A Quaresma vem despertar-nos do risco de avançar por inércia

Homilia do Papa Francisco na Celebração Eucarística de imposição das cinzas

ROMA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – O Papa Francisco presidiu, nesta quarta-feira (5) a procissão penitencial que partiu da Basílica de Santo Anselmo até a Basílica de Santa Sabina, em Roma, onde celebrou a missa com a bênção e imposição das cinzas. Apresentamos, a seguir, o texto da homilia pronunciada pelo Papa.

“Rasgai o coração, e não as vestes” (Jl 2,13).

Com estas palavras penetrantes do profeta Joel, a liturgia nos introduz hoje na Quaresma, indicando na conversão do coração a característica deste  tempo de graça. O apelo profético constitui um desafio para todos nós, sem exceção, e nos lembra que a conversão não se reduz à formas exteriores ou em propósitos vagos, mas envolve e transforma toda a existência a partir do centro da pessoa, da consciência. Somos convidados a iniciar esse caminho, no qual, desafiando a rotina, nos esforçamos para abrir nossos olhos e ouvidos, mas especialmente o coração, para ir além do nosso “quintal”.

Abrir-se a Deus e aos outros. Vivemos em um mundo cada vez mais artificial, em uma cultura do “fazer”, do “útil”, onde sem perceber excluímos a Deus de nosso horizonte. A Quaresma nos convida a despertar, para nos lembrar que somos criaturas, que não somos Deus

E também em relação aos outros , corremos o risco de nos fechar, de esquecê-los.  Mas só quando as dificuldades e os sofrimentos de nossos irmãos nos desafiam, só então podemos começar nosso caminho de conversão rumo à Páscoa. É um itinerário que inclui a cruz e a renúncia. O Evangelho de hoje mostra os elementos desta jornada espiritual: a oração, o jejum e a esmola (cf. Mt 6,1-6.16-18). Todos os três envolvem a necessidade de não ser dominado por coisas que aparecem: o que importa não é a aparência, e o valor da vida não depende da aprovação dos outros ou do sucesso, mas daquilo que temos dentro de nós.

O primeiro elemento é a oração. A oração é a força do cristão e de toda pessoa que crê. Na fraqueza e na fragilidade da nossa vida, podemos nos voltar para Deus com a confiança de filhos e entrar em comunhão com Ele. Diante de tantas feridas que nos fazem mal e poderiam endurecer o coração, somos chamados a mergulhar no mar da oração, que é o mar do amor sem limites de Deus, para desfrutar de sua ternura. A Quaresma é um tempo de oração, uma oração mais intensa, mais assídua, mais capaz de cuidar das necessidades dos irmãos, de interceder  junto a Deus por tantas situações de pobreza e sofrimento.

O segundo elemento qualificante do caminho quaresmal é o jejum. Devemos ter cuidado para não fazer um jejum formal, ou que na verdade nos “sacia” porque nos faz sentir justificados. O jejum faz sentido se  realmente afeta a nossa segurança, e também se consegue um benefício para os outros, se nos ajuda a crescer no espírito do Bom Samaritano, que se inclina sobre o seu irmão em necessidade e cuida dele. O jejum envolve a escolha de uma vida sóbria, que não desperdiça, que não descarta. O jejum ajuda-nos a treinar o coração na essencialidade na partilha. É um sinal de consciência e responsabilidade diante  das injustiças, abusos, especialmente para com os pobres e os pequeninos, e é um sinal da confiança que depositamos em Deus e sua na providência.

O terceiro elemento é a esmola: ela indica a gratuidade, porque a esmola é dada a alguém de quem não se pode esperar  nada em troca. A gratuidade deveria ser uma das características do cristão, que, consciente de ter recebido tudo de Deus livremente, isto é, sem qualquer mérito, aprende dar aos outros gratuitamente. Hoje, muitas vezes a gratuidade não faz parte da vida cotidiana, pois tudo é comprado e vendido. Tudo é cálculo e medição. A esmola ajuda-nos a viver a gratuidade do dom, que é a liberdade da obsessão pela posse, o medo de perder o que se tem, da tristeza daqueles que não querem compartilhar com os outros o seu próprio bem-estar.

Com seus apelos à conversão, a Quaresma  providencialmente vem despertar-nos, para sacudir- nos  do torpor, do risco de avançar por inércia. A exortação que o Senhor nos faz através do profeta Joel é alta e clara: “Retornem para mim de todo o vosso coração” (Joel 2, 12). Por que devemos voltar para Deus? Porque algo está errado em nós, na sociedade, na Igreja e nós precisamos de mudança, de uma transformação, precisamos nos converter! Mais uma vez a Quaresma vem  dirigir-nos um apelo profético para nos lembrar que é possível realizar algo novo em  nós mesmos e ao nosso redor, simplesmente porque Deus é fiel, continua a ser cheio de bondade e misericórdia, e está sempre pronto a perdoar e recomeçar. Com esta confiança filial, coloquemo-nos a caminho!

(Trad.:Canção Nova)

(Zenit)

Papa Francisco: A cruz da perseguição está sempre presente no caminho cristão

Foto referencial: ACI Prensa

Vaticano, 04 Mar. 14 / 01:19 pm (ACI).- Na homilia de hoje em sua Missamatutina na Capela da Casa da Santa Marta, o Papa Francisco refletiu hoje sobre os cristãos perseguidos em todo mundo e martirizados por ódio à fé, e assegurou que “a cruz está sempre no caminho cristão”.

Comentando a passagem do Evangelho de hoje, em que Pedro diz a Jesus: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’, o Papa enfatizou a resposta de Jesus: “Eu garanto a vocês que quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim receberá cem vezes mais agora, durante esta vida“, mas acrescentou “junto com perseguições”.

Segundo a informação difundida pela Radio Vaticano, o Santo Padre comentou: “Como se (Jesus) quisesse dizer: Sim, vocês deixaram tudo e receberão aqui, na terra, muitas coisas, com perseguições. Como uma salada temperada com o óleo da perseguição, sempre! Este é o ganho do cristão e este é o caminho para quem deseja seguir Jesus, porque é o caminho criado por Ele. Ele foi perseguido! É o caminho do abaixamento, aquele caminho que Paulo disse aos Filipenses: Ele se abaixou. Se fez homem e se humilhou até a morte, morte de cruz’. Esta é a tonalidade da vida cristã”.

Nas Bem-Aventuranças Jesus diz: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos por causa de mim”. Os discípulos, logo depois da vinda do Espírito Santo, começaram a pregar o Evangelho e tiveram início as perseguições. Pedro foi preso, Estevão foi morto e ainda hoje morrem muitos outros discípulos. “A cruz sempre está no caminho cristão. Teremos muitos irmãos, irmãs, mães e pais na Igreja na comunidade cristã, mas teremos também perseguições”, frisou ainda o Papa.

“O mundo não tolera a divindade de Cristo. Não tolera o anúncio do Evangelho. Não tolera as Bem-Aventuranças. Eis a perseguição, com palavras, calúnias, com as coisas que diziam dos cristãos nos primeiros séculos, as difamações, o cárcere. Nós esquecemos facilmente. Pensemos nos cristãos, sessenta anos atrás, nos campos, nas prisões nazistas e comunistas. Eram muitos! Hoje temos mais cultura e estas coisas não existem? Existem! Hoje, existem muito mais mártires do que nos primeiros tempos da Igreja.”

“Muitos irmãos e irmãs que testemunham Jesus são perseguidos. São cristãos que não podem nem ter a Bíblia consigo”, remarcou.

“São condenados porque possuem uma Bíblia. Não podem fazer o sinal da cruz. Este é o caminho de Jesus, mas é um caminho de alegria, porque o Senhor nunca nos prova além daquilo que podemos suportar”.

“A vida cristã não é um obter vantagem comercial, não é uma carreira: é simplesmente seguir Jesus! Mas quando seguimos Jesus acontece isso. Pensemos se temos dentro de nós o desejo de ser corajosos no testemunho de Jesus. Pensemos nos irmãos e irmãs que hoje não podem rezar juntos, porque são perseguidos; não podem ter a Bíblia porque são perseguidos.”

O Papa convidou a pensar nos irmãos proibidos de irem à missa: “Muitas vezes eles se reúnem em segredo com um sacerdote e fazem de conta que estão tomando um chá e ali celebram a missa. Isso acontece hoje”, disse ainda Francisco.

O Santo Padre exortou a pensar se estamos dispostos a carregar a cruz como Jesus, como fazem muitos irmãos e irmãs que hoje são humilhados e perseguidos.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26788)

“Il Mio Papa”: Lançada na Itália revista semanal exclusivamente dedicada ao Papa Francisco

Roma, 04 Mar. 14 / 01:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- No próximo 5 de março, dia no qual a Igreja inicia o tempo da Quaresma com a quarta-feira de Cinzas, o grupo editorial italiano Mondadori lançará uma revista semanal dedicada exclusivamente ao Papa Francisco, que levará o nome de
“Il Mio Papa” (O Meu Papa), e que em sua primeira edição imprimirá três milhões de cópias.

O editor da publicação, Aldo Vitali, assinala que “a ideia de uma revista desenhada para informar e partilhar as palavras e ações do Papa Francisco veio de observar como sua eleição estimulou um renovado interesse nos assuntos éticos, religiosos e morais”.

“De fato – assinala – o Papa atual é uma figura que, graças a sua empatia assim como sua influência e a simplicidade de sua mensagem, ganhou a simpatia do mundo todo, de fiéis e não crentes”.

A revista mostrará semanalmente o serviço do Papa Francisco: suas reuniões, discursos, atividades e audiências, em particular o Ângelus dominical e as audiências gerais das quartas-feiras.

Na publicação também haverá lugar para que os leitores enviem cartas, poemas ou outras contribuições para que sejam apresentados na revista.

Um poster duplo do Santo Padre estará incluído na revista, além de uma coluna com os Santos da Semana, uma lista de programas religiosos na televisão e as charges e cartoons dedicados ao Papa em todo mundo pela internet.

O primeiro número de ‘Il Mio Papa’ será especial porque celebrará o primeiro aniversário do pontificado de Francisco, e terá um DVD especial que estará disponível na seguinte edição da revista.

A revista é lançada no mercado a um preço de 0,50 euros.

Breve, informa Mondadori, a publicação terá um site (www.miopapa.it), um fanpage no Facebook e uma conta no Twitter, para que ela possa ser acompanhada por leitores do mundo todo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26789)

Atentado contra a Igreja Católica na Faixa de Gaza

Foto: Gringer (CC BY-SA 3.0)

Roma, 03 Mar. 14 / 12:04 pm (ACI).- Na noite entre quarta e quinta-feira, 26 e 27 de fevereiro, desconhecidos explodiram uma bomba a mão no pátio daigreja católica (de rito latino) de Gaza, no bairro de Zeiun, ao sul da cidade. A explosão, em plena noite, não causou danos a pessoas ou coisas. Nos muros que rodeiam a igreja foram escritas frases de ameaças contra os cristãos.

“O fato é grave”, disse à agência vaticana Fides, o bispo William Shomali, vicário patriarcal do Patriarcado Latino de Jerusalém, “mas o pároco e seus colaboradores continuam a trabalhar ao serviço da população de Gaza, sem qualquer medo de intimidação”.

“O governo de Hamas logo condenou este ato. Os representantes de Hamas manifestaram sua solidariedade e a intenção de prender o quanto antes os criminosos. Isto nos tranquilizou”.

Também o Centro palestino dos Direitos do Homem (PCHR) condenou o atentado, pedindo que seja aberto um rigoroso inquérito para identificar e prender os responsáveis.

Não é a primeira vez que na Faixa de Gaza – onde o poder está nas mãos da organização islâmica Hamas desde 2007 – são atingidos objetivos cristãos. Em 2011 uma bomba foi lançada contra o diretor do local Hospital anglicano, que ficou ileso.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26787)

Venezuela: Simpatizantes do governo de Nicolás Maduro atacam igreja católica

Imagem dos destroços na igreja de São Martinho de Tours, Venezuela (foto: twitter)

CARACAS, 04 Mar. 14 / 10:58 am (ACI/EWTN Noticias).- Habitantes de Colonia Tovar, no estado da Aragua, (Venezuela), denunciaram um ataque realizado esta semana contra a igreja São Martinho de Tours, o principal templo da região por membros do grupo Juventude Bicentenária de La Vitória, auspiciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Segundo a informação do Jornal El Unviersal, Jesus Rodríguez, habitante do lugar, indicou que por volta das 2:00 p.m. (hora local) membros da Juventude Bicentenária chegaram ao, enquanto, em meio às celebrações do carnaval, os habitantes se reuniam em outros lugares para os bailes típicos.

Por sua parte, o grupo de simpatizantes de Maduro afirma que o ataque à igreja foi perpetrado por foliões da própria localidade.

Através de sua conta na rede social Twitter, o Pe. José Palmar, espancado dias atrás por agentes da Guarda Nacional Bolivariana, qualificou o ataque como um “sacrilégio”.

“É inaceitável a destruição feita na Igreja de Colonia Tovar. Ao massacre se soma o sacrilégio”, escreveu.

Desde ontem à noite, o governo dispôs de 100 policiais e 10 membros da Guarda Nacional na localidade.

Um dia antes, no sábado 1 de março, em Colônia Tovar houve uma manifestação pacífica, criticando a insegurança e desestabilização que vive o país.

Na marcha participaram idosos, crianças e mulheres grávidas.

As autoridades responderam com violenta repressão, disparando bombas lacrimogêneas, sem dar tempo a que os manifestantes colocassem a salvo as mulheres grávidas e os mais vulneráveis.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26790)

Beato José de Anchieta será canonizado este ano, confirma Dom Damasceno

Roma, 27 Fev. 14 / 11:57 am (ACI).- Na manhã desta quarta-feira, 18, o Arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, afirmou em coletiva de imprensa no Santuário Nacional que o Jesuíta, Beato José de Anchieta, será canonizado este ano em uma cerimônia presidida pelo Papa em Roma. A data da canonização que ainda será definida pela Santa Sé. Ainda segundo o prelado, esta poderia acontecer em abril.

O comunicado da Santa Sé sobre a canonização do beato veio por meio de um telefonema do próprio Papa Francisco a Dom Damasceno.  A notícia em favor do defensor dos indígenas, catequista, considerado apóstolo do Brasil, foi recebida com alegria pelo Cardeal.

“José de Anchieta deixou marcar profundas no início da colonização do Brasil, como também na sua evangelização. Eu creio que ele merece ser cultuado por toda a Igreja”, afirmou Dom Damasceno à Rádio Vaticano.

Ao responder positivamente, o papa nos enche de alegria e satisfação, principalmente nos locais por onde ele passou: São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Ele é uma pessoa que marcou a nossa história desde o início”, afirmou o cardeal.

A cerimônia não será na praça de São Pedro, mas em uma das igrejas de Roma, disse ainda o presidente da CNBB à Rádio Vaticano. Na mesma ocasião serão canonizados missionários que se santificaram no Canadá.

Beato José de Anchieta, conhecido como o Apóstolo do Brasil, nasceu em 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ingressou na Companhia de Jesus e foi enviado como missionário ao Brasil. Foi ordenado sacerdote em 1566 e ocupou o cargo de superior de comunidades e provincial de toda a missão no Brasil, trabalho que foi realizado com grande sabedoria e segurança. Faleceu no ano 1597.

O beato foi escolhido como um dos intercessores da JMJ Rio 2013

Para acompanhar a canonização do Apóstolo do Brasil os fiéis podem recitar a oração ao Beato:

Bem-aventurado José de Anchieta,
missionário incansável e Apóstolo do Brasil,
abençoai a nossa Pátria e a cada um de nós.
Inflamado pelo zelo da glória de Deus, consumistes a vida na
promoção dos indígenas, catequizando, instruindo, fazendo o
bem. Que o legado de vosso exemplo frutifique novos apóstolos
e missionários em nossa terra.
Professor e mestre, abençoai nossos jovens, crianças e
educadores.
Consolador dos doentes e aflitos, protetor dos pobres e
abandonados, velai por todos aqueles que mais necessitam e
sofrem em nossa sociedade, nem sempre justa, fraterna e cristã. Santificai as famílias e comunidades, orientando os que regem os destinos do Brasil e
do Mundo.
Através de Maria Santíssima, que tanto venerastes na terra,
iluminai os nossos caminhos, hoje e sempre.

Amém.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26770)

Violência na Ucrânia: Igrejas cristãs se transformam em hospitais clandestinos

Dom Sviatoslav Shevchuk

Roma, 27 Fev. 14 / 02:29 pm (ACI/EWTN Noticias).- As Igrejas cristãs de Kiev (Ucrânia) converteram-se nas últimas semanas em hospitais clandestinos, conforme informou o Arcebispo Mor de Kyiv-Halych, Dom Sviatoslav Shevchuk, os templos abriram suas portas aos manifestantes do movimento Maidan e inventaram um sistema de translado clandestino de feridos, por temor às represálias do governo.

Dom Shevchuk, que preside a Igreja Grego-Católica neste país, explicou em 25 de fevereiro na sede da Rádio Vaticana em Roma, que as diferentes confissões cristãs do país superaram suas diferenças e se uniram para assistir o movimento Maidan, gravemente atacado pelo exército ucraniano, ao qual se referem como “o corpo sofredor de Cristo”.

As Igrejas “têm sido mediadoras de paz e, como boa Mãe, a Igreja fez todo o possível para salvar os seus filhos, para cobri-los com seu manto e salvar suas vidas”, afirmou Dom Shevchuk.

“Quando a situação se agravou de maneira dramática, o governo atirava, e lançava granadas. Havia tantos feridos que chegou um momento no qual não se podiam transportar a todos e tivemos que converter a Catedral Católica de Kiev em uma sala operatória, justo diante do altar, onde se celebra aEucaristia”.

“Nossas catedrais se converteram em hospitais clandestinos. Nestes dias realmente frios, com uma temperatura de menos 20 °C abaixo de zero, as pessoas com pneumonia e outras doenças, queriam acabar com a corrupção, e só encontraram resguardo em uma igreja luterana próxima ao edifício da administração do ex-presidente Viktor Yanukovich”.

“Ali, sobre o altar, os médicos e voluntários realizaram operações para salvar vidas. Depois, digamos que houve um traslado clandestino de feridos para levar a estes feridos de batalha, sempre com o medo de que no processo alguém nos perseguisse e fizesse represálias”.

Dom Shevchuk disse que os feridos ucranianos tinham medo de ir aos hospitais estatais porque o governo decretou que os médicos tinham o dever de denunciá-los como criminais.

Além disso, expressou que poderia compartilhar “milhares de histórias de perseguição”, por exemplo, em uma delas “um jovem de 20 anos que tinha perdido um olho teve que pular do segundo andar de um hospital para fugir da polícia”.

Torturas e sequestros

Por outro lado, Dom Shevchuk denunciou que desde finais de janeiro existe um novo fenômeno nas ruas de Kiev, no qual um grupo de desconhecidos sequestra os manifestantes para torturá-los e abandonar seus cadáveres nos bosques próximos à capital.

“Aqueles que sobreviveram –disse Dom Shevchuk-, asseguraram que falavam russo com um sotaque diferente ao do território ucraniano e a pergunta principal que lhes fazem é: ‘Quem está pagando vocês?’”. “Estes não entendem que ninguém nos paga. A nossa própria consciência é o que nos move”, declararam as vítimas.

Quanto ao pretexto do governo para limpar a praça de “terroristas” na noite entre os dias 18 e 19 de fevereiro, Dom Shevchuk, explicou que antes de ir para lá, os manifestantes formaram longas filas para receber o sacramento da confissão “antes da morte”.

“Estavam dispostos a morrer e a ir às barricadas por defender seus valores. E eu me pergunto, mas este é o comportamento de um terrorista? Aposto que não, porque ninguém foi confessar-se com armas”.

Na quinta-feira passada, 22 de fevereiro, o governo assassinou a mais de 75 pessoas.

A crise ucraniana

Até o momento os conflitos causaram a morte de mais de 100 pessoas, centenas de feridos e se denunciaram dezenas de desaparecimentos.

A União Europeia reconheceu nos últimos dias a Alexander Turchinov, novo presidente interino ao ser eleito ontem legitimamente pelo Parlamento ucraniano, enquanto que o presidente russo, Dimitri Medvedev, disse que a chegada ao poder das novas autoridades da ex-república
soviética foi resultado de uma “insurreição armada”.

Segundo a autoridade eclesiástica, o movimento Maidan se desvincula de qualquer partido político ou divisão entre cidadãos, está formado por todos os estratos sociais, inclui em suas reivindicações a identidade cristã como símbolo de sua cultura europeia e pede ao governo o fim da corrupção e a volta da democracia.

Atualmente na Ucrânia “vivemos um período de escuridão, porque ninguém sabe como vai terminar isto, mas por outro lado um período de esperança, porque Maidan se converteu de verdade em um fermento que tem feito fermentar toda a sociedade ucraniana”, concluiu Dom Shevchuk.

Dom Shevchuk retornou no dia 26 de fevereiro à capital ucraniana, durante a sua estadia em Roma agradeceu ao Papa Francisco pelo seu chamado à paz, e anunciou que durante o próximo mês de março se reunirá em audiência privada com o Santo Padre no Vaticano.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26774)

Papa Francisco tem 4 vezes mais retweets que Obama e é o líder mundial das redes sociais

BARCELONA, 27 Fev. 14 / 12:41 pm (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em impacto de suas mensagens no Twitter, onde é retuiteado quatro vezes mais que o presidente americano, e conseguiu converter-se em líder mundial nas redes sociais, conclui um estudo apresentado esta terça-feira no Mobile World Congress de Barcelona.

“O Papa tem que servir a todos, especialmente, os mais pobres, os mais frágeis, os menores” é o tweet emitido pelo Pontífice argentino que teve mais retweets na rede com 30.608 vezes, sem contar sua mensagem inicial em janeiro de 2013, destaca o trabalho feito por Aleteia, AdEthic e 3rdPlace, e apresentado pelo Arcebispo de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Cada publicação na citada rede social o Papa escreve gera uma média de 6.637 retweets, superando de longe os 2.309 de Obama a cada mensagem sua. Estes números colocam o Pontífice na posição de “líder mundial nas redes sociais”, superando figuras como o Dalai Lamba, a presidente argentina Cristina Kirchner, entre outras celebridades, afirma Claudio Zamboni, um dos membros do estudo.

O estudo leva em consideração que o Papa conta com 12 milhões de seguidores -nos 13 meses de conta oficial e somando suas contas em distintos idiomas-, enquanto que Obama supera os 40,9 milhões -em 72 meses de mandato- com uma frequência de publicações de 7,76 tweets diários, em relação aos 0,79 do Francisco.

No período de tempo estudado no relatório, as 49 milhões de menções acumuladas pelo Santo Padre só foram superadas pelo grupo musical One Direction e o cantor Justin Bieber, o que o situa como a terceira figura mais popular de Internet em 2013.

Sob o título “A Internet ama o Papa Francisco”, o estudo relaciona dados obtidos entre março e novembro de 2013 e revela o “grande seguimento do Papa Francisco, o potencial da mensagem social e ética na rede”, remarcou Card. Sistach.

Entendendo o fenômeno

O presidente e diretor da plataforma Aleteia, Jesús Colina, destacou que “um dos fatores originais deste Papa é que ele fala dos temas da vida cotidiana das pessoas e, assim, ele abrange todos os âmbitos, abordando questões de sociedade, política e ética, que são as que mais repercussão possuem na rede”.

Colina indicou que a resposta do Francisco sobre a homossexualidade, dizendo que ele não era ninguém para julgar a estas pessoas, obteve “um impacto fora do âmbito religioso” com uma grande capacidade de interpelar as pessoas.

Empatia com o público

Colina remarcou que estes fatos destacam que a tecnologia sozinha não basta, mas requer uma mensagem e sublinhou que um dos motivos pelos quais Francisco tem tanto impacto é pelo fato de que não se dedica a retransmitir o que foi dito anteriormente em uma homilia, mas “toca o coração” e simpatiza com as pessoas.

Uma dos desafios que espera o Papa Francisco, será a interatividade, pelo grande número de respostas e mensagens diretas que recebe o Pontífice, que não possui um celular e que se nega que outras pessoas escrevam as mensagens que ele posta pessoalmente nas redes sociais.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26771)

Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje em 25 de fevereiro de 2014

Mensagem, 25. fevereiro 2014

“Queridos filhos! Vejam você, ouçam e sintam que nos corações de muitas pessoas Deus não existe. Eles não querem Ele, porque eles estão longe de oração e não tem paz. Vocês, filhinhos, rezem – vivam os mandamentos de Deus. Seja você uma oração, vós que desde o início disse `sim` ao meu chamado. Testemunhar Deus e minha presença e não se esqueçam, filhinhos: Eu estou com vocês e eu vos amo. Dia a dia, apresento a todos vocês a meu Filho Jesus. Obrigada por terem respondido ao meu chamado. “

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Mensagem Original:

Message, 25. February 2014

“Dear children! You see, hear and feel that in the hearts of many people there is no God. They do not want Him, because they are far from prayer and do not have peace. You, little children, pray – live God’s commandments. You be prayer, you who from the very beginning said `yes` to my call. Witness God and my presence and do not forget, little children: I am with you and I love you. From day to day I present you all to my Son Jesus. Thank you for having responded to my call.”

(www.medjugorje.org)

Francisco pede rezar para que os Bispos, os Cardeais e o Papa “sejamos bons servidores, não bons patrões”

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 23 Fev. 14 / 07:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras anteriores à oração do Ângelus hoje, ante os milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco pediu orações para que tanto osBispos, como os cardeais e o Papa sejam “bons ‘servidores’, não bons ‘patrões’”.

O Santo Padre indicou que “na Segunda Leitura deste domingo, São Paulo afirma: ‘Ninguém ponha sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: Paulo, Apolo, Cefas (isso é, Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro; tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus’”.

“Por que o Apóstolo diz isso? Porque o problema ao qual o Apóstolo se encontra diante é aquele das divisões na comunidade de Corinto, onde se havia formado grupos que se referiam aos vários pregadores considerando-os seus chefes; diziam: ‘Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, eu sou de Cefas…’”.

O Papa assinalou que “São Paulo explica que este modo de pensar é errado, porque a comunidade não pertence aos apóstolos, mas são eles – os apóstolos – que pertencem à comunidade; porém, a comunidade, inteira, pertence a Cristo!”.

“Desta pertença, deriva que nas comunidades cristãs – dioceses, paróquias, associações, movimentos – as diferenças não podem contradizer o fato de que todos, pelo Batismo, temos a mesma dignidade: todos, em Jesus Cristo, somos filhos de Deus”.

Francisco destacou que “aqueles que receberam um ministério de guia, de pregação, de administrar os Sacramentos não devem se considerar proprietários de poderes especiais, patrões, mas se colocar a serviço da comunidade, ajudando-a a percorrer com alegria o caminho da santidade”.

“A Igreja hoje confia o testemunho desse estilo de vida pastoral aos novos cardeais, com os quais celebrei esta manhã a Santa Missa”.

Depois de pedir uma saudação aos novos Cardeais com um aplauso, o Santo Padre recordou que “o consistório de ontem a celebração eucarística de hoje nos ofereceram uma ocasião preciosa para experimentar a catolicidade, a universalidade da Igreja, bem representada pela variada proveniência dos membros do Colégio Cardinalício, recebidos em estreita comunhão em torno do Sucessor de Pedro”.

“E que o Senhor nos dê a graça de trabalhar pela unidade da Igreja, de construir esta unidade, porque a unidade é mais importante que os conflitos! A unidade da Igreja é de Cristo, os conflitos são problemas que não são sempre de Cristo…”

“Os momentos litúrgicos e de festa, que tivemos a oportunidade de viver ao longo dos dois últimos dias, reforcem em todos nós a fé, o amor por Cristo e pela sua Igreja!”.

O Papa pediu aos fiéis “apoiar estes Pastores e a auxiliá-los com a oração, a fim de que guiem sempre com zelo o povo que lhes foi confiado, mostrando a todos a ternura e o amor do Senhor”.

“Mas quanta necessidade de oração tem um bispo, um cardeal, um Papa, a fim de que possa ajudar a seguir adiante o Povo de Deus! Digo ‘ajudar’, isso é, servir o Povo de Deus”.

A vocação do Bispo, do Cardeal e do Papa, indicou, é “ser servidor, servir em nome de Cristo”.

“Rezem por nós, para que sejamos bons servidores: bons servidores, não bons patrões!”.

“Todos juntos, bispos, presbíteros, pessoas consagradas e fiéis leigos devemos oferecer o testemunho de uma Igreja fiel a Cristo, animada pelo desejo de servir os irmãos e pronta a ir ao encontro com coragem profética às expectativas e exigências espirituais dos homens e mulheres do nosso tempo. Nossa Senhora nos acompanhe e nos proteja neste caminho”, concluiu.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26748)

É absurdo seguir a Cristo à margem da Igreja

Homilia do papa na Casa Marta: É absurdo seguir a Cristo à margem da Igreja
Francisco nos convida a pensar nos gestos de Jesus, que nunca nos abandona

Por Redacao

ROMA, 24 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Seguir Jesus não é “uma ideia”, mas um “contínuo permanecer em casa”, na Igreja, para onde Cristo traz também aqueles que tinham se afastado. A afirmação é do papa Francisco, em sua homilia desta segunda-feira durante a missa que ele celebrou na capela da Casa Santa Marta.

Um menino em convulsões, que se retorce pelo chão, espumando no meio da multidão comovida e indefesa; e o pai dele, que se agarra a Jesus rogando que Ele liberte o filho da possessão diabólica. Este é o drama apresentado pelo evangelho de hoje e que o Santo Padre considerou ponto por ponto: a falação dos espectadores, que discutem sem sentido; Jesus que chega e se informa; “o barulho que vai diminuindo”; o pai angustiado que surge da multidão e decide, contra toda esperança, esperar em Jesus; e Jesus, que movido pela fé cristalina daquele pai, se compadece, expulsa o mau espírito e se inclina com doçura sobre o jovem, que parece morto, para ajudá-lo a ficar de pé.

“Toda essa desordem, essa discussão, termina em um gesto: Jesus que se inclina para o menino. Esses gestos de Jesus nos fazem pensar. Jesus, quando cura, quando vai para o meio das pessoas e cura alguém, nunca deixa esse alguém sozinho. Ele não é um mago, um bruxo, um curandeiro que vai, cura e segue em frente: ele faz cada um voltar para o seu lugar, não o deixa abandonado. E todos esses gestos são gestos belíssimos de nosso Senhor”.

