Na Audiência Geral Papa pergunta: Como vivemos a Eucaristia?

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 12-02-2014, Gaudium Press) – Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Santo Padre continuou em sua catequese para os fiéis e peregrinos que foram ouvi-lo e rezar com ele.

O Papa Francisco vem tratando da Eucaristia nas Audiências Gerais e fez hoje, como tem sido frequente, uma pergunta aos presentes: o que tem a Eucaristia com nossa vida?

Depois de estimular a atenção dos peregrinos, ele afirmou que “Quem celebra a Eucaristia não o faz porque seja melhor que os demais, mas porque se reconhece necessitado da misericórdia de Deus”.

Continuando, o Pontífice ensinou que “a Eucaristia não é uma mera recordação de alguns ditos e feitos de Jesus. É obra e dom de Cristo que sai a nosso encontro e nos alimenta com sua Palavra e sua vida”. (JSG)

Da Redação – Com informações Rome Reports

(http://www.gaudiumpress.org/content/55764#ixzz2tCHZrGik )

O papel da liturgia na santificação das almas

Redação – (Quarta-feira, 15-01-2014, Gaudium Press– Apresentamos hoje alguns aportes para a Liturgia. Subsídios de Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, dos Arautos do Evangelho:

A liturgia torna possível exercer uma ação mais profunda nas almas, não só levando-as a participar mais ativamente nos sagrados mistérios, mas também abrindo para elas, através da beleza dos rituais, a via pulchritudinis, por excelência.joaocladias.jpg

Além da beleza que lhe é própria, a liturgia realiza por seu simbolismo e essência, e do modo mais esplendoroso possível, a sacralização das realidades temporais, em que se devem empenhar todos os fiéis. Na Celebração Eucarística, é o Céu que se liga à Terra, o espiritual ao temporal. É Cristo, ao mesmo tempo o arquétipo do gênero humano e o Filho de Deus, que se oferece ao Pai, para interceder por seus irmãos.

É próprio à natureza humana tender a imitar aquilo que admira, e nisso consiste a melhor forma de aprendizado. Não se poderá negar que uma liturgia celebrada com a devida compenetração e manifestando toda a beleza que lhe é inerente há de ter uma ação benéfica sobre os fiéis, moldando a fundo sua mentalidade e levando-os a imitarem em alguma medida o ritual presenciado.

Essa transposição do cerimonial não se cifra numa reprodução de gestos, mas em projetar para a vida temporal o ambiente de sacralidade presenciado nos atos litúrgicos. O pai ou a mãe que assistem a uma celebração esplendorosa, repetirão instintivamente no dia a dia, no “ritual” da igreja doméstica, o cerimonial da Igreja. Dar a bênção aos filhos, por exemplo, é uma forma de fazer presente o espírito católico na realidade temporal da família.

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, E.P.

(In DIAS, João Scognamiglio Clá. Considerações sobre a gênese e o desenvolvimento do movimento dos Arautos do Evangelho e seu enquadramento jurídico, 2008. Tese de Mestrado em Direito Canônico – Pontifício Instituto de Direito Canônico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.)

(http://www.gaudiumpress.org/content/54857#ixzz2qYeXSfYS )

Advento: O que é?

adventoO advento é o tempo litúrgico que antecede o Natal.

São quatro semanas nas quais somos convidados a esperar Jesus que vem.

Por isso é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor.

Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador.

Nas duas últimas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.

COROA DO ADVENTO

A coroa comporta 4 velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas.

As velas querem representar as várias etapas da salvação.

Abaixo apresentamos o significado de cada vela do advento.

lº domingo: O perdão oferecido a Adão e Eva. Eles morreram na terra mas viverão em Deus.
2º domingo: A fé dos patriarcas. Eles acreditaram no dom da terra prometida.
3º domingo: A alegria do rei Davi. Ele celebrou a aliança e sua perpetuidade.
4º domingo: O ensinamento dos profetas: Eles anunciaram um Reino de paz e de justiça com a vinda do Messias.

A Guirlanda ou Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. A guirlanda é verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha, simboliza o amor de Deus que nos envolve, e também a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. Na coroa, há 4 velas, para cada Domingo do Advento.

Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e. à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as velas, até chegar o 4° Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Todas devem estar acesas pelo Deus que vem. Deus, a grande luz, “a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”, está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

(http://cleofas.com.br/advento-o-que-e/)

Figuras do Advento

estrela-de-belemIsaías

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 a 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens desse livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

João Batista

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio antes d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26-28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e apontá-Lo como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a serem profetas e as próprias profecias do reino, bem como as vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a se despertarem do torpor do pecado.

Maria

Não há melhor maneira de se viver o Advento do que se unindo à Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento.

Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também quer precisar do nosso sim- para poder nascer em nós e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pela renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o nascimento d’Ele em nós mesmos e no mundo, em uma mesma disposição mariana: “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38). Permitindo-nos, assim, uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir, etc. Em Maria encontramos a realização e a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

José

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Sendo da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, colaborando para que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”. José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e em comunhão com Deus.

E como celebrar o Advento?

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nós nos juntemos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós.

Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus. As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal- com exceção do terceiro domingo do Advento, ‘Domingo da Alegria’ ou ‘Domingo Gaudete’, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima, referindo-se à segunda leitura que diz:

‘Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto’. (Fl 4, 4)

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e vivenciar melhor esse tempo.

Entre eles, há a coroa ou grinalda do Advento.

Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento.

A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível.

A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem.

O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa.

A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem.

A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo.

Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento – celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

Bibliografia:

BERGAMINI, Augusto. Cristo, festa da Igreja: história, teologia e pastoral do ano litúrgico. Paulinas, São Paulo, p. 177-194, 1994. CNBB, Diretório Litúrgico 2002.

Texto elaborado por: Mônica Furtado

(http://cleofas.com.br/figuras-do-advento/)

O tempo do Advento nos restitui o horizonte da esperança

As palavras do papa Francisco durante o Angelus

CIDADE DO VATICANO, 01 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Eis as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro hoje, às 12h00 (hora local), durante a recitação da oração do Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Iniciamos hoje, Primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, isso é, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, o nosso Pastor, que nos guia na história para o cumprimento do Reino de Deus. Por isto, este dia tem um encanto especial, nos faz experimentar um sentimento profundo do sentido da história. Redescobrimos a beleza de estar todos em caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e toda a humanidade, os povos, as culturas, todos em caminho pelos caminhos do tempo.

Mas em caminho para onde? Há uma meta comum? E qual é esta meta? O Senhor nos responde através do profeta Isaías, e diz assim: “No fim dos tempos acontecerá/ que o monte da casa do Senhor/ estará colocado à frente das montanhas/ e dominará as colinas./ Para aí correrão todas as gentes,/ e os povos virão em multidão:/ “Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor,/ à casa do Deus de Jacó:/ ele nos ensinará seus caminhos,/ e nós trilharemos as suas veredas”” (2, 2-3). Isto é aquilo que nos diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal para uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação da face de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e o “templo do Senhor” tornou-se Ele mesmo, o Verbo feito carne: é Ele o guia e junto à meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também outros povos possam caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o profeta: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra” (2, 4). Permito-me repetir isto que nos diz o Profeta, escutem bem: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra”. Mas quando acontecerá isto? Que belo dia será, no qual as armas serão desmontadas, para se transformar em instrumentos de trabalho! Que belo dia será aquele! Que belo dia será aquele! E isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho não está nunca concluído. Como na vida de cada um de nós, há sempre necessidade de começar de novo, de levantar-se, de reencontrar o sentido da meta da própria existência, assim, para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum rumo ao qual somos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para fazer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, nos restitui o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude, simplesmente porque o Senhor não desilude nunca! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida é a Virgem Maria. Uma simples moça do campo, que leva no coração toda a esperança de Deus! Em seu ventre, a esperança de Deus tomou carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe como guiar-nos. Deixemo-nos guiar por ela neste tempo de espera e de vigilância ativa.

A todos desejo um bom início de Advento. Bom almoço e até mais!

(Tradução: CN notícias)