Intenções de oração do Papa para o mês de Fevereiro

O Santo Padre pede para rezar pela missão evangelizadora e pelas pessoas idosas

Por Redacao

ROMA, 03 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de fevereiro de 2014 é “Para que a sabedoria e a experiência das pessoas idosas sejam reconhecidas na Igreja e na sociedade”. Por outro lado, a sua intenção evangelizadora é “para que sacerdotes, religiosos e leigos colaborem generosamente na missão de evangelização”.

Desde o início de seu pontificado, o papa Francisco tem insistido várias vezes que os idosos são “o tesouro da sociedade”.

“Um povo que não respeita os avós é um povo sem memória e, portanto, sem futuro”, disse em sua homilia de Santa Marta no dia 19 de novembro de 2013. Explicando que “os idosos são os que nos trazem a história, nos trazem a doutrina, nos trazem a fé e no-la deixam de herança. São os que, como o bom vinho velho, têm esta força dentro para dar-nos uma herança nobre”.

Da mesma forma, o Santo Padre alertou para o risco de excluí-los na sociedade.

Foi o que ele explicou no Rio de Janeiro na catedral, no encontro com os jovens argentinos, falando da exclusão dos “dois polos da vida que são as promessas dos povos”, os idosos e os jovens. “Exclusão dos anciãos, claro está, porque não se pode pensar que possa existir uma espécie de eutanásia escondida; ou seja, não se cuida dos anciãos; mas também está a euntanásia cultural: não lhes deixam falar, não lhes deixam atuar”, disse Francisco. Pedindo aos anciãos para “não desistirem de ser a reserva cultural do nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo”.

E mais uma vez insistiu neste Angelus do 29 de dezembro. Falou de “exilados escondidos”, dentro das próprias famílias. “Os anciãos, por exemplo, que as vezes são tratados como um estorvo. Muitas vezes penso que um sinal para saber como vão as coisas em uma família é ver como são tratadas as crianças e os anciãos”.

Trad. TS

O Santíssimo Nome de Jesus

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Redação (Quinta-feira, 02-01-2014, Gaudium Press– E seu nome será: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9, 5).

Sim, quanto é maravilhoso, rico e simbólico este nome que, segundo o Profeta Isaías, significa “Deus conosco”! Como o Arcanjo Gabriel deve ter enlevado a Santíssima Virgem Maria – que ponderava todas as coisas em seu coração – com estas palavras no momento da Anunciação: “E Lhe porás o nome de Jesus”! (Lc 1,31).jesus_cristo_1.jpg

Fecunda fonte de inspiração

Esta frase, que ficou indelevelmente gravada no Imaculado Coração de Maria, chega aos ouvidos dos fiéis de todos os tempos, no orbe terrestre inteiro, fecundando os bons afetos de todo homem batizado. Ao longo dos séculos, diversas almas monásticas e contemplativas foram inspiradas por ela a tal ponto que inúmeras composições de canto gregoriano versam sobre o suave nome do Filho de Deus.

Há uma misteriosa e insondável relação entre o nome de Jesus e o Verbo Encarnado, não sendo possível conceber outro que lhe seja mais apropriado.

É o mais suave e santo dos nomes. Ele é um símbolo sacratíssimo do Filho de Deus, e sumamente eficaz para atrair sobre nós as graças e favores celestiais. O próprio Nosso Senhor prometeu: “Qualquer coisa que peçais a meu Pai em meu nome, Ele vo-la concederá” (Jo 14,13). Que magnífico convite para repeti-lo sem cessar e com ilimitada confiança!

Invoque este nome poderosíssimo!

A Santa Igreja, mãe próvida e solícita, concede indulgências a quem invocá-lo com reverência, inclusive põe à disposição de seus filhos a Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus, incentivando-os a rezá-la com freqüência.

No século XIII, o Papa Gregório X exortou os bispos do mundo e seus sacerdotes a pronunciar muitas vezes o nome de Jesus e incentivar o povo a colocar toda sua confiança neste nome todo poderoso, como um remédio contra os males que ameaçavam a sociedade de então. O Papa confiou particularmente aos dominicanos a tarefa de pregar as maravilhas do Santo Nome, obra que eles realizaram com zelo, obtendo grandes sucessos e vitórias para a Santa Igreja.

Um vigoroso exemplo da eficácia do Santo Nome de Jesus verificou-se por ocasião de uma epidemia devastadora surgida em Lisboa em 1432. Todos os que podiam, fugiam aterrorizados da cidade, levando assim a doença para todos os recantos de Portugal. Milhares de pessoas morreram. Entre os heróicos membros do clero que davam assistência aos agonizantes estava um venerável bispo dominicano, Dom André Dias, o qual incentivava a população a invocar o Santo Nome de Jesus.

Ele percorria incansavelmente o país, recomendando a todos, inclusive aos que ainda não tinham sido atingidos pela terrível enfermidade, a repetir: Jesus, Jesus! “Escrevam este nome em cartões, mantenham esses cartões sobre seus corpos; coloquem-nos, à noite, sob o travesseiro; pendurem-nos em suas portas; mas, acima de tudo, constantemente invoquem com seus lábios e em seus corações este nome poderosíssimo”.

Maravilha! Em um prazo incrivelmente curto o país inteiro foi libertado da epidemia, e as pessoas agradecidas continuaram a confiar com amor no Santo Nome de nosso Salvador. De Portugal, essa confiança espalhou-se para a Espanha, França e o resto do mundo.

