Papa aprova virtudes heroicas de leigo polonês amigo de João Paulo II

Jerzy Ciesielski, sua esposa e Karol Wojtyla

VATICANO, 19 Dez. 13 / 03:39 pm (ACI).- Na manhã de ontem o Papa Francisco aprovou a promulgação do decreto de virtudes heroicas do Servo de Deus Jerzy Ciesielski, leigo e pai de família polonês amigo de João Paulo II.

Jerzy Ciesielski nasceu em 12 de fevereiro de 1929 em Cracóvia (Polônia), e em 1957 casou-se com Danuta Plebaczyk, com quem teve três filhos, Maria, a mais velha, Catalina e Pedro, que foram criados na fé da Igreja.

O casamento foi celebrado pelo então sacerdote Karol Wojtyla, que depois os acompanhou em seu crescimento espiritual, em 29 de junho de 1957.

Em seu livro “Cruzando o limiar da esperança”, João Paulo II escreveu sobre Jerzy que “nunca mais vou me esquecer de um rapaz, estudante do politécnico de Cracóvia, do qual todos sabiam que aspirava com decisão à santidade. Ele tinha esse programa de vida. Ele sabia ter sido ‘criado para os grandes ideais’, como se expressou certa vez São Estanislau Kostka”.

“E, ao mesmo tempo, não tinha dúvida alguma de que sua vocação não era nem o sacerdócio nem a vida religiosa. Sabia que devia ser um leigo. O que mais o apaixonava era o trabalho profissional, bem como os estudos de engenharia. Procurava uma companheira para a vida, e a procurava de joelhos, na oração“.

O Papa polonês assinalou em seu livro que “jamais poderei esquecer o colóquio em que, depois de um dia especial de retiro, me disse: ‘penso que exatamente esta moça vai ser minha esposa, e é Deus quem vai dá-la para mim’. Como se não seguisse apenas a voz dos seus desejos, mas antes de tudo a voz do próprio Deus. Sabia que d´Ele vem todo o bem, e fez uma boa escolha”.

“Estou falando de Jerzy Ciesielski, desaparecido em um trágico acidente no Sudão, para onde foi enviado para ensinar na universidade, e cujo processo de beatificação já foi iniciado”.

Com efeito, Jerzy faleceu em um acidente no rio Nilo, no Sudão, junto com os seus dois filhos mais novos, Catalina e Pedro, em 9 de outubro de 1970.

O funeral foi presidido por Karol Wojtyla, e foi enterrado em Cracóvia (Polônia).

A investigação diocesana para elevar Jerzy aos altares começou em 31 de dezembro de 1985, e em 1995 se submeteu à Positio da Congregação para as Causas dos Santos.

Com a promulgação das suas virtudes heroicas aprovadas ontem pelo Papa Francisco, restaria que se provem dois milagres realizados pela sua intercessão para que o Servo de Deus Jerzy Ciesielski seja proclamado primeiro beato e depois santo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26465)

O Papa explica que o natal é a festa da confiança e da esperança, que supera o pessimismo.

Texto da catequese do Papa Francisco na audiência da quarta-feira
Por Redacao

ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Queridos irmãos e irmãs bom dia,

Este nosso encontro se desenvolve no clima espiritual do Advento, tornado ainda mais intenso pela Novena do Santo Natal, que estamos vivendo nestes dias e que noz conduz às festas natalícias. Por isso, hoje gostaria de refletir convosco sobre o Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo. E a razão da nossa esperança é esta: Deus está conosco e confia ainda em nós. É generoso este Deus Pai! Ele vem morar com os homens, escolhe a terra como sua morada para estar junto ao homem e fazer-se encontrar lá onde o homem passa os seus dias na alegria ou na dor. Portanto, a terra não é mais somente um “vale de lágrimas”, mas é o lugar onde o próprio Deus colocou a sua tenda, é o lugar do encontro de Deus com o homem, da solidariedade de Deus com os homens.

Deus quis partilhar a nossa condição humana ao ponto de fazer-se uma só coisa conosco na pessoa de Jesus, que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Mas há algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus em meio à humanidade não foi realizada de modo ideal, sereno, mas neste mundo real, marcado por tantas coisas boas e ruins, marcado por divisões, maldade, pobreza, prepotência e guerras. Ele escolheu habitar a nossa história assim como ela é, com todo o peso de seus limites e dos seus dramas. Assim fazendo, demonstrou de modo insuperável a sua inclinação misericordiosa e repleta de amor para com as criaturas humanas. Ele é o Deus-conosco; Jesus é Deus-conosco. Vocês acreditam nisso? Façamos juntos esta profissão: Jesus é Deus-conosco! Jesus é Deus-conosco desde sempre e para sempre conosco nos nossos sofrimentos e nas dores da história. O Natal de Jesus é a manifestação de que Deus colocou-se de uma vez por todas do lado do homem, para nos salvar, para nos levantar do pó das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.

Daqui vem o grande “presente” do Menino de Belém: Ele nos traz uma energia espiritual, uma energia que nos ajuda a não nos abatermos com os nossos cansaços, os nossos desesperos, as nossas tristezas, porque é uma energia que aquece e transforma o coração. O nascimento de Jesus, de fato, nos traz a bela notícia de que somos amados imensamente e singularmente por Deus, e este amor não somente o faz conhecer, mas o doa, comunica-o!

Da contemplação alegre do mistério do Filho de Deus nascido por nós, podemos tirar duas considerações.

A primeira é que se no Natal Deus se revela não como um que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se rebaixa, vem à terra pequeno e pobre, significa que para sermos similares a Ele nós não devemos nos colocar sobre os outros, mas antes rebaixar-nos, colocarmo-nos a serviço, fazer-nos pequenos com os pequenos e pobres com os pobres. Mas é uma coisa ruim quando se vê um cristão que não quer rebaixar-se, que não quer servir. Um cristão que se exibe sempre é ruim: aquele não é cristão, aquele é pagão. O cristão serve, rebaixa-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs não se sintam nunca sozinhos!

A segunda consequência: se Deus, por meio de Jesus, envolveu-se com o homem a ponto de tornar-se como um de nós, quer dizer que qualquer coisa que fizermos a um irmão ou a uma irmã a teremos feito a Ele. Recordou isso o próprio Jesus: quem tiver alimentado, acolhido, visitado, amado um dos mais pequeninos e dos mais pobres entre os homens, terá feito isso ao Filho de Deus.

Confiemo-nos à materna intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa, para que nos ajude neste Santo Natal, agora próximo, a reconhecer na face do nosso próximo, especialmente das pessoas mais frágeis e marginalizadas, a imagem do Filho de Deus feito homem.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

(Fonte: Agência Zenit)

Natal, a Festa da confiança e esperança

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 18-12-2013, Gaudium PressA última Audiência Geral do Papa Francisco neste ano reuniu milhares de fiéis nesta quarta-feira, 18. Aglomerados na Praça São Pedro, o público não se importou com as baixas temperaturas para ouvir de perto a catequese do Santo Padre.

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De acordo com os dados levantados pela Prefeitura da Casa Pontifícia, mais de 1,5 milhão de peregrinos participaram das 30 audiências com o Papa neste ano.

Sobre a reflexão do dia, o Pontífice comentou sobre o tema “Natal de Jesus, a festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo”. Segundo ele, a “razão da nossa esperança é Deus que está conosco e ainda confia em nós”, pois, pelo fato do Senhor permanecer ao lado do homem, “que transcorre os seus dias na tristeza e na alegria”, “a terra não é mais somente um ‘vale de lágrimas’, mas é um local onde Deus mesmo fixou a sua tenda” para se encontrar com os seus filhos.

“A presença de Deus em meio à humanidade não se deu em um mundo ideal, idílico, mas neste mundo real, caracterizado por tantas coisas boas e ruins, marcado por divisões, maldades, pobreza, prepotência e guerras. Ele escolheu habitar na nossa história assim como é, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas”, explicou.

Para o Santo Padre, o Natal é a manifestação de Deus ao lado do homem, onde Ele se colocou para nos salvar e levantar do pó dos nossos pecados, nos proporcionando “uma energia espiritual que nos ajuda a não nos deixar abater pelos nossos cansaços, nossos desesperos, nossas tristezas, porque é uma energia que aquece e transforma o coração”.

“O nascimento de Jesus, de fato, nos traz a bela notícia de que somos amados imensamente e singularmente por Deus, e este amor não somente o faz conhecer, mas o dá, o comunica”.

Ao fazer duas considerações da contemplação alegre do mistério do Filho de Deus, o Papa observou inicialmente que, “para sermos parecidos com Ele, não devemos nos colocar acima dos outros, mas sim abaixarmo-nos, colocarmo-nos a serviço, nos fazendo pequenos para com os pequenos e pobres para com os pobres”.

Na segunda consideração, o Pontífice afirmou: se Deus, por meio de Jesus, quis envolver-se com o homem a ponto de tornar-se como um dele, “qualquer coisa que fizermos a um irmão ou a uma irmã, estaremos fazendo a Ele mesmo”.

Concluindo sua reflexão, o Papa pediu a intercessão de Nossa Mãe, a Virgem Maria Santíssima, para que possamos neste Natal “reconhecer na face do próximo, especialmente dos mais fracos e marginalizados, a imagem do Filho de Deus feito homem”.

“Que nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Ele vos abençoe com um Ano Novo sereno e feliz!”. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54044#ixzz2nuo6szT2)

Documentário sobre o Beato João Paulo II é apresentado na Espanha

Madri – Espanha (Quarta-feira, 18-12-2013, Gaudium PressComo uma adaptação do filme polonês ‘Tajemnica tajemnic’ -‘O Segredo dos segredos’-, foi recentemente lançado na Espanha o documentário “O Mistério de João Paulo II: de Fátima ao fim do comunismo”.beato_joao_paulo_ii.jpg

Preparado por Goya Produções de Espanha, o filme adapta a produção da obra de Rafael Porzezinski, que foi dirigida por Agnieszka Porzezinska e Pawel Sobczyk, e narra o papel desempenhado pelo Beato Pontífice, assim como o Cardeal polonês Stefan Wyszy?sk, na queda do império soviético.

“Seguimos o caminho espiritual do Cardeal Wyszy?sk e de João Paulo II. Descobrimos como estes grandes homens realmente contribuíram para a queda do comunismo e como graças à seu impulso e força espiritual, o povo polonês e o mundo inteiro, voltaram a sentir-se livres”, segundo destaca encristiano.com, site web da Goya Produções, que distribui o documentário.

Durante 45 minutos os fatos são apresentados por meio de testemunhos de especialistas e testemunhas do momento histórico, entre os quais se encontram o Cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário e amigo íntimo de João Paulo II.beato_joao_paulo_ii_2.jpg

Entre os temas apresentados, o documentário também sugere como a devoção do povo polonês teve um papel importante na queda do comunismo, onde o grande amor à Virgem Maria, em torno da imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, se converteu na força dos poloneses, e na força da Igreja; e de como a ação divina ocorreu novamente na história.

É o que diz a Irmã Lúcia, vidente de Fátima, em um dos seus escritos que são citados no documentário, que refere-se à mudança que teve a história após a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, quando se evitou a guerra nuclear, que estava programada para os anos 80.

Um documentário que sem dúvida, como sublinham vários meios de comunicação, oferece uma especial perspectiva do legado do Papa polonês, quando se aproxima sua canonização, acontecimento que ocorrerá em 27 de abril do próximo ano, durante a festa do Domingo da Divina Misericórdia. (GPE/EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54056#ixzz2nunLY4gN)

Feliz aniversário Papa Francisco!

Papa Francisco atualmente e o jovem Jorge Mario Bergoglio.

VATICANO, 17 Dez. 13 / 10:48 am (ACI/EWTN Noticias).- Hoje, 17 de dezembro, o Papa Francisco cumpre 77 anos de vida. Pela primeira vez celebrará um aniversário como Sucessor de São Pedro e Pontífice da Igreja Católica. Milhões de fiéis em todo o mundo oferecem diferentes gestos de amor por ele, especialmente um no que ele insiste muito porque “o necessita”: aoração.

Durante este mês, o primeiro Papa “do fim do mundo”, argentino e jesuíta também celebrou o 44 aniversário de sua ordenação sacerdotal. E o dia deNatal, o Santo Padre também fará 77 anos de ter sido batizado.

O primeiro Papa com nomeie Francisco na história da Igreja, recebeu sua primeira saudação de aniversário com uma simbólica “festa surpresa” de um vintena de crianças no sábado, 14 de dezembro, quando se reuniu com os responsáveis, voluntários e beneficiários do dispensário pediátrico da Casa Santa Marta.

O Santo Padre nomeado recentemente “Personagem do Ano” 2013 pela Revista Time, jamais esperava ser eleito Papa como afirmou em reiteradas ocasiões. Hoje a Igreja junto a ele agradece a Deus por um ano mais de vida. Feliz Aniversário Papa Francisco!.

Biografia

Jorge Mario Bergoglio nasceu no seio de uma família católica no dia 17 de dezembro de 1936, no bairro portenho de Flores, sendo o mais velho dos cinco filhos do matrimônio formado por Mario José Bergoglio e Regina Maria Sívori, ambos imigrantes italianos.

Foi batizado no dia de Natal de 1936 na Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos do bairro de Almagro em Buenos Aires. Durante sua infância foi aluno do Colégio salesiano Wilfrid Barão dos Santos Anjos e estudou na Escola Nacional de Educação Técnica N.º 27 Hipólito Yrigoyen onde se graduou como técnico em química. Logo trabalhou no laboratório Hickethier-Bachmann.

Durante sua juventude, sofreu uma enfermidade pulmonar e foi submetido a uma operação cirúrgica na qual foi extirpada uma porção de seu pulmão, o que não lhe impediu de desenvolver sua atividade com normalidade.

Em 11 de março de 1958 ingressou no noviciado da Companhia de Jesus.  Como noviço da Companhia do Jesus terminou seus estudos no Seminário Jesuíta de Santiago do Chile. Entre 1967 e 1070 cursou estudos de teologia na Faculdade de Teologia do Colégio Máximo de San José. Foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969, quase aos 33 anos de idade.

Continuou seus estudos de 1970 a 1971 na Universidade do Alcalá Henares (Espanha) e em 22 de abril de 1973 realizou sua profissão perpétua como jesuíta. De regresso à Argentina foi mestre de noviços, professor na Faculdade de Teologia de San Miguel, consultor provincial da Companhia de Jesus  e reitor do Colégio Máximo da Faculdade San José.

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires pelo Papa João Paulo II no dia 20 de maio de 1992. Quando a saúde do então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Antonio Quarracino, começou a debilitar-se, Monsenhor Bergoglio foi designado Arcebispo Coadjutor em 3 de junho de 1997. Após o o falecimento do Cardeal Quarracino o sucedeu no cargo de Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998.

Durante o consistório de 21 de fevereiro de 2001, o Beato João Paulo II o criou Cardeal.

Como Cardeal formou parte da Comissão para a América Latina; da Congregação para o Clero; do Pontifício Conselho para a Família; da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos; do Conselho Ordinário da Secretaria Geral para o Sínodo dos Bispos e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina, em dois períodos consecutivos desde novembro de 2005 até novembro de 2011. Integrou também o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Cardeal Bergoglio sempre teve um estilo de vida singelo e austero. Vivia em um apartamento pequeno em vez da residência episcopal, renunciou à sua limusine e seu chofer, mobilizava-se em transporte público e cozinhava sua própria comida.

O Cardeal Bergoglio desfrutava da ópera, do tango e do futebol, cuja paixão permanece e mesmo vivendo em Roma, segue sendo sócio ativo do Clube Atlético São Lorenzo de Almagro, que no domingo 15 de dezembro acaba de consagrar-se como campeão argentino e festejará o título junto ao Santo Padre.

Ao cumprir os 75 anos, de acordo ao direito canônico o Cardeal apresentou sua renúncia ante o então Papa Bento XVI. Tinha previsto retirar-se a um lar para sacerdotes mais velhos ou doentes para depois levar uma vida de oração e de direção espiritual, afastada do governo eclesiástico.

O Cardeal Bergoglio participou do Conclave de 2005 em que foi eleito Papa o Cardeal Joseph Ratzinger.

Nove meses de Pontificado

No dia 11 de fevereiro de 2013 o Papa Bento XVI renunciou ao papado e convocou um novo Conclave. Em 13 de março de 2013, o Cardeal Bergoglio foi eleito sucessor de Bento XVI às 19:06h do segundo dia do conclave, na quinta rodada de votações.

Escolheu o nome do Francisco como seu nome pontifício em honra a São Francisco de Assis.

Francisco é o primeiro Papa de procedência americana e o primeiro que não é nativo da Europa, Oriente Médio ou o norte da África. Além disso, é o primeiro Papa pertencente à Companhia do Jesus.

Francisco escolheu como lema e escudo papais os mesmos que tinha como Bispo e Cardeal. Seu lema, “Miserando atque eligendo” (“Olhou-o com misericórdia e o escolheu”), provém de uma homilia de São Veda o Venerável.

Em 14 de março de 2013, um dia depois de ser eleito, celebrou sua primeiraMissa como pontífice na Capela Sistina. Em seu segundo dia de pontificado, na sexta-feira 15 de março, recebeu em audiência todos os cardeais na Sala Clementina do Vaticano.

Em 16 de março recebeu os jornalistas em audiência na Sala Paulo VI, os abençoou e agradeceu pelo trabalho realizado durante os dias do conclave. Neste ato o Papa falou pela primeira vez em espanhol desde que havia sido eleito. Esse dia pronunciou uma de suas já conhecidas frases “Como eu gostaria de uma Igreja pobre para os pobres!”.

No dia 17 de março presidiu a primeira oração do Ângelus do balcão do seu apartamento no Vaticano, perante 150 mil pessoas.

No dia 18 de março Francisco recebeu a primeira autoridade estrangeira, a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner. O encontro durou cerca de 20 minutos e foi seguido de um almoço de mais de duas horas de duração.

A missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco teve lugar no dia 19 de março de 2013, Festividade de São José. Milhares de fiéis seguiram desde Buenos Aires o início do pontificado do Papa Francisco através de telas gigantes.

No dia 23 de março o Papa Francisco visitou seu predecessor, Bento XVI, na residência pontifícia Castelgandolfo.

Francisco decidiu fazer da Casa da Santa Marta sua residência, renunciando assim ao Palácio Apostólico Vaticano usado pelos papas desde Pio X (1903).

Alguns dos primeiros atos públicos do pontificado do Francisco se desenvolveram no marco da Semana Santa de 2013. Um mês depois de sua eleição, o Papa Francisco constituiu um grupo de cardeais que o assessorarão nas tarefas de governo da Igreja e lhe ajudarão na reforma da constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana.

No dia 2 de maio de 2013 Francisco recebeu no Vaticano o bispo emérito de Roma, Bento XVI, quem deixou Castelgandolfo para viver definitivamente no Mosteiro Mater Ecclesiae.

Como resultado das primeiras reuniões do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais , realizadas na Cidade do Vaticano de 1 a 3 de outubro de 2013, convocou-se a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos, sob o lema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização», que ocorre na Cidade do Vaticano entre os dias 5 e 19 de outubro de 2014.

A primeira viagem apostólica do Papa Francisco fora de Roma, mas dentro da Itália, foi a Lampedusa, no dia 8 de julho de 2013.

Sua primeira viagem fora da Itália foi ao Rio do Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude realizada entre os dias 22 e 29 de julho.

Nesta viagem o Papa visitou o Santuário da Virgem de Aparecida, uma favela, um hospital e presidiu o Via Crucis na Copacabana; a vigília de oração e a grande missa final da Jornada Mundial da Juventude.

Sua primeira encíclica, Lumen Fidei (A luz da fé) foi assinada em 29 de junho de 2013, na solenidade de São Pedro e Paulo.

Francisco canonizou, no domingo 12 de maio de 2013, 815 pessoas: Antonio Primaldo e seus 812 companheiros mártires de Otranto, Laura Montoya e Maria Lupita García Zavala. Em 9 de outubro de 2013 decretou a canonização da mística terciária franciscana Ángela de Foligno.

No fim de setembro de 2013 anunciou que no dia 27 de abril de 2014 presidirá a canonização dos papas João Paulo II e João XXIII.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26449)

Vaticano presenteia Papa Francisco com ebook pelos seus 77 anos

VATICANO, 17 Dez. 13 / 01:47 pm (ACI).- Segundo informou a Radio Vaticano nesta terça-feira, 17 dedezembro, quem entrar no site do Vaticano (www.vatican.va) vai encontrar umasurpresa: o primeiro e-book de fotos e citações do Papa. O álbum traz 32imagens de Francisco em contextos diferentes, acompanhadas de frases com o linkpara o texto original do qual foi extraída. O livro eletrônico “A ternura deDeus se expressa nos sinais”, foi lançado com um modo de assinalar o 77ºaniversário de Francisco, que se celebra hoje.

O ebook “A ternura de Deus expressa-se nos sinais”, trazfotos e citações de textos dos 9 meses de magistério de Francisco. As fotos que compõem a obra foram cedidas peloServiço fotográfico Osservatore Romano.

Francisco, explica a nota da Rádio Vaticano, é o primeiroPapa jesuíta, o primeiro latino-americano e o primeiro a adotar o nome de SãoFrancisco de Assis, santo italiano que abdicou de uma vida de luxo para sededicar aos pobres e à natureza. Até 9 meses e 4 dias atrás, quando foi eleitoPontífice após dois dias de conclave, era o Cardeal Jorge Mario Bergoglio,arcebispo de Buenos Aires.

Ainda segundo RV, a primeira aparição pública do PapaBergoglio, em 13 de março de 2013, deixou claro seu estilo: vestia apenas umabatina branca, sem a clássica estola vermelha papal, e pediu aos fiéis querezassem pedindo a Deus que o abençoasse e Bento XVI, que renunciou ao cargo em28 de fevereiro.

Em nove meses de pontificado, o Papa Francisco visitou oBrasil (Rio de Janeiro e Aparecida) e fez três viagens na Itália, incluindo umapassagem pela ilha de Lampedusa.

Dentre os principais documentos de seu pontificado, estão aencíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), uma coleta de reflexões ‘a quatro mãos’com Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria doEvangelho), publicada em 24 de novembro em 7 línguas.

Francisco já convocou um Sínodo sobre a Família, que vaidecorrer em duas sessões: uma extraordinária em 2014 e outra ordinária, em2015.

Também criou um Conselho de Cardeais, com membros dos cincocontinentes, para o aconselharem no Governo da Igreja e na reforma da‘Constituição’ do Vaticano, e aprovou uma nova legislação para regular aatividade financeira do Estado e da Santa Sé.

O ebook em português pode ser visto em: http://www.vatican.va/auguri-francesco/po/index.html#1

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26453)

“Vamos deixar que Deus escreva a nossa história”

Depois da missa, o papa Francisco recebe os cumprimentos de aniversário de quatro sem teto e dos funcionários da Casa Santa Marta

Por Luca Marcolivio

ROMA, 17 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – É um dia diferente na Casa Santa Marta. É o dia do 77º aniversário do seu inquilino mais famoso. O papa Francisco celebrou a missa desta manhã com a presença de todo o pessoal da casa. A eucaristia foi concelebrada com o cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio de Cardeais.

No final da missa, o Secretário de Estado Vaticano, dom Pietro Parolin, apresentou ao papa os parabéns em nome de todos os seus colegas da Secretaria de Estado. Dom Konrad Krajewski, esmoleiro de Sua Santidade, apresentou a Francisco quatro convidados sem teto.

O encontro terminou com um coro de parabéns entoado por todos os presentes. Logo em seguida, o papa Francisco foi tomar café da manhã acompanhado por todos os participantes da missa.

Na homilia, falando sobre o evangelho de hoje (Mt 1,1-17), que descreve a genealogia de Jesus, o Santo Padre brincou: “Já ouvi alguém dizer que esta passagem do evangelho parece a lista telefônica”.

Mas ela é, explicou o papa, uma passagem importante, que nos lembra que “Deus se tornou história” e que Jesus é “consubstancial ao Pai”, mas também “consubstancial à Mãe”, a Virgem Maria.

Depois do pecado original, disse o papa, Deus quis “trilhar o caminho conosco”, a partir de Abraão, passando por Isaac e Jacó, até chegar a cada um de nós.

“Deus não queria vir nos salvar sem história. Ele quis fazer história conosco”, uma história “que vai do pecado à santidade” e na qual há “tanto santos quanto pecadores”.

Deus também fez história com “os grandes pecadores”, com aqueles que “não responderam a tudo o que Deus pensou para eles”, como “Salomão, tão grande, tão inteligente, e que terminou, coitado, sem nem saber como se chamava”.

É como se Deus pegasse o nosso nome para transformá-lo no “seu sobrenome” e assim poder dizer: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, de Pedro, de Marieta, de Armony, de Marisa, de Simão, de todos”.

Em certo sentido, Deus “nos deixou escrever a sua vida”, seguindo “a nossa história de graça e de pecado”. Isso mostra “a humildade de Deus, a paciência de Deus, o amor de Deus”, que comove.

Ao chegar o Natal, “se Ele fez a sua história conosco, se Ele adotou o nosso nome como seu sobrenome, se Ele nos deixou escrever a sua história, vamos deixar pelo menos que Ele escreva a nossa história”.

A santidade consiste precisamente em deixar que “Deus escreva a nossa história”, concluiu o pontífice.

