Livro “Eu vivi com um Santo” conta detalhes da vida de João Paulo II

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) O Beato João Paulo II, sem dúvida, foi um grande evangelizador. Durante seu Pontificado, conseguiu transmitir sua mensagem de paz aos cinco continentes.

Milhares de colaboradores tiveram a oportunidade de trabalhar ao lado do Beato, antes de sua partida definitiva. Entre eles, Dom Paolo Ptasznik, que na época, era secretário pessoal do Santo Padre.

beato-joao-paulo-ii.jpg

A princípio, Dom Ptasznik e o escritor Gian Franco Svidercoschi publicaram a obra “Eu vivi com um Santo”, que recorda as lembranças do prelado, durante o tempo em que viveu ao lado do Papa João Paulo, ressaltando detalhes do Vigário de Cristo, que até então, muitos não conheciam.

Todas as manhãs, segundo o prelado, o Pontífice olhava um atlas que tinha e então, escolhia um país para rezar por sua nação, chamando este ato de “geografia da oração”.

Dom Ptasznik tinha 33 anos quando começou a trabalhar com João Paulo II, sendo seu secretário pessoal durante aproximadamente 40 anos.

O prelado contou ainda que o Santo Padre celebrava a Santa Missa todos os dias e, mesmo quando foi hospitalizado, pedia para que alguém concelebrasse ao seu lado.

“A Eucaristia foi uma parte central de sua vida. É também importante lembrarmos que ele se confessava pelo menos uma vez a cada duas semanas”, disse.

Para Gian Franco Svidercoschi, o que mais o impressionava em João Paulo II era a Santidade que vivia diariamente, mesmo abaixo das circunstâncias normais.

“Um dos pontos chaves de João Paulo II era sua maneira tão intensa de viver os Sacramentos, tanto em boas como em más circunstâncias”, afirmou. (LMI)

Da redação, com informações Rome Reports

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52602#ixzz2jxPSroWE )

“Vade Retro, Satanás!”, novo livro do Pe. Gabriele Amorth lançado no Brasil

O livro fala sobre a figura de Satanás e de seus servos, suas ações sobre as pessoas e o poder que o mal pode exercer sobre o mundo.

Por Redacao

SãO PAULO, 05 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – “Vade Retro, Satanás!” é o nome do novo livro que a Editora Canção Nova está lançando no Brasil. O autor da obra é o renomado exorcista italiano, Padre Gabriele Amorth.

O livro fala sobre a figura de Satanás e de seus servos, suas ações sobre as pessoas e o poder que o mal pode exercer sobre o mundo. Padre Amorth emprega sua vasta experiência como exorcista para lançar luz sobre o exorcismo, assunto ainda tão permeado de preconceitos e muitas vezes negligenciado, explicando o exorcismo em si e o papel do exorcista nesse processo de afastar o Demônio dos homens.

Na nossa sociedade contemporânea, influenciada por mentalidades laicas, crendices e superstições, não se fala muito do Demônio e dos cuidados que lhe são devidos. Com efeito, menosprezando-o ou mesmo duvidando de sua existência, proteger-se dele, assim como derrotá-lo, torna-se infinitamente mais difícil.

Padre Gabriele Amorth é nascido na Itália, Módena, em 1925, depois de laureado em Jurisprudência, passou a fazer parte da Sociedade São Paulo, onde foi ordenado sacerdote em 1954. Célebre exorcista escreveu diversos livros sobre o assunto. Versado em mariologia, é membro da Pontifícia Academia Mariana Internacional e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas.

A Comunidade Canção Nova, com sede em Cachoeira Paulista/SP, foi fundada em 1978 por Monsenhor Jonas Abib. Evangeliza especialmente através dos meios de comunicação, contando com rede de rádio e TV, portal, gravadora e editora. Em 2008, obteve seu reconhecimento pontifício e, em 2009, foi reconhecida como pertencente à Família Salesiana. Possui 20 casas de missão no Brasil e seis no exterior.

Para comprar o livro acesse: loja.cançãonova.com 

(T.S.)

(Fonte: Agência Zenit)

Intenções de oração do Papa para novembro

“Para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento”

ROMA, 31 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as intenções de oração do Santo Padre Francisco para o mês de novembro confiadas ao Apostolado da Oração. 

O Apostolado da Oração é uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, que tem como missão principal a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja.

A Intenção Geral é“para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade”.

A Intenção Missionária é “para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas”.

(Fonte: Zenit)

João Paulo II corrigiu o livro no qual foi baseado novo filme sobre sua vida

João Paulo II -Karol Wojtyla- como sacerdote em Niegowic, Polônia

Roma, 31 Out. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- No último dia 17 de outubro foi apresentado em Roma o trailer de “O pároco Karol Wojtyla em Niegowic”, um filme baseado em uma novela que o futuro santo corrigiu e que se baseia nos seus primeiros anos como sacerdote.

O roteiro do filme foi adaptado a partir do livro de mesmo nome escrito pelo sacerdote polonês Jarek Cielecki a partir dos testemunhos dos paroquianos da paróquia onde trabalhou pela primeira vez o Padre Karol Wojtyla.

A história acontece na igreja de Niegowic (Polônia), entre os anos 1948 e 1949, onde o beato exerceu a função de vice-pároco.

O filme conta fatos reais da vida de “Karol” através das lembranças de Eleonora, uma mulher polonesa de 87 anos de idade.

“Podemos dizer que a primeira paróquia de um sacerdote é como o primeiro amor de um jovem… algo que sempre recordará, de maneira que o filme reúne testemunhos de paroquianos, orações e muitas outras coisas do Pe. Wojtyla que aconteceram durante esses meses”, explicou Mons. Cielecki em uma entrevista concedida ao grupo ACI.

Corria o ano 1997 e antes de publicar seu livro, Mons. Cielecki decidiu enviar o rascunho ao então pontífice. Poucos meses depois o receberia de volta com uma grata surpresa: o Papa Wojtyla tinha corrigido algumas histórias e frases e, além disso, ele acrescentava um prólogo escrito pelo seu Secretário pessoal, o Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Anos mais tarde, em 2005 e depois da morte de João Paulo II, Mons. Cielecki decidiu fundar uma agência televisiva onde nasce a ideia de filmar o filme sobre o livro.

O longa-metragem foi filmado por completo na Polônia e nele aparecem objetos que realmente pertenceram ao sacerdote Wojtyla, como a estola e a túnica, dois ornamentos que usou o protagonista Karol Dudek em diferentes cenas.

Mons. Cielecki também foi pároco da mesma paróquia que fala o livro e compartilha com João Paulo II outras histórias. Por exemplo, com motivo do 53º aniversário de sacerdócio do pontífice, decidiu fazer-lhe uma homenagem com um presente relacionado com a sua juventude. Inspirado em uma foto do jovem Karol, organizou um comitê de alunos, sacerdotes e bispos de todo o mundo para solicitar uma imagem de bronze de mais de três metros de altura.

A escultura foi elaborada em Verona e apresentada a João Paulo II em 28 de setembro de 1999: “Santo Padre, queríamos trazer para você uma lembrança da sua juventude, dos inícios de seu sacerdócio”, explicou-lhe Mons. Cielecki.

Quando o Papa a viu ficou imóvel e olhando a imagem fixamente disse: “De que juventude está falando? De que memória?”.

Depois de um longo silencio, o Papa o olhou, abraçou-o e lhe disse: “Você tem que dizer que eu sou jovem não somente hoje, mas também amanhã e sempre! Você tem que proclamar que quem ama Jesus e Maria será sempre jovem!”.

Espera-se que a estreia oficial do filme seja no próximo dia 4 de novembro de 2013 no Teatro Grotteska de Cracóvia.

(Fonte: ACI Digital)

Um mundo que não acredita em Deus e acusa a religião é um desafio comum para todos os cristãos

Dom Melchor Sánchez de Toca. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 31 Out. 13 / 02:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Melchor Sánchez de Toca, assegurou durante sua visita ao Chile que os cristãos, assim como adeptos de outras religiões compartilham o desafio comum de enfrentar “um mundo que não acredita em Deus e que acusa a religião”.

Dom Sánchez de Toca participou do encontro “Átrio de Santiago”, uma conversa com Sheij Féisal Mórhell, licenciado em Lei e Cultura Islâmica, e com o rabino Roberto Feldmman, membro da congregação Yakar no Chile, com quem abordou o diálogo inter-religioso como caminho para uma cultura do encontro. O evento foi guiado pelo jornalista Iván Valenzuela.

O “Átrio de Santiago” foi organizado pela Universidade Católica (UC) e pelo Arcebispado de Santiago, com o fim de propiciar um espaço de encontro e diálogo entre crentes e não crentes, sobre temas como a transcendência da arte, a liberdade de consciência, a importância do meio ambiente e o diálogo inter-religioso.

Em uma entrevista concedida ao Grupo ACI, Dom Sánchez de Toca considerou que o diálogo inter-religioso é um tema de suma importância para o mundo de hoje. “Trata-se de um caminho que sancionou o Concílio Vaticano II e que os papas sucessivos dos últimos 50 anos continuaram”, indicou.

“Gentis e cristãos podem descobrir consonâncias e harmonias ainda em suas diferenças e podem fazer levantar o olhar a uma humanidade, frequentemente muito curvada sobre o imediato, o superficial, o insignificante para o ser em plenitude”, explicou Dom Sánchez de Toca, fazendo referência ao espírito de reunir homens que enfrentam a busca da verdade.

“Mas o problema hoje é provavelmente outro. Já não tanto o diálogo entre os crentes de diferentes religiões, mas principalmente o desafio comum que têm todos os crentes frente a um mundo que não acredita em Deus e que acusa a religião”, acrescentou.

Para Dom Sánchez de Toca o mais importante é “superar as formas patológicas da religião: o ‘devocionalismo’ infantil, a superstição e o fundamentalismo (…) O que o mundo pede aos crentes de hoje, sejam cristãos ou de outros credos, é a autenticidade. Quer dizer, que se cremos, que essa fé não seja por uma inércia cultural de séculos, mas sim por convicção; assim como a necessidade de ser coerente com isso que acreditamos”, particularizou.

Além disso, o Subsecretário do Conselho Pontifício da Cultura explicou que, no tema do diálogo inter-religioso, o Papa Francisco retomou algumas das grandes intuições de seu predecessor Bento XVI sobre o diálogo com os não crentes. “Faz poucas semanas publicou a carta ao antigo diretor de La Repubblica, que é um conhecido pensador não crente, retomando assim o diálogo sobre o tema da fé com o mundo”, comentou.

(Fonte: ACI Digital)

Sacerdotes em dificuldades e missionários latino-americanos nas intenções do Papa para novembro

Foto Grupo ACI

VATICANO, 29 Out. 13 / 09:32 am (ACI/EWTN Noticias).- A Santa Sé divulgou que nas intenções do Papa Francisco para o mês de novembro estão os sacerdotes em dificuldades e os missionários da América Latina.

A Intenção Geral do Apostolado da oração é “para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade”.

A Intenção Missionária é “para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas”.

(Fonte: ACI Digital)

Igreja Católica: Mãe das Universidades

17.12-univesidade-de-BolognaOs estudantes universitários normalmente têm um conhecimento pouco profundo sobre a Idade Média; e porque muitos são mal informados, acham que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual por parte da Igreja católica. No entanto, foi exatamente na Idade Média que surgiu a maior contribuição intelectual para o mundo: o sistema universitário. A universidade foi um fenômeno totalmente novo na história da Europa. Nada como ele existiu no mundo grego ou romano afirmam os historiadores.

O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja. A Universidade medieval não tem precedentes históricos; no mundo grego houve escolas públicas, mas todas isoladas. No período greco-romano cada filósofo e cada mestre de ciências tinham “sua escola”, o que implicava justamente no contrário de uma Universidade. Esta surgiu na Idade Média, pelas mãos da Igreja Católica, e reunia mestres e discípulos de várias nações, os quais constituíam poderosos centros de saber e  de erudição.

Por volta de 1100, no meio de uma grande fermentação intelectual, começam as surgir as Universidades; o orgulho da Idade Média cristã, irmãs das Catedrais. A sua aparição é um marco na história da civilização Ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Elas nasceram às sombras das Catedrais e dos mosteiros. Logo receberam o apoio das autoridades da Igreja e dos Papas. Assim, diz Daniel Rops, “a Igreja passou a ser a matriz de onde saiu a Universidade” (A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, p. 345).

Tudo isso nesta bela época que alguns teimam em chamar maldosamente de “obscura” Idade Média. A razão e a fé sempre caminharam juntas na Igreja.

A raiz das Universidades está no século IX com as escolas monásticas da Europa, especialmente para a formação dos monges, mas que recebiam também estudantes externos. Depois, no século XI surgiram as escolas episcopais; fundadas pelos bispos, os Centros de Educação nas cidades, perto das Catedrais. No século XII, surgiram centros docentes debaixo da proteção dos Papas e Reis católicos, para onde acorriam estudantes de toda Europa.

A primeira Universidade do mundo Ocidental foi a de Bolonha (1158), na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). A segunda, e que teve maior fama foi a Universidade de Paris, a Sorbone, que surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali foram estudar muitos grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino. A universidade de Paris (Sorbonne) era chamada de “Nova Atenas” ou o “Concílio perpétuo das Gálias”, por ser especialmente voltada à teologia.

O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.

Salamanca é a Universidade mais antiga da Espanha das que ainda existem, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”. Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral. A Universidade de Valladolid é anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do  papa Clemente VI a concessão  de todas as faculdades, exceto a de Teologia.

Em 1499, o Cardeal Cisneros fundou a famosa universidade “Complutense” mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico , Letras e Medicina.

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. O Papa Clemente V (1305-1314) no Concilio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também  em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.

A atual Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 –  foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
Das 75 Universidades criadas de 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).

As universidades atraíam multidões de estudantes, da Alemanha, Itália, Síria, Armênia e Egito. Vinham para a de Paris chegavam a 4000, cerca de 10% da população.

Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors. Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca e Portugal, Coimbra. Todas fundadas pela Igreja. Como dizer que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo? As universidades medievais foram centros de intensa vida intelectual, onde os grandes homens se enfrentavam em discussões apaixonadas nos grandes problemas. E a fé era o fermento que fazia a cultura crescer.

Graças ao latim todos se entendiam, era a língua universal  e acadêmica; esta permitia aos sábios comunicar-se de um ponto a outro da Europa Ocidental. Havia uma unidade interna e de obediência aos mesmos princípios; era o reflexo de uma civilização vigorosa, segura de sua força e de si mesma.

A partir de 1250, o grego foi ensinado nas escolas dominicanas e, a partir de 1312 nas universidades de Sorbonne, Oxford, Bolonha e Salamanca. Abria-se assim um novo campo ao pensamento que desencadeou uma onda de paixão filosófica no nascimento da Escolástica-teologia e filosofia unidas para provar uma proposição de fé.

Santo Agostinho, Cassidoro, Santo Isidoro de Sevilha, Rábano Mauro e Alamino, os grandes mestres da Antigüidade, se apoiavam sobretudo nas Sagradas Escrituras. Agora o intelectual cristão da Idade Média quer demonstrar que os dogmas estão de acordo com a razão e que são verdadeiros. É a “teologia especulativa”, onde a filosofia é amiga da teologia. Os problemas do mundo são estudados agora sob esta dupla ótica.

A Universidade medieval era um mundo turbulento e cosmopolita; os estudantes de Paris estavam repartidos em quatro nações: os Picardos, os Ingleses, os Alemães e os Franceses.  Os professores também vinham de diversas partes do mundo: havia Sigério de Brabante (Bélgica), João de Salisbury (Inglaterra), S. Alberto Magno (Renânia), S. Tomás de Aquino e São Boaventua da Itália.

Os problemas que apaixonavam os filósofos, eram os mesmos em Paris, em Oxford, em Edimburgo, em Colônia ou em Pavia. O mundo estudantil era também um mundo itinerante: os jovens saiam de casa para alcançar a Universidade de sua escolha; voltavam para sua terra nas festas.  O sistema universitário que temos hoje com cursos de graduação, pós-graduação, faculdades, exames e graus veio diretamente do mundo medieval.

Os papas sabiam bem da importância das universidades nascentes para a Igreja e para o mundo, e por isso intervinham em sua defesa muitas vezes. O Papa Honório III (1216-1227) defendeu os estudantes de Bolonha em 1220 contra as restrições de suas liberdades. O Papa Inocêncio III (1198-1216) interveio quando o chanceler de Paris insistiu em um juramento à sua personalidade. O Papa Gregório IX (1227-1241) publicou a Bula “Parens Scientiarum” em nome dos mestres de Paris, onde garantiu à Universidade de Paris (Sorbonne) o direito de se auto-governar, podendo fazer suas leis em relação aos cursos e estudos, e dando à Universidade uma jurisdição papal, emancipando-a da interferência da diocese.

O papado foi considerado a maior força para a autonomia da Universidade, segundo A. Colban (1975). Era comum as universidades trazerem suas queixas ao Papa em Roma. Muitas vezes o Papa interveio para que as universidades pagassem os salários dos professores; Bonifácio VIII (1294-1303), Clemente V (1305-1314), Clemente VI (1342-1352), e Gregório XI (1370-1378) fizeram isso.

“Na universidade e em outras partes, nenhuma outra instituição fez mais para promover o saber do que a Igreja Católica”, garante Thomas  Woods( p. 51).

O processo para se adquirir a licença para ensinar era difícil. Para se ter idéia da solenidade e importância do ato, basta dizer que a pessoa para ser licenciada se ajoelhava diante do Vice-chanceler, que dizia:

“Pela autoridade dos Apóstolos Pedro-Paulo, dou-lhe a licença de ensinar, fazer palestras, escrever, participar de discussões… e exercer outros atos do magistério, ambos na Faculdade de Artes em Paris e outros lugares, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém” [Daly, 1961; p. 135].

Uma riqueza da universidade medieval é que era atenta às finalidades sociais. Não se aceitava a idéia de uma cultura desinteressada, ou um saber exclusivamente para seu próprio benefício pessoal. “Deve-se aprender apenas para a própria edificação ou para ser útil aos outros; o saber pelo saber é apenas uma vergonhosa curiosidade”, já havia dito São Bernardo (1090-1153).

Para Inocêncio IV (1243-1254) a Universidade era o “Rio da ciência que rege e fecunda o solo da Igreja universal”, e Alexandre IV (1254-1261) a chamava de: “Luzeiro que resplandece na Casa de Deus” (Daniel Rops, p.348).

Portanto, são maldosos ou ignorantes da História aqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.

Prof. Felipe Aquino

(Fonte: www.cleofas.com.br)

Arquidiocese do México terá Jornada de oração para se contrapor ao Halloween Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52318#ixzz2jIcQdEve Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do México – México (Quarta-feira, 30-10-2013, Gaudium Press) Um grupo de leigos da Arquidiocese do México convocou uma tarde de adoração na Catedral Metropolitana no próximo dia 31 de outubro. O objetivo da iniciativa é estimular entre os fiéis uma cultura pelas tradições cristãs e se contrapor à celebração do “Halloween”.

A jornada de oração será iniciada às 15h30 com a recitação do Santo Rosário, que será seguida por uma conferência sobre o tema “O perigo do ocultismo e o Halloween”, ministrada pelo diretor do Centro de Investigações sobre a Nova Era, Professor Jaime Duarte.

O evento será concluído por um grupo musical que está preparando um concerto de adoração para ser apresentado diante do Santíssimo Sacramento.

“Desde seu início a Igreja Católica convida seus fiéis a viverem em graça. Festas como o Halloween não tem nada a ver com nossa recordação cristã dos fiéis defuntos, pois suas conotações são todas elas nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa Fé e cultura mexicana”, afirmaram alguns integrantes do grupo de música católica. (EPC)

Com informações da SIAME.

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52318#ixzz2jJV7Nnx2 )

Cardeal Dziwisz escreve livro sobre o Beato João Paulo II Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52321#ixzz2jIcAxQc3 Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 30-10-2013, Gaudium Press) O livro “Eu vivi com um Santo”, escrito pelo Arcebispo de Cracóvia, Polônia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, retratará a vida e trajetória do Beato João Paulo II.cardeal_dziwisz.jpg

A obra que será apresentada na próxima segunda-feira, 4 de novembro, em Roma, foi escrita com base nas conversas entre o futuro Santo e o jornalista Gian Franco Svidercoschi, ex-vice-diretor do jornal da Santa Sé “L’Osservatore Romano”.

O Cardeal Dziwisz chegou a ser secretário do Papa João Paulo II e afirmou ter vivido ao lado dele durante aproximadamente 40 anos. “Eu vivi ao lado de um Santo ou pelo menos durante quase 40 anos, todos os dias, eu vi de perto a santidade como eu sempre pensei que deveria ser”, ressaltou.

Após oito anos da morte do Santo Padre, o Arcebispo de Cracóvia iniciou seus trabalhos de pesquisa sobre o Beato para a criação de seu livro, buscando traçar um perfil extremamente detalhado da santidade dele, ajudando o público a entender melhor tanto o Papa que mudou a história da Igreja e do mundo, quanto Karol Wojtyla, através de uma dimensão mais humana e pessoal.

Anteriormente, em 2011, o Cardeal Dziwisz havia lançado o livro “Uma vida com Karol”. (LMI)

Da redação, com informações Radio Vaticano

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52321#ixzz2jIOL1kKT)

Valência celebra festa do Santo Cálice da Última Ceia Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52137#ixzz2ijYmeVMu Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Valência – Espanha (Quinta-feira, 24-10-2013, Gaudium Press) Um total de sete réplicas da relíquia do Santo Graal (Cálice da Última Ceia de Valência), serão entregues nesta quinta-feira, 24, ao Arcebispo da cidade, Dom Carlos Osorio, por ocasião da festa anual do cálice que, de acordo com a tradição e investigações, é, provavelmente o mesmo utilizado por Jesus na última Ceia.

Foto 1.jpg
Santo Graal de Valência / Foto: AVAN.

Por ocasião desta celebração, o Arcebispo de Valência presidirá às 19h uma solene missa na Catedral onde permanece e é venerado o Santo Graal.

Segundo o presidente da Irmandade do Santo Graal, Antonio Rossi, a comemoração começará com o translado em uma procissão do vaso sagrado pelo interior da Catedral do Santo Cálice, a partir de sua localização na capela da Catedral, até o Altar Maior.

Rossi também disse que durante a Santa Missa serão abençoados e entregues as sete réplicas do Cálice que, seguindo a tradição, são dadas a cada ano para várias paróquias. O presidente da Irmandade disse que estas serão obsequiadas “para aquelas paróquias que tem se destacado ao restaurar os seus templos ou por seu trabalho pastoral”.

A celebração, que será concelebrada pelo Conselho Metropolitano e os párocos que receberão as relíquias, culminará com o retorno do Santo Graal em procissão para a capela onde é venerado na Catedral de Valência .

As paróquias Santiago Apóstolo, São Luis Beltran, Nossa Senhora do Pilar, A Paixão de Cristo e Santa Gema Galgani, São João Batista, na cidade de Beneixama, São Miguel Arcanjo de Denia e Nossa Senhora da Assunção de Foios, são as que terão a honra de receber as réplicas do Santo Graal.

Venerado desde o século XVI

O Santo Graal, com o qual acredita-se que Jesus celebrou a Última Ceia, é venerado na Catedral de Valência desde o século XVI. A partir do século XVIII foi utilizado para conter a forma consagrada do monumento da Quinta-Feira Santa e no ano de 1916 foi finalmente instalado na Capela do Santo Cálice.

Duas foram as ocasiões nas quais o cálice abandonou a Catedral de Valência: a primeira delas foi durante a Guerra da Independência, entre os anos de 1809 e 1913, quando ele foi levado para Palma de Mallorca; e durante a Guerra Civil Espanhola dos anos de 1936 a 1939, quando foi protegido na aldeia de Claret.

Foto 2.png
Em novembro de 1982 o Beato João Paulo II celebrou
uma Santa Missa com o Santo Cálice.

Também foram dois os papas que celebraram a Santa Missa com o Santo Graal na Catedral de Valência: o Beato João Paulo II, em 8 de novembro de 1982, durante uma numerosa ordenação sacerdotal; e o Papa Bento XVI em julho 2006, por ocasião do 5º Encontro Mundial das Famílias em Valência. (EPC)

Com informações da AVAN.

