O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos

O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos
Pe. João Chagas, Responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, comenta a Mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 07 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Papa Francisco como temas das três próximas edições da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) trata, versículos bíblicos tirados das Bem-aventuranças. Tais temas  marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Sucessor de Pedro prevista para Cracóvia (Polônia) em julho de 2016.

“Não há nada mais revolucionário do que viver o Evangelho,  que de um certo modo está sintetizado nas Bem-aventuranças”, afirma Pe. João Chagas, responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os leigos (PCL), comentando as palavras do Santo Padre citadas no início da mensagem para a JMJ 2014.

A mensagem do Papa Francisco para a JMJ de 2014, cujo tema é: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3) foi divulgada nesta quinta-feira, 6 de fevereiro. Por isso, ZENIT conversou com Padre João Chagas que, junto aos demais colaboradores do Setor Jovem, é responsável pela organização da JMJ.

“Na mensagem o Santo Padre – explica Pe. João- afirma que Cristo é o Bem-aventurado por excelência, aquele que encarna as Bem-aventuranças desde o seu nascimento na gruta de Belém até a sua morte e ressurreição.”

Como os jovens podem viver essa mensagem na prática? Padre João responde que todos nós somos chamados a uma forte experiência com o amor de Cristo, o pobre por excelência. A partir deste encontro, como São Francisco de Assis, descobrimos a beleza da pobreza e deixamos de lado tudo o que não é essencial, para seguir a Cristo.

“O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos”- exortou Pe. João-. Na mensagem, o Papa convida os jovens a ter coragem: coragem de responder a Jesus que os chama a seguí-Lo, coragem de abraçar a proposta de vida de Cristo, coragem de acolher a verdadeira felicidade que só Deus pode dar, coragem de ir contracorrente, contra o lugar comum imposto pela mentalidade mundana e também a coragem da sobriedade”- destacou o responsável pelo Setor Jovem do PCL.

A coragem da felicidade foi outro ponto da mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014 ressaltada por Pe. João.  “O termo grego usado no Evangelho émakarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes – lê-se na mensagem-. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? – questiona o Santo Padre-.

Depois de explicar o termo,  o Papa cita o Beato Pierjorge Frassati. “Com este exemplo – continua Pe. João-  o Papa Francisco nos diz que não podemos viver uma vida medíocre, mas precisamos aspirar a altos ideais.”

Padre João recordou ainda que no encontro com os jovens das escolas jesuítas, o Papa Francisco falou sobre a importância de educar para a magnanimidade. “Somente se aspirarmos aos grandes ideias, não vamos nos contentar com uma felicidade ‘low cost” – afirma-.

“Muitas vezes, a tentação que o jovem tem diante dos desafios da vida, é a de buscar atalhos para a felicidade. Tais atalhos podem levá-lo para bem longe do verdadeiro caminho de felicidade. A única e verdadeira felicidade, só Deus pode dar. Uma felicidade alcançada também quando vencemos os desafios da vida e não fugimos deles.” – Concluiu Padre João Chagas-.

Esta foi a primeira mensagem do Papa Francisco aos jovens, e também a primeira no itinerário de preparação a Cracóvia 2016. Em 2015 o tema será: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). E por fim, na Jornada de 2016 o versículo 7 do capítulo 5 do Evangelho de Mateus: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”.

(Fonte: Agência Zenit)

Os jovens falam sobre o Papado de Francisco

Passados mais de dez messes de Papado do Papa Francisco, os jovens dizem o que pensam e esperam do Sucessor de Pedro

Por Felipe Ramos

JOãO PESSOA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 03 de março de 2013 o conclave anunciava a fumaça branca que trazia uma novidade para a Igreja, o argentino JorgeMario Bergoglio, o primeiro Papa latino-americano, primeiro jesuíta e o primeiro Francisco. Passados mais de dez messes do seu Papado tudo ainda parece ser novidade, até mesmo para os jovens que estão sempre conectados a tudo que há de novo, e o que será que eles estão pensando e esperando desse Papa que quebra protocolos e até mesmo tira foto para as redes sociais?

