Papa Francisco: A cruz da perseguição está sempre presente no caminho cristão

Foto referencial: ACI Prensa

Vaticano, 04 Mar. 14 / 01:19 pm (ACI).- Na homilia de hoje em sua Missamatutina na Capela da Casa da Santa Marta, o Papa Francisco refletiu hoje sobre os cristãos perseguidos em todo mundo e martirizados por ódio à fé, e assegurou que “a cruz está sempre no caminho cristão”.

Comentando a passagem do Evangelho de hoje, em que Pedro diz a Jesus: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’, o Papa enfatizou a resposta de Jesus: “Eu garanto a vocês que quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim receberá cem vezes mais agora, durante esta vida“, mas acrescentou “junto com perseguições”.

Segundo a informação difundida pela Radio Vaticano, o Santo Padre comentou: “Como se (Jesus) quisesse dizer: Sim, vocês deixaram tudo e receberão aqui, na terra, muitas coisas, com perseguições. Como uma salada temperada com o óleo da perseguição, sempre! Este é o ganho do cristão e este é o caminho para quem deseja seguir Jesus, porque é o caminho criado por Ele. Ele foi perseguido! É o caminho do abaixamento, aquele caminho que Paulo disse aos Filipenses: Ele se abaixou. Se fez homem e se humilhou até a morte, morte de cruz’. Esta é a tonalidade da vida cristã”.

Nas Bem-Aventuranças Jesus diz: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos por causa de mim”. Os discípulos, logo depois da vinda do Espírito Santo, começaram a pregar o Evangelho e tiveram início as perseguições. Pedro foi preso, Estevão foi morto e ainda hoje morrem muitos outros discípulos. “A cruz sempre está no caminho cristão. Teremos muitos irmãos, irmãs, mães e pais na Igreja na comunidade cristã, mas teremos também perseguições”, frisou ainda o Papa.

“O mundo não tolera a divindade de Cristo. Não tolera o anúncio do Evangelho. Não tolera as Bem-Aventuranças. Eis a perseguição, com palavras, calúnias, com as coisas que diziam dos cristãos nos primeiros séculos, as difamações, o cárcere. Nós esquecemos facilmente. Pensemos nos cristãos, sessenta anos atrás, nos campos, nas prisões nazistas e comunistas. Eram muitos! Hoje temos mais cultura e estas coisas não existem? Existem! Hoje, existem muito mais mártires do que nos primeiros tempos da Igreja.”

“Muitos irmãos e irmãs que testemunham Jesus são perseguidos. São cristãos que não podem nem ter a Bíblia consigo”, remarcou.

“São condenados porque possuem uma Bíblia. Não podem fazer o sinal da cruz. Este é o caminho de Jesus, mas é um caminho de alegria, porque o Senhor nunca nos prova além daquilo que podemos suportar”.

“A vida cristã não é um obter vantagem comercial, não é uma carreira: é simplesmente seguir Jesus! Mas quando seguimos Jesus acontece isso. Pensemos se temos dentro de nós o desejo de ser corajosos no testemunho de Jesus. Pensemos nos irmãos e irmãs que hoje não podem rezar juntos, porque são perseguidos; não podem ter a Bíblia porque são perseguidos.”

O Papa convidou a pensar nos irmãos proibidos de irem à missa: “Muitas vezes eles se reúnem em segredo com um sacerdote e fazem de conta que estão tomando um chá e ali celebram a missa. Isso acontece hoje”, disse ainda Francisco.

O Santo Padre exortou a pensar se estamos dispostos a carregar a cruz como Jesus, como fazem muitos irmãos e irmãs que hoje são humilhados e perseguidos.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26788)

Brasil oferece muitos retiros para as pessoas que querem pular o carnaval com estilo cristão

Lita de retiros que vão acontecer por todo o Brasil

Por Redacao

BRASíLIA, 21 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Há poucos dias do carnaval, a Igreja no Brasil, por meio das suas dioceses, movimentos e comunidades oferece várias opções para que os cristãos aproveitem os dias de folga para louvar a Deus e participar de retiros espirituais.

Confira abaixo, a lista que apareceu hoje no site dos Jovens Conectados, da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

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BAHIA

Ubaíra
Acampa da Alegria da Comunidade O Coração Adorador, de 28/02 a 04/03
+ informações: (71) 9102-1174 (Diogo)/ 9166-3927 (Ene) / 8632-0110 (Geórgia)

CEARÁ

Bela Cruz
Retiro da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz e Comunidade Católica Aliança com Maria
+ informações: i88) 9962 9575 (falar com Gisele) ou pelo email giselesilveira_bc@hotmail.com

Cariré
Paróquia de Santo Antônio (Diocese de Sobral) e Comunidade Católica Shalom promovem o “Renascer 2014″, de 1º a 04/03 – Local: Escola Marieta Cal´s

RCC Ceará
Encontro de Carnaval “Renovar”: em todas as comunidades ou grupos de oração da Renovação Carismática Católica nas mais de 121 paróquias de Fortaleza e cidades do interior do Estado do Ceará.
+ informações: 85 8775.6470 – www.rccceara.org – comunicadoresceara@gmail.com

DISTRITO FEDERAL

Samambaia
VI LOUVAR-TE, encontro de carnaval realizado pelo Movimento Missionário Eis-me Aqui (Paróquia Nossa Senhora das Graças), de 1º a 04/03
+ informações: página Facebook M. M. Eis-me Aqui / telefones (61) 9343-6179 | 3359-2010
MINAS GERAIS

