Divulgadas as intenções do Papa Francisco para o mês de dezembro

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Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 02-12-2013, Gaudium Press) Mensalmente o Santo Padre indica ao “Apostolado da Oração” as intenções que ele tem em suas orações e convida a todos os católicos a unirem suas orações às dele.

Como intenção geral, o Papa exorta os fiéis a rezarem para “que as crianças abandonadas ou vítimas de qualquer forma de violência encontrem o amor e a proteção que necessitam”.

Já na intenção missionária os fiéis são convidados a orarem para “que os cristãos, iluminados pelo Verbo Encarnado, preparem a vinda do Salvador”. (EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53466)

Google Maps oferece trajeto virtual pelas catacumbas de Roma

Catacumbas em Roma. Foto: Grupo ACI

ROMA, 02 Dez. 13 / 03:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- Google criou um mapa digital de duas grandes catacumbas em Roma para mostrar aos usuários a beleza dos lugares históricos e despertar a curiosidade por aprender mais sobre eles.

“Se podes encontrar as catacumbas, afrescos e museus online, então terás a vontade de saber mais,” disse Georgia Albetino ao grupo ACI em uma entrevista, em 19 de novembro.

“Assim, o nosso objetivo é justamente fazer que cada vez mais pessoas aprendam sobre a cultura universal, e nossa própria cultura italiana”, adicionou.

Albetino é a líder da equipe de políticas públicas do Google na Itália, e esteve presente na conferência de imprensa de 19 de novembro, onde anunciou o novo projeto, realizado na Catacumba de Priscila.

A Catacumba de Priscila foi utilizada como cemitério cristão desde finais do século II até o século IV, e se compõe de um grande número de murais de santos e símbolos cristãos, alguns dos quais se encontram atualmente em restauração.

Acredita-se que o nome da catacumba se deve a uma mulher chamada Priscila, de quem se acreditava que era a esposa de um homem que se converteu ao cristianismo e foi condenado à morte pelo imperador Domiciano.

A inspiração para o novo sistema de mapa que detalha as catacumbas, indicou Albetino, vem de “uma grande ideia que Google tem de tentar colocar na Web a maior quantidade de conteúdo cultural que seja possível”.

As catacumbas surgiram originalmente como um tema de interesse, revelou o diretor de políticas, durante um encontro entre o Cardeal Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, e o presidente executivo do Google, Eric Schmidt.

Durante o debate sobre “como enriquecer o mundo da Internet,” indicou Albetino que “a ideia era boa, existem conteúdos incrivelmente valiosos, como por exemplo, as catacumbas, por que não as colocamos no Maps? E assim foi como tudo começou”.

Até agora, as Catacumbas de Priscila e de Dino Companion são as únicas disponíveis no Google Maps, e apesar de que “não existam planos a futuro quanto às catacumbas”, Albetino explicou que eram muito importantes, especialmente na cultura italiana, já que “nos contam algo sobre nossa história, assim como também sobre as nossas origens [W1]”.

Fabricio Bisconti, superintendente arqueológico das catacumbas da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sagrada, explicou ao grupo ACI que outro motivo fundamental foi entregar “um trajeto virtual às pessoas com deficiência física”.

Aqueles que “não podem visitar” as catacumbas devido a alguma “grande dificuldade”, observou, também devem ter a possibilidade de apreciar sua beleza, adicionando que “este foi nosso primeiro motivo”.

Albetino revelou que outro “projeto fantástico” no qual Google está trabalhando na Itália, é “digitalizar todos os livros das três principais bibliotecas: Nápoles, Roma e Florência, e deixá-los disponíveis na Internet, e logo pretendem também digitalizar os maiores museus com o mesmo propósito”.

O objetivo de todo este projeto, indicou, é “mostrar ao mundo as belezas que têm”.

O novo mapa das catacumbas pode ser visto em:

https://www.google.com/maps?ll=41.929305%2C12.509084&cbp=%2C109.0%2C%2C0%2C-0.0&layer=c&panoid=sfiLnF1scbgAAAQJOCH0Sw&spn=0.18000000000000152%2C0.30000000000000043&output=classic&cbll=41.929305%2C12.509084

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26376)

Número de exorcismos cresce no México

Cidade do México – México (Sexta-feira, 29-11-2013, Gaudium PressOs males pelos quais o México passa durante a onda de violência que se estende de forma acentuada em várias regiões do país tem origens e implicações espirituais, declarou o padre exorcista Carlos Triana à agência BBC. “Por trás de todos esses enormes males há um agente obscuro e seu nome é demônio”, por isso que os atos de violência transbordam crueldade e quantidade, explicou.

Para enfrentar este desafio, a Arquidiocese do México recebeu um Congresso de formação no ministério do exorcismo. “O Senhor quer que estabeleçamos aqui um ministério do exorcismo e libertação para justamente lutar contra o demônio”, assegurou o Padre Triana.

Demônio, violência e idolatria

O diagnóstico nesses eventos fazem os exorcistas apresentarem um cenário preocupante. Os casos que requerem assistência espiritual dos exorcistas estão aumentando e sua atenção não se limita à orações de libertação, mas exigem cada vez mais o uso do Ritual de Exorcismo. “Isso não acontecia antes”, afirmou à BBC o Padre Francisco Bautista, também da Arquidiocese do México.

O sacerdote fez a distinção entre as diversas necessidades espirituais das pessoas que acodem a seu ministério e esclareceu o canal regular que a Igreja determina para sua pastoral. “A possessão completa é algo que requer um exorcismo (…), mas são casos mais raros e que necessitam ser levados à um Bispo”. Estes casos estão aumentando no país.

Para o Padre Triana, esta situação é resultado, entre outras coisas, do aumento do culto da “Santa Morte” repetidamente rejeitada pelas autoridades eclesiásticas como o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura. “Os traficantes de drogas lhe pedem favores e ajuda para evitar a prisão, em troca, eles oferecem sacrifícios humanos”, explicou o padre exorcista. “Isso aumentou a violência no país.”

O outro desafio identificado pelo Padre Triana para superar a influência do demônio no país é a recente legalização do aborto na Cidade do México. “Ambas as coisas estão estreitamente relacionadas. Há uma infestação de demônios hoje em dia no México, porque abrimos a porta para a morte.”

O trabalho espiritual da Igreja sobre estas questões é feito de forma discreta, mas eficaz. No entanto, os sacerdotes responsáveis por este ministério no México têm alertado sobre esta situação para procurar enfrentar os problemas sociais que o país enfrenta também com ferramentas espirituais. (EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53431)

Homilia do papa: pensar com a cabeça, mas também com o coração e com o Espírito

Francisco recorda que o Espírito Santo nos dá a inteligência para entender por nós mesmos e não com base no que os outros nos dizem

Por Redacao

ROMA, 29 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – O cristão pensa de acordo com Deus e rejeita o pensamento fraco e uniformista, destacou o santo padre na missa de hoje, celebrada na Casa de Santa Marta. O papa afirmou que, para entender os sinais dos tempos, o cristão não deve pensar somente com a cabeça, mas também com o coração e com o Espírito, que vive dentro dele.  Sem isso, não poderia compreender “a marca de Deus na história”.

O papa focou na ideia de que Cristo ensina os seus discípulos a compreender os “sinais dos tempos”, sinais que os fariseus não conseguiram entender. Francisco fez referência ao evangelho de hoje para falar do “pensar cristão”.

O santo padre explicou que, “no evangelho, Jesus não se irrita, mas, quando os discípulos não entendem as coisas, como os de Emaús, ele fala: ‘Insensatos e lentos de coração!’. ‘Insensatos e lentos de coração!’… Quem não entende as coisas de Deus é uma pessoa assim. Jesus quer que entendamos o que acontece: o que acontece no meu coração, o que acontece na minha vida, o que acontece no mundo, na história… O que significa quando acontece isso? Estes são os sinais dos tempos! Mas o espírito do mundo nos faz outras propostas, porque o espírito do mundo não nos quer como um povo: ele nos quer como massa, sem pensamento, sem liberdade”.

O espírito do mundo, destacou Francisco, “quer que o nosso caminho seja o da uniformidade”, mas, como diz São Paulo, “o espírito do mundo nos trata como se não tivéssemos a capacidade de pensar por nós mesmos, nos trata como pessoas que não são livres”.

Para aprofundar nesta ideia, o santo padre falou de um “pensamento uniforme, pensamento igual, pensamento fraco, pensamento difuso. O espírito do mundo não quer que nos perguntemos diante de Deus: ‘Mas por que isso, por que aquilo, por que acontece isso? Ou nos propõe um pensamento prêt-à-porter, de acordo com os gostos pessoais: ‘Eu penso do jeito que eu quero’. Isso é bom, dizem eles… Mas o que o espírito do mundo não quer é o que Jesus nos pede: o pensamento livre, o pensamento de um homem e de uma mulher que fazem parte do povo de Deus. E a salvação foi precisamente esta! Pensem nos profetas… ‘Tu não eras meu povo, mas agora te chamo de meu povo’: assim diz o Senhor. E esta é a salvação: nos tornar povos, povos de Deus, ter liberdade”.

Jesus nos pede pensar livremente, pensar para entender o que acontece, acrescentou o santo padre. E a verdade é que “sozinhos não somos capazes! Precisamos da ajuda do Senhor”. Precisamos dele “para entender os sinais dos tempos. O Espírito Santo nos dá esse presente, um dom: a inteligência para entender por nós e não porque outros nos digam o que acontece”.

Francisco perguntou: “Qual é o caminho que Cristo quer?”. E respondeu: “O espírito de inteligência para entender os sinais dos tempos. É bonito pedir a Jesus esta graça: que ele nos envie o seu espírito de inteligência, para não termos um pensamento fraco, para não termos um pensamento uniforme e para não termos um pensamento determinado pelos nossos gostos: para só termos um pensamento de acordo com Deus. Com este desejo, que é um dom do Espírito, vamos procurar o que significam as coisas e entender bem os sinais dos tempos”.

Para terminar a homilia, o papa destacou que “esta é a graça que devemos pedir ao Senhor: ‘a capacidade que o Espírito nos dá’ para ‘entender os sinais dos tempos’”.

Guerrilha proíbe celebração de Missas durante a semana no sul da Colômbia

Bogotá – Colômbia (Sexta-feira, 29-11-2013, Gaudium Press) Um grupo de guerrilheiros estabeleceu uma grave restrição para o apostolado da Igreja, em uma área de influência no sul da Colômbia: os sacerdotes não podem celebrar a Missa durante a semana. A principal queixa foi feita durante uma entrevista à uma emissora de rádio pelo Bispo de Mocoa – Sibundoy, a Diocese afetada, Dom Luis Alberto Parra. “Inicialmente a proibição era por toda a semana”, alertou o prelado, que descreveu que o protesto do povo forçou a guerrilha à permitir a celebração do sacramento nos finais de semana.

Pelas características de operação do grupo armado, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), esta situação afeta de maneira especial às áreas rurais, mas inclusive limitou o apostolado nas cidades de Puerto Asis e Puerto Guzmán. “Agora estamos na etapa de diálogo com os grupos armados que nos permitiram voltar a celebrar a Eucaristia nessas áreas da cidade, mas ainda não nos permitem ir para as zonas rurais onde as igrejas estão fechadas durante toda a semana”, descreveu Mons. Parra.

O antecedente imediatamente anterior à esta denúncia foi a ameaça sofrida por seis sacerdotes da região, que tiveram de ser transferidos para proteger suas vidas durante o mês de outubro. Sobre esta situação, disse o Padre Pedro Mercado, Secretário Adjunto da Conferência Episcopal da Colômbia, em nota divulgada pela agência Zenit. “Observamos com preocupação os problemas de segurança dos nossos Sacerdotes e Bispos, a quem é negada a liberdade de pregar a Palavra de Deus”, afirmou o sacerdote.

A Igreja, portanto, apelou às autoridades para que garantam os direitos dos católicos. De acordo com Padre Mercado, a hostilidade do grupo armado contra a Igreja tem sido consistente durante todo o conflito, mas tem aumentado nos últimos meses. O Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa, preparado em 2012 pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, reconheceu os grupos armados ilegais na Colômbia como fonte de assassinatos, sequestros, extorsões e ameaças a líderes e membros de grupos religiosos, em especial, a fim de evitar seu trabalho humanitário, desenvolvimento e proteção dos direitos humanos no país. (EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53433#ixzz2mJVqTWeY )

O que devemos fazer quando somos feridos?

tumblr_static_mulher_rezando_2Quando te sentires ferida por haver caído em algum pecado, seja por fraqueza, seja por malícia, não desanimes e nem te inquietes por isso. Dirige-te imediatamente a Deus dizendo: “Eis aqui, meu Senhor, comportei-me segundo a minha natureza, pois de mim não se pode esperar mais que tropeços”. Depois dedica um tempo a humilhar-te aos teus próprios olhos, lamenta a ofensa feita ao Senhor e considera tuas más inclinações, especialmente aquela que provocou a falta. E então diz: “Não teria parado por aqui, meu Senhor, se não fosse socorrida por tua bondade!”. Neste ponto dá-lhe muitas graças e ama-O com mais devoção, maravilhando-te por tão grande clemência, já que, mesmo ofendido por ti, Ele te sustenta com Sua poderosa mão.

Por fim, com grande confiança em sua infinita misericórdia, dirás: “Senhor, que és todo amor e perdão, perdoa-me, e não mais permitas que eu me separe de ti, nem te ofenda!”. Feito isso, não fiques imaginando se Deus te perdoou ou não, pois isso seria soberba, desassossego, perda de tempo e engano do demônio. Abandona-te simplesmente nas amorosas mãos de Deus e continua o teu exercício como se nunca tivesses caído. E se voltares a cair várias vezes ao longo do dia, e te sentires ferida no combate, faz o mesmo, com a mesma confiança, na segunda, na terceira e até na última como na primeira; e, humilhando-te cada vez mais e odiando cada vez mais o pecado, esforça-te para agir de maneira mais prudente.

Essa prática desagrada muito ao demônio, tanto por ver-se derrotado, quanto por saber que a tua vitória agrada muito a Deus. Por isso, ele usa de diversos truques para fazer-nos abandonar o bem, conseguindo-o às vezes pelo nosso descuido e pouca vigilância sobre nós mesmos; essa é a razão pela qual, quanto mais dificuldade encontrares nesse exercício, mais empenho deverás colocar em repeti-lo várias vezes, ainda que tenhas caído apenas uma vez.

E se, depois da queda, te sentes confusa, inquieta e desconfiada, a primeira coisa que deves fazer é recuperar a paz, a tranquilidade do coração e a confiança, e com estas armas recorrer à ajuda de Deus.

O modo de recuperar a paz é deixar de pensar na falta para considerar a bondade inefável de Deus, que está sempre totalmente disposto a perdoar qualquer pecado, por mais grave que seja, chamando o pecador de mil maneiras e por mil caminhos diferentes para santificá-lo com Sua graça nesta vida e fazê-lo eternamente feliz na glória eterna.

Uma vez que, com semelhantes considerações, tenhas tranquilizado o teu espírito, volta a pensar em tua falta, para dela te arrependeres. E, quando chegar o momento da confissão sacramental- que aconselho-te a praticar com frequência-, volta ao exame de tuas faltas e, com renovada dor e arrependimento pela ofensa a Deus e propósito de não voltar a ofendê-lO, relata ao confessor de tuas quedas.

(http://cleofas.com.br/o-que-devemos-fazer-quando-somos-feridos/)

O sentido da Santa Missa

sacramentos1É na Santa Missa que participamos da Sagrada Eucaristia, corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, é importante participar bem dela, com ardor, vontade e devoção. E para isso é preciso conhecer bem o que é a Santa Missa.

A Missa não é simplesmente uma oração devocional, ou uma celebração a mais da Igreja; é o ato supremo da nossa fé.

A Missa, ou celebração da Eucaristia, é a presentificação do imenso Sacrifício do Calvário, onde este se torna presente no altar; não é mera representação ou apenas lembrança do Sacrifício do Senhor; é muito mais, é sua atualização, isto é, o mesmo e único sacrifício de Jesus na cruz se torna presente, vivo e verdadeiro. Não é uma multiplicação do sacrifício do Calvário e nem mesmo uma repetição. É o mesmo e único Calvário.

Mas como isso é possível se aconteceu há dois mil anos atrás?

Para nós isso seria impossível, mas não para Deus. A teologia nos ensina que as ações de Cristo não se perdem no tempo e no espaço, como nossas ações meramente humanas. As ações do nosso Redentor além de humanas são também divinas, são teândricas; por isso não se acabam no tempo.

Quando o sacerdote, pelo poder de Cristo que lhe foi dado pelo sacramento da Ordem, realiza a Consagração do pão e do vinho, estes se transformam, respectivamente, no corpo e sangue de Jesus Cristo; e, neste momento a Vítima do Calvário se faz presente em seu único e irrepetível sacrifício para atualizar a nossa redenção. É o que a Igreja chama de transubstanciação.

Após a Consagração, Cristo está presente no altar totalmente, tanto no Vinho consagrado, como no Pão divino. O que vemos é pão e vinho, o que cheiramos é pão e vinho, as cores são de pão e vinho, as essências (o mesmo que substância ou natureza) não são mais do pão e do vinho, mas Corpo e Sangue de Cristo.

A partir da Consagração a Hóstia é Jesus mesmo; e só deixará de ser Jesus se ficar estragada ou se for dissolvida em água ou em nosso corpo. Por isso, todo respeito e adoração são necessários diante de Jesus eucarístico, seja no altar da Missa ou no Sacrário; e, de modo especial quando está exposto no ostensório para adoração.

Quando passamos diante do sacrário ou do ostensório devemos fazer a genuflexão com o joelho direito até tocá-lo no chão se a saúde permitir; e fazer um breve ato de adoração ao Rei dos Reis.

A Santa Missa é também o banquete do Cordeiro Pascal que foi imolado, e que agora se dá em alimento para fortalecer a nossa fraqueza. Ao participarmos do banquete eucarístico, não só somos alimentados pela Presença real de Cristo, mas também nos unimos a seu Sacrifício e oferta de sua Vida ao Pai.

Comungar o Corpo de Cristo tem também o sentido profundo de se identificar com a grande Vítima que se oferece ao Pai pelo perdão de nossos pecados. É o que os antigos chamavam de manducação; ato sagrado de comer, mastigar, não um alimento qualquer, mas a vítima oferecida em sacrifício para se conformar com ela. São Paulo pedia aos romanos:

“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual”. (Rm 12,1)

Participar bem da Eucaristia e comungar adequadamente o Corpo de Cristo tem esse profundo significado: oferecer a vida em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, como o melhor culto espiritual. Quem comunga o Corpo de Cristo deve viver em Cristo, por Cristo, com Cristo e para Cristo.

Santo Inácio de Antioquia(†102), bispo e mártir, disse sobre a Eucaristia:

“Esforçai-vos, portanto, por vos reunir mais frequentemente, para celebrar a eucaristia de Deus e o seu louvor. Pois quando realizais frequentes reuniões, são aniquiladas as forças de Satanás e se desfaz seu malefício por vossa união na fé. Nada há melhor do que a paz, pela qual cessa a guerra das potências celestes e terrestres.” (Carta aos Efésios)

São Cipriano de Cartago(†258) dizia, em tempo de perseguição dos cristãos:

“Os fiéis bebem diariamente do cálice do Senhor, para que possam também eles derramar o seu sangue por Cristo” (Epístola 56, n. 1).

Na encíclica “Caritas in Veritate” o Papa Bento XVI nos recorda que no início do século IV, quando o culto cristão era ainda proibido pelas autoridades romanas, alguns cristãos do norte de África, em Abitinas, desafiaram a proibição de celebrar o dia do Senhor. Foram martirizados enquanto declaravam que não lhes era possível viver sem a Eucaristia, alimento do Senhor: “Sine dominico non possumus” – “sem o domingo, não podemos viver.” Estes mártires de Abitinas nos ensinam que também nós não podemos viver sem participar no sacramento da nossa salvação.

 Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/o-sentido-da-santa-missa/)

Figuras do Advento

estrela-de-belemIsaías

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 a 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens desse livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

João Batista

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio antes d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26-28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e apontá-Lo como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a serem profetas e as próprias profecias do reino, bem como as vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a se despertarem do torpor do pecado.

Maria

Não há melhor maneira de se viver o Advento do que se unindo à Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento.

Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também quer precisar do nosso sim- para poder nascer em nós e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pela renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o nascimento d’Ele em nós mesmos e no mundo, em uma mesma disposição mariana: “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38). Permitindo-nos, assim, uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir, etc. Em Maria encontramos a realização e a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

José

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Sendo da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, colaborando para que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”. José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e em comunhão com Deus.

E como celebrar o Advento?

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nós nos juntemos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós.

Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus. As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal- com exceção do terceiro domingo do Advento, ‘Domingo da Alegria’ ou ‘Domingo Gaudete’, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima, referindo-se à segunda leitura que diz:

‘Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto’. (Fl 4, 4)

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e vivenciar melhor esse tempo.

Entre eles, há a coroa ou grinalda do Advento.

Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento.

A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível.

A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem.

O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa.

A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem.

A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo.

Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento – celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

Bibliografia:

BERGAMINI, Augusto. Cristo, festa da Igreja: história, teologia e pastoral do ano litúrgico. Paulinas, São Paulo, p. 177-194, 1994. CNBB, Diretório Litúrgico 2002.

Texto elaborado por: Mônica Furtado

(http://cleofas.com.br/figuras-do-advento/)

O tempo do Advento nos restitui o horizonte da esperança

As palavras do papa Francisco durante o Angelus

CIDADE DO VATICANO, 01 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Eis as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro hoje, às 12h00 (hora local), durante a recitação da oração do Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Iniciamos hoje, Primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, isso é, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, o nosso Pastor, que nos guia na história para o cumprimento do Reino de Deus. Por isto, este dia tem um encanto especial, nos faz experimentar um sentimento profundo do sentido da história. Redescobrimos a beleza de estar todos em caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e toda a humanidade, os povos, as culturas, todos em caminho pelos caminhos do tempo.

Mas em caminho para onde? Há uma meta comum? E qual é esta meta? O Senhor nos responde através do profeta Isaías, e diz assim: “No fim dos tempos acontecerá/ que o monte da casa do Senhor/ estará colocado à frente das montanhas/ e dominará as colinas./ Para aí correrão todas as gentes,/ e os povos virão em multidão:/ “Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor,/ à casa do Deus de Jacó:/ ele nos ensinará seus caminhos,/ e nós trilharemos as suas veredas”” (2, 2-3). Isto é aquilo que nos diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal para uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação da face de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e o “templo do Senhor” tornou-se Ele mesmo, o Verbo feito carne: é Ele o guia e junto à meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também outros povos possam caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o profeta: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra” (2, 4). Permito-me repetir isto que nos diz o Profeta, escutem bem: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra”. Mas quando acontecerá isto? Que belo dia será, no qual as armas serão desmontadas, para se transformar em instrumentos de trabalho! Que belo dia será aquele! Que belo dia será aquele! E isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho não está nunca concluído. Como na vida de cada um de nós, há sempre necessidade de começar de novo, de levantar-se, de reencontrar o sentido da meta da própria existência, assim, para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum rumo ao qual somos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para fazer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, nos restitui o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude, simplesmente porque o Senhor não desilude nunca! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida é a Virgem Maria. Uma simples moça do campo, que leva no coração toda a esperança de Deus! Em seu ventre, a esperança de Deus tomou carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe como guiar-nos. Deixemo-nos guiar por ela neste tempo de espera e de vigilância ativa.

A todos desejo um bom início de Advento. Bom almoço e até mais!

(Tradução: CN notícias)

O Sinal do Exorcista

O Sinal do Exorcista

Preço Unitário (Un): R$39,00

Título Completo:  O Sinal do Exorcista – Minha Última Batalha Contra o Satanás
Autor: Pe. Gabriele Amorth

Descrição: Padre Amorth está de volta com chocantes narrativas. Conta-nos mais alguns casos inéditos da sua batalha contra os espíritos malignos.