(Fonte: Agência Zenit)

Vigília de adoração em Roma pelo aniversário do papa Francisco

Nesta terça-feira 17, o Santo Padre cumpre 77 anos e o Centro San Lorenzo prepara 24 horas de oração ininterrupta para orar por ele

Por Redacao

ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Os jovens de Roma rezarão durante 24 horas seguidas diante do Santíssimo Sacramento para pedir pelo papa Francisco no dia do seu 77 º aniversário. A oração começará esta noite às 23h59 e terminará amanhã às 24hs. O lugar será a Igreja de São Lorenzo em Piscubus no Centro Internacional São Lorenzo. Ao longo do dia se celebrarão duas missas, uma pela manhã, às 6h e outra pela tarde, às 18h.

Nesta iniciativa, denominada #AuguriFrancesco, participarão movimentos eclesiais, associações de jovens, comunidades e grupos de oração que se alternarão a cada hora. A idéia surgiu da associação Papaboys, com o Centro São Lorenzo que ofereceu a disponibilidade do local, e também graças à colaboração dos Cavaleiros Templários Católicos que garantiram a permanência durante 24 horas diante do Santíssimo Sacramento. A noite de amanhã, a partir das 21hs será coordenada por vários grupos de adoração eucarística.

E “Por que uma maratona de Adoração Eucarística como presente de aniversário para o papa Francisco?”, se perguntam os organizadores no comunicado difundido para divulgar a iniciativa. “Porque a frase mais usada pelo santo padre desde o início do seu pontificado é ‘rezai por mim”.

Os jovens que promovem a iniciativa fazem uma chamada a meninas e meninos de todo o mundo para que se unam a eles com um momento de oração nas suas próprias casas ou paróquias.

O Centro San Lorenzo foi fundado em 1983 pelo Papa João Paulo II para que os jovens pudessem enriquecer-se e aprofundar a sua fé através da oração, os sacramentos e a comunidade católica. A missão assumiu uma maior importância no momento em que o pontífice polonês, em 1984 , doou a este Centro a Cruz da Jornada Mundial da Juventude.

A principal missão do Centro é a de testemunhar a todos os jovens do mundo a mensagem de esperança e de salvação de Cristo. Esta missão se cumpre oferecendo-lhes diálogo com Cristo e compartilhando o encontro com os outros. Da mesma forma, dão a possibilidade de receber os sacramentos e viver momentos de oração e ter uma experiência comunitária com os jovens.

(TRAD TS)

(Fonte: Agência Zenit)

Crianças comemoram com bolo o aniversário do papa

Festa surpresa para Francisco foi organizada por crianças, famílias, freiras e voluntários do dispensário pediátrico Santa Marta

Por Redacao

ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – As crianças, famílias, freiras e voluntários do dispensário pediátrico Santa Marta adiantaram a festa de aniversário do papa com um bolo, velinhas, canto de parabéns e um suéter de presente.

A bela surpresa aconteceu ao meio-dia deste sábado na Sala Paulo VI, quando o Santo Padre recebeu as famílias atendidas pelo dispensário pediátrico. Segundo a Rádio Vaticano, após a saudação da diretora do dispensário, irmã Antonieta Collacchi, FdC, e do testemunho de Elizabeth, uma das mães do grupo, dezenove crianças de camiseta branca com grandes letras amarelas estampadas formaram a frase “Parabéns Papa Francisco”.

Logo depois, veio o bolo com as velinhas e as crianças cantaram os parabéns ao papa, que se levantou, aproximou-se delas e as abraçou, agradecendo. Francisco soprou as velinhas e ganhou um suéter de presente.

O aniversário do papa é amanhã, 17 de dezembro, mas Francisco ficou totalmente à vontade entre as crianças e voluntários, se divertiu muito e afirmou:

“Muito obrigado pela visita! Obrigado pelo amor de vocês, pela alegria dessas crianças, pelos presentes, pelo bolo, que está muito bonito! Depois eu vou dizer a vocês se ele é bom ou não, combinado? Muito obrigado! Que Deus abençoe vocês!”.

A mãe peruana Elisabeth, que recebeu ajuda do dispensário para seu filho, falou para o papa: “O que dizer do seu sorriso? Ele chega até o coração de cada um, nos trazendo muita paz! Nós sabemos o quanto o senhor ama as crianças, especialmente as que mais precisam. No dispensário nós nos sentimos especialmente privilegiados porque sabemos que estamos no seu coração e na sua mente. E estamos felizes porque, todo dia, o senhor nos ajuda a encontrar Jesus! Querido papa Francisco, estes nossos filhos recebem hoje o mais belo presente de Natal que poderiam imaginar: o seu sorriso, a sua carícia, o seu abraço!”.

A irmã Antoinette Collacchi, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, falou sobre o dispensário que foi fundado por Pio XI em 1922: “A Divina Providência não deixa faltar o seu apoio, multiplicando a caridade todos os dias através das nossas mãos. Os nossos dias são marcados pela alegria de ser cristãos, pelo brilho de um sorriso e pelo calor da gratidão, e isso nos permite repetir, com a força da experiência, algumas das suas palavras: ‘O verdadeiro poder é o serviço’; para o cristão, ‘progredir significa abaixar-se’, como o Filho de Deus. Nessa perspectiva, nós trabalhamos para ‘globalizar a solidariedade e o amor, em vez da indiferença e do egoísmo’”.

(Fonte: Agência Zenit)

Angelus do Papa: “a Igreja não é um refúgio para pessoas tristes”

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 16-12-2013, Gaudium Press) No Angelus deste domingo, 15, em vista da proximidade do Natal, o Papa Francisco afirmou que “a Igreja não é um refúgio para pessoas tristes”, pois “a Igreja é a casa da alegria”.

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O Santo Padre saudou de forma particular as crianças, que seguravam nas mãos imagens de presépio do Menino Jesus, pedindo para que o Pontífice as abençoassem.

De acordo com o Papa, neste domingo “Gaudete”, considerado um domingo de alegria, nos alegramos “porque o Senhor está próximo”, pois a mensagem cristã é a boa notícia “para o povo inteiro”.

Para o Santo Padre, “a alegria do Evangelho não é uma alegria qualquer. Encontra a sua razão no saber-se acolhidos e amados por Deus”, que “vem nos salvar e presta socorro especialmente aos que têm o coração desanimado”.

“A sua vinda ao nosso meio nos revigora, torna-nos firmes, dá-nos coragem e faz-nos exultar e florescer o deserto e o descampado, ou seja, a nossa vida quando se torna árida. E quando se torna árida? Quando se encontra sem a água da Palavra de Deus e do seu Espírito de amor”, explicou.

O Papa alertou também os fiéis que “não nos é permitido ser fracos e vacilantes diante das dificuldades e de nossas próprias fraquezas”, pois somos convidados a revigorar as mãos, a robustecer os joelhos, a ter coragem e não temer.

“Deus mostra sempre a grandeza da sua misericórdia”.

Ainda segundo o Pontífice, Deus nos espera e está sempre conosco, pelo fato de Ele nos amar e ser misericordioso, perdoando e dando força para começarmos tudo de novo. “Somos capazes de reabrir os olhos, superar a tristeza e o pranto e entoar um canto novo”.

A “alegria verdadeira”, conforme o Papa, “permanece também na provação e também no sofrimento”, “porque não é uma alegria superficial”, que “cala no profundo da pessoa que se entrega a Deus e confia n’Ele”.

“Por isso, quando um cristão se torna triste, significa que se distanciou de Jesus. Então não podemos deixá-lo sozinho. Devemos rezar por ele e fazer-lhe sentir o calor da comunidade”, disse.

No final, o Papa Francisco evocou Nossa Senhora, a fim de que “obtenha para nós viver a alegria do Evangelho na família, no trabalho, na paróquia e em todo ambiente”, “uma alegria íntima, feita de estupor e ternura”. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53944#ixzz2njAt4pq3)

Após 50 anos, Vaticano disponibiliza conteúdo do Decreto Inter Mirifica na internet

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 12-12-2013, Gaudium PressApós mais de 50 anos, os momentos da Assembleia Conciliar do Vaticano II poderão ser vistos através de imagens e vídeos divulgados pela Filmoteca Vaticana.

A página na internet (www.intermirifica50.va) criada pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, traduzida para cinco idiomas, disponibiliza ainda a promulgação do Decreto Inter Mirifica, sobre os Meios de Comunicação Social, assinado pelo então Papa Paulo VI no dia 4 de dezembro de 1963.

Além disso, é possível conferir fotos da sala conciliar e textos que contam a trajetória do Decreto.
A página em português dos 50 anos da Inter Mirifica traz um vídeo com a participação do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, explicando sobre o documento e sua importância na vida da Igreja. (LMI)

Da redação, com informações Radio Vaticano

(http://www.gaudiumpress.org/content/53895#ixzz2nM5Y9Krp)

Papa Francisco: a Virgem de Guadalupe é um abraço para os habitantes da América

Continente que abriga povos diversos é capaz de respeitar a vida desde o ventre materno até a velhice, além de acolher os imigrantes, diz o pontífice

Por Redacao

ROMA, 11 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Durante a audiência desta quarta-feira, o papa Francisco falou da padroeira das Américas, Nossa Senhora de Guadalupe.

“Amanhã é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de toda a América. Nesta ocasião, eu quero cumprimentar os irmãos e irmãs daquele continente, pensando na Virgem do Tepeyac”, disse Francisco.

O papa lembrou que a Virgem Maria, “quando apareceu para São Juan Diego, se mostrou com o rosto de uma mulher mestiça e seus vestidos estavam cheios de símbolos da cultura indígena. Seguindo o exemplo de Jesus, Maria vem até os seus filhos, acompanha o seu caminho como mãe solícita, compartilha as alegrias e as esperanças, os sofrimentos e as angústias do povo de Deus, do qual todos os povos da terra são chamados a fazer parte”.

Na véspera da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o papa afirmou ainda: “A aparição da Virgem na tilma [o manto] de Juan Diego foi um sinal profético de um abraço, o abraço de Maria para todos os habitantes das vastas terras americanas, para aqueles que já estavam lá e para os que chegariam depois”.

“Este abraço de Maria marcou a estrada que sempre caracterizou a América: ser uma terra em que povos diferentes podem conviver, uma terra capaz de respeitar a vida humana em todas as suas fases, desde o ventre materno até a velhice, capaz de acolher os imigrantes e os pobres e marginalizados de todas as épocas. Uma terra generosa”.

“Esta é a mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe e é também a minha mensagem, a mensagem da Igreja (…) Encorajo todos os habitantes do continente americano a ficarem sempre de braços abertos, como a Virgem Maria, com amor e ternura”.

“Rezo por todos vocês, queridos irmãos e irmãs de toda a América, e rezem também vocês por mim”. O papa terminou o discurso fazendo votos de “que a alegria do Evangelho esteja sempre nos seus corações. Que nosso Senhor os abençoe e Maria os acompanhe”.

(Fonte: Agência Zenit)

Guadalupe, Latino americanos e Simbologia

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Nossa Senhora de Guadalupe: Uma prova de amor para com os povos americanos

Os povos pré-hispanos do México, transmitiam e conservavam a memória da sua história de geração em geração através de canções e poemas que foram transcritas pelos números e símbolos hieroglíficos, rudes fibras de cactos, algodão, couros ou cascas de árvore. Estes são chamados de “códices”.

Por sua parte, os historiadores são unânimes em afirmar que a figura de Nossa Senhora de Guadalupe ou impresso na Tilman Ayate , poncho típico dos povos indígenas do México, cujo proprietário era São Juan Diego, e esta repleto de figuras simbólicas. Característica que torna ainda mais exclusivo, porque foi destinado a pessoas que comunicaramguadalupe_1.jpg precisamente através de imagens e símbolos. Na opinião Indígena, a estampa da “Mãe de Deus” não era apenas um retrato, bonito e extraordinário, como o foi para os missionários e conquistadores, mas era uma mensagem, ou um “códice” vindo dos céus.

Através desta demonstração sobrenatural, Nossa Senhora de Guadalupe, expressou sua afeição por todas aquelas pessoas especiais, sua bondade e misericórdia sem limites e uma suavidade que até então os índios nunca tinha provado.

Analisemos alguns destes símbolos presentes na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.

O cinto e o resplendor

Nossa Senhora de Guadalupe é apresentada com um cinto que não está localizado em sua cintura, mas, acima. Foi o sinal para os índios que estava grávida. A quem dará à luz? Ao sol resplandecente. O grande resplendor que Nossa Senhora tem por trás dela, e que saia Dela é o sol. Para os habitantes do México, esse astro é um símbolo da divindade. Logo, a senhora da figura não era outra senão a Mãe de Deus.

Data da aparição

Existe um fato significativo, ligado ao símbolo do sol. E está relacionado com o chamado solstício de inverno. Em todo o hemisfério sul, ocorre em 22 de junho. Por causa da inclinação do eixo da Terra, o Sol atinge o seu máximo de distância do equador. É o início do inverno, e também o dia mais tarde quando o sol nasce e se poe mais tarde. Por essa razão, aliás, é o mais curto dia e a noite mais longa do ano. No hemisfério norte, que fica localizado no México, neste inverno solstício ocorre em 22 de dezembro. Desde tempos imemoriais, os povos pagãos acreditavam que a data como a mais importante do ano, pelo simbolismo do sol que depois de se pôr volta a crescer. Os povos pré-colombianos do México, muito conhecedores da astronomia tinham naquele dia na mais alta consideração religiosa, era o dia em que o sol moribundo recobrava vigor, era o retorno a vida, era o surgimento da luz, a vitoria sobre as trevas.

A aparição de Nossa Senhora de Guadalupe se deu exatamente nessa ocasião. Embora, nesse momento, como registrado em 12 de dezembro (e por respeito pela tradição é a data que se mantém até hoje), foi um erro do calendário Juliano então em vigor, e que foi corrigida mais tarde.

Para reforçar a impressão que causou, ao mesmo tempo o famoso cometa Halley’s atingiu o seu zenit nos céus mexicanos.

Seu manto de estrelas

De acordo com estudos recentes que podem ser comprovadas com precisão admirável, no manto de Nossa Senhora, estão representadas as mais brilhantes estrelas das principais constelações visíveis no Vale de Anahuac -atual cidade do México- no dia da aparição. Foi mais uma prova aos índios que a senhora vinha do céu.

A flor de Quatro Pétalas

Se tivermos um olhar para o manto de Nossa Senhora, abaixo da cintura deve ver uma pequena flor de quatro pétalas. Esta flor é Nahui-Hollín, de grande importância na perspectiva indígena do universo. Ela representa a antiga cidade de Tenochtitlán, a capital asteca, e em particular a colina do Tepeyac, onde se deu a aparição de Nossa Senhora. Também representadas, a plenitude da presença de Deus. Era outra indicação, que a senhora com o manto de estrelas, levava em seu puríssimo seio o Deus único e verdadeiro.guadalupe_2.jpg

O resto das flores e figuras impressas em suas vestes não estão colocadas ali ao acaso. Correspondem às diferenças geográficas do México, que os indígenas interpretavam à perfeição.

O cabelo

Nossa Senhora traz o cabelo solto que entre todos os Astecas era um sinal de virgindade. Portanto, a mostra de que a senhora é virgem e mãe.

O Rosto

Por fim, Nossa Senhora quis mostrar-se com traços mestiços, rosto moreno e ovalado, dizendo que ela quer ser a mãe amorosa de todos os habitantes da América.

Muitos outros símbolos podem ser vistos na extraordinária figura de Nossa Senhora de Guadalupe, e nenhuma delas é aleatória, porque tudo isso está em um altíssimo nível de Sabedoria. Por outro lado, existe uma infinidade de belezas que a virgem oculta, que a ciência com todos os seus avanços tecnológicos não conseguem explicar. Por exemplo, o fenômeno das pupilas, na qual se distinguem com lupa minúsculas figuras humanas. A durabilidade inexplicável do rude manto, nem mesmo o acido sulfúrico caído por acidente conseguiu destruir.

O modo misterioso que foi impressa a figura de nossa Senhora e outros aspectos que proximamente abordaremos. São as maravilhas da “Sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus” como ela mesma se definiu quando falou pela primeira vez com São Juan Diego.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53849#ixzz2nGrMm6zZ)

Nossa Senhora de Guadalupe e São Juan Diego

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Redação (Quarta-feira, 11-12-2013, Gaudium Press) – Sendo 12 de dezembro o dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, torna-se oportuna a publicação das considerações que hoje transcrevemos:

Pensa-se geralmente que João Diego era um indígena “pobre” e de “baixa condição social”. Contudo, sabemos hoje, por diversos testemunhos, que ele era filho do rei de Texcoco, Netzahualpiltzintli, e neto do famoso rei Netzahualcóyolt. Sua mãe era a rainha Tlacayehuatzin, descendente de Moctezuma e senhora de Atzcapotzalco e Atzacualco. Nestes dois lugares João Diego possuía terras e outros bens de herança.

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São João Diego

A este representante das etnias indígenas do Novo Mundo, a Mãe de Deus apareceu há quase quinhentos anos, trazendo uma mensagem de benquerença, doçura e suavidade, cuja luz se prolonga até nossos dias.

Para compreendermos a magnitude da bondosa mensagem de Nossa Senhora, devemos transladar-nos ao ambiente psico-religioso daquele tempo.

De um lado, as numerosas etnias que habitavam o vale de Anahuac, atual Cidade do México, haviam vivido durante décadas sob a tirania dos astecas, tribo poderosa, dada à prática habitual de sangrentos ritos idolátricos. Anualmente, sacrificavam milhares de jovens para manter aceso o “fogo do sol”. A antropofagia, a poligamia e o incesto faziam parte da rotina de vida desse povo.

Os dedicados missionários, chegados ali com os conquistadores espanhóis, viam a necessidade imperiosa de evangelizar aquela gente, extirpando de modo categórico tão repugnantes costumes. Entretanto, os maus hábitos adquiridos, a dificuldade do idioma e, sobretudo, um certo orgulho indígena de não aceitar o “Deus do conquistador” em detrimento de suas divindades, tornavam difícil a tarefa de introduzir nesse ambiente a Luz do mundo.

Deus Nosso Senhor, todavia, em sua infinita misericórdia, querendo que todos os homens “se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tim 2, 4), preparava uma maravilhosa solução para esse impasse.

Nossa Senhora aparece a São João Diego

Em 9 de dezembro de 1531, João Diego estava nos arredores da colina Tepeyac, na atual Cidade do México. Repentinamente, ouviu uma música suave, sonora e melodiosa que, pouco a pouco, foi-se extinguindo. Nesse momento escutou ele uma lindíssima voz, que no idioma nahualt o chamava pelo nome. Era Nossa Senhora de Guadalupe.

Depois de cumprimentá-lo com muito carinho e afeto, Ela lhe dirigiu estas palavras cheias de bondade: “Porque sou verdadeiramente vossa Mãe compassiva, quero muito, desejo muito que construam aqui para mim um templo, para nele Eu mostrar e dar todo o meu amor, minha compaixão, meu auxílio e minha salvação a ti, a todos os outros moradores desta terra e aos demais que me amam, me invoquem e em mim confiem. Neste lugar quero ouvir seus lamentos, remediar todas as suas misérias, sofrimentos e dores.”

Em seguida, Nossa Senhora pediu a João Diego que fosse ao palácio do Bispo do México, e lhe comunicasse que Ela o enviava e pedia a construção do templo.

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Nossa Senhora aparece a João Diego

Sem hesitar, o “mensageiro da Virgem” foi entrevistar-se com Dom Luís de Zumárraga, e contou-lhe o que havia acontecido. Mas o Bispo não lhe deu crédito e mandou-o voltar outro dia.

Segunda e terceira aparições

Nesse mesmo dia, ao pôr-do-sol, João Diego, pesaroso, foi comunicar a Nossa Senhora o fracasso de sua missão. Com encantadora inocência, pediu a Ela que escolhesse um embaixador mais digno, estimado e respeitado. A Mãe de Deus lhe respondeu: “Escuta, ó menor de meus filhos! Tem por certo que não são poucos os meus servidores, meus mensageiros, aos quais Eu possa encarregar de levar minha mensagem e fazer minha vontade. Mas é muito necessário que vás tu, pessoalmente, e que por teu intermédio se realize, se efetive meu querer, minha vontade. E muito te rogo, filho meu, o menor de todos, e firmemente te ordeno, que vás amanhã outra vez ver o Bispo. E de minha parte faze-o saber, faze-o ouvir o meu querer, a minha vontade, para que este a realize, faça meu templo, que lhe peço. E outra vez dize-lhe que eu, pessoalmente, a sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, te envio.”

No dia seguinte, depois de assistir à Missa, João Diego voltou a procurar o Bispo Dom Zumárraga, que o recebeu com atenção, porém mais céptico ainda, dizendo-lhe ser necessário um “sinal” para demonstrar que era realmente a Rainha do Céu que o enviava. Com toda naturalidade, o indígena respondeu que sim, ia pedir à Senhora o sinal solicitado.

Ao cair do sol, como das vezes anteriores, apareceu a João Diego Nossa Senhora, radiante de doçura. Ela aceitou sem a menor dificuldade conceder-lhe o sinal pedido. Para isto, convidou-o a voltar no dia seguinte.

Ele foge, Ela vai ao seu encontro

Todavia, na segunda-feira, dia 11, João Diego não se apresentou à hora marcada. Seu tio, João Bernardino, caiu repentinamente doente, e Diego tentou todos os recursos medicinais indígenas para curá-lo. Foi em vão. Quando o enfermo percebeu a aproximação da morte, sendo já cristão fervoroso, pediu a seu sobrinho que lhe tentasse trazer um sacerdote.

Pressuroso, João Diego saiu ao amanhecer do dia 12 em busca do confessor. Mas decidiu tomar um caminho diferente do habitual, para que a “Senhora do Céu” não lhe aparecesse, pois pensava: “Ela vai me pedir satisfação de sua incumbência e não poderei buscar o sacerdote.”

Mas sua artimanha não funcionou. Para seu espanto, a Mãe de Deus lhe apareceu nesse caminho. Envergonhado, João Diego tratou de se desculpar com fórmulas de cortesia próprias do costume indígena: “Minha jovenzinha, filha minha, a pequenina, menina minha, oxalá estejas contente.” E depois de explicar-Lhe a enfermidade de seu tio, como causa de sua falta de diligência, concluiu: “Rogo-te que me perdoes, que tenhas ainda um pouco de paciência comigo, porque com isso não A estou enganando, minha filha pequenina, menina minha. Amanhã sem falta virei a toda pressa.” Ao que lhe respondeu Nossa Senhora, com bondade e carinho próprios à melhor de todas as Mães: “Escuta, e põe em teu coração, filho meu, o menor: o que te assusta e aflige não é nada. Não se perturbe teu rosto, teu coração; não temas esta enfermidade, nem qualquer outra enfermidade e angústia. Não estou eu aqui, tua Mãe? Não estás sob minha sombra e minha proteção? Não sou eu a fonte de tua alegria? Não estás porventura em meu regaço? Tens necessidade de alguma outra coisa? Que nenhuma outra coisa te aflija, nem te perturbe. Não te assuste a enfermidade de teu tio, porque dela não morrerá por agora. Tem por certo que já sarou.”

Sinal para o “Mensageiro da Virgem”

Assim que ouviu essas belíssimas palavras, João Diego, muito consolado, creu em Nossa Senhora. Mas era preciso cumprir a missão. Qual era o sinal? Ela lhe ordenou subir à colina de Tepeyac e cortar as flores que ali encontrasse. Esse encargo era impossível, uma vez que lá nunca elas nasciam, e menos ainda nesse tempo de inverno. Mas Diego não duvidou. Subiu a colina e no seu cume encontrou as mais belas e variadas rosas, todas perfumadas e cheias de gotas de orvalho como se fossem pérolas. Cortou-as e as guardou em sua tilma (o poncho típico dos índios mexicanos). Ao chegar embaixo, João Diego apresentou as flores a Nossa Senhora, que as tocou com suas mãos celestiais e voltou a colocá-las na tilma.

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 Estampou-se milagrosamente no tecido a imagem
de Nossa Senhora de Guadalupe

“Filhinho meu, o menor, esta variedade de flores é a prova e sinal que levarás ao Bispo. Tu lhe dirás de minha parte que veja nela a minha vontade e que ele tem de cumpri-la. Tu és meu embaixador, no qual absolutamente deposito toda a confiança. Com firmeza te ordeno que diante do Bispo abras tua manta e mostres o que levas.”

João Diego se dirigiu novamente ao palácio de Dom Zumárraga. Depois de muito esperar e insistir, os criados o deixaram chegar à presença do Bispo. O “Mensageiro da Virgem” começou a narrar todo o sucedido com Nossa Senhora e em certo momento estendeu sua tilma, descobrindo o sinal. Caíram as mais preciosas e perfumadas flores e, no mesmo instante, estampou-se milagrosamente no tecido a portentosa Imagem da Perfeita Virgem Santa Maria Mãe de Deus, que se venera até hoje no Santuário de Guadalupe.

Profundo sentido eclesial e missionário

Assim foi a grande aparição cujo primeiro resultado foi a conversão em grande escala dos indígenas. “O Acontecimento Guadalupano – assinala o episcopado do México – significou o início da evangelização, com uma vitalidade que extravasou todas as expectativas. A mensagem de Cristo, por meio de sua Mãe, tomou os elementos centrais da cultura indígena, purificou-os e deu-lhes o definitivo sentido de salvação.” E o Papa completa: “É assim que Guadalupe e João Diego tomaram um profundo sentido eclesial e missionário, sendo um modelo de evangelização perfeitamente inculturada” (Missa de Canonização, 31/7/2002).

