Nunca compartilhei a ideologia marxista porque ela é falsa, diz o Papa Francisco

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco foi acusado recentemente, sobre tudo por alguns meios e indíviduos nos Estados Unidos, de ser “marxista”, logo após publicar sua exortação apostólica Evangelii Gaudium em 2013. Em sua última entrevista à imprensa o Santo Padre precisa que nunca compartilhou essa ideologia porque é falsa.

Em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación (Argentina) e Corrriere della Sera (Itália), o Santo Padre afirma que não o incomodou “para nada” que o tenham qualificado de marxista logo depois da publicação de sua exortação, na qual apresenta uma espécie de “plano geral” de Nova Evangelização.

“Nunca compartilhei a ideologia marxista, porque ela é falsa, mas conheci muitas pessoas boas que professavam o marxismo”, afirmou.

O Santo Padre explica logo por que lhe importa tanto chegar aos pobres e precisa que “o Evangelho condena o culto à riqueza. O pauperismo é uma das interpretações críticas. Na Idade Média, havia muitas correntes pauperistas. São Francisco teve a genialidade de colocar o tema da pobreza no caminho evangélico. Jesus diz que não se pode servir a dois amos, Deus e o dinheiro”.

“E quando formos julgados ao final dos tempos (Mateus, 25), nos perguntarão sobre nossa proximidade com a pobreza. A pobreza nos afasta da idolatria e abre as portas à Providência. Zaqueu entrega a metade de suas riquezas aos pobres. E a quem tem seus celeiros cheios de seu próprio egoísmo o Senhor, ao final, pedir-lhes-á contas. Acredito ter expressado bem meu pensamento sobre a pobreza no Evangelii Gaudium’”.

Sobre a globalização, o Santo Padre diz que é certo que “salvou da miséria muitas pessoas, mas condenou a muitas outras a morrer de fome, porque com este sistema econômico se torna seletivo”.

“A globalização sobre a qual a Igreja pensa não se parece com uma esfera em que cada ponto é equidistante do centro e na qual, portanto, perde-se a particularidade dos povos, e sim um poliedro, com suas diversas facetas, no que cada povo conserva sua própria cultura, língua, religião, identidade”.

O Papa disse ainda que “a atual globalização ‘esférica’ econômica, e sobre tudo financeira, produz um pensamento único, um pensamento débil. E em seu centro já não está a pessoa humana, só o dinheiro”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26797)

Papa Francisco sobre abusos: Ninguém tem feito tanto como a Igreja Católica para combatê-los

Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco ressaltou que nenhuma instituição no mundo tem feito tanto a respeito do drama dos abusos sexuais contra menores que a Igreja Católica, e,  entretanto, é a única a ser atacada.

Assim indicou o Santo Padre em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación, da Argentina, e Corriere della Sera, da Itália, em que o Pontífice fala de diversos assuntos de importância como a família, a regulação natural da natalidade, os pobres, a globalização, entre outros.

Na entrevista, perguntam-lhe ao Papa: “os escândalos que perturbaram a vidada Igreja já ficaram felizmente atrás. Sobre o delicado tema do abuso de menores, os filósofos Besancon e Scruton, entre outros, pediram-lhe que alce sua voz contra o fanatismo e a má fé do mundo secularizado que respeita pouco à infância”.

O Papa Francisco respondeu o: “quero dizer duas coisas. Os casos de abusos são tremendos porque deixam feridas muito profundas. Bento XVI foi muito valente e abriu o caminho. E seguindo esse caminho a Igreja avançou muito. Talvez mais que ninguém”.

O Santo Padre disse além que “as estatísticas sobre o fenômeno da violência contra as crianças são impressionantes, mas mostram também com claridade que a grande maioria dos abusos provém do entorno familiar e das pessoas próximas”.

“A Igreja Católica –concluiu o Papa– talvez seja a única instituição pública que se moveu com transparência e responsabilidade. Nenhuma outra fez tanto. E, entretanto, a Igreja é a única a ser atacada”, declarou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26798)

Padre Lombardi fala sobre o primeiro ano do Papa Francisco (Parte II)

Os eventos que marcaram a história, contados pelo diretor da Sala de Imprensa do Vaticano: da renúncia de Bento XVI a eleição de Bergoglio e os seus emocionantes 12 meses de pontificado

Por Wlodzimierz Redzioch

ROMA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – Estamos há um ano da renúncia de Bento XVI. Uma atmosfera pesada pairou sobre a Igreja católica e a cúria Romana depois dos escândalos de pedofilia e a traição do mordomo. Os preparativos do Conclave e a eleição surpreendente do primeiro Papa não europeu fizeram com que Roma fosse invadida por uma multidão de jornalistas, algo que não acontecia desde a morte de João Paulo II. Por várias semanas, Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano teve que responder as perguntas de cerca de seis mil jornalistas. Em uma atmosfera tensa e incerta o diretor da Sala de Imprensa do vaticano realizou a difícil tarefa de explicar aos jornalistas provenientes de todo o planeta, o que estava acontecendo. Trata-se de eventos que marcaram a história da Igreja católica e do mundo. Para conhecer o que aconteceu neste último ano entrevistamos padre Lombardi.

A primeira parte foi publicada segunda-feira (3). Acompanhe a seguir a segunda parte:

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Como você avalia o trabalho da mídia que antes do conclave consideraram vários cardeais papáveis?

Padre Lombardi: Na Sala de Imprensa do Vaticano encontro-me com vários jornalistas com atitudes diferentes. Há pessoas extremamente sérias, objetivas, que buscam a verdade; há pessoas mais ou menos, cheias de preconceitos e talvez com uma atitude crítica e negativa em relação à Igreja: Alguns deles usam as informações para desacreditar a Igreja. Não me assusto diante de tais atitudes, sigo meu caminho e procuro ser objetivo. Dou a todos a minha contribuição para compreender e ajudar a fazer um bom trabalho. Depois disso cada um tem a responsabilidade por aquilo que escreve.

O que você sentiu ao ver que foi eleito papa o único jesuíta no Conclave? Você o conhecia?

Padre Lombardi: Não o conhecia. A única vez que tive a ocasião de encontra-lo foi na congregação geral dos jesuítas que elegeu Hans-Peter Kolvenbach. Ali ele era representante da Argentina e eu era representante da Itália. Porém, nem sequer falamos naquela ocasião. Depois padre Bergoglio se tornou bispo e não participou ativamente na vida da Companhia de Jesus.

Quanto no modo de comportar-se do Papa Francisco é característico da formação e tradição da Companhia de Jesus?

Padre Lombardi: Como jesuíta encontro no Papa Francisco toda a dimensão de caráter espiritual e um modo de afrontar as coisas, da Companhia. Por exemplo nas homilias de Santa Marta onde a referência ao Evangelho está ligada á aplicação direta na vida. Encontro esta abordagem muito semelhante aos exercícios espirituais de Santo Inácio. Assim como a espiritualidade que contempla o Senhor e procura traduzir na vida o que o Evangelho te fala. O discernimento característico dos jesuítas quer dizer que cada um está continuamente a caminho para buscar encontrar a vontade de Deus e coloca-la em prática. Um outro aspecto característico é a simplicidade de vida. O Papa conduz uma vida austera, longe da exterioridade e do triunfalismo: eu, como jesuíta, encontro isso muito familiar.

A eleição de Francisco mudou radicalmente a atitude dos meios de comunicação com o papado. Qual é o segredo da sua eficácia e capacidade de se comunicar com as pessoas que conquista também a mídia?

Padre Lombardi: Houve uma mudança de linguagem que não tem a ver só com as palavras mas também com os gestos e os comportamentos. Papa Francisco consegue tocar o coração das pessoas e, de certa forma, supera as distâncias e barreiras. O coração desta nova linguagem é o anúncio do amor de Deus por todos, o tema da misericórdia e do perdão para todos. Enquanto antes nos meios de comunicação se difundia o preconceito segundo o qual a Igreja falava sempre “não”, e não estava próxima das pessoas. Papa Francisco conseguiu dar a entender esta diversa leitura da mensagem de Deus e da relação da Igreja com as pessoas.

Que tipo de “problemas” cria ao diretor da Sala de Imprensa Vaticana um Papa que fala muito de improviso, que concede as entrevistas a qualquer um, que privadamente se comunica por telefone com tantas pessoas?

Padre Lombardi: Cria problemas semelhantes aos da polícia quando o Papa quer ficar em contato com as pessoas e rejeita um carro blindado. Nós estamos a serviço do Papa, aprendemos o seu estilo, a sua maneira de ser e de comunicar. Eu tenho que descobrir como posso contribuir para a sua comunicação. Quando o Papa fala, dá entrevistas, comunicando-se diretamente , não tenho nada a dizer ou acrescentar; falo somente quando surge algum problema que precisa ser esclarecido.

Já passou um ano do seu pontificado e Francisco já é o Homem do Ano para a revista “Time”. Como se pode comentar essa escolha?

Padre Lombardi: O Papa não é uma pessoa que procura sucesso ou popularidade. Em certa ocasião disse para umas pessoas que o aclamavam: “Não falem ‘Viva o Papa!’, falem ‘Viva Jesus!”. Ao mesmo tempo o Papa pode aceitar ser o Homem do Ano de “Time”. Se a escolha da revista quer dizer dar a conhecer o objetivo da missão da Igreja e a sua mensagem que Francisco transmite, que assim seja, caso contrário, o Papa certamente não se importa com essas coisas.

Você gostaria de dar algumas dicas para os jornalistas, a fim de que se melhore o trabalho de comunicação especialmente no que diz respeito ao Papa, a Cúria e a Igreja em geral?

Padre Lombardi: O que muitas vezes falta aos jornalistas é acolher a intenção da missão da Igreja e do Papa. Muitas vezes a leitura dos acontecimentos é feita com chaves de interpretações estranhas à realidade da Igreja, por exemplo, em chave política ou econômica. Portanto, a Igreja é vista apenas como luta de poder e interesses econômicos de parte. Esta era a situação dramática dos tempos do Vatileaks. Para ter uma correta leitura, também para os não-crentes, é necessário compreender os motivos e as intenções que estão por detrás das ações e das medidas da Igreja. Por exemplo, na luta que a Igreja trava contra os abusos sexuais, muitos vêem apenas uma maneira de se defender dos ataques. Em vez disso, é um processo de coerência evangélica, de renovação interior, de purificação.

Neste contexto, muitos repórteres olham para a reforma da Cúria apenas como uma renovação de natureza política. O que se pode dizer sobre isso?

Padre Lombardi: O Papa conseguiu fazer entender que a Igreja existe para dizer às pessoas que são amadas. Por isso a reforma da Cúria é secundária: serve à Igreja para  proclamar melhor a mensagem do evangelho, não só no Vaticano, mas nas dioceses e nos subúrbios. As estruturas centrais não existem para dominar, mas para servir e ajudar: a reforma visa isso.

(Trad. TS)

(Zenit)

Papa Francisco: A cruz da perseguição está sempre presente no caminho cristão

Foto referencial: ACI Prensa

Vaticano, 04 Mar. 14 / 01:19 pm (ACI).- Na homilia de hoje em sua Missamatutina na Capela da Casa da Santa Marta, o Papa Francisco refletiu hoje sobre os cristãos perseguidos em todo mundo e martirizados por ódio à fé, e assegurou que “a cruz está sempre no caminho cristão”.

Comentando a passagem do Evangelho de hoje, em que Pedro diz a Jesus: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’, o Papa enfatizou a resposta de Jesus: “Eu garanto a vocês que quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim receberá cem vezes mais agora, durante esta vida“, mas acrescentou “junto com perseguições”.

Segundo a informação difundida pela Radio Vaticano, o Santo Padre comentou: “Como se (Jesus) quisesse dizer: Sim, vocês deixaram tudo e receberão aqui, na terra, muitas coisas, com perseguições. Como uma salada temperada com o óleo da perseguição, sempre! Este é o ganho do cristão e este é o caminho para quem deseja seguir Jesus, porque é o caminho criado por Ele. Ele foi perseguido! É o caminho do abaixamento, aquele caminho que Paulo disse aos Filipenses: Ele se abaixou. Se fez homem e se humilhou até a morte, morte de cruz’. Esta é a tonalidade da vida cristã”.

Nas Bem-Aventuranças Jesus diz: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos por causa de mim”. Os discípulos, logo depois da vinda do Espírito Santo, começaram a pregar o Evangelho e tiveram início as perseguições. Pedro foi preso, Estevão foi morto e ainda hoje morrem muitos outros discípulos. “A cruz sempre está no caminho cristão. Teremos muitos irmãos, irmãs, mães e pais na Igreja na comunidade cristã, mas teremos também perseguições”, frisou ainda o Papa.

“O mundo não tolera a divindade de Cristo. Não tolera o anúncio do Evangelho. Não tolera as Bem-Aventuranças. Eis a perseguição, com palavras, calúnias, com as coisas que diziam dos cristãos nos primeiros séculos, as difamações, o cárcere. Nós esquecemos facilmente. Pensemos nos cristãos, sessenta anos atrás, nos campos, nas prisões nazistas e comunistas. Eram muitos! Hoje temos mais cultura e estas coisas não existem? Existem! Hoje, existem muito mais mártires do que nos primeiros tempos da Igreja.”

“Muitos irmãos e irmãs que testemunham Jesus são perseguidos. São cristãos que não podem nem ter a Bíblia consigo”, remarcou.

“São condenados porque possuem uma Bíblia. Não podem fazer o sinal da cruz. Este é o caminho de Jesus, mas é um caminho de alegria, porque o Senhor nunca nos prova além daquilo que podemos suportar”.

“A vida cristã não é um obter vantagem comercial, não é uma carreira: é simplesmente seguir Jesus! Mas quando seguimos Jesus acontece isso. Pensemos se temos dentro de nós o desejo de ser corajosos no testemunho de Jesus. Pensemos nos irmãos e irmãs que hoje não podem rezar juntos, porque são perseguidos; não podem ter a Bíblia porque são perseguidos.”

O Papa convidou a pensar nos irmãos proibidos de irem à missa: “Muitas vezes eles se reúnem em segredo com um sacerdote e fazem de conta que estão tomando um chá e ali celebram a missa. Isso acontece hoje”, disse ainda Francisco.

O Santo Padre exortou a pensar se estamos dispostos a carregar a cruz como Jesus, como fazem muitos irmãos e irmãs que hoje são humilhados e perseguidos.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26788)

“Il Mio Papa”: Lançada na Itália revista semanal exclusivamente dedicada ao Papa Francisco

Roma, 04 Mar. 14 / 01:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- No próximo 5 de março, dia no qual a Igreja inicia o tempo da Quaresma com a quarta-feira de Cinzas, o grupo editorial italiano Mondadori lançará uma revista semanal dedicada exclusivamente ao Papa Francisco, que levará o nome de
“Il Mio Papa” (O Meu Papa), e que em sua primeira edição imprimirá três milhões de cópias.

O editor da publicação, Aldo Vitali, assinala que “a ideia de uma revista desenhada para informar e partilhar as palavras e ações do Papa Francisco veio de observar como sua eleição estimulou um renovado interesse nos assuntos éticos, religiosos e morais”.

“De fato – assinala – o Papa atual é uma figura que, graças a sua empatia assim como sua influência e a simplicidade de sua mensagem, ganhou a simpatia do mundo todo, de fiéis e não crentes”.

A revista mostrará semanalmente o serviço do Papa Francisco: suas reuniões, discursos, atividades e audiências, em particular o Ângelus dominical e as audiências gerais das quartas-feiras.

Na publicação também haverá lugar para que os leitores enviem cartas, poemas ou outras contribuições para que sejam apresentados na revista.

Um poster duplo do Santo Padre estará incluído na revista, além de uma coluna com os Santos da Semana, uma lista de programas religiosos na televisão e as charges e cartoons dedicados ao Papa em todo mundo pela internet.

O primeiro número de ‘Il Mio Papa’ será especial porque celebrará o primeiro aniversário do pontificado de Francisco, e terá um DVD especial que estará disponível na seguinte edição da revista.

A revista é lançada no mercado a um preço de 0,50 euros.

Breve, informa Mondadori, a publicação terá um site (www.miopapa.it), um fanpage no Facebook e uma conta no Twitter, para que ela possa ser acompanhada por leitores do mundo todo.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26789)

Papa Francisco tem 4 vezes mais retweets que Obama e é o líder mundial das redes sociais

BARCELONA, 27 Fev. 14 / 12:41 pm (ACI/Europa Press).- O Papa Francisco superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em impacto de suas mensagens no Twitter, onde é retuiteado quatro vezes mais que o presidente americano, e conseguiu converter-se em líder mundial nas redes sociais, conclui um estudo apresentado esta terça-feira no Mobile World Congress de Barcelona.

“O Papa tem que servir a todos, especialmente, os mais pobres, os mais frágeis, os menores” é o tweet emitido pelo Pontífice argentino que teve mais retweets na rede com 30.608 vezes, sem contar sua mensagem inicial em janeiro de 2013, destaca o trabalho feito por Aleteia, AdEthic e 3rdPlace, e apresentado pelo Arcebispo de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Cada publicação na citada rede social o Papa escreve gera uma média de 6.637 retweets, superando de longe os 2.309 de Obama a cada mensagem sua. Estes números colocam o Pontífice na posição de “líder mundial nas redes sociais”, superando figuras como o Dalai Lamba, a presidente argentina Cristina Kirchner, entre outras celebridades, afirma Claudio Zamboni, um dos membros do estudo.

O estudo leva em consideração que o Papa conta com 12 milhões de seguidores -nos 13 meses de conta oficial e somando suas contas em distintos idiomas-, enquanto que Obama supera os 40,9 milhões -em 72 meses de mandato- com uma frequência de publicações de 7,76 tweets diários, em relação aos 0,79 do Francisco.

No período de tempo estudado no relatório, as 49 milhões de menções acumuladas pelo Santo Padre só foram superadas pelo grupo musical One Direction e o cantor Justin Bieber, o que o situa como a terceira figura mais popular de Internet em 2013.

Sob o título “A Internet ama o Papa Francisco”, o estudo relaciona dados obtidos entre março e novembro de 2013 e revela o “grande seguimento do Papa Francisco, o potencial da mensagem social e ética na rede”, remarcou Card. Sistach.

Entendendo o fenômeno

O presidente e diretor da plataforma Aleteia, Jesús Colina, destacou que “um dos fatores originais deste Papa é que ele fala dos temas da vida cotidiana das pessoas e, assim, ele abrange todos os âmbitos, abordando questões de sociedade, política e ética, que são as que mais repercussão possuem na rede”.

Colina indicou que a resposta do Francisco sobre a homossexualidade, dizendo que ele não era ninguém para julgar a estas pessoas, obteve “um impacto fora do âmbito religioso” com uma grande capacidade de interpelar as pessoas.

Empatia com o público

Colina remarcou que estes fatos destacam que a tecnologia sozinha não basta, mas requer uma mensagem e sublinhou que um dos motivos pelos quais Francisco tem tanto impacto é pelo fato de que não se dedica a retransmitir o que foi dito anteriormente em uma homilia, mas “toca o coração” e simpatiza com as pessoas.

Uma dos desafios que espera o Papa Francisco, será a interatividade, pelo grande número de respostas e mensagens diretas que recebe o Pontífice, que não possui um celular e que se nega que outras pessoas escrevam as mensagens que ele posta pessoalmente nas redes sociais.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26771)

Papa Francisco sobre o sacramento da Unção dos Enfermos: nem a doença nem a morte nos separam de Cristo

Foto: ACI Prensa

Vaticano, 26 Fev. 14 / 12:20 pm (ACI).- Nesta quarta-feira, 26, o Santo Padre continuou sua reflexão sobre os sacramentos, referindo-se agora ao sacramento da Unção dos Enfermos. Em sua alocução depois da oração do Angelus, o Papa afirmou que nem a doença nem a morte pode separar-nos de Cristo. Ele, como o Bom Samaritano da parábola, estende seu cuidados aos enfermos e confia à Igreja o óleo deste sacramento para os doentes do corpo e atribulados no espírito.

O Papa Francisco usou a parábola do Bom Samaritano, para ilustrar a realidade que a Unção dos Enfermos representa, recordando como este Bom Samaritano cuida de um homem ferido derramando sobre as suas feridas óleo e vinho.

“É o óleo abençoado pelos Bispos a cada ano, na missa do Crisma de Quinta-feira Santa, utilizado na Unção dos enfermos. O vinho, por sua vez, é o sinal do amor e da graça de Cristo, que se expressam em toda sua riqueza na vidasacramental da Igreja”, disse o Santo Padre.

Lembrando como o Samaritano confia o doente ao dono de uma pousada, o Papa refletiu:
“Agora, quem é esse pousadeiro?  É à Igreja, à comunidade cristã, somos nós, a quem cotidianamente o Senhor confia os aflitos no corpo e no espírito para que possamos continuar a lhes doar, sem medida, toda a sua misericórdia e salvação”.

Continuando a catequese, Francisco lembrou que também a Carta de São Tiago recomenda que os doentes chamem os presbíteros, para que rezem por eles ungindo-os com o óleo.
“É uma praxe que já se usava no tempo dos Apóstolos”, comentou o Papa.

De fato, Jesus ensinou aos seus discípulos a mesma predileção que Ele tinha pelos doentes e atribulados, difundindo alívio e paz, e lhes transmitiu a capacidade e o dever de continuar a dispor da graça especial deste Sacramento. “No entanto, isto não nos deve levar a uma busca obsessiva do milagre ou à presunção de poder obter sempre a cura”, ponderou.

“Existe uma certa convicção de que chamar o sacerdote dá azar, que é melhor não chamá-lo para não assustar o doente”, disse o Papa, improvisando. “Existe a ideia que depois do sacerdote, vem a agência funerária…”.

“O problema -disse o Papa- é que este Sacramento é pedido cada vez menos, e a razão principal reside no fato que muitas famílias cristãs, devido à cultura e à sensibilidade atuais, consideram o sofrimento e a morte como um tabu, como algo a esconder ou sobre o qual falar o menos possível. É verdade que o sofrimento, o mal e a própria morte continuam sendo um mistério, e diante dele, nos faltam palavras. É o que acontece no rito da Unção, quando de modo sóbrio e respeitoso, o sacerdote impõe as mãos sobre o corpo do doente, sem dizer nada”.

Por isso, diante daqueles que consideram o sofrimento e a morte como um tabu, deixando de se beneficiar com esse Sacramento, é preciso lembrar que “no momento da dor e da doença, devemos saber que não estamos sozinhos. O sacerdote e aqueles que estão presentes representam toda a comunidade cristã, que ao redor do enfermo, alimentam nele e em sua família a fé e a esperança, amparando-os com a oração e o calor fraterno”.

“Na Unção dos enfermos, Jesus nos mostra que pertencemos a Ele e que nem a doença, nem a morte poderão nos separar Dele”, concluiu o Papa.

Na síntese de sua catequese em português o Papa Francisco escreveu:

O sacramento da Unção dos Enfermos fala da compaixão de Deus pelo homem no momento da doença e da velhice. A parábola do “bom samaritano” nos oferece uma imagem desse mistério. O bom samaritano cuida de um homem ferido, derramando sobre as suas feridas óleo e vinho, recordando o óleo dos enfermos. Em seguida, sem olhar a gastos, confia o homem ferido aos cuidados do dono de uma pensão: este representa a Igreja, a quem Jesus confia os atribulados no corpo ou no espírito. Também a Carta de S. Tiago recomenda que os doentes chamem os presbíteros, para que rezem por eles ungindo-os com o óleo. De fato, Jesus ensinou aos seus discípulos a mesma predileção que Ele tinha pelos doentes e atribulados, difundindo alívio e paz. Por isso, diante daqueles que consideram o sofrimento e a morte como um tabu, deixando de se beneficiar com esse sacramento, é preciso lembrar que, na unção dos enfermos, Jesus nos mostra que pertencemos a Ele e que nem a doença, nem a morte, poderá nos separar d’Ele.

Concluindo a audiência geral desta quarta-feira, o Papa também dirigiu algumas palavras aos peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça de São Pedro:

Queridos peregrinos de língua portuguesa: sede bem vindos! Em cada um dos sacramentos da Igreja, Jesus está presente e nos faz participar da sua vida e da sua misericórdia. Procurem conhecê-Lo sempre mais, para poderem servi-Lo nos irmãos, especialmente nos doentes. Sobre vós e sobre vossas comunidades, desça a benção do Senhor!

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26764)

Papa Francisco pede pela paz e a concórdia na Venezuela

Imagem libroina.blogspot.com

VATICANO, 26 Fev. 14 / 01:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- Da Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa Francisco fez chegar hoje a sua proximidade ao povo da Venezuela, ao transmitir sua preocupação pelos acontecimentos violentos no país como resultado dos protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro e os enfrentamentos que já cobraram a vida de pelo menos 16 pessoas.

O Pontífice fez um urgente chamado à oração, para que cesse imediatamente a violência, e pediu aos responsáveis políticos e institucionais que “não poupem esforços para favorecer a reconciliação nacional, através do perdão mútuo e do diálogo”.

O pedido do Santo Padre está em sintonia com o solicitado pelos bisposvenezuelanos que, desde o início das manifestações e da violenta repressão, insistiram a todos os atores que dialoguem para superar o conflito com a verdade em busca da paz.

Nesta quarta-feira em Caracas se realiza uma marcha de mulheres que sai da Conferência Episcopal Venezuelana. Entre as participantes está “a mãe de Génesis Carmona, a estudante de 22 anos e Miss Carabobo que foi assassinada em Valência”.

“Ontem à noite houve saques em Valência e Maracay e em Maracay morreu um rapaz atingido por um disparo nesta madrugada”, disse uma fonte próxima ao grupo ACI que se mantém no anonimato por razões de segurança.

“O país está revirado. Maduro decretou dias não laborais na quinta-feira e na sexta-feira para que as pessoas desfrutem de um carnaval longo. E na quarta-feira completa um ano da morte de Hugo Chávez, por essa razão, neste dia com certeza também não haverá trabalho”, adicionou.

“Maduro saiu em rede nacional cantando e dançando enquanto as mães estão enterrando os seus filhos. Ontem em Táchira morreu outro jovem”, relatou. Estes fatos foram criticados pela população, que rechaçou a atitude de Maduro de festejar em meio aos protestos.

Os estudantes, indicou a fonte, “já têm protestos planejados e mobilizações em todo o país. Não se cansam, estão dando uma mostra admirável de amor pela Pátria e de defender seus direitos”.

O clamor do Papa

O Santo Padre disse hoje que segue “com particular preocupação o que está acontecendo nestes dias na Venezuela. Desejo realmente que cessem, o quanto antes, as violências e a hostilidade, e que todo o povo venezuelano, a partir dos responsáveis políticos e institucionais, se esforcem para favorecer a reconciliação por meio do perdão recíproco e do diálogo sincero, com respeito à verdade e à justiça, capaz de lidar com temas concretos para o bem comum”.

Depois da catequese da audiência geral, o Papa Francisco disse também que “asseguro a minha constante e fervente oração, especialmente por aqueles que perderam a vida nos confrontos e pelos seus familiares, convido todos os crentes a elevar súplicas a Deus, pela intercessão materna de Nossa Senhora de Coromoto, para que o país volte a encontrar logo a paz e a concórdia”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26766)

Francisco pede rezar para que os Bispos, os Cardeais e o Papa “sejamos bons servidores, não bons patrões”

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 23 Fev. 14 / 07:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras anteriores à oração do Ângelus hoje, ante os milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco pediu orações para que tanto osBispos, como os cardeais e o Papa sejam “bons ‘servidores’, não bons ‘patrões’”.

O Santo Padre indicou que “na Segunda Leitura deste domingo, São Paulo afirma: ‘Ninguém ponha sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: Paulo, Apolo, Cefas (isso é, Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro; tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus’”.

“Por que o Apóstolo diz isso? Porque o problema ao qual o Apóstolo se encontra diante é aquele das divisões na comunidade de Corinto, onde se havia formado grupos que se referiam aos vários pregadores considerando-os seus chefes; diziam: ‘Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, eu sou de Cefas…’”.

O Papa assinalou que “São Paulo explica que este modo de pensar é errado, porque a comunidade não pertence aos apóstolos, mas são eles – os apóstolos – que pertencem à comunidade; porém, a comunidade, inteira, pertence a Cristo!”.