Uma retribuição agradável a Deus

O ardoroso São Paulo é o apóstolo por excelência do Santo Nome de Jesus. Diz ele que este é “o nome acima de todos os nomes”, e louva seu poder com estas palavras: “Ao nome de Jesus dobrem-se todos os joelhos nos céus, na terra e nos infernos” (Fil 2,10).jesus_cristo_2.jpg

São Bernardo era tomado de inefável alegria e consolação ao repetir o nome de Jesus. Ele sentia como se tivesse mel em sua boca, e uma deliciosa paz em seu coração. São Francisco de Sales não hesita em dizer que quem tem o costume de repetir com freqüência o nome de Jesus, pode estar certo de obter a graça de uma morte santa e feliz. Outro imenso favor!

Mas este grande dom não nos pede alguma retribuição?

Sim. Além de muita confiança e gratidão, o desejo sincero de viver em inteira consonância com as infinitas belezas contidas no santíssimo Nome de Jesus. E também – a exemplo do venerável bispo português Dom André Dias – o empenho em divulgá-lo aos quatro ventos. Digna de honra e louvor é a mãe verdadeiramente católica, que ensina seus filhos a pronunciar os doces nomes de Jesus e de Maria mesmo antes de dizer mamãe e papai, bem como a pautar sua vida pela desses
dois modelos divinos.

* * * * * * * * * *

Muitos habitantes de Jerusalém assistiram à cena tão bem narrada nos Atos dos Apóstolos, que o leitor tem a impressão de estar também presente.

Pedro e João subiam ao Templo para rezar. Um coxo de nascença, postado na Porta Formosa, lhes pediu esmola.

– Olha para nós! – disse-lhe o Príncipe dos Apóstolos. – O pobre fitou-os com atenção, perguntando- se quanto iria receber.

– Não tenho prata nem ouro, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda. – Dando um salto, o aleijado pôs-se de pé e entrou com eles no Templo, saltando e louvando a Deus. E de tal forma agarrou-se aos dois Apóstolos que em torno destes juntou-se uma multidão estupefata. Ao ver isso, Pedro assim falou:

– Varões israelitas, por que olhais para nós, como se por nosso poder tivéssemos feito andar este homem? O Deus de nossos pais glorificou seu filho Jesus. Mediante a fé em seu nome é que esse mesmo nome deu a cura perfeita a este homem que vós vedes e conheceis.

Não há outro nome pelo qual sejamos salvos

Continuou São Pedro seu discurso, exortando os ouvintes à conversão, até ser interrompido por alguns sacerdotes e saduceus, acompanhados do chefe da guarda do Templo, o qual prendeu os dois homens de Deus. No dia seguinte, foram eles conduzidos à presença do Sumo Sacerdote e seu Conselho.

– Com que poder e em nome de quem fizestes isso? – perguntaram-lhe. A resposta veio serena, mas firme:

– Príncipes do povo e anciãos, ouvi- me! Já que somos aqui interrogados sobre a cura de um homem enfermo, seja notório a todo o povo de Israel que é em nome de Jesus Cristo Nazareno, é por ele que este homem está são diante de vós. Não há salvação em nenhum outro, porque não há sob o céu nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos.

Por que proibir?

A firmeza do Primeiro Papa deixou desconcertados os inimigos de Jesus. Fazendo-os sair da sala do Conselho, jesus_cristo_3.jpgdeliberaram entre si: “Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar. Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos que no futuro falem a alguém nesse nome” (At 4, 16-17).

Chamaram, então, de volta os dois discípulos do Senhor e os intimaram terminantemente a nunca mais falar ou ensinar em nome de Jesus. Ordem à qual, aliás, Pedro e João declararam de forma categórica que não obedeceriam, pois deviam obediência a Deus antes de tudo. Qual o motivo de tão injustificada proibição?

Na perspectiva dos inimigos de Deus e de sua Igreja, não é difícil entender a razão: muitos dos que ouviram aquela pregação de São Pedro creram, “e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil” (At 4, 4). Compreende-se, assim, a sanha do Sinédrio, pois percebia bem que, nessa proporção, em pouco tempo a Igreja se expandiria por todo o mundo.

Pregar o Evangelho é proclamar o nome de Jesus

Como poderia a Santa Igreja deixar de orar, pregar, batizar e curar em nome de Jesus?

Desde os primeiros dias do Cristianismo, pregar o Evangelho é proclamar esse nome glorioso entre todos. É pelo seu poder divino que se operam os milagres: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas (…) imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16, 17-18).

O nome do Redentor não podia deixar de ocupar um lugar proeminente na vida da Igreja, uma vez que Ele próprio afirmou: “Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei” (Jo 14, 13). E no ato do Batismo, pelo qual nasce o cristão, é “em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” que a alma é lavada, santificada e justificada (Cf. 1Co 6, 11).

Tudo isso tem uma valiosa aplicação em nossa vida de católicos: a invocação do Santíssimo Nome de Jesus é uma fonte inesgotável de graças para a santificação pessoal e as obras de evangelização. (In Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2005, n. 37, p. 22-25)

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Haiti: famílias continuam fugindo, como a de José, Maria e Jesus

A Conferência Episcopal do Haiti denuncia a luta fratricida pelo poder e pede que o Natal seja celebrado como um encontro fraterno

Por Redacao

ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – “O drama sócio-político de muitos países, incluindo o nosso, é parecido em muitos aspectos com o do país de Jesus. O destino trágico do nosso povo está marcado por grandes sofrimentos e situações de conflito que acarretam forte impacto na vida de todos os haitianos e de toda a nação, tornando cada vez mais difícil a nossa convivência como povo”. As palavras são dos bispos do Haiti em sua mensagem de Natal.

