Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”

Uma “catequese de Boteco” é a proposta de um dos maiores blogs católicos do Brasil: “O Catequista”
O editor Alexandre Varela em entrevista a ZENIT. O blog diariamente recebe 450 mil visitas e está na reta final do prêmio TopBlog

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

BRASíLIA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “O Catequista” é um dos maiores blogs católicos do Brasil e recebe cerca de 450 mil visitas no seu site diariamente.

A sua proposta é uma “Catequese de Boteco”, assim como o próprio editor o define na entrevista abaixo. O objetivo dessa Catequese é diferente da catequese tradicional. Quer ser um complemento. Levar a fé àquelas pessoas que estão distantes dos linguajares mais rebuscados dos livros de teologia, sem, por isso, deixar de lado a ortodoxia.

Alexandre Varela, editor do blog O Catequista, junto com sua esposa Vivane, tem formação em matemática pela UERJ, MBA em Gestão Empresarial e Pós-Graduação em Gestão Avançada de Projetos pela FGV.  Atua como Gerente de Projetos, certificado pelo Project Management Institute, com sede nos EUA.  Já atuou como Secretário Arquidiocesano de Pastoral, coordenador da Pastoral da Juventude e coordenador da Pastoral Universitária na UERJ. É Membro do Movimento Católico Comunhão e Libertação, catequista de Crisma e pai de três filhos.

Nesse ano o blog “O Catequista” está na reta final do maior prêmio para blogs do Brasil, o TopBlog. O seu desejo é vencer esse prêmio porque “será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade” – como disse Varela a ZENIT. Pode-se votar usando esse link: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva concedida a ZENIT:

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ZENIT- De onde surgiu a ideia desse apostolado?

Alexandre: Surgiu quase sem querer! A ideia original era conseguir responder aos crismandos da nossa turma, sobre assuntos que apareciam na imprensa e envolviam a Igreja.  Fizemos isso com a mesma linguagem irreverente e informal que usamos durante os encontros. Literalmente por graça, o site cresceu e hoje é um dos maiores blogs católicos do Brasil!

ZENIT – Catequizar com a linguagem do mundo de hoje é fácil?

Alexandre: Em tudo o que fazemos, nunca deixamos a Tradição de lado. Somos absolutamente fiéis ao Papa. Mas, com um linguajar informal. Gostamos de definir nosso estilo como “Catequese de Boteco”, justamente porque fazemos tudo como se fôssemos um grupo de amigos em um bar, falando sobre Cristo e sobre a experiência Cristã.  A maior dificuldade disso é que muitas pessoas estão predispostas a ler sobre religião com um jeito empolado de escrever e acabam por não entender a nossa proposta. Mas isso não é um problema. Para estas pessoas já existem muitos livros e sites. Queremos alcançar justamente os que preferem textos mais rápidos e bem humorados. Essa é a nossa marca!

ZENIT – Qual a sua maior satisfação com esse apostolado?

Alexandre: Nossa maior satisfação é ver como Cristo conduziu todo esse projeto. É sentir que estamos fazendo algo para a Glória d’Ele! Hoje não temos só o blog, temos uma FanPage, um podcast (o Catecast), dois programas de rádio, escrevemos para alguns veículos (inclusive o ZENIT) e temos um novo programa ao vivo via Youtube (a Liga dos Blogueiros Católicos).  E ainda neste ano vamos estrear mais duas atrações! Tudo isso trabalhando normalmente e criando três filhos pequenos! Se não fosse pela vontade do Senhor, isto não seria possível.

ZENIT – Qual seu maior desafio?

Alexandre: Nosso maior desafio é continuar crescendo e oferecendo conteúdo cada vez melhor para nossos leitores, ouvintes e especatores. É impressionante as ideias e projetos que vêm surgindo naturalmente, além dos convites para participações em programas e palestras. Queremos conseguir dar conta de tudo.  E aos poucos, tenho certeza de que o Senhor nos guiará da melhor forma (tem sido assim até hoje). Não vamos parar. Vamos avançar pra águas cada vez mais profundas!

ZENIT – E a liga dos blogueiros católicos? Como vai?

Alexandre: Cada dia com mais audiência! Na última, tivemos praticamente o dobro de público ao vivo! É muito legal ver como as coisas que falamos repercutem nos dias seguintes em várias fanpages e blogs, sem falar no prazer de dividir a atração com outros blogueiros fantásticos. Ficamos realmente muito felizes com o sucesso do programa e queremos apostar muito nesse formato. Sentíamos falta de um programa de TV que pudesse discutir atualidades do ponto de vista da experiência católica. O Youtube nos permitiu fazer isso e daquela maneira irreverente que é a nossa marca.

ZENIT – O Blog O Catequista está na reta final do TopBlog. Como podemos ajudá-lo a vencer?

