a saúde, não só do corpo, mas também da alma, pois se ocupava em evangelizar os pacientes.

No tempo deste santo aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isso, como santo bispo, procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, São Brás, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário, a fim de continuar governando aquela Igreja, porém, ao ser descoberto por soldados, disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”.

Morreu em 316. Quando as perseguições começaram sob o Imperador Dioclecius (284-305). São Brás fugiu para uma caverna onde ele cuidou dos animais selvagens. Anos mais tarde, caçadores o encontraram e o levaram preso para o governador Agrícola, da Capadócia na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324). São Brás foi torturado com ferros em brasa e depois foi decapitado.

O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje, sendo usadas velas nas cerimônias comemorativas. São utilizadas para lembrar o fato da mãe do menino curado por São Brás, ter levado a ele velas na prisão. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás e é muito venerado na França e Espanha.

Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália.

Na liturgia da Igreja Católica São Brás é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma a criança com mão na garganta, como pedindo para ele cura-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia.

* * * * * * *

Aos pés de uma montanha, numa gruta, nos campos de Sebaste, na Armênia, morava um homem puro e ino­cente, doce e modesto. O povo da ci­dade, movido pelas virtudes do Santo Varão, inspirado pelo Espírito Santo, o escolheu como Bispo. Os habitantes da cidade, e até os animais, iam procurá-lo, para obter alívio de seus males.

Um dia, os soldados de Agrícola, governador da Capadócia, procuravam feras nos campos de Sebaste, para martirizar os cristãos na arena, quando depararam com muitos animais ferozes de todas as espécies, leões, ursos, tigres, hienas, lobos e gorilas convivendo na maior harmonia. Olhando-se estupefatos e bo­quiabertos, perguntavam-se o que acontecia, quan­do da negra gruta surge, da escuridão para a luz, um homem caminhando entre as feras, levantando a mão, como que abençoando-as. Tranquilas e em ordem voltaram para suas covas e desertos de onde vieram.

Um enorme leão de juba ruiva permaneceu. Os soldados, mortos de medo, viram-no levantar a pata e logo após, Brás aproximou-se dele para extrair-lhe uma farpa que lá se cravara. O animal, tranqüilo, foi-se embora.

Sabendo do fato, o governador Agrícola mandou prender o homem da caverna. Brás foi preso sem a menor resistência.

Não conseguindo vergar o santo ancião, que se recusou a adorar os ídolos pagãos, Agrícola mandou que o açoitassem e depois o prendessem na mais negra e úmida das masmorras.

Muitos iam procurar o Santo Bispo, que os aben­çoava e curava. Uma pobre mulher o buscou, aflita, com seu filho nos braços, quase estrangulado por uma espinha de peixe que lhe atravessava a garganta. Comovido com a fé daquela pobre mãe, São Brás passou a mão na cabeça da criança, ergueu os olhos, rezou por um instante, fez o sinal da cruz na garganta do menino e pediu a Deus que o acudisse. Pouco depois a criança ficou livre da espinha que a maltra­tava.

Por várias vezes o santo foi levado à presença de Agrícola, mas sempre perseverava na fé de Jesus Cristo. Em revide era supliciado. Movido por sua fidelidade e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, São Brás curava e abençoava. Sete mulheres que cui­da­ram de suas fe­ridas, provocadas pelos suplícios de Agrícola, fo­ram também castigadas. Depois o governador foi informado que elas haviam atirado seus ídolos no fundo de um lago próximo, e mandou matá-las.

São Brás chorou por elas e Agrícola, enfurecido, con­denou-o à morte, decretando que o lançassem no lago. Brás fez o sinal da cruz sobre as águas e avançou sem afundar. As águas pareciam uma estrada sob seus pés. No meio do lago parou e desafiou os soldados:

– Venham! Venham e ponham à prova o poder de seus deuses!

Vários aceitaram o desafio. Entraram no lago e afundaram no mesmo instante.

Um anjo do Senhor apareceu ao bom Bispo e ordenou que voltasse à terra firme para ser martirizado. O governador o condenou à decapitação. Antes de apresentar a cabeça ao carrasco, São Brás suplicou a Deus por todos aqueles que o haviam assistido no sofrimento, e também por aqueles que lhe pedissem socorro, após ter ele entrado na glória dos céus.bras_2.jpg

Naquele instante, Jesus lhe apareceu e prometeu conceder-lhe o que pedia. Morreu São Brás em plena época de ascensão do Cristianismo, em Sebaste, a 3 de fevereiro. Era natural da Armênia.

Brás, brasa, chama do amor de Deus, da fé, do amor ao próximo. A vida heróica de São Brás é um estímulo para que mantenhamos também acesa em nossas almas a brasa da fé, que em meio às trevas sempre arda de zelo, fidelidade e intrepidez a favor do bem.

Dentre os milagres que cercaram a vida deste grande santo, há um que chama particularmente a atenção: seu domínio sobre os animais ferozes, que, na companhia do santo, se tornavam mansos como cordeiros. Qual o sentido de tal fato?

No Paraíso Terrestre, antes do pecado original, Adão e Eva tinham poder sobre os animais, que vi­viam em harmonia com o homem, e o serviam. Como castigo do primeiro pecado, que foi uma revolta contra Deus, a natureza se insurgiu contra o violador da ordem, e os animais passaram a hostilizar o homem.

Pelo apaziguamento que São Brás operava sobre os animais selvagens, quis Deus mostrar aos peca­dores o poder da virtude, que ordena até a natureza indomável das feras.

Hoje em dia, a humanidade geme sob o peso do caos, provocado pelo pecado. E os homens praticam atos de ferocidade nunca vistos. Procuremos a so­lução para a desordem do mundo na Lei de Deus. Pela força da virtude, não só os homens, mas também a própria natureza entrará em ordem. E então que belezas não surgirão de uma sociedade, onde todos pratiquem o bem e amem a verdade?

(In “Revista Arautos do Evangelho”, Fevereiro/2002, n. 2, p. 22-23)

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(http://www.gaudiumpress.org/content/55463#ixzz2sNniEBfQ )

São João Bosco – Rogai por nós!

São João Bosco – presbítero

“Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo” Mt 25,34

São João Bosco foi o fundador dos padres salesianos e das irmãs salesianas, muito aceites pelos seus trabalhos junto dos jovens de todo o mundo.
A oração da missa revela o conteúdo da vida deste santo: “Deus suscitou Dom Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”.
Pouca gente se lembra que São João Bosco viveu no século XIX, na Itália, numa época religiosamente confusa, marcada pela luta entre conservadores e liberais. Marcada também pelo afastamento dos operários, que da Igreja passaram para o socialismo. E marcada ainda pelo afastamento dos intelectuais, que debandaram para o Modernismo.
Com a fundação de Oratórios Festivos, Dom Bosco, reuniu os filhos desses operários abandonados, e levou as salesianas, também chamadas de “Filhas de Maria Auxiliadora”, a cuidar das meninas deixadas ao abandono.
Esquecemos, por vezes, que o nosso Santo foi escritor e que marcou, como tal, o seu tempo e o nosso. De sua iniciativa surgiram as Leituras Católicas, em fascículos mensais, e uma Biblioteca da Juventude. A máxima do Santo, é bem conhecida: “Mais vale prevenir do que remediar”.
Morreu aos 73 anos, em 1888.

São João Bosco, rogai por nós!

Amar Cristo sem a Igreja é uma dicotomia absurda

Papa em Sta. Marta: Amar Cristo sem a Igreja é uma dicotomia absurda
Francisco na homilia desta quinta-feira explica os pilares da pertença eclesial: humildade, fidelidade e oração pela Igreja

Por Redacao

ROMA, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Francisco afirmou na homilia desta quinta-feira que “não entende um cristão sem Igreja”. Na missa celebrada nesta manhã, na capela da casa Santa Marta, o Papa indicou os três pilares do sentido de pertença eclesial: a humildade, a fidelidade e a oração pela Igreja.

Partindo, como nas homilias desta semana, da figura do rei David que nos é apresentada pelas leituras do dia como um homem que fala com o Senhor como um filho fala com seu pai e, mesmo quando recebe um não, aceita-o com alegria. David – sublinha o Papa-  tinha um “sentimento forte de pertença ao Povo de Deus”. E esta sua atitude – afirmou- faz-nos pensar sobre o nosso sentido de pertença à Igreja, o nosso sentir com a Igreja e na Igreja. Então, explicou o Santo Padre:

“O cristão não é um batizado que recebe o Batismo e depois segue o seu caminho. O primeiro fruto do Batismo é fazer-te pertencer à Igreja, ao Povo de Deus. Não se entende um cristão sem Igreja. E por isto o grande Paulo VI diz que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; escutar Jesus mas não a Igreja. Não se pode. É uma dicotomia absurda. Nós recebemos a mensagem evangélica na Igreja, e é nela que fazemos nossa santidade. O resto é pura fantasia, como dizia, uma dicotomia absurda”.

Deste modo, Francisco apontou que o “sensus ecclesiae” é justamente sentir, pensar e querer dentro da Igreja. Por isso recordou que há três pilares de pertença à Igreja, de sentir-se Igreja, e explicou cada um deles.

O primeiro é a humildade, ter a consciência de que estar dentro de uma comunidade é uma grande graça: “Uma pessoa que não é humilde, não pode sentir com a Igreja, sentirá aquilo que lhe agrada. E esta humildade que se vê em David: ‘Quem sou eu, Senhor Deus, e que coisa é a minha casa?’. Com aquela consciência que a história da salvação não começou comigo e não terminará quando eu morro. Não, é toda uma história da salvação: eu venho, o Senhor pega em ti, faz-te andar para a frente e depois chama-te e a história continua. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que vai pelo caminho do Senhor.”

Depois, o Papa citou o segundo pilar: fidelidade, que está “unida à obediência”. E afirmou: “Fidelidade à Igreja; fidelidade ao seu ensinamento; fidelidade ao Credo; fidelidade à doutrina, conservar esta doutrina. Humildade e fidelidade. Também Paulo VI nos recordava que nós recebemos a mensagem do Evangelho como um dom e devemos transmiti-lo como um dom, mas não como uma coisa nossa: é um dom recebido que damos. E nesta transmissão ser fieis. Porque nós recebemos e devemos dar um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus e não devemos – dizia ele – ser proprietários do Evangelho, donos da doutrina recebida, para utiliza-la ao nosso prazer.”

Por fim, o Papa Francisco disse que o terceiro pilar é um serviço particular: “oração pela Igreja”. “Como vai a nossa oração pela Igreja? Nós rezamos pela Igreja? Na missa todos os dias, mas em casa, não? Quando rezamos?”- questionou o Santo Padre-. Por isso pediu “ao Senhor que nos ajude a ir por este caminho para aprofundarmos a nossa pertença e o nosso sentir com a Igreja”.

(Adaptação MEM)

Moedas e medalhas pela canonização de João XXIII e João Paulo II serão cunhadas

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Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 30-01-2014, Gaudium Press) As moedas e medalhas comemorativas oficiais, em bronze e prata, pela canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II no dia 27 de abril deste ano serão cunhadas, de acordo com informações do Departamento Filatélico e Numismático do Vaticano

Na ocasião, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística Solene de canonização, no Vaticano. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55366#ixzz2ryJiI7ez)

São João Bosco

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Redação – (Sexta-feira, 31-01-2014, Gaudium Press) – São João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.joao_bosco_1.jpg

Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.

Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”. A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.

Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.

Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.

Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.

Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.

Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.joao_bosco_2.jpg

Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro. Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude.

Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.

Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.

Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.

Entre alguns exemplos, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”

O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: “Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”.

De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.

* * * * * * *

Educar não é só uma arte. Passou a ser um desafio, pois é cada vez mais
difícil orientar a juventude num sentido contrário à mentalidade
dominante. São João Bosco encontrou a chave que abre a alma
do jovem à influência do bem.

Manter a disciplina numa sala de aulas constituída de adolescentes é uma dificuldade que, com algumas variantes, mostra-se quase tão antiga como a civilização. Os mestres de Santo Agostinho poderiam dar um testemunho valioso a esse respeito. Em outros tempos, os métodos usados eram muito mais diretos que os atuais e davam resultados imediatos, proporcionais à energia e à força de personalidade do professor. Mas o problema de fundo não deixa de ser o mesmo, hoje como ontem.joao_bosco_3.jpg

A educação não se restringe a conseguir manter, dentro do recinto de uma sala de aulas, todos os alunos em ordem e silêncio, para que o professor possa transmitir com eficácia seus ensinamentos. O bom educador deve saber moldar a personalidade de seus discípulos, corrigindo os defeitos, estimulando as qualidades, fazendo-os amar os princípios que orientarão a vida. Numa boa educação, a formação religiosa ocupa lugar principal, pois sem amor de Deus e auxílio da graça ninguém consegue vencer as más inclinações e praticar estavelmente a virtude.

Da teoria à prática…

Na teoria, tudo isso é muito fácil…

Mas, como pô-la em prática no mundo de hoje, no qual são tão numerosas e atraentes as solicitações para o mal e os educadores sentem crescente dificuldade de exercer influência sobre os jovens? O problema já era candente na época de São João Bosco. A sociedade de então passava por grandes transformações, sobretudo de mentalidade. E a juventude, sempre ávida de novidades, afastava-se da religião e perdia o rumo.

Dom Bosco fazia o “milagre” – muito maior do que todos os outros por ele realizados – de atrair e formar jovens que já não se deixavam moldar pelos antigos métodos educacionais e se subtraíam à ação da Igreja.

Tentativas de penetrar o segredo do método preventivo

Eram tão surpreendentes os resultados obtidos pelo fundador dos salesianos que muitos de seus coetâneos procuravam insistentemente arrancar dele o “segredo” de seu êxito.

Essa mesma intenção teve o reitor do seminário maior de Montpellier, quando enviou uma carta a Dom Bosco, perguntando qual o segredo da pedagogia utilizada por ele. Imagine-se sua surpresa ao receber a seguinte resposta: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”.

Não satisfeito, o reitor enviou uma segunda carta, mas a esta o Santo não soube responder, pois nunca havia feito um estudo sobre a matéria. O livro do qual ele tirava seus ensinamentos era sua própria vida.

Confiança: o instrumento do bom educador

Discorrendo sobre o mesmo assunto com o cardeal Tosti, em Roma, numa manhã de 1858, disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”. Em seguida, para dar-lhe um exemplo concreto, ele o convidou a acompanhá-lo à Praça del Popolo, onde facilmente encontrariam grupos de jovens brincando, e poderia demonstrar a eficácia de seu método. Mas quando desceu da carruagem, a turma de meninos que brincava na praça fugiu correndo. Certamente julgaram que esse padre lhes ia fazer um pequeno sermão ou repreendê- los por alguma falta. O cardeal ficara dentro do veículo, assistindo à cena, e se divertia, julgando que aquele primeiro fracasso levaria Dom Bosco a desistir da experiência.

Mas este não se deixou abater e, em poucos minutos, com sua vivacidade e irresistível bondade, tinha uma pequena multidão de jovenzinhos à sua volta se divertindo com seus jogos e entusiasmados com sua bondade.

Chegado o momento de se retirar, eles formaram duas fileiras diante do coche, para aclamar o sorridente sacerdote enquanto este passava. O cardeal tinha dificuldade em acreditar no que estava vendo…

Evitar o pecado: a essência do método preventivo

Afinal, como fazia São João Bosco para cativar a juventude? Como primeiro objetivo, pretendia ele evitar todo e qualquer tipo de pecado, usando de grande vigilância, acompanhada de amorosa solicitude.joao_bosco_4.jpg

Não de um modo esmagador e glacial, mas paternal e afetuoso. A essa tática de conduzir os jovens o santo educador deu o nome de “método preventivo”, em confronto com o outro então em voga, denominado “repressivo”, o qual tinha por base os castigos.

Esse modelar formador da juventude não perdia ocasião de coarctar o avanço do mal. Mesmo nos recreios, seu olhar atento logo conseguia descobrir onde estava a rixa ou de onde provinham palavras reprováveis e, sem demora, desfazia a confusão com hábil jovialidade, pois ele era a alma dos divertimentos, como seus alunos testemunhavam. Não raras vezes, ele desafiava todos os meninos, de uma só vez, para uma corrida.

Então erguia a batina, contava até três e deixava aquela turba de jovens para trás: Dom Bosco sempre chegava em primeiro lugar. Quando já tinha 53 anos, ele ainda deixava os espectadores estupefatos com sua agilidade, pois nunca perdia uma corrida com os alunos do Oratório.

Suavidade na repreensão

São João Bosco jamais dava castigos corporais, na convicção de que isso só incitaria os corações à revolta e fecharia a alma do jovem para os conselhos salutares. A maneira pela qual ele repreendia era através de uma palavra fria, um olhar triste, uma mão retraída, ou qualquer outro sinal discreto de desagrado com alguma falta. Mas os resultados demonstravam ser extremamente eficaz essa forma de correção.

Certa noite, logo após as orações, Dom Bosco queria dirigir aos meninos algumas palavras benfazejas, antes de irem dormir, mas tal era a algazarra que ele não conseguiu obter silêncio. Após alguns minutos de espera, comunicou- lhes: “Não estou contente com vocês! Vão dormir. Esta noite não lhes digo nada”.

A partir desse dia nunca mais foi necessário usar uma sineta para que os rapazes fizessem silêncio. Poderia, porém, surgir uma dúvida a respeito de tal método. Essa vigilância para evitar o pecado não acabaria por tirar a liberdade ao jovem? A natureza humana é feita para o equilíbrio: não sufocar a liberdade nem, muito menos, permitir uma indisciplina desenfreada. Essa conjunção, São João Bosco soube fazê-la admiravelmente.

Apesar de toda a vivacidade e afeto no trato com os jovens, estes sempre mantinham uma atitude de respeito e admiração para com seu mestre.

