A família é indispensável para a vida e o futuro da humanidade, afirma o Papa Francisco

Vaticano, 20 Fev. 14 / 01:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se dirigiu esta manhã aos mais de 180 cardeais que participam do Consistório extraordinária no que criará a 19 novos cardeais, e destacou que a família é indispensável para a vida do mundo e para o futuro da humanidade.

Junto às suas saudações e gratidão pela presença dos cardeais o Papa disse que “damos as boas-vindas especialmente aos irmãos que este sábado serão criados cardeais, e os acompanhamos com a oração e o afeto fraterno”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, e o que nos pede é reconhecer o belo, autêntico e bom que é formar uma família, ser família hoje; quão indispensável é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, assinalou o Santo Padre.

“Nestes dias refletiremos de modo particular sobre a família, que é a célula básica da sociedade humana. O Criador abençoou desde o começo o homem e a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; assim, a família representa no mundo uma espécie de reflexo de Deus, Uno e Trino”.

“Nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão singela e de uma vez tão rica, cheia de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como toda a vida”, afirmou.

“Buscaremos aprofundar na teologia da família, e na pastoral que devemos empreender nas condições atuais. Façamo-lo com profundidade e sem cair na casuística, porque isto faria reduzir indevidamente o nível de nosso trabalho”.

Por último o Papa disse que hoje a Igreja enfrenta a necessidade de realçar o plano luminoso de Deus sobre a família e exortou: “Ajudemos os cônjuges a vivê-lo com alegria em sua vida, lhes acompanhando em suas muitas dificuldades, com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor”.

“Obrigado a todos, e boa jornada de trabalho”, concluiu o Santo Padre.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26734)

O Papa celebrará o seu primeiro consistório extraordinário dedicado à família

Nos dias 20 e 21 de Fevereiro reúnem-se todos os cardeais em Roma

Por Rocio Lancho García

ROMA, 17 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Nesta segunda-feira, 17 fevereiro, começa o que serão dez dias intensos de trabalho no Vaticano. Começou hoje com o encontro do Santo Padre com o Conselho dos Cardeais (conhecido como C8), e passará por um consistório extraordinário, um consistório para a criação de novos cardeais e terminará com a reunião da Secretaria Geral do Sínodo dos bispos.

Na quinta-feira, 20 de fevereiro a partir das 9h30 na Sala Nova do Sínodo, será o consistório extraordinário dos cardeais, que está dedicado à família. Como explicou esta manhã o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, em uma coletiva para os repórteres, os trabalhos serão abertos com a saudação do decano do Colégio Cardinalício, o cardeal Angelo Sodano, e o discurso introndutório será dado pelo cardeal Walter Kasper. Os participantes reúnem-se pela manhã das 9h30 às 12h30 e à tarde das 16h30 às 19h30. O encontro termina na sexta-feira.

No dia 22 de fevereiro, sábado, se celebrará na Praça de São Pedro o consistório durante o qual o Papa criará 16 novos cardeais. No domingo (23), o Santo Padre celebrará a missa com os novos purpurados. Em seguida, segunda-feira (24) e terça-feira (25) acontecerá uma reunião da Secretaria do Sínodo e do Conselho dos Quinze – instituído por João Paulo II e responsável do balanço geral consolidado da Santa Sé e do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano.

Conforme especificado no Código de Direito Canônico, no cânon 353, “todos os cardeais ajudam colegialmente o Pastor supremo da Igreja, especialmente nos Consistórios, onde se reúnem por mandato do Romano Pontífice e sob a sua presidência; Os Consistórios são ordinários ou extraordinários”.

É preciso diferenciar. Por um lado está o “consistório ordinário”, que “se convoca pelo menos todos os cardeais presentes na Cidade Eterna para consultar-lhes sobre alguns problemas sérios, mas que são mais comuns, ou para realizar certos atos de máxima solenidade”.

Depois, há o “Consistório extraordinário”, que se celebra “quando o aconselham necessidades especiais da Igreja ou a gravidade dos assuntos que devem ser tratados, convoca-se todos os Cardeais”. Finalmente, estabelece-se que “somente o Consistório ordinário em que se celebram certas solenidade pode ser público, ou seja, quando, além dos Cardeais, são admitidos Prelados, representantes diplomáticos das sociedades civis e outros convidados para o evento”.

O último consistório extraordinário aconteceu em fevereiro de 2012, quando Bento XVI dedicou este encontro para a nova Evangelização.

(Trad.TS)

(Zenit)

Tenha sempre tempo para os seus filhos

tumblr_lofto4giXi1qzh5j8o1_500De muitas maneiras os pais perdem os seus filhos. Um grave erro dos pais é não ter tempo para eles. Trabalham, trabalham e trabalham… e o tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam descansar, e fazer “outras coisas”.

Ora, educar os filhos é uma tarefa que exige “estar com os filhos”. É preciso de tempo; e tempo, convenhamos, é uma questão prioridade e escolha. Se você não acha tempo para o seu filho, entenda, é porque ele não é importante para você.

É acompanhando os filhos no dia-a-dia que temos a oportunidade de corrigi-los. Os pais precisam participar da vida dos filhos, para que eles se sintam valorizados e amados. Você precisa saber o que ele está estudando, como vai indo na escola, que problemas enfrenta. A principal carência dos nossos jovens hoje é a falta de amor dos pais, que se manifesta na ausência e na omissão destes.

Os filhos crescem rápido; não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. O que não foi feito na hora certa, não poderá ser feito depois.

Viva com o seu filho. Viva no meio dele. Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

(http://cleofas.com.br/tenha-sempre-tempo-para-os-seus-filhos/)

“Eu, homossexual, acredito que toda criança tem direito a um pai e a uma mãe”

Jean-Pier Delaume-Myard, porta-voz da associação francesa Homovox, se pronuncia em defesa da família natural

Por Luca Marcolivio

ROMA, 14 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Ele é declaradamente homossexual, mas o lobby gay o considera um traidor. Seu crime: achar que o casamento é prerrogativa exclusiva do casal formado por um homem e uma mulher e, principalmente, defender o direito das crianças a ser criadas por pai e mãe.

Jean-Pier Delaume-Myard foi o protagonista da fala mais interessante da edição italiana da Manif Pour Tous (“Manifestação para Todos”, movimento surgido na França que exerce o direito democrático de se manifestar nas ruas contra as novas legislações favoráveis ao casamento homossexual e à adoção de crianças por casais do mesmo sexo). No último sábado, a manifestação reuniu cerca de 4.000 pessoas em Roma, na maioria jovens e famílias, para expressar oposição ao projeto de lei Scalfarotto. O projeto “contra a homofobia” pretende considerar crime de opinião as posições contrárias ao casamento e adoção de crianças por homossexuais e, mais em geral, as posições contrárias à ideologia de gênero.

Após a entrada em vigor da lei Taubira, na França, Jean-Pier foi vítima de ameaças de morte pela internet. Ele é porta-voz da associação francesa Homovox, representante dos “homossexuais fora da caixa”, ou seja, aqueles que não aderem à chamada “cultura gay”. Seu livro, “Homossexual – Contra o casamento para todos”, foi censurado pela mídia por pressão de grupos LGBT. “Quem é mais homofóbico, a Manif Pour Tous ou eles?”, questionou, com amarga ironia, diante da multidão reunida na praça Santi Apostoli.

Jean-Pier é homossexual, mas não se diz orgulhoso dessa inclinação e sim “um pouco envergonhado”. É católico, mas a sua batalha é laica, civil e aconfessional, de acordo com o espírito da Manif Pour Tous.

No final de 2012, o governo de François Hollande anunciou a lei Taubira para legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais na França. Os meios de comunicação franceses se alinharam quase unanimemente a favor, mas o porta-voz da Homovox declara: “Na verdade, eles estavam roubando a minha voz, a nossa voz, de nós, homossexuais, que não tínhamos pedido nada disso”.

Jean-Pier decidiu então escrever para o site Nouvelle Observateur. Sua carta intitulada “Sou homossexual, não gay: chega dessa confusão!” atraiu mais de 110 mil visitas.

O ativista da Homovox acusa o lobby gay de marginalizar ainda mais os homossexuais, minando a sua aceitação social. “Os gays evocam uma cultura gay, um estilo de vida gay. Eles querem que o açougueiro, o padeiro, o vendedor de jornal sejam todos gays. Eles querem viver com outros gays… Já eu, como homossexual e como um indivíduo de uma nação, sempre fiz a escolha de agir sem me preocupar com a orientação sexual dos outros”.

Ele faz uma nova pergunta incômoda: “Por que eles querem uma lei a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Para as pessoas homossexuais ou para as centenas de gays que vivem nas áreas chiques de Paris?”.

O direito de casais homossexuais a adotar crianças, opina Jean-Pier, é “a folha de parreira” que esconde “a floresta da maternidade sub-rogada e da reprodução assistida”, projeto de lei a ser discutido pelo parlamento francês em março.