Por isso, determinou Sua Santidade que no dia 12 de dezembro seja celebrada, em todo o Continente, a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe e Evangelizadora da América (Exortação Apostólica Ecclesia in América). ²

* * * * * * *

Na homilia de 31 de julho de 2002, o Santo Padre dirigiu ao recém-canonizado São João Diego esta comovedora oração:joao_paulo_ii.jpg

Ditoso Juan Diego, índio bondoso e cristão, em quem o povo simples sempre viu um homem santo! Nós te suplicamos que acompanhes a Igreja peregrina no México, para que seja cada dia mais evangelizadora e missionária. Encoraja os Bispos, sustenta os presbíteros, suscita novas e santas vocações, ajuda todas as pessoas que entregam a sua própria vida pela causa de Cristo e pela difusão do seu Reino.

Bem-aventurado Juan Diego, homem fiel e verdadeiro! Nós te recomendamos os nossos irmãos e as nossas irmãs leigos a fim de que, sentindo-se chamados à santidade, penetrem todos os âmbitos da vida social com o espírito evangélico. Abençoa as famílias, fortalece os esposos no seu matrimônio, apoia os desvelos dos pais empenhados na educação cristã dos seus filhos. Olha com solicitude para a dor dos indivíduos que sofrem no corpo e no espírito, de quantos padecem em virtude da pobreza, da solidão, da marginalização ou da ignorância. Que todos, governantes e governados, trabalhem sempre em conformidade com as exigências da justiça e do respeito da dignidade de cada homem individualmente, para que desta forma a paz seja consolidada.

Amado Juan Diego, a “águia que fala”! Ensina-nos o caminho que conduz para a Virgem Morena de Tepeyac, para que Ela nos receba no íntimo do seu coração, dado que é a Mãe amorosa e misericordiosa que nos orienta para o Deus verdadeiro. (Homilia no dia da canonização Oração a São João Diego)

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Revista Time nomeia o Papa Francisco “Personalidade do Ano 2013”

Capa da Revista Time

VATICANO, 11 Dez. 13 / 11:08 am (ACI/EWTN Noticias).- Na manhã de hoje, 11, a revista Time anunciou o Papa Francisco como a “Personalidade do Ano” 2013, um dos rankings mais esperados pela opinião pública americana e o mais popular em nível mundial.

Ao difundir a capa de seu último número deste ano com uma ilustração do Santo Padre, a revista fundamentou sua eleição explicando que o primeiro Pontífice latino-americano com “o foco na compaixão” tornou-se a “nova voz da consciência”.

A editora da revista, Nancy Gibbs, explica em um vídeo que desde sua chegada ao Vaticano, o Papa Francisco mudou “o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo”.

“Raramente um novo jogador no cenário mundial captou tanta atenção tão rápido -jovens e idosos, crentes e céticos- como o Papa Francisco. Em seus nove meses no cargo, instalou-se bem ao centro dos temas centrais de nossa época: a riqueza e a pobreza, o justo e a justiça, transparência, modernidade, globalização, o papel da mulher, a natureza do matrimônio, as tentações do poder”, entre outros mencionados por Gibbs.

O último personagem representativo dos católicos em ser eleito Personalidade do Ano por Time foi o Beato João Paulo II em 1994. Anteriormente, em 1962 o Beato João XXIII também obteve o título e em 1981 o católico polonês Lech Walesa recebeu a distinção, . Ano passado, Time escolheu o Presidente Barack Obama.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26419)

Facebook anuncia que o Papa Francisco conquistou esta rede social em 2013

Foto Grupo ACI

DENVER, 10 Dez. 13 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco foi o tema mais falado no Facebook durante o ano de 2013, conforme publicou a rede social em sua retrospectiva deste ano.

O segundo lugar foi para a palavra Eleição, enquanto que o terceiro foi o bebê real. O tufão Haiyan (Yolanda) (4), Margaret Thatcher (5), Harlem Shake (6) e Miley Cyrus (7), seguem na classificação.

Acontecimentos como a Maratona de Boston (onde faleceram três pessoas devido aos atentados) e o Tour da França estão em oitavo e nono lugar, respectivamente. Nelson Mandela, depois do seu recente falecimento, aparece em décimo lugar.

O acontecimento mais publicado nas biografias dos usuários foi uma nova relação, compromisso ou matrimônio.

As viagens estão em segundo lugar e a mudança de residência aparece em terceiro lugar. O término de uma relação é o quarto mais mencionado, enquanto que as novas amizades aparecem em quinto lugar.

Outros acontecimentos importantes: ter agregado um membro da família, esperar um bebe ou ter um, que aparece em sexto lugar. Adotar um animal de estimação (7), o falecimento de um ser querido (8), colocar um piercing (9) e abandonar um hábito (10) terminam a lista.

Mais informações em: http://www.facebookstories.com/2013/pt-br

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26416)

Santuário de Fátima reedita primeiro volume da Documentação Crítica de Fátima

Projeto de investigação crítica das fontes documentais e informativas relacionadas com as aparições de 1917 em Fátima, iniciado em 1992

FáTIMA, 03 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Na abertura do novo ano pastoral, a 30 de novembro, o Santuário de Fátima apresentou o mais recente trabalho editorial: a reedição do primeiro volume da Documentação Crítica de Fátima (DCF), projeto de investigação crítica das fontes documentais e informativas relacionadas com as aparições de 1917 em Fátima, iniciado em 1992. Sem documentos novos relativamente à primeira edição, esta reedição surge porque o primeiro volume há muito que se encontrava esgotado.

Publicamos a seguir a apresentação do Padre Luciano Coelho Cristino, capelão do Santuário de Fátima, sobre a reedição da DCF.

 O projeto da Documentação Crítica de Fátima (DCF), para a edição científica dos documentos relacionados com os acontecimentos da Cova da Iria, Fátima, em 1917, com a evolução do Santuário naquele lugar e com a expansão da mensagem, em Portugal e no estrangeiro, começou a concretizar-se, em agosto de 1992, com a edição do primeiro volume, dedicado aos Interrogatórios aos videntes (1917-1919).

 O segundo volume, dedicado ao Processo canónico diocesano (1922-1930), foi editado em 1999. Seguiram-se, entre 2002 e 2013, mais três volumes, com os documentos por ordem cronológica, correspondentes a três períodos: das aparições ao processo canónico diocesano, 1917-1922; do início do processo canónico diocesano à criação da capelania, 1922-1927; da criação da capelania à carta pastoral de D. José, 1927-1930, distribuídos por 12 tomos. Em toda a obra (15 tomos), foram editados 3 811 documentos, em 8 217 páginas.

 Em maio deste ano de 2013, foi editado um tomo, intitulado Seleção de Documentos, com 139 documentos mais significativos, de 1917 a 1930. A partir da edição portuguesa desta Seleção, está a proceder-se já à tradução para inglês e italiano.

Esgotado o primeiro volume, sai agora a público a segunda edição, com os interrogatórios que o pároco de Fátima, o Dr. Formigão, o Dr. Carlos Mendes, o Administrador do concelho, o P. Santos Alves, o P. Lacerda e Joaquim Gregório Tavares, fizeram aos videntes e a outras pessoas, em 1917. São publicados, também, o processo paroquial de Fátima e os inquéritos vicariais de Porto de Mós e de Ourém, sobre o dia 13 de outubro de 1917, e uma descrição da igreja paroquial. Ao todo, são 59 documentos.

 Em relação à edição de 1992, não surgiram documentos novos. Fez-se nova leitura dos documentos e corrigiram-se os lapsos da primeira edição. Na transcrição dos documentos, é respeitada a ortografia dos autores, mesmo quando estes usam formas diferentes para a mesma palavra. A Reitoria do Santuário de Fátima, ouvido o Conselho de Diretores de Serviço, decidiu, desde 1 de janeiro de 2012, adotar o novo “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990”, em todas as edições da sua responsabilidade. Por isso, as introduções, normas de edição, siglas, abreviaturas, sumários, aparato crítico, notas e os índices deste volume seguem o referido acordo.

Documentação Crítica de Fátima – Interrogatórios aos videntes (1917-1919). 2.ª edição, Fátima: Santuário de Fátima, 2013, 413 páginas, 15 Euros.

P. Luciano Coelho Cristino

Serviço de Estudos e Difusão (SESDI)

(Fonte: Agência Zenit)

“Não se pode pensar em uma Igreja sem alegria”, diz Papa

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 03-12-2013, Gaudium PressNa Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta terça-feira, 03, o Papa Francisco destacou que a Igreja deve ser sempre alegre como Jesus, pois ela é chamada a transmitir a alegria do Senhor aos seus filhos.papa_francisco.JPG

Desenvolvendo sua homilia focando em duas palavras, paz e alegria, o Pontífice fez uma observação:

“Nós pensamos sempre em Jesus quando ele pregava, quando curava, quando caminhava, quando ia pelas estradas, também durante a Última Ceia. Mas não estamos tão acostumados a pensar em Jesus sorridente e alegre. Jesus era cheio de alegria. Naquela intimidade com o Pai, ‘exultou de alegria no Espírito Santo e louvou o Pai’. É a sua alegria interior que Ele nos dá”.

Segundo o Papa, a alegria de Jesus é a verdadeira paz que tanto precisamos, pois é alegre quando falamos do Pai, o nosso Deus, que também é alegre. Por isso, esclareceu o Santo Padre, Jesus quis que sua esposa, a Igreja, também fosse alegre como o Nosso Senhor.

“Não se pode pensar em uma Igreja sem alegria. A alegria da Igreja é anunciar o nome de Jesus, dizendo: ‘Ele é o Senhor. O meu esposo é o Senhor. É Deus. Ele nos salva, Ele caminha conosco. E essa é a alegria da Igreja, de esposa que se torna mãe”, afirmou.

O Papa Francisco ainda lembrou os fiéis de uma das frases ditas por Paulo VI, de que “a alegria da Igreja é evangelizar, ir para frente e falar sobre seu Esposo”, transmitindo essa alegria aos filhos que ela faz nascer e crescer.

Com base na Leitura do Livro de Isaías (Is 11, 1-10), o Pontífice completou ao dizer que a paz que tanto falava o profeta “é uma paz de alegria e de louvor”, podendo ser considerada uma paz “barulhenta, no louvor”, e “fecunda na maternidade de novos filhos”.

Essa paz, continuou o Santo Padre, vem precisamente na alegria do louvor à Trindade e da evangelização, indo de encontro aos povos para anunciar quem é Jesus.

“Que o Senhor dê a todos nós esta alegria de Jesus, louvando o Pai, no Espírito. Esta alegria da nossa mãe, a Igreja, na evangelização e no anuncio do seu Esposo”, concluiu. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53559#ixzz2mVcGLmzR)

Oração, caridade e louvor para caminhar para o Natal, pede o Papa

VATICANO, 03 Dez. 13 / 05:07 pm (ACI/EWTN Noticias).- Preparar-se para oNatal com a oração, a caridade e o louvor é manter o coração aberto para deixar-se encontrar pelo Senhor que tudo renova. Este foi o convite feito pelo Papa Francisco na Missa presidida na Casa Santa Marta nesta primeira segunda-feira do Tempo de Advento.

Comentando a passagem do Evangelho do dia, na qual o centurião romano pede com grande fé a Jesus a cura do servo, o Santo Padre recordou que nestes dias “começamos um caminho novo”, um “caminho de Igreja… para o Natal”. Vamos ao encontro do Senhor, “porque o Natal -enfatizou- não é apenas uma comemoração temporal ou uma lembrança de algo belo”.

“O Natal é mais: nós vamos por este caminho para encontrar o Senhor. O Natal é um encontro! E nós caminhamos para encontrá-lo: encontrá-lo com o coração, com a vida; encontrá-Lo vivo, como Ele é; encontrá-Lo com fé. E não é fácil viver com fé. O Senhor, na palavra que escutamos, maravilhou-se deste centurião: surpreendeu-se da fé que ele tinha. Tinha empreendido um caminho para encontrar o Senhor, mas o tinha feito com fé. Por isso, não foi somente ele que encontrou o Senhor, mas sentiu a alegria de ser encontrado pelo Senhor. E este é precisamente o encontro que queremos: o encontro da fé!”.

E mais importante do que encontrarmos Jesus, disse, é “deixar-nos encontrar por Ele”.

O Papa disse que para isto é preciso ter um “coração aberto, para que Ele me encontre! E me diga aquilo que Ele queira me dizer, que nem sempre é aquilo que eu quero que me diga! Ele é o Senhor e Ele me dirá o que tem para mim, porque o Senhor não nos vê como um conjunto, como uma massa. Não, não! Ele nos olha a cada um no rosto, nos olhos, porque o amor não é um amor assim, abstrato: é amor concreto! De pessoa a pessoa: O Senhor, pessoa, vê a mim, pessoa. Deixar-se encontrar pelo Senhor é justamente isto: deixar-se amar pelo Senhor!”.

Neste caminho para o Natal, concluiu, ajudam-nos algumas atitudes: “a perseverança na oração, rezar mais; ser mais concretos na caridade fraterna, aproximar-se mais àqueles que precisam; e ter a alegria de louvar o Senhor”. Portanto, “a oração, a caridade e o louvor”, com o coração aberto “para que o Senhor nos encontre”.

(Fonte: ACI Digital)

Papa recorda os cristãos que “pagam com sangue” o preço de sua fé

Foto Grupo ACI

ROMA, 02 Dez. 13 / 03:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em uma recente mensagem por ocasião da festa de Santo André (30 de novembro) e a visita de uma delegação católica aos ortodoxos na Turquia, o Papa Francisco escreveu uma mensagem na qual recorda os cristãos perseguidos que “pagam com o próprio sangue o preço da sua profissão de fé”.

O texto foi levado pelo Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, devolvendo a visita que os ortodoxos fizeram no último dia 29 de junho a Roma. O Cardeal entregou a Bartolomeu I um presente do Papa e a sua mensagem.

No texto, o Papa Francisco escreve que “a lembrança do martírio do apóstolo Santo André também faz-nos pensar nos muitos cristãos de todas as Igrejas e Comunidades eclesiais, que em diferentes partes do mundo sofrem discriminações e às vezes pagam com o próprio sangue o preço da sua profissão de fé”.

O Santo Padre assinala: “Amado irmão em Cristo, é a primeira vez que me dirijo a ti com motivo da festa do apóstolo André. Aproveito esta oportunidade para assegurar-te a minha intenção de continuar as relações fraternas entre a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico”.

“É para mim um motivo de grande consolo refletir sobre a profundidade e a autenticidade dos laços que existem entre nós, fruto de uma viagem cheia de graça ao longo da qual o Senhor guiou nossas Igrejas, a partir do histórico encontro em Jerusalém entre o papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, cujo quinquagésimo aniversário celebraremos em breve”.

“Unidos em Cristo, portanto, -diz o Papa- já experimentamos a alegria de sermos autênticos irmãos no Senhor, e ao mesmo tempo somos plenamente conscientes de não ter alcançado a meta da plena comunhão. À espera do dia em que possamos participar juntos no banquete eucarístico, os cristãos estão chamados a preparar-se para receber este dom de Deus mediante a oração, a conversão interior, a renovação da vida e o diálogo fraterno”.

“Nossa alegria na celebração da festa do apóstolo André não deve nos fazer afastar o olhar da dramática situação de muitas pessoas que estão sofrendo devido à violência e à guerra, à fome, à pobreza e aos graves desastres naturais. Sou consciente de sua profunda preocupação pela situação dos cristãos no Oriente Médio e por seu direito a permanecer em seus países de origem”.

O Pontífice assinala deste modo que “o diálogo, o perdão e a reconciliação são o único meio possível para conseguir a resolução dos conflitos. Sejamos incessantes em nossa oração ao Deus todo-poderoso e misericordioso pela paz nesta região e sigamos trabalhando pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos das pessoas”.

“Estamos celebrando o 1700º aniversário do Decreto de Constantino, que pôs fim à perseguição religiosa no Império Romano do Oriente e do Ocidente, e abriu novos canais para a difusão do Evangelho. Hoje, como então, os cristãos do Oriente e Ocidente devem dar testemunho comum para que, fortalecidos pelo Espírito de Cristo ressuscitado, difundam a mensagem de salvação a todo mundo”.

Há também, ressaltou o Papa, “uma necessidade urgente de cooperação efetiva e comprometida entre os cristãos com o fim de proteger em todas as partes o direito a expressar publicamente a própria fé e a serem tratados com justiça quando promovem a contribuição que o cristianismo continua oferecendo à sociedade e à cultura contemporâneas”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26373)

Divulgadas as intenções do Papa Francisco para o mês de dezembro

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Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 02-12-2013, Gaudium Press) Mensalmente o Santo Padre indica ao “Apostolado da Oração” as intenções que ele tem em suas orações e convida a todos os católicos a unirem suas orações às dele.

Como intenção geral, o Papa exorta os fiéis a rezarem para “que as crianças abandonadas ou vítimas de qualquer forma de violência encontrem o amor e a proteção que necessitam”.

Já na intenção missionária os fiéis são convidados a orarem para “que os cristãos, iluminados pelo Verbo Encarnado, preparem a vinda do Salvador”. (EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53466)

Número de exorcismos cresce no México

Cidade do México – México (Sexta-feira, 29-11-2013, Gaudium PressOs males pelos quais o México passa durante a onda de violência que se estende de forma acentuada em várias regiões do país tem origens e implicações espirituais, declarou o padre exorcista Carlos Triana à agência BBC. “Por trás de todos esses enormes males há um agente obscuro e seu nome é demônio”, por isso que os atos de violência transbordam crueldade e quantidade, explicou.

Para enfrentar este desafio, a Arquidiocese do México recebeu um Congresso de formação no ministério do exorcismo. “O Senhor quer que estabeleçamos aqui um ministério do exorcismo e libertação para justamente lutar contra o demônio”, assegurou o Padre Triana.

Demônio, violência e idolatria

O diagnóstico nesses eventos fazem os exorcistas apresentarem um cenário preocupante. Os casos que requerem assistência espiritual dos exorcistas estão aumentando e sua atenção não se limita à orações de libertação, mas exigem cada vez mais o uso do Ritual de Exorcismo. “Isso não acontecia antes”, afirmou à BBC o Padre Francisco Bautista, também da Arquidiocese do México.

O sacerdote fez a distinção entre as diversas necessidades espirituais das pessoas que acodem a seu ministério e esclareceu o canal regular que a Igreja determina para sua pastoral. “A possessão completa é algo que requer um exorcismo (…), mas são casos mais raros e que necessitam ser levados à um Bispo”. Estes casos estão aumentando no país.

Para o Padre Triana, esta situação é resultado, entre outras coisas, do aumento do culto da “Santa Morte” repetidamente rejeitada pelas autoridades eclesiásticas como o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura. “Os traficantes de drogas lhe pedem favores e ajuda para evitar a prisão, em troca, eles oferecem sacrifícios humanos”, explicou o padre exorcista. “Isso aumentou a violência no país.”

O outro desafio identificado pelo Padre Triana para superar a influência do demônio no país é a recente legalização do aborto na Cidade do México. “Ambas as coisas estão estreitamente relacionadas. Há uma infestação de demônios hoje em dia no México, porque abrimos a porta para a morte.”

O trabalho espiritual da Igreja sobre estas questões é feito de forma discreta, mas eficaz. No entanto, os sacerdotes responsáveis por este ministério no México têm alertado sobre esta situação para procurar enfrentar os problemas sociais que o país enfrenta também com ferramentas espirituais. (EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53431)

Homilia do papa: pensar com a cabeça, mas também com o coração e com o Espírito

Francisco recorda que o Espírito Santo nos dá a inteligência para entender por nós mesmos e não com base no que os outros nos dizem

Por Redacao

ROMA, 29 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – O cristão pensa de acordo com Deus e rejeita o pensamento fraco e uniformista, destacou o santo padre na missa de hoje, celebrada na Casa de Santa Marta. O papa afirmou que, para entender os sinais dos tempos, o cristão não deve pensar somente com a cabeça, mas também com o coração e com o Espírito, que vive dentro dele.  Sem isso, não poderia compreender “a marca de Deus na história”.

O papa focou na ideia de que Cristo ensina os seus discípulos a compreender os “sinais dos tempos”, sinais que os fariseus não conseguiram entender. Francisco fez referência ao evangelho de hoje para falar do “pensar cristão”.

O santo padre explicou que, “no evangelho, Jesus não se irrita, mas, quando os discípulos não entendem as coisas, como os de Emaús, ele fala: ‘Insensatos e lentos de coração!’. ‘Insensatos e lentos de coração!’… Quem não entende as coisas de Deus é uma pessoa assim. Jesus quer que entendamos o que acontece: o que acontece no meu coração, o que acontece na minha vida, o que acontece no mundo, na história… O que significa quando acontece isso? Estes são os sinais dos tempos! Mas o espírito do mundo nos faz outras propostas, porque o espírito do mundo não nos quer como um povo: ele nos quer como massa, sem pensamento, sem liberdade”.

O espírito do mundo, destacou Francisco, “quer que o nosso caminho seja o da uniformidade”, mas, como diz São Paulo, “o espírito do mundo nos trata como se não tivéssemos a capacidade de pensar por nós mesmos, nos trata como pessoas que não são livres”.

Para aprofundar nesta ideia, o santo padre falou de um “pensamento uniforme, pensamento igual, pensamento fraco, pensamento difuso. O espírito do mundo não quer que nos perguntemos diante de Deus: ‘Mas por que isso, por que aquilo, por que acontece isso? Ou nos propõe um pensamento prêt-à-porter, de acordo com os gostos pessoais: ‘Eu penso do jeito que eu quero’. Isso é bom, dizem eles… Mas o que o espírito do mundo não quer é o que Jesus nos pede: o pensamento livre, o pensamento de um homem e de uma mulher que fazem parte do povo de Deus. E a salvação foi precisamente esta! Pensem nos profetas… ‘Tu não eras meu povo, mas agora te chamo de meu povo’: assim diz o Senhor. E esta é a salvação: nos tornar povos, povos de Deus, ter liberdade”.

Jesus nos pede pensar livremente, pensar para entender o que acontece, acrescentou o santo padre. E a verdade é que “sozinhos não somos capazes! Precisamos da ajuda do Senhor”. Precisamos dele “para entender os sinais dos tempos. O Espírito Santo nos dá esse presente, um dom: a inteligência para entender por nós e não porque outros nos digam o que acontece”.

Francisco perguntou: “Qual é o caminho que Cristo quer?”. E respondeu: “O espírito de inteligência para entender os sinais dos tempos. É bonito pedir a Jesus esta graça: que ele nos envie o seu espírito de inteligência, para não termos um pensamento fraco, para não termos um pensamento uniforme e para não termos um pensamento determinado pelos nossos gostos: para só termos um pensamento de acordo com Deus. Com este desejo, que é um dom do Espírito, vamos procurar o que significam as coisas e entender bem os sinais dos tempos”.

Para terminar a homilia, o papa destacou que “esta é a graça que devemos pedir ao Senhor: ‘a capacidade que o Espírito nos dá’ para ‘entender os sinais dos tempos’”.

O sentido da Santa Missa

sacramentos1É na Santa Missa que participamos da Sagrada Eucaristia, corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, é importante participar bem dela, com ardor, vontade e devoção. E para isso é preciso conhecer bem o que é a Santa Missa.

A Missa não é simplesmente uma oração devocional, ou uma celebração a mais da Igreja; é o ato supremo da nossa fé.

A Missa, ou celebração da Eucaristia, é a presentificação do imenso Sacrifício do Calvário, onde este se torna presente no altar; não é mera representação ou apenas lembrança do Sacrifício do Senhor; é muito mais, é sua atualização, isto é, o mesmo e único sacrifício de Jesus na cruz se torna presente, vivo e verdadeiro. Não é uma multiplicação do sacrifício do Calvário e nem mesmo uma repetição. É o mesmo e único Calvário.

Mas como isso é possível se aconteceu há dois mil anos atrás?

Para nós isso seria impossível, mas não para Deus. A teologia nos ensina que as ações de Cristo não se perdem no tempo e no espaço, como nossas ações meramente humanas. As ações do nosso Redentor além de humanas são também divinas, são teândricas; por isso não se acabam no tempo.

Quando o sacerdote, pelo poder de Cristo que lhe foi dado pelo sacramento da Ordem, realiza a Consagração do pão e do vinho, estes se transformam, respectivamente, no corpo e sangue de Jesus Cristo; e, neste momento a Vítima do Calvário se faz presente em seu único e irrepetível sacrifício para atualizar a nossa redenção. É o que a Igreja chama de transubstanciação.

Após a Consagração, Cristo está presente no altar totalmente, tanto no Vinho consagrado, como no Pão divino. O que vemos é pão e vinho, o que cheiramos é pão e vinho, as cores são de pão e vinho, as essências (o mesmo que substância ou natureza) não são mais do pão e do vinho, mas Corpo e Sangue de Cristo.

A partir da Consagração a Hóstia é Jesus mesmo; e só deixará de ser Jesus se ficar estragada ou se for dissolvida em água ou em nosso corpo. Por isso, todo respeito e adoração são necessários diante de Jesus eucarístico, seja no altar da Missa ou no Sacrário; e, de modo especial quando está exposto no ostensório para adoração.

Quando passamos diante do sacrário ou do ostensório devemos fazer a genuflexão com o joelho direito até tocá-lo no chão se a saúde permitir; e fazer um breve ato de adoração ao Rei dos Reis.

A Santa Missa é também o banquete do Cordeiro Pascal que foi imolado, e que agora se dá em alimento para fortalecer a nossa fraqueza. Ao participarmos do banquete eucarístico, não só somos alimentados pela Presença real de Cristo, mas também nos unimos a seu Sacrifício e oferta de sua Vida ao Pai.