O exorcista decano da Igreja Católica não aceita ser o último dos libertadores. Convencido de que se aproxima a “hora de Satanás”, conta o seu último encontro com as legiões do Inferno, determinado a deixar a própria herança de práticas, ritos e orações para expulsar o demônio.

No ano em que o Papa Bento XVI consagrou ao tema da fé, Padre Amorth coloca no centro os temas que estão no seu coração, alertando-nos sobre o mundo secular que está sendo consumido pelo no ódio, pela inveja e pelo materialismo. Porém, ultimamente muitos têm se calado sobre essa realidade luciferina que agita os contextos tanto sociais como eclesiais. E para contrastar esse silêncio culpável, Padre Amorth decidiu levantar os véus, a fim de transmitir a sua própria bagagem de experiência, e deixar o seu legado a quem virá depois dele: os jovens exorcistas que, em breve, serão chamados para enfrentar fenômenos de possessão cada vez mais sangrentos, e as funestas conjunturas do maligno.

Ficha Técnica:

Número de Páginas: 208

Editora: Ecclesiae
Idioma: Português
ISBN: 978-85-631-605-15
Dimensões do Livro: 14 x 21 cm

Perita do vaticano oferece conselhos para matrimônios felizes e duradouros

Imagem referencial. Foto: Lorenza e Vincenzo Iaconianni (CC BY-SA 3.0)

ROMA, 21 Nov. 13 / 02:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- A perita em filosofia Gabriella Gambino escreveu nesta semana um artigo na seção “Mulher”, do Pontifício Conselho para os Leigos, oferecendo conselhos para ajudar os casais a conseguirem um casamento bem-sucedido.No texto, que leva como título “O poder da fidelidade conjugal”, Gambino assinala que a chave está em ter como base do matrimônio a fidelidade baseada em Deus, quer dizer “o amor é estável e fiel porque é sustentado pelo amor de Deus”, afirma.

“Não é casualidade, como recordou recentemente também o Papa Francisco na Lumen fidei, que na Bíblia a fidelidade de Deus é indicada com a palavra hebraica ‘emûnah (do verbo ‘amàn), que na sua raiz significa “sustentar”. Se compreende assim por que o efeito da fidelidade é a possibilidade de construir a relação conjugal verdadeiramente sobre a ‘rocha’”, explica.

A fidelidade “é a atitude de coerência e de perseverança na adesão a um valor ideal de amor, de bondade, de justiça; mas também pode ser entendida como o compromisso com o qual uma pessoa se vincula a outra com um vínculo estável e mútuo”, e encontra “sua mais perfeita expressão humana na fidelidade entre cônjuges, através da exclusividade e unicidade da relação amorosa consagrada no matrimônio”, assinala Gambino.

Segundo Gambino, o secularismo da época moderna dá a incapacidade de compreender o “extraordinário poder ‘humanizante’ deste valor, capaz de realizar plenamente as dimensões ética e espiritual da pessoa que, quando é fiel, pode viver de modo coerente verdade e liberdade, verdade e amor”.

Gambino, que ensina filosofia na Universidade de TorVergata de Roma, explica que esta tendência procede da revolução sexual do século passado, que difundiu um questionamento geral dos valores tradicionais do matrimônio produzindo uma fratura radical entre sexualidade e matrimônio, e sentando as bases para uma sexualidade fluída e reduzida à dimensão do prazer, “que priva a relação de amor conjugal da capacidade de ser fiéis à pessoa amada”, lamenta.

Gambino sustenta que entre a paixão e o amor fiel, há alguns passos que o casal deve aprender a dar até chegar a oferecerem-se a si mesmos em uma esfera muito maior, “uma atmosfera em que seu amor recíproco poderá respirar e viver, nutrindo-se da liberdade recíproca e da vontade de ser fiéis a este amor para sempre”, descreve.

“Para compreender mais de perto a estruturação antropológica da dinâmica da fidelidade no amor, é necessário partir da ideia de que a dinâmica afetiva, como processo de enamorar-se de uma pessoa (aprender a amar), passa através de alguns níveis que se entrecruzam em um processo de amadurecimento que exige um compromisso pessoal crescente”.

Precisamente “no cônjuge encontra o instrumento para levar juntos o mesmo ‘jugo’, mantendo o mesmo passo, no curso de sua existência”, acrescenta.

Por outro lado, a autora explica que o matrimônio nunca é sinônimo de perder a liberdade, por que –conforme explica-, a liberdade “não é busca do prazer, sem chegar nunca a uma decisão, mas é capacidade de decidir-se por um dom definitivo e exclusivo. Somente quem pode prometer para sempre demonstra ser dono do próprio futuro, tem-no entre suas mãos e o doa à pessoa amada”.

“Compreende-se assim por que o conteúdo da fidelidade é a confiança: confiança no futuro e no outro, a quem se faz o dom de si. Pelo contrário, o que paralisa e escraviza é o temor de comprometer-se: no fundo, priva da liberdade e da capacidade da razão de seguir o coração”, conclui.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26331)

Os Cinco Mandamentos da Igreja

Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que Mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, etc. Cristo deu poderes à Sua Igreja para estabelecer normas para a salvação do povo. Ele disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no Céu.” (Mt 18,18) Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e em consequência, ao Pai.

Para a salvação do povo, então, a Igreja estabeleceu Cinco obrigações que todo católico têm de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja. Ele diz:

“Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)

Note que o Catecismo diz que isto é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual; podemos e devemos fazer muito mais, pois isto é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

1 – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”. Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (CDC, cân. 1246-1248). (§2042) Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252). (§2177)

2 – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”. Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se Confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se Confessasse ao menos uma vez por mês, fica mais fácil de se lembrar dos pecados e ter a graça para vencer os pecados.

3 – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição” (O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção) e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920). Também é muito pouco Comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a Comunhão diária.

4 – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe de Igreja” (No Brasil é na Quarta-feira de cinzas e na Sexta-feira Santa). Este jejum consiste de um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazer se desejarem. Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.

5 – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades” Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigado que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo e nem o Código de Direito Canônico obriga isto, mas é bom e bonito. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja. Nota: Conforme preceito o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada pais, podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455).(§2043) Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.

Prof. Felipe Aquino

(http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2013/07/04/os-cinco-mandamentos-da-igreja/)

CNBB e Cáritas lançam campanha para apoio emergencial às Filipinas

Informações bancárias para ajudar o povo filipino

Por Redacao

BRASíLIA, 20 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Em consonância com a campanha emergencial lançada pela Caritas Internationalis ao povo filipino, a Rede Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançam uma campanha emergencial de arrecadação de recursos em solidariedade aos afetados pelo supertufão ‘Haiyan’ que devastou o arquipélago filipino na última sexta-feira (8).

De acordo com o governo local 3.976 pessoas foram mortas, 2.582 feridas e 82 estão desaparecidas. Os números podem ainda subir, pois, de acordo com relatório enviado pela Cáritas Filipinas, as operações de busca continuam e as comunicações estão se reestabelecendo. Em Tacloban, cidade localizada na ilha de Leyte, as tempestades provocaram ondas de até nove metros de altura e número de vítimas pode chegar a 1.200 , com 95 % da cidade  destruída.

Ainda conforme o relatório, um total de 6.937.229 pessoas teriam sido afetadas em 39 províncias. Deste número, cerca de 286.433 estão em centros de evacuação, enquanto 305.298 optam por ficar fora desses centros.

A Rede Cáritas Internacional está em pleno processo de mobilização. A Cáritas Filipinas e a igrela local, por meio das dioceses e das paróquias das áreas mais afetadas, estão arrecadando e distribuindo alimentos. Em breve, 18 mil tendas serão distribuidas para abrigos temporários.

Os recursos arrecadados pela campanha emergencial no Brasil serão destinados à Cáritas Filipinas que serão revertidos, nesse primeiro momento, em utensílios de primeira necessidade como comida, água potável e produtos de higiene pessoal. Após esta primeira etapa, os recursos serão destinados para apoiar a reconstrução do país.

Você pode contribuir com o povo filipino.

Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta Corrente: 29368-7

Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Conta Corrente: 832-0
Operação: 003

Bradesco
Agência: 0606
Conta Corrente: 66000-0

Para DOC e TED, o CNJP da Cáritas Brasileira é 33654419/0001-16

Da cidade de Tacloban, Rey Barnido, membro da Cáritas Filipinas que está presente no local atingido informou que “o hospital regioanal está superlotado de pacientes que precisam de ajuda. Existem mortos por todas as partes. Não há água e nem energia. Os voluntários estão trabalhando para amenizar essa situação. É como se tivessem lançado bombas nucleares.”

Equipes de Cáritas chegam a Leyte de barco

Uma equipe da Cáritas Filipinas e membros da Caritas Internationalis presentes na região chegaram nesta segunda-feira (11) a ilha de Leyte para avaliar as necessidades mais urgentes. A Cáritas está no local para a avaliação de danos em várias dioceses pertencentes da Arquidiocese de Palo (em Leyte), a Borongan (em Samar Oriental), ao Vicariato Apostólico de Calapan e a São José Mindoro.

Água potável, produtos de higiene e limpeza, alimentos, remédios e abrigos, são, segundo o governo filipino, as prioridades imediatas, assim como a retirada dos escombros e o restabelecimento das comunidades.

A Cáritas está coordenando seus esforços de ajuda com a colaboração das dioceses próximas com capacidade para fornecer os suprimentos de emergência.

(Fonte: Agência Zenit)

Os Santos possuem o amor de Deus no coração

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 19-11-2013, Gaudium Press) O Papa Francisco publicou uma nova mensagem nesta terça-feira, 19, em sua conta oficial no Twitter (@Pontifex).

No tuite, o Santo Padre escreveu: “Os Santos não são super-homens. São pessoas que têm o amor de Deus no coração, e transmitem esta alegria aos outros”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53101#ixzz2lBIJ54uK )

Procurava ver Jesus

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa. Carta 119, ao prior dos religiosos oliventinos

«Procurava ver Jesus»

Escrevo-vos com o desejo de que sejais um bom e corajoso pastor, que apazigue e governe com zelo perfeito as ovelhas que vos foram confiadas, imitando assim o doce Mestre da verdade, que deu a sua vida por nós, ovelhas transviadas, que estávamos longe do caminho da graça. É verdade […] que não o podemos fazer sem Deus e que não podemos possuir Deus permanecendo na terra. Mas eis um doce remédio: quando o coração é pequeno e humilde, é preciso agir como Zaqueu, que não era grande e subiu a uma árvore para ver Deus. O seu zelo fez com que merecesse escutar essa doce palavra: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»

Devemos fazer assim quando somos baixos, quando temos o coração pequeno e pouca caridade: é preciso subir à árvore da mui santa cruz e de lá veremos e tocaremos Deus. Lá encontraremos o fogo da sua caridade inexprimível, o amor que O conduziu até à vergonha da cruz, que O exaltou e O fez desejar, com o ardor da fome e da sede, honrar seu Pai e obter a nossa salvação. […] Se assim quisermos, se a nossa negligência não levantar obstáculos, poderemos, subindo à árvore da cruz, realizar em nós essa palavra saída da boca da Verdade: «Quando Eu for elevado da terra atrairei todos a Mim» (cf Jo 12,32 Vulg). Com efeito, quando a alma se eleva deste modo, vê as benfeitorias da bondade e do poder do Pai […], vê a clemência e a abundância do Espírito Santo, esse amor inexprimível que prega Jesus ao madeiro da cruz. Nem os pregos nem cordas podiam prendê-Lo ali: somente a caridade. […] Subi a essa santa árvore onde se encontram os frutos maduros de todas as virtudes que o corpo do Filho de Deus nos traz; correi com ardor. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Doce Jesus, Jesus amor.

A Beleza da Santidade

Londrina – Paraná (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium Press“No início do mês de novembro, celebramos todos os santos. Antes de tudo, é bom lembrar que há santos entre nós, perto de nós, convivendo conosco. A santidade refulge em todos os credos e povos”, disse o Arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, em seu mais recente artigo.dom_orlando_brandes.jpg

No início do seu texto, Dom Brandes afirma que “os santos acendem em nós o desejo de sermos melhores, de sermos de Deus, cheios da graça divina, enfim, o desejo de sermos parecidos com eles”, mas que “precisamos seguir seu bom exemplo, seu testemunho, sua santidade.

“Desejemos ser como aqueles que nos desejam o bem e tudo façamos para participar de sua felicidade”, disse.

Para o prelado, os santos, além de mover a Igreja, conseguem transformá-la, cuidar dos mais pobres e ter compaixão dos pecadores, pois “neles, a graça de Cristo é vencedora, o Evangelho se faz carne, o amor de Deus tem seu primado e o amor fraterno chega à perfeição”.

“A maior aventura da vida é sermos santos, ou seja, sermos melhores do que somos”.

Ainda segundo Dom Brandes, o santo cresce em nosso meio, no nosso cotidiano. “É alguém extremamente humano, frágil e simples”, porém, é revestido em Cristo.

De acordo com o Arcebispo, a Santidade e o amor são sinônimos, pois sem o amor, o Evangelho não é anunciado, a missão enfraquece, a Igreja decai e o mundo se desagrega.

“Nos santos o amor chega ao seu auge e por eles somos atraídos ao amor. Entre nós e os santos há um intercâmbio de bens. Eis o tesouro da Igreja, ou seja, os santos atraem todos ao Pai, colaboram com o bem da sociedade, incentivam a santidade da Igreja. Pela santidade de seus fiéis a Igreja aumenta, cresce e se desenvolve”, comenta.

Lembrando de outros santos importantes da Igreja, como Madre Tereza de Calcutá, o Beato João Paulo II, São Francisco de Assis e Irmã Dulce, Dom Brandes acredita que eles sempre tiveram o primado de Deus em suas vidas.

Concluindo seu artigo, o prelado ressalta que, para os santos, o bem, a verdade e o amor estão acima de qualquer vantagem pessoal, sucesso, aprovação, simpatia, pois eles são autênticos e transparentes.

“Santo quer dizer saudável, sadio, são. Santidade é sanidade, saúde, salvação. Eis a beleza da santidade que nos torna bons, sadios, melhores, alegres, sensíveis, portanto, verdadeiramente humanos e cristificados. A maior tristeza e frustração é a de não sermos santos”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53058#ixzz2l5OtU0Hx )

Não podemos negociar a fidelidade ao Senhor, diz o Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium Press) Somente o Senhor pode nos salvar do pensamento único globalizado, disse o Papa Francisco, na Santa Missa desta segunda-feira, 18, na Casa Santa Marta, a respeito do espírito mundano.

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Através da Leitura do Livro dos Macabeus, o Santo Padre refletiu sobre a raiz perversa do mundanismo. Na época, explicou, os chefes do povo não queriam que Israel fosse isolada das outras nações e, assim, abandonaram as suas próprias tradições para negociarem com o rei, negociando desta forma a fidelidade ao Senhor.

“Esta é uma contradição: não negociamos os valores, mas a fidelidade. Este é mesmo o fruto do demônio, do príncipe deste mundo, que nos faz avançar com o espírito do mundano”.

Continuando, o Papa disse que foi assim que o povo adequou-se às ordens do rei, negociando sua fidelidade. “Mas o Senhor é fiel ao seu povo e salva-nos deste espírito”.

“Esta gente negociou a fidelidade ao seu Senhor; esta gente movida pelo espírito do mundo, negociou a própria identidade, negociou a pertença a um povo que Deus ama tanto, que Deus quer como seu povo”, ressaltou.

Para o Santo Padre, “aquilo que nos consola é que, perante este caminho que faz o espírito do mundo, o caminho de infidelidade, está sempre o Senhor, que não pode renegar a si mesmo, o Fiel”, pois “Ele sempre nos espera e nos perdoa quando nós, arrependidos por qualquer passo, O procuramos”.

“Com o espírito de filhos da Igreja, rezemos ao Senhor para que com a Sua bondade, com a sua fidelidade nos salve deste espírito mundano que negocia tudo; que nos proteja e nos faça andar para a frente, como fez caminhar o Seu povo no deserto, levando-o pela mão, como um pai leva o seu menino. Na mão do Senhor estamos seguros”, concluiu. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53052#ixzz2l5OiwBOg )

A misericórdia de Jesus é a nossa força e esperança

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium PressEm mais uma mensagem destinada aos seus fiéis seguidores no Twitter (@Pontifex), neste último sábado, 16, o Santo Padre lembrou da misericórdia e do amor de Jesus para com seus irmãos.

Na mensagem, o Papa disse que “Jesus quis conservar as suas chagas para nos fazer sentir a sua misericórdia. Esta é a nossa força, a nossa esperança”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53025#ixzz2l5ODu81y )

A Santa Missa, um sacrifício?

Certo dia, um jovem veio pedir ajuda ao seu pároco. Tratava-se de um caso muito sério, para qual o rapaz não via remédio. Haveria uma reunião no próximo domingo, a respeito da doutrina católica, e esta conferência seria presidida por um orador muito famoso. Todos os seus amigos iriam, e ele não queria perder um evento de tamanha relevância.

Por isso, vinha ao sacerdote pedir que desse outro sacrifício para realizar, pois o do domingo ele não poderia fazer. Ao ouvir este pedido o padre não entendeu a que se referia o rapaz. Aconselhou então ao jovem que lhe explicasse melhor. A este pedido recebeu a seguinte resposta: “É que a reunião será bem no horário do Santo Sacrifício da Missa. Deste modo, eu peço-lhe que me dê outro sacrifício no lugar do Santo Sacrifício do Domingo”.mass.jpg

Esse equívoco relatado acima muitas vezes pode ser o de muitas pessoas, e nem sempre tão jovens. A dúvida de nosso rapaz – e que talvez seja de muitas outras pessoas – pode expressar-se da seguinte maneira: Por que a Santa Missa é chamada de Sacrifício?

O grande problema deve-se a imprecisão do conceito de sacrifício. O que é na verdade um sacrifício? Para muitos o sacrifício é uma ação muito dolorosa que se deve realizar, e da qual não há meios de escapar. Este conceito é por demais simples e não mostra o real teor de um sacrifício, chegando assim a confundir as idéias das pessoas.

Segundo a doutrina católica, o sacrifício, em seu sentido mais estrito, é: “A oblação externa de uma coisa sensível, com certa destruição da mesma, realizada pelo sacerdote em honra de Deus para testemunhar seu supremo domínio e nossa completa sujeição a Ele”.[1]

Este conceito aplica-se inteiramente à Santa Missa, o que faz deste Augusto Ato um perfeito e excelente sacrifício, sendo assim denominado Santo Sacrifício da Missa.

Façamos um paralelo do conceito referido acima com a Santa Missa:

A oblação externa: não é portanto um ato interior, o qual não é conhecido por ninguém. Pelo contrário a Santa Missa é uma oração oficial da Igreja, melhor dizendo, é A Oração Oficial da Santa Igreja, centro o força vital do Corpo Místico de Cristo[2].

E que oblação… é o próprio Filho de Deus que se oferece nas espécies de pão e de vinho. Haverá oblação mais agradável a Deus do que o Seu próprio Filho bem amado no qual está todo o seu agrado[3]?

De uma coisa sensível: é de primordial importância para o homem que o sacrifício seja de algo sensível, pois sendo o homem composto de corpo e alma, o sacrifício deve atender também ao corpo e não apenas à alma. Na Santa Missa o que atende à sensibilidade do homem é o fato de oferecer-se o próprio Corpo e Sangue de Cristo nas espécies do pão e do vinho transubstanciados.

Com certa destruição da mesma: para ser um sacrifício em estrito senso, é necessário que aquilo que se oferece seja inteiramente destruído. É o que se dá na Santa Missa pela comunhão do sacerdote e dos fiéis do Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

Realizada pelo sacerdote: é uma conditio sine qua non para a existência da Santa Missa, um sacerdote devidamente consagrado pela imposição das mãos de um bispo.

Em honra de Deus, para testemunhar sue supremo domínio e nossa completa sujeição a Ele: Não há ato que mais honre a Deus do que a Santa Missa. É a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário realizada pelo próprio Cristo na pessoa de seu ministro. Ao mesmo tempo, o homem é convidado a confessar sua total dependência ao Senhor, não deixando por isso de pedir-lhe ajuda e forças para vencer as lutas de nosso vale de lágrimas.

A Santa Missa é, pois, a mais bela expressão externa em honra de Deus, uma vez que é por Ele mesmo oferecido enquanto Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, sendo assim O Verdadeiro Sacrifício da Nova Lei seu sentido mais estrito e perfeito.

Saibamos, portanto, aproximarmo-nos deste Sublime Sacrifício, não como um fardo ou uma dificuldade, mas pelo contrário, como um auxílio nas grandes dificuldades do mundo moderno e de nossa vida particular. Acerquemo-nos da Ceia do Senhor com verdadeira fé e piedade, sabendo que tudo, absolutamente tudo o que nós pedirmos a Ele, não nos negará, pois estas foram suas palavras: “qualquer coisa que pedirdes em meu Nome, será feito” (Jo. 14,13). Desta maneira não receberemos a recriminação de Nosso Senhor: “ainda não pediste nada em meu nome…” (Jo 16, 24).

Por Millon Barros

[1] ROYO MARÍN, Antonio. Teologia moral para seglares. Madrid: BAC, v. I, p. 286.

[2] Cfr. Ecclesia de Eucharistia, João Paulo II, 17 de Abril de 2003.

[3] Cf. Mt 3, 17

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53034#ixzz2l5NFc4FB )

Falece aos 94 anos bispo chinês que passou 23 deles na prisão

ROMA, 14 Nov. 13 / 10:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito da prefeitura apostólica de Yikian (Yihsien) na província de Hebei da China continental, Dom Pietro Liu Guandong faleceu no dia 28 de outubro deste ano à idade de 94 anos, conforme confirmou nesta quarta-feira o Escritório de Imprensa da Santa Sé.

O Prelado chinês se opôs ao nascimento da chamada Igreja Patriótica Chinesa em 1955. Foi preso em 1958 por não concordar com a Associação Patriótica dos Católicos Chineses, por isso permaneceu na prisão 23 anos até a sua libertação em 1981.

Depois de ser libertado “dedicou-se com todas as suas forças à evangelização e ao renascimento da Igreja na China”, apesar de ter recebido “explícitas solicitudes de não ocupar-se da Igreja”, segundo precisa uma nota do vaticano.

Em 25 de julho de 1982 foi consagrado secretamente Bispo Coadjutor da Prefeitura Apostólica de Yixian por Dom Francesco Saverio Zhou Shanfu, a quem sucedeu em 1986. De 1989 a 1992 foi submetido à “reeducação através do trabalho” e em julho de 1993 sofreu um enfarte e uma paralisia, com isso perdeu a capacidade de movimento e palavra e, apesar do seu estado de saúde, foi detido no seu domicílio e cuidado por fiéis, religiosas e sacerdotes, que em 1997 o esconderam da vigilância da polícia.

Além disso, segundo precisa o boletim do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Bispo Pietro Liu “sempre viveu no meio dos seus fiéis com grande humildade e com fé sólida”.

Foi considerado “homem de Deus, homem de fé, bom pastor que dá a vidapelas suas ovelhas e, sobretudo, exemplar intérprete da comunhão com o Papa pela qual sofreu muito”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26311)

Quem vive na graça de Deus não deve ter medo do demônio!

Neste fim de semana, o padre Duarte Lara, que é exorcista, estará no Acampamento de Cura e Libertação. Em entrevista à equipe docancaonova.com, o sacerdote responde a algumas perguntas relacionadas ao exorcismo e à cura e libertação que costumam suscitar dúvidas e medos em todos nós.

cancaonova.com: Hoje vemos um grande número de pessoas em busca de cura e libertação. A que se deve este fenômeno?