“Eu luto em consciência e com todas as minhas forças para que cada criança tenha mãe e pai”, diz ele. “Se eu fosse heterossexual, teria esse mesmo objetivo, ou seja, a racionalidade”.

“O meu compromisso não tem nada a ver com a minha orientação sexual. Eu me comprometi porque qualquer um que tem um pouco de compaixão pelos seres humanos não tem como aceitar que uma criança cresça sem pontos de referência sociais”.

Uma criança, afirma Jean-Pier, não pode ser privada do afeto materno nem ser obrigada a perguntar um dia quem era a sua mãe. Uma criança “não é moeda de troca, é um ser humano que tem o direito de saber a origem cultural, geográfica, social e religiosa dos seus pais”.

Leis como a Taubira na França e a Scalfarotto na Itália farão com que “os homossexuais paguem o preço, porque são essas leis que estão criando homofobia”. Os governos que endossam essas mudanças não têm “nenhum propósito além de destruir a família”.

Antes de se despedir dos manifestantes sugerindo uma “grande manifestação europeia”, o fundador da Homovox apresentou a sua proposta para as próximas eleições no continente: que os candidatos assinem uma carta “declarando proteger a família e respeitar as pessoas”, porque a família, além de ser “o melhor lugar para crescer e ser educado”, é “a célula fundamental da sociedade” e “garante o futuro e o progresso do país”.

(Fonte: Agência Zenit)

Que a família seja de Deus

familiaSabemos que a família é “sagrada”, é uma instituição divina, pertence a Deus. É o eixo da sociedade e sua célula “mater”.

Logo, Deus é o primeiro interessado que a família vá bem e jamais deixará de derramar as suas bênçãos sobre aquelas que lhe são fiéis. Além de tudo o que nós, pais, podemos fazer, o mais importante é colocar a família sob a proteção de Deus.

Santo Inácio de Loyola dizia que devemos trabalhar como se tudo dependesse só de nós, mas rezar como se tudo dependesse só de Deus. Não basta trabalhar pelos filhos e pela família, é preciso rezar e, diariamente colocá-los nas mãos de Deus. Diz o salmista que:

“Se o Senhor não edificar a casa,

Em vão trabalham os que a constroem.

Se o Senhor não guardar a cidade,

Debalde vigiam as sentinelas.” (Salmo 126,1)

Ainda que derramemos nosso sangue, suor e lágrimas por nossos filhos, ainda assim será em vão se lhes faltassem as bênçãos de Deus. Por isso, é preciso todos os dias orar por eles e consagrá-los ao amor de Deus. O Senhor cuidará deles mais do que nós, pois, antes de serem nossos, são Seus filhos, Lhe pertencem.

Tenho pena dos filhos que não têm um pai e uma mãe para orar por eles. Não há oração mais eficaz pelos filhos do que a dos próprios pais.

Desde minha tenra infância lembro-me dos nossos pais a rezarem por nós. Aos cinco anos de idade aprendi a rezar o Terço no colo de minha mãe; e jamais pude viver sem rezá-lo. Com que saudade e alegria me lembro daquele Terço que toda a nossa família rezava, todos os dias, às seis horas da tarde, em quaisquer circunstâncias. Mesmo vivendo os problemas de qualquer família numerosa (9 filhos), contudo, jamais me lembro de um dia de desespero, escândalo, tragédia ou insegurança em nosso lar; Maria caminhava conosco.

Nossa família, simples e alegre, estava ancorada no Sagrado Coração de Jesus e no Imaculado Coração de Maria, por zelo e amor dos nossos queridos pais. Hoje, meus oito irmãos conservam a boa fé católica que receberam no berço; e a passam para os seus filhos. Não é assim que a Igreja deve ser edificada? Esta foi a melhor e a maior herança que nossos pais nos deixaram, e que os pais devem deixar aos seus filhos. Este foi o bom fruto de uma família consagrada a Deus e fiel às suas leis. Fomos todos educados nos ensinamentos infalíveis da Igreja e neles edificamos as nossas vidas.

“É inútil retardar até alta noite vosso descanso,

Para comer o pão de um duro trabalho.

Pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono.” (Sl 126,2).

Deus proverá a família que lhe é fiel e que “vive pela fé” (Rom 1,17).

A família cristã deve confiar na Providência divina. Se fizermos a

nossa parte, Deus não deixará de fazer a Dele.

Aprendamos com o salmista que diz:

“Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos: Nós, porém,a temos em nome do Senhor nosso Deus.” (Sl 19,8).

A família precisa confiar em Deus e abandonar-se aos seus cuidados:

“Não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, como vos vestireis (…). Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? (…). Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe  que necessitais de tudo isso (…).” (Mt 6,25-34).

Quando Jesus deu esses ensinamentos, deixou-nos uma norma de vida importantíssima: “viver um dia de cada vez”.

“Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã

terá as suas próprias preocupações. A cada dia basta o seu cuidado.”(Mt 6,34).

Deus cuida de nós “a cada dia”, e não quer ver-nos ansiosos, preocupados, inquietos e com medo do dia de amanhã. “A cada dia basta o seu cuidado.”

Portanto, não fique hoje, “arrancando os cabelos” com as preocupações de amanhã. O amanhã está nas mãos de Deus. Prepara-se bem para o futuro, vivendo intensamente o presente, nada mais.

Ele nos ensinou a pedir ao Pai o pão “de cada dia”. Durante quarenta anos ele alimentou o seu povo no deserto comendo “a cada dia” o maná descido do céu. Deus nos quer confiando Nele todos os dias, “a cada dia”.

“Vou fazer chover pão do alto do céu. Sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia.” (Ex 16,4).

“Todas as manhãs faziam a sua provisão, cada um segundo suas necessidades.” (Ex 16,21).

É nesta fé e confiança em Deus que a família deve viver, certa de que receberá das mãos do Senhor tudo o que for necessário para o seu sustento, superando todos os medos e tensões.

“A cada dia basta o seu cuidado.” Consagrada a Deus, a família vencerá todos os seus problemas. A cada dia, de manhã e à noite, e também durante o dia, gosto de voltar meu coração ao Senhor e consagrar-lhe a minha casa. Nominalmente consagro minha esposa, e cada um dos nossos filhos, rogando-lhes a graça da união, fidelidade, paz e bênçãos. Muitas vezes, a consagro ao coração de Nossa Senhora, Mãe das famílias, para que estejamos todos sob seu manto materno. Nas horas difíceis, gosto de repetir com confiança aquela mesma oração que, desde o século III, os cristãos do norte da África já rezavam, para se consagrar à Virgem Maria:

“Debaixo da Vossa proteção nos refugiamos ó Santa Mãe de Deus;

não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos

sempre de todos os perigos; ó Virgem gloriosa e bendita.”

Maria Auxiliadora dos cristãos, rogai por nós!

Não deixo também de recomendar cada um de nós a São José, pai e patrono da Igreja, como proclamou o Papa Pio IX em 1870. Ele que foi escolhido por Deus para cuidar da Sagrada Família, cuidará também da nossa casa. Também aos Anjos e Santos devemos recomendar o nosso casamento e os filhos, para que estejamos todos debaixo da sua guarda e intercessão permanentes.

A família é a “igreja doméstica”, local de oração e “santuário da vida”. Por isso, o lar deve ser sagrado. A casa deve ser abençoada por um sacerdote, e suas paredes devem ser ornadas com belos e piedosos quadros de Santos. Em cada casa há de haver um oratório, com belas imagens que nos inspirem a oração e o amor àqueles que, como diz a Liturgia, “na presença de Deus intercedem por nós sem cessar”.

“A Sagrada Família, ícone e modelo de cada família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna de vida! Maria, Mãe do belo amor, e José, Guarda do Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção!” (CF,23).

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/que-a-familia-seja-de-deus/)

A necessidade da oração entre os casais

539047_562483247115443_294332541_nO casal não deve fazer qualquer atividade sem Deus, sem pedir a sua graça.

Para ter a Bênção de Deus sempre, o casal precisa de uma vida de oração. Jesus insistiu na necessidade da oração; pois as dificuldades do casal não são somente de ordem natural, mas também espiritual. Não se iluda, o demônio inimigo de Deus e nosso, detesta a família e o casamento porque são obras de Deus; então, nosso casamento  precisa estar armados com a graça de Deus para vencer suas ciladas e maldades. Mas contra Deus e sua graça ele nada pode. Jesus mandou:

“É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7).  Sem oração, nenhum de nós fica de pé espiritualmente e ninguém consegue fazer a vontade de Deus. A razão é muito clara: “Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Jesus deixou claro: esse “nada” indica que, por nós mesmos, não conseguiremos fazer o bem e, pior ainda, evitar o mal. São Paulo insistiu: “É o mesmo Deus que opera tudo em todos” (1Cor 12,6).

Quando o Senhor manda: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis” (Mt 7,7), no fundo, Ele deseja que reconheçamos que só Ele é o autor dos nossos bens e que, portanto, devemos só a Ele recorrer.

