Ideologia de gênero entra na educação

Des-igualdade-de-gênerosIdeologia de gênero ou igualdade de gênero é uma cultura que ensina que não existe apenas dois sexos; por isso não se fala em sexo, mas em “gêneros”. Ensina que você não nasce homem ou mulher, mas que a sociedade os faz assim; não é uma questão de natureza, mas de escolha. Há escolas na Suécia que já não se fala mais em menino ou menina, mas apenas crianças; porque cada uma vai “escolher” o seu sexo mais tarde. É a destruição da obra de Deus.

Em 17/12/2013, o Senado brasileiro aprovou o “Plano Nacional de Educação” (PL 103/2012). O projeto estabelece o novo Plano Nacional de Educação para um período de dez anos.

Em um artigo inclui a orientação de superar “desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Assim, o texto insere  na educação de nossas crianças essa triste “ideologia de gênero” e a destruição do conceito da família segundo a ordem natural.

O projeto agora deve voltar à Câmara dos Deputados para sua aprovação definitiva com o texto substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) que estabelece no Art. 2º: “São diretrizes do Plano Nacional de Educação: “III – A superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”.

O senhor Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Carlos Rossi Keller, divulgou uma nota sobre este Projeto falando sobre as perigosas consequências de sua aprovação. Explica que os alunos brasileiros seriam doutrinados na “ideologia de gênero”, que prega que os indivíduos não devem se submeter àquilo que chamam de “ditadura do próprio corpo”, ou seja, à sua própria identidade biofísico-sexual, mas precisam se libertar, inventando seu próprio gênero (masculino, feminino, andrógino, transgênero ou algum outro que se possa conceber), como se geneticamente não houvesse apenas dois sexos: homem  e mulher.

Dom Keller destaca que “este pode ser o primeiro passo da construção de todo um sistema dissolvente da identidade sexual das próximas gerações”. “Tratando-se de um Projeto de Lei, todas as escolas (mesmo as confessionais) precisariam se adequar, caso fosse sancionado, sob pena de serem acusadas de promover a desigualdade e a discriminação. Por isso, precisamos reagir como cidadãos que vivem a fé cristã e solicitar de nossos representantes que atendam ao pedido do povo brasileiro, profundamente avesso a estas práticas, não aprovando este Projeto de lei da forma como está sendo apresentado”, exortava o senhor Bispo.

Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometida a instituição da família. Estarão aprovados os princípios legais para a formação de nova sociedade, baseada na permissividade sexual. A família tradicional passará a ser vista como “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam implantados os kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/ideologia-de-genero-entra-na-educacao/)

Juiz britânico: nada melhor para uma criança que um lar estável

Sir Paul Coleridge. Foto: Marriage Foundation.

LONDRES, 10 Dez. 13 / 12:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça da Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimônio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimônio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um “alto nível de ignorância”, no sistema político sobre os benefícios do matrimônio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam “atemorizados” para falar a favor do matrimônio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

“Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar”, lamentou, indicando que “uma tende a durar e a outra tende a não durar”.

“E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo”.

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de “pregar moral”, mas “a realidade da família é muito simples”.

“Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então se deve considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimônio à relação”.

Por outro lado, assinalou o magistrado, “se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade”.

Coleridge disse que na corte, “as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles”.

“Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões”.

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que “muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas”.

“Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas”, assinalou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26415)

A educação segundo o Concílio Vaticano II

Princípios da educação cristã

Por Pe. Anderson Alves

ROMA, 20 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Algo ainda pouco conhecido é que o Concílio Vaticano II, concluído há mais de 50 anos, tenha tratado a importância da educação e a sua grande influência no progresso dos povos. De fato foi publicada então a declaração Gravissimum educationis exclusivamente sobre o tema. Naquele texto constatava-se que a educação é cada vez mais urgente, algo mencionado inclusive na Declaração universal dos direitos humanos da ONU de 1948. E desde o século passado ocorre uma crescente reflexão sobre os métodos pedagógicos[i]. Vejamos aqui algumas declarações dos padres conciliares naquele importante e pouco conhecido texto.