Padre Duarte: Existem dois motivos principais: têm aumentado as práticas de ocultismo e tudo o que é ligado à adivinhação, à magia ou ao espiritismo. Essas são grandes portas de entrada dos distúrbios diabólicos. Por outro lado, penso que, nos últimos séculos, pelo menos na Europa, foi um ministério [cura e libertação] um pouco abandonado. Nos seminários, não se dá muita ênfase a isso, pois as pessoas se preocupam com as coisas boas, como o anúncio da Palavra de Deus, mas não dedicam tempo para rezar com os demais. Acontecem os aconselhamentos, mas as pessoas querem oração, pois têm problemas e precisam de oração.

cancaonova.com: Como identificar se uma pessoa está sendo atormentada por uma ação demoníaca ou está sofrendo de um transtorno psíquico?

Padre Duarte: Precisa-se fazer um discernimento e deve-se ter certa prudência, pois são vários os fatores e precisamos ter um olhar em todo o conjunto. Em primeiro lugar, questiono as pessoas a respeito da sua prática religiosa, na grande maioria dos casos são pessoas de fé, mas que não possuem um prática religiosa, ou seja, estão longe dos sacramentos. Em segundo lugar: são os sintomas estranhos que elas sentem, aquilo que foge da normalidade: dores no corpo que não têm explicação médica, picadas em todo o corpo, doenças que aparecem e desaparecem. Caso respondam “sim” a essas perguntas, pergunto se já foram ao médico ou fizeram exames e quais foram os resultados. Em alguns casos, as pessoas têm os sintomas que parecem uma doença, mas, ao fazerem os exames, eles nada acusam. Muitas dessas pessoas, após o resultado desses exames, são encaminhadas aos psiquiatras ou psicólogos e, eles, por sua vez, não encontram respostas para tais distúrbios. Há pessoas que fazem uso de remédios, mas que, mesmo assim, devido à ação diabólica, não reagem aos medicamentos.

Em terceiro lugar, são as práticas ocultas, é certo que, em sua maioria, os distúrbios diabólicos estão ligados a essas práticas ou as pessoas foram vítimas de alguma bruxaria ou macumba. Nesses casos, pergunto se apareceram coisas estranhas ou se algo anormal aconteceu. Se isso ocorreu pode se tratar de algum caso espiritual.

O último ponto, e talvez um dos mais importantes, é a reação às coisas sagradas. Pessoas atacadas pelo demônio sempre reagem a este contato: ao entrarem na igreja, sentem-se mal. Existem pessoas que deixaram de ir às Santas Missas por conta disso, pois começam a sentir dores pelo corpo.

Quando invocamos Deus, o demônio sente-se muito mal. Quando pedimos ao Senhor que liberte alguém, Ele vem e nos ajuda. Portanto, os casos de libertação iniciam-se na conversa e no diagnóstico com as pessoas.

Padre Duarte Lara durante entrevista
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

cancaonova.com: Há casos insolúveis, ou seja, existem pessoas que não são totalmente libertas dos ataques demoníacos?

Padre Duarte: Sim, cada caso é um caso, há casos que evoluem em ritmos diferentes. Existem casos graves que são resolvidos em poucos exorcismos e casos leves que parecem se arrastar por anos. Questiono: quais os fatores que condicionam a libertação completa desta pessoa? De certo é a sinceridade de sua conversão. Muitas vezes, as pessoas fazem determinadas coisas porque o padre pediu, mas dentro do seu coração não abraçaram o Senhor.

Outro fator são pessoas que têm algum pecado e que não o largam. Acreditam em Jesus, no entanto, vivem no pecado, buscam adivinhos, leem astrologia, usam amuleto para dar sorte. O uso dessas coisas condiciona as pessoas a não se libertarem por completo da ação do demônio. Além disso, há pessoas que vivem um processo de libertação, mas, por terem seus familiares envolvidos com coisas ocultas, não conseguem a libertação. Por isso, percebam a importância dos laços de sangue.

O último ponto, e o mais misterioso, é quando Deus permite, para a santificação de uma pessoa, que ela seja atacada pelo demônio. E isso não é um pecado, por exemplo, tais pessoas, como padre Pio e Cura D’Ars, foram para o céu mesmo sendo tentadas aqui na terra pelo demônio. Então precisamos entender que pode ser um plano de salvação para a sua alma.

:: Exorcismo e libertação

cancaonova.com: Por que algumas pessoas são alvo de possessões do maligno e outras não? E como devemos nos proteger?

Padre Duarte: A grande proteção é viver na graça de Deus, quem está unido a Jesus o demônio não consegue destruir. Um exemplo forte é um testemunho de um ex-satânico, segundo o qual, com a bruxaria, conseguiu muitas coisas; mas, certa vez, ao se apaixonar por uma mulher e fazer uma bruxaria, como sempre fazia, disse ter ficado impressionado pelo fato de não conseguir fazer com que acontecesse nada com aquela jovem. Mais tarde, viram que ela era uma católica que rezava o terço pela manhã e à noite e ia à Missa todos os dias. Hoje, ele tem buscado a Deus graças àquela moça. Quem vive na graça de Deus não deve ter medo do demônio!

Na Europa, por exemplo, a Nova Era tem levado muitas pessoas a sua prática por meio do uso de amuletos, buscando forças espirituais que não são de Deus e, por causa disso, entram no campo do inimigo, levando-as ao distúrbio.

cancaonova.com: O diabo pode escravizar e influenciar alguém a praticar o mal por intermédio de mensagens subliminares, como os filmes?

Padre Duarte: Muitas mídias buscam inspirações em comunhões diabólicas, muitos grupos de música, explicitamente, se consagram ao demônio e pedem inspiração a ele para suas letras. Quem faz uso desses produtos deve se livrar deles e pedir perdão a Deus. Tenha cuidado com o que você tem ouvido, mesmo se as letras estiverem em outras línguas e você ouve por causa da melodia, pois muitas delas invocam ao demônio com frases de consagração.

Há artistas que dizem isso abertamente, como respondeu claramente Lady Gaga ao ser perguntada sobre o segredo do seu sucesso: “Fiz um pacto com o demônio”. Portanto, cuidado meu irmão, abra seus olhos!

cancaonova.com:
 O exorcismo, muitas vezes, é tema do cinema. O que leva as pessoas a buscarem esse tipo de “entretenimento”? Há alguma fidelidade entre o que é apresentado nos filmes e a realidade?

Padre Duarte: Em geral, nos filmes sobre exorcismos, seus idealizadores querem ter uma ligação com a verdade, ou seja, tentam fazê-los baseados em fatos reais. Sabemos que os pontos fortes dos filmes são aqueles momentos tensos, que nos fazem até nos arrepiar. Muitas coisas ali existem, mas o que acontece é o exagero e a distorção da realidade.

cancaonova.com: Outras religiões acreditam na existência do demônio e também realizam orações de exorcismo lançando mão de outros artifícios, diferentemente daqueles utilizados pela Igreja Católica. Nessas religiões também acontece a libertação?

Padre Duarte: Em todas as religiões do mundo os homens experimentam a existência de seres espirituais com os quais podemos entrar em contato, seres bons e seres maus. Na Igreja Católica, temos os anjos como esses seres espirituais; em outras religiões é invocada uma força que tem determinados efeitos, como os transes, através dos quais buscam respostas. O mais correto é saber que, se uma pessoa não invoca o Criador do Céu e da Terra, o nosso Deus verdadeiro, ela entra no terreno do inimigo. Isso é uma abertura espiritual e quem se aproveita disso é o demônio.

O diabo é um enganador, usa de pessoas que vão ao curandeiro, ao pai de santo ou ao médium, que aliviam os distúrbios por algum tempo e fingem curá-las; estas pessoas ficam convencidas de que, com a ajuda deles, foram libertas. No entanto, depois de certo tempo, voltam a ser atacadas e, desse modo, nunca conseguem se livrar [do mal]. No fundo, elas estão sendo atacadas pelo demônio e pedindo que ele mesmo as liberte. Ele é inteligente, gosta de nos enganar, pois é o pai da mentira, tudo isso para nos convencer de que um bruxo está nos libertando. Portanto, a libertação completa só emJesus Cristo.

Venha participar do Acampamento de Cura e Libertação, que acontece entre os dias 14 e 17 de novembro na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

13 de novembro de 2013

(http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?tit=Quem+vive+na+gra%E7a+de+Deus+n%E3o+deve+ter+medo+do+dem%F4nio%21+&cod=2872&sob=7848)

Conheça Nicolás, o menino que emprestou o seu anjo da guarda ao Papa Francisco

Nicolás com os seus pais. Foto: Jornal Argentino Clarín

BUENOS AIRES, 12 Nov. 13 / 12:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nicolás Marasco é um adolescente argentino de 16 anos que sofre de encefalopatia crônica não evolutiva, não pode falar; porém, graças a seus pais pôde “escrever” uma carta ao Papa Francisco para dizer a ele que “todas as noites” pede ao seu anjo da guarda que o cuide e lhe ajude em seu pontificado.

A carta, escrita por Marisa e Fernando, é a seguinte:

“Querido Francisco: sou Nicolás e tenho 16 anos. Como eu não posso te escrever (porque ainda não falo nem caminho), pedi aos meus pais que o façam no meu lugar, porque eles são as pessoas que mais me conhecem.

Quero contar-te que quando tinha seis anos, no meu colégio que se chama AEDIN (Associação em Defesa do Infante Neurológico) o Padre Pablo me deu a primeira comunhão, e neste ano, em novembro, receberei a crisma, algo que me dá muita alegria.

Todas as noites, desde que me pediu isso, peço ao meu anjo do guarda -que se chama Eusébio e tem muita paciência- que te cuide e te ajude. Pode estar certo de que o faz muito bem porque me cuida e me acompanha todos os dias. Ah, e quando não tenho sono… vem para brincar comigo.

Eu gostaria muito de ir para ver-te e receber a sua bênção e um beijo: só isso! Mando-te muitas saudações e continuo pedindo a Eusébio que te cuide e te dê força. Beijos.

Nico”.

O jornal argentino Clarín afirmou que o Papa Francisco ficou impressionado com a carta de Nicolás.

No último dia 4 de outubro, ante a multidão que o escutava próximo ao túmulo de São Francisco de Assis, o Papa contou a sua história e considerou que “nesta carta, no coração deste rapaz, estão a beleza, o amor e a poesia de Deus. Deus que se revela a quem tem o coração simples, aos pequenos, aos humildes, àqueles que nós frequentemente consideramos como os últimos”.

Francisco ressaltou -indicou Clarín- que foi uma das cartas mais emotivas que recebeu desde que chegou a Roma.

Três dias depois, Nicolás recebeu a resposta manuscrita do Santo Padre:

“Querido Nicolás: muito obrigado pela sua carta. Muito obrigado por rezar por mim. Com a sua oração, você me ajuda no meu trabalho, que é levar Jesus a todas as pessoas. Por isso, querido Nicolás, é importante para mim.

E quero te pedir, por favor, que continue me ajudando com a sua oração e também pedindo a Eusébio, que com certeza é amigo do meu anjo da guarda, que também me cuide.

Nicolás, obrigado pela sua ajuda. Rezo por você. Que Jesus te abençoe e a Virgem Santa te cuide. Afetuosamente, com minha bênção.

Francisco”.

Neste dia 9 de novembro o menino argentino recebeu o sacramento da Crisma, junto com outros 16 companheiros da escola.

De Roma, o Papa o abençoou de novo, graças a um emissário sensível que o informou sobre o acontecimento. Além disso, levou-lhe um quadro com as fotos de todos os jovens que receberam o sacramento da crisma.

Marisa Mariani, mãe do adolescente, assegurou que “com isto que aconteceu conosco, nos damos conta do quão importante são as coisas simples, uma palavra de ânimo, alguém que escuta, alguém que não olha para o outro lado, como às vezes acontece conosco na rua”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26299)

Cardeal Dolan exorta os bispos dos EUA: Defendam os cristãos perseguidos no mundo

Cardeal Timothy Dolan. Foto: Grupo ACI

BALTIMORE, 12 Nov. 13 / 12:46 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, exortou os bispos reunidos em assembleia plenária nesta cidade, a serem defensores dos cristãos perseguidos em todo o mundo.

Na sua apresentação de ontem, o Cardeal disse que “nós como bispos, como pastores de uma das comunidades de fé mais ricamente abençoadas no planeta, como pastores que falaram com unidade entusiasta em defesa da nossa liberdade religiosa, temos que nos converter em advogados e campeões para estes cristãos cujas vidas estão penduradas por um fio, e não podemos ousar permitir que as nossas batalhas sobre a liberdade religiosa em casa ofusquem a atual violência que sofrem os cristãos em outros lugares”.

O Cardeal recordou que nestes primeiros anos do século XXI, aproximadamente um milhão de cristãos foram assassinados, um tempo ao que chamou “uma nova era de mártires”. O Cardeal ressaltou, ademais, o chamado que fez o Papa Francisco no último dia 25 de setembro a favor dos cristãos perseguidos.

Esse dia o Santo Padre questionou: “Quando penso ou ouço dizer que muitos cristãos são perseguidos e chegam a dar a sua vida pela própria fé, isto comove o meu coração, ou não me sensibiliza? Estou aberto àquele irmão ou àquela irmã da família (a Igreja) que entrega a vida por Jesus Cristo?”.

Para o Cardeal Dolan, estas palavras devem ser respondidas individualmente e como bispos. Os cristãos perseguidos, precisou, devem ser “um elemento definitivo nas nossas prioridades pastorais”.

Depois de lamentar a perseguição de cristãos em países como Síria, Iraque, Egito, Índia e China, o Arcebispo disse que deve gerar-se uma “cultura de oração pelos cristãos perseguidos” nas orações privadas e públicas da liturgia.

O Cardeal animou a gerar consciência através da Internet e exortou a ajudar os grupos como Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Catholic Relief Services (o ramo da Cáritas nos Estados Unidos), entre outros.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26300)

O Papa: Cristãos pecadores sim, corruptos não

Foto News.va

VATICANO, 12 Nov. 13 / 01:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- Quem não se arrepende e “faz de conta que é cristão” faz muito mal à Igreja, afirmou o Papa Francisco na Missa da manhã de ontem celebrada na capela da Casa Santa Marta. Disse que todos devemos reconhecer que somos “pecadores”, mas devemos estar atentos para não nos converter em “corruptos”. Quem é benfeitor da Igreja, mas rouba o Estado, acrescentou Francisco, é “um injusto” que leva uma “vida dupla”.

Jesus “não se cansa de perdoar e nos aconselha” que façamos o mesmo. O Papa se deteve em sua homilia sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido, de que fala o Evangelho. Quando Jesus pede que se perdoe sete vezes ao dia, observou o Pontífice, “faz um retrato de si mesmo”.

Jesus, prosseguiu, “perdoa”, mas neste trecho evangélico também diz: “Ai daquele que produz escândalos”. Não fala de pecado, mas sim de escândalo, que é outra coisa. E acrescenta que “Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos”. Daí que o Papa se perguntasse que diferença há entre “pecar e escandalizar”:

“A diferença é que quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede justamente a salvação de Jesus. Mas daquele outro que escandaliza, não se arrepende. Continua pecando, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão faz muito mal, muito mal. ‘Mas, eu sou um benfeitor da Igreja! Coloco a mão no bolso e dou à Igreja. Mas com a outra mão, rouba: do Estado, dos pobres… rouba. É um injusto. Esta é a vida dupla. E isto merece –o diz Jesus, não o digo eu– que lhe amarrem no pescoço uma pedra de moinho e seja jogado ao mar. Não fala de perdão, aqui”.

Isto, destacou o Pontífice, porque “esta pessoa engana”, e “onde está o engano, não está o Espírito de Deus. Esta é a diferença entre o pecador e o corrupto”. Quem “leva uma vida dupla– disse – é um corrupto”. Diferente é quem “peca e gostaria poder não pecar, mas é fraco” e “vai ao Senhor” e pede perdão: “o Senhor gosta desta pessoa! Acompanha-a, e está com ela”:

“E nós devemos nos dizer pecadores, sim, todos, aqui, todos o somos. Corruptos, não. O corrupto está fixo em um estado de suficiência, não sabe o que é a humildade. Jesus, a estes corruptos, dizia-lhes: ‘A beleza de ser sepulcros caiados, que parecem belos, por fora, mas dentro estão cheios de ossos mortos e de podridão. E um cristão que se vangloria de ser cristão, mas que não faz vida de cristão, é um destes corruptos. Todos conhecemos alguém que está nesta situação, e quanto mal fazem à Igreja! Cristãos corruptos, sacerdotes corruptos… Quanto mal faz à Igreja! Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”.

O Santo Padre recordou que São Paulo o diz claramente em sua Carta aos cristãos de Roma: “Não vos conformeis com este mundo”. E ainda precisou que o “texto original é mais forte” porque afirma que não temos que “entrar nos esquemas deste mundo, nos parâmetros deste mundo”. Esquemas, reafirmou, que “são este mundismo que te leva à vida dupla”.

“Uma podridão vernizada: esta é a vida do corrupto. E Jesus não lhes dizia simplesmente ‘pecadores’, dizia-lhes: ‘hipócritas’. E que belo, aquele outro, né? ‘Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo.’. É o que Ele faz com os pecadores. Ele não se cansa de perdoar, só com a condição de não querer fazer esta vida dupla, de ir a Ele arrependidos: ‘me perdoe, Senhor, sou pecador!’.

Para concluir o Papa disse que “assim é o Senhor. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo que foge de todo engano, peçamos a graça de nos reconhecer pecadores: somos pecadores. Pecadores, sim. Corruptos, não”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26301)

A Santa Missa: fonte da Santidade sacerdotal

“Se conhecêssemos o valor da Missa, morreríamos. Para celebrá-la dignamente, o sacerdote deveria ser santo. Quando estivermos no Céu, então veremos o que é a Missa, e como tantas vezes a celebramos sem a devida reverência, adoração, recolhimento”.[1]

No decreto Presbyterorum ordinis, o Concílio Vaticano II, em perfeita harmonia com a doutrina tomista, resume de forma admirável a centralidade da Eucaristia na vida espiritual do sacerdote, como seu principal meio de santificação. Logo no início, afirma que a Ordem dos presbíteros foi constituída por Deus “para oferecer o Sacrifício, perdoar os pecados e exercer oficialmente o ofício sacerdotal em nome de Cristo a favor dos homens”.[2]

Recorda, em seguida, que é por meio do ministério ordenado que o sacrifício espiritual dos fiéis se consuma em união com o sacrifício de Cristo, oferecido na Eucaristia de modo incruento e sacramental. E afirma que “para isto tende e nisto se consuma o ministério dos presbíteros. Com efeito, o seu ministério, que começa pela pregação evangélica, tira do sacrifício de Cristo a sua força e a sua virtude”.[3] O que equivale a dizer que o sacerdote vive para a Celebração Eucarística e é dela que deve haurir a força para progredir na prática da virtude.

Prosseguindo, ressalta o decreto conciliar: “Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam.[4] Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja,[5] isto é, o próprio Cristo”.[6] E mesmo quem é chamado a uma vocação missionária, não pode esquecer que a própria evangelização deve ter como meta o Sacramento do altar e dele nutrir-se: “A Eucaristia aparece como fonte e coroa de toda a evangelização”.[7] Pois no Sacrifício Eucarístico se exerce a própria obra da Redenção.[8]

Garrigou-Lagrange sintetiza com precisão esta doutrina:

“O sacerdote deve considerar-se ordenado principalmente para oferecer o Sacrifício da Missa. Em sua vida, este Sacrifício é mais importante que o estudo e as obras exteriores de apostolado. Com efeito, o seu estudo deve ordenar-se ao conhecimento cada vez mais profundo do mistério de Cristo, supremo Sacerdote, e o seu apostolado deve derivar da união com Cristo, Sacerdote principal”.[9]

Royo Marín, ao comentar a exortação do Pontifical Romano, feita pelo Bispo aos ordenandos, afirma com ênfase que a Santa Missa é “a função mais alta e augusta do sacerdote de Cristo”.[10] E, conhecedor das múltiplas ocupações pastorais de um sacerdote, que podem facilmente desviá-lo do cerne da sua vocação de mediador entre Deus e os homens, reforça a mesma ideia, logo em seguida, com inflamadas palavras de zelo sacerdotal:

“Esta é a função sacerdotal por excelência, a primeira e mais sublime de todas, a mais essencial e indispensável para toda a Igreja, e ao mesmo tempo fonte e manancial mais puro de sua própria santidade sacerdotal. É-se sacerdote, antes de tudo e sobretudo, para glorificar a Deus mediante o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”.[11]

Talvez receoso de que suas palavras não penetrem suficientemente o espírito de seus leitores, irmãos no sacerdócio, Royo Marín enumera algumas ocupações legítimas que poderiam servir de pretexto a uma diminuição do zelo eucarístico, insistindo de novo na centralidade do Sacrifício da Missa:

“Por cima de todas as demais atividades sacerdotais, por cima inclusive de seu trabalho pastoral voltado para as almas, deverá colocar sempre em primeiro plano a digna e fervorosa celebração do Santo Sacrifício do Altar. Tudo quanto o distraia e estorve nesta função augusta deverá ser afastado pelo sacerdote com energia, lançando-o para longe de si. Sua função primária, ante a qual devem ceder todas as demais atividades, consiste – repetimos – na celebração do Santo Sacrifício da Missa, através do qual recebe Deus uma glorificação infinita”.[12]

Cabe salientar ainda que a Eucaristia não só confere a graça, como também a aumenta naquele que a recebe com as devidas disposições:

“O Sacramento da Eucaristia tem por si mesmo o poder de conferir a graça. […] A graça cresce e a vida espiritual aumenta, toda vez que se recebe realmente este Sacramento […] para que o homem seja perfeito em si mesmo pela união com Deus”.[13]

Bento XVI, ao tratar da vocação e espiritualidade sacerdotais, sob uma perspectiva pastoral, afirma que é por meio da oração que o sacerdote apascenta suas ovelhas. Os presbíteros, diz ele, têm “uma vocação particular para a oração, em sentido fortemente cristocêntrico: isto é, somos chamados a ‘permanecer’ em Cristo”. E, continua:

“O nosso ministério é totalmente ligado a este “permanecer” que equivale a rezar, e deriva dele a sua eficiência. […] A Celebração Eucarística é o maior e mais nobre ato de oração, e constitui o centro e a fonte da qual também as outras formas recebem a “linfa”: a Liturgia das Horas, a adoração eucarística, a lectio divina, o santo Rosário, a meditação”.[14]

Novamente, encontramos a Eucaristia no centro da vida sacerdotal.

Por Monsenhor Mons. João S. Clá Dias, EP

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CLÁ DIAS, João. A Santidade do sacerdote à luz de São Tomás de Aquino. in: LUMEN VERITATIS. São Paulo: Associação Colégio Arautos do Evangelho. n. 8, jul-set 2009. p. 16-18.

[1]BENTO XVI. Carta para Proclamação do Ano Sacerdotal, 16 jun. 2009.

[2] PO, n. 2.

[3] Idem.

[4]Nota do texto original: “A Eucaristia é como que a consumação da vida espiritual, e o fim de todos os sacramentos” (S Th III, q. 73. a. 3 c); cf. S Th III, q. 65, a. 3.

[5] Nota do texto original: Cf. São Tomás, S Th III, q. 65, a. 3, ad 1; q. 79, a. 1 c. e ad 1.

[6] PO, n. 5

[7] Idem.

[8] Cf. idem, n. 13.

[9] GARRIGOU-LAGRANGE, OP, Réginald. Op. cit., p. 38.

[10] ROYO MARÍN, OP, Antonio. Teología de la Perfección Cristiana. Madrid: BAC, 2001. p. 848.

[11] Idem, ibidem.

[12] Idem, p. 849.

[13]S Th III, q. 79, a. 1, ad 1.

[14] BENTO XVI. Homilia no Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 3/5/2009.

