Papa Francisco sobre abusos: Ninguém tem feito tanto como a Igreja Católica para combatê-los

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco ressaltou que nenhuma instituição no mundo tem feito tanto a respeito do drama dos abusos sexuais contra menores que a Igreja Católica, e,  entretanto, é a única a ser atacada.

Assim indicou o Santo Padre em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación, da Argentina, e Corriere della Sera, da Itália, em que o Pontífice fala de diversos assuntos de importância como a família, a regulação natural da natalidade, os pobres, a globalização, entre outros.

Na entrevista, perguntam-lhe ao Papa: “os escândalos que perturbaram a vidada Igreja já ficaram felizmente atrás. Sobre o delicado tema do abuso de menores, os filósofos Besancon e Scruton, entre outros, pediram-lhe que alce sua voz contra o fanatismo e a má fé do mundo secularizado que respeita pouco à infância”.

O Papa Francisco respondeu o: “quero dizer duas coisas. Os casos de abusos são tremendos porque deixam feridas muito profundas. Bento XVI foi muito valente e abriu o caminho. E seguindo esse caminho a Igreja avançou muito. Talvez mais que ninguém”.

O Santo Padre disse além que “as estatísticas sobre o fenômeno da violência contra as crianças são impressionantes, mas mostram também com claridade que a grande maioria dos abusos provém do entorno familiar e das pessoas próximas”.

“A Igreja Católica –concluiu o Papa– talvez seja a única instituição pública que se moveu com transparência e responsabilidade. Nenhuma outra fez tanto. E, entretanto, a Igreja é a única a ser atacada”, declarou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26798)

Atentado contra a Igreja Católica na Faixa de Gaza

Foto: Gringer (CC BY-SA 3.0)

Roma, 03 Mar. 14 / 12:04 pm (ACI).- Na noite entre quarta e quinta-feira, 26 e 27 de fevereiro, desconhecidos explodiram uma bomba a mão no pátio daigreja católica (de rito latino) de Gaza, no bairro de Zeiun, ao sul da cidade. A explosão, em plena noite, não causou danos a pessoas ou coisas. Nos muros que rodeiam a igreja foram escritas frases de ameaças contra os cristãos.

“O fato é grave”, disse à agência vaticana Fides, o bispo William Shomali, vicário patriarcal do Patriarcado Latino de Jerusalém, “mas o pároco e seus colaboradores continuam a trabalhar ao serviço da população de Gaza, sem qualquer medo de intimidação”.

“O governo de Hamas logo condenou este ato. Os representantes de Hamas manifestaram sua solidariedade e a intenção de prender o quanto antes os criminosos. Isto nos tranquilizou”.

Também o Centro palestino dos Direitos do Homem (PCHR) condenou o atentado, pedindo que seja aberto um rigoroso inquérito para identificar e prender os responsáveis.

Não é a primeira vez que na Faixa de Gaza – onde o poder está nas mãos da organização islâmica Hamas desde 2007 – são atingidos objetivos cristãos. Em 2011 uma bomba foi lançada contra o diretor do local Hospital anglicano, que ficou ileso.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26787)

Venezuela: Simpatizantes do governo de Nicolás Maduro atacam igreja católica

Imagem dos destroços na igreja de São Martinho de Tours, Venezuela (foto: twitter)

CARACAS, 04 Mar. 14 / 10:58 am (ACI/EWTN Noticias).- Habitantes de Colonia Tovar, no estado da Aragua, (Venezuela), denunciaram um ataque realizado esta semana contra a igreja São Martinho de Tours, o principal templo da região por membros do grupo Juventude Bicentenária de La Vitória, auspiciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Segundo a informação do Jornal El Unviersal, Jesus Rodríguez, habitante do lugar, indicou que por volta das 2:00 p.m. (hora local) membros da Juventude Bicentenária chegaram ao, enquanto, em meio às celebrações do carnaval, os habitantes se reuniam em outros lugares para os bailes típicos.

Por sua parte, o grupo de simpatizantes de Maduro afirma que o ataque à igreja foi perpetrado por foliões da própria localidade.

Através de sua conta na rede social Twitter, o Pe. José Palmar, espancado dias atrás por agentes da Guarda Nacional Bolivariana, qualificou o ataque como um “sacrilégio”.