“Desta pertença, deriva que nas comunidades cristãs – dioceses, paróquias, associações, movimentos – as diferenças não podem contradizer o fato de que todos, pelo Batismo, temos a mesma dignidade: todos, em Jesus Cristo, somos filhos de Deus”.

Francisco destacou que “aqueles que receberam um ministério de guia, de pregação, de administrar os Sacramentos não devem se considerar proprietários de poderes especiais, patrões, mas se colocar a serviço da comunidade, ajudando-a a percorrer com alegria o caminho da santidade”.

“A Igreja hoje confia o testemunho desse estilo de vida pastoral aos novos cardeais, com os quais celebrei esta manhã a Santa Missa”.

Depois de pedir uma saudação aos novos Cardeais com um aplauso, o Santo Padre recordou que “o consistório de ontem a celebração eucarística de hoje nos ofereceram uma ocasião preciosa para experimentar a catolicidade, a universalidade da Igreja, bem representada pela variada proveniência dos membros do Colégio Cardinalício, recebidos em estreita comunhão em torno do Sucessor de Pedro”.

“E que o Senhor nos dê a graça de trabalhar pela unidade da Igreja, de construir esta unidade, porque a unidade é mais importante que os conflitos! A unidade da Igreja é de Cristo, os conflitos são problemas que não são sempre de Cristo…”

“Os momentos litúrgicos e de festa, que tivemos a oportunidade de viver ao longo dos dois últimos dias, reforcem em todos nós a fé, o amor por Cristo e pela sua Igreja!”.

O Papa pediu aos fiéis “apoiar estes Pastores e a auxiliá-los com a oração, a fim de que guiem sempre com zelo o povo que lhes foi confiado, mostrando a todos a ternura e o amor do Senhor”.

“Mas quanta necessidade de oração tem um bispo, um cardeal, um Papa, a fim de que possa ajudar a seguir adiante o Povo de Deus! Digo ‘ajudar’, isso é, servir o Povo de Deus”.

A vocação do Bispo, do Cardeal e do Papa, indicou, é “ser servidor, servir em nome de Cristo”.

“Rezem por nós, para que sejamos bons servidores: bons servidores, não bons patrões!”.

“Todos juntos, bispos, presbíteros, pessoas consagradas e fiéis leigos devemos oferecer o testemunho de uma Igreja fiel a Cristo, animada pelo desejo de servir os irmãos e pronta a ir ao encontro com coragem profética às expectativas e exigências espirituais dos homens e mulheres do nosso tempo. Nossa Senhora nos acompanhe e nos proteja neste caminho”, concluiu.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26748)

A família é indispensável para a vida e o futuro da humanidade, afirma o Papa Francisco

Vaticano, 20 Fev. 14 / 01:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se dirigiu esta manhã aos mais de 180 cardeais que participam do Consistório extraordinária no que criará a 19 novos cardeais, e destacou que a família é indispensável para a vida do mundo e para o futuro da humanidade.

Junto às suas saudações e gratidão pela presença dos cardeais o Papa disse que “damos as boas-vindas especialmente aos irmãos que este sábado serão criados cardeais, e os acompanhamos com a oração e o afeto fraterno”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, e o que nos pede é reconhecer o belo, autêntico e bom que é formar uma família, ser família hoje; quão indispensável é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, assinalou o Santo Padre.

“Nestes dias refletiremos de modo particular sobre a família, que é a célula básica da sociedade humana. O Criador abençoou desde o começo o homem e a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; assim, a família representa no mundo uma espécie de reflexo de Deus, Uno e Trino”.

“Nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão singela e de uma vez tão rica, cheia de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como toda a vida”, afirmou.

“Buscaremos aprofundar na teologia da família, e na pastoral que devemos empreender nas condições atuais. Façamo-lo com profundidade e sem cair na casuística, porque isto faria reduzir indevidamente o nível de nosso trabalho”.

Por último o Papa disse que hoje a Igreja enfrenta a necessidade de realçar o plano luminoso de Deus sobre a família e exortou: “Ajudemos os cônjuges a vivê-lo com alegria em sua vida, lhes acompanhando em suas muitas dificuldades, com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor”.

“Obrigado a todos, e boa jornada de trabalho”, concluiu o Santo Padre.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26734)

O papa Francisco na audiência geral: Quando foi a última vez que você se confessou?

O Santo Padre faz novo apelo em favor da paz na Ucrânia e, na catequese, recorda que Deus faz festa quando pedimos perdão

Por Rocio Lancho García

ROMA, 19 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Francisco fez mais um apelo, na audiência desta manhã, pelo fim da violência que vem sacudindo a Ucrânia. “Acompanho com preocupação o que está acontecendo nestes dias em Kiev. Asseguro a minha proximidade ao povo ucraniano e rezo pelas vítimas da violência, pelas suas famílias e pelos feridos. Convido todas as partes a cessar toda ação violenta e a procurar a concórdia e a paz do país”.

O conflito está estremecendo a Ucrânia desde meados de novembro, quando os cidadãos começaram a fazer protestos multitudinários contra a decisão do governo de não assinar o Acordo de Associação com a União Europeia. O país está dividido entre os favoráveis à aproximação com a Europa Ocidental e aqueles que preferem manter vínculos mais estreitos com a Rússia. O dia de ontem foi especialmente trágico: um enfrentamento entre manifestantes e policiais deixou um saldo de 25 mortos e centenas de feridos.

Durante os 20 minutos de percurso pela Praça de São Pedro a bordo do papamóvel, antes da audiência, Francisco saudou e abençoou os mais de 20.000 peregrinos que chegaram de todo o mundo, dando especial atenção às crianças. O forte vento que soprava na praça não impediu que o entusiasmo, os vivas ao papa e as mostras de carinho esmorecessem durante os minutos de contato direto entre o pontífice e os fiéis. Por outro lado, o mesmo vento deixou Francisco sem solidéu durante a audiência.

O Santo Padre deu continuidade à série de catequeses sobre os sacramentos: hoje o tema foi a confissão. No resumo da catequese, Francisco disse: “A catequese de hoje se concentra no sacramento da reconciliação. Este sacramento brota diretamente do mistério pascal. Jesus ressuscitado apareceu para os apóstolos e disse a eles: ‘Recebam o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados’. Assim, o perdão dos pecados não é fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente, um dom do Espírito Santo, que nos purifica através da misericórdia e da graça do Pai.

A confissão, que se realiza de forma pessoal e privada, não deve nos levar a esquecer o seu caráter eclesial. É na comunidade cristã que o Espírito Santo se faz presente, renova os corações no amor de Deus e une todos os irmãos em um só coração, em Jesus Cristo. Por isso, não basta pedir perdão ao Senhor interiormente: é necessário confessar com humildade os próprios pecados perante o sacerdote, que é nosso irmão e representa Deus e a Igreja. Pode ser muito bom para cada um, hoje, pensar no seguinte: ‘há quanto tempo eu não me confesso?’. Cada um responda para si. Pode lhe fazer bem.

O ministério da reconciliação é um genuíno tesouro, que, às vezes, corremos o perigo de esquecer, por preguiça ou por vergonha, mas, principalmente, por termos perdido o senso de pecado, que, no fundo, é a perda do senso de Deus. Quando nos deixamos reconciliar por Jesus, encontramos uma paz verdadeira”.

Ao cumprimentar os peregrinos em diversos idiomas, o Santo Padre disse ainda: “Convido todos vocês a recorrer com frequência ao sacramento da penitencia, a se confessar e receber o abraço da infinita misericórdia do Pai, que está nos esperando para nos dar um forte abraço”.

Depois de fazer o resumo da catequese em várias línguas, o papa Francisco saudou de forma especial os jovens, os doentes e os recém-casados, como já se tornou tradição nas audiências. “Que a Virgem Maria ajude vocês, queridos jovens, a entender cada vez mais o valor do sacrifício na sua formação humana e cristã; que ela os sustente, queridos enfermos, na hora de enfrentar a dor e a doença com serenidade e fortaleza; e que ela guie vocês, queridos recém-casados, para construir a sua família sobre as bases sólidas da fidelidade à vontade de Deus”.

Nesta manhã, antes da audiência, o Santo Padre também recebeu, na Casa Santa Marta, 19 presidiários acompanhados por dois capelães e duas religiosas. Eles cumprem pena nos presídios de Pisa e Pianosa. O encontro, que não estava programado, durou cerca de quarenta e cinco minutos, durante os quais Francisco conversou e abençoou os presos um por um.

O grupo de detentos está participando de uma trajetória espiritual guiada pelos capelães, que os acompanharam hoje à audiência geral com o papa durante uma peregrinação a Roma. Eles participaram da missa nos jardins vaticanos e, por volta das 9h da manhã, informado da sua presença, o papa quis encontrá-los em particular antes da audiência geral. “Foi um encontro belíssimo, comovente. O papa quis saudá-los e abençoar um por um. Ele os encorajou muito, mostrou a sua grande paternidade espiritual para com essas pessoas que estão profundamente comprometidas em completar um percurso espiritual”, declarou dom Baldisseri, secretário do sínodo dos bispos, conforme informações do jornal italiano Avvenire.

(Zenit)

Papa Francisco: Não tenhamos medo do Sacramento da Reconciliação

Vaticano, 19 Fev. 14 / 11:36 am (ACI).- Nesta quarta, 12, milhares de fiéis se reuniram na Praça S. Pedro às vésperas do Consistório no próximo sábado, dia 22, quando o Colégio Cardinalício ganhará 19 novos membros, incluindo o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani J. Tempesta, o Papa continuou sua reflexão sobre os sacramentos exortando os fiéis a não terem medo de aproximar-se do sacerdote para pedir perdão pelos pecados cometidos contra Deus e contra os irmãos.

Na ocasião o Sumo Pontífice ressaltou que este Sacramento provém diretamente do mistério pascal, quando disse aos discípulos: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados”.
Papa quis deixar claro que o “perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar-nos a nós mesmos”.

“Eu não posso dizer: ‘Eu me perdoo os pecados’. O perdão se pede, se pede a outro, e na Confissão pedimos perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é dom do Espírito Santo, que derrama sobre nós a graça e a misericórdia do Pai”, asseverou o Pontífice

Para aqueles que dizem: ‘Eu me confesso somente com Deus’, o Papa recordou que os nossos pecados são também contra os irmãos e a Igreja e por isso é necessário pedir perdão a eles na pessoa do sacerdote.

Segundo explica a nota publicada hoje pela Rádio Vaticano, o Santo Padre assinalou que embora a forma ordinária da Confissão seja pessoal e secreta, não se deve perder de vista a sua dimensão eclesial. Por isso, não basta pedir perdão a Deus no íntimo do próprio coração, mas é necessário confessar os pecados ao sacerdote. Este, no confessionário, não representa apenas Deus, mas toda a comunidade eclesial, a qual se reconhece na fragilidade dos seus membros, constata comovida o seu arrependimento, reconcilia-se com eles e encoraja-os no caminho de conversão e amadurecimento humano e cristão.

Aos que se envergonham do seu pecado, o Pontífice dirigiu as seguintes palavras:  “Também a vergonha é boa, vergonhar-se é saudável. Porque quando uma pessoa não tem vergonha, no meu país dizemos “sem vergonha”, sin verguenza. (…) Mas a vergonha também faz bem, porque nos torna mais humildes. (…) Não tenham medo da Confissão, porque dela se sai mais “livre, grande, belo, perdoado e feliz”.

“Seja corajoso e vá se confessar”, exortou.

Francisco concluiu sua catequese ressaltando que o Sacramento da Reconciliação significa deixar-se envolver no abraço da misericórdia infinita do Pai. E citou a parábola do filho pródigo, que ao voltar para casa sentindo tanta culpa e vergonha, ficou surpreso com o abraço que recebeu do Pai.
“Toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa. Prossigamos nesta estrada”, finalizou.

No final de sua catequese, o Pontífice se dirigiu de modo especial aos fiéis do Rio de Janeiro que acompanham Dom Orani João Tempesta na ocasião de sua criação como cardeal e disse:
“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos vos saúdo, especialmente aos fiéis de São Sebastião do Rio de Janeiro com o vosso pastor Dom Orani João Tempesta, desejando-vos que nada e ninguém possa impedir-vos de viver e crescer na amizade de Deus Pai; mas deixai que o seu amor sempre vos regenere como filhos e vos reconcilie com Ele, com vós mesmos e com os irmãos. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abundância das suas bênçãos.”
Os novos 19 cardeais são:
1 – Dom Pietro Parolin, Secretário de Estado.
2 – Dom Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos e Ex-Núncio apostólico no Brasil.
3 – Dom Gerhard Ludwig Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
4 – Dom Beniamino Stella, Prefeito da Congregação per o Clero.
5 – Dom Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster (Grã Bretanha).
6 – Dom Leopoldo José Brenes Solórzano, Arcebispo de Manágua (Nicarágua).
7 – Dom Gérald Cyprien Lacroix, Arcebispo de Québec (Canadá).
8 – Dom Jean-Pierre Kutwa, Arcebispo de Abidjã (Costa do Marfim).
9 – Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil).
10 – Dom Gualtiero Bassetti, Arcebispo de Perúgia-Città della Pieve (Itália).
11 – Dom Mario Aurelio Poli, Arcebispo de Buenos Aires (Argentina).
12 – Dom Andrew Yeom Soo jung, Arcebispo de Seoul (Coreia).
13 – Dom Ricardo Ezzati Andrello, S.D.B., Arcebispo de Santiago do Chile (Chile).
14 – Dom Philippe Nakellentuba Ouédraogo, Arcebispo de Ouagadougou (Burquina Faso).
15 – Dom Orlando B. Quevedo, O.M.I., Arcebispo de Cotabato (Filipinas).
16 – Dom Chibly Langlois, Bispo de Les Cayes (Haiti).
3 cardeais não-eleitores (mais de 80 anos):
1 – Dom Loris Francesco Capovilla, Arcebispo emérito de Mesembria.
2 – Dom Fernando Sebastián Aguilar, C.M.F., Arcebispo emérito de Pamplona.
3 – Dom Kelvin Edward Felix, Arcebispo emerito de Castries.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26720)

Lançado app “Comics do Papa Francisco” visando que as crianças conheçam melhor o Papa

Foto: iTunes Store

ROMA, 19 Fev. 14 / 12:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- A empresa Apple acaba de lançar na iTunes Store o aplicativo “Os Comics do Papa Francisco”, desenvolvido pelo Master New Media, para os dispositivos iPad. Esta iniciativa tem como objetivo que as crianças conheçam melhor o Bispo de Roma.

Conforme assinala o L’Osservatore Romano, o aplicativo tem três opções a escolher: As frases do Sumo Pontífice (com desenhos que representam suas mensagens), jogar e colorir com o Papa, e finalmente as histórias do Santo Padre.

Os mais novos da casa podem escutar seus discursos, ler suas publicações no Twitter, assim como ficar sabendo mais sobre a vida de Francisco antes de ser eleito.

Atualmente o aplicativo está disponível somente em dois idiomas: inglês e alemão, ainda não está disponível em português e tem um custo de 2,99 dólares.

O site para baixa-lo é: https://itunes.apple.com/us/app/pope-francis-comics/id813620711?mt=8

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26724)

Cerca de 180 cardeais participarão a partir de amanhã no primeiro Consistório do Papa Francisco

Foto Grupo ACI

VATICANO, 19 Fev. 14 / 01:55 pm (ACI/Europa Press).- Cerca de 180 cardeaisparticiparão a partir desta quinta-feira, 20 de fevereiro, no primeiro consistório do Papa Francisco, no qual criará, no sábado, 22 de fevereiro, a 19 novos cardeais, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

O diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, o Padre Federico Lombardi precisou que as reuniões acontecerão na sala nova do Sínodo. Sobre o procedimento, o porta-voz do Vaticano explicou que começará com a celebração da ‘Hora Terça’, e com a saudação do decano do Colégio Cardenalício, o Cardeal Angelo Amato.

O tema principal deste consistório é a família e a pastoral familiar. O presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, fará uma introdução dedicada à pastoral familiar e depois acontecerão as intervenções livres dos cardeais. Em relação à introdução do Cardeal Kasper, o Pe. Lombardi especificou que não se fará pública.

As visitas de cortesia previstas para sábado de tarde, depois da celebração às 11h da manhã do consistório para a criação dos novos cardeais na Basílica Vaticano, acontecerão em sua maioria na Sala Paulo VI.

O porta-voz do Vaticano destacou que o consistório “não tem nenhum tipo de poder decisivo”, mas se trata de uma assembleia na qual os cardeais manifestam livremente e sem ordem prévia seu pensamento.

O Pe. Lombardi destacou sua “importância” para o Pontífice e para o Colégio Cardenalício “porque se dão conta da atmosfera e do pensamento que há”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26726)

É possível viver o “Sim” do matrimônio para sempre, diz o Papa Francisco a 10 mil casais reunidos em Roma

Vaticano, 14 Fev. 14 / 11:20 am (ACI/EWTN Noticias).- Dez mil casais de namorados e noivos vindos dos cinco continentes na festividade de São Valentim, tiveram um encontro na Praça de São Pedro para falar sobre a vocação ao matrimônio sob o lema “A alegria do sim para sempre” e encontrar-se com o Papa Francisco. Em seu discurso aos casais o Papa insistiu que hoje é possível viver o amor para sempre no contexto do matrimônio.

Segundo reportou o Vatican Information Service desta Sexta-feira, 14, o  encontro, organizado pelo Pontifício Conselho para a Família, teve como ponto de partida a perspectiva de que as pessoas não se casam quando os problemas já foram resolvidos, e sim para resolvê-los juntos e apostam pelo “para todos os dias da vida”, um ponto de vista que infunde esperança no futuro e no amor duradouro e fecundo.

O ato começou às 11 da manhã com uma série de testemunhos dos casais, intercalados com leituras e canções dedicadas ao amor em suas diversas manifestações e, às 12:30h o Santo Padre entrou no Lugar para saudar os noivos e responder a três perguntas expostas por outras tantos casais: O medo ao “para sempre”; Viver juntos, o estilo da vida matrimonial; e o tipo de celebração do matrimônio.

“É importante nos perguntar se for possível amar-se “para sempre” – afirmou o Papa- Hoje em dia muitas pessoas têm medo de tomar decisões definitivas , para toda a vida, porque parece impossível… e esta mentalidade leva a muitos que se preparam para o matrimônio a dizer: “Estamos juntos até que nos dure o amor”….

“Mas, o que entendemos por “amor”? –questionou o Santo Padre- Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se for assim, não se pode construir nada sólido em cima. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce e também podemos dizer, a modo de exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa se edifica em companhia, não sozinhos!… Não queremos construi-la sobre a areia dos sentimentos que vão e vêm, mas sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus…”.

“A família nasce deste projeto de amor que quer crescer como se constrói uma casa: que seja lugar de afeto, de ajuda, de esperança… Assim como o amor de Deus é estável e para sempre, queremos que o amor sobre o qual se assenta a família também o seja. Não devemos deixar-nos vencer pela “cultura do provisório”. Assim que o medo do “para sempre” se cura dia após dia, confiando no Senhor Jesus em uma vida que se converte em uma jornada espiritual diária, feito de passos, de crescimento comum…Porque o “para sempre” não é apenas questão de duração. Um matrimônio não se realiza apenas na duração, é importante sua qualidade. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos cristãos .. . No Pai-Nosso dizemos ” Dai-nos o pão de cada dia”. Os esposos podem rezar assim´: “Senhor, dai-nos hoje o amor de todos os dias…. ensinai-nos a amar-nos”.

Respondendo à segunda pergunta, Francisco sublinhou que “a convivência é uma arte, um caminho paciente, formoso e fascinante… que tem umas regras que se podem resumir em três palavras: “Posso?, “Obrigado” e “Perdão”.

“Posso?”, explicou, é o pedido amável de entrar na vida de algum outro com respeito e atenção… O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. … São Francisco dizia:… “A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor”… e hoje, em nossas famílias, em nosso mundo, frequentemente violento e arrogante, a cortesia é muito necessária”.

“Obrigado.” A gratidão é um sentimento importante… Sabemos dizer obrigado?: Em vosso relacionamento neste instante e em vossa futura vida matrimonial , é importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus… e pelos dons de Deus se diz “obrigado””, declarou o Papa.

““Perdão” … Na vida cometemos muitos erros, equivocamo-nos tantas vezes. Todos nós. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão singela “perdão”. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para justificar-se. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhe cer nossos erros e a pedir desculpas… É também assim que cresce uma família cristã. Todos sabemos que não existe a família perfeita, nem o marido ou a esposa perfeitos. …Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem nos ensina um segredo: que nenhum dia jamais termine sem pedir perdão…sem que a paz volte para casa. Se aprendermos a pedir perdão e perdoar os outros, o matrimônio durará, seguirá adiante”.

Por último, o Santo Padre recordou que a celebração do matrimônio deve ser “uma festa, mas uma festa cristã e não mundana” e pondo como exemplo o primeiro milagre de Jesus nas bodas de Caná, quando transformou a água em vinho porque havia acabado disse: “O que aconteceu em Caná dois mil anos atrás, acontece em realidade em cada festa nupcial. O que fará pleno e profundamente verdadeiro seu matrimônio será a presença do Senhor que se revela e nos outorga sua graça”.

“Ao mesmo tempo, é bom que seu matrimônio seja sóbrio e destaque o que é realmente importante. Alguns estão muito preocupados com os sinais externos: o banquete… os trajes, etc. Estas coisas são importantes em uma festa, mas apenas se indicarem o verdadeiro motivo de sua alegria: a bênção de Deus sobre seu amor. Façam que como o vinho de Caná , os sinais externos de sua cerimônia revelem a presença do Senhor e recordem a vós e a todos os presentes a origem e a razão de sua alegria”, concluiu.

Após as suas palavras alguns casais tiveram a chance de cumprimentar o Papa, que os recebeu com visível afeto e logo partiu para uma volta no Papamóvel para cumprimentar os outros milhares de casais que encheram a Praça de São Pedro.

O Papa, em um tweet dedicado a este encontro, escreveu em sua conta: “Jovens, não tenhais medo de vos casar: unidos num matrimônio fiel e fecundo, sereis felizes”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26698)

“Eu Rezo Pelo Papa”: Comunidade Shalom lança Campanha de Oração pelo Papa Francisco

FORTALEZA, 13 Fev. 14 / 12:48 pm (ACI).- Respondendo ao constate pedido do Santo Padre, “Rezem por mim”, especialmente no comovente gesto na inauguração do seu pontificado quando inclinou-se e pediu que em silêncio aos presentes na Praça de São Pedro para que rezassem por ele, a Comunidade Católica Shalom mobiliza nas redees sociais uma campanha de oração pelo Santo Padre com o nome: “Eu Rezo Pelo Papa”.

A Fanpage  criada   no dia 3 de fevereiro já conta com mais de  9 mil curtidas até a conclusão deste texto. Na página, os participantes declaram que rezam pelo  papa e oferecem terços, missas e outras devoções como intercessão pelos trabalhos do pontífice.

Para aderir basta rezar por Francisco e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag #EuRezoPeloPapa. As hashtags também estão disponíveis em mais outras seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

“Queremos motivar as pessoas a rezarem pelo Papa. É uma forma de apoiá-lo em sua missão. Esta é uma iniciativa voltada para todos aqueles que gostam de Francisco”, explicou João Edson Queiroz, membro do Conselho Geral do Shalom e um dos responsáveis pela iniciativa. Ainda segundo Queiroz a meta é que até o final do mês a página chegue a 20 mil seguidores.

Faz parte da história da Comunidade Católica Shalom o amor, zelo, obediência e intercessão pelos Papas. Foi aos pés do Beato João Paulo II, durante uma celebração eucarística, que Moysés Azevedo, fundador da instituição, ofereceu sua vida pela evangelização dos jovens em 9 de julho de 1980.

Durante o anúncio da renúncia do bispo emérito de Roma, Bento XVI, a comunidade encontrava-se em Retiro de carnaval no ginásio Paulo Sarate, ocasião em que já começaram a rezar pelo novo papa.

Durante o período da Sé Vacante foi orientado para os membros da instituição um tempo especial de oração pela eleição do novo Papa que viria ser o cardeal Bergoglio.

“Rezar pelo papa e suas intenções é um dever nosso como cristão, como ovelhas que são guiadas pelo seu pastoreio”, disse João Edson.

Campanha “Eu Rezo Pelo Papa”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26694)

Francisco faz o convite para que se viva a eucaristia de modo coerente

Texto completo da catequese desta quarta-feira durante a audiência geral

Por Redacao

ROMA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Na última catequese, destaquei como a Eucaristia nos introduz na comunhão real com Jesus e o seu mistério. Agora podemos nos colocar algumas perguntas sobre a relação entre a Eucaristia que celebramos e a nossa vida, como Igreja e como cristãos individualmente. Como vivemos a Eucaristia? Quando vamos à Missa aos domingos, como a vivemos? É somente um momento de festa, é uma tradição consolidada, é uma ocasião para se encontrar ou para sentir-se bem, ou é algo a mais?

Há alguns sinais muito concretos para entender como vivemos tudo isso, como vivemos a Eucaristia; sinais que nos dizem se nós vivemos bem a Eucaristia ou não a vivemos tão bem. O primeiro indício é o nosso modo de olhar e considerar os outros. Na Eucaristia, Cristo realiza sempre novamente o dom de si que fez na Cruz. Toda a sua vida é um ato de total partilha de si por amor; por isso Ele amava estar com os discípulos e com as pessoas que tinha oportunidade de conhecer. Isto significava para Ele partilhar os desejos deles, os seus problemas, aquilo que agitava as suas almas e suas vidas. Agora nós, quando participamos da Santa Missa, encontramo-nos com homens e mulheres de todo tipo: jovens, idosos, crianças, pobres e ricos; originários do lugar ou de fora; acompanhados por familiares ou sozinhos… Mas a Eucaristia que celebro leva-me a senti-los todos, realmente, como irmãos e irmãs? Faz crescer em mim a capacidade de alegrar com quem se alegra, de chorar com quem chora? Impele-me a seguir rumo aos pobres, aos doentes, aos marginalizados? Ajuda-me a reconhecer neles a face de Jesus? Todos nós vamos à Missa porque amamos Jesus e queremos partilhar, na Eucaristia, a sua paixão e a sua ressurreição. Mas amamos, como quer Jesus, aqueles irmãos e irmãs mais necessitados? Por exemplo, em Roma, nestes dias vimos tantos problemas sociais ou pela chuva que fez tantos danos a bairros inteiros, ou pela falta de trabalho, consequência da crise econômica em todo o mundo. Pergunto-me, e cada um de nós se pergunte: eu que vou à Missa, como vivo isto? Preocupo-me de ajudar, de aproximar-me, de rezar por aqueles que têm este problema? Ou sou um pouco indiferente? Ou talvez me preocupo de fofocar: viu como está vestida aquela, ou como está vestido aquele? Às vezes se faz isso, depois da Missa, e não se deve fazer! Devemos nos preocupar com os nossos irmãos e irmãs que têm necessidade por causa de uma doença, de um problema. Hoje, fará bem a nós pensar nestes nossos irmãos e irmãs que têm este problema aqui em Roma: problemas pela tragédia provocada pela chuva e problemas sociais e de trabalho. Peçamos a Jesus, que recebemos na Eucaristia, que nos ajude a ajudá-los.

Um segundo indício, muito importante, é a graça de sentir-se perdoados e prontos a perdoar. Às vezes alguém pergunta: “Por que se deveria ir à igreja, visto que quem participa habitualmente da Santa Missa é pecador como os outros?”. Quantas vezes ouvimos isso! Na realidade, quem celebra a Eucaristia não o faz porque se acredita ou quer parecer melhor que os outros, mas propriamente porque se reconhece sempre necessitado de ser acolhido e regenerado pela misericórdia de Deus, feita carne em Jesus Cristo. Se algum de nós não se sente necessitado da misericórdia de Deus, não se sente pecador, é melhor que não vá à Missa! Nós vamos à Missa porque somos pecadores e queremos receber o perdão de Deus, participar da redenção de Jesus, do seu perdão. Aquele “Confesso” que dizemos no início não é “pro forma”, é um verdadeiro ato de penitência!  Eu sou pecador e o confesso, assim começa a Missa! Não devemos nunca esquecer que a Última Ceia de Jesus aconteceu “na noite em que foi traído” (1 Cor 11, 23). Naquele pão e naquele vinho que oferecemos e em torno do qual nos reunimos se renova toda vez o dom do corpo e do sangue de Cristo para a remissão dos nossos pecados. Devemos ir à Missa humildemente, como pecadores e o Senhor nos reconcilia.