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52894#ixzz2kWJz0I9P )

Cidade dos EUA é processada por iniciar eventos públicos com oração

Greece – Estados Unidos (Terça-feira, 12-11-2013, Gaudium PressNo último dia 6 de novembro, a Corte Suprema dos Estados Unidos deu ouvidos às alegações por escrito e orais do grupo Americans United for Separation of Church and State (Americanos pela separação entre Igreja e Estado), em representação de Susan Galloway e Linda Stephens, que afirmam que a cidade de Greece viola a Constituição por iniciar os eventos públicos rezando.

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O advogado do Alliance Defending Freedom, David Cortman, que lidera a defesa de Greece, afirmou que “os membros da comunidade devem ter a liberdade de rezar sem serem censurados”.

“Começar os eventos rezando é uma liberdade entesourada que os autores da Constituição praticavam. Os americanos não devem ser obrigados a trair esta liberdade só para apaziguar alguém que se diz ofendido por escutar uma oração”, ressaltou Cortman em um comunicado sobre o caso.

Um dos 26 organismos que apresentou um recurso a favor da cidade, o Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, argumentou que a Corte Suprema deve respeitar a atitude histórica de respeito à oração e à liberdade religiosa.

O organismo recordou também que a Câmara de Senadores e a de Deputados nos Estados Unidos possuem capelães e que os primeiros grandes líderes da história da nação se referiam frequentemente a Deus e rezavam publicamente. (EPC)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52856#ixzz2kWJLMWfH )

Aquele que “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja, afirma Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 11-11-2013, Gaudium PressNa Santa Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 11, o Papa Francisco afirmou aos presentes que, aquele que não se se arrepende e “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja.

O Santo Padre refletiu em sua homilia, com base no Evangelho de hoje, (Lc 17, 1-6) sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido.papa_francisco.JPG

O Papa explicou, com base na passagem bíblica, a diferença entre pecar e escandalizar.

“A diferença é quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede a Jesus a salvação. Mas quem escandaliza não se arrepende, continua a pecar, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão provoca muitos danos”.

Para o Pontífice, quem faz vida dupla é corrupto e está preso em um estado de suficiência, sem ter ciência sobre o que é a humildade.

“Todos nós conhecemos alguém que está nesta situação e quanto mal faz à Igreja. Quanto mal provocam à Igreja. Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”, disse.

Na Carta aos cristãos de Roma, contou o Papa, São Paulo dizia para não entrarmos nos parâmetros deste mundo, que nos levam à vida dupla:

“Jesus não os chamava simplesmente de pecadores, mas de ‘hipócritas’. Com os outros, os pecadores, Jesus não se cansa de perdoar, com a condição de que não façam esta vida dupla. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo de nos reconhecer pecadores. Pecadores sim, corruptos não”, concluiu o Santo Padre. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52796#ixzz2kQg6bk8N)

A banca do amor

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Carta 142, 6/7/1893, a sua irmã Celina (trad. ed. Carmelo, 1996)

A banca do amor

«Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos», diz o Senhor [Is 55,8]. O mérito não consiste em fazer nem em dar muito, mas antes em receber, em amar muito. […] Está dito que é muito mais agradável dar do que receber [Act 20,35], e é verdade, mas quando Jesus quer reservar para Ele a doçura de dar, não seria delicado recusar. Deixemo-lo receber e dar tudo o que quiser, a perfeição consiste em fazer a vontade dele, e a alma que se Lhe entrega inteiramente é chamada pelo próprio Jesus «sua Mãe, sua Irmã» e toda a sua Família [Mt 12,50]. E noutro lugar: «Se alguém Me ama, guardará a minha palavra (isto é, fará a minha vontade) e Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a nossa morada» [Jo 14,23] Oh! Celina!… Como é fácil agradar a Jesus, encantar o seu coração: basta amá-lo sem olhar para nós mesmas, sem examinar demasiadamente os próprios defeitos. […]

A tua Teresa não se encontra neste momento nas alturas mas Jesus ensina-lhe a tirar proveito de tudo, do bem e do mal que encontra em si. Ensina-lhe a jogar à banca do amor, ou antes, joga Ele por ela sem lhe dizer como se faz porque isso é assunto dele e não de Teresa; o que ela tem de fazer é abandonar-se, entregar-se sem nada reservar para si, nem mesmo a alegria de saber quanto lhe rende a banca. […]

Com efeito, os directores [espirituais] fazem avançar na perfeição mandando praticar um grande número de actos de virtude, e têm razão, mas o meu director, que é Jesus, não me ensina a contar os meus actos; ensina-me a fazer tudo por amor, a não Lhe recusar nada, a ficar contente quando Ele me dá uma ocasião de Lhe provar que O amo, mas isto faz-se na paz, no abandono, é Jesus que faz tudo e eu não faço nada.

Terceira parte do Segredo de Fátima é exposta em Portugal

Fátima – Portugal (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) “Segredo e Revelação”, assim é intitulada a exposição temporária que será inaugurada no dia 30 de novembro no Santuário de Fátima e que contará com uma peça de grandesegredo_de_fatima.jpgvalor simbólico: o manuscrito da Irmã Lúcia com a terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora em junho 1917.

Esta é a primeira vez que o texto original do segredo de Fátima será exposto ao público. O documento, que permanece no Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé desde 1957, saiu dali apenas em duas ocasiões: após a tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981 e no ano 2000 a pedido do então Secretário da Congregação, Tarcisio Bertone, que o levou para Coimbra (Portugal), para que a Irmã Lúcia reconhece-se o manuscrito.

Para esta exposição, o Santuário Mariano fez um pedido especial para a Santa Sé, a fim de ter o documento. “Considerando que é um dos pilares para a exposição museológica -que falará precisamente das três partes do Segredo de Fátima-, o Santuário pediu à Santa Sé para considerar o empréstimo”, um pedido que foi aprovado pelo Papa Francisco no último dia 10 de junho, segundo explicou Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário e curador da exposição.

A exposição ficará aberta ao público até outubro de 2014. (EPC)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52625#ixzz2jxQmMa6L )

Santidade para todos

São Paulo (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) Em meio as comemorações finais do Ano da Fé e a celebração da Festa de Todos os Santos, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, recordou, em seu mais recente artigo, um ponto para o qual fomos chamados e que alimenta a nossa Fé: a santidade.

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De acordo com o prelado, a santidade foi o “dom do Espírito Santo dado aos discípulos de Cristo” e todos nós devemos contribuir para esse patrimônio com nossa vida santa, pois “somos por ele também beneficiados”.

A Igreja, explica Dom Odilo, ao proclamar um Santo, “confirma que sua vida foi uma interpretação exemplar da vida cristã e um testemunho luminoso do Evangelho do Reino de Deus no mundo”.

“Cada santo, a seu modo, é um exemplo de vida segundo o Evangelho e pode ser imitado pelos outros, sem medo de errar”, escreveu.

O Arcebispo lembrou que os Santos foram pessoas que viveram em um determinado tempo e espaço e tiveram uma história pessoal, que pode ser conhecida e verificada. “Eles são os membros da Igreja, que já chegaram lá, onde todos nós queremos chegar um dia”.

Mas através da “comunhão dos santos”, continuou Dom Odilo, “eles continuam ligados a nós”, pois “são mestres de vida cristã, testemunhas e exemplos de perseverança na Fé, muitas vezes vivida em meio a inumeráveis dificuldades. Muitos deles morreram martirizados, proclamando essa Fé, que também nós professamos”.

Ainda segundo o Cardeal, a vida dos santos é parte importante da Catequese e da iniciação à vida cristã, pois “eles foram discípulos exemplares de Cristo, foram bons cristãos e viveram de modo exemplar as virtudes, que também nós somos chamados a viver”.

“A santidade não é uma ilustração opcional à vida cristã, mas a sua própria meta; pela Fé e pelo Batismo, estamos em comunhão com aquele que é o santo e a fonte de toda santidade. A santidade é uma das qualidades da Igreja e deve também ser a marca de todos os seus membros”, ressaltou.

Concluindo, Dom Odilo citou as palavras do Papa Francisco, na homilia da solenidade de Todos os Santos. Na ocasião, o Santo Padre lembrou os fiéis que a santidade tem um caminho, um rosto e um nome: Jesus Cristo. (LMI)

Da redação, com informações Arquidiocese de São Paulo

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52633#ixzz2jxQDWA2w )

Livro “Eu vivi com um Santo” conta detalhes da vida de João Paulo II

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) O Beato João Paulo II, sem dúvida, foi um grande evangelizador. Durante seu Pontificado, conseguiu transmitir sua mensagem de paz aos cinco continentes.

Milhares de colaboradores tiveram a oportunidade de trabalhar ao lado do Beato, antes de sua partida definitiva. Entre eles, Dom Paolo Ptasznik, que na época, era secretário pessoal do Santo Padre.

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A princípio, Dom Ptasznik e o escritor Gian Franco Svidercoschi publicaram a obra “Eu vivi com um Santo”, que recorda as lembranças do prelado, durante o tempo em que viveu ao lado do Papa João Paulo, ressaltando detalhes do Vigário de Cristo, que até então, muitos não conheciam.

Todas as manhãs, segundo o prelado, o Pontífice olhava um atlas que tinha e então, escolhia um país para rezar por sua nação, chamando este ato de “geografia da oração”.

Dom Ptasznik tinha 33 anos quando começou a trabalhar com João Paulo II, sendo seu secretário pessoal durante aproximadamente 40 anos.

O prelado contou ainda que o Santo Padre celebrava a Santa Missa todos os dias e, mesmo quando foi hospitalizado, pedia para que alguém concelebrasse ao seu lado.

“A Eucaristia foi uma parte central de sua vida. É também importante lembrarmos que ele se confessava pelo menos uma vez a cada duas semanas”, disse.

Para Gian Franco Svidercoschi, o que mais o impressionava em João Paulo II era a Santidade que vivia diariamente, mesmo abaixo das circunstâncias normais.

“Um dos pontos chaves de João Paulo II era sua maneira tão intensa de viver os Sacramentos, tanto em boas como em más circunstâncias”, afirmou. (LMI)

Da redação, com informações Rome Reports

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52602#ixzz2jxPSroWE )

O Papa: Nada, nem os poderes demoníacos, poderá separar-nos do amor de Deus

Foto Grupo ACI

VATICANO, 04 Nov. 13 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta manhã, no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco presidiu, como é tradicional no começo do mês de novembro, marcado pela lembrança e oração pelos fiéis defuntos, a Santa Missa em sufrágio pelos cardeais e bispos que faleceram no curso deste ano: nove cardeais e 136 arcebispos e bispos.

“Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor”, evocando estas palavras de São Paulo, o Santo Padre, disse que só o pecado pode interromper estes laços, mas também neste caso Deus procura o homem para saná-lo.

“Mesmo se os poderes demoníacos, hostis ao homem, ficam impotentes diante da íntima união do amor entre Jesus e quem o acolhe com fé. Esta realidade do amor fiel que Deus tem por cada um de nós ajuda a enfrentar com serenidade e força o caminho de cada dia, que às vezes é enviado, às vezes é lento e cansativo. Somente o pecado do homem pode interromper este vínculo; mas mesmo neste caso Deus o buscará sempre, perseguirá para restabelecer com ele uma união que dura mesmo após a morte”.

O Papa disse também que esta união “no encontro final com o Pai alcança o seu ponto alto. Esta certeza confere um sentido novo e pleno à vida terrena e nos abre à esperança para a vida além da morte”.

Com o Livro da Sabedoria, o Papa Francisco destacou que ante a morte de um ser querido ou que conhecemos bem, perguntamo-nos “o que será da sua vida, do seu trabalho, do seu serviço à Igreja?”, para responder logo: “estão nas mãos de Deus!”.

“Estes pastores zelosos que dedicaram a sua vida ao serviço de Deus e dos irmãos, estão nas mãos de Deus. Tudo deles está bem protegido e não será corroído pela morte. Estão nas mãos de Deus todos e os seus dias entrelaçados de alegrias e de sofrimentos, de esperanças e de cansaços, de fidelidade ao Evangelho e de paixão pela salvação espiritual e material do rebanho a eles confiado”.

O Santo Padre destacou que “também os nossos pecados estão nas mãos de Deus, aquelas mãos são misericordiosas, mãos “chagadas” de amor. Não por acaso Jesus quis conservar as chagas em suas mãos para fazer-nos sentir a sua misericórdia. E esta é a nossa força, a nossa esperança”.

Esta realidade, cheia de esperança, é a perspectiva da ressurreição final da vida eterna, a que estão destinados “os justos”, aqueles que acolhem a Palavra de Deus e são dóceis.

Recordando os queridos irmãos Cardeais e Bispos falecidos “homens dedicados às suas vocações e ao serviço à Igreja, que amaram como se ama uma esposa”, o Papa Francisco os encomendou à misericórdia divina para que sejam recebidos onde vivem eternamente os justos e os que foram fiéis testemunhas do Evangelho, alentando a rezar para que o Senhor prepare a todos para este encontro.

(Fonte: ACI Digital)

Santos não são super-homens mas pessoas que conheceram o amor de Deus, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: ACI Prensa

A HAIA, 01 Nov. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante de uma multidão de fiéis congregada na Praça de São Pedro, por ocasião da Festa de Todos os Santos, o Papa Francisco assinalou que estes não são super-homens, nem nasceram perfeitos, mas são seres humanos como nós que conheceram o amor de Deus.

O Santo Padre indicou que “Os Santos (…) são como nós, como cada um de nós, são pessoas que antes de alcançar a glória do céu viveram uma vida normal, com alegrias e dores, fadigas e esperanças”.

“Mas o que mudou sua vida? Quando conheceram o amor de Deus, seguiram-no com todo o coração, sem condições ou hipocrisias; gastaram sua vida ao serviço de outros, suportaram sofrimentos e adversidades sem odiar e respondendo ao mal com o bem, difundindo alegria e paz”.

Francisco disse que “esta é a vida dos Santos, pessoas que pelo amor de Deus não têm feito sua vida com condições a Deus, não foram hipócritas, gastaram sua vida ao serviço de outros, servir ao próximo, sofreram tantas adversidades, mas sem odiar”.

“Os Santos jamais odiaram. Porque, compreendam bem isto, o amor é de Deus, mas o ódio, de quem vem, vem de Deus o ódio? Não, vem do diabo! E os Santos se afastaram do diabo. Os Santos são homens e mulheres que têm a alegria no coração e a transmitem a outros”.

O Papa indicou que os Santos, “em sua existência terrena, viveram em comunhão profunda com Deus. No rosto dos irmãos mais humildes e desprezados viram o rosto de Deus, e agora o contemplam cara a cara em sua beleza gloriosa”.

O caminho da santidade, assinalou o Santo Padre, é “jamais odiar, servir os demais, os mais necessitados, rezar, e alegrar-se”.

“Ser Santos não é um privilégio de poucos, como se um deles tivesse recebido uma grande herança. Todos nós temos a herança de poder chegar a ser santos no Batismo”.

A santidade, sublinhou, “é uma vocação para todos. Portanto, todos estamos chamados a caminhar pela via da santidade, e esta via tem um nome, a via que leva a santidade tem um nome, tem um rosto: o rosto de Jesus. Ele nos ensina a chegar a ser Santos. Jesus Cristo, Ele no Evangelho nos mostra o caminho: o das Bem-aventuranças”.

“Com efeito, o Reino dos céus é para os que não põem sua segurança nas coisas, e sim no no amor de Deus; para quantos têm um coração singelo, humilde, não presumem ser justos e não julgam os demais, quantos sabem sofrer com quem sofre e alegrar-se com quem se alegra, não são violentos mas misericordiosos e buscam ser artífices de reconciliação e de paz”.

O Papa remarcou que “o santo, a santa, é um artífice de reconciliação e de paz. Sempre ajuda a reconciliar as pessoas, sempre ajuda a que exista paz. E assim é bela a santidade. É um belo caminho”.

“Hoje os Santos nos dão uma mensagem nesta festa. Dizem-nos: confiem no Senhor, porque Ele não decepciona! O Senhor não decepciona jamais! É um bom amigo. Sempre a nosso lado. Não decepciona jamais! Com seu testemunho os Santos animam a não ter medo de ir contracorrente ou de serem incomprendidos e ludibriados quando falamos Dele e do Evangelho; demonstram-nos com sua vida que quem permanece fiel a Deus e à sua Palavra experimenta já nesta terra o consolo de seu amor, e depois o “cêntuplo” na eternidade”.

Francisco disse que “com sabedoria a Igreja pôs em estreita sequência a festa de Todos os Santos e a Comemoração de todos os fiéis defuntos. A nossa oração de louvor a Deus e de veneração dos espíritos bem-aventurados se une a oração de sufrágio por quantos nos precederam na passagem deste mundo à vida eterna”.

“Encomendamos nossa oração à intercessão da Maria, Rainha de todos os Santos”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

Como rezava São Tomás de Aquino

Redação – (Quarta-feira ,6-11-12013, Gaudium Press) – A oração que se segue foi concebida por São Tomás de Aquino. Ela serve para conhecermos um pouco da mentalidade e das cogitações do autor da Suma Teológica:

” Concedei-me, Deus misericordioso,
Aquilo que vos agrada:
Ardentemente desejar,
Prudentemente investigar,
Sinceramente apreciar,
Perfeitamente consumar.
Para louvor e glória de vosso nome,
Ordenai o meu estado;
O que me quereis conceder,
Fazei-me conhecer;
O que é necessário e útil à minha alma,
Ajudai-me a exercer.

Agradecendo-Vos nas prosperidades,
Conservando a paciência nas adversidades,
Não me deixando exaltar por aquelas,
Nem desanimando com estas.
Que nada me alegre senão o que me leva a Vós,
Nem me entristeça, senão o que me afasta de Vós,
Que a ninguém deseje comprazer, ou temer desagradar, senão a Vós.
Que as coisas passageiras a mim se aviltem por Vós,
Estimadas me sejam todas as vossas coisas, mas Vós,
Ó Deus, mais que tudo.
Que me causem desgosto todas as alegrias sem Vós,
Que nada mais deseje além de Vós.
Que me deleite o trabalho por Vós,
E que me seja tedioso o repouso sem Vós.
Dai-me constantemente um coração por Vós elevado,
Com dor e propósito de emenda por minhas faltas, ponderado.
Fazei-me, meu Deus:
Humilde sem simulação,
Alegre sem dissipação,
Sério sem depressão,
Oportuno sem opressão,
Ágil sem frivolidade,
Veraz sem duplicidade,
Temendo-Vos sem desesperação,
Confiante sem presunção,
Corrigindo o próximo sem pretensão,
Edificando-o pela palavra
E pelo exemplo, sem ostentação;
Obediente sem contradição,
Paciente sem murmuração.
Dai-me, ó dulcíssimo Deus, um coração:
Vigilante, que não se afaste de Vós por nenhuma curiosa cogitação,
Nobre, que não o rebaixe nenhuma indigna afeição,
Invencível, para que não fraqueje sob nenhuma tribulação,
Íntegro, que não seja seduzido por nenhuma violenta tentação,
Reto, que não se desvie por nenhuma perversa intenção.
Concedei-me, generosamente, Senhor meu Deus:
Uma inteligência para Vos conhecer,
Um amor para Vos buscar,
Uma sabedoria para Vos encontrar,
Uma vida para Vos agradar,
Uma perseverança fiel para Vos esperar,
E, por fim, uma confiança para Vos abraçar.
Que eu seja transpassado por vossas penas, pela penitência,
Que no caminho seja agraciado por vossos benefícios, pela graça,
E possa gozar de vossas alegrias na Pátria, pela glória.
Amém.”

Texto latino da oração Concede michi extraído de: Guilelmus de Tocco. Ystoria sancti Thome de Aquino, cap. 29. In: Ibid. Ed. Claire Le Brun-Gouanvic. Toronto: Pontifical Institute of Mediaeval Studies, 1996, p. 156, l. 56-86. Tradução feita pelo Diácono Felipe de Azevedo Ramos, EP, com ligeiras adaptações para a língua portuguesa.

Embora não conste o formato versificado no texto original acima mencionado, optou-se por dividi-lo em versos, a fim de obter uma melhor compreensão e destacar o estilo rimado do original.

In: Lumen Veritatis, n. 18; p. 115-117.

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52632#ixzz2jxM376Fp )

As três parábolas da misericórdia

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 7, 207-209

As três parábolas da misericórdia

Não é por acaso que São Lucas apresenta uma sequência de três parábolas – a da ovelha que se perdera e foi reencontrada, a da dracma que tinha desaparecido e que foi achada, a do filho pródigo que se tinha perdido e que retornou à vida –, de modo que, instigados por este triplo remédio, tratemos as nossas feridas. […] Quem são este pai, este pastor, esta mulher? Não serão Deus Pai, Cristo e a Igreja? Cristo, que tomou sobre Si os teus pecados, carrega-te no seu corpo; a Igreja procura-te; o Pai acolhe-te. Como pastor, traz-te de novo ao rebanho; como mãe, procura-te; como Pai, torna a vestir-te. Primeiro a misericórdia, seguidamente o socorro, por último a reconciliação.

Cada narrativa se ajusta a cada um de nós: o Redentor auxilia, a Igreja socorre, o Pai reconcilia. A misericórdia da obra divina é a mesma, mas a graça varia de acordo com os nossos méritos. A ovelha cansada é trazida pelo pastor, a dracma perdida é encontrada, o filho regressa pelo seu pé para junto do pai, e retorna plenamente, arrependendo-se do seu desvario. […]

Congratulemo-nos pois porque esta ovelha, que se deixou extraviar em Adão, foi erguida em Cristo. Os ombros de Cristo são os braços da cruz: aí depositei os meus pecados e sobre o generoso pescoço deste cadafalso descansei.

“Vade Retro, Satanás!”, novo livro do Pe. Gabriele Amorth lançado no Brasil

O livro fala sobre a figura de Satanás e de seus servos, suas ações sobre as pessoas e o poder que o mal pode exercer sobre o mundo.

Por Redacao

SãO PAULO, 05 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – “Vade Retro, Satanás!” é o nome do novo livro que a Editora Canção Nova está lançando no Brasil. O autor da obra é o renomado exorcista italiano, Padre Gabriele Amorth.

O livro fala sobre a figura de Satanás e de seus servos, suas ações sobre as pessoas e o poder que o mal pode exercer sobre o mundo. Padre Amorth emprega sua vasta experiência como exorcista para lançar luz sobre o exorcismo, assunto ainda tão permeado de preconceitos e muitas vezes negligenciado, explicando o exorcismo em si e o papel do exorcista nesse processo de afastar o Demônio dos homens.

Na nossa sociedade contemporânea, influenciada por mentalidades laicas, crendices e superstições, não se fala muito do Demônio e dos cuidados que lhe são devidos. Com efeito, menosprezando-o ou mesmo duvidando de sua existência, proteger-se dele, assim como derrotá-lo, torna-se infinitamente mais difícil.

Padre Gabriele Amorth é nascido na Itália, Módena, em 1925, depois de laureado em Jurisprudência, passou a fazer parte da Sociedade São Paulo, onde foi ordenado sacerdote em 1954. Célebre exorcista escreveu diversos livros sobre o assunto. Versado em mariologia, é membro da Pontifícia Academia Mariana Internacional e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas.

A Comunidade Canção Nova, com sede em Cachoeira Paulista/SP, foi fundada em 1978 por Monsenhor Jonas Abib. Evangeliza especialmente através dos meios de comunicação, contando com rede de rádio e TV, portal, gravadora e editora. Em 2008, obteve seu reconhecimento pontifício e, em 2009, foi reconhecida como pertencente à Família Salesiana. Possui 20 casas de missão no Brasil e seis no exterior.

Para comprar o livro acesse: loja.cançãonova.com 

(T.S.)

(Fonte: Agência Zenit)

Intenções de oração do Papa para novembro

“Para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento”

ROMA, 31 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as intenções de oração do Santo Padre Francisco para o mês de novembro confiadas ao Apostolado da Oração. 