Ituiutaba
Acampamento de Carnaval Curados Pelo Amor, de 1º a 04/03
Tema: “Buscai as coisas do Alto” (Col 3,1)
+ informações: (34) 96681154/9999 7792

PARANÁ

Jacarezinho
RCC promoverá 15 encontros de carnaval simultaneamente
+ informações e inscrições: www.encontrodecarnaval.com.br

Mandaguari
XXI Retiro de Carnaval do Grupo Agua Viva (G.A.V.), de 1º a 04/03
Local: Colégio Estadual José Luiz Gori (Rua Juscelino Kubitscheck, s/n – Centro)

Maringá
Retiro RCC, de 28/02 a 02/03
Pregador: Ricardo Alves Nascimento (Diocese de Foz do Iguaçu, ex-coordenador nacional do Ministério Jovem; co-fundador do Jesus no Litoral)
Local: Seminário Diocesano de Maringá
+ informações : RCC Maringá (44)3026-8811

Paranaguá
Retiros da RCC
Acampamento de Carnaval na Quintilha, dias 1º e 2/03
Cristoval, na Paróquia São João Batista, dia 04/03

Marialva
Retiro da RCC, Grupo Ágape, de 28/02 a 02/03
Local: Chácara Nossa Senhora do Bom Conselho

RIO DE JANEIRO

Itaguaí
Retiro de Jovens da Cristoteca – dia 1º/03
Lcoal: Santa Cruz, zona oeste do Rio. Haverá bandas, momento de descrontração, baile a fantasia, além de momento de espiritualidade e palestras com missionários da Comunidade Canção Nova.
+ informações: (21)2688-1200

Rio de Janeiro

Retiro de Carnaval Fonte de Vida – Tema: “Eis que já fiz obra nova, não a vedes? ( Is 43,19)”, de 28/02 a 04/03
+ informações: eventioz.com.br\fontedevida

SANTA CATARINA

Itajaí
Retiro da RCC,  de 1º a 04/03
+ informações: contato@rccitajai.com.br

Criciúma
Retiro Vinde e Vede, de 1º a 04/03
+informações: www.rcccriciuma.org.br


SÃO PAULO

Santo Amaro
Maranathá de Carnaval, de 1º a 04/03 – Local: Casa de Itu

São Paulo
Reviver 2014, de 2 a 04/03 – Local: Mosteiro São Bento
+ informações:
fanpage shalomsaopaulo
Tel 11 3853-1782 (após as 14h)

Tatuí
5º Retiro de Carnaval – Grupo de jovens JEANS, de 1º a 05/03 – Local: Chácara Santo Expedito, Tatuí-SP
Contato:
99792-9360 Guilherme

TOCANTINS

Palmas
Retiro da Comunidade Doce Mãe de Deus (DMD)
+ informações: (63) 3224-1407/ 3366-1714

(Zenit)

Papa Francisco: Pelo Batismo o Povo cristão é como um rio que irriga a terra e difunde a bênção de Deus

VATICANO, 15 Jan. 14 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- Seguindo sua catequese sobre os Sacramentos que iniciou na semana passada, o Papa Francisco retomou hoje o tema do Batismo e explicou que este constitui a entrada ao Povo de Deus, que torna discípulo e missionário quem o recebe e outorga a missão de levar a fé pelo mundo “como um rio que irriga a terra”.

Em sua reflexão, para a qual usou diversas passagens do Documento de Aparecida  –fruto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e o Caribe em 2007– do qual o então Cardeal Bergoglio foi o Presidente do Comitê de Redação, o Santo Padre explicou que “assim como de geração em geração se transmite a vida, do mesmo modo também de geração em geração, através do renascimento da fonte batismal, transmite-se a graça, e com esta graça o Povo cristão caminha no tempo, como um rio que irriga a terra e difunde no mundo a bênção de Deus”.

Recordando o Documento da Aparecida, o Papa explicou que “em virtude do Batismo nos transformamos em discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho no mundo” e citou o texto no que se afirma que “cada batizado, qualquer que seja sua função na Igreja e o grau de instrução de sua fé, é um sujeito ativo da evangelização. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de todos, de todo o Povo de Deus, um novo protagonismo dos batizados, de cada um dos batizados”.

“O Povo de Deus é um Povo discípulo, porque recebe a fé, e missionário, porque transmite a fé. Isto é o que faz o Batismo em nós: faz-nos receber a graça. E a fé é transmitir a fé. Todos na Igreja somos discípulos e o somos para sempre, por toda a vida; e todos somos missionários, cada um no posto que o Senhor lhe atribuiu”.

O Papa Francisco disse logo: “Todos: até o mais pequenino também é missionário e aquele que parece maior é discípulo. Mas alguns de vocês dirão: ‘Padre, os bispos não são discípulos, os bispos sabem tudo. O Papa sabe tudo, não é discípulo’. Pois bem, também os bispos e o Papa devem ser discípulos, porque se não forem discípulos, não fazem o bem, não podem ser missionários, não podem transmitir a fé”. “Todos nós somos discípulos e missionários!”