Este é o ensinamento, explica o pontífice: “Jesus sempre nos faz voltar para casa, nunca nos deixa sozinhos no caminho”. O evangelho, recorda ele, está cheio desses gestos: a ressurreição de Lázaro, a vida devolvida à filha de Jairo e ao filho da viúva, mas também a ovelha perdida, reconduzida ao rebanho, e a moeda perdida e reencontrada pela mulher.

“Jesus não veio do céu sozinho; Ele é filho de um povo. Jesus é a promessa feita a um povo e a sua identidade também é a pertença a esse povo, que, desde Abraão, caminha rumo à promessa. E esses gestos de Jesus nos ensinam que cada cura, que cada perdão nos faz sempre voltar para o nosso povo, que é a Igreja”.

Jesus perdoa sempre. E os seus gestos, continua o papa Francisco, também se tornam “revolucionários” ou “inexplicáveis” quando o seu perdão chega até aqueles que se afastaram “demais”, como o publicano Mateus e seu colega Zaqueu. Além disso, Jesus sempre, “quando perdoa, nos faz voltar para casa”. E, por isso, não podemos entender Jesus sem o povo de Deus. É “absurdo amar a Cristo sem a Igreja, escutar Cristo mas não a Igreja, seguir a Cristo à margem da Igreja”, reafirma o pontífice, parafraseando mais uma vez Paulo VI: “Cristo e a Igreja estão unidos” e “cada vez que Cristo chama uma pessoa, Ele a leva para a Igreja”. Por isso, “é bom” que uma criança “seja batizada na Igreja”, na “Igreja mãe”.

“Esses gestos de tanta ternura de Jesus nos fazem entender o seguinte: que a nossa doutrina, por assim dizer, que o nosso seguimento de Cristo, não é uma ideia, mas sim um contínuo permanecer em casa. E se cada um de nós tem a possibilidade e a realidade de abandonar o lar por causa de um pecado, de um erro –só Deus sabe–, a salvação é voltar para casa com Jesus, para a Igreja. São gestos de ternura. Um por um, nosso Senhor nos chama assim, para o seu povo, para dentro da sua família, que é a nossa mãe, a Santa Igreja. Pensemos nestes gestos de Jesus”.

(Zenit)

“O melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”, diz mãe de 18 filhos

Rosa Pich apresenta hoje, na cidade de Pamplona, Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – É cada vez mais difícil ver uma família com mais de dois ou três filhos… agora, imaginar uma com dezoito é algo que supera até os contos de fadas ou os nossos avós.

Pois bem, hoje, Rosa Pich está apresentando na cidade de Pamplona, na Espanha, o seu livro: “Como ser feliz com 1, 2, 3… filhos?”

“É um livro muito prático para católicos, protestantes, budistas… Está pensado para uma família com um ou dois filhos, porém escrito a partir da experiência de ter 18 e de ter vindo de uma família numerosa”, diz Pich em entrevista concedida ao jornal Diário de Navarra.

Rosa Pich e seu marido Chema Postigo, de 48 e 53 anos respectivamente têm 18 filhos. Ela vem de uma família com 15 irmãos e ele de uma com 14. Casaram-se quando ela cumpriu 23 anos e ele 28.

Apesar da contrariedade dos médicos seguiram adiante. Disse rosa que “Três dos nossos filhos morreram com doenças do coração severas e o médico nos disse: ‘Não tenham mais filhos’.

Pensando na educação que queriam oferecer aos seus filhos Pich afirmou que “o melhor que podemos dar aos nossos filhos são irmãos”.

Alimentação e ajuda

Como alimentar um exército tão grande? “Não comemos só frango”, já que, como afirmou a mãe, dois frangos são suficientes para toda a família. “Primeiramente preparamos um quilo de arroz ou espaguete, que custa entre 0,80 e 0,90 centavos e enche muito. Somos de comer muito macarrão. Os meus filhos são esportistas e comilões. Além do mais, não faz falta comer tanta carne. E acompanhamos tudo com pão”. Uma média de 10 barras de pão por dia, aproveitando o desconto de 0,20 centavos que uma padaria oferece para a família.

Recebem alguma ajuda do Estado? “A única é da Renfe. O Estado tem que se mexer. É necessário incentivar a natalidade, porque nos transformaremos em um país de velhos. O problema não é a falta de comida, porque se desperdiça. O problema é que está mal distribuída”.

Ter filhos é ser feliz

Rosa comentou que o pior não é ter filhos aos 40, mas ficar só nessa idade. “Ter filhos é ser muito feliz”, disse. “Parece-me que é preciso aprender que é possível viver com muito pouco. O importante – destacou Pich – e o que a cada dia como mãe tento ensinar aos filhos, é que é preciso dar-se aos demais e desde muito pequeno. Na rua vemos muita gente triste e é por não pensar nos demais”.

Obviamente que uma família tão numerosa não é um convento de monjas. Diz Rosa Pich que “Na minha casa existem momentos de caos, caos. Um precisa cortar o cabelo, outro aconteceu algo na escola… Mas é preciso buscar um momento para si mesmo. As vezes digo: ‘Mamãe está saindo’. Fecho a porta e dou uma volta no quarteirão. Também, depois de comer e jantar, temos um momento de conversa e depois cada um pega seu livro”.

Concluindo a entrevista ao Diario de Navarra Pich quis deixar uma palavra aos seus pais: “Obrigado, obrigado, obrigado.  Ser uma família numerosa implica muitas renúncias e eles me deram tudo e sempre com alegria. Mãezinha, lembro-me que eu lhe perguntava: e quando você vai descansar? E me respondia: “na outra vida”.

(Zenit)

Brasil oferece muitos retiros para as pessoas que querem pular o carnaval com estilo cristão

Lita de retiros que vão acontecer por todo o Brasil

Por Redacao

BRASíLIA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Há poucos dias do carnaval, a Igreja no Brasil, por meio das suas dioceses, movimentos e comunidades oferece várias opções para que os cristãos aproveitem os dias de folga para louvar a Deus e participar de retiros espirituais.

Confira abaixo, a lista que apareceu hoje no site dos Jovens Conectados, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

***

BAHIA

Ubaíra
Acampa da Alegria da Comunidade O Coração Adorador, de 28/02 a 04/03
+ informações: (71) 9102-1174 (Diogo)/ 9166-3927 (Ene) / 8632-0110 (Geórgia)

CEARÁ

Bela Cruz
Retiro da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz e Comunidade Católica Aliança com Maria
+ informações: i88) 9962 9575 (falar com Gisele) ou pelo email giselesilveira_bc@hotmail.com

Cariré
Paróquia de Santo Antônio (Diocese de Sobral) e Comunidade Católica Shalom promovem o “Renascer 2014″, de 1º a 04/03 – Local: Escola Marieta Cal´s

RCC Ceará
Encontro de Carnaval “Renovar”: em todas as comunidades ou grupos de oração da Renovação Carismática Católica nas mais de 121 paróquias de Fortaleza e cidades do interior do Estado do Ceará.
+ informações: 85 8775.6470 – www.rccceara.org – comunicadoresceara@gmail.com

DISTRITO FEDERAL

Samambaia
VI LOUVAR-TE, encontro de carnaval realizado pelo Movimento Missionário Eis-me Aqui (Paróquia Nossa Senhora das Graças), de 1º a 04/03
+ informações: página Facebook M. M. Eis-me Aqui / telefones (61) 9343-6179 | 3359-2010
MINAS GERAIS

Ituiutaba
Acampamento de Carnaval Curados Pelo Amor, de 1º a 04/03
Tema: “Buscai as coisas do Alto” (Col 3,1)
+ informações: (34) 96681154/9999 7792

PARANÁ

Jacarezinho
RCC promoverá 15 encontros de carnaval simultaneamente
+ informações e inscrições: www.encontrodecarnaval.com.br

Mandaguari
XXI Retiro de Carnaval do Grupo Agua Viva (G.A.V.), de 1º a 04/03
Local: Colégio Estadual José Luiz Gori (Rua Juscelino Kubitscheck, s/n – Centro)

Maringá
Retiro RCC, de 28/02 a 02/03
Pregador: Ricardo Alves Nascimento (Diocese de Foz do Iguaçu, ex-coordenador nacional do Ministério Jovem; co-fundador do Jesus no Litoral)
Local: Seminário Diocesano de Maringá
+ informações : RCC Maringá (44)3026-8811

Paranaguá
Retiros da RCC
Acampamento de Carnaval na Quintilha, dias 1º e 2/03
Cristoval, na Paróquia São João Batista, dia 04/03

Marialva
Retiro da RCC, Grupo Ágape, de 28/02 a 02/03
Local: Chácara Nossa Senhora do Bom Conselho

RIO DE JANEIRO

Itaguaí
Retiro de Jovens da Cristoteca – dia 1º/03
Lcoal: Santa Cruz, zona oeste do Rio. Haverá bandas, momento de descrontração, baile a fantasia, além de momento de espiritualidade e palestras com missionários da Comunidade Canção Nova.
+ informações: (21)2688-1200

Rio de Janeiro

Retiro de Carnaval Fonte de Vida – Tema: “Eis que já fiz obra nova, não a vedes? ( Is 43,19)”, de 28/02 a 04/03
+ informações: eventioz.com.br\fontedevida

SANTA CATARINA

Itajaí
Retiro da RCC,  de 1º a 04/03
+ informações: contato@rccitajai.com.br

Criciúma
Retiro Vinde e Vede, de 1º a 04/03
+informações: www.rcccriciuma.org.br


SÃO PAULO

Santo Amaro
Maranathá de Carnaval, de 1º a 04/03 – Local: Casa de Itu

São Paulo
Reviver 2014, de 2 a 04/03 – Local: Mosteiro São Bento
+ informações:
fanpage shalomsaopaulo
Tel 11 3853-1782 (após as 14h)

Tatuí
5º Retiro de Carnaval – Grupo de jovens JEANS, de 1º a 05/03 – Local: Chácara Santo Expedito, Tatuí-SP
Contato:
99792-9360 Guilherme

TOCANTINS

Palmas
Retiro da Comunidade Doce Mãe de Deus (DMD)
+ informações: (63) 3224-1407/ 3366-1714

(Zenit)

Homilia do papa na Casa Santa Marta: Os cristãos sem fé são como os demônios

O Santo Padre nos recordou hoje que a fé sem obras não é fé, porque a fé verdadeira sempre envolve testemunho

Por Redacao

ROMA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “Uma fé que não dá frutos por meio das obras não é fé”, afirmou nesta manhã o Santo Padre durante a homilia na Casa Santa Marta. O papa ofereceu a missa pelos 90 anos de idade do cardeal Silvano Piovanelli, arcebispo emérito de Florença, agradecendo a ele “pelo trabalho, pelo testemunho e pela bondade”.

O mundo está cheio de cristãos que recitam muito as palavras do credo, mas as põem muito pouco em prática. Ou de eruditos que compartimentam a teologia em uma série de possibilidades, sem que essa erudição, depois, se reflita concretamente na vida. É um risco que, há dois mil anos, São Tiago já temia. O papa o abordou hoje na homilia ao comentar o fragmento em que o apóstolo o menciona em sua carta.

Francisco observou que a afirmação do apóstolo é clara: “A fé sem fruto na vida, a fé que não dá fruto nas obras, não é fé”. E continuou: “Também nós nos enganamos às vezes sobre isto: ‘Mas eu tenho muita fé’, ouvimos dizer. ‘Eu acredito em tudo, tudo…’. Mas a pessoa que diz isso, talvez, leva uma vida morna. A sua fé é como uma teoria, mas não é viva na sua vida. O apóstolo Tiago, quando fala da fé, fala precisamente da doutrina, do conteúdo da fé. Podemos conhecer todos os mandamentos, todas as profecias, todas as verdades da fé, mas, sem a prática, de nada serve. Podemos recitar o credo teoricamente, também sem fé, e há muita gente que faz isso. Até os demônios! Os demônios conhecem muito bem o que se diz no credo e sabem que é verdade”.

As palavras do pontífice ecoam a afirmação de Tiago: “Crês que há somente um Deus? Fazes bem. Até os demônios o creem e tremem diante dele”. A diferença, explicou o papa, é que os demônios “não têm fé”, porque “ter fé não é ter um conhecimento”, mas “acolher a mensagem de Deus” trazida por Cristo. O Santo Padre nos explica que, no Evangelho, encontramos dois sinais reveladores de quem “sabe o que se deve crer, mas não tem fé”. O primeiro sinal é a “casuística”, representada por aqueles que perguntavam a Jesus se era lícito pagar os impostos ou qual dos sete irmãos do marido devia se casar com a sua viúva. O segundo sinal é “a ideologia”.

E detalhou: “Os cristãos que pensam a fé como um sistema de ideias, ideológico: também no tempo de Jesus havia gente assim”. O apóstolo João diz que eles são o anticristo, os ideólogos da fé, sejam do tipo que forem. “Naquele tempo havia gnósticos, mas havia muitos… E assim, quem cai na casuística ou na ideologia é um cristão que conhece a doutrina, mas não tem fé; como os demônios. Com a diferença de que os demônios tremem, mas estes não: estes vivem tranquilos”.

Por outro lado, Francisco recordou que no Evangelho há também exemplos de pessoas que não conhecem a doutrina, mas têm muita fé. Ele citou a cananeia, que, com sua fé, chora pela cura da filha vítima de uma possessão, e a samaritana, que abre o seu coração porque “encontrou não verdades abstratas, mas o próprio Jesus Cristo”. O papa também fala do cego curado por Jesus e interrogado pelos fariseus e doutores da lei até se ajoelhar com simplicidade e adorar quem o curou. Três pessoas que, diz Francisco, “demostram que a fé e o testemunho são indissociáveis”.

Para terminar, o Santo Padre enfatizou que “a fé sempre leva ao testemunho. A fé é um encontro com Jesus Cristo, com Deus, e leva ao testemunho. É isto o que o apóstolo quer dizer: uma fé sem obras, uma fé que não nos compromete, que não nos leva ao testemunho, não é fé. São palavras e nada mais do que palavras”.

(Zenit)

A família é indispensável para a vida e o futuro da humanidade, afirma o Papa Francisco

Vaticano, 20 Fev. 14 / 01:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se dirigiu esta manhã aos mais de 180 cardeais que participam do Consistório extraordinária no que criará a 19 novos cardeais, e destacou que a família é indispensável para a vida do mundo e para o futuro da humanidade.

Junto às suas saudações e gratidão pela presença dos cardeais o Papa disse que “damos as boas-vindas especialmente aos irmãos que este sábado serão criados cardeais, e os acompanhamos com a oração e o afeto fraterno”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, e o que nos pede é reconhecer o belo, autêntico e bom que é formar uma família, ser família hoje; quão indispensável é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, assinalou o Santo Padre.

“Nestes dias refletiremos de modo particular sobre a família, que é a célula básica da sociedade humana. O Criador abençoou desde o começo o homem e a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; assim, a família representa no mundo uma espécie de reflexo de Deus, Uno e Trino”.

“Nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão singela e de uma vez tão rica, cheia de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como toda a vida”, afirmou.

“Buscaremos aprofundar na teologia da família, e na pastoral que devemos empreender nas condições atuais. Façamo-lo com profundidade e sem cair na casuística, porque isto faria reduzir indevidamente o nível de nosso trabalho”.

Por último o Papa disse que hoje a Igreja enfrenta a necessidade de realçar o plano luminoso de Deus sobre a família e exortou: “Ajudemos os cônjuges a vivê-lo com alegria em sua vida, lhes acompanhando em suas muitas dificuldades, com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor”.

“Obrigado a todos, e boa jornada de trabalho”, concluiu o Santo Padre.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26734)

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela

O Pe. José Palmar depois de ser espancado (Foto: Twitter @angel0288)

CARACAS, 20 Fev. 14 / 11:41 am (ACI).- O sacerdote venezuelano José Palmar foi espancado por policiais e agentes da Guarda Nacional, ao tentar impedir que estes ataquem a um grupo de estudantes que ia em direção à Defensoria do Povo da cidade de Maracaibo.

Conforme informa a imprensa local, a agressão aconteceu na Praça da República. Depois de ser espancado, o sacerdote foi ajudado por estudantes e dirigentes da manifestação.

Devido à gravidade das lesões e afetado pelas bombas de gás lacrimogênio, o Pe. Palmar teve que ser levado a uma clínica para ser atendido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26733)

Vietnã: ativista católico condenado a 30 meses de prisão

Le Quoc Quan: “Na prisão rezo por todos”. A Anistia Internacional registrou 75 dissidentes presos

Por Ivan de Vargas

ROMA, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Tribunal de Recurso de Hanói confirmou na última terça-feira (18) a condenação a 30 meses de prisão para o ativista católico Le Quoc Quan. Na leitura da sentença, os juízes decidiram que não havia “nenhuma nova evidência” que provasse a inocência do advogado de 43 anos, que deverá cumprir até o fim a sentença imposta em outubro de 2013.

Quan, além do mais, terá que pagar uma multa de 1.200 milhões de dongs (€ 42.027 euros ou 56.834 dólares) por uma suposta fraude fiscal cometida em 2001, como informou a organização dissidente Viet Tan.

O advogado de Le Quoc Quan reiterou perante os juízes a sua “total inocência”. E acrescentou, dirigindo-se aos juízes que, “se querem julgá-lo pelo seu ativismo, não é preciso arrastá-lo ao tribunal por sonegação de impostos”.

Enquanto isso, o acusado disse em um breve comunicado que é “vítima de uma conspiração política”.

O conhecido ativista católico denunciou com frequência em seu blog as deficiências do Vietnã em direitos humanos, liberdade política e religiosa.

“Na minha prisão, eu estou em paz e mantenho uma fé firme no futuro no nosso povo. Penso em todos e rezo para que todo o mundo possa viver tranquilamente e progredir (···). Sinto-me neste momento cheio de fé na bondade, na caridade e na compaixão do homem, e com uma forte energia para lutar incansavelmente contra a crueldade e o mal, e em favor do desenvolvimento da consciência e do coração”, escreveu em uma mensagem que conseguiu enviar aos seus seguidores no mês de Janeiro (31) por motivo do ano novo lunar.

“O bem aumentará e o mal diminuirá. A democracia florecerá, a ditadura diminuirá. As pessoas saberão como conhecer os seus objetivos e realizá-los. Ninguém tem direito nem possibilidade de fazê-lo em seu lugar”, acrescentou o ativista dos direitos humanos.

Apenas publicada a primeira sentença, o diretor para Ásia do Human Rights Watch (HRW), Brad Adams, disse que “o crime que parece ter cometido Le Quoc Quan é converter-se em um crítico eficaz do governo vietnamita”. “Quando o governo aceitará que a liberdade de expressão inclui a liberdade de dizer pacificamente opiniões diversas das do partido no poder?”

Além disso, o presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos no Vietnã, Vo Van Ai, denunciou recentemente que “enquanto Vietnã agrava a censura com novas leis e regulamentos, aumentam as repressões policiais, as prisões, as intimidações e até mesmo as agressões sexuais contra jovens blogueiros para assustá-los e impor-lhes o silêncio e a auto-censura”.

A Constituição vietnamita prevê a liberdade de expressão e de imprensa, mas o governo se ampara no artigo 88 que criminaliza a propaganda contra o Estado ou o Partido Comunista, a fim de perseguir os críticos e dissidentes.

De acordo com o último relatório da Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH), pelo menos 32 blogueiros dissidentes estão presos por publicar opiniões consideradas “subversivas” pelo Governo.

Por Repórteres Sem Fronteiras (RSF)  Vietnam se classifica no ranking de número 172 de uma lista de 179 nações em seu nível de liberdade de imprensa e qualifica o país asiático como a terceira maior prisão do mundo para blogueiros depois da China e Irã.

Nos últimos anos, este país condenou a dezenas de ativistas, jornalistas e blogueiros por “ameaçar a segurança nacional”, embora oficialmente o Governo insiste em que não persegue a ninguém por causa das suas crenças políticas ou religiosas, mas sim aqueles que violam a lei.

Anistia Internacional estima que são 75 os dissidentes políticos (blogueiros ou não) que permanecem em prisões vietnamitas, “alguns deles em condições muito duras há anos”.

(Trad.TS)

(Zenit)

A Igreja não olha para os homossexuais como tais, mas como filhos de Deus (Parte I)

Padre Paul Check relata como nasceu o apostolado “Courage”, voltado para aqueles que mostram atração para pessoas do mesmo sexo

Por Ann Schneible

PARIS, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – The Courage é um apostolado que atende às necessidades das pessoas atraídas pelo mesmo sexo, que se sentem excluídas da Igreja e que querem encontrar a sua unidade além do rótulo de homossexuais.

Nascido nos EUA, onde está presente em metade das dioceses, o projeto então, se espalhou em outros doze países, sempre com o objetivo de ajudar aqueles que têm tendências homossexuais, a viver em castidade, em um espírito de amor e de verdade.

Para conhecer a realidade do The Courage, ZENIT entrevistou o Pe. Paul Check, que tornou-se diretor do projeto após a morte do seu fundador, padre John Harvey.

Acompanhe a seguir:

***

ZENIT: Padre Paul, gostaria de nos contar brevemente a história do apostolado The Courage?

Padre Check: Em 1980, o futuro Cardeal Arcebispo de Nova York, Terence Cooke, teve a ideia de criar um apostolado que se preocupasse pelas pessoas necessitadas da proteção materna da Igreja e da sua caridade pastoral, pessoas que se sentissem estranhas à Igreja ou que até mesmo a odiassem. O cardeal pediu, portanto, ao padre Benedict Groeschel para ajudá-lo em um novo apostolado destinado a homens e mulheres com tendências homossexuais, para que compreendessem o amor de Cristo por ele, o seu papel reservado na Igreja, a sua chamada a uma vida de castidade, e as graças que Deus lhes teria concedido caso se abrissem a Ele.

Padre Groeschel conhecia um sacerdote que há muitos anos estudava questões relacionadas à homossexualidade, um verdadeiro pioneiro neste campo: padre John Harvey, um oblato de São Francisco de Sales.

Em 1980, sete homens se reuniram em Manhattan, sob a orientação do padre Harvey e formularam os cinco objetivos de Courage: castidade, oração e dom de si, amizade em Cristo, necessidade de amizades castas e disseminação do bom exemplo.

Além de formar esses grupos de apoio, The Courage oferece treinamento para sacerdotes e seminaristas, ajudando-os a compreender o seu desafio na compreensão da complexidade da homossexualidade e ajudar, por sua vez, homens e mulheres com essa inclinação.

ZENIT: Como pode ser definido e compreendido a atração pelo próprio sexo? E como eles podem definir-se, as pessoas homossexuais?

Padre Check: Esta questão realmente vai ao coração do nosso trabalho. A linguagem é muito importante, porque as palavras evocam imagens, idéias e problemas, por vezes profundamente enraizados. Há, de fato, muita sensibilidade sobre a linguagem, dá-se muito peso às palavras.

Procuro aproximar-me com muito cuidado da questão da identidade, a partir de duas perspectivas, assim como o faz a Igreja, seguindo o exemplo de Cristo. No Evangelho, o Senhor compromete as pessoas de duas formas: a primeira é no ensinamento em grupo, como ocorre, por exemplo, no Sermão da Montanha. Ao mesmo tempo, porém, Nosso Senhor envolve as pessoas individualmente, encontra as almas individualmente e apresenta-lhes a Boa Nova de forma muito precisa, clara e íntima, para orientá-los a um conhecimento mais profundo de si mesmos.

Isso é um desafio, porque a Igreja quer transmitir a sua mensagem mas também encontrar pessoalmente as mulheres e os homens.

Devemos ter em mente que a identidade real e aquela percebida podem não coincidir.

A sua pergunta exige uma longa premissa que espero que possa ajudar, de modo que aquilo que estou pra dizer não pareça insensível ou ignorante da realidade vivida. Jamais podemos dizer: “a sua experiência de si mesmo não é válida”, como se nós soubéssemos mais daquela pessoa do que ela dela mesma.

Portanto, o vocabulário da Igreja foi escolhido com muito cuidado e, ao longo dos anos, tornou-se sempre mais e mais preciso. Ao dizer isso, quero dizer que a Igreja é muito cuidadosa para medir todos os aspectos da experiência humana, de acordo com a sua importância e para dar às coisas o seu peso adequado.

A Igreja evita rotular uma pessoa com base em sua orientação sexual, sem subestimá-la por isso ou sem ser insensível ao conceito que cada um tem de si mesmo. Eu acho que seja interessante notar que a questão mais importante da história da humanidade seja a da identidade. Jesus, afinal, perguntou aos apóstolos: “Quem dizem que eu sou?”.

Quando a Igreja fala de homossexualidade, fala no mais amplo contexto da castidade. A castidade é uma virtude que neutraliza as falsas aspirações, regulando o apetite sexual de acordo com a reta razão e o projeto de Deus para a natureza humana. Um coração casto é um coração em paz, que dá tudo de si mesmo, de acordo com o seu estado de vida, e de acordo com esse dom de si, encontra a sua realização. Um dos maiores desafios que a Igreja está enfrentando hoje é o de propor a castidade como parte da “boa nova”, mas Jesus o fez e também nós o podemos fazer.

Portanto, a Igreja presta muita atenção em quem é realmente cada um de nós , não apenas como uma pessoa com tendências homossexuais, mas como um filho de Deus, redimido pelo Sangue Precioso de Cristo e chamado à graça nesta vida e à glória na vida futura. A Igreja diz: as atrações para com seu próprio sexo podem ser um aspecto importante da sua experiência de vida ou até mesmo da sua auto-compreensão, porém procura não ver-lhe somente através da lente da homossexualidade.

A Igreja fala com atenção e amor quando fala da tendência ou atração homossexual, em vez de usar substantivos como “homossexual”, “lésbica” ou “gay”.

(Tradução Thácio Siqueira)

(Zenit)

Evangelização online: o uso das redes sociais como ponto de encontro

O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida

Por Jorge Henrique Mújica

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Sabemos que o sucesso das redes sociais se deve a um fator decisivo: elas facilitaram as relações interpessoais. Foi no começo da primeira década do terceiro milênio que a massificação das tecnologias da comunicação e da informação se globalizou. Em pouco menos de dez anos, aconteceu uma verdadeira revolução, que não foi apenas tecnológica, mas também antropológica.

O homem de hoje pensa, vive e sente com a internet. O digital não é uma simples extensão da própria existência, mas uma parte integrante da vida, o que se reflete na “hiperconexão” de milhões de pessoas em todo lugar e a qualquer momento. Paradoxalmente, a finalidade de relação passou a ser um fator secundário.

Como é que a evangelização entra neste complexo mundo digital? E mais: como entender a evangelização num contexto existencial como o de hoje? Há quem aposte em “habitar a rede” e possibilitar, a partir dela, uma aproximação das pessoas que não conhecem Deus, não acreditam nele ou deixaram de acreditar. Se este objetivo levar a outro mais profundo (o encontro pessoal com Deus) e houver não apenas boas intenções, mas a formação e a criatividade necessárias, isso é ótimo.

Assim como milhares de missionários partiram um dia para anunciar a mensagem de Jesus em novas terras e em novos continentes, assim também os missionários da web desembarcam no continente digital para repropor a mesma mensagem. E a experiência e as lições daqueles evangelizadores podem servir para o presente.

Em primeiro lugar, os missionários transmitiam a palavra de Deus, não a deles mesmos. Eram intermediários entre Deus e os homens e, em consequência, conduziam as pessoas ao fim que era Deus, não a si próprios. Existe hoje a tentação de se colocar no centro da mensagem e acabar desviando a atenção do fim verdadeiro.

Os missionários eram enviados: o impulso vinha de Deus e, como dizia São Paulo, “Ai de mim se não pregar o Evangelho!”. Mas também é verdade que o envio imediato era feito por uma autoridade eclesiástica, que avalizava o trabalho apostólico. Isto continua sendo verdade hoje. A evangelização online exige a boa intenção, mas também a adequada preparação e, na medida do possível, o respaldo ao menos do próprio pároco ou de algum representante eclesiástico que acompanhe e oriente o nosso trabalho.

Os missionários de antigamente aprendiam a língua dos nativos. Os nativos digitais também têm a sua linguagem própria: mais visual, interativa, intuitiva, multimídia. São elementos que o missionário não só precisa conhecer, mas dominar, para falar ao homem contemporâneo de um jeito que ele entenda.

Ao chegar à nova terra, os missionários também sabiam identificar as coisas boas da cultura local. Devemos fazer o mesmo: não quebrar a cabeça pensando em milhares de táticas novas; podemos aproveitar o que já existe, purificando-o, se necessário, e elevando-o.

Finalmente, o sucesso pastoral de muitos missionários não vinha da quantidade de coisas que eles faziam, mas do testemunho de vida santa que eles davam. Se as atividades eram muitas, era porque vinham do conselho que Deus lhes dava na oração. E isso as pessoas notavam, sentindo-se interpeladas a conhecer o Deus com quem o missionário se comunicava. Isto permanece válido: falar primeiro com Deus e depois falar dele para os outros. Os homens de hoje não escutam os mestres, e sim as testemunhas. E, se escutam os mestres, é porque eles são testemunhas.

Em suma, trata-se do desafio de levar as almas ao contato direto com Deus e devolver às redes sociais o seu fator de sucesso. O “grande encontro” passa pelos pequenos encontros que os missionários são chamados a possibilitar na conexão com Deus fora do ambiente digital.

(Zenit)

“O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um presente”

Na Audiência Geral, Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos

CIDADE DO VATICANO, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Na catequese desta quarta-feira (19), Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos, desta vez concentrando-se no da Penitência e da Reconciliação. Eis a catequese na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Através dos Sacramentos da iniciação cristã, o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia, o homem recebe a vida nova em Cristo. Agora, todos sabemos disso, nós levamos essa vida “em vasos de barro” (2 Cor 4, 7), ainda estamos sujeitos à tentação, ao sofrimento, à morte e, por causa do pecado, podemos até mesmo perder a nova vida. Por isto o Senhor Jesus quis que a Igreja continuasse a sua obra de salvação também através dos próprios membros, em particular o Sacramento da reconciliação e aquele da Unção dos enfermos, que podem ser unidos sob o nome de “Sacramentos da cura”. O Sacramento da Reconciliação é um Sacramento de cura. Quando eu vou confessar-me é para curar-me, curar a minha alma, curar o coração e algo que fiz e não foi bom. O ícone bíblico que o exprime melhor, em sua profunda ligação, é o episódio do perdão e da cura do paralítico, onde o Senhor Jesus se revela ao mesmo tempo médico das almas e dos corpos (cfr Mc 2,1-12 // Mt 9,1-8; Lc 5,17-26).