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52137#ixzz2ijYcUrsW

Beato João Paulo II, rogai por nós!

Beato João Paulo II

João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła (18 de Maio de 1920 -2 de Abril de 2005), foi papa de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história. Foi o único Papa eslavo e polacoaté a sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Adriano VI em 1522.

João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como importância significante na melhora das relações da Igreja Católica com o judaismo, o islão e as igrejas ortodoxas e protestantes.

Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia falar mutíssimos idiomas, além do polaco. Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos pelos cinco séculos passados. Em 2 de Abril de 2005, faleceu devido a sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado “Venerável” pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de Maio de 2011.

João Paulo II, rogai por nós!

Indulgências em leito de morte

Responde o pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Por Pe. Edward McNamara, L.C.

ROMA, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Em sua coluna sobre liturgia, o padre McNamara responde nesta semana à pergunta de um leitor irlandês.

“Eu sempre ouvi dizer que um sacerdote pode dar a bênção apostólica em nome do papa a quem está em leito de morte, concedendo assim a indulgência plenária. Esta informação é verdadeira?” – T.T., Galway, Irlanda.

Sim, é uma afirmação correta. Ela é explicada no ritual para o cuidado pastoral dos doentes e no Manual das Indulgências. Devemos lembrar, no entanto, alguns conceitos sobre as indulgências como tais.

No nº 1471 do Catecismo da Igreja Católica, lemos:

1471. A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.
«A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições, pela acção da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos» (Indulgentiarum Doctrina, Norma 1).
«A indulgência é parcial ou plenária, consoante liberta parcialmente ou na totalidade da pena temporal devida ao pecado» (Idem, Norma 2).
«O fiel pode lucrar para si mesmo as indulgências […], ou aplicá-las aos defuntos» (Idem, Norma 3).
Nos números 195 e 201, o ritual para o cuidado pastoral dos enfermos explica o rito a ser seguido para aqueles que se aproximam da morte.

O nº 201 trata do viático fora da missa, que seria a circunstância habitual para esta bênção. Diz:

“O sacramento da penitência ou o ato penitencial pode-se concluir com a indulgência plenária in articulo mortis. O sacerdote a concede com esta fórmula:

“Pelos santos mistérios da nossa redenção, Deus Todo-Poderoso te perdoe toda pena da vida presente e futura, te abra as portas do paraíso e te conduza à felicidade eterna”.

Ou:

“Em virtude da faculdade a mim concedida pela Sé Apostólica, eu te concedo a indulgência plenária e remissão de todos os pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Se não estiver disponível um sacerdote para dar a bênção papal, o Manual das Indulgências oferece uma alternativa em seu número 28:

“O sacerdote que administra os sacramentos aos fiéis em perigo de morte não deve deixar de lhes dar a bênção apostólica, acompanhada pela indulgência plenária. Se a assistência do sacerdote é impossível, a Santa Mãe Igreja concede igualmente a indulgência plenária ao fiel em leito de morte, desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração. Para obter a indulgência, é recomendado o uso do crucifixo ou da cruz”.

A condição “desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração” substitui, neste caso, as três condições habituais necessárias para se obter uma indulgência plenária.

A indulgência plenária na hora da morte (in articulo mortis) pode ser obtida também pelo fiel que no mesmo dia já tenha conquistado outra indulgência plenária.

Esta concessão, no nº 28, vem da constituição apostólica Indulgentiarum doctrina, norma 18, emitida pelo papa Paulo VI em 1º de janeiro de 1967.

Diferentemente do sacramento dos enfermos, é possível dar a bênção papal ao se aproximar a morte, com a respectiva indulgência, somente uma vez durante a mesma situação de enfermidade. Se a pessoa se recuperar, a bênção pode ser realizada novamente em caso de nova ameaça de morte iminente.

Essas bênçãos papais e as indulgências foram concedidas pela primeira vez aos cruzados e aos peregrinos que morreram durante a viagem que tinham empreendido a fim de obter a indulgência do Ano Santo. Os papas Clemente IV (1265-1268) e Gregório XI (1370-1378) a estenderam às vítimas da peste.

As concessões têm se tornado cada vez mais frequentes, embora ainda limitadas no tempo ou reservadas aos bispos, de modo que relativamente poucas pessoas puderam desfrutar desta graça.

Esta situação levou o papa Bento XIV (1740-1758) a promulgar a constituição Pia Mater, em 1747, concedendo a mesma faculdade a todos os bispos, juntamente com a possibilidade de subdelegá-la aos sacerdotes.

***

Os leitores podem enviar perguntas para liturgia.zenit@zenit.org . Pedimos mencionar a palavra “Liturgia” no campo assunto. O texto deve incluir as iniciais do remetente, cidade, estado e país. O pe. McNamara só pode responder a uma pequena seleção das muitas perguntas que recebemos.

(Fonte: Agência Zenit)

“Não tenham medo”: as palavras de João Paulo II permanecem atuais

Um musical homenageará o papa polonês

Por Daniele Trenca

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Trinta e cinco anos atrás, o conclave elegeu Karol Wojtyla como sucessor do Apóstolo Pedro. Hoje, faltando seis meses para a sua canonização, multiplicam-se as iniciativas em torno ao grande evento que elevará Wojtyla aos altares. Entre eles, o musical “Não tenham medo”, obra que será executada na semana da cerimônia solene, no final de abril de 2014.

O título é inspirado nas famosas palavras proferidas por João Paulo II na missa de início do seu pontificado, em outubro de 1978. O musical foi escrito pelo padre Joseph Mailloux , da arquidiocese de Lecce, na Itália, e é dirigido por Gianluca Ferrato e Andrea Palotto.

Está prevista uma apresentação do musical no Vaticano, em presença do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI. O musical será disponibilizado, depois, para todas as dioceses italianas, prevendo-se a sua exibição em eventos que deverão ser organizados em cada território diocesano. Além das autoridades locais, serão convidados os representantes das outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o islã. Em seguida, será oficialmente aberta a turnê internacional do musical.

“O musical é atualmente o único, com duração de duas horas, reconhecido como válido para comunicar a figura e o carisma de João Paulo II. É um espetáculo de música e teatro, que combina história, espiritualidade e humanidade, capaz de transmitir uma mensagem universal de paz, coragem e esperança. Um equilíbrio perfeito entre poética narrativa, espetáculo técnico, recitação, canto, dança acrobática e música”.

O projeto já recebeu a aprovação do cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, do atual arcebispo de Cracóvia, dom Oder Slavomir, postulador da causa de canonização, e de dom Marcello Semeraro, coordenador do grupo dos oito cardeais nomeados pelo papa Francisco para a reforma da cúria romana.

Trinta artistas estão envolvidos no musical, entre atores, grupos de dança, acrobatas e artistas diversos. Rica também é a trilha sonora, composta de músicas inéditas. O projeto é realizado pela IkneArte, responsável pela comunicação, e pela GBY, na produção e organização.

(Fonte: Agência Zenit)

Os cristãos “discípulos da ideologia”: uma doença grave. A cura é a oração

Na missa em Santa Marta, o Papa adverte de um cristianismo ideológico que leva a uma atitude de isolamento, e adverte que se não se reza cai-se no moralismo e na soberba

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – No ‘caderno médico’ onde o Papa Francisco, através das homilias matutinas em Santa Marta, identifica a cada dia as ‘doenças’ que poderiam contagiar cada cristão, acrescenta hoje um novo vocábulo: ideologia. Se um cristão “se torna discípulo da ideologia, perdeu a fé” afirmou o Santo Padre na Missa de hoje. A ‘cura’ é a oração, acrescentou, e quando um cristão a abandona corre o risco de cair no moralismo e em uma atitude de isolamento.

Como sempre, uma frase do Evangelho é o ponto de partida para a homilia do Papa:

“Ai de vós, legistas, porque tomastes a chave da ciência!”. A advertência de Cristo no Evangelho de Lucas (11, 47-54) vale muito bem, de acordo com o Papa, para o contexto atual: “Quando caminhamos pela rua e nos encontramos com uma igreja fechada, sentimos algo estranho”, porque “uma igreja fechada não se entende”, disse.

Às vezes, disse ele, “nos dão explicações” que nada mais são do que “desculpas” e “justificativas” que escondem a verdade, ou seja, de “que a igreja está fechada e as pessoas que passam na frente não podem entrar”. Ou pior, que “o Senhor que está dentro não pode sair”. “A imagem de encerramento” que Jesus retrata é, portanto, “a imagem daqueles cristãos que têm em mãos a chave, mas a levam embora, não abrem a porta” e que, não deixando entrar, “nem sequer eles entram”.

“Como é possível que um cristão caia nessa atitude de chave no bolso e porta fechada?”, perguntou-se o Santo Padre. É a “falta de testemunho cristão” que faz isso. Um fato – observou – que se torna ainda mais grave “quando aquele cristão é um sacerdote, um bispo ou um Papa”.

“A fé – disse o Papa Francisco – passa, por assim dizer, por um alambique e se transforma em ideologia. E a ideologia não convoca. Nas ideologias Jesus não está: a sua ternura, amor, mansidão. As ideologias são rígidas, sempre”. Por isso o Pontífice disse que “quando um cristão se torna discípulo da ideologia, perdeu a fé”, porque dessa forma “não é mais discípulo de Jesus, é discípulo desta atitude de pensamento”.

É claro, então, a admoestação de Cristo: ‘Vós tomastes a chave da ciência’. “O conhecimento de Jesus – explicou o Papa – é transformado em um conhecimento ideológico e também moralista, porque eles fechavam a porta com um monte de prescrições”. Mas Jesus, no Evangelho de Mateus, faz outra repreensão, disse o Santo Padre: “Vós carregais sobre os ombros das pessoas muitas coisas; só uma é necessária”. Quem tem a porta fechada e a chave no bolso é vítima portanto de um “processo espiritual, mental”, no qual a fé se torna aquele tipo de ideologia que “espanta”, “afasta as pessoas” e as “distanciam” da Igreja.

Não é uma questão superficial “essa dos cristãos ideologizados”, mas uma “doença grave”, destacou o Papa. Uma doença que tem suas raízes já nos séculos passados. Já o apóstolo João, de fato, na sua primeira Carta falava daqueles cristãos “que perdem a fé e preferem as ideologias”, tornando-se “rígidos, moralistas, eticistas, mas sem bondade”.

A questão, portanto, chega a esse ponto: “Mas, como é que um cristão pode chegar a isso? O que acontece no coração daquele cristão, daquele sacerdote, daquele bispo, daquele Papa, que o torna assim?”. “Só uma coisa – disse o Papa – aquele cristão não reza e se não há oração, você sempre fecha a porta”. Não somente: “Quando um cristão não reza” o seu testemunho é “soberba”, porque “quem não reza é um soberbo, é um orgulhoso, é um seguro de si mesmo. Não é humilde. Busca a própria promoção”, destacou Francisco. Pelo contrário, “quando um cristão reza, não se distancia da fé, fala com Jesus”.

Porém, cuidado: “Uma coisa é orar e outra é recitar orações”, disse Bergoglio. “Estes doutores da lei recitavam muitas orações”, por orgulho, “para aparecer”. Eles “não oram, abandonam a fé e a transformam em ideologia moralista, casuística, sem Jesus”, afirmou o Papa. Tanto que, quando “um profeta ou um bom cristão os reprova, fazem o mesmo que fizeram com Jesus: quando saiu de lá, os escribas e fariseus começaram a tratá-lo de modo hostil (estes ideologizados são hostis) e a fazê-lo falar sobre muitos temas, armando-lhe armadilhas (são insidiosos) para surpreendê-lo com alguma palavra saída da sua própria boca”.

“Coitadinhos”, exclamou o Santo Padre, “não são transparentes”, “são pessoas sujas pela soberba”. Nós cristãos queremos cair nessa armadilha? Não? Então, exortou o Papa: “Peçamos ao Senhor a graça de não deixarmos a oração, para não perdermos a fé, permanecermos humildes. E assim não nos tornaremos fechados, que bloqueiam o caminho ao Senhor”.

[ Tradução Thácio Siqueira]

(Fonte: Agência Zenit)

Quando Bergoglio batizou Federico, de família judaico-católica

Em Buenos Aires, o arcebispo superou a burocracia e recomendou ao batizado que não se esquecesse das suas raízes judaicas

Por Redacao

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Nosso leitor Eduardo Rivero compartilha com ZENIT um episódio da vida do cardeal Bergoglio em Buenos Aires, acontecido com seu amigo portenho que temos a honra de apresentar neste relato.

Eduardo, sua esposa, seu filho e sua filha viviam no Canadá fazia três anos, por motivos de trabalho. Decidiram batizar a filha na Argentina e queriam que o padrinho fosse Federico, o cunhado de Eduardo.

Quando lhe fizeram o convite, Federico respondeu que seria uma honra, mas que antes precisava ele próprio ser batizado. A família da esposa de Eduardo é judaico-católica: a mãe é judia e o pai é católico. Os pais sempre deram aos filhos a opção de escolher sua religião.

A esposa de Eduardo, assim, escolheu a fé católica; a irmã, Carolina, optou pela religião judaica. O irmão, Federico, sempre esteve mais próximo do catolicismo, mas nunca se batizou.

O convite a ser padrinho da sobrinha se transformou para Federico numa boa oportunidade para enfim receber o próprio batismo. Ele começou a se informar em várias igrejas e todas lhe pediam cursos ou trâmites burocráticos. Federico ligou para a irmã e para o cunhado e lhes agradeceu por terem-no escolhido como padrinho da filha, mas relatou as travas que tinha encontrado e contou que não pôde se batizar. Considerando o pouco tempo que faltava para o batismo da bebê, seria impossível o batismo dele próprio.

Eduardo relata que a esposa, não se resignando, decidiu telefonar pessoalmente para a arquidiocese de Buenos Aires e tentar conversar com Bergoglio, então cardeal da capital argentina. Foi por volta do  dia 15 de novembro de 2012. Ela conseguiu falar com a secretária de Bergoglio, que ouviu toda a história atenciosamente e garantiu que a transmitiria ao cardeal. Quinze minutos mais tarde, tocou o telefone. “Era o próprio arcebispo, ligando para perguntar como poderia ajudar. Nós não o conhecíamos, nem ele nos conhecia, mas ele nos ligou”, relembra Eduardo.

Sua esposa contou ao cardeal a história da família e Bergoglio afirmou que seria uma alegria batizar Federico ainda naquele sábado, na catedral portenha.

“Quando Bergoglio terminou o batizado, ele pediu a Federico que jamais se esquecesse das suas raízes judaicas. O cardeal também se ofereceu para batizar a menina”, conta Eduardo.

Para o batismo da pequena, “o cardeal veio da sua casa até a igreja de São Martinho de Tours, num sábado à tarde, especialmente para batizar a nossa filha, sem nos conhecer e com a humildade de um grande homem”.

(Fonte: Agência Zenit)

Jesus Cristo fundou alguma Igreja?

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus Cristo fundou a Igreja católica. Grafa-se corretamente a palavra “católica”, que quer dizer universal, com cê minúsculo, porque não se trata de um nome próprio, mas de um atributo da única Igreja de Cristo.

Vejamos alguns trechos da constituição dogmática Lumen Gentium: A) “Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.” (N. 14a, grifos meus); B) “Este sacrossanto sínodo, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo pastor eterno fundou a santa Igreja (…) e [Jesus] quis que os sucessores dos apóstolos fossem em sua Igreja pastores até a consumação dos séculos.” (N. 18b, grifos meus).

No ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé, através da declaração Dominus Iesus, reiterou a doutrina bimilenar: A) “Deve-se crer firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por ele [Cristo] fundada.” (N. 16b, grifos meus); B) “Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja católica” (N. 16c, grifos meus); C) “Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste (continua a existir) na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.” (N. 17a, grifos meus).

Os dois documentos supramencionados, embora embasados, é óbvio, tanto na sagrada tradição quanto na sagrada escritura, não deixam de ser uma referência mais para os católicos.

Nossos irmãos separados, os temporãos no cristianismo (século XVI), não podem, todavia, negar a história. Desta feita, muito tempo antes do Concílio de Niceia, no século IV, data em que alguns protestantes querem ver o início do catolicismo, o papa Clemente (+97), por exemplo, com autoridade doutrinal, dirige-se à Igreja de Corinto. O papa Vitor I (+199) teve atuação decisiva na escolha da data da Páscoa, em controvérsia com outras comunidades. Os papas Zeferino (+217) e Calixto (+222), na questão sobre a penitência, na disputa sobre o batismo dos hereges, também deram a última palavra. Santo Inácio elogia a Igreja de Roma, em virtude de ser ela a sé primeira. Santo Irineu exige a união doutrinal com a Igreja de Roma. São Cipriano, por seu turno, vê naquela Igreja a fonte da unidade eclesiástica. São Jerônimo, o tradutor da bíblia, escreve ao papa Dâmaso I (+384), dizendo que “no meio das convulsões da heresia ariana, a verdade encontra-se somente com Roma.”

Na Igreja católica apostólica romana está atuante e vigorosa a totalidade dos recursos salvíficos legados pelo divino salvador, sobremodo os sete sacramentos.

(Fonte: Agência Zenit)

Uma cruz missionária de 12 metros para concluir a Missão Jovem

A cerca de 70 Km ao norte de Santiago, no Chile

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Uma cruz de 12 metros de altura será colocada na frente do Santuário de Santa Teresa dos Andes, na cidade de Auco (Chile), a cerca de 70 km ao norte de Santiago, e será composta por várias “pequenas cruzes” que viajaram por todo o Chile, em hospitais, cárceres, centros cívicos, campos… durante a “Missão Jovem”, promovida pela V Conferência geral do Episcopado Latino-americano (Aparecida 2007), e realizada no âmbito da Missão Continental.

Para formar esta estrutura, as 27 dioceses do país enviaram cubos de madeira esculpidos com relevos retratando os momentos mais significativos da vida, da cultura e da religião de todo lugar.

Segundo informações que a Comissão de Missão Jovem enviou à Agência Fides, os trabalhos já se iniciaram para que, no próximo dia 19 de outubro, como parte das atividades para o mês missionário e na conclusão da peregrinação dos jovens ao Santuário de Santa Teresa dos Andes, possa ser abençoada a primeira fase da realização deste projeto, que deve ser completado até Páscoa de 2014. Naquela data terá oficialmente início a Missão Territorial no Chile. (CE)

Links:
O vídeo da Cruz Missionária no Chile está em:
http://www.youtube.com/watch?v=drYlY6bA7WA

(Fonte: Agência Fides, com redação ZENIT)

Foi lançado o impactante documentário: “Francisco: O Papa do Novo Mundo”

ROMA, 15 Out. 13 / 12:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um novo documentário se aprofunda na vida, pensamento, obra e palavras do Papa Francisco, o homem que fascinou tanto católicos como não católicos desde a sua eleição à Sé de Pedro em março deste ano.

“Francisco: O Papa do Novo Mundo”, que será transmitido pela FOX Business Network, relata a história de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro da América e o primeiro em escolher o nome de Francisco, por São Francisco de Assis. Este documentário de uma hora de duração mostra entrevistas realizadas em todo o mundo, com amigos próximos, companheiros sacerdotes, colaboradores, sua biógrafa e os pobres das “vilas miséria” de Buenos Aires.

Foi produzido pelos Cavaleiros de Colombo, que é a maior organização de leigos católicos do mundo, e foi filmado em grande medida nas cidades de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina.

“Este documentário chega quando o mundo se dá conta de que um homem muito especial assumiu a liderança da Igreja Católica, e isto começa—mas não termina—com os seus gestos de humildade e atenção para com todos”, disse a respeito o Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, um dos produtores executivos.

“Entretanto, o público ainda desconhece numerosos detalhes da vida do Papa Francisco, o trabalho que realizou e as formas como defendeu aos que não têm voz e também os princípios católicos. Este documentário entra nessas histórias”.

O documentário começa com o momento no qual o novo Papa se encontra diante da multidão na Praça São Pedro em 13 de março, dia de sua eleição. Logo vai mostrando pouco a pouco as suas origens, o seu chamado vocacional, o seu amor por San Lorenzo de Almagro, o time de futebol do qual sempre foi torcedor, e sua estreita relação com os pobres de Buenos Aires, entre outras passagens de sua vida.

Também mostra como lutou corajosamente com a ditadura quando ele era o Provincial dos Jesuítas na Argentina, sua defesa dos mais pobres frente ao caos econômico e político ao início do século XXI.

Sobre este documentário, o Arcebispo de Los Ángeles nos Estados Unidos, Dom José Gómez, assinala que “todo mundo está falando do Papa Francisco. Todo este interesse é um sinal de que milhões em nossas sociedades secularizadas ainda buscam Deus, e ainda olham para a Igreja Católica para que lhes mostre o caminho. Este excelente documentário nos ajuda a ver nosso Papa mais claramente”.

“Apresenta um Papa que tem uma bela visão da felicidade humana e um Papa que está chamando à Igreja a um amor mais profundo por Jesus e a um novo desejo de atrair o próximo para Deus”, acrescenta.

O professor Guzmán Carriquiry, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, comentou que “Francisco: O Papa do Novo Mundo é uma excelente introdução à vida e ao pensamento de nosso Santo Padre. Através de suas próprias palavras e através das histórias daqueles que o conheceram bem e trabalharam muito próximos a ele, este documentário é um caminho que abre os olhos através de muitos eventos da vida de Jorge Mario Bergoglio”.

O documentário, indicou, “deixa claro por que este homem está tão bem qualificado e preparado para ter chegado a ser Papa. Qualquer um que queira entender melhor o Papa Francisco, deveria começar por ver esta produção”.

Mais informação: joseph.cullen@kofc.org

(Fonte: Agência Zenit)

Cardeal Bertone despede-se da Secretaria de Estado do Vaticano

Cardeal Tarcisio Bertone (foto Vid Gajšek; derivative work by Krepideia)

VATICANO, 15 Out. 13 / 12:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Esta manhã, durante um ato celebrado no Palácio Apostólico o Papa Francisco visitou o pessoal da Secretaria de Estado com ocasião do afastamento do Cardeal Tarcisio Bertone como Secretário de Estado, cargo que ocupará o Arcebispo Pietro Parolin, até agora Núncio Apostólico na Venezuela. O Prelado tomará posse de seu cargo em algumas semanas porque teve que submeter-se a uma operação que impediu de fazê-lo hoje.

“Neste momento -disse o Papa- é um sentimento de gratidão aquele que gostaria de partilhar com todos você”. “Vejo no senhor- prosseguiu dirigindo-se ao Cardeal Bertone- antes de tudo o filho de Dom Bosco. Todos somos marcados pela nossa história”.

“Pensando em seu longo serviço à Igreja, seja no ensino, como no ministério de bispo diocesano e no trabalho na Cúria, até o cargo de Secretário de Estado, parece-me que o fio condutor seja constituído pela própria vocação sacerdotal salesiana que o marcou desde a infância e que o levou a desenvolver todos os atributos recebidos, indistintamente, com profundo amor à Igreja, grande generosidade e com aquela típica mistura salesiana que une um sincero espírito de obediência e uma grande liberdade de iniciativa e de inventiva pessoal”.

O Pontífice destacou outro aspecto do serviço do Cardeal Bertone “a atitude de fidelidade incondicional e de absoluta lealdade a Pedro, característica distintiva do seu mandato como Secretário de Estado, tanto para Bento XVIquanto para mim nestes meses. Pude sentir em muitas ocasiões e lhe sou profundamente grato por isto”.

“Desejo enfim agradecer-lhe também pela coragem e paciência com a qual viveu as contrariedades que precisou enfrentar. São tantas.”, acrescentou Francisco, pondo como exemplo o sonho no qual Dom Bosco e seus jovens passeiam por um campo cheio de rosas que, pouco a pouco, vai brotando também os espinhos e sentem a tentação de sair dele até que a Virgem lhes convida a continuar e ao final, encontram-se, em um belíssimo jardim.

“O sonho queria representar o cansaço do educador, mas penso que se possa aplicar também a qualquer ministério de responsabilidade na Igreja. Caro Cardeal Bertone, neste momento gosto de pensar que, mesmo se houve espinhos, a Virgem Auxiliadora não deixou faltar a sua ajuda, e não deixará faltar no futuro: esteja certo, hein? O desejo que todos lhe temos é que Ela possa continuar a apreciar os tesouros que marcaram a sua vocação: a presença de Jesus Eucarístico, a assistência de Nossa Senhora, a amizade do Papa. Os três grandes amores de Dom Bosco: estes três”.