Eles vão às ruas para lutar por seus direitos, estão conectados a um mundo na palma da mão em que suas fronteiras parecem não existir, usam as redes sociais para causar revoluções no desejo de um mundo mais justo e com mais amor. Então no meio de tudo isso aparece uma novidade, um senhor já velhinho como Papa que surpreende até os que estavam mais distantes da Igreja e os desafia a sair das teorias e amar na prática.  Usando as redes sociais eles falam tudo o que pensam e esperam do Papado de Francisco:

Ícaro Diniz: “Ele veio revigorar nossas forças”

Kelyane Abreu: “O Papa Francisco vem de fato, reconstruir a Igreja, não apenas fisicamente, a estrutura, mas a Igreja como um corpo, a mentalidade do ser Igreja, reavivar o apaixonamento pela Igreja”. Acredito que esse será um tempo de muitas mudanças, podas de arvores e como toda poda, poderá gerar grandes.

Newton Nascimento: “Ele me passa a certeza do Céu”. Vejo hoje, o Papa Francisco, como Jesus chegou no templo colocando os vendedores para fora, hoje por graça e condução de Deus, foi dada ao Papa esse serviço, que por sinal não é fácil.

Camilla Campos: “Penso que ele veio pra desconfundir a cabeça da galera”.

Jackson Soares : “A sua posição diante da questão da pobreza o torna mais amado ainda por todos”. O que se espera do seu papado é que ele continue essa obra de conscientização do mundo para ajudar os mais necessitados, rezar pela humanidade, buscar a paz.

Matheus Ferreira :” Penso que ele veio para quebrar vários padrões da igreja, e fazer surge um novo conceito de fé aos jovens”

Pedro Paulo Cardoso: “Ele é surpreende”. A começar pela escolha do seu “novo nome” Francisco, Por eu servir na minha paróquia como Catequista, tenho ele como um grande exemplo, pelo fato dele ser Jesuíta (uma congregação que se destaca pelo “Ser Catequista”) , ter sempre uma boa didática e uma forma fácil de falar sobre o Evangelho.

Italo Myke:  “Desde que saiu a fumaça branca na chaminé que eu choro”. Espero que ele nunca mude para poder dizer aos meus filhos, Esse é Francisco filho o Santo da minha geração.

João Pedro O Papa Francisco para os jovens é aquele Novo que há muito tempo estava sendo guardado.

Fernanda Carneiro Leal: “Outros o vêm como algo polêmico que do nada quer fazer mudanças. Amo o Papa, pois expressa seu amor não só por palavras, mas por atos bem concretos, quebrando protocolos”

Um Papa e um amigo.

Na sua grande maioria a certeza que os jovens transmitem é de encontrar um Papa e um amigo, que quebra protocolos para estar mais próximo, sempre mostrando que quem ama quer estar perto, quer seja respondendo cartas de quem o escreve ou tirando foto com a “galera” para as redes sociais, como aconteceu com três jovens na Basílica de São Pedro, no dia 28 de agosto, a foto foi publicada por Fabio Ragona na rede social Twitter e causou grande impacto na internet. Seus discursos desafiam a “geração Y” tão ligada no provisório e ao mesmo tempo o seu sorriso os motiva como alguém que diz: Contem comigo.

Em julho do ano passado  na cidade do Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, Francisco não só fez apenas discípulos, fez também amigos entre todas as nações.

(Agência Zenit)

Jovens espanhóis saem às ruas convidando para que se reze diante do Santíssimo Sacramento

Valência – Espanha (Quarta-feira, 11-12-2013, Gaudium PressA cidade espanhola de Valência acolherá novamente, durante os meses de fevereiro e maio a “Nigthfever”, uma iniciativa promovida por jovens da Arquidiocese, onde eles saem às ruas para convidar as pessoas para entrarem no interior das igrejas e assim rezar diante do Santíssimo Sacramento, que permanece exposto durante toda a noite.