Alegria, tempero indispensável

O ambiente no refeitório do Oratório era uma comprovação desse relacionamento harmonioso, quando Dom Bosco demorava algum tempo mais para terminar sua refeição, à qual tinha chegado atrasado. Assim que os outros superiores saíam, uma multidão de jovens entrava correndo e ocupava todo o recinto, não deixando espaço vazio. Alguns se aproximavam tanto que quase encostavam suas cabeças nos ombros dele, outros se apoiavam no espaldar de sua cadeira e os mais pequeninos se enfiavam debaixo da mesa. Qual não era a surpresa comovida do Santo ao ver aquelas pequenas cabecinhas dali saírem, com o único fim de estarem mais perto de seu pai. A liberdade com que aqueles jovenzinhos dele se aproximavam e a veneração que lhe devotavam constituíam realmente um quadro comovedor.

Uma ocasião como essa era uma excelente oportunidade de fazer o bem. O zeloso sacerdote aproveitava então para contar uma história, dar um bom conselho, fazer perguntas, até que o sino indicasse a hora da oração da noite, ou seja, o fim desse convívio enternecido.

Como se vê, a alegria ocupava um grande papel no método educativo de Dom Bosco. Com ela, pretendia o Santo tornar a vidaleve e criar disposições para os meninos abrirem a alma à influência dele e ao sobrenatural.

Um dos meios que utilizava eram os jogos e diversões, dos quais o próprio educador participava. Num desses divertimentos, ele alinhava todos os meninos em uma única fila e lhes recomendava: “Atenção! Façam tudo como eu fizer. Quem não fizer como eu faço, sai da brincadeira”.

Isso dito, começava seu percurso, ora correndo com os braços para o ar, ora fazendo gestos espetaculares, batia palmas, pulava com uma só perna, ameaçava parar numa árvore, mas logo depois saía correndo de novo. Desse modo, entretinha e criava um ambiente de alegria para aqueles jovens.joao_bosco_5.jpg

Com tais recursos e, sobretudo, com a graça divina, São João Bosco conseguia levá-los a amar a Deus com alegria. Para esse efeito, a música era um instrumento valioso, a ponto de ele dizer que uma casa sem música é como um corpo sem alma.

Freqüência aos sacramentos e devoção a Nossa Senhora

A perseverança só é possível pela freqüência aos sacramentos e uma ardente devoção a Nossa Senhora.

Na confissão, Dom Bosco pacificava as consciências, infundia confiança nas almas, conduzia seus juvenis penitentes a Deus. Bela descrição dessas confissões nos faz Huysmans, escritor católico do séc. XIX: “Nosso Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário do interior, puxava para perto de si o menino que tinha terminado o exame de consciência e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça no seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.” Por meio da comunhão freqüente queria São João Bosco fortificar a alma dos jovens contra as investidas infernais.

Para ele, a Primeira Comunhão deveria ser feita o mais cedo possível: “Quando um menino sabe distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, quando se acha suficientemente instruído, não é preciso olhar para a idade. Venha logo o Rei do Céu reinar nessa alma”.

Seguindo os sábios conselhos maternos, Dom Bosco fez da devoção a Maria Santíssima, sob a bela invocação de Maria Auxiliadora, uma coluna da espiritualidade dos salesianos. “Se chegares a ser padre – repetia-lhe afetuosamente ‘mamma Margherita’ – propaga sem cessar a devoção a Nossa Senhora”.

Método preventivo e graça divina

Na realidade, o método preventivo de Dom Bosco é uma forma adaptada às novas gerações – e plenamente atual – de predispor os jovens para serem flexíveis à ação da graça divina.

É ela a verdadeira causa do êxito surpreendente desse grande educador que marcou sua época, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.

Fontes:

Revista Arautos do Evangelho, Jan/2007, n. 61, p. 22 à 25
Site da Paróquia Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora: http://www.auxiliadora.org.br/

(http://www.gaudiumpress.org/content/55356#ixzz2ryGfYddQ )

“Façam todo o possível para que os seus filhos recebam a força do Espírito Santo”

Audiência geral: o papa Francisco fala do sacramento da Confirmação, através do qual nos tornamos capazes de “amar como Jesus”

Por Luca Marcolivio

ROMA, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O sacramento da Confirmação deve ser entendido “na continuidade com o Batismo, ao qual está ligado inseparavelmente”, declarou o papa Francisco nesta manhã, durante a audiência geral, dando prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos.

“Estes dois sacramentos, juntamente com a Eucaristia, formam um único evento salvífico, a iniciação cristã, em que somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja”.

Por esta razão, recordou o papa, esses três sacramentos eram celebrados simultaneamente no final do catecumenato, geralmente durante a Vigília Pascal.

A palavra “crisma” significa “unção”. O termo designa o óleo sagrado com que “somos conformados, no poder do Espírito, a Jesus Cristo, que é o único verdadeiro ‘ungido’, o ‘Messias’, o Santo de Deus”.

O sacramento do crisma “faz crescer na graça batismal”, ou seja, “nos une mais firmemente a Cristo”, acrescentou o papa. Ele “completa a nossa vinculação com a Igreja; nos dá uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para nunca ter vergonha da sua cruz (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1303)”.

Se, por um lado, o número de pedidos de batismo para as crianças continua alto (“e isso é bom”, disse o papa), os adolescentes em idade de confirmação muitas vezes “ficam no meio do caminho” e não prosseguem a formação catequética.

Mas receber confirmação “é importante”, reiterou o Santo Padre: “E se vocês têm em casa jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam todo o possível para completar essa iniciação cristã e para que eles recebam a força do Espírito Santo”.

Os crismandos precisam de uma “boa preparação, que deve ter como objetivo levá-los a um compromisso pessoal de fé em Cristo e despertar neles o sentido de pertença à Igreja”, disse o pontífice.

Como todos os sacramentos, a Confirmação “não é obra de homens, mas de Deus, que cuida das nossas vidas para nos moldar à imagem do seu Filho, para podermos amar como Ele”.

Francisco recordou os sete dons que o Espírito Santo nos dá por meio deste sacramento: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus, anunciando que eles serão o tema de um novo ciclo de catequeses, após o ciclo atual sobre os sacramentos.

“Quando acolhemos o Espírito Santo em nossos corações e o deixamos agir, Cristo se faz presente em nós e toma forma em nossas vidas”, permitindo-nos “perdoar”, “rezar”, “infundir esperança e consolação”, “servir aos irmãos”,”aproximar-nos dos necessitados e dos últimos”,”criar comunhão”,”semear a paz”.

Na conclusão da catequese, o papa Francisco convidou os fiéis a se lembrarem de que foram confirmados e, acima de tudo, a “agradecer ao Senhor por este dom, pedindo-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhar com alegria no Espírito Santo que nos foi dado”.

A audiência foi realizada ao ar livre, na Praça de São Pedro, apesar do tempo frio e chuvoso. “Nas últimas quartas-feiras, na metade da audiência, o céu tem nos abençoado… Mas vocês são corajosos! Força!”, disse o Santo Padre, com bom humor.

(Agência Zenit)

Historiadora judia desmente “cumplicidade” de Pio XII com nazistas

Pio XII

ROMA, 24 Jan. 14 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- A historiadora judia Anna Foa, membro da Associação Europeia de Estudos Judeus, assinalou recentemente que os resultados das investigações revelam que muitos judeus se salvaram durante a II Guerra Mundial pela intervenção de importantes líderes da Igreja, particularmente o Papa Pio XII.

Ao participar de um congresso em Florença (Itália), entre os dias 19 e 20 de janeiro, Anna Foa, conforme informa o vaticanista Sandro Magister em seu blog Chiesa, indicou que os estudos mais atuais anulam “a imagem proposta nos anos sessenta de um Papa Pio XII indiferente ao destino dos judeus ou, inclusive, cúmplice dos nazistas”.

A também professora de História Moderna na Universidade La Sapienza de Roma indicou que “os estudos dos últimos anos evidenciam cada vez mais o papel geral de proteção que a Igreja desempenhou em relação aos judeus durante a ocupação nazi da Itália”.

“De Florença, com o cardeal Dalla Costa, proclamado Justo em 2012, a Gênova com o padre Francesco Repetto, também ele Justo, a Milão com o cardeal Schuster, e assim por diante, naturalmente até Roma, onde a presença do Vaticano, além da existência das zonas extraterritoriais, permitiu a salvação de milhares de judeus”.

Estas obras “de asilo e salvação dos perseguidos”, indicou, não podiam ser fruto somente de “iniciativas a partir de baixo, mas estavam claramente coordenadas e permitidas, pelos vértices da Igreja”.

“Eu gostaria de ressaltar aqui que esta imagem mais recente da ajuda prestada aos judeus pela Igreja não surge de posições ideológicas ligadas ao catolicismo, mas, sobretudo, de investigações concretas sobre a vida dos judeus durante a ocupação, com a reconstrução de histórias de famílias ou de indivíduos. Em resumo, do trabalho de campo”.

A historiadora assegurou que casos de judeus refugiados em Igrejas e conventos aparecem “continuamente nas narrações dos sobreviventes”.

A pesquisadora lamentou que a discussão sobre Pio XII e os hebreus “freou a investigação durante muitos decênios, levando para o terreno ideológico cada tentativa de esclarecer os fatos históricos”.

Em meio da perseguição nazista, assinalou Anna Foa, “sacerdotes e hebreus compartilhavam o mesmo alimento”.

“As mulheres judias passeavam nos corredores dos conventos de clausura, e os judeus aprendiam a recitar o Pai-Nosso e vestiam o hábito como precaução em caso de irrupções nazistas e fascistas”.

Recordando a relação entre judeus e cristãos, que levou a muitos dos primeiros a batizar-se, e que em outros casos ocasionava diálogos respeitosos sobre as religiões, a professora hebreia assinalou que se tratou de uma “familiaridade nova e repentina, iniciada sem preparação pelas circunstâncias, em condições em que uma das duas partes era perseguida e corria o risco de morte e que necessitava, portanto, de maior ‘caridade cristã’, não se deu sem consequências para o início e a acolhida do diálogo”.

“Um diálogo que ocorreu muito mais tarde, certamente, e que se iniciou, sobretudo, em nível teórico. Trata-se de um diálogo de baixo, feito de compartilhar os alimentos juntos e de conversações sem pretensões, também para superar a ansiedade de uma relação desconhecida até esse momento”.

Foa recordou o caso de umas religiosas que em seu convento, em Roma, “acrescentavam bacon à sopa comum só depois de havê-la distribuído às hebreias, para quem tinham dado refúgio. Também esta é, em minha opinião, uma forma de diálogo de baixo”.

A historiadora lamentou que “em um momento que prevalecia a necessidade de esquecer a Shoah, este processo de diálogo foi bloqueado, em parte, porque por um lado os hebreus estavam tentando reconstruir seu próprio mundo e a própria identidade após a catástrofe e, por outro, os católicos pareciam ter retornado às posições tradicionais em que a esperança da conversão era mais forte que o respeito”.

“Nos inícios dos anos sessenta, com ‘O vigário’ de Hochhuth, sobre este processo se projetaria a sombra da lenda negra de Pio XII, com o resultado de obstruir e obscurecer a memória e o peso desse primeiro percurso comum”, indicou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26602)

Popularidade do Papa Francisco

TOLEDO, 29 Jan. 14 / 04:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, recebeu na Espanha o prêmio outorgado pela Radiotelevisión Diocesana de Toledo, ocasião na qual assinalou que o “extraordinário interesse” que existe pelas Missas que a Papa Francisco celebradas na Casa Santa Marta, faz que suas homilias sejam traduzidas a 40 idiomas, destacando ainda que a popularidade do Pontífice não é uma estratégia do Vaticano.

O Papa Francisco tem “um extraordinário carisma de comunicação que compensa amplamente o conhecimento limitado de idiomas”, pois apenas domina o italiano e o espanhol, indicou o sacerdote durante a conferência realizada no Instituto Teológico de São Ildefonso de Toledo sob o título “Reflexões e experiências sobre a comunicação de três Papas”.

Sobre o Beato João Paulo II, o Pe. Lombardi destacou seu “amor pela verdade e não esconder-se de nada e de ninguém”. Sobre Bento XVI ressaltou seu “pensamento ordenado e conciso” e, sobre o Papa Francisco, assinalou seu grande carisma de comunicador e sua proximidade  humana “franca e valente”.

O porta-voz assinalou também que o crescente interesse que o Papa suscita não é fruto de uma nova estratégia de comunicação iniciada pelo Vaticano. “Posso assegurar-lhes que em comparação com o Pontificado anterior não foi iniciada no Vaticano uma nova estratégia de comunicação no sentido de um estudo prévio das atividades, discursos ou gestos da Papa com o fim de chamar a atenção dos presentes e ter êxito. Não há uma nova estratégia planejada em um escritório”, expressou.

Conforme explicou, o interesse que despertou Francisco pode dever-se a que ele “atua com um enfoque pastoral e uma linguagem muito concreta, que é facilmente compreensível e acolhida pelas pessoas”.

O Pe. Lombardi reconheceu que a relação da imprensa com o Bento XVI “foi mais difícil”, mas apesar das dificuldades destacou que Bento sempre respondeu “com grande nobreza intelectual”, que “nunca descartou nenhuma pergunta difícil” e com uma “enorme capacidade de expressar seu pensamento límpido, de uma maneira clara, ordenada e concisa, sem inseguranças”, o convertia em “um professor da comunicação”.

Falando um pouco mais sobre o Papa Francisco, o Pe. Federico Lombardi elogiou a “proximidade humana, direta, franca e valente”, refletida nos “abraços e beijos que generosamente prodigaliza”. Entretanto, recordou a “grande preocupação” que teve quando soube que o novo Pontífice falava apenas espanhol e italiano. “Seus predecessores eram grandes poliglotas”, mas, logo se deu conta de que o Papa Francisco “não tinha intenção de multiplicar as saudações em diferentes idiomas nem nas reuniões internacionais, como a primeira audiência com os jornalistas depois de sua eleição”.

“As multidões vêm a Roma mais que antes, e o interesse pela Papa é muito alto em todas as partes do mundo”, assinalou o porta-voz vaticano.

Por isso destacou que o Papa Francisco tenha “um extraordinário carisma de comunicação que compensa vastamente o conhecimento limitado de idiomas”, e revelou um “extraordinário interesse” pelas homilias do atual Papa na missadiária matutina na capela da casa Santa Marta que chegam a ser traduzidas a 40 idiomas.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26627)

Você é capaz de vibrar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar louvores ao Senhor?, pergunta o papa.

Foto Grupo ACI

VATICANO, 28 Jan. 14 / 07:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”, disse nesta manhã o Papa Francisco na missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano e ao comentar, em sua homilia, a dança alegre de Davi ao Senhor da qual fala a primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, o Santo Padre disse que “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor”. Todo o Povo de Deus estava em festa porque a Arca da Aliança voltava para casa.

A oração de louvor de Davi, explicou, “levou-o a sair de qualquer compostura e a dançar diante do Senhor” com “todas as suas forças”. Isto era justamente a oração de louvor! –exclamou o Papa. Além disso, indicou que lendo esta passagem, “pensei em seguida em Sara, depois de ter dado a luz a Isaac. O Senhor me fez dançar de alegria!”, disse a mulher.

Por isso, o Papa Francisco assinalou que “para nós é fácil de entender a oração para pedir algo ao Senhor, também para agradecer ao Senhor” ou a “oração de adoração”. Mas a oração de louvor “deixamo-la de lado, não nos vem espontânea”, precisou.

E deste modo o explicou: “‘Mas, padre, isto é para os da Renovação Carismática, não para todos os cristãos!’. Não, a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na missa, todos os dias, quando cantamos o Santo. Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus por sua grandeza, porque é grande! E lhe dizemos coisas lindas, porque nós gostamos que seja assim. ‘Mas, padre, eu não sou capaz… Eu devo…’. “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”.

Devemos rezar “com todo o coração” e afirmou que “é um ato de justiça, porque Ele é grande! É nosso Deus!” Davi, recordou o Santo Padre, “era muito feliz, porque voltava com a Arca, voltava com o Senhor: também seu corpo rezava com essa dança”.

Francisco questionou logo: ‘Mas como vai a minha oração de louvor? Sei louvar o Senhor? Sei louvar o Senhor ou quando rezo o Glória ou rezo o Santo, o faço somente com a boca e não com todo o coração?’ O que me diz Davi, dançando aqui? E Sara dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade começa outra coisa: uma festa!”.

“A alegria do louvor –explicou o Santo Padre– nos leva à alegria da festa. A festa da família”. Deste modo o Papa recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do rei Saul, Mical, repreende-o e pergunta-lhe se não lhe dá vergonha ter dançado dessa forma diante de todos, ele que é o rei. Mical, “desprezou a Davi”.

“Eu me pergunto quantas vezes nós desprezamos em nosso coração as pessoas boas, aquelas que louvam o Senhor como lhe vem, assim espontaneamente, porque não são cultos, não seguem as atitudes formais? Mas, desprezo! E diz a Bíblia que Mical ficou estéril durante toda a vida por isso! O que quer dizer a Palavra de Deus aqui? Que a alegria, que a oração de louvor nos faz fecundos! Sara dançava no momento grande de sua fecundidade, aos noventa anos! A fecundidade que nos dá o louvor ao Senhor, a gratuidade de louvar o Senhor. Esse homem ou essa mulher que louva o Senhor, que reza louvando o Senhor, que quando reza o Glória se alegra de dizê-lo, quando canta o Santo na Missa se alegra de cantá-lo, é um homem ou uma mulher fecunda”.

O Santo Padre disse também que “aqueles que se fecham na formalidade de uma oração fria, medida, provavelmente terminam como Mical: na esterilidade de sua formalidade”. Por isso, o Papa convidou a imaginar a Davi que dança “com todas as forças diante do Senhor e pensemos que belo é fazer a oração de louvor”.

Além disso, disse, fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai-vos, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória. O Senhor, forte e valente, é o rei da glória!”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26618)

O poder do louvor

adoradore_com_uma_nova_vidaQuando eu tinha 23 anos de idade, recém-formado, aprovado como professor de uma universidade federal – UNIFEI – já casado e pai do nosso primeiro filho, Mateus, eu me sentia como um pequeno rei na face da terra. De repente, comecei a perceber que a minha vista estava enfraquecendo, e rapidamente, comecei a enxergar mal.