“E com estes pensamentos demos mesmo – in absentia – as mais cordiais boas vindas ao Secretário novo. Ele conhece muito bem a família da Secretaria de Estado, trabalhou lá por muitos anos, com paixão e competência e com aquela capacidade de diálogo e de trato humano que são suas características. Em certo modo, é como um ‘voltar à casa’”.

Ao final o Papa pediu ao pessoal da Secretaria de Estado que rezasse por ele e, continuando, o Cardeal Bertone pronunciou um breve discurso rememorando os seus sete anos de serviço à Santa Sé, primeiro com Bento XVI, de cujo pontificado lhe apaixonaram “o ver a Igreja compreender-se a si mesma profundamente como comunhão e, ao mesmo tempo ser capaz de falar com o mundo, ao coração e à inteligência de cada um com claridade de doutrina e com altitude de pensamento”.

Para o Cardeal, Bento XVI foi “um reformador das consciências e do clero. Seu pontificado se caracterizou por fortes projetos pastorais… sofreu profundamente pelos males que mancham o rosto da Igreja e por isso a dotou que uma nova legislação que ataque com decisão o vergonhoso fenômeno da pedofilia do clero, sem esquecer o começo de uma nova normativa em matéria econômico-administrativa”.

“Hoje vejo no Papa Francisco -disse o Cardeal- não tanto uma revolução, mas uma continuidade com o Papa Bento XVI, embora com diversidade de acentos e segmentos de vida pessoal… A escuta, a ternura, a misericórdia, a confiança são realidades maravilhosas que experimentei pessoalmente com o senhor… E não posso deixar de destacar duas coisas que reforçam esta continuidade: o dom do conselho espontâneo e inspirado, projetado para o futuro rico de memória e a comum e fervente devoção Mariana”.

Para o Cardeal Bertone “não há imagem mais bela que a dos Papas recolhidos em oração ante a Virgem de Fátima: em Fátima, no ano sacerdotal de 2010, o Papa Bento e, em Roma, ante a mesma imagem no Ano da Fé, o Papa Francisco para colocar toda a Igreja em estado de penitência e purificação”.

O Cardeal finalizou desejando a seu sucessor que possa “desfazer logo os nós que ainda impedem a Igreja de ser em Cristo, o coração do mundo, horizonte desejado e invocado incessantemente”.

(Fonte: ACI Digital)

Bebês aprendem já no útero materno

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino vai nos explicar um pouco mais sobre uma bela notícia que circula pela internet, na qual  um estudo recente realizado nos Estados Unidos, descobriu algo fantástico: bebês aprendem a reconhecer o próprio idioma ainda no útero da mãe.

Assista o comentário sobre a notícia:

 

Existem seres extraterrestres?

planets-and-galaxy-6703-400x250Algumas pessoas nos perguntam se existem ETs, seres de outros planetas ou galáxias. Este é um assunto que a Igreja não fala sobre e deixa para os cientistas da astrofísica e astronomia falarem do assunto. Já sabemos que em nosso sistema solar não há vida humana, nem mesmo vida animal e vegetal.

O Dr. Marcelo Gleiser, que é professor de física teórica no “Dartmouth College”, em Hanover (EUA), e autor de “Criação Imperfeita”. (Facebook: goo.gl/93dHI), escreveu recente matéria no jornal Folha de São Paulo (14/7/2013), intitulada “Sobre visitas de extraterrestres”, que esclarece um pouco o assunto, e mostra a dificuldade dos ETs, se existem, chegarem a nós. Ele pergunta: “Será razoável supor que tenham [os ETs] feito o esforço para chegar até aqui e se esconder como luzes nos céus?”.

Ele mostra que o grande desafio de viagens interestelares são as distâncias gigantescas, o que dificultaria um ET chegar até nós se ele fosse de outra galáxia, ou mesmo que fosse de nossa Via Láctea. Por quê?

O Sol está a aproximadamente oito minutos-luz da Terra; isto é, se alguém viajasse com a velocidade da luz (300.000 km/s), demoraria oito minutos para cobrir os 150 milhões de quilômetros que nos separa do Sol.

Para se chegar às estrelas mais próximas de nós, a constelação do Centauro, seria preciso viajar quatro anos na velocidade da luz. Com a espaçonave mais rápida que temos, que viaja a 50.000 km/h, demoraríamos cerca de 100 mil anos para chegar nas estrelas mais próximas de nós!

Seria, portanto, muito difícil que os ETs, se existissem, chegassem a nós. Einstein mostrou que é impossível alguém viajar na velocidade da luz. Os cientistas sérios nunca descobriram ETs que chegaram a nós. O Dr. Marcelo Gleiser diz que, em 1950, o físico Enrico Fermi “fez um cálculo  mostrando que, se inteligências capazes de viagens interestelares existem na nossa galáxia, teriam já tido tempo de sobra para colonizá-la. “Onde estão eles?”, perguntou-se.

O pesquisador, Dr. Fermi, colocou um Paradoxo: “nossa galáxia tem 10 bilhões de anos e 100.000 anos-luz de extensão. Vamos supor que uma inteligência surgiu em algum canto um milhão de anos antes da gente, o que é bem razoável, considerando que a galáxia tem 200 bilhões de estrelas e possivelmente trilhões de planetas e luas. Esses seres do planeta Yczykx têm espaçonaves que viajam a velocidades de 10% da velocidade da luz. Ou seja, em um milhão de anos, poderiam ter viajado de ponta a ponta da galáxia, incluindo várias passagens pela Terra. Se tivessem surgido não um, mas 10 milhões de anos atrás, poderiam ter colonizado a galáxia inteira. E certamente não nos contataram de forma direta e clara”. Isto mostra que dificilmente os ETs cheguem a nós caso existam. Portanto, até hoje não há confirmação da existência de ETs.

Dr. Gleiser diz que “das várias explicações para luzes estranhas nos céus, as mais plausíveis – fenômenos atmosféricos, balões de pesquisa etc.- , mesmo que menos dramáticas, são muito mais realistas”.

(Fonte: http://cleofas.com.br/existem-seres-extraterrestres/)

Atletas encontram força na certeza da fé

Judoca Dellan Monte, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô, acredita que fé e esporte são uma união de sucesso

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 10 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Dedicados na esperança daquilo que ainda não se vê, os atletas encontram força na certeza da fé.

O Esporte pode ser considerado como a dedicação na esperança daquilo que ainda não se vê, na busca por um sonho, vencendo os próprios limites em uma simples vitória ou no ápice de quebra de recordes. Sabendo disso, alguns atletas de alto nível e amadores buscam na Fé em Deus, que é a certeza daquilo que ainda não se vê, forças para alcançar sonhos e metas.

Existe no interior do ser humano o desejo de alcançar metas, sonhos e ir além do que se possa ver. O esporte é como um catalisador que potencializa tudo isso e, cada vez mais, com a ajuda da fé, vai formando campeões dentro e fora das quadras e campos. É isso mesmo, fé e esporte podem, sim, caminhar lado a lado, sabia? Pois fica ligado nessa. O corredor norte-americano Ryan Hall disse em uma entrevista durante as Olimpíadas de Londres: “Meu treinador é Deus”. Outro exemplo disso é a atleta Gabrielle Douglas, que entrou para história como a primeira ginasta negra a conquistar o título individual geral da ginástica rítmica em uma olimpíada. Quando ela conseguiu classificação para as finais, postou no twiiter: “Eu creio em Deus. Ele é o segredo do meu sucesso”.

O judoca Dellan Monte, brasileiro e católico, carrega muitos títulos na bagagem, como o de campeão pan-americano, bicampeão sul americano, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô. Ele também acredita que fé e esporte são uma união de sucesso. “Em tudo na minha vida boto Deus em primeiro lugar. Em minhas lutas, minhas batalhas, sempre ele está ao meu lado. E em toda viagem que faço levo um terço comigo”, afirmou o atleta.

Percebeu como Deus pode sim fazer diferença dentro do mundo do esporte? Se você ainda tiver dúvidas vai aqui uma novidade: durante os Jogos Olímpicos no Rio, missas em diversas línguas, momentos de oração e apoio espiritual serão preparados para os atletas e turistas. A missão da fé é incentivar e dar a consciência de que a vida é mais sagrada do que o ouro carregado no peito por uma conquista.

A Igreja Católica quer contribuir para que, cada vez mais, os atletas possam, na espiritualidade, encontrar força e refúgio aliados ao treinamento diário. O responsável por esta missão, dentro Vaticano, é o padre Kevin Lixey, secretário do setor “Igreja e Esporte” do Pontifício Conselho para os Leigos. Segundo ele, “o esporte se manifesta como um portador de significados que ultrapassa a mera prática esportiva, sendo capaz de interpretar a vida e contextualizá-la no mistério da pessoa humana”.

Em dias cada vez mais conectados ao sedentarismo, é belo ver como o esporte nos dá a certeza de que muitos jovens encontram nele força para viver, saindo das drogas e de realidades muito difíceis. Ver um ser humano crescendo em dignidade sempre valerá a pena e essa é a missão da fé dentro do esporte: fazer acreditar que é possível ser campeão dentro e fora das competições, que ser uma pessoa melhor antes de ser alguém que ganha títulos é o mais importante. Claro que se o ouro chegar vai ser ótimo, mas o essencial é saber que sempre haverá um amigo que te apoia na vitória ou derrota, nas lágrimas ou nos sorrisos, pois sua grande vitória fo,i quando ninguém esperava, pregado em uma cruz!

(Fonte: Agência Zenit)

Vietnã: mais de 60 líderes religiosos em campos de prisioneiros

Denúncia é da organização International Christian Concern (ICC)

ROMA, 09 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Entre pastores e outros líderes religiosos cristãos, são 63 os detidos em condições deploráveis ​​em quatro campos de prisioneiros do Vietnã. Suas penas variam de 5 a 18 anos. Eles estão sujeitos a trabalhos forçados de até 14 horas por dia e seu acesso a cuidados médicos é muito limitado. A denúncia foi enviada à agência Fides pela organização International Christian Concern (ICC), com sede em Washington, que monitora a liberdade religiosa e a situação dos cristãos no mundo.

“Quase todos os prisioneiros são membros de minorias étnicas dos altiplanos centrais do Vietnã. Os fiéis cristãos enfrentam um nível de discriminação e de opressão mais intenso em comparação com a maioria dos outros vietnamitas”, diz a denúncia.

O pe. Ambrose Nguyen Van Si, OFM, teólogo vietnamita e reitor do Colégio Internacional Santo Antônio, em Roma, entrevistado pela agência Fides, diz acreditar que os números e os conteúdos do relatório do ICC “são perfeitamente verossímeis”:

“A situação é esta: ainda existem claras limitações e restrições da liberdade de expressão e de consciência: quem tem opiniões diferentes das do governo é penalizado e às vezes severamente punido. Isso é lamentável, especialmente porque acontecem prisões arbitrárias de jovens que defendem os direitos humanos. Quem paga são os membros das minorias étnicas, conhecidos coletivamente como ‘o povo das montanhas’, que são considerados uma ameaça à estabilidade nacional. Na maioria, eles são cristãos protestantes. Eu espero mais atenção a esses irmãos e irmãs que sofrem e rezam”, diz o padre.

De acordo com o relatório do ICC, a vigilância do governo sobre as instituições religiosas é particularmente ferrenha nos altiplanos. Alguns dos 63 prisioneiros provavelmente estão encarcerados desde 2004, quando as autoridades vietnamitas iniciaram uma dura repressão aos protestos motivados pelo confisco ilegal de terras e pela opressão religiosa. Na província de Binh Phuoc, as autoridades locais ainda tentam desmantelar 116 capelas construídas pelos fiéis do grupo étnico Stieng. As estruturas pertencem à Igreja Evangélica do Vietnã do Sul, oficialmente registrada no país. As autoridades vietnamitas temem o surgimento, entre as minorias, de um movimento separatista.

Nos últimos anos, entre as pessoas presas por “ameaças à segurança nacional” ou por “atividades ilegais”, centenas são cristãos protestantes, mas também há seguidores do pouco conhecido grupo católico Ha Mon, que venera a Virgem Maria, embora não esteja regularmente incluído na Igreja Católica local.

(Fonte:Fides)

Tem início a Semana Nacional da Vida

SNV1Para a Igreja do Brasil, a primeira semana do mês de outubro é momento de celebrar e refletir sobre o valor da vida. Em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi instituída a Semana Nacional da Vida (SNV), a ser realizada de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os regionais da CNBB e dioceses de todo país desenvolvem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.

Todos os anos, a SNV propõe um tema de estudo. Este ano, as reflexões ocorrem em torno do tema: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. As dioceses são convidadas a desenvolver atividades, com foco no direito à vida e à preservação da dignidade humana.

De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF),  dom João Carlos Petrini, a SNV “é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana” que, para o bispo, é “um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama”.

SNV subsidioPara colaborar com as atividades pelo Brasil, a CEPVF e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013, que este ano, em sua 3ª edição, tem como tema central: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. De acordo com o assessor da CEPVF, padre Rafael Fornasier, o tema “está na esteira das celebrações do Ano da Fé e da Semana Nacional da Família, cuja proposta se fundamenta na missão de toda Igreja visando a Nova Evangelização e a transmissão da fé em nossas famílias, comunidades e na sociedade, como aponta a nova Encíclica Lumen fidei (Luz da fé).”

SNV foto2Muitas atividades ocorrem pelo Brasil durante a SNV. A arquidiocese de Olinda e Recife, por exemplo, promoverá, no dia 6 de outubro, a 7ª edição da Caminhada em Defesa da Vida. Evento que, em 2012, reuniu cerca de 170 mil pessoas na Avenida Boa Viagem, situada na Zona Sul do Recife. O ato unirá fiéis das 19 cidades que compõem a arquidiocese, além de participantes das nove dioceses locais. Dias de reflexão, Vigília de Oração pela Vida e Celebração pelo Dia do Nascituro são as atividades previstas para as 112 paróquias da arquidiocese.

O Rio de Janeiro também prepara uma mobilização para o período. No próximo dia 5, será realizada a primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na cidade, com concentração às 9h, na Candelária, e em direção à Cinelândia. A caminhada, coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – Brasil sem Aborto, será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos.

O presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, dom Antônio Augusto Duarte, destacou que a marcha evidencia o compromisso da Igreja em defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. “Será uma Marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida”, afirmou.

Coleta de assinaturas

dompetriniiiiEm carta enviada aos bispos e arcebispos do Brasil, dom João Carlos Petrini, pede para que atividades públicas, e também no âmbito da comunidade, sejam realizadas para coletar assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem a alteração da lei 12845/2013, que visa atendimento obrigatório a vítimas de violência sexual, mas que obriga também a administração da pílula do dia seguinte (pílula abortiva).

“A vida é um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama. Trata-se de um dom inegociável tanto no mercado quanto nos Parlamentos”, afirmou o presidente da CEPVF.

Logo após a SNV, no dia 8, acontece o Dia do Nascituro, data que celebra os direitos à proteção da vida e da saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio, do novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. Junto à SNV, o Dia do nascituro fecha o período que objetiva suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Assista o vídeo de dom Petrini sobre a Semana Nacional da Vida, clicando aqui.

(Fonte: CNBB)

Iraque: Cristãos temem ser atacados, denuncia D. Louis Sako

O Patriarca da Igreja Caldeia, D. Louis Sako, denuncia a existência de um clima de tensão e insegurança

ROMA, 09 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Patriarca da Igreja Caldeia, D. Louis Sako, denuncia a existência de um clima de “tensão e insegurança” entre a comunidade cristã no Iraque.

Em declarações exclusivas à Fundação AIS, o antigo Arcebispo de Kirkuk diz mesmo que “os Cristãos temem ser atacados”.

No Iraque – diz – “a situação deteriorou-se, há falta de segurança. Morrem pessoas em explosões, as casas são destruídas. Mesmo que este seja um conflito entre sunitas e xiitas, os cristãos temem ser atacados. Alguns deixaram o país, outros ficam e estão à espera”.

Para o Patriarca, este não é um problema do Iraque mas sim de toda a região. “No Iraque, na Síria, e até mesmo no Líbano e na Jordânia, há um sentimento de tensão e insegurança. O fundamentalismo crescente é um desafio.”

O problema estende-se aos refugiados. D. Louis Sako visitou campos de refugiados na Turquia e no Líbano. Os Cristãos sentem “insegurança e falta de perspectivas. Não sabem para onde devem ir”.

Dada a situação de paralisia em que se encontra o país, a Igreja tem procurado auxiliar as famílias que estão em maiores dificuldades.

Na capital iraquiana, Bagdade, o próprio edifício do seminário foi dividido em apartamentos que foram “disponibilizados para famílias carentes ou para jovens casais que desejem casar, de modo a poderem ficar” no país.

Evitar o êxodo maciço dos Cristãos tem sido, aliás, uma das batalhas do Patriarca da Igreja Caldeia. “Os Estados ocidentais não devem encorajar os cristãos a abandonar a região. Em vez disso, podem ajudar com projectos para que as pessoas fiquem, pelo menos nas aldeias.”

Para Louis Sako, que recentemente visitou 40 aldeias no norte do Iraque, “as pessoas conformam-se com pouco: medicamentos, creches, sementes, meios de transporte, postos de trabalho”. Precisam é de ajuda. Urgente.

(Fonte: Agência Zenit)

Um pouco de New Age (Parte I)

A Nova Era como neo-gnosticismo: auto-salvação de baixo para cima

Por Sandro Leoni

ROMA, 08 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Nova Era, ou New Age, é um fenômeno contemporâneo, de invenção “laica”, que copiou a ideia de São Pedro: foi ele o primeiro a dizer que os cristãos esperam “novos céus e nova terra”, aludindo à palingênese do cosmo na segunda vinda de Jesus Cristo. Mas, sendo laica, a New Age deturpou-lhe tanto o propósito, que para nós é a vida eterna na glória de Deus e para ela é um progresso indefinido na terra, quanto a causa, que para nós é Deus e para ela são as estrelas: o motor do seu mecanismo seria a astrologia, a passagem da constelação de Peixes para a de Aquário.

Esta ideologia, que remonta à revolução estudantil de 1968, diferentemente da seita que acredita numa mensagem de salvação que vem de cima, confia a “redenção” dos indivíduos ao agir pessoal e a ideias particulares. É um neo-gnosticismo: a gnose, presente desde os tempos apostólicos, confia à mente, ao seja, ao próprio homem, o caminho da salvação, uma salvação que é concebida como iluminação, emancipação, desenvolvimento de potencialidades interiores, autodivinização (“nós somos Deus”, declarou a atriz Shirley MacLaine, adepta e divulgadora).

A New Age (que, após o fracasso das suas promessas sociais, evoluiu para uma “Next Age”, apontando para o “Yes, we can”) não é uma doutrina, uma ideologia, não tem uma estrutura organizada com ativistas, centros específicos, etc… Ela é uma “atmosfera”, um “clima”, uma tensão emocional, alimentada por várias redes que desembocam nela como em um lago. Alguns dos “afluentes” estão presentes desde sempre como um problema pastoral para a Igreja. Astrologia, magia, espiritismo (reciclado como channeling) formam a sua espinha dorsal, mas a “salada” (sim, esta é uma das definições!) é formada ainda por terapias alternativas, medicina holística, a chamada nova música, uma nova política, a crença em “energias sutis” que devemos aprender a canalizar ou evitar, a crença na reencarnação, a existência de chacras que canalizam as energias do cosmo, a pranoteapia, o reiki, a energia terapêutica e formativa das pedras, os florais de Bach e uma longa lista de outros elementos… Em resumo, o sincretismo é o padrão da Nova Era.

(Fonte: Agência Zenit)

Cariocas vão às ruas contra o aborto

O sucesso da 1ª Caminhada pela Vida e contra o Aborto no Rio de Janeiro

Por Alexandre Varela

RIO DE JANEIRO, 07 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Este foi um foi um final de semana histórico para a luta contra o aborto no Brasil. Milhares de pessoas foram às ruas em todo o país para gritar bem alto que não querem a legalização do aborto.

As Caminhadas pela Vida aconteceram no Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro, Cascavel, Belém, São José dos Campos e Osasco.  A grande questão em jogo era a luta pela aprovação do Estatuto do Nascituro (Projeto de Lei 478/2007) que, entre outras coisas, reconhece que a lei deve proteger a vida, desde a sua concepção.   A coordenação dos eventos é do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto (www.brasilsemaborto.com.br) – movimento supra-partidário e supra-religioso.

Na manhã do sábado, dia 5/10, foi a primeira vez do Rio de Janeiro.  E com o apoio de católicos, espíritas e evangélicos, ao menos 2.000 pessoas se concentraram em frente a Igreja da Candelária.  Não foi um número comparável às gigantescas caminhadas do nordeste, que chegam a ter mais de 50.000 pessoas, mas foi um bom começo.  Esse foi o maior público reunido pela causa até hoje, na cidade.

Os participantes marcharam pela Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, com faixas e cartazes pedindo respeito pela vida e protestando contra a chamada “cultura de morte” que vem sendo cada vez mais difundida, principalmente pelos meios de comunicação em massa.  A manifestação terminou no Largo da Carioca, onde várias personalidades discursaram e contaram suas experiências na luta contra o aborto, entre elas a cantora Elba Ramalho, a atriz Cassia Kiss, a deputada estadual Myrian Rios e o também deputado estadual Marcio Pacheco.  A caminhada também contou com a presença de autoridades de várias denominações religiosas.  Destaque para Dom Orani, que mostrou o total empenho da Arquidiocese do Rio de Janeiro com a causa e reforçou que todos os católicos precisam lembrar que a Vida é um grande presente de Deus.

Ao final do evento, o ex-deputado Luiz Bassuma, um dos autores do Estatuto do Nascituro, apresentou a todos a importância da lei e, em entrevista exclusiva ao site ocatequista.com.br, conclamou todos os cidadãos do país a irem as ruas para defender a vida: “a cada segundo uma criança é assassinada no mundo, pelo aborto.  São mais de 40 milhões por ano.  Não dá pra ficar acomodado em casa.  Porque quando se organiza um evento como esse, todo mundo fica sabendo, principalmente os poderosos, que começam a pensar duas vezes antes de tomar um caminho a favor do aborto”.

Foi um belo começo para o Rio de Janeiro. Que venham as próximas caminhadas!

Alexandre Varela é catequista de Crisma e editor do site O Catequista.

(Fonte: Agência Zenit)

Pelo direito à vida, existem também essas armas: papel e caneta

Devemos recordar a existência da Convenção Americana de Direitos Humanos, ou Pacto de São José da Costa Rica

Por Igor Rafael Oliveira Carneiro

JOãO PESSOA, 02 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Em tempos em que se instaura, à força da mídia e da politicagem, uma cultura de morte em nossa sociedade, a cristandade fica como que de mãos atadas. Ao se deparar com projetos de lei em que se pretende descriminalizar realidades como aborto e eutanásia e, se não bastasse, ao já ter se deparado com juízes de uma Suprema Corte de Justiça considerando fetos, ou ainda mais, bebês anencéfalos, como coisa, já que não é pessoa, só se pode ficar assustado ou apreensivo com o que ainda pode acontecer.

Acontece que, ao contrário do que se pode imaginar, existem várias armas com as quais um cristão pode lutar na defesa da vida, já que as autoridades não levam em conta a opinião da grande maioria da população cristã que é contra tudo isso. Uma delas é que devemos recordar a existência de normas e exigir que sejam cumpridas, mas, tanto os governantes, quanto os juízes do Supremo Tribunal Federal, supõe-se que propositadamente, ignoram as suas disposições. Trata-se da Convenção Americana de Direitos Humanos, ou Pacto de São José da Costa Rica.

Acerca do que é pessoa, que foi tanto debatido no julgamento do ADPF nº 54, no qual o STF tornou legal a “interrupção da gravidez” em caso de feto anencéfalo, diz no ponto 2 do artigo 1º do tratado supracitado: “Para efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano”. Ora, se fosse levado em conta, impossível seria dar prosseguimento ao julgamento do caso, porque para deixar de considerar pessoa o feto anencéfalo, teria de se dizê-lo como outra coisa que não um ser humano, que não tem código genético de ser humano, isto é, alguma aberração da natureza.