O Pontífice ressaltou deste modo que “ninguém se salva sozinho”.
“Isto é importante. Ninguém se salva sozinho. Somos comunidade de crentes, e nesta comunidade experimentamos a beleza de compartilhar a experiência de um amor que precede a todos, mas que ao mesmo tempo nos pede que sejamos ‘canais’ da graça os uns para os outros, não obstante nossos limites e nossos pecados”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26561)

Extremistas hindus torturam e assassinam a um menino de sete anos por ser cristão

ppcristianosindia051213O site ACI informou na última sexta-feira (06/12/13) que Anugrag Gemethi, um menino cristão de sete anos chamavam de “Anmol”, foi torturado e assassinado por extremistas hindus em uma localidade de Rajasthan, no noroeste da Índia.

Os pais de Anmol o viram pela última vez quando saiu de sua casa para a escola dominical. Ao perceberem que o garoto não retornava, fizeram uma denúncia. O corpo –praticamente irreconhecível- foi achado no dia seguinte, 18 de novembro em um hospital.

Segundo o relatório da autópsia, o menor morreu afogado. Entretanto, cinco testemunhas do hospital indicaram que o corpo tinha evidentes sinais de tortura que foram ignorados pelo médico legista.

Mais de 200 pessoas foram ao enterro e ao funeral. “O lamento do povo e dos pais foi dilacerador”, disse uma testemunha presente nos eventos.

Harish Gemethi, pai do menino, disse à polícia que “há anos alguns extremistas hindus locais ameaçam matar-me e prejudicaram minha família muitíssimas vezes”. O homem deu os nomes dos agressores e pediu às autoridades que abrissem inquérito contra os mesmos, mas todas as suas queixas foram ignoradas até o momento.

Na aldeia vive uma comunidade cristã de 45 fiéis. Em setembro, um grupo de extremistas hindus interrompeu um encontro de oração dos fiéis e ameaçaram de morte os presentes.

“A tortura sem precedentes e a morte deste menino inocente entristecem nossos corações embora isto pareça inacreditável” disse K.P. Yohannan, fundador e diretor internacional da associação “Evangelho para a Ásia”. “A perseguição contra os cristãos é um acontecimento semanal, mas esta intensidade da brutalidade contra uma criança é impensável. Apesar de tudo, nesta horrível tragédia, encontramo-nos com a força e a esperança em Jesus” expressou.

Segundo Yohannan, a perseguição aos cristãos cresceu mais de 400 por cento nos últimos anos.

Por sua parte, em uma nota enviada à agência Fides pelo “Catholic Secular Fórum”, adverte-se que “é verdadeiramente horrível que os fundamentalistas hindus não tenham perdoado a vida de um menino de sete anos. O pior é que a polícia não seja capaz de identificar os assassinos e entregá-los à justiça”.

Nesse sentido, o “Catholic Secular Fórum” lançou a campanha “Justiça para o mártir Anmol”, pretendendo sensibilizar líderes da Igreja e das instituições políticas e judiciais pedindo um castigo severo para os assassinos, o fim da perseguição aos cristãos da Índia e uma indenização para a família do menino.

O episódio é o último de uma longa série de ataques contra as minorias religiosas na Índia. Segundo os dados recolhidos pelo Global Council of Indian Christians (GCIC), só em 2011 a minoria cristã sofreu 170 ataques. Trata-se de ofensivas de diferentes tipos perpetradas por grupos vinculados ao movimento nacionalista hindu Sangh Parivar, cujo nome traduzido ao Português é: “Famílias de Associações”, referindo-se ao agrupamento de distintos grupos nacionalistas hindus radicais.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26398

Libertado um cristão iraniano: cárcere difícil para um Pastor detido injustamente

Bordbar foi preso em 27 de dezembro de 2012, junto a outros 50 cristãos, que se reuniram para celebrar o Natal

ROMA, 11 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – O cristão iraniano Mostafa Bordbar foi libertado da prisão, depois de ganhar o recuso contra a condenação a 10 anos de prisão, que lhe foi decretada em julho de 2013. Como apurado por Fides, a libertação ocorreu em 3 de novembro passado, graças ao veredicto de uma Corte de apelação que o absolveu, considerando nulas as acusações contra ele, como a de ser “membro de uma organização que atua contra a segurança nacional”.

Como recorda uma nota enviada a Fides pela Ong “Christian Solidariety Worldwide” (CSW), Bordbar foi preso em 27 de dezembro de 2012, junto a outros 50 cristãos, que se reuniram para celebrar o Natal numa casa ao norte de Teerã. Depois de um longo interrogatório, os fiéis foram libertados, menos Bordbar e o Pastor cristão armênio Vruir Avanessian. Este depois saiu da prisão sob fiança em janeiro passado.

Num outro caso delicado, o Pastor Saeed Abedini, que tem a dupla cidadania americana/iraniana, condenado a oito anos de prisão, foi transferido em 3 de novembro passado para o famigerado cárcere de “Shahr Raja”, na cidade de Karaj. O Pastor se encontra na ala n. 3 da prisão, conhecida por abrigar os prisioneiros mais violentos do país. Segundo refere CSW a Fides, o Pastor foi transferido porque na prisão de Evin em Teerã, onde se encontrava precedentemente, tinha organizado um protesto pacífico com outros prisioneiros contra os maus-tratos aos detentos, que também ele sofria.

Na nota enviada a Fides, Mervyn Thomas, Diretor de CSW, “elogia a magistratura iraniana por ter certificado a verdade sobre o cristão Bordbar” e “deplora os maus-tratos contra Saeed Albedini”, preso, como acontece a outros cristãos, “com base em acusações políticas completamente ilegítimas”.