Eu que nunca havia usado óculos, pensei que fosse apenas um pequeno problema e logo procurei o oftalmologista. Tão logo eu me sentei diante dos seus aparelhos, ele me disse: – Má notícia, você está com deformação das córneas, uma doença chamada ceratrocone, não tem cura, só pode ser melhorada com o uso de lentes de contato de vidro. Outra saída seria fazer transplantes das córneas, algo que naquele tempo (1973) era coisa rara.

Naquela manhã eu saí do médico como se tivesse tomado uma “paulada na moleira” como diz o povo. Caí de quatro, desabou o meu pequeno reinado que não tinha durado nem um ano. Me lembro que na época eu já conhecia e trabalhava com o padre Jonas Abib, e, junto com minha esposa, lhe perguntei:

– Padre, o que será que Deus quer de tudo isto?

Ele apenas me respondeu:

– “Não sei, mas Ele tem um propósito nisto, só saberemos mais tarde”.

Depois de usar as duras e incômodas lentes de contato por dez anos, tive de me submeter a quatro cirurgias para transplante das córneas porque as lentes já não faziam mais efeito. Foi uma dura experiência! Mas eu já tinha aprendido a dar graças a Deus por tudo.

Hoje eu sei que através de tudo o que eu tive de passar, Deus mudou sem dúvida a minha vida. Talvez eu não estivesse escrevendo essas linhas se Ele não tivesse permitido que tudo isto acontecesse. Deus seja louvado!

Hoje, enxergo relativamente bem e faço tudo o que preciso, apenas usando óculos.

Lembro-me de que certa vez, enquanto eu ainda usava as lentes de contato, fomos com toda a família passar uns dias na praia. Numa manhã, eu jogava bola com os filhos, ainda pequenos, na areia; de repente, a bola bateu em meu rosto e eu perdi uma das lentes de contato, e sem ela eu quase nada enxergava. Procuramos por muito tempo na areia, mas não a encontramos. Dei graças a Deus e entreguei o problema em suas mãos. Quando voltamos para casa, fui ao médico para fazer uma nova lente.

Após me examinar ele disse: “foi bom você ter perdido esta lente, ela já estava fora do seu grau, e se você continuasse a usá-la ela iria prejudicar a sua córnea”. Dei graças a Deus de novo, por ter perdido aquela lente, pois naquela hora eu sabia o porquê Deus permitiu que eu a perdesse.

Uma das experiências mais emocionantes e proveitosas que aprendi na fé, é dizer a Deus “obrigado”, também quando as coisas dão errado.

Toda vez que você perceber que agiu sem fé, na mesma hora peça perdão a Deus pela sua falta de fé, e por ter tomado das Suas mãos as rédeas de sua vida; e as entregue de novo a Ele. Deus compreende a sua fraqueza, e o perdoa, e está pronto a renovar em você o Espírito Santo; mas temos também de fazer a nossa parte, continuar lutando, sem desanimar e sem desesperar.

Podemos dizer “obrigado Senhor” mesmo quando o mundo todo está desabando ao nosso lado. Por quê?

Porque Deus é todo poderoso, Pai amoroso, e sustenta o mundo em suas mãos, e tem o comando da minha vida. Deus não pode nos abençoar se ao invés de confiar Nele ficarmos nervosos, lamuriando, xingando, ou até quem sabe revoltados contra Ele pelo que aconteceu. É claro que nesta hora o demônio vai soprar no seu ouvido algo assim: “está vendo, Deus não ama você de jeito nenhum; se o amasse não deixaria isto acontecer com você!”. Quando você louva a Deus neste momento, você dá um tapa na cara do tentador e ele se vai.

Mesmo na dor mais profunda, mesmo na perda mais dramática, diga a Deus “obrigado Senhor” por tudo isto, por mais absurdo que possa lhe parecer. Se você fizer esta experiência na fé, verá Deus agir em sua vida poderosamente.

Ele manda “dai graças em tudo”, exatamente por aquilo que está “doendo” agora dentro de você.

Quando louvamos a Deus no sofrimento não estamos exaltando o mal e nem mesmo querendo dizer que Deus possa ser seu autor ou que nos queira ver sofrer; nada disso, apenas confiamos que se Ele permitiu que esse mal acontecesse conosco – e que não foi causado por Ele – é porque Ele saberá tirar daí um bem maior.

Quando aceitamos trocar a nossa vontade pela vontade de Deus, Ele supre a nossa fraqueza com a Sua força. São Paulo chegou a dizer: “sinto alegria nas minhas fraquezas… Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (2Cor 12,10). O Apóstolo tinha muito claro diante dos seus olhos toda a sua fraqueza:  “Porém, temos esse tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.” (2Cor 4,7).

Caminhar pela fé meu irmão, abandonar-se em Deus, é crer e aceitar de bom grado “toda” a vontade de Deus para a nossa vida, qualquer que ela seja, em qualquer situação, sem reclamar, sem lamuriar, sem blasfemar.

Prof. Felipe Aquino

Retirado do livro: “ A luta contra a depressão”

(http://cleofas.com.br/o-poder-do-louvor/)

Dons Infusos do Espírito Santo

image-37219201 – O dom da Ciência

O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como aceno ao Supremo Bem; leva o homem a compreender, de um lado, o vestígio de Deus que há em cada ser criado, e, de outro lado, a insuficiência de cada qual.

O dom da ciência ensina também a reconhecer melhor o significado do sofrimento e das humilhações; estes “contra-valores”, no plano de Deus, têm o valor de escola que liberta e purifica o homem. Configuram o cristão a Jesus Cristo. Se não fosse o sofrimento, muitos e muitos homens não sairiam de sua estatura mesquinha,… nunca atingiram a plenitude do seu desenvolvimento espiritual.

2 – O dom do Entendimento ou Inteligência

O dom da inteligência nos ajuda a ler no íntimo das verdades reveladas por Deus, e ter a intuição do seu significado profundo. Pelo dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez o mistério da SS. Trindade, o amor do Redentor para com os homens, o significado da S. Eucaristia na vida cristã…

A penetração dada pelo dom da inteligência (ou do entendimento) é diferente daquela que o teólogo obtém mediante o estudo; o dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus. Na ordem sobrenatural é o amor que abre os olhos do conhecimento. Os que mais amam a Deus, são os que mais profundamente o conhecem. O dom do entendimento manifesta também o horror do pecado e a grandeza da miséria humana.

3 – O dom da Sabedoria

A palavra sabedoria vem de saber, derivado do verbo latino sapere,  que significa “ter gosto de…”. O dom da sabedoria abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe diretamente sob a luz de Deus, mostrando a grandeza do plano do Criador. Ele oferece um conhecimento saboroso da verdade porque se deriva da experiência do próprio Deus feita pelo cristão. Os resultados do estudo meramente intelectual são frios e abstratos, ao passo que as vantagens da experiência são concretas e saborosas.

“O dom da sabedoria faz-nos ver com os olhos do Bem-amado”, dizia um grande místico.

4 – O dom do Conselho

Deus não deixa faltar às suas criaturas o que lhes é necessário. Ele providencia os meios para que cada criatura chegue retamente ao seu fim devido. O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas sem cansaço e insegurança. Por ele o  Espírito Santo, inspira a reta maneira de agir no momento oportuno e exatamente nos termos devidos. Assim o dom do conselho aparece como um regente de orquestra que coordena divinamente todas as faculdades do cristão e as incita a uma atividade harmoniosa e equilibrada. Diz a Escritura que há tempo exato para cada atividade; fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno.

5 – O dom da Piedade

O dom da piedade orienta divinamente todas as relações que temos com Deus e com o próximo, tornando-as mais profundas e perfeitas.  São Paulo se refere a este dom quando escreve: “Recebestes o espírito de adoção filial, pelo qual dizemos  ‘Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo, inspirado pelo mesmo dom da piedade.

O dom da piedade não incita os cristãos apenas a cumprir seus deveres para com Deus de maneira filiar, mas leva-os também a experimentar interesse fraterno para com todos os seus semelhantes. É o que manifesta o Apóstolo ao escrever: “Quanto a mim, de bom grado me despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor” (2 Cor 12, 15).

6 – O dom da Fortaleza

A fidelidade à vocação cristã depara-se com obstáculos numerosos. Disse Jesus que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12).

O dom da fortaleza não consiste em realizar façanhas admiradas pelo público, mas implica paciência, perseverança, tenacidade, magnanimidade silenciosas… Pelo dom da fortaleza, o Espírito impele o cristão não apenas àquilo que as forças humanas podem alcançar, mas também àquilo que a força de Deus atinge. É essa força de Deus que pode transformar os obstáculos em meios; é ela que assegura tranquilidade e paz mesmo nas horas mais tormentosas. Foi ela que inspirou a S. Francisco de Assis palavras tão significativas quanto estas: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

7 – O dom  do Temor de Deus

Há três tipos de temor: o temor covarde ou da covardia; o temor servil ou do castigo e o temor filial. Este consiste na tristeza que o cristão experimenta diante da perspectiva de poder se afastar de Deus; brota do amor a Deus. Não se concebe o amor sem este tipo de temor. Pelo dom do temor de Deus  é o Espírito que move o cristão a dizer Não à tentação e ao pecado por amor a Deus. Não é medo de Deus, é medo de perde-lo. O dom do temor de Deus se prende à virtude da humildade. Esta nos faz conhecer nossa miséria; impede a presunção e a vã glória, e assim nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. S. Luís de Gonzaga derramou copiosas lágrimas certa vez quando teve que confessar suas faltas… faltas que, na verdade, dificilmente poderiam ser tidas como pecados. Para o santo, essas pequeninas faltas eram sinais do perigo de poder um dia afastar-se de Deus. Ora, para quem ama, qualquer perigo deste tipo tem importância.

(http://cleofas.com.br/dons-infusos-do-espirito-santo/)

Para todos aqueles sacerdotes que dão a vida, a cada dia e silenciosamente…

Em Santa Marta, Francisco fala da unção e lembra os muitos párocos do campo e da cidade que não fazem manchetes, mas que prestam um serviço valioso para o povo de Deus

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Não era o centro do seu discurso, mas de qualquer forma Bergoglio, na homilia de hoje em Santa Marta, quis enviar uma indiretazinha para aquele mundo da comunicação sempre mais atento ao “barulho de uma árvore que cai”, do que “de uma floresta que cresce”. Uma metáfora com a qual o Papa questionou a tendência dos jornais e jornalistas de se concentrarem em “um bispo que fez tal coisa ou emum sacerdote fez tal outra coisa”, e manter silêncio sobre muitas obras de caridade realizadas por “sacerdotes santos” que dão suas vidas todos os dias e em silêncio.

“Sim – disse Bergoglio, fingindo o costumeiro diálogo com um fiel – também eu o li, mas, diga-me, nos jornais estão as notícias do que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em tantas paróquias de cidade e de campo, tanta caridade que fazem, tanto trabalho que fazem para levar adiante o seu povo? Ah, não! Isso não é notícia”.

O ‘desabafo’ do Papa foi o resultado de uma reflexão sobre o valor da “unção” que Deus concede aos bispos e sacerdotes, fazendo o seu ministério especial. Se a Igreja não é uma ONG ou uma empresa, e bispos e padres não são chefes de escritório – como reiterou repetidas vezes Francisco – é precisamente por causa desta “unção” que lhes dá o poder do Espírito para não agir como uma organização humana, mas prestar serviço ao povo de Deus

Para explicar melhor o conceito, o Papa refletiu sobre a primeira leitura do dia, quando o profeta Samuel fala sobre as tribos de Israel que ungiu Davi como rei: “Sem essa unção – disse o Papa – Davi teria sido apenas o ‘chefe de uma empresa’,de uma  sociedade política, que era o Reino de Israel”, teria sido um simples ‘organizador político’”. Com a unção, no entanto, “o Espírito do Senhor” desce sobre o jovem, o qual – narra a Escritura – “andava sempre crescendo em potência e o Senhor Deus dos exércitos estava com ele”.

O ungido é de fato uma pessoa escolhida pelo Senhor, afirmou o Papa. Bispos e padres com o óleo do Crisma recebido durante a ordenação “são ungidos, têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles”. Portanto, “não são eleitos somente para levar adiante uma organização, que se chama Igreja particular”. É verdade também que “todos os bispos são pecadores”, admitiu o Papa, mas “nós somos ungidos” e portanto “queremos ser mais santos a cada dia, mais fieis a esta unção”.

Isto é o que “dá unidade à Igreja”: “a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque é ungido, não porque foi eleito pela maioria”. “Nesta unção – acrescentou Bergoglio – uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os padres são ungidos”. Além do mais, graças a esta unção – continuou – prelados e sacerdotes estão mais próximos do Senhor que lhes dá a força para “levar adiante um povo, ajudar um povo, viver ao serviço de um povo”; mas também a alegria de sentir-se “eleitos pelo Senhor, guardados pelo Senhor, com aquele amor com o qual o Senhor nos guarda, a todos nós”.

“Pelo contrário – disse o Papa – não se pode explicar como a Igreja vai adiante apenas com as forças humanas”. Se uma diocese ou paróquia vai pra frente é certamente porque “tem um povo santo”, “tantas organizações, tantas coisas”, mas especialmente porque tem “um ungido que a leva, que a ajuda a crescer”. E a história mesmo se esquece destes “ungidos”, destes “párocos do campo ou párocos de cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, ou seja, a santidade”.

“Conhecemos uma mínima parte”, observou o Pontífice, “mas quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos sacerdotes santos que deixaram a sua vida ao serviço da diocese, da paróquia; quanta gente recebeu a força da fé, a força do amor, a esperança destes párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem tantos!”. Portanto, concluiu o Santo Padre, “pensando nesta unção de Davi, vai fazer-nos bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fieis e orar por eles. Graças a eles que estamos aqui hoje”.

(Trad. TS)

(Agência Zenit)

Os jovens falam sobre o Papado de Francisco

Passados mais de dez messes de Papado do Papa Francisco, os jovens dizem o que pensam e esperam do Sucessor de Pedro

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 03 de março de 2013 o conclave anunciava a fumaça branca que trazia uma novidade para a Igreja, o argentino JorgeMario Bergoglio, o primeiro Papa latino-americano, primeiro jesuíta e o primeiro Francisco. Passados mais de dez messes do seu Papado tudo ainda parece ser novidade, até mesmo para os jovens que estão sempre conectados a tudo que há de novo, e o que será que eles estão pensando e esperando desse Papa que quebra protocolos e até mesmo tira foto para as redes sociais?

Eles vão às ruas para lutar por seus direitos, estão conectados a um mundo na palma da mão em que suas fronteiras parecem não existir, usam as redes sociais para causar revoluções no desejo de um mundo mais justo e com mais amor. Então no meio de tudo isso aparece uma novidade, um senhor já velhinho como Papa que surpreende até os que estavam mais distantes da Igreja e os desafia a sair das teorias e amar na prática.  Usando as redes sociais eles falam tudo o que pensam e esperam do Papado de Francisco:

Ícaro Diniz: “Ele veio revigorar nossas forças”

Kelyane Abreu: “O Papa Francisco vem de fato, reconstruir a Igreja, não apenas fisicamente, a estrutura, mas a Igreja como um corpo, a mentalidade do ser Igreja, reavivar o apaixonamento pela Igreja”. Acredito que esse será um tempo de muitas mudanças, podas de arvores e como toda poda, poderá gerar grandes.

Newton Nascimento: “Ele me passa a certeza do Céu”. Vejo hoje, o Papa Francisco, como Jesus chegou no templo colocando os vendedores para fora, hoje por graça e condução de Deus, foi dada ao Papa esse serviço, que por sinal não é fácil.

Camilla Campos: “Penso que ele veio pra desconfundir a cabeça da galera”.

Jackson Soares : “A sua posição diante da questão da pobreza o torna mais amado ainda por todos”. O que se espera do seu papado é que ele continue essa obra de conscientização do mundo para ajudar os mais necessitados, rezar pela humanidade, buscar a paz.

Matheus Ferreira :” Penso que ele veio para quebrar vários padrões da igreja, e fazer surge um novo conceito de fé aos jovens”

Pedro Paulo Cardoso: “Ele é surpreende”. A começar pela escolha do seu “novo nome” Francisco, Por eu servir na minha paróquia como Catequista, tenho ele como um grande exemplo, pelo fato dele ser Jesuíta (uma congregação que se destaca pelo “Ser Catequista”) , ter sempre uma boa didática e uma forma fácil de falar sobre o Evangelho.

Italo Myke:  “Desde que saiu a fumaça branca na chaminé que eu choro”. Espero que ele nunca mude para poder dizer aos meus filhos, Esse é Francisco filho o Santo da minha geração.

João Pedro O Papa Francisco para os jovens é aquele Novo que há muito tempo estava sendo guardado.

Fernanda Carneiro Leal: “Outros o vêm como algo polêmico que do nada quer fazer mudanças. Amo o Papa, pois expressa seu amor não só por palavras, mas por atos bem concretos, quebrando protocolos”

Um Papa e um amigo.

Na sua grande maioria a certeza que os jovens transmitem é de encontrar um Papa e um amigo, que quebra protocolos para estar mais próximo, sempre mostrando que quem ama quer estar perto, quer seja respondendo cartas de quem o escreve ou tirando foto com a “galera” para as redes sociais, como aconteceu com três jovens na Basílica de São Pedro, no dia 28 de agosto, a foto foi publicada por Fabio Ragona na rede social Twitter e causou grande impacto na internet. Seus discursos desafiam a “geração Y” tão ligada no provisório e ao mesmo tempo o seu sorriso os motiva como alguém que diz: Contem comigo.

Em julho do ano passado  na cidade do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, Francisco não só fez apenas discípulos, fez também amigos entre todas as nações.

(Agência Zenit)

“Cristãos, fechem as portas para a inveja, o ciúme e as fofocas!”

