“Façam todo o possível para que os seus filhos recebam a força do Espírito Santo”

Audiência geral: o papa Francisco fala do sacramento da Confirmação, através do qual nos tornamos capazes de “amar como Jesus”

Por Luca Marcolivio

ROMA, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – O sacramento da Confirmação deve ser entendido “na continuidade com o Batismo, ao qual está ligado inseparavelmente”, declarou o papa Francisco nesta manhã, durante a audiência geral, dando prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre os sacramentos.

“Estes dois sacramentos, juntamente com a Eucaristia, formam um único evento salvífico, a iniciação cristã, em que somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja”.

Por esta razão, recordou o papa, esses três sacramentos eram celebrados simultaneamente no final do catecumenato, geralmente durante a Vigília Pascal.

A palavra “crisma” significa “unção”. O termo designa o óleo sagrado com que “somos conformados, no poder do Espírito, a Jesus Cristo, que é o único verdadeiro ‘ungido’, o ‘Messias’, o Santo de Deus”.

O sacramento do crisma “faz crescer na graça batismal”, ou seja, “nos une mais firmemente a Cristo”, acrescentou o papa. Ele “completa a nossa vinculação com a Igreja; nos dá uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para nunca ter vergonha da sua cruz (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1303)”.

Se, por um lado, o número de pedidos de batismo para as crianças continua alto (“e isso é bom”, disse o papa), os adolescentes em idade de confirmação muitas vezes “ficam no meio do caminho” e não prosseguem a formação catequética.

Mas receber confirmação “é importante”, reiterou o Santo Padre: “E se vocês têm em casa jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam todo o possível para completar essa iniciação cristã e para que eles recebam a força do Espírito Santo”.

Os crismandos precisam de uma “boa preparação, que deve ter como objetivo levá-los a um compromisso pessoal de fé em Cristo e despertar neles o sentido de pertença à Igreja”, disse o pontífice.

Como todos os sacramentos, a Confirmação “não é obra de homens, mas de Deus, que cuida das nossas vidas para nos moldar à imagem do seu Filho, para podermos amar como Ele”.

Francisco recordou os sete dons que o Espírito Santo nos dá por meio deste sacramento: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus, anunciando que eles serão o tema de um novo ciclo de catequeses, após o ciclo atual sobre os sacramentos.

“Quando acolhemos o Espírito Santo em nossos corações e o deixamos agir, Cristo se faz presente em nós e toma forma em nossas vidas”, permitindo-nos “perdoar”, “rezar”, “infundir esperança e consolação”, “servir aos irmãos”,”aproximar-nos dos necessitados e dos últimos”,”criar comunhão”,”semear a paz”.

Na conclusão da catequese, o papa Francisco convidou os fiéis a se lembrarem de que foram confirmados e, acima de tudo, a “agradecer ao Senhor por este dom, pedindo-lhe ajuda para viver como verdadeiros cristãos, caminhar com alegria no Espírito Santo que nos foi dado”.

A audiência foi realizada ao ar livre, na Praça de São Pedro, apesar do tempo frio e chuvoso. “Nas últimas quartas-feiras, na metade da audiência, o céu tem nos abençoado… Mas vocês são corajosos! Força!”, disse o Santo Padre, com bom humor.

(Agência Zenit)

A misericórdia de Jesus é a nossa força e esperança

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium PressEm mais uma mensagem destinada aos seus fiéis seguidores no Twitter (@Pontifex), neste último sábado, 16, o Santo Padre lembrou da misericórdia e do amor de Jesus para com seus irmãos.

Na mensagem, o Papa disse que “Jesus quis conservar as suas chagas para nos fazer sentir a sua misericórdia. Esta é a nossa força, a nossa esperança”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53025#ixzz2l5ODu81y )

Atletas encontram força na certeza da fé

Judoca Dellan Monte, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô, acredita que fé e esporte são uma união de sucesso

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 10 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Dedicados na esperança daquilo que ainda não se vê, os atletas encontram força na certeza da fé.