São Paulo expressou tudo isso em poucas palavras: “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de deus em Jesus Cristo” (1 Ts 5,16-18).

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/a-necessidade-da-oracao-entre-os-casais/)

A vida familiar na escola da Sagrada Família

Redação (Quinta-feira, 02-01-2014, Gaudium Press– De que se ocupava a Sagrada Família? Que faziam seus membros no dia a dia? Rezavam muito e com toda a alma, trabalhava a consciência, não tanto para atender às necessidades de cada dia, como para glorificar a Deus, pela perfeita submissão à sua Lei; além disso, amavam intensamente a Deus, que era o fim de todos os seus pensamentos, de todos os seus esforços, de todas as suas aspirações; amavam-se todos mutuamente, com um amor cheio de desinteresse e de abnegação; amavam a todos os homens, próximos ou distantes, cuja salvação era desejo de cada um dos membros da Sagrada Família.familia.jpg

De que maneira a família humana pode aproximar-se desse ideal realizado pela Sagrada Família? De que maneira a oração – oração que era como que a respiração normal da Sagrada família – recuperará seu lugar na família humana? Pensemos no grande número de famílias que perderam a fé; umas soçobraram no materialismo e na busca dos gozos; outras, mantidas ainda por um resto de ideal humano, se conservam em uma atitude moral que muitas vezes só se inspira no orgulho. De umas e de outras Deus está praticamente excluído. Nem sequer se dão ao trabalho de negá-lo: desconhecem-no, o que é muito pior.

Pensemos também no considerável número de famílias chamadas cristãs, assim referidas porque seus membros se submeteram às formalidades do batismo, da primeira Eucaristia, do matrimônio sacramental, do sepultamento religioso, porém que perderam a fé. Nelas ninguém há que se preocupe com a glória de Deus, com a vinda de seu Reino, com a oração; se, casualmente, algum de seus membros é fiel às práticas religiosas, em quantas dessas famílias subsiste a oração em comum, expressão de um mesmo espírito, e de uma aspiração coletiva? O individualismo, que é uma praga dos dias atuais, invadiu a vida espiritual, assim como a vida social e familiar. “Cada um para si e por si”, é o lema inconsciente da maior parte dos homens, e isso ainda em presença de Deus. O dogma da comunhão dos santos parece ser apenas uma desconhecida parte do texto do Credo, sem aplicação prática à vida. E, no entanto, não prometeu Nosso Senhor que onde duas almas se reunissem para rezar em seu nome ele ali estaria em meio delas?

Logo, voltar à vida em comum é um dos esforços que se impõem a todos os cristãos. Porventura não se esforça a Igreja, para obter os mesmos fins, em despertar o sentido litúrgico entre os fiéis para que se realize o pedido feito por Nosso Senhor a seu Pai celestial, “que todos sejam um”.

Porém, como restaurar a oração em comum – que foi a alma e a força da Sagrada Família – em nossa própria família? Se for verdade, em relação à sociedade temporal, que a família é a célula social, assim também o é em relação à sociedade espiritual, que é a Igreja. Logo, é fundamental que por todos os meios que estejam a nosso alcance avivemos e encorajemos o espírito de família, porém não aquele que resulta de uma associação de interesses e de afetos e que se pode definir como “um egoísmo de muitos”, mas o que era o da singular família de Nazaré, espírito que une e funde as almas para oferecê-las todas reunidas e com uma mesma aspiração a Deus, para a salvação da totalidade dos homens.

Cada um deve pedir a Deus que faça reviver em todos os corações esse espírito de família. Porém, como é bem sabido, Deus não nos concede seu auxílio senão quando, de nossa parte, fazemos todos os esforços possíveis. Cuidemos, pois, ao mesmo tempo em que rezamos, para que renasça e se propague o verdadeiro espírito cristão da família a fim de que se sustentem e se desenvolvam todas as instituições espirituais e sociais que existem em torno de nós e que tendem a restaurar, a elevar e a reconstruir os lares cristãos. Essas obras são os instrumentos que Deus põe à nossa disposição e quer que nos sirvamos deles. Procuremos, pois, conhecê-las, a elas aderindo, e rezemos para que se convertam em instrumentos cada dia mais perfeitos do serviço de Deus.

Porém nem todas as ocupações da Sagrada Família consistiam em rezar. Sua vida era eminentemente ativa, e cada um de seus membros trabalhava segundo sua vocação: São José e Nosso Senhor trabalhavam na oficina, da qual todos viviam; a Santíssima Virgem cuidava das múltiplas ocupações domésticas, que se impunham a toda mãe de família.

Portanto, o caso da Sagrada Família era exatamente o da imensa maioria das famílias atuais. Mas, como se vê com frequência, o trabalho é considerado com uma pesada carga contra a qual se queixa, procurando-se dela se livrar com o menor esforço possível, mas em Nazaré era ele recebido com gosto, como um meio de ser agradável a Deus.

Alguém objetará que, em muitas famílias, se trabalha intensamente, mas nesses casos não vemos como o trabalho absorve todos os momentos, todos os pensamentos? Trabalhar cada dia mais, para ganhar mais, a fim de satisfazer mais largamente as necessidades sempre crescentes da existência: tal parece ser a única aspiração de um grande número de nossos contemporâneos. Porém ainda assim o trabalho corajosamente aceito e cumprido não deixa de ser considerado de uma maneira puramente humana e como um mal necessário. Para a Sagrada Família, diferentemente, o trabalho era um bem precioso, pelo qual dava sem cessar graças a Deus, pois por ele se rendia ao Senhor a homenagem de uma inteira e prazerosa obediência. Por acaso não foi Deus quem instituiu a lei do trabalho, a que é obrigado todo ser humano? Ao mesmo tempo os esforços e as fadigas, os cuidados e as inquietudes – que todo trabalho carrega – eram aos olhos da Sagrada Família um sacrifício de suave odor que podia ser oferecido a Deus em reparação pelos pecados do mundo.

Dessa forma, em Nazaré o trabalho tinha muito menos por objeto a vida material, que devia assegurar, que a glória de Deus, que havia de promover. Daí se conclui que se trabalhava com amor, com gozo, com uma consciência rigorosa. Aplainar uma madeira e varrer a humilde morada eram atos de amor que, aos olhos de Deus, podiam ser tão santos como a mais sublime contemplação, e que se podiam fazer com o mesmo fervor, com o mesmo desejo absoluto de perfeição.

Se queremos que nossa sociedade moderna não naufrague na anarquia e na rebelião, é imperioso guiá-las rumo a essa concepção do trabalho, pois o labor suportado por necessidade suscita no coração do homem o rancor, o ódio e a rebeldia, e o trabalho animado apenas pelo espírito de luta fomenta o egoísmo e o orgulho, que são o princípio da anarquia.

Esforcemo-nos, pois, para que a lei do trabalho seja, em todas as famílias, compreendida e aceita como a Lei de Deus. Assim o trabalho se converterá em outra oração, e não menos agradável a Deus. Então também recuperará, aos olhos de todos, sua grandeza e sua dignidade, e será novamente, para o homem, uma fonte de força e de gozo.

Porém não nos esqueçamos de que o trabalho é, e deve ser, o meio para que cada um de nós assegure sua vida material e a de seus familiares: em nossa sociedade moderna, infelizmente nem sempre é assim. Deus quer que nos ajudemos mutuamente, se queremos que ele nos ajude. Logo, não nos afastemos das obras sociais, que se esforçam em suavizar os desagradáveis efeitos de certos desníveis e em assegurar a todos o mínimo de bem estar, sem o qual o homem não é mais que uma pobre máquina, que anda ofegante sob o esforço. Mais ainda, entremos todos nesse grande movimento familiar que por si só poderá devolver à família sua dignidade e sua influência social e, ao mesmo tempo, ser o fundamento de sua prosperidade material.

Para que se realizem essas grandes e indispensáveis reformas é necessário que se produza no seio de cada família, e entre todas as famílias, aquela união de espíritos e de corações que tem sua origem na caridade, no amor. Que entre os membros de cada família, e entre todas as famílias, reine o amor. É uma das intenções dos esforços e dos sacrifícios que temos de oferecer a Nosso Senhor em favor da família.

E, neste ponto, a Sagrada Família nos mostra novamente o caminho: que haja amor entre os que a compõem, porém não aquele sentimentalismo desordenado que impropriamente chamamos de amor quando não é mais que debilidade, se não for egoísmo.

Amar é querer bem àqueles a quem amamos. Não consiste o bem de cada um de nós cumprir a vontade de Deus? Muito bem o sabiam os componentes da Sagrada Família, em Nazaré; seus corações, através da ternura humana que os unia, tendiam em primeiro lugar a esse fim supremo: fazer a vontade de Deus. A autoridade, em São José, era firme e doce, humildemente respeitosa para com os direitos de Deus. A obediência da Santíssima Virgem a São José era completa, afetuosa e alegre, porque era como uma manifestação palpável da submissão à vontade de Deus, e em nada diminuía a autoridade maternal, tão segura e tranquila que sabia exercer sobre o filho que o Senhor lhe havia confiado. E, por sua vez, o filho, na submissão tão perfeita aos pais, em sua docilidade de espírito e de coração a todos os ensinamentos que lhe davam, na sua simplicidade e na sua humildade dava provas antes de tudo, de seu amor ao Pai Celestial, cuja vontade reconhecia nessa instituição familiar e social, em cujo seio havia vindo encarnar-se.