Um último indício precioso nos vem oferecido pela relação entre a celebração eucarística e a vida das nossas comunidades cristãs. É necessário sempre ter em mente que a Eucaristia não é algo que fazemos nós; não é uma comemoração nossa daquilo que Jesus disse e fez. Não. É propriamente uma ação de Cristo! É Cristo que age ali, no altar. É um dom de Cristo, que se torna presente e nos acolhe em torno de si, para nutrir-nos da sua Palavra e da sua vida. Isto significa que a missão e a identidade própria da Igreja surge dali, da Eucaristia, e ali sempre toma forma. Uma celebração pode ser também impecável do ponto de vista exterior, belíssima, mas se não nos conduz ao encontro com Jesus Cristo arrisca não levar alimento algum ao nosso coração e à nossa vida. Através da Eucaristia, em vez disso, Cristo quer entrar na nossa existência e permeá-la pela sua graça, de forma que em toda comunidade cristã haja coerência entre liturgia e vida.

O coração se enche de confiança e esperança pensando nas palavras de Jesus reportadas no Evangelho: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54). Vivamos a Eucaristia com espírito de fé, de oração, de perdão, de penitência, de alegria comunitária, de preocupação pelos necessitados e pelas necessidades de tantos irmãos e irmãs, na certeza de que o Senhor cumprirá aquilo que nos prometeu: a vida eterna. Assim seja!

(Tradução Canção Nova Notícias / Jéssica Marçal)

(Agência Zenit)

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco

Eu rezo pelo Papa: campanha de oração pelo Papa Francisco é lançada nas redes sociais
Utilizando # em sete línguas, o convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades

Por Emanuele Sales

FORTALEZA, 12 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – “Eu rezo pelo Papa” é o título da campanha que tem mobilizado intercessores do Papa Francisco nas redes sociais. O objetivo é corresponder ao pedido feito por Jorge Mario Bergoglio em 13 de março do ano passado, quando foi eleito pontífice: “Rezem por mim”.

O convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades. Na página no Facebook, há quem oferece oração em forma de pequenos sacrifícios, como a abstinência de chocolate por um período.  Já outros adeptos da campanha prometem rezar novenas, rosários e terços. Há também quem decide lembrar-se do Papa e ofertar-lhe ações cotidianas, como o serviço a Deus e atos de amor ao próximo.

“Essas pequenas coisas se tornam extraordinárias quando colocamos amor e fazemos pensando em ajudar alguém, em apoiar a missão de fazer o bem”, afirma Antonio Marcos Farias, que promete rezar o Angelus pelas intenções do Papa Francisco.

A página www.facebook.com/eurezopelopapa foi lançada no domingo (9), por iniciativa da Comunidade Católica Shalom.  Para aderir basta rezar pelo pontífice e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag  #EuRezoPeloPapa.  As hashtags também estão disponíveis em mais seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.

(Agência Zenit)

Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2014

Foto News.va

VATICANO, 07 Fev. 14 / 01:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- Foi divulgada ontem a primeira mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude, que se celebra no Domingo de Ramos e que leva como título “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5, 3)

Queridos jovens,

Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.

A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de reflectir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).

1. A força revolucionária das Bem-aventuranças

É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.

Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.

As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.

Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.

2. A coragem da felicidade

O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).

Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.

Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.

3. Felizes os pobres em espírito…

A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?

Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.

O adjetivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.

Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).

São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.

Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.

Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.

Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.

Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).

4. … porque deles é o Reino do Céu

Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus conosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».

Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.

Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.

No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».

Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade.

Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir – de 2014.

FRANCISCO

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26669)

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos
Pe. João Chagas, Responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, comenta a Mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 07 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Papa Francisco como temas das três próximas edições da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) trata, versículos bíblicos tirados das Bem-aventuranças. Tais temas  marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Sucessor de Pedro prevista para Cracóvia (Polônia) em julho de 2016.

“Não há nada mais revolucionário do que viver o Evangelho,  que de um certo modo está sintetizado nas Bem-aventuranças”, afirma Pe. João Chagas, responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os leigos (PCL), comentando as palavras do Santo Padre citadas no início da mensagem para a JMJ 2014.

A mensagem do Papa Francisco para a JMJ de 2014, cujo tema é: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3) foi divulgada nesta quinta-feira, 6 de fevereiro. Por isso, ZENIT conversou com Padre João Chagas que, junto aos demais colaboradores do Setor Jovem, é responsável pela organização da JMJ.

“Na mensagem o Santo Padre – explica Pe. João- afirma que Cristo é o Bem-aventurado por excelência, aquele que encarna as Bem-aventuranças desde o seu nascimento na gruta de Belém até a sua morte e ressurreição.”

Como os jovens podem viver essa mensagem na prática? Padre João responde que todos nós somos chamados a uma forte experiência com o amor de Cristo, o pobre por excelência. A partir deste encontro, como São Francisco de Assis, descobrimos a beleza da pobreza e deixamos de lado tudo o que não é essencial, para seguir a Cristo.

“O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos”- exortou Pe. João-. Na mensagem, o Papa convida os jovens a ter coragem: coragem de responder a Jesus que os chama a seguí-Lo, coragem de abraçar a proposta de vida de Cristo, coragem de acolher a verdadeira felicidade que só Deus pode dar, coragem de ir contracorrente, contra o lugar comum imposto pela mentalidade mundana e também a coragem da sobriedade”- destacou o responsável pelo Setor Jovem do PCL.

A coragem da felicidade foi outro ponto da mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014 ressaltada por Pe. João.  “O termo grego usado no Evangelho émakarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes – lê-se na mensagem-. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? – questiona o Santo Padre-.

Depois de explicar o termo,  o Papa cita o Beato Pierjorge Frassati. “Com este exemplo – continua Pe. João-  o Papa Francisco nos diz que não podemos viver uma vida medíocre, mas precisamos aspirar a altos ideais.”

Padre João recordou ainda que no encontro com os jovens das escolas jesuítas, o Papa Francisco falou sobre a importância de educar para a magnanimidade. “Somente se aspirarmos aos grandes ideias, não vamos nos contentar com uma felicidade ‘low cost” – afirma-.

“Muitas vezes, a tentação que o jovem tem diante dos desafios da vida, é a de buscar atalhos para a felicidade. Tais atalhos podem levá-lo para bem longe do verdadeiro caminho de felicidade. A única e verdadeira felicidade, só Deus pode dar. Uma felicidade alcançada também quando vencemos os desafios da vida e não fugimos deles.” – Concluiu Padre João Chagas-.

Esta foi a primeira mensagem do Papa Francisco aos jovens, e também a primeira no itinerário de preparação a Cracóvia 2016. Em 2015 o tema será: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). E por fim, na Jornada de 2016 o versículo 7 do capítulo 5 do Evangelho de Mateus: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”.

(Fonte: Agência Zenit)

Papa Francisco: É muito importante ir à Missa aos domingos e receber a Eucaristia que é fonte da vida

O Papa Francisco sobe as escadas até o átrio da Basílica de São Pedro para a catequese da audiência geral desta quarta-feira (Foto Grupo ACI)

VATICANO, 05 Fev. 14 / 02:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua catequese na manhã de hoje na Praça de São Pedro a qual assistiram milhares de fiéis apesar do intenso frio e da chuva que há vários dias cai em Roma, o Papa Francisco explicou a importância vital da Eucaristia para todo fiel, que deve ser recebida aos domingos na missa, porque é o coração e a fonte da vida da Igreja.

A seguir a íntegra da catequese do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje falarei a vocês da Eucaristia. A Eucaristia coloca-se no coração da “iniciação cristã”, junto ao Batismo e à Confirmação, e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, de fato, nasce cada autêntico caminho de fé, de comunhão e de testemunho.

Aquilo que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos para viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se um altar, que é uma mesa, coberta por uma toalha e isto nos faz pensar em um banquete. Na mesa há uma cruz, a indicar que sobre aquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali se recebe, sob os sinais do pão e do vinho. Ao lado da mesa há o ambão, isso é, o lugar a partir do qual se proclama a Palavra de Deus: e isto indica que ali nós nos reunimos para escutar o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e então o alimento que se recebe é também a sua Palavra.

Palavra e Pão na Missa tornam-se um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que havia feito, condensaram-se no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antes do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: “Tomai, comei, isto é o meu corpo…Tomai, bebei, isto é o seu sangue”.

O gesto de Jesus cumprido na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. “Agradecimento” em grego se diz “eucaristia”. E por isto o Sacramento se chama Eucaristia: é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor. Eis porque o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem junto, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Então a celebração eucarística é bem mais que um simples banquete: é propriamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. “Memorial” não significa somente uma recordação, uma simples recordação, mas quer dizer que cada vez que celebramos este Sacramento participamos do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Eucaristia é o ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos com Ele e com os irmãos.

É por isto que sempre, quando nos aproximamos deste sacramento, se diz de: “Receber a Comunhão”, de “fazer a Comunhão”: isto significa que o poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística se conforma de modo profundo e único a Cristo, nos fazendo experimentar já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria de contemplar Deus face a face.

Queridos amigos, nunca conseguiremos agradecer ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um grande dom e por isto é tão importante ir à Missa aos domingos.
Ir à missa não somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai. É muito bom fazer isto! E todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.

E com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca terminará em nós o seu valor e a sua riqueza. Por isto, pedimos que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.

É importante que as crianças se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam, porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da Crisma. Obrigado.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26661)

Popularidade do Papa Francisco

TOLEDO, 29 Jan. 14 / 04:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, recebeu na Espanha o prêmio outorgado pela Radiotelevisión Diocesana de Toledo, ocasião na qual assinalou que o “extraordinário interesse” que existe pelas Missas que a Papa Francisco celebradas na Casa Santa Marta, faz que suas homilias sejam traduzidas a 40 idiomas, destacando ainda que a popularidade do Pontífice não é uma estratégia do Vaticano.

O Papa Francisco tem “um extraordinário carisma de comunicação que compensa amplamente o conhecimento limitado de idiomas”, pois apenas domina o italiano e o espanhol, indicou o sacerdote durante a conferência realizada no Instituto Teológico de São Ildefonso de Toledo sob o título “Reflexões e experiências sobre a comunicação de três Papas”.

Sobre o Beato João Paulo II, o Pe. Lombardi destacou seu “amor pela verdade e não esconder-se de nada e de ninguém”. Sobre Bento XVI ressaltou seu “pensamento ordenado e conciso” e, sobre o Papa Francisco, assinalou seu grande carisma de comunicador e sua proximidade  humana “franca e valente”.

O porta-voz assinalou também que o crescente interesse que o Papa suscita não é fruto de uma nova estratégia de comunicação iniciada pelo Vaticano. “Posso assegurar-lhes que em comparação com o Pontificado anterior não foi iniciada no Vaticano uma nova estratégia de comunicação no sentido de um estudo prévio das atividades, discursos ou gestos da Papa com o fim de chamar a atenção dos presentes e ter êxito. Não há uma nova estratégia planejada em um escritório”, expressou.

Conforme explicou, o interesse que despertou Francisco pode dever-se a que ele “atua com um enfoque pastoral e uma linguagem muito concreta, que é facilmente compreensível e acolhida pelas pessoas”.

O Pe. Lombardi reconheceu que a relação da imprensa com o Bento XVI “foi mais difícil”, mas apesar das dificuldades destacou que Bento sempre respondeu “com grande nobreza intelectual”, que “nunca descartou nenhuma pergunta difícil” e com uma “enorme capacidade de expressar seu pensamento límpido, de uma maneira clara, ordenada e concisa, sem inseguranças”, o convertia em “um professor da comunicação”.

Falando um pouco mais sobre o Papa Francisco, o Pe. Federico Lombardi elogiou a “proximidade humana, direta, franca e valente”, refletida nos “abraços e beijos que generosamente prodigaliza”. Entretanto, recordou a “grande preocupação” que teve quando soube que o novo Pontífice falava apenas espanhol e italiano. “Seus predecessores eram grandes poliglotas”, mas, logo se deu conta de que o Papa Francisco “não tinha intenção de multiplicar as saudações em diferentes idiomas nem nas reuniões internacionais, como a primeira audiência com os jornalistas depois de sua eleição”.

“As multidões vêm a Roma mais que antes, e o interesse pela Papa é muito alto em todas as partes do mundo”, assinalou o porta-voz vaticano.

Por isso destacou que o Papa Francisco tenha “um extraordinário carisma de comunicação que compensa vastamente o conhecimento limitado de idiomas”, e revelou um “extraordinário interesse” pelas homilias do atual Papa na missadiária matutina na capela da casa Santa Marta que chegam a ser traduzidas a 40 idiomas.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26627)

Os jovens falam sobre o Papado de Francisco

Passados mais de dez messes de Papado do Papa Francisco, os jovens dizem o que pensam e esperam do Sucessor de Pedro

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 03 de março de 2013 o conclave anunciava a fumaça branca que trazia uma novidade para a Igreja, o argentino JorgeMario Bergoglio, o primeiro Papa latino-americano, primeiro jesuíta e o primeiro Francisco. Passados mais de dez messes do seu Papado tudo ainda parece ser novidade, até mesmo para os jovens que estão sempre conectados a tudo que há de novo, e o que será que eles estão pensando e esperando desse Papa que quebra protocolos e até mesmo tira foto para as redes sociais?

Eles vão às ruas para lutar por seus direitos, estão conectados a um mundo na palma da mão em que suas fronteiras parecem não existir, usam as redes sociais para causar revoluções no desejo de um mundo mais justo e com mais amor. Então no meio de tudo isso aparece uma novidade, um senhor já velhinho como Papa que surpreende até os que estavam mais distantes da Igreja e os desafia a sair das teorias e amar na prática.  Usando as redes sociais eles falam tudo o que pensam e esperam do Papado de Francisco:

Ícaro Diniz: “Ele veio revigorar nossas forças”

Kelyane Abreu: “O Papa Francisco vem de fato, reconstruir a Igreja, não apenas fisicamente, a estrutura, mas a Igreja como um corpo, a mentalidade do ser Igreja, reavivar o apaixonamento pela Igreja”. Acredito que esse será um tempo de muitas mudanças, podas de arvores e como toda poda, poderá gerar grandes.

Newton Nascimento: “Ele me passa a certeza do Céu”. Vejo hoje, o Papa Francisco, como Jesus chegou no templo colocando os vendedores para fora, hoje por graça e condução de Deus, foi dada ao Papa esse serviço, que por sinal não é fácil.

Camilla Campos: “Penso que ele veio pra desconfundir a cabeça da galera”.

Jackson Soares : “A sua posição diante da questão da pobreza o torna mais amado ainda por todos”. O que se espera do seu papado é que ele continue essa obra de conscientização do mundo para ajudar os mais necessitados, rezar pela humanidade, buscar a paz.

Matheus Ferreira :” Penso que ele veio para quebrar vários padrões da igreja, e fazer surge um novo conceito de fé aos jovens”

Pedro Paulo Cardoso: “Ele é surpreende”. A começar pela escolha do seu “novo nome” Francisco, Por eu servir na minha paróquia como Catequista, tenho ele como um grande exemplo, pelo fato dele ser Jesuíta (uma congregação que se destaca pelo “Ser Catequista”) , ter sempre uma boa didática e uma forma fácil de falar sobre o Evangelho.

Italo Myke:  “Desde que saiu a fumaça branca na chaminé que eu choro”. Espero que ele nunca mude para poder dizer aos meus filhos, Esse é Francisco filho o Santo da minha geração.

João Pedro O Papa Francisco para os jovens é aquele Novo que há muito tempo estava sendo guardado.

Fernanda Carneiro Leal: “Outros o vêm como algo polêmico que do nada quer fazer mudanças. Amo o Papa, pois expressa seu amor não só por palavras, mas por atos bem concretos, quebrando protocolos”

Um Papa e um amigo.

Na sua grande maioria a certeza que os jovens transmitem é de encontrar um Papa e um amigo, que quebra protocolos para estar mais próximo, sempre mostrando que quem ama quer estar perto, quer seja respondendo cartas de quem o escreve ou tirando foto com a “galera” para as redes sociais, como aconteceu com três jovens na Basílica de São Pedro, no dia 28 de agosto, a foto foi publicada por Fabio Ragona na rede social Twitter e causou grande impacto na internet. Seus discursos desafiam a “geração Y” tão ligada no provisório e ao mesmo tempo o seu sorriso os motiva como alguém que diz: Contem comigo.

Em julho do ano passado  na cidade do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, Francisco não só fez apenas discípulos, fez também amigos entre todas as nações.

(Agência Zenit)

Papa Francisco: Pelo Batismo o Povo cristão é como um rio que irriga a terra e difunde a bênção de Deus

VATICANO, 15 Jan. 14 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- Seguindo sua catequese sobre os Sacramentos que iniciou na semana passada, o Papa Francisco retomou hoje o tema do Batismo e explicou que este constitui a entrada ao Povo de Deus, que torna discípulo e missionário quem o recebe e outorga a missão de levar a fé pelo mundo “como um rio que irriga a terra”.

Em sua reflexão, para a qual usou diversas passagens do Documento de Aparecida  –fruto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e o Caribe em 2007– do qual o então Cardeal Bergoglio foi o Presidente do Comitê de Redação, o Santo Padre explicou que “assim como de geração em geração se transmite a vida, do mesmo modo também de geração em geração, através do renascimento da fonte batismal, transmite-se a graça, e com esta graça o Povo cristão caminha no tempo, como um rio que irriga a terra e difunde no mundo a bênção de Deus”.

Recordando o Documento da Aparecida, o Papa explicou que “em virtude do Batismo nos transformamos em discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho no mundo” e citou o texto no que se afirma que “cada batizado, qualquer que seja sua função na Igreja e o grau de instrução de sua fé, é um sujeito ativo da evangelização. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de todos, de todo o Povo de Deus, um novo protagonismo dos batizados, de cada um dos batizados”.

“O Povo de Deus é um Povo discípulo, porque recebe a fé, e missionário, porque transmite a fé. Isto é o que faz o Batismo em nós: faz-nos receber a graça. E a fé é transmitir a fé. Todos na Igreja somos discípulos e o somos para sempre, por toda a vida; e todos somos missionários, cada um no posto que o Senhor lhe atribuiu”.

O Papa Francisco disse logo: “Todos: até o mais pequenino também é missionário e aquele que parece maior é discípulo. Mas alguns de vocês dirão: ‘Padre, os bispos não são discípulos, os bispos sabem tudo. O Papa sabe tudo, não é discípulo’. Pois bem, também os bispos e o Papa devem ser discípulos, porque se não forem discípulos, não fazem o bem, não podem ser missionários, não podem transmitir a fé”. “Todos nós somos discípulos e missionários!”

O Pontífice ressaltou deste modo que “ninguém se salva sozinho”.
“Isto é importante. Ninguém se salva sozinho. Somos comunidade de crentes, e nesta comunidade experimentamos a beleza de compartilhar a experiência de um amor que precede a todos, mas que ao mesmo tempo nos pede que sejamos ‘canais’ da graça os uns para os outros, não obstante nossos limites e nossos pecados”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26561)

Vaticano esclarece declarações atribuídas falsamente ao Papa Francisco que circulam na internet

Foto L’Osservatore Romano

VATICANO, 15 Jan. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano, através de sua conta do Facebook em língua espanhola News.va (https://www.facebook.com/news.va.es)  trouxe uma nota de esclarecimento de uma série de falsas declarações atribuídas ao Papa Francisco e que estão circulando na Internet nestes dias.

O texto (originalmente em espanhol) diz:

“Queridos amigos, muitos de nossos leitores nos assinalam uma ‘notícia’ que circula na internet e nos perguntam se é verdadeira. Esta ‘notícia’, publicada em vários idiomas, diz que o Papa Francisco afirmou que a Bíblia está antiquada em muitas passagens como a ‘fábula de Adão e Eva’ ou o inferno, que todas as religiões são iguais, que Deus está mudando e evoluindo e a verdade religiosa também, e outras coisas semelhantes. Tudo isto o Papa teria afirmado no ‘Terceiro concílio vaticano II’.

Pela internet circulam milhares de histórias falsas, e às vezes é difícil saber de onde se originou a ‘notícia’ e se esta vem de uma fonte confiável ou não. Por isso, ante uma notícia referente ao Papa Francisco que nos pareça estranha, é bom questionar-nos e ir às fontes vaticanas para ver se também ali estas notas aparecem e com que palavras são escritas.

Por isso no que se refere ao Papa Francisco, se as palavras a ele atribuídas não aparecem nos meios oficiais vaticanos, é muito possível que sejam falsas. Aqui lhes oferecemos uma lista dos meios vaticanos e seus sites na internet, para que possam ir comprovar as notícias sempre que tiverem dúvidas:

– Canal Twitter oficial do Santo Padre (em português):https://twitter.com/Pontifex_pt 

– Escritório de Imprensa da Santa Sé:http://www.vatican.va/news_services/press/index_po.htm

– News.va: Recolhe em um único site as notícias dos outros meios vaticanos (http://www.news.va/pt), e fanpage no facebook(https://www.facebook.com/news.va.pt?fref=ts)

– Site Web oficial da Santa Sé, onde se pode encontrar o íntegra oficial de todos os discursos, homilias, mensagens, etc. do Papa Francisco:http://www.vatican.va

– L’Osservatore Romano: Periódico da Santa Séhttp://www.osservatoreromano.va/pt

– Rádio Vaticano: http://pt.radiovaticana.va/bra/index_n.asp

– Centro Televisivo Vaticano: http://www.ctv.va/content/ctv/it.html

– The Pope App: app para smartphones e tablets administrado por News.va, que pode ser descarregado gratuitamente em:http://www.news.va/thepopeapp/  e permite seguir em tempo real as intervenções do Papa e configurar alertas que avisam quando começam os eventos pontifícios.

Este também permite acessar todo o conteúdo oficial relacionado ao Papa em qualquer formato: notícias e discursos oficiais, galeria com suas últimasimagens e vídeos e acesso a sua agenda e links a outros serviços da Santa Sé. Além disso, a aplicação tem acesso às webcams distribuídas pela Praça de São Pedro, que transmitem imagens em todo momento.

– VIS (Vatican Information Service): http://www.vis.va

Uma saudação muita cordial a todos e muito obrigado por sua atenção e suas sugestões”, conclui a nota.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26559)

Testemunho Jovem sacerdote falecido comove as redes sociais com carta dirigida ao Papa

Pe. Fabrizio do Michino +

ROMA, 08 Jan. 14 / 12:10 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um jovem sacerdote tem comovido ultimamente as redes sociais com a carta que dirigiu ao Papa Francisco antes de morrer no dia 1 de janeiro, solenidade de Maria Mãe de Deus, devido a um tumor que fez metástase no fígado e no baço. Quem o conhece afirma que o presbítero sempre enfrentou com alegria o sofrimento e que sempre os oferecia pela Igreja e o Santo Padre.

Segundo informa a página Aleteia, um site de notícias e conteúdo católico ligado ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o Padre Fabrizio de Michino nasceu em Nápoles no dia 8 de setembro de 1982. Quase três mil pessoas se reuniram na cidade de Ponticelli para despedi-lo na Basílica de Nossa Senhora das Neves, onde era vigário paroquial aos seus 31 anos.

O sacerdote faleceu em sua casa aonde sempre foi visto com “um sorriso e uma palavra de consolo para os parentes e amigos que estiveram ao seu lado até o último suspiro”.

A seguir a carta do falecido sacerdote publicada em português por Aleteia:

Santo Padre,

nas orações diárias que dirijo a Deus, não deixo de rezar pelo senhor e pelo ministério que Deus lhe confiou, para que Ele possa lhe dar forças e alegria para continuar anunciando a boa nova do Evangelho.

Eu me chamo Fabrizio De Michino e sou um jovem padre da diocese de Nápoles. Tenho 31 anos e há cinco sou sacerdote. Desempenho meu serviço no Seminário Arcebispal de Nápoles como professor de um grupo de diáconos, e em uma paróquia em Ponticelli, que se encontra na periferia de Nápoles. A paróquia, recordando o milagre registrado na colina Esquilino, recebe o nome de Nossa Senhora das Neves.

Ponticelli é um bairro degradado por sua pobreza e alta criminalidade, mas a cada dia descubro verdadeiramente a beleza de ver o que o Senhor realiza nestas pessoas que confiam em Deus e na Virgem.

Também eu, desde que estou nesta paróquia, pude ampliar cada vez mais meu amor pela Mãe Celeste, experimentando também nas dificuldades a sua proximidade e proteção. Infelizmente, há três anos eu luto contra uma doença rara: um tumor no interior do coração. Há um mês estou com metástase no fígado e no baço. Nesses anos difíceis, no entanto, nunca perdi a alegria de ser anunciador do Evangelho. Também no cansaço eu percebo, verdadeiramente, esta força que não vem de mim, mas de Deus, que me permite desempenhar com simplicidade o meu ministério. Há uma citação bíblica que tem me acompanhado e me enche de confiança na força do Senhor: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36, 26).

Neste tempo tem sido muito próxima a presença do meu bispo, o cardeal Crescenzio Sepe, que me apoia constantemente, ainda que às vezes me peça para descansar, para que eu não me sobrecarregue.

Agradeço a Deus também por meus familiares e meus amigos sacerdotes que me ajudam e apoiam, sobretudo quando faço as diferentes terapias, compartilhando comigo os momentos de inevitável sofrimento. Também os meus médicos me apoiam muito e fazem o impossível para encontrar os tratamentos adequados para mim.

Santo Padre, estou me alongando muito, mas só quero dizer que ofereço a Deus tudo isso, pelo bem da Igreja e pelo senhor de um modo especial, para que Deus o abençoe sempre e o acompanhe neste ministério de serviço e amor.

Eu lhe rogo que reze por mim: o que peço todos os dias ao Senhor é que seja feita a Sua vontade, sempre e em todas as partes. Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração.

Seguro de suas orações paternas, o saúdo devotamente.

Padre Fabrizio De Michino

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26525)

Deus se fez um de nós e segue caminhando conosco, assinala Papa Francisco

VATICANO, 05 Jan. 14 / 01:24 pm (ACI).- No Ângelus deste domingo, 5 de janeiro, o Papa Francisco destacou o fato de que na encarnação Deus se faz homem para caminhar junto do homem rumo ao Céu.

Abaixo apresentamos a íntegra do discurso do Papa na manhã deste domingo:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A liturgia deste domingo nos propõe, no Prólogo do Evangelho de São João, o significado mais profundo do Natal de Jesus. Ele é a Palavra de Deus que se fez homem e colocou a sua “tenda”, a sua morada entre os homens. Escreve o evangelista: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14). Nestas palavras que não cessam nunca de nos maravilhar, há todo o Cristianismo! Deus se fez mortal, frágil como nós, partilhou a nossa condição humana, exceto o pecado, mas tomou sobre si os nossos, como se fossem Dele. Entrou na nossa história, tornou-se plenamente Deus conosco! O nascimento de Jesus, então, nos mostra que Deus quis unir-se a cada homem e a cada mulher, a cada um de nós, para nos comunicar a sua vida e a sua alegria.

Assim, Deus é Deus conosco, Deus nos chama, Deus que caminha conosco. Esta é a mensagem de Natal: o Verbo se fez carne. Assim, o Natal nos revela o amor imenso de Deus pela humanidade. Daqui deriva também o entusiasmo, a esperança de nós cristãos, que na nossa pobreza sabemos ser amados, ser visitados, ser acompanhados por Deus; e olhamos ao mundo e à nossa história como o lugar em que caminhar junto com Ele e uns com os outros, rumo a céus novos e à terra nova.

