China: Ordenados seis sacerdotes que oferecem sacrifício e dedicação até o martírio

Foto referencial.

ROMA, 30 Set. 13 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na Diocese de Yong Nian, na China, ordenaram-se seis novos sacerdotes, que confirmaram estar dispostos a sacrificar-se e dedicar-se ao seu ministério inclusive até o martírio.

Conforme informou a agência vaticana Fides, a ordenação se realizou em 21 de setembro, festa do apóstolo São Mateus, presidida pelo Bispo de Yong Nian, Dom Yang Xiang Tai, enquanto o Bispo Coadjutor Sun Ji Gen celebrou aEucaristia, concelebrada por 85 sacerdotes.

Durante a homilia, o sacerdote Zheng Rui Ping assinalou que esta ordenação sacerdotal tem um significado especial por realizar-se durante o Ano da Fé.

Três dos novos sacerdotes são do mesmo vilarejo, pela primeira vez na história da diocese que isso acontece. Um destes é filho único.

Durante a Missa também se explicou que o significado dos bordados das vestes dos novos presbíteros é recordar que os sacerdotes devem estar sempre preparados, inclusive a derramar seu sangue pela Igreja de Cristo.

A diocese de Young Nian conta com 150 mil fiéis e, desde 21 de setembro, um total de 85 sacerdotes.

(Fonte: ACI Digital)

Futuro sacerdote fiel à Igreja e o drama dos católicos na China

MADRI, 22 Ago. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Apesar da perseguição que vive a Igreja católica na China, ainda nascem vocações ao sacerdócio e à vida religiosa em fidelidade à Igreja de Roma; um destes casos é o de John Tai -nome fictício para evitar represálias do Governo comunista-, que como outros tantos sacerdotes chegam a Espanha para estudar os anos de Filosofia e Teologia.

“A situação da Igreja na China é muito complicada (…). Está a Igreja clandestina, a Igreja perseguida, que eu gosto de chamá-la ‘Igreja fiel’, é o termo mais adequado”, afirma Tai. A igreja patriótica, controlada pelo Governo que conforme conta John tem as características de auto-organização e independência: “É como um cisma, embora ainda não tenha chegado a tanto, mas sim tenta cortar a relação com a Santa Sé”.

Mas conforme conta John há outra Igreja. “Há lacunas entre dioceses e bispos que levam dois reconhecimentos. Foram escolhidos pelo Governo, mas contam com o consentimento do Papa. Estes bispos, por qualificá-los de algum jeito, são como cinzas”. E nesse sentido o futuro diácono explica que “estes bispos costumam sofrer muito porque não têm a consciência tranquila, o Governo os tem na mão e também querem ser fiéis à Igreja porque têm a fé de que pertencem à Igreja de Cristo, por isso sofrem muito”.

John Tai assegura que sua vocação é “fruto das orações”. “Desde que era muito pequeno, minha mãe me levava a uma casa todos os dias às 4h20 da madrugada para rezar, porque estava o Santíssimo exposto, junto com um grupo de senhoras que ainda hoje continua reunindo-se, todos os dias rezam especialmente pelos sacerdotes e pelas vocações”, conta o futuro sacerdote.

John Tai ingressou em um seminário menor clandestino faz alguns anos e assegura que “na China necessitamos a Cristo”. Lembra-se das três vezes que foi levado para a delegacia de polícia durante esse tempo “por ser testemunha da fé”. “Na delegacia de polícia, uma das vezes estive preso por dois dias. Interrogaram-me, e me mostraram um mapa que estava escondido em uma cortina. Estavam perfeitamente localizadas todas as Igrejas, todos os templos budistas e todos os pontos de encontro dos protestantes”, conta.

“Durante o interrogatório a princípio não respondia. Até que os policiais me disseram que sabiam todos os nossos movimentos. E começaram a me dizer de cor os passos da liturgia. ‘Eu poderia ser um dos seus professores do seminário’, disse-me um dos policiais para me fazer duvidar dos meus próprios formadores. Ao que respondi: ‘Se você sabe tudo, por que me pergunta isso?’ E como não tinha idade suficiente para me impor nenhuma pena, deixaram-me livre”, recorda John.

“O governo chinês sabe onde estamos os católicos fiéis a Roma, mas não quer acabar conosco. Querem que a Igreja fiel à Santa Sé e a Igreja patriótica existam e briguem entre elas, para que nenhuma seja potente e se debilitem entre si”, explica.

John pede orações para que os católicos de lá possam ser testemunhas do Evangelho, mas “não só os católicos da China, mas também os de todo o mundo. Os católicos têm que ser testemunhas de nossa fé”.