A família cristã deve, pois, procurar recuperar tal sentimento de amor e de fidelidade a Deus, o que a ajudará a seguir os passos da Sagrada Família e, ao mesmo tempo, assegurará entre todos os seus membros a união de almas e de corações, estabelecendo entre eles o amor.familia_1.jpg

Porém a Sagrada Família não se encerrava egoisticamente em si. Na cidade de Nazaré era a providência visível de todos os fracos, de todos os humildes. Se as orações tão fervorosas da Sagrada Família, se seu trabalho tão constante e tão perfeito era sem cessar oferecido a Deus em espírito de reparação pelos pecados dos homens e pela salvação de todos, era possível que ignorasse os que sofriam ou estavam desencaminhados? O amor fraterno mais compassivo e mais solícito regulava todas as relações da Sagrada Família com os que a cercavam.

Peçamos a Deus que avive, no seio de todas as famílias humanas, tal caridade fraterna. Dissemos, a propósito da oração, que o individualismo domina em todas as partes, na família e na sociedade, e o individualismo é a negação de toda verdadeira caridade. Logo, não há outro ponto no qual tenhamos de insistir tanto em nossas orações. Porém evitemos nos contentar com orações, que seriam vãs se nossos atos não as acompanhassem.

Saibamos dar exemplo desse amor, que queremos que reine nos corações. Vamos dar esse exemplo em nossa própria família, praticando com amor todas as virtudes familiares, e até mesmo fora de casa, evitando com cuidado todas as críticas, todas as murmurações, que com tanta frequência são causa de divisões entre as famílias. Pelo contrário, sejamos pacíficos, sejamos daqueles que fomentam a paz, que adoçam os espíritos, que extinguem as desavenças e que aproximam os corações. Para isso, que melhor meio há a não ser estabelecer em todos os indivíduos e entre todas as famílias um ponto de inteligência, um princípio de união?

Ainda desconhecemos muito a força e a eficácia do princípio de associação. Agimos separadamente, e, desta forma, nossas melhores intenções reduzem-se à impotência. Promovamos, pois, em nós, e propaguemos em torno de nós, esse importante espírito de associação que é – não nos esqueçamos – o mesmo espírito da religião e a essência do catolicismo. Não tenhamos receio de nos associar a todos os esforços sinceros. Nunca digamos, em presença de uma obra cristã que tende à união, ao esforço comum, que “isso não me interessa”. E, naquelas obras das quais fazemos parte, não busquemos tanto o que podemos tirar em proveito próprio, como o que podemos a ela acrescentar, o que podemos dar de nós mesmos.

Tal há de ser nosso programa de oração e de ação. Tomemos isso muito a sério. A instituição familiar está em perigo, e com ela toda a sociedade. Talvez dependa de nós, do fervor de nossas orações, da sinceridade e da intensidade de nossos esforços, que Deus se compadeça das necessidades prementes de nossa tão perturbada época. Por dez justos promete Deus perdoar a Sodoma e Gomorra: que não concederá então a quem, não se contentando com apenas rezar, se esforça em realizar em si próprio, e nos que o cercam, aquilo que pede?

Saibamos rezar, trabalhar e amar, segundo o que foi exposto, e sem dúvida alguma Deus concederá à família as graças eficazes que poderão salvá-la.

(Adaptado do texto de J. Viollet, in Repertorio Universal del Predicador, tomo XIX, pag. 191-196, Editorial Liturgica Española, Barcelona, 1933).

(http://www.gaudiumpress.org/content/54407#ixzz2pKVFzYnF )

A família que Deus quer

Campos – Rio de Janeiro (Sexta-feira, 27-12-2013, Gaudium Press“Dentro da Oitava de Natal e no coração do Mistério da Encarnação celebra-se a Festa da Sagrada Família”, lembrou Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo da Diocese de Campos, no Rio de Janeiro, em seu mais novo artigo.jesus.jpg

Segundo o prelado, “o Evangelho da família está ancorado no Natal de Jesus Cristo, pois a encarnação exige a inserção numa família humana, para o desenvolvimento da pessoa, ter um nome e fazer parte de um povo e de uma cultura”.

“Jesus inicia sua obra redentora santificando e salvando a família, tornando-a o primeiro espaço de humanização e evangelização”, afirmou.

Dom Roberto acredita que a Liturgia da Palavra dentro deste período festivo para a Igreja “é muito rica para alimentar uma verdadeira espiritualidade conjugal e familiar centrada no amor, na compreensão, na autoridade servidora e edificadora dos pais, no perdão, na cooperação e na hospitalidade cristã”, valores esses considerados permanentes que ajudam a fortalecer e enaltecer o grupo familiar.

Para o Bispo, a Sagrada Família é um modelo a ser buscado e vivenciado por todas as famílias, “mais que um protótipo estático e abstrato, que esqueceria as dificuldades, problemas e conflitos que o lar de Nazaré teve que assumir para proteger, educar e seguir a Jesus, o Salvador”.spic-bco_arq-foto-pe-roberto1.jpg

Contudo, a família cristã, segundo ele, “como comunidade de Fé, esperança e caridade, sendo fiel a Jesus”, deve passar também por tribulações, conflitos e confrontos “com os Herodes do poder de cada época”, encontrando sempre no final “a felicidade de estarem firmados na verdadeira Rocha que é o Cristo, Senhor das famílias”.

“A família cristã está chamada a revelar às outras a alegria e a beleza de ser e de se ter uma família, que para nós o Povo da Vida, será sempre a instituição que Deus quis e criou em primeiro lugar”, ressaltou.

Finalizando seu artigo, Dom Roberto deixou um recado direcionado a todas as famílias do Brasil:

“Que Jesus esteja sempre com nossas famílias para abençoá-las e santificá-las tornando-as cada vez mais missionárias da paz e do amor. Deus seja louvado!” (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54323#ixzz2oxaNNwLL )

Anúncio publicitário da Unilever apoia a família e a vida

A multinacional anglo-holandesa convida homens e mulheres a não terem medo de trazer filhos ao mundo

Por Antonio Gaspari

ROMA, 12 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – O mundo está mudando. O grupo multinacional anglo-holandês Unilever, que possui cerca de cinquenta empresas dentre as de maior prestígio da indústria de alimentos, cosméticos, perfumes e produtos químicos, incluindo marcas como Lipton, Knorr, Dove, Signal, Pepsodent e Calvin Klein, promoveu um vídeo de quatro minutos e meio no qual incentiva homens e mulheres de todo o planeta a trazerem novos filhos e filhas ao mundo.

O vídeo, que está no YouTube, se chama “Why bring a child to this world?” (Por que trazer um filho a este mundo?) e já ultrapassou dois milhões e meio de visualizações.

As imagens mostram homens e mulheres de diversos países falando seriamente sobre os problemas e dificuldades que enfrentam para começar uma família e ter filhos. A seguir, o vídeo fornece razões válidas para a esperança e recorda que ter filhos é uma das razões mais importantes pelas quais vale a pena viver a vida.

Depois de perguntar “por que trazer um filho a este mundo”, os autores do projeto de ecologia e sustentabilidade da Unilever, o “Sunlight Project”, respondem: “Porque nunca houve uma época melhor do que esta para criarmos um futuro brilhante”.

“Nós acreditamos num mundo em que não haverá crianças indo dormir com fome; em que cada casa tem água suficiente para beber, tomar banho e fazer faxina; onde as doenças podem ser prevenidas e evitadas; e onde cada criança pode viver durante anos e mais anos depois de completar o seu quinto aniversário. Não temos a pretensão de conhecer todas as respostas, mas convidamos você a se juntar a nós para continuar esta jornada”, termina a mensagem

(Fonte: Agência Zenit)

A educação segundo o Concílio Vaticano II

Princípios da educação cristã

Por Pe. Anderson Alves

ROMA, 20 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Algo ainda pouco conhecido é que o Concílio Vaticano II, concluído há mais de 50 anos, tenha tratado a importância da educação e a sua grande influência no progresso dos povos. De fato foi publicada então a declaração Gravissimum educationis exclusivamente sobre o tema. Naquele texto constatava-se que a educação é cada vez mais urgente, algo mencionado inclusive na Declaração universal dos direitos humanos da ONU de 1948. E desde o século passado ocorre uma crescente reflexão sobre os métodos pedagógicos[i]. Vejamos aqui algumas declarações dos padres conciliares naquele importante e pouco conhecido texto.