A Conferência Episcopal do Haiti destaca que “hoje continuamos criando situações de desconfiança e de exclusão que paralisam o nosso presente, ameaçam o nosso futuro e contribuem para alienar as nossas relações com Deus, com nós mesmos, com os outros e com o meio ambiente”.

Os bispos mencionam em sua mensagem “a interminável luta fratricida pelo poder, a falta de respeito pelos outros, pelas normas e pelas leis; a crítica negativa e destrutiva; a degradação moral e a perda da moral; a má gestão administrativa e a corrupção; a polarização política, que causa paralisia; o aumento da intolerância a ponto de se chegar ao desprezo pelos outros; o crescente abismo entre ricos e pobres”.

A mensagem prossegue dizendo que “o Menino Jesus foi vítima de ameaças e de exclusão. Maria e José fugiram com ele para o Egito. Como ele, muitas famílias haitianas continuam fugindo, enfrentando o mar, arriscando a vida para cruzar a fronteira, sofrendo humilhação, rejeição, exclusão e a negação dos seus direitos fundamentais. Nas suas viagens para o exterior em busca de uma vida melhor, elas encontram o abuso, a degradação, a xenofobia e até a morte”.

Apesar de tudo, a Conferência Episcopal do Haiti faz um convite à esperança: “A celebração do Emmanuel traz para as famílias a oportunidade de se encontrarem; que para nós, haitianos, homens e mulheres, filhos e filhas da mesma terra, ela traga a possibilidade de um encontro fraterno para sairmos das nossas noites de medo, de desconfiança, de exclusão e de confronto”.

(Fonte: Agência Zenit)

A Importância de celebrar o Nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro

Sabemos que o Império Romano perseguiu pesadamente os cristãos por quase três séculos; desde Nero em 64, mas, por fim, depois de muitos mártires e o trabalho incansável de evangelização dos primeiros cristãos, o grande Império, o maior de todos os tempos, se converteu ao cristianismo quando o Imperador Constantino, o Grande, se converteu e proibiu a perseguição aos cristãos pelo Edito de Milão, no ano 313. “A espada romana se curvou diante da Cruz de Cristo”, como disse Daniel Rops.

Depois, no ano 385 o grande imperador cristão romano, Teodósio, pelo Edito de Tessalônica, adotou o cristianismo como a religião oficial do Império. Mas, ainda no tempo do paganismo, os romanos adoravam o deus Sol e celebravam a festa do seu nascimento “Natalis solis invicti”. O Imperador de Roma, Aureliano (270-275) tornou oficial e tradicional a comemoração do sol nascente e invencível.

Acontece que no dia 22 de dezembro ocorre o solstício de inverno no hemisfério Norte, isto é, o dia em que a Terra tem o seu eixo vertical com a máxima inclinação, fazendo com que no Norte se tenha o dia mais curto e a noite mais longa do ano; ao contrário do que ocorre no hemisfério Sul na mesma data.

Os romanos pagãos consideravam isso uma ameaça dos deuses, porque dia-a-dia, na chegada do inverno, as horas de sol sobre a Terra diminuía, até chegar ao máximo que eles consideravam ser no dia 25  de dezembro. Então, por medo ofertavam aos deuses desagravos, rituais e celebrações longas, para impedir que a ira dos deuses impedisse a luz do sol de iluminar a Terra.

Os cristãos, embora convertidos, tinham saudades dessas majestosas festas do Sol Invicto Nascente, que começava a voltar a iluminar a Terra. Pedagogicamente, e sabiamente, a Igreja passou a comemorar nesse mesmo dia, o nascimento do verdadeiro Sol, como disse o profeta Malaquias,  “Sol da Justiça que traz a salvação em seus raios” (Ml 3, 20). Então, o Messias Salvador passou a ser  mostrado na cultura deles, a “Luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32). “Eu sou a Luz do mundo” (Jo 1, 9).

Com base em um antigo mosaico do século III, encontrado no Vaticano no Mausoléu dos Iulii, onde se vê as imagens de Cristo e do Sol sobre uma carruagem triunfante, acredita-se que o Imperador Constantino, que construiu a primeira Basílica de São Pedro, ter sido um dos primeiros a fixar nessa data a celebração do Natal. Mas a declaração oficial da Igreja foi feita pelo Papa Júlio I (337-352). E o primeiro calendário a marcar esse fato foi editado por Filocalos (354).

Sabemos que Jesus prometeu a Pedro, o Papa, que tudo o que ele ligasse na Terra seria ligado no céu (Mt 16,19); é um carisma da Cátedra infalível do Papa. Assim, pela Promessa de Jesus, o céu também celebra o Nascimento do Salvador em 25 de dezembro. Desta forma, a Igreja nos ensina que quando celebramos uma festa litúrgica, fixada pelo Papa, participamos das mesmas graças dispensadas por Deus no próprio acontecimento comemorado. Logo, celebrar o Natal em 25 de dezembro, com fé, é receber as graças do Nascimento de Jesus, qualquer que tenha sido o dia em que nasceu.  Abramos o coração, acolhamos o Redentor feito homem e lhe demos glória como os Anjos, os pastores de Belém e os Reis Magos. “Glória in excelsis Deo”.