A respeito do direito à vida, consta no artigo 4º do mesmo tratado, em seu ponto 1: “Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.” Não se sabe de que exceção se deduz do oposto ao que não for “em geral”, mas conclui-se que, segundo o tratado, a vida de uma pessoa deve ser protegida, desde o momento da sua concepção.

No citado julgamento, por exemplo, em hora alguma, falou-se do tratado. Por outro lado, em outra ocasião, o mesmo tratado fez com que uma disposição constitucional, isto é, parte do inciso LXVII do art. 5º da Constituição Federal como inválido no ordenamento jurídico, o que trata da prisão do depositário infiel. Isto é, deu-se, nesta ocasião, ao Tratado de São José da Costa Rica, status de emenda constitucional. E é o que aconteceu: neste caso, para que houvesse respeito aos direitos humanos, foi considerada uma norma da constituição como “aconvencional” e, portanto, deveria ser invalidada.

Em virtude do exposto, pergunta-se: Por que não se falou do Tratado de São José da Costa Rica no caso do julgamento dos anencéfalos? – A pergunta tem caráter retórico, já que um conjunto de provas se requer para respondê-la. Entretanto, de todo exposto vê-se que também há uma arma com que se combater, além das normalmente utilizadas e válidas, como ir para as ruas protestar. Trata-se de requerer por meio do diálogo democrático também o que lhe é de direito, como ser humano, pelo próprio direito, isto a quem puder fazê-lo.

Fontes:

http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/sanjose.htm

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=100258

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=116379

Médico italiano entrega ao Papa Francisco instrumentos com os quais praticou abortos

Antônio Oriente. Foto: Facebook pessoal

ROMA, 27 Set. 13 / 04:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- A história da conversão de Antônio Oriente, atual vice-presidente da Associação Italiana de Ginecologistas e Obstetras Católicos (AIGOC) comove aqueles que a conhecem. Faz uns dias, teve a oportunidade de cumprimentar rapidamente o Papa Francisco e lhe entregou os instrumentos cirúrgicos que usou por anos para praticar abortos.

Em declarações ao Grupo ACI, o médico narrou a sua história. Por vários anos Oriente praticou abortos por dinheiro. Provinha de uma família pobre e para ele, o êxito era “avançar” em sua carreira e subir de classe social.

Sua história começou a mudar depois do seu casamento com Maria Carmela, uma pediatra que amava as crianças. Passaram os anos e não podiam conceber um filho, enquanto Oriente continuava -como ele diz- “matando os filhos dos outros”.

Todos os dias quando voltava para casa, o médico encontrava a sua esposa chorando. Uma noite decidiu ficar até tarde no seu consultório porque “estava destruído, e não podia voltar assim para a minha casa”.

Naquela madrugada, um casal de esposos bateu na porta do consultório pensando que o médico estava passando por algum problema.

O casal escutou a sua história de dor e o convidou para participar de um encontro de oração para conseguir um pouco de paz.

“Depois disso –afirma Oriente-, comecei a conhecer um Deus diferente ao que eu conhecia, porque antes o cristianismo parecia para mim uma obrigação e eu o odiava. Este Deus era misericordioso e me dizia: ‘abre-te a mim, abandona todo o teu sofrimento’”.

“Um dia sentado diante do crucifixo escrevi uma carta ao Senhor, o que eu chamo de um testamento espiritual: Nunca mais a morte até a morte. Que classe de filho sou eu que assassino os filhos dos outros? Abandono a cultura da morte e abraço a vida“.

Antônio e a sua esposa começaram a levar uma vida de católicos comprometidos e pouco tempo depois, depois de vários anos de tentativas frustradas, Maria Carmela ficou grávida.

“Com esta gravidez milagrosa, o doente deixou de ser para mim um pedaço de carne e converteu-se em um pedaço da carne do Cristo ao que tinha o privilégio de tocar com minhas mãos, e desde esse dia, dediquei totalmente a minha vida a Cristo e à luta da vida”, adicionou.

No dia 20 de setembro deste ano, Oriente pôde estar perto do Papa Francisco na audiência privada que o Pontífice concedeu aos participantes da Conferência Internacional Mater Care que se celebrou em Roma.

Antônio não fazia parte da delegação de ginecologistas que cumprimentaria o Santo Padre. Sem audiência reservada nem inscrição feita, Oriente decidiu viajar a Roma para participar da Conferência.

Horas antes de tomar o seu voo, passou pelo seu consultório e “como um robô”, conforme explica, dirigiu-se à cadeira dos pacientes para olhar debaixo dela. Encontrou aí uma imagem de 1999 da Virgem de Luján, a padroeira da Argentina, país natal do Papa Francisco.

Nesse instante, Oriente compreendeu que devia levar a imagem consigo e voar com mais decisão que nunca até Roma.

“Ao chegar à Sé de Pedro –conta-, encontrei-me com um Bispo, disse-lhe que percorri 800 quilômetros até chegar ali e que trazia comigo as ferramentas doaborto para deixa-las diante do Papa. A Virgem esteve comigo”.

O médico atribui a imagem da Virgem de Luján a uma paciente argentina que faz muitos anos deve ter deixado lá. A mulher pedia um aborto, mas ele a dissuadiu e hoje em dia “é profundamente feliz com o seu filho”.

No seu rápido encontro com o Papa lhe disse: “Santo Padre eu já não faço mais abortos, estou a favor da vida, queria uma bênção para os médicos que querem fazer uma equipe de saúde a favor da vida”.

O ginecologista lhe entregou nesse instante uma bolsa com o material cirúrgico, ao que o Papa respondeu –conforme relata Oriente-: “Esta noite farei uma oração. Isto, tenho que levar comigo para o meu quarto na Santa Marta”. Depois, lhe impôs as suas mãos e lhe disse: “Você está abençoado e lute pela vida”.

Oriente explica que com este gesto, “os instrumentos da morte foram abandonados aos pés do sucessor de Pedro na Terra, tal e como a morte fica aos pés de Jesus a favor da vida”.

(Fonte: ACI Digital)

China: Ordenados seis sacerdotes que oferecem sacrifício e dedicação até o martírio

Foto referencial.

ROMA, 30 Set. 13 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na Diocese de Yong Nian, na China, ordenaram-se seis novos sacerdotes, que confirmaram estar dispostos a sacrificar-se e dedicar-se ao seu ministério inclusive até o martírio.

Conforme informou a agência vaticana Fides, a ordenação se realizou em 21 de setembro, festa do apóstolo São Mateus, presidida pelo Bispo de Yong Nian, Dom Yang Xiang Tai, enquanto o Bispo Coadjutor Sun Ji Gen celebrou aEucaristia, concelebrada por 85 sacerdotes.

Durante a homilia, o sacerdote Zheng Rui Ping assinalou que esta ordenação sacerdotal tem um significado especial por realizar-se durante o Ano da Fé.

Três dos novos sacerdotes são do mesmo vilarejo, pela primeira vez na história da diocese que isso acontece. Um destes é filho único.

Durante a Missa também se explicou que o significado dos bordados das vestes dos novos presbíteros é recordar que os sacerdotes devem estar sempre preparados, inclusive a derramar seu sangue pela Igreja de Cristo.

A diocese de Young Nian conta com 150 mil fiéis e, desde 21 de setembro, um total de 85 sacerdotes.

(Fonte: ACI Digital)

Dois anos e meio de prisão por converter-se de muçulmano a cristão

Foto: Wikimedia Commons / Sitomon (CC BY-SEA 2.0)

ROMA, 27 Set. 13 / 01:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um homem marroquino foi condenado pelo Tribunal de Primeira Instância de Taunat, no centro do Marrocos, a dois anos e meio de prisão por abandonar a religião muçulmana, converter-se e tentar evangelizar um menor.

Conforme informa a agência EFE, o homem de trinta anos de idade foi detido em 28 de agosto pelas autoridades locais, que lhe confiscaram livros, revistas e CDs com material de evangelização.

O presidente da seção da Associação Marroquina de Direitos humanos (AMDH) na região de Fez-Taunat, Mohamed Ulad Ayad, explicou que o jovem Mohamed el Baladi foi condenado por “converter-se à religião cristã e quebrantar a fé de um muçulmano” ao tentar convencer um menor de converter-se ao cristianismo.

Ulad Ayad acrescentou que o condenado, que trabalha de vendedor ambulante, confessou diante do juiz que se converteu ao cristianismo.

O representante da AMDH qualificou o julgamento de “uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos” e acrescentou que a associação contempla contatar à família do condenado para apelar o veredicto.

A evangelização está proibida no Marrocos, país onde o Islã é a religião oficial do Estado, e é castigado com penas de entre 6 meses e três anos de prisão e uma multa de 500 dirhams (60 dólares).

No caso dos estrangeiros (geralmente protestantes) que tentam evangelizar os muçulmanos, o governo marroquino costuma expulsá-los do seu território.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa reitera o seu chamado a rezar pela paz na Síria e no Oriente Médio

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 30 Set. 13 / 08:02 am (ACI/EWTN Noticias).- Nas palavras que pronunciou antes da oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco reiterou o seu chamado à oração pela paz na Síria e no Oriente Médio, ao saudar a sua Beatitude Youhanna X, patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente.

“Dirijo uma saudação particular ao meu Irmão Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente. A sua presença nos convida a rezar uma vez mais pela paz na Síria e no Oriente Médio”, disse o Santo Padre.

(Fonte: ACI Digital)

Paz e alegria são sinais da presença de Deus na Igreja

As palavras do Papa Francisco na homilia na Santa Marta

CIDADE DO VATICANO, 30 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A paz e a alegria são o sinal da presença de Deus na Igreja: foi o que disse o Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta, comentando as leituras do dia.

Os discípulos estavam entusiasmados, faziam programas, projetos para o futuro sobre a organização da Igreja nascente, discutiam quem fosse o mais importante. Mas Jesus – explica o Papa – os surpreende, transferindo o centro da discussão para as crianças: “Quem entre vós é o menor de todos, este é o maior”:

“O futuro de um povo está justamente aqui, nos idosos e nas crianças. Um povo que não cuida deles não tem futuro, porque não terá memória e não terá promessa! E quanto é comum deixá-los de lado. As crianças são tranquilizadas com uma bala, com um brinquedo. E os idosos são impedidos de falar, ignorando seus conselhos …”. 

E os discípulos, destacou o Papa, não entendiam:

“Eu entendo que os discípulos queriam a eficácia, queriam que a Igreja prosseguisse sem problemas. E isso pode se tornar uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo no lugar, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja, assim, não funcionará: será a Igreja da luta pelo poder, do ciúme entre os batizados e tantas outras coisas quando faltam memória e promessa”.

Portanto, a “vitalidade da Igreja” não está nos documentos e nas reuniões “para planejar e fazer bem as coisas”: trata-se de realidade necessárias, mas não são “o sinal da presença de Deus”:

“O sinal da presença de Deus é este, como disse o Senhor: ‘Velhos e velhas se sentarão nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala na mão por sua longevidade. E as praças da cidade estarão repletas de meninos e meninas brincando. Brincadeira nos faz pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E esses idosos, sentados com a bengala na mão, tranquilos, nos fazem pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja!”.

Fonte: Rádio Vaticano

Talvez o único “problema” do Papa Bento tenha sido a sua opção de fazer o bem em silêncio

Pe. Hélio Luciano responde a várias questões sobre fé e Igreja

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 30 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Ultimamente a edição portuguesa de ZENIT tem recebido várias perguntas que abrangem os mais variados temas de fé e de Igreja.

Para respondê-las pedimos ajuda ao Pe. Hélio Luciano, mestre em bioética pela Universidade de Navarra, mestre em Teologia Moral pela Pontificia Universidade Santa Cruz em Roma e membro da comissão de bioética da CNBB, que se dispôs com muito carinho a responder as perguntas selecionadas.

Publicamos a primeira parte sexta-feira, 27 de Setembro. A terceira parte será publicada na quarta-feira, 2 de Outubro.

Acompanhe abaixo duas perguntas sobre os motivos da renúncia do Papa Bento e a relação do Papa Francisco com Leonardo Boff e Frei Betto.

***

ZENIT: Ouve-se dizer em alguns lugares que o Papa Bento foi obrigado a sair porque encobriu muitas falcatruas de alguns padres e cardeais. É isso mesmo?

Pe. Hélio: Muitos conhecem profundamente os méritos e a humildade do Papa Bento, mas creio que à grande maioria das pessoas, tais méritos só serão conhecidos no céu – ainda bem que devemos acumular tesouros para o céu e não para este mundo.

O Papa Bento foi quem começou reformas profundas na cúria romana – evitando carreirismos – e na Igreja. Um exemplo claro – ainda antes de ser eleito Papa – foi de exigir a denúncia de sacerdotes pedófilos às autoridades civis de cada País, evitando que tais crimes pudessem ser encobertos por bispos ou autoridades eclesiásticas.

Talvez o único “problema” do Papa Bento tenha sido a comunicação. Ele nunca investiu em marketing. Talvez se tivesse anunciado a quatro ventos o bem que fazia e as atitudes que tomava, tivesse sido melhor compreendido. Sua opção foi de fazer o bem em silêncio, repito, construindo seu tesouro em Deus e não para os homens. Alguns serviços de comunicação internacional, não tendo notícias reais sobre o que fazia o Papa, decidiram criar notícias para encher o espaço destinado à Igreja. Não faltaram também homens de igreja – na sua grande maioria carreiristas – insatisfeitos com algumas mudanças, que alimentaram este mal estar midiático.

A grandeza do Papa Bento talvez tenha se manifestado em toda a sua profundidade na coragem da sua renúncia e no silêncio profundo desde a eleição do Papa Francisco.

ZENIT: É verdade que o frei Beto e o Leonardo Boff foram perseguidos injustamente pela Igreja, porque eles defendem a verdadeira opção pelos pobres?

Pe. Hélio: Fico impressionado como muitas vezes no Brasil – dentro e fora da Igreja – são bem vistos aqueles que se rebelam, que atacam ao Magistério e que tentam dividir a Igreja de Cristo. Talvez faça parte da atual crise de autoridade que vivemos – é melhor aquele que ataca do que aquele que obedece. Será que somos tão cegos? Poderíamos entender se considerássemos a Igreja de um modo simplesmente humano – ainda assim seria uma grande ousadia, ou soberba, mas se poderia entender. Se uma instituição humana de dois mil anos tivesse se perdido e viesse um “iluminado” para dizer como retomar o caminho, este deveria ser muito “iluminado” ou muito soberbo.

Porém sabemos que a Igreja não é uma simples instituição humana. Possui o Espírito Santo que a ilumina e ajuda a ser fiel àquilo que Cristo lhe confiou. Por isso a obediência, que não é obscurantismo, pois não se trata de uma obediência cega, mas sim de uma obediência inteligente, que pode argumentar, propor, questionar. Mas a partir de um momento, ou abaixamos a cabeça afirmando nossa fidelidade a Cristo através da Igreja que Ele mesmo quis, ou nos rebelamos e desligamos da Igreja, acreditando que o Espírito Santo nos ilumina mais a nós individualmente do que à sua Igreja.

Isso não significa dizer que não houve ou não há erros dentro da Igreja – claro que existem. Mas sim que o modo de solucioná-los é a perseverança e humildade dos santos e não a soberba e arrogância de palanques. Quantos santos sofreram e foram fieis?

Quanto à opção preferencial pelos pobres é algo que sim deve ser visto. Mas podemos nos perguntar – onde tal modelo proposto foi implantado não teria aumentado ainda mais o sofrimento, a desilusão e a falta de esperança?

Talvez Deus tenha permitido tais problemas para realmente chamar nossa atenção para aqueles que necessitam de ajuda material – não podemos falar de conversão a quem morre de fome – mas a solução deve se dar dentro da Igreja, em comunhão e humildade.

(Fonte: Agência Zenit)

Bento XVI poderia participar da canonização de João Paulo II e João XXIII

VATICANO, 30 Set. 13 / 12:46 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, anunciou nesta manhã que o Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, poderia participar da cerimônia de canonização dos Beatos João Paulo II e João XXIII, que presidirá o Papa Francisco no próximo dia 27 de abril, o segundo domingo depois da Páscoa, festa da Divina Misericórdia.

Durante a conferência de imprensa celebrada hoje no Vaticano, o Pe. Lombardi indicou que não está excluída a participação do Bispo Emérito de Roma, porque “não há motivo legal ou doutrinal pelo qual Bento XVI não possa participar de uma cerimônia pública”.

O Pe. Lombardi explicou que o Papa Francisco escolheu a data de 27 de abril devido à devoção de João Paulo II pela Divina Misericórdia e porque sua beatificação também se realizou na mesma festa, que em 2011 caiu no dia 1º de maio.

Além disso, expressou que se espera a participação de um grande número de peregrinos, já que “ao ser o segundo domingo depois Páscoa será a melhor ocasião do ano para que os peregrinos que queiram possam chegar a Roma”.

“Na entrevista no voo do Rio, o Papa teve umas palavras espontâneas e simpáticas sobre ambos os Papas, e definiu João Paulo II como um grande missionário como São Paulo, e disse que celebrar ao mesmo tempo estas canonizações deve ser um sinal para a Igreja de apreciar a santidade destes papas testemunhas dos nossos tempos ligados de diferentes maneiras ao Concílio Vaticano II”, concluiu o Pe. Lombardi.

Seria uma cerimônia de canonização sem precedentes para a Igreja: o Papa Francisco; que estaria acompanhado de seu antecessor, Bento XVI; canonizará ao iniciador do Concílio Vaticano II, o Beato João XXIII; e ao amado Beato João Paulo II, o chamado Papa peregrino.

(Fonte: ACI Digital)

Toda a América Latina tem feito um grande esforço na formação e criação de Institutos da Família

Balanço do 2º Encontro Nacional das Assessorias de formação da Pastoral Familiar da CNBB

Por Redacao

BRASíLIA, 25 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Publicamos a seguir o balanço do 2º Encontro Nacional das Assessorias de formação da Pastoral Familiar enviado hoje a ZENIT pelo casal Raimundo (mais conhecido como Tico) e sua esposa Vera Lúcia, casal coordenador da comissão Nacional da Pastoral Familiar.

***

O 2º. Encontro Nacional das Assessorias de Formação da Pastoral Familiar, realizado nas dependências do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família (Salvador), nos dias 21 e 22 de setembro/2013, teve como objetivos: a) promover a unidade e a comunhão nos serviços de formação de agentes para a Pastoral Familiar, valorizando a diversidade das experiências existentes;  b) reforçar a importância e a necessidade da formação sistemática de agentes para a Pastoral Familiar, oferecida pela CNPF, através do INAPAF.

Conduzido pelo casal Tico e Vera, coordenadores da Comissão Nacional de Pastoral Familiar – CNPF, juntamente com os assessores pedagógicos do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar – INAPAF, esse encontro contou com o incondicional apoio do Presidente da Comissão Episcopal Pastoral – CEPVF, Dom João Carlos Petrini e do seu Assessor para o setor Vida, Padre Rafael Fornasier, acolhendo coordenadores de Pastoral Familiar e representantes dos Núcleos de Formação e Espiritualidade de diversos regionais da CNBB. Com a graça de Deus pode-se proclamar que esse encontro transcorreu em clima de paz e de serenidade e que os assuntos ali expostos, apreciados e discutidos foram esclarecedores e enriquecedores, servindo para otimizar a formação de agentes da Pastoral Familiar.

Concretamente, foi apresentada aos presentes uma proposta de GUIA DO AGENTE, com orientações práticas sobre a formação sistemática oferecida pelo INAPAF através das modalidades de Cursos: Presenciais, Semi-presenciais e à Distância. Na oportunidade, foi sugerido que a proposta do referido Guia fosse enviada para os demais casais regionais (nem todos se fizeram presentes), como forma de participação mais ampliada da apreciação do ali contido e, se for o caso, apresentação de sugestões.

Destaque se deve à abertura dos trabalhos no domingo, feita por Dom Petrini que, com serenidade e autoridade, parabenizou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo INAPAF, enfatizando a importância da formação centrada no magistério da Igreja e pensada de uma maneira mais positiva e adequada à realidade, numa linguagem mais atualizada e mais  focada no anúncio da grandeza do amor gratuito vivido como dom de si mesmo, o que tem sido uma raridade dentro da igreja e da própria família. Alertou, ainda, sobre a necessidade do INAPAF fortalecer e expandir seu trabalho, estando atento às necessidades atuais de inovações. Na oportunidade, Dom Petrini informou, também, que toda a América Latina tem feito um grande esforço na formação e criação de Institutos da Família, estabelecendo uma rede de Institutos ligadas ao Pontifício Instituto da Família, em Roma, como forma de incentivar estudos mais aprofundados sobre o matrimônio e a família na sociedade contemporânea.

Encerrando o encontro foi aprovada uma carta de recomendações, onde os participantes se propuseram, entre outras, a envidar todos os esforços para criar e manter, entre as equipes de formação da Pastoral Familiar no Brasil, a unidade pedida pelo próprio  Jesus Cristo no evangelho de João,  “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti…”, (Jo 17, 21), animando, criando e implantando os Núcleos de Formação e Espiritualidade em todos os regionais da CNBB e  estendendo-o às (arqui) Dioceses e Paróquias do Brasil.

Na expectativa de que esse encontro gere os frutos almejados, a Comissão Nacional de Pastoral Familiar, juntamente com a equipe nacional de assessoria pedagógica agradece a Deus pelas graças alcançadas e a todos os participantes que confiaram e abraçaram a proposta do encontro.

(Fonte: Agência Zenit)

Terroristas muçulmanos no Quênia perguntavam para os reféns se eram cristãos e os matavam, relata sobrevivente

Foto: Grupo ACI

NAIROBI, 25 Set. 13 / 11:15 am (ACI/EWTN Noticias).- Uma dos reféns sobreviventes ao cerco, por terroristas islâmicos, a um dos principais Shoppings em Nairóbi (Quênia), assinalou que os terroristas perguntavam aos reféns “se eram cristãos ou muçulmanos e os matavam”.

Em 21 de setembro, ao redor de 10 homens armados cercaram o centro comercial Westgate. O grupo extremista islâmico Al Shabaab assumiu a autoria do ataque, como represália pelo desdobramento militar do Quênia na Somália.

A refém que a seguir narra os fatos, é natural de Canarias (Espanha), mora há 22 anos no Quênia e por motivos de segurança pediu ser identificada somente pelo seu nome, Silvia.

Ela declarou por telefone para o jornal espanhol El Día que, no momento do ataque, estava com a sua filha em uma loja de roupas que fica no primeiro andar do shopping. “Ouvimos um ruído, como se alguma estrutura tivesse caído. Em seguida soube que na verdade eram duas pequenas explosões. Depois já começou o tiroteio”.

Imediatamente se esconderam nos provadores, ficando aí por mais de quatro horas e meia. Esta rápida decisão as salvou da matança. Silvia recordou também que na loja havia “uma pessoa do Banco Mundial, um trabalhador da embaixada italiana e uma jornalista” e que “graças a eles soubemos que havia reféns e mortos… Meu celular estava sem sinal, mas eles tinham conexão com o mundo exterior”.

Escondidas, sentiram que os terroristas passavam “pela frente com roupa de assalto, mas não consegui ver de onde eu estava”.

Foi ao redor de 16h30, relatou Silvia, que as forças de segurança do Quênia intervieram tomando controle da zona baixa do recinto. Os resgatistas “foram loja por loja evacuando as pessoas. Vieram e nos tiraram” e expressou que “só sei que no segundo andar mataram um montão de gente”.

Silvia, a sua filha e um grupo de reféns resgatados, foram atendidos nas imediações de “um templo índio, onde nos deram de comer e de beber. Perguntavam-nos todo o tempo a respeito de como estávamos”.

Ao falar sobre a segurança do país, disse que em Nairóbi “normalmente” se vive um ambiente “de calma”, indicou que “estamos muito perto da Somália e há alerta de vez em quando. Isto foi um atentado terrorista e me congela o sangue de pensá-lo” e recordou que em 1998 houve um atentado da Al Qaeda contra a embaixada dos Estados Unidos.

Com o fim de liberar a mais reféns e neutralizar o grupo extremista, ‘El Día’ informou que na noite de ontem começou outra intervenção das forças quenianas e que a Cruz Vermelha do país confirmou que no porão do centro comercial o número de mortos aumenta para 68.