Com o nascimento de Jesus nasceu uma promessa nova, nasceu um mundo novo, mas também um mundo que pode ser sempre renovado. Deus está sempre presente para suscitar homens novos, para purificar o mundo do pecado que o envelhece, do pecado que o corrompe. Por mais que a história humana e aquela pessoal de cada um de nós possa ser marcada por dificuldades e fraquezas, a fé na Encarnação nos diz que Deus é solidário com o homem e com a sua história. Essa proximidade de Deus ao homem, a cada homem, a cada um de nós, é um dom que não se acaba nunca! Ele está conosco! Ele é Deus conosco! E esta proximidade não acaba nunca. Eis o alegre anúncio do Natal: a luz divina, que inundou os corações da Virgem Maria e de São José, e guiou os passos dos pastores e dos magos, brilha também hoje para nós.

No mistério da Encarnação do Filho de Deus há também um aspecto ligado à liberdade humana, à liberdade de cada um de nós. De fato, o Verbo de Deus coloca a sua tenda entre nós, pecadores e necessitados de misericórdia. E todos nós devemos nos apressar para receber a graça que Ele nos oferece. Em vez disso, continua o Evangelho de São João, “os seus não o acolheram” (v. 11).

Também nós, tantas vezes, O rejeitamos, preferimos permanecer no fechamento dos nossos erros e na angústia dos nossos pecados. Mas Jesus não desiste e não deixa de oferecer a si mesmo e a sua graça que nos salva! Jesus é paciente, Jesus sabe esperar, espera-nos sempre. Esta é a sua mensagem de esperança, uma mensagem de salvação, antiga e sempre nova. E nós somos chamados a testemunhar com alegria esta mensagem do Evangelho da vida, do Evangelho da luz, da esperança e do amor.

Porque a mensagem de Jesus é esta: vida, luz, esperança, amor.
Maria, Mãe de Deus e nossa amorosa Mãe, apoie-nos sempre, para que permaneçamos fiéis à vocação cristã e possamos realizar os desejos de justiça e de paz que trazemos em nós no início deste novo ano.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26508)

Papa Francisco: “José, homem fiel e justo que preferiu acreditar no Senhor”

Palavras do Papa Francisco durante o Angelus

Por Redacao

ROMA, 22 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Publicamos a seguir as palavras que o Santo Padre pronunciou hoje às 12hs, antes e depois da oração do Angelus, aos fieis e peregrinos reunidos na praça de São Pedro:

***

Queridos irmãos e irmãs, bom dia !

Neste quarto domingo de Advento, o Evangelho nos narra os acontecimentos que precederam o nascimento de Jesus, e o evangelista Mateus nos apresenta do ponto de vista de São José, o prometido esposo da Virgem Maria.

José e Maria moravam em Nazaré; ainda não moravam juntos, porque o matrimônio ainda não tinha sido concluído. Enquanto isso, Maria, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo, ficou grávida por obra do Espírito Santo. Quando José percebeu este fato, ficou confuso. O Evangelho não explica quais eram os seus pensamentos, mas nos diz o essencial: ele procura fazer a vontade de Deus e está pronto para a renúncia radical. Em vez de se defender e fazer valer os seus direitos, José escolhe uma solução que representa para ele um enorme sacrifício. E o Evangelho diz: “Porque era um homem justo e não queria acusá-la publicamente, resolveu deixá-la em segredo” ( 1, 19).

Esta pequena frase resume um verdadeiro drama interior, se pensarmos no amor que José tinha por Maria! Mas, mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, sem dúvida com grande dor, abandonar Maria em segredo. Devemos meditar nessas palavras, para entender a prova que José teve que enfrentar nos dias que precederam o nascimento de Jesus. Uma prova parecida com aquela do sacrifício de Abraão, quando Deus lhe pediu seu filho Isaque (cf. Gn 22): renunciar à pessoa mais preciosa, à pessoa mais amada.

Mas, como no caso de Abraão, o Senhor interveio: ele encontrou a fé que buscava e abre um caminho diferente, um caminho de amor e felicidade: “José – lhe diz – não temas receber Maria, como sua esposa. De fato, a criança que nela foi gerada vem do Espírito Santo” (Mt 1, 20).

Este Evangelho nos mostra toda a grandeza de alma de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservou para ele um outro projeto, uma missão maior. José era um homem que sempre dava ouvidos à voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que lhe vinham do profundo do coração e do alto. Não ficou obstinado em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas estava preparado para colocar-se à disposição da novidade que, de forma desconcertante, era-lhe apresentada. Era assim, era um homem bom. Não odiava, e não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma. Mas quantas vezes em nós o ódio, a antipatia também, o rancor nos envenenam a alma! E isso faz mal. Não permiti-lo nunca: ele é um exemplo disso. E assim, José se tornou ainda mais livre e grande. Aceitando-se de acordo com o projeto do Senhor, José encontra plenamente a si mesmo, além de si. Esta sua liberdade de renunciar ao que é seu, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho.

Nos dispomos agora a celebrar o Natal contemplando Maria e José: Maria, a mulher cheia de graça que teve a coragem de confiar totalmente na Palavra de Deus; José, o homem justo e fiel que preferiu acreditar no Senhor, em vez de ouvir as vozes da dúvida e do orgulho humano. Com eles, caminhamos junto rumo a Belém.

Depois do Angelus

Leio ali, escrito grande: “Os pobres não podem esperar”. Que bonito! E isso me faz pensar que Jesus nasceu em um estábulo, não nasceu em uma casa. Depois teve que fugir, ir ao Egito para salvar sua vida. Finalmente, voltou para sua casa em Nazaré. E eu penso hoje, também lendo este escrito, em tantas famílias sem casa, seja porque nunca a tiveram, seja porque a perderam por tantos motivos. Família e casa vão juntos. É muito difícil levar adiante uma família sem habitar em uma casa. Nestes dias de Natal, convido a todos – pessoas, entidades sociais, autoridades – a fazer todo o possível para que cada família possa ter uma casa.

Saúdo com afeto a todos vós, queridos peregrinos de vários países para participar deste encontro de oração. O meu pensamento vai às famílias, aos grupos paroquiais, às associações e aos fieis individualmente. Em particular, saúdo a comunidade do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, a Banda de música de San Giovanni Valdarno, os jovens da paróquia São Francisco Nuovo em Rieti, e os participantes do revezamento que começou em Alexandria e chegou a Roma para testemunhar o compromisso com a paz na Somália.

A todos da Itália que se reuniram hoje para manifestar o seu compromisso social, desejo dar uma contribuição construtiva, rejeitando as tentações do confronto e da violência, e seguindo sempre o caminho do diálogo, defendendo os direitos.

Desejo a todos um bom domingo e um Natal de esperança, de justiça e de fraternidade. Bom almoço e nos vemos!

(Tradução Thácio Siqueira)

(Fonte: Agência Zenit)

Papa Francisco reflete sobre a figura de São José na última audiência geral antes do Natal

VATICANO, 22 Dez. 13 / 11:19 am (ACI).- No contexto do último domingo doadvento, o Papa Francisco dirigiu-se aos milhares de fiéis que encheram a Praça de São Pedro para a audiência geral deste domingo e lembrou a figura de São José como exemplo de acolhida ao Plano de Deus. Posteriormente o Papa rezou e dirigiu um pedido para que todos aqueles que puderem ajudem a que crianças pobres possam ter uma casa para suas famílias.

“Neste 4° Domingo do Advento, o Evangelho nos conta os acontecimentos que precederam o nascimento de Jesus, e o evangelista Mateus apresenta esses fatos do ponto de vista de São José, o noivo da Virgem Maria“, disse o Papa.

“José e Maria viviam em Nazaré; não moravam ainda juntos, porque omatrimônio ainda não tinha sido realizado. Enquanto isso, Maria, depois de acolher o anúncio do Anjo, ficou grávida por obra do Espírito Santo. Quando José percebeu esse fato, ficou confuso.”

O Papa sublinhou que “o Evangelho não explica quais foram os seus pensamentos, mas nos diz o essencial: ele procura fazer a vontade de Deus e está pronto para a renúncia mais radical. Em vez de se defender e fazer valer os seus direitos, José escolhe uma solução que representa um enorme sacrifício para ele: “Porque era homem justo e não queria denunciar Maria publicamente, pensava em deixá-la, sem ninguém saber”.

“Esta breve frase resume um verdadeiro drama interior, se pensarmos no amor que José tinha por Maria! Mas, mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, certamente, com grande dor, deixar Maria em segredo. Devemos meditar sobre essas palavras, para entender qual foi a provação que José teve de enfrentar nos dias que precederam o nascimento de Jesus.

“Uma provação semelhante ao sacrifício de Abraão -prosseguiu o Santo Padre- quando Deus lhe pediu seu filho Isaac: renunciar à coisa mais preciosa, à pessoa mais amada. Mas, como no caso de Abraão, o Senhor interveio: Ele encontrou a fé que procura e abriu um caminho diferente, um caminho de amor e felicidade: José – Lhe disse – não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo”, destacou.

Segundo a nota aparecida hoje no site News.va, o portal oficial de notícias do Vaticano, Francisco frisou que “este Evangelho nos mostra a grandeza de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservou para ele outro projeto, uma missão maior”.

“José era um homem que escutava a voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que vinham do profundo do coração e do alto. Não se recusou a seguir o seu projeto de vida, não permitiu que o ressentimento o envenenasse, mas estava pronto para se colocar à disposição da novidade que, de maneira desconcertante, lhe foi apresentada. Assim, ele se tornou ainda mais livre e grande”, sublinhou.

“Aceitando-se segundo o desígnio do Senhor, José se encontra totalmente, além de si. Esta liberdade de renunciar ao que é seu, ao possesso sobre a própria existência, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho”, disse ainda o Santo Padre.

O Papa convidou os fiéis a celebrarem o Natal contemplando Maria e José. “Maria, mulher cheia de graça que teve a coragem de confiar-se totalmente à Palavra de Deus. José, homem fiel e justo que preferiu acreditar no Senhor, em vez de ouvir as vozes da dúvida e do orgulho humano. Com eles, caminhamos juntos rumo a Belém”, concluiu Francisco

Após o Angelus o Papa fez uma pequena reflexão sobre a pobreza do presépio e a pobreza no mundo de hoje.

“Os pobres não podem esperar”, disse o Papa Francisco, “e isso me faz pensar que Jesus nasceu em um estábulo, não nasceu em uma casa. E depois ter que fugir para ir ao Egito para salvar sua vida. Eventualmente, ele voltou para sua casa em Nazaré. (…) É muito difícil continuar sem uma família que vive em uma casa. Nestes dias de Natal, eu convido a todos – indivíduos, entidades sociais, autoridades – para fazer todo o possível para assegurar que cada família possa ter uma casa”.

“Desejo a todos um bom domingo e um Natal de esperança, justiça e de fraternidade. Bom almoço e até breve!”, finalizou o Papa.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26479)

Feliz aniversário Papa Francisco!

Papa Francisco atualmente e o jovem Jorge Mario Bergoglio.

VATICANO, 17 Dez. 13 / 10:48 am (ACI/EWTN Noticias).- Hoje, 17 de dezembro, o Papa Francisco cumpre 77 anos de vida. Pela primeira vez celebrará um aniversário como Sucessor de São Pedro e Pontífice da Igreja Católica. Milhões de fiéis em todo o mundo oferecem diferentes gestos de amor por ele, especialmente um no que ele insiste muito porque “o necessita”: aoração.

Durante este mês, o primeiro Papa “do fim do mundo”, argentino e jesuíta também celebrou o 44 aniversário de sua ordenação sacerdotal. E o dia deNatal, o Santo Padre também fará 77 anos de ter sido batizado.

O primeiro Papa com nomeie Francisco na história da Igreja, recebeu sua primeira saudação de aniversário com uma simbólica “festa surpresa” de um vintena de crianças no sábado, 14 de dezembro, quando se reuniu com os responsáveis, voluntários e beneficiários do dispensário pediátrico da Casa Santa Marta.

O Santo Padre nomeado recentemente “Personagem do Ano” 2013 pela Revista Time, jamais esperava ser eleito Papa como afirmou em reiteradas ocasiões. Hoje a Igreja junto a ele agradece a Deus por um ano mais de vida. Feliz Aniversário Papa Francisco!.

Biografia

Jorge Mario Bergoglio nasceu no seio de uma família católica no dia 17 de dezembro de 1936, no bairro portenho de Flores, sendo o mais velho dos cinco filhos do matrimônio formado por Mario José Bergoglio e Regina Maria Sívori, ambos imigrantes italianos.

Foi batizado no dia de Natal de 1936 na Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos do bairro de Almagro em Buenos Aires. Durante sua infância foi aluno do Colégio salesiano Wilfrid Barão dos Santos Anjos e estudou na Escola Nacional de Educação Técnica N.º 27 Hipólito Yrigoyen onde se graduou como técnico em química. Logo trabalhou no laboratório Hickethier-Bachmann.

Durante sua juventude, sofreu uma enfermidade pulmonar e foi submetido a uma operação cirúrgica na qual foi extirpada uma porção de seu pulmão, o que não lhe impediu de desenvolver sua atividade com normalidade.

Em 11 de março de 1958 ingressou no noviciado da Companhia de Jesus.  Como noviço da Companhia do Jesus terminou seus estudos no Seminário Jesuíta de Santiago do Chile. Entre 1967 e 1070 cursou estudos de teologia na Faculdade de Teologia do Colégio Máximo de San José. Foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969, quase aos 33 anos de idade.

Continuou seus estudos de 1970 a 1971 na Universidade do Alcalá Henares (Espanha) e em 22 de abril de 1973 realizou sua profissão perpétua como jesuíta. De regresso à Argentina foi mestre de noviços, professor na Faculdade de Teologia de San Miguel, consultor provincial da Companhia de Jesus  e reitor do Colégio Máximo da Faculdade San José.

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires pelo Papa João Paulo II no dia 20 de maio de 1992. Quando a saúde do então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Antonio Quarracino, começou a debilitar-se, Monsenhor Bergoglio foi designado Arcebispo Coadjutor em 3 de junho de 1997. Após o o falecimento do Cardeal Quarracino o sucedeu no cargo de Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998.

Durante o consistório de 21 de fevereiro de 2001, o Beato João Paulo II o criou Cardeal.

Como Cardeal formou parte da Comissão para a América Latina; da Congregação para o Clero; do Pontifício Conselho para a Família; da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos; do Conselho Ordinário da Secretaria Geral para o Sínodo dos Bispos e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina, em dois períodos consecutivos desde novembro de 2005 até novembro de 2011. Integrou também o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Cardeal Bergoglio sempre teve um estilo de vida singelo e austero. Vivia em um apartamento pequeno em vez da residência episcopal, renunciou à sua limusine e seu chofer, mobilizava-se em transporte público e cozinhava sua própria comida.

O Cardeal Bergoglio desfrutava da ópera, do tango e do futebol, cuja paixão permanece e mesmo vivendo em Roma, segue sendo sócio ativo do Clube Atlético São Lorenzo de Almagro, que no domingo 15 de dezembro acaba de consagrar-se como campeão argentino e festejará o título junto ao Santo Padre.

Ao cumprir os 75 anos, de acordo ao direito canônico o Cardeal apresentou sua renúncia ante o então Papa Bento XVI. Tinha previsto retirar-se a um lar para sacerdotes mais velhos ou doentes para depois levar uma vida de oração e de direção espiritual, afastada do governo eclesiástico.

O Cardeal Bergoglio participou do Conclave de 2005 em que foi eleito Papa o Cardeal Joseph Ratzinger.

Nove meses de Pontificado

No dia 11 de fevereiro de 2013 o Papa Bento XVI renunciou ao papado e convocou um novo Conclave. Em 13 de março de 2013, o Cardeal Bergoglio foi eleito sucessor de Bento XVI às 19:06h do segundo dia do conclave, na quinta rodada de votações.

Escolheu o nome do Francisco como seu nome pontifício em honra a São Francisco de Assis.

Francisco é o primeiro Papa de procedência americana e o primeiro que não é nativo da Europa, Oriente Médio ou o norte da África. Além disso, é o primeiro Papa pertencente à Companhia do Jesus.

Francisco escolheu como lema e escudo papais os mesmos que tinha como Bispo e Cardeal. Seu lema, “Miserando atque eligendo” (“Olhou-o com misericórdia e o escolheu”), provém de uma homilia de São Veda o Venerável.

Em 14 de março de 2013, um dia depois de ser eleito, celebrou sua primeiraMissa como pontífice na Capela Sistina. Em seu segundo dia de pontificado, na sexta-feira 15 de março, recebeu em audiência todos os cardeais na Sala Clementina do Vaticano.

Em 16 de março recebeu os jornalistas em audiência na Sala Paulo VI, os abençoou e agradeceu pelo trabalho realizado durante os dias do conclave. Neste ato o Papa falou pela primeira vez em espanhol desde que havia sido eleito. Esse dia pronunciou uma de suas já conhecidas frases “Como eu gostaria de uma Igreja pobre para os pobres!”.

No dia 17 de março presidiu a primeira oração do Ângelus do balcão do seu apartamento no Vaticano, perante 150 mil pessoas.

No dia 18 de março Francisco recebeu a primeira autoridade estrangeira, a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner. O encontro durou cerca de 20 minutos e foi seguido de um almoço de mais de duas horas de duração.

A missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco teve lugar no dia 19 de março de 2013, Festividade de São José. Milhares de fiéis seguiram desde Buenos Aires o início do pontificado do Papa Francisco através de telas gigantes.

No dia 23 de março o Papa Francisco visitou seu predecessor, Bento XVI, na residência pontifícia Castelgandolfo.

Francisco decidiu fazer da Casa da Santa Marta sua residência, renunciando assim ao Palácio Apostólico Vaticano usado pelos papas desde Pio X (1903).

Alguns dos primeiros atos públicos do pontificado do Francisco se desenvolveram no marco da Semana Santa de 2013. Um mês depois de sua eleição, o Papa Francisco constituiu um grupo de cardeais que o assessorarão nas tarefas de governo da Igreja e lhe ajudarão na reforma da constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana.

No dia 2 de maio de 2013 Francisco recebeu no Vaticano o bispo emérito de Roma, Bento XVI, quem deixou Castelgandolfo para viver definitivamente no Mosteiro Mater Ecclesiae.

Como resultado das primeiras reuniões do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais , realizadas na Cidade do Vaticano de 1 a 3 de outubro de 2013, convocou-se a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo de Bispos, sob o lema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização», que ocorre na Cidade do Vaticano entre os dias 5 e 19 de outubro de 2014.

A primeira viagem apostólica do Papa Francisco fora de Roma, mas dentro da Itália, foi a Lampedusa, no dia 8 de julho de 2013.

Sua primeira viagem fora da Itália foi ao Rio do Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude realizada entre os dias 22 e 29 de julho.

Nesta viagem o Papa visitou o Santuário da Virgem de Aparecida, uma favela, um hospital e presidiu o Via Crucis na Copacabana; a vigília de oração e a grande missa final da Jornada Mundial da Juventude.

Sua primeira encíclica, Lumen Fidei (A luz da fé) foi assinada em 29 de junho de 2013, na solenidade de São Pedro e Paulo.

Francisco canonizou, no domingo 12 de maio de 2013, 815 pessoas: Antonio Primaldo e seus 812 companheiros mártires de Otranto, Laura Montoya e Maria Lupita García Zavala. Em 9 de outubro de 2013 decretou a canonização da mística terciária franciscana Ángela de Foligno.

No fim de setembro de 2013 anunciou que no dia 27 de abril de 2014 presidirá a canonização dos papas João Paulo II e João XXIII.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26449)

Vaticano presenteia Papa Francisco com ebook pelos seus 77 anos

VATICANO, 17 Dez. 13 / 01:47 pm (ACI).- Segundo informou a Radio Vaticano nesta terça-feira, 17 dedezembro, quem entrar no site do Vaticano (www.vatican.va) vai encontrar umasurpresa: o primeiro e-book de fotos e citações do Papa. O álbum traz 32imagens de Francisco em contextos diferentes, acompanhadas de frases com o linkpara o texto original do qual foi extraída. O livro eletrônico “A ternura deDeus se expressa nos sinais”, foi lançado com um modo de assinalar o 77ºaniversário de Francisco, que se celebra hoje.

O ebook “A ternura de Deus expressa-se nos sinais”, trazfotos e citações de textos dos 9 meses de magistério de Francisco. As fotos que compõem a obra foram cedidas peloServiço fotográfico Osservatore Romano.

Francisco, explica a nota da Rádio Vaticano, é o primeiroPapa jesuíta, o primeiro latino-americano e o primeiro a adotar o nome de SãoFrancisco de Assis, santo italiano que abdicou de uma vida de luxo para sededicar aos pobres e à natureza. Até 9 meses e 4 dias atrás, quando foi eleitoPontífice após dois dias de conclave, era o Cardeal Jorge Mario Bergoglio,arcebispo de Buenos Aires.

Ainda segundo RV, a primeira aparição pública do PapaBergoglio, em 13 de março de 2013, deixou claro seu estilo: vestia apenas umabatina branca, sem a clássica estola vermelha papal, e pediu aos fiéis querezassem pedindo a Deus que o abençoasse e Bento XVI, que renunciou ao cargo em28 de fevereiro.

Em nove meses de pontificado, o Papa Francisco visitou oBrasil (Rio de Janeiro e Aparecida) e fez três viagens na Itália, incluindo umapassagem pela ilha de Lampedusa.

Dentre os principais documentos de seu pontificado, estão aencíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), uma coleta de reflexões ‘a quatro mãos’com Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria doEvangelho), publicada em 24 de novembro em 7 línguas.

Francisco já convocou um Sínodo sobre a Família, que vaidecorrer em duas sessões: uma extraordinária em 2014 e outra ordinária, em2015.

Também criou um Conselho de Cardeais, com membros dos cincocontinentes, para o aconselharem no Governo da Igreja e na reforma da‘Constituição’ do Vaticano, e aprovou uma nova legislação para regular aatividade financeira do Estado e da Santa Sé.

O ebook em português pode ser visto em: http://www.vatican.va/auguri-francesco/po/index.html#1

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26453)

Vigília de adoração em Roma pelo aniversário do papa Francisco

Nesta terça-feira 17, o Santo Padre cumpre 77 anos e o Centro San Lorenzo prepara 24 horas de oração ininterrupta para orar por ele

Por Redacao

ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Os jovens de Roma rezarão durante 24 horas seguidas diante do Santíssimo Sacramento para pedir pelo papa Francisco no dia do seu 77 º aniversário. A oração começará esta noite às 23h59 e terminará amanhã às 24hs. O lugar será a Igreja de São Lorenzo em Piscubus no Centro Internacional São Lorenzo. Ao longo do dia se celebrarão duas missas, uma pela manhã, às 6h e outra pela tarde, às 18h.

Nesta iniciativa, denominada #AuguriFrancesco, participarão movimentos eclesiais, associações de jovens, comunidades e grupos de oração que se alternarão a cada hora. A idéia surgiu da associação Papaboys, com o Centro São Lorenzo que ofereceu a disponibilidade do local, e também graças à colaboração dos Cavaleiros Templários Católicos que garantiram a permanência durante 24 horas diante do Santíssimo Sacramento. A noite de amanhã, a partir das 21hs será coordenada por vários grupos de adoração eucarística.

E “Por que uma maratona de Adoração Eucarística como presente de aniversário para o papa Francisco?”, se perguntam os organizadores no comunicado difundido para divulgar a iniciativa. “Porque a frase mais usada pelo santo padre desde o início do seu pontificado é ‘rezai por mim”.

Os jovens que promovem a iniciativa fazem uma chamada a meninas e meninos de todo o mundo para que se unam a eles com um momento de oração nas suas próprias casas ou paróquias.

O Centro San Lorenzo foi fundado em 1983 pelo Papa João Paulo II para que os jovens pudessem enriquecer-se e aprofundar a sua fé através da oração, os sacramentos e a comunidade católica. A missão assumiu uma maior importância no momento em que o pontífice polonês, em 1984 , doou a este Centro a Cruz da Jornada Mundial da Juventude.

A principal missão do Centro é a de testemunhar a todos os jovens do mundo a mensagem de esperança e de salvação de Cristo. Esta missão se cumpre oferecendo-lhes diálogo com Cristo e compartilhando o encontro com os outros. Da mesma forma, dão a possibilidade de receber os sacramentos e viver momentos de oração e ter uma experiência comunitária com os jovens.

(TRAD TS)

(Fonte: Agência Zenit)

Papa Francisco: a Virgem de Guadalupe é um abraço para os habitantes da América

Continente que abriga povos diversos é capaz de respeitar a vida desde o ventre materno até a velhice, além de acolher os imigrantes, diz o pontífice

Por Redacao

ROMA, 11 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Durante a audiência desta quarta-feira, o papa Francisco falou da padroeira das Américas, Nossa Senhora de Guadalupe.

“Amanhã é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de toda a América. Nesta ocasião, eu quero cumprimentar os irmãos e irmãs daquele continente, pensando na Virgem do Tepeyac”, disse Francisco.

O papa lembrou que a Virgem Maria, “quando apareceu para São Juan Diego, se mostrou com o rosto de uma mulher mestiça e seus vestidos estavam cheios de símbolos da cultura indígena. Seguindo o exemplo de Jesus, Maria vem até os seus filhos, acompanha o seu caminho como mãe solícita, compartilha as alegrias e as esperanças, os sofrimentos e as angústias do povo de Deus, do qual todos os povos da terra são chamados a fazer parte”.

Na véspera da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o papa afirmou ainda: “A aparição da Virgem na tilma [o manto] de Juan Diego foi um sinal profético de um abraço, o abraço de Maria para todos os habitantes das vastas terras americanas, para aqueles que já estavam lá e para os que chegariam depois”.

“Este abraço de Maria marcou a estrada que sempre caracterizou a América: ser uma terra em que povos diferentes podem conviver, uma terra capaz de respeitar a vida humana em todas as suas fases, desde o ventre materno até a velhice, capaz de acolher os imigrantes e os pobres e marginalizados de todas as épocas. Uma terra generosa”.

“Esta é a mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe e é também a minha mensagem, a mensagem da Igreja (…) Encorajo todos os habitantes do continente americano a ficarem sempre de braços abertos, como a Virgem Maria, com amor e ternura”.

“Rezo por todos vocês, queridos irmãos e irmãs de toda a América, e rezem também vocês por mim”. O papa terminou o discurso fazendo votos de “que a alegria do Evangelho esteja sempre nos seus corações. Que nosso Senhor os abençoe e Maria os acompanhe”.

(Fonte: Agência Zenit)

Revista Time nomeia o Papa Francisco “Personalidade do Ano 2013”

Capa da Revista Time

VATICANO, 11 Dez. 13 / 11:08 am (ACI/EWTN Noticias).- Na manhã de hoje, 11, a revista Time anunciou o Papa Francisco como a “Personalidade do Ano” 2013, um dos rankings mais esperados pela opinião pública americana e o mais popular em nível mundial.

Ao difundir a capa de seu último número deste ano com uma ilustração do Santo Padre, a revista fundamentou sua eleição explicando que o primeiro Pontífice latino-americano com “o foco na compaixão” tornou-se a “nova voz da consciência”.

A editora da revista, Nancy Gibbs, explica em um vídeo que desde sua chegada ao Vaticano, o Papa Francisco mudou “o tom, a percepção e o enfoque de uma das maiores instituições do mundo”.

“Raramente um novo jogador no cenário mundial captou tanta atenção tão rápido -jovens e idosos, crentes e céticos- como o Papa Francisco. Em seus nove meses no cargo, instalou-se bem ao centro dos temas centrais de nossa época: a riqueza e a pobreza, o justo e a justiça, transparência, modernidade, globalização, o papel da mulher, a natureza do matrimônio, as tentações do poder”, entre outros mencionados por Gibbs.

O último personagem representativo dos católicos em ser eleito Personalidade do Ano por Time foi o Beato João Paulo II em 1994. Anteriormente, em 1962 o Beato João XXIII também obteve o título e em 1981 o católico polonês Lech Walesa recebeu a distinção, . Ano passado, Time escolheu o Presidente Barack Obama.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26419)

Facebook anuncia que o Papa Francisco conquistou esta rede social em 2013

Foto Grupo ACI

DENVER, 10 Dez. 13 / 01:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco foi o tema mais falado no Facebook durante o ano de 2013, conforme publicou a rede social em sua retrospectiva deste ano.