“É inaceitável a destruição feita na Igreja de Colonia Tovar. Ao massacre se soma o sacrilégio”, escreveu.

Desde ontem à noite, o governo dispôs de 100 policiais e 10 membros da Guarda Nacional na localidade.

Um dia antes, no sábado 1 de março, em Colônia Tovar houve uma manifestação pacífica, criticando a insegurança e desestabilização que vive o país.

Na marcha participaram idosos, crianças e mulheres grávidas.

As autoridades responderam com violenta repressão, disparando bombas lacrimogêneas, sem dar tempo a que os manifestantes colocassem a salvo as mulheres grávidas e os mais vulneráveis.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26790)

Escócia: Sentença permite que agência católica de adoções não entregue crianças a casais do mesmo sexo

Dom Philip Tartaglia (Foto: PaulVIF (CC BY-SA 3.0))

GLASGOW, 05 Fev. 14 / 11:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Glasgow (Escócia), Dom Philip Tartaglia, expressou sua gratidão pela “sábia decisão” da corte de apelações do país que sentenciou a favor de uma agência católica de adoções que poderá assim continuar com o seu serviço, de acordo com seus princípios, e não entregar crianças em adoção a casais do mesmo sexo.

O Prelado disse que a agência é “pequena”, entretanto, realiza um bom trabalho para a comunidade em geral, “a agência ajuda a transformar a vida de algumas das crianças mais vulneráveis da sociedade”, e afirmou que “teria sido uma grande pena se a tivessem obrigado a fechar”.

Quase todas as agências católicas de adoção no Reino Unido se viram forçadas a fechar ou a romper a sua filiação com a Igreja e com seus patrocinadores devido à interpretação estrita das leis contra a “discriminação”.

Depois de receber uma denúncia da Sociedade Secular Nacional, o Escritório Escocês Regulador da Caridade examinou a sociedade de adoção e determinou que as suas políticas tiveram um impacto negativo nas pessoas do mesmo sexo e nas que coabitam e que violou a Lei de Igualdade de 2010. Entretanto, o Comitê Escocês de Apelações de Caridade assinalou que a agência de adoção dá um benefício público e regulamentou que pode permanecer aderida aos ensinamentos da doutrina católica para realizar o seu trabalho.

Dom Tartaglia assinalou que esta sentença “significa que as famílias que estão preparadas para adotar podem olhar para o futuro com mais serenidade e, além disso, as crianças que têm grandes necessidades podem ser colocadas em um lar amoroso”.

Um porta-voz da Sociedade Saint Margaret de Cuidado das Crianças e da Família disse à BBC News que “estamos muito contentes e aliviados por que se levantou a ameaça que tínhamos sobre nós. (…) Nosso único desejo é continuar com o trabalho que as autoridades reconhecem, e colocar as crianças que precisam de uma família com pais que as amem”.

Desde que a agência foi fundada em 1955, colocou a centenas de bebês e crianças em situações difíceis com pais adotivos católicos com o requisito de que estejam casados pelo menos por dois anos.

Este trabalho que realiza está financiado parcialmente pela Igreja Católica e alguns de seus bispos fazem parte da direção.

O bom trabalho que fazem pelas crianças foi inclusive homenageado com prêmios nacionais e recebe o apoio de centenas de famílias adotivas e membros da comunidade que se reuniram no verão passado na Catedral de Glasgow para comemorar seus anos de serviço.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26660)

Milionário homossexual e ateu doa herança à Igreja Católica, antes de cometer suicídio

wallpaper-bandeira-dos-eua-6529O jornal dos EUA New York Time publicou um caso muito interessante.

Robert W. Wilson, um milionário americano, homossexual e ateu, antes de cometer suicídio doou uma boa parte de seu patrimônio para a Igreja Católica. Robert W. Wilson, repassou cerca de 30 milhões de dólares ao longo de vários anos para a Arquidiocese de Nova York, com a expectativa de que o dinheiro fosse investido em educação. Segundo o Relatório, o motivo dessa escolha foi por crer que o sistema católico de ensino exerce melhor sua função de avançar na aplicação de seus métodos de instrução, comparado ao sistema público de educação nos EUA.

