Oração, caridade e louvor para caminhar para o Natal, pede o Papa

VATICANO, 03 Dez. 13 / 05:07 pm (ACI/EWTN Noticias).- Preparar-se para oNatal com a oração, a caridade e o louvor é manter o coração aberto para deixar-se encontrar pelo Senhor que tudo renova. Este foi o convite feito pelo Papa Francisco na Missa presidida na Casa Santa Marta nesta primeira segunda-feira do Tempo de Advento.

Comentando a passagem do Evangelho do dia, na qual o centurião romano pede com grande fé a Jesus a cura do servo, o Santo Padre recordou que nestes dias “começamos um caminho novo”, um “caminho de Igreja… para o Natal”. Vamos ao encontro do Senhor, “porque o Natal -enfatizou- não é apenas uma comemoração temporal ou uma lembrança de algo belo”.

“O Natal é mais: nós vamos por este caminho para encontrar o Senhor. O Natal é um encontro! E nós caminhamos para encontrá-lo: encontrá-lo com o coração, com a vida; encontrá-Lo vivo, como Ele é; encontrá-Lo com fé. E não é fácil viver com fé. O Senhor, na palavra que escutamos, maravilhou-se deste centurião: surpreendeu-se da fé que ele tinha. Tinha empreendido um caminho para encontrar o Senhor, mas o tinha feito com fé. Por isso, não foi somente ele que encontrou o Senhor, mas sentiu a alegria de ser encontrado pelo Senhor. E este é precisamente o encontro que queremos: o encontro da fé!”.

E mais importante do que encontrarmos Jesus, disse, é “deixar-nos encontrar por Ele”.

O Papa disse que para isto é preciso ter um “coração aberto, para que Ele me encontre! E me diga aquilo que Ele queira me dizer, que nem sempre é aquilo que eu quero que me diga! Ele é o Senhor e Ele me dirá o que tem para mim, porque o Senhor não nos vê como um conjunto, como uma massa. Não, não! Ele nos olha a cada um no rosto, nos olhos, porque o amor não é um amor assim, abstrato: é amor concreto! De pessoa a pessoa: O Senhor, pessoa, vê a mim, pessoa. Deixar-se encontrar pelo Senhor é justamente isto: deixar-se amar pelo Senhor!”.

Neste caminho para o Natal, concluiu, ajudam-nos algumas atitudes: “a perseverança na oração, rezar mais; ser mais concretos na caridade fraterna, aproximar-se mais àqueles que precisam; e ter a alegria de louvar o Senhor”. Portanto, “a oração, a caridade e o louvor”, com o coração aberto “para que o Senhor nos encontre”.

(Fonte: ACI Digital)

Papa Francisco recebe o pe. Renato Chiera, que há 40 anos trabalha ajudando os menores de rua no Brasil

Após a missa em Santa Marta, o padre apresentou ao papa o seu trabalho na Casa do Menor, que ele fundou para ajudar as crianças sem teto

ROMA, 18 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Depois da missa desta manhã na Domus Sanctae Marthae, o papa Francisco recebeu o pe. Renato Chiera, fundador da Casa do Menor, do Rio de Janeiro. Para o sacerdote, que há 40 anos trabalha pastoralmente em prol dos menores de rua, abraçar o Sucessor de Pedro foi uma alegria inesquecível.

Entrevistado pela Rádio Vaticano, ele afirmou: “É uma emoção muito grande, e eu ainda estou emocionado agora, enquanto falo. Para mim, o papa é a presença de Jesus em carne e osso, que está no meio da humanidade para se inclinar sobre as nossas feridas. Nesse momento da missa, eu vi também a profundidade que ele tem e o encontro com Deus que ele tem, de um jeito que me tocou totalmente”.

O pe. Renato apresentou ao Santo Padre o seu “pequeno trabalho”, a Casa do Menor, uma ONG que trabalha há décadas no campo da cooperação internacional para projetos de ajuda às crianças de rua da América do Sul, da África e da Europa. A associação tem hoje numerosos projetos em diversas áreas dos três continentes. De acordo com o site oficial, a ONG trabalha todos os dias para combater a exploração de crianças, a prostituição infantil e os abusos contra crianças em geral, nas áreas mais pobres e perigosas da Terra.

Por meio deste papa, disse o padre Chiera, nós temos a confirmação “daquilo que, com humildade e mesmo com fragilidade, nós tentamos fazer na Baixada Fluminense, na periferia do Rio, junto com as crianças que não são amadas. Ele sempre fala de ir para a rua, de ir para os subúrbios, e eu posso dizer que faço isso há 36 anos. Eu sinto, então, que Deus quer isso mesmo”.

O padre prosseguiu: “Quando eu disse a ele que trabalhava nos subúrbios com as crianças de rua, o papa me disse: ‘Um bom trabalho, um belo trabalho’. Depois, eu apresentei a ele as cartas das crianças e contei que nós queremos fazer uma copa do mundo de meninos de rua recuperados, uma copa alternativa. E acrescentei: ‘Precisamos da sua ajuda e lhe trouxemos aqui uma carta’”.