Exemplo de testemunhas da fé foram -entre outros muitos- os dois últimos Bispos da diocese de onde provém Tai. Ambos foram presos pelo Governo chinês por permanecerem fiéis à Santa Sé. De fato, conforme conta John, faz 16 anos foi detido o atual Bispo da diocese e depois disso não tivemos notícia dele. “Não sabemos nada dele, correm rumores de que faleceu, mas não recebemos seu cadáver, assim não podemos saber nada. Nossa diocese é uma das mais perseguidas”, afirma John.

Apesar de tudo, John olha o futuro dos católicos chineses fiéis a Roma com esperança. Mostra disso é a recente ordenação de outro diácono na Espanha que voltará para a China para ser testemunha como sacerdote fiel à Igreja católica de Roma. Dentro de pouco tempo, John Tai fará a mesma coisa, retornará ao seu país para ser sacerdote de Jesus Cristo, fiel à Igreja de Roma para os católicos da China.

(Fonte: Agência Zenit)

Imagem que circulou nas redes sociais choca o mundo

Nesta segunda-feira 18, a ACI/EWTN Noticias noticiou um fato que chocou milhões de pessoas no mundo inteiro. Estas chegaram até a se manifestar nas redes sociais por meio de protestos contra a política abusiva de filho único na China, após circular uma imagem de uma mãe inconsciente ao lado do cadáver de seu filho abortado à força no sétimo mês de gestação.

Muitos chineses, na verdade mais de meio milhão, comentaram esta atitude deplorável das autoridades através do facebook, twitter e meios de comunicação em todo mundo. É lamentável esta postura do governo Chinês!

É importante que leia esta notícia na íntegra que segue abaixo:

Foto de mãe com bebê abortado à força desperta interesse mundial pelos abusos na China

WASHINGTON DC, 18 Jun. 12 / 11:31 am (ACI/EWTN Noticias)

Milhões de pessoas no mundo inteiro protestaram através das redes sociais pela política abusiva do filho único na China, após a circulação da imagem de uma mãe inconsciente junto ao cadáver do seu bebê abortado à força no sétimo mês de gravidez.

As autoridades da China investigam o caso ocorrido na província do Shaanxi, no norte da China, onde a polícia levou a força à cidadã Feng Jianmei para obrigá-la a abortar o seu segundo bebê porque não pôde pagar a tempo os 40.000 yuanes (6.200 dólares) com os que o governo sanciona a quem ousa ter mais de um filho.

O marido de Feng publicou numa rede social popular da China uma foto do seu filho morto pelo efeito de uma injeção letal que aplicaram diretamente na cabeça do bebê, enquanto a mãe permanecia atada à força a uma cama.

Mais de meio milhão de chineses comentaram o caso deplorando a atitude das autoridades. O caso se estendeu ao Facebook e Twitter e foi reproduzido por meios de comunicação em todo o mundo.

A China instaurou a finais dos anos 70 uma drástica política de controle da natalidade que inclui abortos e esterilizações a força. Os que violam a lei e conseguem ter mais de um filho sofrem consequências trabalhistas e sociais.

Sobre este tema, Carlos Polo, diretor para a América Latina do Population Research Institute, considerou que fazer visíveis estes abusos “é o primeiro passo para a sua erradicação”.

“Desde a primeira visita do nosso Presidente Steve Mosher a China em 1979, o PRI enviou várias equipes de investigação sobre a aplicação da política do filho único. No ano 2009, PRI enviou uma equipe de investigação de campo a seis condados onde o Fundo de População da ONU ajudava a China a aplicar esta política. A evidência de multas impagáveis como neste caso, represálias contra familiares, perseguições, abortos tardios forçados de nascituros meses antes de nascer, etc. se entregaram a funcionários em Washington e outras capitais com a recomendação de deter o financiamento dessa organização de controle populacional. Nosso trabalho permitiu que recortassem centenas de milhões de dólares que infelizmente o governo de Obama voltou a financiar”

(Fonte: ACIDIGITAL)

O Vaticano exorta a Igreja Chinesa: Obediência a Cristo e ao sucessor de Pedro

Concluiu-se a reunião plenária da Comissão para os católicos no gigante asiático

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de abril de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos o texto do comunicado emitido hoje pela Santa Sé sobre a reunião plenária da Comissão para a Igreja Católica na China, que foi realizada em dias passados no Vaticano.

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De 23 a 25 de abril corrente reuniu-se no Vaticano, pela quinta vez, a Comissão que o Papa Bento XVI criou no 2007 para estudar as principais questões relativas à vida da Igreja Católica na China.

Em uma profunda proximidade espiritual com todos os irmãos e irmãs na fé que vivem na China, a Comissão reconheceu os dons de fidelidade e de dedicação que, ao longo do ano passado, o Senhor deu à Sua Igreja.