(Agência Fides)

O cristão deve mostrar uma vida concreta de fé praticada

Papa Francisco recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

Por Redacao

ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco resumiu em três pontos o assunto tratado hoje em audiência com os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. “O que eu gostaria de dizer hoje a vocês pode ser resumido em três pontos: primado do testemunho; urgência de ir ao encontro; projeto pastoral centrado no essencial” –afirmou.

O Papa iniciou falando sobre atitude de indiferença para com a fé no nosso tempo e explicou que “a fé é um dom de Deus, mas é importante que nós, cristãos, mostremos uma vida concreta de fé praticada, por meio do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isso levanta questões, como no início da jornada da Igreja: por que eles vivem assim? O que os impulsiona?”

“A nova evangelização, que nos chama a ter coragem de nadar contra a corrente, de nos convertermos dos ídolos para o Deus único e verdadeiro, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita mais de gestos e atitudes do que de palavras”.

Sobre a urgência de ir ao encontro o pontífice recordou que “o Filho de Deus “saiu” da sua condição divina e veio ao nosso encontro” e por isso “cada cristão é chamado a ir ao encontro dos outros, a dialogar com aqueles que não pensam como nós, com aqueles que têm uma fé diferente, ou que não têm fé”.

O Papa destacou ainda que “a Igreja é a casa em que as portas estão sempre abertas não só para que cada um encontre acolhimento e respire amor e esperança, mas também para que possamos transmitir esse amor e esperança”.

“Tudo isso não é abandonado ao mero acaso dentro da Igreja, à mera improvisação”-comentou Francisco destacando a importância de um projeto pastoral que “animado pela criatividade e pela imaginação do Espírito Santo, que nos leva também a seguir novos caminhos, com coragem, sem nos fossilizar!”

O Pontífice levou os presentes a refletirem sobre a pastoral nas dioceses e paróquias. E questionou: “Ela torna visível o essencial, que é Jesus Cristo? As diferentes experiências, características, caminham juntas na harmonia que o Espírito Santo nos traz? Ou a nossa pastoral é dispersa, fragmentada, e, no fim, cada um age por conta própria?”

Ao final, o papa Francisco destacou o serviço dos catequistas: “É valioso para a nova evangelização o serviço dos catequistas, e é importante que os pais sejam os primeiros catequistas, os primeiros educadores da fé na própria família, com o testemunho e com a palavra.”

(Fonte:  Agência Zenit)

Dois anos e meio de prisão por converter-se de muçulmano a cristão

Foto: Wikimedia Commons / Sitomon (CC BY-SEA 2.0)

ROMA, 27 Set. 13 / 01:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um homem marroquino foi condenado pelo Tribunal de Primeira Instância de Taunat, no centro do Marrocos, a dois anos e meio de prisão por abandonar a religião muçulmana, converter-se e tentar evangelizar um menor.

Conforme informa a agência EFE, o homem de trinta anos de idade foi detido em 28 de agosto pelas autoridades locais, que lhe confiscaram livros, revistas e CDs com material de evangelização.

O presidente da seção da Associação Marroquina de Direitos humanos (AMDH) na região de Fez-Taunat, Mohamed Ulad Ayad, explicou que o jovem Mohamed el Baladi foi condenado por “converter-se à religião cristã e quebrantar a fé de um muçulmano” ao tentar convencer um menor de converter-se ao cristianismo.

Ulad Ayad acrescentou que o condenado, que trabalha de vendedor ambulante, confessou diante do juiz que se converteu ao cristianismo.

O representante da AMDH qualificou o julgamento de “uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos” e acrescentou que a associação contempla contatar à família do condenado para apelar o veredicto.

A evangelização está proibida no Marrocos, país onde o Islã é a religião oficial do Estado, e é castigado com penas de entre 6 meses e três anos de prisão e uma multa de 500 dirhams (60 dólares).

No caso dos estrangeiros (geralmente protestantes) que tentam evangelizar os muçulmanos, o governo marroquino costuma expulsá-los do seu território.

(Fonte: ACI Digital)

Um cristão é capaz de enfrentar as humilhações com alegria e paciência, diz o Papa

VATICANO, 27 Set. 13 / 03:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- A prova para compreender se um cristão é um cristão realmente está na “capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações”. Assim o indicou o Papa Francisco nesta manhã na homilia da Missa que presidiu na Casa Santa Marta onde reside.

O Papa voltou novamente a advertir sobre o perigo das “tentações do bem-estar espiritual”, que impedem de amar a Cristo com todo o coração. Sim, “mas até um certo ponto.” O perigo da tibieza, de uma fé feita de cálculos e de passos contidos, sempre está à espreita. E o Papa Francisco desenvolveu o seu pensamento, de um modo que não deixa lugar a desculpas. O ponto de partida é o Evangelho de Lucas, na passagem onde Jesus pergunta primeiro aos seus discípulos o que as pessoas falam Dele e depois o que eles próprios pensam, até a resposta de Pedro: “O Cristo de Deus”.

“Esta pergunta é dirigida também a nós”, diz o Papa, que enumera imediatamente depois uma série de respostas das quais se filtra a essência de uma fé amadurecida pela metade. “Para ti, quem sou eu? O proprietário desta empresa, um bom profeta, um bom professor, alguém que faz que o seu coração se sinta bem?”. Sou “alguém que caminha contigo na vida, que te ajuda a seguir adiante, a ser um pouco ‘bom?” Sim, é verdade, mas a coisa não acaba aí.