Prof. Felipe Aquino

(http://cleofas.com.br/a-importancia-de-celebrar-o-nascimento-de-jesus-no-dia-25-de-dezembro/)

Era o mais desprezado e abandonado de todos…

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Quanto mais Jesus Cristo tentava fazer o bem aos outros, tanto mais era rejeitado. No fim de sua vida na Terra, o Homem-Deus se sentira completamente só e isolado, abandonado por todos, inclusive por aqueles a quem mais Ele estimava: “[…] nunca ninguém sofreu tanto quanto Ele, não só na ordem física, mas sobretudo na ordem moral: abandono, ingratidões, crueldades […]”[1].

* O inteiro abandono

É por isso que nas sérias e solenes cerimônias da Semana Santa nos deparamos com uma triste realidade: é o pecado dos pecados, a infâmia das infâmias, a traição por excelência… o Deicídio. Apesar de Deus, Nosso Senhor, na sua infinita Bondade, ter operado incalculáveis milagres e haver perdoado até os piores pecados, Ele foi odiado, caluniado, perseguido e até assassinado… Qual o homem que não se comove ao meditar nestas pungentes cenas? Essa ingratidão, entretanto, Nosso Senhor a carregou por inteiro desde o início da Encarnação até a sua Crucifixão. É alguns trechos que as Sagradas Escrituras nos revelam.

Tomando o primeiro evangelho, podemos ressaltar as seguintes passagens:

* Alguns exemplos nos relatos de São Marcos

Primeiramente, Nosso Senhor, na sua divina misericórdia, absolve os pecados do paralítico e depois o cura. E o que os escribas dizem? “Como pode Ele falar deste modo? Está blasfemando. Só Deus pode perdoar pecados” (Mc. 2, 7). E mais tarde, devido aos numerosos exorcismos, “os escribas vindos de Jerusalém diziam que Ele estava possuído por Beelzebú e expulsava os demônios pelo poder do chefe dos demônios” (Mc 3, 22). Primeira rejeição: a dos escribas.

* A segunda rejeição

Qual foi a reação dos fariseus e herodianos, quando Nosso Senhor curou o homem da mão seca, na Sinagoga da Galileia? “Saindo daí, imediatamente os fariseus, com os herodianos, tomaram a decisão de eliminar Jesus.” (Mc. 3,6). Segunda rejeição: a dos herodianos e fariseus.

* E a sua familia?

Poderíamos pensar que a rejeição de seus inimigos seria normal. Até aqui não temos grande surpresa. Mas, inclusive a sua própria família, as pessoas em que ele deveria encontrar apoio, o considera um louco: “Jesus voltou para casa, e outra vez se ajuntou tanta gente que eles nem mesmo podiam se alimentar. Quando seus familiares souberam disso, vieram para detê-lo, pois diziam: ‘Está ficando louco'”. (Mc. 3, 20-21).

Todavia, nem sequer em sua Pátria Ele era acolhido: “Jesus, então, dizia-lhes: ‘Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa'” (Mc 6,4). Terceira rejeição: a de seus familiares e de sua Pátria.

* Entre os doze também há falta de amor

Aproxima-se a Paixão: Nosso Senhor já foi condenado por seus inimigos e abandonado por sua Pátria e seus familiares. Mas, seu sofrimento não podia piorar? Aqueles que mais tinham recebido haveriam também de abandoná-Lo, e até de trai-Lo! “Judas Iscariotes, um dos doze, foi procurar os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus. Ouvindo isso, eles ficaram contentes e prometeram dar-lhe dinheiro. Judas, então, procurava uma oportunidade para entregá-lo.” (Mc 14, 10-11).

Mesmo seus seguidores mais íntimos, os discípulos, “estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia à frente, e eles, assombrados, seguiam com medo.” (Mc 10, 32-34). Perderam a confiança nEle. Já tinham dado o primeiro passo para abandoná-lo: a falta de confiança e medo. O segundo passo, eles o dariam no Horto das Oliveiras: “Então, abandonando-O, todos os discípulos fugiram” (Mc 14, 50). “O isolamento e a perspectiva da dor são os dois sofrimentos ápices do Homem Deus no Horto das Oliveiras.”[2] Até mesmo São Pedro, o primeiro Papa o nega três vezes, jurando: “Não conheço esse Homem de quem falais” (Mc 14, 71). Quarta rejeição: dos discípulos e apóstolos.

* O Homem Deus tinha de se rebaixar até aos criminosos

Abandonado por quase todos, faltava ainda a injúria e a rejeição dos condenados. Para escândalo de todos, e para que se cumprissem as profecias, Nosso Senhor é crucificado no meio de dois criminosos, um à sua direita e outro à sua esquerda (Cf. Mc 15, 27; Mt 27, 44). Neste trecho, São Marcos e São Mateus afirmam que os dois ladrões lançavam injúrias, pois queriam sublinhar quanto Nosso Senhor estava abandonado e rejeitado na Cruz. Ao contrário, São Lucas afirma que um se convertera, pois todo seu evangelho é voltado para a misericórdia divina (Cf. Lc 23, 39). O ilustre São João Crisóstomo resolve esta aparente contradição afirmando que aconteceram ambas as coisas: no início, os ladrões lançavam impropérios, mas depois, um reconheceu o crucificado e confessou o seu reinado.[3]

* A consumação do divino sacrifício

Finalmente, para consumar todo seu sacrifício, na sua natureza humana o Homem Deus se sente abandonado pela primeira pessoa da Santíssima Trindade, seu próprio Pai: “[…] Elwi Elwi lema sabacqani” [4] (Mc 15,34). Este foi o pior de todos os sofrimentos, pois Ele se sentiu inteiramente isolado, sem ninguém que o entendesse, auxiliasse e animasse. Ele se sentira abandonado até mesmo por quem Ele amava infinitamente!

