Toda a América Latina tem feito um grande esforço na formação e criação de Institutos da Família

Balanço do 2º Encontro Nacional das Assessorias de formação da Pastoral Familiar da CNBB

Por Redacao

BRASíLIA, 25 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Publicamos a seguir o balanço do 2º Encontro Nacional das Assessorias de formação da Pastoral Familiar enviado hoje a ZENIT pelo casal Raimundo (mais conhecido como Tico) e sua esposa Vera Lúcia, casal coordenador da comissão Nacional da Pastoral Familiar.

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O 2º. Encontro Nacional das Assessorias de Formação da Pastoral Familiar, realizado nas dependências do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família (Salvador), nos dias 21 e 22 de setembro/2013, teve como objetivos: a) promover a unidade e a comunhão nos serviços de formação de agentes para a Pastoral Familiar, valorizando a diversidade das experiências existentes;  b) reforçar a importância e a necessidade da formação sistemática de agentes para a Pastoral Familiar, oferecida pela CNPF, através do INAPAF.

Conduzido pelo casal Tico e Vera, coordenadores da Comissão Nacional de Pastoral Familiar – CNPF, juntamente com os assessores pedagógicos do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar – INAPAF, esse encontro contou com o incondicional apoio do Presidente da Comissão Episcopal Pastoral – CEPVF, Dom João Carlos Petrini e do seu Assessor para o setor Vida, Padre Rafael Fornasier, acolhendo coordenadores de Pastoral Familiar e representantes dos Núcleos de Formação e Espiritualidade de diversos regionais da CNBB. Com a graça de Deus pode-se proclamar que esse encontro transcorreu em clima de paz e de serenidade e que os assuntos ali expostos, apreciados e discutidos foram esclarecedores e enriquecedores, servindo para otimizar a formação de agentes da Pastoral Familiar.

Concretamente, foi apresentada aos presentes uma proposta de GUIA DO AGENTE, com orientações práticas sobre a formação sistemática oferecida pelo INAPAF através das modalidades de Cursos: Presenciais, Semi-presenciais e à Distância. Na oportunidade, foi sugerido que a proposta do referido Guia fosse enviada para os demais casais regionais (nem todos se fizeram presentes), como forma de participação mais ampliada da apreciação do ali contido e, se for o caso, apresentação de sugestões.

Destaque se deve à abertura dos trabalhos no domingo, feita por Dom Petrini que, com serenidade e autoridade, parabenizou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo INAPAF, enfatizando a importância da formação centrada no magistério da Igreja e pensada de uma maneira mais positiva e adequada à realidade, numa linguagem mais atualizada e mais  focada no anúncio da grandeza do amor gratuito vivido como dom de si mesmo, o que tem sido uma raridade dentro da igreja e da própria família. Alertou, ainda, sobre a necessidade do INAPAF fortalecer e expandir seu trabalho, estando atento às necessidades atuais de inovações. Na oportunidade, Dom Petrini informou, também, que toda a América Latina tem feito um grande esforço na formação e criação de Institutos da Família, estabelecendo uma rede de Institutos ligadas ao Pontifício Instituto da Família, em Roma, como forma de incentivar estudos mais aprofundados sobre o matrimônio e a família na sociedade contemporânea.

Encerrando o encontro foi aprovada uma carta de recomendações, onde os participantes se propuseram, entre outras, a envidar todos os esforços para criar e manter, entre as equipes de formação da Pastoral Familiar no Brasil, a unidade pedida pelo próprio  Jesus Cristo no evangelho de João,  “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti…”, (Jo 17, 21), animando, criando e implantando os Núcleos de Formação e Espiritualidade em todos os regionais da CNBB e  estendendo-o às (arqui) Dioceses e Paróquias do Brasil.

Na expectativa de que esse encontro gere os frutos almejados, a Comissão Nacional de Pastoral Familiar, juntamente com a equipe nacional de assessoria pedagógica agradece a Deus pelas graças alcançadas e a todos os participantes que confiaram e abraçaram a proposta do encontro.

(Fonte: Agência Zenit)

O lugar de cada um

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará, reflete sobre o comportamento humano

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 29 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Trago na memória e no coração os ensinamentos de meus pais, em tempo de criança: “peça a bênção!”; “não avance na comida”; “agradeça ao moço!”; “espere que lhe ofereçam as coisas!”; “fale mais baixo!” Sim, as normas mais simples de boa educação vêm do berço, vistas mais no exemplo do que ouvidas em discursos! São dignas de reconhecimento as famílias que ensinam os caminhos do bem, cuidam que seus filhos tenham civilidade no trato e edifiquem com seu comportamento o corpo social. Civilidade, bons modos e etiqueta ainda estão na moda!