Uma das primeiras coisas ditas é em que consiste uma «educação adequada»: é aquela que cultiva simultaneamente a verdade e a caridade, ou seja, o amor pela verdade e a busca pelo verdadeiro bem (proêmio). A educação, pois, não se reduz a uma mera transmissão de informações, como se insere dados num computador, mas é uma tarefa essencialmente humana e visa a formação de homens íntegros. E isso só é possível com a colaboração da inteligência e da liberdade do educador e do educando. Um primeiro requisito então para uma autêntica educação é considerar cada aluno como uma pessoa única e irrepetível, e não como uma fração no meio de um grupo. Isso implica o esforço por conhecer cada aluno pelo nome e levá-lo a sair do anonimato da massa[ii]. É necessário então intepelar a responsabilidade pessoal, estimulando o jovem para que ele se esforçe em desenvolver as capacidades de que foi naturalmente dotado.

E outro desafio importante da educação é a integração dos diversos saberes na unidade da vida pessoal. Se isso não ocorre, diversos setores do conhecimento disputarão entre si a primazia sobre os outros (matemática, física, psicologia, história, sociologia, economia etc.), como ocorre desde o início da modernidade. Como consequencia, os alunos se sentem perdidos e desestimulados. De fato, o conhecimento transmitido deve ser assimilado e integrado, pois a pessoa é sempre uma realidade una e nunca fragmentada[iii]. Quando ocorre a integração, as pessoas amadurecem e se tornam preparadas para a vida social, para trabalhar em prol do bem comum com espírito de verdadeiro respeito e autêntico diálogo (n. 1).

E a Igreja tem a missão de anunciar o mistério da salvação e de restaurar todas as coisas em Cristo, elevando tudo o que é humano ao nível divino. Por isso a Igreja busca cuidar de toda a vida do homem e desde as suas origens assume a tarefa de cultivar o progresso das pessoas, educando-as segundo princípios próprios (proêmio).

Um princípio da educação cristã afirmado é o direito inalienável de todos os homens à educação. Isso provém da sua dignidade de pessoa, e não de alguma concessão por parte do Estado ou de algum grupo social (n. 1).

Outro princípio importante diz que a educação deve corresponder ao fim próprio do homem: a vida de comunhão com Deus e com o seu próximo[iv]. A verdadeira educação almeja a formação integral da pessoa em ordem ao seu fim último o qual não exclui, mas engloba o bem das sociedades terrenas (n. 1). De fato, dificilmente pode-se falar de uma ética sem uma relação explícita com Deus. Os atuais modelos éticos, baseados no chamado “pensamento débil”, conseguem ao máximo elaborar um limitado código de conduta, uma espécie de “moral de mínimos” para evitar choques frontais entre as liberdades individuais, mas isso é incapaz de satisfazer as perguntas mais profundas do coração humano. Uma ética satisfatória deve se articular ao redor da pergunta pelo bem, ou seja, pelo que se deva fazer para ser bom e alcançar o fim último. Se não for assim, pode-se aderir a códigos de condutas mais ou menos arbitrários, mas não dirigir realmente a vida humana para a sua realização plena.

Para que a educação seja efetiva, diz ainda o Concílio, é preciso considerar as contribuições das diversas ciências (psicologia e pedagogia principalmente), de modo que os jovens sejam ajudados a desenvolver harmonicamente as suas qualidades físicas, intelectuais e morais, conquistando gradualmente o sentido da responsabilidade pela própria vida e o conhecimento da autêntica liberdade (n. 1). A educação deve então ajudar a apreciar e praticar os justos valores morais, sendo o principal deles o conhecer e amar a Deus que criou o homem para ser seu interlocutor. Deus criou o homem livremente, ou seja, por amor e para amar, e nesse fato se funda a liberdade humana. Os Estados, portanto, não podem negar aos jovens o «sagrado direito» de serem educados segundo os valores morais e religiosos próprios e familiares.

Então o documento do Vaticano II diz que todos os cristãos têm o direito a receber a educação cristã, a qual visa levar os jovens a alcançar a maturidade humana e a conhecer o mistério da salvação no qual foram inseridos. Por isso os alunos devem ter a possibilidade de crescer na fé que receberam, de prestar culto a Deus, de levar uma vida de justiça e santidade, colaborando com a expansão do Reino de Deus. Desse modo os leigos se tornam conscientes da vocação que receberam de conformar de modo cristão o mundo, o qual supõe assumir os valores naturais na consideração integral do homem remido por Cristo. Os cristãos sendo educados e agindo segundo a lei da liberdade cristã cooperam ao desenvolvimento da sociedade terrena e trabalham pelo reino de Deus para o qual foram chamados (n. 2).

[i] Gravissimum educationis, Declaração sobre a educação cristã, publicada em 28/10/1965. Disponível em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_gravissimum-educationis_po.html

[ii] Horkheimer e Adorno analisaram a presumida autosuficiência do progresso intelectual da modernidade. E denunciaram a «triunfal desventura» causada pela hegemonia da técnica (superioridade do «fazer» sobre o «ser»). A técnica «realiza a angústia mais antiga, aquela de perder o próprio nome». Esse seria o custo pago quando se trocou o antigo ideal sapiencial da educação para o moderno. Passou-se do ideal de «saber viver» para o «saber fazer». Cfr. M. Horkheimer, T.W. Adorno, Dialettica dell’illuminismo, Torino, Einaudi 1966, pp. 11, 36 e 37.

[iii] Cfr. C. Cardona, Etica del quehacer educativo, Rialp, Madrid 1990, cap. 1.

[iv] J. Maritain, L’educazione al bivio, Brescia, La Scuola 1963, pp. 15-16: «Os seus meios [da educação contemporânea] não são maus; ao contrário, são geralmente melhores daqueles da velha pedagogia. O problema é precisamente que esses são tão bons que nos fazem perder de vistas o fim [da educação]».

(Fonte: Agência Zenit)

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família

“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

ROMA, 27 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus, Maria e José

a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

Matrimônio. Preparação próxima: o amor conjugal

Quanto maior o sentimento de responsabilidade pela pessoa amada, mais existe amor verdadeiro.

Por André Parreira

SãO PAULO, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Em nossa trajetória pela Preparação para o Matrimônio temos falado da importância da fidelidade à Igreja e estruturação adequada desta nobre missão. No último artigo, abordamos a necessidade da segurança de conteúdo (Zenit, 4 de Outubro) e vamos relfetir hoje sobre um dos temas necessários à preparação próxima: o amor conjugal.

Pode parecer desnecessário falar de amor para um casal que está participando de um curso/encontro de noivos. Mas é justamente a oportunidade de confrontar as ideias sobre amor disseminadas em nosso meio com a caracterização do amor conjugal base do Matrimônio.

Os noivos devem ser levados a confrontar o conceito e modelo de amor que se tem em nossos dias (Que seja eterno enquanto dure!) com o que nos ensina a Bíblia , o magistério da Igreja e os exemplos dos santos. Acredito que o primeiro ponto seja refletir com os noivos a grande diferença entre amor e paixão.

Parando um minuto para refletir: qual a grande diferença entre estes termos?

Não tenho receio de afirmar que as paixões são egoístas e promovem a busca para ficar próximo(a) do(a) outro(a), beneficiando a si mesmo de sua presença, ou como dizem, “curtindo” o momento.  O amor, por sua vez, começa a nascer quando o sentimento de responsabilidade e interesse pela vida do outro vai surgindo, assim como nasce uma amizade verdadeira. Vai além de querer estar ao lado da pessoa porque ela é agradável ou porque você sente-se bem ao lado dela. Concretiza-se quando todos estes sentimentos somam-se ao desejo de ver o outro bem e lutar para que ele(ou ela) seja feliz, mesmo que isso implique em muitas renúncias pessoais.

Os casais de nosso tempo sabem o sentido da palavra renúncia?

Por ser palavra pouco praticada em nosso tempo é que muitos matrimônios (que talvez nunca tenham existido de fato!) entram em sérias crises após as primeiras dificuldades.

O sentimento deve crescer para o amor Amor-Ágape, como um reflexo do amor de Jesus por nós, capaz de doar a própria vida. O amor matrimonial é bem descrito por São Paulo quando exorta “Maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.” (Ef 5,25).

Ao falar do amor, não se pode deixar de falar que, como cristãos católicos, acreditamos que o amor vem de Deus. “O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino”. (CIC1639) Ele nos dá também o Espírito Santo para iluminar nossa razão e assumirmos o compromisso de amar de modo concreto.

Sim, um compromisso. Os noivos não podem achar que é apenas sentimento, mas devem saber que o amor também envolve o uso da razão. Além do  sentimento, a razão é fundamental para conhecer a própria capacidade e disposição para assumir um compromisso até que a morte os separe!

Um enorme desafio é falar, em nossa sociedade baseada em situações efêmeras, da verdade sobre o amor como compromisso indissolúvel. É comum encontrarmos pessoas que estão no seu segundo, terceiro, quarto casamento… , um fato cada vez mais assimilado pela sociedade. Tanto que, ao perceberem que já tenho seis filhos, algumas pessoas me perguntam: “Todos do mesmo casamento?”  Sim, do mesmo e único!