Casa Santa Marta: Bergoglio alerta contra os “vermes” que se insinuam no coração do homem, transformando-o num “semeador de amargura” que destrói as comunidades

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 23 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Sobre as “fofocas”, o papa Francisco já falou em várias ocasiões: em sermões na Casa Santa Marta, no encontro com a Cúria Romana em 21 de dezembro, pedindo “objeção de consciência” contra elas. A mesma exortação foi feita novamente na homilia da missa de hoje, durante a qual, além das fofocas, o papa alertou contra duas outras más atitudes: a inveja e o ciúme.

Esse “tripé” de maledicência, ressentimento e rivalidade é, de acordo com o Santo Padre, o que “destrói as comunidades cristãs”. Não por acaso, o papa o recorda no sexto dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, depois de denunciar, ontem, o “escândalo” das “divisões” que ainda existem entre os cristãos.

Nesta reflexão, Francisco partiu da primeira leitura do livro de Samuel, que fala da exultação dos israelitas pela vitória sobre os filisteus, graças à coragem e astúcia do pequeno Davi. Nem todos, no entanto, elogiam o jovem herói. Aquele que para as mulheres é motivo de alegria, para o rei Saul é fonte de tristeza e de inveja. “A grande vitória começa a se tornar derrota no coração do rei”, disse o papa: naquele coração, tinha entrado o “verme do ciúme e da inveja”.

É natural traçar um paralelo com Caim, cuja alma foi corroída pela amargura em relação com o irmão Abel. E, como aconteceu com os primeiros irmãos da história, Saul também decidiu que a melhor solução era matar Davi. O rei, explicou o pontífice, “em vez de louvar a Deus como as mulheres de Israel por esta vitória, prefere se fechar em si mesmo, se amargurar” e “cozinhar os seus sentimentos no caldo dessa amargura”.

Isto é o que “o ciúme faz em nosso coração”, advertiu o Santo Padre: “é uma ansiedade ruim, que não tolera que um irmão ou irmã tenha algo que eu não tenho”. Sem percebermos, “ele nos leva a matar (…) Foi por essa porta, pela porta da inveja, que o diabo entrou no mundo”, lembrou o papa.

“O ciúme e a inveja abrem as portas para todas as coisas ruins. E dividem a comunidade”. Quando uma comunidade cristã “sofre de inveja, de ciúme, ela termina dividida: um contra o outro. É um veneno forte. É o veneno que encontramos na primeira página da Bíblia com Caim”.

Há dois sintomas “muito claros” desta doença que afeta o coração humano: a “amargura” e as “fofocas”. “A pessoa invejosa, a pessoa ciumenta, é uma pessoa amarga. Ela não sabe cantar, não sabe elogiar, não sabe o que é alegria, está sempre olhando para “o que o outro tem e eu não tenho”. E isso a leva à amargura, uma amargura que se espalha por toda a comunidade”.

Pessoas assim “são semeadoras de amargura. Um não tolera que o outro tenha alguma coisa.

A “solução”, para elas, é rebaixar o outro, “para que eu fique um pouco mais alto”. E a ferramenta para isso é a fofoca. “Olhem bem e vocês vão ver que por trás da fofoca sempre existe ciúme e inveja”.

As fofocas “são as armas do diabo”, reiterou o bispo de Roma: “Quantas belas comunidades cristãs foram destruídas pelo ressentimento e pelas fofocas que entraram na alma de um único membro da comunidade! Não é exagero: uma pessoa que está sob a influência da inveja e do ciúme mata”, disse o papa. E o apóstolo João também diz: “Todo aquele que odeia o seu irmão é um assassino”, e “o invejoso, o ciumento, começa a odiar o seu irmão”.

“Rezemos pelas nossas comunidades cristãs, para que essa semente da inveja não seja semeada entre nós, para que a inveja não tenha espaço em nosso coração, no coração das nossas comunidades, e para podermos seguir em frente no louvor ao Senhor, louvando o Senhor com alegria. É uma grande graça, a graça de não cair na tristeza, no ressentimento, na inveja e no ciúme”.

(Fonte: Agência Zenit)

Os mais íntimos escritos de João Paulo II

Capa do livro.

ROMA, 22 Jan. 14 / 10:16 am (ACI/EWTN Noticias).- A editora Znak da Polônia lançará no próximo dia 5 de fevereiro o livro “Estou nas mãos de Deus. Escritos pessoais 1962-2003”, um texto que recolhe as mais íntimas memórias do Beato João Paulo II, que foram salvas de serem queimadas pelo seu secretário por mais de 40 anos, o agora Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Conforme anuncia a editora Znak, o leitor encontrará neste volume “as mais importantes pergunta íntimas, profundas, comovedoras meditações e orações que marcavam seu tempo dia a dia”, assim como “escritos que testemunham a sua preocupação pelos seus seres queridos (amigos e colaboradores) e pelaIgreja encomendada a ele”.

Os escritos pessoais de João Paulo II permitem ao leitor encontrar-se com um homem que sempre confiou mais em Deus que em si mesmo e que lutou pela verdade até o final de sua vida.

João Paulo II pediu a Dom Dziwisz, seu secretário e mais próximo colaborador, para queimar os escritos depois de sua morte, mas o agora Arcebispo de Cracóvia decidiu não destrui-los, mas os conservou e entregou à Congregação para a Causa dos Santos, que examinou a vida de Karol Wojtyla durante seu processo de canonização.

Nos textos, o leitor tem acesso ao coração do homem que foi Bispo de Cracóvia durante a difícil época do comunismo, e que depois, por quase 27 anos, foi o sucessor de Pedro a fins do século XX e inícios do XXI.

O texto recolhe as experiências de João Paulo II, junto com orações, reflexões e comentários, convertendo o leitor em um discípulo da espiritualidade do futuro santo.

Em declarações à agência Kai, o Cardeal Dziwisz explicou sua decisão: “Não, não queimei os escritos de João Paulo II, porque constituem a chave de leitura de sua espiritualidade, a parte mais íntima do homem: suas relações com Deus, com o outro e consigo mesmo”.

O livro já se encontra em pré-venda em sua edição em polonês, pode ser adquirido a partir do site: http://www.znak.com.pl/kartoteka,ksiazka,4468,Jestem-bardzo-w-rekach-Bozych

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26587)

Ser livre para poder amar

a_liberdade_do_homem_poucas_palavrasA liberdade é o maior dom que Deus nos deu; maior até do que a inteligência.

É, acima de tudo, a liberdade que nos faz “imagem” de Deus. Se Ele não nos tivesse feito livres, seríamos como robôs, ou marionetes, ou teleguiados; não seríamos “semelhantes” a Ele.

Para garantir a nossa dignidade Deus nos fez livres, capazes de escolher o bem ou o mal,  e até capazes de virar as costas para o próprio Criador.

Quando a sociedade quer punir o homem, por ele abusar da liberdade, então tira-a, colocando-o na prisão.

O pecado é sempre um “abuso da liberdade”; isto é, o seu mal uso.

Você só poderá dar-se integralmente a alguém, e amar, se você for verdadeiramente livre.

Mas hoje existem também muitas “caricaturas” da liberdade, assim como do amor.

Muitos se enganam pensando que ser livre é poder dizer “eu faço o que quero”.

Muitos pensam que ser livre é não ter leis que obedecer, dogmas a aceitar ou verdades pré-fixadas a acolher. É um engano.

Será que você é livre quando não respeita os sinais de tráfego, e, por desrespeitá-los acaba saindo da estrada e se acidentando?

É claro que não, você está sendo irresponsável, e muito burro!

Será que você é livre, quando teima em dizer que: 2 + 2 = 5 !

É claro que não, você está sendo insensato, incoerente e ilógico.

Será que você pode dizer que é livre porque usa a bebida ou a droga como quer e quando quer, porque é dono do seu nariz?

É claro que não, você está sendo louco e destruindo a sua vida.

Será que você pode dizer que é livre porque usa o seu corpo à vontade, dando-lhe todos os prazeres da gula e do sexo?

É claro que não, você está profanando o templo santo do Espírito de Deus que é o seu próprio físico, e está sendo escravo das suas paixões.

Portanto, não diga que você é livre porque faz o que quer, independente da vontade de Deus e dos homens.

Ser livre não é  “fazer o que você quer” , sem restrições.

Esta é a liberdade do animal, que não possui a luz da inteligência e a força da vontade para guiar os seus passos e manter-se de pé.

Será que na empresa em que você trabalha, você só faz o que quer, chega na hora que quer, e só realiza o que tem vontade de fazer? É claro que não, você obedece ordens, normas e horários.

Jamais diga que ser livre é fazer o que você quer, sem restrições.

A sua liberdade não depende só do seu corpo, mas do seu espírito, acima de tudo.

Mesmo que você esteja numa cela ou preso numa cama, ainda assim é possível ser livre, porque nada e ninguém pode aprisionar o  seu espírito.

Na verdade, é você mesmo quem limita a sua liberdade, quando permite ser conduzido pelos caprichos do seu corpo ou pelas manhas da sua sensibilidade. Esta é a pior escravidão. Você pensa que é livre, mas na verdade você é dominado pelos instintos.

Ser homem, é exatamente vencer os instintos que nos querem roubar o dom precioso da liberdade, que custou até o sangue de Jesus.

Podemos prender um navio ao cais do porto por muitas cordas; mas enquanto ele estiver preso por uma só corda, ainda não poderá navegar livremente, mar adentro, até o seu destino.

Você não estará livre enquanto qualquer amarra o impedir de caminhar.

Se você estiver preso demais a alguma coisa, ainda não é livre.

Se você se apegou a alguém de maneira descontrolada, deixou de ser livre.

Se você é escravo de algum vício, então é claro que você não é livre plenamente.

Se os instintos do corpo ou da sensibilidade, o “pegam pelo nariz” e o obrigam a satisfazê-los, então, é claro que você não é livre.

A liberdade, portanto, não é estar livre de leis, verdades e dogmas sagrados, mas é estar livre de nossos vícios.

A liberdade pode se transformar em libertinagem, abuso da liberdade.

Isto acontece quando você quer ser livre sem respeitar a “verdade” e a “responsabilidade”. Elas são os trilhos sobre os quais a liberdade deve caminhar para não enlouquecer, e não fazer de você um libertino.

Liberdade sem verdade é loucura.

Liberdade sem responsabilidade é depravação.

Existe uma verdade científica, religiosa, moral… que a liberdade tem que obedecer para ser autêntica.

A liberdade deve também respeitar a responsabilidade.

Você pode dar murros no ar à vontade, mas até que não atinja o nariz de alguém.

Se você ultrapassar este limite, não mais está sendo livre, mas perverso, libertino.

Para você ser livre é preciso “conquistar” a sua liberdade, lutando contra você mesmo, para não ceder aos instintos cegos que o escravizam.

Você será livre, não quando conseguir dominar os outros, mas quando, enfim, dominar a si mesmo. Que conquista!

Diz um Salmo que vale mais aquele que domina a si mesmo  do que aquele que conquista uma cidade.

Não fique dizendo que as coisas erradas que você faz é culpa do seu temperamento incontrolável ou da sua fraqueza moral, etc.  …

Lute contra tudo isto e conquiste este tesouro que se chama liberdade.

Você só será livre quando for uma pessoa “de pé”: o espírito comandando a sensibilidade e o físico.

Não há dúvida de que quanto mais “coisas” você possui: roupas, casas, dinheiro, carros, discos, etc., maior será a sua luta para não permitir que tudo isto acorrente a sua liberdade.

Ser livre é ser desapegado e despojado: dos egoísmos, dos vícios, e dos prazeres.

Isto não quer dizer que você não possa usar todas essas coisas; elas são às vezes indispensáveis.

A Liturgia da Igreja nos ensina que é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente  as que não passam”.

Ser livre é apegar-se somente às coisas que não passam: o bem que reside no seio da virtude.

Só é livre aquele que comanda as suas ações, e não se deixa arrastar pela força dos instintos.

Se você não for livre, então será escravo de muitas coisas: da indecisão, da angústia, da instabilidade…, enfim, você não será uma pessoa madura e preparada para amar.

Só sabe amar; só pode dar-se, aquele que se possui, aquele que é livre.

Quando você é livre todas as suas ações são boas, segundo a vontade de Deus, pois obedecem a verdade e a responsabilidade.

Você será plenamente livre quando for plenamente obediente a Deus e às suas Leis: Deus é o grande Livre !

Nossa liberdade é proporcional à dignidade daquele que obedecemos. Se você obedece à Deus é livre, se serve ao pecado,  é escravo do pecado, ensina São Paulo aos romanos.

Jesus é Aquele que é Livre, e faz Livres os que O seguem.

“Vinde a mim, vós todos os que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11,29-30).

Obedecer as Leis de Deus é o jugo suave e leve; é ser de fato livre.

O pássaro só é livre se voar nos céus; o peixe só é livre se nadar nas águas.

Jamais o pássaro será livre se quiser voar dentro da água; e jamais o peixe será livre se quiser nadar na terra.

Assim, você só será livre se aceitar viver da maneira e da forma exatas que o Pai estabeleceu para você viver.

A verdade que o faz plenamente livre é a Verdade de Jesus:

“Eu sou a Verdade”.

“Se permanecerdes na minha palavra sereis meus verdadeiros discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,31-32).

Quanto mais você for fiel e obediente às Leis de Deus, mais livre você será e mais apto para amar.

Quem é o viajante livre, aquele que obedece os sinais da estrada que lhe indicam os perigos, ou aquele que os desobedece e se acidenta?

Deus é o nosso Criador; Ele nos fez com sabedoria e amor. Ele escreveu o “catálogo” sob o qual cada um deve viver para ser feliz e ser livre.

O que acontece se você desobedece ao catálogo do fabricante que manda ligar a televisão numa fonte elétrica de 110 volts?

Ela queimará se você a ligar em outra voltagem, ou então, não captará as imagens.

O que acontece se você desrespeitar o catálogo do seu carro que manda abastecê-lo com gasolina?

Se você encher o tanque de álcool, porque é mais barato, o seu carro não vai funcionar bem e o motor será prejudicado.

E assim é tudo na vida; toda a criação de Deus está sujeita a leis naturais que devemos obedecer. Só o homem – porque tem inteligência e vontade – é capaz de desobedecer às leis pelas quais Deus faz o universo belo…

Quando você desobedece as leis de Deus, os seus Mandamentos, você “queima” a sua vida, como aquela televisão ligada em 220 volts.

Só Deus nos faz plenamente livres. Só os seus “escravos” são  perfeitamente livres; e, por isso, aptos para amar como Ele ama.

Se você quiser amar o seu namorado de verdade, então, ame e obedeça o Evangelho e a Igreja; você será uma pessoa inteira, livre, capaz de dar-se, de amar e de construir o outro.

Não aceite as caricaturas da liberdade porque elas são verdadeiras escravidões.

É a obediência a Deus que alimenta a nossa liberdade e o nosso amor.

Cristo aceitou morrer na cruz para conquistar para você a verdadeira liberdade; pois, ali Ele matou o pecado que escraviza. Esta liberdade você recebeu no Batismo; não a perca por nada neste mundo.

São Paulo pediu aos gálatas insistentemente:

“É para que sejamos homens livres, que Cristo nos libertou [do pecado]. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gal 5,1).

Este “jugo da escravidão” é o jugo do pecado, que destrói a vida.

“O salário do pecado é a morte” (Rm 6, 23).

O que para o mundo é motivo de tristeza, a luta para vencer o pecado, a entrada pela “porta estreita” que Cristo recomenda, para os filhos de Deus é motivo de verdadeira e autêntica libertação. O verdadeiro escravo neste mundo é aquele que tem a sua alma amordaçada pelo pecado, pelos vícios.

Se você quiser ser verdadeiramente livre, e levar os outros à esta liberdade insuperável, então, vença o pecado, e ajude os outros a fazê-lo; especialmente o seu namorado.

Para você meditar:

TEMPO E ETERNIDADE

“Meu Deus, protegei-me do “deixa – correr”, do “deixa – fazer”, do “deixa – viver”, do “deixa – matar”…

E dessa passividade que permanece passiva por medo de agir e sofrer.

É tão fácil deixar tudo correr…

Deixa correr a vida como areia, e acusar as circunstâncias, e maldizer os fatos, e acusar os outros…

É muito mais fácil sentir-se sempre cansado: cansado de tudo, cansado de nada…

A vida não passa de uma sucessão de gestos ínfimos, mas que, divinizados, nos moldam a eternidade.

Materialmente, uma obra de arte – quadro ou estátua – não é mais que o resultado de uma série de pinceladas ou de cinzeladas. O valor imaterial, o único que conta, é o pensamento do artista que informou cada gesto e fez dessa síntese a realização do seu próprio sorriso. Criamos eternidade com qualquer ato nosso. Este é o poder maravilhoso do homem: A cada segundo construímos o nosso reino.

Um ato, uma vez realizado, não pode ser desfeito. Sua repercussão e seus reflexos se prolongam por espaços inacessíveis. Criamos o definitivo e esse prolongamento das menores ações até a eternidade é que faz a nossa grandeza de homens.

Não compreendemos nada de nada. Há tanto mistério no crescimento de um grão de trigo quanto no movimento das estrelas. Nós bem sabemos que somos os únicos capazes de amar, e é por isso que o menor dos homens é maior do que todos os mundos reunidos.

Guy de Larigaudie

Do Livro: NAMORO, Prof. Felipe Aquino

Milagres!

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do amor divino, cap. 36

«Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»

Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: «Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação.» Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela acção da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. […]

Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: «É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros». Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!

10 conselhos em forma de perguntas (Parte II)

Para examinar e reimpulsionar projetos confessionais online

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 21 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Continuação da primeira parte

6. Humor.  O cardeal Dolan costuma dizer: “O cristão é alegre porque Cristo ressuscitou; a história de Jesus não terminou na Sexta-Feira Santa”. O humor é uma das melhores maneiras de fazer conexão. E, curiosamente, o humor cria confiança. Na internet, as coisas sérias também podem ser contadas de modo positivo e engraçado. Qual é o seu modo de comunicar? Veja o exemplo do projeto “Rápido e Curioso”: https://www.youtube.com/ImparareRoma.