Os participantes exploraram o tema da formação dos fiéis leigos, tendo em vista também o “Ano da Fé”, que foi proclamado pelo Santo Padre a partir do 11 de outubro de 2012 até o 24 de Novembro de 2013. As palavras do Evangelho: “E crescia Jesus em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52) ilustram a tarefa à qual foram chamados os fiéis leigos católicos na China. Primeiramente, eles devem entrar sempre mais profundamente na vida da Igreja alimentados pela doutrina da Igreja, conscientes da sua pertença eclesial e coerentes com as exigências da vida em Cristo, que postula a escuta da Palavra de Deus na fé. Nesta perspectiva será particularmente útil para eles um profundo conhecimento do Catecismo da Igreja Católica. Em segundo lugar, eles são chamados a entrar na vida civil e no mundo do trabalho, oferecendo com plena responsabilidade a própria contribuição: amar a vida e respeitá-la desde a sua concepção até seu fim natural; amar a família, promovendo os valores que são próprios também da cultura tradicional chinesa; amar a Pátria, como cidadãos honestos e solícitos do bem-comum. Como bem diz um sábio ditado chinês, “o caminho do grande estudo está no mnifestar as virtudes luminosas, no renovar e aproximar as pessoas, e no alcançar o bem supremo”. Em terceiro lugar, os leigos chineses devem crescer em graça diante de Deus e dos homens, nutrindo e aperfeiçoando a própria vida espiritual como membros ativos da comunidade paroquial, e abrindo-se ao apostolado também com o apoio de associações e de movimentos eclesiais, que favorecem a sua formação permanente.

A este respeito, a Comissão observou com alegria que o anúncio do Evangelho, oferecido por comunidades católicas, às vezes humildes e sem recursos materiais, incentiva cada ano, muitos adultos a pedir o batismo. Ressalta-se, assim, a necessidade de que as Dioceses na China promovam um sério catecumenato, adotem o Rito de Iniciação Cristã dos Adultos e cuidem da sua formação também depois do batismo. Os pastores devem fazer todo o esforço para consolidar nos fiéis leigos os ensinamentos do Concílio Vaticano II, especialmente da eclesiologia e da doutrina social da Igreja. Será também útil dedicar um cuidado especial à preparação de agentes pastorais para a evangelização, para a catequese e para as obras de caridade. A formação integral dos leigos católicos, especialmente onde há uma rápida evolução social e um significativo desenvolvimento econômico, faz parte dos esforços para tornar vibrante e vital a igreja local. Espera-se, também, uma atenção especial aos fenômenos das migrações internas e da urbanização.

As indicações práticas, que a Santa Sé propôs e vai propor à Igreja universal para uma frutuosa celebração do “Ano da Fé”, certamente serão acolhidas com entusiasmo e com espírito criativo também na China. Tais informações estimularão a comunidade católica a encontrar iniciativas adequadas para realizar o que Papa Bento XVI escreveu com relação aos fiéis leigos e à família na Carta do 27 de maio de 2007 para a Igreja Católica na República Popular Chinesa (cf. nn. 15-16).

Os leigos, portanto, são chamados a participar com zelo apostólico na evangelização do Povo chinês. Em virtude do seu Batismo e da Confirmação recebem de Cristo a graça e a tarefa de edificar a Igreja (cf. Ef 4, 1-16).

Durante a reunião, o olhar voltou-se para os Pastores e, em particular, para os bispos e para os padres que estão presos ou sofrem limitações injustas no cumprimento da sua missão. Expressou-se admiração pela firmeza da sua fé e pela sua união com o Santo Padre. Eles, especialmente, precisam da oração da Igreja, para resolver as suas dificuldades com serenidade e na fidelidade a Cristo.

A Igreja precisa de bons bispos. Eles são um presente de Deus para o Seu povo, a favor do qual exercitam o ofício de ensinar, santificar e governar. Eles também são chamados a dar razões do viver e de esperança a todos aqueles que encontram. Eles recebem de Cristo, através da Igreja, o seu trabalho e a sua autoridade, que exercitam em união com o Romano Pontífice e com todos os bispos espalhados no mundo.

Quanto à situação específica da Igreja na China, notou-se que persiste a pretesa dos organismos, chamados “Uma Associação e Uma Conferência”, de colocar-se acima dos bispos e de orientar a vida da comunidade eclesial. Neste sentido, continuam atuais e de orientação as indicações, oferecidas na Carta acima citada do Papa Bento XVI (cf. n º 7), e é importante seguí-las, para que o rosto da Igreja resplandeça claramente no meio do Povo chinês.