1. O Sacramento da Penitência e da Reconciliação surge diretamente do mistério pascal. De fato, na própria noite de Páscoa, o Senhor aparece aos discípulos, fechados no cenáculo, e depois de ter dirigido a eles a saudação “A paz esteja convosco”, soprou sobre eles e disse: “Recebeis o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,21-23). Esta passagem nos revela a dinâmica mais profunda que está contida neste Sacramento. Antes de tudo, o fato de que o perdão dos nossos pecados não é algo que podemos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão se pede, se pede a uma outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um presente, é um dom do Espírito Santo, que nos enche com a misericórdia e a graça que surge incessantemente do coração aberto de Cristo crucificado e ressuscitado. Em segundo lugar, recorda-nos que somente se nos deixamos reconciliar no Senhor Jesus com o Pai e com os irmãos podemos estar verdadeiramente na paz. E todos sentimos isso no coração quando vamos confessar-nos, com um peso na alma, um pouco de tristeza; e quando recebemos o perdão de Jesus estamos em paz, com aquela paz da alma tão bela que somente Jesus pode dar, somente Ele.

2. No tempo, a celebração deste Sacramento passou de uma forma pública – porque no início se fazia publicamente – àquela pessoal, à forma reservada da Confissão. Isto, porém, não deve fazer perder a matriz eclesial, que constitui o contexto vital. De fato, é a comunidade cristã o lugar no qual se torna presente o Espírito, o qual renova os corações no amor de Deus e faz de todos os irmãos uma só coisa, em Cristo Jesus. Eis então porque não basta pedir perdão ao Senhor na própria mente e no próprio coração, mas é necessário confessar humildemente e com confiança os próprios pecados ao ministro da Igreja. Na celebração deste Sacramento, o sacerdote não representa somente Deus, mas toda a comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um de seus membros, que escuta comovida o seu arrependimento, que se reconcilia com ele, que o encoraja e o acompanha no caminho de conversão e amadurecimento cristão. Alguém pode dizer: eu me confesso somente com Deus. Sim, você pode dizer a Deus “perdoa-me”, e dizer os teus pecados, mas os nossos pecados são também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isto é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote. “Mas, padre, eu me envergonho…”. Também a vergonha é boa, é saudável ter um pouco de vergonha, porque envergonhar-se é saudável. Quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos que é um “sem vergonha”: um “sin verguenza”. Mas também a vergonha faz bem, porque nos faz mais humildes e o sacerdote recebe com amor e com ternura esta confissão e em nome de Deus perdoa. Também do ponto de vista humano, para desabafar, é bom falar com o irmão e dizer ao sacerdote estas coisas, que são tão pesadas no meu coração. E alguém sente que desabafa diante de Deus, com a Igreja, com o irmão. Não ter medo da Confissão! Alguém, quando está na fila para confessar-se, sente todas estas coisas, também a vergonha, mas depois quando termina a Confissão sai livre, grande, belo, perdoado, purificado, feliz. É este o bonito da Confissão! Eu gostaria de perguntar-vos – mas não digam em voz alta, cada um responda no seu coração – quando foi a última vez que você se confessou? Cada um pense… São dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos? Cada um faça as contas, mas cada um diga a si mesmo: quando foi a última vez que eu me confessei? E se passou tanto tempo, não perder um dia a mais, vá, que o sacerdote será bom. É Jesus ali, e Jesus é o melhor dos sacerdotes, Jesus te recebe, recebe-te com tanto amor. Seja corajoso e vá à Confissão!

3. Queridos amigos, celebrar o Sacramento da Reconciliação significa ser envolvido em um abraço caloroso: é o abraço da infinita misericórdia do Pai. Recordemos aquela bela, bela parábola do filho que foi embora de sua casa com o seu dinheiro da herança; gastou todo o dinheiro e depois quando não tinha mais nada decidiu voltar pra casa, não como filho, mas como servo. Tanta culpa tinha em seu coração e tanta vergonha. A surpresa foi que quando começou a falar, a pedir perdão, o pai não o deixou falar, abraçou-o, beijou-o e fez festa. Mas eu vos digo: toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa! Vamos adiante neste caminho. Que Deus vos abençoe!

(Trad.: Canção Nova)

(Zenit)

O papa Francisco na audiência geral: Quando foi a última vez que você se confessou?

O Santo Padre faz novo apelo em favor da paz na Ucrânia e, na catequese, recorda que Deus faz festa quando pedimos perdão

Por Rocio Lancho García

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Francisco fez mais um apelo, na audiência desta manhã, pelo fim da violência que vem sacudindo a Ucrânia. “Acompanho com preocupação o que está acontecendo nestes dias em Kiev. Asseguro a minha proximidade ao povo ucraniano e rezo pelas vítimas da violência, pelas suas famílias e pelos feridos. Convido todas as partes a cessar toda ação violenta e a procurar a concórdia e a paz do país”.

O conflito está estremecendo a Ucrânia desde meados de novembro, quando os cidadãos começaram a fazer protestos multitudinários contra a decisão do governo de não assinar o Acordo de Associação com a União Europeia. O país está dividido entre os favoráveis à aproximação com a Europa Ocidental e aqueles que preferem manter vínculos mais estreitos com a Rússia. O dia de ontem foi especialmente trágico: um enfrentamento entre manifestantes e policiais deixou um saldo de 25 mortos e centenas de feridos.

Durante os 20 minutos de percurso pela Praça de São Pedro a bordo do papamóvel, antes da audiência, Francisco saudou e abençoou os mais de 20.000 peregrinos que chegaram de todo o mundo, dando especial atenção às crianças. O forte vento que soprava na praça não impediu que o entusiasmo, os vivas ao papa e as mostras de carinho esmorecessem durante os minutos de contato direto entre o pontífice e os fiéis. Por outro lado, o mesmo vento deixou Francisco sem solidéu durante a audiência.

O Santo Padre deu continuidade à série de catequeses sobre os sacramentos: hoje o tema foi a confissão. No resumo da catequese, Francisco disse: “A catequese de hoje se concentra no sacramento da reconciliação. Este sacramento brota diretamente do mistério pascal. Jesus ressuscitado apareceu para os apóstolos e disse a eles: ‘Recebam o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados’. Assim, o perdão dos pecados não é fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente, um dom do Espírito Santo, que nos purifica através da misericórdia e da graça do Pai.

A confissão, que se realiza de forma pessoal e privada, não deve nos levar a esquecer o seu caráter eclesial. É na comunidade cristã que o Espírito Santo se faz presente, renova os corações no amor de Deus e une todos os irmãos em um só coração, em Jesus Cristo. Por isso, não basta pedir perdão ao Senhor interiormente: é necessário confessar com humildade os próprios pecados perante o sacerdote, que é nosso irmão e representa Deus e a Igreja. Pode ser muito bom para cada um, hoje, pensar no seguinte: ‘há quanto tempo eu não me confesso?’. Cada um responda para si. Pode lhe fazer bem.

O ministério da reconciliação é um genuíno tesouro, que, às vezes, corremos o perigo de esquecer, por preguiça ou por vergonha, mas, principalmente, por termos perdido o senso de pecado, que, no fundo, é a perda do senso de Deus. Quando nos deixamos reconciliar por Jesus, encontramos uma paz verdadeira”.

Ao cumprimentar os peregrinos em diversos idiomas, o Santo Padre disse ainda: “Convido todos vocês a recorrer com frequência ao sacramento da penitencia, a se confessar e receber o abraço da infinita misericórdia do Pai, que está nos esperando para nos dar um forte abraço”.

Depois de fazer o resumo da catequese em várias línguas, o papa Francisco saudou de forma especial os jovens, os doentes e os recém-casados, como já se tornou tradição nas audiências. “Que a Virgem Maria ajude vocês, queridos jovens, a entender cada vez mais o valor do sacrifício na sua formação humana e cristã; que ela os sustente, queridos enfermos, na hora de enfrentar a dor e a doença com serenidade e fortaleza; e que ela guie vocês, queridos recém-casados, para construir a sua família sobre as bases sólidas da fidelidade à vontade de Deus”.

Nesta manhã, antes da audiência, o Santo Padre também recebeu, na Casa Santa Marta, 19 presidiários acompanhados por dois capelães e duas religiosas. Eles cumprem pena nos presídios de Pisa e Pianosa. O encontro, que não estava programado, durou cerca de quarenta e cinco minutos, durante os quais Francisco conversou e abençoou os presos um por um.

O grupo de detentos está participando de uma trajetória espiritual guiada pelos capelães, que os acompanharam hoje à audiência geral com o papa durante uma peregrinação a Roma. Eles participaram da missa nos jardins vaticanos e, por volta das 9h da manhã, informado da sua presença, o papa quis encontrá-los em particular antes da audiência geral. “Foi um encontro belíssimo, comovente. O papa quis saudá-los e abençoar um por um. Ele os encorajou muito, mostrou a sua grande paternidade espiritual para com essas pessoas que estão profundamente comprometidas em completar um percurso espiritual”, declarou dom Baldisseri, secretário do sínodo dos bispos, conforme informações do jornal italiano Avvenire.

(Zenit)

Papa Francisco: Não tenhamos medo do Sacramento da Reconciliação

Vaticano, 19 Fev. 14 / 11:36 am (ACI).- Nesta quarta, 12, milhares de fiéis se reuniram na Praça S. Pedro às vésperas do Consistório no próximo sábado, dia 22, quando o Colégio Cardinalício ganhará 19 novos membros, incluindo o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani J. Tempesta, o Papa continuou sua reflexão sobre os sacramentos exortando os fiéis a não terem medo de aproximar-se do sacerdote para pedir perdão pelos pecados cometidos contra Deus e contra os irmãos.

Na ocasião o Sumo Pontífice ressaltou que este Sacramento provém diretamente do mistério pascal, quando disse aos discípulos: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados”.
Papa quis deixar claro que o “perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar-nos a nós mesmos”.

“Eu não posso dizer: ‘Eu me perdoo os pecados’. O perdão se pede, se pede a outro, e na Confissão pedimos perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é dom do Espírito Santo, que derrama sobre nós a graça e a misericórdia do Pai”, asseverou o Pontífice

Para aqueles que dizem: ‘Eu me confesso somente com Deus’, o Papa recordou que os nossos pecados são também contra os irmãos e a Igreja e por isso é necessário pedir perdão a eles na pessoa do sacerdote.

Segundo explica a nota publicada hoje pela Rádio Vaticano, o Santo Padre assinalou que embora a forma ordinária da Confissão seja pessoal e secreta, não se deve perder de vista a sua dimensão eclesial. Por isso, não basta pedir perdão a Deus no íntimo do próprio coração, mas é necessário confessar os pecados ao sacerdote. Este, no confessionário, não representa apenas Deus, mas toda a comunidade eclesial, a qual se reconhece na fragilidade dos seus membros, constata comovida o seu arrependimento, reconcilia-se com eles e encoraja-os no caminho de conversão e amadurecimento humano e cristão.

Aos que se envergonham do seu pecado, o Pontífice dirigiu as seguintes palavras:  “Também a vergonha é boa, vergonhar-se é saudável. Porque quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos “sem vergonha”, sin verguenza. (…) Mas a vergonha também faz bem, porque nos torna mais humildes. (…) Não tenham medo da Confissão, porque dela se sai mais “livre, grande, belo, perdoado e feliz”.

“Seja corajoso e vá se confessar”, exortou.

Francisco concluiu sua catequese ressaltando que o Sacramento da Reconciliação significa deixar-se envolver no abraço da misericórdia infinita do Pai. E citou a parábola do filho pródigo, que ao voltar para casa sentindo tanta culpa e vergonha, ficou surpreso com o abraço que recebeu do Pai.
“Toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa. Prossigamos nesta estrada”, finalizou.

No final de sua catequese, o Pontífice se dirigiu de modo especial aos fiéis do Rio de Janeiro que acompanham Dom Orani João Tempesta na ocasião de sua criação como cardeal e disse:
“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos vos saúdo, especialmente aos fiéis de São Sebastião do Rio de Janeiro com o vosso pastor Dom Orani João Tempesta, desejando-vos que nada e ninguém possa impedir-vos de viver e crescer na amizade de Deus Pai; mas deixai que o seu amor sempre vos regenere como filhos e vos reconcilie com Ele, com vós mesmos e com os irmãos. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abundância das suas bênçãos.”
Os novos 19 cardeais são:
1 – Dom Pietro Parolin, Secretário de Estado.
2 – Dom Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos e Ex-Núncio apostólico no Brasil.
3 – Dom Gerhard Ludwig Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
4 – Dom Beniamino Stella, Prefeito da Congregação per o Clero.
5 – Dom Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster (Grã Bretanha).
6 – Dom Leopoldo José Brenes Solórzano, Arcebispo de Manágua (Nicarágua).
7 – Dom Gérald Cyprien Lacroix, Arcebispo de Québec (Canadá).
8 – Dom Jean-Pierre Kutwa, Arcebispo de Abidjã (Costa do Marfim).
9 – Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil).
10 – Dom Gualtiero Bassetti, Arcebispo de Perúgia-Città della Pieve (Itália).
11 – Dom Mario Aurelio Poli, Arcebispo de Buenos Aires (Argentina).
12 – Dom Andrew Yeom Soo jung, Arcebispo de Seoul (Coreia).
13 – Dom Ricardo Ezzati Andrello, S.D.B., Arcebispo de Santiago do Chile (Chile).
14 – Dom Philippe Nakellentuba Ouédraogo, Arcebispo de Ouagadougou (Burquina Faso).
15 – Dom Orlando B. Quevedo, O.M.I., Arcebispo de Cotabato (Filipinas).
16 – Dom Chibly Langlois, Bispo de Les Cayes (Haiti).
3 cardeais não-eleitores (mais de 80 anos):
1 – Dom Loris Francesco Capovilla, Arcebispo emérito de Mesembria.
2 – Dom Fernando Sebastián Aguilar, C.M.F., Arcebispo emérito de Pamplona.
3 – Dom Kelvin Edward Felix, Arcebispo emerito de Castries.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26720)

Lançado app “Comics do Papa Francisco” visando que as crianças conheçam melhor o Papa

Foto: iTunes Store

ROMA, 19 Fev. 14 / 12:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- A empresa Apple acaba de lançar na iTunes Store o aplicativo “Os Comics do Papa Francisco”, desenvolvido pelo Master New Media, para os dispositivos iPad. Esta iniciativa tem como objetivo que as crianças conheçam melhor o Bispo de Roma.

Conforme assinala o L’Osservatore Romano, o aplicativo tem três opções a escolher: As frases do Sumo Pontífice (com desenhos que representam suas mensagens), jogar e colorir com o Papa, e finalmente as histórias do Santo Padre.

Os mais novos da casa podem escutar seus discursos, ler suas publicações no Twitter, assim como ficar sabendo mais sobre a vida de Francisco antes de ser eleito.

Atualmente o aplicativo está disponível somente em dois idiomas: inglês e alemão, ainda não está disponível em português e tem um custo de 2,99 dólares.

O site para baixa-lo é: https://itunes.apple.com/us/app/pope-francis-comics/id813620711?mt=8

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26724)

O drama da Venezuela entre protestos e o assassinato de dois salesianos

A multitudinária parte de protesto hoje em Caracas (Foto: Twitter / @DolarToday)

CARACAS, 18 Fev. 14 / 06:01 pm (ACI/EWTN Noticias).- Uma fonte da agênciaACI Digital, que permanece no anonimato por razões de segurança, relatou a dramática situação que se vive na Venezuela, entre a violenta repressão às marchas pacíficas de estudantes e o crime descontrolado que cobrou recentemente a vida de um sacerdote e um religioso da ordem salesiana.

Desde que começaram as marchas pacíficas estudantis na Venezuela, confrontadas por uma violenta repressão do governo e de grupos afins, três pessoas já perderam a vida.

Em meio à escalada da violência soma-se agora o assassinato com arma branca de um sacerdote e um religioso salesianos, na noite de 15 de fevereiro no Colégio Dom Bosco de Valencia. Segundo as investigações policiais, os autores do crime seriam menores de idade, dentre 13 e 15 anos.

A resposta governamental aos fatos foi de violência contra os católicos, com o ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez, exigindo que a Igreja no país não faça “da morte um festim para seguir buscando gerar violência, ódio nos cidadãos venezuelanos”.

Além disso, o ministro levantou dúvida sobre a reputação dos salesianos assassinados, ao assinalar que no crime “há circunstâncias irregulares, pois aparentemente não se forçou a entrada pelas portas e essa escola é de difícil acesso”.

“Os assassinos estavam dentro do colégio, pois não houve entrada forçada pela porta”, disse aos meios locais.

Entretanto, a fonte próxima a ACI Digital denunciou que “as declarações do ministro infelizmente são a repetição de uma política de estado de utilizar a mentira e a difamação para evadir total e absolutamente a responsabilidade que têm eles de proteger as pessoas”.

“Não é a primeira vez que isto acontece, quando assassinaram outro sacerdote foi igual. As declarações do fiscal foram terríveis”, recordou.

Em Valencia, indicou a fonte, “os cidadãos assinalaram que estes jovens que mataram os religiosos aterrorizavam essa comunidade e eram drogados”.

Os delinquentes no país, denunciou, “atuam impunemente” enquanto o governo os deixa atuar livremente.

A fonte revelou ainda que os telefones de “muita gente da Igreja”, assim como de jornalistas e líderes de oposição estão grampeados pelo governo.

Por outro lado, as manifestações continuarão, apesar de que as coisas se complicaram, “já que a guarda e polícia nacional estão nas ruas trancando a passagem para os manifestantes e já pelo Twitter se nota a raiva”.

A pedido do líder opositor Leopoldo López, os manifestantes pacíficos se vestiram hoje de branco, e já estão enchendo importantes artérias de diversas cidades no país, entre elas de Caracas, onde se espera uma grande multidão para a marcha.

López foi uma constante dor de cabeça para o governo venezuelano, e em 2008 Hugo Chávez o declarou inapto para exercer cargos públicos. Nicolás Maduro, o atual presidente, o responsabilizou recentemente das três mortes ocorridas durante as manifestações e colocou uma ordem de captura ao líder até o momento não executada.

A marcha de hoje se dirige à sede do Ministério do Interior na capital do país, onde o governo terá a oportunidade de fazer efetiva a ordem de captura.

Apesar da aparente divisão entre os dirigentes opositores, como Henrique Capriles, ex-candidato à presidência contra Nicolás Maduro, quem recentemente criticou a falta de um objetivo claro nas manifestações contra o governo, há um consenso na importância de que as marchas se mantenham afastadas de qualquer tipo de violência.

“O Governo tem pavor de um protesto social e pacífico, mas adora uma turba violenta e descontrolada, que ninguém caia em provocações”, exortou López através de sua conta na rede social Twitter.

“Não esqueçamos nunca que a violência é o recurso dos que não têm argumentos! O ódio não se pode combater com mais ódio!”, disse.

Capriles informou que acompanhará Leopoldo López na marcha ao Ministério do Interior, pois “podemos ter diferenças, mas somos solidários”.

Conforme informou Leopoldo López, a manifestação o acompanhará até certo ponto e daí se dirigirá sozinho aos escritórios do Ministério do Interior, pois “não arriscarei ninguém, não caiamos em violência”. Uma vez lá, entregará às autoridades uma folha de petições.

Apesar dos férreos cercos policiais com os quais se encontraram os manifestantes desde cedo hoje, 18, eles expressaram sua vontade com exclamações como “não temos medo” e seguem adiante.

Os Bispos do Venezuela pediram ao governo que respeite as manifestações pacíficas, e que cessem “os excessos na repressão”. Expressando sua dor pelo assassinato dos salesianos na localidade de Valencia, e pediram às autoridades que investiguem os fatos que são “uma prova mais da violência criminal imperante em nosso país”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26717)

Homilia do papa na Casa Santa Marta: Deus não age como um feiticeiro

A paciência do povo de Deus, que suporta as provações cotidianas com fé, é o que faz a Igreja avançar, explica Francisco

Por Redacao

ROMA, 17 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A paciência do povo de Deus, que suporta com fé as provações do cotidiano, é o que faz a Igreja avançar: esta foi a mensagem do papa Francisco durante a homilia desta manhã, na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta.

“A paciência não é resignação, é outra coisa”. Em sua pregação, o papa comentou a Carta de São Tiago, que nos faz um convite à alegria mesmo quando somos provados. “Parece um convite para sermos iguais aos faquires”, disse Francisco, com seu bom humor habitual, “mas não é isso. Ter paciência, suportar as provações, as coisas que não queremos, é uma atitude que nos faz amadurecer na vida. Quem não tem paciência quer tudo para já, tudo depressa. Quem não conhece a sabedoria da paciência é uma pessoa caprichosa, como as crianças que nunca ficam satisfeitas com nada. A pessoa que não tem paciência é uma pessoa que não cresce, que fica nos caprichos infantis, que não sabe encarar a vida do jeito que a vida vem: ou isso ou nada. Esta é uma das tentações: virar pessoas caprichosas. Outra tentação para aqueles que não têm paciência é a onipotência de querer algo para já, como os fariseus, que pedem a Jesus um sinal do céu: eles queriam um espetáculo, um milagre”.

“Eles confundem o modo de agir de Deus com o modo de agir de um feiticeiro. E Deus não age como um feiticeiro. Deus tem a sua própria maneira de avançar. A paciência de Deus. Ele também tem paciência. Cada vez que recorremos ao sacramento da Reconciliação, cantamos um hino à paciência de Deus! E como Deus nos carrega nos ombros, com quanta paciência, com quanta paciência! A vida cristã tem que se desenvolver ao som da paciência, que era a música dos nossos pais, do povo de Deus, daqueles que acreditaram na Palavra de Deus, que seguiram o mandamento que nosso Senhor tinha dado ao nosso pai Abraão: ‘Caminha em minha presença e sê perfeito'”.

O povo de Deus, diz o papa, citando a Carta aos Hebreus, “sofreu muito, foi perseguido, assassinado”, mas teve “a alegria de vislumbrar as promessas” de Deus. “Esta é a paciência”, que “devemos manter nas provações: a paciência de uma pessoa adulta, a paciência de Deus”, que nos carrega sobre os ombros. E esta é “a paciência do nosso povo”.

“Como o nosso povo é paciente! Mesmo agora! Quando vamos às paróquias e nos encontramos com essas pessoas que sofrem, que têm problemas, que têm um filho com deficiência ou que têm alguma doença, mas que vivem a vida com paciência. Elas não pedem sinais, como aquela gente do Evangelho, que queria um sinal. Aqueles diziam: ‘Dá-nos um sinal!’. Não, essas não pedem, mas sabem ler os sinais dos tempos: sabem que, quando germina a figueira, é porque a primavera está chegando. Mas aqueles impacientes do Evangelho que ouvimos hoje, que queriam um sinal, não sabiam ler os sinais dos tempos e é por isso que eles não reconheceram Jesus”.

O Santo Padre terminou a homilia louvando “o nosso povo que sofre, que sofre muitas, muitas coisas, mas que não perde o sorriso da fé, que mantém a alegria da fé”.

“E esta gente, o nosso povo, nas nossas paróquias, nas nossas instituições, muita gente, é quem leva a Igreja para frente, com a sua santidade, de todos os dias, de cada dia. Que nosso Senhor dê a todos nós a paciência, a paciência alegre, a paciência do trabalho, da paz, a paciência de Deus, a paciência que Ele tem, e nos dê a paciência do nosso povo fiel, que é tão exemplar”.

(Zenit)

É possível viver o “Sim” do matrimônio para sempre, diz o Papa Francisco a 10 mil casais reunidos em Roma

Vaticano, 14 Fev. 14 / 11:20 am (ACI/EWTN Noticias).- Dez mil casais de namorados e noivos vindos dos cinco continentes na festividade de São Valentim, tiveram um encontro na Praça de São Pedro para falar sobre a vocação ao matrimônio sob o lema “A alegria do sim para sempre” e encontrar-se com o Papa Francisco. Em seu discurso aos casais o Papa insistiu que hoje é possível viver o amor para sempre no contexto do matrimônio.

Segundo reportou o Vatican Information Service desta Sexta-feira, 14, o  encontro, organizado pelo Pontifício Conselho para a Família, teve como ponto de partida a perspectiva de que as pessoas não se casam quando os problemas já foram resolvidos, e sim para resolvê-los juntos e apostam pelo “para todos os dias da vida”, um ponto de vista que infunde esperança no futuro e no amor duradouro e fecundo.

O ato começou às 11 da manhã com uma série de testemunhos dos casais, intercalados com leituras e canções dedicadas ao amor em suas diversas manifestações e, às 12:30h o Santo Padre entrou no Lugar para saudar os noivos e responder a três perguntas expostas por outras tantos casais: O medo ao “para sempre”; Viver juntos, o estilo da vida matrimonial; e o tipo de celebração do matrimônio.

“É importante nos perguntar se for possível amar-se “para sempre” – afirmou o Papa- Hoje em dia muitas pessoas têm medo de tomar decisões definitivas , para toda a vida, porque parece impossível… e esta mentalidade leva a muitos que se preparam para o matrimônio a dizer: “Estamos juntos até que nos dure o amor”….

“Mas, o que entendemos por “amor”? –questionou o Santo Padre- Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se for assim, não se pode construir nada sólido em cima. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce e também podemos dizer, a modo de exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa se edifica em companhia, não sozinhos!… Não queremos construi-la sobre a areia dos sentimentos que vão e vêm, mas sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus…”.

“A família nasce deste projeto de amor que quer crescer como se constrói uma casa: que seja lugar de afeto, de ajuda, de esperança… Assim como o amor de Deus é estável e para sempre, queremos que o amor sobre o qual se assenta a família também o seja. Não devemos deixar-nos vencer pela “cultura do provisório”. Assim que o medo do “para sempre” se cura dia após dia, confiando no Senhor Jesus em uma vida que se converte em uma jornada espiritual diária, feito de passos, de crescimento comum…Porque o “para sempre” não é apenas questão de duração. Um matrimônio não se realiza apenas na duração, é importante sua qualidade. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos cristãos .. . No Pai-Nosso dizemos ” Dai-nos o pão de cada dia”. Os esposos podem rezar assim´: “Senhor, dai-nos hoje o amor de todos os dias…. ensinai-nos a amar-nos”.

Respondendo à segunda pergunta, Francisco sublinhou que “a convivência é uma arte, um caminho paciente, formoso e fascinante… que tem umas regras que se podem resumir em três palavras: “Posso?, “Obrigado” e “Perdão”.

“Posso?”, explicou, é o pedido amável de entrar na vida de algum outro com respeito e atenção… O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. … São Francisco dizia:… “A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor”… e hoje, em nossas famílias, em nosso mundo, frequentemente violento e arrogante, a cortesia é muito necessária”.

“Obrigado.” A gratidão é um sentimento importante… Sabemos dizer obrigado?: Em vosso relacionamento neste instante e em vossa futura vida matrimonial , é importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus… e pelos dons de Deus se diz “obrigado””, declarou o Papa.

““Perdão” … Na vida cometemos muitos erros, equivocamo-nos tantas vezes. Todos nós. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão singela “perdão”. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para justificar-se. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhe cer nossos erros e a pedir desculpas… É também assim que cresce uma família cristã. Todos sabemos que não existe a família perfeita, nem o marido ou a esposa perfeitos. …Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem nos ensina um segredo: que nenhum dia jamais termine sem pedir perdão…sem que a paz volte para casa. Se aprendermos a pedir perdão e perdoar os outros, o matrimônio durará, seguirá adiante”.

Por último, o Santo Padre recordou que a celebração do matrimônio deve ser “uma festa, mas uma festa cristã e não mundana” e pondo como exemplo o primeiro milagre de Jesus nas bodas de Caná, quando transformou a água em vinho porque havia acabado disse: “O que aconteceu em Caná dois mil anos atrás, acontece em realidade em cada festa nupcial. O que fará pleno e profundamente verdadeiro seu matrimônio será a presença do Senhor que se revela e nos outorga sua graça”.

“Ao mesmo tempo, é bom que seu matrimônio seja sóbrio e destaque o que é realmente importante. Alguns estão muito preocupados com os sinais externos: o banquete… os trajes, etc. Estas coisas são importantes em uma festa, mas apenas se indicarem o verdadeiro motivo de sua alegria: a bênção de Deus sobre seu amor. Façam que como o vinho de Caná , os sinais externos de sua cerimônia revelem a presença do Senhor e recordem a vós e a todos os presentes a origem e a razão de sua alegria”, concluiu.

Após as suas palavras alguns casais tiveram a chance de cumprimentar o Papa, que os recebeu com visível afeto e logo partiu para uma volta no Papamóvel para cumprimentar os outros milhares de casais que encheram a Praça de São Pedro.

O Papa, em um tweet dedicado a este encontro, escreveu em sua conta: “Jovens, não tenhais medo de vos casar: unidos num matrimônio fiel e fecundo, sereis felizes”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26698)

Dois adolescentes assassinam amiga em ritual nos EUA

Foto: Photodune.net

NOVA IORQUE, 14 Fev. 14 / 10:15 am (ACI).- O caso de dois jovens que confessaram ter assassinado brutalmente uma amiga da escola em um suposto ritual satânico vem gerando comoção nos EUA.

Segundo diversos meios de comunicação norte-americanos, os adolescentes enfrentarão a pena de morte se forem declarados culpados. Os acusados têm 17 e 16 anos de idade. Ambos convidaram Corriann Cervantes, uma jovem de 15 anos a sair com eles e a levaram a uma casa abandonada. A garota estudava na mesma escola e confiou em seus companheiros.

Segundo as autoridades, Corriann foi torturada até a desfiguração, golpeada, asfixiada e estuprada. Os rapazes cravaram uma chave de fenda no crâneo da menina e gravaram um crucifixo invertido no abdômen da vítima.

Os acusados são José Reyes, de 17 anos, e um menor (mantido anônimo) de 16 anos. O assassinato da jovem, assinalam os investigadores, teria sido “a forma de venderem suas almas ao diabo”.

Reyes foi detido no domingo após ser entregue por seus pais aos quais havia confessado parte do ocorrido. No momento, o menor está detido em um centro carcerário juvenil.

Na terça-feira Reyes se apresentou na Corte. Durante a audiência confessou ter assassinado ao Cervantes e sorriu para as câmaras dos canais de televisão que cobriam o caso.

Os pais da vítima não explicam os motivos que tiveram os adolescentes para cometer este crime.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26703)

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”
O editor Alexandre Varela em entrevista a ZENIT. O blog diariamente recebe 450 mil visitas e está na reta final do prêmio TopBlog

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “O Catequista” é um dos maiores blogs católicos do Brasil e recebe cerca de 450 mil visitas no seu site diariamente.

A sua proposta é uma “Catequese de Boteco”, assim como o próprio editor o define na entrevista abaixo. O objetivo dessa Catequese é diferente da catequese tradicional. Quer ser um complemento. Levar a fé àquelas pessoas que estão distantes dos linguajares mais rebuscados dos livros de teologia, sem, por isso, deixar de lado a ortodoxia.

