Beato José de Anchieta será canonizado este ano, confirma Dom Damasceno

Roma, 27 Fev. 14 / 11:57 am (ACI).- Na manhã desta quarta-feira, 18, o Arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, afirmou em coletiva de imprensa no Santuário Nacional que o Jesuíta, Beato José de Anchieta, será canonizado este ano em uma cerimônia presidida pelo Papa em Roma. A data da canonização que ainda será definida pela Santa Sé. Ainda segundo o prelado, esta poderia acontecer em abril.

O comunicado da Santa Sé sobre a canonização do beato veio por meio de um telefonema do próprio Papa Francisco a Dom Damasceno.  A notícia em favor do defensor dos indígenas, catequista, considerado apóstolo do Brasil, foi recebida com alegria pelo Cardeal.

“José de Anchieta deixou marcar profundas no início da colonização do Brasil, como também na sua evangelização. Eu creio que ele merece ser cultuado por toda a Igreja”, afirmou Dom Damasceno à Rádio Vaticano.

Ao responder positivamente, o papa nos enche de alegria e satisfação, principalmente nos locais por onde ele passou: São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Ele é uma pessoa que marcou a nossa história desde o início”, afirmou o cardeal.

A cerimônia não será na praça de São Pedro, mas em uma das igrejas de Roma, disse ainda o presidente da CNBB à Rádio Vaticano. Na mesma ocasião serão canonizados missionários que se santificaram no Canadá.

Beato José de Anchieta, conhecido como o Apóstolo do Brasil, nasceu em 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ingressou na Companhia de Jesus e foi enviado como missionário ao Brasil. Foi ordenado sacerdote em 1566 e ocupou o cargo de superior de comunidades e provincial de toda a missão no Brasil, trabalho que foi realizado com grande sabedoria e segurança. Faleceu no ano 1597.

O beato foi escolhido como um dos intercessores da JMJ Rio 2013

Para acompanhar a canonização do Apóstolo do Brasil os fiéis podem recitar a oração ao Beato:

Bem-aventurado José de Anchieta,
missionário incansável e Apóstolo do Brasil,
abençoai a nossa Pátria e a cada um de nós.
Inflamado pelo zelo da glória de Deus, consumistes a vida na
promoção dos indígenas, catequizando, instruindo, fazendo o
bem. Que o legado de vosso exemplo frutifique novos apóstolos
e missionários em nossa terra.
Professor e mestre, abençoai nossos jovens, crianças e
educadores.
Consolador dos doentes e aflitos, protetor dos pobres e
abandonados, velai por todos aqueles que mais necessitam e
sofrem em nossa sociedade, nem sempre justa, fraterna e cristã. Santificai as famílias e comunidades, orientando os que regem os destinos do Brasil e
do Mundo.
Através de Maria Santíssima, que tanto venerastes na terra,
iluminai os nossos caminhos, hoje e sempre.

Amém.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26770)

Papa Francisco: “José, homem fiel e justo que preferiu acreditar no Senhor”

Palavras do Papa Francisco durante o Angelus

Por Redacao

ROMA, 22 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Publicamos a seguir as palavras que o Santo Padre pronunciou hoje às 12hs, antes e depois da oração do Angelus, aos fieis e peregrinos reunidos na praça de São Pedro:

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Queridos irmãos e irmãs, bom dia !

Neste quarto domingo de Advento, o Evangelho nos narra os acontecimentos que precederam o nascimento de Jesus, e o evangelista Mateus nos apresenta do ponto de vista de São José, o prometido esposo da Virgem Maria.

José e Maria moravam em Nazaré; ainda não moravam juntos, porque o matrimônio ainda não tinha sido concluído. Enquanto isso, Maria, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo, ficou grávida por obra do Espírito Santo. Quando José percebeu este fato, ficou confuso. O Evangelho não explica quais eram os seus pensamentos, mas nos diz o essencial: ele procura fazer a vontade de Deus e está pronto para a renúncia radical. Em vez de se defender e fazer valer os seus direitos, José escolhe uma solução que representa para ele um enorme sacrifício. E o Evangelho diz: “Porque era um homem justo e não queria acusá-la publicamente, resolveu deixá-la em segredo” ( 1, 19).

Esta pequena frase resume um verdadeiro drama interior, se pensarmos no amor que José tinha por Maria! Mas, mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, sem dúvida com grande dor, abandonar Maria em segredo. Devemos meditar nessas palavras, para entender a prova que José teve que enfrentar nos dias que precederam o nascimento de Jesus. Uma prova parecida com aquela do sacrifício de Abraão, quando Deus lhe pediu seu filho Isaque (cf. Gn 22): renunciar à pessoa mais preciosa, à pessoa mais amada.

Mas, como no caso de Abraão, o Senhor interveio: ele encontrou a fé que buscava e abre um caminho diferente, um caminho de amor e felicidade: “José – lhe diz – não temas receber Maria, como sua esposa. De fato, a criança que nela foi gerada vem do Espírito Santo” (Mt 1, 20).