(Fonte: ACI Digital)

A Igreja é uma só para todos e não pode ser “privatizada”, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 25 Set. 13 / 01:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na Audiência Geral de hoje, diante da multidão reunida na Praça de São Pedro, o Papa Francisco assinalou que “a Igreja é uma só para todos” e pediu que os fiéis não sejam daqueles que “privatizam a Igreja para o próprio grupo”.

O Santo Padre disse que “a Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para os que vivem na Oceania, não, é a mesma em qualquer lugar. É como em uma família: se pode estar distante, espalhado pelo mundo, mas as ligações profundas que unem todos os membros da família permanecem firmes qualquer que seja a distância”.

O Papa recordou “a experiência da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: naquela vasta multidão de jovens na praia de Copacabana, ouvia-se falar tantas línguas, viam-se traços da face muito diversificada deles, encontravam-se culturas diferentes”.

“E, no entanto, havia uma profunda unidade, se formava a única Igreja, estava-se unido e se sentia isso”.

“Perguntemo-nos todos: eu, como católico, sinto esta unidade? Eu como católico vivo esta unidade da Igreja? Ou não me interessa, porque estou fechado no meu pequeno grupo ou em mim mesmo? Sou daqueles que ‘privatizam’ a Igreja pelo próprio grupo, a própria nação, os próprios amigos?”.

Francisco exortou a questionar-se se “quando ouço que tantos cristãos no mundo sofrem, sou indiferente ou é como se sofresse um da minha família?… Rezamos uns pelos outros?… É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!”.

O Santo Padre advertiu que “uma das coisas que mais causam desunião na Igreja é a fofoca”.

“Um cristão não pode ser fofoqueiro. Um cristão antes de fofocar deve morder a língua!”.

Por isso, disse o Papa, deve-se “fomentar sempre a comunhão em todos os âmbitos da vida para crescer na unidade que Deus nos dá, e também para favorecer o caminho ecumênico”.

“E, como esta unidade não é fruto de consensos humanos, mas é obra do verdadeiro artífice, o Espírito Santo, temos que pedi-la com perseverança naoração“.

(Fonte: ACI Digital)

Nunca acobertei casos de pedofilia, diz Bento XVI em carta a um ateu militante

foto Grupo ACI

ROMA, 24 Set. 13 / 08:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- O matemático italiano e ateu militante, Piergiorgio Odifreddi, recebeu no último dia 3 de setembro uma carta muito especial. Um envelope selado, com 11 páginas com data de 30 de agosto e assinada por Bento XVI.

No texto, o Bispo Emérito de Roma responde ao livro de Odifreddi “Caro papa, ti scrivo” (Querido Papa, escrevo-te, Mondadori, 2011). Um livro que, como o autor recorda, desde a capa se define como uma “luciferina introdução ao ateísmo”.

No artigo no qual Odifreddi comenta as suas impressões ao receber esta carta afirma: “Não foi uma coincidência ter dirigido a minha carta aberta a Ratzinger. Depois de ter lido o seu “Introdução ao Cristianismo”, entendi que a fé e a doutrina de Bento XVI, a diferença de outros, eram o suficientemente coerentes e sólidas para poder confrontar perfeitamente e sustentar ataques frontais”.

Agressividade e descuido na argumentação

No fragmento da carta que foi publicado no jornal La Repubblica, pode-se ler como Bento XVI reconhece que desfrutou e aproveitou a leitura de algumas partes da carta, mas outras partes se surpreendeu por “uma certa agressividade e descuido na argumentação”.

No início da carta, o Bispo Emérito de Roma assinala que “você me dá a entender que a teologia seria ‘fantaciência’”. E frente a este argumento apresenta quatro pontos.

Ficção científica na religião… e a matemática

Em primeiro lugar assinala que “é correto afirmar que “ciência” no sentido mais estrito da palavra é somente a matemática, enquanto eu aprendi contigo que seria necessário distinguir ainda entre aritmética e geometria. Em todas as matérias específicas a científica tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que aplique um método verificável, exclua o arbítrio e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades”.

Em segundo lugar, Bento XVI sustenta que “você deveria pelos menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros”.

Como terceiro aspecto afirma que “uma função importante da teologia é a de manter a religião unida à razão e a razão à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade”.

Recordando a Habermas

Neste ponto recorda que no seu diálogo com Habermas “mostrei que existem patologias da religião e -não menos perigosas- patologias da razão. Ambas necessitam uma da outra, e tê-las continuamente conectadas é uma tarefa importante da teologia”.

No último ponto, muito mais longo que os anteriores, Bento expressa que “a “fantaciência” existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências e faz referências às teorias que Odifreddi expõe sobre o início e o fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., que -continua Bento XVI-, “eu o designaria como ‘fantaciência’ no bom sentido: são visões e antecipações, para alcançar um verdadeiro conhecimento, mas são, de fato, somente imaginações com as que procuram aproximar-nos da realidade”.

Pouco nível: a pederastia

Depois de desenvolver com mais detalhe estas ideias, Bento XVI se detém no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica e nos distintos capítulos sobre Jesus. “No que se refere ao que você diz do abuso moral de menores por parte de sacerdotes, posso -como você sabe- mostrar somente uma profunda consternação. Nunca tentei acobertar estas coisas. O fato de o poder do mal penetrar até este ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, e por outro, nos obriga a fazer todo o possível para que estes casos não se repitam”.

“Não é tampouco motivo de tranquilidade saber que, segundo as investigações dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes culpados destes crimes não é mais alta que em outras categorias profissionais semelhantes. Em qualquer caso, não se deveria apresentar este desvio ostentosamente como se fosse uma sujeira específica do catolicismo. Não é lícito calar o mal na Igreja, mas também não se deve fazer esquecer o grande rasto luminoso de bondade e pureza que a fé cristã deixou ao longo dos séculos”.

Por isso, Bento XVI recorda nomes como São Bento de Nursia e sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis ou Teresa de Ávila e João da Cruz.

O “Jesus histórico”, o do Hengel e Schwemer

Com respeito ao que o matemático diz sobre a figura histórica de Jesus, Bento recomenda ao autor os quatro volumes da obra que Martin Hengel publicou em conjunto com Maria Schwemer, “um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica”, assinala Ratzinger.

Assim mesmo, recorda, como já esclareceu no primeiro volume de seu livro sobre Jesus de Nazaré, que “a exegese histórica-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reclama uma verdadeira historicidade e por isso deve apresentar a realidade histórica de suas afirmações também de forma científica”.

Em vez de Deus, uma natureza sem definir

Continua Bento XVI afirmando que “se você, entretanto, quer substituir Deus pela “Natureza”, fica a pergunta, quem ou o que é esta natureza. Em nenhuma parte você a define e aparece, portanto, como uma divindade irracional que não explica nada”.

E acrescenta: “Queria, portanto, sobretudo destacar que na Sua religião da matemática três temas fundamentais da existência humana ficam sem serem considerados: a liberdade, o amor e o mal. Qualquer coisa que a neurobiologia diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração”.

Na última parte publicada da carta de Bento, assinala que a “minha crítica sobre o seu livro é por um lado dura, mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer”.

(Fonte: ACI Digital)

Lançado DVD da visita do Papa Francisco ao Brasil

Cachoeira Paulista, 23 Set. 13 / 09:40 pm (ACI).- Lançado pelo Departamento de Audiovisuais (DAVI) da Canção Nova, o DVD duplo “#tamujunto com o Papa” traz momentos importantes da visita do Sumo Pontífice ao Brasil, realizada entre os dias 22 e 28 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013.

“A TV Canção Nova transmitiu na íntegra a primeira viagem internacional do Papa e, diante do rico conteúdo partilhado por ele em seus gestos e palavras de fé, coragem, amor e esperança, decidimos produzir esse álbum”, explica o Superintendente do DAVI, Rafael Cobianchi.

São aproximadamente duas horas e trinta minutos de imagens e discursos do Papa Francisco. Entre os registros estão: a missa no Santuário Nacional deNossa Senhora Aparecida; a Via-Sacra em Copacabana; a Missa de envio pela 28ª JMJ; a oração do Angelus Domini e o encontro com os jovens voluntários.

O DVD pode ser adquirido pelo site loja.cancaonova.com, pelo telefone (12) 3186-2600 ou nas lojas Canção Nova espalhadas pelo Brasil. Além de uma recordação para os admiradores de Francisco, é uma oportunidade para quem não acompanhou sua passagem pelo país saber como foi essa semana histórica para a Igreja no Brasil e no mundo.

Foi criado há 30 anos com o objetivo de viabilizar fitas cassetes e fitas de vídeo VHS das palestras feitas pelo fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, atualmente o DAVI desenvolve diversas atividades diretamente ligadas à criação, execução, venda e distribuição de produtos de evangelização (CDs, DVDs, LPOs – Livros Para Ouvir, livros, e-books, acessórios e vestuário feminino, masculino e infantojuvenil).

(Fonte: ACI Digital)

Vaticano: A paz é a única solução, diz o Papa após o brutal atentado contra cristãos no Paquistão

Basílica de São Pedro com as luzes apagadas na noite de 22 de setembro. Foto: Grupo ACI

ROMA, 23 Set. 13 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco condenou o atentado realizado no domingo por extremistas muçulmanos em uma igreja cristã no Paquistão, assegurou que a violência é inaceitável e pediu aumentar os esforços de paz na região.

Ontem, durante a sua visita à localidade italiana de Cagliari, na ilha da Sardenha, lamentou que “hoje, no Paquistão, por uma escolha errada, uma escolha de ódio, de guerra, houve um atentado e morreram 70 pessoas”.

“Este caminho não funciona. Não serve. O caminho da paz é o que conduz a um mundo melhor, mas se não o fizerem vocês, ninguém mais o fará”, assinalou.

O Santo Padre questionou se “estamos dispostos, estou disposto, a ir pelo caminho para construir um mundo melhor?”.

Ao redor do meio-dia de domingo 22 de setembro, dois terroristas suicidas detonaram bombas em meio de centenas de fiéis que saíam da histórica Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão.

As testemunhas do ataque, que matou pelo menos 80 pessoas e feriu mais de 120, disseram que escutaram duas explosões de bombas, sendo a segunda mais poderosa que a primeira.

Posteriormente se encontraram coletes suicidas do lado de fora da igreja.

O grupo Jandullah, vinculado aos talibãs do Paquistão, atribuiu-se o atentado, como represália pelos ataques de aviões não tripulados americanos em regiões tribais ao noroeste do Paquistão.

Este ataque é o último de uma série de atentados contra cristãos paquistaneses, que representam aproximadamente 1.6 por cento da população, que é na sua maior parte muçulmana.

Tanto líderes religiosos como políticos condenaram o ataque, entretanto multidões furiosas tomaram as ruas, denunciando o fracasso do Estado para proteger às minorias.

O atentado do domingo foi considerado como o mais mortífero cometido contra os cristãos no Paquistão. Como resultado, o governo do país anunciou três dias de luto.

As luzes da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, apagaram-se na noite do domingo, a maneira de memória e luto pelas vítimas e suas famílias.

(Fonte: ACI Digital)

No olhar de Maria está o reflexo do olhar de Deus, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 22 Set. 13 / 03:01 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na Missa celebrada no Santuário de Nossa Senhora da Bonaria, na localidade do Cagliari, ilha da Sardenha (Itália), o Papa exortou a pedir à Virgem Maria o seu olhar, onde está o reflexo do olhar de Deus.

“Hoje vim em meio a vocês, ou melhor, viemos todos juntos para encontrar o olhar de Maria, porque ali é como reflexo do olhar do Pai, que a fez Mãe de Deus, e o olhar do Filho na cruz, que a fez nossa Mãe”.

O Santo Padre assinalou que “precisamos do seu olhar de ternura, do seu olhar materno que nos conhece melhor que qualquer outro, do seu olhar pleno de compaixão e de cuidado”.

“Maria, hoje queremos dizer-te: Mãe, doa-nos o seu olhar! O teu olhar nos leva a Deus, o teu olhar é um presente do Pai bom, que nos espera a cada passo do nosso caminho, é um presente de Jesus Cristo na cruz, que toma sobre si os nossos sofrimentos, os nossos cansaços, o nosso pecado”.

“E para encontrar este Pai repleto de amor, hoje lhe dizemos: Maria, doa-nos o teu olhar! Digamos todos juntos: “Mãe, doa-nos o teu olhar!”. “Mãe, doa-nos o teu olhar!”.

O Papa disse que chegou a Cagliari com a intenção de “partilhar com vocês as alegrias e esperanças, esforços e compromissos, ideais e aspirações da vossa ilha, e para confirmar-vos na fé”.

“Também aqui em Cagliari, como em toda a Sardenha, não faltam dificuldades – há tantas – problemas e preocupações: penso, em particular, na falta de trabalho e em sua precariedade, e também na incerteza pelo futuro. A Sardenha, esta vossa bela região, sofre há longo tempo muitas situações de pobreza, acentuadas também pela sua condição insular”.

Frente a estes problemas, Francisco disse que “É necessária a colaboração leal de todos, com o compromisso das responsabilidades das instituições – também da Igreja – para assegurar às pessoas e às famílias os direitos fundamentais, e fazer crescer uma sociedade mais fraterna e solidária”.

“Assegurar o direito ao trabalho, o direito a levar o pão pra casa, pão ganho com trabalho!”.

O Santo Padre assegurou aos habitantes de Cagliari que “estou próximo a vocês, lembro-me de vocês na oração, e vos encorajo a perseverarem no testemunho dos valores humanos e cristãos tão profundamente enraizados na fé e na história deste território e desta população. Mantenham sempre acesa a luz da esperança!”.

Francisco assinalou que “vim em meio a vocês para colocar-me convosco aos pés de Nossa Senhora que nos dá o seu Filho”.

“Sei bem que Maria, nossa Mãe, está no vosso coração, como testemunha este Santuário, onde muitas gerações de sardes saíram – e continuam saindo! – para invocar a proteção de Nossa Senhora da Bonaria, Padroeira Máxima da Ilha”.

“Aqui vocês trazem as alegrias e os sofrimentos desta terra, de suas famílias, e também daqueles filhos que vivem longe, que muitas vezes partiram com grande dor e nostalgia para procurar um trabalho e um futuro para si e pelos seus entes queridos. Hoje, nós todos aqui reunidos, queremos agradecer a Maria porque está sempre próxima a nós, queremos renovar a ela a nossa confiança e o nosso amor”.

O Papa assinalou que no Cenáculo se pode ver que “Maria reza, reza junto aos Apóstolos. Maria reza, reza junto à comunidade dos discípulos, e nos ensina a ter plena confiança em Deus, na sua misericórdia. Este é o poder da oração! Não cansemos de bater à porta de Deus. Levemos ao coração de Deus, através de Maria, toda a nossa vida, cada dia”.

O Santo Padre também recordou que da cruz, “da cruz, Jesus olha sua Mãe e lhe confia o apóstolo João, dizendo: este é o teu filho. Em João estamos todos, também nós, e o olhar de amor de Jesus nos confia à proteção da Mãe”.

“Maria lembrou um outro olhar de amor, quando era uma moça: o olhar de Deus Pai, que tinha olhado para a sua humildade, a sua pequenez. Maria nos ensina que Deus não nos abandona, pode fazer coisas grandes mesmo com a nossa fraqueza. Tenhamos confiança Nele! Batamos à porta do seu coração!”.

Francisco indicou que “no caminho, muitas vezes difícil, não estamos sozinhos, somos muitos, somos um povo, e o olhar de Nossa Senhora nos ajuda a olharmos entre nós de modo fraterno.”.

“Olhemo-nos de modo mais fraterno! Maria nos ensina a ter aquele olhar que busca acolher, acompanhar, proteger. Aprendamos a olhar-nos uns aos outros sob o olhar materno de Maria! Há pessoas que instintivamente consideramos menos e que têm mais necessidade: os mais abandonados, os doentes, aqueles que não têm do que viver, aqueles que não conhecem Jesus, os jovens que estão em dificuldade, os jovens que não encontram trabalho”.

O Santo Padre exortou a não ter medo “de sair e olhar para os nossos irmãos e irmãs com o olhar de Nossa Senhora, ela nos convida a sermos verdadeiros irmãos. E não permitamos que algo ou alguém se coloque entre nós e o olhar de Nossa Senhora”.

“Mãe, doa-nos o teu olhar! Ninguém o esconda! O nosso coração de filhos saiba defendê-lo de tantas pessoas que prometem ilusões; daqueles que têm um olhar ávido por vida fácil, de promessas que não podem ser cumpridas. Não nos roubem o olhar de Maria, que é repleto de ternura, que nos dá força, que nos torna solidários entre nós. Todos digamos: Mãe, doa-nos o teu olhar!”.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa pede que os meios de comunicação sirvam para difundir a beleza da fé

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 23 Set. 13 / 12:30 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao receber neste sábado na Sala Clementina do Palácio Apostólico os oitenta participantes na Assembleia Plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, o Papa Francisco exortou a que os meios de comunicação sirvam para difundir “a beleza da fé”.

Trata-se, disse o Santo Padre, de “um desafio”, o “descobrir, também através dos meios de comunicação social, além do encontro pessoal, a beleza de tudo o que constitui o fundamento do nosso caminho e da nossa vida, a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo”.

“Também no contexto da comunicação é preciso que a Igreja consiga levar calor, inflamar os corações”.

Francisco remarcou “a importância da comunicação para a Igreja”, recordando o “50º aniversário da aprovação do Decreto conciliar Inter mirifica”, sobre os meios de comunicação social.

“Não se trata apenas de uma comemoração; esse documento expressa o interesse da Igreja pela comunicação e por seus instrumentos, importantes também em uma dimensão evangelizadora”.

O Papa indicou que “o panorama das comunicações se converteu pouco a pouco, para muitos, em um ‘ambiente vital’, uma rede onde as pessoas se comunicam, ampliam o horizonte dos seus contatos e das suas relações. Sublinho, sobretudo, estes aspectos positivos, apesar de todos estarmos cientes dos limites e fatores nocivos que também existem”.

O Santo Padre advertiu que “temos que perguntar-nos: Qual é o papel que a Igreja deve desempenhar com os seus meios operativos e comunicativos? Em qualquer situação, independentemente da tecnologia, acho que o objetivo tem que ser conseguir inserir-se no diálogo com os homens e mulheres de hoje, saber-se inserir no diálogo com os homens e as mulheres de hoje, para compreender suas expectativas, suas dúvidas, suas esperanças”.

“São homens e mulheres por vezes um pouco desiludidos com um cristianismo que lhes parece estéril, com dificuldades precisamente em comunicar de forma incisiva o sentido profundo que a fé dá. Com efeito, assistimos hoje, na era da globalização, a um aumento da desorientação, da solidão; vemos difundir-se a perda do sentido da vida, a incapacidade para ter uma ‘casa’ de referência, a dificuldade para estabelecer relações profundas”.

O Papa assinalou que “é importante, por isso, saber dialogar, entrando também, com discernimento, nos ambientes criados pelas novas tecnologias, nas redes sociais, para fazer visível uma presença que escuta, dialoga, anima”.

“Não tenham medo de ser essa presença, afirmando a sua identidade cristã quando se fazem cidadãos destes ambientes. Uma Igreja que acompanha no caminho, sabe pôr-se a caminho com todos!”.

O Santo Padre recordou também “uma antiga regra dos peregrinos, que São Inácio assume, por isso eu a conheço! Em uma das suas regras diz que aquele que acompanha um peregrino e que vai com o peregrino, deve ir a passo de peregrino. Nem adiantado nem atrasado. E isso é o que eu quero dizer: uma Igreja que acompanhe o caminho e saiba colocar-se em caminho, como caminha hoje. Esta regra do peregrino nos ajudará a inspirar as coisas”.

O Papa assinalou que “temos um tesouro precioso que necessitamos transmitir, um tesouro que dá luz e esperança. São tão necessárias! Mas tudo isto requer uma cuidadosa e qualificada formação, de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, também neste campo”.

“O grande continente digital não é simplesmente a tecnologia, mas está formado por homens e mulheres que trazem consigo o que têm dentro, as suas experiências, seus sofrimentos, seus desejos, a busca da verdade, da beleza, da bondade”.

“É necessário saber indicar e levar Cristo, compartilhando estas alegrias e esperanças, como Maria que levou Cristo ao coração do homem; é necessário saber entrar no nevoeiro da indiferença sem se perder; é necessário entrar até na noite mais escura sem se ver dominados pela escuridão e perder-se; é necessário ouvir as ilusões de muitos, sem se deixar seduzir; é necessário acolher as desilusões, sem cair na amargura; tocar a desintegração do próximo, sem se deixar diluir nem decompor na própria identidade. Este é o caminho. Este é o desafio!”.

O Papa recordou que “o encontro com Cristo é um encontro pessoal. Não se pode manipular. Neste tempo temos uma grande tentação na Igreja, que é o ‘assédio’ espiritual: manipular as consciências; uma lavagem cerebral teologal, que ao final leva a um encontro com Cristo puramente nominal, não com a Pessoa de Cristo Vivo”.

“No encontro de uma pessoa com Cristo é necessário ver Cristo e a pessoa! Não aquilo que o engenheiro espiritual quer manipular. Esta é o desafio. Levá-lo ao encontro com Cristo sendo conscientes, não obstante, que nós somos meios e que o problema de fundo não é a aquisição de sofisticadas tecnologias, embora sejam necessárias para uma presença atual e significativa”.

O Santo Padre pediu “que fique sempre claro que nós acreditamos em um Deus apaixonado pelo homem, que quer manifestar-se através dos nossos meios, mesmo estes sendo pobres, porque é Ele quem obra, transforma, salva a vida do homem”.

“E nossa oração, a de todos, para que o Senhor inflame o nosso coração e nos sustente na missão fascinante de lhe levar a mundo. Encomendo-me às suas orações, porque também eu tenho esta missão, e lhes dou de coração a minha Bênção”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

Estudos científicos demonstram à ONU que “voltar para o básico” melhora a vida e a família

Foto: Alliance Defending Freedom

NOVA IORQUE, 23 Set. 13 / 03:00 am (ACI/EWTN Noticias).- “Voltemos para o básico para melhorar a educação, a saúde materna, a mortalidade infantil e os índices de pobreza”, foi a mensagem principal que se destacou ontem frente aos delegados da Organização das Nações Unidos (ONU) em Nova Iorque (Estados Unidos), durante o evento Vida e Família: Um Verdadeiro Enfoque para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O evento organizado por Alliance Defending Freedom e Fundação incluindo o México, teve como fim demonstrar através de pesquisas e estudos científicos, que os objetivos de Desenvolvimento do Milênio (MDGs), podem ser alcançados se os direitos básicos, que foram a base das Nações Unidas, são protegidos ao fortalecer os laços da família e respeitando a vida.

Durante o encontro, o Diretor do Instituto chileno, MELISA, Dr. Elard Koch, o sociólogo e catedrático associado do Instituto Austin, Dr. Mark Regnerus e o Presidente do Diretório e Diretor Jurídico do Alliance Defending Freedom, Alan Sears, analisaram quatro dos oito MDGs: educação, pobreza, saúde materna e mortalidade infantil.

Apoiado em estudos realizados no Chile e no México, o Dr. Koch, comprovou cientificamente a relação entre a educação superior e a saúde materna e desmentiu a hipótese que assinala que o índice de mortalidade infantil diminui quando o aborto é legalizado, indicando que em vários países, o aborto aumenta até 10 por cento quando se legaliza.

Sears indicou que a Declaração Universal dos Direitos Humanos “reafirma que toda pessoa tem dignidade inerente e possui direitos fundamentais universais”, ressaltando que “se recordamos e vivemos de tal maneira, as Nações Unidas podem conseguir a sua missão e alcançar seus MDGs de paz e unidade entre as nações”.

Exortou a que “nosso dever é atuar e assim conseguir um futuro melhor” enfatizando que se deve “voltar para o básico” para poder assim “descobrir e imitar os propósitos das Nações Unidas e o propósito da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Por sua parte, o Dr. Regnerus apresentou estudos que mostram que se pode superar os níveis de educação enfocando-se na família e manifestou que “temos a tendência de tirar a importância de como uma pessoa se beneficia a nível educativo, econômico e social ao viver em uma família estável”.