Alexandre Varela, editor do blog O Catequista, junto com sua esposa Vivane, tem formação em matemática pela UERJ, MBA em Gestão Empresarial e Pós-Graduação em Gestão Avançada de Projetos pela FGV.  Atua como Gerente de Projetos, certificado pelo Project Management Institute, com sede nos EUA.  Já atuou como Secretário Arquidiocesano de Pastoral, coordenador da Pastoral da Juventude e coordenador da Pastoral Universitária na UERJ. É Membro do Movimento Católico Comunhão e Libertação, catequista de Crisma e pai de três filhos.

Nesse ano o blog “O Catequista” está na reta final do maior prêmio para blogs do Brasil, o TopBlog. O seu desejo é vencer esse prêmio porque “será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade” – como disse Varela a ZENIT. Pode-se votar usando esse link: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva concedida a ZENIT:

***

ZENIT- De onde surgiu a ideia desse apostolado?

Alexandre: Surgiu quase sem querer! A ideia original era conseguir responder aos crismandos da nossa turma, sobre assuntos que apareciam na imprensa e envolviam a Igreja.  Fizemos isso com a mesma linguagem irreverente e informal que usamos durante os encontros. Literalmente por graça, o site cresceu e hoje é um dos maiores blogs católicos do Brasil!

ZENIT – Catequizar com a linguagem do mundo de hoje é fácil?

Alexandre: Em tudo o que fazemos, nunca deixamos a Tradição de lado. Somos absolutamente fiéis ao Papa. Mas, com um linguajar informal. Gostamos de definir nosso estilo como “Catequese de Boteco”, justamente porque fazemos tudo como se fôssemos um grupo de amigos em um bar, falando sobre Cristo e sobre a experiência Cristã.  A maior dificuldade disso é que muitas pessoas estão predispostas a ler sobre religião com um jeito empolado de escrever e acabam por não entender a nossa proposta. Mas isso não é um problema. Para estas pessoas já existem muitos livros e sites. Queremos alcançar justamente os que preferem textos mais rápidos e bem humorados. Essa é a nossa marca!

ZENIT – Qual a sua maior satisfação com esse apostolado?

Alexandre: Nossa maior satisfação é ver como Cristo conduziu todo esse projeto. É sentir que estamos fazendo algo para a Glória d’Ele! Hoje não temos só o blog, temos uma FanPage, um podcast (o Catecast), dois programas de rádio, escrevemos para alguns veículos (inclusive o ZENIT) e temos um novo programa ao vivo via Youtube (a Liga dos Blogueiros Católicos).  E ainda neste ano vamos estrear mais duas atrações! Tudo isso trabalhando normalmente e criando três filhos pequenos! Se não fosse pela vontade do Senhor, isto não seria possível.

ZENIT – Qual seu maior desafio?

Alexandre: Nosso maior desafio é continuar crescendo e oferecendo conteúdo cada vez melhor para nossos leitores, ouvintes e especatores. É impressionante as ideias e projetos que vêm surgindo naturalmente, além dos convites para participações em programas e palestras. Queremos conseguir dar conta de tudo.  E aos poucos, tenho certeza de que o Senhor nos guiará da melhor forma (tem sido assim até hoje). Não vamos parar. Vamos avançar pra águas cada vez mais profundas!

ZENIT – E a liga dos blogueiros católicos? Como vai?

Alexandre: Cada dia com mais audiência! Na última, tivemos praticamente o dobro de público ao vivo! É muito legal ver como as coisas que falamos repercutem nos dias seguintes em várias fanpages e blogs, sem falar no prazer de dividir a atração com outros blogueiros fantásticos. Ficamos realmente muito felizes com o sucesso do programa e queremos apostar muito nesse formato. Sentíamos falta de um programa de TV que pudesse discutir atualidades do ponto de vista da experiência católica. O Youtube nos permitiu fazer isso e daquela maneira irreverente que é a nossa marca.

ZENIT – O Blog O Catequista está na reta final do TopBlog. Como podemos ajudá-lo a vencer?

Alexandre: Estamos concorrendo na categoria Religião e, com ajuda dos nossos leitores, passamos para a fase final. Agora a votação é muito apertada e toda a ajuda será muito bem-vinda! Esse prêmio será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade. E assim, teremos a chance de falar para públicos que ainda não conseguimos alcançar. Quem quiser nos ajudar nessa caminhada pode votar até duas vezes (usando e-mail e Facebook) por meio do endereço: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

(Agência Zenit)

Índia: Relatório reporta 4 mil casos de violência contra cristãos

Cardeal Oswald Gracias (Foto Jayarathina (CC BY-SA 3.0))

Roma, 12 Fev. 14 / 09:11 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Bombaim (Índia) e Presidente da Conferência Episcopal do país, Cardeal Oswald Gracias, apresentou o “Relatório sobre a perseguição em 2013”, que recolhe mais de quatro mil casos de violência contra os cristãos acontecidos no país e realizados por grupos extremistas hindus.

Este relatório foi elaborado por diferentes entidades e organizações cristãs na sociedade civil indiana, como Catholic Secular Forum (CSF); All India Christian Council; Evangelical Fellowship of India; Global Council of Indian Christians e World Watch Monitor.

O estudo apresenta o assassinato de sete fiéis, entre eles um menor de idade, assim como também casos de abusos e agressões a mil mulheres, 500 crianças, 400 sacerdotes de diferentes confissões e ataques a mais de 100 Igrejas e lugares de culto cristão, conforme informou a agência vaticana Fides.

A entrega do relatório aos Bispos esteve a cargo do Presidente e do Secretário da CSF, Joseph Dias e o juiz Michael Saldanha, respectivamente.

Dos quatro mil casos apresentados e documentados em detalhe, mais de 200 são casos graves de perseguição, sobretudo nos estados de Karnataka onde, a pesar da mudança de governo, a perseguição cristã é mais frequente.

Outro dos lugares é Maharashtra que conforme assinalou o relatório “parece ser o próximo laboratório do extremismo hindu”. Também estão os estados de Andra Pradesh, Chhattisgarh, Gujarat, Orissa, Madhya Pradesh, Tamil Nadu e Kerala.

As falhas no sistema legal do país é outro dos pontos analisados no documento. Estas falhas permitem a propagação da violência e a impunidade dos agressores.

Existem também outras leis que negam aos dálits cristãos e a outras minorias os direitos concedidos aos dálits hindus, assim como leis que proíbem a conversão e que estão em vigor nos estados de Orissa, Arunachal Pradesh, Madhya Pradesh, Rajasthan, Gujarat, Chhattisgarh e Himachal Pradesh.

O relatório indica que uma lei integral para deter a violência que foi apresentada no ano passado ao Parlamento ainda não foi examinada nem debatida, e na maioria dos casos “a polícia se nega a receber as denúncias”, e os meios de comunicação do país não divulgam estes fatos ou minimizam o acontecido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26683)

Na Audiência Geral Papa pergunta: Como vivemos a Eucaristia?

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 12-02-2014, Gaudium Press) – Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Santo Padre continuou em sua catequese para os fiéis e peregrinos que foram ouvi-lo e rezar com ele.

O Papa Francisco vem tratando da Eucaristia nas Audiências Gerais e fez hoje, como tem sido frequente, uma pergunta aos presentes: o que tem a Eucaristia com nossa vida?

Depois de estimular a atenção dos peregrinos, ele afirmou que “Quem celebra a Eucaristia não o faz porque seja melhor que os demais, mas porque se reconhece necessitado da misericórdia de Deus”.

Continuando, o Pontífice ensinou que “a Eucaristia não é uma mera recordação de alguns ditos e feitos de Jesus. É obra e dom de Cristo que sai a nosso encontro e nos alimenta com sua Palavra e sua vida”. (JSG)

Da Redação – Com informações Rome Reports

(http://www.gaudiumpress.org/content/55764#ixzz2tCHZrGik )

Doce consolo no desamparo

A Mãe do Verbo Divino está sempre do nosso lado, tanto nos momentos de resplendente felicidade, como nas ocasiões em que aparentemente a luz nos abandonou.deserto2.jpg

Convido-o por alguns momentos, caro leitor, a abstrairmos do ambiente que nos circunda e irmos juntos acompanhar um viajante perdido à noite, no deserto.

Longe de qualquer penumbra de luz elétrica ou natural, segue ele afanosamente o caminho indicado pela bússola. Já sem alimento, a única reserva que possui em seu cantil é um gole de água quente, que o Sol não ignorou durante o dia. Até o ponteiro do seu relógio parou de funcionar! E quanto mais ele obedece ao rumo marcado pela agulha, mais lhe parece estar aquele instrumento desnorteado.

Sumido no negrume triste e ameaçador, o que não temer? Nosso viajante para por um instante, procurando cobrar alento e não perder a calma.

De súbito, o vento sopra, as nuvens se abrem e surge a Lua, rainha da noite. A alma inquieta do viajante se amaina e seu espírito recobra a tranquilidade, pois o espargir da luz que há pouco vira nascer faz claro o caminho e lhe dá segurança.

* * *

Doce consolo na desolação da noite foi esse belo astro, louvado sem cessar pelos poetas e cultuado por muitos povos da Antiguidade. Porém, entre tantas predileções, nada o enaltece mais do que simbolizar a Virgem Santíssima, formosa como a Lua, que guia os peregrinos neste vale de lágrimas rumo ao Sol de Justiça que A ilumina.

Precedendo Nosso Senhor Jesus Cristo, quis o Pai que outra luz prenunciasse o dia da salvação. E assim como a claridade da Lua prepara os olhos dos homens para poderem fitar o fulgor do Sol, surgiu Maria, na noite dos tempos, rasgando as trevas do pecado e anunciando o resplendor da graça que em breve ia reinar no meio de nós.deserto_1.jpg

Mãe do Verbo Divino e Mãe nossa, Ela nos acompanha sempre, tanto nos momentos de radiante felicidade, como nas ocasiões em que aparentemente a luz nos abandonou. E ainda que o céu se apresente coberto por negras nuvens, anunciando provações e desastres, esta boníssima Mãe não deixa de permanecer ao nosso lado, afável, indulgente e serena, perpetuamente propensa a nos ajudar.

Saibamos viver à procura dessa claridade que torna doces os percursos mais áridos. Nas noites obscuras, jamais nos permitamos um sentimento de desconfiança para com Ela, mas vivamos, pelo contrário, em busca dessa luz prenunciadora do Sol rutilante que logo vai nascer. E saibamos a Ela recorrer, dizendo:

“Ó minha Mãe, Medianeira de todas as graças, na vossa luz veremos a luz. Mãe, antes ficar cego do que deixar de ver vossa luz, porque

vê-la é viver. Na sua claridade contemplaremos todas as luzes; e sem ela nenhuma luz refulge. Não considerarei vida os momentos em que ela não brilhar; e eu, da vida, não quererei ter mais nada do que a mente banhada por essa luz.

“Ó luz!, eu vos seguirei custe o que custar: pelos vales, montes, desertos, e ilhas; pelas torturas, pelos abandonos e olvidos; pelas perseguições e tentações, pelos infortúnios, pelas alegrias e triunfos. Eu vos seguirei de tal maneira que, mesmo no fastígio da glória, não me incomodarei com ela, porque só me preocuparei convosco.

“Eu vos vi, e até o Céu não desejarei outra coisa, porque, uma vez, vos contemplei!”. 1

Por Fahima Spielmann

……………………..

1CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Na vossa Luz veremos a luz. In: Dr. Plinio. São Paulo, Ano VII, N.80 (Nov. 2004); p.36.
(In: Revista Arautos do Evangelho n.137. maio 2013)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55780)

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco é lançada nas redes sociais
Utilizando # em sete línguas, o convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades

Por Emanuele Sales

FORTALEZA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “Eu rezo pelo Papa” é o título da campanha que tem mobilizado intercessores do Papa Francisco nas redes sociais. O objetivo é corresponder ao pedido feito por Jorge Mario Bergoglio em 13 de março do ano passado, quando foi eleito pontífice: “Rezem por mim”.

O convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades. Na página no Facebook, há quem oferece oração em forma de pequenos sacrifícios, como a abstinência de chocolate por um período.  Já outros adeptos da campanha prometem rezar novenas, rosários e terços. Há também quem decide lembrar-se do Papa e ofertar-lhe ações cotidianas, como o serviço a Deus e atos de amor ao próximo.

“Essas pequenas coisas se tornam extraordinárias quando colocamos amor e fazemos pensando em ajudar alguém, em apoiar a missão de fazer o bem”, afirma Antonio Marcos Farias, que promete rezar o Angelus pelas intenções do Papa Francisco.

A página www.facebook.com/eurezopelopapa foi lançada no domingo (9), por iniciativa da Comunidade Católica Shalom.  Para aderir basta rezar pelo pontífice e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag  #EuRezoPeloPapa.  As hashtags também estão disponíveis em mais seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

(Agência Zenit)

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

Nossa Senhora de Lourdes
“Cristo morreu por todos a fim de que aqueles que vivem, não vivam mais para si, mas por Aquele que morreu e ressuscitou por eles” 2Cor 5,15

Hoje, o mundo inteiro venera Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Lembramos o que se chama “aparição de Nossa Senhora”, ou aparições que se repetiram de 11 de Fevereiro até 16 de Julho.
O grande teólogo e pesquisador de Lourdes, o Padre Laurentin, examinou as 14 aparições centrais e as mensagens sobre Nossa Senhora, “toda cheia de graça e concebida sem pecado original”, pelos méritos de Cristo.
O hino “Louvando Maria” ressoa em quase todas as peregrinações do mundo, atraindo pessoas que queiram levar, como Nossa Senhora, Cristo aos homens.

Louvando Maria o povo fiel A voz repetia de São Gabriel Ave,ave, ave Maria Ave,ave, ave Maria Um anjo descendo num raio de luz Feliz, Bernadete à fonte conduz Ave,ave, ave Maria Ave,ave, ave Maria Vestida de branco da glória desceu Trazendo na cinta as cores do céu Ave,ave, ave Maria Ave,ave, ave Maria Mostrando o rosário na cândida mão Ensina o caminho da santa oração.
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
(Tradução livre de Maria do Rosário)

Nossa Senhora de Lourdes, a Imaculada Conceição

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Redação (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) – Ao contemplar a história das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, na gruta de Massabielle, nossos olhos se voltam para a menina a quem Ela falou. Transcrevemos hoje, véspera das comemorações de Nossa Senhora de Lourdes, traços da vida da Santa que viu a Imaculada Conceição:

Lourdes! Onde encontraremos os termos que alcancem exprimir tudo quanto esse nome significa para a piedade católica no mundo inteiro? Quem poderá traduzir em palavras o ambiente de paz que envolve a gruta sagrada na qual, há mais de 150 anos, a Santíssima Virgem apareceu à humilde Bernadette e inaugurou, de modo definitivo, um novo vínculo com a humanidade sedenta de refrigério e paz? Por desígnio da Divina Providência, a esse lugar associou-se uma ação intensa da graça, especialmente capaz de transmitir aos milhares de peregrinos, vindos de longe, a certeza interior de serem suas preces benignamente ouvidas, seus dramas apaziguados, e suas esperanças fortalecidas.

Com efeito, ao longo deste século e meio, as ásperas rochas de Massabielle tornaram-se palco das mais espetaculares conversões e curas, legando à Santa Igreja Católica um tesouro espiritual de valor incalculável.

Em Lourdes fatos se revestem de uma grandiosidade peculiar, diante da qual nossa língua emudece. Ali está, diante de nós, a sublimidade do milagre. Entretanto, não se pode falar de Lourdes sem nos lembrarmos com veneração da personagem ligada de modo indissociável a essa história de bênçãos e misericórdias.

A modesta pastorinha a quem Nossa Senhora apareceu é o primeiro e maior prodígio de Lourdes: ela simboliza a íntegra fidelidade aos apelos de conversão e penitência, que naqueles dias foram lançados pela Rainha dos Céus, os quais haveriam de chegar aos mais longínquos recantos da Terra.

Infância marcada pela Fé

Bernadette nasceu num século de profundas transformações. Animada, de um lado, pelo surto de devoção mariana que o pontificado do Beato Pio IX estava suscitando, a segunda metade do século XIX presenciava o avanço insolente do ateísmo e do materialismo.

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Santa Bernadette Soubirous
Foto acima e abaixo

Os espíritos estavam divididos e, a fim de agir precisamente nessa encruzilhada da História, Maria Santíssima quis servir-se da filha primogênita do casal Soubirous.

Quão distantes, porém, desta sorte de considerações, estavam François e Louise, em 7 de janeiro de 1844! Nascia-lhes a filha Bernadette, no Moinho Bolly, nas cercanias de Lourdes, durante os dias felizes de fartura ali transcorridos. A menina foi batizada, recebendo o nome de sua madrinha Bernard, ao qual se acrescentou o da Senhora que haveria de lhe aparecer. Marie- Bernard, eis como se chamava Bernadette, sem escapar do diminutivo carinhoso que a acompanharia para o resto da vida.

No Moinho Bolly transcorreu sua primeira infância, marcada por uma religiosidade autêntica e sincera. Além da freqüência aos Sacramentos, a oração em conjunto aos pés do crucifixo e uma exímia prática dos princípios cristãos correspondiam a um dever moral para aquele casal de camponeses. Bernadette cresceu, por assim dizer, respirando a santa Fé Católica do mesmo modo que respirava o puro ar da montanhosa região dos Pirineus.

A miséria visitou o lar dos Soubirous

A época era difícil e os negócios de François Soubirous iam mal. Quando Bernadette tinha 8 anos, mudaram-se para um moinho mais simples, e ao cabo de três anos alugaram uma cabana à beira da estrada. Já crescida, ela acompanhava os progressivos insucessos dos pais e enfrentava, com admirável resignação, a situação de indigência a que se viram reduzidos em 1856, a ponto de terem de mudar para o antigo cárcere da rua Petits- Fosées: um cubículo úmido e pestilento, que as autoridades locais haviam julgado inadequado até mesmo para os presos.

A pobreza era ali completa. O cômodo media menos de 20 m² e a família não possuía absolutamente nada, além da mobília mais indispensável e das roupas. A luz do Sol nunca penetrava no recinto, marcado pela grade da janela e pelo ferrolho da pesada porta – reminiscências do antigo calabouço. Ali vivia o casal Soubirous e as quatro crianças, constantemente atormentados pela fome. Quando conseguia comprar pão, a mãe o dividia entre os pequenos, que ainda assim se sentiam insaciados. Bernadette, não raras vezes, privava-se de sua pequena porção em favor dos mais novos, sem nunca demonstrar o menor descontentamento por isso.

À noite, sem conseguir dormir, atormentada pela asma, Bernadette chorava. A causa principal daquele desafogo, porém, não eram a doença ou as duras privações materiais.santa_bernadette_soubirous_2.jpg

O único desejo da angelical menina era fazer a Primeira Comunhão, mas a necessidade de cuidar dos irmãos e da casa a impedia de frequentar o catecismo, de aprender a ler e escrever e até de falar francês. De fato, quando a Santíssima Virgem lhe dirigiu a palavra, o fez em patois, o dialeto da região de Lourdes. Se Bernadette desejou algo para si, nos dias de sua infância, foi apenas receber o Santíssimo Sacramento, o Senhor ofendido pelos pecados dos homens, que ela aprendera tão cedo a consolar.

Dias de pastoreio em Bartrès

As poucas vezes que Bernadette frequentou as aulas de catecismo em Lourdes foram malogradas, porque não conseguia acompanhar as demais crianças, bem mais novas e adiantadas que ela. Louise Soubirous preocupava-se com a filha, de treze anos, que ainda não fizera a Primeira Comunhão, e resolveu pedir à amiga Marie Lagües que a recebesse em Bartrès – vilarejo não muito distante de Lourdes – a fim de que Bernadette lá pudesse frequentar as aulas de catecismo.

Por consideração e amizade, Marie Lagües a recebeu em sua casa, mas não foi tão fiel à promessa quanto seria de se esperar. Logo ocupou Bernadette nos serviços da casa e no cuidado das crianças. E seu marido encontrou nela a pastora ideal para seu rebanho de cordeiros. Foi nesse período que Bernadette solidificou-se na oração, durante as longas horas transcorridas no mais completo silêncio em meio ao privilegiado panorama pirenaico. Contemplativa, ela montava um pequeno altar em honra da Santíssima Virgem e aí passava horas de grande fervor recitando o Rosário, a única oração que conhecia.

Um fato passado com Bernadette por essa época demonstra a pureza cristalina de seu coração. Certo dia, quando François Soubirous foi visitar a filha, encontrou-a triste e cabisbaixa. Perguntou-lhe o que a afligia.

– Todos os meus cordeiros têm as costas verdes – respondeu ela.

O pai, percebendo tratar-se da marca posta por um negociante, fez um ameno gracejo: – Eles têm as costas verdes porque comeram muita erva.

– E podem morrer? – perguntou assustada Bernadette.

– Talvez…

Penalizada, ela começou a chorar no mesmo instante. O pai, então, contou-lhe a verdade: – Vamos, não chores. Foi o negociante que os marcou assim.

Mais tarde, quando a chamaram de boba por ter acreditado em semelhante brincadeira, sua resposta constituiu uma demonstração involuntária de sua elevada virtude: – Eu nunca menti; não podia supor que aquilo que o meu pai me dizia não era verdade.

Os dias se escoavam lentamente na pequena aldeia, havendo completado sete meses que Bernadette lá chegara. Quanta esperança de aproximar- se da Mesa Eucarística trazia na chegada, e que decepção experimentava agora, após poucas aulas de insignificante instrução! Aquela espera interminável a afligia, mas, como tudo na vida do homem, foi permitida por Nosso Senhor.

“Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2, 3). Essas palavras, desconhecidas para Bernadette, significam exatamente o modo como Deus procedeu a seu respeito. Ao mesmo tempo que a graça inspirava em sua alma um ardente desejo das coisas do alto, estas pareciam ser-lhe tiradas. Com isso, seu anseio se robustecia, e tudo o que era terreno ia se afigurando como pouca coisa aos seus olhos, cada vez mais aptos para compreender as realidades sobrenaturais.

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Gruta das aparições

Como costuma ocorrer com as almas que Deus prova por meio de longas esperas, estavam-lhe reservadas grandes graças.

Celestial surpresa

De volta à casa paterna, Bernadette retomou os antigos afazeres. Na manhã inolvidável de 11 de fevereiro de 1858, saiu com a irmã Toinette e a amiga Jeanne Abadie para o bosque, a fim de recolherem gravetos para a lareira e ossos para vender a fim de comprarem algum alimento. Andaram bastante até chegarem à gruta de Massabielle, onde Bernadette nunca havia estado. Enquanto as vivazes meninas atravessavam a água gelada do rio Gave, Bernadette se preparava para fazer o mesmo.

Eis sua própria narração do que então sucedeu: “Escutei um barulho, como se fosse um rumor. Então, virei a cabeça para o lado do prado; vi que as árvores absolutamente não se mexiam. Continuei a descalçar-me. Escutei de novo o mesmo barulho. Levantei a cabeça, olhando para a gruta. Avistei uma Senhora toda de branco, com um vestido branco, um cinto azul e uma rosa amarela sobre cada pé, da cor da corrente do seu terço: as contas do terço eram brancas” 1.

Era a Santíssima Virgem sorrindo-lhe, e chamando-a para se aproximar d’Ela. Temerosa, Bernadette não se adiantou, mas puxou o terço e começou a rezar. O mesmo fez a “linda Senhora”, a qual embora sem mover os lábios, a acompanhava com seu próprio terço. Após o término do Rosário, Ela desapareceu.

A impressão causada por essa primeira aparição em Bernadette foi profunda. Sem reconhecer n’Ela a Mãe celeste, a menina sentia-se irresistivelmente atraída por figura tão amável e admirável, na qual não podia parar de pensar. Quando uma freira lhe perguntou, anos mais tarde, na enfermaria do convento, se a Senhora era bela, ela respondeu: – Sim! Tão bela que, quando se vê uma vez, deseja-se a morte só para tornar a vê-la!

Dezoito encontros em Massabielle

Por mais que Bernadette tivesse pedido segredo às suas duas companheiras, às quais contou o que vira, elas não se mantiveram caladas por muito tempo. Logo, dezenas de pessoas comentavam na vizinhança o sobrenatural acontecimento. E era apenas o começo: a impressionante popularidade das aparições assumiram proporções tais, que no dia 4 de março, estavam junto a Bernadette nada menos que vinte mil peregrinos.

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O Santuário de Lourdes é um dos maiores centros de
peregrinação do mundo católico, acolhendo cerca
de 6 milhões de peregrinos todos os anos

Antes de cada visita de Nossa Senhora, Bernadette sentia irresistível desejo de ir a Massabielle. Assim aconteceu nos dias 14 e 18 de fevereiro, quando um pressentimento interior a conduziu até a gruta. Na segunda aparição, a Virgem Santíssima permaneceu novamente em silêncio; disse algo apenas no dia 18, conforme no-lo narra a obediente menina: “A Senhora só me falou na terceira vez. Ela perguntou-me se eu queria ir lá durante quinze dias. Eu respondi que sim, depois que pedisse licença a meus pais” 2.

A quinzena de aparições, que se deu entre 18 de fevereiro e 4 de março, com exceção dos dias 22 e 26, constituiu o cerne da mensagem confiada a Bernadette. A cada dia multiplicava- se o número dos assistentes que empreendiam penosas viagens, atraídos pelos celestiais colóquios. Embora mais ninguém além de Bernadette visse a “Senhora”, todos sentiam Sua presença e se comoviam com os êxtases da camponesa.

– Ela não parecia ser deste mundo – disse uma testemunha.

As palavras de Nossa Senhora não foram muitas, mas de expressivo significado. Disse a Bernadette no mesmo dia 18: “Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro”. E nas outras vezes: “Eu quero que venha aqui muita gente”. “Pede a Deus pelos pecadores! Beije a terra pelos pecadores!”. “Penitência, penitência, penitência!” “Vá e diga aos padres que construam aqui uma capela. Quero que todos venham em procissão”.

Ainda durante a quinzena, a Rainha dos Céus confiou três segredos e ensinou uma oração a Bernadette, a qual ela recitou com insuperável fervor todos os dias de sua vida. Após um longo silêncio a respeito de sua identidade, a Senhora revelou seu nome a Bernadette na 16ª aparição, em 25 de março de 1858: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Era uma solene confirmação do dogma proclamado pelo Beato Pio IX, quatro anos antes; a pureza da doutrina seria coroada, daqui por diante, pela beleza dos milagres.

Transformada por Nossa Senhora

Um dos critérios de prudência adotados pela Santa Igreja para verificar a autenticidade de revelações como as que recebeu Bernadette, consiste em observar atentamente a conduta dos videntes. Neles, se reflete invariavelmente a veracidade e o teor do que dizem ver: seu testemunho pessoal é decisivo.

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Na gruta de Massabielle, onde Maria
pediu a Bernadette que rezasse
pelos pecadores, operam-se
verdadeiros milagres da graça

No caso de Lourdes, tal como depois sucedeu com os pastorinhos de Fátima, a mudança operada em Bernadette pode ser considerada um milagre da graça. Seus gestos, modos, palavras e, sobretudo sua piedade adquiririam indescritível brilho pelo contato com a Rainha dos Céus: “Na sua atitude, nos seus traços fisionômicos, via-se que a sua alma estava arrebatada. Que paz profunda! Que serenidade! Que elevada contemplação! O olhar da criança para a aparição não era menos maravilhoso que o seu sorriso. Era impossível imaginar algo tão puro, tão suave, tão amável…” 3.

Após os êxtases, ela mantinha a clave de sublimidade que a pervadira: o modo como fazia o sinal-dacruz, sua compostura durante a oração e sua fineza de trato, aliados à simplicidade, eram mais distintos que os de qualquer dama que tivesse passado a vida inteira exercitando-se na arte do “savoir-plaire”.

“Não escapa aos pais que se operou nela uma transformação no decorrer deste último mês. Não foram vãs para ela a contemplação e as lições celestes. […] Tendo visto chorar a Senhora de Massabielle pelo pecado e pelos pecadores, esta criança analfabeta compreendeu o grande dever da penitência e da oração” 4.

Até mesmo o Pe. Peyramale, o pároco de Lourdes, célebre pela desconfiança em realação a todos os fatos ocorridos com Bernadette, confessou: “tudo nela evolui de maneira impressionante” 5.

Respondendo aos magistrados

Os espíritos céticos estavam à espreita dos acontecimentos. Sumamente irritados pela afluência multitudinária à gruta, diziam: “É incrível quererem fazer-nos crer em aparições em pleno século XIX”. Tais homens colocavam suas esperanças mais em seus “modernos” inventos que na onipotência de Deus: “É estupidez e obscurantismo admitir a possibilidade de aparições e milagres na época do telégrafo elétrico e da máquina a vapor” 6.

Foi diante de autoridades com essa mentalidade que Bernadette teve de depor três vezes no curto período de uma semana, ainda durante a quinzena das aparições. Durante os intermináveis inquéritos em que a crivaram de perguntas capciosas, Bernadette ouviu coisas brutais: “Vamos prenderte! O que é que vais procurar à gruta? Por que fazes correr tanta gente? Vamos meter-te na prisão! Matar-te-émos na prisão!” 7. Chamaram-na de mentirosa, visionária, louca. A tudo isso ela apenas respondia com a verdade, suportando esses sofrimentos com humildade e doçura. Suas respostas acertadas confundiram os magistrados, que nunca tiveram qualquer motivo legal para prendê-la.

A opinião final que formaram a respeito de Bernadette, e que enviaram ao Ministro da Justiça de então, foi esta: “Segundo o reduzido número daqueles que pretendem ter a seu lado o bom senso, a razão e a ciência, Bernadette Soubirous é portadora de uma enfermidade mental conhecida: está sendo vítima de alucinações, apenas isto!” 8. Teriam eles, como pretendiam, a razão do seu lado? A resposta não demorou a se tornar clara.

A fonte milagrosa e o chamado à expiação

Na aparição de 25 de fevereiro, a Santíssima Virgem disse a Bernadette: “Vai beber à fonte”. Bernadette foi ao rio Gave e bebeu. Contudo, não era ao rio que Ela se referia, mas sim a um canto da gruta onde havia apenas água suja. A menina cavou e bebeu.

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Fonte milagrosa de Lourdes

Daquela nascente obscura brotou discretamente a água milagrosa, que dali a alguns dias borbulhava em abundância para maravilhamento de todos.Os doentes não demoraram em servir-se dela e as curas inexplicáveis se iniciaram em 1º de março. Enfermos desenganados “pela razão e pela ciência” viam seus males desaparecer num instante, e os argumentos de inúmeros corações reticentes se transformavam em cânticos de fé.