Foi assim que Nosso Senhor chegou ao extremo da rejeição, do desprezo e do isolamento para que se cumprisse a profecia: “Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.” (Is. 53, 3).

Por Eduardo Noubleau

[1] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Os sacrifícios do varão católico. São Paulo, 15/03/1988. Conferência. (Arquivo ITTA-IFAT).

[2] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Os sacrifícios do varão católico. Op. Cit. (Arquivo ITTA-IFAT).

[3] Cf. JOÃO CRISÓSTOMO, Santo. In Paraliticum demissum per tectum, 3: PL 51, 53-54.

[4] “[…] meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53577#ixzz2mb0wKRqk)

O Advento é o momento oportuno para voltarmos os olhos para o menino Jesus

Belo Horizonte – Minas Gerais (Quarta-feira, 04-12-2013, Gaudium Press“O Advento é o momento oportuno para voltarmos os olhos para o menino Jesus e escutarmos a sua voz, que amorosamente toca o coração da humanidade e nos chama para fazer o bem”, foi o que disse o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, à Gaudium Press.

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Explicando sobre o significado do período do Advento, comemorado pela Igreja no mês de dezembro, o prelado afirma que este é o momento ideal “de nos prepararmos para acolher de coração o mais importante e completo presente dado à humanidade: Jesus Cristo, o Filho amado de Deus Pai e único Senhor e Salvador”.

“N’Ele, unicamente, está a fonte da sabedoria. Suplicar a graça de recebê-la e, de fato, possuí-la, no tempo do Advento, deve ser o mais importante desejo de todo coração humano”.

Dom Walmor, ao destacar as principais características das celebrações durante este tempo litúrgico, ressalta que o Advento deve ser observado como o “tempo de expectativa”, onde cristão “é chamado a receber dignamente o Senhor”.

“É tempo de escuta da Palavra, tempo de espera, celebrado com sobriedade e com uma alegria discreta. Tempo singular que a humanidade tem para renovar suas forças e encher-se da sabedoria que o mistério da encarnação do Verbo de Deus revela, possibilitando a conquista e a vivência de autêntica fraternidade e solidariedade”, acrescenta.

Para o Arcebispo, assim como em cada tempo litúrgico, o Advento traz suas próprias marcas durante as quatro semanas destinadas à preparação “para uma autêntica celebração do Natal”, onde a Igreja “proclama para povoar o coração dos seus fiéis e interpelar a consciência de homens e mulheres de boa vontade”.

De acordo com Dom Walmor, o caminho de preparação para um novo tempo deve passar pela reflexão interna e individual dos fiéis. “Nas paróquias e comunidades de Fé, os sacerdotes conduzem os fiéis para que vivam este tempo com plenitude verdadeira”, explica.

O prelado acredita que este período litúrgico possui uma dimensão mariana, pois, “Deus, em seu amor, escolheu Maria para ser a Mãe de seu filho, Jesus Cristo”, sendo Ela quem viveu o Advento mais importante da história.

“Ela gerou o Salvador, viveu o mistério da maternidade e se preparou para receber Jesus, possibilitando que as promessas de Deus se cumprissem”, observa.

Nossa Senhora, segundo Dom Walmor, é para a humanidade a porta-voz da vida e da esperança e o Advento é o tempo mariano por excelência, pois, nos tempos atuais, a Virgem Santíssima nos ensina a vivê-lo por meio de seu exemplo.

Concluindo a entrevista, o Arcebispo enaltece Maria Santíssima como “o modelo que está colocado no horizonte de nossas vidas para inspirar os passos de nossa caminhada”, sendo um exemplo para a Igreja e para cada discípulo.

“Ela ensina a sermos sempre atentos aos apelos de Deus, disponíveis para nossas vocações, mais acolhedores às vontades do Pai. Sem as manchas do pecado original, sua vida de santidade, doação e amor se torna fonte perene de bênçãos e de graças e inspiração para que cada um viva o Advento plenamente”.

Por Leandro Massoni Ilhéu

(http://www.gaudiumpress.org/content/53627#ixzz2mb0ToMPF)

Procurava ver Jesus

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa. Carta 119, ao prior dos religiosos oliventinos

«Procurava ver Jesus»

Escrevo-vos com o desejo de que sejais um bom e corajoso pastor, que apazigue e governe com zelo perfeito as ovelhas que vos foram confiadas, imitando assim o doce Mestre da verdade, que deu a sua vida por nós, ovelhas transviadas, que estávamos longe do caminho da graça. É verdade […] que não o podemos fazer sem Deus e que não podemos possuir Deus permanecendo na terra. Mas eis um doce remédio: quando o coração é pequeno e humilde, é preciso agir como Zaqueu, que não era grande e subiu a uma árvore para ver Deus. O seu zelo fez com que merecesse escutar essa doce palavra: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»