Comungar o Corpo de Cristo tem também o sentido profundo de se identificar com a grande Vítima que se oferece ao Pai pelo perdão de nossos pecados. É o que os antigos chamavam de manducação; ato sagrado de comer, mastigar, não um alimento qualquer, mas a vítima oferecida em sacrifício para se conformar com ela. São Paulo pedia aos romanos:

“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual”. (Rm 12,1)

Participar bem da Eucaristia e comungar adequadamente o Corpo de Cristo tem esse profundo significado: oferecer a vida em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, como o melhor culto espiritual. Quem comunga o Corpo de Cristo deve viver em Cristo, por Cristo, com Cristo e para Cristo.

Santo Inácio de Antioquia(†102), bispo e mártir, disse sobre a Eucaristia:

“Esforçai-vos, portanto, por vos reunir mais frequentemente, para celebrar a eucaristia de Deus e o seu louvor. Pois quando realizais frequentes reuniões, são aniquiladas as forças de Satanás e se desfaz seu malefício por vossa união na fé. Nada há melhor do que a paz, pela qual cessa a guerra das potências celestes e terrestres.” (Carta aos Efésios)

São Cipriano de Cartago(†258) dizia, em tempo de perseguição dos cristãos:

“Os fiéis bebem diariamente do cálice do Senhor, para que possam também eles derramar o seu sangue por Cristo” (Epístola 56, n. 1).

Na encíclica “Caritas in Veritate” o Papa Bento XVI nos recorda que no início do século IV, quando o culto cristão era ainda proibido pelas autoridades romanas, alguns cristãos do norte de África, em Abitinas, desafiaram a proibição de celebrar o dia do Senhor. Foram martirizados enquanto declaravam que não lhes era possível viver sem a Eucaristia, alimento do Senhor: “Sine dominico non possumus” – “sem o domingo, não podemos viver.” Estes mártires de Abitinas nos ensinam que também nós não podemos viver sem participar no sacramento da nossa salvação.

 Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/o-sentido-da-santa-missa/)

O tempo do Advento nos restitui o horizonte da esperança

As palavras do papa Francisco durante o Angelus

CIDADE DO VATICANO, 01 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Eis as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro hoje, às 12h00 (hora local), durante a recitação da oração do Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Iniciamos hoje, Primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, isso é, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, o nosso Pastor, que nos guia na história para o cumprimento do Reino de Deus. Por isto, este dia tem um encanto especial, nos faz experimentar um sentimento profundo do sentido da história. Redescobrimos a beleza de estar todos em caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e toda a humanidade, os povos, as culturas, todos em caminho pelos caminhos do tempo.

Mas em caminho para onde? Há uma meta comum? E qual é esta meta? O Senhor nos responde através do profeta Isaías, e diz assim: “No fim dos tempos acontecerá/ que o monte da casa do Senhor/ estará colocado à frente das montanhas/ e dominará as colinas./ Para aí correrão todas as gentes,/ e os povos virão em multidão:/ “Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor,/ à casa do Deus de Jacó:/ ele nos ensinará seus caminhos,/ e nós trilharemos as suas veredas”” (2, 2-3). Isto é aquilo que nos diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal para uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação da face de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e o “templo do Senhor” tornou-se Ele mesmo, o Verbo feito carne: é Ele o guia e junto à meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também outros povos possam caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o profeta: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra” (2, 4). Permito-me repetir isto que nos diz o Profeta, escutem bem: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra”. Mas quando acontecerá isto? Que belo dia será, no qual as armas serão desmontadas, para se transformar em instrumentos de trabalho! Que belo dia será aquele! Que belo dia será aquele! E isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho não está nunca concluído. Como na vida de cada um de nós, há sempre necessidade de começar de novo, de levantar-se, de reencontrar o sentido da meta da própria existência, assim, para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum rumo ao qual somos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para fazer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, nos restitui o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude, simplesmente porque o Senhor não desilude nunca! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida é a Virgem Maria. Uma simples moça do campo, que leva no coração toda a esperança de Deus! Em seu ventre, a esperança de Deus tomou carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe como guiar-nos. Deixemo-nos guiar por ela neste tempo de espera e de vigilância ativa.

A todos desejo um bom início de Advento. Bom almoço e até mais!

(Tradução: CN notícias)

Os Santos possuem o amor de Deus no coração

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 19-11-2013, Gaudium Press) O Papa Francisco publicou uma nova mensagem nesta terça-feira, 19, em sua conta oficial no Twitter (@Pontifex).

No tuite, o Santo Padre escreveu: “Os Santos não são super-homens. São pessoas que têm o amor de Deus no coração, e transmitem esta alegria aos outros”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53101#ixzz2lBIJ54uK )

Não podemos negociar a fidelidade ao Senhor, diz o Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium Press) Somente o Senhor pode nos salvar do pensamento único globalizado, disse o Papa Francisco, na Santa Missa desta segunda-feira, 18, na Casa Santa Marta, a respeito do espírito mundano.

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Através da Leitura do Livro dos Macabeus, o Santo Padre refletiu sobre a raiz perversa do mundanismo. Na época, explicou, os chefes do povo não queriam que Israel fosse isolada das outras nações e, assim, abandonaram as suas próprias tradições para negociarem com o rei, negociando desta forma a fidelidade ao Senhor.

“Esta é uma contradição: não negociamos os valores, mas a fidelidade. Este é mesmo o fruto do demônio, do príncipe deste mundo, que nos faz avançar com o espírito do mundano”.

Continuando, o Papa disse que foi assim que o povo adequou-se às ordens do rei, negociando sua fidelidade. “Mas o Senhor é fiel ao seu povo e salva-nos deste espírito”.

“Esta gente negociou a fidelidade ao seu Senhor; esta gente movida pelo espírito do mundo, negociou a própria identidade, negociou a pertença a um povo que Deus ama tanto, que Deus quer como seu povo”, ressaltou.

Para o Santo Padre, “aquilo que nos consola é que, perante este caminho que faz o espírito do mundo, o caminho de infidelidade, está sempre o Senhor, que não pode renegar a si mesmo, o Fiel”, pois “Ele sempre nos espera e nos perdoa quando nós, arrependidos por qualquer passo, O procuramos”.

“Com o espírito de filhos da Igreja, rezemos ao Senhor para que com a Sua bondade, com a sua fidelidade nos salve deste espírito mundano que negocia tudo; que nos proteja e nos faça andar para a frente, como fez caminhar o Seu povo no deserto, levando-o pela mão, como um pai leva o seu menino. Na mão do Senhor estamos seguros”, concluiu. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53052#ixzz2l5OiwBOg )

Papa Francisco recebe o pe. Renato Chiera, que há 40 anos trabalha ajudando os menores de rua no Brasil

Após a missa em Santa Marta, o padre apresentou ao papa o seu trabalho na Casa do Menor, que ele fundou para ajudar as crianças sem teto

ROMA, 18 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Depois da missa desta manhã na Domus Sanctae Marthae, o papa Francisco recebeu o pe. Renato Chiera, fundador da Casa do Menor, do Rio de Janeiro. Para o sacerdote, que há 40 anos trabalha pastoralmente em prol dos menores de rua, abraçar o Sucessor de Pedro foi uma alegria inesquecível.

Entrevistado pela Rádio Vaticano, ele afirmou: “É uma emoção muito grande, e eu ainda estou emocionado agora, enquanto falo. Para mim, o papa é a presença de Jesus em carne e osso, que está no meio da humanidade para se inclinar sobre as nossas feridas. Nesse momento da missa, eu vi também a profundidade que ele tem e o encontro com Deus que ele tem, de um jeito que me tocou totalmente”.

O pe. Renato apresentou ao Santo Padre o seu “pequeno trabalho”, a Casa do Menor, uma ONG que trabalha há décadas no campo da cooperação internacional para projetos de ajuda às crianças de rua da América do Sul, da África e da Europa. A associação tem hoje numerosos projetos em diversas áreas dos três continentes. De acordo com o site oficial, a ONG trabalha todos os dias para combater a exploração de crianças, a prostituição infantil e os abusos contra crianças em geral, nas áreas mais pobres e perigosas da Terra.

Por meio deste papa, disse o padre Chiera, nós temos a confirmação “daquilo que, com humildade e mesmo com fragilidade, nós tentamos fazer na Baixada Fluminense, na periferia do Rio, junto com as crianças que não são amadas. Ele sempre fala de ir para a rua, de ir para os subúrbios, e eu posso dizer que faço isso há 36 anos. Eu sinto, então, que Deus quer isso mesmo”.

O padre prosseguiu: “Quando eu disse a ele que trabalhava nos subúrbios com as crianças de rua, o papa me disse: ‘Um bom trabalho, um belo trabalho’. Depois, eu apresentei a ele as cartas das crianças e contei que nós queremos fazer uma copa do mundo de meninos de rua recuperados, uma copa alternativa. E acrescentei: ‘Precisamos da sua ajuda e lhe trouxemos aqui uma carta’”.

Depois de contar ao papa sobre as suas experiências e sobre o seu projeto, o padre deu a Francisco o seu livro “Presença”, e, brincando, lhe disse: “Eu sou do Piemonte, igual a você, de perto de Asti, e trouxe a você uma garrafa de vinho de Asti e um torrone de Alba”. Em seguida, deu-lhe um “abraço brasileiro”, agradecendo-lhe pela visita ao Brasil na Jornada Mundial da Juventude: lá, recordou o padre Renato, o papa “observou que, para entrar no meio do povo brasileiro, é preciso passar pelo seu coração”.

Dessa visita, concluiu o fundador da Casa do Menor, “eu vou levar o amor de Deus para essas crianças, por meio do que o papa me mostrou com o abraço dele, com a bênção dele. Esses nossos meninos, esses nossos jovens, como eu já disse muitas vezes, precisam se sentir amados […] A Igreja, através do papa, em carne e osso, é o amor de Deus por eles”: esta é a mensagem que o padre Chiera levará para todos os menores que a sua obra ajuda.

(Fonte: Agência Zenit)

Falece aos 94 anos bispo chinês que passou 23 deles na prisão

ROMA, 14 Nov. 13 / 10:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito da prefeitura apostólica de Yikian (Yihsien) na província de Hebei da China continental, Dom Pietro Liu Guandong faleceu no dia 28 de outubro deste ano à idade de 94 anos, conforme confirmou nesta quarta-feira o Escritório de Imprensa da Santa Sé.

O Prelado chinês se opôs ao nascimento da chamada Igreja Patriótica Chinesa em 1955. Foi preso em 1958 por não concordar com a Associação Patriótica dos Católicos Chineses, por isso permaneceu na prisão 23 anos até a sua libertação em 1981.

Depois de ser libertado “dedicou-se com todas as suas forças à evangelização e ao renascimento da Igreja na China”, apesar de ter recebido “explícitas solicitudes de não ocupar-se da Igreja”, segundo precisa uma nota do vaticano.

Em 25 de julho de 1982 foi consagrado secretamente Bispo Coadjutor da Prefeitura Apostólica de Yixian por Dom Francesco Saverio Zhou Shanfu, a quem sucedeu em 1986. De 1989 a 1992 foi submetido à “reeducação através do trabalho” e em julho de 1993 sofreu um enfarte e uma paralisia, com isso perdeu a capacidade de movimento e palavra e, apesar do seu estado de saúde, foi detido no seu domicílio e cuidado por fiéis, religiosas e sacerdotes, que em 1997 o esconderam da vigilância da polícia.

Além disso, segundo precisa o boletim do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Bispo Pietro Liu “sempre viveu no meio dos seus fiéis com grande humildade e com fé sólida”.

Foi considerado “homem de Deus, homem de fé, bom pastor que dá a vidapelas suas ovelhas e, sobretudo, exemplar intérprete da comunhão com o Papa pela qual sofreu muito”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26311)

O Papa Francisco é o “rei da Internet” 2013

Foto Grupo ACI

WASHINGTON DC, 14 Nov. 13 / 03:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Global Language Monitor informou que o nome “Pope Francis” (Papa Francisco, em inglês) é o nome mais usado na Internet durante o ano de 2013, ficando muito na frente do Presidente Obama (14º lugar), da princesa britânica Kate Middleton e do ex-espião americano Ed Snowden.

Além disso, a conta oficial do Papa no Twitter, @Pontifex, ocupa o quarto lugar como palavra mais usada na Internet, depois de “404”, número que aparece quando um site falha, “Fail” (falha), e “Hashtag”, nome que recebem as etiquetas no Twitter.

Em 2012, os nomes mais usados na Internet foram os de Newton, pela escola que sofreu um atentado onde morreram 28 pessoas, entre elas 20 crianças, e o de Malala Yousafzai, ativista paquistanesa da educação para as mulheres, que sofreu um atentado talibã.

Em 2011, o nome mais usado na rede foi o de Steve Jobs, falecido co-fundador da empresa de tecnologia Apple.

A influência do Papa Francisco já foi reconhecida ao longo do ano, pois em outubro, durante o Blogfest 2013, festival que reúne os peritos em redes sociais da Europa, foi nomeado a Personalidade do Ano devido a sua “proximidade, frequência e determinação” em suas publicações no Twitter.

Alguns meses antes, em agosto de 2013, um estudo do Projeto Reputation Metrics de Media Reputation Intangíveis (MRI) da Universidade de Navarra (Espanha) revelou que embora não seja o usuário com mais seguidores e que só tenha feito 100 publicações nesta rede social, o Papa Francisco definitivamente é o líder mundial com mais influência no Twitter.

Em 27 de outubro, o Papa Francisco superou os 10 milhões de seguidores, somados entre suas 9 contas em diferentes idiomas na rede social Twitter.

Desde sua eleição, a conta que mostrou um maior crescimento foi @Pontifex_es, em espanhol, com uma média de 10 mil novos seguidores por dia.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26313)

JMJ lança o DVD Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário das histórias de peregrinos, voluntários., e outro dos principais momentos e discursos

Por Redacao

RIO DE JANEIRO, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – A JMJ Rio2013 lança o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa” com venda nas principais lojas do País. O DVD traz a missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. Este filme destaca as principais músicas, que foram interpretadas nesta grandiosa cerimônia.

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário do diretor Cacá Diegues, Rio de fé, que mostra a Jornada por meio de histórias de peregrinos, voluntários, famílias de acolhida, e outro que mostra os principais momentos da visita e discursos do Papa Francisco no Rio, produzido pela Globo.

Sobre o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa”

Naquele domingo, o mundo estava de olho nas areias da Praia de Copacabana. As imagens transmitidas ao vivo mostravam 3,7 milhões de fiéis que acompanhavam atentamente o Papa Francisco. Era a missa de encerramento da primeira viagem internacional do primeiro Papa latino-americano. Um evento cheio de ineditismo. E, portanto, simbólico. A imprensa mundial transmitia ao vivo os detalhes do principal evento da JMJ Rio2013. Francisco fez um apelo aos jovens: que levassem ao mundo a palavra de Deus.

Esse DVD contém o registro dessa missa histórica. São quase duas horas de imagens surpreendentes. E mostra, com cenas aéreas inéditas, desde a saída do Papa Francisco da residência onde estava hospedado no alto do Sumaré, até a multidão de fiéis que lotaram Copacabana. Além da íntegra da missa, o DVD contém nos extras as músicas da Jornada Mundial da Juventude, o making of com depoimento de pessoas que trabalharam na organização do evento como Marco Mazzola, responsável pela direção geral, e padres e cantores que entoaram as músicas da missa. Também é possível conferir clipes exclusivos, que agora são lançados pela MZA Music / Sony Music.

Mas o ponto alto deste DVD se concentra mesmo na Missa de Envio. Naquele dia 28, o Papa começou o último dia de Jornada na Praia de Copacabana. Ele se dirigiu aos jovens e pediu mais participação. As palavras, os cânticos e até os momentos de silêncio comoveram os peregrinos como mostram as imagens. Surpreendentemente, depois de dias de chuva e frio, o sol apareceu para a missa de encerramento. A multidão deu à cidade do Rio de Janeiro uma cena inédita: 3,7 milhões de fiéis nas areias e ruas, segundo estimativa da organização. Uma lembrança inesquecível para Francisco, que viu tudo do alto ao ser trazido para o Forte de Copacabana de helicóptero. E que em seguida, pode sentir de perto a manifestação de fé de pessoas de todo o mundo ao percorrer o trajeto de papamóvel até o altar.

Outro momento, registrado neste DVD, foi a palavra do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao fazer um agradecimento emocionado ao Papa: “Sentimos que segunda-feira irá faltar alguém muito importante e próximo de nós, alguém que nos fez muito feliz e se aproximou de cada um com as suas palavras e seus gestos”. Em seguida, o Papa se dirigiu aos jovens e pediu mais participação.

As imagens também mostram a presidente Dilma Rousseff com colegas de outros países, como a presidente da Argentina, na primeira fila daquela multidão que acompanhava a missa. Por tudo isso, esse DVD passa a ser um documento único para católicos e também de seguidores de outras religiões. É o registro de um dos principais momentos de manifestação de fé do povo brasileiro de todos os tempos.

(Fonte: Agência Zenit)

Conheça Nicolás, o menino que emprestou o seu anjo da guarda ao Papa Francisco

Nicolás com os seus pais. Foto: Jornal Argentino Clarín

BUENOS AIRES, 12 Nov. 13 / 12:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nicolás Marasco é um adolescente argentino de 16 anos que sofre de encefalopatia crônica não evolutiva, não pode falar; porém, graças a seus pais pôde “escrever” uma carta ao Papa Francisco para dizer a ele que “todas as noites” pede ao seu anjo da guarda que o cuide e lhe ajude em seu pontificado.

A carta, escrita por Marisa e Fernando, é a seguinte:

“Querido Francisco: sou Nicolás e tenho 16 anos. Como eu não posso te escrever (porque ainda não falo nem caminho), pedi aos meus pais que o façam no meu lugar, porque eles são as pessoas que mais me conhecem.

Quero contar-te que quando tinha seis anos, no meu colégio que se chama AEDIN (Associação em Defesa do Infante Neurológico) o Padre Pablo me deu a primeira comunhão, e neste ano, em novembro, receberei a crisma, algo que me dá muita alegria.

Todas as noites, desde que me pediu isso, peço ao meu anjo do guarda -que se chama Eusébio e tem muita paciência- que te cuide e te ajude. Pode estar certo de que o faz muito bem porque me cuida e me acompanha todos os dias. Ah, e quando não tenho sono… vem para brincar comigo.

Eu gostaria muito de ir para ver-te e receber a sua bênção e um beijo: só isso! Mando-te muitas saudações e continuo pedindo a Eusébio que te cuide e te dê força. Beijos.

Nico”.

O jornal argentino Clarín afirmou que o Papa Francisco ficou impressionado com a carta de Nicolás.

No último dia 4 de outubro, ante a multidão que o escutava próximo ao túmulo de São Francisco de Assis, o Papa contou a sua história e considerou que “nesta carta, no coração deste rapaz, estão a beleza, o amor e a poesia de Deus. Deus que se revela a quem tem o coração simples, aos pequenos, aos humildes, àqueles que nós frequentemente consideramos como os últimos”.

Francisco ressaltou -indicou Clarín- que foi uma das cartas mais emotivas que recebeu desde que chegou a Roma.

Três dias depois, Nicolás recebeu a resposta manuscrita do Santo Padre:

“Querido Nicolás: muito obrigado pela sua carta. Muito obrigado por rezar por mim. Com a sua oração, você me ajuda no meu trabalho, que é levar Jesus a todas as pessoas. Por isso, querido Nicolás, é importante para mim.

E quero te pedir, por favor, que continue me ajudando com a sua oração e também pedindo a Eusébio, que com certeza é amigo do meu anjo da guarda, que também me cuide.

Nicolás, obrigado pela sua ajuda. Rezo por você. Que Jesus te abençoe e a Virgem Santa te cuide. Afetuosamente, com minha bênção.

Francisco”.

Neste dia 9 de novembro o menino argentino recebeu o sacramento da Crisma, junto com outros 16 companheiros da escola.

De Roma, o Papa o abençoou de novo, graças a um emissário sensível que o informou sobre o acontecimento. Além disso, levou-lhe um quadro com as fotos de todos os jovens que receberam o sacramento da crisma.

Marisa Mariani, mãe do adolescente, assegurou que “com isto que aconteceu conosco, nos damos conta do quão importante são as coisas simples, uma palavra de ânimo, alguém que escuta, alguém que não olha para o outro lado, como às vezes acontece conosco na rua”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26299)

O Papa: Cristãos pecadores sim, corruptos não

Foto News.va

VATICANO, 12 Nov. 13 / 01:13 pm (ACI/EWTN Noticias).- Quem não se arrepende e “faz de conta que é cristão” faz muito mal à Igreja, afirmou o Papa Francisco na Missa da manhã de ontem celebrada na capela da Casa Santa Marta. Disse que todos devemos reconhecer que somos “pecadores”, mas devemos estar atentos para não nos converter em “corruptos”. Quem é benfeitor da Igreja, mas rouba o Estado, acrescentou Francisco, é “um injusto” que leva uma “vida dupla”.

Jesus “não se cansa de perdoar e nos aconselha” que façamos o mesmo. O Papa se deteve em sua homilia sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido, de que fala o Evangelho. Quando Jesus pede que se perdoe sete vezes ao dia, observou o Pontífice, “faz um retrato de si mesmo”.

Jesus, prosseguiu, “perdoa”, mas neste trecho evangélico também diz: “Ai daquele que produz escândalos”. Não fala de pecado, mas sim de escândalo, que é outra coisa. E acrescenta que “Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos”. Daí que o Papa se perguntasse que diferença há entre “pecar e escandalizar”:

“A diferença é que quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede justamente a salvação de Jesus. Mas daquele outro que escandaliza, não se arrepende. Continua pecando, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão faz muito mal, muito mal. ‘Mas, eu sou um benfeitor da Igreja! Coloco a mão no bolso e dou à Igreja. Mas com a outra mão, rouba: do Estado, dos pobres… rouba. É um injusto. Esta é a vida dupla. E isto merece –o diz Jesus, não o digo eu– que lhe amarrem no pescoço uma pedra de moinho e seja jogado ao mar. Não fala de perdão, aqui”.

Isto, destacou o Pontífice, porque “esta pessoa engana”, e “onde está o engano, não está o Espírito de Deus. Esta é a diferença entre o pecador e o corrupto”. Quem “leva uma vida dupla– disse – é um corrupto”. Diferente é quem “peca e gostaria poder não pecar, mas é fraco” e “vai ao Senhor” e pede perdão: “o Senhor gosta desta pessoa! Acompanha-a, e está com ela”:

“E nós devemos nos dizer pecadores, sim, todos, aqui, todos o somos. Corruptos, não. O corrupto está fixo em um estado de suficiência, não sabe o que é a humildade. Jesus, a estes corruptos, dizia-lhes: ‘A beleza de ser sepulcros caiados, que parecem belos, por fora, mas dentro estão cheios de ossos mortos e de podridão. E um cristão que se vangloria de ser cristão, mas que não faz vida de cristão, é um destes corruptos. Todos conhecemos alguém que está nesta situação, e quanto mal fazem à Igreja! Cristãos corruptos, sacerdotes corruptos… Quanto mal faz à Igreja! Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”.

O Santo Padre recordou que São Paulo o diz claramente em sua Carta aos cristãos de Roma: “Não vos conformeis com este mundo”. E ainda precisou que o “texto original é mais forte” porque afirma que não temos que “entrar nos esquemas deste mundo, nos parâmetros deste mundo”. Esquemas, reafirmou, que “são este mundismo que te leva à vida dupla”.

“Uma podridão vernizada: esta é a vida do corrupto. E Jesus não lhes dizia simplesmente ‘pecadores’, dizia-lhes: ‘hipócritas’. E que belo, aquele outro, né? ‘Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo.’. É o que Ele faz com os pecadores. Ele não se cansa de perdoar, só com a condição de não querer fazer esta vida dupla, de ir a Ele arrependidos: ‘me perdoe, Senhor, sou pecador!’.

Para concluir o Papa disse que “assim é o Senhor. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo que foge de todo engano, peçamos a graça de nos reconhecer pecadores: somos pecadores. Pecadores, sim. Corruptos, não”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26301)

Aquele que “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja, afirma Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 11-11-2013, Gaudium PressNa Santa Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 11, o Papa Francisco afirmou aos presentes que, aquele que não se se arrepende e “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja.

O Santo Padre refletiu em sua homilia, com base no Evangelho de hoje, (Lc 17, 1-6) sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido.papa_francisco.JPG

O Papa explicou, com base na passagem bíblica, a diferença entre pecar e escandalizar.

“A diferença é quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede a Jesus a salvação. Mas quem escandaliza não se arrepende, continua a pecar, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão provoca muitos danos”.

Para o Pontífice, quem faz vida dupla é corrupto e está preso em um estado de suficiência, sem ter ciência sobre o que é a humildade.

“Todos nós conhecemos alguém que está nesta situação e quanto mal faz à Igreja. Quanto mal provocam à Igreja. Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”, disse.

Na Carta aos cristãos de Roma, contou o Papa, São Paulo dizia para não entrarmos nos parâmetros deste mundo, que nos levam à vida dupla:

“Jesus não os chamava simplesmente de pecadores, mas de ‘hipócritas’. Com os outros, os pecadores, Jesus não se cansa de perdoar, com a condição de que não façam esta vida dupla. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo de nos reconhecer pecadores. Pecadores sim, corruptos não”, concluiu o Santo Padre. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52796#ixzz2kQg6bk8N)

Terceira parte do Segredo de Fátima é exposta em Portugal

Fátima – Portugal (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) “Segredo e Revelação”, assim é intitulada a exposição temporária que será inaugurada no dia 30 de novembro no Santuário de Fátima e que contará com uma peça de grandesegredo_de_fatima.jpgvalor simbólico: o manuscrito da Irmã Lúcia com a terceira parte do segredo revelado por Nossa Senhora em junho 1917.