O segundo lugar foi para a palavra Eleição, enquanto que o terceiro foi o bebê real. O tufão Haiyan (Yolanda) (4), Margaret Thatcher (5), Harlem Shake (6) e Miley Cyrus (7), seguem na classificação.

Acontecimentos como a Maratona de Boston (onde faleceram três pessoas devido aos atentados) e o Tour da França estão em oitavo e nono lugar, respectivamente. Nelson Mandela, depois do seu recente falecimento, aparece em décimo lugar.

O acontecimento mais publicado nas biografias dos usuários foi uma nova relação, compromisso ou matrimônio.

As viagens estão em segundo lugar e a mudança de residência aparece em terceiro lugar. O término de uma relação é o quarto mais mencionado, enquanto que as novas amizades aparecem em quinto lugar.

Outros acontecimentos importantes: ter agregado um membro da família, esperar um bebe ou ter um, que aparece em sexto lugar. Adotar um animal de estimação (7), o falecimento de um ser querido (8), colocar um piercing (9) e abandonar um hábito (10) terminam a lista.

Mais informações em: http://www.facebookstories.com/2013/pt-br

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26416)

Divulgadas as intenções do Papa Francisco para o mês de dezembro

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Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 02-12-2013, Gaudium Press) Mensalmente o Santo Padre indica ao “Apostolado da Oração” as intenções que ele tem em suas orações e convida a todos os católicos a unirem suas orações às dele.

Como intenção geral, o Papa exorta os fiéis a rezarem para “que as crianças abandonadas ou vítimas de qualquer forma de violência encontrem o amor e a proteção que necessitam”.

Já na intenção missionária os fiéis são convidados a orarem para “que os cristãos, iluminados pelo Verbo Encarnado, preparem a vinda do Salvador”. (EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53466)

Papa Francisco recebe o pe. Renato Chiera, que há 40 anos trabalha ajudando os menores de rua no Brasil

Após a missa em Santa Marta, o padre apresentou ao papa o seu trabalho na Casa do Menor, que ele fundou para ajudar as crianças sem teto

ROMA, 18 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – Depois da missa desta manhã na Domus Sanctae Marthae, o papa Francisco recebeu o pe. Renato Chiera, fundador da Casa do Menor, do Rio de Janeiro. Para o sacerdote, que há 40 anos trabalha pastoralmente em prol dos menores de rua, abraçar o Sucessor de Pedro foi uma alegria inesquecível.

Entrevistado pela Rádio Vaticano, ele afirmou: “É uma emoção muito grande, e eu ainda estou emocionado agora, enquanto falo. Para mim, o papa é a presença de Jesus em carne e osso, que está no meio da humanidade para se inclinar sobre as nossas feridas. Nesse momento da missa, eu vi também a profundidade que ele tem e o encontro com Deus que ele tem, de um jeito que me tocou totalmente”.

O pe. Renato apresentou ao Santo Padre o seu “pequeno trabalho”, a Casa do Menor, uma ONG que trabalha há décadas no campo da cooperação internacional para projetos de ajuda às crianças de rua da América do Sul, da África e da Europa. A associação tem hoje numerosos projetos em diversas áreas dos três continentes. De acordo com o site oficial, a ONG trabalha todos os dias para combater a exploração de crianças, a prostituição infantil e os abusos contra crianças em geral, nas áreas mais pobres e perigosas da Terra.

Por meio deste papa, disse o padre Chiera, nós temos a confirmação “daquilo que, com humildade e mesmo com fragilidade, nós tentamos fazer na Baixada Fluminense, na periferia do Rio, junto com as crianças que não são amadas. Ele sempre fala de ir para a rua, de ir para os subúrbios, e eu posso dizer que faço isso há 36 anos. Eu sinto, então, que Deus quer isso mesmo”.

O padre prosseguiu: “Quando eu disse a ele que trabalhava nos subúrbios com as crianças de rua, o papa me disse: ‘Um bom trabalho, um belo trabalho’. Depois, eu apresentei a ele as cartas das crianças e contei que nós queremos fazer uma copa do mundo de meninos de rua recuperados, uma copa alternativa. E acrescentei: ‘Precisamos da sua ajuda e lhe trouxemos aqui uma carta’”.

Depois de contar ao papa sobre as suas experiências e sobre o seu projeto, o padre deu a Francisco o seu livro “Presença”, e, brincando, lhe disse: “Eu sou do Piemonte, igual a você, de perto de Asti, e trouxe a você uma garrafa de vinho de Asti e um torrone de Alba”. Em seguida, deu-lhe um “abraço brasileiro”, agradecendo-lhe pela visita ao Brasil na Jornada Mundial da Juventude: lá, recordou o padre Renato, o papa “observou que, para entrar no meio do povo brasileiro, é preciso passar pelo seu coração”.

Dessa visita, concluiu o fundador da Casa do Menor, “eu vou levar o amor de Deus para essas crianças, por meio do que o papa me mostrou com o abraço dele, com a bênção dele. Esses nossos meninos, esses nossos jovens, como eu já disse muitas vezes, precisam se sentir amados […] A Igreja, através do papa, em carne e osso, é o amor de Deus por eles”: esta é a mensagem que o padre Chiera levará para todos os menores que a sua obra ajuda.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa Francisco é o “rei da Internet” 2013

Foto Grupo ACI

WASHINGTON DC, 14 Nov. 13 / 03:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Global Language Monitor informou que o nome “Pope Francis” (Papa Francisco, em inglês) é o nome mais usado na Internet durante o ano de 2013, ficando muito na frente do Presidente Obama (14º lugar), da princesa britânica Kate Middleton e do ex-espião americano Ed Snowden.

Além disso, a conta oficial do Papa no Twitter, @Pontifex, ocupa o quarto lugar como palavra mais usada na Internet, depois de “404”, número que aparece quando um site falha, “Fail” (falha), e “Hashtag”, nome que recebem as etiquetas no Twitter.

Em 2012, os nomes mais usados na Internet foram os de Newton, pela escola que sofreu um atentado onde morreram 28 pessoas, entre elas 20 crianças, e o de Malala Yousafzai, ativista paquistanesa da educação para as mulheres, que sofreu um atentado talibã.

Em 2011, o nome mais usado na rede foi o de Steve Jobs, falecido co-fundador da empresa de tecnologia Apple.

A influência do Papa Francisco já foi reconhecida ao longo do ano, pois em outubro, durante o Blogfest 2013, festival que reúne os peritos em redes sociais da Europa, foi nomeado a Personalidade do Ano devido a sua “proximidade, frequência e determinação” em suas publicações no Twitter.

Alguns meses antes, em agosto de 2013, um estudo do Projeto Reputation Metrics de Media Reputation Intangíveis (MRI) da Universidade de Navarra (Espanha) revelou que embora não seja o usuário com mais seguidores e que só tenha feito 100 publicações nesta rede social, o Papa Francisco definitivamente é o líder mundial com mais influência no Twitter.

Em 27 de outubro, o Papa Francisco superou os 10 milhões de seguidores, somados entre suas 9 contas em diferentes idiomas na rede social Twitter.

Desde sua eleição, a conta que mostrou um maior crescimento foi @Pontifex_es, em espanhol, com uma média de 10 mil novos seguidores por dia.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26313)

JMJ lança o DVD Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário das histórias de peregrinos, voluntários., e outro dos principais momentos e discursos

Por Redacao

RIO DE JANEIRO, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – A JMJ Rio2013 lança o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa” com venda nas principais lojas do País. O DVD traz a missa celebrada pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Rio2013 na Praia de Copacabana. Este filme destaca as principais músicas, que foram interpretadas nesta grandiosa cerimônia.

Em breve, serão lançados outros dois DVDs da JMJ: um documentário do diretor Cacá Diegues, Rio de fé, que mostra a Jornada por meio de histórias de peregrinos, voluntários, famílias de acolhida, e outro que mostra os principais momentos da visita e discursos do Papa Francisco no Rio, produzido pela Globo.

Sobre o DVD “Papa Francisco no Brasil – A Santa Missa”

Naquele domingo, o mundo estava de olho nas areias da Praia de Copacabana. As imagens transmitidas ao vivo mostravam 3,7 milhões de fiéis que acompanhavam atentamente o Papa Francisco. Era a missa de encerramento da primeira viagem internacional do primeiro Papa latino-americano. Um evento cheio de ineditismo. E, portanto, simbólico. A imprensa mundial transmitia ao vivo os detalhes do principal evento da JMJ Rio2013. Francisco fez um apelo aos jovens: que levassem ao mundo a palavra de Deus.

Esse DVD contém o registro dessa missa histórica. São quase duas horas de imagens surpreendentes. E mostra, com cenas aéreas inéditas, desde a saída do Papa Francisco da residência onde estava hospedado no alto do Sumaré, até a multidão de fiéis que lotaram Copacabana. Além da íntegra da missa, o DVD contém nos extras as músicas da Jornada Mundial da Juventude, o making of com depoimento de pessoas que trabalharam na organização do evento como Marco Mazzola, responsável pela direção geral, e padres e cantores que entoaram as músicas da missa. Também é possível conferir clipes exclusivos, que agora são lançados pela MZA Music / Sony Music.

Mas o ponto alto deste DVD se concentra mesmo na Missa de Envio. Naquele dia 28, o Papa começou o último dia de Jornada na Praia de Copacabana. Ele se dirigiu aos jovens e pediu mais participação. As palavras, os cânticos e até os momentos de silêncio comoveram os peregrinos como mostram as imagens. Surpreendentemente, depois de dias de chuva e frio, o sol apareceu para a missa de encerramento. A multidão deu à cidade do Rio de Janeiro uma cena inédita: 3,7 milhões de fiéis nas areias e ruas, segundo estimativa da organização. Uma lembrança inesquecível para Francisco, que viu tudo do alto ao ser trazido para o Forte de Copacabana de helicóptero. E que em seguida, pode sentir de perto a manifestação de fé de pessoas de todo o mundo ao percorrer o trajeto de papamóvel até o altar.

Outro momento, registrado neste DVD, foi a palavra do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ao fazer um agradecimento emocionado ao Papa: “Sentimos que segunda-feira irá faltar alguém muito importante e próximo de nós, alguém que nos fez muito feliz e se aproximou de cada um com as suas palavras e seus gestos”. Em seguida, o Papa se dirigiu aos jovens e pediu mais participação.

As imagens também mostram a presidente Dilma Rousseff com colegas de outros países, como a presidente da Argentina, na primeira fila daquela multidão que acompanhava a missa. Por tudo isso, esse DVD passa a ser um documento único para católicos e também de seguidores de outras religiões. É o registro de um dos principais momentos de manifestação de fé do povo brasileiro de todos os tempos.

(Fonte: Agência Zenit)

Conheça Nicolás, o menino que emprestou o seu anjo da guarda ao Papa Francisco

Nicolás com os seus pais. Foto: Jornal Argentino Clarín

BUENOS AIRES, 12 Nov. 13 / 12:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nicolás Marasco é um adolescente argentino de 16 anos que sofre de encefalopatia crônica não evolutiva, não pode falar; porém, graças a seus pais pôde “escrever” uma carta ao Papa Francisco para dizer a ele que “todas as noites” pede ao seu anjo da guarda que o cuide e lhe ajude em seu pontificado.

A carta, escrita por Marisa e Fernando, é a seguinte:

“Querido Francisco: sou Nicolás e tenho 16 anos. Como eu não posso te escrever (porque ainda não falo nem caminho), pedi aos meus pais que o façam no meu lugar, porque eles são as pessoas que mais me conhecem.

Quero contar-te que quando tinha seis anos, no meu colégio que se chama AEDIN (Associação em Defesa do Infante Neurológico) o Padre Pablo me deu a primeira comunhão, e neste ano, em novembro, receberei a crisma, algo que me dá muita alegria.

Todas as noites, desde que me pediu isso, peço ao meu anjo do guarda -que se chama Eusébio e tem muita paciência- que te cuide e te ajude. Pode estar certo de que o faz muito bem porque me cuida e me acompanha todos os dias. Ah, e quando não tenho sono… vem para brincar comigo.

Eu gostaria muito de ir para ver-te e receber a sua bênção e um beijo: só isso! Mando-te muitas saudações e continuo pedindo a Eusébio que te cuide e te dê força. Beijos.

Nico”.

O jornal argentino Clarín afirmou que o Papa Francisco ficou impressionado com a carta de Nicolás.

No último dia 4 de outubro, ante a multidão que o escutava próximo ao túmulo de São Francisco de Assis, o Papa contou a sua história e considerou que “nesta carta, no coração deste rapaz, estão a beleza, o amor e a poesia de Deus. Deus que se revela a quem tem o coração simples, aos pequenos, aos humildes, àqueles que nós frequentemente consideramos como os últimos”.

Francisco ressaltou -indicou Clarín- que foi uma das cartas mais emotivas que recebeu desde que chegou a Roma.

Três dias depois, Nicolás recebeu a resposta manuscrita do Santo Padre:

“Querido Nicolás: muito obrigado pela sua carta. Muito obrigado por rezar por mim. Com a sua oração, você me ajuda no meu trabalho, que é levar Jesus a todas as pessoas. Por isso, querido Nicolás, é importante para mim.

E quero te pedir, por favor, que continue me ajudando com a sua oração e também pedindo a Eusébio, que com certeza é amigo do meu anjo da guarda, que também me cuide.

Nicolás, obrigado pela sua ajuda. Rezo por você. Que Jesus te abençoe e a Virgem Santa te cuide. Afetuosamente, com minha bênção.

Francisco”.

Neste dia 9 de novembro o menino argentino recebeu o sacramento da Crisma, junto com outros 16 companheiros da escola.

De Roma, o Papa o abençoou de novo, graças a um emissário sensível que o informou sobre o acontecimento. Além disso, levou-lhe um quadro com as fotos de todos os jovens que receberam o sacramento da crisma.

Marisa Mariani, mãe do adolescente, assegurou que “com isto que aconteceu conosco, nos damos conta do quão importante são as coisas simples, uma palavra de ânimo, alguém que escuta, alguém que não olha para o outro lado, como às vezes acontece conosco na rua”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26299)

Aquele que “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja, afirma Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 11-11-2013, Gaudium PressNa Santa Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 11, o Papa Francisco afirmou aos presentes que, aquele que não se se arrepende e “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja.

O Santo Padre refletiu em sua homilia, com base no Evangelho de hoje, (Lc 17, 1-6) sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido.papa_francisco.JPG

O Papa explicou, com base na passagem bíblica, a diferença entre pecar e escandalizar.

“A diferença é quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede a Jesus a salvação. Mas quem escandaliza não se arrepende, continua a pecar, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão provoca muitos danos”.

Para o Pontífice, quem faz vida dupla é corrupto e está preso em um estado de suficiência, sem ter ciência sobre o que é a humildade.

“Todos nós conhecemos alguém que está nesta situação e quanto mal faz à Igreja. Quanto mal provocam à Igreja. Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”, disse.

Na Carta aos cristãos de Roma, contou o Papa, São Paulo dizia para não entrarmos nos parâmetros deste mundo, que nos levam à vida dupla:

“Jesus não os chamava simplesmente de pecadores, mas de ‘hipócritas’. Com os outros, os pecadores, Jesus não se cansa de perdoar, com a condição de que não façam esta vida dupla. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo de nos reconhecer pecadores. Pecadores sim, corruptos não”, concluiu o Santo Padre. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52796#ixzz2kQg6bk8N)

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família

“Jesus, Maria e José a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos”

ROMA, 27 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus, Maria e José

a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco tem uma identidade forjada no Evangelho.

De acordo com padre Bergoglio “é preciso curar o enfermo mesmo quando desperta repulsa”. “Tenho horror de ir à prisão – disse – porque o que se vê é muito duro, mas ainda assim vou, porque o Senhor deseja que me encontre com o necessitado, o pobre, o sofredor”.

É sabido que Bergoglio costumava ir nas piores áreas de Buenos Aires e que de lá conseguiu fazer brotar várias vocações.

Para os jovens reclusos que visitou na Quinta-feira Santa (28 de março), ressaltou que com o gesto de lavar os pés o Senhor, que é o mais importante, aquele que está mais alto, nos mostra que a maior tarefa é aquela de servir os menores.

“Ajudar-se uns aos outros, – continuou o Papa Francisco – isto é o que Jesus nos ensina e é isso que eu faço. Faço-o com o coração porque é o meu dever. Como sacerdote e como bispo, devo estar ao vosso serviço. Eu vos amo e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou, mas também vocês ajudem-se sempre uns aos outros e assim ajudando-se praticaremos o bem mutuamente”.

O pontífice tem uma ideia muito clara do que significa servir. Para os 132 entre chefes de Estado e príncipes reinantes que vieram à Roma para a sua eleição de Papa, disse que “o verdadeiro poder é o serviço”. “Nunca nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço – disse – e que até mesmo o Papa para exercer o poder tem que entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz;

Antes de receber os representantes de trinta igrejas cristãs pediu para retirar o trono papal e o substituiu por uma simples cadeira. Recebeu-os como Bispo de Roma e apresentou-se como “servo dos servos”. Em toda a sua vida padre Bergoglio lutou consigo mesmo para estar perto de Jesus. Buscou-o no rosto dos pobres, dos enfermos, dos pecadores, dos prisioneiros, dos distantes, dos desesperados. No encontro com o sofrimento, com a dor, com o desespero, com a Cruz, padre Bergoglio revive a paixão de Jesus e contemplando e curando as feridas, espera e acredita que o sangue de Cristo continue a lavar os pecados de todos. Uma espécie de Eucaristia vivida diariamente na compassiva cura dos corpos e das almas.

A este respeito, domingo, 7 de abril , Jornada da Misericórdia, explicou: “Na minha vida pessoal vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus dizendo-lhes: Senhor estou aqui, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lave-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez, acolheu, consolou, lavou, amou”.

Ao colégio dos cardeais, que encontrou no dia 15 de março, o Papa Francisco fez um convite para nunca “ceder ao pessimismo”. “Nunca nos deixemos levar pelo pessimismo e pelo desânimo, aquela amargura que o Diabo nos oferece a cada dia”, destacou o Pontífice, porque “Temos a certeza de que o Espírito Santo continua a obrar e procuramos novos métodos para anunciar o Evangelho.

A humildade e a misericórdia

Outra palavra usada e testemunhada pelo Papa Francisco é a humildade. No ensaio, publicado pela EMI, e intitulado “Humildade, caminho para Deus”, Jorge Bergoglio escreveu “é Cristo que nos permite ter acesso ao irmão a partir do nosso abaixar-se”. De acordo com o Papa Francisco “o nosso caminhar no caminho do Senhor traz consigo assumir  o abaixamento da Cruz. Acusar-se é assumir o papel de réu, como o assumiu o Senhor carregando as nossas culpas”, portanto, “o acesso ao irmão é realizado pelo Cristo a partir do nosso abaixamento”.

O comentário do arcebispo de Buenos Aires, é inspirado em alguns escritos de Doroteu de Gaza, um abade monge e eremita do século VI. Escreveu Doroteu de Gaza: “Acredite que tudo o que nos acontece, até mesmo os menores detalhes, é pela Providência de Deus, e assim suportarás sem impaciência tudo o que vier. ( … ) Acredite que o desprezo e os insultos são remédios contra o orgulho da sua alma e ore por aqueles que te tratam mal , considerando-os como médicos”.

E, novamente, não tente conhecer o mal do teu próximo, e não alimente suspeitas contra ele. E se a nossa malícia os faz nascer, procure transformá-los em pensamentos bons”.

Conta-se que Abba Zózimo, um dos mestres de Doroteu de Gaza, dizia que é preciso pensar daqueles que fazem o mal “como sendo um médico enviado por Cristo”, como um “benfeitor”, porque “tudo é um apelo para a conversão, para retornar a si mesmo e para descobrir solidariedade com os pecadores”.

A questão da moral

Como muitos notaram, a verdadeira novidade do Papa Francisco, mais do que a nível doutrinal, é a nível de atitude: “A primeira reforma – ele disse – deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com eles, de saber dialogar e também de descer na suas noites, nas suas escuridões sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos do Estado”.

“Eu sonho – acrescenta – com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, cuidar das pessoas, acompanhado-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isso é Evangelho puro. Deus é maior do que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois”.

É verdade que alguns se sentem órfãos de Bento XVI e de João Paulo II dizendo que não se acham nas palavras do Papa Francisco, principalmente em temas morais.

No entanto, o padre Bergoglio na sua prática de Arcebispo sempre foi leal e fiel à doutrina.

Sobre a acolhida dos divorciados, sobre a prática da homossexualidade, sobre as pessoas que escolheram a interrupção voluntária da gravidez, sobre o celibato, etc, papa Francisco não apresenta nenhuma novidade doutrinal, é fidelíssimo a tudo o que está escrito no Catecismo da Igreja Católica.

Na entrevista à Civilta Cattolica disse: “Nós não podemos insistir somente nas questões relacionadas ao aborto, ao matrimônio homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não tenho falado muito sobre esses temas, e fui repreendido. Mas quando se fala, é preciso que se fale em um contexto. O parecer da Igreja, além disso, é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar sobre isso o tempo todo”.

“Eu vejo claramente que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade , o companheirismo. Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas… E é preciso começar de baixo”.

No angelus do 7 de Abril, o Papa recordou as palavras de Jesus: “Pedro, não tenha medo da sua fraqueza, confie em mim”, e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora. Que bom é este olhar de Jesus – quanta ternura! Irmãos e irmãs, nunca percamos a confiança na misericórdia paciente de Deus!”

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[Tradução Thácio Siqueira]

(Fonte: Agência Zenit)

Misericórdia: o programa do pontificado do Papa Francisco (primeira parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Todos os papas são únicos, mas Francisco é realmente um Papa extraordinário, incrível. Ele nos surpreende a cada dia mais.

Executa ações surpreendentes. Mora em um quarto de hotel. Viaja com carros comuns. Onde pode dispensa a escolta. Veste-se sobriamente. Calçando botas ortopédicas, com muitas lombas. Tem uma cruz peitoral de prata e até o anel tiveram que insistir para dourar.

Visita, consola e confessa prisioneiros, enfermos com AIDS, pessoas com problemas psiquiátricos, não houve nem sequer uma Quinta-Feira Santa que tenha celebrado na diocese, mas sempre nas prisões, hospitais, manicômios, hospitais psiquiátricos, orfanatos, nas favelas, nos bairros mais pobres e infames. Vê-lo caminhar entre as pessoas é uma experiência única.

Conforta e acalma os enfermos e os deficientes, pega no ar os terços que lhe jogam, coloca a chupeta nas crianças que choram; escreveu no gesso de uma adolescente com a perna engessada, cumprimenta e abraça a todos, abençoa, dialoga intensamente com as pessoas, convida-lhes a responder as suas perguntas, invoca orações comuns, às vezes em silêncio. Muitos se comovem.

E depois telefona em primeira pessoa. É ele que procura as ovelhas perdidas, compartilha os sofrimentos, as chama pelo nome, tranquiliza, encontra soluções, um verdadeiro pai que não deixa faltar a sua presença e que leva de volta para Deus tantas ovelhas perdidas.

Suscita um entusiasmo incrível.

Com 10 milhões de seguidores no Twitter, o Papa foi recentemente premiado com o Oscar da Web, como Personalidade do Ano no Blogfest de 2013, batendo a concorrência de estrelas da Internet.

No Vaticano chegam uma média de duas mil cartas por dia dirigidas a ele.

O Angelus e a audiência da quarta-feira com mais de cem mil pessoas, são números que vão muito além dos recordes de todos os pontífices anteriores.

Testemunhos de párocos falam de pessoas que desde que o Papa Francisco chegou fazem fila no confessionário, nunca se viu tanta gente querendo se confessar.

Na Polônia, me disseram que nos últimos sete meses têm crescido fortemente os pedidos para entrar no seminário.

Um levantamento feito na Rússia, revelou que 71 % da população quer  que o Papa Francisco vá para Moscou.

De acordo com outro levantamento feito com quase mil jovens do Instituto Toniolo foi revelado que o 83,6 % disseram que as palavras escolhidas são adequadas ao mundo contemporâneo, capazes de atingir o coração das pessoas. O 91,5% simpatiza com o Papa. De todos os entrevistados o 81% disse que é capaz de aumentar a coerência moral entre os comportamentos e os valores afirmados.

Qual é o seu segredo?

Do ponto de vista da doutrina não existe nenhuma diferença com os seus antecessores, mas mudou a abordagem.

Papa Francisco não esperava ser criticado, nunca responde o mal com o mal, e não aceita alimentar polêmicas, pelo contrário, como São Francisco se dirige aos inimigos e tenta abraça-los, explica-lhes o sacrifício de Cristo e lhes convida a abaixar juntos sob a Cruz, fazendo da fraqueza a arma para encontrar a paz.

A esse respeito disse aos redatores da Civiltá Cattolica no dia 14 de junho no 163 º aniversário da revista.

“É verdade que a Igreja precisa ser dura contra a hipocrisia, fruto de um coração fechado, mas a tarefa principal não é construir muros, mas pontes, é o de estabelecer um diálogo com todos os homens, também com aqueles que não compartilham a fé cristã, mas cultuam os altos valores humanos, e até mesmo “com aqueles que se opõem à Igreja e a perseguem de diversos modos”. Essa última frase é tirada da Gaudium et spes, número 92).

“Diálogar significa estar convencido de que o outro tem algo bom para dizer, dar lugar ao seu ponto de vista, à sua opinião, às suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo. E para dialogar é preciso abaixar as defesas e abrir as portas”.

Acrescentou o Papa Francisco: “São tantas as questões humanas a serem discutidas e compartilhadas, e no diálogo é sempre possível aproximar-se da verdade, que é dom de Deus, e enriquece mutuamente”.

O Papa Bergoglio recordou a afirmação de Santo Inácio de que “devemos buscar e encontrar a Deus em todas as coisas”.

Em uma entrevista com a Civilta cattolica explicou “Eu tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa, Deus está na vida de cada um. Ainda que a vida de uma pessoa tenha sido um desastre, se foi destruída pelos vícios, pela droga ou por qualquer outra coisa, Deus está na sua vida. Pode-se e deve-se busca-lo em cada vida humana. Ainda que a vida de uma pessoa seja um terreno cheio de espinhas e ervas daninhas , há sempre um espaço em que a boa semente pode crescer. É preciso confiar em Deus”.

Neste contexto, sobre a propagação da fé escreveu no n.34 da Encíclica Lumen fidei: “Torna-se claro que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; pelo contrário, a verdade o faz humilde, sabendo que, mais do que possuí-la nós, é ela que nos abraça e nos possui. Longe de enrijecer-nos, a segurança da fé nos coloca a caminho, e torna possível o testemunho e o diálogo com todos”.

Na sua relação contra os que atacam ou perseguem a Igreja o Papa Francisco responde como respondeu o beato croata Miroslav Buleić: “A minha vingança é o perdão!” explicando que “o martírio é amor, e é a vitória sobre todo tipo de ódio”.

Até mesmo o beato Jerzy Popieluszko, mártir polonês, ressaltou que a tarefa dos cristãos é combater “o mal e não as suas vítimas”.

Claro ensinamento de São Paulo que na Carta aos Romanos escreveu: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (12, 21).

O mal não pode ser derrotado com o mal: nesse caminho, de fato, mais do que vencer o mal, se é vencido por ele.

A este respeito  o Papa, antes do Angelus de 15 de setembro , explicou que a justiça humana é muito limitada para nos salvar e se praticarmos o “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal.

Diferente é a justiça de Deus que em face dos pecados e do mal aceitou a Cruz e deu sua vida por nós.

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(Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira)

(Fonte: Agência Zenit)

Foi lançado o impactante documentário: “Francisco: O Papa do Novo Mundo”

ROMA, 15 Out. 13 / 12:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um novo documentário se aprofunda na vida, pensamento, obra e palavras do Papa Francisco, o homem que fascinou tanto católicos como não católicos desde a sua eleição à Sé de Pedro em março deste ano.

“Francisco: O Papa do Novo Mundo”, que será transmitido pela FOX Business Network, relata a história de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro da América e o primeiro em escolher o nome de Francisco, por São Francisco de Assis. Este documentário de uma hora de duração mostra entrevistas realizadas em todo o mundo, com amigos próximos, companheiros sacerdotes, colaboradores, sua biógrafa e os pobres das “vilas miséria” de Buenos Aires.

