Falece aos 94 anos bispo chinês que passou 23 deles na prisão

ROMA, 14 Nov. 13 / 10:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo Emérito da prefeitura apostólica de Yikian (Yihsien) na província de Hebei da China continental, Dom Pietro Liu Guandong faleceu no dia 28 de outubro deste ano à idade de 94 anos, conforme confirmou nesta quarta-feira o Escritório de Imprensa da Santa Sé.

O Prelado chinês se opôs ao nascimento da chamada Igreja Patriótica Chinesa em 1955. Foi preso em 1958 por não concordar com a Associação Patriótica dos Católicos Chineses, por isso permaneceu na prisão 23 anos até a sua libertação em 1981.

Depois de ser libertado “dedicou-se com todas as suas forças à evangelização e ao renascimento da Igreja na China”, apesar de ter recebido “explícitas solicitudes de não ocupar-se da Igreja”, segundo precisa uma nota do vaticano.

Em 25 de julho de 1982 foi consagrado secretamente Bispo Coadjutor da Prefeitura Apostólica de Yixian por Dom Francesco Saverio Zhou Shanfu, a quem sucedeu em 1986. De 1989 a 1992 foi submetido à “reeducação através do trabalho” e em julho de 1993 sofreu um enfarte e uma paralisia, com isso perdeu a capacidade de movimento e palavra e, apesar do seu estado de saúde, foi detido no seu domicílio e cuidado por fiéis, religiosas e sacerdotes, que em 1997 o esconderam da vigilância da polícia.

Além disso, segundo precisa o boletim do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Bispo Pietro Liu “sempre viveu no meio dos seus fiéis com grande humildade e com fé sólida”.

Foi considerado “homem de Deus, homem de fé, bom pastor que dá a vidapelas suas ovelhas e, sobretudo, exemplar intérprete da comunhão com o Papa pela qual sofreu muito”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26311)

Bispos chineses são libertados após um mês de sequestro

Pequim (Quinta-feira, 19-04-2012, Gaudium Press) Dois bispos católicos não reconhecidos pelo governo da China foram liberados após permanecerem detidos durante mais de quatro semanas durante as quais foram obrigados a assistir a sessões políticas. Dom Peter Shao Zhumin e Dom Peter Jin Lugang Nanyang foram pressionados pelas autoridades para que se tornassem partidários da Associação Patriótica, uma igreja estatal que não obedece o Vaticano.

Dom Peter Shao foi um dos bispos detidos pela Associação Patrótica da China Como informou a agência Asia News, Dom Shao foi preso para que se obtivesse informações sobre a ordenação de um bispo em Tianshui, sem a autorização do governo comunista chinês que pretende aplicar uma política de eleição e ordenação de bispos de forma independente da Santa Sé.

Em meio a sua detenção, Dom Shao foi enviado “de férias” à cidade de Leshan, onde está situada a residência de Lei Shiyin, um bispo ordenado pela Associação Patriótica, que não tem permissão do Papa e que foi excomungando pela Igreja. Segundo fontes locais, chegando lá, o bispo estatal “recomendou” que Dom Shao cooperasse com as autoridades. O prelado afirmou estar aberto à cooperação, mas manifestou que esta deveria estar condicionada à obediência à Igreja “una, santa, católica e apostólica”.

O mesmo procedimento foi aplicado a Dom Lugang, que não pôde celebrar o Tríduo Pascal.

Conforme fontes não reveladas pela Asia News, as detenções de sacerdotes por várias semanas e a pressão para incorporá-los À associação Patriótica tornou-se comum durante este ano. “Dezenas de sacerdotes são levados a cada semana e são libertados após vários dias”, informaram as fontes. Em várias áreas, os fiéis temem ser presos e, por conta disso, suspenderam suas atividades. “Os controles são intensos: visitas aos lares: interceptação de telefonemas e de conversas pela internet… não escapa nada deles”, declararam.

Com informações da Ásia News.