Este Evangelho nos mostra toda a grandeza de alma de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservou para ele um outro projeto, uma missão maior. José era um homem que sempre dava ouvidos à voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que lhe vinham do profundo do coração e do alto. Não ficou obstinado em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas estava preparado para colocar-se à disposição da novidade que, de forma desconcertante, era-lhe apresentada. Era assim, era um homem bom. Não odiava, e não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma. Mas quantas vezes em nós o ódio, a antipatia também, o rancor nos envenenam a alma! E isso faz mal. Não permiti-lo nunca: ele é um exemplo disso. E assim, José se tornou ainda mais livre e grande. Aceitando-se de acordo com o projeto do Senhor, José encontra plenamente a si mesmo, além de si. Esta sua liberdade de renunciar ao que é seu, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho.

Nos dispomos agora a celebrar o Natal contemplando Maria e José: Maria, a mulher cheia de graça que teve a coragem de confiar totalmente na Palavra de Deus; José, o homem justo e fiel que preferiu acreditar no Senhor, em vez de ouvir as vozes da dúvida e do orgulho humano. Com eles, caminhamos junto rumo a Belém.

Depois do Angelus

Leio ali, escrito grande: “Os pobres não podem esperar”. Que bonito! E isso me faz pensar que Jesus nasceu em um estábulo, não nasceu em uma casa. Depois teve que fugir, ir ao Egito para salvar sua vida. Finalmente, voltou para sua casa em Nazaré. E eu penso hoje, também lendo este escrito, em tantas famílias sem casa, seja porque nunca a tiveram, seja porque a perderam por tantos motivos. Família e casa vão juntos. É muito difícil levar adiante uma família sem habitar em uma casa. Nestes dias de Natal, convido a todos – pessoas, entidades sociais, autoridades – a fazer todo o possível para que cada família possa ter uma casa.

Saúdo com afeto a todos vós, queridos peregrinos de vários países para participar deste encontro de oração. O meu pensamento vai às famílias, aos grupos paroquiais, às associações e aos fieis individualmente. Em particular, saúdo a comunidade do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, a Banda de música de San Giovanni Valdarno, os jovens da paróquia São Francisco Nuovo em Rieti, e os participantes do revezamento que começou em Alexandria e chegou a Roma para testemunhar o compromisso com a paz na Somália.

A todos da Itália que se reuniram hoje para manifestar o seu compromisso social, desejo dar uma contribuição construtiva, rejeitando as tentações do confronto e da violência, e seguindo sempre o caminho do diálogo, defendendo os direitos.

Desejo a todos um bom domingo e um Natal de esperança, de justiça e de fraternidade. Bom almoço e nos vemos!

(Tradução Thácio Siqueira)

(Fonte: Agência Zenit)

Haiti: famílias continuam fugindo, como a de José, Maria e Jesus

A Conferência Episcopal do Haiti denuncia a luta fratricida pelo poder e pede que o Natal seja celebrado como um encontro fraterno

Por Redacao

ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – “O drama sócio-político de muitos países, incluindo o nosso, é parecido em muitos aspectos com o do país de Jesus. O destino trágico do nosso povo está marcado por grandes sofrimentos e situações de conflito que acarretam forte impacto na vida de todos os haitianos e de toda a nação, tornando cada vez mais difícil a nossa convivência como povo”. As palavras são dos bispos do Haiti em sua mensagem de Natal.

A Conferência Episcopal do Haiti destaca que “hoje continuamos criando situações de desconfiança e de exclusão que paralisam o nosso presente, ameaçam o nosso futuro e contribuem para alienar as nossas relações com Deus, com nós mesmos, com os outros e com o meio ambiente”.

Os bispos mencionam em sua mensagem “a interminável luta fratricida pelo poder, a falta de respeito pelos outros, pelas normas e pelas leis; a crítica negativa e destrutiva; a degradação moral e a perda da moral; a má gestão administrativa e a corrupção; a polarização política, que causa paralisia; o aumento da intolerância a ponto de se chegar ao desprezo pelos outros; o crescente abismo entre ricos e pobres”.

A mensagem prossegue dizendo que “o Menino Jesus foi vítima de ameaças e de exclusão. Maria e José fugiram com ele para o Egito. Como ele, muitas famílias haitianas continuam fugindo, enfrentando o mar, arriscando a vida para cruzar a fronteira, sofrendo humilhação, rejeição, exclusão e a negação dos seus direitos fundamentais. Nas suas viagens para o exterior em busca de uma vida melhor, elas encontram o abuso, a degradação, a xenofobia e até a morte”.

Apesar de tudo, a Conferência Episcopal do Haiti faz um convite à esperança: “A celebração do Emmanuel traz para as famílias a oportunidade de se encontrarem; que para nós, haitianos, homens e mulheres, filhos e filhas da mesma terra, ela traga a possibilidade de um encontro fraterno para sairmos das nossas noites de medo, de desconfiança, de exclusão e de confronto”.

(Fonte: Agência Zenit)