Uma das primeiras coisas ditas é em que consiste uma «educação adequada»: é aquela que cultiva simultaneamente a verdade e a caridade, ou seja, o amor pela verdade e a busca pelo verdadeiro bem (proêmio). A educação, pois, não se reduz a uma mera transmissão de informações, como se insere dados num computador, mas é uma tarefa essencialmente humana e visa a formação de homens íntegros. E isso só é possível com a colaboração da inteligência e da liberdade do educador e do educando. Um primeiro requisito então para uma autêntica educação é considerar cada aluno como uma pessoa única e irrepetível, e não como uma fração no meio de um grupo. Isso implica o esforço por conhecer cada aluno pelo nome e levá-lo a sair do anonimato da massa[ii]. É necessário então intepelar a responsabilidade pessoal, estimulando o jovem para que ele se esforçe em desenvolver as capacidades de que foi naturalmente dotado.

E outro desafio importante da educação é a integração dos diversos saberes na unidade da vida pessoal. Se isso não ocorre, diversos setores do conhecimento disputarão entre si a primazia sobre os outros (matemática, física, psicologia, história, sociologia, economia etc.), como ocorre desde o início da modernidade. Como consequencia, os alunos se sentem perdidos e desestimulados. De fato, o conhecimento transmitido deve ser assimilado e integrado, pois a pessoa é sempre uma realidade una e nunca fragmentada[iii]. Quando ocorre a integração, as pessoas amadurecem e se tornam preparadas para a vida social, para trabalhar em prol do bem comum com espírito de verdadeiro respeito e autêntico diálogo (n. 1).

E a Igreja tem a missão de anunciar o mistério da salvação e de restaurar todas as coisas em Cristo, elevando tudo o que é humano ao nível divino. Por isso a Igreja busca cuidar de toda a vida do homem e desde as suas origens assume a tarefa de cultivar o progresso das pessoas, educando-as segundo princípios próprios (proêmio).

Um princípio da educação cristã afirmado é o direito inalienável de todos os homens à educação. Isso provém da sua dignidade de pessoa, e não de alguma concessão por parte do Estado ou de algum grupo social (n. 1).

Outro princípio importante diz que a educação deve corresponder ao fim próprio do homem: a vida de comunhão com Deus e com o seu próximo[iv]. A verdadeira educação almeja a formação integral da pessoa em ordem ao seu fim último o qual não exclui, mas engloba o bem das sociedades terrenas (n. 1). De fato, dificilmente pode-se falar de uma ética sem uma relação explícita com Deus. Os atuais modelos éticos, baseados no chamado “pensamento débil”, conseguem ao máximo elaborar um limitado código de conduta, uma espécie de “moral de mínimos” para evitar choques frontais entre as liberdades individuais, mas isso é incapaz de satisfazer as perguntas mais profundas do coração humano. Uma ética satisfatória deve se articular ao redor da pergunta pelo bem, ou seja, pelo que se deva fazer para ser bom e alcançar o fim último. Se não for assim, pode-se aderir a códigos de condutas mais ou menos arbitrários, mas não dirigir realmente a vida humana para a sua realização plena.

Para que a educação seja efetiva, diz ainda o Concílio, é preciso considerar as contribuições das diversas ciências (psicologia e pedagogia principalmente), de modo que os jovens sejam ajudados a desenvolver harmonicamente as suas qualidades físicas, intelectuais e morais, conquistando gradualmente o sentido da responsabilidade pela própria vida e o conhecimento da autêntica liberdade (n. 1). A educação deve então ajudar a apreciar e praticar os justos valores morais, sendo o principal deles o conhecer e amar a Deus que criou o homem para ser seu interlocutor. Deus criou o homem livremente, ou seja, por amor e para amar, e nesse fato se funda a liberdade humana. Os Estados, portanto, não podem negar aos jovens o «sagrado direito» de serem educados segundo os valores morais e religiosos próprios e familiares.