7. Conteúdo e histórias. Esta é a substância de todo projeto. E as pessoas querem conteúdos não só de valor, mas grátis! Em troca, elas dão a sua confiança. Como é o conteúdo do seu site? Se a ele for “xoxo”, então pense que as histórias reais de pessoas reais são bem atrativas. Hoje não interessa não só a vida das “estrelas”, mas também a de quem sai do anonimato para virar testemunha da fé e de valores na internet. Exemplos: CatholicLink.com  e as fan pages da BoasNotícias.org (https://www.facebook.com/BoasNoticias.Org).

8. Transparência. Especialmente para quem vincula os seus projetos a campanhas de arrecadação de fundos, McInerny cita de novo o caso da “Charity: Water”: as pessoas que doam podem  rastrear cada centavo para saber o destino final do seu dinheiro (https://www.charitywater.org/donate/). Outro exemplo é a própria ZENIT (https://donations.zenit.org/es).

9. Nuvem. O autor se refere às facilidades tecnológicas de armazenar todos os conteúdos em servidores na web (por exemplo, SkyDrive, Google Drive, Dropbox, etc.). Onde você guarda os seus conteúdos? Tudo no seu próprio computador? E se você o perder?

10. Dinheiro e parceiros. Não há como fugir deste problema comum: a economia. Identifique líderes sociais que podem se interessar pelo seu projeto e ofereça a eles um benefício em troca. “Busque parceiros, não esmola”. E não é questão somente de dinheiro: bloggers e líderes de opinião podem divulgar mais e melhor o nosso projeto. São exemplares os casos da Catholic.net (http://catholic.net/) e da Aleteia.org (http://www.aleteia.org), que são plataformas para conteúdos de terceiros.

* O autor é analista da ZENIT para meios de comunicação, internet e jornalismo religioso.

A Proteção Constitucional do Matrimônio Sacramental

Reflexão de Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República e Mestre em Direito Econômico

Por Paulo Vasconcelos Jacobina

BRASíLIA, 21 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Como se sabe, há um princípio constitucional bastante forte, que é o princípio da liberdade religiosa; a Constituição chama-o de inviolável (art. 5º, inciso VI) e garante o “livre exercício dos cultos” e “a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Nesse diapasão, ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crenças religiosas (inciso VIII), ou forçado pelo Estado a praticá-lo de tal modo a deturpar o seu sentido ou violar as crenças e costumes nele envolvidos.

Isto porque é vedado ao Estado imiscuir-se no próprio âmago do ato religioso, de modo a embaraçar o funcionamento da instituição religiosa (art. 19, inciso I). O princípio da separação entre Igreja e Estado é bilateral. Vale dizer, a Constituição garante que o Estado deve deixar à religião a liberdade de estabelecer, dentro dos limites do bem comum, o conteúdo da própria fé e a forma do seu exercício.

Postas estas premissas, pode-se afirmar que, para muitas religiões professadas efetivamente no Brasil, de modo significativo em termos populacionais, como a religião cristã católica, por exemplo, o casamento constitui mais do que uma simples instituição humana, revelando-se como uma aliança de natureza sagrada.

O matrimônio sacramental católico, com seu fundamento bíblico e seu rito litúrgico tradicional, é um ato que cabe perfeitamente na noção do art. 5.º VI da Constituição como ato religioso strictu sensu. É da natureza desse ato religioso de culto, que tem uma liturgia própria (a ser protegida pelo mesmo inciso VI) e gera um dever de consciência (a ser protegido na forma do inciso VIII) incluir, como sua matéria, duas pessoas humanas desimpedidas de sexos opostos e, como sua forma, o consentimento livremente manifestado perante a autoridade eclesial, com a aceitação dos fins do ato: ligar, perante Deus, um casal aberto à união esponsal e à recepção natural da vida.

O sacramento do matrimônio católico não é um mero contrato kantiano entre dois cidadãos para fins de usufruto sexual recíproco (Doutrina do Direito, 25), nem sequer um “assunto concernente apenas às autoridades civis, ao qual os ministros religiosos devem apenas orientar e aconselhar as consciências”, como afirma Lutero no número 748 das suas “Conversas à Mesa”. Nem é, como queria Calvino, apenas “um assunto apenas tão sagrado quanto a agricultura, a arquitetura, a sapataria e muitas outras coisas” (Instituições, IV, XIX, 34). Enquanto o casamento, para estes filósofos e líderes religiosos, retira sua validade do ordenamento estatal, o sacramento do matrimônio é, para os católicos, um ato religioso strictu sensu. É um ato que adquire sua validade e seu significado apenas e tão somente da sua própria celebração religiosa, da autoridade dos contraentes e do celebrante, e que implica pressupostos e consequências bem diversas daquelas do casamento civil, e independentes deste. Mesmo que, digamos, o casamento não fosse juridicamente reconhecido pelo Estado, o matrimônio religioso católico continuaria a ter seus próprios pressupostos e requisitos e suas próprias consequências como ato sagrado, a salvo de qualquer ingerência estatal.

Existe, por exemplo, no sacramento matrimonial, uma grande rigidez no que diz respeito à sua dissolução. Vale dizer, há, a princípio, uma indissolubilidade deste vínculo. No caso dos católicos, existe até mesmo uma nulidade matrimonial se os contraentes não estiverem, de pleno coração, cientes e aderentes a esse princípio sagrado de proteção contra a dissolução imotivada, bastante diverso da natureza volátil do casamento civil reconhecido pelo direito brasileiro.

Isto traz duas consequências jurídicas interessantes, que muitas vezes não são nítidas para os operadores do direito estatal, mas que devem ser sempre reiteradas, em nome da liberdade religiosa católica. A primeira consequência é a de reconhecer que o ordenamento jurídico brasileiro não reconhece como jurídicas todas as consequências do sacramento, em especial aquelas diversas daquelas do casamento civil, como a indissolubilidade. Estabelecendo um vínculo sacramental entre os nubentes e Deus, como ato sagrado em seu próprio âmbito, o matrimônio sacramental não está sujeito a divórcio. Diferentemente do casamento civil no ordenamento jurídico pátrio, que está submetido incondicionalmente ao divórcio, art. 226, § 6º. Um católico não consegue opor ao Estado brasileiro a indissolubilidade do seu matrimônio. Mas ela existe na concretude do seu ato religioso. Assim, por outro lado e reciprocamente, o Estado brasileiro não pode opor o divórcio civil à Igreja para fins de forçá-la a celebrar novas núpcias de quem, apesar de civilmente divorciado, ainda está ligado a outrem por um sacramento válido.

Com isto, chega-se à segunda consequência jurídica interessante: os pressupostos e requisitos, bem como as consequências, do ato religioso matrimonial sacramental, ao não fundamentarem seu valor na autoridade estatal, não estão tampouco submetidos ao juízo estatal.

Assim, o Estado brasileiro não tem poder para, a título de adequação do ato matrimonial sacramental às normas que regem o casamento civil, impor às pessoas religiosas que aceitem e realizem o sacramento em violação à sua forma religiosa ou não o realizem quando os seus requisitos eventualmente discreparem dos civis.

Seria impensável uma lei ou uma ordem judicial que obrigasse, por exemplo, a Igreja Católica a celebrar um matrimônio sacramental no qual um ou ambos os cônjuges, embora estejam sacramentalmente unido por um matrimônio anterior válido, tenham obtido um divórcio quanto aos efeitos civis do seu sacramento anterior.

Seria do mesmo modo impensável que o Estado, por lei, ordem administrativa ou judicial, obrigasse a Igreja a celebrar o sacramento do matrimônio em favor de cidadãos do mesmo sexo, ou por qualquer outra razão absolutamente incapazes de realizar o propósito naturalmente unitivo e potencialmente procriativo do sacramento matrimonial, ou que publicamente rejeitassem a fé católica ou o significado religioso dos seus atos. Ou ainda, uma ordem judicial que visasse obrigar a Igreja a não realizar um matrimônio entre dois católicos com direitos civis cassados, mas que continuassem como filhos legítimos da Igreja e atendessem à sua disciplina.

Não é despiciendo reafirmar estas questões, num momento em que as pretensões estatais de restringir a liberdade religiosa recrudescem no mundo inteiro. Tal como se pode ver, por exemplo, no julgamento em curso na Supreme Court dos Estados Unidos, em que se pleiteia que seja criada uma “zona bolha” (Bubble Zone) nas áreas públicas em torno das clínicas e instituições de aborto, na qual a liberdade religiosa garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana simplesmente não se aplique (e as pessoas sejam impedidas de fazer manifestações religiosas antiabortistas em tais áreas públicas).

Não tardará o dia em que as instituições estatais por aqui também se sentirão ofendidas com a liberdade religiosa de realizar determinados atos religiosos, como o ato sacramental do matrimônio, com toda a liberdade religiosa que ele pressupõe, e procurem imiscuir-se exatamente aí, em nome de “adequar” a Igreja às suas próprias convicções voláteis de liberdade civil.

(Fonte: Agência Zenit)

A Congregação para a Doutrina da Fé recebe o estudo sobre Medjugorje

Encerrados os trabalhos da comissão internacional de investigação, iniciados em março de 2010

Por Ivan de Vargas

ROMA, 20 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O porta-voz da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, confirmou nesta manhã que a última reunião da comissão internacional de investigação sobre Medjugorje aconteceu ontem. A comissão foi estabelecida pela Congregação para a Doutrina da Fé em março de 2010, sob a presidência do cardeal Camillo Ruini, e os resultados dos seus estudos serão submetidos agora às instâncias competentes da mesma Congregação.

Ao criar a comissão, em março de 2010, a Santa Sé lançou um comunicado de imprensa informando que “a comissão internacional de investigação sobre Medjugorje se reuniu pela primeira vez em 26 de março e, conforme já anunciado, o seu trabalho se desenvolverá em rigoroso sigilo. As conclusões serão apresentadas às instâncias da Congregação para a Doutrina da Fé”.

Medjugorje é um pequeno povoado da Bósnia-Herzegovina que se transformou em lugar de peregrinação para milhões de pessoas, atraídas pelas supostas aparições da Virgem Maria relatadas por seis videntes.

No fim de junho de 1981, um grupo de jovens (Mirjana Dragicevic Soldo, Ivanka Ivankovic-Elez, Marija Pavlovic Lunetti, Vicka Ivankovic, Ivan Dragicevic e Jakov Colo) afirmou ter visto uma linda jovem  que lhes confiava mensagens. Desde então, os seis protagonistas declaram que as aparições se repetem até hoje.

A comissão internacional de investigação sobre Medjugorje, composta por cardeais, bispos, peritos e especialistas, foi constituída depois que a comissão diocesana em Móstar considerou que o fenômeno ultrapassava as competências da diocese. A Conferência Episcopal da então Iugoslávia tampouco tinha chegado a uma conclusão sobre a sobrenaturalidade ou não do fenômeno.

Os bispos da ex-Iugoslávia destacaram a necessidade de acompanhamento pastoral, sob a responsabilidade do pároco e do bispo local, de todos os fiéis que iam até o local para rezar. Eles pediram que a Congregação para a Doutrina da Fé assumisse a situação.

O atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, dom Gerhard Müller, declarou recentemente que as aparições da Virgem Maria aos videntes de Medjugorje não podem ser assumidas como verdadeiras.

Müller recordou aos bispos dos Estados Unidos, em novembro último, que a posição da Igreja é a mesma já confirmada em 1991: “não é possível afirmar se houve aparições ou revelações sobrenaturais”. Esta declaração aconteceu durante a visita de Ivan Dragicevic ao país norte-americano.

O núncio apostólico nos Estados Unidos, dom Carlo Maria Viganò, a pedido de dom Müller, enviou uma carta ao secretário geral da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, dom Ronny Jenkins. No texto, ele afirmou que “um dos assim chamados videntes de Medjugorje, o Sr. Ivan Dragicevic, programou visitas a certas paróquias do país”, nas quais, conforme tinha sido divulgado, “o Sr. Dragicevic receberá ‘aparições’”.

Para “evitar escândalo e confusão”, Viganò recordou aos bispos estadunidenses que “os clérigos e os fiéis não podem participar de reuniões, conferências ou celebrações públicas em que a credibilidade de tais ‘aparições’ seja tida como certa”.

Poucos dias depois, o papa Francisco disse, durante uma homilia na Casa Santa Marta, em Roma, que a Virgem Maria “não trabalha nos correios para ficar enviando mensagens todos os dias”.

O Santo Padre enfatizou que “o espírito de curiosidade nos afasta da sabedoria, porque, com ele, só interessam os detalhes, as pequenas notícias de cada dia”. Esse espírito de curiosidade, que é mundano, leva à confusão, advertiu ele. Para explicar melhor essa confusão, o pontífice insistiu: “A curiosidade nos leva a achar que nosso Senhor está por aqui ou por ali, ou nos faz dizer: ‘Mas eu conheço um vidente, uma vidente, que recebe cartas de Nossa Senhora, mensagens de Nossa Senhora’”. A este propósito, Francisco acrescentou: “Nossa Senhora é mãe e ama a todos nós, mas não é encarregada dos correios para ficar mandando mensagens todos os dias”.

Por sua vez, o cardeal Tarcisio Bertone explicou, durante as investigações, que “as peregrinações privadas [a Medjugorje] são permitidas e os fiéis podem contar com acompanhamento pastoral. Todos os peregrinos católicos podem ir a Medjugorje, um lugar de culto mariano em que é possível expressar-se através de todas as formas da devoção”. As declarações foram feitas em 2007 pelo então Secretário de Estado, em entrevista ao vaticanista Giuseppe De Carli.

10 conselhos em forma de perguntas (Parte I)

Para examinar e reimpulsionar projetos confessionais online

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 20 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O mais forte não é quem sobrevive, mas quem se adapta melhor às mudanças, aprendendo a incorporá-las e, mais ainda, tentando descobrir, adiantar-se e propor o novo.

Esta não é uma máxima do evolucionismo, e sim uma constatação empírica do mundo da tecnologia, em particular da internet. Em sua curta vida, a web já viu milhares de iniciativas nascerem e desaparecerem: muitas delas foram paradigmas da comunicação digital, divisores de águas para novos projetos que vieram depois.

A internet, como a conhecemos hoje, é uma grande rede social: não há fronteiras, a interação é a norma, todos podem ser emissores e os conteúdos virais costumam vir de pessoas que viram celebridades da noite para o dia. Como descobrir e aproveitar todas essas possibilidades que a rede mundial nos fornece no âmbito confessional católico?

Daniel McInerny participou do Christian Leaders Technology Forum, no início de dezembro de 2013, no Vale do Silício, Califórnia. Ele ouviu as falas dos “gurus digitais” e as suas contribuições tanto no âmbito da aplicação tecnológica quanto no das ideias digitais a serviço do Evangelho. Fazendo uma síntese, McInerny recopilou e publicou em Aleteia.org dez sugestões que agora enriquecemos com exemplos práticos de sites católicos.

1. Mobilidade. Daniel McInerny diz que há hoje no mundo mais dispositivos móveis do que escovas de dentes: 4 bilhões, para ser exato. Daí a pergunta: o seu site está preparado para ser aberto em dispositivos móveis? O Vaticano está na vanguarda. Conheça o aplicativo do papa:  http://www.thepopeapp.com/.

2. Conexão emocional. O conselho se refere a criar uma ligação emocional com os próprios seguidores ou “fãs”: mostrar empatia, proximidade. Não como estratégia de marketing, mas como cabe a quem se relaciona com pessoas de carne e osso. O seu site cria uma conexão emocional com as pessoas? Veja como isso é feito nas fan pages da Evangelidigitalización (https://www.facebook.com/evangelidigitalizacion).

3. Personalização. Uma consequência do ponto anterior: em que medida o visitante pode personalizar a experiência dele no seu site? Um exemplo é a Netflix que, mesmo sendo um site pago, conseguiu se posicionar como um dos projetos digitais mais importantes de 2013.

4. Fazer diferença. O que há no seu site que não há em nenhum outro? Daniel McInerny recorda que fazer diferença não equivale a conquistar 15 minutos de fama. Ele menciona o caso da “Charity: Water” (“Caridade: Água”, http://www.charitywater.org), um projeto que faz diferença porque pratica a caridade levando água para quem não tem. Exemplos na mesma linha são os sites Misas.org (http://www.misas.org/), que reúne horários de missas do mundo inteiro, e o http://www.whynotpriest.org, o primeiro portal vocacional que usa vídeos para apresentar a vocação sacerdotal aos jovens.

5. A geração Y. Trata-se da geração que nasceu a partir de 1980 e que cresceu com a internet. Eles não tiveram que “migrar”: são nativos digitais. E muitos desses jovens procuram respostas na web para as suas perguntas mais profundas. Qual é o linguajar que você usa no seu site? Os jovens entendem o que você está dizendo? O seu conteúdo inclui material multimídia? O projeto Arguments (http://www.arguments.es/) é um exemplo, com seus já famosos vídeos (http://www.youtube.com/user/catequesisarguments).

Continuará.

Uma carta para si mesma cheia de amor e confiança em Deus: O legado de uma menina falecida que está comenvendo o mundo

DENVER, 16 Jan. 14 / 04:19 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os pais de Taylor Smith acharam consolo depois da morte de sua menina em uma carta que ela escreveu em abril do ano passado para ser lida por ela mesma dentro de dez anos. O caso deu a volta ao mundo nas últimas horas mas, poucos meios têm reparado em sua profunda mensagem de amor e confiança em Deus.

Taylor tinha 12 anos e morreu por uma pneumonia no dia 5 de janeiro passado. Uns dias depois deste trágico fato, seus pais encontraram um envelope no seu quarto  com esta indicação: “Confidencial. Somente para os olhos de Taylor Smith a menos que se diga o contrário. Não abrir até 13-4-23”.

Na nota, Taylor se propõe a concluir seus estudos e a emendar os erros e atrasos nos estudos acadêmicos que possa ter feito. “Felicitações por concluir o ensino médio! Se você não o fez, volte e siga tentando. Consiga este diploma!”. Além disso, recorda seu desejo de ser advogada e se pergunta “Se estivermos na universidade, O que estamos estudando?”.