Devemos fazer assim quando somos baixos, quando temos o coração pequeno e pouca caridade: é preciso subir à árvore da mui santa cruz e de lá veremos e tocaremos Deus. Lá encontraremos o fogo da sua caridade inexprimível, o amor que O conduziu até à vergonha da cruz, que O exaltou e O fez desejar, com o ardor da fome e da sede, honrar seu Pai e obter a nossa salvação. […] Se assim quisermos, se a nossa negligência não levantar obstáculos, poderemos, subindo à árvore da cruz, realizar em nós essa palavra saída da boca da Verdade: «Quando Eu for elevado da terra atrairei todos a Mim» (cf Jo 12,32 Vulg). Com efeito, quando a alma se eleva deste modo, vê as benfeitorias da bondade e do poder do Pai […], vê a clemência e a abundância do Espírito Santo, esse amor inexprimível que prega Jesus ao madeiro da cruz. Nem os pregos nem cordas podiam prendê-Lo ali: somente a caridade. […] Subi a essa santa árvore onde se encontram os frutos maduros de todas as virtudes que o corpo do Filho de Deus nos traz; correi com ardor. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Doce Jesus, Jesus amor.

A misericórdia de Jesus é a nossa força e esperança

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 18-11-2013, Gaudium PressEm mais uma mensagem destinada aos seus fiéis seguidores no Twitter (@Pontifex), neste último sábado, 16, o Santo Padre lembrou da misericórdia e do amor de Jesus para com seus irmãos.

Na mensagem, o Papa disse que “Jesus quis conservar as suas chagas para nos fazer sentir a sua misericórdia. Esta é a nossa força, a nossa esperança”. (LMI)

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/53025#ixzz2l5ODu81y )

Tomar a Cruz e levá-la com Jesus

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 24-10-2013, Gaudium Press) Em suas recentes homilias e reflexões, o Papa Francisco vem frisando a Cruz como um elemento de extrema importância na vida do cristão.papa_francisco.jpg

Nesta quinta-feira, 24, em sua conta oficial no Twitter (@Pontifex), o Santo Padre publicou: “Ser cristão significa renunciar a nós mesmos, tomar a Cruz e levá-la com Jesus. Não há outro caminho”.

Vale ressaltar que, no dia 27 de setembro deste ano, durante sua homilia, na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Pontífice afirmou que, para verificarmos se um cristão é um verdadeiro cristão é testarmos a sua capacidade de suportar, com alegria e paciência, as humilhações.

O mistério da Santa Cruz também foi lembrado pelo Papa, na Festa de Exaltação da Santa Cruz. Na ocasião, o Pontífice apontou que no mistério da Cruz, encontramos a história do homem e a história de Deus, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz.

No último dia 10 de outubro, ele publicou em seu Twitter: “O mistério da Cruz, um mistério de amor, pode-se compreender na oração. Rezar e chorar de joelhos diante da Cruz”. (LMI)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52139#ixzz2ijXd7nxT

Jesus Cristo fundou alguma Igreja?

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Por Edson Sampel

SãO PAULO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Jesus Cristo fundou a Igreja católica. Grafa-se corretamente a palavra “católica”, que quer dizer universal, com cê minúsculo, porque não se trata de um nome próprio, mas de um atributo da única Igreja de Cristo.

Vejamos alguns trechos da constituição dogmática Lumen Gentium: A) “Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.” (N. 14a, grifos meus); B) “Este sacrossanto sínodo, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo pastor eterno fundou a santa Igreja (…) e [Jesus] quis que os sucessores dos apóstolos fossem em sua Igreja pastores até a consumação dos séculos.” (N. 18b, grifos meus).

No ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé, através da declaração Dominus Iesus, reiterou a doutrina bimilenar: A) “Deve-se crer firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por ele [Cristo] fundada.” (N. 16b, grifos meus); B) “Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja católica” (N. 16c, grifos meus); C) “Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste (continua a existir) na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.” (N. 17a, grifos meus).

Os dois documentos supramencionados, embora embasados, é óbvio, tanto na sagrada tradição quanto na sagrada escritura, não deixam de ser uma referência mais para os católicos.

Nossos irmãos separados, os temporãos no cristianismo (século XVI), não podem, todavia, negar a história. Desta feita, muito tempo antes do Concílio de Niceia, no século IV, data em que alguns protestantes querem ver o início do catolicismo, o papa Clemente (+97), por exemplo, com autoridade doutrinal, dirige-se à Igreja de Corinto. O papa Vitor I (+199) teve atuação decisiva na escolha da data da Páscoa, em controvérsia com outras comunidades. Os papas Zeferino (+217) e Calixto (+222), na questão sobre a penitência, na disputa sobre o batismo dos hereges, também deram a última palavra. Santo Inácio elogia a Igreja de Roma, em virtude de ser ela a sé primeira. Santo Irineu exige a união doutrinal com a Igreja de Roma. São Cipriano, por seu turno, vê naquela Igreja a fonte da unidade eclesiástica. São Jerônimo, o tradutor da bíblia, escreve ao papa Dâmaso I (+384), dizendo que “no meio das convulsões da heresia ariana, a verdade encontra-se somente com Roma.”

Na Igreja católica apostólica romana está atuante e vigorosa a totalidade dos recursos salvíficos legados pelo divino salvador, sobremodo os sete sacramentos.