Então o documento do Vaticano II diz que todos os cristãos têm o direito a receber a educação cristã, a qual visa levar os jovens a alcançar a maturidade humana e a conhecer o mistério da salvação no qual foram inseridos. Por isso os alunos devem ter a possibilidade de crescer na fé que receberam, de prestar culto a Deus, de levar uma vida de justiça e santidade, colaborando com a expansão do Reino de Deus. Desse modo os leigos se tornam conscientes da vocação que receberam de conformar de modo cristão o mundo, o qual supõe assumir os valores naturais na consideração integral do homem remido por Cristo. Os cristãos sendo educados e agindo segundo a lei da liberdade cristã cooperam ao desenvolvimento da sociedade terrena e trabalham pelo reino de Deus para o qual foram chamados (n. 2).

[i] Gravissimum educationis, Declaração sobre a educação cristã, publicada em 28/10/1965. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_gravissimum-educationis_po.html

[ii] Horkheimer e Adorno analisaram a presumida autosuficiência do progresso intelectual da modernidade. E denunciaram a «triunfal desventura» causada pela hegemonia da técnica (superioridade do «fazer» sobre o «ser»). A técnica «realiza a angústia mais antiga, aquela de perder o próprio nome». Esse seria o custo pago quando se trocou o antigo ideal sapiencial da educação para o moderno. Passou-se do ideal de «saber viver» para o «saber fazer». Cfr. M. Horkheimer, T.W. Adorno, Dialettica dell’illuminismo, Torino, Einaudi 1966, pp. 11, 36 e 37.

[iii] Cfr. C. Cardona, Etica del quehacer educativo, Rialp, Madrid 1990, cap. 1.

[iv] J. Maritain, L’educazione al bivio, Brescia, La Scuola 1963, pp. 15-16: «Os seus meios [da educação contemporânea] não são maus; ao contrário, são geralmente melhores daqueles da velha pedagogia. O problema é precisamente que esses são tão bons que nos fazem perder de vistas o fim [da educação]».

(Fonte: Agência Zenit)

O lugar de cada um

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará, reflete sobre o comportamento humano

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 29 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Trago na memória e no coração os ensinamentos de meus pais, em tempo de criança: “peça a bênção!”; “não avance na comida”; “agradeça ao moço!”; “espere que lhe ofereçam as coisas!”; “fale mais baixo!” Sim, as normas mais simples de boa educação vêm do berço, vistas mais no exemplo do que ouvidas em discursos! São dignas de reconhecimento as famílias que ensinam os caminhos do bem, cuidam que seus filhos tenham civilidade no trato e edifiquem com seu comportamento o corpo social. Civilidade, bons modos e etiqueta ainda estão na moda!

A Sagrada Escritura, no Antigo Testamento, é como um grande código de comportamento, no qual entram noções de saúde pessoal e pública, normas de respeito mútuo, leis sobre a organização das cidades ou outras agregações, respeito à terra e aos ritmos da natureza. Os povos da primitiva aliança tinham um só livro a que se referir, nele encontrando a vontade de Deus, na qual está incluído o bem estar das pessoas. Nele deviam encontrar o equilíbrio nas relações sociais e os limites no trato com os outros. E não era um povo tranquilo e parado! Era gente de temperamento forte, povo briguento ao enfrentar os que lhe eram ameaçadores. Deus teve paciência de pai e ternura de mãe para cuidar daquele povo de cabeça dura! Sua história é um processo de educação desenvolvido por Deus com infinita paciência.