“Foi o Espírito Santo que tocou o coração de Pedro para dizer quem é Jesus. Se é o Cristo, o Filho de Deus vivo, é um mistério, né? Quem pode explicá-lo?… Mas ele o disse! Se cada um de nós, na oração, olhando para o tabernáculo, disser ao Senhor: ‘Tu es Cristo, o Filho de Deus vivo”, primeiro não o pode dizer por si mesmo, tem que ser o Espírito Santo quem o diga nele. E, segundo, prepara-te, porque Ele responderá: “É verdade”.

“Jesus pede a Pedro que não revele a sua resposta a ninguém e anuncia a sua Paixão, morte e Ressurreição”. E aqui, o Papa Francisco recorda a reação do chefe dos Apóstolos, como se descreve no Evangelho de São Mateus, que declara: “Isto não acontecerá jamais”. “Pedro se assusta, se escandaliza”, nem mais nem menos que outros cristãos que dizem: “isso nunca vai acontecer! Vou seguir-te até aqui”. Este é o modo para “seguir Jesus para conhecê-lo até um certo ponto”.

“E esta é a tentação do bem-estar espiritual. Temos tudo: temos a Igreja, temos Jesus Cristo, os sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um bom trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. Porque pelo menos temos que pensar isto. Porque se pensarmos o contrário é pecado! Mas não basta. Com o bem-estar espiritual até um certo ponto”.

“Como o jovem que era rico: ele queria ir com Jesus, mas até um certo ponto. Falta essa última unção do cristão, para ser um cristão realmente: a unção da cruz, a unção da humilhação. Ele se humilhou até a morte, a morte de tudo. Esta é a pedra de comparação, a verificação da nossa realidade cristã: Eu sou um cristão de cultura e bem-estar? Ou eu sou um cristão que acompanha o Senhor até a cruz? O sinal é a capacidade de suportar as humilhações”.

O escândalo da cruz, no entanto, continua a bloquear muitos cristãos. Todos, diz o Papa, querem ressurgir, mas “nem todos” pretendem fazê-lo pelo caminho da cruz. E, ainda mais, se queixam das injustiças ou afrontas sofridas, comportando-se contrariamente ao que Jesus fez e pede para imitar.

“A verificação se um cristão é um cristão realmente é a sua capacidade de suportar com alegria e paciência as humilhações, já que isso é algo que não gostamos… Há muitos cristãos que, olhando para o Senhor, pedem humilhações para se assemelhar a Ele. Esta é a escolha: ser cristão do bem-estar – que vai para o Céu, certo de salvar-se! – ou ser o cristão que está próximo a Jesus, pelo caminho de Jesus”.

(Fonte: ACI Digital)

No mundo, sem ser do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Correa, arcebispo de Belém do Pará

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Sabemos que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade! (Cf. 1 Tm 2, 4)  Mas estamos no mundo e com todos os riscos à salvação, envolvidos pelo terrível mistério do pecado. “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18). Em tempos recentes, o Santo Padre o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada, para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza, para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

     O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e  da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos, para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva.  Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

     Podemos acolher o Evangelho, para estar no mundo, sem ser ou se contaminar com o mundo, através de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém

(Fonte: Agência Zenit)

Reze para que eu seja santo

Reflexão sobre a santidade, meta de todo fiel católico consciente da fé que professa.

Por Vanderlei de Lima

SãO PAULO, 18 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Encheu-me de alegria essa solicitação a mim dirigida, há poucos dias, por um seminarista: “Reze para que eu seja santo”.

Além de me fazer ainda mais comprometido com a missão de oferecer minhas orações por esse jovem, o pedido levou-me a refletir sobre a santidade, meta de todo fiel católico consciente da fé que professa.

Desse modo, começo recordando que a Sagrada Escritura traz, em Levíticos 19,2 a exortação do próprio Deus a Israel, seu povo: “Sede santos, porque Eu sou santo”. Exortação que o Senhor Jesus reafirma, em Mateus 5,48, ao recomendar: “Sede santos como o Pai celeste é santo”.

Portanto, devemos, como recomendava, frequentemente, Dom Estevão Bettencourt, OSB (†2008), sacudir a mediocridade e avançar para as águas mais profundas (cf. Lc 5,4) em busca da vida santa em Deus.

Para isso, é preciso, como ensina São Leão Magno (†461), que nós cristãos reconheçamos a nossa dignidade. Realmente, só o pensar que merecemos o sangue redentor de Cristo quando ainda éramos pecadores (cf. Rm 5,6) já é suficiente para renovarmos a cada dia o propósito de, com a graça de Deus, nos esforçar continuamente rumo à santidade.

Se Deus nos chama a essa meta tão alta: sermos santos como o Pai celeste é santo, é para que nunca paremos de progredir. Quem para sucumbe, entregue ao cansaço ou ao desânimo mesquinho. Aquele que é vigilante, porém, merecerá gozar das núpcias do Noivo que chega fora de hora (cf. Mt 25,6-13).

As exortações à vida santa, contudo, não param por aí. Diante do pedido feito pelo seminarista, desejo lembrar ainda que a Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II (1962-65), assegura: Todos os fieis cristãos são, pois, convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado (n. 40-41).