Mas, quando Bernadette, mais tarde, serviu- se da água para suas penosas doenças, ela não lhe foi eficaz. Perguntaram, então: – Essa água cura os outros doentes: por que não te cura a ti? – Talvez a Santíssima Virgem queira que eu sofra – foi a sua resposta. De fato, a sua vocação era sofrer e expiar pela conversão dos pecadores. A água da fonte não era para ela.

Essa filha predileta de Maria compreendeu com profundidade sua singular missão. Tudo quanto haveria de padecer física e moralmente dali em diante – o que não foi pouco – ela desejava unir aos méritos infinitos do Redentor crucificado, para que fosse pleno o efeito das graças derramadas na gruta. Nunca um murmúrio, uma queixa ou um ato de impaciência se desprendeu de seus resignados lábios, afeitos de modo heróico ao silêncio e à imolação.

No Asilo e em Nevers

Após o ciclo das aparições, todos queriam ver Bernadette e tocá-la. Pediam-lhe bênçãos, roubavam relíquias… Homens ilustres empreendiam longas viagens para conhecê-la e altas figuras eclesiásticas não escondiam sua admiração diante dela.

Todavia, quanto a faziam sofrer por causa disso! Em sua acrisolada humildade, Bernadette sentia-se incomodada perante tantas manifestações de deferência. Seu maior desejo era ser esquecida, queria que apenas a Virgem Santíssima fosse objeto de enlevo e amor.

Em Lourdes, ela viveu ainda nove anos no Asilo, administrado pelas Irmãs de Caridade e da Instrução Cristã, de Nevers. Ajudava no atendimento aos doentes, nos serviços da cozinha, na atenção às crianças. Aos 23 anos partiu para a Casa-Mãe da Congregação, em Nevers, desejando avidamente a vida de recolhimento e oração: – Vim aqui para esconder-me – disse ela.

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Os treze anos de vida religiosa de Santa Bernadette foram
vincados pela prática de todas as virtudes e, de modo
especial, o desprendimento de si mesma e o
amor ao sofrimento

Corpo incorrupto de Santa Bernadette
Soubirous – Nevers, França

Seus treze anos de vida religiosa foram vincados pela prática de todas as virtudes. De modo especial, o desprendimento de si mesma e o amor ao sofrimento. Desse período, passou nove anos de ininterruptas enfermidades: a asma inclemente, um doloroso tumor no joelho, que evoluiu até uma terrível cárie dos ossos. No dia 16 de abril de 1879, aos 35 anos de idade, ela entregou sua alma ao Criador.

“Encontrar-me-eis junto ao rochedo”

Seus restos mortais incorruptos constituem um dos mais belos vestígios da felicidade eterna que Deus tenha outorgado aos pobres mortais neste Vale de Lágrimas. Intocado, puro, angélico é o corpo de Bernadette, diante do qual o peregrino sente-se atraído a passar horas seguidas em oração, levantando-se depois com a doce impressão de ter penetrado na felicidade eterna de que goza a vidente de Massabielle.

Ali estão, cerrados, mas eloquentes, os olhos que outrora contemplaram a Santíssima Virgem, a nos ensinar que os únicos a serem exaltados são os mansos e humildes de coração; a nos lembrar que, para realizar Suas grandes obras, Deus não precisa das forças humanas, mas sim da fidelidade à voz de Sua graça.

Sabemos que a missão de Bernadette não terminou. A ação benfazeja de sua intercessão se faz sentir junto à gruta, conforme ela mesma predisse: “Encontrar-me-eis junto ao rochedo que tanto amo”. Que ela nos obtenha uma confiança inquebrantável no poder d’Aquela que disse: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

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Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2014

Foto News.va

VATICANO, 07 Fev. 14 / 01:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- Foi divulgada ontem a primeira mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude, que se celebra no Domingo de Ramos e que leva como título “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5, 3)

Queridos jovens,

Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.

A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de reflectir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).

1. A força revolucionária das Bem-aventuranças

É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.

Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.

As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.

Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.

2. A coragem da felicidade

O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).

Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.

Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.

3. Felizes os pobres em espírito…

A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?

Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.

O adjetivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.

Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).

São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.

Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.

Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.

Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.

Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).

4. … porque deles é o Reino do Céu

Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus conosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».

Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.

Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.

No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».

Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade.

Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir – de 2014.

FRANCISCO

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26669)

Fiéis pedem suspensão de sacerdote carmelita favorável ao aborto e que rejeita os dogmas marianos

Fr. Claudio van Balen (OCarm) Foto: ACI Digital

BELO HORIZONTE, 10 Fev. 14 / 04:29 pm (ACI).- Após os eventos do dia 26 de janeiro, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Belo Horizonte, quando simpatizantes do controvertido Carmelita holandês, Fr. Claudio Van Balen, impediram o novo pároco de celebrar a missa antes presidida semanalmente por Van Ballen, fiéis da arquidiocese resolveram fazer uma petição pública pedindo a suspensão deste sacerdote que apoia abertamente o aborto, assume posturas contrárias à fé e à doutrina da Igreja, rejeitando os dogmas marianos e a divindade de Jesus Cristo, além de não cumprir as normas litúrgicas para a celebração da Eucaristia.

Momentos antes do início da Missa das 11:00h do dia 26 de janeiro de 2014, a qual seria celebrada em ação de graças pela eleição do novo governo da Província Carmelitana de Santo Elias, um grupo de ‘seguidores’ de frei Cláudio Van Balen (OCarm), impediu a celebração, por meio de gritos, agressões, xingamentos, ameaças e da invasão do presbitério. O novo pároco tentou ainda rezar o rosário e manter a calma dentro do templo, mas diante das agressões verbais e o tumulto, não pôde realizar o ato litúrgico.

Os autores da confusão se revoltaram com base em uma suposta remoção de Frei Claudio, que trabalha nesta paróquia há 46 anos e está prestes a cumprir 81 anos de idade. A situação é agravada pelo perfil do religioso que, sistematicamente, defende posições contrárias ao ensinamento moral e doutrinário da Igreja.

“Entendo que observar o aborto como pecado ou crime é um erro. Temos é que assegurar que a mulher possa levar a gestação até o fim, dando, assim, a possibilidade de a mulher poder mudar de idéia ou que o bebê possa ser encaminhado para adoção após seu nascimento”, defendeu o Frei Cláudio em um artigo publicado pela Faculdade de Medicina da UFMG.

Da mesma forma, Frei Claudio afirma em uma postagem do seu blog “Intercambiar refletindo” que “Jesus é o ‘único’, no qual – primogênito da criação, homem de carne e osso – Deus se fez presente de forma singular. Nele, no todo de seu ser e existir, ‘Deus’ se revelou, embora Jesus não coincidisse, ‘em tudo’, com Deus”.

As posturas de Fr. Van Balen a respeito dos dogmas marianos também são criticáveis. O Carmelita afirma que a devoção a Maria se trataria de um exagero de sua figura na história da salvação protagonizado pelo papado através dos dogmas marianos,julgando-os uma forma “infantil ou primitiva” de lidar com a fé. Van Balen também destaca que a aparição de Nossa Senhora de Fátima foi usada pela Igreja como um artifício para combater o comunismo e enfatiza que os Papas João Paulo II e Bento XVI quiseram silenciar o que ele considera a autêntica aproximação à Maria proposta pelo Concílio Vaticano II.

No campo litúrgico a ação de Fr. Claudio também é criticável, já que o carmelita altera os textos bíblicos e litúrgicos que conformam o rito de celebração da Santa Missa.

Não é a primeira vez que que simpatizantes das posturas do frei  buscam mantê-lo “aos berros” no seu ministério paroquial. Em 2010, quando o arcebispado tentou efetivar a remoção de frei Cláudio. o grupo respondeu com ameaças, chantagens e a mobilização da imprensa.

Diante disso tudo, um grupo de católicos brasileiros que já reuniu mais de 2.500 assinaturas em todo o país pedindo que o controvertido frade seja removido definitivamente do seu ministério na arquidiocese da capital mineira, pedem respeitosamente  a Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte  que a Arquidiocese “tome as devidas providências para a suspensão de ordens de frei Cláudio van Balen, em razão não apenas dos recentes acontecimentos na paróquia Nossa Senhora do Carmo, mas também de sua sistemática negação dos ensinamentos da Igreja e da deturpação do culto sagrado”.

“Esta é uma atribuição do prelado local, e não da ordem religiosa à qual frei Cláudio pertence”, concluiu a petição.

Para assinar ou saber mais sobre o pedido de suspensão e posturas contrárias à doutrina da Igreja de Frei Van Balen, visite: http://www.citizengo.org/pt-pt/3687-pela-suspensao-de-ordens-de-frei-claudio

Para ver a entrevista completa na qual o Carmelita expõe sua criticada mariologia, confira o link: https://www.youtube.com/watch?v=jsxjvgr1AJc

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26674)

Bogotá (Colômbia) realiza Congresso Mundial da Misericórdia

Bogotá – Colômbia (Segunda-feira, 10-02-2014, Gaudium Press) Anunciado pela Conferência Episcopal colombiana, o 3º Congresso Mundial da Misericórdia será realizado em Bogotá entre os dias 15 e 19 de agosto deste ano.

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Considerado uma contribuição da Igreja para a paz na Colômbia, o encontro será realizado pela primeira vez em um país latino americano. São esperados cerca de quatro mil pessoas, vindas dos cinco continentes.

O Secretário do Congresso, Padre Patrice Chocholski, explicou que, “na misericórdia de Deus, o mundo encontrará a paz e o homem a felicidade”.

Durante o evento, será discutido a relação entre a Misericórdia e a Missão Continental, um dos compromissos assumidos pela 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, realizado em Aparecida, no mês de maio de 2007.

Por ocasião deste congresso, já está disponível o site intitulado “World apostolic congress on mercy” (www.wacomcolombia.org), contendo informações sobre o encontro. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55670#ixzz2t1UctQPP )

Papa: A Missa não é evento social, é a própria Última Ceia

Cidade do Vaticano (Segunda -feira, 10-02-2014, Gaudium Press) – Nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, em sua Missa na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco comentou a primeira leitura do dia. Ela fala do aparecimento de Deus nos tempos do Rei Salomão.

O Papa afirmou que “Jesus, com suas teofanias, fala de uma maneira nova, diferente da Palavra: é uma presença mais próxima, real, sem mediações, é a Sua presença. E isto acontece na celebração litúrgica”.

O Santo Padre enfatizou: “Quando celebramos a missa, não fazemos uma representação da Última Ceia: não é uma encenação, é a própria Última Ceia! É como viver de novo a Paixão e a Morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se manifesta no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo”.

Depois de ensinar que na Missa, participamos do mistério da presença do Senhor entre nós e que a ela é uma comemoração real, que Deus se aproxima e nós participamos do mistério da Redenção, o Papa chamou a atenção para o fato de que “Infelizmente muitas vezes contamos os minutos olhando o relógio na igreja: este não é o comportamento adequado à liturgia. A liturgia é tempo e espaço de Deus, onde nós devemos nos inserir”.

Para o Pontífice, seria muito bom que fosse recuperado e difundido o senso do sagrado: “Seria bom pedirmos ao Senhor que nos dê o “sentido do sagrado”, este sentido que nos faz entender a diferença entre rezar em casa, na igreja, rezar o terço, fazer belas orações, a Via Sacra e outras coisas lindas, como ler a BíbLia… e a celebração eucarística”.

“Na celebração, disse o Papa, nós entramos no mistério de Deus, num caminho que não podemos controlar: só Ele é Único, Ele é a glória, Ele é o poder, Ele é tudo”. (JSG)

Da Redação , com informações Rádio Vaticano (CM)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55686#ixzz2t1T2rNnp )

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos
Pe. João Chagas, Responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, comenta a Mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 07 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Papa Francisco como temas das três próximas edições da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) trata, versículos bíblicos tirados das Bem-aventuranças. Tais temas  marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Sucessor de Pedro prevista para Cracóvia (Polônia) em julho de 2016.

“Não há nada mais revolucionário do que viver o Evangelho,  que de um certo modo está sintetizado nas Bem-aventuranças”, afirma Pe. João Chagas, responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os leigos (PCL), comentando as palavras do Santo Padre citadas no início da mensagem para a JMJ 2014.

A mensagem do Papa Francisco para a JMJ de 2014, cujo tema é: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3) foi divulgada nesta quinta-feira, 6 de fevereiro. Por isso, ZENIT conversou com Padre João Chagas que, junto aos demais colaboradores do Setor Jovem, é responsável pela organização da JMJ.

“Na mensagem o Santo Padre – explica Pe. João- afirma que Cristo é o Bem-aventurado por excelência, aquele que encarna as Bem-aventuranças desde o seu nascimento na gruta de Belém até a sua morte e ressurreição.”

Como os jovens podem viver essa mensagem na prática? Padre João responde que todos nós somos chamados a uma forte experiência com o amor de Cristo, o pobre por excelência. A partir deste encontro, como São Francisco de Assis, descobrimos a beleza da pobreza e deixamos de lado tudo o que não é essencial, para seguir a Cristo.

“O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos”- exortou Pe. João-. Na mensagem, o Papa convida os jovens a ter coragem: coragem de responder a Jesus que os chama a seguí-Lo, coragem de abraçar a proposta de vida de Cristo, coragem de acolher a verdadeira felicidade que só Deus pode dar, coragem de ir contracorrente, contra o lugar comum imposto pela mentalidade mundana e também a coragem da sobriedade”- destacou o responsável pelo Setor Jovem do PCL.

A coragem da felicidade foi outro ponto da mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014 ressaltada por Pe. João.  “O termo grego usado no Evangelho émakarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes – lê-se na mensagem-. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? – questiona o Santo Padre-.

Depois de explicar o termo,  o Papa cita o Beato Pierjorge Frassati. “Com este exemplo – continua Pe. João-  o Papa Francisco nos diz que não podemos viver uma vida medíocre, mas precisamos aspirar a altos ideais.”

Padre João recordou ainda que no encontro com os jovens das escolas jesuítas, o Papa Francisco falou sobre a importância de educar para a magnanimidade. “Somente se aspirarmos aos grandes ideias, não vamos nos contentar com uma felicidade ‘low cost” – afirma-.

“Muitas vezes, a tentação que o jovem tem diante dos desafios da vida, é a de buscar atalhos para a felicidade. Tais atalhos podem levá-lo para bem longe do verdadeiro caminho de felicidade. A única e verdadeira felicidade, só Deus pode dar. Uma felicidade alcançada também quando vencemos os desafios da vida e não fugimos deles.” – Concluiu Padre João Chagas-.

Esta foi a primeira mensagem do Papa Francisco aos jovens, e também a primeira no itinerário de preparação a Cracóvia 2016. Em 2015 o tema será: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). E por fim, na Jornada de 2016 o versículo 7 do capítulo 5 do Evangelho de Mateus: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”.

(Fonte: Agência Zenit)

Resposta enérgica do Vaticano ao relatório ideológico da ONU sobre direitos da criança

Dom Silvano Tomasi (Foto News.va)
PARTICIPA: Assine aqui a Declaração de apoio à Santa Sé ante as Nações Unidas: http://defendtheholysee.org/es/privado/

VATICANO, 06 Fev. 14 / 04:06 pm (ACI).- O Arcebispo Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé ante as Nações Unidas em Genebra, respondeu energicamente ao relatório do Comitê da ONU para os direitos da Criança no qual se pede à Santa Sé mudar os seus ensinamentos sobre oaborto e a homossexualidade para erradicar o problema dos abusos sexuais. O Núncio expressou sua surpresa e afirmou que o relatório parecia já estar escrito inclusive antes das conversações com os representantes do Vaticano.

Em entrevista com Rádio Vaticano, Dom Tomasi assinala que “a primeira impressão: temos que esperar, ler atentamente e analisar de modo detalhado o que escreveram os membros desta Comissão. Mas a primeira reação é de surpresa, porque o aspecto negativo do documento que eles produziram é que parece que já havia sido preparado antes da reunião da Comissão com a Delegação da Santa Sé, que deu detalhadamente respostas precisas sobre  vários pontos , que não foram, relatadas neste documento conclusivo, ou pelo menos não parece ter sido levado em séria consideração.”.

“Na verdade, o documento parece não ser atualizado, tendo em conta o que nos últimos anos tem sido feito em  nível da Santa Sé, com as medidas tomadas diretamente pelo Estado da Cidade do Vaticano e, em seguida, em vários países pelas Conferências Episcopais”.

Portanto, precisa o Núncio, “falta a prospectiva correta e atualizada, que possui realmente uma série de mudanças para a proteção das crianças, que me parece difícil de encontrar,  no mesmo nível de compromisso, em outras instituições ou até mesmo de outros Estados. Isto é simplesmente uma questão de fatos, de evidência, que não podem ser distorcidos!”.

Em relação à resposta da Santa Sé ao documento, o Arcebispo assinala que responderá “porque é um membro, um Estado parte da Convenção: a ratificou e tem a intenção de observar o espírito e a letra da Convenção, sem acréscimos ideológicas ou imposições que estejam  fora da própria Convenção”.

“Por exemplo, a Convenção sobre a proteção das crianças em seu preâmbulo, fala da defesa da vida e da proteção das crianças, antes e após o nascimento, enquanto a recomendação que é feita para a Santa Sé, é mudar sua posição sobre a questão do aborto! É claro que, quando uma criança é morta não tem mais direitos! Então, essa me parece uma contradição real com os objetivos fundamentais da Convenção, que é o de proteger as crianças”.

“Esta Comissão não fez um bom serviço para as Nações Unidas, tentando introduzir e pedir à Santa Sé para mudar o seu ensinamento que não é negociável! Portanto,  é um pouco triste ver que o Comitê não compreendeu completamente a natureza e as funções da Santa Sé, que, embora tenha expressado claramente ao Comitê a sua decisão de levar adiante os requisitos da Convenção sobre os Direitos da Criança, mas definindo com precisão e protegendo em primeiro lugar  aqueles valores fundamentais que fazem a proteção real e eficaz da criança”.

O Observador da Santa Sé, comenta também o fato de que a ONU havia dito em um princípio que o Vaticano tinha respondido melhor que outros países na proteção das crianças e, respeito à mudança de opinião que reflete o documento publicado ontem diz: “Na introdução do relatório conclusivo é reconhecida a clareza das respostas enviadas; não foi evitada nenhuma pergunta feita pela Comissão”.

“Com base na evidência disponível, e quando não havia uma informação imediata, foi  prometido fornecê-la no futuro, de acordo com as diretrizes da Santa Sé, e como fazem todos os governos. Então, parecia um diálogo construtivo, e eu penso que deva permanecer assim”.

“Portanto, dada a impressão obtida com o diálogo direto da Delegação da Santa Sé com a Comissão e o texto das conclusões e recomendações, vem a tentação em dizer que provavelmente o texto  já havia sido escrito e que não reflete os pontos e a clareza, mas sim adições precipitadas, do que já havia acontecido”.

“Portanto, devemos, com serenidade e com base em evidências – porque não temos nada a esconder! –  levar adiante as explicações e posições da Santa Sé, responder às perguntas que ainda permanecem, de modo que o objetivo fundamental que se quer alcançar – a proteção das crianças – possa ser alcançado”.

“Se fala de 40 milhões de casos de abuso de crianças no mundo, mas, infelizmente, alguns desses casos – embora muitos pequenos em comparação com tudo o que está acontecendo no mundo – dizem respeito à pessoas daIgreja. E a Igreja respondeu, reagiu e continua a fazê-lo! Devemos insistir nesta política de transparência,  de não tolerância dos abusos, porque um só caso de abuso de uma criança, é algo muito sério!”.

PARTICIPA: Assine aqui a Declaração de apoio à Santa Sé ante as Nações Unidas: http://defendtheholysee.org/es/privado/

(Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26668)

Papa Francisco: É muito importante ir à Missa aos domingos e receber a Eucaristia que é fonte da vida

O Papa Francisco sobe as escadas até o átrio da Basílica de São Pedro para a catequese da audiência geral desta quarta-feira (Foto Grupo ACI)

VATICANO, 05 Fev. 14 / 02:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua catequese na manhã de hoje na Praça de São Pedro a qual assistiram milhares de fiéis apesar do intenso frio e da chuva que há vários dias cai em Roma, o Papa Francisco explicou a importância vital da Eucaristia para todo fiel, que deve ser recebida aos domingos na missa, porque é o coração e a fonte da vida da Igreja.

A seguir a íntegra da catequese do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje falarei a vocês da Eucaristia. A Eucaristia coloca-se no coração da “iniciação cristã”, junto ao Batismo e à Confirmação, e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, de fato, nasce cada autêntico caminho de fé, de comunhão e de testemunho.

Aquilo que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos para viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se um altar, que é uma mesa, coberta por uma toalha e isto nos faz pensar em um banquete. Na mesa há uma cruz, a indicar que sobre aquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali se recebe, sob os sinais do pão e do vinho. Ao lado da mesa há o ambão, isso é, o lugar a partir do qual se proclama a Palavra de Deus: e isto indica que ali nós nos reunimos para escutar o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e então o alimento que se recebe é também a sua Palavra.

Palavra e Pão na Missa tornam-se um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que havia feito, condensaram-se no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antes do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: “Tomai, comei, isto é o meu corpo…Tomai, bebei, isto é o seu sangue”.

O gesto de Jesus cumprido na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. “Agradecimento” em grego se diz “eucaristia”. E por isto o Sacramento se chama Eucaristia: é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor. Eis porque o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem junto, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Então a celebração eucarística é bem mais que um simples banquete: é propriamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. “Memorial” não significa somente uma recordação, uma simples recordação, mas quer dizer que cada vez que celebramos este Sacramento participamos do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Eucaristia é o ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos com Ele e com os irmãos.

É por isto que sempre, quando nos aproximamos deste sacramento, se diz de: “Receber a Comunhão”, de “fazer a Comunhão”: isto significa que o poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística se conforma de modo profundo e único a Cristo, nos fazendo experimentar já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria de contemplar Deus face a face.

Queridos amigos, nunca conseguiremos agradecer ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um grande dom e por isto é tão importante ir à Missa aos domingos.
Ir à missa não somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai. É muito bom fazer isto! E todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.

E com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca terminará em nós o seu valor e a sua riqueza. Por isto, pedimos que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.

É importante que as crianças se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam, porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da Crisma. Obrigado.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26661)

Escócia: Sentença permite que agência católica de adoções não entregue crianças a casais do mesmo sexo

Dom Philip Tartaglia (Foto: PaulVIF (CC BY-SA 3.0))

GLASGOW, 05 Fev. 14 / 11:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Glasgow (Escócia), Dom Philip Tartaglia, expressou sua gratidão pela “sábia decisão” da corte de apelações do país que sentenciou a favor de uma agência católica de adoções que poderá assim continuar com o seu serviço, de acordo com seus princípios, e não entregar crianças em adoção a casais do mesmo sexo.

O Prelado disse que a agência é “pequena”, entretanto, realiza um bom trabalho para a comunidade em geral, “a agência ajuda a transformar a vida de algumas das crianças mais vulneráveis da sociedade”, e afirmou que “teria sido uma grande pena se a tivessem obrigado a fechar”.

Quase todas as agências católicas de adoção no Reino Unido se viram forçadas a fechar ou a romper a sua filiação com a Igreja e com seus patrocinadores devido à interpretação estrita das leis contra a “discriminação”.

Depois de receber uma denúncia da Sociedade Secular Nacional, o Escritório Escocês Regulador da Caridade examinou a sociedade de adoção e determinou que as suas políticas tiveram um impacto negativo nas pessoas do mesmo sexo e nas que coabitam e que violou a Lei de Igualdade de 2010. Entretanto, o Comitê Escocês de Apelações de Caridade assinalou que a agência de adoção dá um benefício público e regulamentou que pode permanecer aderida aos ensinamentos da doutrina católica para realizar o seu trabalho.

Dom Tartaglia assinalou que esta sentença “significa que as famílias que estão preparadas para adotar podem olhar para o futuro com mais serenidade e, além disso, as crianças que têm grandes necessidades podem ser colocadas em um lar amoroso”.

Um porta-voz da Sociedade Saint Margaret de Cuidado das Crianças e da Família disse à BBC News que “estamos muito contentes e aliviados por que se levantou a ameaça que tínhamos sobre nós. (…) Nosso único desejo é continuar com o trabalho que as autoridades reconhecem, e colocar as crianças que precisam de uma família com pais que as amem”.

Desde que a agência foi fundada em 1955, colocou a centenas de bebês e crianças em situações difíceis com pais adotivos católicos com o requisito de que estejam casados pelo menos por dois anos.

Este trabalho que realiza está financiado parcialmente pela Igreja Católica e alguns de seus bispos fazem parte da direção.

O bom trabalho que fazem pelas crianças foi inclusive homenageado com prêmios nacionais e recebe o apoio de centenas de famílias adotivas e membros da comunidade que se reuniram no verão passado na Catedral de Glasgow para comemorar seus anos de serviço.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26660)

Encontrada parte da relíquia de João Paulo II que foi roubada

ROMA, 30 Jan. 14 / 03:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Quase uma semana depois do roubo de uma relíquia de sangue do Beato João Paulo II, os agentes encontraram uma parte do relicário que continha o pequeno pedaço de tecido da batina de João Paulo II que ficou manchada de sangue durante o atentado que sofreu na Praça de São Pedro em 13 de maio de 1981. Até o momento há dois presos e as investigações continuam.

Conforme assinala o jornal La Nación, dois jovens de 23 e 24 anos foram presos pelo roubo ocorrido na igreja de San Pietro della Ienca, em L’Aquila, na região italiana de Abruzos, eles confessaram ter roubado o relicário e a cruz do templo.

O presidente da associação San Pietro della Ienca, Pasquale Correriere, responsável pelo santuário do qual a relíquia desapareceu, explicou à imprensa italiana que falta ainda o pedaço de tecido que esperam ainda poder recuperar.

O fiscal de L’Aquila, David Mancini, ordenou um novo interrogatório aos dois detidos para que confessem onde se encontra a relíquia.

Justamente hoje chegou a chamada do agora Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanislaw Dziwisz, que foi secretário de João Paulo II por mais de 40 anos, para que os ladrões devolvam a relíquia antes da canonização do Pontífice que se realizará em 27 de abril.

Em 2011, o Cardeal entregou à comunidade de Abruzzos a relíquia como “uma mostra de seu amor pela montanha”.

O jornal La Nación assinala que em um primeiro momento foi considerada a possibilidade de que se tratasse de um roubo para realizar algum rito satânico, mas posteriormente se pensou na possibilidade de que se trate de um roubo vinculado a um colecionador.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26635)

Natalie Grant abandonou o Grammy

topicA bela cantora Natalie Grant, evangélica, abandonou o último recente Grammy porque nele foram realizados alguns atos de conteúdo anticristão, dos quais ela não quis participar, segundo explica o site Soy Adorador. Que belo e corajoso testemunho cristão!

Antes da entrega dos prêmios Grammy ela se retirou como sinal de protesto. Entre os atos praticados houve casamentos massivos de homossexuais presidido pela cantora e atriz Queen Latifah, tendo Madonna como testemunha; um ato de apoio ao casamento gay que Natalie Grant não aceitou participar. No casamento, foi interpretada a música “Same love”, de Macklemore & Ryan Lewis, um tema conhecido em prol dos direitos homossexuais.

Além disso, a atriz Katy Perry simulou uma execução de bruxas pela Inquisição, e no cenário havia símbolos de conteúdo satânico. Natalie Grant publicou na sua página do seu Facebook: “Saí do Grammy muito cedo. Fiz várias reflexões e é melhor que a maioria delas permaneça na minha cabeça. Mas vou dizer isso: nunca me senti tão honrada por cantar por Jesus e para Jesus. E nunca estive tão segura sobre o caminho que escolhi”.

“Não julguei ninguém. E acho que cada pessoa foi criada à imagem de Deus. Nunca estarei em uma esquina da rua levantando cartazes, não utilizarei uma plataforma para discussões políticas que só dividem e não unem. Continuarei orando para que a minha vida seja uma mensagem. Tenho minhas próprias convicções pessoais, pelas quais vivo, e continuarei me preocupando com a minha salvação, no temor do Senhor”.

(http://cleofas.com.br/natalie-grant-abandonou-o-grammy/)

Aliviar a miséria dos irmãos, exorta o Papa em sua Mensagem pela Quaresma deste ano

Vaticano, 04 Fev. 14 / 06:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta terça-feira, 4, o Papa Francisco divulgou a sua mensagem pela Quaresma deste ano que terá início no dia 5 de março. Na sua missiva o Santo Padre alenta os cristãos “a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar”. A miséria, segundo o Santo Padre em sua mensagem anual, não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Segue abaixo a íntegra do texto do Papa Francisco assinado no dia 26 de dezembro de 2013, divulgado há poucas horas pela Santa Sé:

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido daVirgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013 Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26656)

O Bispo e os Padres

Rio de Janeiro (Terça-feira, 04-02-2014, Gaudium Press) – Dom Orani João Tempesta é o anfitrião do 23° Curso para os Bispos, um curso de atualização teológica, que desenrola-se nestes dias no Rio de Janeiro. O Arcebispo que em breve será feito Cardeal discorre sobre um dos temas do Curso: Os bispos e Presbíteros.

Transcrevendo esse artigo mostramos ao público as opiniões de Dom Orani:

“Estamos vivendo o 23º Curso para os Bispos aqui no Rio de Janeiro. Um dos temas é sobre o Bispo e os Presbíteros. Os temas fazem parte das comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Este Curso de Atualização Teológica para os Senhores Bispos, na Casa de Retiros do Sumaré, foi iniciado por D. Eugênio Araujo Sales há 24 anos. Como fruto da reflexão destes dias e mesmo em preparação a eles, aproveito o ensejo para uma meditação “pública” do assunto, revendo alguns documentos do magistério. Creio que esse relacionamento deve ser pautado pela mútua confiança e renovado empenho de anunciar o Evangelho neste momento histórico e em todos os seguimentos da sociedade.

O Bispo Diocesano preside o Presbitério. O presbitério deve estar unido ao seu Bispo e não deve agir sem a presidência do seu pastor próprio. Por isso, “os presbíteros diocesanos são, de fato, os principais e insubstituíveis colaboradores da ordem episcopal, investidos do único e idêntico sacerdócio ministerial de que o Bispo possui a plenitude. O Bispo associa-os à sua solicitude e responsabilidade, de forma que cultivem sempre o sentido da Diocese, fomentando ao mesmo tempo o sentido universal da Igreja” (cf. AS 75 – Documento da Congregação para os Bispos – “Apostolorum Successores – Diretório para o ministério Pastoral dos Bispos)).