A plenitude dos tempos acontece com a encarnação do Verbo de Deus. Tornou-se o Senhor igual a nós em tudo, menos no pecado. Assumiu tudo o que é nosso, para nos resgatar. Ele chamou homens e mulheres, educou-os com delicadeza e firmeza. Os textos do Novo Testamento são a narrativa da magnífica aventura de amor, na qual se compromete a Trindade Santa e as pessoas destinadas a vida em comunhão com Deus e entre elas mesmas. Passam os séculos, a sociedade enfrenta por muitas mudanças, a Boa Notícia deve ser levada aos confins da terra, pelo anúncio e realização da salvação em Jesus Cristo, Filho de Deus. A quais povos há de chegar? Ninguém fica excluído! E a mesma estrada, conduzida pela pedagogia divina, há de ser continuamente atualizada. Estamos numa escola de formação, desafiados a experimentar aqui na terra o estilo de vida próprio do Céu. E não será menos humano viver do jeito de Deus, pois ninguém entende mais de humanidade do que quem a criou.

Jesus empreende uma intensa jornada de formação com seus discípulos, sem desprezar qualquer oportunidade. Certa feita, a ânsia pelos primeiros lugares numa refeição festiva – falta de educação! – suscita o ensinamento do Senhor (Lc 14,1.7-14). Jesus é observado por todos.

Olhares diferentes, alguns mais curiosos do que piedosos, outros com coração de crianças que querem aprender. A lição é mais do que uma norma de civilidade, mas parte dela. Discrição, prudência no relacionamento com os outros, delicadeza, sentar-se “no último lugar”. O que vai além das normas de etiqueta é o coração daquele que se faz discípulo de Cristo. Sua meta é amar e servir, mais do que competir por posições no concerto da sociedade. Olha ao seu redor, reconhece o valor dos outros, toma a iniciativa do amor, sempre disposto a cumprimentar primeiro, vencer o fechamento, ouvir e servir. Não se trata de humilhação, mas de humildade, na qual se estabelece, no correr do tempo, uma sadia competição, na qual todos têm como objetivo comum o serviço mútuo. Todos serão importantes, porque ninguém quer ser maior do que outro, mas deseja ser “suporte” para que todos cresçam.

A quem considera superado ou irreal tal modo de agir, permito-me desafiar a fazer a experiência! Tenho a certeza de que vai mudar alguma coisa, e muito, quando se transformarem as relações entre as pessoas. Afinal de contas, não é difícil perceber que multiplicamos as indelicadezas e agressões em escala cada vez maior. Os conflitos existentes, inclusive os que depois chamamos de guerras, são escalas mais amplas do mesmo egoísmo do dia a dia. A sociedade sofre as consequências do que lhe pareceu condição de crescimento, a competição desenfreada, onde vale a destruição recíproca dos que entram no jogo. Somos como que crianças grandes que se esqueceram das lições de casa, com os riscos de destruir o grande brinquedo que a vida nos ofereceu.

As lições de Jesus, na aparentemente ingênua proposta de vida nova, pedem um jeito novo de fazer a festa da vida: “Quando ofereceres um almoço ou jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes podem te convidar por sua vez, e isto já será a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos” (Lc 14,12-14).

Para praticá-las, não há outra estrada senão rever os objetivos com os quais nos colocamos diante das pessoas, valorizando-as mais do que os eventuais proveitos ou lucros que possam oferecer. Elas valem antes e mais do que mostra sua aparência externa. Do coração de quem tem fé brotarão os sentimentos e a prática da misericórdia e da atenção, o cuidado e o serviço. Ninguém se cansará de ser assim “bem educado”.

Só com a graça de Deus poderemos alcançar tal mudança na sociedade. Por isso pedimos: “Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes”.

(Fonte: Agência Zenit)

É bom e belo ser Família

Mariolina Ceriotti Migliarese explica como a psicanálise nãoo afirma nada que está em contradição com a antropologia cristã

Por Antonio Gaspari

ROMA, 26 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Mariolina Ceriotti Migliarese trabalha na área de Neuropsiquiatria Infantil e atende em seu consultório particular como psicoterapeuta de adultos e casais. Por muitos anos tem se ocupado da formação de pais e professores. Ela colabora com a revista Fogli, na qual mantém uma coluna mensal. Casada desde 1973, tem seis filhosentre12 e 32 anos e duas netas.