No evento também esteve presente a Primeira Dama da Guatemala, Rosa Leal de Pérez, que em nome do seu marido, o Presidente, Otto Pérez Molina, recebeu o Galardão da Liberdade por estabelecer os direitos humanos como fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Leal de Pérez afirmou durante o seu discurso de abertura, o compromisso de seu país em proteger a santidade da vida e apoiar o fortalecimento da família

(Fonte: ACI Digital)

Atentado de extremistas muçulmanos contra um templo católico no Paquistão deixa 78 mortos

Interior da Igreja de Todos os Santos. Foto: Twitter/@xe_m

ROMA, 23 Set. 13 / 11:25 am (ACI/EWTN Noticias).- Neste domingo, 22 de setembro, dois extremistas muçulmanos suicidas realizaram atentados consecutivos à Igreja Católica de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão, causando a morte de 78 pessoas e pelo menos 130 feridos.

De acordo com as autoridades, este foi o ataque mais grave realizado contra a minoria católica no Paquistão.

Uma facção talibã assumiu o atentado, e ameaçou continuar atacando as minorias religiosas do país até que os Estados Unidos pare com os ataques de drones nas zonas remotas do país.

De acordo com o chefe de Polícia Mohammad Ali Babakhel, “o ataque aconteceu no final da missa“, quando os dois terroristas abriram fogo contra os guardas de segurança que vigiavam a igreja, matando um e ferindo o outro.

Depois de brigar com alguns fiéis, um dos terroristas explodiu a primeira bomba, ao ver-se rodeado pela polícia. Ao pouco tempo, no interior da igreja, aconteceu a segunda explosão.

Segundo informações recolhidas pela Europa Press, o atentado tem uma grande carga simbólica para os moradores da cidade porque a Igreja de Todos os Santos é um lugar que representa a harmonia inter-religiosa.

Depois das explosões, dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a Polícia por sua incapacidade para impedir os atentados.

Tanto o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, como o presidente Mamnoon Hussein, condenaram energicamente o atentado; outras autoridades provinciais também se pronunciaram à condenação do ataque.

(Fonte: ACI Digital)

Vietnã: Polícia dispara e fere 40 católicos

ROMA, 23 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- A repressão policial no Vietnã deixou no último dia 5 de setembro pelo menos 40 feridos, depois que agentes dispararam contra um grupo de católicos que exigia a libertação de dois cristãos presos injustamente.

Segundo informação da agência UCA News, reproduzida pela Gaudium Press, “a maioria dos feridos está recebendo tratamento médico na clínica do complexo da residência do Bispo, enquanto que aqueles com ferimentos mais graves estão sendo tratados em um hospital estatal local”.

A versão do regime comunista acusa os católicos de vandalismo. Entretanto, os católicos denunciaram que também seus lares foram objeto de violência e que as imagens religiosas foram destruídas durante o ataque.

Este é somente mais um episódio de repressão contra os católicos. No mês de maio deste ano, as autoridades impediram os fiéis de visitar o Santuário de Santo Antônio de Pádua. A multidão deteve a três agentes de segurança como represália, libertando-os a pedido dos sacerdotes. Quase um mês depois, foram presos Nguyen Van Hai e Ngo Van Kho, acusados de “causar desordem pública, ferir oficiais locais e destruir a propriedade pública”.

No dia 5 de setembro, centenas de fiéis se dirigiram aos gabinetes das autoridades locais para exigir a libertação dos detidos, mas foram reprimidos.

O bispo de Vinh, Dom Phaolo Nguyen Thai Hop, condenou energicamente “o comportamento desumano e os atos violentos dos poderes públicos”, e convocou os fiéis “a orar, oferecer sacrifícios e realizar atos que demonstrem a unidade e comunhão com a paróquia de My Yen e a solidariedade com as vítimas”.

Do mesmo modo, o Bispo Auxiliar de Vinh, Dom Peter Nguyen Van Vinh, rechaçou as informações dos meios de comunicação estatais que “distorcem a realidade e ofendem a reputação e a honra do Bispo e da diocese de Vihn frente à população” ao acusar os católicos de supostos atos de violência e vandalismo.

Por sua parte, a União dos Meios Católicos de comunicação social do Vietnã pediu aos organismos de defesa dos Direitos Humanos ações para exigir o pleno respeito da liberdade religiosa neste país asiático.

(Fonte: ACI Digital)

JMJ Rio 2013: agora é o momento mais importante para aprofundar esse acontecimento

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, reflete sobre a JMJ e a atualidade

Por Dom Orani Tempesta, O.Cist.

RIO DE JANEIRO, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – São muitas iniciativas que ocorrem desde que tivemos aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Na realidade, agora é que começamos a escutar a maioria das experiências e ouvir os ecos desse evento que mudou muitos paradigmas de nossa missão evangelizadora.

Para a mídia em geral, o evento já faz parte do passado, e exceto algumas notícias pontuais, não faz mais parte de suas preocupações maiores. Faz parte de nosso tempo de consumismo, descartável rápido. Mas de nossa parte, na realidade, agora é o momento mais importante para um aprofundamento dos acontecimentos.

Como Maria nós guardamos as ações e sinais de Deus em nossas vidas, em nossos corações, ou seja, em nossa mente – para saborear, aprofundar, rever, agradecer. A Primavera que iniciamos nos dá os sinais de que, após os “invernos” da vida e da história, inexoravelmente ocorre a primavera com sua mensagem de um novo nascimento. São sinais daquilo que celebramos de maneira plena na Páscoa: Jesus Ressuscitou! E nós O anunciamos a todos os povos.

Tenho participado de muitos encontros em que as experiências acabam sendo colocadas em comum, juntamente com o agradecimento a Deus por esse momento por nós vivido.

São muitos aspectos que seriam importantes aprofundar e refletir. Aos poucos iremos ecoando cada um deles. Nesta semana tivemos o testemunho de clubes de serviços e de empresa com preocupação ecológica. Dias atrás foram os militares e as forças armadas que deram seu testemunho. Cada dia no encontro com os padres tanto da Arquidiocese como das Dioceses do Regional, visitantes de outras cidades ou mesmo através da comunicação virtual os testemunhos são marcantes. Diga-se isso também das paróquias e vicariatos que se reúnem para momentos de ação de graças, testemunhos, partilhas.

A CNBB, através da Comissão Episcopal para a Juventude, ficou encarregada de organizar os passos seguintes à realização da JMJ. Assim como fez com a organização da peregrinação dos símbolos da Jornada: a cruz e o ícone de Nossa Senhora. Os encontros começam a acontecer, assim como a missão de dinamizar ainda mais o Setor Juventude.

Em nossa arquidiocese, um dos legados prometidos pela organização da JMJ foi a criação de um Instituto da Juventude, em termos e pessoas ainda em estudos. Foram muitos os legados e por isso necessitamos disso para levar adiante essa memória e cultivar as soluções para os novos desafios que sempre ocorrem. Foi um sinal de Deus muito importante e necessitamos continuar cultivando aquilo que foi colocado no coração e na vida de tantas pessoas.

Os outros legados: social, ecológico, cultural, humano, cívico e, principalmente religioso, também deverão aparecer melhor a cada dia no aprofundamento da reflexão. Aliás, se fôssemos recolher tantos testemunhos que chegam ou que expressam teríamos muitos volumes de livros publicados, que seriam para crescimento humano e espiritual das pessoas de boa vontade hoje e amanhã.

E isso não quer dizer que tudo tenha ocorrido bem e sem problemas. Tivemos e temos muita coisa a resolver ainda. Mas a ação de Deus superou toda a expectativa. Foi um investimento impagável para a vida de um povo, principalmente do jovem. As estatísticas de presença da Igreja no país retratam um pouco os dons que vivemos nesses dias e agora começamos a meditar em suas consequências.

O diálogo ecumênico e inter-religioso que foi aprofundado e que clama por mais passos também faz parte desse trabalho. Louvamos a Deus pelos frutos e pedimos que Ele continue nos conduzindo pelos caminhos do diálogo

Muitos comentaristas também estão dizendo que os gestos e os pronunciamentos do Papa Francisco seriam a primeira encíclica propriamente dele em seu pontificado de primeiro papa latino- americano da história. Para nós da América Latina foi também uma bela atualização e interpretação do Documento de Aparecida, principalmente em seus discursos aos Bispos do Brasil e do CELAM.

O acolhimento pelas famílias e paróquias, juntamente com a alegria de quem foi acolhido, a presença e o testemunho dos jovens pelas ruas, avenidas, locais de alimentação, nos transportes e nas celebrações, e a presença alegre e sorridente do Papa Francisco marcam de maneira esplendorosa a JMJ Rio 2013. Sobre esses assuntos, precisaremos nos debruçar com muito afinco e carinho. São preciosidades que necessitamos que venham à tona e nos ajudem a viver ainda mais intensamente a nossa vida e testemunho cristãos nestes tempos de tantas crises, violências, guerras e transformações.

Teremos ainda muitos passos a dar. Que, como Maria, estejamos sempre atentos aos sinais dos tempos e nos coloquemos à escuta do Senhor que nos chama a uma grande missão no mundo de hoje: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. A JMJ ainda está continuando a dar seus frutos nos corações das pessoas e na Igreja no Brasil.

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(Fonte: Agência Zenit)

Nápoles: repete-se o milagre de São Genaro

O prodígio se repetiu na mesma hora na capela que conserva a pedra sobre a qual o mártir foi decapitado

Por Redacao

ROMA, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Fiéis se congregaram desde a madrugada de ontem na catedral de Nápoles para rezar diante da relíquia de São Genaro. Durante a missa, uma parte das pessoas que rezavam mais próximas da relíquia notou a liquefação do sangue do santo e avisou o celebrante, que fez o anúncio a toda a assembleia. Explodiu então um aplauso de alegria. Pouco depois, a missa prosseguiu com normalidade. O milagre aconteceu pela primeira vez em 1389: o sangue do mártir, guardado e visível em uma ampola dentro de uma custódia, se liquefez de repente.

Participavam da cerimônia as altezas reais da Bélgica, Alberto II e Paula, o prefeito da cidade de Nápoles, o cardeal Crescenzio Sepe, arcebispo de Nápoles, e  autoridades eclesiásticas. A poucos quilômetros da catedral, no santuário de San Gennaro alla Sofatara di Pozzuoli, repetiu-se à mesma hora o avermelhar-se da pedra manchada com o sangue do mártir, conservado na capela lateral.

São Genaro foi bispo de Benevento, no sul da Itália, no século III. Foi condenado à morte durante as perseguições contra os cristãos promovidas pelo imperador romano Diocleciano, na última onda de martírios antes da proclamação da paz de Constantino.

Os militares romanos propuseram que o bispo renegasse a fé para salvar a vida. Ele não aceitou. A tradição relata que o encerraram num forno, do qual ele saiu incólume, e, depois de ser jogado às feras junto com o diácono e com outros cristãos, elas não os atacaram, mas se lançaram aos seus pés. Os romanos decidiram então decapitá-los na Praça Vulcana.

Três vezes por ano, o sangue é exposto para veneração: no sábado que precede o primeiro domingo de maio (festa do translado de São Genaro), no dia 19 de setembro (celebração que recorda o seu martírio) e no dia 16 de dezembro (festa que o celebra como padroeiro da cidade). A crença popular considera um mau presságio que o milagre não ocorra. Uma das datas da não liquefação foi durante a Segunda Guerra Mundial.

(Fonte: Agência Zenit)

No mundo, sem ser do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Correa, arcebispo de Belém do Pará

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Sabemos que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade! (Cf. 1 Tm 2, 4)  Mas estamos no mundo e com todos os riscos à salvação, envolvidos pelo terrível mistério do pecado. “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18). Em tempos recentes, o Santo Padre o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada, para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza, para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

     O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e  da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos, para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva.  Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

     Podemos acolher o Evangelho, para estar no mundo, sem ser ou se contaminar com o mundo, através de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém

(Fonte: Agência Zenit)

Equador: três mil jovens fazem promessa de castidade

Semana da família tem ainda 75 casamentos coletivos, um festival artístico e uma exposição dos grupos de leigos

Por Redacao

ROMA, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A arquidiocese de Guayaquil, no Equador, junto com a Pastoral da Família, organizou a Semana da Família entre os dias 16 e 22 de setembro, datas em que se realizaram na cidade várias atividades relacionadas com essa pastoral. O tema central de reflexão foi “Família, Escola de Fé”, com o lema “A minha família e eu serviremos ao Senhor”.

Ontem, 19 de setembro, foram emitidas na catedral metropolitana de São Pedro Apóstolo as promessas de castidade dos jovens. Todos os anos, mais de 3500 jovens fazem esse ato de fé, depois de terem passado por uma série de palestras de formação.

No dia 16 de setembro, houve missas em todas as paróquias em honra dos avós e dos netos. A terça-feira, 17, foi a jornada de formação em que sacerdotes, religiosos e leigos participaram da palestra formativa “A Família como Escola de Fé”, oferecida pela doutora Amparo Medina, presidente da Rede Pró-Vida Equador. Na quarta-feira, 18, aconteceu a consagração das mães grávidas e das crianças menores.

Nesta sexta-feira, 20 de setembro, foram celebrados os casamentos coletivos: 75 casais que, depois da prévia preparação para o sacramento do matrimônio, deram publicamente o testemunho do seu amor conjugal abençoado e fortalecido no Amor de Deus.

Amanhã, 21, a partir das 10h, acontece no colégio Bernardino Echeverría o Festival Artístico da Família, com apresentações organizadas por várias pastorais como a da Mulher, a Juvenil e outras pertencentes à arquidiocese, realçando a vida e a família.

A Semana da Família termina neste domingo, 22, com a exposição dos grupos de leigos, que apresentarão os seus carismas e convidarão as pessoas a participar ativamente, dentro e fora da Igreja, em iniciativas voltadas ao bem da família e da sociedade.

(Fonte: Agência Zenit)

O que o Papa Francisco realmente disse sobre o aborto e os homossexuais na nova entrevista

ROMA, 20 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Nesta quinta-feira 19 de setembro, 16 revistas jesuítas em todo o mundo publicaram uma extensa entrevista feita no mês de agosto ao Papa Francisco pelo Padre Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltá Cattolica –uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano– cujo conteúdo foi manipulado por diversos meios de comunicação tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família, concretamente nos temas do aborto e da homossexualidade.

Na entrevista, o que o Papa falou sobre estes temas aparecem sob o subtítulo “É a Igreja um hospital de campanha?”, e aí o Santo Padre explica que hoje o importante é “curar feridas”, aproximando-se das pessoas com verdadeira misericórdia.

“Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, mantendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta, de quem a abandonou ou lhe é indiferente. Quem a abandonou o fez, por vezes, por razões que, se forem bem compreendidas e avaliadas, podem levar a um retorno. Mas é necessário audácia, coragem”, diz o Papa na entrevista com o Padre Spadaro.

Ante a pergunta sobre como deve ser a pastoral com os divorciados que voltaram a casar ou com os homossexuais, o Papa Francisco assinala que “Devemos anunciar o Evangelho em todos os lugares, pregando a boa nova do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo o tipo de doença e de ferida. Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais, que são ‘feridos sociais’, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não quer fazer isto”.

“Durante o voo de regresso do Rio de Janeiro disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la. Dizendo isso, eu disse aquilo que diz o?Catecismo. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível”.

O Papa recorda logo que “uma vez uma pessoa, para provocar-me, perguntou-me se aprovava a homossexualidade. Eu, então, respondi-lhe com uma outra pergunta: ‘Diz-me: Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afeto ou rejeita-a, condenando-a?’ É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada”.

“Esta é também a grandeza da confissão: o fato de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça. O confessionário não é uma sala de tortura, mas lugar de misericórdia, no qual o Senhor nos estimula a fazer o melhor que pudermos. Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimônio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na vida cristã. O que faz o confessor?”.

O Santo Padre afirma logo que “não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente”.

“Os ensinamentos, tanto dogmáticos como morais, não são todos equivalentes. Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente. O anúncio de caráter missionário concentra-se no essencial, no necessário, que é também aquilo que mais apaixona e atrai, aquilo que faz arder o coração, como aos discípulos de Emaús”, prossegue.

“Devemos, portanto, encontrar um novo equilíbrio; porque de outro modo, o edifício moral da Igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho. A proposta evangélica deve ser mais simples, profunda, irradiante. Somente desta proposta que vêm depois as consequências morais”.

O Papa ressalta deste modo que diz isto “também pensando na pregação e nos conteúdos da nossa pregação. Uma bela homilia, uma verdadeira homilia, deve começar com o primeiro anúncio, com o anúncio da salvação. Não há nada de mais sólido, profundo e seguro do que este anúncio. Depois deve fazer-se uma catequese. Depois, pode tirar-se também uma consequência moral. Mas o anúncio do amor salvífico de Deus precede à obrigação moral e religiosa. Hoje, por vezes, parece que prevalece a ordem inversa”.

“A homilia é a pedra de comparação para medir a proximidade e a capacidade de encontro de um pastor com o seu povo, porque quem prega deve reconhecer o coração da sua comunidade para procurar onde permanece vivo e ardente o desejo de Deus. A mensagem evangélica não pode limitar-se, portanto, apenas a alguns dos seus aspectos, que, mesmo importantes, sozinhos não manifestam o coração do ensinamento de Jesus”, sublinha.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa Francisco explica como é a sua vida de oração

ROMA, 20 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco compartilhou numa recente entrevista como é a sua vida de oração cotidiana. Além da Missa e do Rosário diários, o Santo Padre contou que prefere a Adoração ao Santíssimo pelas tardes e explicou que para ele a oração é sempre “memoriosa”.

Assim o indicou o Santo Padre na entrevista concedida ao sacerdote jesuíta italiano, Padre Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltá Cattolica, uma publicação que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano.

O Papa contou que “rezo o Ofício (as orações próprias do clero em toda a Igreja para cada dia) todas as manhãs. Eu gosto de rezar com os Salmos. Depois, a seguir, celebro a Missa. Rezo o Rosário”.

“O que verdadeiramente prefiro é a Adoração vespertina, mesmo quando me distraio e penso em outra coisa ou mesmo quando adormeço rezando. Assim, à tarde, entre as sete e as oito, estou diante do Santíssimo durante uma hora, em adoração. Mas também rezo mentalmente quando espero no dentista ou noutros momentos do dia”.

O Santo Padre assinala logo que “a oração é para mim sempre uma oração ‘memoriosa’, cheia de memória, de recordações, também memória da minha história ou daquilo que o Senhor fez na sua Igreja ou numa paróquia particular”.

“Para mim é a memória de que Santo Inácio fala na Primeira Semana dos?Exercícios, no encontro misericordioso com Cristo Crucificado. E pergunto-me: ‘Que fiz por Cristo? Que faço por Cristo? Que farei por Cristo?’”.

“É a memória de que fala Inácio também na Contemplação para alcançar o amor, quando nos pede para trazer à memória os benefícios recebidos”.

O Pontífice ressalta que “sobretudo, eu sei também que o Senhor tem memória de mim. Eu posso esquecer-me d´Ele, mas eu sei que Ele jamais se esquece de mim”.

A memória, conclui o Papa Francisco, “funda radicalmente o coração de um jesuíta: é a memória da graça, a memória de que se fala no?Deuteronômio, a memória das obras de Deus que estão na base da aliança entre Deus e o seu povo. É esta memória que me faz filho e me faz ser também pai”.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa frente ao aborto: “Nossa resposta é um sim decidido e sem hesitações à vida”

VATICANO, 20 Set. 13 / 02:58 pm (ACI).- O Papa Francisco reiterou nesta manhã a sua clara postura ante a “cultura do descartável” do aborto, que procura a eliminação dos seres humanos mais frágeis, e disse que “a nossa resposta a esta mentalidade é um ‘sim’ decidido e sem hesitações à vida” que é sempre sagrada e inviolável.

Segue na íntegra a tradução do discurso pronunciado em italiano nesta manhã pelo Pontífice ante os ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos. Este discurso se faz ainda mais importante logo depois da manipulação de alguns meios seculares da extensa entrevista feita ao Papa e publicada ontem, tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família.

Discurso do Papa Francisco:

“Peço-vos desculpa pelo atraso… Esta foi uma manhã um pouco complicada devido às audiências… Peço-vos desculpa.

1. A primeira reflexão que gostaria de partilhar com vocês é esta: nós assistimos hoje a uma situação paradoxal, que diz respeito à profissão médica. Por um lado constatamos – e agradecemos a Deus – os progressos da medicina, graças ao trabalho de cientistas que, com paixão e sem descanso, se dedicam à procura de novos tratamentos.? Entretanto, por outro lado, encontramos também o perigo de que o médico esqueça a própria identidade de servo da vida. A desorientação cultural tem afetado também aquilo que parecia um âmbito intocável: o vosso, a medicina! Mesmo estando por natureza a serviço da vida, as profissões de saúde são induzidas às vezes a não respeitar a própria vida.

Em vez disso, como nos recorda a Encíclica Caritas in veritate, “a abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento”. Quando uma sociedade se encaminha para a negação e a supressão da vida, não encontra a motivação e a energia necessária para esforçar-se no serviço do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social para com o acolhimento de uma nova vida, também outras formas de acolhimento úteis à vida secam. O acolhimento da vida revigora as energias morais e capacita para a ajuda recíproca (n. 28).

A situação paradoxal está no fato de que, enquanto se atribuem à pessoa novos direitos, às vezes mesmo direitos presumidos, nem sempre se protege a vida como valor primário e direito primordial de cada homem. O fim último do agir médico permanece sendo sempre a defesa e a promoção da vida.

2. O segundo ponto: neste contexto contraditório, a Igreja faz apelo às consciências, às consciências de todos os profissionais e voluntários de saúde, de maneira particular de vocês ginecologistas, chamados a colaborar no nascimento de novas vidas humanas. A vossa é uma singular vocação e missão, que necessita de estudo, de consciência e de humanidade. Um tempo atrás, as mulheres que ajudavam no parto eram chamadas “comadre”: é como uma mãe com a outra, com a verdadeira mãe. Também vocês são “comadres” e “compadres”, também vocês.

Uma generalizada mentalidade do útil, a “cultura do descartável”, que hoje escraviza os corações e as inteligências de tantos, tem um altíssimo custo: requer eliminar seres humanos, sobretudo se fisicamente ou socialmente mais frágeis. A nossa resposta a esta mentalidade é um “sim” decidido e sem hesitação à vida. ‘O primeiro direito de uma pessoa humana é a sua vida. Essa tem outros bens e alguns desses são mais preciosos: mas é aquele o bem fundamental, condição para todos os outros” (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre aborto provocado, 18 de novembro de 1974, 11).

As coisas têm um preço e podem ser vendidas, mas as pessoas têm uma dignidade, valem mais que as coisas e não têm preço. Tantas vezes, encontramo-nos em situações onde vemos que aquilo que custa menos é a vida. Por isto a atenção à vida humana em sua totalidade transformou-se nos últimos tempos em uma verdadeira prioridade do Magistério da Igreja, particularmente àquela majoritariamente indefesa, isso é, as pessoas com deficiência, doentes, o nascituro, a criança, o idoso, que é a vida mais indefesa.

No ser humano frágil cada um de nós é convidado a reconhecer a face do Senhor, que na sua carne humana experimentou a indiferença e a solidão à qual às vezes condenamos os mais pobres, seja nos Países em via de desenvolvimento, seja nas sociedades afluentes.

Toda criança não nascida, mas condenada injustamente a ser abortada, tem a face de Jesus Cristo, tem a face do Senhor, que mesmo antes de nascer, e depois apenas nascido experimentou a rejeição do mundo. E cada idoso, e – falei da criança: vamos aos idosos, outro ponto! E cada idoso, mesmo se enfermo ou no fim de seus dias, leva em si a face de Cristo. Não se pode descartar, como nos propõe a “cultura do descartável”! Não se pode descartar!

3. O terceiro aspecto é um mandato: sejam testemunhas e difusores desta “cultura da vida”. O vosso ser católico comporta uma maior responsabilidade: antes de tudo para com vocês mesmos, para com o compromisso de coerência com a vocação cristã; e depois para com a cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana a dimensão transcendente, a marca da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante de sua concepção.

Este é um compromisso de nova evangelização que requer às vezes ir contracorrente, pagando pessoalmente. O Senhor conta também com vocês para difundir o “evangelho da vida”.

Nesta perspectiva, as enfermarias dos hospitais de ginecologia são lugares privilegiados de testemunho e de evangelização, porque lá onde a Igreja se faz “veículo da presença de Deus” vivo, transforma ao mesmo tempo “instrumento de uma verdadeira humanização do homem e do mundo” (Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, 9).