O Bispo, pai da família presbiteral, por meio do qual o Senhor Jesus Cristo, Supremo Pontífice, está presente no meio dos batizados, sabe que é seu dever dirigir o seu amor e a sua solicitude particular para os sacerdotes e os candidatos ao sagrado ministério. O Bispo deve ajudar os seus sacerdotes, a quem deve ter apreço, ouvir as suas dificuldades e velar para que o seu presbítero exerça o seu ministério.

“As relações entre o Bispo e o presbitério devem inspirar-se e alimentar-se da caridade e de uma visão de fé, de modo que os próprios vínculos jurídicos, que derivam da constituição divina da Igreja, surjam como a consequência natural da comunhão espiritual de cada qual com Deus (cf. Jo13, 35). Desta forma, será, também, mais frutuoso o trabalho apostólico dos sacerdotes, uma vez que a união de vontades e de intenções com o Bispo aprofunda a união com Cristo, o qual continua o seu ministério de chefe invisível da Igreja por meio da Hierarquia visível” (cf. AS 76).

O Bispo Diocesano deve conhecer os seus sacerdotes pessoalmente, sua história de vida, a sua família. Por isso, o Bispo, ao confiar um ofício eclesiástico ao seu sacerdote, deverá levar em consideração entre outras coisas: “no caráter e nas atitudes e aspirações, o seu nível de vida espiritual, o zelo e os ideais, o estado de saúde e as condições econômicas, as suas famílias e tudo o que lhes diga respeito” (cf. AS 76).

O Bispo Diocesano, antes de tudo, é o pai do seu padre. Deve lhe dar respeito, carinho, ouvir pacientemente e considerar a trajetória do próprio sacerdote, colocando-o em um trabalho pastoral, administrativo, curial, jurídico, formativo, educacional, levando em conta sempre as suas aptidões.

Nestes tempos turbulentos em que os sacerdotes passam por grande fadiga ou mesmo por dificuldades, o Bispo Diocesano seja o primeiro a promover e defender o ministério de seus padres, incentivando o sacerdote a viver o seu sacerdócio: “O Bispo nutra e manifeste publicamente a sua estima pelos presbíteros, dando mostras de confiança e louvando-os se o merecerem; respeite e faça respeitar os seus direitos e defenda-os de críticas infundadas; resolva prontamente as controvérsias para evitar que as inquietações prolongadas possam ofuscar a caridade fraterna e lesar o ministério pastoral” (cf. AS 77).

A atividade presbiteral visa o bem das almas, as necessidades da Igreja Particular e a dignidade humana e sacerdotal, por isso “ao conferir encargos, o Bispo julgará com equidade a capacidade de cada um e não sobrecarregará ninguém com tarefas que, pelo seu número ou importância, possam ultrapassar as possibilidades individuais e até lesar a sua vida interior” (cf. AS 78).

“É, pois, oportuno que o Bispo favoreça, quanto for possível, a vida em comum dos presbíteros, que corresponde à forma colegial do ministério sacramental e retoma a tradição da vida apostólica para uma maior fecundidade do ministério. Os ministros sentir-se-ão apoiados no seu compromisso sacerdotal e no generoso exercício do ministério. Este aspecto tem uma especial aplicação no caso dos que estão empenhados numa mesma atividade pastoral” (cf. AS 79).

Uma das preocupações do Bispo Diocesano deve ser as necessidades humanas dos presbíteros: “Aos presbíteros não deve faltar o que seja condizente com um nível de vida decoroso e digno, devendo os fiéis da Diocese estar cientes de que lhes cabe o dever de apoiar tal necessidade” (cf. AS 80).

Em tempos de secularismo, é muito importante que o Bispo tenha consciência de que:
“a) É necessário evitar a solidão e o isolamento dos sacerdotes, sobretudo se forem jovens e exercerem o ministério em localidades pequenas e pouco povoadas. Para resolver as eventuais dificuldades, convirá procurar a ajuda de um sacerdote zeloso e entendido, bem como favorecer frequentes contatos com os outros irmãos no sacerdócio, inclusive através de possíveis modalidades de vida em comum.

b) Importa dar atenção ao perigo do hábito e do cansaço que os anos de trabalho ou as dificuldades inerentes ao ministério possam causar. Consoante as possibilidades da Diocese, o Bispo estudará, caso a caso, a forma de recuperação espiritual, intelectual e física, que ajude a retomar o ministério com renovada energia.

c) Empenhe-se o Bispo com paternal afeto em relação aos sacerdotes que por cansaço ou por doença se encontram numa situação de fraqueza ou fadiga moral, destinando-os a atividades que sejam mais convidativas e fáceis no seu estado, agindo de forma a evitar o isolamento em que possam encontrar-se e, enfim, acompanhando-os com compreensão e paciência para que se sintam humanamente úteis e descubram a eficácia sobrenatural – pela união com a Cruz de Nosso Senhor – da sua condição presente”. (Cf. AS 81).

Cabe ao Bispo velar para que o sacerdote viva o seu celibato como oblação total a Deus e à Igreja. O Bispo não se descuide da formação permanente do seu presbitério.

Na missa de segunda-feira, dia 27 de janeiro deste ano, o Papa Francisco, na sua homilia, na Capela Santa Marta, recordou: “Os bispos não são eleitos apenas para levar avante uma organização que se chama Igreja particular; são ungidos, eles têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles. Mas todos os bispos, todos nós somos pecadores, todos! Mas somos ungidos. Mas todos nós queremos ser mais santos a cada dia, mais fiéis a esta unção. E o que faz a Igreja realmente, e o que dá unidade à Igreja é a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque ele é ungido, não porque ele foi eleito pela maioria. Porque é ungido. É nesta unção que uma Igreja Particular tem a sua força. E por participação também os sacerdotes são ungidos”.

A unção – continuou o Papa – aproxima os bispos e os sacerdotes ao Senhor, e dá a eles a alegria e a força “para levar para frente um povo, a viver ao serviço de um povo”. Doa a alegria de sentirem-se “escolhidos pelo Senhor, seguidos pelo Senhor, como aquele amor com que o Senhor olha para nós, para todos nós”. Assim, “quando pensamos nos bispos e sacerdotes, devemos pensá-los assim: ungidos”. “Ao contrário, não se entende a Igreja, mas não só não a entendemos como não se consegue explicar como a Igreja vai avante somente com as forças humanas. Esta diocese vai avante porque tem um povo santo, tantas coisas, e também um ungido que a conduz, que a ajuda a crescer. Esta paróquia vai para frente porque há muitas organizações, tantas coisas, mas também tem um sacerdote, um ungido que a leva para frente.

E nós na história conhecemos uma mínima parte: quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos padres santos que deixaram as suas vidas e dedicaram-se ao serviço da diocese, da paróquia; quantas pessoas receberam a força da fé, a força do amor, a esperança desses párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem muitos deles”. São tantos – disse o Papa Francisco -, “os párocos do interior ou da cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, isto é, a santidade”: “Mas, padre, eu li em um jornal que um bispo fez tal coisa, ou que um padre fez tal coisa. Oh sim, também eu li, mas, me diga, os jornais dão também notícias daquilo que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em muitas paróquias da cidade ou do interior, que fazem tanta caridade, tanto trabalho para levar avante o seu povo? Isso, não! Isso não é notícia. É sempre assim: faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce. Hoje, pensando na unção de Davi, nos faz bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fiéis, e rezar por eles. Graças a eles hoje nós estamos aqui”.

O Bispo Diocesano não governa a sua Diocese sozinho. Ele o faz em comunhão com o seu presbitério. No diálogo das várias instâncias diocesanas, desde o Colégio Episcopal, com os seus Bispos Auxiliares, o Colégio dos Consultores e o Conselho Presbiteral, o Bispo vai amadurecendo o seu modo de agir como aquele que, em nome de Cristo Cabeça, guia a Igreja Particular como autêntica esposa de Cristo. O Bispo é o que mais deve ouvir. É o primeiro a ser o ponto de “convergência”, de superação de conflitos.

Além de colaboradores da ordem episcopal, os presbíteros são o rosto da Igreja, aqueles ungidos que, indo ao encontro da “Ecclesia”, vivem o anúncio universal do Reino de Deus: “Conversão pastoral” e testemunho de Cristo.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(http://www.gaudiumpress.org/content/55523#ixzz2sS6gkcEB )

Homem sobrevive a naufrágio mais de um ano: Eu tinha minha mente em Deus

LONDRES, 04 Fev. 14 / 09:41 am (ACI/EWTN Noticias).- Quase como uma história de filme, José Salvador Alvarenga, de 37 anos de idade, sobreviveu a um naufrágio durante mais de um ano tomando água de chuva e comendo aves, peixes e tartarugas que caçava com as mãos.

Afirma que não tinha medo de morrer porque seu pensamento estava em Deus e se perdesse a vida, o faria em sua companhia.

No dia 21 de dezembro de 2012, Alvarenga, junto com Ezekiel, seu companheiro de expedição de apenas 15 anos, que morreu aos quatro meses do naufrágio, saíram do México em uma embarcação de sete metros para pescar tubarões. Nesse mesmo dia o motor deixou de funcionar e ficaram à deriva.

Após 13 meses tentando sobreviver, sua embarcação foi arrastada para um recife perto ao atol Ebon nas Ilhas Marshall. O pescador relatou às autoridades do lugar como tinha sido sua travessia antes de ser levado para Majuro, a capital da ilha.

Alvarenga assinalou ao jornal The Telegraph que “não sabia a hora nem o dia, nem a data. Eu só sabia do sol e da noite… nunca vi a terra, só oceano puro e muito calmo, tiveram dois dias de ondas grandes”.

Disse também que quando Ezekiel morreu, “durante quatro dias, eu queria suicidar-me” e começou a rezar constantemente ao Senhor: “Eu tinha a minha mente em Deus. Se tivesse que morrer, teria estado em companhia de Deus, por isso não tive medo”.

Quando a embarcação foi arrastada para a terra “chorei, Oh Deus bendito”. Pulou do bote e começou a nadar. Chegando a terra não pôde mais e caiu rendido. Quando acordou escutou um galo, galinhas e viu uma casa: “vi duas mulheres nativas gritando e gritando. Eu não tinha nada de roupa, só estava em minha roupa interior e estava destroçada”.

Os habitantes da ilha não podiam entender o que Alvarenga dizia, porque ele só fala espanhol, mas o salvadorenho logo foi capaz de caminhar apesar dos seus tornozelos inchados e manifestou que tinha fome de pão já que seus pais são padeiros em El Salvador.

Ele tem uma filha de 10 anos que mora no seu país natal. Alvarenga trabalhava como pescador de tubarões e camarões no México há 15 anos.

Agora as autoridades locais junto à Embaixada dos Estados Unidos, estão tentando localizar a sua família para repatriá-lo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26650)

Papa em Sta. Marta: Deus chora como um pai por seus filhos

Francisco na Homilia desta terça-feira destaca que Deus é um pai que ama e espera sempre os seus filhos mesmo que sejam rebeldes

Por Redacao

ROMA, 04 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Deus também chora e o seu pranto é como o de um pai que ama os filhos e jamais os renega, nem mesmo se são rebeldes, afirmou o Papa Francisco durante a homilia desta manhã.

As leituras da liturgia de hoje apresentam a figura de dois pais: o rei Davi, que chora a morte do filho rebelde Absalão, e Jairo, chefe da Sinagoga, que pede a Jesus que cure sua filha. O Papa explicou o pranto de Davi diante da notícia da morte do filho, não obstante combatesse contra ele para conquistar o reino. Francisco disse que o exército de Davi venceu, mas não lhe interessava a vitória, “ele esperava o filho! Apenas o filho Interessava a ele! Era rei, mas era pai! E assim, quando chegou a notícia da morte do seu filho, o rei tremeu: subiu para a sala e chorou”.

O Papa explicou assim: dizia entre soluços: ‘Meu filho Absalão. Meu filho! Meu filho, Absalão! Porque não morri eu em teu lugar! Absalão, meu filho! Meu filho!’. Este é o coração de um pai que jamais renega o seu filho. ‘É um adversário. É um inimigo. Mas é meu filho!’. E não renega a paternidade: chora… Duas vezes Davi chorou por um filho: desta vez e quando estava para morrer o filho do adultério. Também naquela vez jejuou, fez penitência para salvar a vida do filho. Era pai!”

O outro pai a quem o Papa fez referência foi o chefe da Sinagoga. “Uma pessoa importante , mas diante da doença da filha, não teve vergonha em jogar-se aos pés de Jesus: ‘Minha filhinha está morrendo, vem e impõe sobre ela as mãos, para que ela seja salva e viva!’. Não teve vergonha, não pensou naquilo que os outros poderiam dizer, porque é pai”.

Davi e Jairo eram dois pais: para eles, o mais importante é o filho, a filha! Não outra coisa. A única coisa importante! Isso nos faz pensar na primeira coisa que dizemos a Deus, no Credo: ‘Creio em Deus Pai…’. Nos faz pensar na paternidade de Deus. Mas Deus é assim. Deus é assim conosco! ‘Mas, Padre, Deus não chora!’. Como não! Recordemo-nos de Jesus, quando chorou olhando Jerusalém. ‘Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes quis reunir os filhos como faz a galinha com os pintinhos sob as asas’. Deus chora! Jesus chorou por nós! E aquele choro de Jesus é justamente a figura do pranto do Pai, que nos quer todos com Ele.

O Santo Padre destacou que “nos momentos difíceis, o Pai responde”. Recordemos Isaac, quando vai realizar o sacrifício com Abraão: Isaac não era tolo, se deu conta que levavam a lenha, o fogo, mas não a ovelha para o sacrifício. Seu coração estava angustiado! E o que ele disse? “Pai”. Imediatamente o Pai respondeu: “eis-me aqui, filho”.

“Assim, Jesus, no Monte das Oliveiras, disse angustiado: ‘Pai, se queres, afasta de mim este cálice!’. E um anjo veio confortá-lo. Assim é o nosso Deus: é um Pai!”

Um pai como o que espera o filho pródigo, que “foi embora com o dinheiro e toda a herança”. Mas o pai esperava pelo filho todos os dias e o “enxergou de longe”. “Este é o nosso Deus!”, repetiu Francisco. Assim, Francisco destacou que “a nossa paternidade espiritual dos bispos e sacerdotes deve ser como esta. O Pai tem uma espécie de unção que vem do filho: não pode entender a si mesmo sem o filho! E por isso precisa dele: o espera, o ama, o busca e o perdoa, o quer próximo, tão próximo quanto a galinha a seus pintinhos”.

Por fim, Francisco pediu: “voltamos para casa hoje com essas duas imagens: Davi que chora e o outro, chefe da Sinagoga, que se joga diante de Jesus, sem medo de passar vergonha e ser motivo de risada aos outros. Estavam em jogo seus filhos: o filho e a filha. E com eles, dizemos: ‘Creio em Deus Pai…’. E peçamos ao Espírito Santo – porque é somente Ele, o Espírito Santo – que nos ensina a dizer ‘Abba, Pai!’. É uma graça! Poder dizer a Deus ‘Pai!’ com o coração é uma graça do Espírito Santo. Peçamos a Ele!”.

(MEM)

Indulgências: O que são?

cruzAntes de explicar O que são as indulgências, vamos mostrar o que a Igreja ensina sobre esta doutrina sem hesitação.

O Catecismo da Igreja (CIC) afirma que: “Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados” (CIC, §1498).

O Papa Paulo VI (1963-1978), na Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências (DI), ensina com clareza toda a verdade sobre esta matéria. Começa dizendo que:

“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”,  enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (Dei Verbum, 8).” ( DI, 1).

Assim, fica claro que as indulgências têm base sólida na doutrina católica (Revelação e Tradição) e, como disse Paulo VI, “se desenvolve na Igreja sob a inspiração do Espírito Santo”.

A  Origem  das  Indulgências

O uso das indulgências teve sua origem já nos primórdios da Igreja. Desde os primeiros tempos ela usou o seu poder de remir a pena temporal dos pecadores.

Sabemos que na Igreja antiga dos primeiros séculos, a absolvição dos pecados só era dada aos penitentes que se acusassem dos próprios pecados e se submetessem a uma pesada penitência pública; por exemplo, jejum de quarenta dias até o pôr do sol, trajando-se com sacos e usando o silício, autoflagelação, retirada para um convento, vagar pelos campos vivendo de esmolas, etc., além de ser privado da participação na Liturgia eucarística e na vida comunitária. Isto era devido ao “horror” que se tinha do pecado e do escândalo.

Aquele que blasfemasse o nome de Deus, da Virgem Maria, ou dos santos, ficava na porta da igreja, sem poder entrar, sete domingos durante a missa paroquial, e, no último domingo ficava no mesmo lugar sem capa e descalço; e nas sete sextas-feiras precedentes jejuava a pão e água, sem poder neste período entrar na igreja. Aquele que rogasse uma praga aos pais, devia jejuar quarenta dias a pão e água…

Essas pesadas penitências, e outras, tinham o objetivo de extinguir no penitente os resquícios do pecado e as más inclinações que o pecado sempre deixa na alma do pecador, fazendo-o voltar a praticá-lo.

Na fase das perseguições dos primeiros séculos, quando era grande o número de mártires, muitos cristãos ficavam presos e aguardavam o dia da própria execução. Surgiu nesta época um belo costume: os penitentes recorriam à intercessão dos que aguardavam presos à morte. Um deles escrevia uma carta ao bispo pedindo a comutação da pesada penitência do pecador; eram as chamadas “cartas de paz”. Com este documento entregue ao bispo, o penitente era absolvida da  pesada penitência pública que o confessor lhe impusera, e também da dívida para com Deus; a pena temporal que a penitência satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir.

Desta forma começou o uso da indulgência na Igreja.

Muitas vezes os penitentes não tinham condições de saúde suficiente para cumprir essas penitências tão pesadas; e isto fez com que a Igreja, com o passar do tempo, em etapas sucessivas e graduais,  fosse abrandando as penitências.

Na Idade Média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos, o chamado “tesouro da Igreja”, começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores. Inspirados pelo Espírito Santo, os Papas e Concílios, a partir do século IX, entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitencias rigorosas. Assim, surgiram as “obras indulgenciadas”, que substituíam as pesadas penitências. O jejum rigoroso foi substituído por orações; a longa peregrinação, por pernoitar em um santuário; as flagelações, por esmolas; etc. A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pela prática dessas “obras indulgenciadas”, tomou o nome de “indulgência”.

Nos exemplos das pesadas penitências públicas citadas acima, elas eram substituídas, respectivamente, por uma indulgência de sete semanas e por uma indulgência de 40 dias; por isso as indulgências eram contadas em dias, semanas e meses, porque assim, eram também contadas as penitências públicas.

Com a  reza do Terço, por exemplo, em qualquer dia do mês de outubro, se ganhava a indulgência de sete anos.

No século IX, os bispos já concediam indulgências gerais, isto é, a todos os fiéis, sem a necessidade da mediação de um sacerdote. Assim, os bispos estipularam que realizando certas obras determinadas, os fiéis poderiam obter, pelos méritos de Cristo, a remissão das penas devidas aos pecados já absolvidos.

É preciso compreender que esta prática não se constituía em algo mecânico; não, o penitente, ao cumprir a obra indulgenciada devia trazer consigo as mesmas disposições interiores daquele que cumpria no passado as pesadas penitências, isto é, profundo amor a Deus e repúdio radical de todo pecado. Sem isto, não se ganharia a indulgência.Com o passar do tempo, e principalmente por causa da “questão das indulgências” no tempo de Martinho Lutero (explicado adiante), no século XVI, as indulgências  foram ofuscadas e tornaram-se objeto de críticas. No entanto, após o Concílio Vaticano II (1962-65), o Papa Paulo VI reafirmou todo o seu valor, na Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, onde quis claramente mostrar o sentido profundo e teológico das indulgências; incitando os católicos ao espírito de contrição e penitência que deve movê-los ao realizar as obras indulgenciadas, removendo toda a aparência de mecanicismo espiritual que no  passado aconteceu.

(http://cleofas.com.br/indulgencias-o-que-sao/)

Nossa Senhora e a Eucaristia

mariaeeucaristiaJesus se torna acessível às pessoas na comunhão

O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio Papa João Paulo II afirma que Ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, Ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas através de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo.

O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila através da Eucaristia.

Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho, não tem como ser Jesus. Jesus não “está” no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.

Quando compreendermos o amor de Jesus por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas, o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.

Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue.

Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada, Ele está presente dentro em nós. Então, como Maria, podemos cantar o “Magnificat”.

Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lc 1,39-56).

Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam, a Virgem Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois Ela tem muito a nos ensinar!

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/nossa-senhora-e-a-eucaristia/)

Encontrados documentos que narram a perseguição dos cristãos no Japão durante o século XVII

ROMA, 03 Fev. 14 / 12:22 pm (ACI).- Foram encontrados recentemente aproximadamente 10.000 documentos de papel de arroz, conhecidos como “Cartas Marega” que narram a perseguição contra os cristãos no Japão do século XVII, informou a imprensa internacional.

Conforme informou a agência AFP, estes documentos batizados como “Cartas Marega”, pelo nome do Pe. Mario Marega, que os compilou no sul do Japão no século XX, constituem uma valiosa informação sobre a perseguição dos cristãos na época Edo (1603-1867) e serão estudados durante seis anos.

“Esta quantidade excepcional de documentos descreve as perseguições e a privação de liberdade religiosa”, afirmou o professor Kazuo Otomo, diretor do Instituto Nacional de Literatura do Japão.

A partir de 1603 e durante mais de dois séculos, o Japão, por medo de ser colonizado, se fechou ao mundo exterior. Os japoneses não podiam sair do país sob pena de morte e os estrangeiros só estavam autorizados a entrar em alguns locais do arquipélago, sobretudo os holandeses, no porto de Nagasaki, cidade que abriga um monumento em memória dos 26 cristãos crucificados em 1597.

Naquela época, os shoguns, chefes de guerra do Japão, proibiram o cristianismo por considerá-lo um perigo para o arquipélago. Muitos dos missionários estrangeiros foram expulsos, os fiéis esconderam a alguns e os japoneses conversos tiveram que renegar sua fé. Os que se negaram a cumprir as ordens foram torturados e executados.

“Alguns destes documentos podem esclarecer como os cristãos conservaram sua fé”, estima Rumiko Kataoka, especialista em história cristã da Universidade Católica Junshin de Nagasaki.
Em meados do século XIX, quando o Japão saiu de seu isolamento, a maior parte dos documentos sobre as perseguições estavam perdidos ou tinham sido destruídos.

O Pe. Marega juntou estes testemunhos únicos quando vivia na ilha meridional de Kyushu, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Depois os levou a Tóquio e dali à Itália, onde faleceu em 1978. O pesquisador Delio Provérbio encontrou estes documentos em 2010.

Estes documentos relatam a vigilância metódica e os atos aos quais os cristãos eram submetidos, que na menor suspeita eram forçados a pisotear imagens de Cristo ou da Virgem Maria.

Segundo o professor Otomo, só foram abertos três pacotes de documentos dos 20 existentes. “É um estudo sobre os cristãos, mas vai além. Pode nos levar a um estudo sobre os intercâmbios culturais e sobre a forma de tratar a liberdade religiosa”, explicou.

Foi a estes mártires e sobreviventes que o Papa se referiu na Praça de São Pedro, no dia 15 de janeiro durante a Audiência Geral: “Foram numerosos os mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram assassinados. Não ficou no Japão nenhum sacerdote, todos foram expulsos. Então a comunidade se retirou à clandestinidade, conservando a fé e a oração na ocultação”.

“E quando nascia uma criança, o pai ou a mãe a batizavam, porque todos os fiéis podem batizar em circunstâncias particulares. Quando depois de aproximadamente dois séculos e meio –250 anos depois– os missionários voltaram para o Japão, milhares de cristãos saíram das sombras e a Igrejapôde reflorescer. Tinham sobrevivido com a graça de seu Batismo! Mas isto é grande, né? O Povo de Deus transmite a fé, batiza seus filhos e vai adiante”.

O Papa disse finalmente que esta comunidade tinha mantido, ainda em segredo, “um forte espírito comunitário, porque o Batismo os tinha transformado em um só corpo em Cristo: estavam isolados e escondidos, mas eram sempre membros da Igreja. Podemos aprender tanto desta história! Obrigado!”

Segundo a Conferência Episcopal do Japão, este país tinha 444 mil católicos em 2012.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26645)

Intenções de oração do Papa para o mês de Fevereiro

O Santo Padre pede para rezar pela missão evangelizadora e pelas pessoas idosas

Por Redacao

ROMA, 03 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de fevereiro de 2014 é “Para que a sabedoria e a experiência das pessoas idosas sejam reconhecidas na Igreja e na sociedade”. Por outro lado, a sua intenção evangelizadora é “para que sacerdotes, religiosos e leigos colaborem generosamente na missão de evangelização”.

Desde o início de seu pontificado, o papa Francisco tem insistido várias vezes que os idosos são “o tesouro da sociedade”.

“Um povo que não respeita os avós é um povo sem memória e, portanto, sem futuro”, disse em sua homilia de Santa Marta no dia 19 de novembro de 2013. Explicando que “os idosos são os que nos trazem a história, nos trazem a doutrina, nos trazem a fé e no-la deixam de herança. São os que, como o bom vinho velho, têm esta força dentro para dar-nos uma herança nobre”.

Da mesma forma, o Santo Padre alertou para o risco de excluí-los na sociedade.

Foi o que ele explicou no Rio de Janeiro na catedral, no encontro com os jovens argentinos, falando da exclusão dos “dois polos da vida que são as promessas dos povos”, os idosos e os jovens. “Exclusão dos anciãos, claro está, porque não se pode pensar que possa existir uma espécie de eutanásia escondida; ou seja, não se cuida dos anciãos; mas também está a euntanásia cultural: não lhes deixam falar, não lhes deixam atuar”, disse Francisco. Pedindo aos anciãos para “não desistirem de ser a reserva cultural do nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo”.

E mais uma vez insistiu neste Angelus do 29 de dezembro. Falou de “exilados escondidos”, dentro das próprias famílias. “Os anciãos, por exemplo, que as vezes são tratados como um estorvo. Muitas vezes penso que um sinal para saber como vão as coisas em uma família é ver como são tratadas as crianças e os anciãos”.

Trad. TS

São Brás, brasa de amor de Deus

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Redação – (Segunda-feira, 03-02-2014, Gaudium Press) – De onde vem esse costume singular, de pedir a São Brás a cura das doenças de garganta?

Convidamos o leitor a ler o artigo que hoje transcrevemos e, assim, poder reviver os fatos maravilhosos da vida deste mártir dos primeiros tempos do cristianismo, nos quais encontrará a origem da poderosa intercessão de São Brás:bras_1.jpg

No dia 3 de fevereiro, lembramos a vida São Brás, venerado tanto no Oriente como no Ocidente, nasceu na Armênia, no século III, foi médico e bispo em Sebaste. Como médico, usava dos seus conhecimentos para resgatar a saúde, não só do corpo, mas também da alma, pois se ocupava em evangelizar os pacientes.

No tempo deste santo aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isso, como santo bispo, procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, São Brás, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário, a fim de continuar governando aquela Igreja, porém, ao ser descoberto por soldados, disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”.

Morreu em 316. Quando as perseguições começaram sob o Imperador Dioclecius (284-305). São Brás fugiu para uma caverna onde ele cuidou dos animais selvagens. Anos mais tarde, caçadores o encontraram e o levaram preso para o governador Agrícola, da Capadócia na Baixa Armênia, durante a perseguição do então Imperador Licinius Lacinianus (308-324). São Brás foi torturado com ferros em brasa e depois foi decapitado.

O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje, sendo usadas velas nas cerimônias comemorativas. São utilizadas para lembrar o fato da mãe do menino curado por São Brás, ter levado a ele velas na prisão. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás e é muito venerado na França e Espanha.

Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália.

Na liturgia da Igreja Católica São Brás é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma a criança com mão na garganta, como pedindo para ele cura-la. Daí se originou a benção da garganta no seu dia.

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Aos pés de uma montanha, numa gruta, nos campos de Sebaste, na Armênia, morava um homem puro e ino­cente, doce e modesto. O povo da ci­dade, movido pelas virtudes do Santo Varão, inspirado pelo Espírito Santo, o escolheu como Bispo. Os habitantes da cidade, e até os animais, iam procurá-lo, para obter alívio de seus males.

Um dia, os soldados de Agrícola, governador da Capadócia, procuravam feras nos campos de Sebaste, para martirizar os cristãos na arena, quando depararam com muitos animais ferozes de todas as espécies, leões, ursos, tigres, hienas, lobos e gorilas convivendo na maior harmonia. Olhando-se estupefatos e bo­quiabertos, perguntavam-se o que acontecia, quan­do da negra gruta surge, da escuridão para a luz, um homem caminhando entre as feras, levantando a mão, como que abençoando-as. Tranquilas e em ordem voltaram para suas covas e desertos de onde vieram.

Um enorme leão de juba ruiva permaneceu. Os soldados, mortos de medo, viram-no levantar a pata e logo após, Brás aproximou-se dele para extrair-lhe uma farpa que lá se cravara. O animal, tranqüilo, foi-se embora.

Sabendo do fato, o governador Agrícola mandou prender o homem da caverna. Brás foi preso sem a menor resistência.

Não conseguindo vergar o santo ancião, que se recusou a adorar os ídolos pagãos, Agrícola mandou que o açoitassem e depois o prendessem na mais negra e úmida das masmorras.

Muitos iam procurar o Santo Bispo, que os aben­çoava e curava. Uma pobre mulher o buscou, aflita, com seu filho nos braços, quase estrangulado por uma espinha de peixe que lhe atravessava a garganta. Comovido com a fé daquela pobre mãe, São Brás passou a mão na cabeça da criança, ergueu os olhos, rezou por um instante, fez o sinal da cruz na garganta do menino e pediu a Deus que o acudisse. Pouco depois a criança ficou livre da espinha que a maltra­tava.

Por várias vezes o santo foi levado à presença de Agrícola, mas sempre perseverava na fé de Jesus Cristo. Em revide era supliciado. Movido por sua fidelidade e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, São Brás curava e abençoava. Sete mulheres que cui­da­ram de suas fe­ridas, provocadas pelos suplícios de Agrícola, fo­ram também castigadas. Depois o governador foi informado que elas haviam atirado seus ídolos no fundo de um lago próximo, e mandou matá-las.

São Brás chorou por elas e Agrícola, enfurecido, con­denou-o à morte, decretando que o lançassem no lago. Brás fez o sinal da cruz sobre as águas e avançou sem afundar. As águas pareciam uma estrada sob seus pés. No meio do lago parou e desafiou os soldados:

– Venham! Venham e ponham à prova o poder de seus deuses!

Vários aceitaram o desafio. Entraram no lago e afundaram no mesmo instante.