O Esporte pode ser considerado como a dedicação na esperança daquilo que ainda não se vê, na busca por um sonho, vencendo os próprios limites em uma simples vitória ou no ápice de quebra de recordes. Sabendo disso, alguns atletas de alto nível e amadores buscam na Fé em Deus, que é a certeza daquilo que ainda não se vê, forças para alcançar sonhos e metas.

Existe no interior do ser humano o desejo de alcançar metas, sonhos e ir além do que se possa ver. O esporte é como um catalisador que potencializa tudo isso e, cada vez mais, com a ajuda da fé, vai formando campeões dentro e fora das quadras e campos. É isso mesmo, fé e esporte podem, sim, caminhar lado a lado, sabia? Pois fica ligado nessa. O corredor norte-americano Ryan Hall disse em uma entrevista durante as Olimpíadas de Londres: “Meu treinador é Deus”. Outro exemplo disso é a atleta Gabrielle Douglas, que entrou para história como a primeira ginasta negra a conquistar o título individual geral da ginástica rítmica em uma olimpíada. Quando ela conseguiu classificação para as finais, postou no twiiter: “Eu creio em Deus. Ele é o segredo do meu sucesso”.

O judoca Dellan Monte, brasileiro e católico, carrega muitos títulos na bagagem, como o de campeão pan-americano, bicampeão sul americano, tricampeão brasileiro e campeão do Aberto de Paris de Judô. Ele também acredita que fé e esporte são uma união de sucesso. “Em tudo na minha vida boto Deus em primeiro lugar. Em minhas lutas, minhas batalhas, sempre ele está ao meu lado. E em toda viagem que faço levo um terço comigo”, afirmou o atleta.

Percebeu como Deus pode sim fazer diferença dentro do mundo do esporte? Se você ainda tiver dúvidas vai aqui uma novidade: durante os Jogos Olímpicos no Rio, missas em diversas línguas, momentos de oração e apoio espiritual serão preparados para os atletas e turistas. A missão da fé é incentivar e dar a consciência de que a vida é mais sagrada do que o ouro carregado no peito por uma conquista.

A Igreja Católica quer contribuir para que, cada vez mais, os atletas possam, na espiritualidade, encontrar força e refúgio aliados ao treinamento diário. O responsável por esta missão, dentro Vaticano, é o padre Kevin Lixey, secretário do setor “Igreja e Esporte” do Pontifício Conselho para os Leigos. Segundo ele, “o esporte se manifesta como um portador de significados que ultrapassa a mera prática esportiva, sendo capaz de interpretar a vida e contextualizá-la no mistério da pessoa humana”.

Em dias cada vez mais conectados ao sedentarismo, é belo ver como o esporte nos dá a certeza de que muitos jovens encontram nele força para viver, saindo das drogas e de realidades muito difíceis. Ver um ser humano crescendo em dignidade sempre valerá a pena e essa é a missão da fé dentro do esporte: fazer acreditar que é possível ser campeão dentro e fora das competições, que ser uma pessoa melhor antes de ser alguém que ganha títulos é o mais importante. Claro que se o ouro chegar vai ser ótimo, mas o essencial é saber que sempre haverá um amigo que te apoia na vitória ou derrota, nas lágrimas ou nos sorrisos, pois sua grande vitória fo,i quando ninguém esperava, pregado em uma cruz!

(Fonte: Agência Zenit)

A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo

As palavras do papa Francisco no Angelus

CIDADE DO VATICANO, 15 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as palavras pronunciadas pelo papa Francisco neste domingo, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Na liturgia de hoje, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a ovelha perdida, a moeda perdida, e a mais longa de todas as parábolas, típica de São Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho “pródigo” e o filho, que acredita ser o “justo”, que crê ser santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, Deus é alegria. Interessante: Deus é alegria! E o que é a alegria de Deus? A alegria de Deus é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a ovelha; é a alegria de uma mulher que encontra novamente a sua moeda; é a alegria de um pai que acolhe novamente em casa, o filho que estava perdido, que era considerado morto e tornou a viver, voltou para casa. Aqui está todo o Evangelho! Aqui! Aqui está todo o Evangelho, todo o cristianismo! Mas não é sentimento, não é ser “bonzinho”! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “câncer” que é o pecado, o mal moral, o mal espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história. Somente o amor pode fazer isso, e essa é a alegria de Deus!