Essa afirmação conciliar é importante: Todos somos convocados à santidade na vocação que Deus nos deu: bispos, sacerdotes, leigos casados e os consagrados na vida religiosa ou leiga. Ninguém está, portanto, excluído desse apelo do Pai amoroso que nos quer junto d’Ele na Jerusalém celeste para sempre.

Importa, portanto, levarmos uma vida digna da vocação a que fomos chamados (cf. Ef 4,1), pois só assim atingiremos, com a graça divina, a meta sublime da santidade.

É certo, porém, que o alicerce da santidade é a humildade. Só aquele que se reconhece como realmente é (com suas virtudes e defeitos) tem chances de dar passos largos no caminho da própria santificação. O orgulhoso, arrogante, prepotente está longe disso. Ele é tão cheio de si que não passa na porta estreita (cf. Mt 7,13).

Aqui, alguém poderia perguntar: Afinal, como se pode definir um santo? – Respondemos que santo(a) é o (a) pecador(a) que reconhece a sua fraqueza e, por isso, humildemente, pede o perdão de Deus e o auxílio da graça. “Errar é comum a todos os homens, mas pedir perdão é próprio dos santos”, diz Santo Ambrósio de Milão (†397), Bispo e Doutor da Igreja.

Para finalizar, é preciso considerar a seguinte objeção: Não será orgulho do seminarista pedir que outros rezem para que ele seja santo? – De modo algum – respondo –, pois ele sabe que ninguém é santo para si mesmo, mas para os outros. Foi isso que bem expressou a beata Elizabeth da Trindade, citada por João Paulo II, na Exortação Apostólica Reconciliação e Penitência, n. 16, ao escrever que “uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.

Daí ser importante pedirmos sempre, como ensina o Cardeal Merry del Vall, secretário e amigo do Papa São Pio X, na ladainha da humildade: “Que os outros possam ser mais santos do que eu, contanto que eu pelo menos me torne santo como puder – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!”.

(Fonte: Agência Zenit)

Cristãos sem medo, sem vergonha e sem triunfalismo

Homilia do Papa Francisco na missa em Santa Marta

CIDADE DO VATICANO, 10 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Os cristãos são chamados a anunciar Jesus sem medo, sem vergonha e sem triunfalismo. Foi o que disse o Papa Francisco na Missa esta manhã na Casa Santa Marta. O Papa sublinhou o risco de se tornar cristãos sem Ressurreição e reiterou que Cristo é sempre o centro e a esperança da nossa vida.

Jesus é o Vencedor, Aquele que venceu a morte e o pecado. O Papa Francisco desenvolveu a sua homilia, inspirando-se nas palavras de Jesus na Carta de São Paulo aos Colossenses. Para todos nós, disse o Papa, São Paulo aconselha de caminhar com Jesus “porque Ele venceu, caminhar n’Ele arraigados e edificados n’Ele, sobre esta vitória, firmes na fé”. Este é o ponto chave, ressaltou: “Jesus ressuscitou”. Mas, – continuou -, nem sempre é fácil entender. O Papa recordou, por exemplo, que quando São Paulo falou aos gregos em Atenas foi ouvido com interesse até quando ele falou da Ressurreição. “Isso nos faz ter medo, melhor deixá-la lá”. Um episódio que nos questiona também hoje:

“Há tantos cristãos sem Ressurreição, cristãos sem o Cristo Ressuscitado: acompanham Jesus até o sepulcro, choram, eles o amam muito, mas até ali. Pensando nessa atitude dos cristãos sem o Cristo Ressuscitado, eu encontrei três tipos de cristãos, mas existem muitos outros: os temerosos, os cristãos temerosos; os vergonhosos, aqueles que têm vergonha; e os triunfalistas. Esses três não se encontraram com Cristo Ressuscitado! Os temerosos: são aqueles da manhã da Ressurreição, os discípulos de Emaús … vão embora, eles têm medo”.

Os Apóstolos, recordou o Papa, se fecham no Cenáculo, com medo dos judeus, também Maria Madalena chora porque levaram embora o Corpo do Senhor. “Os temerosos – advertiu – são assim: eles têm medo de pensar na Ressurreição”. É como, – observou o Papa -, se eles permanecessem “na primeira parte do texto”, “temos medo do Ressuscitado”. Há também os cristãos vergonhosos. “Confessar que Cristo ressuscitou – constatou o Santo Padre – dá um pouco de vergonha neste mundo que “vai tão longe nas ciências”. Para esses cristãos, Paulo disse para que tenham cuidado para que ninguém seja alvo de filosofias e de vazias sutilezas inspiradas na tradição humana. Estes, – disse ainda o Papa – , “têm vergonha” de dizer que “Cristo, com a sua carne, com as suas feridas ressuscitou”. Por fim, há os cristãos que “em seus corações, não acreditam no Senhor ressuscitado e querem eles fazer uma ressurreição mais majestosa do que aquela verdadeira”. São os cristãos “triunfalistas”:

“Eles não conhecem a palavra ‘triunfo’, somente dizem ‘triunfalismo’, porque têm como que um complexo de inferioridade e querem fazer … Quando olhamos para estes cristãos, com tantas atitudes triunfalistas, em suas vidas, em seus discursos e em sua pastoral, na Liturgia, tantas coisas assim, é porque no mais íntimo eles não acreditam profundamente no Ressuscitado. E Ele é o Vencedor, o Ressuscitado. Ele venceu. Por esta razão, sem temor, sem medo, sem triunfalismo, apenas observando o Senhor Ressuscitado, sua beleza, até mesmo colocando os dedos nas chagas e a mão no costado”.