Um outro relatório mostra que o milionário Bill Gates tentou fazer Robert Wilson  aderir  a  seu  programa” The Giving Pledge”, mas Robert não aceitou por achar que a iniciativa do fundador da Microsoft ser “praticamente inútil”. Robert tinha um patrimônio de cerca de 800 milhões de dólares, e entendeu que a caridade  de Bill Gates não assume o compromisso de ajudar e serve apenas para tarjar bilionários como “socialmente aceitáveis”.

Robert W. Wilson sofreu em julho  um acidente vascular cerebral e seis meses depois foi encontrado morto no pátio dos fundos do prédio San Remo, na região de Central Park West, em Manhattan, Nova York. Wilson teria se atirado de sua residência, em um apartamento no 16º andar, no dia 23 de dezembro de 2013, sem filhos.

É um caso que nos faz pensar, especialmente hoje em que a Igreja católica é extremamente perseguida por muitos homossexuais e ateus. Por que esse milionário ateu e homossexual preferiu a educação das escolas católicas?…

Fonte: http://portugues.christianpost.com/

Igreja Católica: Mãe das Universidades

17.12-univesidade-de-BolognaOs estudantes universitários normalmente têm um conhecimento pouco profundo sobre a Idade Média; e porque muitos são mal informados, acham que foi um período de ignorância, superstição e repressão intelectual por parte da Igreja católica. No entanto, foi exatamente na Idade Média que surgiu a maior contribuição intelectual para o mundo: o sistema universitário. A universidade foi um fenômeno totalmente novo na história da Europa. Nada como ele existiu no mundo grego ou romano afirmam os historiadores.

O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja. A Universidade medieval não tem precedentes históricos; no mundo grego houve escolas públicas, mas todas isoladas. No período greco-romano cada filósofo e cada mestre de ciências tinham “sua escola”, o que implicava justamente no contrário de uma Universidade. Esta surgiu na Idade Média, pelas mãos da Igreja Católica, e reunia mestres e discípulos de várias nações, os quais constituíam poderosos centros de saber e  de erudição.

Por volta de 1100, no meio de uma grande fermentação intelectual, começam as surgir as Universidades; o orgulho da Idade Média cristã, irmãs das Catedrais. A sua aparição é um marco na história da civilização Ocidental que nenhum historiador tem coragem de negar. Elas nasceram às sombras das Catedrais e dos mosteiros. Logo receberam o apoio das autoridades da Igreja e dos Papas. Assim, diz Daniel Rops, “a Igreja passou a ser a matriz de onde saiu a Universidade” (A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, p. 345).

Tudo isso nesta bela época que alguns teimam em chamar maldosamente de “obscura” Idade Média. A razão e a fé sempre caminharam juntas na Igreja.

A raiz das Universidades está no século IX com as escolas monásticas da Europa, especialmente para a formação dos monges, mas que recebiam também estudantes externos. Depois, no século XI surgiram as escolas episcopais; fundadas pelos bispos, os Centros de Educação nas cidades, perto das Catedrais. No século XII, surgiram centros docentes debaixo da proteção dos Papas e Reis católicos, para onde acorriam estudantes de toda Europa.

A primeira Universidade do mundo Ocidental foi a de Bolonha (1158), na Itália, que teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.). A segunda, e que teve maior fama foi a Universidade de Paris, a Sorbone, que surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali foram estudar muitos grandes santos como Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Tomás de Aquino. A universidade de Paris (Sorbonne) era chamada de “Nova Atenas” ou o “Concílio perpétuo das Gálias”, por ser especialmente voltada à teologia.

O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” utilizada para um centro de estudo é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”. A universidade de Oxford, na Inglaterra surgiu de uma escola monacal organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254.

Salamanca é a Universidade mais antiga da Espanha das que ainda existem, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”. Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral. A Universidade de Valladolid é anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do  papa Clemente VI a concessão  de todas as faculdades, exceto a de Teologia.

Em 1499, o Cardeal Cisneros fundou a famosa universidade “Complutense” mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico , Letras e Medicina.

Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja. O Papa Clemente V (1305-1314) no Concilio universal de Viena em 1311, mandou que se instaurassem nas escolas superiores cursos de línguas orientais (hebreu, caldeu, árabe, armênio, etc.), o que em breve foi feito também  em Paris, Bolonha, Oxford, Salamanca e Roma.