O Apostolado da Oração é uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, que tem como missão principal a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja.

A Intenção Geral é“para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade”.

A Intenção Missionária é “para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas”.

(Fonte: Zenit)

João Paulo II corrigiu o livro no qual foi baseado novo filme sobre sua vida

João Paulo II -Karol Wojtyla- como sacerdote em Niegowic, Polônia

Roma, 31 Out. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- No último dia 17 de outubro foi apresentado em Roma o trailer de “O pároco Karol Wojtyla em Niegowic”, um filme baseado em uma novela que o futuro santo corrigiu e que se baseia nos seus primeiros anos como sacerdote.

O roteiro do filme foi adaptado a partir do livro de mesmo nome escrito pelo sacerdote polonês Jarek Cielecki a partir dos testemunhos dos paroquianos da paróquia onde trabalhou pela primeira vez o Padre Karol Wojtyla.

A história acontece na igreja de Niegowic (Polônia), entre os anos 1948 e 1949, onde o beato exerceu a função de vice-pároco.

O filme conta fatos reais da vida de “Karol” através das lembranças de Eleonora, uma mulher polonesa de 87 anos de idade.

“Podemos dizer que a primeira paróquia de um sacerdote é como o primeiro amor de um jovem… algo que sempre recordará, de maneira que o filme reúne testemunhos de paroquianos, orações e muitas outras coisas do Pe. Wojtyla que aconteceram durante esses meses”, explicou Mons. Cielecki em uma entrevista concedida ao grupo ACI.

Corria o ano 1997 e antes de publicar seu livro, Mons. Cielecki decidiu enviar o rascunho ao então pontífice. Poucos meses depois o receberia de volta com uma grata surpresa: o Papa Wojtyla tinha corrigido algumas histórias e frases e, além disso, ele acrescentava um prólogo escrito pelo seu Secretário pessoal, o Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Anos mais tarde, em 2005 e depois da morte de João Paulo II, Mons. Cielecki decidiu fundar uma agência televisiva onde nasce a ideia de filmar o filme sobre o livro.

O longa-metragem foi filmado por completo na Polônia e nele aparecem objetos que realmente pertenceram ao sacerdote Wojtyla, como a estola e a túnica, dois ornamentos que usou o protagonista Karol Dudek em diferentes cenas.

Mons. Cielecki também foi pároco da mesma paróquia que fala o livro e compartilha com João Paulo II outras histórias. Por exemplo, com motivo do 53º aniversário de sacerdócio do pontífice, decidiu fazer-lhe uma homenagem com um presente relacionado com a sua juventude. Inspirado em uma foto do jovem Karol, organizou um comitê de alunos, sacerdotes e bispos de todo o mundo para solicitar uma imagem de bronze de mais de três metros de altura.

A escultura foi elaborada em Verona e apresentada a João Paulo II em 28 de setembro de 1999: “Santo Padre, queríamos trazer para você uma lembrança da sua juventude, dos inícios de seu sacerdócio”, explicou-lhe Mons. Cielecki.

Quando o Papa a viu ficou imóvel e olhando a imagem fixamente disse: “De que juventude está falando? De que memória?”.

Depois de um longo silencio, o Papa o olhou, abraçou-o e lhe disse: “Você tem que dizer que eu sou jovem não somente hoje, mas também amanhã e sempre! Você tem que proclamar que quem ama Jesus e Maria será sempre jovem!”.

Espera-se que a estreia oficial do filme seja no próximo dia 4 de novembro de 2013 no Teatro Grotteska de Cracóvia.

(Fonte: ACI Digital)

Um mundo que não acredita em Deus e acusa a religião é um desafio comum para todos os cristãos

Dom Melchor Sánchez de Toca. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 31 Out. 13 / 02:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Melchor Sánchez de Toca, assegurou durante sua visita ao Chile que os cristãos, assim como adeptos de outras religiões compartilham o desafio comum de enfrentar “um mundo que não acredita em Deus e que acusa a religião”.

Dom Sánchez de Toca participou do encontro “Átrio de Santiago”, uma conversa com Sheij Féisal Mórhell, licenciado em Lei e Cultura Islâmica, e com o rabino Roberto Feldmman, membro da congregação Yakar no Chile, com quem abordou o diálogo inter-religioso como caminho para uma cultura do encontro. O evento foi guiado pelo jornalista Iván Valenzuela.

O “Átrio de Santiago” foi organizado pela Universidade Católica (UC) e pelo Arcebispado de Santiago, com o fim de propiciar um espaço de encontro e diálogo entre crentes e não crentes, sobre temas como a transcendência da arte, a liberdade de consciência, a importância do meio ambiente e o diálogo inter-religioso.

Em uma entrevista concedida ao Grupo ACI, Dom Sánchez de Toca considerou que o diálogo inter-religioso é um tema de suma importância para o mundo de hoje. “Trata-se de um caminho que sancionou o Concílio Vaticano II e que os papas sucessivos dos últimos 50 anos continuaram”, indicou.

“Gentis e cristãos podem descobrir consonâncias e harmonias ainda em suas diferenças e podem fazer levantar o olhar a uma humanidade, frequentemente muito curvada sobre o imediato, o superficial, o insignificante para o ser em plenitude”, explicou Dom Sánchez de Toca, fazendo referência ao espírito de reunir homens que enfrentam a busca da verdade.

“Mas o problema hoje é provavelmente outro. Já não tanto o diálogo entre os crentes de diferentes religiões, mas principalmente o desafio comum que têm todos os crentes frente a um mundo que não acredita em Deus e que acusa a religião”, acrescentou.

Para Dom Sánchez de Toca o mais importante é “superar as formas patológicas da religião: o ‘devocionalismo’ infantil, a superstição e o fundamentalismo (…) O que o mundo pede aos crentes de hoje, sejam cristãos ou de outros credos, é a autenticidade. Quer dizer, que se cremos, que essa fé não seja por uma inércia cultural de séculos, mas sim por convicção; assim como a necessidade de ser coerente com isso que acreditamos”, particularizou.

Além disso, o Subsecretário do Conselho Pontifício da Cultura explicou que, no tema do diálogo inter-religioso, o Papa Francisco retomou algumas das grandes intuições de seu predecessor Bento XVI sobre o diálogo com os não crentes. “Faz poucas semanas publicou a carta ao antigo diretor de La Repubblica, que é um conhecido pensador não crente, retomando assim o diálogo sobre o tema da fé com o mundo”, comentou.

(Fonte: ACI Digital)

Sacerdotes em dificuldades e missionários latino-americanos nas intenções do Papa para novembro

Foto Grupo ACI

VATICANO, 29 Out. 13 / 09:32 am (ACI/EWTN Noticias).- A Santa Sé divulgou que nas intenções do Papa Francisco para o mês de novembro estão os sacerdotes em dificuldades e os missionários da América Latina.

A Intenção Geral do Apostolado da oração é “para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade”.

A Intenção Missionária é “para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas”.

(Fonte: ACI Digital)

O que a Igreja diz sobre a alma das pessoas que morrem?

lapides3A Igreja ensina que quando morremos somos julgados por Deus, podendo ir para o céu, o purgatório terminar a purificação, ou mesmo para o inferno, se rejeitarmos a Deus. Veja o que diz o Catecismo da Igreja:

1008 – A morte é consequência do pecado. Embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus o destinava a não morrer (Sab 2, 23). A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de Deus criador e entrou no mundo como consequência do pecado. “A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado”(GS, 18), é, assim, o “último inimigo” do homem a ser vencido (1Cor 15,26).

1009 – A morte é transformada por Cristo. Jesus, o Filho de Deus, sofreu Ele também a morte, própria da condição humana. Todavia, a pesar do seu pavor diante dela (Mc 14, 33-34), assumiu-a em um ato de submissão total e livre à vontade de seu Pai.  A obediência de Jesus transformou a maldição da morte em bênção (Rom 5, 19-21).

1010 – O sentido da morte cristã – Graça a Cristo a morte cristã tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1, 21). “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 2, 11). A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo Batismo, o cristão já está sacramentalmente “morto com Cristo” para viver uma vida nova; e, se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma esse “morrer com Cristo” e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor.

1011 – Na morte, Deus chama o homem a si. É por isso que o cristão pode sentir, em relação à morte, um desejo semelhante ao de S. Paulo: “O meu desejo é partir e estar com Cristo” (Fl 1, 23) e pode transformar sua própria morte em um ato de obediência e de amor ao Pai, a exemplo de Cristo. (Lc 23, 46)

1013 – A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último. Quando tiver terminado “o único curso de nossa vida terrestre” (LG, 48), não voltaremos mais a outras vidas terrestres. “Os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27). Não existe reencarnação depois da morte.

1014 – A Igreja nos encoraja à preparação da hora da nossa morte (“Livra-nos Senhor, de uma morte súbita e imprevista”: antiga ladainha de todos os santos), a pedir à Mãe de Deus que interceda por nós “na hora da nossa morte” (Ave-Maria) e a entregar-se a São José, padroeiro da boa morte.

Mortos

1055 – Em virtude da “comunhão dos santos”, a Igreja recomenda os defuntos à misericórdia de Deus e oferece em favor deles sufrágios, particularmente o santo sacrifício eucarístico.

Juízo Final     

1059 – A santíssima Igreja romana crê e confessa firmemente que no dia do Juízo todos os homens comparecerão com o seu próprio corpo diante do tribunal de Cristo para dar contas de seus próprios atos” (DS 859,1549)

1038 – A ressurreição de todos os mortos, “dos justos e dos injustos” (At 24, 15), antecederá o Juízo Final. Este será “a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal , para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5, 28-29). Então Cristo “virá em sua glória, e todos os seus anjos com Ele. (…) E serão reunidas em sua presença todas as nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos…

1039 – É diante de Cristo  – que é a Verdade – que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus (Jo 12, 48). O Juízo Final há de revelar, até as últimas conseqüências o que um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante a sua vida terrestre.

1040 – O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte (Ct 8,6).

1041 – A mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens “o tempo favorável, o tempo da salvação” (2Cor 6,2). O Juízo Final inspira o santo temor de Deus. Compromete com a justiça do Reino de Deus. Anuncia a “bem-aventurada esperança” (Tt 2,13) da volta do Senhor, que “virá para ser glorificado na pessoa dos seus santos e para ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram (2Ts 1,10).

681 – No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história.

682 – Ao vir no fim dos tempos para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso revelará a disposição secreta dos corações e retribuirá a cada um conforme as suas obras e segundo tiver acolhido ou rejeitado a sua graça.

Juízo Particular

1051 – Cada homem, em sua alma imortal, recebe sua retribuição eterna a partir de sua morte, em um Juízo Particular feito por Cristo, juiz dos vivos e dos mortos.

1021- A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo (2Tm 1,9-10). O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada função das suas obras e da sua fé. A parábola do pobre Lázaro (Lc 16,22) e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão (Lc 23,43), assim como outros textos do Novo Testamento (2Cor 5,8; Fl 1,26; Hb 9,27; 12,23) falam de um destino último da alma, que pode ser diferente para uns e outros.

1022 – Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação  (Conc. de Lião II, DS 856; Conc. de Florença, DS 1384; Conc. de Trento, DS 1820), seja para entrar de imediato na felicidade do céu (Con. de Lião II, DS 857; João XXII, DS 991; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1305), seja para condenar-se de imediato para sempre (Conc. de Lião II, DS 858; Bento XII, Benedictus Deus; Conc. de Florença, DS 1306).

(http://cleofas.com.br/o-que-a-igreja-diz-sobre-a-alma-das-pessoas-que-morrem/)

Arquidiocese do México terá Jornada de oração para se contrapor ao Halloween Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52318#ixzz2jIcQdEve Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do México – México (Quarta-feira, 30-10-2013, Gaudium Press) Um grupo de leigos da Arquidiocese do México convocou uma tarde de adoração na Catedral Metropolitana no próximo dia 31 de outubro. O objetivo da iniciativa é estimular entre os fiéis uma cultura pelas tradições cristãs e se contrapor à celebração do “Halloween”.

A jornada de oração será iniciada às 15h30 com a recitação do Santo Rosário, que será seguida por uma conferência sobre o tema “O perigo do ocultismo e o Halloween”, ministrada pelo diretor do Centro de Investigações sobre a Nova Era, Professor Jaime Duarte.

O evento será concluído por um grupo musical que está preparando um concerto de adoração para ser apresentado diante do Santíssimo Sacramento.

“Desde seu início a Igreja Católica convida seus fiéis a viverem em graça. Festas como o Halloween não tem nada a ver com nossa recordação cristã dos fiéis defuntos, pois suas conotações são todas elas nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa Fé e cultura mexicana”, afirmaram alguns integrantes do grupo de música católica. (EPC)

Com informações da SIAME.

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52318#ixzz2jJV7Nnx2 )

Paz

Redação (Terça-feira, 29-10-2013, Gaudium Press) – São apenas três letras que, juntas, expressam um estado de espírito procurado por todos. Veja uma breve consideração sobre essa palavra tão falada e cobiçada:

Quem não sabe o que procura não sabe o que encontra

A procura da felicidade é uma necessidade de todo homem. Agora, como é que o homem a procura? Um destes caminhos está na paz: bem muito almejado nos dias hodiernos mas, paz1.jpgcontraditoriamente, o bem menos possuído pelas pessoas e pelas nações. Por quê? Certamente porque é procurado onde ela não se encontra pois, é preciso “saber o que se procura para saber o que se encontra”.

Um bem procurado por todos

Todo homem nesta terra foi criado por Deus com uma sede do Infinito. Esta sentença pode ser demostrada pelo fato de que os homens estão constantemente à procura da felicidade e é nesse estado de espírito que conseguem satisfazer a mencionada sede. Ora, são muitas as formas de felicidade, ou por outra, são muitos os bens que proporcionam a felicidade, um deles é a paz. Quem hoje em dia não está à procura dela? Fala-se de paz entre os países, paz nas cidades, nas escolas, nas famílias; enfim, não há lugar pelo qual passemos onde não ouçamos uma referência à necessidade deste bem. Mas, embora todos almejem a paz, poucos são os que de fato a possuem. Por quê?

A paz material: alguns exemplos

“Quem não sabe o que procura não sabe o que encontra” diz um vetusto ditado. De fato, a imensa maioria dos homens esta à procura de estilos de paz que não podem lhes satisfazer o próprio desejo de paz. A mais comum delas é a paz material. Muitos acham que a aquisição de bens materiais traz a paz, certamente porque na sua condição social eles estão inteira e largamente atendidos em todas as necessidades da sua vida. Como exemplo, basta analisarmos as fotos abaixo: uma bolsa de valores em plena atividade.

Todos ali estão numa corrida desenfreada com o desejo de obter bens materiais, porque pensam que assim obterão a paz. É verdade que muitas necessidades básicas são atendidas, mas, se formos perguntar a um deles se se encontram em paz, quantos são os que responderiam afirmativamente? Ora se não estão em paz, o resto de que vale?paz2.jpg

Outro exemplo que poderíamos citar é o famoso caso de Cristina Onassis, cujos pais possuíam uma das maiores fortunas do mundo . Qual foi o bem negado a ela para que decidisse pôr um fim trágico à sua existência terrena se suicidando? À primeira vista, nenhum. No entanto, na atenção descomedida dos bens materiais negou-se-lhe um bem espiritual que certamente tanto desejava: a paz. Quantos outros exemplos nesta linha podemos relembrar, e não só de pessoas abastadas mas também daqueles que procuram os bens materiais de maneira ilícita. Com isto somos obrigados a concluir que não é a paz material a que traz verdadeiramente paz.

A verdadeira paz

Mas então, qual é a verdadeira paz? A Santa Igreja nos dá a resposta através da clássica definição de Santo Agostinho: “Paz é a tranquilidade da ordem”. E por ordem entende-se a reta disposição das coisas segundo o fim para a qual foram criadas. Vemos por meio desta definição que a Paz é um bem espiritual e não material como muitos pensam. E portanto, ela não é adquirível por meios financeiros.

Tendo este conceito na mente, passemos a analisar a foto abaixo.paz3.jpg

Um monge rezando na solidão da sua cela pobre, austera e até rude. Porém, como há tranquilidade nesse monge! Como há ordem nele! E do ambiente que o cerca, o que podemos dizer? Tem-se a impressão de que todas as qualidades de alma contidas no monge impregnaram o lugar que aconchegantemente o rodeia. Logo nos vem a pergunta ao espírito, está ele em paz? A resposta salta aos olhos: é evidente.

O quê há nele que mais o diferencia do resto dos homens? Em síntese a paz de alma. Paz que ele soube procurar no único lugar que a pode fornecer: na tranquilidade de consciência, na prática dos dez mandamentos, no abandono total e despreocupado à vontade Divina por onde procura colocar sua alma em ordem com Deus. E assim, ele soube o que procurava, e portanto, ele o encontrou: a verdadeira paz de alma que todo homem procura nesta terra como parte da sua constante procura da verdadeira felicidade.

Por Diácono Hernán Cosp, EP

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52262#ixzz2jCUsQJvI)

Papa mostra que esperança não é otimismo

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 29-10-2013, Gaudium Press– Hoje, o Papa fez uma pergunta que interessa a todos:

O que é a esperança para um cristão? Não é fácil compreender o que seja realmente a esperança – disse o Santo Padre procurando responder sua própria pergunta- mas podemos, desde logo, saber aquilo que não é: Seguramente não é otimismo!

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A esperança não é otimismo, não é aquela capacidade de olhar para as coisas com bom ânimo e andar para a frente. Não! Aquilo é otimismo, não é esperança. E foi assim que o Papa Francisco procurou definir o que, segundo ele, seja esperança. E suas palavras surgiram durante a homilia proferida após a leitura das palavras de S. Paulo, na Primeira Leitura do dia (Rom. 8,18-25), na Santa Missa celebrada hoje na Casa Santa Marta.

O Santo Padre disse mais:
Não é fácil perceber bem o que é a esperança. Diz-se que é a mais humilde das três virtudes, porque se esconde na vida. A fé vê-se, sente-se, sabe-se o que é. A caridade faz-se e sabe-se o que é. Mas o que é a esperança? Para nos aproximarmos um pouco, podemos dizer, em primeiro lugar, que a esperança é um risco, é uma virtude arriscada, é uma virtude, como diz S. Paulo ‘de uma ardente expectativa em direção à revelação do Filho de Deus’. Não é uma ilusão.

A esperança, então, não é otimismo, mas uma “ardente expectativa” em direção à revelação do Filho de Deus: esta foi a mensagem principal do Papa Francisco. A esperança é mais do que otimismo, mais do que bom ânimo…

Os primeiros cristãos – recordou o Santo Padre – consideravam a esperança como uma âncora na margem do Além. E a nossa vida é, precisamente, caminhar em direção a esta âncora – sublinhou o Papa Francisco:

Vem-me à mente a pergunta: onde estamos nós ancorados, cada um de nós? Estamos ancorados precisamente na margem daquele oceano tão distante ou estamos ancorados num lago artificial que nós construímos com as nossas regras, os nossos comportamentos, os nossos horários, os nossos clericalismos, as nossas atitudes eclesiásticas e não eclesiais? Estamos ancorados ali? Tudo cômodo, tudo seguro? Aquilo não é a esperança. (JSG)

Da Redação com informações Rádio Vaticana

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52279#ixzz2jCUPKYMn)

O matrimônio é “partir e caminhar juntos, de mãos dadas, entregando-se na mão grande do Senhor”

Papa Francisco se reúne com as famílias na Praça de São Pedro. Mais de 80 mil pessoas de 70 países.

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 26 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Cerca de oitenta a cem mil pessoas, de mais de 70 países, se reuniram hoje na Praça de São Pedro em Roma, para o Encontro das famílias com o Papa. Dia de sol, céu aberto, e muito colorido pela diversidade de balões que as crianças tinham nas mãos, as apresentações, músicais e testemunhos que marcaram a jornada.

Antes da benção final o Santo Padre perguntou-se: diante de tanta dificuldade para se formar uma família hoje “Como é possível, hoje, viver a alegria da fé em família?”

A vida é difícil, procurar trabalho é difícil, mas “aquilo que mais pesa na vida é a falta de amor. Pesa não receber um sorriso, não ser benquisto. Pesam certos silêncios, às vezes mesmo em família, entre marido e esposa, entre pais e filhos, entre irmãos. Sem amor, a fadiga torna-se mais pesada”, disse o Papa, recordando o que Jesus diz às famílias hoje: “Vinde a Mim, famílias de todo o mundo, e Eu vos hei-de aliviar, para que a vossa alegria seja completa”.

No momento da cerimônia de casamento, quando o casal promete fidelidade todos os dias da vida, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza…, o santo padre comentou que “Naquele momento, os esposos não sabem quais são as alegrias e as tristezas que os esperam. Partem, como Abraão; põem-se juntos a caminho”, e assim define o matrimônio: “Partir e caminhar juntos, de mãos dadas, entregando-se na mão grande do Senhor”.

“Os esposos cristãos não são ingênuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade”, porque confiam na fidelidade de Deus, disse o Papa, assegurando que é por isso que existe a graça do sacramento, que não é só festa, cerimônia, “Os sacramentos não servem para decorar a vida; o sacramento do Matrimónio não se reduz a uma linda cerimónia! Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento!”. Disse de forma espontânea: “A graça não é pra decorar a vida, mas é pra fazer-nos fortes, para seguirmos adiante”.

Deixando de lado o texto, o Papa lembrou as três palavras necessárias para se construir uma família: “Por favor, obrigado, desculpa. Três palavras para poder levar adiante uma família”.

Uma família tem muitos momentos felizes, “Mas, se falta o amor, falta a alegria, falta a festa; ora o amor é sempre Jesus quem no-lo dá: Ele é a fonte inesgotável, e dá-Se a nós na Eucaristia”.

Reforçando a importância do encontro das gerações, da valorização das gerações anteriores, disse Francisco que  “Os avós são a sabedoria da família, de um povo. Um povo que não escuta os avós é um povo que morre”. E olhando para o ícone presente na Praça de São Pedro da Apresentação do Senhor no Templo, o Papa disse que “Estes dois anciãos – Joaquim e Ana – representam a fé como memória. Maria e José são a Família santificada pela presença de Jesus, que é o cumprimento de todas as promessas. Cada família, como a de Nazaré, está inserida na história de um povo e não pode existir sem as gerações anteriores.”

Por fim disse o Papa, “Juntos, façamos nossas estas palavras de São Pedro, que nos têm dado força e continuarão a dar nos momentos difíceis: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!»

(Fonte: Agência Zenit)

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família

“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

ROMA, 27 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus, Maria e José

a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje, do dia 25/10/2013:

Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje, do dia 25/10/2013:

“Queridos filhos, hoje os convido a abrirem-se à oração. A oração opera milagres em vocês e através de vocês. Portanto, filhinhos, na simplicidade de coração buscar o Altíssimo para lhe dar a força para sermos filhos de Deus e para que Satanás não possa agitar-nos como o vento agita os ramos. Filhinhos, decidam por Deus novamente e busquem somente a Sua vontade, e então vocês vão encontrar alegria e paz Nele. Obrigada por terem respondido ao meu chamado. ”

Mensagem Original:

October 25, 2013

“Dear children! Today I call you to open yourselves to prayer. Prayer works miracles in you and through you. Therefore, little children, in the simplicity of heart seek of the Most High to give you the strength to be God’s children and for Satan not to shake you like the wind shakes the branches. Little children, decide for God anew and seek only His will, and then you will find joy and peace in Him. Thank you for having responded to my call.”