A correnteza vai empurrando forte em sentido contrário ao casamento pra vida toda. Quer um pequeno exemplo? Alguma vez você já foi a uma festa de aniversário onde depois do Parabéns, cantam o “com quem será”? E o final mais conhecido dessa canção é: Ele aceitou, ele aceitou…Teve dois filhinhos e depois se separou!

Parece brincadeira ingênua, mas é o reflexo do pensamento contemporâneo. Particularmente, tenho pavor desse “com quem será” e procuro mudar a letra com meus filhos para algo como “tiveram muitos filhos e a família aumentou!”.

É por tudo isso – doação, compromisso, amor-Ágape etc – que o PSM destaca que os noivos “são convidados a compreender o que significa o amor responsável e maduro da comunidade de vida e de amor que será a sua família, verdadeira igreja doméstica, que contribuirá para enriquecer toda a Igreja.”(PSM2)

E o que será esse amor responsável e maduro? O Papa João Paulo II nos dá uma boa pista, em seu livro Amor e Responsabilidade: Quanto maior o sentimento de responsabilidade pela pessoa amada, mais existe amor verdadeiro”

Ao questionar os conceitos de amor e fazê-los refletir sobre que tipo de sentimento os une, devem ser convidados a construir um amor maduro, alicerçado na doação, pelo qual o casal certamente experimentará a grande felicidade da vida matrimonial. E não estarão sozinhos, mas contam com a graça de Deus. “Esta graça própria do sacramento do Matrimônio se destina a aperfeiçoar o amor dos cônjuges, a fortificar sua unidade indissolúvel. Por esta graça “eles se ajudam mutuamente a santificar-se na vida conjugal, como também na aceitação e educação dos filhos. Cristo é a fonte desta graça. “(CIC1641/1642)

Somente assim, o casal poderá entender que “o matrimonio implica para os esposos cristãos a resposta a uma vocação de Deus e a aceitação da missão de serem sinal do amor de Deus para todos os membros da família humana, sendo participação da aliança definitiva de Cristo com a Igreja.” (PSM16)

Assim como é grande o desafio de falar de vários aspectos do amor aos noivos dentro do tempo da preparação remota, é também grande o desafio de citar, em um artigo, os pontos a serem abordados no tema do amor conjugal. Mas, fica a sugestão de se trabalhar o amor sob o ponto de vista da doação e compromisso, diferenciando-o da do amor curtição tão exaltado nas novelas, filmes e até em casas de muitos cristãos! E que, pelo menos, se lembre do tema quando alguém entoar “Com quem será?”

(Fonte: Agência Zenit)

Quando Bergoglio batizou Federico, de família judaico-católica

Em Buenos Aires, o arcebispo superou a burocracia e recomendou ao batizado que não se esquecesse das suas raízes judaicas

Por Redacao

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Nosso leitor Eduardo Rivero compartilha com ZENIT um episódio da vida do cardeal Bergoglio em Buenos Aires, acontecido com seu amigo portenho que temos a honra de apresentar neste relato.

Eduardo, sua esposa, seu filho e sua filha viviam no Canadá fazia três anos, por motivos de trabalho. Decidiram batizar a filha na Argentina e queriam que o padrinho fosse Federico, o cunhado de Eduardo.

Quando lhe fizeram o convite, Federico respondeu que seria uma honra, mas que antes precisava ele próprio ser batizado. A família da esposa de Eduardo é judaico-católica: a mãe é judia e o pai é católico. Os pais sempre deram aos filhos a opção de escolher sua religião.

A esposa de Eduardo, assim, escolheu a fé católica; a irmã, Carolina, optou pela religião judaica. O irmão, Federico, sempre esteve mais próximo do catolicismo, mas nunca se batizou.

O convite a ser padrinho da sobrinha se transformou para Federico numa boa oportunidade para enfim receber o próprio batismo. Ele começou a se informar em várias igrejas e todas lhe pediam cursos ou trâmites burocráticos. Federico ligou para a irmã e para o cunhado e lhes agradeceu por terem-no escolhido como padrinho da filha, mas relatou as travas que tinha encontrado e contou que não pôde se batizar. Considerando o pouco tempo que faltava para o batismo da bebê, seria impossível o batismo dele próprio.

Eduardo relata que a esposa, não se resignando, decidiu telefonar pessoalmente para a arquidiocese de Buenos Aires e tentar conversar com Bergoglio, então cardeal da capital argentina. Foi por volta do  dia 15 de novembro de 2012. Ela conseguiu falar com a secretária de Bergoglio, que ouviu toda a história atenciosamente e garantiu que a transmitiria ao cardeal. Quinze minutos mais tarde, tocou o telefone. “Era o próprio arcebispo, ligando para perguntar como poderia ajudar. Nós não o conhecíamos, nem ele nos conhecia, mas ele nos ligou”, relembra Eduardo.

Sua esposa contou ao cardeal a história da família e Bergoglio afirmou que seria uma alegria batizar Federico ainda naquele sábado, na catedral portenha.

“Quando Bergoglio terminou o batizado, ele pediu a Federico que jamais se esquecesse das suas raízes judaicas. O cardeal também se ofereceu para batizar a menina”, conta Eduardo.

Para o batismo da pequena, “o cardeal veio da sua casa até a igreja de São Martinho de Tours, num sábado à tarde, especialmente para batizar a nossa filha, sem nos conhecer e com a humildade de um grande homem”.

(Fonte: Agência Zenit)

Toda a América Latina tem feito um grande esforço na formação e criação de Institutos da Família

Balanço do 2º Encontro Nacional das Assessorias de formação da Pastoral Familiar da CNBB

Por Redacao

BRASíLIA, 25 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Publicamos a seguir o balanço do 2º Encontro Nacional das Assessorias de formação da Pastoral Familiar enviado hoje a ZENIT pelo casal Raimundo (mais conhecido como Tico) e sua esposa Vera Lúcia, casal coordenador da comissão Nacional da Pastoral Familiar.

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O 2º. Encontro Nacional das Assessorias de Formação da Pastoral Familiar, realizado nas dependências do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família (Salvador), nos dias 21 e 22 de setembro/2013, teve como objetivos: a) promover a unidade e a comunhão nos serviços de formação de agentes para a Pastoral Familiar, valorizando a diversidade das experiências existentes;  b) reforçar a importância e a necessidade da formação sistemática de agentes para a Pastoral Familiar, oferecida pela CNPF, através do INAPAF.

Conduzido pelo casal Tico e Vera, coordenadores da Comissão Nacional de Pastoral Familiar – CNPF, juntamente com os assessores pedagógicos do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar – INAPAF, esse encontro contou com o incondicional apoio do Presidente da Comissão Episcopal Pastoral – CEPVF, Dom João Carlos Petrini e do seu Assessor para o setor Vida, Padre Rafael Fornasier, acolhendo coordenadores de Pastoral Familiar e representantes dos Núcleos de Formação e Espiritualidade de diversos regionais da CNBB. Com a graça de Deus pode-se proclamar que esse encontro transcorreu em clima de paz e de serenidade e que os assuntos ali expostos, apreciados e discutidos foram esclarecedores e enriquecedores, servindo para otimizar a formação de agentes da Pastoral Familiar.

Concretamente, foi apresentada aos presentes uma proposta de GUIA DO AGENTE, com orientações práticas sobre a formação sistemática oferecida pelo INAPAF através das modalidades de Cursos: Presenciais, Semi-presenciais e à Distância. Na oportunidade, foi sugerido que a proposta do referido Guia fosse enviada para os demais casais regionais (nem todos se fizeram presentes), como forma de participação mais ampliada da apreciação do ali contido e, se for o caso, apresentação de sugestões.

Destaque se deve à abertura dos trabalhos no domingo, feita por Dom Petrini que, com serenidade e autoridade, parabenizou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo INAPAF, enfatizando a importância da formação centrada no magistério da Igreja e pensada de uma maneira mais positiva e adequada à realidade, numa linguagem mais atualizada e mais  focada no anúncio da grandeza do amor gratuito vivido como dom de si mesmo, o que tem sido uma raridade dentro da igreja e da própria família. Alertou, ainda, sobre a necessidade do INAPAF fortalecer e expandir seu trabalho, estando atento às necessidades atuais de inovações. Na oportunidade, Dom Petrini informou, também, que toda a América Latina tem feito um grande esforço na formação e criação de Institutos da Família, estabelecendo uma rede de Institutos ligadas ao Pontifício Instituto da Família, em Roma, como forma de incentivar estudos mais aprofundados sobre o matrimônio e a família na sociedade contemporânea.

Encerrando o encontro foi aprovada uma carta de recomendações, onde os participantes se propuseram, entre outras, a envidar todos os esforços para criar e manter, entre as equipes de formação da Pastoral Familiar no Brasil, a unidade pedida pelo próprio  Jesus Cristo no evangelho de João,  “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti…”, (Jo 17, 21), animando, criando e implantando os Núcleos de Formação e Espiritualidade em todos os regionais da CNBB e  estendendo-o às (arqui) Dioceses e Paróquias do Brasil.