“Essa – acrescentou – é a mensagem que hoje Paulo nos dá”: Cristo “é tudo”, é a totalidade e a esperança, “porque é o Esposo, o Vencedor”. O Evangelho de hoje, – disse ainda o Papa -, nos mostra uma multidão de pessoas que vai ouvir Jesus e há muitas pessoas doentes que tentam tocá-lo, porque d’Ele “saía uma força que curava todos”:

“A nossa fé, a fé no Ressuscitado: que venceu o mundo! Vamos em direção a Ele e deixemo-nos, como esses enfermos, ser tocadas por Ele, pela sua força, porque Ele é de carne e ossos, não é uma idéia espiritual que vai … Ele está vivo. Ele Ressuscitou. E assim venceu o mundo. Que o Senhor nos dê a graça de compreender e viver estas coisas”.

(Fonte: Rádio Vaticano)

Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia?

Papa Francisco: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”
Primeira audiência do Papa Francisco depois das férias de verão da Europa

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 04 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Os mais de 22 mil metros quadrados da Praça de São Pedro ficaram pequenos para acolher a multidão que hoje se reuniu para participar da primeira catequese das quartas-feiras, depois de dois meses de recesso, do Papa Francisco. Os peregrinos eram tantos que chegavam à Via della Conciliazione.

No início da Audiência, até parecia que o Papa não queria chegar à sua Sede, enquanto dava voltas e mais voltas em toda a Praça para quase cumprimentar um por um todos os presentes. Incontáveis as crianças e deficientes beijados e abraçados ao longo do percurso. Sorrisos e bençãos não pararam de sair do Santo Padre Francisco enquanto a multidão gritava: Francisco, Francisco, Francisco…

A leitura do Evangelho de Mateus foi ocasião para o Papa lembrar, nessa quarta-feira, a sua viagem à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, no mês de Julho desse ano. Tudo resumido em trêsKeywords, como de costume: acolhida, festa e missão.

Papa Francisco agradeceu à Nossa Senhora Aparecida a graça dessa viagem, e ressaltou a sua importância para a Igreja na América Latina. Aparecida é importante para a igreja do Brasil e da América Latina: lugar onde os bispos viveram uma Assembléia geral com o Papa Bento XVI, e continente onde se encontra a “maioria dos católicos do mundo”, destacou o Papa.

Acolhida

“Brava gente, questi brasiliani!!! Brava gente!”, Excelentes pessoas, estes brasileiros!!! Excelentes pessoas, disse o Papa, ao referir-se à primeira ideia da sua catequese de hoje: acolhida. A acolhida que as paróquias e o povo brasileiro deram aos peregrinos foi algo fantástico, disse o Papa, porque transformou os incômodos normais de uma peregrinação em ocasiões de amizade. “Assim cresce a Igreja em todo o mundo, como uma rede de grande amizade em Jesus Cristo”.

Festa

A segunda ideia que a experiência da JMJ trouxe ao Papa foi a de festa. A JMJ é sempre uma festa. Quando um cidade está cheia de jovens cantando, juntos, é uma festa. “E a festa maior é a festa do Senhor”, disse o Papa. Na JMJ essa festa acontece, principalmente, no momento central, na vigília da noite do sábado e na missa de envio no domingo. Só o Senhor dá a verdeira festa. “Sem o amor de Deus não há verdadeira festa para o homem”, ressaltou.

Missão

Missão. Essa foi a terceira ideia que a JMJ trouxe ao Papa. A JMJ foi caracterizada por um tema missionário: “Ide e fazei discípulos a todos os povos”. Escutamos a palavra de Jesus hoje, disse o Papa. É a missão que Ele nos dá a todos. Saiam de vocês mesmos para levar a luz e o amor do evangelho a todos. Até mesmo o local onde se pronunciou essa mensagem de Jesus lá no Rio de Janeiro, às margens do oceano e diante de uma multidão incontável na praia foi um lugar simbólico, “que lembrava as margens do mar da galileia”.

“Eu estou convosco todos os dias”, destacou o Papa, dizendo que isso é fundamental. Só com Cristo podemos levar o Evangelho. Sem Ele não podemos nada. Ainda uma pessoa que aos olhos do mundo não é nada, aos olhos de Deus é muito.

Nesse momento, o Papa levantou os olhos e interpelou os presentes na Praça de São Pedro: “Eu não sei se há jovens na Praça hoje… Há jovens na Praça? – e os peregrinos responderam com força: Sim!!! E continuou: “Vocês querem ser esperança para Deus? Vocês querem ser uma esperança para a Igreja?”, ao que responderam: Sim! E disse o Papa: “um coração jovem que se transforma em Cristo… Vocês, jovens, devem se transformar em esperança, abrir as portas para um mundo novo de esperança… querem ser esperança para todos nós?”

Então o Pontífice perguntou: “O que significa aquela multidão de jovens que encontraram Jesus no Rio de Janeiro?”, esses jovens não terminaram nos jornais – disse o Papa – porque não são violentos, porque não fazem notícia…, mas – continuou – se permanecem unidos a Jesus são muito fortes.