A atual Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 –  foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
Das 75 Universidades criadas de 1500, 47 receberam a Bula papal de fundação, enquanto muitas outras, que surgiram espontaneamente ou por decisão do poder secular, receberam em seguida a confirmação pontifícia, com a concessão da Faculdade de Teologia ou de Direito Canônico. (Sodano, 2004).

As universidades atraíam multidões de estudantes, da Alemanha, Itália, Síria, Armênia e Egito. Vinham para a de Paris chegavam a 4000, cerca de 10% da população.

Só na França havia uma dezena de universidades: Montepellier (1125), Orleans (1200), Toulouse (1217), Anger (1220), Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Norbonne e Cabors. Na Itália: Salerno (1220), Bolonha (1111), Pádua, Nápoles e Palerno. Na Inglaterra: Oxford (1214), nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey, Cambridge. Além de Praga na Boêmia, Cracóvia (1362), Viena (1366), Heidelberg (1386). Na Espanha: Salamanca e Portugal, Coimbra. Todas fundadas pela Igreja. Como dizer que a Idade Média cristã foi uma longa “noite escura” no tempo? As universidades medievais foram centros de intensa vida intelectual, onde os grandes homens se enfrentavam em discussões apaixonadas nos grandes problemas. E a fé era o fermento que fazia a cultura crescer.

Graças ao latim todos se entendiam, era a língua universal  e acadêmica; esta permitia aos sábios comunicar-se de um ponto a outro da Europa Ocidental. Havia uma unidade interna e de obediência aos mesmos princípios; era o reflexo de uma civilização vigorosa, segura de sua força e de si mesma.

A partir de 1250, o grego foi ensinado nas escolas dominicanas e, a partir de 1312 nas universidades de Sorbonne, Oxford, Bolonha e Salamanca. Abria-se assim um novo campo ao pensamento que desencadeou uma onda de paixão filosófica no nascimento da Escolástica-teologia e filosofia unidas para provar uma proposição de fé.

Santo Agostinho, Cassidoro, Santo Isidoro de Sevilha, Rábano Mauro e Alamino, os grandes mestres da Antigüidade, se apoiavam sobretudo nas Sagradas Escrituras. Agora o intelectual cristão da Idade Média quer demonstrar que os dogmas estão de acordo com a razão e que são verdadeiros. É a “teologia especulativa”, onde a filosofia é amiga da teologia. Os problemas do mundo são estudados agora sob esta dupla ótica.

A Universidade medieval era um mundo turbulento e cosmopolita; os estudantes de Paris estavam repartidos em quatro nações: os Picardos, os Ingleses, os Alemães e os Franceses.  Os professores também vinham de diversas partes do mundo: havia Sigério de Brabante (Bélgica), João de Salisbury (Inglaterra), S. Alberto Magno (Renânia), S. Tomás de Aquino e São Boaventua da Itália.

Os problemas que apaixonavam os filósofos, eram os mesmos em Paris, em Oxford, em Edimburgo, em Colônia ou em Pavia. O mundo estudantil era também um mundo itinerante: os jovens saiam de casa para alcançar a Universidade de sua escolha; voltavam para sua terra nas festas.  O sistema universitário que temos hoje com cursos de graduação, pós-graduação, faculdades, exames e graus veio diretamente do mundo medieval.

Os papas sabiam bem da importância das universidades nascentes para a Igreja e para o mundo, e por isso intervinham em sua defesa muitas vezes. O Papa Honório III (1216-1227) defendeu os estudantes de Bolonha em 1220 contra as restrições de suas liberdades. O Papa Inocêncio III (1198-1216) interveio quando o chanceler de Paris insistiu em um juramento à sua personalidade. O Papa Gregório IX (1227-1241) publicou a Bula “Parens Scientiarum” em nome dos mestres de Paris, onde garantiu à Universidade de Paris (Sorbonne) o direito de se auto-governar, podendo fazer suas leis em relação aos cursos e estudos, e dando à Universidade uma jurisdição papal, emancipando-a da interferência da diocese.

O papado foi considerado a maior força para a autonomia da Universidade, segundo A. Colban (1975). Era comum as universidades trazerem suas queixas ao Papa em Roma. Muitas vezes o Papa interveio para que as universidades pagassem os salários dos professores; Bonifácio VIII (1294-1303), Clemente V (1305-1314), Clemente VI (1342-1352), e Gregório XI (1370-1378) fizeram isso.