Alexandre: Estamos concorrendo na categoria Religião e, com ajuda dos nossos leitores, passamos para a fase final. Agora a votação é muito apertada e toda a ajuda será muito bem-vinda! Esse prêmio será um grande impulso para o nosso trabalho pastoral, pois trará muita visibilidade. E assim, teremos a chance de falar para públicos que ainda não conseguimos alcançar. Quem quiser nos ajudar nessa caminhada pode votar até duas vezes (usando e-mail e Facebook) por meio do endereço: http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=2226

(Agência Zenit)

Assassinatos de sacerdotes, religiosas e leigos católicos duplicou em 2013

ROMA, 08 Jan. 14 / 11:48 am (ACI/EWTN Noticias).- O trabalho da Igreja em todo o mundo atravessa momentos dramáticos devido à violência. No último ano se duplicou o número de assassinatos de sacerdotes, religiosas e leigos em todo mundo.

Segundo os dados oferecidos pela agência vaticana Fides, em 2013 ocorreram 22 assassinatos, uma cifra muito superior aos 13 casos registrados em 2012.

De acordo com a agência Fides, a maioria das vítimas foram assassinadas em tentativas de roubo ou furto, e em alguns casos foram agredidas com ferocidade.

Entre as vítimas constam 19 sacerdotes, uma religiosa e dois leigos que morreram de forma violenta. América Latina foi pelo quinto ano consecutivo o lugar do mundo onde mais ocorrem assassinatos deste tipo.

Sete sacerdotes morreram na Colômbia; quatro no México; um no Brasil; um na Venezuela; um no Panamá; e outro no Haiti.

No continente africano um sacerdote foi assassinado na Tanzânia, uma religiosa em Madagascar, uma leiga na Nigéria, enquanto que na Ásia foram assassinados um sacerdote na Índia; outro na Síria; e um leigo nas Filipinas. Na Europa foi assassinado um sacerdote na Itália.

A agência Fides ressaltou que esta lista de assassinatos não trata apenas dos missionários ad gentes em sentido estrito, mas de todos os agentes pastorais assassinados de forma violenta.

Durante 2013 foram abertas algumas causas de canonização relacionadas com este tipo de assassinatos, como a das seis missionárias italianas das Irmãs Pobres de Bérgamo, mortas no Congo em 1995 vítimas do vírus ebola que contraíram por não abandonar a população privada de assistência sanitária, e que foram definidas como “mártires da caridade”.

Durante este último ano também foi completa a fase diocesana do processo de beatificação de Luisa Mistrali Guidotti, membro da Associação Feminina Médico Missionária, assassinada em 1979 na então Rodésia –território entre a atual Zambia e o Zimbabue-, enquanto acompanhava uma mulher em trabalho de parto até o hospital em situação de risco.

Durante 2013 também teve início o caminho para a beatificação do Padre Mario Vergara, missionário do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME), assim como do catequista Isidoro Ngei Ko Lat, leigo assassinado por ódio à fé em Myanmar em 1950.

Entretanto, segue causando grande preocupação o destino de vários outros agentes pastorais sequestrados ou desaparecidos, dos quais não houve notícias, como é o caso dos três sacerdotes congoleses Agustinos daAssunção, sequestrados em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo em outubro de 2012.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26523)

Vietnã: Polícia dispara e fere 40 católicos

ROMA, 23 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- A repressão policial no Vietnã deixou no último dia 5 de setembro pelo menos 40 feridos, depois que agentes dispararam contra um grupo de católicos que exigia a libertação de dois cristãos presos injustamente.

Segundo informação da agência UCA News, reproduzida pela Gaudium Press, “a maioria dos feridos está recebendo tratamento médico na clínica do complexo da residência do Bispo, enquanto que aqueles com ferimentos mais graves estão sendo tratados em um hospital estatal local”.

A versão do regime comunista acusa os católicos de vandalismo. Entretanto, os católicos denunciaram que também seus lares foram objeto de violência e que as imagens religiosas foram destruídas durante o ataque.

Este é somente mais um episódio de repressão contra os católicos. No mês de maio deste ano, as autoridades impediram os fiéis de visitar o Santuário de Santo Antônio de Pádua. A multidão deteve a três agentes de segurança como represália, libertando-os a pedido dos sacerdotes. Quase um mês depois, foram presos Nguyen Van Hai e Ngo Van Kho, acusados de “causar desordem pública, ferir oficiais locais e destruir a propriedade pública”.

No dia 5 de setembro, centenas de fiéis se dirigiram aos gabinetes das autoridades locais para exigir a libertação dos detidos, mas foram reprimidos.

O bispo de Vinh, Dom Phaolo Nguyen Thai Hop, condenou energicamente “o comportamento desumano e os atos violentos dos poderes públicos”, e convocou os fiéis “a orar, oferecer sacrifícios e realizar atos que demonstrem a unidade e comunhão com a paróquia de My Yen e a solidariedade com as vítimas”.

Do mesmo modo, o Bispo Auxiliar de Vinh, Dom Peter Nguyen Van Vinh, rechaçou as informações dos meios de comunicação estatais que “distorcem a realidade e ofendem a reputação e a honra do Bispo e da diocese de Vihn frente à população” ao acusar os católicos de supostos atos de violência e vandalismo.

Por sua parte, a União dos Meios Católicos de comunicação social do Vietnã pediu aos organismos de defesa dos Direitos Humanos ações para exigir o pleno respeito da liberdade religiosa neste país asiático.

(Fonte: ACI Digital)