Um anjo do Senhor apareceu ao bom Bispo e ordenou que voltasse à terra firme para ser martirizado. O governador o condenou à decapitação. Antes de apresentar a cabeça ao carrasco, São Brás suplicou a Deus por todos aqueles que o haviam assistido no sofrimento, e também por aqueles que lhe pedissem socorro, após ter ele entrado na glória dos céus.bras_2.jpg

Naquele instante, Jesus lhe apareceu e prometeu conceder-lhe o que pedia. Morreu São Brás em plena época de ascensão do Cristianismo, em Sebaste, a 3 de fevereiro. Era natural da Armênia.

Brás, brasa, chama do amor de Deus, da fé, do amor ao próximo. A vida heróica de São Brás é um estímulo para que mantenhamos também acesa em nossas almas a brasa da fé, que em meio às trevas sempre arda de zelo, fidelidade e intrepidez a favor do bem.

Dentre os milagres que cercaram a vida deste grande santo, há um que chama particularmente a atenção: seu domínio sobre os animais ferozes, que, na companhia do santo, se tornavam mansos como cordeiros. Qual o sentido de tal fato?

No Paraíso Terrestre, antes do pecado original, Adão e Eva tinham poder sobre os animais, que vi­viam em harmonia com o homem, e o serviam. Como castigo do primeiro pecado, que foi uma revolta contra Deus, a natureza se insurgiu contra o violador da ordem, e os animais passaram a hostilizar o homem.

Pelo apaziguamento que São Brás operava sobre os animais selvagens, quis Deus mostrar aos peca­dores o poder da virtude, que ordena até a natureza indomável das feras.

Hoje em dia, a humanidade geme sob o peso do caos, provocado pelo pecado. E os homens praticam atos de ferocidade nunca vistos. Procuremos a so­lução para a desordem do mundo na Lei de Deus. Pela força da virtude, não só os homens, mas também a própria natureza entrará em ordem. E então que belezas não surgirão de uma sociedade, onde todos pratiquem o bem e amem a verdade?

(In “Revista Arautos do Evangelho”, Fevereiro/2002, n. 2, p. 22-23)

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Amar Cristo sem a Igreja é uma dicotomia absurda

Papa em Sta. Marta: Amar Cristo sem a Igreja é uma dicotomia absurda
Francisco na homilia desta quinta-feira explica os pilares da pertença eclesial: humildade, fidelidade e oração pela Igreja

Por Redacao

ROMA, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Francisco afirmou na homilia desta quinta-feira que “não entende um cristão sem Igreja”. Na missa celebrada nesta manhã, na capela da casa Santa Marta, o Papa indicou os três pilares do sentido de pertença eclesial: a humildade, a fidelidade e a oração pela Igreja.

Partindo, como nas homilias desta semana, da figura do rei David que nos é apresentada pelas leituras do dia como um homem que fala com o Senhor como um filho fala com seu pai e, mesmo quando recebe um não, aceita-o com alegria. David – sublinha o Papa-  tinha um “sentimento forte de pertença ao Povo de Deus”. E esta sua atitude – afirmou- faz-nos pensar sobre o nosso sentido de pertença à Igreja, o nosso sentir com a Igreja e na Igreja. Então, explicou o Santo Padre:

“O cristão não é um batizado que recebe o Batismo e depois segue o seu caminho. O primeiro fruto do Batismo é fazer-te pertencer à Igreja, ao Povo de Deus. Não se entende um cristão sem Igreja. E por isto o grande Paulo VI diz que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; escutar Jesus mas não a Igreja. Não se pode. É uma dicotomia absurda. Nós recebemos a mensagem evangélica na Igreja, e é nela que fazemos nossa santidade. O resto é pura fantasia, como dizia, uma dicotomia absurda”.

Deste modo, Francisco apontou que o “sensus ecclesiae” é justamente sentir, pensar e querer dentro da Igreja. Por isso recordou que há três pilares de pertença à Igreja, de sentir-se Igreja, e explicou cada um deles.

O primeiro é a humildade, ter a consciência de que estar dentro de uma comunidade é uma grande graça: “Uma pessoa que não é humilde, não pode sentir com a Igreja, sentirá aquilo que lhe agrada. E esta humildade que se vê em David: ‘Quem sou eu, Senhor Deus, e que coisa é a minha casa?’. Com aquela consciência que a história da salvação não começou comigo e não terminará quando eu morro. Não, é toda uma história da salvação: eu venho, o Senhor pega em ti, faz-te andar para a frente e depois chama-te e a história continua. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que vai pelo caminho do Senhor.”

Depois, o Papa citou o segundo pilar: fidelidade, que está “unida à obediência”. E afirmou: “Fidelidade à Igreja; fidelidade ao seu ensinamento; fidelidade ao Credo; fidelidade à doutrina, conservar esta doutrina. Humildade e fidelidade. Também Paulo VI nos recordava que nós recebemos a mensagem do Evangelho como um dom e devemos transmiti-lo como um dom, mas não como uma coisa nossa: é um dom recebido que damos. E nesta transmissão ser fieis. Porque nós recebemos e devemos dar um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus e não devemos – dizia ele – ser proprietários do Evangelho, donos da doutrina recebida, para utiliza-la ao nosso prazer.”

Por fim, o Papa Francisco disse que o terceiro pilar é um serviço particular: “oração pela Igreja”. “Como vai a nossa oração pela Igreja? Nós rezamos pela Igreja? Na missa todos os dias, mas em casa, não? Quando rezamos?”- questionou o Santo Padre-. Por isso pediu “ao Senhor que nos ajude a ir por este caminho para aprofundarmos a nossa pertença e o nosso sentir com a Igreja”.

(Adaptação MEM)

Moedas e medalhas pela canonização de João XXIII e João Paulo II serão cunhadas

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Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 30-01-2014, Gaudium Press) As moedas e medalhas comemorativas oficiais, em bronze e prata, pela canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II no dia 27 de abril deste ano serão cunhadas, de acordo com informações do Departamento Filatélico e Numismático do Vaticano

Na ocasião, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística Solene de canonização, no Vaticano. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/55366#ixzz2ryJiI7ez)

São João Bosco

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Redação – (Sexta-feira, 31-01-2014, Gaudium Press) – São João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.joao_bosco_1.jpg

Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.

Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”. A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.

Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.

Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.

Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.

Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.

Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.joao_bosco_2.jpg

Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro. Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude.

Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.

Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.

Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.

Entre alguns exemplos, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”

O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: “Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”.

De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.

* * * * * * *

Educar não é só uma arte. Passou a ser um desafio, pois é cada vez mais
difícil orientar a juventude num sentido contrário à mentalidade
dominante. São João Bosco encontrou a chave que abre a alma
do jovem à influência do bem.

Manter a disciplina numa sala de aulas constituída de adolescentes é uma dificuldade que, com algumas variantes, mostra-se quase tão antiga como a civilização. Os mestres de Santo Agostinho poderiam dar um testemunho valioso a esse respeito. Em outros tempos, os métodos usados eram muito mais diretos que os atuais e davam resultados imediatos, proporcionais à energia e à força de personalidade do professor. Mas o problema de fundo não deixa de ser o mesmo, hoje como ontem.joao_bosco_3.jpg

A educação não se restringe a conseguir manter, dentro do recinto de uma sala de aulas, todos os alunos em ordem e silêncio, para que o professor possa transmitir com eficácia seus ensinamentos. O bom educador deve saber moldar a personalidade de seus discípulos, corrigindo os defeitos, estimulando as qualidades, fazendo-os amar os princípios que orientarão a vida. Numa boa educação, a formação religiosa ocupa lugar principal, pois sem amor de Deus e auxílio da graça ninguém consegue vencer as más inclinações e praticar estavelmente a virtude.

Da teoria à prática…

Na teoria, tudo isso é muito fácil…

Mas, como pô-la em prática no mundo de hoje, no qual são tão numerosas e atraentes as solicitações para o mal e os educadores sentem crescente dificuldade de exercer influência sobre os jovens? O problema já era candente na época de São João Bosco. A sociedade de então passava por grandes transformações, sobretudo de mentalidade. E a juventude, sempre ávida de novidades, afastava-se da religião e perdia o rumo.

Dom Bosco fazia o “milagre” – muito maior do que todos os outros por ele realizados – de atrair e formar jovens que já não se deixavam moldar pelos antigos métodos educacionais e se subtraíam à ação da Igreja.

Tentativas de penetrar o segredo do método preventivo

Eram tão surpreendentes os resultados obtidos pelo fundador dos salesianos que muitos de seus coetâneos procuravam insistentemente arrancar dele o “segredo” de seu êxito.

Essa mesma intenção teve o reitor do seminário maior de Montpellier, quando enviou uma carta a Dom Bosco, perguntando qual o segredo da pedagogia utilizada por ele. Imagine-se sua surpresa ao receber a seguinte resposta: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”.

Não satisfeito, o reitor enviou uma segunda carta, mas a esta o Santo não soube responder, pois nunca havia feito um estudo sobre a matéria. O livro do qual ele tirava seus ensinamentos era sua própria vida.

Confiança: o instrumento do bom educador

Discorrendo sobre o mesmo assunto com o cardeal Tosti, em Roma, numa manhã de 1858, disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”. Em seguida, para dar-lhe um exemplo concreto, ele o convidou a acompanhá-lo à Praça del Popolo, onde facilmente encontrariam grupos de jovens brincando, e poderia demonstrar a eficácia de seu método. Mas quando desceu da carruagem, a turma de meninos que brincava na praça fugiu correndo. Certamente julgaram que esse padre lhes ia fazer um pequeno sermão ou repreendê- los por alguma falta. O cardeal ficara dentro do veículo, assistindo à cena, e se divertia, julgando que aquele primeiro fracasso levaria Dom Bosco a desistir da experiência.

Mas este não se deixou abater e, em poucos minutos, com sua vivacidade e irresistível bondade, tinha uma pequena multidão de jovenzinhos à sua volta se divertindo com seus jogos e entusiasmados com sua bondade.

Chegado o momento de se retirar, eles formaram duas fileiras diante do coche, para aclamar o sorridente sacerdote enquanto este passava. O cardeal tinha dificuldade em acreditar no que estava vendo…

Evitar o pecado: a essência do método preventivo

Afinal, como fazia São João Bosco para cativar a juventude? Como primeiro objetivo, pretendia ele evitar todo e qualquer tipo de pecado, usando de grande vigilância, acompanhada de amorosa solicitude.joao_bosco_4.jpg

Não de um modo esmagador e glacial, mas paternal e afetuoso. A essa tática de conduzir os jovens o santo educador deu o nome de “método preventivo”, em confronto com o outro então em voga, denominado “repressivo”, o qual tinha por base os castigos.

Esse modelar formador da juventude não perdia ocasião de coarctar o avanço do mal. Mesmo nos recreios, seu olhar atento logo conseguia descobrir onde estava a rixa ou de onde provinham palavras reprováveis e, sem demora, desfazia a confusão com hábil jovialidade, pois ele era a alma dos divertimentos, como seus alunos testemunhavam. Não raras vezes, ele desafiava todos os meninos, de uma só vez, para uma corrida.

Então erguia a batina, contava até três e deixava aquela turba de jovens para trás: Dom Bosco sempre chegava em primeiro lugar. Quando já tinha 53 anos, ele ainda deixava os espectadores estupefatos com sua agilidade, pois nunca perdia uma corrida com os alunos do Oratório.

Suavidade na repreensão

São João Bosco jamais dava castigos corporais, na convicção de que isso só incitaria os corações à revolta e fecharia a alma do jovem para os conselhos salutares. A maneira pela qual ele repreendia era através de uma palavra fria, um olhar triste, uma mão retraída, ou qualquer outro sinal discreto de desagrado com alguma falta. Mas os resultados demonstravam ser extremamente eficaz essa forma de correção.

Certa noite, logo após as orações, Dom Bosco queria dirigir aos meninos algumas palavras benfazejas, antes de irem dormir, mas tal era a algazarra que ele não conseguiu obter silêncio. Após alguns minutos de espera, comunicou- lhes: “Não estou contente com vocês! Vão dormir. Esta noite não lhes digo nada”.

A partir desse dia nunca mais foi necessário usar uma sineta para que os rapazes fizessem silêncio. Poderia, porém, surgir uma dúvida a respeito de tal método. Essa vigilância para evitar o pecado não acabaria por tirar a liberdade ao jovem? A natureza humana é feita para o equilíbrio: não sufocar a liberdade nem, muito menos, permitir uma indisciplina desenfreada. Essa conjunção, São João Bosco soube fazê-la admiravelmente.

Apesar de toda a vivacidade e afeto no trato com os jovens, estes sempre mantinham uma atitude de respeito e admiração para com seu mestre.

Alegria, tempero indispensável

O ambiente no refeitório do Oratório era uma comprovação desse relacionamento harmonioso, quando Dom Bosco demorava algum tempo mais para terminar sua refeição, à qual tinha chegado atrasado. Assim que os outros superiores saíam, uma multidão de jovens entrava correndo e ocupava todo o recinto, não deixando espaço vazio. Alguns se aproximavam tanto que quase encostavam suas cabeças nos ombros dele, outros se apoiavam no espaldar de sua cadeira e os mais pequeninos se enfiavam debaixo da mesa. Qual não era a surpresa comovida do Santo ao ver aquelas pequenas cabecinhas dali saírem, com o único fim de estarem mais perto de seu pai. A liberdade com que aqueles jovenzinhos dele se aproximavam e a veneração que lhe devotavam constituíam realmente um quadro comovedor.

Uma ocasião como essa era uma excelente oportunidade de fazer o bem. O zeloso sacerdote aproveitava então para contar uma história, dar um bom conselho, fazer perguntas, até que o sino indicasse a hora da oração da noite, ou seja, o fim desse convívio enternecido.

Como se vê, a alegria ocupava um grande papel no método educativo de Dom Bosco. Com ela, pretendia o Santo tornar a vidaleve e criar disposições para os meninos abrirem a alma à influência dele e ao sobrenatural.

Um dos meios que utilizava eram os jogos e diversões, dos quais o próprio educador participava. Num desses divertimentos, ele alinhava todos os meninos em uma única fila e lhes recomendava: “Atenção! Façam tudo como eu fizer. Quem não fizer como eu faço, sai da brincadeira”.

Isso dito, começava seu percurso, ora correndo com os braços para o ar, ora fazendo gestos espetaculares, batia palmas, pulava com uma só perna, ameaçava parar numa árvore, mas logo depois saía correndo de novo. Desse modo, entretinha e criava um ambiente de alegria para aqueles jovens.joao_bosco_5.jpg

Com tais recursos e, sobretudo, com a graça divina, São João Bosco conseguia levá-los a amar a Deus com alegria. Para esse efeito, a música era um instrumento valioso, a ponto de ele dizer que uma casa sem música é como um corpo sem alma.

Freqüência aos sacramentos e devoção a Nossa Senhora

A perseverança só é possível pela freqüência aos sacramentos e uma ardente devoção a Nossa Senhora.

Na confissão, Dom Bosco pacificava as consciências, infundia confiança nas almas, conduzia seus juvenis penitentes a Deus. Bela descrição dessas confissões nos faz Huysmans, escritor católico do séc. XIX: “Nosso Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário do interior, puxava para perto de si o menino que tinha terminado o exame de consciência e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça no seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.” Por meio da comunhão freqüente queria São João Bosco fortificar a alma dos jovens contra as investidas infernais.

Para ele, a Primeira Comunhão deveria ser feita o mais cedo possível: “Quando um menino sabe distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, quando se acha suficientemente instruído, não é preciso olhar para a idade. Venha logo o Rei do Céu reinar nessa alma”.

Seguindo os sábios conselhos maternos, Dom Bosco fez da devoção a Maria Santíssima, sob a bela invocação de Maria Auxiliadora, uma coluna da espiritualidade dos salesianos. “Se chegares a ser padre – repetia-lhe afetuosamente ‘mamma Margherita’ – propaga sem cessar a devoção a Nossa Senhora”.

Método preventivo e graça divina

Na realidade, o método preventivo de Dom Bosco é uma forma adaptada às novas gerações – e plenamente atual – de predispor os jovens para serem flexíveis à ação da graça divina.

É ela a verdadeira causa do êxito surpreendente desse grande educador que marcou sua época, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.

Fontes:

Revista Arautos do Evangelho, Jan/2007, n. 61, p. 22 à 25
Site da Paróquia Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora: http://www.auxiliadora.org.br/

(http://www.gaudiumpress.org/content/55356#ixzz2ryGfYddQ )

“Façam todo o possível para que os seus filhos recebam a força do Espírito Santo”

Audiência geral: o papa Francisco fala do sacramento da Confirmação, através do qual nos tornamos capazes de “amar como Jesus”

Por Luca Marcolivio

ROMA, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O sacramento da Confirmação deve ser entendido “na continuidade com o Batismo, ao qual está ligado inseparavelmente”, declarou o papa Francisco nesta manhã, durante a audiência geral, dando prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos.

“Estes dois sacramentos, juntamente com a Eucaristia, formam um único evento salvífico, a iniciação cristã, em que somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja”.

Por esta razão, recordou o papa, esses três sacramentos eram celebrados simultaneamente no final do catecumenato, geralmente durante a Vigília Pascal.

A palavra “crisma” significa “unção”. O termo designa o óleo sagrado com que “somos conformados, no poder do Espírito, a Jesus Cristo, que é o único verdadeiro ‘ungido’, o ‘Messias’, o Santo de Deus”.

O sacramento do crisma “faz crescer na graça batismal”, ou seja, “nos une mais firmemente a Cristo”, acrescentou o papa. Ele “completa a nossa vinculação com a Igreja; nos dá uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para nunca ter vergonha da sua cruz (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1303)”.

Se, por um lado, o número de pedidos de batismo para as crianças continua alto (“e isso é bom”, disse o papa), os adolescentes em idade de confirmação muitas vezes “ficam no meio do caminho” e não prosseguem a formação catequética.

Mas receber confirmação “é importante”, reiterou o Santo Padre: “E se vocês têm em casa jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam todo o possível para completar essa iniciação cristã e para que eles recebam a força do Espírito Santo”.

Os crismandos precisam de uma “boa preparação, que deve ter como objetivo levá-los a um compromisso pessoal de fé em Cristo e despertar neles o sentido de pertença à Igreja”, disse o pontífice.

Como todos os sacramentos, a Confirmação “não é obra de homens, mas de Deus, que cuida das nossas vidas para nos moldar à imagem do seu Filho, para podermos amar como Ele”.

Francisco recordou os sete dons que o Espírito Santo nos dá por meio deste sacramento: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus, anunciando que eles serão o tema de um novo ciclo de catequeses, após o ciclo atual sobre os sacramentos.

“Quando acolhemos o Espírito Santo em nossos corações e o deixamos agir, Cristo se faz presente em nós e toma forma em nossas vidas”, permitindo-nos “perdoar”, “rezar”, “infundir esperança e consolação”, “servir aos irmãos”,”aproximar-nos dos necessitados e dos últimos”,”criar comunhão”,”semear a paz”.

Na conclusão da catequese, o papa Francisco convidou os fiéis a se lembrarem de que foram confirmados e, acima de tudo, a “agradecer ao Senhor por este dom, pedindo-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhar com alegria no Espírito Santo que nos foi dado”.

A audiência foi realizada ao ar livre, na Praça de São Pedro, apesar do tempo frio e chuvoso. “Nas últimas quartas-feiras, na metade da audiência, o céu tem nos abençoado… Mas vocês são corajosos! Força!”, disse o Santo Padre, com bom humor.

(Agência Zenit)

Historiadora judia desmente “cumplicidade” de Pio XII com nazistas

Pio XII

ROMA, 24 Jan. 14 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- A historiadora judia Anna Foa, membro da Associação Europeia de Estudos Judeus, assinalou recentemente que os resultados das investigações revelam que muitos judeus se salvaram durante a II Guerra Mundial pela intervenção de importantes líderes da Igreja, particularmente o Papa Pio XII.

Ao participar de um congresso em Florença (Itália), entre os dias 19 e 20 de janeiro, Anna Foa, conforme informa o vaticanista Sandro Magister em seu blog Chiesa, indicou que os estudos mais atuais anulam “a imagem proposta nos anos sessenta de um Papa Pio XII indiferente ao destino dos judeus ou, inclusive, cúmplice dos nazistas”.

A também professora de História Moderna na Universidade La Sapienza de Roma indicou que “os estudos dos últimos anos evidenciam cada vez mais o papel geral de proteção que a Igreja desempenhou em relação aos judeus durante a ocupação nazi da Itália”.

“De Florença, com o cardeal Dalla Costa, proclamado Justo em 2012, a Gênova com o padre Francesco Repetto, também ele Justo, a Milão com o cardeal Schuster, e assim por diante, naturalmente até Roma, onde a presença do Vaticano, além da existência das zonas extraterritoriais, permitiu a salvação de milhares de judeus”.

Estas obras “de asilo e salvação dos perseguidos”, indicou, não podiam ser fruto somente de “iniciativas a partir de baixo, mas estavam claramente coordenadas e permitidas, pelos vértices da Igreja”.

“Eu gostaria de ressaltar aqui que esta imagem mais recente da ajuda prestada aos judeus pela Igreja não surge de posições ideológicas ligadas ao catolicismo, mas, sobretudo, de investigações concretas sobre a vida dos judeus durante a ocupação, com a reconstrução de histórias de famílias ou de indivíduos. Em resumo, do trabalho de campo”.

A historiadora assegurou que casos de judeus refugiados em Igrejas e conventos aparecem “continuamente nas narrações dos sobreviventes”.

A pesquisadora lamentou que a discussão sobre Pio XII e os hebreus “freou a investigação durante muitos decênios, levando para o terreno ideológico cada tentativa de esclarecer os fatos históricos”.

Em meio da perseguição nazista, assinalou Anna Foa, “sacerdotes e hebreus compartilhavam o mesmo alimento”.

“As mulheres judias passeavam nos corredores dos conventos de clausura, e os judeus aprendiam a recitar o Pai-Nosso e vestiam o hábito como precaução em caso de irrupções nazistas e fascistas”.

Recordando a relação entre judeus e cristãos, que levou a muitos dos primeiros a batizar-se, e que em outros casos ocasionava diálogos respeitosos sobre as religiões, a professora hebreia assinalou que se tratou de uma “familiaridade nova e repentina, iniciada sem preparação pelas circunstâncias, em condições em que uma das duas partes era perseguida e corria o risco de morte e que necessitava, portanto, de maior ‘caridade cristã’, não se deu sem consequências para o início e a acolhida do diálogo”.

“Um diálogo que ocorreu muito mais tarde, certamente, e que se iniciou, sobretudo, em nível teórico. Trata-se de um diálogo de baixo, feito de compartilhar os alimentos juntos e de conversações sem pretensões, também para superar a ansiedade de uma relação desconhecida até esse momento”.

Foa recordou o caso de umas religiosas que em seu convento, em Roma, “acrescentavam bacon à sopa comum só depois de havê-la distribuído às hebreias, para quem tinham dado refúgio. Também esta é, em minha opinião, uma forma de diálogo de baixo”.

A historiadora lamentou que “em um momento que prevalecia a necessidade de esquecer a Shoah, este processo de diálogo foi bloqueado, em parte, porque por um lado os hebreus estavam tentando reconstruir seu próprio mundo e a própria identidade após a catástrofe e, por outro, os católicos pareciam ter retornado às posições tradicionais em que a esperança da conversão era mais forte que o respeito”.

“Nos inícios dos anos sessenta, com ‘O vigário’ de Hochhuth, sobre este processo se projetaria a sombra da lenda negra de Pio XII, com o resultado de obstruir e obscurecer a memória e o peso desse primeiro percurso comum”, indicou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26602)

A Unitalsi em oração pelo Pe. Paolo Dall’Oglio

Em todo o mundo, um momento de espiritualidade para lembrar o jesuíta e todos os sequestrados no país Sírio

Por Redacao

ROMA, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 29 de Julho passado Pe. Paolo Dall’Oglio, tinha sido sequestrado em Raqqa, cidade da Síria controlada por milícias islâmicas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, não se ouviu mais falar dele. “Lembro-me ainda do amor do Pe. Paolo durante a sua participação na Peregrinação Nacional a Lourdes em 2008, ficava com os doentes; um homem que dedicou a sua vida de jesuíta à Síria e ao diálogo com as suas almas culturais e religiosas – comentou Salvatore Pagliuca, Presidente Nacional da Unitalsi.

“Eu acho que seja importante ressaltar hoje, a seis meses do sequestro, como em um discurso seu em Lourdes, Pe. Dall’Oglio tenha destacado justamente o conceito da solidão do homem, como essa parta de longe, das Sagradas Escrituras, colocando-nos o exemplo de Maria, ou de Jesus”. “A mesma solidão com a qual talvez hoje esteja preso, a mesma solidão explicava então padre Paolo, ‘digna e discreta da sua fonte divina que na generosidade do sacrifício e da pertença ao grupo, encontra a condição de vida moral autêntica’”.

“Em nome de toda a comunidade unitalsiana – disse o presidente Pagliuca – quero expressar a mais profunda solidariedade à família e receber o convite para participar dos diversos momentos de oração organizados na Itália e na Europa, com a esperança de revê-lo em liberdade em breve e em uma das nossas peregrinações”.

Hoje, quarta – feira, 29 de janeiro, em várias cidades da Europa e do Oriente Médio foram realizados momentos de oração para lembrar o padre Dall’Oglio, a sua comunidade na Síria e todos os seqüestrados no país. Em Milão, na igreja de São Fedele dos Jesuítas, na praça São Fedele, foi celebrada uma missa às 19.30. Mesmo horário em Roma, na igreja de São José, na via Francesco Redi 1 (zona Nomentana ). Iniciativas semelhantes ocorrerão simultaneamente em Beirute, Berlim, Bruxelas, Doha, Dubai, Genebra, Grenoble, Montreal, Paris e Sulaymaniah no norte do Iraque, onde o padre Paolo abriu recentemente uma nova comunidade de oração e diálogo inter-religioso.

Trad.TS

Igreja é atacada no Norte da Nigéria

Abuja – Nigéria (Quarta-feira, 29-01-2014, Gaudium PressNo último domingo, 26 de janeiro, um grupo de homens armados, supostamente membros da seita Boko Haram, atacaram uma igreja na Vila de Waga Chakawa (Nigéria), onde estava sendo celebrada uma Santa Missa.

Por volta de 26 fiéis morreram no atentado que durou das 10h às 14h. Além da igreja diversas casas foram atacadas pelo bando, que utilizou armas de fogo e explosivos.

Apesar de ser uma zona com muitas dificuldades na comunicação, o ataque foi confirmado pelo Diretor de Comunicação da Diocese de Yola, Padre Raymond Danbouye.

Neste mesmo dia, no estado de Borno, por volta de cinquenta membros do Boko Haram atacaram as aldeias de Kauwuri e Wala, deixando um saldo de 54 mortes. (EPC)

Com informações da Fides.

(http://www.gaudiumpress.org/content/55346#ixzz2rsh1Q7bU )

Você é capaz de vibrar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar louvores ao Senhor?, pergunta o papa.

Foto Grupo ACI

VATICANO, 28 Jan. 14 / 07:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”, disse nesta manhã o Papa Francisco na missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano e ao comentar, em sua homilia, a dança alegre de Davi ao Senhor da qual fala a primeira leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, o Santo Padre disse que “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor”. Todo o Povo de Deus estava em festa porque a Arca da Aliança voltava para casa.

A oração de louvor de Davi, explicou, “levou-o a sair de qualquer compostura e a dançar diante do Senhor” com “todas as suas forças”. Isto era justamente a oração de louvor! –exclamou o Papa. Além disso, indicou que lendo esta passagem, “pensei em seguida em Sara, depois de ter dado a luz a Isaac. O Senhor me fez dançar de alegria!”, disse a mulher.

Por isso, o Papa Francisco assinalou que “para nós é fácil de entender a oração para pedir algo ao Senhor, também para agradecer ao Senhor” ou a “oração de adoração”. Mas a oração de louvor “deixamo-la de lado, não nos vem espontânea”, precisou.

E deste modo o explicou: “‘Mas, padre, isto é para os da Renovação Carismática, não para todos os cristãos!’. Não, a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na missa, todos os dias, quando cantamos o Santo. Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus por sua grandeza, porque é grande! E lhe dizemos coisas lindas, porque nós gostamos que seja assim. ‘Mas, padre, eu não sou capaz… Eu devo…’. “Você é capaz de gritar quando o seu time faz um gol, mas não é capaz de cantar os louvores ao Senhor? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”.

Devemos rezar “com todo o coração” e afirmou que “é um ato de justiça, porque Ele é grande! É nosso Deus!” Davi, recordou o Santo Padre, “era muito feliz, porque voltava com a Arca, voltava com o Senhor: também seu corpo rezava com essa dança”.

Francisco questionou logo: ‘Mas como vai a minha oração de louvor? Sei louvar o Senhor? Sei louvar o Senhor ou quando rezo o Glória ou rezo o Santo, o faço somente com a boca e não com todo o coração?’ O que me diz Davi, dançando aqui? E Sara dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade começa outra coisa: uma festa!”.

“A alegria do louvor –explicou o Santo Padre– nos leva à alegria da festa. A festa da família”. Deste modo o Papa recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do rei Saul, Mical, repreende-o e pergunta-lhe se não lhe dá vergonha ter dançado dessa forma diante de todos, ele que é o rei. Mical, “desprezou a Davi”.

“Eu me pergunto quantas vezes nós desprezamos em nosso coração as pessoas boas, aquelas que louvam o Senhor como lhe vem, assim espontaneamente, porque não são cultos, não seguem as atitudes formais? Mas, desprezo! E diz a Bíblia que Mical ficou estéril durante toda a vida por isso! O que quer dizer a Palavra de Deus aqui? Que a alegria, que a oração de louvor nos faz fecundos! Sara dançava no momento grande de sua fecundidade, aos noventa anos! A fecundidade que nos dá o louvor ao Senhor, a gratuidade de louvar o Senhor. Esse homem ou essa mulher que louva o Senhor, que reza louvando o Senhor, que quando reza o Glória se alegra de dizê-lo, quando canta o Santo na Missa se alegra de cantá-lo, é um homem ou uma mulher fecunda”.

O Santo Padre disse também que “aqueles que se fecham na formalidade de uma oração fria, medida, provavelmente terminam como Mical: na esterilidade de sua formalidade”. Por isso, o Papa convidou a imaginar a Davi que dança “com todas as forças diante do Senhor e pensemos que belo é fazer a oração de louvor”.