Foi produzido pelos Cavaleiros de Colombo, que é a maior organização de leigos católicos do mundo, e foi filmado em grande medida nas cidades de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina.

“Este documentário chega quando o mundo se dá conta de que um homem muito especial assumiu a liderança da Igreja Católica, e isto começa—mas não termina—com os seus gestos de humildade e atenção para com todos”, disse a respeito o Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, um dos produtores executivos.

“Entretanto, o público ainda desconhece numerosos detalhes da vida do Papa Francisco, o trabalho que realizou e as formas como defendeu aos que não têm voz e também os princípios católicos. Este documentário entra nessas histórias”.

O documentário começa com o momento no qual o novo Papa se encontra diante da multidão na Praça São Pedro em 13 de março, dia de sua eleição. Logo vai mostrando pouco a pouco as suas origens, o seu chamado vocacional, o seu amor por San Lorenzo de Almagro, o time de futebol do qual sempre foi torcedor, e sua estreita relação com os pobres de Buenos Aires, entre outras passagens de sua vida.

Também mostra como lutou corajosamente com a ditadura quando ele era o Provincial dos Jesuítas na Argentina, sua defesa dos mais pobres frente ao caos econômico e político ao início do século XXI.

Sobre este documentário, o Arcebispo de Los Ángeles nos Estados Unidos, Dom José Gómez, assinala que “todo mundo está falando do Papa Francisco. Todo este interesse é um sinal de que milhões em nossas sociedades secularizadas ainda buscam Deus, e ainda olham para a Igreja Católica para que lhes mostre o caminho. Este excelente documentário nos ajuda a ver nosso Papa mais claramente”.

“Apresenta um Papa que tem uma bela visão da felicidade humana e um Papa que está chamando à Igreja a um amor mais profundo por Jesus e a um novo desejo de atrair o próximo para Deus”, acrescenta.

O professor Guzmán Carriquiry, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, comentou que “Francisco: O Papa do Novo Mundo é uma excelente introdução à vida e ao pensamento de nosso Santo Padre. Através de suas próprias palavras e através das histórias daqueles que o conheceram bem e trabalharam muito próximos a ele, este documentário é um caminho que abre os olhos através de muitos eventos da vida de Jorge Mario Bergoglio”.

O documentário, indicou, “deixa claro por que este homem está tão bem qualificado e preparado para ter chegado a ser Papa. Qualquer um que queira entender melhor o Papa Francisco, deveria começar por ver esta produção”.

Mais informação: joseph.cullen@kofc.org

(Fonte: Agência Zenit)

Papa Francisco no Angelus: Como os Apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumentai a nossa fé!”

Pontífice reforça pedido de oração pelas pessoas que perderam suas vidas em Lampedusa,

CIDADE DO VATICANO, 06 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas neste domingo, 6 de outubro, diante de uma multidão de fieis reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Antes de tudo, gostaria de agradecer a Deus pelo dia que vivi em Assis, antes de ontem. Foi a primeira vez que eu fui a Assis e foi um grande presente fazer esta peregrinação justamente na festa de São Francisco. Agradeço ao povo de Assis pela calorosa acolhida: muito obrigado!

Hoje, a passagem do Evangelho começa assim: “Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta-nos a fé!’” (Lc 17, 5-6). Eu acho que todos nós podemos fazer nossa essa invocação. Nós também, como os Apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumentai a nossa fé!”. Sim, Senhor, a nossa fé é pequena, a nossa fé é fraca, frágil, mas nós a oferecemos assim como ela é, para que o Senhor a faça crescer. Parece bom repetir isto juntos: “Senhor, aumenta a nossa fé!” Façamos? Todos: Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta em nós a nossa fé! A faça crescer!

E o Senhor, o que nos responde? A resposta é: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá” (v. 6). A semente de mostarda é muito pequena, mas Jesus disse que basta ter uma fé pequena, porém verdadeira e sincera para realizar as coisas humanamente impossíveis e impensáveisE é verdade! Todos nós conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que realmente move montanhas! Pensemos, por exemplo, em certas mães e pais que enfrentam situações muito difíceis ou em alguns doentes até mesmo terminais que transmitem serenidade para aqueles que vão visitá-los. Essas pessoas, por causa de sua fé, não se vangloriam do que fazem, aliás, como diz Jesus no Evangelho, elas dizem: “Somos servos como quaisquer outros. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10). Quantas pessoas entre nós tem essa fé forte, humilde e que faz tanto bem!

Neste mês de outubro, especialmente dedicado às missões, pensemos nos missionários, homens e mulheres que para anunciar o Evangelho superaram obstáculos de todos os tipos, deram realmente a vida, como São Paulo diz a Timóteo: “Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho” (2 Tm 1, 8). Isso, no entanto, aplica-se a todos: cada um de nós, na própria vida cotidiana deve testemunhar Cristo, com a força de Deus, a força da fé. A fé muito pequena que temos, mas que é forte! Com esta força, dar testemunho de Jesus Cristo, ser cristãos com a vida, com o nosso testemunho!

Como obtemos essa força? De Deus, na oração. A oração é a respiração da fé: numa relação de confiança, num relacionamento de amor, não pode faltar o diálogo e a oração é o diálogo da alma com Deus. Outubro é também o mês do Rosário, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, Beata Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este ato de confiança em nossa Mãe e recebamos de suas mãos o Rosário. O Rosário é uma escola de oração, o Rosário é uma escola de fé.

Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Ontem, em Modena, foi beatificado Rolando Rivi, um seminarista daquela região, Emilia, que foi morto em 1945, quando tinha 14 anos, de ódio por sua fé, culpado apenas por vestir uma batina naquele período de violência desencadeada contra o clero, que levantava a voz para condenar em nome de Deus, os massacres do pós-guerra. Mas a fé em Jesus vence o espírito do mundo! Damos graças a Deus por este jovem mártir, testemunha heróica do Evangelho. Quantos jovens de 14 anos, hoje, têm diante de si este exemplo: um jovem corajoso, que sabia para onde deveria ir, conhecia o amor de Jesus em seu coração e deu a sua vida por Ele. Um exemplo bonito para os jovens.

Gostaria de recordar-me com vocês das pessoas que perderam suas vidas em Lampedusa, na quinta-feira passada. Vamos todos rezar em silêncio por estes nossos irmãos e irmãs: mulheres, homens, crianças… Deixemos chorar nossos corações. Rezemos em silêncio.

Saúdo com afeto os peregrinos, especialmente as famílias e os grupos paroquiais. Saúdo os fiéis da cidade de Mede, aqueles de Poggio Rusco, e os jovens de Zambana e Caserta.

Um pensamento especial para a comunidade peruana de Roma, que trouxe em procissão a imagem sagrada do Señor de los Milagros. Eu vejo daqui a imagem, ali, no meio da praça. Saudemos todos ao Señor de los Milagros, ali, na praça! Saúdo os fiéis do Chile e o grupo Bürgerwache Mengen da diocese de Rottenburg -Stuttgart, na Alemanha.

Saúdo o grupo de mulheres que vieram de Gubbio, a chamada “Via Francigena Franciscana”; saúdo os líderes da Comunidade de Santo Egídio em vários países asiáticos – são bons, estes de Sant’Egidio! Saúdo os doadores de sangue da ASFA de Verona e os de AVIS Carpinone; o do Conselho Nacional AGESCI, o grupo de aposentados do Hospital Santa Ana em Como, o Instituto das Canossianas de Brescia e a Associação “Missão Effatà”.

Desejo a todos um bom domingo. Bom almoço e adeus!

Tradução: ZENIT/ Com informações da Rádio Vaticana

(Fonte: Agência Zenit)

Francisco na audiência geral: Deus diz a você: não tenha medo da santidade

Na catequese, o papa fala sobre a santidade da Igreja: não pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa

Por Rocio Lancho García

ROMA, 02 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O papa deu continuidade aos ensinamentos sobre a Igreja na audiência desta quarta-feira de manhã. Uma grande multidão de fiéis de todo o mundo esperava Francisco na praça para escutar a catequese. Mesmo as ruas próximas da praça de São Pedro estavam repletas de pessoas que, apesar do calor que protagoniza o começo de outono na Cidade Eterna, acorreram à praça com entusiasmo de peregrinos.

Depois de professar o “Creio na Igreja una”, o papa recordou que acrescentamos o adjetivo “santa”. “E esta é uma característica que esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, que se chamavam simplesmente de ‘santos’ porque tinham a certeza de que é a ação de Deus, do Espírito Santo, que santifica a Igreja”, declarou o santo padre. Francisco desenvolveu a catequese em torno desta ideia, explicando “em que sentido a Igreja é santa, quando vemos que a Igreja histórica, no seu caminho ao longo dos séculos, passou por tantas dificuldades, problemas e momentos de escuridão. Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores?”.

Em primeiro lugar, o papa comentou um fragmento da carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. “O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que ‘Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para torná-la santa’”. Isto significa que a “Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, fiel e não a abandona em poder da morte e do mal […] Ela não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa; é fruto do Espírito Santo e dos seus dons”.

Um segundo aspecto que Francisco abordou é o fato de a Igreja ser formada por pecadores. “A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores […] Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz impiedoso, mas é como o pai da parábola do evangelho […] Deus nos quer parte de uma Igreja que saiba abrir os braços para acolher a todos, que não seja a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos nós possamos ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes, os que se sentem desalentados e perdidos”.

O pontífice indagou: “O que é que posso fazer, eu, que me sinto fraco, frágil, pecador?”. E propôs a resposta: “Deus diz a você: não tenha medo da santidade, não tenha medo de olhar para o alto, de se deixar amar e purificar por Deus, não tenha medo de se deixar guiar pelo Espírito Santo!”.

“Saúdo os peregrinos de língua espanhola, em particular os grupos vindos da Espanha, Argentina, México, Panamá, Colômbia e dos outros países latino-americanos. Convido todos a não se esquecerem da vocação à santidade. Não deixem ninguém roubar a sua esperança! Vocês podem chegar a ser santos! Vamos todos nessa estrada. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor. Muito obrigado”.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa Francisco pede aos catequistas custodiar e alimentar a memória de Deus

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 30 Set. 13 / 09:46 am (ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir na manhã de ontem na Praça de São Pedro, para milhares de fiéis e peregrinos, a Missacom ocasião da Jornada dos Catequistas, o Papa Francisco lhes exortou a serem “homens e mulheres que custodiam e alimentam a memória de Deus na própria vida, e sabem despertar no coração de outros”.

Com ocasião da jornada, catequistas de vários lugares do mundo peregrinaram ao Túmulo de Pedro, no marco do Ano da Fé.

O Santo Padre advertiu sobre o risco atual dos cristãos “de acomodar-se, da comodidade, da mundanidade na vida e no coração, de ter como centro o nosso bem-estar”.

“É a mesma experiência do rico do Evangelho, que vestia roupas de luxo e todo dia dava banquetes abundantes; isto era importante para ele. E o pobre que estava à sua porta e não tinha de que se alimentar? Não era tarefa sua, não o olhava”.

O Papa assinalou que “se as coisas, o dinheiro, a mundanidade transformam-se no centro da vida, apoderam-nos, nos possuem e nós perdemos a nossa própria identidade de homens: vejam bem, o rico do Evangelho não tem nome, é simplesmente ‘um rico’. As coisas, aquilo que possui são a sua face, não há outro”.

“Como isto acontece? Como os homens, talvez também nós, caímos no perigo de fechar-nos, de colocar a nossa segurança nas coisas, que no fim roubam-nos a face, a nossa face humana? Isto acontece quando perdemos a memória de Deus”.

“‘Ai daqueles que vivem comodamente em Sião’, dizia o profeta. Se falta a memória de Deus, tudo se nivela, tudo se nivela ao ‘eu’, sobre o meu bem-estar”.

Francisco indicou que se falta a memória de Deus, “a vida, o mundo, os outros, perdem a consistência, não contam mais nada, tudo se reduz a uma só dimensão: o ter”.

O Santo Padre advertiu que “se perdemos a memória de Deus, também nós perdemos a consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos a nossa face como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada se torna ele mesmo nulidade – diz um outro grande profeta, Jeremias. Nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus, não à imagem e semelhança das coisas, dos ídolos!”.

“Então, olhando-vos, pergunto-me: quem é o catequista? É aquele que protege e alimenta a memória de Deus; protege-a em si mesmo e a desperta nos outros”.

O Papa assinalou “é bonito isto: fazer memória de Deus, como a Virgem Mariaque, diante da ação maravilhosa de Deus em sua vida, não pensa na honra, no prestígio, nas riquezas, não se fecha em si mesma”.

“Pelo contrário, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo e ter concebido o Filho de Deus, o que faz? Parte, vai até a anciã parente Isabel, também esta grávida, para ajudá-la; e no encontro com ela? seu primeiro ato é a memória do agir de Deus, da fidelidade de Deus na sua vida, na história do seu povo, na nossa história: ‘A minha alma glorifica o Senhor…porque olhou para a humildade da sua serva…de geração em geração a sua misericórdia’”.

Francisco destacou que “Maria tem memória de Deus”.

“Neste cântico de Maria há também a memória da sua história pessoal, a história de Deus com ela, a sua própria experiência de fé. E é assim para cada um de nós, para cada cristão: a fé contém propriamente a memória da história de Deus conosco, a memória do encontro com Deus que se move primeiro, que cria e salva, que nos transforma”.

O Papa remarcou que “a fé é memória da sua Palavra que aquece o coração, das suas ações de salvação com a qual nos doa a vida, nos purifica, nos cura, nos alimenta”.

“O catequista é propriamente um cristão que coloca esta memória a serviço do anúncio; não para fazer-se ver, não para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade. Falar e transmitir tudo aquilo que Deus revelou, isso é a doutrina em sua totalidade, sem cortar ou acrescentar”.

O catequista, destacou o Papa, “é um cristão que leva em si a memória de Deus, deixa-se guiar pela memória de Deus em toda a sua vida, e sabe despertá-la no coração dos outros. Isto requer esforço! Compromete toda a vida!”.

“O próprio Catecismo o que é senão a memória de Deus, memória da sua ação na história, do seu fazer-se próximo a nós em Cristo, presente na sua Palavra, nos Sacramentos, na sua Igreja, no seu amor?”.

“Queridos catequistas, pergunto a vocês: somos nós a memória de Deus? Somos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que aquece o coração?”.

O Santo Padre lhes perguntou também “Qual caminho percorrer para não ser pessoas ‘superficiais’, que colocam a sua segurança em si mesmo e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus? Na Segunda Leitura, São Paulo, escrevendo sempre a Timóteo, dá algumas indicações que podem sinalizar também o caminho do catequista, o nosso caminho: tender à justiça, à piedade, à fé, à caridade, à paciência, à mansidão”.

“O catequista é homem da memória de Deus se tem uma constante, vital relação com Ele e com o próximo; se é homem de fé, que confia verdadeiramente em Deus e coloca Nele a sua segurança; se é homem de caridade, de amor, que vê todos como irmãos; se é homem de ‘hypomoné’, de paciência, de perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provações, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é homem brando, capaz de compreensão e misericórdia”.

“Rezemos ao Senhor para que sejamos todos homens e mulheres que protegem e alimentam a memória de Deus na própria vida e sabem despertá-la no coração dos outros. Amém”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

Médico italiano entrega ao Papa Francisco instrumentos com os quais praticou abortos

Antônio Oriente. Foto: Facebook pessoal

ROMA, 27 Set. 13 / 04:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- A história da conversão de Antônio Oriente, atual vice-presidente da Associação Italiana de Ginecologistas e Obstetras Católicos (AIGOC) comove aqueles que a conhecem. Faz uns dias, teve a oportunidade de cumprimentar rapidamente o Papa Francisco e lhe entregou os instrumentos cirúrgicos que usou por anos para praticar abortos.

Em declarações ao Grupo ACI, o médico narrou a sua história. Por vários anos Oriente praticou abortos por dinheiro. Provinha de uma família pobre e para ele, o êxito era “avançar” em sua carreira e subir de classe social.

Sua história começou a mudar depois do seu casamento com Maria Carmela, uma pediatra que amava as crianças. Passaram os anos e não podiam conceber um filho, enquanto Oriente continuava -como ele diz- “matando os filhos dos outros”.

Todos os dias quando voltava para casa, o médico encontrava a sua esposa chorando. Uma noite decidiu ficar até tarde no seu consultório porque “estava destruído, e não podia voltar assim para a minha casa”.

Naquela madrugada, um casal de esposos bateu na porta do consultório pensando que o médico estava passando por algum problema.

O casal escutou a sua história de dor e o convidou para participar de um encontro de oração para conseguir um pouco de paz.

“Depois disso –afirma Oriente-, comecei a conhecer um Deus diferente ao que eu conhecia, porque antes o cristianismo parecia para mim uma obrigação e eu o odiava. Este Deus era misericordioso e me dizia: ‘abre-te a mim, abandona todo o teu sofrimento’”.

“Um dia sentado diante do crucifixo escrevi uma carta ao Senhor, o que eu chamo de um testamento espiritual: Nunca mais a morte até a morte. Que classe de filho sou eu que assassino os filhos dos outros? Abandono a cultura da morte e abraço a vida“.

Antônio e a sua esposa começaram a levar uma vida de católicos comprometidos e pouco tempo depois, depois de vários anos de tentativas frustradas, Maria Carmela ficou grávida.

“Com esta gravidez milagrosa, o doente deixou de ser para mim um pedaço de carne e converteu-se em um pedaço da carne do Cristo ao que tinha o privilégio de tocar com minhas mãos, e desde esse dia, dediquei totalmente a minha vida a Cristo e à luta da vida”, adicionou.

No dia 20 de setembro deste ano, Oriente pôde estar perto do Papa Francisco na audiência privada que o Pontífice concedeu aos participantes da Conferência Internacional Mater Care que se celebrou em Roma.

Antônio não fazia parte da delegação de ginecologistas que cumprimentaria o Santo Padre. Sem audiência reservada nem inscrição feita, Oriente decidiu viajar a Roma para participar da Conferência.

Horas antes de tomar o seu voo, passou pelo seu consultório e “como um robô”, conforme explica, dirigiu-se à cadeira dos pacientes para olhar debaixo dela. Encontrou aí uma imagem de 1999 da Virgem de Luján, a padroeira da Argentina, país natal do Papa Francisco.

Nesse instante, Oriente compreendeu que devia levar a imagem consigo e voar com mais decisão que nunca até Roma.

“Ao chegar à Sé de Pedro –conta-, encontrei-me com um Bispo, disse-lhe que percorri 800 quilômetros até chegar ali e que trazia comigo as ferramentas doaborto para deixa-las diante do Papa. A Virgem esteve comigo”.

O médico atribui a imagem da Virgem de Luján a uma paciente argentina que faz muitos anos deve ter deixado lá. A mulher pedia um aborto, mas ele a dissuadiu e hoje em dia “é profundamente feliz com o seu filho”.

No seu rápido encontro com o Papa lhe disse: “Santo Padre eu já não faço mais abortos, estou a favor da vida, queria uma bênção para os médicos que querem fazer uma equipe de saúde a favor da vida”.

O ginecologista lhe entregou nesse instante uma bolsa com o material cirúrgico, ao que o Papa respondeu –conforme relata Oriente-: “Esta noite farei uma oração. Isto, tenho que levar comigo para o meu quarto na Santa Marta”. Depois, lhe impôs as suas mãos e lhe disse: “Você está abençoado e lute pela vida”.

Oriente explica que com este gesto, “os instrumentos da morte foram abandonados aos pés do sucessor de Pedro na Terra, tal e como a morte fica aos pés de Jesus a favor da vida”.

(Fonte: ACI Digital)

Bento XVI poderia participar da canonização de João Paulo II e João XXIII

VATICANO, 30 Set. 13 / 12:46 pm (ACI/EWTN Noticias).- O diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, anunciou nesta manhã que o Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, poderia participar da cerimônia de canonização dos Beatos João Paulo II e João XXIII, que presidirá o Papa Francisco no próximo dia 27 de abril, o segundo domingo depois da Páscoa, festa da Divina Misericórdia.

Durante a conferência de imprensa celebrada hoje no Vaticano, o Pe. Lombardi indicou que não está excluída a participação do Bispo Emérito de Roma, porque “não há motivo legal ou doutrinal pelo qual Bento XVI não possa participar de uma cerimônia pública”.

O Pe. Lombardi explicou que o Papa Francisco escolheu a data de 27 de abril devido à devoção de João Paulo II pela Divina Misericórdia e porque sua beatificação também se realizou na mesma festa, que em 2011 caiu no dia 1º de maio.

Além disso, expressou que se espera a participação de um grande número de peregrinos, já que “ao ser o segundo domingo depois Páscoa será a melhor ocasião do ano para que os peregrinos que queiram possam chegar a Roma”.

“Na entrevista no voo do Rio, o Papa teve umas palavras espontâneas e simpáticas sobre ambos os Papas, e definiu João Paulo II como um grande missionário como São Paulo, e disse que celebrar ao mesmo tempo estas canonizações deve ser um sinal para a Igreja de apreciar a santidade destes papas testemunhas dos nossos tempos ligados de diferentes maneiras ao Concílio Vaticano II”, concluiu o Pe. Lombardi.

Seria uma cerimônia de canonização sem precedentes para a Igreja: o Papa Francisco; que estaria acompanhado de seu antecessor, Bento XVI; canonizará ao iniciador do Concílio Vaticano II, o Beato João XXIII; e ao amado Beato João Paulo II, o chamado Papa peregrino.

(Fonte: ACI Digital)

O Papa Francisco recebe 2 mil cartas por dia

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

ROMA, 25 Set. 13 / 02:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- O serviço postal do Vaticano recebe em média 2 mil cartas por dia dirigidas ao Papa Francisco, chegadas de todas as partes do mundo, para encorajá-lo e pedir-lhe ajuda.

O volume das cartas, indica o organismo da Santa Sé, aumentou consideravelmente desde a nomeação de Francisco.

Em declarações recolhidas pela agência EFE, Ciro Benedittini, subdiretor do escritório de imprensa do Vaticano, indicou que a maioria das pessoas que escrevem ao Santo Padre “passam dificuldades e pedem não só ajuda material para superar as dificuldades da crise econômica, mas também e, sobretudo, um apoio moral para seguir adiante”.

Além disso, assinalou, o Papa recebe cartas de felicitação e bons desejos, particularmente com ocasião de festividades religiosas.

Benedittini disse que quase todos os que escrevem cartas ao Papa “colocam o seu número de telefone com a esperança de que ele possa telefonar”.

Faz poucos dias, o Santo Padre comentou sobre o tempo que dedica para responder a quem recorre a ele, assinalando que “telefono para muitas pessoas e escrevo para outras. Ainda bem que não sabem de todas as ligações que eu faço!”.

Como as ligações telefônicas do Papa Francisco se tornaram frequentes, um jornal italiano preparou um protocolo informal divertido para estar preparado, em caso de receber um telefonema.

(Fonte: ACI Digital)

O Santo Padre Francisco: um sim à vida, à família e ao matrimônio

Reflexão sobre a entrevista do Papa Francisco concedida à “La Civiltà Cattolica”

Por Padre Jorge Lutz

RIO DE JANEIRO, 24 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – No dia 19 de Setembro, 16 revistas jesuítas no mundo todo publicaram uma nova e extensa entrevista com o Santo Padre Francisco, feita pelo Pe. Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltà Cattolica ─ uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano – que foi publicada em espanhol e foi apresentada pela revista “Razón y Fe”.

O Santo Padre Francisco nos fala dele, de porque se tornou Jesuíta e do que significa para um jesuíta ser Papa. Na entrevista nos fala também da vida na Companhia de Jesus, sua espiritualidade e missão, e de “como a Companhia deve ter sempre diante de si a procura da glória de Deus sempre maior”. Com muito carinho nos fala do Povo Santo de Deus e diz que “a imagem da Igreja de que gosto é a do povo santo e fiel de Deus”. Também aborda temas da sua experiência de governo, da importância de “sentir com a Igreja”, da importância da mulher, da doutrina moral da Igreja e das realidades mais interiores e profundas do ser humano. O Papa compartilha como reza e quanto é importante ter esperança na vida.

Infelizmente o conteúdo desta entrevista tem sido manipulado por diferentes meios de comunicação, apresentando o Santo Padre, como alguém que está contra da luta pela vida, e pró-família, concretamente em temas como o aborto e a homossexualidade e o papel da mulher na Igreja. Os comentários do Santo Padre aparecem especialmente dentro do parágrafo: “Igreja, hospital de campanha?” Onde o Santo Padre, longe de justificar estas ideologias contra a vida e a família, tenta nos alentar a entender quão importante é hoje “curar as feridas”, aproximando-nos das pessoas com verdadeira misericórdia.

Diante da pergunta de como devem ser as pastorais com os homossexuais e da segunda união, o Papa Francisco diz que “temos que anunciar o Evangelho em todas as partes, pregando a Boa Notícia do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo tipo de ferida e qualquer doença. Em Buenos Aires, disse, recebeu cartas de pessoas homossexuais que são verdadeiros feridos sociais, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não pode fazer isso. Durante o vôo em que retornava do Rio, disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e procura Deus, quem sou eu para julgá-la? Ao dizer isto eu disse o que diz o Catecismo. A religião tem direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres, não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”. Aqui quando o Papa se refere à vida pessoal, se refere a todo ser humano e seu interior, e em nenhum momento fala de pessoas homossexuais ou lésbicas como diz a mídia de forma tendenciosa.

O Papa lembrou também que “uma vez, uma pessoa, para me provocar, perguntou- me se eu aprovava a homossexualidade. Eu então respondi para ela com outra pergunta: ‘Diga-me se Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova sua existência com afeto ou a rejeita e a condena? ’ Há que se ter sempre em consideração a pessoa. Aqui entramos no Mistério do ser humano. Nesta vida Deus acompanha as pessoas e é nosso dever acompanhá-las a partir de sua condição. Há que se acompanhar com misericórdia. Quando acontece assim, o Espírito Santo inspira ao sacerdote as palavras oportunas”

O Santo Padre também falou “que esta é a grandeza da confissão, que avalia cada caso, onde se pode discernir o que é o melhor para uma pessoa que busca a Deus e sua graça. O confessionário não é um lugar de tortura, e sim aquele lugar da misericórdia em que o Senhor nos conduz para fazer o melhor que possamos. Estou pensando na situação de uma mulher que tem o peso do fracasso matrimonial em que aconteceu também um aborto. Depois disso a mulher casou-se novamente e agora vive em paz com cinco filhos. O aborto pesa-lhe enormemente e ela está sinceramente arrependida. Gostaria de retomar a vida cristã. O que faz o confessor?” Isto para nada é justificar o aborto, ir contra o matrimônio ou favorecer o divorcio.

O Papa Francisco afirma também que “não podemos seguir insistindo só em questões referentes ao aborto, ao matrimônio homossexual e ao uso de anticoncepcionais. É impossível.  Eu já falei muito destas coisas e recebi reclamações, mais ao falar destas coisas tem-se que se falar no seu contexto. Além do mais já conhecemos a opinião da Igreja e Eu sou filho da Igreja, e não é necessário estar falando destas coisas sem parar… O anúncio missionário concentra-se no essencial, no que é necessário, que por outra parte é o que mais apaixona e atrai e faz arder o coração… a proposta evangélica deve ser mais simples, mais profunda e irradiante. Só desta proposta depois surgem as conseqüências morais”. Os meios de comunicação têm informado de forma ambígua e mal intencionada que o Papa critica uma obsessão da Igreja nestes temas, mais o que o Papa Francisco tem feito é simplesmente com abertura, simplicidade e de forma direta e humilde deixar clara a doutrina da Igreja, que brota da pregação do Amor e da Misericórdia de Cristo e que devem se expressar numa autêntica pastoral para nossa época.

Todo este tema do Aborto se esclarece ainda mais com a firme postura do Santo Padre frente a cultura do descartável, que busca a eliminação dos seres humanos mais fracos. No discurso que fez aos ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, pronunciado em 20 de Setembro deste ano, o Papa disse que “nossa resposta a esta mentalidade é um SIM decidido e sem vacilações à vida, que sempre é sagrada é inviolável”. Este discurso tem ainda muita importância, diante da manipulação que alguns meios de comunicação seculares estão fazendo da entrevista do Santo Padre.