Depois de contar ao papa sobre as suas experiências e sobre o seu projeto, o padre deu a Francisco o seu livro “Presença”, e, brincando, lhe disse: “Eu sou do Piemonte, igual a você, de perto de Asti, e trouxe a você uma garrafa de vinho de Asti e um torrone de Alba”. Em seguida, deu-lhe um “abraço brasileiro”, agradecendo-lhe pela visita ao Brasil na Jornada Mundial da Juventude: lá, recordou o padre Renato, o papa “observou que, para entrar no meio do povo brasileiro, é preciso passar pelo seu coração”.

Dessa visita, concluiu o fundador da Casa do Menor, “eu vou levar o amor de Deus para essas crianças, por meio do que o papa me mostrou com o abraço dele, com a bênção dele. Esses nossos meninos, esses nossos jovens, como eu já disse muitas vezes, precisam se sentir amados […] A Igreja, através do papa, em carne e osso, é o amor de Deus por eles”: esta é a mensagem que o padre Chiera levará para todos os menores que a sua obra ajuda.

(Fonte: Agência Zenit)

Do Vaticano para os Pobres de Roma

Uma jantar dos sonhos no Vaticano para os pobres de Roma

Ceia nos jardins, organizada pelo Círculo de São Pedro, tem banda de música e é servida por príncipes e por um cardeal

Por Sergio Mora

ROMA, 03 de Julho de 2013 (Zenit.org) – Não foi um sonho, mas um jantar dos sonhos. Na noite desta segunda-feira, cerca de duzentas pessoas, entre mendigos e “novos pobres” da atual crise financeira, foram convidadas a jantar nos jardins do Vaticano, aos pés da gruta de Nossa Senhora de Lourdes.

O cardeal Giuseppe Bertello, presidente do governo da Cidade do Vaticano, deu as boas-vindas aos convidados em nome do papa Francisco e abençoou o jantar. “Como vocês sabem”, disse o cardeal Bertello, “esta é a casa de vocês e nós os recebemos com alegria. Nossa Senhora, diante de nós, nos olha com serenidade. É o mesmo olhar que eu desejo a todos vocês e àqueles que cuidam de vocês com tanto amor”.

Entre os convidados, havia mendigos e vítimas da chamada “nova pobreza”: pessoas que até pouco tempo atrás tinham certa estabilidade, mas se tornaram pobres devido a algum acontecimento inesperado: um acidente, um divórcio, a perda do emprego…

O jantar foi organizado pelo Círculo de São Pedro e aconteceu pela primeira vez no Vaticano. Dois anos atrás, os leigos do círculo tinham preparado outra ceia em São João de Latrão, com a presença do cardeal Angelo Sodano.

O Círculo de São Pedro nasceu em Roma em 1869, por iniciativa de um grupo de jovens da alta burguesia e de famílias nobres romanas que queriam mostrar ao mundo a sua fidelidade ao pontífice, então Pio IX. Era um momento muito difícil da história do papado e da Igreja. Fidelidade incondicional à Igreja e ao Romano Pontífice é o traço distintivo do grupo, cujo lema é Oração, Ação e Sacrifício.

O bonito ambiente do jantar contou com mesas e toldos brancos na esplanada aos pés da gruta de Lourdes, muito perto do local em que o papa emérito Bento XVI vive retirado. A ceia foi servida ao entardecer do verão romano, ainda com luz natural, conforme relatou a ZENIT um dos participantes.

O príncipe Leopoldo Torlonia e o assistente eclesiástico do Círculo de São Pedro, mons. Franco Camaldo, serviram as diversas mesas, junto com uma centena de membros do círculo. Durante o evento, parte da banda da Gendarmaria do Vaticano tocou ao vivo.

“Houve um primeiro prato; um segundo prato, com carne que podia ser comida também por pessoas de outras religiões; uma sobremesa, um espumante para o brinde. Havia também algumas bolsas com frutas para que os convidados levassem depois, e outro presente, que continha vários doces”, contou nosso entrevistado.

Para o Círculo de São Pedro, doar alimentos aos necessitados é habitual. “Todos os dias, em nossos três refeitórios econômicos, nós alimentamos quem nos procura. Não perguntamos qual é a sua nacionalidade, nem a religião, nem nada. Eles apenas chegam com um cupom que nós distribuímos nas paróquias”, explicou a ZENIT um dos organizadores.

“Essas pessoas foram convidadas dentre os frequentadores dos nossos refeitórios econômicos e de um centro nosso de atendimento multifuncional. Nós fomos buscá-los com quatro ônibus em quatro pontos da cidade. Por volta das 10 da noite, todos os convidados foram levados de volta até esses mesmos pontos”.

Poucos dias antes, na missa da festividade de São Pedro e São Paulo, o cardeal Versaldi tinha recordado ao Círculo de São Pedro o dever de dar testemunho do amor de Cristo nas periferias da Igreja. “Com a sua associação, vocês estão presentes como leigos na Igreja: as periferias do mundo estão ao seu alcance, são lugares que vocês frequentam. O dever do testemunho lhes pertence, para ser credíveis no mundo e para manifestar o amor misericordioso de Cristo”.

Fonte: Agência Zenit