Esta campanha, que nasceu após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2005, em Colônia (Alemanha), e conta com o apoio da Comissão Diocesana da Infância e da Juventude da Arquidiocese de Valência, será realizada mais uma vez na cidade espanhola após o sucesso de duas outras conferências que foram realizadas nos últimos meses de maio e novembro.

“A intenção é que os pedestres possam participar da experiência e aproximar-se de Deus, ainda que levem um tempo sem entrar em uma igreja”, expõem os promotores da iniciativa.

A conferência ocorrerá em Valência no próximo dia 22 de fevereiro a partir das 21h na Paróquia de São Nicolau, e no dia 24 de maio na Basílica da Virgem dos Desamparados.

A iniciativa já atravessou fronteiras e ocorreram experiências semelhantes em países como a Suíça, Grã-Bretanha, Holanda e Canadá, além de outros nos Estados Unidos. (GPE/EPC)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53823#ixzz2nGpbpCSj)

JMJ Rio 2013: agora é o momento mais importante para aprofundar esse acontecimento

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, reflete sobre a JMJ e a atualidade

Por Dom Orani Tempesta, O.Cist.

RIO DE JANEIRO, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – São muitas iniciativas que ocorrem desde que tivemos aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Na realidade, agora é que começamos a escutar a maioria das experiências e ouvir os ecos desse evento que mudou muitos paradigmas de nossa missão evangelizadora.

Para a mídia em geral, o evento já faz parte do passado, e exceto algumas notícias pontuais, não faz mais parte de suas preocupações maiores. Faz parte de nosso tempo de consumismo, descartável rápido. Mas de nossa parte, na realidade, agora é o momento mais importante para um aprofundamento dos acontecimentos.

Como Maria nós guardamos as ações e sinais de Deus em nossas vidas, em nossos corações, ou seja, em nossa mente – para saborear, aprofundar, rever, agradecer. A Primavera que iniciamos nos dá os sinais de que, após os “invernos” da vida e da história, inexoravelmente ocorre a primavera com sua mensagem de um novo nascimento. São sinais daquilo que celebramos de maneira plena na Páscoa: Jesus Ressuscitou! E nós O anunciamos a todos os povos.

Tenho participado de muitos encontros em que as experiências acabam sendo colocadas em comum, juntamente com o agradecimento a Deus por esse momento por nós vivido.

São muitos aspectos que seriam importantes aprofundar e refletir. Aos poucos iremos ecoando cada um deles. Nesta semana tivemos o testemunho de clubes de serviços e de empresa com preocupação ecológica. Dias atrás foram os militares e as forças armadas que deram seu testemunho. Cada dia no encontro com os padres tanto da Arquidiocese como das Dioceses do Regional, visitantes de outras cidades ou mesmo através da comunicação virtual os testemunhos são marcantes. Diga-se isso também das paróquias e vicariatos que se reúnem para momentos de ação de graças, testemunhos, partilhas.

A CNBB, através da Comissão Episcopal para a Juventude, ficou encarregada de organizar os passos seguintes à realização da JMJ. Assim como fez com a organização da peregrinação dos símbolos da Jornada: a cruz e o ícone de Nossa Senhora. Os encontros começam a acontecer, assim como a missão de dinamizar ainda mais o Setor Juventude.

Em nossa arquidiocese, um dos legados prometidos pela organização da JMJ foi a criação de um Instituto da Juventude, em termos e pessoas ainda em estudos. Foram muitos os legados e por isso necessitamos disso para levar adiante essa memória e cultivar as soluções para os novos desafios que sempre ocorrem. Foi um sinal de Deus muito importante e necessitamos continuar cultivando aquilo que foi colocado no coração e na vida de tantas pessoas.

Os outros legados: social, ecológico, cultural, humano, cívico e, principalmente religioso, também deverão aparecer melhor a cada dia no aprofundamento da reflexão. Aliás, se fôssemos recolher tantos testemunhos que chegam ou que expressam teríamos muitos volumes de livros publicados, que seriam para crescimento humano e espiritual das pessoas de boa vontade hoje e amanhã.