O Papa Francisco toca outros temas apaixonantes em sua entrevista. Para iluminar mais a nossa formação e não deixar que a mídia secular nos manipule, acho adequado abordar o tema da mulher. Longe de toda ideologização e com muita clareza no tema sobre a mulher e sua função e missão na Igreja, nos diz o Papa que “é necessário ampliar os espaços de uma presença feminina mais incisiva na Igreja… As mulheres têm colocado perguntas profundas que devem ser tratadas. A Igreja não pode ser ela própria sem a mulher e o seu papel. A mulher, para Igreja, é imprescindível. Maria, uma mulher, é mais importante que os bispos. Digo isto, porque não se deve confundir a função com a dignidade. É necessário aprofundar melhor a figura da mulher na Igreja. É preciso trabalhar mais para fazer uma teologia profunda da mulher. Só realizando esta etapa se poderá refletir melhor sobre a função da mulher no interior da Igreja. O gênio feminino é necessário nos lugares em que se tomam as decisões importantes. O desafio hoje é exatamente esse: refletir sobre o lugar específico da mulher”.

É o Santo Padre quem nos desafia e nos diz na entrevista: “Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora… Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, tendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta; de quem a abandonou ou lhe é indiferente… Mas é necessário audácia, coragem”.

Façamos a nossa parte e, como o Papa Francisco diz, trabalhemos por “procurar e encontrar Deus em todas as coisas… Devemos caminhar juntos: o povo, os Bispos e o Papa.

(Fonte: Agência Zenit)

Lançado DVD da visita do Papa Francisco ao Brasil

Cachoeira Paulista, 23 Set. 13 / 09:40 pm (ACI).- Lançado pelo Departamento de Audiovisuais (DAVI) da Canção Nova, o DVD duplo “#tamujunto com o Papa” traz momentos importantes da visita do Sumo Pontífice ao Brasil, realizada entre os dias 22 e 28 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013.

“A TV Canção Nova transmitiu na íntegra a primeira viagem internacional do Papa e, diante do rico conteúdo partilhado por ele em seus gestos e palavras de fé, coragem, amor e esperança, decidimos produzir esse álbum”, explica o Superintendente do DAVI, Rafael Cobianchi.

São aproximadamente duas horas e trinta minutos de imagens e discursos do Papa Francisco. Entre os registros estão: a missa no Santuário Nacional deNossa Senhora Aparecida; a Via-Sacra em Copacabana; a Missa de envio pela 28ª JMJ; a oração do Angelus Domini e o encontro com os jovens voluntários.

O DVD pode ser adquirido pelo site loja.cancaonova.com, pelo telefone (12) 3186-2600 ou nas lojas Canção Nova espalhadas pelo Brasil. Além de uma recordação para os admiradores de Francisco, é uma oportunidade para quem não acompanhou sua passagem pelo país saber como foi essa semana histórica para a Igreja no Brasil e no mundo.

Foi criado há 30 anos com o objetivo de viabilizar fitas cassetes e fitas de vídeo VHS das palestras feitas pelo fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, atualmente o DAVI desenvolve diversas atividades diretamente ligadas à criação, execução, venda e distribuição de produtos de evangelização (CDs, DVDs, LPOs – Livros Para Ouvir, livros, e-books, acessórios e vestuário feminino, masculino e infantojuvenil).

(Fonte: ACI Digital)

O que o Papa Francisco realmente disse sobre o aborto e os homossexuais na nova entrevista

ROMA, 20 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Nesta quinta-feira 19 de setembro, 16 revistas jesuítas em todo o mundo publicaram uma extensa entrevista feita no mês de agosto ao Papa Francisco pelo Padre Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltá Cattolica –uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano– cujo conteúdo foi manipulado por diversos meios de comunicação tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família, concretamente nos temas do aborto e da homossexualidade.

Na entrevista, o que o Papa falou sobre estes temas aparecem sob o subtítulo “É a Igreja um hospital de campanha?”, e aí o Santo Padre explica que hoje o importante é “curar feridas”, aproximando-se das pessoas com verdadeira misericórdia.

“Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, mantendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta, de quem a abandonou ou lhe é indiferente. Quem a abandonou o fez, por vezes, por razões que, se forem bem compreendidas e avaliadas, podem levar a um retorno. Mas é necessário audácia, coragem”, diz o Papa na entrevista com o Padre Spadaro.

Ante a pergunta sobre como deve ser a pastoral com os divorciados que voltaram a casar ou com os homossexuais, o Papa Francisco assinala que “Devemos anunciar o Evangelho em todos os lugares, pregando a boa nova do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo o tipo de doença e de ferida. Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais, que são ‘feridos sociais’, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não quer fazer isto”.

“Durante o voo de regresso do Rio de Janeiro disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la. Dizendo isso, eu disse aquilo que diz o?Catecismo. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível”.

O Papa recorda logo que “uma vez uma pessoa, para provocar-me, perguntou-me se aprovava a homossexualidade. Eu, então, respondi-lhe com uma outra pergunta: ‘Diz-me: Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afeto ou rejeita-a, condenando-a?’ É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada”.

“Esta é também a grandeza da confissão: o fato de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça. O confessionário não é uma sala de tortura, mas lugar de misericórdia, no qual o Senhor nos estimula a fazer o melhor que pudermos. Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimônio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na vida cristã. O que faz o confessor?”.

O Santo Padre afirma logo que “não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente”.

“Os ensinamentos, tanto dogmáticos como morais, não são todos equivalentes. Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente. O anúncio de caráter missionário concentra-se no essencial, no necessário, que é também aquilo que mais apaixona e atrai, aquilo que faz arder o coração, como aos discípulos de Emaús”, prossegue.

“Devemos, portanto, encontrar um novo equilíbrio; porque de outro modo, o edifício moral da Igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho. A proposta evangélica deve ser mais simples, profunda, irradiante. Somente desta proposta que vêm depois as consequências morais”.

O Papa ressalta deste modo que diz isto “também pensando na pregação e nos conteúdos da nossa pregação. Uma bela homilia, uma verdadeira homilia, deve começar com o primeiro anúncio, com o anúncio da salvação. Não há nada de mais sólido, profundo e seguro do que este anúncio. Depois deve fazer-se uma catequese. Depois, pode tirar-se também uma consequência moral. Mas o anúncio do amor salvífico de Deus precede à obrigação moral e religiosa. Hoje, por vezes, parece que prevalece a ordem inversa”.

“A homilia é a pedra de comparação para medir a proximidade e a capacidade de encontro de um pastor com o seu povo, porque quem prega deve reconhecer o coração da sua comunidade para procurar onde permanece vivo e ardente o desejo de Deus. A mensagem evangélica não pode limitar-se, portanto, apenas a alguns dos seus aspectos, que, mesmo importantes, sozinhos não manifestam o coração do ensinamento de Jesus”, sublinha.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa Francisco explica como é a sua vida de oração

ROMA, 20 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco compartilhou numa recente entrevista como é a sua vida de oração cotidiana. Além da Missa e do Rosário diários, o Santo Padre contou que prefere a Adoração ao Santíssimo pelas tardes e explicou que para ele a oração é sempre “memoriosa”.

Assim o indicou o Santo Padre na entrevista concedida ao sacerdote jesuíta italiano, Padre Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltá Cattolica, uma publicação que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano.

O Papa contou que “rezo o Ofício (as orações próprias do clero em toda a Igreja para cada dia) todas as manhãs. Eu gosto de rezar com os Salmos. Depois, a seguir, celebro a Missa. Rezo o Rosário”.

“O que verdadeiramente prefiro é a Adoração vespertina, mesmo quando me distraio e penso em outra coisa ou mesmo quando adormeço rezando. Assim, à tarde, entre as sete e as oito, estou diante do Santíssimo durante uma hora, em adoração. Mas também rezo mentalmente quando espero no dentista ou noutros momentos do dia”.

O Santo Padre assinala logo que “a oração é para mim sempre uma oração ‘memoriosa’, cheia de memória, de recordações, também memória da minha história ou daquilo que o Senhor fez na sua Igreja ou numa paróquia particular”.

“Para mim é a memória de que Santo Inácio fala na Primeira Semana dos?Exercícios, no encontro misericordioso com Cristo Crucificado. E pergunto-me: ‘Que fiz por Cristo? Que faço por Cristo? Que farei por Cristo?’”.

“É a memória de que fala Inácio também na Contemplação para alcançar o amor, quando nos pede para trazer à memória os benefícios recebidos”.

O Pontífice ressalta que “sobretudo, eu sei também que o Senhor tem memória de mim. Eu posso esquecer-me d´Ele, mas eu sei que Ele jamais se esquece de mim”.

A memória, conclui o Papa Francisco, “funda radicalmente o coração de um jesuíta: é a memória da graça, a memória de que se fala no?Deuteronômio, a memória das obras de Deus que estão na base da aliança entre Deus e o seu povo. É esta memória que me faz filho e me faz ser também pai”.

(Fonte: Agência Zenit)

Aumentam as confissões no Reino Unido graças ao Papa Francisco e Bento XVI

Papa Francisco / Bento XVI. Fotos: Grupo ACI

LONDRES, 17 Set. 13 / 10:34 am (ACI/EWTN Noticias).- O clero católico na Inglaterra e Gales assegura que mais gente está recorrendo ao sacramento da confissão, e muitos atribuem este fato à visita de Bento XVI ao país em 2010 e à eleição do Papa Francisco.

Em resposta a uma pesquisa realizada pelo escritório de missões locais da Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e Gales, um sacerdote disse que “este verão houve uma diferença marcada na demanda (de confissões) comparada ao verão passado. Geralmente não oferecemos confissões em agosto, mas estamos oferecendo este ano”.

A pesquisa informal se realizou em 22 catedrais da Inglaterra e Gales, procurando as respostas de sacerdotes e párocos do país.

Um dos pesquisados disse que “definitivamente” há um aumento no número de católicos não praticantes que estão procurando a prática religiosa durante o pontificado de Francisco.

Outro sacerdote atribuiu o aumento das confissões à “despedida papal” e ao “grande sentido de esperança e entusiasmo” gerado pela eleição do Papa Francisco.

Teve um “impacto imenso” a forma como o Santo Padre se relaciona com as pessoas, assegurou.

O mesmo sacerdote sugeriu que o incremento nas confissões também reflete a influência de Bento XVI, cuja visita ao reino Unido teve “um efeito profundo”.

O Papa Francisco, disse o pesquisado, atraiu elogios pela sua “maneira acessível”, por ter uma “boa conexão” com aqueles que não estão na Igreja e por “falar a sua linguagem”.

Aproximadamente 65 por cento dos pesquisados disse que as confissões aumentaram, já seja pelo impacto da visita do Papa Bento XVI em setembro de 2010, ou pela eleição do papa Francisco.

30 por cento atribuiu o incremento ao efeito de ambos.

Além da influência de Bento XVI e Francisco, os pesquisados também responsabilizaram outros fatores pelo aumento das confissões, tais como sacerdotes falando e ensinando mais sobre a confissão, o exame de consciência entre os penitentes, assim como a mudança de horários em que se oferecem as confissões.

Os participantes no estudo disseram que muitos dos católicos que retornaram à Igreja não sabiam o que dizer, e alguns não sabiam as orações.

O Bispo de Arundel e Brighton, Dom Kieran Conry, encarregado do departamento de Evangelização e Catequese dos Bispos da Inglaterra e Gales, disse recentemente ao Daily Telegraph que “um número importante” de jovens está recorrendo ao Sacramento da Reconciliação, o que qualificou como um “bom sinal”.

O Prelado assinalou que a confissão deixou de ser uma “lista mecânica de compras” para converter-se em uma forma de melhorar a relação com Deus.

(Fonte: ACI Digital)

Como é possível que o Papa Francisco tenha afirmado que não há verdade absoluta?

É papel dos cristãos na sociedade lembrar que a verdade provém do amor e se dirige ao amor.

Por Pe. Anderson Alves

ROMA, 16 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – No dia onze de setembro de 2013 ocorreu algo extraordinário: o Papa Francisco escreveu uma longa carta a Eugenio Scalfari, fundador do jornal La Repubblica, para responder a uma série de perguntas levantadas por ele ao final da leitura de Lumen Fidei[i]. Scalfari colocou diversas questões interessantes, tendo como centro o problema da verdade. Num artigo de sete de julho ele perguntou: existe uma única verdade ou tantas quanto são os indivíduos e as que podem ser formadas pela mente humana?[ii] E em sete de agosto a interrogação foi ainda mais audaz: disse que quem crê em Deus aceita uma verdade revelada e quem não crê pensa que não existe nenhum absoluto e nenhuma verdade absoluta, mas apenas uma série de verdades relativas e subjetivas; a dita posição de quem não tem fé seria um erro ou um pecado para a Igreja?[iii]

Dessas questões pode-se perceber certo tipo de relativismo difuso na nossa cultura. O relativismo é um estranho modo de pensar no qual tudo pode ser considerado igualmente verdadeiro ou igualmente falso. Cede-se ao relativismo quando se atribui um valor exagerado à verdade, a ponto de se dizer que toda afirmação possa ser verdadeira (inclusive as contraditórias), ou quando se nega todo o valor da verdade. No último caso, nega-se o valor de verdade de toda afirmação, tomando como verdade absoluta a afirmação do mesmo relativismo. Frequentemente essa contradição se une a outra: se nega a existência da verdade e se toma como coisa absolutamente certa a inexistência de Deus e de regras morais. Logicamente o relativismo e o ateísmo são contraditórios entre si, mas há quem se esforçe muito em defender esses dois modos de pensar, pagando o preço de se defender doutrinas insustentáveis pela razão humana[iv].

A resposta do Papa é clara e surpreendente. Diz que não é correto falar de “verdade absoluta”, pois absolutus provém do latim e significa o que é solto de, desconexo, separado, privado de qualquer relação. Sendo assim, para a fé cristã a verdade não poderia jamais ser absoluta, uma vez que a verdade é principalmente uma relação de amor em Deus e de amor para com as criaturas. A verdade é uma relação, é o amor que une as coisas a Deus e constitui o princípio e o fim da criação. De fato, Deus pensou cada ser amando-o, e livremente o criou para que pudesse corresponder ao seu amor. Cada realidade é verdadeira porque está intrinsecamente configurada pelo amor e pela inteligência divina.

Para o Papa, é certo que cada um acolhe a verdade e a exprime. Nesse sentido, a verdade é múltipla, uma vez que está em cada mente que a conhece e cada um pode expressá-la de modo próprio. A verdade então é múltipla quando é expressa por diversos indivíduos e de diversos modos. O Papa esclarece que isso não significa afirmar o relativismo, pois dizer que a verdade não é ab-soluta não implica que ela seja sempre “variável ou subjetiva”, ou seja, que tudo possa ser igualmente verdadeiro ou igualmente falso. A verdade é algo que nos é dado com o ser de cada realidade e se apresenta a nós como caminho e vida. Para a fé cristã, portanto, verdade é uma coisa só com o amor e requer humildade para ser reconhecida, buscada, acolhida e expressada.

Talvez alguém possa pensar que essas afirmações do Papa sejam revolucionárias, assim como considerou Scalfari na sua resposta ao Papa[v]. Mas se olhamos para a história do pensamento cristão, vemos que isso é impreciso. Santo Tomás de Aquino, por exemplo, diz algo bem parecido: a verdade divina é única[vi]. Deus pensa a si mesmo desde toda a eternidade e ao conhecer-se, conhece e ama perfeitamente sua essência e com ela todas as demais coisas, possíveis ou reais. E o concebido pelo pensamento divino é o Filho, Logos(ou Verbo) eterno do Pai. Por isso em Deus a verdade divina é uma relação de processão: o Filho procede do Pai desde toda a eternidade. E o amor divino é o Espírito Santo, pelo qual Deus ama e cria todas as coisas. O Espírito Santo é o amor que une o Pai e o Filho e é a razão última de todas as coisas: todas existem porque foram amadas e pensadas por Deus.

Tomás afirma também que nas criaturas a verdade é múltipla, pois há diversas verdades em diversas mentes e de cada realidade pode-se formular diversos juízos verdadeiros. Cada realidade natural possui assim uma verdade intrínseca, que é uma imitação das ideias presentes na mente divina. As verdades intrínsecas das coisas são em certo modo inesgotáveis, e o conhecimento humano delas é sempre progressivo. Tomás chegou a afirmar que até o seu tempo nenhum filósofo tinha conseguido apreender e explicar totalmente nem mesmo a essência de uma mosca[vii]. E até hoje, por incrível que pareça, nenhuma ciência esgotou o conhecimento do seu objeto. Cada realidade possui, portanto, uma verdade intrínseca, à qual imita e participa na verdade divina, a qual o conhecimento deve se adequar.

Desse modo, Santo Tomás provavelmente responderia à primeira pergunta de E. Scalfari dizendo que há uma só verdade na mente divina, a qual só é acessível a Deus mesmo. Nas realidades naturais e no conhecimento humano a verdade é sempre parcial, progressiva, relativa, ou melhor dizendo, relacional: se refere a cada realidade criada e a cada intelecto que a apreende através de diversos atos intelectuais. Isso não implica nenhum relativismo, mas a justa compreensão do caráter relacional da verdade[viii].

E pensar que “não há nada de absoluto”, mas que a “verdade é sempre relativa e subjetiva” seria um pecado ou erro para a Igreja? A isso Tomás provavelmente responderia que há certamente um erro, não de fé, mas sim de razão natural: significa tomar por verdade absoluta o fato de que não existem verdades absolutas e que tudo é relativo e subjetivo. O nome desse erro se chama contradição, e não pecado. De fato, é evidentemente contraditório tomar por certo a afirmação de que não existe nada de universal e afirmar que algo de universal (os juízos humanos) seja relativo.

Portanto o Papa, ao dizer que não há verdade absoluta, desprovida de relação, não disse nada de revolucionário, nem de dogmático, mas algo que está ao alcance de todo pensamento reto que afirma a evidência do caráter relacional da verdade. A verdade diz sempre respeito a uma relação entre o conhecido e quem o conhece. E é papel dos cristãos na sociedade lembrar que a verdade provém do amor e se dirige ao amor. Ao conhecer a verdade nos abrimos à riqueza do real e aprendemos a amá-lo, amando também o seu Criador.

[i] Cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/carta-do-papa-francisco-ao-fundador-do-jornal-la-repubblica-na-integra

[ii] Cfr. http://www.repubblica.it/politica/2013/07/07/news/le_risposte_che_i_due_papi_non_danno-62537752/?ref=HREA-1

[iii] Cfr.  http://www.repubblica.it/politica/2013/08/07/news/le_domande_di_un_non_credente_al_papa_gesuita_chiamato_francesco-64398349/?ref=HREA-1

[iv] Sobre a contradição de relativismo e relativismo cfr. http://www.zenit.org/pt/articles/o-ateismo-e-uma-escolha-racional Cfr. também: http://www.zenit.org/pt/articles/e-possivel-um-relativismo-absoluto

[v] Cfr. http://ricerca.repubblica.it/repubblica/archivio/repubblica/2013/09/12/il-coraggio-di-papa-francesco-che-apre.html?ref=search

[vi] Santo Tomás não usa a expressão “verdade absoluta”, mas sim verdade primeira, verdade divina, verdade presente no intelecto divino. Cfr. Santo Tomás de Aquino, De Veritate, q. 1, a. 4.

[vii] Cfr. IdemSuper Sym. Ap., proemio.

[viii] Expomos o tema em: http://www.zenit.org/pt/articles/o-relativismo-relativo-ou-a-justa-relatividade-da-verdade E em: http://www.zenit.org/pt/articles/relativismo-absoluto-ou-absolutismo-relativista

(Fonte: Agência Zenit)

Organização recolhe assinaturas para pedir que revoguem o Nobel da Paz a Obama e o deem ao Papa Francisco

WASHINGTON DC, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- No site Change.Org se estão recolhendo assinaturas para pedir que retirem o Prêmio Nobel da Paz 2009 do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que assegurou a sua intenção de intervir militarmente na Síria.

Em uma mensagem ao povo dos Estados Unidos na noite de 10 de setembro, ao tempo que reconheceu que “esta nação esta saturada das guerras”, Obama assegurou que o ataque contra a Síria “será um ataque concreto para conseguir um objetivo específico”.

O presidente dos Estados Unidos indicou também que “pediu ao Congresso adiar a votação da resolução para atacar a Síria até que avance a via diplomática”.

A coleta de assinaturas, que será enviada ao Comitê Nobel do Parlamento Europeu, solicita que “se revogue o Prêmio Nobel da Paz que entregou a Barack Obama em 2009 e que o receba o Papa Francisco, pois o Presidente dos Estados Unidos fomenta um conflito armado na Síria, apesar de que 6 de cada 10 norte-americanos estejam contra isso”.

Pelo contrário, assinala a missiva, o Santo Padre “se manifestou contra uma guerra e solicitou ‘que se acabe o barulho das armas!’, pois ‘a guerra significa sempre o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade’”. “Recentemente (o Papa) chamou crentes e não crentes a um dia de Jejum e Oração pela paz no Oriente Médio, na Síria e em todo mundo ao que se uniram milhões de pessoas no último dia 7 de setembro”, diz a mensagem.

Os assinantes da carta consideram “que o Papa Francisco deve receber o Prêmio Nobel da Paz, pois ele realiza o maior esforço por conseguir a fraternidade entre as nações, busca abolir o uso da força militar e promove cenários de paz” o qual, indicaram, para o comitê que outorga o Prêmio Nobel é” um requisito indispensável para receber esse galardão”.

Conforme foi informado recentemente, o Comitê Nobel do Parlamento da Noruega já está avaliando solicitar que se retire do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Prêmio Nobel da Paz 2009 devido a sua intenção de realizar uma intervenção militar na Síria, face à oposição internacional.

Por sua parte, o Papa Francisco reiterou incessantemente o chamado à paz, tanto na Síria como no Oriente Médio e no mundo inteiro.

No marco do Dia de Jejum e Oração pela Paz que convocou a toda a Igreja e às pessoas de boa vontade, em 7 de setembro, assegurou que “a violência e a guerra nunca são caminho para a paz”.

“Em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão”.

“Queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos!” caminhar pelo caminho da paz, disse o Santo Padre.

Para assinar esta petição, pode ingressar em:

http://www.change.org/es/peticiones/comite-nobel-del-parlamento-noruego-revoque-el-premio-nobel-de-la-paz-a-obama-y-que-lo-reciba-el-papa-francisco

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa Francisco escreve carta a um jornal anticlerical para explicar dúvidas sobre a fé

VATICANO, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O jornal italiano La Repubblica publicou nesta quarta-feira uma longa carta escrita pelo Papa Francisco em resposta a algumas dúvidas sobre a fé expostas durante neste verão por Eugenio Scalfari, um famoso jornalista conhecido por sua posição anticlerical.

Em dois artigos publicados em 7 de julho e em 7 de agosto deste ano, Scalfari fundador de La Repubblica, faz uma série de perguntas ao Pontífice sobre a Encíclica Lumen Fidei (A luz da fé), questões da fé e da vida cristã.

“Agradeço-lhe acima de tudo pela atenção com a que quis ler a Encíclica Lumen Fidei. Esta, em efeito, na intenção do meu amado predecessor, Bento XVI, que a concebeu e em longa medida redigiu, e da qual, com gratidão, herdei, está dirigida não somente a confirmar na fé em Jesus Cristo aqueles que já a professam, mas também a suscitar um diálogo sincero e rigoroso com quem, como o senhor, se define ‘como um não crente que há muitos anos está fascinado e interessado pela pregação de Jesus de Nazaré’”, escreve o Papa em sua carta, publicada em 11 de setembro com o título –estabelecido pelo jornal- “A verdade nunca é absoluta”.

“A fé para mim –continuou Francisco-, nasceu do encontro com Jesus. Um encontro pessoal, que tocou o meu coração e deu um sentido e uma direção novos a minha existência. Mas ao mesmo tempo um encontro que foi possível somente graças à comunidade de fé em que vivi e graças a qual encontrei o acesso à inteligência da Sagrada Escritura, à vida nova que como água viva sai de Jesus através dos Sacramentos, à fraternidade com todos a serviço dos pobres, imagem mesma do Senhor”.

“Sem a Igreja –acredite em mim-, não poderia ter encontrado Jesus, embora com a consciência de que aquele imenso dom que é a fé está guardado nos frágeis vasos de barro da nossa humanidade”, acrescenta.

“Agora, é justamente a partir daqui, desta experiência pessoal de fé vivida na Igreja, em que é um prazer escutar suas perguntas e procurar, junto com você, os caminhos pelos quais possamos, talvez, começar a percorrer juntos. Perdoe-me se não sigo passo por passo as argumentações que me propõe na edição de 7 de julho. Parece-me melhor ir direto ao coração de suas considerações”.

Em resposta às perguntas sobre “Como se comporta a Igreja com aqueles que não compartilham a fé em Jesus e se o Deus dos cristãos perdoa a quem não crê e não procura a fé?”, o Papa explica que “devemos levar em consideração -e isso é algo fundamental- que a misericórdia de Deus não tem limites se nos dirigimos a Ele com o coração sincero e arrependido, a questão para quem não crê em Deus está em obedecer a sua própria consciência. O pecado, inclusive para os que não têm fé, comete-se quando se vai contra a consciência. Escutá-la e obedecê-la significa decidir ante o que se percebe como o bem ou como o mal. E sobre esta decisão se joga a bondade ou a maldade de como atuamos”.

Sobre o tema de se é erro ou pecado acreditar que não existe “um absoluto” nenhuma verdade absoluta o Papa escreve: “A verdade, segundo a fé cristã, é o amor de Deus por nós em Jesus Cristo e, portanto a verdade é uma relação. Cada um recebe a verdade e a expressa a partir de si mesmo, de sua história, de sua cultura e da situação onde vive”.

Por outro lado, à última pergunta sobre se “com o desaparecimento do homem da terra, desaparecerá também o pensamento capaz de pensar em Deus”, Francisco responde que “a grandeza do homem é poder pensar em Deus. Isto significa viver uma relação consciente e responsável com ele. Mas a relação é entre duas realidades”.

“Deus não depende de nosso pensamento… quando a vida do homem terminar sobre a terra… o homem não terminará de existir e, de uma forma que não sabemos, tampouco o universo criado com ele”.

Francisco se despede recordando a Scalfari que, “a Igreja, apesar de toda sua lentidão, dos erros, das infidelidades e dos pecados que tenha cometido e que ainda possam cometer os que a compõem, não tem outro significado nem outro propósito que o de viver e dar testemunho de Jesus”.

(Fonte: Agência Zenit)

Carta aberta do Papa Francisco ao jornal La Repubblica

Papa Francisco responde a Eugênio Scalfari, fundador de um dos mais famosos e antigos jornais da Itália

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 11 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Nesta quarta-feira (11) o jornal La Repubblica, um dos maiores jornais italianos, publicou uma carta aberta que o Papa Francisco escreveu à Eugenio Scalfari, fundador e atual colunista dominical desse veículo de comunicação. A carta do Papa pretende ser uma resposta a duas cartas abertas que Scalfari escreveu a Francisco e publicou nos dias 7 de Julho e 7 de Agosto desse ano de 2013 no editorial do La Repubblica.

Em ambas, Scalfari formula – como alguém que tem uma cultura iluminista e não procura a Deus – “perguntas de um não crente ao papa jesuíta chamado Francisco”.

Pois “aqui e hoje não sou um jornalista – escreve Scalfari – sou um não crente que há anos está interessado e apaixonado pela pregação de Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José (…). Tenho uma cultura iluminista e não procuro a Deus. Acho que Deus seja uma invenção consoladora e ilusória da mente dos homens”.

Em primeiro lugar o pontífice agradece pela atenção com que Scalfari quis ler a encíclica Lumen Fidei que “está dirigida não somente a confirmar na fé em Jesus Cristo aqueles que já a tem, mas também a suscitar um diálogo sincero e rigoroso com quem, como você, se define ‘um não crente há anos interessado e fascinado pela pregação de Jesus de Nazaré’, escreve o Papa.