Esta é a primeira vez que o texto original do segredo de Fátima será exposto ao público. O documento, que permanece no Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé desde 1957, saiu dali apenas em duas ocasiões: após a tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981 e no ano 2000 a pedido do então Secretário da Congregação, Tarcisio Bertone, que o levou para Coimbra (Portugal), para que a Irmã Lúcia reconhece-se o manuscrito.

Para esta exposição, o Santuário Mariano fez um pedido especial para a Santa Sé, a fim de ter o documento. “Considerando que é um dos pilares para a exposição museológica -que falará precisamente das três partes do Segredo de Fátima-, o Santuário pediu à Santa Sé para considerar o empréstimo”, um pedido que foi aprovado pelo Papa Francisco no último dia 10 de junho, segundo explicou Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário e curador da exposição.

A exposição ficará aberta ao público até outubro de 2014. (EPC)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52625#ixzz2jxQmMa6L )

Livro “Eu vivi com um Santo” conta detalhes da vida de João Paulo II

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) O Beato João Paulo II, sem dúvida, foi um grande evangelizador. Durante seu Pontificado, conseguiu transmitir sua mensagem de paz aos cinco continentes.

Milhares de colaboradores tiveram a oportunidade de trabalhar ao lado do Beato, antes de sua partida definitiva. Entre eles, Dom Paolo Ptasznik, que na época, era secretário pessoal do Santo Padre.

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A princípio, Dom Ptasznik e o escritor Gian Franco Svidercoschi publicaram a obra “Eu vivi com um Santo”, que recorda as lembranças do prelado, durante o tempo em que viveu ao lado do Papa João Paulo, ressaltando detalhes do Vigário de Cristo, que até então, muitos não conheciam.

Todas as manhãs, segundo o prelado, o Pontífice olhava um atlas que tinha e então, escolhia um país para rezar por sua nação, chamando este ato de “geografia da oração”.

Dom Ptasznik tinha 33 anos quando começou a trabalhar com João Paulo II, sendo seu secretário pessoal durante aproximadamente 40 anos.

O prelado contou ainda que o Santo Padre celebrava a Santa Missa todos os dias e, mesmo quando foi hospitalizado, pedia para que alguém concelebrasse ao seu lado.

“A Eucaristia foi uma parte central de sua vida. É também importante lembrarmos que ele se confessava pelo menos uma vez a cada duas semanas”, disse.

Para Gian Franco Svidercoschi, o que mais o impressionava em João Paulo II era a Santidade que vivia diariamente, mesmo abaixo das circunstâncias normais.

“Um dos pontos chaves de João Paulo II era sua maneira tão intensa de viver os Sacramentos, tanto em boas como em más circunstâncias”, afirmou. (LMI)

Da redação, com informações Rome Reports

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52602#ixzz2jxPSroWE )

O Papa: Nada, nem os poderes demoníacos, poderá separar-nos do amor de Deus

Foto Grupo ACI

VATICANO, 04 Nov. 13 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta manhã, no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, o Papa Francisco presidiu, como é tradicional no começo do mês de novembro, marcado pela lembrança e oração pelos fiéis defuntos, a Santa Missa em sufrágio pelos cardeais e bispos que faleceram no curso deste ano: nove cardeais e 136 arcebispos e bispos.

“Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor”, evocando estas palavras de São Paulo, o Santo Padre, disse que só o pecado pode interromper estes laços, mas também neste caso Deus procura o homem para saná-lo.

“Mesmo se os poderes demoníacos, hostis ao homem, ficam impotentes diante da íntima união do amor entre Jesus e quem o acolhe com fé. Esta realidade do amor fiel que Deus tem por cada um de nós ajuda a enfrentar com serenidade e força o caminho de cada dia, que às vezes é enviado, às vezes é lento e cansativo. Somente o pecado do homem pode interromper este vínculo; mas mesmo neste caso Deus o buscará sempre, perseguirá para restabelecer com ele uma união que dura mesmo após a morte”.

O Papa disse também que esta união “no encontro final com o Pai alcança o seu ponto alto. Esta certeza confere um sentido novo e pleno à vida terrena e nos abre à esperança para a vida além da morte”.

Com o Livro da Sabedoria, o Papa Francisco destacou que ante a morte de um ser querido ou que conhecemos bem, perguntamo-nos “o que será da sua vida, do seu trabalho, do seu serviço à Igreja?”, para responder logo: “estão nas mãos de Deus!”.

“Estes pastores zelosos que dedicaram a sua vida ao serviço de Deus e dos irmãos, estão nas mãos de Deus. Tudo deles está bem protegido e não será corroído pela morte. Estão nas mãos de Deus todos e os seus dias entrelaçados de alegrias e de sofrimentos, de esperanças e de cansaços, de fidelidade ao Evangelho e de paixão pela salvação espiritual e material do rebanho a eles confiado”.

O Santo Padre destacou que “também os nossos pecados estão nas mãos de Deus, aquelas mãos são misericordiosas, mãos “chagadas” de amor. Não por acaso Jesus quis conservar as chagas em suas mãos para fazer-nos sentir a sua misericórdia. E esta é a nossa força, a nossa esperança”.

Esta realidade, cheia de esperança, é a perspectiva da ressurreição final da vida eterna, a que estão destinados “os justos”, aqueles que acolhem a Palavra de Deus e são dóceis.

Recordando os queridos irmãos Cardeais e Bispos falecidos “homens dedicados às suas vocações e ao serviço à Igreja, que amaram como se ama uma esposa”, o Papa Francisco os encomendou à misericórdia divina para que sejam recebidos onde vivem eternamente os justos e os que foram fiéis testemunhas do Evangelho, alentando a rezar para que o Senhor prepare a todos para este encontro.

(Fonte: ACI Digital)

Santos não são super-homens mas pessoas que conheceram o amor de Deus, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: ACI Prensa

A HAIA, 01 Nov. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante de uma multidão de fiéis congregada na Praça de São Pedro, por ocasião da Festa de Todos os Santos, o Papa Francisco assinalou que estes não são super-homens, nem nasceram perfeitos, mas são seres humanos como nós que conheceram o amor de Deus.

O Santo Padre indicou que “Os Santos (…) são como nós, como cada um de nós, são pessoas que antes de alcançar a glória do céu viveram uma vida normal, com alegrias e dores, fadigas e esperanças”.

“Mas o que mudou sua vida? Quando conheceram o amor de Deus, seguiram-no com todo o coração, sem condições ou hipocrisias; gastaram sua vida ao serviço de outros, suportaram sofrimentos e adversidades sem odiar e respondendo ao mal com o bem, difundindo alegria e paz”.

Francisco disse que “esta é a vida dos Santos, pessoas que pelo amor de Deus não têm feito sua vida com condições a Deus, não foram hipócritas, gastaram sua vida ao serviço de outros, servir ao próximo, sofreram tantas adversidades, mas sem odiar”.

“Os Santos jamais odiaram. Porque, compreendam bem isto, o amor é de Deus, mas o ódio, de quem vem, vem de Deus o ódio? Não, vem do diabo! E os Santos se afastaram do diabo. Os Santos são homens e mulheres que têm a alegria no coração e a transmitem a outros”.

O Papa indicou que os Santos, “em sua existência terrena, viveram em comunhão profunda com Deus. No rosto dos irmãos mais humildes e desprezados viram o rosto de Deus, e agora o contemplam cara a cara em sua beleza gloriosa”.

O caminho da santidade, assinalou o Santo Padre, é “jamais odiar, servir os demais, os mais necessitados, rezar, e alegrar-se”.

“Ser Santos não é um privilégio de poucos, como se um deles tivesse recebido uma grande herança. Todos nós temos a herança de poder chegar a ser santos no Batismo”.

A santidade, sublinhou, “é uma vocação para todos. Portanto, todos estamos chamados a caminhar pela via da santidade, e esta via tem um nome, a via que leva a santidade tem um nome, tem um rosto: o rosto de Jesus. Ele nos ensina a chegar a ser Santos. Jesus Cristo, Ele no Evangelho nos mostra o caminho: o das Bem-aventuranças”.

“Com efeito, o Reino dos céus é para os que não põem sua segurança nas coisas, e sim no no amor de Deus; para quantos têm um coração singelo, humilde, não presumem ser justos e não julgam os demais, quantos sabem sofrer com quem sofre e alegrar-se com quem se alegra, não são violentos mas misericordiosos e buscam ser artífices de reconciliação e de paz”.

O Papa remarcou que “o santo, a santa, é um artífice de reconciliação e de paz. Sempre ajuda a reconciliar as pessoas, sempre ajuda a que exista paz. E assim é bela a santidade. É um belo caminho”.

“Hoje os Santos nos dão uma mensagem nesta festa. Dizem-nos: confiem no Senhor, porque Ele não decepciona! O Senhor não decepciona jamais! É um bom amigo. Sempre a nosso lado. Não decepciona jamais! Com seu testemunho os Santos animam a não ter medo de ir contracorrente ou de serem incomprendidos e ludibriados quando falamos Dele e do Evangelho; demonstram-nos com sua vida que quem permanece fiel a Deus e à sua Palavra experimenta já nesta terra o consolo de seu amor, e depois o “cêntuplo” na eternidade”.

Francisco disse que “com sabedoria a Igreja pôs em estreita sequência a festa de Todos os Santos e a Comemoração de todos os fiéis defuntos. A nossa oração de louvor a Deus e de veneração dos espíritos bem-aventurados se une a oração de sufrágio por quantos nos precederam na passagem deste mundo à vida eterna”.

“Encomendamos nossa oração à intercessão da Maria, Rainha de todos os Santos”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

Intenções de oração do Papa para novembro

“Para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento”

ROMA, 31 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as intenções de oração do Santo Padre Francisco para o mês de novembro confiadas ao Apostolado da Oração. 

O Apostolado da Oração é uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, que tem como missão principal a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja.

A Intenção Geral é“para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade”.

A Intenção Missionária é “para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas”.

(Fonte: Zenit)

João Paulo II corrigiu o livro no qual foi baseado novo filme sobre sua vida

João Paulo II -Karol Wojtyla- como sacerdote em Niegowic, Polônia

Roma, 31 Out. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- No último dia 17 de outubro foi apresentado em Roma o trailer de “O pároco Karol Wojtyla em Niegowic”, um filme baseado em uma novela que o futuro santo corrigiu e que se baseia nos seus primeiros anos como sacerdote.

O roteiro do filme foi adaptado a partir do livro de mesmo nome escrito pelo sacerdote polonês Jarek Cielecki a partir dos testemunhos dos paroquianos da paróquia onde trabalhou pela primeira vez o Padre Karol Wojtyla.

A história acontece na igreja de Niegowic (Polônia), entre os anos 1948 e 1949, onde o beato exerceu a função de vice-pároco.

O filme conta fatos reais da vida de “Karol” através das lembranças de Eleonora, uma mulher polonesa de 87 anos de idade.

“Podemos dizer que a primeira paróquia de um sacerdote é como o primeiro amor de um jovem… algo que sempre recordará, de maneira que o filme reúne testemunhos de paroquianos, orações e muitas outras coisas do Pe. Wojtyla que aconteceram durante esses meses”, explicou Mons. Cielecki em uma entrevista concedida ao grupo ACI.

Corria o ano 1997 e antes de publicar seu livro, Mons. Cielecki decidiu enviar o rascunho ao então pontífice. Poucos meses depois o receberia de volta com uma grata surpresa: o Papa Wojtyla tinha corrigido algumas histórias e frases e, além disso, ele acrescentava um prólogo escrito pelo seu Secretário pessoal, o Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Anos mais tarde, em 2005 e depois da morte de João Paulo II, Mons. Cielecki decidiu fundar uma agência televisiva onde nasce a ideia de filmar o filme sobre o livro.

O longa-metragem foi filmado por completo na Polônia e nele aparecem objetos que realmente pertenceram ao sacerdote Wojtyla, como a estola e a túnica, dois ornamentos que usou o protagonista Karol Dudek em diferentes cenas.

Mons. Cielecki também foi pároco da mesma paróquia que fala o livro e compartilha com João Paulo II outras histórias. Por exemplo, com motivo do 53º aniversário de sacerdócio do pontífice, decidiu fazer-lhe uma homenagem com um presente relacionado com a sua juventude. Inspirado em uma foto do jovem Karol, organizou um comitê de alunos, sacerdotes e bispos de todo o mundo para solicitar uma imagem de bronze de mais de três metros de altura.

A escultura foi elaborada em Verona e apresentada a João Paulo II em 28 de setembro de 1999: “Santo Padre, queríamos trazer para você uma lembrança da sua juventude, dos inícios de seu sacerdócio”, explicou-lhe Mons. Cielecki.

Quando o Papa a viu ficou imóvel e olhando a imagem fixamente disse: “De que juventude está falando? De que memória?”.

Depois de um longo silencio, o Papa o olhou, abraçou-o e lhe disse: “Você tem que dizer que eu sou jovem não somente hoje, mas também amanhã e sempre! Você tem que proclamar que quem ama Jesus e Maria será sempre jovem!”.

Espera-se que a estreia oficial do filme seja no próximo dia 4 de novembro de 2013 no Teatro Grotteska de Cracóvia.

(Fonte: ACI Digital)

Sacerdotes em dificuldades e missionários latino-americanos nas intenções do Papa para novembro

Foto Grupo ACI

VATICANO, 29 Out. 13 / 09:32 am (ACI/EWTN Noticias).- A Santa Sé divulgou que nas intenções do Papa Francisco para o mês de novembro estão os sacerdotes em dificuldades e os missionários da América Latina.

A Intenção Geral do Apostolado da oração é “para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade”.

A Intenção Missionária é “para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas”.

(Fonte: ACI Digital)

Cardeal Dziwisz escreve livro sobre o Beato João Paulo II Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52321#ixzz2jIcAxQc3 Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 30-10-2013, Gaudium Press) O livro “Eu vivi com um Santo”, escrito pelo Arcebispo de Cracóvia, Polônia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, retratará a vida e trajetória do Beato João Paulo II.cardeal_dziwisz.jpg

A obra que será apresentada na próxima segunda-feira, 4 de novembro, em Roma, foi escrita com base nas conversas entre o futuro Santo e o jornalista Gian Franco Svidercoschi, ex-vice-diretor do jornal da Santa Sé “L’Osservatore Romano”.

O Cardeal Dziwisz chegou a ser secretário do Papa João Paulo II e afirmou ter vivido ao lado dele durante aproximadamente 40 anos. “Eu vivi ao lado de um Santo ou pelo menos durante quase 40 anos, todos os dias, eu vi de perto a santidade como eu sempre pensei que deveria ser”, ressaltou.

Após oito anos da morte do Santo Padre, o Arcebispo de Cracóvia iniciou seus trabalhos de pesquisa sobre o Beato para a criação de seu livro, buscando traçar um perfil extremamente detalhado da santidade dele, ajudando o público a entender melhor tanto o Papa que mudou a história da Igreja e do mundo, quanto Karol Wojtyla, através de uma dimensão mais humana e pessoal.

Anteriormente, em 2011, o Cardeal Dziwisz havia lançado o livro “Uma vida com Karol”. (LMI)

Da redação, com informações Radio Vaticano

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Papa mostra que esperança não é otimismo

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 29-10-2013, Gaudium Press– Hoje, o Papa fez uma pergunta que interessa a todos:

O que é a esperança para um cristão? Não é fácil compreender o que seja realmente a esperança – disse o Santo Padre procurando responder sua própria pergunta- mas podemos, desde logo, saber aquilo que não é: Seguramente não é otimismo!

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A esperança não é otimismo, não é aquela capacidade de olhar para as coisas com bom ânimo e andar para a frente. Não! Aquilo é otimismo, não é esperança. E foi assim que o Papa Francisco procurou definir o que, segundo ele, seja esperança. E suas palavras surgiram durante a homilia proferida após a leitura das palavras de S. Paulo, na Primeira Leitura do dia (Rom. 8,18-25), na Santa Missa celebrada hoje na Casa Santa Marta.

O Santo Padre disse mais:
Não é fácil perceber bem o que é a esperança. Diz-se que é a mais humilde das três virtudes, porque se esconde na vida. A fé vê-se, sente-se, sabe-se o que é. A caridade faz-se e sabe-se o que é. Mas o que é a esperança? Para nos aproximarmos um pouco, podemos dizer, em primeiro lugar, que a esperança é um risco, é uma virtude arriscada, é uma virtude, como diz S. Paulo ‘de uma ardente expectativa em direção à revelação do Filho de Deus’. Não é uma ilusão.

A esperança, então, não é otimismo, mas uma “ardente expectativa” em direção à revelação do Filho de Deus: esta foi a mensagem principal do Papa Francisco. A esperança é mais do que otimismo, mais do que bom ânimo…

Os primeiros cristãos – recordou o Santo Padre – consideravam a esperança como uma âncora na margem do Além. E a nossa vida é, precisamente, caminhar em direção a esta âncora – sublinhou o Papa Francisco:

Vem-me à mente a pergunta: onde estamos nós ancorados, cada um de nós? Estamos ancorados precisamente na margem daquele oceano tão distante ou estamos ancorados num lago artificial que nós construímos com as nossas regras, os nossos comportamentos, os nossos horários, os nossos clericalismos, as nossas atitudes eclesiásticas e não eclesiais? Estamos ancorados ali? Tudo cômodo, tudo seguro? Aquilo não é a esperança. (JSG)

Da Redação com informações Rádio Vaticana

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52279#ixzz2jCUPKYMn)

O matrimônio é “partir e caminhar juntos, de mãos dadas, entregando-se na mão grande do Senhor”

Papa Francisco se reúne com as famílias na Praça de São Pedro. Mais de 80 mil pessoas de 70 países.

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 26 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Cerca de oitenta a cem mil pessoas, de mais de 70 países, se reuniram hoje na Praça de São Pedro em Roma, para o Encontro das famílias com o Papa. Dia de sol, céu aberto, e muito colorido pela diversidade de balões que as crianças tinham nas mãos, as apresentações, músicais e testemunhos que marcaram a jornada.

Antes da benção final o Santo Padre perguntou-se: diante de tanta dificuldade para se formar uma família hoje “Como é possível, hoje, viver a alegria da fé em família?”

A vida é difícil, procurar trabalho é difícil, mas “aquilo que mais pesa na vida é a falta de amor. Pesa não receber um sorriso, não ser benquisto. Pesam certos silêncios, às vezes mesmo em família, entre marido e esposa, entre pais e filhos, entre irmãos. Sem amor, a fadiga torna-se mais pesada”, disse o Papa, recordando o que Jesus diz às famílias hoje: “Vinde a Mim, famílias de todo o mundo, e Eu vos hei-de aliviar, para que a vossa alegria seja completa”.

No momento da cerimônia de casamento, quando o casal promete fidelidade todos os dias da vida, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza…, o santo padre comentou que “Naquele momento, os esposos não sabem quais são as alegrias e as tristezas que os esperam. Partem, como Abraão; põem-se juntos a caminho”, e assim define o matrimônio: “Partir e caminhar juntos, de mãos dadas, entregando-se na mão grande do Senhor”.

“Os esposos cristãos não são ingênuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade”, porque confiam na fidelidade de Deus, disse o Papa, assegurando que é por isso que existe a graça do sacramento, que não é só festa, cerimônia, “Os sacramentos não servem para decorar a vida; o sacramento do Matrimónio não se reduz a uma linda cerimónia! Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento!”. Disse de forma espontânea: “A graça não é pra decorar a vida, mas é pra fazer-nos fortes, para seguirmos adiante”.

Deixando de lado o texto, o Papa lembrou as três palavras necessárias para se construir uma família: “Por favor, obrigado, desculpa. Três palavras para poder levar adiante uma família”.

Uma família tem muitos momentos felizes, “Mas, se falta o amor, falta a alegria, falta a festa; ora o amor é sempre Jesus quem no-lo dá: Ele é a fonte inesgotável, e dá-Se a nós na Eucaristia”.

Reforçando a importância do encontro das gerações, da valorização das gerações anteriores, disse Francisco que  “Os avós são a sabedoria da família, de um povo. Um povo que não escuta os avós é um povo que morre”. E olhando para o ícone presente na Praça de São Pedro da Apresentação do Senhor no Templo, o Papa disse que “Estes dois anciãos – Joaquim e Ana – representam a fé como memória. Maria e José são a Família santificada pela presença de Jesus, que é o cumprimento de todas as promessas. Cada família, como a de Nazaré, está inserida na história de um povo e não pode existir sem as gerações anteriores.”

Por fim disse o Papa, “Juntos, façamos nossas estas palavras de São Pedro, que nos têm dado força e continuarão a dar nos momentos difíceis: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!»

(Fonte: Agência Zenit)

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família

“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

ROMA, 27 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus, Maria e José

a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

Tomar a Cruz e levá-la com Jesus

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 24-10-2013, Gaudium Press) Em suas recentes homilias e reflexões, o Papa Francisco vem frisando a Cruz como um elemento de extrema importância na vida do cristão.papa_francisco.jpg

Nesta quinta-feira, 24, em sua conta oficial no Twitter (@Pontifex), o Santo Padre publicou: “Ser cristão significa renunciar a nós mesmos, tomar a Cruz e levá-la com Jesus. Não há outro caminho”.

Vale ressaltar que, no dia 27 de setembro deste ano, durante sua homilia, na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Pontífice afirmou que, para verificarmos se um cristão é um verdadeiro cristão é testarmos a sua capacidade de suportar, com alegria e paciência, as humilhações.

O mistério da Santa Cruz também foi lembrado pelo Papa, na Festa de Exaltação da Santa Cruz. Na ocasião, o Pontífice apontou que no mistério da Cruz, encontramos a história do homem e a história de Deus, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz.

No último dia 10 de outubro, ele publicou em seu Twitter: “O mistério da Cruz, um mistério de amor, pode-se compreender na oração. Rezar e chorar de joelhos diante da Cruz”. (LMI)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52139#ixzz2ijXd7nxT

Beato João Paulo II, rogai por nós!

Beato João Paulo II

João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła (18 de Maio de 1920 -2 de Abril de 2005), foi papa de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história. Foi o único Papa eslavo e polacoaté a sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Adriano VI em 1522.

João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como importância significante na melhora das relações da Igreja Católica com o judaismo, o islão e as igrejas ortodoxas e protestantes.

Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia falar mutíssimos idiomas, além do polaco. Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos pelos cinco séculos passados. Em 2 de Abril de 2005, faleceu devido a sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado “Venerável” pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de Maio de 2011.

João Paulo II, rogai por nós!

“Não tenham medo”: as palavras de João Paulo II permanecem atuais

Um musical homenageará o papa polonês

Por Daniele Trenca

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Trinta e cinco anos atrás, o conclave elegeu Karol Wojtyla como sucessor do Apóstolo Pedro. Hoje, faltando seis meses para a sua canonização, multiplicam-se as iniciativas em torno ao grande evento que elevará Wojtyla aos altares. Entre eles, o musical “Não tenham medo”, obra que será executada na semana da cerimônia solene, no final de abril de 2014.

O título é inspirado nas famosas palavras proferidas por João Paulo II na missa de início do seu pontificado, em outubro de 1978. O musical foi escrito pelo padre Joseph Mailloux , da arquidiocese de Lecce, na Itália, e é dirigido por Gianluca Ferrato e Andrea Palotto.

Está prevista uma apresentação do musical no Vaticano, em presença do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI. O musical será disponibilizado, depois, para todas as dioceses italianas, prevendo-se a sua exibição em eventos que deverão ser organizados em cada território diocesano. Além das autoridades locais, serão convidados os representantes das outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o islã. Em seguida, será oficialmente aberta a turnê internacional do musical.

“O musical é atualmente o único, com duração de duas horas, reconhecido como válido para comunicar a figura e o carisma de João Paulo II. É um espetáculo de música e teatro, que combina história, espiritualidade e humanidade, capaz de transmitir uma mensagem universal de paz, coragem e esperança. Um equilíbrio perfeito entre poética narrativa, espetáculo técnico, recitação, canto, dança acrobática e música”.

O projeto já recebeu a aprovação do cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, do atual arcebispo de Cracóvia, dom Oder Slavomir, postulador da causa de canonização, e de dom Marcello Semeraro, coordenador do grupo dos oito cardeais nomeados pelo papa Francisco para a reforma da cúria romana.

Trinta artistas estão envolvidos no musical, entre atores, grupos de dança, acrobatas e artistas diversos. Rica também é a trilha sonora, composta de músicas inéditas. O projeto é realizado pela IkneArte, responsável pela comunicação, e pela GBY, na produção e organização.

(Fonte: Agência Zenit)

Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco tem uma identidade forjada no Evangelho.

De acordo com padre Bergoglio “é preciso curar o enfermo mesmo quando desperta repulsa”. “Tenho horror de ir à prisão – disse – porque o que se vê é muito duro, mas ainda assim vou, porque o Senhor deseja que me encontre com o necessitado, o pobre, o sofredor”.

É sabido que Bergoglio costumava ir nas piores áreas de Buenos Aires e que de lá conseguiu fazer brotar várias vocações.

Para os jovens reclusos que visitou na Quinta-feira Santa (28 de março), ressaltou que com o gesto de lavar os pés o Senhor, que é o mais importante, aquele que está mais alto, nos mostra que a maior tarefa é aquela de servir os menores.