A Sagrada Escritura, no Antigo Testamento, é como um grande código de comportamento, no qual entram noções de saúde pessoal e pública, normas de respeito mútuo, leis sobre a organização das cidades ou outras agregações, respeito à terra e aos ritmos da natureza. Os povos da primitiva aliança tinham um só livro a que se referir, nele encontrando a vontade de Deus, na qual está incluído o bem estar das pessoas. Nele deviam encontrar o equilíbrio nas relações sociais e os limites no trato com os outros. E não era um povo tranquilo e parado! Era gente de temperamento forte, povo briguento ao enfrentar os que lhe eram ameaçadores. Deus teve paciência de pai e ternura de mãe para cuidar daquele povo de cabeça dura! Sua história é um processo de educação desenvolvido por Deus com infinita paciência.

A plenitude dos tempos acontece com a encarnação do Verbo de Deus. Tornou-se o Senhor igual a nós em tudo, menos no pecado. Assumiu tudo o que é nosso, para nos resgatar. Ele chamou homens e mulheres, educou-os com delicadeza e firmeza. Os textos do Novo Testamento são a narrativa da magnífica aventura de amor, na qual se compromete a Trindade Santa e as pessoas destinadas a vida em comunhão com Deus e entre elas mesmas. Passam os séculos, a sociedade enfrenta por muitas mudanças, a Boa Notícia deve ser levada aos confins da terra, pelo anúncio e realização da salvação em Jesus Cristo, Filho de Deus. A quais povos há de chegar? Ninguém fica excluído! E a mesma estrada, conduzida pela pedagogia divina, há de ser continuamente atualizada. Estamos numa escola de formação, desafiados a experimentar aqui na terra o estilo de vida próprio do Céu. E não será menos humano viver do jeito de Deus, pois ninguém entende mais de humanidade do que quem a criou.

Jesus empreende uma intensa jornada de formação com seus discípulos, sem desprezar qualquer oportunidade. Certa feita, a ânsia pelos primeiros lugares numa refeição festiva – falta de educação! – suscita o ensinamento do Senhor (Lc 14,1.7-14). Jesus é observado por todos.

Olhares diferentes, alguns mais curiosos do que piedosos, outros com coração de crianças que querem aprender. A lição é mais do que uma norma de civilidade, mas parte dela. Discrição, prudência no relacionamento com os outros, delicadeza, sentar-se “no último lugar”. O que vai além das normas de etiqueta é o coração daquele que se faz discípulo de Cristo. Sua meta é amar e servir, mais do que competir por posições no concerto da sociedade. Olha ao seu redor, reconhece o valor dos outros, toma a iniciativa do amor, sempre disposto a cumprimentar primeiro, vencer o fechamento, ouvir e servir. Não se trata de humilhação, mas de humildade, na qual se estabelece, no correr do tempo, uma sadia competição, na qual todos têm como objetivo comum o serviço mútuo. Todos serão importantes, porque ninguém quer ser maior do que outro, mas deseja ser “suporte” para que todos cresçam.

A quem considera superado ou irreal tal modo de agir, permito-me desafiar a fazer a experiência! Tenho a certeza de que vai mudar alguma coisa, e muito, quando se transformarem as relações entre as pessoas. Afinal de contas, não é difícil perceber que multiplicamos as indelicadezas e agressões em escala cada vez maior. Os conflitos existentes, inclusive os que depois chamamos de guerras, são escalas mais amplas do mesmo egoísmo do dia a dia. A sociedade sofre as consequências do que lhe pareceu condição de crescimento, a competição desenfreada, onde vale a destruição recíproca dos que entram no jogo. Somos como que crianças grandes que se esqueceram das lições de casa, com os riscos de destruir o grande brinquedo que a vida nos ofereceu.

As lições de Jesus, na aparentemente ingênua proposta de vida nova, pedem um jeito novo de fazer a festa da vida: “Quando ofereceres um almoço ou jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes podem te convidar por sua vez, e isto já será a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos” (Lc 14,12-14).

Para praticá-las, não há outra estrada senão rever os objetivos com os quais nos colocamos diante das pessoas, valorizando-as mais do que os eventuais proveitos ou lucros que possam oferecer. Elas valem antes e mais do que mostra sua aparência externa. Do coração de quem tem fé brotarão os sentimentos e a prática da misericórdia e da atenção, o cuidado e o serviço. Ninguém se cansará de ser assim “bem educado”.

Só com a graça de Deus poderemos alcançar tal mudança na sociedade. Por isso pedimos: “Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes”.