Na expectativa de que esse encontro gere os frutos almejados, a Comissão Nacional de Pastoral Familiar, juntamente com a equipe nacional de assessoria pedagógica agradece a Deus pelas graças alcançadas e a todos os participantes que confiaram e abraçaram a proposta do encontro.

(Fonte: Agência Zenit)

O Santo Padre Francisco: um sim à vida, à família e ao matrimônio

Reflexão sobre a entrevista do Papa Francisco concedida à “La Civiltà Cattolica”

Por Padre Jorge Lutz

RIO DE JANEIRO, 24 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – No dia 19 de Setembro, 16 revistas jesuítas no mundo todo publicaram uma nova e extensa entrevista com o Santo Padre Francisco, feita pelo Pe. Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltà Cattolica ─ uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano – que foi publicada em espanhol e foi apresentada pela revista “Razón y Fe”.

O Santo Padre Francisco nos fala dele, de porque se tornou Jesuíta e do que significa para um jesuíta ser Papa. Na entrevista nos fala também da vida na Companhia de Jesus, sua espiritualidade e missão, e de “como a Companhia deve ter sempre diante de si a procura da glória de Deus sempre maior”. Com muito carinho nos fala do Povo Santo de Deus e diz que “a imagem da Igreja de que gosto é a do povo santo e fiel de Deus”. Também aborda temas da sua experiência de governo, da importância de “sentir com a Igreja”, da importância da mulher, da doutrina moral da Igreja e das realidades mais interiores e profundas do ser humano. O Papa compartilha como reza e quanto é importante ter esperança na vida.

Infelizmente o conteúdo desta entrevista tem sido manipulado por diferentes meios de comunicação, apresentando o Santo Padre, como alguém que está contra da luta pela vida, e pró-família, concretamente em temas como o aborto e a homossexualidade e o papel da mulher na Igreja. Os comentários do Santo Padre aparecem especialmente dentro do parágrafo: “Igreja, hospital de campanha?” Onde o Santo Padre, longe de justificar estas ideologias contra a vida e a família, tenta nos alentar a entender quão importante é hoje “curar as feridas”, aproximando-nos das pessoas com verdadeira misericórdia.

Diante da pergunta de como devem ser as pastorais com os homossexuais e da segunda união, o Papa Francisco diz que “temos que anunciar o Evangelho em todas as partes, pregando a Boa Notícia do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo tipo de ferida e qualquer doença. Em Buenos Aires, disse, recebeu cartas de pessoas homossexuais que são verdadeiros feridos sociais, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não pode fazer isso. Durante o vôo em que retornava do Rio, disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e procura Deus, quem sou eu para julgá-la? Ao dizer isto eu disse o que diz o Catecismo. A religião tem direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres, não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”. Aqui quando o Papa se refere à vida pessoal, se refere a todo ser humano e seu interior, e em nenhum momento fala de pessoas homossexuais ou lésbicas como diz a mídia de forma tendenciosa.

O Papa lembrou também que “uma vez, uma pessoa, para me provocar, perguntou- me se eu aprovava a homossexualidade. Eu então respondi para ela com outra pergunta: ‘Diga-me se Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova sua existência com afeto ou a rejeita e a condena? ’ Há que se ter sempre em consideração a pessoa. Aqui entramos no Mistério do ser humano. Nesta vida Deus acompanha as pessoas e é nosso dever acompanhá-las a partir de sua condição. Há que se acompanhar com misericórdia. Quando acontece assim, o Espírito Santo inspira ao sacerdote as palavras oportunas”

O Santo Padre também falou “que esta é a grandeza da confissão, que avalia cada caso, onde se pode discernir o que é o melhor para uma pessoa que busca a Deus e sua graça. O confessionário não é um lugar de tortura, e sim aquele lugar da misericórdia em que o Senhor nos conduz para fazer o melhor que possamos. Estou pensando na situação de uma mulher que tem o peso do fracasso matrimonial em que aconteceu também um aborto. Depois disso a mulher casou-se novamente e agora vive em paz com cinco filhos. O aborto pesa-lhe enormemente e ela está sinceramente arrependida. Gostaria de retomar a vida cristã. O que faz o confessor?” Isto para nada é justificar o aborto, ir contra o matrimônio ou favorecer o divorcio.

O Papa Francisco afirma também que “não podemos seguir insistindo só em questões referentes ao aborto, ao matrimônio homossexual e ao uso de anticoncepcionais. É impossível.  Eu já falei muito destas coisas e recebi reclamações, mais ao falar destas coisas tem-se que se falar no seu contexto. Além do mais já conhecemos a opinião da Igreja e Eu sou filho da Igreja, e não é necessário estar falando destas coisas sem parar… O anúncio missionário concentra-se no essencial, no que é necessário, que por outra parte é o que mais apaixona e atrai e faz arder o coração… a proposta evangélica deve ser mais simples, mais profunda e irradiante. Só desta proposta depois surgem as conseqüências morais”. Os meios de comunicação têm informado de forma ambígua e mal intencionada que o Papa critica uma obsessão da Igreja nestes temas, mais o que o Papa Francisco tem feito é simplesmente com abertura, simplicidade e de forma direta e humilde deixar clara a doutrina da Igreja, que brota da pregação do Amor e da Misericórdia de Cristo e que devem se expressar numa autêntica pastoral para nossa época.

Todo este tema do Aborto se esclarece ainda mais com a firme postura do Santo Padre frente a cultura do descartável, que busca a eliminação dos seres humanos mais fracos. No discurso que fez aos ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, pronunciado em 20 de Setembro deste ano, o Papa disse que “nossa resposta a esta mentalidade é um SIM decidido e sem vacilações à vida, que sempre é sagrada é inviolável”. Este discurso tem ainda muita importância, diante da manipulação que alguns meios de comunicação seculares estão fazendo da entrevista do Santo Padre.

O Papa Francisco toca outros temas apaixonantes em sua entrevista. Para iluminar mais a nossa formação e não deixar que a mídia secular nos manipule, acho adequado abordar o tema da mulher. Longe de toda ideologização e com muita clareza no tema sobre a mulher e sua função e missão na Igreja, nos diz o Papa que “é necessário ampliar os espaços de uma presença feminina mais incisiva na Igreja… As mulheres têm colocado perguntas profundas que devem ser tratadas. A Igreja não pode ser ela própria sem a mulher e o seu papel. A mulher, para Igreja, é imprescindível. Maria, uma mulher, é mais importante que os bispos. Digo isto, porque não se deve confundir a função com a dignidade. É necessário aprofundar melhor a figura da mulher na Igreja. É preciso trabalhar mais para fazer uma teologia profunda da mulher. Só realizando esta etapa se poderá refletir melhor sobre a função da mulher no interior da Igreja. O gênio feminino é necessário nos lugares em que se tomam as decisões importantes. O desafio hoje é exatamente esse: refletir sobre o lugar específico da mulher”.

É o Santo Padre quem nos desafia e nos diz na entrevista: “Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora… Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, tendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta; de quem a abandonou ou lhe é indiferente… Mas é necessário audácia, coragem”.

Façamos a nossa parte e, como o Papa Francisco diz, trabalhemos por “procurar e encontrar Deus em todas as coisas… Devemos caminhar juntos: o povo, os Bispos e o Papa.

(Fonte: Agência Zenit)

Estudos científicos demonstram à ONU que “voltar para o básico” melhora a vida e a família

Foto: Alliance Defending Freedom

NOVA IORQUE, 23 Set. 13 / 03:00 am (ACI/EWTN Noticias).- “Voltemos para o básico para melhorar a educação, a saúde materna, a mortalidade infantil e os índices de pobreza”, foi a mensagem principal que se destacou ontem frente aos delegados da Organização das Nações Unidos (ONU) em Nova Iorque (Estados Unidos), durante o evento Vida e Família: Um Verdadeiro Enfoque para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O evento organizado por Alliance Defending Freedom e Fundação incluindo o México, teve como fim demonstrar através de pesquisas e estudos científicos, que os objetivos de Desenvolvimento do Milênio (MDGs), podem ser alcançados se os direitos básicos, que foram a base das Nações Unidas, são protegidos ao fortalecer os laços da família e respeitando a vida.

Durante o encontro, o Diretor do Instituto chileno, MELISA, Dr. Elard Koch, o sociólogo e catedrático associado do Instituto Austin, Dr. Mark Regnerus e o Presidente do Diretório e Diretor Jurídico do Alliance Defending Freedom, Alan Sears, analisaram quatro dos oito MDGs: educação, pobreza, saúde materna e mortalidade infantil.

Apoiado em estudos realizados no Chile e no México, o Dr. Koch, comprovou cientificamente a relação entre a educação superior e a saúde materna e desmentiu a hipótese que assinala que o índice de mortalidade infantil diminui quando o aborto é legalizado, indicando que em vários países, o aborto aumenta até 10 por cento quando se legaliza.