“Ajudar-se uns aos outros, – continuou o Papa Francisco – isto é o que Jesus nos ensina e é isso que eu faço. Faço-o com o coração porque é o meu dever. Como sacerdote e como bispo, devo estar ao vosso serviço. Eu vos amo e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou, mas também vocês ajudem-se sempre uns aos outros e assim ajudando-se praticaremos o bem mutuamente”.

O pontífice tem uma ideia muito clara do que significa servir. Para os 132 entre chefes de Estado e príncipes reinantes que vieram à Roma para a sua eleição de Papa, disse que “o verdadeiro poder é o serviço”. “Nunca nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço – disse – e que até mesmo o Papa para exercer o poder tem que entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz;

Antes de receber os representantes de trinta igrejas cristãs pediu para retirar o trono papal e o substituiu por uma simples cadeira. Recebeu-os como Bispo de Roma e apresentou-se como “servo dos servos”. Em toda a sua vida padre Bergoglio lutou consigo mesmo para estar perto de Jesus. Buscou-o no rosto dos pobres, dos enfermos, dos pecadores, dos prisioneiros, dos distantes, dos desesperados. No encontro com o sofrimento, com a dor, com o desespero, com a Cruz, padre Bergoglio revive a paixão de Jesus e contemplando e curando as feridas, espera e acredita que o sangue de Cristo continue a lavar os pecados de todos. Uma espécie de Eucaristia vivida diariamente na compassiva cura dos corpos e das almas.

A este respeito, domingo, 7 de abril , Jornada da Misericórdia, explicou: “Na minha vida pessoal vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus dizendo-lhes: Senhor estou aqui, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lave-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez, acolheu, consolou, lavou, amou”.

Ao colégio dos cardeais, que encontrou no dia 15 de março, o Papa Francisco fez um convite para nunca “ceder ao pessimismo”. “Nunca nos deixemos levar pelo pessimismo e pelo desânimo, aquela amargura que o Diabo nos oferece a cada dia”, destacou o Pontífice, porque “Temos a certeza de que o Espírito Santo continua a obrar e procuramos novos métodos para anunciar o Evangelho.

A humildade e a misericórdia

Outra palavra usada e testemunhada pelo Papa Francisco é a humildade. No ensaio, publicado pela EMI, e intitulado “Humildade, caminho para Deus”, Jorge Bergoglio escreveu “é Cristo que nos permite ter acesso ao irmão a partir do nosso abaixar-se”. De acordo com o Papa Francisco “o nosso caminhar no caminho do Senhor traz consigo assumir  o abaixamento da Cruz. Acusar-se é assumir o papel de réu, como o assumiu o Senhor carregando as nossas culpas”, portanto, “o acesso ao irmão é realizado pelo Cristo a partir do nosso abaixamento”.

O comentário do arcebispo de Buenos Aires, é inspirado em alguns escritos de Doroteu de Gaza, um abade monge e eremita do século VI. Escreveu Doroteu de Gaza: “Acredite que tudo o que nos acontece, até mesmo os menores detalhes, é pela Providência de Deus, e assim suportarás sem impaciência tudo o que vier. ( … ) Acredite que o desprezo e os insultos são remédios contra o orgulho da sua alma e ore por aqueles que te tratam mal , considerando-os como médicos”.

E, novamente, não tente conhecer o mal do teu próximo, e não alimente suspeitas contra ele. E se a nossa malícia os faz nascer, procure transformá-los em pensamentos bons”.

Conta-se que Abba Zózimo, um dos mestres de Doroteu de Gaza, dizia que é preciso pensar daqueles que fazem o mal “como sendo um médico enviado por Cristo”, como um “benfeitor”, porque “tudo é um apelo para a conversão, para retornar a si mesmo e para descobrir solidariedade com os pecadores”.

A questão da moral

Como muitos notaram, a verdadeira novidade do Papa Francisco, mais do que a nível doutrinal, é a nível de atitude: “A primeira reforma – ele disse – deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com eles, de saber dialogar e também de descer na suas noites, nas suas escuridões sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos do Estado”.

“Eu sonho – acrescenta – com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, cuidar das pessoas, acompanhado-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isso é Evangelho puro. Deus é maior do que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois”.

É verdade que alguns se sentem órfãos de Bento XVI e de João Paulo II dizendo que não se acham nas palavras do Papa Francisco, principalmente em temas morais.

No entanto, o padre Bergoglio na sua prática de Arcebispo sempre foi leal e fiel à doutrina.

Sobre a acolhida dos divorciados, sobre a prática da homossexualidade, sobre as pessoas que escolheram a interrupção voluntária da gravidez, sobre o celibato, etc, papa Francisco não apresenta nenhuma novidade doutrinal, é fidelíssimo a tudo o que está escrito no Catecismo da Igreja Católica.

Na entrevista à Civilta Cattolica disse: “Nós não podemos insistir somente nas questões relacionadas ao aborto, ao matrimônio homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não tenho falado muito sobre esses temas, e fui repreendido. Mas quando se fala, é preciso que se fale em um contexto. O parecer da Igreja, além disso, é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar sobre isso o tempo todo”.

“Eu vejo claramente que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade , o companheirismo. Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas… E é preciso começar de baixo”.

No angelus do 7 de Abril, o Papa recordou as palavras de Jesus: “Pedro, não tenha medo da sua fraqueza, confie em mim”, e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora. Que bom é este olhar de Jesus – quanta ternura! Irmãos e irmãs, nunca percamos a confiança na misericórdia paciente de Deus!”

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[Tradução Thácio Siqueira]

(Fonte: Agência Zenit)

Quando Bergoglio batizou Federico, de família judaico-católica

Em Buenos Aires, o arcebispo superou a burocracia e recomendou ao batizado que não se esquecesse das suas raízes judaicas

Por Redacao

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Nosso leitor Eduardo Rivero compartilha com ZENIT um episódio da vida do cardeal Bergoglio em Buenos Aires, acontecido com seu amigo portenho que temos a honra de apresentar neste relato.

Eduardo, sua esposa, seu filho e sua filha viviam no Canadá fazia três anos, por motivos de trabalho. Decidiram batizar a filha na Argentina e queriam que o padrinho fosse Federico, o cunhado de Eduardo.

Quando lhe fizeram o convite, Federico respondeu que seria uma honra, mas que antes precisava ele próprio ser batizado. A família da esposa de Eduardo é judaico-católica: a mãe é judia e o pai é católico. Os pais sempre deram aos filhos a opção de escolher sua religião.

A esposa de Eduardo, assim, escolheu a fé católica; a irmã, Carolina, optou pela religião judaica. O irmão, Federico, sempre esteve mais próximo do catolicismo, mas nunca se batizou.

O convite a ser padrinho da sobrinha se transformou para Federico numa boa oportunidade para enfim receber o próprio batismo. Ele começou a se informar em várias igrejas e todas lhe pediam cursos ou trâmites burocráticos. Federico ligou para a irmã e para o cunhado e lhes agradeceu por terem-no escolhido como padrinho da filha, mas relatou as travas que tinha encontrado e contou que não pôde se batizar. Considerando o pouco tempo que faltava para o batismo da bebê, seria impossível o batismo dele próprio.

Eduardo relata que a esposa, não se resignando, decidiu telefonar pessoalmente para a arquidiocese de Buenos Aires e tentar conversar com Bergoglio, então cardeal da capital argentina. Foi por volta do  dia 15 de novembro de 2012. Ela conseguiu falar com a secretária de Bergoglio, que ouviu toda a história atenciosamente e garantiu que a transmitiria ao cardeal. Quinze minutos mais tarde, tocou o telefone. “Era o próprio arcebispo, ligando para perguntar como poderia ajudar. Nós não o conhecíamos, nem ele nos conhecia, mas ele nos ligou”, relembra Eduardo.

Sua esposa contou ao cardeal a história da família e Bergoglio afirmou que seria uma alegria batizar Federico ainda naquele sábado, na catedral portenha.

“Quando Bergoglio terminou o batizado, ele pediu a Federico que jamais se esquecesse das suas raízes judaicas. O cardeal também se ofereceu para batizar a menina”, conta Eduardo.

Para o batismo da pequena, “o cardeal veio da sua casa até a igreja de São Martinho de Tours, num sábado à tarde, especialmente para batizar a nossa filha, sem nos conhecer e com a humildade de um grande homem”.

(Fonte: Agência Zenit)

Misericórdia: o programa do pontificado do Papa Francisco (primeira parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Todos os papas são únicos, mas Francisco é realmente um Papa extraordinário, incrível. Ele nos surpreende a cada dia mais.

Executa ações surpreendentes. Mora em um quarto de hotel. Viaja com carros comuns. Onde pode dispensa a escolta. Veste-se sobriamente. Calçando botas ortopédicas, com muitas lombas. Tem uma cruz peitoral de prata e até o anel tiveram que insistir para dourar.

Visita, consola e confessa prisioneiros, enfermos com AIDS, pessoas com problemas psiquiátricos, não houve nem sequer uma Quinta-Feira Santa que tenha celebrado na diocese, mas sempre nas prisões, hospitais, manicômios, hospitais psiquiátricos, orfanatos, nas favelas, nos bairros mais pobres e infames. Vê-lo caminhar entre as pessoas é uma experiência única.

Conforta e acalma os enfermos e os deficientes, pega no ar os terços que lhe jogam, coloca a chupeta nas crianças que choram; escreveu no gesso de uma adolescente com a perna engessada, cumprimenta e abraça a todos, abençoa, dialoga intensamente com as pessoas, convida-lhes a responder as suas perguntas, invoca orações comuns, às vezes em silêncio. Muitos se comovem.

E depois telefona em primeira pessoa. É ele que procura as ovelhas perdidas, compartilha os sofrimentos, as chama pelo nome, tranquiliza, encontra soluções, um verdadeiro pai que não deixa faltar a sua presença e que leva de volta para Deus tantas ovelhas perdidas.

Suscita um entusiasmo incrível.

Com 10 milhões de seguidores no Twitter, o Papa foi recentemente premiado com o Oscar da Web, como Personalidade do Ano no Blogfest de 2013, batendo a concorrência de estrelas da Internet.

No Vaticano chegam uma média de duas mil cartas por dia dirigidas a ele.

O Angelus e a audiência da quarta-feira com mais de cem mil pessoas, são números que vão muito além dos recordes de todos os pontífices anteriores.

Testemunhos de párocos falam de pessoas que desde que o Papa Francisco chegou fazem fila no confessionário, nunca se viu tanta gente querendo se confessar.

Na Polônia, me disseram que nos últimos sete meses têm crescido fortemente os pedidos para entrar no seminário.

Um levantamento feito na Rússia, revelou que 71 % da população quer  que o Papa Francisco vá para Moscou.

De acordo com outro levantamento feito com quase mil jovens do Instituto Toniolo foi revelado que o 83,6 % disseram que as palavras escolhidas são adequadas ao mundo contemporâneo, capazes de atingir o coração das pessoas. O 91,5% simpatiza com o Papa. De todos os entrevistados o 81% disse que é capaz de aumentar a coerência moral entre os comportamentos e os valores afirmados.

Qual é o seu segredo?

Do ponto de vista da doutrina não existe nenhuma diferença com os seus antecessores, mas mudou a abordagem.

Papa Francisco não esperava ser criticado, nunca responde o mal com o mal, e não aceita alimentar polêmicas, pelo contrário, como São Francisco se dirige aos inimigos e tenta abraça-los, explica-lhes o sacrifício de Cristo e lhes convida a abaixar juntos sob a Cruz, fazendo da fraqueza a arma para encontrar a paz.

A esse respeito disse aos redatores da Civiltá Cattolica no dia 14 de junho no 163 º aniversário da revista.

“É verdade que a Igreja precisa ser dura contra a hipocrisia, fruto de um coração fechado, mas a tarefa principal não é construir muros, mas pontes, é o de estabelecer um diálogo com todos os homens, também com aqueles que não compartilham a fé cristã, mas cultuam os altos valores humanos, e até mesmo “com aqueles que se opõem à Igreja e a perseguem de diversos modos”. Essa última frase é tirada da Gaudium et spes, número 92).

“Diálogar significa estar convencido de que o outro tem algo bom para dizer, dar lugar ao seu ponto de vista, à sua opinião, às suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo. E para dialogar é preciso abaixar as defesas e abrir as portas”.

Acrescentou o Papa Francisco: “São tantas as questões humanas a serem discutidas e compartilhadas, e no diálogo é sempre possível aproximar-se da verdade, que é dom de Deus, e enriquece mutuamente”.

O Papa Bergoglio recordou a afirmação de Santo Inácio de que “devemos buscar e encontrar a Deus em todas as coisas”.

Em uma entrevista com a Civilta cattolica explicou “Eu tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa, Deus está na vida de cada um. Ainda que a vida de uma pessoa tenha sido um desastre, se foi destruída pelos vícios, pela droga ou por qualquer outra coisa, Deus está na sua vida. Pode-se e deve-se busca-lo em cada vida humana. Ainda que a vida de uma pessoa seja um terreno cheio de espinhas e ervas daninhas , há sempre um espaço em que a boa semente pode crescer. É preciso confiar em Deus”.

Neste contexto, sobre a propagação da fé escreveu no n.34 da Encíclica Lumen fidei: “Torna-se claro que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; pelo contrário, a verdade o faz humilde, sabendo que, mais do que possuí-la nós, é ela que nos abraça e nos possui. Longe de enrijecer-nos, a segurança da fé nos coloca a caminho, e torna possível o testemunho e o diálogo com todos”.

Na sua relação contra os que atacam ou perseguem a Igreja o Papa Francisco responde como respondeu o beato croata Miroslav Buleić: “A minha vingança é o perdão!” explicando que “o martírio é amor, e é a vitória sobre todo tipo de ódio”.

Até mesmo o beato Jerzy Popieluszko, mártir polonês, ressaltou que a tarefa dos cristãos é combater “o mal e não as suas vítimas”.

Claro ensinamento de São Paulo que na Carta aos Romanos escreveu: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (12, 21).

O mal não pode ser derrotado com o mal: nesse caminho, de fato, mais do que vencer o mal, se é vencido por ele.

A este respeito  o Papa, antes do Angelus de 15 de setembro , explicou que a justiça humana é muito limitada para nos salvar e se praticarmos o “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal.

Diferente é a justiça de Deus que em face dos pecados e do mal aceitou a Cruz e deu sua vida por nós.

Para um maior aprofundamento: “Um ciclone di nome Francesco” http://www.amazon.it/gp/product/0615824226/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl ?

(Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira)

(Fonte: Agência Zenit)

Jesus Cristo fundou alguma Igreja?

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus Cristo fundou a Igreja católica. Grafa-se corretamente a palavra “católica”, que quer dizer universal, com cê minúsculo, porque não se trata de um nome próprio, mas de um atributo da única Igreja de Cristo.

Vejamos alguns trechos da constituição dogmática Lumen Gentium: A) “Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.” (N. 14a, grifos meus); B) “Este sacrossanto sínodo, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo pastor eterno fundou a santa Igreja (…) e [Jesus] quis que os sucessores dos apóstolos fossem em sua Igreja pastores até a consumação dos séculos.” (N. 18b, grifos meus).

No ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé, através da declaração Dominus Iesus, reiterou a doutrina bimilenar: A) “Deve-se crer firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por ele [Cristo] fundada.” (N. 16b, grifos meus); B) “Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja católica” (N. 16c, grifos meus); C) “Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste (continua a existir) na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.” (N. 17a, grifos meus).

Os dois documentos supramencionados, embora embasados, é óbvio, tanto na sagrada tradição quanto na sagrada escritura, não deixam de ser uma referência mais para os católicos.

Nossos irmãos separados, os temporãos no cristianismo (século XVI), não podem, todavia, negar a história. Desta feita, muito tempo antes do Concílio de Niceia, no século IV, data em que alguns protestantes querem ver o início do catolicismo, o papa Clemente (+97), por exemplo, com autoridade doutrinal, dirige-se à Igreja de Corinto. O papa Vitor I (+199) teve atuação decisiva na escolha da data da Páscoa, em controvérsia com outras comunidades. Os papas Zeferino (+217) e Calixto (+222), na questão sobre a penitência, na disputa sobre o batismo dos hereges, também deram a última palavra. Santo Inácio elogia a Igreja de Roma, em virtude de ser ela a sé primeira. Santo Irineu exige a união doutrinal com a Igreja de Roma. São Cipriano, por seu turno, vê naquela Igreja a fonte da unidade eclesiástica. São Jerônimo, o tradutor da bíblia, escreve ao papa Dâmaso I (+384), dizendo que “no meio das convulsões da heresia ariana, a verdade encontra-se somente com Roma.”

Na Igreja católica apostólica romana está atuante e vigorosa a totalidade dos recursos salvíficos legados pelo divino salvador, sobremodo os sete sacramentos.

(Fonte: Agência Zenit)

Foi lançado o impactante documentário: “Francisco: O Papa do Novo Mundo”

ROMA, 15 Out. 13 / 12:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um novo documentário se aprofunda na vida, pensamento, obra e palavras do Papa Francisco, o homem que fascinou tanto católicos como não católicos desde a sua eleição à Sé de Pedro em março deste ano.

“Francisco: O Papa do Novo Mundo”, que será transmitido pela FOX Business Network, relata a história de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro da América e o primeiro em escolher o nome de Francisco, por São Francisco de Assis. Este documentário de uma hora de duração mostra entrevistas realizadas em todo o mundo, com amigos próximos, companheiros sacerdotes, colaboradores, sua biógrafa e os pobres das “vilas miséria” de Buenos Aires.

Foi produzido pelos Cavaleiros de Colombo, que é a maior organização de leigos católicos do mundo, e foi filmado em grande medida nas cidades de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina.

“Este documentário chega quando o mundo se dá conta de que um homem muito especial assumiu a liderança da Igreja Católica, e isto começa—mas não termina—com os seus gestos de humildade e atenção para com todos”, disse a respeito o Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, um dos produtores executivos.

“Entretanto, o público ainda desconhece numerosos detalhes da vida do Papa Francisco, o trabalho que realizou e as formas como defendeu aos que não têm voz e também os princípios católicos. Este documentário entra nessas histórias”.

O documentário começa com o momento no qual o novo Papa se encontra diante da multidão na Praça São Pedro em 13 de março, dia de sua eleição. Logo vai mostrando pouco a pouco as suas origens, o seu chamado vocacional, o seu amor por San Lorenzo de Almagro, o time de futebol do qual sempre foi torcedor, e sua estreita relação com os pobres de Buenos Aires, entre outras passagens de sua vida.

Também mostra como lutou corajosamente com a ditadura quando ele era o Provincial dos Jesuítas na Argentina, sua defesa dos mais pobres frente ao caos econômico e político ao início do século XXI.

Sobre este documentário, o Arcebispo de Los Ángeles nos Estados Unidos, Dom José Gómez, assinala que “todo mundo está falando do Papa Francisco. Todo este interesse é um sinal de que milhões em nossas sociedades secularizadas ainda buscam Deus, e ainda olham para a Igreja Católica para que lhes mostre o caminho. Este excelente documentário nos ajuda a ver nosso Papa mais claramente”.

“Apresenta um Papa que tem uma bela visão da felicidade humana e um Papa que está chamando à Igreja a um amor mais profundo por Jesus e a um novo desejo de atrair o próximo para Deus”, acrescenta.

O professor Guzmán Carriquiry, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, comentou que “Francisco: O Papa do Novo Mundo é uma excelente introdução à vida e ao pensamento de nosso Santo Padre. Através de suas próprias palavras e através das histórias daqueles que o conheceram bem e trabalharam muito próximos a ele, este documentário é um caminho que abre os olhos através de muitos eventos da vida de Jorge Mario Bergoglio”.

O documentário, indicou, “deixa claro por que este homem está tão bem qualificado e preparado para ter chegado a ser Papa. Qualquer um que queira entender melhor o Papa Francisco, deveria começar por ver esta produção”.

Mais informação: joseph.cullen@kofc.org

(Fonte: Agência Zenit)

Cristãos que tornem visível a misericórdia de Deus ao homem de hoje, pede o Papa

VATICANO, 15 Out. 13 / 11:40 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao receber na manhã de ontem os participantes da assembleia plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Papa Francisco assinalou que “há necessidade de cristãos que tornem visível aos homens de hoje a misericórdia de Deus”.

O Santo Padre disse que “há necessidade de cristãos que tornem visível aos homens de hoje a misericórdia de Deus, a sua ternura por cada criatura. Todos sabemos que a crise da humanidade contemporânea não é superficial, é profunda”.

“Por isso a nova evangelização, enquanto chama a ter coragem de ir contracorrente, de converter-se dos ídolos ao único e verdadeiro Deus, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita de gestos e de atitudes antes ainda que de palavras”.

Em seu discurso, o Pontífice agradeceu o serviço realizado pelo dicastério neste Ano da Fé e lhes recordou que “Nova evangelização” significa despertar nos corações e nas mentes de nossos contemporâneos a vida da fé.

“A fé é um dom de Deus, mas é importante que nós cristãos mostremos viver de modo concreto a fé, através do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isto suscita perguntas. São interrogações que levam ao coração da evangelização, que é o testemunho da fé e da caridade. Aquilo de que precisamos, especialmente nestes tempos, são testemunhos credíveis que com a vida e com a palavra tornam visível o Evangelho”.

O Papa disse logo que “muitas pessoas se afastaram da Igreja. É errado colocar a culpa em uma parte ou em outra, não é o caso de falar de culpa. Há responsabilidades na história da Igreja e do seu povo, em certas ideologias e também em pessoas individuais”.

“Como filhos da Igreja, devemos continuar o caminho do Concílio Vaticano II, desprender-nos de coisas inúteis e danosas, de falsas seguranças mundanas que dificultam a Igreja e danificam a sua verdadeira face”, exortou.

Cada batizado é um “cristóforo”, um portador de Cristo, e não pode reter para si esta experiência: tem que compartilhá-la, tem que levar Jesus aos outros.

A nova evangelização, prosseguiu Francisco, é um movimento renovado para quem perdeu a fé e o sentido profundo da vida. E dentro deste movimento todo cristão está chamado a ir ao encontro dos outros.

“Ninguém está excluído da esperança da vida, do amor de Deus. A Igreja é enviada a despertar em todo lugar esta esperança, especialmente onde é sufocada por condições existenciais difíceis, às vezes desumanas, onde a esperança não respira, sufoca. É preciso o oxigênio do Evangelho, do sopro do Espírito de Cristo Ressuscitado, que a reacenda nos corações”.

“A Igreja –ressaltou o Papa– é a casa na qual as portas estão sempre abertas não somente para que cada um possa encontrar acolhimento e respirar amor e esperança, mas para que possamos sair e levar este amor e esta esperança. O Espírito Santo nos impele a sair do nosso recinto e nos guia até as periferias da humanidade”.

(Fonte: ACI Digital)

Esta foi a oração com a qual o Papa consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria

Foto Grupo ACI

VATICANO, 14 Out. 13 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante de 100 mil pessoas presentes ontem, domingo, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco consagrou o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Maria. Esta é a oraçãode consagração que rezou o Santo Padre diante da imagem original da Virgem de Fátima que foi levada a Roma do seu santuário em Portugal:

Bem-aventurada Maria Virgem de Fátima,
com renovada gratidão pela tua presença materna
unimos a nossa voz àquela de todas as gerações
que te chamam bem-aventurada.

Celebramos em ti as grandes obras de Deus,
que jamais se cansa de prostrar-se com misericórdia
sobre a humanidade, afligida pelo mal e ferida pelo pecado,
para curá-la e para salvá-la.

Acolhe com benevolência de Mãe
O ato de consagração que hoje fazemos

com confiança, diante desta tua imagem

tão querida a nós.

Estamos certos de que cada um de nós é precioso aos teus olhos
e que nada é a ti estranho de tudo aquilo que habita em nossos corações.

Nos deixamos alcançar pelo teu dulcíssimo olhar
e recebemos o afago consolador do teu sorriso.

Protege a nossa vida entre os teus braços:
abençoa e reforça todo desejo de bem;
reaviva e alimenta a fé;
ampara e ilumina a esperança;
suscita e anima a caridade;
guia todos nós no caminho da santidade.

Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção
Pelos pequenos e pelos pobres,
pelos excluídos e os sofredores,
pelos pecadores e os dispersos de coração:
reúne todos sob tua proteção
e os entrega ao teu Filho amado, o Senhor nosso Jesus.

Amém.

(Fonte:)

Uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 10 Out. 13 / 02:12 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar a Missana Capela da Casa Santa Marta hoje, o Papa Francisco assegurou que é preciso ter coragem para pedir ao Senhor na oração, pois “uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração”.

O Santo Padre perguntou “Como nós rezamos? Rezamos assim, por costume, piedosamente, mas tranquilos, ou nos colocamos com coragem diante do Senhor para pedir a graça, para pedir por aquilo pelo qual rezamos?”.

“A coragem na oração: uma oração que não seja corajosa não é uma verdadeira oração. A coragem de ter confiança de que o Senhor nos ouça, a coragem de bater à porta… O Senhor diz: ‘Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e quem bate, a porta se abre’. É preciso pedir, procurar e bater”.

“Nós, nos envolvemos na oração? Sabemos chamar o coração de Deus?”.

O Papa indicou que “no Evangelho, Jesus diz: ‘se vós que sois maus,?sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,?quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo?aos que o pedirem!?’”, o qual “é uma grande coisa”.

“Quando rezamos com coragem, o Senhor nos concede a graça, e também se dá a si mesmo na graça: o Espírito Santo, ou seja, a si mesmo! O Senhor nunca concede ou manda uma graça por correio. Nunca! Ele a concede! Ele é a graça!”.