Amadurecendo a consciência de que no centro da atividade médica e assistencial está a pessoa humana na condição de fragilidade, a estrutura de saúde transforma-se em “lugar no qual a relação de cuidado não é trabalho – a vossa relação de cuidado não é trabalho – mas missão; onde a caridade do Bom Samaritano é a primeira cátedra e a face do homem sofredor, a Face própria de Cristo” (Bento XVI, Discurso à Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma, 3 de maio de 2012).

Queridos amigos médicos, vocês são chamados a ocuparem-se da vida humana na sua fase inicial, recordem todos, com os fatos e com as palavras, que esta é sempre, em todas as suas fases e em toda idade, sagrada e é sempre de qualidade. E não por um discurso de fé – não, não, – mas de razão, por um discurso de ciência! Não existe uma vida mais sagrada que a outra, como não existe uma vida humana qualitativamente mais significativa que a outra. A credibilidade de um sistema de saúde não se mede somente pela eficiência, mas, sobretudo, pela atenção e amor para com as pessoas, cuja vida sempre é sagrada e inviolável.

Não deixem nunca de rezar ao Senhor e à Virgem Maria, para ter a força de cumprir bem o vosso trabalho e testemunhar com coragem – com coragem! Hoje é necessário coragem – testemunhar com coragem o “evangelho da vida”! Muito obrigado!”.

(Fonte: ACI Digital)

Uma bebê “inviável” completa 8 semanas de nascida e continua lutando pela sua vida nos EUA

Congressista Jaime Herrera Beutler

WASHINGTON DC, 19 Set. 13 / 03:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os médicos disseram faz uns meses à congressista norte-americana Jaime Herrera Beutler que o bebê que estava no seu ventre não sobreviveria ao parto. A pequena Abigail apresentou a chamada Síndrome de Potter, que tem como característica uma insuficiência renal grave e a iminente morte do bebê depois do nascimento.

Entretanto, Abigail já tem oito semanas de vida graças a um tratamento experimental, ao enorme amor dos seus pais e a que a menina -como diz a sua mãe- é uma “lutadora”.

A Síndrome de Potter supõe uma falta crítica de líquido amniótico e a má-formação dos pulmões e dos rins do bebê.

Depois de inteirar-se da situação do bebê em maio, durante uma ultrassonografia de rotina, Herrera Beutler e seu marido publicaram um comunicado assinalando que “não há uma solução médica disponível para nós. Estamos rezando por um milagre”.

Em declarações a ABC News, a congressista recordou que “o médico disse que (a bebê) não é compatível com a vida. E enquanto ele o dizia, eu podia senti-la mexendo-se”.

“Essa é a sua personalidade. Isso é o que ela faz agora”, disse Herrera Beutler, indicando que a sua menina “é uma lutadora”.

Graças a um tratamento experimental realizado por um especialista do instituto Johns Hopkins a pequena conseguiu salvar-se. A terapia consistiu em injetar uma substância salina para substituir o líquido amniótico, permitindo que os pulmões se desenvolvam mais que na maioria de casos de Síndrome de Potter.

Abigail nasceu em 15 de julho.

O chefe de nefrologia pediátrica do Hospital para crianças Lucile Packard, Dr. Steven Alexander, um dos médicos de Abigail, assinalou que “é único na minha experiência que um bebê com as imagens de ultrassom que teve esta menina nasça com pulmões que possam sustentá-la”.

A menina permanecerá os próximos seis meses no centro médico, recebendo diálise diariamente até que possa receber um transplante de rins.

A mãe manifestou sua alegria porque seu bebê “sabe quem somos, ela continua respondendo e parece estar emocionada”.

“Temos a oportunidade de ser pais, temos a oportunidade de desfrutá-la. Disseram-nos que não teríamos essa oportunidade, por isso, cada dia é uma bênção”, assegurou.

(Fonte: ACI Digital)

A falta de Deus leva a injustiça!

FATIMA, 18 Set. 13 / 09:05 pm (ACI).- Em palavras dirigidas aos peregrinos presentes no Santuário de Fátima, Dom Virgílio Antunes Bispo de Coimbra assinalou que “as desordens e injustiças de toda a ordem existentes no nosso mundo têm a sua raiz na perda de sentido de Deus e da dignidade humana”.

Segundo informou a Sala de Imprensa do Santuário Mariano português, a mensagem do prelado foi dirigida aos jovens do movimento Convívios Fraternos, que peregrinaram a Fátima. O bispo também pediu uma fé encarnada na vida e que os rapazes e moças do movimento sejam “portadores da alegria de Cristo para outros jovens”.

Na reflexão do Bispo de Coimbra, o ser humano vive três tipos de perdas: a perda das condições de vida e de bens, a perda do amor nas relações humanas e a perda do amor em Deus.

“Somos sensíveis às duas primeiras perdas, e com razão, porque destroem a pessoa humana, roubam-lhe a alegria de viver, a esperança e o amor, essenciais para uma vida feliz. Geralmente somos menos sensíveis à perda de Deus e à perda da fé no seu amor e na sua misericórdia”, afirmou, na homilia da Missa que presidiu na manhã deste 17 de agosto no Santuário de Fátima, que concelebrou com vários sacerdotes e com outros bispos em peregrinação: Dom Anacleto Gonçalves, bispo de Bragança-Miranda (Portugal), e D. Patrick O’ Donoghue, bispo emérito de Lancaster, Inglaterra.

O apelo do Bispo de Coimbra foi no sentido do reencontro do sentido de Deus e do sentido do homem na sociedade moderna. Segundo Dom Antunes “o caminho para esse reencontro passa pela fé em Deus, pelo encontro com o seu amor e a sua misericórdia, que provocam sempre o encontro com o amor e a misericórdia humana, aceite, acolhida e vivida”.

Além de outros grupos, estão na Cova da Iria em peregrinação nacional os grupos da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue e do movimento Convívios Fraternos.

“Não permitas que a tua fé esteja desencarnada da tua vida, mas trabalha para que se torne compromisso em favor da dignidade humana, da construção da paz e da instauração de relações marcadas pela justiça. Está atento aos outros e torna-te instrumento do seu reencontro”, disse o bispo aos jovens presentes.

(Fonte: ACI Digital)

Bispo argentino destaca o valor intelectual de Bento XVI em encontro com docentes universitários

Bento XVI. Foto: Grupo ACI

BUENOS AIRES, 19 Set. 13 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito de Roma, Bento XVI se destacou “pelo seu altíssimo valor intelectual e pela repercussão que tiveram em diferentes âmbitos fora da Igreja“, assinalou o Arcebispo de La Plata (Argentina), Dom Héctor Aguer, no sétimo Encontro Nacional de Docentes Universitários Católicos (ENDUC) na Universidade Católica de Cuyo província de San Juan (Argentina).

No evento que é um espaço de diálogo acadêmico interdisciplinar e que se realizou de 13 a 15 de setembro sob o título “A Fé na vida pública”, o também Presidente da Comissão Episcopal de Educação Católica refletiu em torno dos “Caminhos abertos: quatro discursos de Bento XVI”.

Dom Aguer assinalou que os dois primeiros discursos são “o pronunciado na Universidade de Ratisbona, e o preparado para o encontro -que não se realizou- com a Universidade de Roma La Sapienza; lições magistrais ou discussões acadêmicas com referência à evolução da cultura, da qual as universidades são protagonistas sobressalentes”.

Explicou que “o assunto principal neles é a relação entre a fé e a razão, e a função deste acidentado conúbio espiritual na história da cultura do Ocidente, na formação da Europa, e na encruzilhada de vários problemas contemporâneos”.

Em relação aos argumentos dos outros dois discursos em Westminster Hall e no Reichstag de Berlim, “abordaram-se os fundamentos da ética civil e do direito, o sentido da atividade política e do exercício da autoridade, assim como também a dimensão pública da religião nas sociedades democráticas”.

“Nestas duas últimas intervenções – disse o Prelado – pode comprovar-se uma espécie de aplicação ao espaço sócio-político dos princípios antropológicos que foram desenvolvidos nas duas primeiras: uma ideia plenária do homem, sua natureza e a amplitude do dinamismo da razão”.

(Fonte: ACI Digital)

Vaticano lançará aplicativo do Catecismo da Igreja Católica para tablet e smartphone

Foto Arcebispado Valladolid (CC BY-SA 2.0)

VATICANO, 19 Set. 13 / 02:24 pm (ACI/Europa Press).- O Vaticano lançará um aplicativo gratuito do Catecismo da Igreja Católica para tablet e smartphone. Assim o anunciou nesta quinta-feira o Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella.

O aplicativo, que estará disponível nas próximas semanas em italiano, permitirá consultar textos do Catecismo da Igreja Católica e do seu compêndio, assim como referências bíblicas, conforme explicou o Arcebispo Fisichella que adicionou que, além disso, será possível transferi-lo pelas redes sociais como Facebook e Twitter, entre outras.

Do mesmo modo, apontou que este instrumento ajudará “aqueles que desejam conhecer melhor a fé transmitida nos séculos e o patrimônio da doutrina e espiritualidade condensadas nestas páginas”.

O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização agradeceu o “apoio generoso” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) que fez possível esta iniciativa.

(Fonte: ACI Digital)

Membro do Parlamento do Afeganistão pede que os cristãos conversos do Islã sejam executados

ROMA, 12 Set. 13 / 11:20 am (ACI/EWTN Noticias).- O membro do Parlamento do Afeganistão, Nazir Ahmad Hanafi, pediu que segundo a sharia (lei islâmica), executem-se as pessoas que se convertam do islã ao cristianismo, para “pôr fim” ao crescimento rápido do cristianismo.

Logo que a imprensa do país apresentasse um relatório que assinala o rápido crescimento dos conversos ao cristianismo, Hanafi assinalou em assembleia que “os afegãos continuam convertendo-se ao cristianismo na Índia”.

Conforme publicou a agência vaticana Fides em 9 de setembro, outro parlamentar do país já havia informado anteriormente que na Índia, onde há milhares de refugiados, existe uma comunidade cristã chamada “Igreja dos Afegãos” constituída por aqueles que chegaram de Cabul (capital do Afeganistão).

“As conversões ao cristianismo são o resultado da presença dos Estados Unidos no Afeganistão”, assinalou outro membro da Câmara, Abdul Latif Pedram.

O presidente do Parlamento, Abdul Rauf Ibrahimi, ordenou ao Comitê Nacional para a Segurança do país “acompanhar o assunto seriamente”, e condenou todas as atividades de “proselitismo cristão” no Afeganistão, que é considerado também pelos líderes islâmicos uma ameaça para o país.

Uma notificação do Conselho Islâmico do Afeganistão enviada ao Presidente do país, Hamid Karza, assinalou que a presença de trabalhadores estrangeiros de religião cristã no país é também uma preocupação.

A Agência Fides informou também que fontes locais assinalaram que alguns parlamentares converteram-se secretamente ao cristianismo apesar dos riscos que isso implica.

(Fonte: ACI Digital)

Aumentam as confissões no Reino Unido graças ao Papa Francisco e Bento XVI

Papa Francisco / Bento XVI. Fotos: Grupo ACI

LONDRES, 17 Set. 13 / 10:34 am (ACI/EWTN Noticias).- O clero católico na Inglaterra e Gales assegura que mais gente está recorrendo ao sacramento da confissão, e muitos atribuem este fato à visita de Bento XVI ao país em 2010 e à eleição do Papa Francisco.

Em resposta a uma pesquisa realizada pelo escritório de missões locais da Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e Gales, um sacerdote disse que “este verão houve uma diferença marcada na demanda (de confissões) comparada ao verão passado. Geralmente não oferecemos confissões em agosto, mas estamos oferecendo este ano”.

A pesquisa informal se realizou em 22 catedrais da Inglaterra e Gales, procurando as respostas de sacerdotes e párocos do país.

Um dos pesquisados disse que “definitivamente” há um aumento no número de católicos não praticantes que estão procurando a prática religiosa durante o pontificado de Francisco.

Outro sacerdote atribuiu o aumento das confissões à “despedida papal” e ao “grande sentido de esperança e entusiasmo” gerado pela eleição do Papa Francisco.

Teve um “impacto imenso” a forma como o Santo Padre se relaciona com as pessoas, assegurou.

O mesmo sacerdote sugeriu que o incremento nas confissões também reflete a influência de Bento XVI, cuja visita ao reino Unido teve “um efeito profundo”.

O Papa Francisco, disse o pesquisado, atraiu elogios pela sua “maneira acessível”, por ter uma “boa conexão” com aqueles que não estão na Igreja e por “falar a sua linguagem”.

Aproximadamente 65 por cento dos pesquisados disse que as confissões aumentaram, já seja pelo impacto da visita do Papa Bento XVI em setembro de 2010, ou pela eleição do papa Francisco.

30 por cento atribuiu o incremento ao efeito de ambos.

Além da influência de Bento XVI e Francisco, os pesquisados também responsabilizaram outros fatores pelo aumento das confissões, tais como sacerdotes falando e ensinando mais sobre a confissão, o exame de consciência entre os penitentes, assim como a mudança de horários em que se oferecem as confissões.

Os participantes no estudo disseram que muitos dos católicos que retornaram à Igreja não sabiam o que dizer, e alguns não sabiam as orações.

O Bispo de Arundel e Brighton, Dom Kieran Conry, encarregado do departamento de Evangelização e Catequese dos Bispos da Inglaterra e Gales, disse recentemente ao Daily Telegraph que “um número importante” de jovens está recorrendo ao Sacramento da Reconciliação, o que qualificou como um “bom sinal”.

O Prelado assinalou que a confissão deixou de ser uma “lista mecânica de compras” para converter-se em uma forma de melhorar a relação com Deus.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa: A Igreja é Mãe e oferece o perdão de Deus também aos que estão no abismo

VATICANO, 18 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- A Igreja como mãe, foi novamente o tema que o Papa Francisco escolheu para a catequese da audiência geral das quartas-feiras. O Santo Padre explicou que a Igreja oferece o perdão de Deus a todos, inclusive aos que caíram no abismo.

Na audiência celebrada nesta manhã ante uma multidão de peregrinos em uma ensolarada Praça de São Pedro, o Papa disse que a Igreja como mãe “é uma imagem que eu gosto muito porque nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual rosto deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja”.

Para explicar essa imagem, o Papa partiu do que uma mãe faz por seus filhos. Em primeiro lugar “ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo”.

“A Igreja faz a mesma coisa: orienta a nossa vida, dá-nos os ensinamentos para caminhar bem. Pensemos nos dez Mandamentos: indicam-nos um caminho a percorrer para amadurecer, para ter pontos firmes no nosso modo de nos comportarmos. E são frutos da ternura, do amor próprio de Deus que os doou a nós. Vocês poderiam me dizer: mas são mandamentos! São um conjunto de “não”! Eu gostaria de convidar vocês a lê-los – talvez vocês tenham se esquecido um pouco deles – e então pensá-los de modo positivo”.

“Vejam que se referem ao nosso modo de nos comportarmos com Deus, com nós mesmos e com os outros, propriamente aquilo que nos ensina uma mãe para viver bem. Convidam-nos a não fazermos ídolos materiais que depois nos tornam escravos, a recordar-nos de Deus, a ter respeito pelos pais, a sermos honestos, a respeitar o outro…”.

“Tentem vê-los assim e considerá-los como se fossem as palavras, os ensinamentos que a mãe dá para seguir bem na vida. Uma mãe não ensina nunca aquilo que é mal, quer somente o bem dos filhos, e assim faz a Igreja”.

Em segundo lugar, “quando um filho cresce, torna-se adulto, toma o seu caminho, assume as suas responsabilidades, caminha com as próprias pernas, faz aquilo que quer e, às vezes, acontece também de sair do caminho, acontece qualquer acidente. A mãe sempre, em toda situação, tem a paciência de continuar a acompanhar os filhos. Aquilo que a impulsiona é a força do amor; uma mãe saber seguir com discrição, com ternura o caminho dos filhos e mesmo quando erram encontra sempre o modo para compreender, para ser próxima, para ajudar. Na minha terra dizemos que uma mãe sabe ‘dar a cara’ por seus filhos, quer dizer, está disposta a defendê-los sempre”.

“A Igreja é assim, uma mãe misericordiosa, que entende, que procura sempre ajudar, encorajar também diante dos seus filhos que erraram e que erram, não fecha nunca as portas da Casa; não julga, mas oferece o perdão de Deus, oferece o seu amor que convida a retomar o caminho mesmo para aqueles filhos que caíram em um abismo profundo, a Igreja não tem medo de entrar na noite deles para dar esperança; a Igreja não tem medo de entrar na nossa noite quando estamos na escuridão da alma e da consciência, para dar-nos esperança! Porque a Igreja é mãe!”

Por último, “uma mãe sabe também pedir, bater a toda porta pelos próprios filhos, sem calcular, o faz com amor. E penso em como as mães sabem bater também e, sobretudo, na porta do coração de Deus!”.

“As mães rezam tanto pelos próprios filhos, especialmente por aqueles mais frágeis, por aqueles que têm mais necessidade, por aqueles que na vida tomaram caminhos perigosos ou errados…”.

“E assim faz também a Igreja: coloca nas mãos do Senhor, com a oração, todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Mãe Igreja: o Senhor não permanece insensível. Sabe sempre nos surpreender quando não esperamos. A Mãe Igreja o sabe!”.

“Estes eram os pensamentos que queria dizer para vocês hoje: vejamos na Igreja uma boa mãe que nos indica o caminho a percorrer na vida, que sabe ser sempre paciente, misericordiosa, compreensiva e que sabe colocar-nos nas mãos de Deus”.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa reitera seu chamado a rezar pela paz na Síria e em todo o mundo

VATICANO, 18 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao recordar que neste sábado, 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o Dia Internacional da Paz, o Papa Francisco pediu mais uma vez hoje orações pela paz na Síria e em todo o mundo.

“Convido os católicos de todo o mundo a unirem-se aos outros cristãos para continuar a implorar de Deus o dom da paz nos lugares mais atormentados do nosso planeta”, disse o Santo Padre.

“Possa a paz, dom de Jesus, morar sempre nos nossos corações e apoiar os propósitos e as ações dos responsáveis das Nações e de todos os homens de boa vontade”, exortou.

O Papa recordou também que “todos temos que nos comprometer em alentar os esforços para uma boa solução diplomática e política dos focos de guerra que ainda nos preocupam”.

“O meu pensamento vai especialmente para a querida população síria, cuja tragédia humana pode ser resolvida somente com o diálogo e a negociação, no respeito da justiça e da dignidade de cada pessoa, especialmente os mais frágeis e indefesos”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

RD Congo: “Sua Santidade, reze pela paz na RDC”

Carta da primeira dama ao Papa Francisco

ROMA, 17 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – “Em nome do povo congolês, que represento humildemente, gostaria de pedir a Sua Santidade a intercessão de oração pela paz duradoura na República Democrática do Congo”, pede a Sra. Marie Olive Lembe Kabilakabange, esposa do presidente congolês Joseph Kabila, em carta enviada ao Papa Francisco.

A carta recorda “as atrocidades de todos os tipos, sofridas ao longo de décadas por parte da população devido às muitas guerras injustas, especialmente no leste da RDC, que têm causado enorme perda de vidas”.

A “primeira dama” congolesa convida também o Santo Padre a visitar o país “para dar conforto e esperança a um povo de maioria católica que espera viver em paz e harmonia”.

Do leste do país, no entanto, continuam a ser relatadas novas violências e uma tensão crescente. A Coordenação da Sociedade Civil do Norte Kivu denuncia a concentração de tropas de Uganda (mais 12 mil soldados) na fronteira Uganda-Congo perto de Bunagana. Teme-se que as tropas Kampala estão prestes a cruzar a fronteira para dar força aos rebeldes do M23, que já estão recebendo o apoio do exército de Ruanda, e que teria sido reforçado por mercenários eritreus.

Em outra nota enviada à Agência Fides, a Coordenação da Sociedade Civil do Norte Kivu, afirma que nos dias 15 e 16 de Setembro os homens da M23 forçaram a fuga de cerca de 800 famílias no território de Rutshuru. Essas pessoas são privadas de assistência humanitária.

(Agência Fides/ Trad. ZENIT)

Como é possível que o Papa Francisco tenha afirmado que não há verdade absoluta?

É papel dos cristãos na sociedade lembrar que a verdade provém do amor e se dirige ao amor.

Por Pe. Anderson Alves

ROMA, 16 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – No dia onze de setembro de 2013 ocorreu algo extraordinário: o Papa Francisco escreveu uma longa carta a Eugenio Scalfari, fundador do jornal La Repubblica, para responder a uma série de perguntas levantadas por ele ao final da leitura de Lumen Fidei[i]. Scalfari colocou diversas questões interessantes, tendo como centro o problema da verdade. Num artigo de sete de julho ele perguntou: existe uma única verdade ou tantas quanto são os indivíduos e as que podem ser formadas pela mente humana?[ii] E em sete de agosto a interrogação foi ainda mais audaz: disse que quem crê em Deus aceita uma verdade revelada e quem não crê pensa que não existe nenhum absoluto e nenhuma verdade absoluta, mas apenas uma série de verdades relativas e subjetivas; a dita posição de quem não tem fé seria um erro ou um pecado para a Igreja?[iii]

Dessas questões pode-se perceber certo tipo de relativismo difuso na nossa cultura. O relativismo é um estranho modo de pensar no qual tudo pode ser considerado igualmente verdadeiro ou igualmente falso. Cede-se ao relativismo quando se atribui um valor exagerado à verdade, a ponto de se dizer que toda afirmação possa ser verdadeira (inclusive as contraditórias), ou quando se nega todo o valor da verdade. No último caso, nega-se o valor de verdade de toda afirmação, tomando como verdade absoluta a afirmação do mesmo relativismo. Frequentemente essa contradição se une a outra: se nega a existência da verdade e se toma como coisa absolutamente certa a inexistência de Deus e de regras morais. Logicamente o relativismo e o ateísmo são contraditórios entre si, mas há quem se esforçe muito em defender esses dois modos de pensar, pagando o preço de se defender doutrinas insustentáveis pela razão humana[iv].

A resposta do Papa é clara e surpreendente. Diz que não é correto falar de “verdade absoluta”, pois absolutus provém do latim e significa o que é solto de, desconexo, separado, privado de qualquer relação. Sendo assim, para a fé cristã a verdade não poderia jamais ser absoluta, uma vez que a verdade é principalmente uma relação de amor em Deus e de amor para com as criaturas. A verdade é uma relação, é o amor que une as coisas a Deus e constitui o princípio e o fim da criação. De fato, Deus pensou cada ser amando-o, e livremente o criou para que pudesse corresponder ao seu amor. Cada realidade é verdadeira porque está intrinsecamente configurada pelo amor e pela inteligência divina.

Para o Papa, é certo que cada um acolhe a verdade e a exprime. Nesse sentido, a verdade é múltipla, uma vez que está em cada mente que a conhece e cada um pode expressá-la de modo próprio. A verdade então é múltipla quando é expressa por diversos indivíduos e de diversos modos. O Papa esclarece que isso não significa afirmar o relativismo, pois dizer que a verdade não é ab-soluta não implica que ela seja sempre “variável ou subjetiva”, ou seja, que tudo possa ser igualmente verdadeiro ou igualmente falso. A verdade é algo que nos é dado com o ser de cada realidade e se apresenta a nós como caminho e vida. Para a fé cristã, portanto, verdade é uma coisa só com o amor e requer humildade para ser reconhecida, buscada, acolhida e expressada.

Talvez alguém possa pensar que essas afirmações do Papa sejam revolucionárias, assim como considerou Scalfari na sua resposta ao Papa[v]. Mas se olhamos para a história do pensamento cristão, vemos que isso é impreciso. Santo Tomás de Aquino, por exemplo, diz algo bem parecido: a verdade divina é única[vi]. Deus pensa a si mesmo desde toda a eternidade e ao conhecer-se, conhece e ama perfeitamente sua essência e com ela todas as demais coisas, possíveis ou reais. E o concebido pelo pensamento divino é o Filho, Logos(ou Verbo) eterno do Pai. Por isso em Deus a verdade divina é uma relação de processão: o Filho procede do Pai desde toda a eternidade. E o amor divino é o Espírito Santo, pelo qual Deus ama e cria todas as coisas. O Espírito Santo é o amor que une o Pai e o Filho e é a razão última de todas as coisas: todas existem porque foram amadas e pensadas por Deus.