Jesus é todo misericórdia, Jesus é todo amor: é Deus feito homem. Cada um de nós é aquela ovelha perdida, aquela moeda perdida; cada um de nós é aquele filho que desperdiçou a própria liberdade seguindo falsos ídolos, ilusão de felicidade, e perdeu tudo. Mas Deus não se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. É um pai paciente, nos espera sempre! Respeita a nossa liberdade, mas permanece fiel. E quando voltamos para Ele, nos acolhe como filhos, em sua casa, porque ele não para nunca, nem por um momento, de nos esperar, com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna. Está em festa porque é alegria. Deus sente essa alegria quando um de nós pecadores vai até Ele e pede o seu perdão.

Qual é o perigo? É que supomos sermos justos, e julgamos os outros. Julgamos até Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condenando-os à morte, em vez de perdoar. Agora sim corremos o risco de permanecer fora da casa do Pai! Como aquele irmão mais velho da parábola que, em vez de se alegrar porque seu irmão retornou, ele fica com raiva de seu pai que o acolhe e faz festa. Se em nossos corações não há misericórdia, alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo observando todos os preceitos, pois é o amor que salva, não apenas a prática dos preceitos. É o amor por Deus e pelo próximo que realiza todos os mandamentos. E este é o amor de Deus, a sua alegria: perdoar. Nos espera sempre! Talvez algum de vocês tenha algo pesado em seu coração: “Mas, eu fiz isso, eu fiz aquilo…”. Ele te espera! Ele é pai: sempre espera por nós!

Se vivemos de acordo com a lei “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal. O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo. Mas como Deus nos julga?Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

Peço-vos uma coisa, agora. Em silêncio, todos, pensemos… cada um pense em uma pessoa com a qual não estamos bem, com a qual estamos com chateados, que não gostamos. Pensemos nessa pessoa em silêncio, neste momento, rezemos por esta pessoa e tornemo-nos misericordiosos para com esta pessoa.

Invoquemos agora a intercessão de Maria, Mãe da Misericórdia.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs,

ontem, na Argentina, foi proclamado Bem-aventurado José Gabriel Brochero, um padre da diocese de Córdoba, que nasceu em 1840 e morreu em 1914. Impulsionado pelo amor de Cristo, dedicou-se inteiramente ao seu rebanho, para levar todos ao Reino de Deus, com imensa misericórdia e zelo pelas almas. Estava com o povo, e tentava levar muitos aos exercícios espirituais. Ele andava por quilômetros e quilômetros, subindo as montanhas com sua mula chamada “cara feia”, porque não era bonita. Ele caminhava mesmo debaixo de chuva, era corajoso! Mas, vocês também, com essa chuva, estão aqui, vocês são corajosos. Bravos! No final, este Beato estava cego e leproso, mas cheio de alegria, a alegria do Bom Pastor, a alegria do Pastor misericordioso!

Gostaria de unir-me à alegria da Igreja na Argentina pela beatificação deste pastor exemplar, que percorreu incansavelmente com uma mula, os caminhos áridos de sua paróquia, procurando casa por casa, as pessoas a ele confiadas para levá-las a Deus. Peçamos a Cristo, por intercessão do novo Beato, que se multipliquem os sacerdotes que, imitando Brochero, entreguem as suas vidas ao serviço da evangelização, de joelhos diante do Crucifixo, como também testemunhando em todos os lugares o amor e a misericórdia Deus”.