Taylor evoca na carta a primeira viagem de missões que realizou e se interpela a si mesmo sobre sua fé. “Falando nisso, como está sua relação com Deus? Você tem rezado, adorado, lido a Bíblia, ou ido servir ao Senhor recentemente? Se não, levanta e faça-o AGORA!”.

“Não me importa em que ponto de nossa vida estejamos agora, faça-o! Ele (Jesus) foi burlado, golpeado, torturado e crucificado por ti. Um homem sem pecado, que nunca fez nada mal a você nem a outra pessoa alguma”, escreveu para seu “futuro eu” a menina.

Seus pais, Tim e Ellen sofrem a dor da morte de sua filha, mas sabem que “era a hora de Deus” para a pequena Taylor.

“Ele a amava mais do que ninguém podia amá-la, tanto como para dizer ´Vem comigo´. Muitos se perguntarão por que é tão fácil para um pai que perdeu a sua filha dizer algo assim em vez de acusar Deus ou odiá-lo, mas o único que posso dizer é que é fácil para mim confiar em Deus agora porque minha menina confiava nele”, disse Tim à imprensa local.

Falando a vários meios de imprensa sobre o comovedor caso de Taylor, Tim assegurou que “agora estou ainda mais decidido a descobrir a vontade de Deus, porque agora que vejo um brilho do que é a vontade de Deus, agora que vê quanta gente está sendo transformada pelo que está havendo, sei que que a vida de uma única pessoa mudasse, Taylor teria dito que valeu a pena”.

“Ela é um perfeito exemplo do que é amar Deus e amar os demais. Ela me ensinou como Deus ama, não via nada do exterior, ela só olhava no interior e no que era o melhor para os demais”.

“A esperança que Taylor compartilhou em sua carta é o que ela teria querido compartilhar com o mundo. Assim, como seu pai, sinto que é o mínimo que posso fazer para honrá-la, compartilhar sua carta com o mundo para que o amor de Deus e a esperança encontrada em Jesus, a mesma esperança que ela encontrou, estenda-se a vós”, assegurou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26567)

A Verdadeira Estabilidade Matrimonial e Familiar

Redação – (Quinta-feira, 16-01-2014, Gaudium Press– Deus que é Amor e criou o homem por amor, chamou-o também a amar criando o homem e a mulher; e chamou-os no matrimônio a uma íntima comunhão de vida e amor, de maneira a já não serem dois, mas uma só carne. (I)

O homem se completa na união com o outro sexo. É assim que ele é impelido ao matrimônio, a uma ligação caracterizada pela unicidade e para sempre, um amor exclusivo e definitivo, “ícone do relacionamento de Deus com Seu povo e vice-versa; o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano”. (II)

Ao abençoá-los disse-lhes: “Crescei e multiplicai-vos”. (III) Portanto, uma forma de vida em que se realiza aquela comunhão de pessoas que implica o exercício da faculdade procriativa, conforme afirmam diversas passagens da escritura: “[…] serão uma só carne”. (IV) São assim chamados a colaborar com Deus na geração e educação de novas vidas.

Fundado e estruturado com leis próprias – dadas pelo próprio Criador – e ordenado pela natureza à comunhão e ao bem dos cônjuges, à procriação e à educação dos filhos, o Divino Mestre ensina que, segundo desígnio original divino, a união matrimonial é indissolúvel pois, “o que Deus uniu, não o separe o homem” (Mc 10, 9). Ele quis, com uma santa pedagogia, ressaltar a Aliança de Deus com o povo de Israel, pré-figura da Aliança nova do Filho de Deus – Jesus Cristo – com Sua esposa, a Igreja Santa.

Dessa forma, o matrimônio cristão é também sinal eficaz da aliança entre Cristo e a Igreja. O matrimônio não é, pois, uma união qualquer entre pessoas humanas. Foi instituído pelo Criador que o dotou de uma natureza própria, propriedades essenciais e finalidades. (V)

Essa união entre o homem e a mulher foi elevada por Cristo à dignidade de Sacramento. O sacramento do matrimônio constitui os cônjuges num estado público de vida da Igreja e, por isso, se faz uma celebração pública na qual o ministro é um testemunho.

Pela sua própria natureza, o matrimônio rato e consumado entre batizados nunca pode ser dissolvido, devido à unidade exclusiva do amor conjugal. Mesmo que não possa ser possível uma convivência normal e que, por isso, recorram à separação, os cônjuges não são livres para contrair uma nova união, a não ser que o matrimônio seja expressamente declarado nulo pela Igreja.

Recorda-nos São Marcos no seu Evangelho as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério”. (VI)

Conforme alocução de Bento XVI ao Tribunal da Rota Romana: Os contraentes devem se comprometer de modo definitivo, precisamente porque o matrimônio é tal no desígnio da criação e da redenção. E a juridicidade essencial do matrimônio reside exatamente nesse vínculo, que para o homem e a mulher representa uma exigência de justiça e de amor ao qual, para o seu bem e para o bem de todos, eles não se podem subtrair sem contradizer aquilo que o próprio Deus realizou neles. (VII)

A família é um bem necessário e imprescindível para toda a sociedade, núcleo e realidade natural, fundamento da própria sociedade, e tem o direito de ser protegida e reconhecida pela sociedade e pelo Estado. Ela tem uma dimensão social única, pela sua natureza, posto que a procriação situa-se como princípio “genético” da sociedade, como lugar primário de transmissão e cultivo de valores e, consequentemente, como princípio da cultura e garantia da própria sobrevivência da sociedade.

Podemos dizer com toda a segurança que o matrimônio tem as suas próprias leis, não dependendo do arbítrio das pessoas ou da sociedade. Não é um fenômeno meramente cultural e dependente do “sentir” subjetivo da época atual, mas tem como fundamento o próprio Deus.

É preciso ter presente que a estabilidade do matrimônio e da família não está exclusivamente confiada à intenção e à boa vontade dos implicados; ele tem um caráter institucional, adquire caráter público, inclusive após o reconhecimento jurídico por parte do Estado. Está em causa a própria dignidade do(s) gerado(s) ser o fruto de uniões íntimas permanentes, provir de pais unidos, estabilidade essa que deve ser do interesse de todos, sobretudo velando por estes que são os mais débeis: os filhos.

Com o matrimônio se assumem publicamente, mediante o pacto de amor conjugal, todas as responsabilidades do vínculo estabelecido. Dessa assunção pública de responsabilidades resulta um bem não só para os próprios cônjuges e filhos no seu crescimento afetivo e formativo, como também para os outros membros da família. Dessa forma, a família que tem por base o matrimônio é um bem fundamental e precioso para a sociedade inteira, cujos entrelaces mais firmes estão sob os valores que se manifestam nas relações familiares que encontram sua garantia no matrimônio estável. O bem gerado pelo matrimônio é básico para a própria Igreja, que reconhece na família a “Igreja doméstica” (Lumen gentium n.11, Decr. Apostolicam auctositatem, n.11). Tudo isso se vê comprometido com o abandono da instituição matrimonial implícito nas uniões de fato. (VIII)

Uma pretendida equiparação entre família e uniões de fato vai contra a verdade das coisas, anulando diferenças substanciais e introduzindo “modelos” de família que de nenhum modo podem se comparar entre si, e que acabam por desacreditar injustamente a família tipo, que a história da humanidade de todos os tempos viu desde sempre, não como uma relação genérica, mas como uma realidade que tem a sua origem no matrimônio, ou seja, no pacto estipulado entre pessoas de sexo diverso, realizado a partir de uma eleição que se pretende recíproca e livre, e que compreende, pelo menos como projeto, uma relação procriadora.

Santo Agostinho e São Tomás nos ensinam que a lei positiva humana tem força quando é justa e não contradiz a lei natural. Doutra forma já não seria lei, senão corrupção da lei… É certo que há distinção entre lei moral e lei civil; distinção, porém, que não é separação e muito menos contradição, não podendo o poder civil, sob a égide de uma certa e questionável tolerância, registrar certas situações e colocar-lhes um selo de legalidade, como continua a acontecer um pouco por todo o lado.

Toda a sociedade está baseada na noção sólida de que a família é uma comum união de amor e de vida entre um homem e uma mulher, provavelmente geradora de vida. O amor humano entre sexos distintos que cria um vínculo de unidade estável e aberta à vida constitui uma verdade e um valor antropológico. A negação e ausência dessa fundamental e elementar verdade levaria à destruição do tecido social. Logo, dar às uniões do mesmo sexo um status de semelhança com as uniões propriamente matrimoniais constitui um atropelo e um desconhecimento do que é o bem comum e a verdade do homem, do que é e comporta o verdadeiro matrimônio, exigência interna do amor conjugal que faz do casal heterossexual partícipe da ação criadora de Deus.

Não existe nenhum fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, nem mesmo as remotas, diante das uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimônio e a família. O matrimônio é santo, enquanto as relações homossexuais contrastam com a lei moral natural. Na realidade, as relações homossexuais não permitem o dom da vida pelo ato sexual. Não são frutos de uma verdadeira complementação afetiva e sexual. Não podem receber aprovação em caso algum. (IX)

Nessas uniões, encontramos uma impossibilidade objetiva de fazer frutificar o matrimônio mediante a transmissão da vida, que é realmente o projeto do próprio Deus, na própria estrutura do ser humano. Há uma ausência radical de caráter sexual, tanto no plano físico-biológico como no psicológico, que apenas se dá na relação homem-mulher.

Há uma série de razões que se opõem a essas uniões:

a) De ordem racional – As leis devem ser conformes o direito natural; o Estado não pode legalizá-las sem faltar ao dever de promover e tutelar uma instituição essencial para o bem comum, como é o matrimônio. Estaria obscurecendo a percepção de alguns valores fundamentais frente ao corpo social. O costume tem força de lei e, portanto, qual será o efeito desses “reconhecimentos” para as novas gerações?

b) De ordem biológica e antropológica – Há uma ausência completa, impossível de complementaridade sexual; não se promove a ajuda mútua dos sexos, como no verdadeiro matrimônio, e não há a possibilidade de transmissão de vida. Com a eventual adoção infantil, a ausência da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças.

c) De ordem social – A sociedade deve a sua sobrevivência à família estabelecida sobre o verdadeiro matrimônio. O reconhecimento dessas uniões leva a uma redefinição do conceito de matrimônio, pois perderia a referência essencial aos fatores associados à heterossexualidade, especialmente à procriação e à educação.

d) De ordem jurídica – O matrimônio tem a grande missão de garantir a ordem da procriação e como tal é de interesse público; por isso é brindado com um reconhecimento institucional. Isso até pela sobrevivência da própria sociedade.

Termino as considerações feitas com este texto de São Josemaría Escrivá, que tanta importância deu à família:

É verdadeiramente infinita a ternura de Nosso Senhor. Reparemos com que delicadeza trata os Seus filhos. Fez do matrimônio um vínculo santo, imagem da união de Cristo com a Sua Igreja (cf. Ef 5, 32), um grande Sacramento em que se alicerça a família cristã, que há de ser, com a graça de Deus, um ambiente de paz e de concórdia, escola de santidade. Os pais são cooperadores de Deus. Daí procede o amável dever de veneração que cabe aos filhos. Com razão se pode chamar o quarto mandamento de dulcíssimo preceito do Decálogo. […] Quando se vive o matrimônio como Deus quer, santamente, o lar torna-se um recanto de paz, luminoso e alegre. (X)

Por Padre Álvaro Mejía Londoño EP

[I]Cf. Mt 19, 6.
[II] BENTO XVI, Deus Caritas Est, 11.
[III] Gn 1, 28.
[IV] Ef 5, 31; 1 Cor 6, 16; Gn 2, 24.
[V] Cf. Gaudium et spes, n. 48.
[VI] Mc 10, 11-12.
[VII] BENTO XVI. Discurso por ocasião da inauguração do Ano Judiciário do Tribunal da Rota Romana. 27 jan. 2007.
[VIII] Conselho Pontifício para a Família. Família – Matrimônio e “Uniões de fato”. 26 jul. 2000.
[IX] Congregação para a Doutrina da fé. Considerações a cerca dos projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais. 3 jun. 2003; Catecismo da Igreja Católica, n. 2357.
[X] ESCRIVÁ, Josemaría. 7 jan. 2007.

(http://www.gaudiumpress.org/content/54890#ixzz2qebDu3Mc )

A fé, uma força consoladora no sofrimento!

Papa Francisco
Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §§ 56-57 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev)

A fé, uma força consoladora no sofrimento

O cristão sabe que o sofrimento não pode ser eliminado, mas pode adquirir um sentido: pode tornar-se acto de amor, entrega nas mãos de Deus que não nos abandona e, deste modo, ser uma etapa de crescimento na fé e no amor. […] A luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para muitos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho.

Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explica tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar connosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nele vermos a luz. Cristo é Aquele que, tendo suportado a dor, Se tornou «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2).

Papa Francisco: Pelo Batismo o Povo cristão é como um rio que irriga a terra e difunde a bênção de Deus

VATICANO, 15 Jan. 14 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- Seguindo sua catequese sobre os Sacramentos que iniciou na semana passada, o Papa Francisco retomou hoje o tema do Batismo e explicou que este constitui a entrada ao Povo de Deus, que torna discípulo e missionário quem o recebe e outorga a missão de levar a fé pelo mundo “como um rio que irriga a terra”.

Em sua reflexão, para a qual usou diversas passagens do Documento de Aparecida  –fruto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e o Caribe em 2007– do qual o então Cardeal Bergoglio foi o Presidente do Comitê de Redação, o Santo Padre explicou que “assim como de geração em geração se transmite a vida, do mesmo modo também de geração em geração, através do renascimento da fonte batismal, transmite-se a graça, e com esta graça o Povo cristão caminha no tempo, como um rio que irriga a terra e difunde no mundo a bênção de Deus”.

Recordando o Documento da Aparecida, o Papa explicou que “em virtude do Batismo nos transformamos em discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho no mundo” e citou o texto no que se afirma que “cada batizado, qualquer que seja sua função na Igreja e o grau de instrução de sua fé, é um sujeito ativo da evangelização. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de todos, de todo o Povo de Deus, um novo protagonismo dos batizados, de cada um dos batizados”.

“O Povo de Deus é um Povo discípulo, porque recebe a fé, e missionário, porque transmite a fé. Isto é o que faz o Batismo em nós: faz-nos receber a graça. E a fé é transmitir a fé. Todos na Igreja somos discípulos e o somos para sempre, por toda a vida; e todos somos missionários, cada um no posto que o Senhor lhe atribuiu”.

O Papa Francisco disse logo: “Todos: até o mais pequenino também é missionário e aquele que parece maior é discípulo. Mas alguns de vocês dirão: ‘Padre, os bispos não são discípulos, os bispos sabem tudo. O Papa sabe tudo, não é discípulo’. Pois bem, também os bispos e o Papa devem ser discípulos, porque se não forem discípulos, não fazem o bem, não podem ser missionários, não podem transmitir a fé”. “Todos nós somos discípulos e missionários!”

O Pontífice ressaltou deste modo que “ninguém se salva sozinho”.
“Isto é importante. Ninguém se salva sozinho. Somos comunidade de crentes, e nesta comunidade experimentamos a beleza de compartilhar a experiência de um amor que precede a todos, mas que ao mesmo tempo nos pede que sejamos ‘canais’ da graça os uns para os outros, não obstante nossos limites e nossos pecados”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26561)

O papel da liturgia na santificação das almas

Redação – (Quarta-feira, 15-01-2014, Gaudium Press– Apresentamos hoje alguns aportes para a Liturgia. Subsídios de Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, dos Arautos do Evangelho:

A liturgia torna possível exercer uma ação mais profunda nas almas, não só levando-as a participar mais ativamente nos sagrados mistérios, mas também abrindo para elas, através da beleza dos rituais, a via pulchritudinis, por excelência.joaocladias.jpg

Além da beleza que lhe é própria, a liturgia realiza por seu simbolismo e essência, e do modo mais esplendoroso possível, a sacralização das realidades temporais, em que se devem empenhar todos os fiéis. Na Celebração Eucarística, é o Céu que se liga à Terra, o espiritual ao temporal. É Cristo, ao mesmo tempo o arquétipo do gênero humano e o Filho de Deus, que se oferece ao Pai, para interceder por seus irmãos.

É próprio à natureza humana tender a imitar aquilo que admira, e nisso consiste a melhor forma de aprendizado. Não se poderá negar que uma liturgia celebrada com a devida compenetração e manifestando toda a beleza que lhe é inerente há de ter uma ação benéfica sobre os fiéis, moldando a fundo sua mentalidade e levando-os a imitarem em alguma medida o ritual presenciado.

Essa transposição do cerimonial não se cifra numa reprodução de gestos, mas em projetar para a vida temporal o ambiente de sacralidade presenciado nos atos litúrgicos. O pai ou a mãe que assistem a uma celebração esplendorosa, repetirão instintivamente no dia a dia, no “ritual” da igreja doméstica, o cerimonial da Igreja. Dar a bênção aos filhos, por exemplo, é uma forma de fazer presente o espírito católico na realidade temporal da família.

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, E.P.

(In DIAS, João Scognamiglio Clá. Considerações sobre a gênese e o desenvolvimento do movimento dos Arautos do Evangelho e seu enquadramento jurídico, 2008. Tese de Mestrado em Direito Canônico – Pontifício Instituto de Direito Canônico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54857#ixzz2qYeXSfYS )

“Eu, homossexual, acredito que toda criança tem direito a um pai e a uma mãe”

Jean-Pier Delaume-Myard, porta-voz da associação francesa Homovox, se pronuncia em defesa da família natural

Por Luca Marcolivio

ROMA, 14 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Ele é declaradamente homossexual, mas o lobby gay o considera um traidor. Seu crime: achar que o casamento é prerrogativa exclusiva do casal formado por um homem e uma mulher e, principalmente, defender o direito das crianças a ser criadas por pai e mãe.

Jean-Pier Delaume-Myard foi o protagonista da fala mais interessante da edição italiana da Manif Pour Tous (“Manifestação para Todos”, movimento surgido na França que exerce o direito democrático de se manifestar nas ruas contra as novas legislações favoráveis ao casamento homossexual e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo). No último sábado, a manifestação reuniu cerca de 4.000 pessoas em Roma, na maioria jovens e famílias, para expressar oposição ao projeto de lei Scalfarotto. O projeto “contra a homofobia” pretende considerar crime de opinião as posições contrárias ao casamento e adoção de crianças por homossexuais e, mais em geral, as posições contrárias à ideologia de gênero.

