São Valentim

A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Por Fabiano Farias de Medeiros

HORIZONTE, 14 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Hoje é dia de São Valentim, santo conhecido por ser o protetor dos namorados, cujo nome e testemunho deu nome à tradição do Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim (The Valentine’s Day como é conhecido nos Estados Unidos).

Valentim era sacerdote em Roma no século III, durante o reinado do imperador Cláudio II, o Gótico.  O Imperador, durante seu governo, instituiu a proibição dos matrimônios em seu reino, pois tinha o objetivo de constituir e sedimentar um grande e poderoso exército e para que isso acontecesse julgava ser necessário os jovens não terem família. Isso os fariam alistarem-se mais facilmente. Daí a proibição dos casamentos.

Valentim contrariou as ordens do imperador e continuou a celebrar os casamentos ainda que secretamente. Ao saber da atitude de Valentim o imperador mandou prendê-lo e o levou à um interrogatório público. A sabedoria de Valentim lhe valeu o elogio do imperador que antes de lhe mandar prender exclamou: “Escutem a sábia doutrina deste homem”.

Valentim ficou preso na casa do prefeito Astério, cuja filha era acometida de cegueira. Valentim pediu a Deus pela jovem que ficou curada e também foi responsável pela conversão de toda a sua família, fato este, que agravou sua condição diante do imperador que ordenou sua execução em 14 de fevereiro de 270 sendo decapitado.

A sepultura de Valentim foi encontrada em 346, numa capela subterrânea na via Flaminia e a maior parte de suas relíquias estão agora na igreja de Santa Praxedes. A Igreja o considera padroeiro dos namorados por seu testemunho sacerdotal em defesa do matrimônio.

Neste ano o Papa Francisco se reunirá em uma audiência na Praça de São Pedro com cerca de 20 mil namorados. O tema da audiência é “a alegria do sim para sempre”.

Que o testemunho de São Valentim nos impulsione a buscar, defender e viver a fé e o amor verdadeiro, fruto de uma amizade sincera e da busca da vontade de Deus no matrimônio aos que são chamados à este estado de vida.

(Zenit)

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