Para saber mais:

http://medjugorje.org

http://medjugorje.com.br

O insuperável exemplo de Cristo

Redação – (Quinta-feira, 24-10-2013, Gaudium Press– A Igreja nos ensina que sem a graça, a qual nos é dada mais especialmente por meio dos Sacramentos, o cumprimento da Lei se torna muito dificultado. O homem pode até cumprir vários mandamentos, mas o fará só por certo tempo e não em sua integridade. “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).jesus_cristo_rei_reis.jpg

Com efeito, a natureza humana, depois do pecado, ficou enfraquecida e não consegue, sem a graça, se mover estavelmente em direção ao bem.

Além da graça, a natureza humana necessita de exemplos. É muito conhecida a frase: “As palavras movem, os exemplos arrastam”. Essa regra, que se aplica aos vários campos de atividades do homem, mostra-se ainda mais verdadeira no tocante à vida sobrenatural. Uma pessoa instruída na doutrina pode até ficar convencida, mas não arrebatada. O que arrebata é o exemplo, e esse foi dado aos homens de maneira insuperável pelo próprio Cristo.

É em torno dessas considerações que se situam as admoestações de São Paulo aos judeus de seu tempo, sempre tendentes a olhar para a letra e não para o espírito. A Lei de si não salva, diz ele:

Pois a Lei nada levou à perfeição. Apenas foi portadora de uma esperança melhor que nos leva a Deus (Hb 7, 19).cristo_rei.jpg

A Lei, por ser apenas a sombra dos bens futuros, não sua expressão real, é de todo impotente para aperfeiçoar aqueles que assistem aos sacrifícios que se renovam indefinidamente cada ano (Hb 10, 1).

Essa lição de São Paulo – o Apóstolo dos Gentios -, dirigindo-se ao seu próprio povo, vale para todos os tempos da História da Salvação, e devemos retê-la também, quando pensarmos em evangelização. Assim procederam aqueles doutores e confessores, sacerdotes e mártires, aquelas virgens e mulheres fortes que se entregaram ao apostolado desde os alvores da vida da Igreja: souberam, eles e elas, ser eficazes não só pelo ensino da doutrina, da Lei, mas especialmente pela oração e pelo exemplo.

Por Monsenhor João S. Clá Dias, EP

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52134#ixzz2ijYC9FIR

Tomar a Cruz e levá-la com Jesus

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 24-10-2013, Gaudium Press) Em suas recentes homilias e reflexões, o Papa Francisco vem frisando a Cruz como um elemento de extrema importância na vida do cristão.papa_francisco.jpg

Nesta quinta-feira, 24, em sua conta oficial no Twitter (@Pontifex), o Santo Padre publicou: “Ser cristão significa renunciar a nós mesmos, tomar a Cruz e levá-la com Jesus. Não há outro caminho”.

Vale ressaltar que, no dia 27 de setembro deste ano, durante sua homilia, na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Pontífice afirmou que, para verificarmos se um cristão é um verdadeiro cristão é testarmos a sua capacidade de suportar, com alegria e paciência, as humilhações.

O mistério da Santa Cruz também foi lembrado pelo Papa, na Festa de Exaltação da Santa Cruz. Na ocasião, o Pontífice apontou que no mistério da Cruz, encontramos a história do homem e a história de Deus, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz.

No último dia 10 de outubro, ele publicou em seu Twitter: “O mistério da Cruz, um mistério de amor, pode-se compreender na oração. Rezar e chorar de joelhos diante da Cruz”. (LMI)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52139#ixzz2ijXd7nxT

Indulgências em leito de morte

Responde o pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Por Pe. Edward McNamara, L.C.

ROMA, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Em sua coluna sobre liturgia, o padre McNamara responde nesta semana à pergunta de um leitor irlandês.

“Eu sempre ouvi dizer que um sacerdote pode dar a bênção apostólica em nome do papa a quem está em leito de morte, concedendo assim a indulgência plenária. Esta informação é verdadeira?” – T.T., Galway, Irlanda.

Sim, é uma afirmação correta. Ela é explicada no ritual para o cuidado pastoral dos doentes e no Manual das Indulgências. Devemos lembrar, no entanto, alguns conceitos sobre as indulgências como tais.

No nº 1471 do Catecismo da Igreja Católica, lemos:

1471. A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.
«A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições, pela acção da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos» (Indulgentiarum Doctrina, Norma 1).
«A indulgência é parcial ou plenária, consoante liberta parcialmente ou na totalidade da pena temporal devida ao pecado» (Idem, Norma 2).
«O fiel pode lucrar para si mesmo as indulgências […], ou aplicá-las aos defuntos» (Idem, Norma 3).
Nos números 195 e 201, o ritual para o cuidado pastoral dos enfermos explica o rito a ser seguido para aqueles que se aproximam da morte.

O nº 201 trata do viático fora da missa, que seria a circunstância habitual para esta bênção. Diz:

“O sacramento da penitência ou o ato penitencial pode-se concluir com a indulgência plenária in articulo mortis. O sacerdote a concede com esta fórmula:

“Pelos santos mistérios da nossa redenção, Deus Todo-Poderoso te perdoe toda pena da vida presente e futura, te abra as portas do paraíso e te conduza à felicidade eterna”.

Ou:

“Em virtude da faculdade a mim concedida pela Sé Apostólica, eu te concedo a indulgência plenária e remissão de todos os pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Se não estiver disponível um sacerdote para dar a bênção papal, o Manual das Indulgências oferece uma alternativa em seu número 28:

“O sacerdote que administra os sacramentos aos fiéis em perigo de morte não deve deixar de lhes dar a bênção apostólica, acompanhada pela indulgência plenária. Se a assistência do sacerdote é impossível, a Santa Mãe Igreja concede igualmente a indulgência plenária ao fiel em leito de morte, desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração. Para obter a indulgência, é recomendado o uso do crucifixo ou da cruz”.

A condição “desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração” substitui, neste caso, as três condições habituais necessárias para se obter uma indulgência plenária.

A indulgência plenária na hora da morte (in articulo mortis) pode ser obtida também pelo fiel que no mesmo dia já tenha conquistado outra indulgência plenária.

Esta concessão, no nº 28, vem da constituição apostólica Indulgentiarum doctrina, norma 18, emitida pelo papa Paulo VI em 1º de janeiro de 1967.

Diferentemente do sacramento dos enfermos, é possível dar a bênção papal ao se aproximar a morte, com a respectiva indulgência, somente uma vez durante a mesma situação de enfermidade. Se a pessoa se recuperar, a bênção pode ser realizada novamente em caso de nova ameaça de morte iminente.

Essas bênçãos papais e as indulgências foram concedidas pela primeira vez aos cruzados e aos peregrinos que morreram durante a viagem que tinham empreendido a fim de obter a indulgência do Ano Santo. Os papas Clemente IV (1265-1268) e Gregório XI (1370-1378) a estenderam às vítimas da peste.

As concessões têm se tornado cada vez mais frequentes, embora ainda limitadas no tempo ou reservadas aos bispos, de modo que relativamente poucas pessoas puderam desfrutar desta graça.

Esta situação levou o papa Bento XIV (1740-1758) a promulgar a constituição Pia Mater, em 1747, concedendo a mesma faculdade a todos os bispos, juntamente com a possibilidade de subdelegá-la aos sacerdotes.

***

Os leitores podem enviar perguntas para liturgia.zenit@zenit.org . Pedimos mencionar a palavra “Liturgia” no campo assunto. O texto deve incluir as iniciais do remetente, cidade, estado e país. O pe. McNamara só pode responder a uma pequena seleção das muitas perguntas que recebemos.

(Fonte: Agência Zenit)

Angelus: Deus nos convida a rezar com insistência

Papa Francisco recorda o Dia das Missões comemorado neste domingo. Expressa sua proximidade às populações das Filipinas atingidas por um forte terremoto

CIDADE DO VATICANO, 20 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Queridos irmãos e irmãs,

No Evangelho de hoje, Jesus conta uma parábola sobre a necessidade de rezar sempre, sem se cansar. O personagem principal é uma viúva que, suplica ajuda a um juiz desonesto, para que lhe faça justiça. E Jesus conclui: se a viúva conseguiu convencer aquele juiz, vocês acham que Deus não nos ouve, se pedirmos com insistência? A expressão de Jesus é muito forte: “Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite?(Lc 18,7).

“Clamar dia e noite” a Deus! Nos impressiona esta imagem da oração. Mas perguntemo-nos: por que Deus quer isso? Ele já não conhece as nossas necessidades? Que sentido tem “insistir” com Deus?

Esta é uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus nos convida a rezar com insistência não porque não sabe do que precisamos, ou porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e sabe tudo sobre nós, com amor. Em nossa caminhada diária, especialmente nas dificuldades, na luta contra o mal dentro e fora de nós, o Senhor não está longe, está do nosso lado; nós lutamos com Ele ao nosso lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir sua presença ao nosso lado, a sua misericórdia, a sua ajuda. Entretanto, a luta contra o mal é difícil e longa, exige paciência e resistência – como Moisés, que tinha que levantar os braços para fazer vencer o seu povo (cf. Ex 17,8-13). É assim: há uma luta para levar adiante todos os dias; mas Deus é nosso aliado, a fé nEle é a nossa força, e a oração é a expressão dessa fé. Por isso, Jesus nos garante a vitória, mas no final pergunta: ” O Filho do homem quando vier, encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18,08). Se apaga fé, a oração se apaga, e caminhamos nas trevas, nos perdemos no caminho da vida.

E assim, devemos aprender da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem se cansar. Era notável esta viúva! Sabia lutar por seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam por sua família, que rezam, que não se cansam jamais. Uma recordação, hoje, todos nós, a essas mulheres que com o seu comportamtento nos dão um verdadeiro testemunho de fé, de coragem, um modelo de oração. Uma recordação a elas! Rezar sempre, mas não para convencer o Senhor com a força da palavras! Ele sabe melhor do que nós do que precisamos! A oração perseverante é ao invés a expressão de fé em um Deus que nos chama a lutar com ele, cada dia, cada momento, para vencer o mal com o bem.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje ocorre o Dia Mundial das Missões. Qual é a missão da Igreja? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia. O método da missão cristã não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma.

Agradeço a todos aqueles que, através da oração e da ajuda concreta apoiam o trabalho missionário, em especial, a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho. Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias que trabalham tanto sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: há alguns dias foi assassinada, em um assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Gostavam dela. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho realizado de um centro de educação; assim difundiu a chama da fé, combateu o bom combate! Pensemos nesta nossa irmã, e a saudemos com aplausos, todos!

Recordo também Stefano Sándor, que foi beatificado ontem em Budapeste. Ele era um salesiano leigo, exemplar no serviço aos jovens, no oratório e na educação profissional. Quando o regime comunista fechou todas as obras católicas, ele enfrentou a perseguição com coragem, e foi morto aos 39 anos. Nos unimos à ação de graças da Família Salesiana e da Igreja húngara.

Desejo expressar minha proximidade às populações das Filipinas atingidas por um forte terremoto, e convido-vos a rezar por aquela querida nação, que passou recentemente por diversas calamidades.

Saúdo com afeto os peregrinos presentes, a começar pelos jovens que deram vida ao evento 100 metros de corrida e de fé”, promovida pelo Pontifício Conselho para a Cultura. Obrigado por nos lembrar que o crente é um atleta do Espírito! Muito obrigado!

Acolho com alegria os fiéis da Diocese de Bolonha e Cesena Sarsina, guiados pelo Cardeal Cafarra e pelo Bispo Regattieri; bem como os de Corrientes, na Argentina, e os de Maracaibo e Barinas, na Venezuela. E hoje na Argentina é comemorado Dia das Mães, dirijo uma saudação afetuosa para as mães da minha terra!

Saúdo o grupo de oração “Raio de Luz”, do Brasil, e a Fraternidade da Ordem Secular Trinitária.

As paróquias e associações italianas são muitas, não posso nomeá-las, mas eu saúdo e agradeço a todos com afeto!

Bom domingo! Adeus e bom almoço!

(Fonte: Agência Zenit)

Matrimônio. Preparação próxima: o amor conjugal

Quanto maior o sentimento de responsabilidade pela pessoa amada, mais existe amor verdadeiro.

Por André Parreira

SãO PAULO, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Em nossa trajetória pela Preparação para o Matrimônio temos falado da importância da fidelidade à Igreja e estruturação adequada desta nobre missão. No último artigo, abordamos a necessidade da segurança de conteúdo (Zenit, 4 de Outubro) e vamos relfetir hoje sobre um dos temas necessários à preparação próxima: o amor conjugal.

Pode parecer desnecessário falar de amor para um casal que está participando de um curso/encontro de noivos. Mas é justamente a oportunidade de confrontar as ideias sobre amor disseminadas em nosso meio com a caracterização do amor conjugal base do Matrimônio.

Os noivos devem ser levados a confrontar o conceito e modelo de amor que se tem em nossos dias (Que seja eterno enquanto dure!) com o que nos ensina a Bíblia , o magistério da Igreja e os exemplos dos santos. Acredito que o primeiro ponto seja refletir com os noivos a grande diferença entre amor e paixão.

Parando um minuto para refletir: qual a grande diferença entre estes termos?

Não tenho receio de afirmar que as paixões são egoístas e promovem a busca para ficar próximo(a) do(a) outro(a), beneficiando a si mesmo de sua presença, ou como dizem, “curtindo” o momento.  O amor, por sua vez, começa a nascer quando o sentimento de responsabilidade e interesse pela vida do outro vai surgindo, assim como nasce uma amizade verdadeira. Vai além de querer estar ao lado da pessoa porque ela é agradável ou porque você sente-se bem ao lado dela. Concretiza-se quando todos estes sentimentos somam-se ao desejo de ver o outro bem e lutar para que ele(ou ela) seja feliz, mesmo que isso implique em muitas renúncias pessoais.

Os casais de nosso tempo sabem o sentido da palavra renúncia?

Por ser palavra pouco praticada em nosso tempo é que muitos matrimônios (que talvez nunca tenham existido de fato!) entram em sérias crises após as primeiras dificuldades.

O sentimento deve crescer para o amor Amor-Ágape, como um reflexo do amor de Jesus por nós, capaz de doar a própria vida. O amor matrimonial é bem descrito por São Paulo quando exorta “Maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.” (Ef 5,25).

Ao falar do amor, não se pode deixar de falar que, como cristãos católicos, acreditamos que o amor vem de Deus. “O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino”. (CIC1639) Ele nos dá também o Espírito Santo para iluminar nossa razão e assumirmos o compromisso de amar de modo concreto.

Sim, um compromisso. Os noivos não podem achar que é apenas sentimento, mas devem saber que o amor também envolve o uso da razão. Além do  sentimento, a razão é fundamental para conhecer a própria capacidade e disposição para assumir um compromisso até que a morte os separe!

Um enorme desafio é falar, em nossa sociedade baseada em situações efêmeras, da verdade sobre o amor como compromisso indissolúvel. É comum encontrarmos pessoas que estão no seu segundo, terceiro, quarto casamento… , um fato cada vez mais assimilado pela sociedade. Tanto que, ao perceberem que já tenho seis filhos, algumas pessoas me perguntam: “Todos do mesmo casamento?”  Sim, do mesmo e único!

A correnteza vai empurrando forte em sentido contrário ao casamento pra vida toda. Quer um pequeno exemplo? Alguma vez você já foi a uma festa de aniversário onde depois do Parabéns, cantam o “com quem será”? E o final mais conhecido dessa canção é: Ele aceitou, ele aceitou…Teve dois filhinhos e depois se separou!

Parece brincadeira ingênua, mas é o reflexo do pensamento contemporâneo. Particularmente, tenho pavor desse “com quem será” e procuro mudar a letra com meus filhos para algo como “tiveram muitos filhos e a família aumentou!”.

É por tudo isso – doação, compromisso, amor-Ágape etc – que o PSM destaca que os noivos “são convidados a compreender o que significa o amor responsável e maduro da comunidade de vida e de amor que será a sua família, verdadeira igreja doméstica, que contribuirá para enriquecer toda a Igreja.”(PSM2)

E o que será esse amor responsável e maduro? O Papa João Paulo II nos dá uma boa pista, em seu livro Amor e Responsabilidade: Quanto maior o sentimento de responsabilidade pela pessoa amada, mais existe amor verdadeiro”

Ao questionar os conceitos de amor e fazê-los refletir sobre que tipo de sentimento os une, devem ser convidados a construir um amor maduro, alicerçado na doação, pelo qual o casal certamente experimentará a grande felicidade da vida matrimonial. E não estarão sozinhos, mas contam com a graça de Deus. “Esta graça própria do sacramento do Matrimônio se destina a aperfeiçoar o amor dos cônjuges, a fortificar sua unidade indissolúvel. Por esta graça “eles se ajudam mutuamente a santificar-se na vida conjugal, como também na aceitação e educação dos filhos. Cristo é a fonte desta graça. “(CIC1641/1642)

Somente assim, o casal poderá entender que “o matrimonio implica para os esposos cristãos a resposta a uma vocação de Deus e a aceitação da missão de serem sinal do amor de Deus para todos os membros da família humana, sendo participação da aliança definitiva de Cristo com a Igreja.” (PSM16)

Assim como é grande o desafio de falar de vários aspectos do amor aos noivos dentro do tempo da preparação remota, é também grande o desafio de citar, em um artigo, os pontos a serem abordados no tema do amor conjugal. Mas, fica a sugestão de se trabalhar o amor sob o ponto de vista da doação e compromisso, diferenciando-o da do amor curtição tão exaltado nas novelas, filmes e até em casas de muitos cristãos! E que, pelo menos, se lembre do tema quando alguém entoar “Com quem será?”

(Fonte: Agência Zenit)

Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco tem uma identidade forjada no Evangelho.

De acordo com padre Bergoglio “é preciso curar o enfermo mesmo quando desperta repulsa”. “Tenho horror de ir à prisão – disse – porque o que se vê é muito duro, mas ainda assim vou, porque o Senhor deseja que me encontre com o necessitado, o pobre, o sofredor”.

É sabido que Bergoglio costumava ir nas piores áreas de Buenos Aires e que de lá conseguiu fazer brotar várias vocações.

Para os jovens reclusos que visitou na Quinta-feira Santa (28 de março), ressaltou que com o gesto de lavar os pés o Senhor, que é o mais importante, aquele que está mais alto, nos mostra que a maior tarefa é aquela de servir os menores.

“Ajudar-se uns aos outros, – continuou o Papa Francisco – isto é o que Jesus nos ensina e é isso que eu faço. Faço-o com o coração porque é o meu dever. Como sacerdote e como bispo, devo estar ao vosso serviço. Eu vos amo e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou, mas também vocês ajudem-se sempre uns aos outros e assim ajudando-se praticaremos o bem mutuamente”.

O pontífice tem uma ideia muito clara do que significa servir. Para os 132 entre chefes de Estado e príncipes reinantes que vieram à Roma para a sua eleição de Papa, disse que “o verdadeiro poder é o serviço”. “Nunca nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço – disse – e que até mesmo o Papa para exercer o poder tem que entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz;

Antes de receber os representantes de trinta igrejas cristãs pediu para retirar o trono papal e o substituiu por uma simples cadeira. Recebeu-os como Bispo de Roma e apresentou-se como “servo dos servos”. Em toda a sua vida padre Bergoglio lutou consigo mesmo para estar perto de Jesus. Buscou-o no rosto dos pobres, dos enfermos, dos pecadores, dos prisioneiros, dos distantes, dos desesperados. No encontro com o sofrimento, com a dor, com o desespero, com a Cruz, padre Bergoglio revive a paixão de Jesus e contemplando e curando as feridas, espera e acredita que o sangue de Cristo continue a lavar os pecados de todos. Uma espécie de Eucaristia vivida diariamente na compassiva cura dos corpos e das almas.

A este respeito, domingo, 7 de abril , Jornada da Misericórdia, explicou: “Na minha vida pessoal vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus dizendo-lhes: Senhor estou aqui, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lave-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez, acolheu, consolou, lavou, amou”.

Ao colégio dos cardeais, que encontrou no dia 15 de março, o Papa Francisco fez um convite para nunca “ceder ao pessimismo”. “Nunca nos deixemos levar pelo pessimismo e pelo desânimo, aquela amargura que o Diabo nos oferece a cada dia”, destacou o Pontífice, porque “Temos a certeza de que o Espírito Santo continua a obrar e procuramos novos métodos para anunciar o Evangelho.

A humildade e a misericórdia

Outra palavra usada e testemunhada pelo Papa Francisco é a humildade. No ensaio, publicado pela EMI, e intitulado “Humildade, caminho para Deus”, Jorge Bergoglio escreveu “é Cristo que nos permite ter acesso ao irmão a partir do nosso abaixar-se”. De acordo com o Papa Francisco “o nosso caminhar no caminho do Senhor traz consigo assumir  o abaixamento da Cruz. Acusar-se é assumir o papel de réu, como o assumiu o Senhor carregando as nossas culpas”, portanto, “o acesso ao irmão é realizado pelo Cristo a partir do nosso abaixamento”.

O comentário do arcebispo de Buenos Aires, é inspirado em alguns escritos de Doroteu de Gaza, um abade monge e eremita do século VI. Escreveu Doroteu de Gaza: “Acredite que tudo o que nos acontece, até mesmo os menores detalhes, é pela Providência de Deus, e assim suportarás sem impaciência tudo o que vier. ( … ) Acredite que o desprezo e os insultos são remédios contra o orgulho da sua alma e ore por aqueles que te tratam mal , considerando-os como médicos”.

E, novamente, não tente conhecer o mal do teu próximo, e não alimente suspeitas contra ele. E se a nossa malícia os faz nascer, procure transformá-los em pensamentos bons”.

Conta-se que Abba Zózimo, um dos mestres de Doroteu de Gaza, dizia que é preciso pensar daqueles que fazem o mal “como sendo um médico enviado por Cristo”, como um “benfeitor”, porque “tudo é um apelo para a conversão, para retornar a si mesmo e para descobrir solidariedade com os pecadores”.

A questão da moral

Como muitos notaram, a verdadeira novidade do Papa Francisco, mais do que a nível doutrinal, é a nível de atitude: “A primeira reforma – ele disse – deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com eles, de saber dialogar e também de descer na suas noites, nas suas escuridões sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos do Estado”.

“Eu sonho – acrescenta – com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, cuidar das pessoas, acompanhado-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isso é Evangelho puro. Deus é maior do que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois”.

É verdade que alguns se sentem órfãos de Bento XVI e de João Paulo II dizendo que não se acham nas palavras do Papa Francisco, principalmente em temas morais.

No entanto, o padre Bergoglio na sua prática de Arcebispo sempre foi leal e fiel à doutrina.

Sobre a acolhida dos divorciados, sobre a prática da homossexualidade, sobre as pessoas que escolheram a interrupção voluntária da gravidez, sobre o celibato, etc, papa Francisco não apresenta nenhuma novidade doutrinal, é fidelíssimo a tudo o que está escrito no Catecismo da Igreja Católica.

Na entrevista à Civilta Cattolica disse: “Nós não podemos insistir somente nas questões relacionadas ao aborto, ao matrimônio homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não tenho falado muito sobre esses temas, e fui repreendido. Mas quando se fala, é preciso que se fale em um contexto. O parecer da Igreja, além disso, é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar sobre isso o tempo todo”.

“Eu vejo claramente que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade , o companheirismo. Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas… E é preciso começar de baixo”.

No angelus do 7 de Abril, o Papa recordou as palavras de Jesus: “Pedro, não tenha medo da sua fraqueza, confie em mim”, e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora. Que bom é este olhar de Jesus – quanta ternura! Irmãos e irmãs, nunca percamos a confiança na misericórdia paciente de Deus!”

Para um maior aprofundamento veja: “Un ciclone di nome Francesco”  http://www.amazon.it/gp/product/0615824226/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?

[Tradução Thácio Siqueira]

(Fonte: Agência Zenit)

“DVD Sim Aceito”: excelente subsídio para os cursos de noivos

A chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. Entrevista a Dom Célio, bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Quais são os segredos para um casamento feliz? Você quer casar… mas… acredita que está suficientemente preparado? A Pastoral Familiar do Brasil quis ajudar a dar uma resposta a essas perguntas.