Sears indicou que a Declaração Universal dos Direitos Humanos “reafirma que toda pessoa tem dignidade inerente e possui direitos fundamentais universais”, ressaltando que “se recordamos e vivemos de tal maneira, as Nações Unidas podem conseguir a sua missão e alcançar seus MDGs de paz e unidade entre as nações”.

Exortou a que “nosso dever é atuar e assim conseguir um futuro melhor” enfatizando que se deve “voltar para o básico” para poder assim “descobrir e imitar os propósitos das Nações Unidas e o propósito da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Por sua parte, o Dr. Regnerus apresentou estudos que mostram que se pode superar os níveis de educação enfocando-se na família e manifestou que “temos a tendência de tirar a importância de como uma pessoa se beneficia a nível educativo, econômico e social ao viver em uma família estável”.

No evento também esteve presente a Primeira Dama da Guatemala, Rosa Leal de Pérez, que em nome do seu marido, o Presidente, Otto Pérez Molina, recebeu o Galardão da Liberdade por estabelecer os direitos humanos como fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Leal de Pérez afirmou durante o seu discurso de abertura, o compromisso de seu país em proteger a santidade da vida e apoiar o fortalecimento da família

(Fonte: ACI Digital)

Contracepção: a definição em 3 pontos

Para o Glossário de Bioética, trata-se dos meios para evitar a fecundação e não deve ser confundida com o aborto

Por Carlo Bellieni

ROMA, 10 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Contracepção: meios empregados para impedir a fecundação, a recepção do espermatozóide pelo óvulo que leva ao surgimento do embrião, e não deve ser confundida com o aborto, que, por sua vez, impede a implantação no útero ou o desenvolvimento de um embrião; sua utilização rotineira é resultado de uma postura social que considera os filhos não como o fruto natural de um casal, mas como uma possibilidade facultativa.

Realismo

A contracepção é a utilização de meios para impedir a concepção. Ela se opõe à acceptio, que é o acolhimento. Existe uma contracepção química, feita com drogas como a pílula, e uma mecânica, feita com instrumentos como o preservativo. Uma vez ocorrida a concepção, ou seja, a união das células masculina e feminina, já não se fala de contracepção: os vários fármacos que bloqueiam a implantação do embrião no útero não são anticoncepcionais, mas sim abortivos.

A razão

Em que tipo de cultura se verifica este fenômeno? A contracepção é uma prática muito comum, especialmente nos paísesditosavançados. Ela permite o controle da concepção e, como resultado, o controle dos nascimentos. Por este motivo, disseminou-se rapidamente num contexto em que a entrada das mulheres no mercado de trabalho levava à limitação das escolhas reprodutivas, o que tinha sido quase ignorado durante os séculos anteriores, nos quais a chegada de um filho não era “planejada”, mas apenas um fato fisiológico. A propagação da contracepção é uma função da política social e industrial, que vê com bons olhos a política do “filho único” e se espanta com a existência das famílias numerosas. A questão quanto à contracepção, portanto, é em primeiro lugar uma questão sobre o modelo cultural e industrial que está na sua base. Há uma fatia razoável da população que enxerga como uma imposição indesejada a política social das famílias reduzidas à mínima expressão. A contracepção é um fenômeno próprio de um processo cultural recente, mas forte, que mudou radicalmente a vida nos países ocidentais.

Ainda restam dúvidas sobre a segurança pessoal da mulher que usa meios anticoncepcionais? O site doFeminist Women Health Center,que certamente não é hostil aos anticoncepcionais, não hesita em recordar também as desvantagens físicas da pílula. O mesmo porém é indicado no site do Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Por quê? Porque algum problema existe. E não é apenas de ordem moral.

O sentimento

Tentem fazer um julgamento sobre a contracepção olhando para uma criança. É claro que existem muitas dificuldades para se criar uma família, mastodaselas são recompensadas. O primeiro passo ao se pensar na família não pode ser um “NÃO”. Famílias pequenas e vidas isoladas são o padrão que destrói os sonhos de procriação explicitamente manifestados pelos jovens, traduzindo-os em resignação ao padrão cultural ocidental. Para falar de contracepção, precisamos entender esse clima cultural: sem isto, falamos apenas de problemas técnicos. E a técnica não é tudo.

(Fonte: Agência Zenit)

Apresenta a sua Família ao Papa Francisco

Apresenta a sua Família ao Papa Francisco, novo concurso do Vaticano

ROMA, 04 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Pontifício Conselho para a Família do Vaticano lançou um concurso no que poderão participar os mais novos da casa. Para isso devem desenhar as suas famílias e enviar os desenhos ao Papa. Os desenhos ganhadores serão apresentados ao Papa Francisco durante a Peregrinação das Famílias ao Túmulo de Pedro em Roma, nos dias 26 e 27 de outubro deste ano.

O Pontifício Concílio para a Família da Santa Sé lançou esta convocatória a todas as crianças entre 3 e 11 anos de idade, para que enviem até o dia 30 de setembro desenhos de sua família em uma folha A4/letter em formato eletrônico indicando seu nome, idade e lugar de procedência.

Os desenhos ganhadores também serão publicados nos jornais locais, “IL Giornalino” e “G-Beby” e projetados durante as atividades da peregrinação.

O correio eletrônico para enviar os desenhos é: roma2013@family.va

(Fonte: Agência Zenit)

É bom e belo ser Família

Mariolina Ceriotti Migliarese explica como a psicanálise nãoo afirma nada que está em contradição com a antropologia cristã

Por Antonio Gaspari

ROMA, 26 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Mariolina Ceriotti Migliarese trabalha na área de Neuropsiquiatria Infantil e atende em seu consultório particular como psicoterapeuta de adultos e casais. Por muitos anos tem se ocupado da formação de pais e professores. Ela colabora com a revista Fogli, na qual mantém uma coluna mensal. Casada desde 1973, tem seis filhosentre12 e 32 anos e duas netas.

É membro do Comitê Científico da fundaçãoHappy Child com sede em Arese (MI), que trabalha para o estudo, pesquisa, promoção, implementação, suporte e gestão de iniciativas no âmbito do apoio para a família. Realiza seminários, reuniões e conferências em muitas cidades italianas e em centros culturais.

Publicou pelas edições ARES A família imperfeita. Como transformar ansiedade e problemas em desafios apaixonantes (2011), O par imperfeito. Como transformar os defeitos em ingredientes de Amor (2012) e em julho deste ano de 2013 Cara doutora... Respostas para as famílias imperfeitas.

ZENIT encontrou a Dra. Ceriotti Migliarese no Meeting de Rimini, onde apresentou o livro de Claudio Risé, O pai, a liberdade, dom, e conduziu um encontro no stand doMovimento pela Vida. De acordo com a psicoterapeuta, “não há contradição entre a abordagemda verdadeirapsicologia ea antropologia cristã e é fácil “reconhecer que a antropologia cristã é o melhor modelo para a humanidade”.

“Por exemplo – explicou – sempre me impressionou a grande humanidade de João Paulo II. O Papa polaco é uma figura totalmente incarnada, aponto detornar-se santo”. “Olhando para a história da humanidade – observou –eusempre me pergunteiqualideologia, filosofia, cultura, religião tinha geradotantas pessoas belas e santas. “Nesse sentido, o cristianismo prepara e executa o melhor resultado do ser humano”, frisou.

Para a psicologia, “o problema hoje é que muitos cristãos não conhecem bem a antropologia”. Por esta razão, “somos obrigados a entender o que levamos conosco e por isso devemos aprofundar bem os aspectos da antropologia”. No que diz respeito àqueles que querem mudar a identidade e a constituição da família natural, Ceriotti Migliarese explicou que “do ponto de vista da realidadehá um ponto que não pode ser menosprezado, a identidade sexual.”

Existe um homem e uma mulher. O Gênesis fala de Deusque”homem e mulher os criou”. “É óbvio – explicou – que não é possívelser ambas as coisas, e que o ser humano é inerentemente limitado. Para alcançar as competências precisa do outro”. “Hoje – acrescentou – alguns querem negar que existe um limite que distingue os dois sexos e de maneira egoísta e onipotente pretendem se tornar criaturasde si mesmos. Esta forma de pensar está tentando apagar a beleza da diferença”.

“Nenhuma técnica sofisticada pode superar a beleza da unidade da procriação concebida entre homem e mulher. Se você quiser se tornar verdadeiramente humano precisa fortalecer-seem sua identidade sexual cuja beleza está em função da relação”. A realidade nos diz claramente que existem dois sexos distintos. A diferença cromossômica afeta todas as células e é funcional também à identidade psicológica.”A diferença é um valor- concluiu – e o conhecimento que adquirimos pode nos fornecer uma chance real de um melhor relacionamento entre homem e mulher.”

Traduzido do original italiano por Maria Emilia Maregas

(Fonte: Agência Zenit)