Tomás afirma também que nas criaturas a verdade é múltipla, pois há diversas verdades em diversas mentes e de cada realidade pode-se formular diversos juízos verdadeiros. Cada realidade natural possui assim uma verdade intrínseca, que é uma imitação das ideias presentes na mente divina. As verdades intrínsecas das coisas são em certo modo inesgotáveis, e o conhecimento humano delas é sempre progressivo. Tomás chegou a afirmar que até o seu tempo nenhum filósofo tinha conseguido apreender e explicar totalmente nem mesmo a essência de uma mosca[vii]. E até hoje, por incrível que pareça, nenhuma ciência esgotou o conhecimento do seu objeto. Cada realidade possui, portanto, uma verdade intrínseca, à qual imita e participa na verdade divina, a qual o conhecimento deve se adequar.

Desse modo, Santo Tomás provavelmente responderia à primeira pergunta de E. Scalfari dizendo que há uma só verdade na mente divina, a qual só é acessível a Deus mesmo. Nas realidades naturais e no conhecimento humano a verdade é sempre parcial, progressiva, relativa, ou melhor dizendo, relacional: se refere a cada realidade criada e a cada intelecto que a apreende através de diversos atos intelectuais. Isso não implica nenhum relativismo, mas a justa compreensão do caráter relacional da verdade[viii].

E pensar que “não há nada de absoluto”, mas que a “verdade é sempre relativa e subjetiva” seria um pecado ou erro para a Igreja? A isso Tomás provavelmente responderia que há certamente um erro, não de fé, mas sim de razão natural: significa tomar por verdade absoluta o fato de que não existem verdades absolutas e que tudo é relativo e subjetivo. O nome desse erro se chama contradição, e não pecado. De fato, é evidentemente contraditório tomar por certo a afirmação de que não existe nada de universal e afirmar que algo de universal (os juízos humanos) seja relativo.

Portanto o Papa, ao dizer que não há verdade absoluta, desprovida de relação, não disse nada de revolucionário, nem de dogmático, mas algo que está ao alcance de todo pensamento reto que afirma a evidência do caráter relacional da verdade. A verdade diz sempre respeito a uma relação entre o conhecido e quem o conhece. E é papel dos cristãos na sociedade lembrar que a verdade provém do amor e se dirige ao amor. Ao conhecer a verdade nos abrimos à riqueza do real e aprendemos a amá-lo, amando também o seu Criador.

[i] Cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/carta-do-papa-francisco-ao-fundador-do-jornal-la-repubblica-na-integra

[ii] Cfr. http://www.repubblica.it/politica/2013/07/07/news/le_risposte_che_i_due_papi_non_danno-62537752/?ref=HREA-1

[iii] Cfr.  http://www.repubblica.it/politica/2013/08/07/news/le_domande_di_un_non_credente_al_papa_gesuita_chiamato_francesco-64398349/?ref=HREA-1

[iv] Sobre a contradição de relativismo e relativismo cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/o-ateismo-e-uma-escolha-racional Cfr. também: http://www.zenit.org/pt/articles/e-possivel-um-relativismo-absoluto

[v] Cfr. http://ricerca.repubblica.it/repubblica/archivio/repubblica/2013/09/12/il-coraggio-di-papa-francesco-che-apre.html?ref=search

[vi] Santo Tomás não usa a expressão “verdade absoluta”, mas sim verdade primeira, verdade divina, verdade presente no intelecto divino. Cfr. Santo Tomás de Aquino, De Veritate, q. 1, a. 4.

[vii] Cfr. IdemSuper Sym. Ap., proemio.

[viii] Expomos o tema em: http://www.zenit.org/pt/articles/o-relativismo-relativo-ou-a-justa-relatividade-da-verdade E em: http://www.zenit.org/pt/articles/relativismo-absoluto-ou-absolutismo-relativista

(Fonte: Agência Zenit)

Chanceler da Alemanha rechaça adoção por casais homossexuais

BERLIM, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, expressou publicamente seu rechaço à adoção por casais homossexuais e explicou brevemente que sua postura busca garantir “o bem estar da criança”.

Em declarações à rede de televisão pública ARD, a pouco menos de duas semanas das eleições gerais legislativas na Alemanha, Merkel indicou que não apoiará a aprovação de uma lei que permita a adoção por casais gay no país.

Ao ser consultada sobre o tema, a Chanceler alemã assinalou que “tenho problemas com a igualdade total” para o caso de adoções por casais do mesmo sexo.

“Tem a ver com o bem estar da criança”, assinalou.

(Fonte: Agência Zenit)

Organização recolhe assinaturas para pedir que revoguem o Nobel da Paz a Obama e o deem ao Papa Francisco

WASHINGTON DC, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- No site Change.Org se estão recolhendo assinaturas para pedir que retirem o Prêmio Nobel da Paz 2009 do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que assegurou a sua intenção de intervir militarmente na Síria.

Em uma mensagem ao povo dos Estados Unidos na noite de 10 de setembro, ao tempo que reconheceu que “esta nação esta saturada das guerras”, Obama assegurou que o ataque contra a Síria “será um ataque concreto para conseguir um objetivo específico”.

O presidente dos Estados Unidos indicou também que “pediu ao Congresso adiar a votação da resolução para atacar a Síria até que avance a via diplomática”.

A coleta de assinaturas, que será enviada ao Comitê Nobel do Parlamento Europeu, solicita que “se revogue o Prêmio Nobel da Paz que entregou a Barack Obama em 2009 e que o receba o Papa Francisco, pois o Presidente dos Estados Unidos fomenta um conflito armado na Síria, apesar de que 6 de cada 10 norte-americanos estejam contra isso”.

Pelo contrário, assinala a missiva, o Santo Padre “se manifestou contra uma guerra e solicitou ‘que se acabe o barulho das armas!’, pois ‘a guerra significa sempre o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade’”. “Recentemente (o Papa) chamou crentes e não crentes a um dia de Jejum e Oração pela paz no Oriente Médio, na Síria e em todo mundo ao que se uniram milhões de pessoas no último dia 7 de setembro”, diz a mensagem.

Os assinantes da carta consideram “que o Papa Francisco deve receber o Prêmio Nobel da Paz, pois ele realiza o maior esforço por conseguir a fraternidade entre as nações, busca abolir o uso da força militar e promove cenários de paz” o qual, indicaram, para o comitê que outorga o Prêmio Nobel é” um requisito indispensável para receber esse galardão”.

Conforme foi informado recentemente, o Comitê Nobel do Parlamento da Noruega já está avaliando solicitar que se retire do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Prêmio Nobel da Paz 2009 devido a sua intenção de realizar uma intervenção militar na Síria, face à oposição internacional.

Por sua parte, o Papa Francisco reiterou incessantemente o chamado à paz, tanto na Síria como no Oriente Médio e no mundo inteiro.

No marco do Dia de Jejum e Oração pela Paz que convocou a toda a Igreja e às pessoas de boa vontade, em 7 de setembro, assegurou que “a violência e a guerra nunca são caminho para a paz”.

“Em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão”.

“Queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos!” caminhar pelo caminho da paz, disse o Santo Padre.

Para assinar esta petição, pode ingressar em:

http://www.change.org/es/peticiones/comite-nobel-del-parlamento-noruego-revoque-el-premio-nobel-de-la-paz-a-obama-y-que-lo-reciba-el-papa-francisco

(Fonte: Agência Zenit)

É uma loucura fazer guerra para levantar a bandeira da paz, adverte missionário da Síria

ROMA, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Pe. David Fernández, missionário argentino do Instituto do Verbo Encarnado, afirmou que os cristãos em Aleppo (Síria), levam sua cruz com fé enquanto vivem na incerteza e rezam para que não haja uma intervenção militar porque “é uma loucura realizar ações bélicas para levantar a bandeira da paz”.

Em declarações à agência Fides, o sacerdote disse que “a população vive na incerteza e no sofrimento, mas ninguém pensa que pode ser liberado com as bombas e mísseis de uma intervenção militar estrangeira. Também acho que é uma loucura realizar ações bélicas para levantar a bandeira da paz. Todos oramos para que não se realize esta intervenção, e recuperemos de verdade a paz”.

O missionário argentino descreveu Aleppo como uma cidade sitiada pelas tropas rebeldes, onde “os fornos estão fechados, já que se carece inclusive da farinha para fazer o pão; não se pode dormir nem de dia nem de noite pelo barulho dos enfrentamentos e bombardeios que acontecem nos subúrbios da cidade”.

“Em meio de tudo isto muita gente leva sua cruz com fé e valor, pedindo o dom da paz a Deus, o único ao que ainda confiam suas esperanças”, afirmou.

Exemplo disso é que em agosto, na paróquia católica de rito latino, pregaram-se retiros para jovens, para as religiosas e mães. Nestes dias se está realizando outro para os sacerdotes, no que participam sacerdotes de diversos ritos.

(Fonte: Agência Zenit)

Membro do Parlamento do Afeganistão pede que os cristãos conversos do Islã sejam executados

ROMA, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O membro do Parlamento do Afeganistão, Nazir Ahmad Hanafi, pediu que segundo a sharia (lei islâmica), executem-se as pessoas que se convertam do islã ao cristianismo, para “pôr fim” ao crescimento rápido do cristianismo.

Logo que a imprensa do país apresentasse um relatório que assinala o rápido crescimento dos conversos ao cristianismo, Hanafi assinalou em assembleia que “os afegãos continuam convertendo-se ao cristianismo na Índia”.

Conforme publicou a agência vaticana Fides em 9 de setembro, outro parlamentar do país já havia informado anteriormente que na Índia, onde há milhares de refugiados, existe uma comunidade cristã chamada “Igreja dos Afegãos” constituída por aqueles que chegaram de Cabul (capital do Afeganistão).

“As conversões ao cristianismo são o resultado da presença dos Estados Unidos no Afeganistão”, assinalou outro membro da Câmara, Abdul Latif Pedram.

O presidente do Parlamento, Abdul Rauf Ibrahimi, ordenou ao Comitê Nacional para a Segurança do país “acompanhar o assunto seriamente”, e condenou todas as atividades de “proselitismo cristão” no Afeganistão, que é considerado também pelos líderes islâmicos uma ameaça para o país.

Uma notificação do Conselho Islâmico do Afeganistão enviada ao Presidente do país, Hamid Karza, assinalou que a presença de trabalhadores estrangeiros de religião cristã no país é também uma preocupação.

A Agência Fides informou também que fontes locais assinalaram que alguns parlamentares converteram-se secretamente ao cristianismo apesar dos riscos que isso implica.

(Fonte: Agência Zenit)

Desconhecimento da Doutrina Social da Igreja afeta o desempenho dos leigos, adverte perito

MADRI, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Pe. Fernando Fuentes, diretor do Secretariado da Comissão Episcopal da Pastoral Social da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), assinalou que a Doutrina Social da Igreja é um “âmbito nuclear para a vida da Igreja”, entretanto, advertiu que seu desconhecimento está afetando o desempenho dos leigos na vida pública de seus países.

Em declarações à agência SIC, o sacerdote se referiu ao Mestrado em Doutrina Social da Igreja organizado pela Comissão Episcopal da Pastoral Social em colaboração com a Fundação Paulo VI e a Universidade Pontifícia de Salamanca; uma iniciativa online que, segundo Fuentes, pretende aprofundar no conhecimento deste aspecto social da Igreja que às vezes é pouco conhecido por falta de formação dos católicos.

Este mestrado já vem sendo realizado há 20 anos em alguns países da América Latina, como o México, Argentina e Panamá, mas é a primeira edição que acontece na Espanha. Mediante um campus virtual da Universidade Pontifícia de Salamanca, Campus de Madri, 14 professores de diferentes universidades se responsabilizam pelas disciplinas curso.

E é que conforme assegurou o diretor do Secretariado da Comissão Episcopal da Pastoral Social, “a Doutrina Social da Igreja é uma das grandes desconhecidas pelos católicos”. Explicou que se trata de “falta de formação no âmbito doutrinal no clero e também entre os leigos, o qual está incidindo na debilidade da presença do laicato na vida pública e em uma presença na ação social que nem sempre tem uma fundamentação nesta referência doutrinal”.

Segundo o Pe. Fuentes, a Doutrina Social da Igreja se trata de um “âmbito nuclear para a vida da Igreja” e assegurou que “quando se apresenta àqueles que fazem o curso, eles se surpreendem pela novidade do pensamento social da Igreja”.

O sacerdote explicou que para discernir as questões sociais desde a experiência cristã e com colocações morais são necessários recursos que normalmente são pouco conhecidos e que se explicam neste mestrado, e que os 200 alunos que o cursaram em seus 20 anos de história aprendem e depois aplicam como professores de doutrina social da Igreja, técnicos do Caritas e de Mãos Unidas, responsáveis por pastoral operária e de associações e movimentos eclesiais, políticos, sindicalistas.

A situação atual de crise social e econômica expõe desafios muito específicos para os cristãos, por isso o Pe. Fuentes recordou que Bento XVI já o advertia em sua encíclica Deus Caritas Est, onde destacou “que a Igreja tem o dever de oferecer, mediante a purificação da razão e a formação ética, sua contribuição específica, para que as exigências da justiça sejam compreensíveis e politicamente realizáveis”. Explicou que se trata de “uma tarefa que requer bons itinerários educativos e testemunho de solidariedade, como já está sendo feito em muitas comunidades cristãs”.

Nesse aspecto o compromisso dos cristãos com a vida pública já se falou na encíclica de João XXIII Pacem in terris, que completa 50 anos de sua publicação e que o Pe. Fuentes assegura que é “como ‘a constituição’ para os governantes e para o compromisso na vida pública. Influenciou decisivamente nos anos 70 e 80; foi a carta magna dos direitos humanos e supôs toda uma interpelação à Igreja e à sociedade na consecução de uma convivência pacífica”.

A encíclica Pacem in terris é um dos pontos mais importantes para a Comissão Episcopal da Pastoral Social e para a Fundação Paulo VI. Em 2003 celebraram um Simpósio sobre o documento e seus desafios; e agora a questão política tem grandes desafios na atualidade, especialmente o possível conflito na Síria ante o qual o Papa Francisco realizou um dia de oração pela paz no mundo.

Conforme afirmou o Pe. Fuentes, Cáritas, Mãos Unidas e as obras das congregações religiosas são algumas das respostas das necessidades sociais, coordenadas da Comissão Episcopal da Pastoral Social já que “para a Igreja, a caridade pertence a sua natureza e a sua essência, não é uma espécie de assistência social. Por isso o testemunho da caridade se transforma também em ‘caridade política’, chega a todos os rincões da vida e atende às pessoas de modo integral”.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa Francisco escreve carta a um jornal anticlerical para explicar dúvidas sobre a fé

VATICANO, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O jornal italiano La Repubblica publicou nesta quarta-feira uma longa carta escrita pelo Papa Francisco em resposta a algumas dúvidas sobre a fé expostas durante neste verão por Eugenio Scalfari, um famoso jornalista conhecido por sua posição anticlerical.

Em dois artigos publicados em 7 de julho e em 7 de agosto deste ano, Scalfari fundador de La Repubblica, faz uma série de perguntas ao Pontífice sobre a Encíclica Lumen Fidei (A luz da fé), questões da fé e da vida cristã.

“Agradeço-lhe acima de tudo pela atenção com a que quis ler a Encíclica Lumen Fidei. Esta, em efeito, na intenção do meu amado predecessor, Bento XVI, que a concebeu e em longa medida redigiu, e da qual, com gratidão, herdei, está dirigida não somente a confirmar na fé em Jesus Cristo aqueles que já a professam, mas também a suscitar um diálogo sincero e rigoroso com quem, como o senhor, se define ‘como um não crente que há muitos anos está fascinado e interessado pela pregação de Jesus de Nazaré’”, escreve o Papa em sua carta, publicada em 11 de setembro com o título –estabelecido pelo jornal- “A verdade nunca é absoluta”.

“A fé para mim –continuou Francisco-, nasceu do encontro com Jesus. Um encontro pessoal, que tocou o meu coração e deu um sentido e uma direção novos a minha existência. Mas ao mesmo tempo um encontro que foi possível somente graças à comunidade de fé em que vivi e graças a qual encontrei o acesso à inteligência da Sagrada Escritura, à vida nova que como água viva sai de Jesus através dos Sacramentos, à fraternidade com todos a serviço dos pobres, imagem mesma do Senhor”.

“Sem a Igreja –acredite em mim-, não poderia ter encontrado Jesus, embora com a consciência de que aquele imenso dom que é a fé está guardado nos frágeis vasos de barro da nossa humanidade”, acrescenta.

“Agora, é justamente a partir daqui, desta experiência pessoal de fé vivida na Igreja, em que é um prazer escutar suas perguntas e procurar, junto com você, os caminhos pelos quais possamos, talvez, começar a percorrer juntos. Perdoe-me se não sigo passo por passo as argumentações que me propõe na edição de 7 de julho. Parece-me melhor ir direto ao coração de suas considerações”.

Em resposta às perguntas sobre “Como se comporta a Igreja com aqueles que não compartilham a fé em Jesus e se o Deus dos cristãos perdoa a quem não crê e não procura a fé?”, o Papa explica que “devemos levar em consideração -e isso é algo fundamental- que a misericórdia de Deus não tem limites se nos dirigimos a Ele com o coração sincero e arrependido, a questão para quem não crê em Deus está em obedecer a sua própria consciência. O pecado, inclusive para os que não têm fé, comete-se quando se vai contra a consciência. Escutá-la e obedecê-la significa decidir ante o que se percebe como o bem ou como o mal. E sobre esta decisão se joga a bondade ou a maldade de como atuamos”.

Sobre o tema de se é erro ou pecado acreditar que não existe “um absoluto” nenhuma verdade absoluta o Papa escreve: “A verdade, segundo a fé cristã, é o amor de Deus por nós em Jesus Cristo e, portanto a verdade é uma relação. Cada um recebe a verdade e a expressa a partir de si mesmo, de sua história, de sua cultura e da situação onde vive”.

Por outro lado, à última pergunta sobre se “com o desaparecimento do homem da terra, desaparecerá também o pensamento capaz de pensar em Deus”, Francisco responde que “a grandeza do homem é poder pensar em Deus. Isto significa viver uma relação consciente e responsável com ele. Mas a relação é entre duas realidades”.

“Deus não depende de nosso pensamento… quando a vida do homem terminar sobre a terra… o homem não terminará de existir e, de uma forma que não sabemos, tampouco o universo criado com ele”.

Francisco se despede recordando a Scalfari que, “a Igreja, apesar de toda sua lentidão, dos erros, das infidelidades e dos pecados que tenha cometido e que ainda possam cometer os que a compõem, não tem outro significado nem outro propósito que o de viver e dar testemunho de Jesus”.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa alentou a converter os conventos vazios em centros de acolhida

VATICANO, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- No dia 10 de setembro, na visita que o Papa Francisco realizou ao Centro de Refugiados Astalli em Roma, ele convidou as instituições religiosas da Igreja a converter os conventos vazios em centros de acolhida organizados para dar refúgio às pessoas mais necessitadas e devolver ao mundo o sentido da solidariedade.

“Queridos religiosos e religiosas, os conventos vazios não servem a igreja para transformá-los em hotéis e ganhar dinheiro. Os conventos vazios não são nossos, eles são para a carne de Cristo, que são os refugiados”, disse o Papa.

“O Senhor nos chama a viver com generosidade e coragem a acolhida nos conventos vazios”, exortou o Papa Francisco durante sua visita ao Centro Astalli de Roma, o centro do Serviço Jesuíta para Refugiados onde foi recebido por 400 refugiados.

“Certamente não é algo simples, é preciso critério, responsabilidade, mas também é necessário coragem”, acrescentou Francisco.

“Em particular – e isso é importante e eu digo de coração – em particular, eu gostaria de convidar os Institutos religiosos a ler seriamente e com responsabilidade este sinal dos tempos. O Senhor nos chama a viver com mais coragem e generosidade nas comunidades, nas casas, nos conventos vazios”.

O Papa também destacou que a Igreja faz muito por estar pessoas, mas ainda pode fazer mais para “acolher e compartilhar com decisão o que a Providência nos deu para servir”.

“Necessitamos comunidades solidárias que vivam o amor de maneira prática!”, exclamou.

Finalmente, o Santo Padre animou a devolver ao mundo o sentido da solidariedade, “esta palavra é a que mais assusta os países mais desenvolvidos. Eles procuram não dizê-la. É quase um palavrão para eles. Mas é a nossa palavra! Servir significa reconhecer e respeitar as exigências da justiça, esperança e procurar juntos as estradas, os percursos concretos de libertação”.

(Fonte: Agência Zenit)

Contemplar a humanidade sofredora de Jesus para viver o perdão, exorta o Papa

Foto Grupo ACI

VATICANO, 12 Set. 13 / 03:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- “A humanidade sofredora” de Jesus e a “doçura” de Maria são os dois polos a que todo cristão deve olhar para conseguir viver o que nos pede o Evangelho, assim o afirmou nesta manhã o Papa Francisco em sua homilia da Missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano, o Papa disse que o Evangelho é exigente, pede “coisas fortes” a um cristão: capacidade de perdoar, magnanimidade, amor pelos inimigos… Há só uma maneira para conseguir coloca-las em prática: “contemplar a Paixão, a humanidade de Jesus” e imitar o comportamento da Mãe.

Justamente à Virgem, de quem hoje a Igreja recorda seu “Santo Nome”, o Papa dedicou seu primeiro pensamento da homilia. A respeito da comemoração de hoje, disse que antigamente esta festa era conhecida como o “Doce Nome de Maria”. Depois mudou a definição, “mas na oração ficou esta doçura de seu nome”.

“Hoje temos necessidade da doçura da Virgem para compreender estas coisas que Jesus nos pede, não? Porque estas não são coisas fáceis de viver. Amar os inimigos, fazer o bem, emprestar sem esperar nada… A quem te bater na face, oferece também a outra, a quem te rasga o manto não reter também a túnica… Coisas fortes, não? Mas tudo isto, a seu modo, foi vivido por Maria: é a graça da docilidade, a graça da mansidão”.

Também São Paulo, na Carta aos Colossenses da liturgia do dia, convida os cristãos a revestir-se de “sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão”, de tolerância e de perdão recíproco.

E aqui, comentou Francisco, “imediatamente se gera nossa pergunta: mas, como posso fazer isto? Como me preparo para fazer isto? O que devo estudar para fazer isto?”. A resposta “é clara”: “Nós, com nosso esforço, não podemos fazê-lo. Nós não podemos fazer isto. Só uma graça pode fazê-lo em nós”. E esta graça, acrescentou, passa por um caminho preciso:

“Pensar somente em Jesus. Se o nosso coração, se a nossa mente está com o Jesus, o triunfante, que venceu a morte, o pecado, o demônio, tudo, podemos fazer isto que nos pede o próprio Jesus e que nos pede o Apóstolo Paulo: a mansidão, a humildade, a bondade, a ternura, a docilidade, a magnanimidade”.

“Se não olhamos, se não estamos com Jesus, não podemos fazer isto. É uma graça: é a graça que vem da contemplação de Jesus”.

Em particular há um aspecto específico da vida de Jesus ao que deve dirigi-la contemplação do cristão: sua Paixão, a sua “humanidade sofredora”. “É assim da contemplação de Jesus, de nossa vida escondida com Jesus em Deus, podemos levar adiante estas atitudes, estas virtudes que o Senhor nos pede. Não há outro caminho”.

“Pensar no seu silêncio manso: este será seu esforço. Ele fará o resto. Ele fará tudo o que falta. Mas deve fazer isto: esconder sua vida em Deus com Cristo. Isto se faz com a contemplação da humanidade de Jesus, da humanidade que sofre. Não há outro caminho: não existe outro”.

“É o único. Para ser bons cristãos, contemplar a humanidade de Jesus e a humanidade sofredora. Para dar testemunho, para poder dar este testemunho. Para perdoar, contempla Jesus Sofredor. Para não odiar o próximo, contempla Jesus sofredor. Para não falar contra o próximo, contempla Jesus sofredor. É o único. Esconde sua vida com Cristo em Deus: este é o conselho que nos dá o Apóstolo. É o conselho para chegar a ser humildes, mansos e bons, magnânimos e ternos”

(Fonte: ACI Digital)