Há pouco mais de dois meses chegou ao Brasil o DVD “Sim Aceito”, produzido pela Produtora Goya na espanha e adotado pela Pastoral Familiar da CNBB como material de referência para a preparação ao matrimônio.

O DVD “Sim Aceito”, em dois meses de lançamento no Brasil, já está ajudando a milhares de jovens brasileiros que se preparam para o matrimônio, nos diversos cursos de noivos, como também casais com mais tempo de casados que querem renovar o seu Sim.

São doze vídeos com a chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam.

ZENIT entrevistou Dom Célio de Oliveira Goulart – Natural de Piracema, MG, atual bispo da diocese de São João Del-Rei e bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB. O material foi trazido para o Brasil por um dos seus diocesanos, André Luis Parreira. Acompanhe a entrevista na íntegra:

***

ZENIT: O senhor, como bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB já deve ter tido a oportunidade de conhecer o novo material de apoio a Preparação matrimonio: DVD Sim Aceito. Qual foi sua primeira impressão? Acha ser um bom instrumento de formação?

Dom Célio: Recebi com alegria este material DVD, Sim Aceito. Traduzido e adaptado da edição espanhola por iniciativa do Sr. André Parreiras e, que pela sua generosidade fez a doação dos Direitos Autorais à Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB. Somos profundamente agradecidos ao Professor André e, mais ainda, pelo seu interesse e grande ajuda que ele vem dando à Pastoral Familiar em nível nacional, bem como ao Regional Leste II.

O DVD é muito bem editado e já está sendo de grande valia para muitas equipes de preparação para o casamento em nossas paróquias, pelo que temos escutado.

ZENIT: O DVD, desenvolvido na Espanha mas com participação de pessoas e religiosos do mundo todo, foi traduzido e produzido para o Brasil por iniciativa de um de seus diocesanos. Que outras iniciativas poderia citar em sua diocese como também na regional Leste II a fim de aprofundar a preparação para o matrimônio?

Dom Célio: Temos em várias dioceses do Regional Leste II iniciativas e buscas comuns das Equipes Diocesanas da Pastoral Familiar. São atividades como, encontros diocesanos para tratar de situações específicas: Encontros de Namorados; Preparação ao Matrimônio; Encontros diversos que ajudam os casais na vivência do seu casamento: ECC, MFC, Equipes de Nossa Senhora, encontros para casais de segunda união, atenção a casais em situação de risco, e tantas outras iniciativas. Devido a tantas demandas de trabalhos em nossas Dioceses e Paróquias é quase impossível encontrar tempo de uma troca maior de experiências, o que seria muito bom. Mas temos ouvido notícias de boas iniciativas que se realizam nas diversas dioceses a respeito da Pastoral Familiar.

ZENIT: Pesquisas apontam que as pessoas estão se casando mais tarde,  tendo menos filhos, o número de separações segue aumentando e estas acontecendo com, cada vez, menor tempo de casados.  O sr vê relação dessa realidade com a simplificação exagerada ou até mesmo ausência da preparação para o matrimônio como tema constante, desde a primeira catequese até durante a vida matrimonial?

Dom Célio: Acreditamos serem muitas as dificuldades que estamos enfrentando no momento atual que influenciam sobre o medo de jovens assumirem o compromisso do casamento, a limitação de nascimentos, a separação de casais. O Documento de Aparecida analisa muito bem e de modo objetivo sobre esta questão quando fala da “mudança de época” em que estamos (DAp, 44), afirma:”O primeiro grande desafio é o fenômeno da globalização. A história se acelerou e as próprias mudanças se tornam vertiginosas, visto que se comunica com grande velocidade a todos os cantos do planeta”. (DAp 34). “Isto traz conseqüências em todos os campos de atividade da vida social, causando impactos na cultura, na economia, na política, nas ciências, na educação, no esporte, nas artes e naturalmente na religião.

Como discípulos missionários interessam-nos saber como esse fenômeno afeta a vida de nossos povos e o sentido religioso e ético de nossos irmãos que buscam infatigavelmente o rosto de Deus, e que, no entanto, devem fazê-lo desafiados por novas linguagens do domínio técnico, que nem sempre revelam, mas que também ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo”. (DAp 35).

Creio que nesta análise do Documento de Aparecida podemos ver com mais clareza o contexto em que estamos e que pede a todos nós: bispos, sacerdotes, casais de liderança no trabalho da Pastoral Familiar um olhar mais profundo sobre situações críticas em que estão nossas famílias.Mas nem por isso vamos ficar desanimados. Os desafios deverão nos levar a buscar soluções.

ZENIT: O que o Senhor aconselharia aos jovens casais que não tiveram uma boa preparação para o matrimonio, mas que hoje querem fortalecer os laços familiares e reafirmar que acreditam na força da Família para a transformação da sociedade atual?

Dom Célio: Mais do que nunca os casais que se sentirem fragilizados devem retomar sua caminhada de fortalecimento do Matrimônio assumido. Seja ao tomar consciência de que estiveram caminhando por situações incoerentes com o compromisso assumido no Matrimônio, seja deparando com dificuldades que poderão surgir e ameaçar a vida do casal e da família.

Os Movimentos de Casais estão em nossas paróquias para isto! A busca de bons conselhos com casais mais experientes! A orientação com um sacerdote ou mesmo com auxílio de terapias com profissionais competentes! Mas, acima de tudo, com muita capacidade de trabalharem entre os casais e os filhos o diálogo, a abertura ao perdão, à prática da oração, à deixar que Deus entre em suas vidas.

Muito obrigado por esta oportunidade de, através da Agência ZENIT partilharmos nossas opiniões sobre uma temática importante e necessária que é a ação da Pastoral Familiar em nossa Igreja.

Para solicitar informação sobre o DVD Sim Aceito pode enviar sua mensagem para: atendimento@compracatolica.com.br

(Fonte: Agência Zenit)

Santo Inácio de Antioquia, bispo, mártir, séc. II

Santo Inácio de Antioquia, conforme historiadores, viveu por volta do segundo século. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo ), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo. A cidade da Síria, Antioquia, terceira em ordem de grandeza do vasto império romano, teve como primeiro bispo o apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio e em seguida Inácio, o Teófolo, o que traz Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado. Pesquisadores indicam que Inácio de Antioquia conheceu pessoalmente os apóstolos Pedro e Paulo.

Por volta do ano 110, foi preso vítima da perseguição de Trajano. Nessa viagem de Antioquia a Roma para onde ia como prisioneiro, o santo bispo escreveu sete cartas, dirigidas a várias Igrejas e a São Policarpo. Tais cartas constituem preciosos documentos sobre a Igreja primitiva, seus fundamentos teológicos, sua constituição hierárquica… Trazido acorrentado para Roma, onde terminou os seus dias na arena, devorado pelas feras selvagens, tornou-se objeto de afectuosas atenções da parte das várias comunidades cristãs nas cidades por onde passou. A ânsia de alcançar Deus, de encontrar Cristo, expressa com intensidade que faz lembrar São Paulo.

As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras. “Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo.”

” Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica”, foi escrito na carta endereçada ao então jovem bispo de Esmirna, São Policarpo. Os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiquidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de outubro, dia adoptado agora também pelo novo calendário.

Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós!

Misericórdia: o programa do pontificado do Papa Francisco (primeira parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Todos os papas são únicos, mas Francisco é realmente um Papa extraordinário, incrível. Ele nos surpreende a cada dia mais.

Executa ações surpreendentes. Mora em um quarto de hotel. Viaja com carros comuns. Onde pode dispensa a escolta. Veste-se sobriamente. Calçando botas ortopédicas, com muitas lombas. Tem uma cruz peitoral de prata e até o anel tiveram que insistir para dourar.

Visita, consola e confessa prisioneiros, enfermos com AIDS, pessoas com problemas psiquiátricos, não houve nem sequer uma Quinta-Feira Santa que tenha celebrado na diocese, mas sempre nas prisões, hospitais, manicômios, hospitais psiquiátricos, orfanatos, nas favelas, nos bairros mais pobres e infames. Vê-lo caminhar entre as pessoas é uma experiência única.

Conforta e acalma os enfermos e os deficientes, pega no ar os terços que lhe jogam, coloca a chupeta nas crianças que choram; escreveu no gesso de uma adolescente com a perna engessada, cumprimenta e abraça a todos, abençoa, dialoga intensamente com as pessoas, convida-lhes a responder as suas perguntas, invoca orações comuns, às vezes em silêncio. Muitos se comovem.

E depois telefona em primeira pessoa. É ele que procura as ovelhas perdidas, compartilha os sofrimentos, as chama pelo nome, tranquiliza, encontra soluções, um verdadeiro pai que não deixa faltar a sua presença e que leva de volta para Deus tantas ovelhas perdidas.

Suscita um entusiasmo incrível.

Com 10 milhões de seguidores no Twitter, o Papa foi recentemente premiado com o Oscar da Web, como Personalidade do Ano no Blogfest de 2013, batendo a concorrência de estrelas da Internet.

No Vaticano chegam uma média de duas mil cartas por dia dirigidas a ele.

O Angelus e a audiência da quarta-feira com mais de cem mil pessoas, são números que vão muito além dos recordes de todos os pontífices anteriores.

Testemunhos de párocos falam de pessoas que desde que o Papa Francisco chegou fazem fila no confessionário, nunca se viu tanta gente querendo se confessar.

Na Polônia, me disseram que nos últimos sete meses têm crescido fortemente os pedidos para entrar no seminário.

Um levantamento feito na Rússia, revelou que 71 % da população quer  que o Papa Francisco vá para Moscou.

De acordo com outro levantamento feito com quase mil jovens do Instituto Toniolo foi revelado que o 83,6 % disseram que as palavras escolhidas são adequadas ao mundo contemporâneo, capazes de atingir o coração das pessoas. O 91,5% simpatiza com o Papa. De todos os entrevistados o 81% disse que é capaz de aumentar a coerência moral entre os comportamentos e os valores afirmados.

Qual é o seu segredo?

Do ponto de vista da doutrina não existe nenhuma diferença com os seus antecessores, mas mudou a abordagem.

Papa Francisco não esperava ser criticado, nunca responde o mal com o mal, e não aceita alimentar polêmicas, pelo contrário, como São Francisco se dirige aos inimigos e tenta abraça-los, explica-lhes o sacrifício de Cristo e lhes convida a abaixar juntos sob a Cruz, fazendo da fraqueza a arma para encontrar a paz.

A esse respeito disse aos redatores da Civiltá Cattolica no dia 14 de junho no 163 º aniversário da revista.

“É verdade que a Igreja precisa ser dura contra a hipocrisia, fruto de um coração fechado, mas a tarefa principal não é construir muros, mas pontes, é o de estabelecer um diálogo com todos os homens, também com aqueles que não compartilham a fé cristã, mas cultuam os altos valores humanos, e até mesmo “com aqueles que se opõem à Igreja e a perseguem de diversos modos”. Essa última frase é tirada da Gaudium et spes, número 92).

“Diálogar significa estar convencido de que o outro tem algo bom para dizer, dar lugar ao seu ponto de vista, à sua opinião, às suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo. E para dialogar é preciso abaixar as defesas e abrir as portas”.

Acrescentou o Papa Francisco: “São tantas as questões humanas a serem discutidas e compartilhadas, e no diálogo é sempre possível aproximar-se da verdade, que é dom de Deus, e enriquece mutuamente”.

O Papa Bergoglio recordou a afirmação de Santo Inácio de que “devemos buscar e encontrar a Deus em todas as coisas”.

Em uma entrevista com a Civilta cattolica explicou “Eu tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa, Deus está na vida de cada um. Ainda que a vida de uma pessoa tenha sido um desastre, se foi destruída pelos vícios, pela droga ou por qualquer outra coisa, Deus está na sua vida. Pode-se e deve-se busca-lo em cada vida humana. Ainda que a vida de uma pessoa seja um terreno cheio de espinhas e ervas daninhas , há sempre um espaço em que a boa semente pode crescer. É preciso confiar em Deus”.

Neste contexto, sobre a propagação da fé escreveu no n.34 da Encíclica Lumen fidei: “Torna-se claro que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; pelo contrário, a verdade o faz humilde, sabendo que, mais do que possuí-la nós, é ela que nos abraça e nos possui. Longe de enrijecer-nos, a segurança da fé nos coloca a caminho, e torna possível o testemunho e o diálogo com todos”.

Na sua relação contra os que atacam ou perseguem a Igreja o Papa Francisco responde como respondeu o beato croata Miroslav Buleić: “A minha vingança é o perdão!” explicando que “o martírio é amor, e é a vitória sobre todo tipo de ódio”.

Até mesmo o beato Jerzy Popieluszko, mártir polonês, ressaltou que a tarefa dos cristãos é combater “o mal e não as suas vítimas”.

Claro ensinamento de São Paulo que na Carta aos Romanos escreveu: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (12, 21).

O mal não pode ser derrotado com o mal: nesse caminho, de fato, mais do que vencer o mal, se é vencido por ele.

A este respeito  o Papa, antes do Angelus de 15 de setembro , explicou que a justiça humana é muito limitada para nos salvar e se praticarmos o “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal.

Diferente é a justiça de Deus que em face dos pecados e do mal aceitou a Cruz e deu sua vida por nós.

Para um maior aprofundamento: “Um ciclone di nome Francesco” http://www.amazon.it/gp/product/0615824226/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl ?

(Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira)

(Fonte: Agência Zenit)

Assista ao filme “São Filipe Neri – Prefiro o Paraíso”

Sejam bons sempre. Acompanhe este e outros ensinamentos de São Filipe no Cine 21 deste sábado, dia 19 de outubro, às 22h00

Por Redacao

CAMPINAS, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – A Rede Século 21 exibe neste sábado, dia 19 de outubro, a primeira parte do filme “São Filipe Neri – Prefiro o Paraíso”, do diretor Giacomo Campiotti. O filme conta a história do jovem que sonhava ser missionário na Índia, mas que nas ruas de sua própria cidade, Roma, deu início a sua missão de evangelização.

Sua alegria e simplicidade sempre contagiaram de crianças a adultos, na missão do bem comum.

Sinopse:

Filipe Néri, em sua juventude, sonhou ser missionário na longínqua Índia. Mas logo descobriu que a sua Índia estava nas ruas e becos da cidade de Roma, onde iniciou sua missão com crianças de rua.

Sua alegria e simplicidade, quase infantis, contagiavam as crianças e também os adultos, motivando-os para o bem com o lema “sejam bons se puderem” e ensinando-os através do canto, da dança e do trabalho a “preferir o paraíso”, e a se tornarem pessoas responsáveis em tudo.

Jesus Cristo fundou alguma Igreja?

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus Cristo fundou a Igreja católica. Grafa-se corretamente a palavra “católica”, que quer dizer universal, com cê minúsculo, porque não se trata de um nome próprio, mas de um atributo da única Igreja de Cristo.

Vejamos alguns trechos da constituição dogmática Lumen Gentium: A) “Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.” (N. 14a, grifos meus); B) “Este sacrossanto sínodo, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo pastor eterno fundou a santa Igreja (…) e [Jesus] quis que os sucessores dos apóstolos fossem em sua Igreja pastores até a consumação dos séculos.” (N. 18b, grifos meus).

No ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé, através da declaração Dominus Iesus, reiterou a doutrina bimilenar: A) “Deve-se crer firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por ele [Cristo] fundada.” (N. 16b, grifos meus); B) “Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja católica” (N. 16c, grifos meus); C) “Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste (continua a existir) na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.” (N. 17a, grifos meus).

Os dois documentos supramencionados, embora embasados, é óbvio, tanto na sagrada tradição quanto na sagrada escritura, não deixam de ser uma referência mais para os católicos.

Nossos irmãos separados, os temporãos no cristianismo (século XVI), não podem, todavia, negar a história. Desta feita, muito tempo antes do Concílio de Niceia, no século IV, data em que alguns protestantes querem ver o início do catolicismo, o papa Clemente (+97), por exemplo, com autoridade doutrinal, dirige-se à Igreja de Corinto. O papa Vitor I (+199) teve atuação decisiva na escolha da data da Páscoa, em controvérsia com outras comunidades. Os papas Zeferino (+217) e Calixto (+222), na questão sobre a penitência, na disputa sobre o batismo dos hereges, também deram a última palavra. Santo Inácio elogia a Igreja de Roma, em virtude de ser ela a sé primeira. Santo Irineu exige a união doutrinal com a Igreja de Roma. São Cipriano, por seu turno, vê naquela Igreja a fonte da unidade eclesiástica. São Jerônimo, o tradutor da bíblia, escreve ao papa Dâmaso I (+384), dizendo que “no meio das convulsões da heresia ariana, a verdade encontra-se somente com Roma.”

Na Igreja católica apostólica romana está atuante e vigorosa a totalidade dos recursos salvíficos legados pelo divino salvador, sobremodo os sete sacramentos.

(Fonte: Agência Zenit)

Uma cruz missionária de 12 metros para concluir a Missão Jovem

A cerca de 70 Km ao norte de Santiago, no Chile

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Uma cruz de 12 metros de altura será colocada na frente do Santuário de Santa Teresa dos Andes, na cidade de Auco (Chile), a cerca de 70 km ao norte de Santiago, e será composta por várias “pequenas cruzes” que viajaram por todo o Chile, em hospitais, cárceres, centros cívicos, campos… durante a “Missão Jovem”, promovida pela V Conferência geral do Episcopado Latino-americano (Aparecida 2007), e realizada no âmbito da Missão Continental.

Para formar esta estrutura, as 27 dioceses do país enviaram cubos de madeira esculpidos com relevos retratando os momentos mais significativos da vida, da cultura e da religião de todo lugar.

Segundo informações que a Comissão de Missão Jovem enviou à Agência Fides, os trabalhos já se iniciaram para que, no próximo dia 19 de outubro, como parte das atividades para o mês missionário e na conclusão da peregrinação dos jovens ao Santuário de Santa Teresa dos Andes, possa ser abençoada a primeira fase da realização deste projeto, que deve ser completado até Páscoa de 2014. Naquela data terá oficialmente início a Missão Territorial no Chile. (CE)

Links:
O vídeo da Cruz Missionária no Chile está em:
http://www.youtube.com/watch?v=drYlY6bA7WA

(Fonte: Agência Fides, com redação ZENIT)

Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa, +1690

Toda a vida desta grande vidente do séc. XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção moderna ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções.

Desde menina de quatro anos – ela conta no seu diário espiritual – Deus a introduziu no segredo da vida interior e comunicação com o céu. No noviciado tinha por norma o conselho de S. Francisco de Sales: “não ser extraordinário senão à força de ser ordinário”. Completava o ano de noviciado a 25 de Agosto de 1672 e atrasaram-lhe a profissão até 6 de Novembro. Nesses meses Cristo comunica-se-lhe e começa a levantar o véu que encobre a missão para que a destina.

Numa sexta-feira do ano de 1674, estando diante do Santíssimo exposto, Jesus mostra-se radiante de glória com as cinco chagas que brilham como sóis. Queixou-se da ingratidão dos homens e pediu-lhe que ela com o seu amor suprisse tanta frieza. Deverá comungar sempre que lho permita a obediência, fazer a novena das nova primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado coração de Jesus volta a queixar-se da ingratidão dos homens, e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu coração. Como auxiliar do seu apostolado recomenda-lhe o Padre Cláudio la Colombière. Santa Margarida faleceu a 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da Sua serva.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Santa Edviges, viúva, +1243

Santa Edviges é a padroeira dos pobres e endividados. Ela nasceu em Baviera, Alemanha no ano de 1174 . Casou-se com o duque da Silésia, Henrique I, quando tinha apenas 12 anos de idade, tendo com ele seis filhos. Foi uma mulher marcada pelo sofrimento, pois acompanhou a morte de um a um de seus filhos, restando-lhe apenas a filha Gertrudes. Como esposa Edviges soube ser exemplo e com dedicação, conseguiu conciliar os seus deveres e a sua dedicação ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitando hospitais, amparando a juventude carente, educando e instruindo-a na fé cristã. Contam os historiadores que Santa Edviges destinava quase tudo que tinha para socorrer os pobres e necessitados. Após a morte do marido, retirou-se para o convento onde a sua filha Gertrudes era abadessa, dedicando o resto dos seus dias à austeridade. Santa Edviges morreu no Mosteiro de Trebnitz, consumida pela penitência no dia 15 de Outubro de 1243.

 Santa Edviges, rogai por nós!

O Carmelo

Viver com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo

ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Para uma freira carmelita no caos da estação Termini, em Roma, pergunto se, enquanto espera o trem, ela ficaria feliz em responder a algumas perguntas para uma entrevista.

– Como se sente uma carmelita ao viajar para fora da clausura?

Mesmo fora do convento minha mente não deixa o céu.

– A senhora estará fora do mosteiro há um mês. Não sente falta do claustro?

Eu não sinto falta porque eu o vivo além das “grades”. Sou fascinada por Jesus. Ele é meu claustro. Você se lembra do sorriso e do olhar de Teresa de Lisieux? Aquele olhar de amor puro pelo mundo inteiro. Entrei para o Carmelo para viver, irradiar, revelar essa realidade maravilhosa para aqueles que têm uma vocação diferente.

– É melhor entrar para um mosteiro ou se casar?

É melhor fazer a vontade de Deus: viver de acordo com sua vocação.

– Qual é a vocação mais bela?

A vocação de todas as vocações é amar a Deus e ao próximo.

– Agrada mais a Deus, quem entra em um convento ou quem casa?

Quem ama mais.

– Por que as grades, o claustro?

A clausura é um sinal eloquente da liberdade que goza quem sabe amar o próximo que está perto. As grades não nos mantém juntos, mas a força do amor recíproco.

– Por que um hábito tão volumoso, à moda antiga?

Você me reconheceu também pelo hábito carmelita que eu levo. Qualquer uniforme tem valor se evidencia a verdadeira marca que Jesus nos disse para mostrar: “todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Da clausura se pode mostrar melhor, como um farol na montanha, que “só Deus basta” e que “quem tem Deus, nada falta”.

– Como criar uma família no mosteiro?

Fazendo com que Jesus esteja presente. É Ele quem nos faz seu colégio apostólico, é Ele quem forma cada comunidade, cada família.

– Alguma vez você já pensou em constituir uma família?

No mosteiro somos uma comunidade de treze freiras. O amor de Jesus forjou um vínculo entre nós mais forte do que o humano. É Ele quem dá sentido, força e perseverança ao amor humano.

– Obrigado irmã, volte para o Carmelo contente em servir esplendidamente a Igreja e a humanidade. Leve os nossos agradecimentos à suas irmãs que junto com a senhora gritam ao mundo inteiro a liberdade alegre de quem vive com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo.

João da Cruz nos recorda: «No ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor». Não há nada além, nem melhor.

Ciao P. Andrea

 

Cristãos que tornem visível a misericórdia de Deus ao homem de hoje, pede o Papa

VATICANO, 15 Out. 13 / 11:40 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao receber na manhã de ontem os participantes da assembleia plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Papa Francisco assinalou que “há necessidade de cristãos que tornem visível aos homens de hoje a misericórdia de Deus”.

O Santo Padre disse que “há necessidade de cristãos que tornem visível aos homens de hoje a misericórdia de Deus, a sua ternura por cada criatura. Todos sabemos que a crise da humanidade contemporânea não é superficial, é profunda”.

“Por isso a nova evangelização, enquanto chama a ter coragem de ir contracorrente, de converter-se dos ídolos ao único e verdadeiro Deus, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita de gestos e de atitudes antes ainda que de palavras”.

Em seu discurso, o Pontífice agradeceu o serviço realizado pelo dicastério neste Ano da Fé e lhes recordou que “Nova evangelização” significa despertar nos corações e nas mentes de nossos contemporâneos a vida da fé.