“Na universidade e em outras partes, nenhuma outra instituição fez mais para promover o saber do que a Igreja Católica”, garante Thomas  Woods( p. 51).

O processo para se adquirir a licença para ensinar era difícil. Para se ter idéia da solenidade e importância do ato, basta dizer que a pessoa para ser licenciada se ajoelhava diante do Vice-chanceler, que dizia:

“Pela autoridade dos Apóstolos Pedro-Paulo, dou-lhe a licença de ensinar, fazer palestras, escrever, participar de discussões… e exercer outros atos do magistério, ambos na Faculdade de Artes em Paris e outros lugares, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém” [Daly, 1961; p. 135].

Uma riqueza da universidade medieval é que era atenta às finalidades sociais. Não se aceitava a idéia de uma cultura desinteressada, ou um saber exclusivamente para seu próprio benefício pessoal. “Deve-se aprender apenas para a própria edificação ou para ser útil aos outros; o saber pelo saber é apenas uma vergonhosa curiosidade”, já havia dito São Bernardo (1090-1153).

Para Inocêncio IV (1243-1254) a Universidade era o “Rio da ciência que rege e fecunda o solo da Igreja universal”, e Alexandre IV (1254-1261) a chamava de: “Luzeiro que resplandece na Casa de Deus” (Daniel Rops, p.348).

Portanto, são maldosos ou ignorantes da História aqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.

Prof. Felipe Aquino

(Fonte: www.cleofas.com.br)

Quando Bergoglio batizou Federico, de família judaico-católica

Em Buenos Aires, o arcebispo superou a burocracia e recomendou ao batizado que não se esquecesse das suas raízes judaicas

Por Redacao

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Nosso leitor Eduardo Rivero compartilha com ZENIT um episódio da vida do cardeal Bergoglio em Buenos Aires, acontecido com seu amigo portenho que temos a honra de apresentar neste relato.

Eduardo, sua esposa, seu filho e sua filha viviam no Canadá fazia três anos, por motivos de trabalho. Decidiram batizar a filha na Argentina e queriam que o padrinho fosse Federico, o cunhado de Eduardo.

Quando lhe fizeram o convite, Federico respondeu que seria uma honra, mas que antes precisava ele próprio ser batizado. A família da esposa de Eduardo é judaico-católica: a mãe é judia e o pai é católico. Os pais sempre deram aos filhos a opção de escolher sua religião.

A esposa de Eduardo, assim, escolheu a fé católica; a irmã, Carolina, optou pela religião judaica. O irmão, Federico, sempre esteve mais próximo do catolicismo, mas nunca se batizou.

O convite a ser padrinho da sobrinha se transformou para Federico numa boa oportunidade para enfim receber o próprio batismo. Ele começou a se informar em várias igrejas e todas lhe pediam cursos ou trâmites burocráticos. Federico ligou para a irmã e para o cunhado e lhes agradeceu por terem-no escolhido como padrinho da filha, mas relatou as travas que tinha encontrado e contou que não pôde se batizar. Considerando o pouco tempo que faltava para o batismo da bebê, seria impossível o batismo dele próprio.

Eduardo relata que a esposa, não se resignando, decidiu telefonar pessoalmente para a arquidiocese de Buenos Aires e tentar conversar com Bergoglio, então cardeal da capital argentina. Foi por volta do  dia 15 de novembro de 2012. Ela conseguiu falar com a secretária de Bergoglio, que ouviu toda a história atenciosamente e garantiu que a transmitiria ao cardeal. Quinze minutos mais tarde, tocou o telefone. “Era o próprio arcebispo, ligando para perguntar como poderia ajudar. Nós não o conhecíamos, nem ele nos conhecia, mas ele nos ligou”, relembra Eduardo.

Sua esposa contou ao cardeal a história da família e Bergoglio afirmou que seria uma alegria batizar Federico ainda naquele sábado, na catedral portenha.

“Quando Bergoglio terminou o batizado, ele pediu a Federico que jamais se esquecesse das suas raízes judaicas. O cardeal também se ofereceu para batizar a menina”, conta Eduardo.