É membro do Comitê Científico da fundaçãoHappy Child com sede em Arese (MI), que trabalha para o estudo, pesquisa, promoção, implementação, suporte e gestão de iniciativas no âmbito do apoio para a família. Realiza seminários, reuniões e conferências em muitas cidades italianas e em centros culturais.

Publicou pelas edições ARES A família imperfeita. Como transformar ansiedade e problemas em desafios apaixonantes (2011), O par imperfeito. Como transformar os defeitos em ingredientes de Amor (2012) e em julho deste ano de 2013 Cara doutora... Respostas para as famílias imperfeitas.

ZENIT encontrou a Dra. Ceriotti Migliarese no Meeting de Rimini, onde apresentou o livro de Claudio Risé, O pai, a liberdade, dom, e conduziu um encontro no stand doMovimento pela Vida. De acordo com a psicoterapeuta, “não há contradição entre a abordagemda verdadeirapsicologia ea antropologia cristã e é fácil “reconhecer que a antropologia cristã é o melhor modelo para a humanidade”.

“Por exemplo – explicou – sempre me impressionou a grande humanidade de João Paulo II. O Papa polaco é uma figura totalmente incarnada, aponto detornar-se santo”. “Olhando para a história da humanidade – observou –eusempre me pergunteiqualideologia, filosofia, cultura, religião tinha geradotantas pessoas belas e santas. “Nesse sentido, o cristianismo prepara e executa o melhor resultado do ser humano”, frisou.

Para a psicologia, “o problema hoje é que muitos cristãos não conhecem bem a antropologia”. Por esta razão, “somos obrigados a entender o que levamos conosco e por isso devemos aprofundar bem os aspectos da antropologia”. No que diz respeito àqueles que querem mudar a identidade e a constituição da família natural, Ceriotti Migliarese explicou que “do ponto de vista da realidadehá um ponto que não pode ser menosprezado, a identidade sexual.”

Existe um homem e uma mulher. O Gênesis fala de Deusque”homem e mulher os criou”. “É óbvio – explicou – que não é possívelser ambas as coisas, e que o ser humano é inerentemente limitado. Para alcançar as competências precisa do outro”. “Hoje – acrescentou – alguns querem negar que existe um limite que distingue os dois sexos e de maneira egoísta e onipotente pretendem se tornar criaturasde si mesmos. Esta forma de pensar está tentando apagar a beleza da diferença”.

“Nenhuma técnica sofisticada pode superar a beleza da unidade da procriação concebida entre homem e mulher. Se você quiser se tornar verdadeiramente humano precisa fortalecer-seem sua identidade sexual cuja beleza está em função da relação”. A realidade nos diz claramente que existem dois sexos distintos. A diferença cromossômica afeta todas as células e é funcional também à identidade psicológica.”A diferença é um valor- concluiu – e o conhecimento que adquirimos pode nos fornecer uma chance real de um melhor relacionamento entre homem e mulher.”

Traduzido do original italiano por Maria Emilia Maregas

(Fonte: Agência Zenit)

Educar para o amor verdadeiro

O QUE É?
É um programa de educação da
afetividade e da sexualidade
baseado na formação do
caráter.
MISSÃO
Educar um caráter forte pra viver 
uma sexualidade inteligente.
VISÃO
Adolescentes capazes de
cultivar um amor verdadeiro,
base de famílias estruturadas 
e felizes.
 
 

 

PRINCÍPIOS
 
A vida humana é o maior bem e deve inspirar sempre o máximo
respeito.
 
A sexualidade diz respeito a toda a pessoa e não apenas à sua
dimensão física.
 
Os adolescentes necessitam informação, motivação e apoio.
 
Os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos.

http://www.protegetucorazon.com.br/