(Fonte: Agência Zenit)

Papa Francisco no Angelus: Como os Apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumentai a nossa fé!”

Pontífice reforça pedido de oração pelas pessoas que perderam suas vidas em Lampedusa,

CIDADE DO VATICANO, 06 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas neste domingo, 6 de outubro, diante de uma multidão de fieis reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Antes de tudo, gostaria de agradecer a Deus pelo dia que vivi em Assis, antes de ontem. Foi a primeira vez que eu fui a Assis e foi um grande presente fazer esta peregrinação justamente na festa de São Francisco. Agradeço ao povo de Assis pela calorosa acolhida: muito obrigado!

Hoje, a passagem do Evangelho começa assim: “Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta-nos a fé!’” (Lc 17, 5-6). Eu acho que todos nós podemos fazer nossa essa invocação. Nós também, como os Apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumentai a nossa fé!”. Sim, Senhor, a nossa fé é pequena, a nossa fé é fraca, frágil, mas nós a oferecemos assim como ela é, para que o Senhor a faça crescer. Parece bom repetir isto juntos: “Senhor, aumenta a nossa fé!” Façamos? Todos: Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta em nós a nossa fé! A faça crescer!

E o Senhor, o que nos responde? A resposta é: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá” (v. 6). A semente de mostarda é muito pequena, mas Jesus disse que basta ter uma fé pequena, porém verdadeira e sincera para realizar as coisas humanamente impossíveis e impensáveisE é verdade! Todos nós conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que realmente move montanhas! Pensemos, por exemplo, em certas mães e pais que enfrentam situações muito difíceis ou em alguns doentes até mesmo terminais que transmitem serenidade para aqueles que vão visitá-los. Essas pessoas, por causa de sua fé, não se vangloriam do que fazem, aliás, como diz Jesus no Evangelho, elas dizem: “Somos servos como quaisquer outros. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17, 10). Quantas pessoas entre nós tem essa fé forte, humilde e que faz tanto bem!

Neste mês de outubro, especialmente dedicado às missões, pensemos nos missionários, homens e mulheres que para anunciar o Evangelho superaram obstáculos de todos os tipos, deram realmente a vida, como São Paulo diz a Timóteo: “Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho” (2 Tm 1, 8). Isso, no entanto, aplica-se a todos: cada um de nós, na própria vida cotidiana deve testemunhar Cristo, com a força de Deus, a força da fé. A fé muito pequena que temos, mas que é forte! Com esta força, dar testemunho de Jesus Cristo, ser cristãos com a vida, com o nosso testemunho!

Como obtemos essa força? De Deus, na oração. A oração é a respiração da fé: numa relação de confiança, num relacionamento de amor, não pode faltar o diálogo e a oração é o diálogo da alma com Deus. Outubro é também o mês do Rosário, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, Beata Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este ato de confiança em nossa Mãe e recebamos de suas mãos o Rosário. O Rosário é uma escola de oração, o Rosário é uma escola de fé.

Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Ontem, em Modena, foi beatificado Rolando Rivi, um seminarista daquela região, Emilia, que foi morto em 1945, quando tinha 14 anos, de ódio por sua fé, culpado apenas por vestir uma batina naquele período de violência desencadeada contra o clero, que levantava a voz para condenar em nome de Deus, os massacres do pós-guerra. Mas a fé em Jesus vence o espírito do mundo! Damos graças a Deus por este jovem mártir, testemunha heróica do Evangelho. Quantos jovens de 14 anos, hoje, têm diante de si este exemplo: um jovem corajoso, que sabia para onde deveria ir, conhecia o amor de Jesus em seu coração e deu a sua vida por Ele. Um exemplo bonito para os jovens.

Gostaria de recordar-me com vocês das pessoas que perderam suas vidas em Lampedusa, na quinta-feira passada. Vamos todos rezar em silêncio por estes nossos irmãos e irmãs: mulheres, homens, crianças… Deixemos chorar nossos corações. Rezemos em silêncio.

Saúdo com afeto os peregrinos, especialmente as famílias e os grupos paroquiais. Saúdo os fiéis da cidade de Mede, aqueles de Poggio Rusco, e os jovens de Zambana e Caserta.

Um pensamento especial para a comunidade peruana de Roma, que trouxe em procissão a imagem sagrada do Señor de los Milagros. Eu vejo daqui a imagem, ali, no meio da praça. Saudemos todos ao Señor de los Milagros, ali, na praça! Saúdo os fiéis do Chile e o grupo Bürgerwache Mengen da diocese de Rottenburg -Stuttgart, na Alemanha.

Saúdo o grupo de mulheres que vieram de Gubbio, a chamada “Via Francigena Franciscana”; saúdo os líderes da Comunidade de Santo Egídio em vários países asiáticos – são bons, estes de Sant’Egidio! Saúdo os doadores de sangue da ASFA de Verona e os de AVIS Carpinone; o do Conselho Nacional AGESCI, o grupo de aposentados do Hospital Santa Ana em Como, o Instituto das Canossianas de Brescia e a Associação “Missão Effatà”.

Desejo a todos um bom domingo. Bom almoço e adeus!