Para o batismo da pequena, “o cardeal veio da sua casa até a igreja de São Martinho de Tours, num sábado à tarde, especialmente para batizar a nossa filha, sem nos conhecer e com a humildade de um grande homem”.

(Fonte: Agência Zenit)

Jesus Cristo fundou alguma Igreja?

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus Cristo fundou a Igreja católica. Grafa-se corretamente a palavra “católica”, que quer dizer universal, com cê minúsculo, porque não se trata de um nome próprio, mas de um atributo da única Igreja de Cristo.

Vejamos alguns trechos da constituição dogmática Lumen Gentium: A) “Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.” (N. 14a, grifos meus); B) “Este sacrossanto sínodo, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo pastor eterno fundou a santa Igreja (…) e [Jesus] quis que os sucessores dos apóstolos fossem em sua Igreja pastores até a consumação dos séculos.” (N. 18b, grifos meus).

No ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé, através da declaração Dominus Iesus, reiterou a doutrina bimilenar: A) “Deve-se crer firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por ele [Cristo] fundada.” (N. 16b, grifos meus); B) “Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja católica” (N. 16c, grifos meus); C) “Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste (continua a existir) na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.” (N. 17a, grifos meus).

Os dois documentos supramencionados, embora embasados, é óbvio, tanto na sagrada tradição quanto na sagrada escritura, não deixam de ser uma referência mais para os católicos.

Nossos irmãos separados, os temporãos no cristianismo (século XVI), não podem, todavia, negar a história. Desta feita, muito tempo antes do Concílio de Niceia, no século IV, data em que alguns protestantes querem ver o início do catolicismo, o papa Clemente (+97), por exemplo, com autoridade doutrinal, dirige-se à Igreja de Corinto. O papa Vitor I (+199) teve atuação decisiva na escolha da data da Páscoa, em controvérsia com outras comunidades. Os papas Zeferino (+217) e Calixto (+222), na questão sobre a penitência, na disputa sobre o batismo dos hereges, também deram a última palavra. Santo Inácio elogia a Igreja de Roma, em virtude de ser ela a sé primeira. Santo Irineu exige a união doutrinal com a Igreja de Roma. São Cipriano, por seu turno, vê naquela Igreja a fonte da unidade eclesiástica. São Jerônimo, o tradutor da bíblia, escreve ao papa Dâmaso I (+384), dizendo que “no meio das convulsões da heresia ariana, a verdade encontra-se somente com Roma.”

Na Igreja católica apostólica romana está atuante e vigorosa a totalidade dos recursos salvíficos legados pelo divino salvador, sobremodo os sete sacramentos.

(Fonte: Agência Zenit)

Vaticano lançará aplicativo do Catecismo da Igreja Católica para tablet e smartphone

Foto Arcebispado Valladolid (CC BY-SA 2.0)

VATICANO, 19 Set. 13 / 02:24 pm (ACI/Europa Press).- O Vaticano lançará um aplicativo gratuito do Catecismo da Igreja Católica para tablet e smartphone. Assim o anunciou nesta quinta-feira o Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella.

O aplicativo, que estará disponível nas próximas semanas em italiano, permitirá consultar textos do Catecismo da Igreja Católica e do seu compêndio, assim como referências bíblicas, conforme explicou o Arcebispo Fisichella que adicionou que, além disso, será possível transferi-lo pelas redes sociais como Facebook e Twitter, entre outras.

Do mesmo modo, apontou que este instrumento ajudará “aqueles que desejam conhecer melhor a fé transmitida nos séculos e o patrimônio da doutrina e espiritualidade condensadas nestas páginas”.

O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização agradeceu o “apoio generoso” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) que fez possível esta iniciativa.

(Fonte: ACI Digital)

Confiança em Deus!

 

«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rom 8,28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade. Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: «Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e com nenhum outro fim.» E São Tomás Moro, pouco antes do seu martírio, consola a filha com estas palavras: «Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é na verdade muito bom.» E Juliana de Norwich: «Compreendi pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé […] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem. […] E verás que todas as coisas são boas.»

Cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus «face a face» (1Cor 13,12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus terá conduzido a criação ao repouso desse sábado definitivo em vista do qual criou o céu e a terra.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana, §§ 133-134.