Hoje, em Turim, conclui-se a Semana Social dos católicos italianos, sobre o tema ” Família, esperança e futuro para a sociedade italiana”. Saúdo todos os participantes e alegro-me com o forte compromisso que existe na Igreja na Itália com as famílias e para as famílias e que é um forte estímulo também para as instituições e para todo o país. Coragem! Avante neste caminho da família!

Saúdo com afeto todos os peregrinos presentes hoje: famílias, grupos religiosos, jovens. Em particular, saúdo os fiéis de Dresano, Taggi di Sotto e Torre Canne di Fasano; UNITALSI de Ogliastra, as ciranças de Trento que em breve receberão a Primeira Comunhão, os jovens de Florença e o “Spider Clube Itália”.

Desejo a todos um bom domingo e um bom almoço. Adeus!

(Fonte: Agência Zenit)

Cristãos sem medo, sem vergonha e sem triunfalismo

Homilia do Papa Francisco na missa em Santa Marta

CIDADE DO VATICANO, 10 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Os cristãos são chamados a anunciar Jesus sem medo, sem vergonha e sem triunfalismo. Foi o que disse o Papa Francisco na Missa esta manhã na Casa Santa Marta. O Papa sublinhou o risco de se tornar cristãos sem Ressurreição e reiterou que Cristo é sempre o centro e a esperança da nossa vida.

Jesus é o Vencedor, Aquele que venceu a morte e o pecado. O Papa Francisco desenvolveu a sua homilia, inspirando-se nas palavras de Jesus na Carta de São Paulo aos Colossenses. Para todos nós, disse o Papa, São Paulo aconselha de caminhar com Jesus “porque Ele venceu, caminhar n’Ele arraigados e edificados n’Ele, sobre esta vitória, firmes na fé”. Este é o ponto chave, ressaltou: “Jesus ressuscitou”. Mas, – continuou -, nem sempre é fácil entender. O Papa recordou, por exemplo, que quando São Paulo falou aos gregos em Atenas foi ouvido com interesse até quando ele falou da Ressurreição. “Isso nos faz ter medo, melhor deixá-la lá”. Um episódio que nos questiona também hoje:

“Há tantos cristãos sem Ressurreição, cristãos sem o Cristo Ressuscitado: acompanham Jesus até o sepulcro, choram, eles o amam muito, mas até ali. Pensando nessa atitude dos cristãos sem o Cristo Ressuscitado, eu encontrei três tipos de cristãos, mas existem muitos outros: os temerosos, os cristãos temerosos; os vergonhosos, aqueles que têm vergonha; e os triunfalistas. Esses três não se encontraram com Cristo Ressuscitado! Os temerosos: são aqueles da manhã da Ressurreição, os discípulos de Emaús … vão embora, eles têm medo”.

Os Apóstolos, recordou o Papa, se fecham no Cenáculo, com medo dos judeus, também Maria Madalena chora porque levaram embora o Corpo do Senhor. “Os temerosos – advertiu – são assim: eles têm medo de pensar na Ressurreição”. É como, – observou o Papa -, se eles permanecessem “na primeira parte do texto”, “temos medo do Ressuscitado”. Há também os cristãos vergonhosos. “Confessar que Cristo ressuscitou – constatou o Santo Padre – dá um pouco de vergonha neste mundo que “vai tão longe nas ciências”. Para esses cristãos, Paulo disse para que tenham cuidado para que ninguém seja alvo de filosofias e de vazias sutilezas inspiradas na tradição humana. Estes, – disse ainda o Papa – , “têm vergonha” de dizer que “Cristo, com a sua carne, com as suas feridas ressuscitou”. Por fim, há os cristãos que “em seus corações, não acreditam no Senhor ressuscitado e querem eles fazer uma ressurreição mais majestosa do que aquela verdadeira”. São os cristãos “triunfalistas”:

“Eles não conhecem a palavra ‘triunfo’, somente dizem ‘triunfalismo’, porque têm como que um complexo de inferioridade e querem fazer … Quando olhamos para estes cristãos, com tantas atitudes triunfalistas, em suas vidas, em seus discursos e em sua pastoral, na Liturgia, tantas coisas assim, é porque no mais íntimo eles não acreditam profundamente no Ressuscitado. E Ele é o Vencedor, o Ressuscitado. Ele venceu. Por esta razão, sem temor, sem medo, sem triunfalismo, apenas observando o Senhor Ressuscitado, sua beleza, até mesmo colocando os dedos nas chagas e a mão no costado”.