Tradução: ZENIT/ Com informações da Rádio Vaticana

(Fonte: Agência Zenit)

Contemplar a humanidade sofredora de Jesus para viver o perdão, exorta o Papa

Foto Grupo ACI

VATICANO, 12 Set. 13 / 03:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- “A humanidade sofredora” de Jesus e a “doçura” de Maria são os dois polos a que todo cristão deve olhar para conseguir viver o que nos pede o Evangelho, assim o afirmou nesta manhã o Papa Francisco em sua homilia da Missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano, o Papa disse que o Evangelho é exigente, pede “coisas fortes” a um cristão: capacidade de perdoar, magnanimidade, amor pelos inimigos… Há só uma maneira para conseguir coloca-las em prática: “contemplar a Paixão, a humanidade de Jesus” e imitar o comportamento da Mãe.

Justamente à Virgem, de quem hoje a Igreja recorda seu “Santo Nome”, o Papa dedicou seu primeiro pensamento da homilia. A respeito da comemoração de hoje, disse que antigamente esta festa era conhecida como o “Doce Nome de Maria”. Depois mudou a definição, “mas na oração ficou esta doçura de seu nome”.

“Hoje temos necessidade da doçura da Virgem para compreender estas coisas que Jesus nos pede, não? Porque estas não são coisas fáceis de viver. Amar os inimigos, fazer o bem, emprestar sem esperar nada… A quem te bater na face, oferece também a outra, a quem te rasga o manto não reter também a túnica… Coisas fortes, não? Mas tudo isto, a seu modo, foi vivido por Maria: é a graça da docilidade, a graça da mansidão”.

Também São Paulo, na Carta aos Colossenses da liturgia do dia, convida os cristãos a revestir-se de “sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão”, de tolerância e de perdão recíproco.

E aqui, comentou Francisco, “imediatamente se gera nossa pergunta: mas, como posso fazer isto? Como me preparo para fazer isto? O que devo estudar para fazer isto?”. A resposta “é clara”: “Nós, com nosso esforço, não podemos fazê-lo. Nós não podemos fazer isto. Só uma graça pode fazê-lo em nós”. E esta graça, acrescentou, passa por um caminho preciso:

“Pensar somente em Jesus. Se o nosso coração, se a nossa mente está com o Jesus, o triunfante, que venceu a morte, o pecado, o demônio, tudo, podemos fazer isto que nos pede o próprio Jesus e que nos pede o Apóstolo Paulo: a mansidão, a humildade, a bondade, a ternura, a docilidade, a magnanimidade”.

“Se não olhamos, se não estamos com Jesus, não podemos fazer isto. É uma graça: é a graça que vem da contemplação de Jesus”.

Em particular há um aspecto específico da vida de Jesus ao que deve dirigi-la contemplação do cristão: sua Paixão, a sua “humanidade sofredora”. “É assim da contemplação de Jesus, de nossa vida escondida com Jesus em Deus, podemos levar adiante estas atitudes, estas virtudes que o Senhor nos pede. Não há outro caminho”.

“Pensar no seu silêncio manso: este será seu esforço. Ele fará o resto. Ele fará tudo o que falta. Mas deve fazer isto: esconder sua vida em Deus com Cristo. Isto se faz com a contemplação da humanidade de Jesus, da humanidade que sofre. Não há outro caminho: não existe outro”.

“É o único. Para ser bons cristãos, contemplar a humanidade de Jesus e a humanidade sofredora. Para dar testemunho, para poder dar este testemunho. Para perdoar, contempla Jesus Sofredor. Para não odiar o próximo, contempla Jesus sofredor. Para não falar contra o próximo, contempla Jesus sofredor. É o único. Esconde sua vida com Cristo em Deus: este é o conselho que nos dá o Apóstolo. É o conselho para chegar a ser humildes, mansos e bons, magnânimos e ternos”

(Fonte: ACI Digital)

Encontrados no Santo Sudário restos de unguentos de 2 mil anos atrás

Valência, 01 de maio de 2012 (ACIDIGITAL) – A investigadora italiana Marzia Boi assegurou nesta segunda-feira, 30 de abril, em Valência que os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não só correspondem com os que foram se depositando fortuitamente no tecido ao longo da história, mas também guardam uma correspondência “com os dos unguentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos”, informou a Arquidiocese de Valência em um comunicado.

O trabalho da pesquisadora, exposto no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário que se celebra em Valência, se acrescenta a outros estudos apresentados neste simpósio que mostram a compatibilidade entre o corpo envolvido com a Síndone e o de Jesus Cristo.

Em sua exposição, Marzia Boi, que trabalha no laboratório de Botânica do departamento de Biologia da Universidade das Ilhas Balear, argumentou também que no Evangelho se descreve que a sepultura de Jesus foi realizada com honras de reis, “o que implicava a preparação do cadáver com bálsamos e óleos”.

Ao analisar no microscópio as fotos dos polens extraídos em anteriores investigações sobre o Santo Sudário, a investigadora identificou tipos de plantas que “conforme está documentado desde antigo”, eram usualmente utilizadas para os enterros.

Entre elas, no Santo Sudário há polens principalmente de Helichrysum, segundo sua observação, assim como láudano, terebinto, gálbano aromático ou lentisco.

A identificação dessas plantas supõe, segundo a Dra. Boi, “um dado adicional que confirma que o homem do Sudário poderia ser Jesus”.

A investigadora indicou que a revisão por parte de especialistas paleólogos de todos os “polens do sudário ajudaria a identificá-los melhor”. Do mesmo modo, ela reparou em que os óleos e ungüentos presentes no manto o conservaram por conterem potentes elementos repelentes de insetos e fungos.

Fonte: ACIDIGITAL