(Fonte: Agência Zenit)

É bom e belo ser Família

Mariolina Ceriotti Migliarese explica como a psicanálise nãoo afirma nada que está em contradição com a antropologia cristã

Por Antonio Gaspari

ROMA, 26 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Mariolina Ceriotti Migliarese trabalha na área de Neuropsiquiatria Infantil e atende em seu consultório particular como psicoterapeuta de adultos e casais. Por muitos anos tem se ocupado da formação de pais e professores. Ela colabora com a revista Fogli, na qual mantém uma coluna mensal. Casada desde 1973, tem seis filhosentre12 e 32 anos e duas netas.

É membro do Comitê Científico da fundaçãoHappy Child com sede em Arese (MI), que trabalha para o estudo, pesquisa, promoção, implementação, suporte e gestão de iniciativas no âmbito do apoio para a família. Realiza seminários, reuniões e conferências em muitas cidades italianas e em centros culturais.

Publicou pelas edições ARES A família imperfeita. Como transformar ansiedade e problemas em desafios apaixonantes (2011), O par imperfeito. Como transformar os defeitos em ingredientes de Amor (2012) e em julho deste ano de 2013 Cara doutora... Respostas para as famílias imperfeitas.

ZENIT encontrou a Dra. Ceriotti Migliarese no Meeting de Rimini, onde apresentou o livro de Claudio Risé, O pai, a liberdade, dom, e conduziu um encontro no stand doMovimento pela Vida. De acordo com a psicoterapeuta, “não há contradição entre a abordagemda verdadeirapsicologia ea antropologia cristã e é fácil “reconhecer que a antropologia cristã é o melhor modelo para a humanidade”.

“Por exemplo – explicou – sempre me impressionou a grande humanidade de João Paulo II. O Papa polaco é uma figura totalmente incarnada, aponto detornar-se santo”. “Olhando para a história da humanidade – observou –eusempre me pergunteiqualideologia, filosofia, cultura, religião tinha geradotantas pessoas belas e santas. “Nesse sentido, o cristianismo prepara e executa o melhor resultado do ser humano”, frisou.

Para a psicologia, “o problema hoje é que muitos cristãos não conhecem bem a antropologia”. Por esta razão, “somos obrigados a entender o que levamos conosco e por isso devemos aprofundar bem os aspectos da antropologia”. No que diz respeito àqueles que querem mudar a identidade e a constituição da família natural, Ceriotti Migliarese explicou que “do ponto de vista da realidadehá um ponto que não pode ser menosprezado, a identidade sexual.”

Existe um homem e uma mulher. O Gênesis fala de Deusque”homem e mulher os criou”. “É óbvio – explicou – que não é possívelser ambas as coisas, e que o ser humano é inerentemente limitado. Para alcançar as competências precisa do outro”. “Hoje – acrescentou – alguns querem negar que existe um limite que distingue os dois sexos e de maneira egoísta e onipotente pretendem se tornar criaturasde si mesmos. Esta forma de pensar está tentando apagar a beleza da diferença”.

“Nenhuma técnica sofisticada pode superar a beleza da unidade da procriação concebida entre homem e mulher. Se você quiser se tornar verdadeiramente humano precisa fortalecer-seem sua identidade sexual cuja beleza está em função da relação”. A realidade nos diz claramente que existem dois sexos distintos. A diferença cromossômica afeta todas as células e é funcional também à identidade psicológica.”A diferença é um valor- concluiu – e o conhecimento que adquirimos pode nos fornecer uma chance real de um melhor relacionamento entre homem e mulher.”

Traduzido do original italiano por Maria Emilia Maregas

(Fonte: Agência Zenit)

Educar para o amor verdadeiro

O QUE É?
É um programa de educação da
afetividade e da sexualidade
baseado na formação do
caráter.
MISSÃO
Educar um caráter forte pra viver 
uma sexualidade inteligente.
VISÃO
Adolescentes capazes de
cultivar um amor verdadeiro,
base de famílias estruturadas 
e felizes.
 
 

 

PRINCÍPIOS
 
A vida humana é o maior bem e deve inspirar sempre o máximo
respeito.
 
A sexualidade diz respeito a toda a pessoa e não apenas à sua
dimensão física.
 
Os adolescentes necessitam informação, motivação e apoio.
 
Os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos.

http://www.protegetucorazon.com.br/

Salve-se quem puder

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará reflete sobre os anseios humanos

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 22 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – Está inscrito na natureza humana o anseio pela felicidade, a busca da plena realização de todas as suas potencialidades. Ainda bem! É altamente consolador ter a clareza de que não fomos feitos para nivelar pelo rodapé da existência nossos sonhos, mas buscar o que é melhor, mirar as coisas do alto, acolher o chamado de Deus a ser perfeitos. Entra aqui um dado importante, pois não se trata apenas de construção pessoal, mas resposta, a modo de um diálogo iniciado desde toda a eternidade. Fomos pensados e amados por alguém. Não somos obra do acaso, nem estamos perdidos, sem rumo.