“Essa – acrescentou – é a mensagem que hoje Paulo nos dá”: Cristo “é tudo”, é a totalidade e a esperança, “porque é o Esposo, o Vencedor”. O Evangelho de hoje, – disse ainda o Papa -, nos mostra uma multidão de pessoas que vai ouvir Jesus e há muitas pessoas doentes que tentam tocá-lo, porque d’Ele “saía uma força que curava todos”:

“A nossa fé, a fé no Ressuscitado: que venceu o mundo! Vamos em direção a Ele e deixemo-nos, como esses enfermos, ser tocadas por Ele, pela sua força, porque Ele é de carne e ossos, não é uma idéia espiritual que vai … Ele está vivo. Ele Ressuscitou. E assim venceu o mundo. Que o Senhor nos dê a graça de compreender e viver estas coisas”.

(Fonte: Rádio Vaticano)

Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia?

Papa Francisco: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”
Primeira audiência do Papa Francisco depois das férias de verão da Europa

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 04 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Os mais de 22 mil metros quadrados da Praça de São Pedro ficaram pequenos para acolher a multidão que hoje se reuniu para participar da primeira catequese das quartas-feiras, depois de dois meses de recesso, do Papa Francisco. Os peregrinos eram tantos que chegavam à Via della Conciliazione.

No início da Audiência, até parecia que o Papa não queria chegar à sua Sede, enquanto dava voltas e mais voltas em toda a Praça para quase cumprimentar um por um todos os presentes. Incontáveis as crianças e deficientes beijados e abraçados ao longo do percurso. Sorrisos e bençãos não pararam de sair do Santo Padre Francisco enquanto a multidão gritava: Francisco, Francisco, Francisco…

A leitura do Evangelho de Mateus foi ocasião para o Papa lembrar, nessa quarta-feira, a sua viagem à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, no mês de Julho desse ano. Tudo resumido em trêsKeywords, como de costume: acolhida, festa e missão.

Papa Francisco agradeceu à Nossa Senhora Aparecida a graça dessa viagem, e ressaltou a sua importância para a Igreja na América Latina. Aparecida é importante para a igreja do Brasil e da América Latina: lugar onde os bispos viveram uma Assembléia geral com o Papa Bento XVI, e continente onde se encontra a “maioria dos católicos do mundo”, destacou o Papa.

Acolhida

“Brava gente, questi brasiliani!!! Brava gente!”, Excelentes pessoas, estes brasileiros!!! Excelentes pessoas, disse o Papa, ao referir-se à primeira ideia da sua catequese de hoje: acolhida. A acolhida que as paróquias e o povo brasileiro deram aos peregrinos foi algo fantástico, disse o Papa, porque transformou os incômodos normais de uma peregrinação em ocasiões de amizade. “Assim cresce a Igreja em todo o mundo, como uma rede de grande amizade em Jesus Cristo”.

Festa

A segunda ideia que a experiência da JMJ trouxe ao Papa foi a de festa. A JMJ é sempre uma festa. Quando um cidade está cheia de jovens cantando, juntos, é uma festa. “E a festa maior é a festa do Senhor”, disse o Papa. Na JMJ essa festa acontece, principalmente, no momento central, na vigília da noite do sábado e na missa de envio no domingo. Só o Senhor dá a verdeira festa. “Sem o amor de Deus não há verdadeira festa para o homem”, ressaltou.