Após a entrada em vigor da lei Taubira, na França, Jean-Pier foi vítima de ameaças de morte pela internet. Ele é porta-voz da associação francesa Homovox, representante dos “homossexuais fora da caixa”, ou seja, aqueles que não aderem à chamada “cultura gay”. Seu livro, “Homossexual – Contra o casamento para todos”, foi censurado pela mídia por pressão de grupos LGBT. “Quem é mais homofóbico, a Manif Pour Tous ou eles?”, questionou, com amarga ironia, diante da multidão reunida na praça Santi Apostoli.

Jean-Pier é homossexual, mas não se diz orgulhoso dessa inclinação e sim “um pouco envergonhado”. É católico, mas a sua batalha é laica, civil e aconfessional, de acordo com o espírito da Manif Pour Tous.

No final de 2012, o governo de François Hollande anunciou a lei Taubira para legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais na França. Os meios de comunicação franceses se alinharam quase unanimemente a favor, mas o porta-voz da Homovox declara: “Na verdade, eles estavam roubando a minha voz, a nossa voz, de nós, homossexuais, que não tínhamos pedido nada disso”.

Jean-Pier decidiu então escrever para o site Nouvelle Observateur. Sua carta intitulada “Sou homossexual, não gay: chega dessa confusão!” atraiu mais de 110 mil visitas.

O ativista da Homovox acusa o lobby gay de marginalizar ainda mais os homossexuais, minando a sua aceitação social. “Os gays evocam uma cultura gay, um estilo de vida gay. Eles querem que o açougueiro, o padeiro, o vendedor de jornal sejam todos gays. Eles querem viver com outros gays… Já eu, como homossexual e como um indivíduo de uma nação, sempre fiz a escolha de agir sem me preocupar com a orientação sexual dos outros”.

Ele faz uma nova pergunta incômoda: “Por que eles querem uma lei a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Para as pessoas homossexuais ou para as centenas de gays que vivem nas áreas chiques de Paris?”.

O direito de casais homossexuais a adotar crianças, opina Jean-Pier, é “a folha de parreira” que esconde “a floresta da maternidade sub-rogada e da reprodução assistida”, projeto de lei a ser discutido pelo parlamento francês em março.

“Eu luto em consciência e com todas as minhas forças para que cada criança tenha mãe e pai”, diz ele. “Se eu fosse heterossexual, teria esse mesmo objetivo, ou seja, a racionalidade”.

“O meu compromisso não tem nada a ver com a minha orientação sexual. Eu me comprometi porque qualquer um que tem um pouco de compaixão pelos seres humanos não tem como aceitar que uma criança cresça sem pontos de referência sociais”.

Uma criança, afirma Jean-Pier, não pode ser privada do afeto materno nem ser obrigada a perguntar um dia quem era a sua mãe. Uma criança “não é moeda de troca, é um ser humano que tem o direito de saber a origem cultural, geográfica, social e religiosa dos seus pais”.

Leis como a Taubira na França e a Scalfarotto na Itália farão com que “os homossexuais paguem o preço, porque são essas leis que estão criando homofobia”. Os governos que endossam essas mudanças não têm “nenhum propósito além de destruir a família”.

Antes de se despedir dos manifestantes sugerindo uma “grande manifestação europeia”, o fundador da Homovox apresentou a sua proposta para as próximas eleições no continente: que os candidatos assinem uma carta “declarando proteger a família e respeitar as pessoas”, porque a família, além de ser “o melhor lugar para crescer e ser educado”, é “a célula fundamental da sociedade” e “garante o futuro e o progresso do país”.

(Fonte: Agência Zenit)

Juiz britânico: nada melhor para uma criança que um lar estável

Sir Paul Coleridge. Foto: Marriage Foundation.

LONDRES, 10 Dez. 13 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimônio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimônio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um “alto nível de ignorância”, no sistema político sobre os benefícios do matrimônio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam “atemorizados” para falar a favor do matrimônio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

“Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar”, lamentou, indicando que “uma tende a durar e a outra tende a não durar”.

“E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo”.

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de “pregar moral”, mas “a realidade da família é muito simples”.

“Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então se deve considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimônio à relação”.

Por outro lado, assinalou o magistrado, “se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade”.

Coleridge disse que na corte, “as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles”.

“Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões”.

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que “muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas”.

“Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas”, assinalou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26415)

Cresce o número de pessoas que percebem o matrimônio como instituição religiosa, revela estudo no EUA

DENVER, 10 Jan. 14 / 12:06 pm (ACI).- Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que 57 por cento de cidadãos eleitores assinalam que o matrimônio é uma instituição religiosa e não meramente social. Esta porcentagem indica que neste país o matrimônio é altamente valorizado.

A pesquisa realizou-se no dia 22 de dezembro 2013 por Rasmussen Reports, uma das pesquisadoras de opinião mais sérias dos EUA, também assinala que os que só consideram o matrimônio como uma união civil são 40 por cento, uma cifra que baixou comparada à última pesquisa que mostrava 45 por cento dos entrevistados.

Por outro lado, 71 por cento dos que afirmaram que o matrimônio é uma instituição religiosa também se opõem à união de casais do mesmo sexo, enquanto que 75 por cento dos que disseram que o matrimônio para eles é apenas uma instituição civil, estão a favor da redefinição do matrimônio.

Perto de 77 por cento dos pesquisados afirmaram estar casados ou havê-lo estado, dos quais 57 por cento disse estar de acordo que o matrimônio é uma instituição religiosa, enquanto que o que os que nunca se casaram indicaram que o matrimônio para eles é uma união civil.

Os participantes também foram indagados se consideravam importante ou muito importante casar-se antes de ter filhos. O resultado foi que 73 por cento responderam que sim era importante, à diferença dos outros 25 por cento que opiniaram que o matrimônio não é uma condição prévia para a paternidade.

Além disse, 79 por cento dos entrevistados qualificou que o matrimônio é de alguma forma algo importante para a sociedade e 45 por cento destes que o qualificou como importantíssimo para a sociedade.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26542)

A Prática da Humildade

humildade-1É uma verdade indiscutível que não haverá misericórdia para os soberbos, que para eles permanecerão fechadas as portas dos céus e que o Senhor só as abrirá aos humildes.

Para convencer-se, basta abrir as Sagradas Escrituras, que continuamente ensinam-nos que Deus resiste aos orgulhosos, que é preciso fazer-se semelhantes aos pequeninos para entrar na sua glória, que quem a eles não se assemelha será excluído e, por fim, que Deus só outorga a sua graça aos humildes.

Não poderemos nunca convencer-nos adequadamente de grande importância que tem, para todo cristão e principalmente para todos os que seguem a carreira eclesiástica, o cuidado de praticar a Humildade e eliminar do seu espírito toda presunção, toda vaidade e todo orgulho. Nenhum esforço ou fadiga será demasiado para obter o fim desejado numa empresa tão santa, e, como este fim não pode ser obtido sem a graça de Deus, devemos pedi-la instante e frequentemente. Todo cristão contraiu, no batismo, a obrigação de seguir Jesus Cristo, e é Ele o modelo segundo o qual devemos todos regular a nossa vida.

Todo cristão contraiu no batismo a obrigação de seguir os passos de Jesus Cristo, que é o modelo a que devemos conformar a nossa vida. Ora bem, este Deus Salvador praticou a Humildade a ponto de se fazer o opróbrio dos homens, para humilhar a nossa altivez e curar a chaga do nosso orgulho, ensinando-nos com o seu exemplo o caminho único que conduz ao céu. Para falar com propriedade, esta é a mais importante lição do Salvador: “Aprendei de mim!”

Se desejas, pois, ó discípulo do divino Mestre, adquirir esta pérola preciosa, que é o mais seguro penhor de santidade e o mais certo sinal de predestinação, recebe com docilidade e executa fielmente os seguintes conselhos:

I

Abre os olhos de tua alma, e pensa que nada tens para te mover a alguma estima de ti. De teu, só tens o pecado, a debilidade, a fraqueza; e quanto aos dons da natureza e da graça que estão em ti, assim como os recebeste de Deus, que é o princípio de todo ser, assim só a Ele deves dar glória.

II

Concebe por isso um profundo sentimento do teu nada, e faze-o crescer constantemente em teu coração, apesar do orgulho que domina em ti. Intimamente, persuade-te de que não há no mundo coisa mais vã e ridícula que o desejo de ser estimado por alguns dotes da gratuita liberalidade do Criador, pois, como diz o Apóstolo, se os recebeste, por que te glorias como se fossem teus, e não os tivesses recebido? (1 Cor 4,7).

III

Pensa frequentemente na tua fraqueza, na tua cegueira, na tua vileza, na tua dureza decoração, na tua inconstância, na tua sensualidade, na tua insensibilidade para com Deus, no teu apego às criaturas e em tantas outras viciosas inclinações que nascem da tua natureza corrompida. Sirva-te isto de grande motivo para te abismares continuamente no teu nada, e seres aos teus olhos o menor e o mais vil de todos.

IV

A memória dos pecados da tua vida passada esteja sempre impressa no teu espírito. Nenhuma outra coisa reputes tão abominável como o pecado da soberba, o qual, posto em comparação, vence qualquer outro, tanto sobre a terra como no inferno: este foi o pecado que fez prevaricar os anjos no céu e os precipitou nos abismos; este foi o que corrompeu todo o gênero humano, e que fez cair sobre a terra aquela infinita multidão de males, que durarão enquanto durar o mundo, ou, melhor dizendo, durarão toda a eternidade.

Ademais, uma alma maculada pelo pecado só é digna de ódio, de desprezo e de suplícios; vê, portanto, qual estima podes fazer de ti mesmo, depois de tantos pecados dos quais te tornaste culpado.

V

Considera também que n ao há delito, por enorme e detestável que seja, ao qual não se incline a tua natureza corrompida, e do qual não possas fazer-te réu; e que só pela misericórdia de Deus e pelo socorro das suas divinas graças foste dele livre até hoje, segundo aquela sentença de Santo Agostinho: “Não haveria pecado no mundo que o homem não cometesse, se a mão que fez o homem deixasse de sustentá-lo” (Arl. C. 15);

Chora eternamente esse deplorável estado, e toma a firme resolução de te incluíres entre os mais indignos pecadores.

VI

Pensa frequentemente que cedo ou tarde deves morrer, e que o teu corpo deverá apodrecer numa fossa; tem sempre diante dos olhos o inexorável tribunal de Jesus Cristo, onde todos necessariamente devem comparecer; medita nas eternas penas do inferno preparadas para os maus, e principalmente para os imitadores de Satanás, que são os soberbos. Considera sinceramente que, por esse véu impenetrável que esconde aos olhos mortais os juízos divinos, estás na incerteza de pertencer ou não ao número dos réprobos, que eternamente, em companhia dos demônios, serão arrojados naquele lugar de tormentos, para serem vítimas eternas de um fogo aceso pela ira divina. Esta incerteza deve bastar por si só, para conservar-te numa extrema humildade, e para inspirar-te o mais salutar temor.

VII

Não te iludas pensando que poderás conseguir a Humildade sem aquelas práticas que a ela estão ligadas, como os atos de mansidão, de paciência, de obediência, de ódio contra ti, de renúncia ao teu sentimento e às tuas opiniões, de arrependimento de teus pecados e outros atos semelhantes, porque somente estas armas poderão vencer em ti o reino do amor-próprio, aquele abominável terreno onde brotam todos os vícios, onde se aninham e crescem desmedidamente o teu orgulho e a tua presunção.

VIII

Tanto quanto possível, observa o silêncio e o recolhimento, desde que isso não cause prejuízo a outrem, e, quando fores obrigado a falar, fala sempre com gravidade, com modéstia e simplicidade. E se por acaso não fores ouvido, seja por desprezo ou por qualquer outra causa, não te mostres ressentido, mas aceita essa humilhação, e sofre-a com resignação e tranquilidade.

IX

Com todo cuidado e atenção, evita proferir palavras atrevidas, orgulhosas, e que indiquem pretensão de superioridade, como também qualquer frase estudada e toda a sorte de gracejos frívolos; cala sempre tudo aquilo que puder fazer com que te considerem uma pessoa de espírito e digna da estima dos outros. Em uma palavra, nunca fales de ti sem justo motivo, e nada digas que possa granjear-te honra e louvor.

  X

Cuida-te de não mortificar e ferir a outrem com palavras e sarcasmos; foge, numa palavra, de tudo o que lembra o espírito mundano. Fala pouco das coisas espirituais, e não o faças em tom magistral e à maneira de repreensão, a não ser que a isso sejas obrigado por teu cargo ou pela caridade: contenta-te com interrogar os que delas entendem e que sabes que te podem dar conselhos oportunos; porque o querer fazer-se de mestre sem necessidade é acrescentar lenha ao fogo da nossa alma, que se consome em fumaça de soberba.

Trecho extraído do livro “ A Prática da Humildade”, de Gioacchino Pecci (Leão XIII)

PECCI, G. (LEÃO XIII). A Prática da Humildade.Ed. Cultor de Livros, São Paulo, 2012.

Arábia Saudita: risco de pena de morte por defender a liberdade

Manifestação em Roma para salvar Raif Badawi, blogueiro saudita que pode ser condenado a morrer

Por Valentina Colombo

ROMA, 09 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Entre outubro e dezembro de 2013, Roma ficou literalmente forrada de cartazes que falavam sobre “a descoberta da Arábia Saudita, a terra do diálogo e da cultura”. É que, para celebrar os oitenta anos de relações diplomáticas entre a Itália e o reino saudita, o ministério italiano de Assuntos Exteriores, a prefeitura de Roma e a embaixada saudita promoveram uma série de iniciativas voltadas a demonstrar o quanto o país é belo, aberto e cheio de atrações. Uma tenda instalada na Praça do Povo [Piazza del Popolo] apresentava a música, os chás e os doces tradicionais da Arábia. Mulheres de véu pintavam as mãos das visitantes com hena (só mulheres, claro).

Qualquer um que conheça a realidade saudita, mesmo que superficialmente, sabe que tudo aquilo foi a enésima operação de pintar fachada, a enésima demonstração de hipocrisia. Um país em que as mulheres sequer podem dirigir, um país em que os cristãos não podem usar a cruz nem construir igrejas, um país em que os xiitas são discriminados, um país que aplica a interpretação mais rígida da sharia, com a lei de talião, a flagelação e a pena de morte. Um país em que um blogueiro de trinta anos corre o risco de ser condenado à morte só porque é um paladino sincero da liberdade. Da verdadeira liberdade.

Raif Badawi, que está desde 2012 no presídio de Briman, em Jeda, foi condenado a sete anos de prisão e a 600 açoites por supostas ofensas contra algumas figuras religiosas do islã. Ele sofrerá agora um processo por apostasia. Badawi não é o primeiro nem será o último “espírito livre” a sofrer o terrorismo contra a liberdade e o livre pensamento na Arábia Saudita. Em fevereiro de 2012, a mesma sina coube ao blogueiro Hamza Kashghari, também acusado de apostasia e libertado recentemente, depois de pedir o perdão oficial.

O caso Badawi é mais complexo: o problema vai além dos posts e envolve principalmente o fato de ter fundado, em 2006, a “Rede Liberal Livre Saudita”, além de ter criticado em mais de uma ocasião não apenas o extremismo islâmico dos pregadores wahabitas, mas também o regime saudita que nunca freou o agravamento dessa situação durante os últimos anos. Em entrevista publicada em agosto de 2007 ao site liberal Aafaq, Badawi denunciava sem panos quentes que os liberais residentes no reino vivem entre a pressão do Estado e da polícia religiosa. O blogueiro se descreve assim: “Raif Badawi não é nada mais do que um simples cidadão saudita. Meu compromisso é com o avanço da sociedade civil no meu país, é rejeitar qualquer repressão em nome da religião, é promover os liberais sauditas iluminados cujo primeiro objetivo é a presença na sociedade civil, objetivo que atingiremos pacificamente e respeitando a lei”.

Ele reafirma: “O pensamento liberal se enraíza profundamente na realidade. O pragmatismo considera a pátria como sagrada, não se contrapõe ao islã, mas deriva e se desenvolve a partir dos nobres princípios deste. Temos certeza de que a evolução rumo ao pensamento liberal requer uma formação, uma consciência e sentimentos abertos ao bem comum, ao dever e à responsabilidade”. As palavras de Badawi são claras e não deixam dúvidas: nenhuma apostasia, só reformas que desejam o bem do próprio país. As dúvidas surgem, na verdade, quanto à sinceridade de quem o acusa.

A apostasia continua sendo um dos temas mais importantes quando se fala da relação entre o islã e os direitos humanos. O intelectual tunisiano Mohammed Charfi, em seu ensaio “Islam et liberté” (Casbah Editions, Algeri 2000), recorda, a propósito da apostasia, alguns versos do alcorão em favor da liberdade de consciência: por exemplo, “que não haja compulsão na fé” (II, 256). Ele quer demonstrar que “Deus não é fanático, ao passo que os ulemás de ontem, assim como os ulemás e os fundamentalistas de hoje, são”. O alcorão não afirma que a apostasia deva ser punida com a morte. Quem justifica a condenação à morte pelo delito de apostasia se baseia no que teria sido dito pelo profeta Maomé: “Quem muda de religião, seja morto”. Mesmo essa tradução é pouco confiável, porque pertence à categoria dos ditos transmitidos por uma só pessoa.

Diante desta panorâmica, a Associação da Comunidade Marroquina de Mulheres na Itália (ACMID), junto com a organização Nessuno Tocchi Caino, programou uma manifestação para hoje, 9, em frente à embaixada saudita em Roma. Estarão presentes italianos e estrangeiros, muçulmanos e não muçulmanos, para pedir a imediata libertação de Raif Badawi e para recordar que, se existe um apóstata, é o próprio Reino Saudita, que traiu os direitos humanos, começando pelo direito à vida e à liberdade de culto.