“A fé é um dom de Deus, mas é importante que nós cristãos mostremos viver de modo concreto a fé, através do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isto suscita perguntas. São interrogações que levam ao coração da evangelização, que é o testemunho da fé e da caridade. Aquilo de que precisamos, especialmente nestes tempos, são testemunhos credíveis que com a vida e com a palavra tornam visível o Evangelho”.

O Papa disse logo que “muitas pessoas se afastaram da Igreja. É errado colocar a culpa em uma parte ou em outra, não é o caso de falar de culpa. Há responsabilidades na história da Igreja e do seu povo, em certas ideologias e também em pessoas individuais”.

“Como filhos da Igreja, devemos continuar o caminho do Concílio Vaticano II, desprender-nos de coisas inúteis e danosas, de falsas seguranças mundanas que dificultam a Igreja e danificam a sua verdadeira face”, exortou.

Cada batizado é um “cristóforo”, um portador de Cristo, e não pode reter para si esta experiência: tem que compartilhá-la, tem que levar Jesus aos outros.

A nova evangelização, prosseguiu Francisco, é um movimento renovado para quem perdeu a fé e o sentido profundo da vida. E dentro deste movimento todo cristão está chamado a ir ao encontro dos outros.

“Ninguém está excluído da esperança da vida, do amor de Deus. A Igreja é enviada a despertar em todo lugar esta esperança, especialmente onde é sufocada por condições existenciais difíceis, às vezes desumanas, onde a esperança não respira, sufoca. É preciso o oxigênio do Evangelho, do sopro do Espírito de Cristo Ressuscitado, que a reacenda nos corações”.

“A Igreja –ressaltou o Papa– é a casa na qual as portas estão sempre abertas não somente para que cada um possa encontrar acolhimento e respirar amor e esperança, mas para que possamos sair e levar este amor e esta esperança. O Espírito Santo nos impele a sair do nosso recinto e nos guia até as periferias da humanidade”.

(Fonte: ACI Digital)

Santa Teresa de Ávila, virgem, doutora da Igreja, +1582

Nasceu em Ávila, a 28 de Março de 1515. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila. Espanhola, de família nobre, bela e inteligente, foi uma criatura que lutou contra as suas contradições internas, contra as mentiras e hipocrisias de uma vida espiritual vazia. Santa Teresa ocupa um lugar especial dentro da mística cristã; é considerada um dos grandes mestres espirituais que a história da Igreja já conheceu. Entretanto, ela não pode ser esquecida como reformadora do Carmelo, como aquela que conseguiu devolver à Ordem Carmelita o seu primitivo vigor espiritual. Tinha como conselheiro espiritual São João da Cruz.

É chamada Teresa, a Grande, por sua grandeza de mulher. Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher. Com a graça de Deus, uma graça. Em 1970, o papa Paulo VI, proclamou-a “Doutora da Igreja”, (tal como Santa Catarina de Sena) pela profunda mística e espiritualidade. Foram as duas primeiras mulheres a quem se reconheceu esta qualidade pelos méritos dos escritos doutrinários que deixaram. Muitas das obras de Teresa d’Ávila continuam sendo lidas e produzindo abundantes frutos espirituais: “O caminho da perfeição”, “Pensamentos sobre o amor de Deus”, “Castelo interior”. Morreu em 1582.

O cristão deve mostrar uma vida concreta de fé praticada

Papa Francisco recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

Por Redacao

ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco resumiu em três pontos o assunto tratado hoje em audiência com os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. “O que eu gostaria de dizer hoje a vocês pode ser resumido em três pontos: primado do testemunho; urgência de ir ao encontro; projeto pastoral centrado no essencial” –afirmou.

O Papa iniciou falando sobre atitude de indiferença para com a fé no nosso tempo e explicou que “a fé é um dom de Deus, mas é importante que nós, cristãos, mostremos uma vida concreta de fé praticada, por meio do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isso levanta questões, como no início da jornada da Igreja: por que eles vivem assim? O que os impulsiona?”

“A nova evangelização, que nos chama a ter coragem de nadar contra a corrente, de nos convertermos dos ídolos para o Deus único e verdadeiro, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita mais de gestos e atitudes do que de palavras”.

Sobre a urgência de ir ao encontro o pontífice recordou que “o Filho de Deus “saiu” da sua condição divina e veio ao nosso encontro” e por isso “cada cristão é chamado a ir ao encontro dos outros, a dialogar com aqueles que não pensam como nós, com aqueles que têm uma fé diferente, ou que não têm fé”.

O Papa destacou ainda que “a Igreja é a casa em que as portas estão sempre abertas não só para que cada um encontre acolhimento e respire amor e esperança, mas também para que possamos transmitir esse amor e esperança”.

“Tudo isso não é abandonado ao mero acaso dentro da Igreja, à mera improvisação”-comentou Francisco destacando a importância de um projeto pastoral que “animado pela criatividade e pela imaginação do Espírito Santo, que nos leva também a seguir novos caminhos, com coragem, sem nos fossilizar!”

O Pontífice levou os presentes a refletirem sobre a pastoral nas dioceses e paróquias. E questionou: “Ela torna visível o essencial, que é Jesus Cristo? As diferentes experiências, características, caminham juntas na harmonia que o Espírito Santo nos traz? Ou a nossa pastoral é dispersa, fragmentada, e, no fim, cada um age por conta própria?”

Ao final, o papa Francisco destacou o serviço dos catequistas: “É valioso para a nova evangelização o serviço dos catequistas, e é importante que os pais sejam os primeiros catequistas, os primeiros educadores da fé na própria família, com o testemunho e com a palavra.”

(Fonte:  Agência Zenit)

É possível crescer na fé?

Reflexões para o ano da fé a partir de Santo Tomás de Aquino e Bento XVI

Por Pe. Anderson Alves

ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Estamos vivendo o ano da fé, pensado por Bento XVI como «uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé»[i]. Nesse período cada fiel deve procurar aprofundar na própria vida de fé para poder comunicá-la mais eficazmente. «A fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria»[ii]. Mas com frequência surge uma dúvida: é realmente possível crescer na fé? Não é verdade que distinguimos simplesmente entre os que têm fé e os que não a tem?

Depende de como se entende a fé. Ela é essencialmente uma relação entre Deus e o homem. Deus se revela livremente doando-se ao homem, no tempo estabelecido por Ele. E o homem é livre para aceitá-lo ou não. A fé é, pois, um dom divino e uma resposta humana. O objeto da fé (Tomás de Aquino chamava de “razão formal”) é a verdade primeira, ou seja, a afirmação da existência e da Providência divina[iii]. Nesse sentido, o primeiro ato de fé é crer que «Deus existe e recompensa os que o buscam» (Heb. 11, 6). E assim se distingue simplesmente os que acolheram o dom fé e os que ainda não.

Todavia a “razão material” da fé é Deus mesmo e as outras realidades ordenadas a Ele. Isso significa que a realidade na qual se crê é simples: é Deus mesmo. E como a fé é um ato humano, de conhecimento amoroso de Deus, esse ato deve ser bem entendido. Pois o homem conhece diversamente de Deus e dos anjos. Deus conhece as realidades compostas num ato simples: Ele, ao pensar a si mesmo, apreende todas as coisas complexas. O homem, por sua parte, conhece as realidades simples (como o ser de Deus), por meio de muitos atos complexos. O conhecimento da verdade por parte do homem é sempre discursivo, parcial, ou seja, depende da simples apreensão da realidade, dos juízos e dos raciocínios. O homem apreende então o simples por meio do complexo, e Deus conhece o complexo na Sua simplicidade. Podemos conhecer a Deus a partir das suas criaturas e do que é revelado por Ele. Mas Deus se revela através de muitas palavras: os diversos enunciados da fé. Em outras palavras, a partir da perspectiva do que é conhecido pela fé, o objeto da fé é o ser simplicíssimo de Deus. E a partir do ponto de vista de quem crê, o objeto da fé é composto, são os diversos enunciados da fé, que correspondem ao modo humano de conhecer[iv].

Os principais enunciados da fé se encontram reunidos nos chamados Símbolos, compostos por artigos. Os artigos são as partes distintas que devem ser unidas. Artigos e símbolo se relacionam como os membros de um corpo e o mesmo corpo[v]. Aceitar a fé cristã implica aceitar o símbolo de fé completo, sem mutilações. Os artigos são ordenados entre si, pois há alguns anteriores a outros. Para se crer na ressurreição de Cristo, por exemplo, é necessário aceitar a sua morte; para se crer na sua morte, é necessário crer antes na sua Encarnação. Os artigos de fé se reduzem a um só: crer em Deus e na sua Providência (Heb. 11, 6). Pois no ser divino estão incluídas todas as realidades que acreditamos existir eternamente nele; e a fé na Providência inclui aceitar todos os meios que Deus tem para nos levar à nossa felicidade.

A fé pode então crescer? Depende. Se se refere ao objeto formal da fé, que é único e simples (a verdade primeira) a fé não pode variar nos fiéis: ou se aceita o ser e a ação de Deus ou não. No que se refere ao objeto material da fé, ou seja, às verdades propostas aos fiéis, essas são múltiplas e podem ser acolhidas de modo mais ou menos explícito. Nesse sentido, um fiel pode crer em mais coisas do que outros e pode haver uma fé maior em base ao conhecimento mais profundo das verdades de fé.

Além disso, a fé se distingue segundo os diversos modos nos quais as pessoas a aceitam. Pois o ato de fé provém da inteligência e da vontade. Pode haver uma maior ou menor certeza e firmeza ao aderir a uma verdade de fé, assim como uma maior prontidão, devoção e confiança em Deus[vi].

Pode-se crescer na fé então na medida em que se procura conhecer melhor os seus conteúdos, de modo a aderir a eles com maior convicção, amor e confiança. «Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo»[vii]. E a fé é um ato primeiramente intelectual, mas deve formar toda a vida cristã. Em palavras de Bento XVI: «Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A “fé, que atua pelo amor” (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem»[viii].

[i] Bento XVI, Porta Fidei, n. 4.

[ii] Ibidem, n. 7.

[iii] São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II,q. 1, a. 1.

[iv] Ibidem, II-II, q. 1, a. 2.

[v] Ibidem, II-II, q. 1, a. 6.

[vi] Ibidem, II-II, q. 5, a. 4.

[vii] Bento XVI, Porta Fidei, n. 4.

[viii] Cfr. Ibid; Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17.

(Fonte: Agência Zenit)

Esta foi a oração com a qual o Papa consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria

Foto Grupo ACI

VATICANO, 14 Out. 13 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante de 100 mil pessoas presentes ontem, domingo, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco consagrou o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Maria. Esta é a oraçãode consagração que rezou o Santo Padre diante da imagem original da Virgem de Fátima que foi levada a Roma do seu santuário em Portugal:

Bem-aventurada Maria Virgem de Fátima,
com renovada gratidão pela tua presença materna
unimos a nossa voz àquela de todas as gerações
que te chamam bem-aventurada.

Celebramos em ti as grandes obras de Deus,
que jamais se cansa de prostrar-se com misericórdia
sobre a humanidade, afligida pelo mal e ferida pelo pecado,
para curá-la e para salvá-la.

Acolhe com benevolência de Mãe
O ato de consagração que hoje fazemos

com confiança, diante desta tua imagem

tão querida a nós.

Estamos certos de que cada um de nós é precioso aos teus olhos
e que nada é a ti estranho de tudo aquilo que habita em nossos corações.

Nos deixamos alcançar pelo teu dulcíssimo olhar
e recebemos o afago consolador do teu sorriso.

Protege a nossa vida entre os teus braços:
abençoa e reforça todo desejo de bem;
reaviva e alimenta a fé;
ampara e ilumina a esperança;
suscita e anima a caridade;
guia todos nós no caminho da santidade.

Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção
Pelos pequenos e pelos pobres,
pelos excluídos e os sofredores,
pelos pecadores e os dispersos de coração:
reúne todos sob tua proteção
e os entrega ao teu Filho amado, o Senhor nosso Jesus.

Amém.

(Fonte:)

Nada é impossível à misericórdia de Deus

Catequese do Papa Francisco na tarde de ontem, sábado, 12 de outubro

ROMA, 13 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Amados irmãos e irmãs,

Reunimo-nos aqui, neste encontro do Ano da Fé dedicado a Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, nossa Mãe. A sua imagem, vinda de Fátima, ajuda-nos a sentir a sua presença no meio de nós. Maria leva-nos sempre a Jesus. É uma mulher de fé, uma verdadeira crente. Como foi a fé de Maria?

1. O primeiro elemento da sua fé é este: a fé de Maria desata o nó do pecado (cf. LG, 56). Que significa isto? Os Padres conciliares retomaram uma expressão de Santo Ireneu, que diz: «O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; aquilo que a virgem Eva atara com a sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com a sua fé» (Adv. Haer. III, 22, 4).

O «nó» da desobediência, o “nó” da incredulidade. Poderíamos dizer, quando uma criança desobedece à mãe ou ao pai, que se forma um pequeno «nó». Isto sucede, se a criança se dá conta do faz, especialmente se há pelo meio uma mentira; naquele momento, não se fia da mãe e do pai. Isto acontece tantas vezes! Então a relação com os pais precisa de ser limpa desta falta e, de facto, pede-se desculpa para que haja de novo harmonia e confiança. Algo parecido acontece no nosso relacionamento com Deus. Quando não O escutamos, não seguimos a sua vontade e realizamos acções concretas em que demonstramos falta de confiança n’Ele – isto é o pecado –, forma-se uma espécie de nó dentro de nós. Estes nós tiram-nos a paz e a serenidade. São perigosos, porque de vários nós pode resultar um emaranhado, que se vai tornando cada vez mais penoso e difícil de desatar.Mas, para a misericórdia de Deus, nada é impossível! Mesmo os nós mais complicados desatam-se com a sua graça. E Maria, que, com o seu «sim», abriu a porta a Deus para desatar o nó da desobediência antiga, é a mãe que, com paciência e ternura, nos leva a Deus, para que Ele desate os nós da nossa alma com a sua misericórdia de Pai. Poderíamos interrogar-nos: Quais são os nós que existem na minha vida? Para mudar, peço a Maria que me ajude a ter confiança na misericórdia de Deus?

2. Segundo elemento: a fé de Maria dá carne humana a Jesus. Diz o Concílio: «Acreditando e obedecendo, gerou na terra, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do eterno Pai» (LG, 63). Este é um ponto em que os Padres da Igreja insistiram muito: Maria primeiro concebeu Jesus na fé e, depois, na carne, quando disse «sim» ao anúncio que Deus lhe dirigiu através do Anjo. Que significa isto? Significa que Deus não quis fazer-Se homem, ignorando a nossa liberdade, quis passar através do livre consentimento de Maria, do seu «sim».

Entretanto aquilo que aconteceu de uma forma única na Virgem Mãe, sucede a nível espiritual também em nós, quando acolhemos a Palavra de Deus com um coração bom e sincero, e a pomos em prática. É como se Deus tomasse carne em nós: Ele vem habitar em nós, porque faz morada naqueles que O amam e observam a sua palavra.Perguntemo-nos: Estamos nós conscientes disto? Ou pensamos que a encarnação de Jesus é um facto apenas do passado, que não nos toca pessoalmente? Crer em Jesus significa oferecer-Lhe a nossa carne, com a humildade e a coragem de Maria, para que Ele possa continuar a habitar no meio dos homens; significa oferecer-Lhe as nossas mãos, para acariciar os pequeninos e os pobres; os nossos pés, para ir ao encontro dos irmãos; os nossos braços, para sustentar quem é fraco e trabalhar na vinha do Senhor; a nossa mente, para pensar e fazer projectos à luz do Evangelho; e sobretudo o nosso coração, para amar e tomar decisões de acordo com a vontade de Deus. Tudo isto acontece graças à acção do Espírito Santo. Deixemo-nos guiar por Ele!

3. O último elemento é a fé de Maria como caminho: o Concílio afirma que Maria «avançou pelo caminho da fé» (LG, 58). Por isso, Ela nos precede neste caminho, nos acompanha e sustenta.

Em que sentido a fé de Maria foi um caminho? No sentido de que toda a sua vida foi seguir o seu Filho: Ele é a estrada, Ele é o caminho! Progredir na fé, avançar nesta peregrinação espiritual que é a fé, não é senão seguir a Jesus; ouvi-Lo e deixar-se guiar pelas suas palavras; ver como Ele se comporta e pôr os pés nas suas pegadas, ter os próprios sentimentos e atitudes d’Ele: humildade, misericórdia, solidariedade, mas também firme repulsa da hipocrisia, do fingimento, da idolatria. O caminho de Jesus é o do amor fiel até ao fim, até ao sacrifício da vida: é o caminho da cruz. Por isso, o caminho da fé passa através da cruz, e Maria compreendeu-o desde o princípio, quando Herodes queria matar Jesus recém-nascido. Mas, depois, esta cruz tornou-se mais profunda, quando Jesus foi rejeitado: então a fé de Maria enfrentou a incompreensão e o desprezo; quando chegou a «hora» de Jesus, a hora da paixão: então a fé de Maria foi a chamazinha na noite. Na noite de Sábado Santo, Maria esteve de vigia. A sua chamazinha, pequena mas clara, esteve acesa até ao alvorecer da Ressurreição; e quando lhe chegou a notícia de que o sepulcro estava vazio, no seu coração alastrou-se a alegria da fé, a fé cristã na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Este é o ponto culminante do caminho da fé de Maria e de toda a Igreja. Como está a nossa fé? Temo-la, como Maria, acesa mesmo nos momentos difíceis, de escuridão? Tenho a alegria da fé?

Esta noite, ó Maria, nós Te agradecemos pela tua fé e renovamos a nossa entrega a Ti, Mãe da nossa fé.

(Fonte: Agência Zenit)

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba pelos pescadores da região no ano de 1717, o vigário de Guaratinguetá na ocasião era o Padre José Alves Vilela (1715 a 1745). No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores, Filipe Cardoso. Em 1737, foi edificada num oratório e prestavam-lhe culto os moradores das redondezas. Em 1745 foi construída uma igreja em sua homenagem. Em 24 de Junho de 1888, o templo foi solenemente benzido e, hoje, é chamado de “básilica velha”. A monumental basílica actual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980. Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias. Foi em 28 de outubro de 1894, como padres capelães e missionários de Nossa Senhora Aparecida, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo. Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário. Actualmente, são milhões os romeiros que se dirigem à cidade de Aparecida do Norte, a fim de agradecer e pedir graças.

Os triunfos da “Senhora Aparecida” começaram com as romarias paroquiais e diocesanas. A primeira realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu bispo. Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos. No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 bispos e de uma grande multidão de peregrinos do Rio, São Paulo e das cidades do Vale do Paraíba, o bispo de São Paulo, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel. No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.

Foi em 31 de Maio de 1931 que, a imagem aparecida foi levada ao Rio, para que diante dela, Nossa Senhora recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora foi aclamada então por todos “RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL”. A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura de vias rápidas de condução e uma equipe especializada de sacerdotes e irmãos coadjutores puseram a Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.

Atletas encontram força na certeza da fé

Judoca Dellan Monte, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô, acredita que fé e esporte são uma união de sucesso

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 10 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Dedicados na esperança daquilo que ainda não se vê, os atletas encontram força na certeza da fé.

O Esporte pode ser considerado como a dedicação na esperança daquilo que ainda não se vê, na busca por um sonho, vencendo os próprios limites em uma simples vitória ou no ápice de quebra de recordes. Sabendo disso, alguns atletas de alto nível e amadores buscam na Fé em Deus, que é a certeza daquilo que ainda não se vê, forças para alcançar sonhos e metas.

Existe no interior do ser humano o desejo de alcançar metas, sonhos e ir além do que se possa ver. O esporte é como um catalisador que potencializa tudo isso e, cada vez mais, com a ajuda da fé, vai formando campeões dentro e fora das quadras e campos. É isso mesmo, fé e esporte podem, sim, caminhar lado a lado, sabia? Pois fica ligado nessa. O corredor norte-americano Ryan Hall disse em uma entrevista durante as Olimpíadas de Londres: “Meu treinador é Deus”. Outro exemplo disso é a atleta Gabrielle Douglas, que entrou para história como a primeira ginasta negra a conquistar o título individual geral da ginástica rítmica em uma olimpíada. Quando ela conseguiu classificação para as finais, postou no twiiter: “Eu creio em Deus. Ele é o segredo do meu sucesso”.

O judoca Dellan Monte, brasileiro e católico, carrega muitos títulos na bagagem, como o de campeão pan-americano, bicampeão sul americano, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô. Ele também acredita que fé e esporte são uma união de sucesso. “Em tudo na minha vida boto Deus em primeiro lugar. Em minhas lutas, minhas batalhas, sempre ele está ao meu lado. E em toda viagem que faço levo um terço comigo”, afirmou o atleta.

Percebeu como Deus pode sim fazer diferença dentro do mundo do esporte? Se você ainda tiver dúvidas vai aqui uma novidade: durante os Jogos Olímpicos no Rio, missas em diversas línguas, momentos de oração e apoio espiritual serão preparados para os atletas e turistas. A missão da fé é incentivar e dar a consciência de que a vida é mais sagrada do que o ouro carregado no peito por uma conquista.

A Igreja Católica quer contribuir para que, cada vez mais, os atletas possam, na espiritualidade, encontrar força e refúgio aliados ao treinamento diário. O responsável por esta missão, dentro Vaticano, é o padre Kevin Lixey, secretário do setor “Igreja e Esporte” do Pontifício Conselho para os Leigos. Segundo ele, “o esporte se manifesta como um portador de significados que ultrapassa a mera prática esportiva, sendo capaz de interpretar a vida e contextualizá-la no mistério da pessoa humana”.

Em dias cada vez mais conectados ao sedentarismo, é belo ver como o esporte nos dá a certeza de que muitos jovens encontram nele força para viver, saindo das drogas e de realidades muito difíceis. Ver um ser humano crescendo em dignidade sempre valerá a pena e essa é a missão da fé dentro do esporte: fazer acreditar que é possível ser campeão dentro e fora das competições, que ser uma pessoa melhor antes de ser alguém que ganha títulos é o mais importante. Claro que se o ouro chegar vai ser ótimo, mas o essencial é saber que sempre haverá um amigo que te apoia na vitória ou derrota, nas lágrimas ou nos sorrisos, pois sua grande vitória fo,i quando ninguém esperava, pregado em uma cruz!

(Fonte: Agência Zenit)

Uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 10 Out. 13 / 02:12 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar a Missana Capela da Casa Santa Marta hoje, o Papa Francisco assegurou que é preciso ter coragem para pedir ao Senhor na oração, pois “uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração”.

O Santo Padre perguntou “Como nós rezamos? Rezamos assim, por costume, piedosamente, mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir por aquilo pelo qual rezamos?”.

“A coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta… O Senhor diz: ‘Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre’. É preciso pedir, procurar e bater”.

“Nós, nos envolvemos na oração? Sabemos chamar o coração de Deus?”.

O Papa indicou que “no Evangelho, Jesus diz: ‘se vós que sois maus,?sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,?quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo?aos que o pedirem!?’”, o qual “é uma grande coisa”.

“Quando rezamos com coragem, o Senhor nos concede a graça, e também se dá a si mesmo na graça: o Espírito Santo, ou seja, a si mesmo! O Senhor nunca concede ou manda uma graça por correio. Nunca! Ele a concede! Ele é a graça!”.

“O que nós pedimos é na verdade como um papel que embrulha a graça. Mas a verdadeira graça é Ele que vem para entrega-la. A nossa oração, se for corajosa, recebe aquilo que pedimos, mas também aquilo que é mais importante: o Senhor”.

O Papa assinalou que às vezes “pedimos a graça, e não nos atrevemos a dizer: ‘Que o Senhor me traga’. Sabemos que a graça é sempre trazida por Ele: é Ele quem vem e nos entrega”.

“Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós O reconheçamos, e que O louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor”.

(Fonte: ACI Digital)