E Francisco, olhando novamente para todos reunidos na Praça de São Pedro, disse: “Vocês tem a coragem de aceitar esse desafio? Vocês tem essa coragem? Não escutei…” Ao que responderam: Sim!!!. E continuou o Papa: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”

A verdadeira experiência da JMJ nos traz a boa notícia. “Somos amados por Deus, que é Nosso Pai, que enviou Jesus para salvar-nos, para perdoar-nos tudo. “Ele sempre perdoa porque é bom e misericordioso”, disse Francisco.

E concluiu o Papa: “Acolhida, festa e missão. Que essas palavras sejam alma da nossa vida e da nossa comunidade”.

Ao final da audiência o Papa recordou que próximo sábado todos viveremos uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. “Também pela paz nos nossos corações, porque a paz começa no coração!” O pontífice por fim exortou os fieis romanos e os peregrinos a participarem da vigília de oração, “aqui, na Praça de São Pedro às 19hs, para invocar ao Senhor o grande dom da paz. Que se levante forte, em toda a terra, o grito pela paz!”.

(Fonte: Agência Zenit)

Futuro sacerdote fiel à Igreja e o drama dos católicos na China

MADRI, 22 Ago. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Apesar da perseguição que vive a Igreja católica na China, ainda nascem vocações ao sacerdócio e à vida religiosa em fidelidade à Igreja de Roma; um destes casos é o de John Tai -nome fictício para evitar represálias do Governo comunista-, que como outros tantos sacerdotes chegam a Espanha para estudar os anos de Filosofia e Teologia.

“A situação da Igreja na China é muito complicada (…). Está a Igreja clandestina, a Igreja perseguida, que eu gosto de chamá-la ‘Igreja fiel’, é o termo mais adequado”, afirma Tai. A igreja patriótica, controlada pelo Governo que conforme conta John tem as características de auto-organização e independência: “É como um cisma, embora ainda não tenha chegado a tanto, mas sim tenta cortar a relação com a Santa Sé”.

Mas conforme conta John há outra Igreja. “Há lacunas entre dioceses e bispos que levam dois reconhecimentos. Foram escolhidos pelo Governo, mas contam com o consentimento do Papa. Estes bispos, por qualificá-los de algum jeito, são como cinzas”. E nesse sentido o futuro diácono explica que “estes bispos costumam sofrer muito porque não têm a consciência tranquila, o Governo os tem na mão e também querem ser fiéis à Igreja porque têm a fé de que pertencem à Igreja de Cristo, por isso sofrem muito”.

John Tai assegura que sua vocação é “fruto das orações”. “Desde que era muito pequeno, minha mãe me levava a uma casa todos os dias às 4h20 da madrugada para rezar, porque estava o Santíssimo exposto, junto com um grupo de senhoras que ainda hoje continua reunindo-se, todos os dias rezam especialmente pelos sacerdotes e pelas vocações”, conta o futuro sacerdote.

John Tai ingressou em um seminário menor clandestino faz alguns anos e assegura que “na China necessitamos a Cristo”. Lembra-se das três vezes que foi levado para a delegacia de polícia durante esse tempo “por ser testemunha da fé”. “Na delegacia de polícia, uma das vezes estive preso por dois dias. Interrogaram-me, e me mostraram um mapa que estava escondido em uma cortina. Estavam perfeitamente localizadas todas as Igrejas, todos os templos budistas e todos os pontos de encontro dos protestantes”, conta.

“Durante o interrogatório a princípio não respondia. Até que os policiais me disseram que sabiam todos os nossos movimentos. E começaram a me dizer de cor os passos da liturgia. ‘Eu poderia ser um dos seus professores do seminário’, disse-me um dos policiais para me fazer duvidar dos meus próprios formadores. Ao que respondi: ‘Se você sabe tudo, por que me pergunta isso?’ E como não tinha idade suficiente para me impor nenhuma pena, deixaram-me livre”, recorda John.

“O governo chinês sabe onde estamos os católicos fiéis a Roma, mas não quer acabar conosco. Querem que a Igreja fiel à Santa Sé e a Igreja patriótica existam e briguem entre elas, para que nenhuma seja potente e se debilitem entre si”, explica.

John pede orações para que os católicos de lá possam ser testemunhas do Evangelho, mas “não só os católicos da China, mas também os de todo o mundo. Os católicos têm que ser testemunhas de nossa fé”.

Exemplo de testemunhas da fé foram -entre outros muitos- os dois últimos Bispos da diocese de onde provém Tai. Ambos foram presos pelo Governo chinês por permanecerem fiéis à Santa Sé. De fato, conforme conta John, faz 16 anos foi detido o atual Bispo da diocese e depois disso não tivemos notícia dele. “Não sabemos nada dele, correm rumores de que faleceu, mas não recebemos seu cadáver, assim não podemos saber nada. Nossa diocese é uma das mais perseguidas”, afirma John.

Apesar de tudo, John olha o futuro dos católicos chineses fiéis a Roma com esperança. Mostra disso é a recente ordenação de outro diácono na Espanha que voltará para a China para ser testemunha como sacerdote fiel à Igreja católica de Roma. Dentro de pouco tempo, John Tai fará a mesma coisa, retornará ao seu país para ser sacerdote de Jesus Cristo, fiel à Igreja de Roma para os católicos da China.

(Fonte: Agência Zenit)