Missão

Missão. Essa foi a terceira ideia que a JMJ trouxe ao Papa. A JMJ foi caracterizada por um tema missionário: “Ide e fazei discípulos a todos os povos”. Escutamos a palavra de Jesus hoje, disse o Papa. É a missão que Ele nos dá a todos. Saiam de vocês mesmos para levar a luz e o amor do evangelho a todos. Até mesmo o local onde se pronunciou essa mensagem de Jesus lá no Rio de Janeiro, às margens do oceano e diante de uma multidão incontável na praia foi um lugar simbólico, “que lembrava as margens do mar da galileia”.

“Eu estou convosco todos os dias”, destacou o Papa, dizendo que isso é fundamental. Só com Cristo podemos levar o Evangelho. Sem Ele não podemos nada. Ainda uma pessoa que aos olhos do mundo não é nada, aos olhos de Deus é muito.

Nesse momento, o Papa levantou os olhos e interpelou os presentes na Praça de São Pedro: “Eu não sei se há jovens na Praça hoje… Há jovens na Praça? – e os peregrinos responderam com força: Sim!!! E continuou: “Vocês querem ser esperança para Deus? Vocês querem ser uma esperança para a Igreja?”, ao que responderam: Sim! E disse o Papa: “um coração jovem que se transforma em Cristo… Vocês, jovens, devem se transformar em esperança, abrir as portas para um mundo novo de esperança… querem ser esperança para todos nós?”

Então o Pontífice perguntou: “O que significa aquela multidão de jovens que encontraram Jesus no Rio de Janeiro?”, esses jovens não terminaram nos jornais – disse o Papa – porque não são violentos, porque não fazem notícia…, mas – continuou – se permanecem unidos a Jesus são muito fortes.

E Francisco, olhando novamente para todos reunidos na Praça de São Pedro, disse: “Vocês tem a coragem de aceitar esse desafio? Vocês tem essa coragem? Não escutei…” Ao que responderam: Sim!!!. E continuou o Papa: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”

A verdadeira experiência da JMJ nos traz a boa notícia. “Somos amados por Deus, que é Nosso Pai, que enviou Jesus para salvar-nos, para perdoar-nos tudo. “Ele sempre perdoa porque é bom e misericordioso”, disse Francisco.

E concluiu o Papa: “Acolhida, festa e missão. Que essas palavras sejam alma da nossa vida e da nossa comunidade”.

Ao final da audiência o Papa recordou que próximo sábado todos viveremos uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. “Também pela paz nos nossos corações, porque a paz começa no coração!” O pontífice por fim exortou os fieis romanos e os peregrinos a participarem da vigília de oração, “aqui, na Praça de São Pedro às 19hs, para invocar ao Senhor o grande dom da paz. Que se levante forte, em toda a terra, o grito pela paz!”.

(Fonte: Agência Zenit)

Papa: Jovens, “nadem contra a corrente”!

Jovens, “nadem contra a corrente”, “sejam corajosos”, “façam barulho”!
Na audiência de hoje, no Vaticano, com 500 peregrinos de Piacenza, em Roma para o Ano da Fé, o Papa Francisco exortou os jovens a “construir um futuro de beleza, bondade e verdade”

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 28 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Para o Papa Francisco a audiência desta tarde na Basílica Vaticana com 500 jovens da diocese de Piacenza-Bobbio, em uma peregrinação a Roma para o Ano da Fé, não foi um só um compromisso a mais na sua agenda papal. Pelo contrário, foi um momento de diversão e alegria, porque ele disse claramente: “Eu gosto de estar com os jovens”.

Ele gosta – explicou – porque os jovens têm em seus corações “uma promessa de esperança” são “artífices do futuro”, “buscadores da beleza” e “profetas de bondade” e é bom estar com quem tem nas mãos a capacidade de construir um mundo melhor.