Duas circunstâncias ao longo da história dificultaram esse diálogo, destacou o Papa. A primeira é que a fé cristã foi muitas vezes e erroneamente vista como “escuridão da superstição que se opõe à luz da razão”. Dessa forma entre Igreja e cultura iluminista se instaurou um muro que impossibilitou todo e qualquer diálogo.

A segunda circunstância, diz o Papa, é que para o crente este diálogo não é um acessório secundário “mas é, pelo contrário, uma expressão íntima e indispensável”.

Confessa o Pontífice que “a fé, para mim, nasceu de um encontro com Jesus. Um encontro pessoal, que tocou o meu coração e deu uma direção e um novo sentido à minha existência”. “Sem a Igreja – acredite-me – não poderia ter encontrado Jesus, embora com a consciência de que aquele grandíssimo dom que é a fé está guardado nos vasos de barro da nossa humanidade”.

E é“desta pessoal experiência de fé vivida na Igreja, que me encontro à vontade ao escutar as suas perguntas e ao buscar, junto com você, os caminhos pelos quais possamos, talvez, começar a percorrer juntos”, escreve o Pontífice.

Autoridade de Jesus

Jesus falava com autoridade, palavra difícil de se traduzir, e que no seu original grego – diz o Papa – traz não tanto a ideia de uma obrigação exterior, mas interior que “ ‘provém do ser’, do que se é”. Jesus tem uma autoridade diferente daquela que tem o mundo. Uma “autoridade que não procura um poder sobre os outros, mas sim servi-los, dar-lhes liberdade e plenitude de vida”. Tudo isso provado por Jesus na morte de cruz e certificado pela sua ressurreição, que não foi para se vingar daqueles que o crucificaram, mas “para testemunhar que o amor de Deus é mais do que a morte, o perdão de Deus é mais forte que qualquer pecado, e que vale a pena gastar a própria vida, até o fim, para testemunhar esse imenso dom”.

Originalidade de Jesus: fraternidade universal

“A singularidade de Jesus é para a comunicação e não para a exclusão” – escreve o Papa respondendo à questão levantada por Scalfari – porque a “originalidade está justamente no fato de que a fé nos faz participar, em Jesus, da relação que Ele tem com Deus que é Abbá e, nesta luz, à relação que Ele tem com todos os outros homens, até mesmo os inimigos, no sinal do amor”. E por outro lado, essa originalidade também se expressa na responsabilidade que o Cristão assume com o mundo “dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, não como forma de limpar-se as mãos sobre as realidades humanas, mas precisamente o contrário.

Fidelidade de Deus X Sofrimento dos Hebreus

E como explicar os inúmeros sofrimentos que o Povo Hebreu já tem passado, o Pontífice afirmou que apesar de todas as provações, a fidelidade de Deus nunca lhes abandonou, e a prova disso é que o Povo Escolhido não perdeu a fé em Deus. E disso, toda a humanidade e a Igreja nunca serão plenamente agradecidos. “Eles, portanto, perseverando na fé no Deus da aliança, chamam a atenção de todos, também de nós cristãos, ao fato de que estamos sempre na espera, como peregrinos, do retorno do Senhor”.

Pecados dos não crentes

“A misericórdia de Deus não tem limites se nos dirigimos a ele com o coração sincero e contrito”, escreve o Papa responden sobre se é ou não pecado o modo de atuar dos não crentes. E “sobre os não crentes a questão está em obedecer a própria consciência. O pecado, também para aqueles que não têm a fé, está quando a pessoa vai contra a própria consciência”.

Verdade absoluta ou relativa

Existe uma só verdade absoluta ou diversas verdades?, perguntava Scalfari. O Santo Padre escreve que nem sequer ele falaria de “verdade absoluta” porque absoluto “é o que está desligado, privado de toda relação”, enquanto que a verdade é relação. A verdade não é relativa, mas relação, “se dá em nós sempre e somente como um caminho e uma vida”.

Ideia de Deus

Será que com o desaparecimento do homem de sobre a face da terra a ideia de Deus também desaparecerá com ele? Porém, responde o Papa, “Deus é uma realidade com R maiúsculo”, que “não depende do nosso pensamento”.

O Santo Padre,na conclusão da carta a Eugenio Scalfari convida-o a percorrer com ele um caminho juntos. “A Igreja, acredite em mim, embora toda a sua lentidão, infidelidades, erros e pecados que possam ter sido cometidos e ainda pode cometer naqueles que a compõem, não tem outro sentido e fim, a não ser aquele de testemunhar Jesus”.

(Fonte: Agência Zenit)

A “Lista de Schindler” do papa Bergoglio

Descoberta de jornalista italiano: o então provincial dos jesuítas salvou uma centena de pessoas

Por Sergio Mora

ROMA, 10 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Seu nome é Nello Scavo. É jornalista e cronista do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana.

Quando Francisco foi eleito pontífice, levantaram-se algumas vozes que o acusavam de cumplicidade com a ditadura argentina, calúnias que, pouco depois, foram desmentidas por pessoas que tinham conhecido Bergoglio e que sabiam como as coisas realmente tinham acontecido.

Entre elas, o Nobel da Paz argentino Pérez Esquivel, defensor dos direitos humanos considerado como um homem acima de qualquer suspeita em seu país, e a advogada Alicia Oliveira, secretária de Direitos Humanos da chancelaria argentina em tempos do ministro Rafael Bielsa e do presidente Néstor Kirchner. A campanha contra o papa Francisco chegou ao cume (e ao cúmulo) com uma foto falsa, uma montagem na qual Bergoglio aparecia supostamente dando a comunhão ao ditador e ex-chefe da junta militar do país, Rafael Videla.

Assim que escutou todas essas acusações, o jornalista italiano começou a investigá-las. Nello entrou em contato com pessoas a quem o então superior provincial dos jesuítas, Bergoglio, tinha ajudado a fugir da ditadura. Eram cerca de 20 pessoas, cujos testemunhos levam a calcular que a lista de pessoas salvas pelo atual papa cheguem a cem. O livro “A lista de Bergoglio”, com lançamento previsto na Itália para o fim deste mês, recopila as suas histórias.

O jornal La Provincia, da cidade italiana de Como, onde vive o cronista de Avvenire, informa: “Ana e Sergio estão na Itália há 30 anos, desde que conseguiram escapar das torturas e da perseguição da ditadura argentina graças à ajuda do papa Francisco. Jorge Mario Bergoglio agiu como Oscar Schindler, o empresário que salvou centenas de judeus dos nazistas”.

Com a permissão do editor para investigar o caso, Nello começou a entrevistar pessoas e viu surgirem aos poucos novos testemunhos.

“O papa talvez não vá confirmar nunca, mas descobrimos que naquela época ele tinha criado uma rede de solidariedade para salvar os dissidentes e perseguidos, uma corrente em que cada elo não sabia do outro”.

A investigação não foi fácil, porque muitos amigos de Bergoglio não contaram quase nada sobre as pessoas salvas pelo papa e porque o então provincial dos jesuítas nunca se vangloriou da sua obra humanitária.

O cronista italiano indica dois motivos para essa discrição. O primeiro, contado por um amigo de Bergoglio: “O papa não quer espetáculos de marketing em volta da imagem dele”. E o segundo, deduzido pelo autor: “Por causa da dor diante de tudo o que aconteceu naqueles anos, em particular pelos desaparecidos, pelas crianças arrancadas das mães assassinadas, pelas torturas…”. Para Bergoglio, “ter salvado alguém não é nada diante da dor dessas pessoas”.

Os relatos de Nello evocam de alguma forma o dia 10 de abril deste ano, em que Francisco enviou uma carta à Associação das Mães de Praça de Maio, assinada pelo número dois do equivalente ao ministério de Assuntos Exteriores do Vaticano: “O santo padre participa da sua dor e da de tantas mães e familiares que padeceram e padecem a perda trágica de entes queridos naqueles momentos da história argentina”.

Uma das testemunhas, um homem que não era batizado nem crente e que na época trabalhava em uma revista, declara: “Bergoglio me protegeu, e, graças aos jesuítas, eu consegui escapar, primeiro para o Uruguai e depois para o Brasil”. Finalmente, ele zarpou “num barco mercante para a Itália”.

(Fonte: Agência Zenit)

Apresenta a sua Família ao Papa Francisco

Apresenta a sua Família ao Papa Francisco, novo concurso do Vaticano

ROMA, 04 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Pontifício Conselho para a Família do Vaticano lançou um concurso no que poderão participar os mais novos da casa. Para isso devem desenhar as suas famílias e enviar os desenhos ao Papa. Os desenhos ganhadores serão apresentados ao Papa Francisco durante a Peregrinação das Famílias ao Túmulo de Pedro em Roma, nos dias 26 e 27 de outubro deste ano.

O Pontifício Concílio para a Família da Santa Sé lançou esta convocatória a todas as crianças entre 3 e 11 anos de idade, para que enviem até o dia 30 de setembro desenhos de sua família em uma folha A4/letter em formato eletrônico indicando seu nome, idade e lugar de procedência.

Os desenhos ganhadores também serão publicados nos jornais locais, “IL Giornalino” e “G-Beby” e projetados durante as atividades da peregrinação.

O correio eletrônico para enviar os desenhos é: roma2013@family.va

(Fonte: Agência Zenit)

Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia?

Papa Francisco: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”
Primeira audiência do Papa Francisco depois das férias de verão da Europa

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 04 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Os mais de 22 mil metros quadrados da Praça de São Pedro ficaram pequenos para acolher a multidão que hoje se reuniu para participar da primeira catequese das quartas-feiras, depois de dois meses de recesso, do Papa Francisco. Os peregrinos eram tantos que chegavam à Via della Conciliazione.

No início da Audiência, até parecia que o Papa não queria chegar à sua Sede, enquanto dava voltas e mais voltas em toda a Praça para quase cumprimentar um por um todos os presentes. Incontáveis as crianças e deficientes beijados e abraçados ao longo do percurso. Sorrisos e bençãos não pararam de sair do Santo Padre Francisco enquanto a multidão gritava: Francisco, Francisco, Francisco…

A leitura do Evangelho de Mateus foi ocasião para o Papa lembrar, nessa quarta-feira, a sua viagem à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, no mês de Julho desse ano. Tudo resumido em trêsKeywords, como de costume: acolhida, festa e missão.

Papa Francisco agradeceu à Nossa Senhora Aparecida a graça dessa viagem, e ressaltou a sua importância para a Igreja na América Latina. Aparecida é importante para a igreja do Brasil e da América Latina: lugar onde os bispos viveram uma Assembléia geral com o Papa Bento XVI, e continente onde se encontra a “maioria dos católicos do mundo”, destacou o Papa.

Acolhida

“Brava gente, questi brasiliani!!! Brava gente!”, Excelentes pessoas, estes brasileiros!!! Excelentes pessoas, disse o Papa, ao referir-se à primeira ideia da sua catequese de hoje: acolhida. A acolhida que as paróquias e o povo brasileiro deram aos peregrinos foi algo fantástico, disse o Papa, porque transformou os incômodos normais de uma peregrinação em ocasiões de amizade. “Assim cresce a Igreja em todo o mundo, como uma rede de grande amizade em Jesus Cristo”.

Festa

A segunda ideia que a experiência da JMJ trouxe ao Papa foi a de festa. A JMJ é sempre uma festa. Quando um cidade está cheia de jovens cantando, juntos, é uma festa. “E a festa maior é a festa do Senhor”, disse o Papa. Na JMJ essa festa acontece, principalmente, no momento central, na vigília da noite do sábado e na missa de envio no domingo. Só o Senhor dá a verdeira festa. “Sem o amor de Deus não há verdadeira festa para o homem”, ressaltou.

Missão

Missão. Essa foi a terceira ideia que a JMJ trouxe ao Papa. A JMJ foi caracterizada por um tema missionário: “Ide e fazei discípulos a todos os povos”. Escutamos a palavra de Jesus hoje, disse o Papa. É a missão que Ele nos dá a todos. Saiam de vocês mesmos para levar a luz e o amor do evangelho a todos. Até mesmo o local onde se pronunciou essa mensagem de Jesus lá no Rio de Janeiro, às margens do oceano e diante de uma multidão incontável na praia foi um lugar simbólico, “que lembrava as margens do mar da galileia”.

“Eu estou convosco todos os dias”, destacou o Papa, dizendo que isso é fundamental. Só com Cristo podemos levar o Evangelho. Sem Ele não podemos nada. Ainda uma pessoa que aos olhos do mundo não é nada, aos olhos de Deus é muito.

Nesse momento, o Papa levantou os olhos e interpelou os presentes na Praça de São Pedro: “Eu não sei se há jovens na Praça hoje… Há jovens na Praça? – e os peregrinos responderam com força: Sim!!! E continuou: “Vocês querem ser esperança para Deus? Vocês querem ser uma esperança para a Igreja?”, ao que responderam: Sim! E disse o Papa: “um coração jovem que se transforma em Cristo… Vocês, jovens, devem se transformar em esperança, abrir as portas para um mundo novo de esperança… querem ser esperança para todos nós?”

Então o Pontífice perguntou: “O que significa aquela multidão de jovens que encontraram Jesus no Rio de Janeiro?”, esses jovens não terminaram nos jornais – disse o Papa – porque não são violentos, porque não fazem notícia…, mas – continuou – se permanecem unidos a Jesus são muito fortes.

E Francisco, olhando novamente para todos reunidos na Praça de São Pedro, disse: “Vocês tem a coragem de aceitar esse desafio? Vocês tem essa coragem? Não escutei…” Ao que responderam: Sim!!!. E continuou o Papa: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”

A verdadeira experiência da JMJ nos traz a boa notícia. “Somos amados por Deus, que é Nosso Pai, que enviou Jesus para salvar-nos, para perdoar-nos tudo. “Ele sempre perdoa porque é bom e misericordioso”, disse Francisco.

E concluiu o Papa: “Acolhida, festa e missão. Que essas palavras sejam alma da nossa vida e da nossa comunidade”.

Ao final da audiência o Papa recordou que próximo sábado todos viveremos uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. “Também pela paz nos nossos corações, porque a paz começa no coração!” O pontífice por fim exortou os fieis romanos e os peregrinos a participarem da vigília de oração, “aqui, na Praça de São Pedro às 19hs, para invocar ao Senhor o grande dom da paz. Que se levante forte, em toda a terra, o grito pela paz!”.

(Fonte: Agência Zenit)

Dia de jejum e oração pela Síria

Dia de jejum e oração pela Síria: “Não tenham medo de dar a seus filhos um almoço austero”

ROMA, 04 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, convidou as famílias, pais, filhos, e avós, a reunir-se no próximo dia 7 de setembro para o dia de jejum e oração que o Papa Francisco convocou para pedir a paz na Síria, Oriente Médio e no mundo.

“Queridos pais, não tenham medo de propor aos seus filhos um almoço austero e mínimo, será a ocasião para lhes explicar o que está acontecendo no mundo e como estes fatos terríveis não podem deixar-nos indiferentes. Convido-os a acolherem a proposta do Papa e a viverem também em casa o gesto do jejum e da oração”, animou Dom Paglia em 3 de setembro conforme informou o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano.

As contínuas notícias que chegam da Síria sobre um possível ataque da comunidade internacional a este país em guerra “interpelam o coração, a nossa inteligência, e a nossa fé”, e é necessário que este dia de jejum e oração, “seja acolhido com grande seriedade e compromisso de todos”, acrescentou.

“Não se esqueçam de convidar os avós e os idosos para este almoço feito com pouca comida e muitas palavras, se algum deles experimentou tempos de guerra, poderá explicar o que significou viver sob as bombas e na incerteza do amanhã e qual era o sentido de suas orações naqueles dias”.

“E vós jovens, não se lamentem se no sábado não há grandes pratos sobre a mesa, mas deem graças aos seus pais pelo que lhes propõem, é mais, exijam deles uma explicação e os motivos pelos que vale a pena continuar e habitar esta terra marcada muito frequentemente, por lutos e violência”, convidou.

Junto à dureza das notícias, Dom Paglia animou a não se esquecerem de comunicar a esperança da paz oferecida por Jesus ressuscitado, que reconciliou o mundo com gestos doando-se a si mesmo, em lugar de usar gestos violentos e vingativos.

“Rezem unidos na mesa, orem! Pelas famílias da Síria, pelas crianças que morrem todos os dias, pelo ódio e pela fome, pelos governantes chamados a encontrar as soluções de paz e não a violência”, exortou.

Por último o Arcebispo Paglia convidou a recitar junto à família um salmo, ler uma página do Evangelho, rezar uma dezena do Terço, fazer uma oração livre em voz alta, ou fazer um canto simples, ou qualquer ato que mais lhes seja propício para interceder, “e meter-se no meio do mistério do mal que marca a nossa história e no mistério do Deus da paz que a cura e a salva”, concluiu.

No dia 1º de setembro o Papa Francisco convidou todos os cristãos, os membros de outras religiões e homens de boa vontade a juntar-se a esta convocatória, e anunciou que nesse mesmo dia, de 19h a 23h (hora local), será celebrada na Basílica de São Pedro, uma vigília de oração para pedir a paz definitiva no país árabe.

Como fazer o jejum e a oração na Jornada convocada por Francisco?

O beato João Paulo II também convocou uma jornada semelhante depois do atentado das Torres Gêmeas

Por Rocio Lancho García

ROMA, 04 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Diante dos momentos dolorosos que está sofrendo a nação Síria por causa da violência, o santo padre propôs um dia de jejum e oração no qual convida os cristãos, fieis de outras religiões e homens e mulheres de boa vontade a participarem desta jornada. Pedir pela paz no mundo e especialmente neste momento pela paz na Síria, unirá o coração e os desejos de muitas pessoas neste sábado dia 7 de Setembro.

O beato João Paulo II teve uma iniciativa semelhante em 2001, após os ataques às Torres Gêmeas em Nova York, quando convidou a viver o dia 14 de dezembro daquele ano como um dia de jejum e oração para que Deus concedesse ao mundo “uma paz estável, fundada na justiça” e convidou representantes das religiões do mundo a Assis no dia 24 de janeiro de 2002 para rezar pela superação das oposições e para promover a paz autêntica”.

Jejuar também significa ser solidário e entender a situação das milhares de pessoas que todos os dias passam fome no mundo. Este sábado também pode ser um tempo para explicar até mesmo para os menores da casa o sentido de fazer este sacrifício, que está longe de ser um ato desprovido de significado.

Em uma nota divulgada pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas na época, ofereceram algumas reflexões sobre o significado do jejum e da oração.

O dia de jejum, indica, não deve ser entendido apenas de acordo com as formas jurídicas do Código de Direito Canônico; “mas em um sentido mais amplo, que envolva livremente a todos os fieis: as crianças, que voluntariamente fazem renúncias em favor dos seus irmãos pobres; os jovens, muito sensíveis à causa da justiça e da paz; todos os adultos, menos os doentes, sem excluir os anciãos”.

” Em todas as grandes experiência religiosas o jejum ocupa um lugar importante”, explica. “O jejum implica uma atitude de fé, de humildade, de total dependência com Deus. Já no Antigo Testamento há exemplos em que o jejum é usado para “se preparar para o encontro com Deus; antes de enfrentar uma tarefa difícil ou pedir o perdão de uma culpa; para expressar a dor causada por uma desgraça familiar ou nacional; mas o jejum, inseparável da oração e da justiça, está orientado principalmente para a conversão do coração, sem a qual, como os profetas já denunciavam, não tem sentido”. Do mesmo jeito encontramos o exemplo na vida de Jesus, quando jejuou durante 40 dias no deserto antes de começar a sua vida pública.

Na nota também explica que “fieis à tradição bíblica, os santos padres tiveram muita consideração pelo jejum. De acordo com eles, a prática do jejum facilita a abertura do homem a outro alimento: o da Palavra de Deus e do cumprimento da vontade do Pai; e em estreita ligação com a oração, fortifica a virtude, suscita a misericórdia, implora o socorro divino, leva à conversão do coração”.

O documento, no final, explica que ” a prática do jejum é dirigida ao passado, ao presente e ao futuro: ao passado, como reconhecimento das culpas contra Deus e contra os irmãos, das quais todos estamos manchados; ao presente, para aprender a abrir os olhos para as necessidades dos outros ou à realidade que nos rodeia; ao futuro, para acolher no coração a realidade divina e renovar, a partir do dom da misericórdia de Deus, a comunhão com todos os homens e com toda a criação, assumindo responsavelmente a tarefa que cada um de nós tem na história”.

Traduzido do original espanhol por Thácio Siqueira

(Fonte: Agência Zenit)

Fofocas que matam

VATICANO, 02 Set. 13 / 04:04 pm (ACI/EWTN Noticias).- Onde está Deus não há ódio, inveja e ciúmes, e não existem aquelas fofocas que matam os irmãos, disse o Papa Francisco nesta manhã na Santa Marta, onde voltou a celebrar aMissa com diversos grupos após a pausa para o período de descanso no verão europeu.

O encontro de Jesus com seus conterrâneos, os habitantes de Nazaré, como conta o Evangelho de São Lucas proposto pela liturgia do dia, esteve no centro da homilia do Papa.

Os nazarenos admiram Jesus, observou o Pontífice, mas esperam dele algo assombroso: “queriam um milagre, queriam o espetacular” para acreditar nele. Desta maneira Jesus destacou que eles não tinham fé e “eles ficaram furiosos, levantaram-se e o expulsaram da cidade.?Levaram-no até o alto do monte?sobre o qual a cidade estava construída,?com a intenção de lançá-lo no precipício”.

“Mas vejam como a coisa mudou: começaram com beleza, com admiração e terminaram com um crime: querendo matar Jesus. Isto por ciúme, inveja, todas essas coisas… Esta não é uma coisa que aconteceu há dois mil anos: isto acontece a cada dia no nosso coração, nas nossas comunidades. Quando em uma comunidade se diz: ‘Ah, que bom que veio esta pessoa!’. Se fala bem no primeiro dia; nem tanto no segundo, e no terceiro se começa a fofocar e terminam machucando-o”.

Assim os nazarenos “queriam matar Jesus”. “Mas aqueles que em uma comunidade falam mal dos irmãos, dos membros da comunidade, também querem matar: é a mesma coisa! O Apóstolo João, na primeira Carta, capítulo III, versículo 15, diz-nos: ‘Quem odeia seu irmão é assassino’. Nós estamos acostumados aos mexericos, às fofocas. Quantas vezes nossas comunidades, também nossa família, são um inferno onde se gera esta criminalidade de matar o irmão e a irmã com a língua!”.

“Uma comunidade, uma família -continuou o Papa- é destruída por esta inveja, que o diabo semeia no coração e que faz que um fale mal do outro, e assim se destrua”.

“Nestes dias -sublinhou- estamos falando tanto da paz”, vemos as vítimas das armas, mas é necessário pensar também nas nossas armas cotidianas: “a língua, as fofocas, os mexericos”. Cada comunidade, concluiu o Papa, deve viver com o Senhor e ser “como o Céu”.

“Para que haja paz em uma comunidade, em uma família, em um país, no mundo, é necessário estar com o Senhor. E onde está o Senhor não há inveja, não há criminalidade, não há ódio, nem ciúmes. Existe fraternidade. Peçamos ao Senhor para não matarmos jamais o próximo com nossa língua e estar com Ele, assim como estaremos todos com ele no Céu. Assim seja”.

(Fonte: ACI Digital)

A encíclica Lumen Fidei se torna bestseller

A encíclica Lumen Fidei se torna bestseller em apenas um mês
Esperadas agora a nova encíclica Bem-aventurados os pobres e a exortação pós-sinodal sobre a nova evangelização

Por Redacao

ROMA, 28 de Agosto de 2013 (Zenit.org) – A encíclica Lumen Fidei (A luz da fé), a primeira do papa Francisco, escrita em conjunto com Bento XVI e publicada em 5 de julho, vem se revelando um verdadeiro bestseller. A Rádio Vaticano informa que, no primeiro mês de divulgação, foram vendidos só na Itália 200.000 exemplares da edição da Livraria Editora Vaticana (LEV).

Os números são particularmente impactantes porque o texto foi publicado em pleno início do período de verão europeu. Outras editoras estão publicando a encíclica com autorização da LEV.

A emissora vaticana recorda ainda que outros textos do papa Francisco são esperados para dentro de algumas semanas: a exortação apostólica pós-sinodal sobre a nova evangelização, cuja publicação deveria coincidir com o encerramento do Ano da Fé (24 de novembro próximo) e o projeto de uma nova encíclica sobre a pobreza, cujo título seria Beati pauperes (Bem-aventurados os pobres).

(Fonte: Agência Zenit)

Participar das audiências com o Papa Francisco

ROMA, 28 Ago. 13 / 03:42 pm (ACI).- Cada vez mais gente chega a Roma com o desejo de ver o Papa Francisco. O Pontífice tem dois encontros semanais fixos com os peregrinos: a oração do Ângelus que acontece aos Domingos na Praça de São Pedro e a audiência geral de toda quarta-feira.

A Prefeitura da Casa Pontifícia é o organismo do Vaticano que se encarrega de regular os bilhetes de entrada e informou como fazer para consegui-los. São sempre gratuitos, mas é preciso solicitá-los.

Ao Ângelus que acontecem todos os domingos e dias festivos se pode ir sem necessidade de bilhete. O Papa aparece da janela do apartamento pontifício e realiza uma breve catequese, reza o Ângelus e comenta questões de atualidade.

As audiências gerais das quartas-feiras começam às 10h30. Costumam ser na Praça de São Pedro, mas quando chove ou no inverno, celebram-se na sala Paulo VI.

Se for com um grupo se recomenda informar ao Vaticano a que paróquia, escola ou coletivo pertence para que se possa anunciar em público antes do início.

O Papa Francisco dedica muito tempo antes da audiência a percorrer a Praça de São Pedro cumprimentando os peregrinos, por isso é bom chegar ao lugar ao menos uma hora antes do início da Audiência.

Os peregrinos podem acompanhar o pedido de bilhetes de entrada com cartas de recomendação de seu pároco ou com alguma explicação dos serviços especiais que prestam à Igreja. O Papa, ao final da audiência, costuma cumprimentar pessoalmente alguns dos peregrinos que vão a Roma.

Também a Prefeitura da Casa Pontifícia regula o acesso às cerimônias litúrgicas que o Papa celebra. É bom pedir as entradas com antecipação e confirmar depois as reservas. Há celebrações como o Natal e a Semana Santanas que a basílica de São Pedro não pode receber a todos os peregrinos que vão para Roma nesses dias.

O Papa Francisco, desde o primeiro dia de seu pontificado, quis estar muito próximo dos peregrinos. É muito fácil estar perto do Papa, mas é preciso estar atentos: Ele passa antes de começar as audiências cumprimentando e abençoando a todos os presentes. Nas cerimônias, antes da Missa vai recolhido e em silêncio até o altar para celebrar a Missa, mas, quando a liturgia termina, sobe ao papamóvel ou passa pelos corredores da basílica para cumprimentar e abençoar a todos os peregrinos.

Para pedir os bilhetes de entrada é necessário escrever para: Prefeitura da Casa Pontifícia. 00120 Cidade do Vaticano. Deverá indicar: data da audiência geral ou celebração litúrgica; quantidade de entradas solicitadas, nome/Grupo; endereço de correio, telefone e fax.

A Prefeitura enviará uma comunicação em resposta escrita, por fax ou correio normal (não eletrônico), somente a quem reside fora de Roma.

Os bilhetes são inteiramente gratuitos?e deverão ser retirados no Serviço instituído para o efeito situado dentro do Portão de Bronze (colunata da direita, na Praça de S. Pedro) a partir das 15h00 à 19h00 no dia anterior ou mesmo na manhã da Audiência das 08h00 às 10h30; para as cerimônias litúrgicas, desde o dia anterior ou por comunicação prévia.

Para baixar o formulário de pedido pode fazê-lo aqui:

http://www.vatican.va/various/prefettura/po/biglietti_po.html

(Fonte: ACI Digital)

HABEMUS PAPAM – FRANCISCUM

HABEMUS PAPAM – FRANCISCUM

 FRANCISCUS

13 de março de 2013

Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam:

Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Georgium Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio qui sibi nomen imposuit Franciscum

Felicitações ao Santo Padre

Bênção Apostólica “Urbi et Orbi”:

Irmãos e irmãs, boa-noite!

Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]

E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!

E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.

[…]

Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.

[Bênção]

Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!