“O que nós pedimos é na verdade como um papel que embrulha a graça. Mas a verdadeira graça é Ele que vem para entrega-la. A nossa oração, se for corajosa, recebe aquilo que pedimos, mas também aquilo que é mais importante: o Senhor”.

O Papa assinalou que às vezes “pedimos a graça, e não nos atrevemos a dizer: ‘Que o Senhor me traga’. Sabemos que a graça é sempre trazida por Ele: é Ele quem vem e nos entrega”.

“Não façamos a desfeita de receber a graça e não reconhecer Quem a dá: o Senhor. Que o Senhor nos dê a graça de doar-se a si mesmo, sempre, em toda graça. E que nós O reconheçamos, e que O louvemos como aqueles doentes curados do Evangelho. Porque naquela graça, encontramos o Senhor”.

(Fonte: ACI Digital)

A oração abre a porta a Deus, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 08 Out. 13 / 12:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir nesta manhã a habitual Missa na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco assinalou que a oração, diante dos problemas e calamidades na vida, significa abrir a porta a Deus para que Ele possa fazer algo.

O Santo Padre advertiu que “quando não rezamos, fechamos as portas ao Senhor para que Ele não possa fazer nada!”.

“Ao contrário, diante de um problema, de uma situação difícil, de uma calamidade, a oração abre as portas ao Senhor para que Ele venha. Ele refaz as coisas, Ele sabe arranjar as coisas, colocá-las no lugar. Rezar é isso: abrir as portas ao Senhor. Se as fecharmos, Ele não pode fazer nada”.

Ao refletir sobre o Evangelho, que hoje narra a história de Marta e de sua irmã Maria, o Santo Padre disse: “pensemos nesta Maria que escolheu a melhor parte e nos mostra o caminho, como se abre a porta ao Senhor”.

“Aos olhos de sua irmã estava perdendo o tempo, também parecia talvez um pouco fantasiosa: olhava o Senhor como se fosse uma menina admirada. Mas, quem gosta dela? O Senhor: ‘Esta é a melhor parte’, porque Maria escutava o Senhor e orava com o seu coração”.

O Papa indicou que o Senhor “nos quer dizer: A primeira tarefa na vida é a oração. Não a oração das palavras como papagaios, mas a oração do coração: contemplar o Senhor, escutar o Senhor, pedir ao Senhor. E nós sabemos que a oração faz milagres”.

“E Marta fazia isto: O que ela fazia? Trabalhava, mas não rezava! Depois, há o comportamento dos outros como o teimoso Jonas, que são os justiceiros. Ele ia, profetizava, mas no seu coração, dizia: ‘Merecemos isto, o merecemos’. Ele profetizava, mas não rezava! Não pedia perdão ao Senhor por eles. Só os criticava”.

“São os justiceiros, aqueles que acham que têm a razão! E ao final – continua o livro de Jonas – vê-se que era um homem egoísta, porque quando o Senhor salvou Nínive, pela oração do povo, ele se incomodou com o Senhor: ‘É sempre assim. Sempre perdoas!’”.

(Fonte: ACI Digital)

Papa Francisco no Angelus: Como os Apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumentai a nossa fé!”

Pontífice reforça pedido de oração pelas pessoas que perderam suas vidas em Lampedusa,

CIDADE DO VATICANO, 06 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas neste domingo, 6 de outubro, diante de uma multidão de fieis reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Antes de tudo, gostaria de agradecer a Deus pelo dia que vivi em Assis, antes de ontem. Foi a primeira vez que eu fui a Assis e foi um grande presente fazer esta peregrinação justamente na festa de São Francisco. Agradeço ao povo de Assis pela calorosa acolhida: muito obrigado!

Hoje, a passagem do Evangelho começa assim: “Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta-nos a fé!’” (Lc 17, 5-6). Eu acho que todos nós podemos fazer nossa essa invocação. Nós também, como os Apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumentai a nossa fé!”. Sim, Senhor, a nossa fé é pequena, a nossa fé é fraca, frágil, mas nós a oferecemos assim como ela é, para que o Senhor a faça crescer. Parece bom repetir isto juntos: “Senhor, aumenta a nossa fé!” Façamos? Todos: Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta em nós a nossa fé! A faça crescer!

E o Senhor, o que nos responde? A resposta é: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá” (v. 6). A semente de mostarda é muito pequena, mas Jesus disse que basta ter uma fé pequena, porém verdadeira e sincera para realizar as coisas humanamente impossíveis e impensáveisE é verdade! Todos nós conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que realmente move montanhas! Pensemos, por exemplo, em certas mães e pais que enfrentam situações muito difíceis ou em alguns doentes até mesmo terminais que transmitem serenidade para aqueles que vão visitá-los. Essas pessoas, por causa de sua fé, não se vangloriam do que fazem, aliás, como diz Jesus no Evangelho, elas dizem: “Somos servos como quaisquer outros. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10). Quantas pessoas entre nós tem essa fé forte, humilde e que faz tanto bem!

Neste mês de outubro, especialmente dedicado às missões, pensemos nos missionários, homens e mulheres que para anunciar o Evangelho superaram obstáculos de todos os tipos, deram realmente a vida, como São Paulo diz a Timóteo: “Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho” (2 Tm 1, 8). Isso, no entanto, aplica-se a todos: cada um de nós, na própria vida cotidiana deve testemunhar Cristo, com a força de Deus, a força da fé. A fé muito pequena que temos, mas que é forte! Com esta força, dar testemunho de Jesus Cristo, ser cristãos com a vida, com o nosso testemunho!

Como obtemos essa força? De Deus, na oração. A oração é a respiração da fé: numa relação de confiança, num relacionamento de amor, não pode faltar o diálogo e a oração é o diálogo da alma com Deus. Outubro é também o mês do Rosário, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, Beata Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este ato de confiança em nossa Mãe e recebamos de suas mãos o Rosário. O Rosário é uma escola de oração, o Rosário é uma escola de fé.

Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Ontem, em Modena, foi beatificado Rolando Rivi, um seminarista daquela região, Emilia, que foi morto em 1945, quando tinha 14 anos, de ódio por sua fé, culpado apenas por vestir uma batina naquele período de violência desencadeada contra o clero, que levantava a voz para condenar em nome de Deus, os massacres do pós-guerra. Mas a fé em Jesus vence o espírito do mundo! Damos graças a Deus por este jovem mártir, testemunha heróica do Evangelho. Quantos jovens de 14 anos, hoje, têm diante de si este exemplo: um jovem corajoso, que sabia para onde deveria ir, conhecia o amor de Jesus em seu coração e deu a sua vida por Ele. Um exemplo bonito para os jovens.

Gostaria de recordar-me com vocês das pessoas que perderam suas vidas em Lampedusa, na quinta-feira passada. Vamos todos rezar em silêncio por estes nossos irmãos e irmãs: mulheres, homens, crianças… Deixemos chorar nossos corações. Rezemos em silêncio.

Saúdo com afeto os peregrinos, especialmente as famílias e os grupos paroquiais. Saúdo os fiéis da cidade de Mede, aqueles de Poggio Rusco, e os jovens de Zambana e Caserta.

Um pensamento especial para a comunidade peruana de Roma, que trouxe em procissão a imagem sagrada do Señor de los Milagros. Eu vejo daqui a imagem, ali, no meio da praça. Saudemos todos ao Señor de los Milagros, ali, na praça! Saúdo os fiéis do Chile e o grupo Bürgerwache Mengen da diocese de Rottenburg -Stuttgart, na Alemanha.

Saúdo o grupo de mulheres que vieram de Gubbio, a chamada “Via Francigena Franciscana”; saúdo os líderes da Comunidade de Santo Egídio em vários países asiáticos – são bons, estes de Sant’Egidio! Saúdo os doadores de sangue da ASFA de Verona e os de AVIS Carpinone; o do Conselho Nacional AGESCI, o grupo de aposentados do Hospital Santa Ana em Como, o Instituto das Canossianas de Brescia e a Associação “Missão Effatà”.

Desejo a todos um bom domingo. Bom almoço e adeus!

Tradução: ZENIT/ Com informações da Rádio Vaticana

(Fonte: Agência Zenit)

Francisco na audiência geral: Deus diz a você: não tenha medo da santidade

Na catequese, o papa fala sobre a santidade da Igreja: não pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa

Por Rocio Lancho García

ROMA, 02 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O papa deu continuidade aos ensinamentos sobre a Igreja na audiência desta quarta-feira de manhã. Uma grande multidão de fiéis de todo o mundo esperava Francisco na praça para escutar a catequese. Mesmo as ruas próximas da praça de São Pedro estavam repletas de pessoas que, apesar do calor que protagoniza o começo de outono na Cidade Eterna, acorreram à praça com entusiasmo de peregrinos.

Depois de professar o “Creio na Igreja una”, o papa recordou que acrescentamos o adjetivo “santa”. “E esta é uma característica que esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, que se chamavam simplesmente de ‘santos’ porque tinham a certeza de que é a ação de Deus, do Espírito Santo, que santifica a Igreja”, declarou o santo padre. Francisco desenvolveu a catequese em torno desta ideia, explicando “em que sentido a Igreja é santa, quando vemos que a Igreja histórica, no seu caminho ao longo dos séculos, passou por tantas dificuldades, problemas e momentos de escuridão. Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores?”.

Em primeiro lugar, o papa comentou um fragmento da carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. “O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que ‘Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para torná-la santa’”. Isto significa que a “Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, fiel e não a abandona em poder da morte e do mal […] Ela não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa; é fruto do Espírito Santo e dos seus dons”.

Um segundo aspecto que Francisco abordou é o fato de a Igreja ser formada por pecadores. “A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores […] Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz impiedoso, mas é como o pai da parábola do evangelho […] Deus nos quer parte de uma Igreja que saiba abrir os braços para acolher a todos, que não seja a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos nós possamos ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes, os que se sentem desalentados e perdidos”.

O pontífice indagou: “O que é que posso fazer, eu, que me sinto fraco, frágil, pecador?”. E propôs a resposta: “Deus diz a você: não tenha medo da santidade, não tenha medo de olhar para o alto, de se deixar amar e purificar por Deus, não tenha medo de se deixar guiar pelo Espírito Santo!”.

“Saúdo os peregrinos de língua espanhola, em particular os grupos vindos da Espanha, Argentina, México, Panamá, Colômbia e dos outros países latino-americanos. Convido todos a não se esquecerem da vocação à santidade. Não deixem ninguém roubar a sua esperança! Vocês podem chegar a ser santos! Vamos todos nessa estrada. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor. Muito obrigado”.

(Fonte: Agência Zenit)

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

ROMA, 02 Out. 13 / 11:05 am (ACI).- Em seu diálogo com o jornalista e cofundador do jornal italiano La Reppublica, Eugenio Scalfari, publicado ontem, o Papa Francisco abordou o tema da justiça no mundo, e a missão da Igreja a respeito.

O Santo Padre destacou que “os males mais graves que afligem o mundo nestes anos sãoo desemprego dos jovens e a solidão dos idosos”.

“Os idosos precisam de cuidado e companhia; os jovens precisam de trabalho e esperança, mas não tem um nem outro, e o problema é que eles sequer os buscam mais. Eles foram esmagados pelo presente”.

“Você me diz: é possível viver esmagado sob o peso do presente? Sem uma memória do passado e sem o desejo de olhar adiante para o futuro para construir algo, um futuro, uma família? Você consegue ir adiante assim? Este, para mim, é o problema mais urgente que a Igreja enfrenta”, disse Francisco.

Reconhecendo que este é um problema político e econômico, o Santo Padre assinalou que isso “também preocupa a Igreja, sobretudo a Igreja porque esta situação não fere somente os corpos, mas também as almas”.

“A Igreja deve se sentir responsável tanto pelas almas como pelos corpos”, remarcou.

O Santo Padre disse que “em geral, a consciência (da Igreja sobre este tema) existe, mas não basta. Quero que haja mais. Não é o único problema que enfrentamos, mas é o mais urgente e mais dramático”.

Francisco recordou a seu interlocutor que o ágape “é o amor pelos outros, como Nosso Senhor pregou. Não é fazer proselitismo, é amar. Amar o próximo, aquele fermento que serve ao bem comum”.

“O Filho de Deus se encarnou para infundir nas almas dos homens o sentimento de fraternidade.?Todos somos irmãos e todos somos filhos de Deus. Abba, como ele chamou o Pai. Mostrarei o caminho, ele disse. Siga-me e encontrará o Pai e será seu filho e ele se compadecerá de ti”.

O Papa indicou que “o ágape, o amor de cada um de nós pelos outros, do mais próximo ao mais distante, é o modo que Jesus nos indicou para encontrar o caminho da salvação e das Bem-aventuranças”.

(Fonte: ACI Digital)

Façam a todos mais humildes e confiantes em Deus

Papa Francisco na Missa desta manhã em Santa Marta teve a concelebração dos cardeais consultores

CIDADE DO VATICANO, 01 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco na Missa desta manhã em Santa Marta teve a concelebração dos cardeais consultores, por si nomeados, que estão presentes no Vaticano até ao próximo dia 3 de Outubro. Na sua homilia o Papa Francisco desejou que as reuniões deste grupo de cardeais nos façam a todos mais humildes e confiantes em Deus para que a Igreja possa dar um belo testemunho a toda a gente.

O Papa Francisco desenvolveu a sua meditação desta manhã tomando como base o Evangelho do dia em que Jesus repreende os dois apóstolos que queriam que descesse fogo do céu sobre todos os que não os acolhiam. O Santo Padre alertou que o caminho da vingança não é cristão. O caminho do cristão é o da humildade e da mansidão. Sendo hoje o dia de Santa Teresinha do Menino Jesus, o Papa recordou o seu espírito de humildade, de ternura e de bondade. “O Senhor quer de todos nós este espírito” “…na caridade e na consciência de que estamos nas mãos do Pai” – afirmou ainda o Papa Francisco que acrescentou ser a humildade a força do Evangelho, “a humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai…”
“ A Igreja – dizia-nos Bento XVI – não cresce por proselitismo, cresce por atração, por testemunho. E quando as pessoas, os povos vêem este testemunho de humildade, de mansidão, sentem a necessidade de que fala o Profeta Zacarias: “Queremos vir convosco!” as pessoas têm aquela necessidade perante o testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que adora e serve.”
A caridade é simples, diz o Papa, “basta adorar Deus e servir os outros”. Eis porque uma freira tão humilde mas tão confiante em Deus se transformou em Padroeira das Missões. O Papa Francisco concluiu a sua homilia desta manhã com uma mensagem especial para os participantes nas reuniões do “Conselho dos Cardeais”:

“Hoje, aqui no Vaticano, começa a reunião com os cardeais consultores que estão concelebrando esta missa. Peçamos ao Senhor que o nosso trabalho de hoje nos faça a todos mais humildes, mais mansos, mais pacientes, mais confiantes em Deus, para que, assim, a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas que vendo o Povo de Deus, vendo a Igreja, sintam vontade de vir connosco!” (RS)

Fonte: Rádio Vaticana

O Papa aos catequistas: Sigam a Cristo e não tenham medo de ir às periferias com Ele

VATICANO, 30 Set. 13 / 12:31 am (ACI).- O Papa Francisco se reuniu no Vaticano com mais de 1.600 catequistas procedentes de todo o mundo que foram a Roma em peregrinação pelo Ano da Fé. O Papa entrou pelo fundo da Sala Paulo VI e saudou os entusiastas catequistas.

Francisco se dirigiu aos catequistas com um discurso preparado embora tenha levantado os olhos dos papéis várias vezes para explicar os três pontos que considera indispensáveis para qualquer bom catequista. O Papa disse que ser bom catequista significa ter familiaridade com Jesus, imitar a Cristo que significa ir buscar os demais e não ter medo de ir à periferia com Jesus.

O Papa disse que ser catequista é uma verdadeira vocação porque não se trabalha ou se faz de catequista, mas “se é catequista”. Citando Bento XVI, recordou que a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração, e o que atrai é o testemunho. Do mesmo modo, mencionou as palavras que São Francisco de Assis estava acostumado a dizer: “preguem sempre o Evangelho e se for necessário também com as palavras”.

O Papa ressaltou que “ser catequista requer amor, amor cada vez mais forte a Cristo e amor a seu povo santo e este amor necessariamente vem de Cristo”. E lhes perguntou: “O que significa este vir de Cristo para um catequista?”. Em três pontos o explicou.

Francisco considerou essencial a familiaridade que se deve gerar entre o catequista e Jesus. E assegurou que ter um “título de catequista” é somente um pequeno caminho porque ensinar a fé não se trata de um título, mas “é uma atitude”.

Deixar-se olhar por Cristo, assinalou o Bispo de Roma, é uma forma de rezar. “Isto aquece o coração, alimenta o fogo da amizade, faz sentir que Ele verdadeiramente me olha, está perto de mim e me ama”, indicou.

O Papa reconheceu que entende que a tarefa não é simples, “especialmente para quem está casado e tem filhos”. Expressou que não é necessário fazer tudo da mesma forma, porque na Igreja “há variedade de vocações e variedade de formas espirituais”. O importante, ressaltou, “é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto se pode, é possível em cada estado de vida“.

O segundo elemento que particularizou é imitar a Cristo no sair de si e “ir ao encontro do outro”. Embora, aceitou que parece uma experiência paradoxal, descreveu: “Quem põe como centro da própria vida a Cristo se descentra! Quanto mais você se une a Jesus, Ele se converte no centro de sua vida; quanto mais Ele faz você sair de si mesmo, você se descentra e se abra aos outros”. E utilizou uma metáfora ao dizer que o coração do catequista realiza essas ações como os movimentos cardíacos da sístole e da diástole.

Em terceiro lugar, Francisco falou da história de Jonas, um homem piedoso que quando o Senhor o chama para pregar em Nínive não se sente capaz. “Nínive está fora dos seus esquemas, está na periferia do seu mundo. Deus não tem medo das periferias”. E acrescentou que Deus é sempre fiel, criativo, não é fechado nem rígido, nos acolhe, vem ao nosso encontro, nos compreende.

Também destacou a criatividade do catequista como uma coluna do seu trabalho. “Se um catequista se deixa levar pelo medo, é um covarde; se um catequista fica tranquilo termina sendo uma estátua de museu; se um catequista for rígido, se torna ressecado e estéril”, advertiu.

Do mesmo modo, recordou que prefere “uma Igreja acidentada que uma Igreja doente”. E neste trabalho, “nossa beleza e nossa força” é que “se saímos para levar o seu Evangelho com amor Ele caminha conosco” e vai sempre primeiro.

O Santo Padre destacou que Deus sempre “nos precede e que se temos medo de ir a uma periferia, na realidade Ele já está ali”. Ao finalizar, agradeceu aos catequistas e os convidou a permanecerem com Cristo, ser uma só coisa com Ele, segui-lo e imitá-lo.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa Francisco pede aos catequistas custodiar e alimentar a memória de Deus

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 30 Set. 13 / 09:46 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir na manhã de ontem na Praça de São Pedro, para milhares de fiéis e peregrinos, a Missacom ocasião da Jornada dos Catequistas, o Papa Francisco lhes exortou a serem “homens e mulheres que custodiam e alimentam a memória de Deus na própria vida, e sabem despertar no coração de outros”.

Com ocasião da jornada, catequistas de vários lugares do mundo peregrinaram ao Túmulo de Pedro, no marco do Ano da Fé.

O Santo Padre advertiu sobre o risco atual dos cristãos “de acomodar-se, da comodidade, da mundanidade na vida e no coração, de ter como centro o nosso bem-estar”.

“É a mesma experiência do rico do Evangelho, que vestia roupas de luxo e todo dia dava banquetes abundantes; isto era importante para ele. E o pobre que estava à sua porta e não tinha de que se alimentar? Não era tarefa sua, não o olhava”.

O Papa assinalou que “se as coisas, o dinheiro, a mundanidade transformam-se no centro da vida, apoderam-nos, nos possuem e nós perdemos a nossa própria identidade de homens: vejam bem, o rico do Evangelho não tem nome, é simplesmente ‘um rico’. As coisas, aquilo que possui são a sua face, não há outro”.

“Como isto acontece? Como os homens, talvez também nós, caímos no perigo de fechar-nos, de colocar a nossa segurança nas coisas, que no fim roubam-nos a face, a nossa face humana? Isto acontece quando perdemos a memória de Deus”.

“‘Ai daqueles que vivem comodamente em Sião’, dizia o profeta. Se falta a memória de Deus, tudo se nivela, tudo se nivela ao ‘eu’, sobre o meu bem-estar”.

Francisco indicou que se falta a memória de Deus, “a vida, o mundo, os outros, perdem a consistência, não contam mais nada, tudo se reduz a uma só dimensão: o ter”.

O Santo Padre advertiu que “se perdemos a memória de Deus, também nós perdemos a consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos a nossa face como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada se torna ele mesmo nulidade – diz um outro grande profeta, Jeremias. Nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus, não à imagem e semelhança das coisas, dos ídolos!”.

“Então, olhando-vos, pergunto-me: quem é o catequista? É aquele que protege e alimenta a memória de Deus; protege-a em si mesmo e a desperta nos outros”.

O Papa assinalou “é bonito isto: fazer memória de Deus, como a Virgem Mariaque, diante da ação maravilhosa de Deus em sua vida, não pensa na honra, no prestígio, nas riquezas, não se fecha em si mesma”.

“Pelo contrário, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo e ter concebido o Filho de Deus, o que faz? Parte, vai até a anciã parente Isabel, também esta grávida, para ajudá-la; e no encontro com ela? seu primeiro ato é a memória do agir de Deus, da fidelidade de Deus na sua vida, na história do seu povo, na nossa história: ‘A minha alma glorifica o Senhor…porque olhou para a humildade da sua serva…de geração em geração a sua misericórdia’”.

Francisco destacou que “Maria tem memória de Deus”.

“Neste cântico de Maria há também a memória da sua história pessoal, a história de Deus com ela, a sua própria experiência de fé. E é assim para cada um de nós, para cada cristão: a fé contém propriamente a memória da história de Deus conosco, a memória do encontro com Deus que se move primeiro, que cria e salva, que nos transforma”.

O Papa remarcou que “a fé é memória da sua Palavra que aquece o coração, das suas ações de salvação com a qual nos doa a vida, nos purifica, nos cura, nos alimenta”.

“O catequista é propriamente um cristão que coloca esta memória a serviço do anúncio; não para fazer-se ver, não para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade. Falar e transmitir tudo aquilo que Deus revelou, isso é a doutrina em sua totalidade, sem cortar ou acrescentar”.

O catequista, destacou o Papa, “é um cristão que leva em si a memória de Deus, deixa-se guiar pela memória de Deus em toda a sua vida, e sabe despertá-la no coração dos outros. Isto requer esforço! Compromete toda a vida!”.

“O próprio Catecismo o que é senão a memória de Deus, memória da sua ação na história, do seu fazer-se próximo a nós em Cristo, presente na sua Palavra, nos Sacramentos, na sua Igreja, no seu amor?”.

“Queridos catequistas, pergunto a vocês: somos nós a memória de Deus? Somos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que aquece o coração?”.

O Santo Padre lhes perguntou também “Qual caminho percorrer para não ser pessoas ‘superficiais’, que colocam a sua segurança em si mesmo e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus? Na Segunda Leitura, São Paulo, escrevendo sempre a Timóteo, dá algumas indicações que podem sinalizar também o caminho do catequista, o nosso caminho: tender à justiça, à piedade, à fé, à caridade, à paciência, à mansidão”.

“O catequista é homem da memória de Deus se tem uma constante, vital relação com Ele e com o próximo; se é homem de fé, que confia verdadeiramente em Deus e coloca Nele a sua segurança; se é homem de caridade, de amor, que vê todos como irmãos; se é homem de ‘hypomoné’, de paciência, de perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provações, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é homem brando, capaz de compreensão e misericórdia”.

“Rezemos ao Senhor para que sejamos todos homens e mulheres que protegem e alimentam a memória de Deus na própria vida e sabem despertá-la no coração dos outros. Amém”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa reitera o seu chamado a rezar pela paz na Síria e no Oriente Médio

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 30 Set. 13 / 08:02 am (ACI/EWTN Noticias).- Nas palavras que pronunciou antes da oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco reiterou o seu chamado à oração pela paz na Síria e no Oriente Médio, ao saudar a sua Beatitude Youhanna X, patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente.

“Dirijo uma saudação particular ao meu Irmão Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente. A sua presença nos convida a rezar uma vez mais pela paz na Síria e no Oriente Médio”, disse o Santo Padre.

(Fonte: ACI Digital)

Talvez o único “problema” do Papa Bento tenha sido a sua opção de fazer o bem em silêncio

Pe. Hélio Luciano responde a várias questões sobre fé e Igreja

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 30 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Ultimamente a edição portuguesa de ZENIT tem recebido várias perguntas que abrangem os mais variados temas de fé e de Igreja.

Para respondê-las pedimos ajuda ao Pe. Hélio Luciano, mestre em bioética pela Universidade de Navarra, mestre em Teologia Moral pela Pontificia Universidade Santa Cruz em Roma e membro da comissão de bioética da CNBB, que se dispôs com muito carinho a responder as perguntas selecionadas.

Publicamos a primeira parte sexta-feira, 27 de Setembro. A terceira parte será publicada na quarta-feira, 2 de Outubro.

Acompanhe abaixo duas perguntas sobre os motivos da renúncia do Papa Bento e a relação do Papa Francisco com Leonardo Boff e Frei Betto.