A reunião foi “organizada” pelo bispo de Piacenza, Mons. Gianni Ambrosio, que, acompanhando os jovens a Roma nos lugares da fé, pediu ao Santo Padre para concluir esta bela experiência com uma audiência privada com os peregrinos. E o Papa, como sempre, não deu desculpas, pelo contrário, disse: “faço-o com prazer”.

“Obrigado por esta visita – disse na abertura do seu discurso improvisado -. O bispo falou que fiz um grande gesto ao vir aqui, mas o fiz com ‘egoísmo’, sabem por quê? Porque gosto de estar com vocês”.

E acrescentou: “Quando me dizem: mas, padre, que tempos ruins, estes… Olha, não é possível fazer nada! Como não é possível fazer nada? E explico que muita coisa pode ser feito!”. Mas quando – continuou ele – “um jovem me diz: Que maus tempos, estes, padre, não podemos fazer nada!, eu o mando falar com um psiquiatra, hein?”, porque “não dá para entender um jovem, um rapaz, uma moça, que não queiram fazer algo grande, apostar em grandes ideais para o futuro, não? Depois, farão o que puderem, mas a aposta é por coisas grandes e bonitas”.

No coração de cada jovem há “três desejos”, disse o Papa Bergoglio. A vontade da beleza: “Vocês gostam da beleza, são buscadores de beleza”. A vontade da bondade: “vocês são profetas da bondade. Vocês gostam de ser bons e esta bondade é contagiosa, ajuda todos os outros…”. Finalmente, a vontade, mais ainda, a “sede” de verdade. Estão enganados aqueles que acreditam ter a verdade, advertiu o Papa, “porque não se tem a verdade, não a trazemos”, mas “se encontra”, é “um encontro com a verdade que é Deus, mas é preciso buscá-la”.

Papa Francisco, portanto, incentivou os jovens a levar adiante esses três desejos, a fim de construir um “futuro com a beleza, com a bondade e com a Verdade”. Para o Bispo de Roma este é um verdadeiro e real “desafio”, por isso as novas gerações devem ser sempre ativas e positivas, porque “se um jovem é preguiçoso ou é triste então aquela beleza não será beleza, aquela bondade não será bondade e aquela verdade não será tal”.

“Apostar em um grande ideal, e o ideal de fazer um mundo de bondade, beleza e verdade – é a exortação do Papa – isso, vocês tem o poder de fazê-lo”. Então dirigiu aos presentes o mesmo incentivo dado aos jovens argentinos participantes na JMJ: “Coragem. Vão em frente. Façam barulho, hein? Onde há jovens deve haver ruído. Depois, as coisas se ajeitam, mas o entusiasmo de um jovem deve fazer barulho sempre”.

“Vão em frente – insistiu o Papa – e acima de tudo sempre na vida existirão pessoas que vos farão propostas para freiar, para bloquear seu caminho. Por favor, nadem contra corrente. Sejam corajosos, corajosos. Dizem para vocês: Mas, toma um pouco de álcool, toma um pouco de droga… Não! Vocês devem ir na contramão dessa civilização que nos está fazendo tanto mal”.

“Entenderam isso? – concluiu Bergoglio – ir contra a corrente e isso significa fazer barulho. Ir em frente, mas com os valores da beleza, da bondade e da verdade”.

Em conclusão, o Papa desejou aos jovens peregrinos “todo o bem, um bom trabalho, alegria no coração”; depois rezou junto com eles à Nossa Senhora que “é a Mãe da beleza, a Mãe da bondade e a Mãe da Verdade”, para que “nos dê a graça da coragem para seguir em frente e ir contra a corrente”.

Depois da Ave Maria, finalmente, o pedido de sempre:. “Orem por mim, porque este trabalho é duro”. Entre os aplausos e em um clima de grande entusiasmo, Francisco cumprimentou todos os meninos e meninas presentes. Saindo, se deu conta de que faltavam outras pessoas para cumprimentar e voltou atrás para não deixar ninguém ir para casa sem o abraço do sucessor de Pedro.

Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira

(Fonte: Agência Digital)