Além disso, disse, fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai-vos, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória. O Senhor, forte e valente, é o rei da glória!”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26618)

Nunca mais o horror do Holocausto, escreve o Papa a seu amigo o rabino Skorka em Buenos Aires

ROMA, 28 Jan. 14 / 05:28 pm (ACI).- Nunca mais o horror do Holocausto: é a invocação do Papa Francisco no Dia Internacional em Memória das vítimas do Holocausto, em uma carta escrita a seu amigo judeu e rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka.

O texto, assinala a Rádio Vaticano, será lido hoje à noite no Parque da Música de Roma, por ocasião do Concerto “Os violinos da esperança”, evento organizado para recordar às vítimas do Holocausto.

O Santo Padre espera que quem escute esta música “possa identificar-se com aquelas lágrimas históricas, que hoje chegam a nós através dos violinos, e sintam o forte desejo de comprometer-se para que nunca mais se repitam tais horrores, que constituem uma vergonha para a humanidade”.

O público, escreve o Pontífice, escuta música de Vivaldi, Beethoven e outros grandes compositores, “mas o coração de cada um dos presentes sentirá que por trás do som da música vive o som silencioso das lágrimas históricas, lágrimas que deixam rastros na alma e no corpo dos povos”.

O rabino Skorka é o reitor do Seminário Rabínico Latino-americano com sede em Buenos Aires (Argentina), é rabino da comunidade judia Benei Tikva, e professor honorário de Lei Hebraica na Universidade de Salvador, Buenos Aires.

Publicou com o então Cardeal Jorge Mario Bergolio o livro “Sobre o Céu e a Terra”, um texto de perguntas e respostas onde ambos tratam diversos temas de interesse comum. Juntos também conduziam um programa de televisão no qual analisavam diversos aspectos da realidade nacional e internacional.

(ACI Digital)

Paquistão: cidadão britânico se declara profeta e é condenado à morte por blasfêmia

Fortes pressões sobre as autoridades do país para salvar Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos vítima de esquizofrenia e paranoia

Por Redacao

ROMA, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Condenado à morte por blasfêmia: é o veredito do tribunal de Rawalpindi, no Paquistão, contra Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos que foi preso em 2010 por blasfêmia, depois de escrever algumas cartas a policiais em que se proclamava “profeta”.

De acordo com a agência AsiaNews, os advogados de Asghar pediram aos juízes um ato de clemência, enfatizando os problemas mentais do homem que continua se declarando profeta mesmo depois de condenado. Os advogados apresentaram um atestado do Royal Victoria Hospital, de Edimburgo, na Escócia, no qual os médicos explicam que Asghar sofre de uma doença esquizofrênica e paranoica.

O Tribunal, porém, recusou todos os pedidos de clemência. Um porta-voz do governo escocês se disse preocupado com a situação e pediu que as autoridades paquistanesas “respeitem a moratória da pena de morte”. A baronesa Sayeeda Hussain Warsi, funcionária do Ministério britânico de Assuntos Exteriores, informou que o ministério está exercendo uma grande pressão sobre o governo paquistanês para resolver o caso. Asghar é o segundo cidadão britânico a sofrer a aplicação da famigerada lei paquistanesa da blasfêmia.

De acordo a Comissão Episcopal Justiça e Paz, do Paquistão, houve pelo menos 964 pessoas incriminadas com base nessa lei entre 1986 e agosto de 2009: 479 eram muçulmanos, 119 cristãos, 340 ahmadis, 14 hindus e 10 de religião desconhecida. Além disso, mais de 40 assassinatos extrajudiciais, vários linchamentos entre eles, foram cometidos contra inocentes. Houve processos inclusive contra deficientes físicos, deficientes mentais e menores de idade.

Um caso emblemático foi o de Rimsha Masih, que escapou das falsas acusações graças a uma campanha massiva de pressão sobre Islamabad. Por outro lado, a cristã Asia Bibi, mãe de cinco filhos, foi condenada à morte por blasfêmia por um tribunal de primeira instância em 2010 e continua até hoje esperando o fim do processo de apelação.

(Agência Zenit)

Veremos os parentes no céu?

milagresA morte é um enigma, e muitos perguntam se nós veremos os nossos entes queridos no céu. A saudade é amarga e as lágrimas não podem deixar de rolar quando perdemos uma pessoa querida. Cristo chorou quando perdeu o amigo Lázaro.

Fé não é insensibilidade e dureza de coração. Você pode chorar, até diante dos filhos, mas chore como quem tem fé na ressurreição. Os santos nos garantem que veremos os entes queridos mortos que nos antecederam.

Diante da dor da morte gosto de me lembrar de Nossa Senhora aos pés da cruz do seu Amado. Ela perdeu o Filho Único…, Deus, morto de uma maneira tão cruel como  nenhum de nós o será. Ela perdeu muito mais do que nós e não se desesperou. Certamente chorou muito, mas nunca se desesperou e nunca perdeu a fé. Aos pés da cruz de Jesus estava de pé (stabat!).

Podemos chorar os mortos; as lágrimas são o tributo da natureza, mas sem desespero e sem desilusão.

Até o céu; lá nos voltaremos a ver, ensinam os santos. Que grande felicidade será para nós poder encontrá-los, depois de ter chorado tanto a sua ausência! Não nos deixemos levar ao desespero quando alguém parte; não somos pagãos. Lá não haverá mais pranto, nem lágrimas e nem luto.

São Francisco de Sales disse: “Meu Deus, se a boa amizade humana é tão agradavelmente amável, que não será ver a suavidade sagrada do amor recíproco dos bem-aventurados… Como essa amizade é preciosa e como é preciso amar na terra, como se ama no Céu!”

São Tomás de Aquino garante que no Céu conheceremos nossos parentes e amigos. Diz o santo doutor:

“A contemplação da Essência Divina não absorve os santos de maneira a impedir-lhes a percepção das coisas sensíveis, a contemplação das criaturas e a sua própria ação. Reciprocamente, essa percepção, essa contemplação e essa ação não os podem distrair da visão beatífica de Deus” (S. Teológica, 30, p. 84).

A morte não é o aniquilamento estúpido que pregam os materialistas sem Deus, mas o renascimento da pessoa. A Igreja reza na Liturgia que “a vida não é tirada mas transformada”.

Só o cristão valoriza a morte e é capaz de ficar de pé diante dela. Deus não nos criou para o aniquilamento estúpido, mas para a sua glória e para o seu amor. Fomos criados para participar da felicidade eterna de Deus.

Santa Teresinha disse ao morrer: “não morro, entro para a vida”.

A árvore cai sempre do lado em que viveu inclinada; se vivermos inclinados ao Coração de Jesus, nele cairemos.

É preciso saber educar os filhos também diante da morte; a psicologia recomenda, por exemplo, que os pais deixem os filhos verem os mortos, se assim eles desejarem, embora não devam forçá-los. Fale da morte com naturalidade aos filhos, e aproveite o momento para ensinar sobre o céu e sobre a ressurreição. Não se pode permitir que as crianças assistam cenas de desespero diante da morte, mesmo que se possa manifestar a dor e sofrimento diante delas.

O grande santo São Francisco Xavier, jesuíta, amigo íntimo de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, foi evangelizar o Japão e a China e por lá morreu. Sabendo que não mais poderia ver o rosto do seu querido amigo Santo Inácio, escreveu-lhe uma carta onde dizia: Não mais verei o teu rosto, mas lá no céu te darei um abraço que durará para sempre.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/veremos-os-parentes-no-ceu/)

Dons Infusos do Espírito Santo

image-37219201 – O dom da Ciência

O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como aceno ao Supremo Bem; leva o homem a compreender, de um lado, o vestígio de Deus que há em cada ser criado, e, de outro lado, a insuficiência de cada qual.

O dom da ciência ensina também a reconhecer melhor o significado do sofrimento e das humilhações; estes “contra-valores”, no plano de Deus, têm o valor de escola que liberta e purifica o homem. Configuram o cristão a Jesus Cristo. Se não fosse o sofrimento, muitos e muitos homens não sairiam de sua estatura mesquinha,… nunca atingiram a plenitude do seu desenvolvimento espiritual.

2 – O dom do Entendimento ou Inteligência

O dom da inteligência nos ajuda a ler no íntimo das verdades reveladas por Deus, e ter a intuição do seu significado profundo. Pelo dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez o mistério da SS. Trindade, o amor do Redentor para com os homens, o significado da S. Eucaristia na vida cristã…

A penetração dada pelo dom da inteligência (ou do entendimento) é diferente daquela que o teólogo obtém mediante o estudo; o dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus. Na ordem sobrenatural é o amor que abre os olhos do conhecimento. Os que mais amam a Deus, são os que mais profundamente o conhecem. O dom do entendimento manifesta também o horror do pecado e a grandeza da miséria humana.

3 – O dom da Sabedoria

A palavra sabedoria vem de saber, derivado do verbo latino sapere,  que significa “ter gosto de…”. O dom da sabedoria abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe diretamente sob a luz de Deus, mostrando a grandeza do plano do Criador. Ele oferece um conhecimento saboroso da verdade porque se deriva da experiência do próprio Deus feita pelo cristão. Os resultados do estudo meramente intelectual são frios e abstratos, ao passo que as vantagens da experiência são concretas e saborosas.

“O dom da sabedoria faz-nos ver com os olhos do Bem-amado”, dizia um grande místico.

4 – O dom do Conselho

Deus não deixa faltar às suas criaturas o que lhes é necessário. Ele providencia os meios para que cada criatura chegue retamente ao seu fim devido. O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas sem cansaço e insegurança. Por ele o  Espírito Santo, inspira a reta maneira de agir no momento oportuno e exatamente nos termos devidos. Assim o dom do conselho aparece como um regente de orquestra que coordena divinamente todas as faculdades do cristão e as incita a uma atividade harmoniosa e equilibrada. Diz a Escritura que há tempo exato para cada atividade; fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno.

5 – O dom da Piedade

O dom da piedade orienta divinamente todas as relações que temos com Deus e com o próximo, tornando-as mais profundas e perfeitas.  São Paulo se refere a este dom quando escreve: “Recebestes o espírito de adoção filial, pelo qual dizemos  ‘Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo, inspirado pelo mesmo dom da piedade.

O dom da piedade não incita os cristãos apenas a cumprir seus deveres para com Deus de maneira filiar, mas leva-os também a experimentar interesse fraterno para com todos os seus semelhantes. É o que manifesta o Apóstolo ao escrever: “Quanto a mim, de bom grado me despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor” (2 Cor 12, 15).

6 – O dom da Fortaleza

A fidelidade à vocação cristã depara-se com obstáculos numerosos. Disse Jesus que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12).

O dom da fortaleza não consiste em realizar façanhas admiradas pelo público, mas implica paciência, perseverança, tenacidade, magnanimidade silenciosas… Pelo dom da fortaleza, o Espírito impele o cristão não apenas àquilo que as forças humanas podem alcançar, mas também àquilo que a força de Deus atinge. É essa força de Deus que pode transformar os obstáculos em meios; é ela que assegura tranquilidade e paz mesmo nas horas mais tormentosas. Foi ela que inspirou a S. Francisco de Assis palavras tão significativas quanto estas: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

7 – O dom  do Temor de Deus

Há três tipos de temor: o temor covarde ou da covardia; o temor servil ou do castigo e o temor filial. Este consiste na tristeza que o cristão experimenta diante da perspectiva de poder se afastar de Deus; brota do amor a Deus. Não se concebe o amor sem este tipo de temor. Pelo dom do temor de Deus  é o Espírito que move o cristão a dizer Não à tentação e ao pecado por amor a Deus. Não é medo de Deus, é medo de perde-lo. O dom do temor de Deus se prende à virtude da humildade. Esta nos faz conhecer nossa miséria; impede a presunção e a vã glória, e assim nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. S. Luís de Gonzaga derramou copiosas lágrimas certa vez quando teve que confessar suas faltas… faltas que, na verdade, dificilmente poderiam ser tidas como pecados. Para o santo, essas pequeninas faltas eram sinais do perigo de poder um dia afastar-se de Deus. Ora, para quem ama, qualquer perigo deste tipo tem importância.

(http://cleofas.com.br/dons-infusos-do-espirito-santo/)

Para todos aqueles sacerdotes que dão a vida, a cada dia e silenciosamente…

Em Santa Marta, Francisco fala da unção e lembra os muitos párocos do campo e da cidade que não fazem manchetes, mas que prestam um serviço valioso para o povo de Deus

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Não era o centro do seu discurso, mas de qualquer forma Bergoglio, na homilia de hoje em Santa Marta, quis enviar uma indiretazinha para aquele mundo da comunicação sempre mais atento ao “barulho de uma árvore que cai”, do que “de uma floresta que cresce”. Uma metáfora com a qual o Papa questionou a tendência dos jornais e jornalistas de se concentrarem em “um bispo que fez tal coisa ou emum sacerdote fez tal outra coisa”, e manter silêncio sobre muitas obras de caridade realizadas por “sacerdotes santos” que dão suas vidas todos os dias e em silêncio.

“Sim – disse Bergoglio, fingindo o costumeiro diálogo com um fiel – também eu o li, mas, diga-me, nos jornais estão as notícias do que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em tantas paróquias de cidade e de campo, tanta caridade que fazem, tanto trabalho que fazem para levar adiante o seu povo? Ah, não! Isso não é notícia”.

O ‘desabafo’ do Papa foi o resultado de uma reflexão sobre o valor da “unção” que Deus concede aos bispos e sacerdotes, fazendo o seu ministério especial. Se a Igreja não é uma ONG ou uma empresa, e bispos e padres não são chefes de escritório – como reiterou repetidas vezes Francisco – é precisamente por causa desta “unção” que lhes dá o poder do Espírito para não agir como uma organização humana, mas prestar serviço ao povo de Deus

Para explicar melhor o conceito, o Papa refletiu sobre a primeira leitura do dia, quando o profeta Samuel fala sobre as tribos de Israel que ungiu Davi como rei: “Sem essa unção – disse o Papa – Davi teria sido apenas o ‘chefe de uma empresa’,de uma  sociedade política, que era o Reino de Israel”, teria sido um simples ‘organizador político’”. Com a unção, no entanto, “o Espírito do Senhor” desce sobre o jovem, o qual – narra a Escritura – “andava sempre crescendo em potência e o Senhor Deus dos exércitos estava com ele”.

O ungido é de fato uma pessoa escolhida pelo Senhor, afirmou o Papa. Bispos e padres com o óleo do Crisma recebido durante a ordenação “são ungidos, têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles”. Portanto, “não são eleitos somente para levar adiante uma organização, que se chama Igreja particular”. É verdade também que “todos os bispos são pecadores”, admitiu o Papa, mas “nós somos ungidos” e portanto “queremos ser mais santos a cada dia, mais fieis a esta unção”.

Isto é o que “dá unidade à Igreja”: “a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque é ungido, não porque foi eleito pela maioria”. “Nesta unção – acrescentou Bergoglio – uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os padres são ungidos”. Além do mais, graças a esta unção – continuou – prelados e sacerdotes estão mais próximos do Senhor que lhes dá a força para “levar adiante um povo, ajudar um povo, viver ao serviço de um povo”; mas também a alegria de sentir-se “eleitos pelo Senhor, guardados pelo Senhor, com aquele amor com o qual o Senhor nos guarda, a todos nós”.

“Pelo contrário – disse o Papa – não se pode explicar como a Igreja vai adiante apenas com as forças humanas”. Se uma diocese ou paróquia vai pra frente é certamente porque “tem um povo santo”, “tantas organizações, tantas coisas”, mas especialmente porque tem “um ungido que a leva, que a ajuda a crescer”. E a história mesmo se esquece destes “ungidos”, destes “párocos do campo ou párocos de cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, ou seja, a santidade”.

“Conhecemos uma mínima parte”, observou o Pontífice, “mas quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos sacerdotes santos que deixaram a sua vida ao serviço da diocese, da paróquia; quanta gente recebeu a força da fé, a força do amor, a esperança destes párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem tantos!”. Portanto, concluiu o Santo Padre, “pensando nesta unção de Davi, vai fazer-nos bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fieis e orar por eles. Graças a eles que estamos aqui hoje”.

(Trad. TS)

(Agência Zenit)

Roubado em Abruzzo uma relíquia com o sangue de João Paulo II

O roubo aconteceu entre sábado e domingo no pequeno santuário de São Pedro em Ienca, onde Wojtyla costumava ir para orar. Também a Santa Sé foi avisada. Não se exclui a pista de satanismo

Por Redacao

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Foi um duro golpe para os cidadãos de uma pequena cidade de L’Aquila descobrir esta manhã que a preciosa relíquia de João Paulo II, preservada na igreja de São Pedro da lenca (perto de L’ Aquila), tinha sido roubada. Atualmente, existem cerca de cinquenta carabinieres que, juntamente com os cães “buscapessoas”, estão cobrindo a área próxima do Gran Sasso para recuperar o frasco raro com o sangue de Wojtyla roubado, junto com uma cruz, por estranhos na noite entre sábado e domingo. De acordo com as pesquisas, é possível que os ladrões tenham se desfeito do objeto sagrado. A Procura, por sua vez, abriu um arquivo e não se exclui a pista do satanismo.

A área montanhosa onde se encontra o pequeno santuário era muito querida por Wojtyla que acostumava vir ao Gran Sasso para passear, esta em meditação e também esquiar. Muitas vezes vinha ao pequeno santuário, em visita oficial ou também em segredo para rezar. Justamente em lembrança destas visitas, o cardeal Stanislaw Dziwisz doou as relíquias para a igrejinha em 2011.

Quem descobriu o furto, ontem de manhã, foi o pároco José Obama. A cúria aquilana informou depois à Santa Sé. Considerando que somente existem “três relíquias no mundo com o sangue de Wojtyla”, trata-se de um fato muito grave, como declarou a Ansa Pasquale Corriere, ex vereador em Aquila e agora presidente da associação cultural ‘São Pedro em Ienca’, promotor de diversas iniciativas relacionadas às relíquias do Beato Papa polonês. O roubo “repropõe a questão das medidas de segurança da igrejinha que, depois de um período de fechamento aos fieis, de dia muitas vezes está aberta ao culto”. “A esperança – acrescentou Corriere – é que os autores responsáveis se arrependam e restituam os ganhos ilícitos, ou que em breve serão identificados e presos”. (S.C.)

Trad. T.S

(Agência Zenit)

Os jovens falam sobre o Papado de Francisco

Passados mais de dez messes de Papado do Papa Francisco, os jovens dizem o que pensam e esperam do Sucessor de Pedro

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 03 de março de 2013 o conclave anunciava a fumaça branca que trazia uma novidade para a Igreja, o argentino JorgeMario Bergoglio, o primeiro Papa latino-americano, primeiro jesuíta e o primeiro Francisco. Passados mais de dez messes do seu Papado tudo ainda parece ser novidade, até mesmo para os jovens que estão sempre conectados a tudo que há de novo, e o que será que eles estão pensando e esperando desse Papa que quebra protocolos e até mesmo tira foto para as redes sociais?

Eles vão às ruas para lutar por seus direitos, estão conectados a um mundo na palma da mão em que suas fronteiras parecem não existir, usam as redes sociais para causar revoluções no desejo de um mundo mais justo e com mais amor. Então no meio de tudo isso aparece uma novidade, um senhor já velhinho como Papa que surpreende até os que estavam mais distantes da Igreja e os desafia a sair das teorias e amar na prática.  Usando as redes sociais eles falam tudo o que pensam e esperam do Papado de Francisco:

Ícaro Diniz: “Ele veio revigorar nossas forças”

Kelyane Abreu: “O Papa Francisco vem de fato, reconstruir a Igreja, não apenas fisicamente, a estrutura, mas a Igreja como um corpo, a mentalidade do ser Igreja, reavivar o apaixonamento pela Igreja”. Acredito que esse será um tempo de muitas mudanças, podas de arvores e como toda poda, poderá gerar grandes.

Newton Nascimento: “Ele me passa a certeza do Céu”. Vejo hoje, o Papa Francisco, como Jesus chegou no templo colocando os vendedores para fora, hoje por graça e condução de Deus, foi dada ao Papa esse serviço, que por sinal não é fácil.

Camilla Campos: “Penso que ele veio pra desconfundir a cabeça da galera”.

Jackson Soares : “A sua posição diante da questão da pobreza o torna mais amado ainda por todos”. O que se espera do seu papado é que ele continue essa obra de conscientização do mundo para ajudar os mais necessitados, rezar pela humanidade, buscar a paz.

Matheus Ferreira :” Penso que ele veio para quebrar vários padrões da igreja, e fazer surge um novo conceito de fé aos jovens”

Pedro Paulo Cardoso: “Ele é surpreende”. A começar pela escolha do seu “novo nome” Francisco, Por eu servir na minha paróquia como Catequista, tenho ele como um grande exemplo, pelo fato dele ser Jesuíta (uma congregação que se destaca pelo “Ser Catequista”) , ter sempre uma boa didática e uma forma fácil de falar sobre o Evangelho.

Italo Myke:  “Desde que saiu a fumaça branca na chaminé que eu choro”. Espero que ele nunca mude para poder dizer aos meus filhos, Esse é Francisco filho o Santo da minha geração.

João Pedro O Papa Francisco para os jovens é aquele Novo que há muito tempo estava sendo guardado.

Fernanda Carneiro Leal: “Outros o vêm como algo polêmico que do nada quer fazer mudanças. Amo o Papa, pois expressa seu amor não só por palavras, mas por atos bem concretos, quebrando protocolos”

Um Papa e um amigo.

Na sua grande maioria a certeza que os jovens transmitem é de encontrar um Papa e um amigo, que quebra protocolos para estar mais próximo, sempre mostrando que quem ama quer estar perto, quer seja respondendo cartas de quem o escreve ou tirando foto com a “galera” para as redes sociais, como aconteceu com três jovens na Basílica de São Pedro, no dia 28 de agosto, a foto foi publicada por Fabio Ragona na rede social Twitter e causou grande impacto na internet. Seus discursos desafiam a “geração Y” tão ligada no provisório e ao mesmo tempo o seu sorriso os motiva como alguém que diz: Contem comigo.

Em julho do ano passado  na cidade do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, Francisco não só fez apenas discípulos, fez também amigos entre todas as nações.

(Agência Zenit)

Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje, em 25. janeiro 2014

Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje, em 25. janeiro 2014.

“Queridos filhos! Rezem, rezem, rezem para o esplendor de sua oração para ter uma influência sobre aqueles a quem vocês conhecem. Coloquem a Sagrada Escritura em um lugar visível em suas famílias e lê-la, para que as palavras de paz possam começar a fluir em seus corações. Estou orando com vocês e para vocês, filhinhos, que no dia a dia vocês possam se tornar ainda mais abertos à vontade de Deus. Obrigada por terem respondido ao meu chamado. ”

Mensagem original:

“Dear children! Pray, pray, pray for the radiance of your prayer to have an influence on those whom you meet. Put the Sacred Scripture in a visible place in your families and read it, so that the words of peace may begin to flow in your hearts. I am praying with you and for you, little children, that from day to day you may become still more open to God’s will. Thank you for having responded to my call.”

Para saber mais:

http://www.medjugorjebrasil.com/

http://www.medjugorje.com.br/

http://www.medjugorje.org/

Milhares de pessoas assinam manifesto defendendo presença da Santa Sé na ONU

Foto: Author: Danferb (CC BY-NC-ND 2.0)

WASHINGTON DC, 23 Jan. 14 / 03:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- Milhares de pessoas assinaram um manifesto de apoio à Santa Sé por causa de uma campanha orquestrada pelo lobby do aborto para que seja retirado seu status de observador permanente ante as Nações Unidas.

Os católicos receberam apoio de membros de outros credos para assinar um documento que defende que “o status especial da Santa Sé lhe permite alentar um diálogo genuíno, promover soluções pacíficas aos conflitos, e apelar mais além dos simples interesses territoriais dos estados às consciências de seus líderes”.

A petição foi lançada pelo Instituto Família Católica e Direitos Humanos no dia 17 de janeiro, e em apenas três dias teve mais de 3 mil assinaturas.

O documento explicou que o serviço desinteressado e não partidário da Santa Sé “foi sempre apreciado pelos Estados Membros nas Nações Unidas”.

“Unimo-nos aos Estados Membros em gratidão pelo testemunho espiritual e moral da Santa Sé nas Nações Unidas”, indicou, por isso “o mundo será muito mais pobre se a voz da Santa Sé ao interior das Nações Unidas for alguma vez silenciada. Esperamos que esse dia nunca chegue”.

O presidente do Instituto, Austin Ruse, indicou que a campanha de petição é uma resposta aos esforços de retirar a Santa Sé da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“A Santa Sé é a consciência das Nações Unidas. É a única delegação que não tem considerações políticas em como negociam. Eles negociam puramente desde seus primeiros princípios”, disse.

A petição, esboçada pelos professores da Escola de Leis de Princeton, Robert George e William Saunders, de Americanos Unidos pela Vida, indicou que a Santa Sé esteve trabalhando na diplomacia desde o século IV d.C.. Atualmente tem relações diplomáticas com 177 nações.

O documento denunciou que aqueles que se opõe à presença do Vaticano nas Nações Unidas não gostam da “firme defesa da santidade da vida humana e da inviolável dignidade da família”.

“Certas organizações, em nome de uma falsa ‘libertação’, buscam minar as verdades centrais com respeito à natureza da pessoa humana e da família. Em nome de uma falsa doutrina de direitos humanos, negam o que nos faz verdadeiramente humanos e violam os verdadeiros direitos humanos”, criticaram.

O grupo falsamente denominado “Católicas pelo Direito a Decidir”, foi por muito tempo opositor do status de observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas. Os Bispos dos Estados Unidos advertiram que este grupo “não é uma organização católica”, mas promove ensinamentos “contrários aos ensinamentos da Igreja”.

Recentemente o presidente do grupo abortista, John O’Brien, usou a apresentação de representantes da Santa Sé em uma audiência do Comitê de Direitos da Criança da ONU para criticar a missão de observador permanente.

“A Santa Sé não tem direito a um assento nas Nações Unidas e não deve assinar estes tratados e convenções”, disse em 16 de janeiro.

Os representantes da Santa Sé, na audiência de 16 de janeiro, condenaram a violência contra as crianças, assim como a exploração infantil, e indicaram que nos anos recentes o Vaticano fez da proteção das crianças uma “prioridade”.

Os assinantes da petição de apoio ao Vaticano denunciaram que os grupos que querem retirar da Santa Sé o seu status de observador permanente a veem como “um obstáculo para suas metas de reengenharia humana e de revisão dos entendimentos morais básicos”.

“Enquanto que muitos de nós não compartilhamos ou aderimos às petições da Igreja Católica, estamos unidos no apoio ao contínuo rol da Santa Sé como observador permanente nas Nações Unidas”, indicou o documento.

Uma declaração similar, apresentada no ano 2000, obteve o apoio de grupos protestantes e muçulmanos, assim como católicos.

Austin Ruse alentou aqueles que apoiam a presença da Santa Sé nas Nações Unidas a assinarem a petição e a pedirem a outros que também o façam.

As assinaturas serão apresentadas aos representantes da Santa Sé em Nova Iorque, Genebra e Roma, antes do término de 2014.

A íntegra da petição pode ser vista em: www.defendtheholysee.org

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26595)

Os mais íntimos escritos de João Paulo II

Capa do livro.

ROMA, 22 Jan. 14 / 10:16 am (ACI/EWTN Noticias).- A editora Znak da Polônia lançará no próximo dia 5 de fevereiro o livro “Estou nas mãos de Deus. Escritos pessoais 1962-2003”, um texto que recolhe as mais íntimas memórias do Beato João Paulo II, que foram salvas de serem queimadas pelo seu secretário por mais de 40 anos, o agora Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Conforme anuncia a editora Znak, o leitor encontrará neste volume “as mais importantes pergunta íntimas, profundas, comovedoras meditações e orações que marcavam seu tempo dia a dia”, assim como “escritos que testemunham a sua preocupação pelos seus seres queridos (amigos e colaboradores) e pelaIgreja encomendada a ele”.

Os escritos pessoais de João Paulo II permitem ao leitor encontrar-se com um homem que sempre confiou mais em Deus que em si mesmo e que lutou pela verdade até o final de sua vida.

João Paulo II pediu a Dom Dziwisz, seu secretário e mais próximo colaborador, para queimar os escritos depois de sua morte, mas o agora Arcebispo de Cracóvia decidiu não destrui-los, mas os conservou e entregou à Congregação para a Causa dos Santos, que examinou a vida de Karol Wojtyla durante seu processo de canonização.

Nos textos, o leitor tem acesso ao coração do homem que foi Bispo de Cracóvia durante a difícil época do comunismo, e que depois, por quase 27 anos, foi o sucessor de Pedro a fins do século XX e inícios do XXI.

O texto recolhe as experiências de João Paulo II, junto com orações, reflexões e comentários, convertendo o leitor em um discípulo da espiritualidade do futuro santo.

Em declarações à agência Kai, o Cardeal Dziwisz explicou sua decisão: “Não, não queimei os escritos de João Paulo II, porque constituem a chave de leitura de sua espiritualidade, a parte mais íntima do homem: suas relações com Deus, com o outro e consigo mesmo”.

O livro já se encontra em pré-venda em sua edição em polonês, pode ser adquirido a partir do site: http://www.znak.com.pl/kartoteka,ksiazka,4468,Jestem-bardzo-w-rekach-Bozych

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26587)

Milagres!

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do amor divino, cap. 36

«Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»

Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: «Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação.» Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela acção da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. […]

Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: «É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros». Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!

Sacerdote celebra Missa com colete à prova de balas devido a ameaças do crime organizado no México

Pe. Gregorio López. Foto: Captura do vídeo / El Universal

MEXICO D.F., 20 Jan. 14 / 10:59 am (ACI/EWTN Noticias).- Diante da terrível situação de violência que se vive em Apatzigán, estado de Michoacán (México) e devido às diversas ameaças do crime organizado contra o clero, o Pe. Gregorio López (46), viu-se obrigado a presidir a Missa vestindo um colete à prova de balas.

“Morrer por uma causa como é a liberdade do meu povo, vale a pena”, assinalou o sacerdote em uma entrevista concedida ao ElUniversal.com.mx que conhece e identifica centenas de histórias, testemunhos e confissões de violência na zona, assim como a maneira como age o crime organizado.

O presbítero pediu às autoridades que prendam os líderes dos grupos e disse que felicitaria o presidente do país, Enrique Penha, “eu beijo os pés dele no dia que prenda a Nazario Moreno, Enrique Plancarte Solís e a Servando Gómez Martínez”.

A violência na zona também fez com que há alguns dias atrás o Bispo de Apatzingán, Dom Miguel Patiño Velázquez, alentasse os fiéis de sua diocese a não perderem a esperança diante dos graves atos de violência ocorridos recentemente que deixaram à comunidade “imersa no medo e na aflição”.