E isso não quer dizer que tudo tenha ocorrido bem e sem problemas. Tivemos e temos muita coisa a resolver ainda. Mas a ação de Deus superou toda a expectativa. Foi um investimento impagável para a vida de um povo, principalmente do jovem. As estatísticas de presença da Igreja no país retratam um pouco os dons que vivemos nesses dias e agora começamos a meditar em suas consequências.

O diálogo ecumênico e inter-religioso que foi aprofundado e que clama por mais passos também faz parte desse trabalho. Louvamos a Deus pelos frutos e pedimos que Ele continue nos conduzindo pelos caminhos do diálogo

Muitos comentaristas também estão dizendo que os gestos e os pronunciamentos do Papa Francisco seriam a primeira encíclica propriamente dele em seu pontificado de primeiro papa latino- americano da história. Para nós da América Latina foi também uma bela atualização e interpretação do Documento de Aparecida, principalmente em seus discursos aos Bispos do Brasil e do CELAM.

O acolhimento pelas famílias e paróquias, juntamente com a alegria de quem foi acolhido, a presença e o testemunho dos jovens pelas ruas, avenidas, locais de alimentação, nos transportes e nas celebrações, e a presença alegre e sorridente do Papa Francisco marcam de maneira esplendorosa a JMJ Rio 2013. Sobre esses assuntos, precisaremos nos debruçar com muito afinco e carinho. São preciosidades que necessitamos que venham à tona e nos ajudem a viver ainda mais intensamente a nossa vida e testemunho cristãos nestes tempos de tantas crises, violências, guerras e transformações.

Teremos ainda muitos passos a dar. Que, como Maria, estejamos sempre atentos aos sinais dos tempos e nos coloquemos à escuta do Senhor que nos chama a uma grande missão no mundo de hoje: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. A JMJ ainda está continuando a dar seus frutos nos corações das pessoas e na Igreja no Brasil.

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(Fonte: Agência Zenit)

Equador: três mil jovens fazem promessa de castidade

Semana da família tem ainda 75 casamentos coletivos, um festival artístico e uma exposição dos grupos de leigos

Por Redacao

ROMA, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A arquidiocese de Guayaquil, no Equador, junto com a Pastoral da Família, organizou a Semana da Família entre os dias 16 e 22 de setembro, datas em que se realizaram na cidade várias atividades relacionadas com essa pastoral. O tema central de reflexão foi “Família, Escola de Fé”, com o lema “A minha família e eu serviremos ao Senhor”.

Ontem, 19 de setembro, foram emitidas na catedral metropolitana de São Pedro Apóstolo as promessas de castidade dos jovens. Todos os anos, mais de 3500 jovens fazem esse ato de fé, depois de terem passado por uma série de palestras de formação.

No dia 16 de setembro, houve missas em todas as paróquias em honra dos avós e dos netos. A terça-feira, 17, foi a jornada de formação em que sacerdotes, religiosos e leigos participaram da palestra formativa “A Família como Escola de Fé”, oferecida pela doutora Amparo Medina, presidente da Rede Pró-Vida Equador. Na quarta-feira, 18, aconteceu a consagração das mães grávidas e das crianças menores.

Nesta sexta-feira, 20 de setembro, foram celebrados os casamentos coletivos: 75 casais que, depois da prévia preparação para o sacramento do matrimônio, deram publicamente o testemunho do seu amor conjugal abençoado e fortalecido no Amor de Deus.

Amanhã, 21, a partir das 10h, acontece no colégio Bernardino Echeverría o Festival Artístico da Família, com apresentações organizadas por várias pastorais como a da Mulher, a Juvenil e outras pertencentes à arquidiocese, realçando a vida e a família.

A Semana da Família termina neste domingo, 22, com a exposição dos grupos de leigos, que apresentarão os seus carismas e convidarão as pessoas a participar ativamente, dentro e fora da Igreja, em iniciativas voltadas ao bem da família e da sociedade.

(Fonte: Agência Zenit)