Entretanto, a luta renhida do cotidiano pode levar as pessoas a se engajarem numa competição, tantas vezes desigual, pelos melhores lugares na sociedade, oportunidades de trabalho e reconhecimento, num “salve-se quem puder” semelhante à correria que se segue a tragédias, como incêndios ou revoltas populares. Cada um quer receber o seu naco de proveito e, infelizmente, tantas vezes à custa do pescoço do outro a ser pisado. Todas as diversas manifestações que pululam hoje pelo mundo e pelo nosso país têm como pano de fundo o desejo profundo de realização e a busca do espaço de liberdade, para o qual fomos feitos. Só que muitos entram de roldão nas ondas de protestos, criando-se um estado de insatisfação em que se perde o sentido do respeito às pessoas e os justos limites da liberdade de cada homem e cada mulher. Também as situações pessoais e os dramas familiares nos deixam estarrecidos, de modo a suscitar um “até quando?” que inquieta a todos, pela multiplicação de fatos inusitados. E que dizer da absurda eliminação da vida das pessoas e a violência que se espalha? Podemos até destruir justamente o que mais nos atrai, o sonho de felicidade e dignidade!

E Deus vem ao encontro dos anseios humanos, antes, criou a todos com uma sede de eternidade e de felicidade. Ele quer que todos se realizem. Mas há uma interrogação cuja atualidade se revela perene, diante das perspectivas que se abrem para a humanidade de cada tempo: “Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Ele respondeu: ‘Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão’ (Lc 13,22-14)”. Ao invés de oferecer respostas prontas e aparentemente fáceis de serem absorvidas, Jesus envolve as pessoas numa verdadeira aventura de engajamento na estrada da salvação e da liberdade. De fato, Deus quer o bem de todos e a vida em abundância (Cf. Jo 10,10). Ninguém se sinta alijado de seu projeto! No entanto, faz-se necessário, justamente pela liberdade com que as pessoas foram criadas, arriscar-se pela porta estreita do amor ao próprio Deus e o próximo. Não fomos feitos para ficar assentados, esperando a grande sorte na loteria da vida, ou reduzindo a sonhos de consumo o sentido da existência. As soluções aparentemente mágicas não são plenamente humanas. Humano é sair de si para amar e servir! Humano é tecer relações novas entre pessoas e grupos, superar a desconfiança, exercitar a criatividade, inventar soluções novas, acreditar nos pequenos passos.

Daí nasce o convite e o compromisso cristão na construção de um mundo melhor. Começa no alto, no plano de Deus a nosso respeito. “É do amor de Deus por todos os homens que, desde sempre, a Igreja vai buscar a obrigação e o vigor do seu ardor missionário: ‘Porque o amor de Cristo nos impele’ (2 Cor 5, 14). Com efeito, ‘Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade’ (1 Tm 2, 4). Deus quer a salvação de todos, mediante o conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito da verdade estão já no caminho da salvação. Mas a Igreja, à qual a mesma verdade foi confiada, deve ir ao encontro dos que a procuram para lha levar.

É por acreditar no desígnio universal da salvação que a Igreja deve ser missionária” (Catecismo da Igreja Católica, 851). O anúncio da “salvação” proclama que a vida tem sentido e que é para a felicidade que Deus nos fez. “Chamado à felicidade, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino lhe é dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara: ‘Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios’ (Fl 2, 12-13; Catecismo da Igreja Católica 1949).

Consequência é nosso olhar positivo ao mesmo tempo realista a respeito da realidade. Fomos feitos para o bem e temos a semente plantada por Deus em nossos corações, com todas as possibilidades de nos realizarmos. No entanto, existe em nós o mistério da iniquidade, pelo que, olhando no espelho da vida reconhecemos as rugas deixadas pelo pecado. Olhamos também para os outros e os acolhemos, sabendo que neles existe esta desafiadora mistura de boa intenção e pecado. Acreditamos que o amor de Deus é maior do que toda a maldade existente, engajando-nos na luta pelo bem e pela verdade.

Consequência é o primeiro passo a ser dado. Cabe a cada um de nós começar, sem aguardar que os outros venham ao nosso encontro. Consequência é a construção de novos relacionamentos, certos da palavra de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).

Para tanto, só a graça de Deus nos sustenta e, por, isso, pedimos: “Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Amém.”

(Fonte: Zenit)