***

ZENIT: Ouve-se dizer em alguns lugares que o Papa Bento foi obrigado a sair porque encobriu muitas falcatruas de alguns padres e cardeais. É isso mesmo?

Pe. Hélio: Muitos conhecem profundamente os méritos e a humildade do Papa Bento, mas creio que à grande maioria das pessoas, tais méritos só serão conhecidos no céu – ainda bem que devemos acumular tesouros para o céu e não para este mundo.

O Papa Bento foi quem começou reformas profundas na cúria romana – evitando carreirismos – e na Igreja. Um exemplo claro – ainda antes de ser eleito Papa – foi de exigir a denúncia de sacerdotes pedófilos às autoridades civis de cada País, evitando que tais crimes pudessem ser encobertos por bispos ou autoridades eclesiásticas.

Talvez o único “problema” do Papa Bento tenha sido a comunicação. Ele nunca investiu em marketing. Talvez se tivesse anunciado a quatro ventos o bem que fazia e as atitudes que tomava, tivesse sido melhor compreendido. Sua opção foi de fazer o bem em silêncio, repito, construindo seu tesouro em Deus e não para os homens. Alguns serviços de comunicação internacional, não tendo notícias reais sobre o que fazia o Papa, decidiram criar notícias para encher o espaço destinado à Igreja. Não faltaram também homens de igreja – na sua grande maioria carreiristas – insatisfeitos com algumas mudanças, que alimentaram este mal estar midiático.

A grandeza do Papa Bento talvez tenha se manifestado em toda a sua profundidade na coragem da sua renúncia e no silêncio profundo desde a eleição do Papa Francisco.

ZENIT: É verdade que o frei Beto e o Leonardo Boff foram perseguidos injustamente pela Igreja, porque eles defendem a verdadeira opção pelos pobres?

Pe. Hélio: Fico impressionado como muitas vezes no Brasil – dentro e fora da Igreja – são bem vistos aqueles que se rebelam, que atacam ao Magistério e que tentam dividir a Igreja de Cristo. Talvez faça parte da atual crise de autoridade que vivemos – é melhor aquele que ataca do que aquele que obedece. Será que somos tão cegos? Poderíamos entender se considerássemos a Igreja de um modo simplesmente humano – ainda assim seria uma grande ousadia, ou soberba, mas se poderia entender. Se uma instituição humana de dois mil anos tivesse se perdido e viesse um “iluminado” para dizer como retomar o caminho, este deveria ser muito “iluminado” ou muito soberbo.

Porém sabemos que a Igreja não é uma simples instituição humana. Possui o Espírito Santo que a ilumina e ajuda a ser fiel àquilo que Cristo lhe confiou. Por isso a obediência, que não é obscurantismo, pois não se trata de uma obediência cega, mas sim de uma obediência inteligente, que pode argumentar, propor, questionar. Mas a partir de um momento, ou abaixamos a cabeça afirmando nossa fidelidade a Cristo através da Igreja que Ele mesmo quis, ou nos rebelamos e desligamos da Igreja, acreditando que o Espírito Santo nos ilumina mais a nós individualmente do que à sua Igreja.

Isso não significa dizer que não houve ou não há erros dentro da Igreja – claro que existem. Mas sim que o modo de solucioná-los é a perseverança e humildade dos santos e não a soberba e arrogância de palanques. Quantos santos sofreram e foram fieis?

Quanto à opção preferencial pelos pobres é algo que sim deve ser visto. Mas podemos nos perguntar – onde tal modelo proposto foi implantado não teria aumentado ainda mais o sofrimento, a desilusão e a falta de esperança?

Talvez Deus tenha permitido tais problemas para realmente chamar nossa atenção para aqueles que necessitam de ajuda material – não podemos falar de conversão a quem morre de fome – mas a solução deve se dar dentro da Igreja, em comunhão e humildade.

(Fonte: Agência Zenit)

Bento XVI poderia participar da canonização de João Paulo II e João XXIII

VATICANO, 30 Set. 13 / 12:46 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, anunciou nesta manhã que o Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, poderia participar da cerimônia de canonização dos Beatos João Paulo II e João XXIII, que presidirá o Papa Francisco no próximo dia 27 de abril, o segundo domingo depois da Páscoa, festa da Divina Misericórdia.

Durante a conferência de imprensa celebrada hoje no Vaticano, o Pe. Lombardi indicou que não está excluída a participação do Bispo Emérito de Roma, porque “não há motivo legal ou doutrinal pelo qual Bento XVI não possa participar de uma cerimônia pública”.

O Pe. Lombardi explicou que o Papa Francisco escolheu a data de 27 de abril devido à devoção de João Paulo II pela Divina Misericórdia e porque sua beatificação também se realizou na mesma festa, que em 2011 caiu no dia 1º de maio.

Além disso, expressou que se espera a participação de um grande número de peregrinos, já que “ao ser o segundo domingo depois Páscoa será a melhor ocasião do ano para que os peregrinos que queiram possam chegar a Roma”.

“Na entrevista no voo do Rio, o Papa teve umas palavras espontâneas e simpáticas sobre ambos os Papas, e definiu João Paulo II como um grande missionário como São Paulo, e disse que celebrar ao mesmo tempo estas canonizações deve ser um sinal para a Igreja de apreciar a santidade destes papas testemunhas dos nossos tempos ligados de diferentes maneiras ao Concílio Vaticano II”, concluiu o Pe. Lombardi.

Seria uma cerimônia de canonização sem precedentes para a Igreja: o Papa Francisco; que estaria acompanhado de seu antecessor, Bento XVI; canonizará ao iniciador do Concílio Vaticano II, o Beato João XXIII; e ao amado Beato João Paulo II, o chamado Papa peregrino.

(Fonte: ACI Digital)

Um cristão é capaz de enfrentar as humilhações com alegria e paciência, diz o Papa

VATICANO, 27 Set. 13 / 03:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- A prova para compreender se um cristão é um cristão realmente está na “capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações”. Assim o indicou o Papa Francisco nesta manhã na homilia da Missa que presidiu na Casa Santa Marta onde reside.

O Papa voltou novamente a advertir sobre o perigo das “tentações do bem-estar espiritual”, que impedem de amar a Cristo com todo o coração. Sim, “mas até um certo ponto.” O perigo da tibieza, de uma fé feita de cálculos e de passos contidos, sempre está à espreita. E o Papa Francisco desenvolveu o seu pensamento, de um modo que não deixa lugar a desculpas. O ponto de partida é o Evangelho de Lucas, na passagem onde Jesus pergunta primeiro aos seus discípulos o que as pessoas falam Dele e depois o que eles próprios pensam, até a resposta de Pedro: “O Cristo de Deus”.

“Esta pergunta é dirigida também a nós”, diz o Papa, que enumera imediatamente depois uma série de respostas das quais se filtra a essência de uma fé amadurecida pela metade. “Para ti, quem sou eu? O proprietário desta empresa, um bom profeta, um bom professor, alguém que faz que o seu coração se sinta bem?”. Sou “alguém que caminha contigo na vida, que te ajuda a seguir adiante, a ser um pouco ‘bom?” Sim, é verdade, mas a coisa não acaba aí.

“Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem pode explicá-lo?… Mas ele o disse! Se cada um de nós, na oração, olhando para o tabernáculo, disser ao Senhor: ‘Tu es Cristo, o Filho de Deus vivo”, primeiro não o pode dizer por si mesmo, tem que ser o Espírito Santo quem o diga nele. E, segundo, prepara-te, porque Ele responderá: “É verdade”.

“Jesus pede a Pedro que não revele a sua resposta a ninguém e anuncia a sua Paixão, morte e Ressurreição”. E aqui, o Papa Francisco recorda a reação do chefe dos Apóstolos, como se descreve no Evangelho de São Mateus, que declara: “Isto não acontecerá jamais”. “Pedro se assusta, se escandaliza”, nem mais nem menos que outros cristãos que dizem: “isso nunca vai acontecer! Vou seguir-te até aqui”. Este é o modo para “seguir Jesus para conhecê-lo até um certo ponto”.

“E esta é a tentação do bem-estar espiritual. Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isto. Porque se pensarmos o contrário é pecado! Mas não basta. Com o bem-estar espiritual até um certo ponto”.

“Como o jovem que era rico: ele queria ir com Jesus, mas até um certo ponto. Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até a morte, a morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: Eu sou um cristão de cultura e bem-estar? Ou eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”.

O escândalo da cruz, no entanto, continua a bloquear muitos cristãos. Todos, diz o Papa, querem ressurgir, mas “nem todos” pretendem fazê-lo pelo caminho da cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se contrariamente ao que Jesus fez e pede para imitar.

“A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: ser cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se! – ou ser o cristão que está próximo a Jesus, pelo caminho de Jesus”.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa Francisco recebe 2 mil cartas por dia

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

ROMA, 25 Set. 13 / 02:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- O serviço postal do Vaticano recebe em média 2 mil cartas por dia dirigidas ao Papa Francisco, chegadas de todas as partes do mundo, para encorajá-lo e pedir-lhe ajuda.

O volume das cartas, indica o organismo da Santa Sé, aumentou consideravelmente desde a nomeação de Francisco.

Em declarações recolhidas pela agência EFE, Ciro Benedittini, subdiretor do escritório de imprensa do Vaticano, indicou que a maioria das pessoas que escrevem ao Santo Padre “passam dificuldades e pedem não só ajuda material para superar as dificuldades da crise econômica, mas também e, sobretudo, um apoio moral para seguir adiante”.

Além disso, assinalou, o Papa recebe cartas de felicitação e bons desejos, particularmente com ocasião de festividades religiosas.

Benedittini disse que quase todos os que escrevem cartas ao Papa “colocam o seu número de telefone com a esperança de que ele possa telefonar”.

Faz poucos dias, o Santo Padre comentou sobre o tempo que dedica para responder a quem recorre a ele, assinalando que “telefono para muitas pessoas e escrevo para outras. Ainda bem que não sabem de todas as ligações que eu faço!”.

Como as ligações telefônicas do Papa Francisco se tornaram frequentes, um jornal italiano preparou um protocolo informal divertido para estar preparado, em caso de receber um telefonema.

(Fonte: ACI Digital)

A Igreja é uma só para todos e não pode ser “privatizada”, diz o Papa

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 25 Set. 13 / 01:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na Audiência Geral de hoje, diante da multidão reunida na Praça de São Pedro, o Papa Francisco assinalou que “a Igreja é uma só para todos” e pediu que os fiéis não sejam daqueles que “privatizam a Igreja para o próprio grupo”.

O Santo Padre disse que “a Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para os que vivem na Oceania, não, é a mesma em qualquer lugar. É como em uma família: se pode estar distante, espalhado pelo mundo, mas as ligações profundas que unem todos os membros da família permanecem firmes qualquer que seja a distância”.

O Papa recordou “a experiência da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: naquela vasta multidão de jovens na praia de Copacabana, ouvia-se falar tantas línguas, viam-se traços da face muito diversificada deles, encontravam-se culturas diferentes”.

“E, no entanto, havia uma profunda unidade, se formava a única Igreja, estava-se unido e se sentia isso”.

“Perguntemo-nos todos: eu, como católico, sinto esta unidade? Eu como católico vivo esta unidade da Igreja? Ou não me interessa, porque estou fechado no meu pequeno grupo ou em mim mesmo? Sou daqueles que ‘privatizam’ a Igreja pelo próprio grupo, a própria nação, os próprios amigos?”.

Francisco exortou a questionar-se se “quando ouço que tantos cristãos no mundo sofrem, sou indiferente ou é como se sofresse um da minha família?… Rezamos uns pelos outros?… É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!”.

O Santo Padre advertiu que “uma das coisas que mais causam desunião na Igreja é a fofoca”.

“Um cristão não pode ser fofoqueiro. Um cristão antes de fofocar deve morder a língua!”.

Por isso, disse o Papa, deve-se “fomentar sempre a comunhão em todos os âmbitos da vida para crescer na unidade que Deus nos dá, e também para favorecer o caminho ecumênico”.

“E, como esta unidade não é fruto de consensos humanos, mas é obra do verdadeiro artífice, o Espírito Santo, temos que pedi-la com perseverança naoração“.

(Fonte: ACI Digital)

O Santo Padre Francisco: um sim à vida, à família e ao matrimônio

Reflexão sobre a entrevista do Papa Francisco concedida à “La Civiltà Cattolica”

Por Padre Jorge Lutz

RIO DE JANEIRO, 24 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – No dia 19 de Setembro, 16 revistas jesuítas no mundo todo publicaram uma nova e extensa entrevista com o Santo Padre Francisco, feita pelo Pe. Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltà Cattolica ─ uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano – que foi publicada em espanhol e foi apresentada pela revista “Razón y Fe”.

O Santo Padre Francisco nos fala dele, de porque se tornou Jesuíta e do que significa para um jesuíta ser Papa. Na entrevista nos fala também da vida na Companhia de Jesus, sua espiritualidade e missão, e de “como a Companhia deve ter sempre diante de si a procura da glória de Deus sempre maior”. Com muito carinho nos fala do Povo Santo de Deus e diz que “a imagem da Igreja de que gosto é a do povo santo e fiel de Deus”. Também aborda temas da sua experiência de governo, da importância de “sentir com a Igreja”, da importância da mulher, da doutrina moral da Igreja e das realidades mais interiores e profundas do ser humano. O Papa compartilha como reza e quanto é importante ter esperança na vida.

Infelizmente o conteúdo desta entrevista tem sido manipulado por diferentes meios de comunicação, apresentando o Santo Padre, como alguém que está contra da luta pela vida, e pró-família, concretamente em temas como o aborto e a homossexualidade e o papel da mulher na Igreja. Os comentários do Santo Padre aparecem especialmente dentro do parágrafo: “Igreja, hospital de campanha?” Onde o Santo Padre, longe de justificar estas ideologias contra a vida e a família, tenta nos alentar a entender quão importante é hoje “curar as feridas”, aproximando-nos das pessoas com verdadeira misericórdia.

Diante da pergunta de como devem ser as pastorais com os homossexuais e da segunda união, o Papa Francisco diz que “temos que anunciar o Evangelho em todas as partes, pregando a Boa Notícia do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo tipo de ferida e qualquer doença. Em Buenos Aires, disse, recebeu cartas de pessoas homossexuais que são verdadeiros feridos sociais, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não pode fazer isso. Durante o vôo em que retornava do Rio, disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e procura Deus, quem sou eu para julgá-la? Ao dizer isto eu disse o que diz o Catecismo. A religião tem direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres, não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”. Aqui quando o Papa se refere à vida pessoal, se refere a todo ser humano e seu interior, e em nenhum momento fala de pessoas homossexuais ou lésbicas como diz a mídia de forma tendenciosa.

O Papa lembrou também que “uma vez, uma pessoa, para me provocar, perguntou- me se eu aprovava a homossexualidade. Eu então respondi para ela com outra pergunta: ‘Diga-me se Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova sua existência com afeto ou a rejeita e a condena? ’ Há que se ter sempre em consideração a pessoa. Aqui entramos no Mistério do ser humano. Nesta vida Deus acompanha as pessoas e é nosso dever acompanhá-las a partir de sua condição. Há que se acompanhar com misericórdia. Quando acontece assim, o Espírito Santo inspira ao sacerdote as palavras oportunas”

O Santo Padre também falou “que esta é a grandeza da confissão, que avalia cada caso, onde se pode discernir o que é o melhor para uma pessoa que busca a Deus e sua graça. O confessionário não é um lugar de tortura, e sim aquele lugar da misericórdia em que o Senhor nos conduz para fazer o melhor que possamos. Estou pensando na situação de uma mulher que tem o peso do fracasso matrimonial em que aconteceu também um aborto. Depois disso a mulher casou-se novamente e agora vive em paz com cinco filhos. O aborto pesa-lhe enormemente e ela está sinceramente arrependida. Gostaria de retomar a vida cristã. O que faz o confessor?” Isto para nada é justificar o aborto, ir contra o matrimônio ou favorecer o divorcio.

O Papa Francisco afirma também que “não podemos seguir insistindo só em questões referentes ao aborto, ao matrimônio homossexual e ao uso de anticoncepcionais. É impossível.  Eu já falei muito destas coisas e recebi reclamações, mais ao falar destas coisas tem-se que se falar no seu contexto. Além do mais já conhecemos a opinião da Igreja e Eu sou filho da Igreja, e não é necessário estar falando destas coisas sem parar… O anúncio missionário concentra-se no essencial, no que é necessário, que por outra parte é o que mais apaixona e atrai e faz arder o coração… a proposta evangélica deve ser mais simples, mais profunda e irradiante. Só desta proposta depois surgem as conseqüências morais”. Os meios de comunicação têm informado de forma ambígua e mal intencionada que o Papa critica uma obsessão da Igreja nestes temas, mais o que o Papa Francisco tem feito é simplesmente com abertura, simplicidade e de forma direta e humilde deixar clara a doutrina da Igreja, que brota da pregação do Amor e da Misericórdia de Cristo e que devem se expressar numa autêntica pastoral para nossa época.

Todo este tema do Aborto se esclarece ainda mais com a firme postura do Santo Padre frente a cultura do descartável, que busca a eliminação dos seres humanos mais fracos. No discurso que fez aos ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, pronunciado em 20 de Setembro deste ano, o Papa disse que “nossa resposta a esta mentalidade é um SIM decidido e sem vacilações à vida, que sempre é sagrada é inviolável”. Este discurso tem ainda muita importância, diante da manipulação que alguns meios de comunicação seculares estão fazendo da entrevista do Santo Padre.

O Papa Francisco toca outros temas apaixonantes em sua entrevista. Para iluminar mais a nossa formação e não deixar que a mídia secular nos manipule, acho adequado abordar o tema da mulher. Longe de toda ideologização e com muita clareza no tema sobre a mulher e sua função e missão na Igreja, nos diz o Papa que “é necessário ampliar os espaços de uma presença feminina mais incisiva na Igreja… As mulheres têm colocado perguntas profundas que devem ser tratadas. A Igreja não pode ser ela própria sem a mulher e o seu papel. A mulher, para Igreja, é imprescindível. Maria, uma mulher, é mais importante que os bispos. Digo isto, porque não se deve confundir a função com a dignidade. É necessário aprofundar melhor a figura da mulher na Igreja. É preciso trabalhar mais para fazer uma teologia profunda da mulher. Só realizando esta etapa se poderá refletir melhor sobre a função da mulher no interior da Igreja. O gênio feminino é necessário nos lugares em que se tomam as decisões importantes. O desafio hoje é exatamente esse: refletir sobre o lugar específico da mulher”.

É o Santo Padre quem nos desafia e nos diz na entrevista: “Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora… Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, tendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta; de quem a abandonou ou lhe é indiferente… Mas é necessário audácia, coragem”.

Façamos a nossa parte e, como o Papa Francisco diz, trabalhemos por “procurar e encontrar Deus em todas as coisas… Devemos caminhar juntos: o povo, os Bispos e o Papa.

(Fonte: Agência Zenit)

Nunca acobertei casos de pedofilia, diz Bento XVI em carta a um ateu militante

foto Grupo ACI

ROMA, 24 Set. 13 / 08:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- O matemático italiano e ateu militante, Piergiorgio Odifreddi, recebeu no último dia 3 de setembro uma carta muito especial. Um envelope selado, com 11 páginas com data de 30 de agosto e assinada por Bento XVI.

No texto, o Bispo Emérito de Roma responde ao livro de Odifreddi “Caro papa, ti scrivo” (Querido Papa, escrevo-te, Mondadori, 2011). Um livro que, como o autor recorda, desde a capa se define como uma “luciferina introdução ao ateísmo”.

No artigo no qual Odifreddi comenta as suas impressões ao receber esta carta afirma: “Não foi uma coincidência ter dirigido a minha carta aberta a Ratzinger. Depois de ter lido o seu “Introdução ao Cristianismo”, entendi que a fé e a doutrina de Bento XVI, a diferença de outros, eram o suficientemente coerentes e sólidas para poder confrontar perfeitamente e sustentar ataques frontais”.

Agressividade e descuido na argumentação

No fragmento da carta que foi publicado no jornal La Repubblica, pode-se ler como Bento XVI reconhece que desfrutou e aproveitou a leitura de algumas partes da carta, mas outras partes se surpreendeu por “uma certa agressividade e descuido na argumentação”.

No início da carta, o Bispo Emérito de Roma assinala que “você me dá a entender que a teologia seria ‘fantaciência’”. E frente a este argumento apresenta quatro pontos.

Ficção científica na religião… e a matemática

Em primeiro lugar assinala que “é correto afirmar que “ciência” no sentido mais estrito da palavra é somente a matemática, enquanto eu aprendi contigo que seria necessário distinguir ainda entre aritmética e geometria. Em todas as matérias específicas a científica tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que aplique um método verificável, exclua o arbítrio e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades”.

Em segundo lugar, Bento XVI sustenta que “você deveria pelos menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros”.

Como terceiro aspecto afirma que “uma função importante da teologia é a de manter a religião unida à razão e a razão à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade”.

Recordando a Habermas

Neste ponto recorda que no seu diálogo com Habermas “mostrei que existem patologias da religião e -não menos perigosas- patologias da razão. Ambas necessitam uma da outra, e tê-las continuamente conectadas é uma tarefa importante da teologia”.

No último ponto, muito mais longo que os anteriores, Bento expressa que “a “fantaciência” existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências e faz referências às teorias que Odifreddi expõe sobre o início e o fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., que -continua Bento XVI-, “eu o designaria como ‘fantaciência’ no bom sentido: são visões e antecipações, para alcançar um verdadeiro conhecimento, mas são, de fato, somente imaginações com as que procuram aproximar-nos da realidade”.

Pouco nível: a pederastia

Depois de desenvolver com mais detalhe estas ideias, Bento XVI se detém no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica e nos distintos capítulos sobre Jesus. “No que se refere ao que você diz do abuso moral de menores por parte de sacerdotes, posso -como você sabe- mostrar somente uma profunda consternação. Nunca tentei acobertar estas coisas. O fato de o poder do mal penetrar até este ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, e por outro, nos obriga a fazer todo o possível para que estes casos não se repitam”.

“Não é tampouco motivo de tranquilidade saber que, segundo as investigações dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes culpados destes crimes não é mais alta que em outras categorias profissionais semelhantes. Em qualquer caso, não se deveria apresentar este desvio ostentosamente como se fosse uma sujeira específica do catolicismo. Não é lícito calar o mal na Igreja, mas também não se deve fazer esquecer o grande rasto luminoso de bondade e pureza que a fé cristã deixou ao longo dos séculos”.

Por isso, Bento XVI recorda nomes como São Bento de Nursia e sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis ou Teresa de Ávila e João da Cruz.

O “Jesus histórico”, o do Hengel e Schwemer

Com respeito ao que o matemático diz sobre a figura histórica de Jesus, Bento recomenda ao autor os quatro volumes da obra que Martin Hengel publicou em conjunto com Maria Schwemer, “um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica”, assinala Ratzinger.

Assim mesmo, recorda, como já esclareceu no primeiro volume de seu livro sobre Jesus de Nazaré, que “a exegese histórica-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reclama uma verdadeira historicidade e por isso deve apresentar a realidade histórica de suas afirmações também de forma científica”.

Em vez de Deus, uma natureza sem definir

Continua Bento XVI afirmando que “se você, entretanto, quer substituir Deus pela “Natureza”, fica a pergunta, quem ou o que é esta natureza. Em nenhuma parte você a define e aparece, portanto, como uma divindade irracional que não explica nada”.

E acrescenta: “Queria, portanto, sobretudo destacar que na Sua religião da matemática três temas fundamentais da existência humana ficam sem serem considerados: a liberdade, o amor e o mal. Qualquer coisa que a neurobiologia diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração”.

Na última parte publicada da carta de Bento, assinala que a “minha crítica sobre o seu livro é por um lado dura, mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer”.

(Fonte: ACI Digital)

Lançado DVD da visita do Papa Francisco ao Brasil

Cachoeira Paulista, 23 Set. 13 / 09:40 pm (ACI).- Lançado pelo Departamento de Audiovisuais (DAVI) da Canção Nova, o DVD duplo “#tamujunto com o Papa” traz momentos importantes da visita do Sumo Pontífice ao Brasil, realizada entre os dias 22 e 28 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013.

“A TV Canção Nova transmitiu na íntegra a primeira viagem internacional do Papa e, diante do rico conteúdo partilhado por ele em seus gestos e palavras de fé, coragem, amor e esperança, decidimos produzir esse álbum”, explica o Superintendente do DAVI, Rafael Cobianchi.

São aproximadamente duas horas e trinta minutos de imagens e discursos do Papa Francisco. Entre os registros estão: a missa no Santuário Nacional deNossa Senhora Aparecida; a Via-Sacra em Copacabana; a Missa de envio pela 28ª JMJ; a oração do Angelus Domini e o encontro com os jovens voluntários.

O DVD pode ser adquirido pelo site loja.cancaonova.com, pelo telefone (12) 3186-2600 ou nas lojas Canção Nova espalhadas pelo Brasil. Além de uma recordação para os admiradores de Francisco, é uma oportunidade para quem não acompanhou sua passagem pelo país saber como foi essa semana histórica para a Igreja no Brasil e no mundo.

Foi criado há 30 anos com o objetivo de viabilizar fitas cassetes e fitas de vídeo VHS das palestras feitas pelo fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, atualmente o DAVI desenvolve diversas atividades diretamente ligadas à criação, execução, venda e distribuição de produtos de evangelização (CDs, DVDs, LPOs – Livros Para Ouvir, livros, e-books, acessórios e vestuário feminino, masculino e infantojuvenil).

(Fonte: ACI Digital)