(Fonte: Agência Zenit)

ATOR SALVOU UM BEBÊ DO ABORTO ANTES DE RODAR FILME “BELLA”

WASHINGTON DC, 11 Dez. 07 / 07:35 pm (ACI).- Eduardo Verástegui, produtor e protagonista do filme pró-vida “Bella”, revelou a uma revista para adolescentes que antes de rodar o bem-sucedido filme teve a oportunidade de ir aos subúrbios de uma clínica abortista e aconselhar a um casal para que desistisse de abortar.

Em uma entrevista concedida ao LoveMatters.com, Verástegui relatou que decidiu participar de uma atividade pró-vida na Califórnia como parte da investigação sobre o filme.
“Cheguei à clínica e esqueci o filme. Impactou-me ver essas mulheres tão jovens de 15, 16, 17 anos, ingressando aí com rostos tristes e lágrimas. Rompeu-me o coração e não estava treinado para ajudar”, recordou.
Um dos ativistas pró-vida lhe pediu ajuda para estabelecer um diálogo com um casal de jovens mexicanos que apenas falava espanhol. O casal o reconheceu por seu trabalho em telenovelas, conversaram durante 45 minutos e lhes ofereceu toda a ajuda possível, incluindo seu número telefônico.
Alguns meses depois, Eduardo recebeu uma inesperada chamada. O casal teve o filho e o batizou como Eduardito. Eles queriam que o ator conhecesse o menino.
“Não podia falar. Foi o momento mais emocionante de minha vida. Mudou minha vida, foi espetacular. Fui visitá-los e pude carregar o pequeno Eduardito nos braços. Pela graça de Deus, tive a oportunidade de salvar esse bebê“, assinalou.
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Os efeitos do batismo

Redação (Quarta-feira, 08-01-2014, Gaudium Press– Um gesto simples, uma matéria comum, e apenas algumas palavras fáceis de memorizar produzem, em união com a Igreja, os mais maravilhosos efeitos no plano sobrenatural. Abaixo transcrevemos considerações sobre os efeitos do Sacramento do Batismo.

José Afonso Sulzbach de Aguiar

Havia cerca de quatro séculos que nenhum profeta fazia ouvir sua voz em Israel quando, no 15º ano do reinado de Tibério César, aproximando-se os dias anunciados por Daniel em relação à vinda do Messias, um súbito alvoroço percorreu Jerusalém e toda a Judeia. Nas margens sagradas do Jordão – o legendário rio, palco de deslumbrantes milagres e grandiosas cenas – aparecera um varão penitente, um enviado de Deus no espírito de Elias. João Batista era seu nome.

Pregação de João e Batismo de Jesus

Modelo de anacoreta até o momento de cumprir sua missão, o filho de Zacarias e Isabel abandonou a longa, austera e mística solidão em que vivera e desceu até o vale do Jordão, para onde convergiam de todos os lados caravanas, a fim de aí pregar palavras de um religioso temor: “Fazei penitência porque está próximo o Reino dos Céus” (Mt 3, 2).

Multidões de israelitas afluíam para ouvi-lo e receber o seu batismo, símbolo da purificação do coração necessária para merecer o Reino dos Céus. O batismo de João – que era de preparação, de penitência, não ainda o Sacramento – produzia um afervoramento espiritual como nunca se vira antes em Israel. “Pessoas de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele. Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão” (Mt 3, 5-6).

O Batismo de Cristo e o Batismo de JoãoEnquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde encontrou alguns discípulos e indagou deles: “Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?”.

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Responderam-lhe: “Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo!”. “Então em que batismo fostes batizados?” – perguntou Paulo.

Disseram: “No batismo de João”. Paulo então replicou: “João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse nAquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus”.

Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam.

Eram ao todo uns doze homens. Paulo entrou na sinagoga e falou com desassombro por três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus (At 19, 1-8).

E o arauto do Altíssimo apresentava- se sempre como mero precursor, dizendo sem cessar: “Eu vos dou um batismo de água, para que façais penitência. Mas, Aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu; eu não sou digno de desatar a correia de Suas sandálias; Ele vos batizará no fogo e no Espírito Santo” (Mt 3, 11).

Seis meses havia que o santo Precursor preparava os filhos de Israel para o encontro com o Messias, quando foi Jesus ao Jordão “a fim de ser batizado por ele” (Mt 3, 13). Ao notar a presença do Inocente no meio da multidão, João inclinou-se e Lhe disse: “Eu devo ser batizado por Ti e Tu vens a mim!” (Mt 3, 14). Jesus respondeu-lhe: “Deixa por agora, pois convém que cumpramos toda a justiça”. E João, obediente, O batizou (cf. Mt 3, 13-15).1

Quando Jesus saiu da água, o Céu se abriu e o Espírito Santo pairou sobre Ele na forma de uma pomba. “E ouviu-se dos Céus uma voz: Tu és o Meu Filho muito amado; em Ti ponho as Minhas complacências” (Mc 1, 11). Grandiosa manifestação divina com a qual o Pai, o Filho e o Espírito Santo, unidos na obra da Redenção proclamavam a instituição do Sacramento mais necessário para a nossa Salvação.2

Os Sacramentos, o que são?

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, “os Sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis, sob os quais eles são celebrados, significam e realizam as graças próprias de cada Sacramento. Produzem fruto naqueles que os recebem com as disposições exigidas”.3

No mesmo sentido – embora de forma mais sintética – se expressa o conhecido teólogo padre Antonio Royo Marín, OP, que afirma serem os Sacramentos “sinais sensíveis instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, para significar e produzir a graça santificante naquele que os recebe dignamente”.

Acompanhemos o douto dominicano na explicação dos termos desta breve e precisa definição.

Os Sacramentos são, em primeiro lugar, sinais. – Ou seja, remetem a algo diferente de si mesmos, como a balança simboliza a justiça, ou a bandeira representa a Pátria.

São sinais sensíveis. – Podem, portanto, ser percebidos pelos sentidos corporais. E o que acontece, por exemplo, com a água no Batismo, o pão e o vinho na Eucaristia, ou o óleo na Crisma e na Unção dos Enfermos.

Foram instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo. – De acordo com São Tomás, “institui algo quem lhe dá vigor e força”. 5 Assim sendo, somente Nosso Senhor pode ser causa dos Sacramentos, e não a Igreja, “pois a graça santificante brota, como de seu manancial único, do Coração transpassado de Cristo”.6 Segue-se também daí que, como ensina São Pio X, não cabe à Igreja, “inovar nada acerca da substância mesma dos Sacramentos”.7

Para significar e produzir a graça santificante. – A água do Batismo, por exemplo, lava o corpo do batizado para representar a purificação de sua alma, que fica limpa de todo pecado. E a Eucaristia, nos é dada sob a forma de alimento corporal, para simbolizar o alimento espiritual que a alma recebe pela presença real de Cristo em corpo, sangue, alma e divindade.

Naquele que os recebe dignamente. – Para que os Sacramentos produzam a graça santificante é necessário que quem os recebe não oponha a eles nenhum obstáculo ou empecilho voluntário. Daí que seja requerido possuir o estado de graça para receber a Confirmação, Eucaristia, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. E estar arrependido, ao menos com atrição sobrenatural,8 para receber a absolvição no Sacramento da Penitência, ou o Batismo quando se trata de pessoa em idade de uso da razão.

Cabe notar, por fim, que os Sacramentos têm um caráter universal; Jesus Cristo não os instituiu unicamente para alguns escolhidos, mas adotisim para proveito de todos os homens.

Vida natural e vida sobrenatural

Levando mais longe a analogia entre o plano simbólico e o plano da graça, São Tomás de Aquino estabelece na Suma Teológica um interessante paralelo entre a vida natural e a vida sobrenatural produzida pelos Sacramentos.9

Enquanto, na vida natural, o homem é gerado, cresce e se alimenta; na vida sobrenatural, a alma nasce pelo Batismo, atinge a estatura e a força perfeitas pela Confirmação e nutre-se pela Eucaristia. E “como o homem incorre às vezes em enfermidade corporal ou espiritual, sendo esta o pecado, é necessário que seja curado da doença”.10 É esta a função da Penitência (Reconciliação), que restabelece a saúde, e da Unção dos Enfermos, que limpa a alma dos vestígios e sequelas deixados em sua alma pelo pecado.

A esses cinco Sacramentos unem-se o do Matrimônio e o da Ordem – sendo este último análogo ao poder que recebe um homem para “reger a multidão” e exercer funções públicas – completando assim o número de sete.

“A partir daí – conclui o Doutor Angélico – fica clara a questão do número dos Sacramentos, também enquanto visa à rebelião do pecado, pois o Batismo se dirige contra a falta de vida espiritual; a Confirmação, contra a fraqueza de alma que se encontra nos recém-nascidos; a Eucaristia, contra a fragilidade da alma diante do pecado; a Penitência, contra o pecado atual cometido depois do Batismo; a Unção dos Enfermos, contra as sequelas do pecado não suficientemente tiradas pela Penitência, ou provenientes da negligência ou da ignorância; a Ordem, contra a desorganização da multidão; o Matrimônio, contra a concupiscência pessoal e contra o desaparecimento da humanidade que acontece pela morte”.11

“Nada permanece, portanto, à margem da influência benfazeja dos Sacramentos”, observa o padre Antonio Royo Marín.”Por meio deles a vida humana toda é santificada e o homem encontra-se provido com divina abundância de tudo quanto necessita para assegurar sua salvação eterna”.12

O único Sacramento indispensável para a salvação

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Água e Sangue do costado de CristoÉ evidente que Cristo nos libertou dos
pecados, sobretudo por sua Paixão, não
só devido à eficácia e méritos da mesma,
mas também a seu valor expiatório. Do
mesmo modo, também por sua Paixão
iniciou o sistema ritual da Religião cristã,
oferecendo-Se a Si mesmo a Deus como
‘oblação e vítima’, como está na Carta aos
Efésios. É, pois, evidente que a força dos
Sacramentos da Igreja provém especialmente
da Paixão de Cristo; a recepção dos
Sacramentos, por sua vez, como que nos
põe em comunicação com a força da Paixão
de Cristo. Como sinal dessa conexão, do
lado de Cristo pendente na Cruz fluíram
água e sangue: a água se refere ao
Batismo, o sangue  à Eucaristia, que
são os principais Sacramentos
(AQUINO, São Tomás de. Suma
Teológica, III, q. 62, a. 5, resp.)

Na tradicional relação estabelecida por São Tomás, o Batismo, novo nascimento espiritual, é o primeiro dos sete Sacramentos.13 Mas ele o é também do ponto de vista da necessidade, pois é o único Sacramento indispensável para cada um de nós, individualmente, alcançarmos a Bemaventurança eterna.14

Assim o afirma com toda precisão o próprio São Tomás: “É pois, claro, que todos são obrigados ao Batismo e que, sem ele, não pode haver salvação para os homens”.15 E mais bela e claramente ainda o próprio Nosso Senhor: “Se alguém não renasce na água e no Espírito Santo, não pode entrar no Reino dos Céus” (Jo 3, 5).16

Ora, “convém à misericórdia de quem ‘quer que todos os homens se salvem’, que permita encontrar-se facilmente o remédio para a salvação”.17 Daí que a matéria do Batismo seja uma matéria comum, a água, que qualquer um pode obter. E daí também que o ministro do Batismo, em circunstâncias excepcionais, possa ser qualquer pessoa, mesmo um não ordenado, homem ou mulher, e até mesmo um herege ou um pagão.18 Para o Sacramento ser válido, a Igreja só exige que seja utilizada a matéria do Sacramento, observada a forma e aplicada a intenção de fazer o que Ela própria faz, abstraindo de qualquer heresia ou infidelidade.

Batismo e Pecado Original

Convêm, por fim, não esquecer que a necessidade este Sacramento, conforme explica Besson, “é consequência dos efeitos do Pecado Original e das restituições prometidas pelo Homem-Deus”.19

Cada um de nós pecou em Adão, e a morte entrou em nossa alma com o pecado; do mesmo modo, cada um de nós foi salvo no novo Adão, e para que a vida dEle entre na nossa alma é preciso que recebamos a graça do Batismo. “Sob as águas do Batismo, a mancha primitiva é apagada da fronte da humanidade; e com o título de filho batizado e regenerado, o homem decaído recupera seus direitos e sua herança celestial. Esta necessidade abrange todos os homens”.20

Por isso, pouco tempo após seu nascimento, a criança é levada às fontes batismais por um padrinho que responde por sua Fé, e curva sob a água santa sua fronte ainda marcada com o pecado original.21 Consumado o rito, a criança ergue-se livre, inocente e imaculada, com o indelével sinete da ordem sobrenatural. Era escrava, e seus grilhões foram quebrados; estava morta, e foi ressuscitada.

Dois principais efeitos

Quais são os principais efeitos desse Sacramento?

Em seu já mencionado livro Somos hijos de Dios, o padre Royo Marín enumera sete, com a precisão própria do teólogo. O Catecismo da Igreja Católica, sob uma focalização mais pastoral, afirma serem principalmente dois: a purificação dos pecados e o novo nascimento no Espírito Santo.22

Pouco há a afirmar em relação ao primeiro deles, senão que a purificação é tão completa que “todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado”.23

Mas além de assim limpar a alma, este Sacramento “faz do neófito uma criatura nova, um filho adovo de Deus que se tornou participante da natureza divina, membro de Cristo e co-herdeiro com Ele, templo do Espírito Santo”.24

Com efeito, o Batismo nos torna membros do Corpo de Cristo e nos incorpora à Igreja. Através dele, a vida de Jesus Cristo circula em todo o Corpo, levando Sua graça capital a todos os membros e permitindo-lhes alcançar a graça e as virtudes: “Da cabeça que é Cristo deriva sobre Seus membros a plenitude da graça e da virtude, conforme o Evangelho de João: ‘De Sua plenitude todos nós recebemos’ (Jo 1, 16)”.25

Assim, na ordem da satisfação, da redenção, do mérito, da oração, do sacerdócio: tudo se tornou comum entre Jesus Cristo e nós, porquanto a Igreja inteira, Corpo Místico de Jesus Cristo, pode ser considerada como uma só pessoa com Ele, conforme ensina São Tomás de Aquino.26

A Paixão de Cristo é comunicada ao neófito

As consequências desta doutrina têm um alcance maior do que se pensa, a ponto de São Paulo afirmar que pelo Batismo, o crente comunga na morte de Cristo, é sepultado e ressuscita com Ele.27 Sobre isto, comenta São Tomás: “Pelo Batismo somos incorporados na Paixão e Morte de Cristo. Diz Paulo: ‘Se estamos mortos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele’.

Sete maravilhosos efeitos do Batismo

O Sacramento do Batismo produz, naquele que o recebe, uma série de divinas maravilhas. Eis as principais:

1) Infunde a graça santificante, com o matiz especial de graça regenerativa, que é a própria do batizado, tornando- o capaz para a recepção dos demais Sacramentos.batismo.jpg

2) Converte o batizado em templo vivo da Santíssima Trindade, pela divina inabitação em todas as almas em estado de graça.

3) Infunde o germe de todas as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo.

4) Torna-o membro vivo de Jesus Cristo, como ramo da divina Videira (Jo 15, 5).

5) Imprime o caráter batismal, o qual o torna membro vivo do Corpo Místico de Jesus Cristo, que é a Igreja, e lhe dá uma participação real e verdadeira (embora incompleta) no sacerdócio de Jesus Cristo. Esta participação sacerdotal se aperfeiçoa com o caráter do Sacramento da Confirmação e se completa com o caráter do Sacramento da Ordem.

6) Apaga totalmente da alma o pecado original e todos os pecados atuais, antes cometidos; esses pecados não são apenas cobertos, mas apagados de fato, e de forma definitiva. Assim o definiu expressamente o Concílio de Trento (D n. 792).

7) Perdoa toda a pena devida pelos pecados, tanto a temporal como a eterna. De modo que se um pecador recebe o Batismo no momento da morte, entra imediatamente no Céu, sem passar pelo Purgatório. Foi o que ensinou o Concílio de Florença (D n. 696) e o de Trento definiu (D n. 792). (ROYO MARÍN, OP, Pe. Antonio. Somos hijos de Dios. Madrid: BAC, 1977, p. 69-70)

Demonstra-se assim que a todo batizado a Paixão de Cristo é comunicada para servir de remédio, como se ele próprio tivesse sofrido e morrido. Ora, a Paixão de Cristo é satisfação suficiente para todos os pecados de todos os homens. Por isso, quem é batizado, é liberto do reato de toda pena devida por seus pecados, como se ele próprio tivesse oferecido uma satisfação suficiente por todos os seus pecados”.28

Somos filhos de Deus

Mas talvez o mais tocante e assombroso efeito do Batismo seja produzir a filiação divina.

Deus tem apenas um filho segundo a Sua natureza, que é o Verbo Encarnado. Só a Ele o Pai transfere eternamente a natureza divina em toda a sua infinita plenitude. Porém, a graça santificante – que é um dos efeitos do Batismo – confere aos neófitos uma participação real e verdadeira nessa filiação “por uma adoção intrínseca, a qual põe em nossa alma, física e formalmente, uma realidade absolutamente divina, que faz circular o próprio sangue de Deus nas veias de nossa alma. Graças a este enxerto divino, a alma se faz participante da mesma vida de Deus. Trata-se de uma verdadeira geração espiritual, um nascimento sobrenatural que imita a geração natural e recorda, por analogia, a geração eterna do Verbo de Deus”.29

Em uma palavra, a graça santificante, para a qual o Batismo nos abre as portas, não nos dá apenas o direito de nos chamarmos filhos de Deus, senão que nos faz tais em realidade. “Inefável maravilha – conclui o padre Royo Marín – que pareceria inacreditável se não constasse expressamente na divina Revelação”.30 Poderia Deus ter feito mais algo por
nós? 4

Por José Afonso Sulzbach de Aguiar

(In Revista Arautos do Evangelho, Jul/2009, n. 91, p. 22 à 27)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54614#ixzz2ptcxtKZX )