Tal clareza foi ofuscada pelos eclesiásticos que receberam ilegitimamente a ordenação episcopal e pelos bispos ilegítimos que colocaram atos de jurisdição ou sacramentais, usurpando um poder que a Igreja não conferiu a eles. Nos dias passados, alguns deles participaram de consagrações episcopais autorizadas pela Igreja. Os comportamentos destes bispos, além de agravar a sua posição canônica, perturbaram os fiéis e muitas vezs forçaram a consciência dos sacerdotes e dos fiéis que estiveram envolvidos

Além disso, essa clareza foi obscurecida por bispos legítimos que tomaram parte nas ordenações episcopais ilícitas. Muitos deles esclareceram sua posição e pediram desculpas, e o Santo Padre os têm perdoado benevolamente; outros, ao contrário, que também participaram, ainda não fizeram tal esclarecimento e são portanto convidados a agir o quanto antes nesse sentido.

Os participantes da Reunião Plenária seguem atentamente e com espírito de caridade estes eventos dolorosos e, embora conscientes das dificuldades particulares desta situação, lembram que a evangelização não pode acontecer sacrificando elementos essenciais da fé e da disciplina católica. A obediência a Cristo e ao Sucessor de Pedro é o pré-requisito para qualquer renovação real, e isso se aplica a todos os componentes do Povo de Deus. Os mesmos leigos são sensíveis à clara fidelidade eclesial dos próprios Pastores.

Com relação aos sacerdotes, as pessoas consagradas e os seminaristas, a Comissão refletiu novamente na importância da sua formação, alegrando-se pelo sincero e louvável compromisso de realizar não somente adequados percursos de educação humana, intelectual, espiritual e pastoral para os seminaristas, mas também momentos de formação permanente para os presbíteros. Além do mais, manifestou-se agradecimento pelas iniciativas, implementadas por vários Institutos religiosos femininos para coordenar atividades de formação para as pessoas consagradas.

Verificou-se, por outro lado que o número das vocações à vida sacerdotal e religiosa nos últimos anos registra um declínio acentuado. Os desafios da situação empurram a invocar o Dono da Messe e reforçar a consciência de que todo sacerdote e toda religiosa, fiél e luminoso no seu testemunho evangélico, são o primeiro sinal capaz de encorajar ainda os jovens e as jovens de hoje a seguir a Cristo com o coração indiviso.

Finalmente, a Comissão lembra que o próximo 24 de maio, memória litúrgica da Beata Virgem Maria Auxílio dos Cristãos e Dia de Oração pela Igreja na China, será uma ocasião particularmente propícia para toda a Igreja para invocar energia e consolo, misericórdia e coragem, para a comunidade católica na China.

[Tradução Thácio Siqueira]

Fonte: Agência ZENIT

Bispos chineses são libertados após um mês de sequestro

Pequim (Quinta-feira, 19-04-2012, Gaudium Press) Dois bispos católicos não reconhecidos pelo governo da China foram liberados após permanecerem detidos durante mais de quatro semanas durante as quais foram obrigados a assistir a sessões políticas. Dom Peter Shao Zhumin e Dom Peter Jin Lugang Nanyang foram pressionados pelas autoridades para que se tornassem partidários da Associação Patriótica, uma igreja estatal que não obedece o Vaticano.

Dom Peter Shao foi um dos bispos detidos pela Associação Patrótica da China Como informou a agência Asia News, Dom Shao foi preso para que se obtivesse informações sobre a ordenação de um bispo em Tianshui, sem a autorização do governo comunista chinês que pretende aplicar uma política de eleição e ordenação de bispos de forma independente da Santa Sé.

Em meio a sua detenção, Dom Shao foi enviado “de férias” à cidade de Leshan, onde está situada a residência de Lei Shiyin, um bispo ordenado pela Associação Patriótica, que não tem permissão do Papa e que foi excomungando pela Igreja. Segundo fontes locais, chegando lá, o bispo estatal “recomendou” que Dom Shao cooperasse com as autoridades. O prelado afirmou estar aberto à cooperação, mas manifestou que esta deveria estar condicionada à obediência à Igreja “una, santa, católica e apostólica”.

O mesmo procedimento foi aplicado a Dom Lugang, que não pôde celebrar o Tríduo Pascal.

Conforme fontes não reveladas pela Asia News, as detenções de sacerdotes por várias semanas e a pressão para incorporá-los À associação Patriótica tornou-se comum durante este ano. “Dezenas de sacerdotes são levados a cada semana e são libertados após vários dias”, informaram as fontes. Em várias áreas, os fiéis temem ser presos e, por conta disso, suspenderam suas atividades. “Os controles são intensos: visitas aos lares: interceptação de telefonemas e de conversas pela internet… não escapa nada deles”, declararam.

Com informações da Ásia News.