A menina que rezou o terço com Nossa Senhora

Redação – (Terça-feira, 11-02-2014, Gaudium Press– Numa pequena cidade francesa, aos pés do Pirineus, três meninas saíram para apanhar lenha.

Tinham recomendação materna, especialmente a mais velha, de não colocar seus pés na água do rio, pois ela sofria de asma e fazia frio. Era 11 de fevereiro de 1858.nossa_senhora_de_lourdes.JPG

A pequena cidade, ainda pouco conhecida, chamava-se Lourdes. As meninas mal sabiam que algo de maravilhoso estava para acontecer.

Duas das meninas chegando ao rio aventuraram atravessá-lo. Bernardette, a terceira menina, obediente, não atravessou o Rio Gave que nasce na alto nevado da cordilheira e passa pela cidade. Nessa época do ano o rio tem menos água, fica raso, mas é muito frio.

Enquanto esperava sua irmã e sua prima, Bernardette sentou-se em uma pedra ao lado da entrada de uma gruta conhecida na região como Massabielle que, no dialeto local, significa pedra velha ou rocha velha, quando de repente…

Bem, deixemos que própria Bernardete nos conte:

Eu tinha ido com duas outras meninas na margem do rio Gave quando eu ouvi um som de sussurro. Olhei para as árvores e elas estavam paradas e o ruído não era delas. Então eu olhei e vi uma caverna e uma senhora vestindo um lindo vestido branco com um cinto brilhante. No topo de cada pé havia uma rosa pálida da mesma cor das contas do rosário que ela segurava. Eu queria fazer o sinal da cruz, mas eu não conseguia e minha mão ficava para baixo. Aí a senhora fez o sinal da cruz, ela mesma, e, na segunda tentativa, eu consegui fazer o sinal da cruz, embora minhas mãos tremessem. Então eu comecei a dizer o rosário enquanto ela movia as contas com os dedos sem mover os lábios”. Quando eu terminei a Ave-Maria, ela desapareceu.

Este fato sobrenatural viria modificar a vida de nossa vidente e de toda sua família. Tida como louca por alguns, falsária por outros e beata por poucos, Bernardete passaria por muitas dificuldades.

A primeira dificuldade era fazer-se crer pelo pároco de Lourdes, Pe. Dominique Peyramale, que, no início das aparições, diante do mistério que envolvia tudo que passou a acontecer, não lhe dava crédito. E lhe pedia uma prova, algo que lhe fizesse acreditar naquela misteriosa mulher.

O inverno era rigoroso e o padre Peyramale pediu que, como sinal, a mulher misteriosa, fizesse florir rosas em seu jardim. Nada aconteceu… Ele continuou incrédulo.

Foi somente depois de 25 de março de 1858 que ele passou a crer na veracidade do que acontecia na Gruta:

Naquele dia, Bernardette perguntou à Virgem Maria qual era seu nome. A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A menina voltou alegre e correu até a Igreja para contar ao Padre a resposta da Virgem. Foi então que o cauto sacerdote percebeu que a resposta era um evidente sinal para dissipar suas dúvidas:

Como aquela pobre, inculta e desinformada criança poderia saber do dogma da Imaculada Conceição de Maria?

Ainda havia muito pouco tempo desde que o Papa Pio IX tinha proclamado Maria como Imaculada…

Mas, enquanto isso, milagres e mais milagres continuavam a acontecer nas águas saídas das mãos de Santa Bernardete, por indicação de Nossa Senhora! E até hoje não pararam…

Para comprovar o caráter miraculoso dos fatos que passaram a acontecer com os doentes que iam à Gruta e tomavam daquela água lá nascida, foi instituída uma junta médica para analisar cada um desses fatos. E muitos deles foram considerados milagrosos: eram milagres do corpo e da alma.

O mais recente desses milagres deu-se com uma italiana de nome Daniela Castelli. Ela sofria de um tumor maligno e já se encontrava praticamente desenganada pelos médicos. Após algumas idas a Lourdes, Daniela foi curada. E o miraculoso da cura foi comprovado pela comissão de médicos, no ano de 2010.

Hoje Castelli trabalha como voluntária no Santuário.

O Professor Plínio Corrêa de Oliveira, comentando Lourdes e seus milagres afirmou que, “para glorificar ainda melhor sua Mãe, Nosso Senhor fez mais. Em Lourdes, como estrondosa confirmação do dogma, fez o que nunca antes se vira: instalou no mundo o milagre por assim dizer em série e a título permanente. Até então, o milagre aparecera na Igreja esporadicamente. Mas em Lourdes, as curas mais cientificamente comprovadas e de origem mais autenticamente sobrenatural se dão, há cem anos, a bem dizer a jato contínuo, à face de um século confuso e desnorteado”.[1]

Peçamos a Virgem de Lourdes que vele por todos nós e nos conceda os milagres que precisamos e… esperamos.

Por Lucas Miguel Lihue

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[1]Plinio Corrêa de Oliveira, “Primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário”, “Catolicismo”, nº 86, fevereiro de 1958.

(http://www.gaudiumpress.org/content/55730#ixzz2t6PZkDdI )

Menina de quatro anos suplica ao Rei da Bélgica bloquear a lei da eutanásia para crianças

MADRI, 05 Fev. 14 / 11:00 am (ACI/Europa Press).- No momento em que a Bélgica se prepara para converter-se no primeiro país do mundo que promulga uma lei que permite a eutanásia em crianças, Jessica Saba, de 4 anos e residente em Lachine, Quebec, Canadá, pediu ao Rei da Bélgica que não assine a legislação. “Pelo bem das crianças, por favor, não assine o Projeto de lei da Eutanásia”, suplicou Jessica no vídeo publicado no dia 2 de fevereiro.

Jessica nasceu em Montreal, Canadá, em maio de 2009 com uma má formação cardíaca severa: uma válvula completamente bloqueada e um ventrículo pouco desenvolvido. Ela teria sobrevivido somente por algumas horas ou alguns dias se não tivesse sido submetida a uma série de intervenções cardíacas realizadas no Montreal’s Children’s Hospital.

Aos seis dias, sua válvula já estava desbloqueada e de forma gradual seu ventrículo pouco formado começou a desenvolver-se. Se Jessica tivesse nascido em um país onde a eutanásia pediátrica fosse permitida, poderia ter sido uma candidata para a eutanásia, sendo sua história muito diferente à mostrada no vídeo: http://www.youtube.com/channel/UC4di7uSDkRYsHx8UL38LHvA .

Milhões de crianças nascem todos os anos afetadas por más-formações congênitas severas. Assim como Jessica, muitas delas poderiam ser candidatas à eutanásia. Se a eutanásia se legalizar na Bélgica, existe um perigo de que o precedente possa levar a extensão da eutanásia pediátrica em todo mundo.

Atualmente em Quebec, o governo está tentando aprovar a sua própria lei da eutanásia, que é muito parecida à que foi aprovada na Bélgica faz 10 anos. A Quebec Human Rights Commission recomenda a ampliação da eutanásia às crianças.

O doutor Paul Saba, psiquiatra de Lachine, Quebec, e pai de Jessica, realizou uma solicitação pessoal para o Rei para que não assine a lei que amplia a eutanásia às crianças na Bélgica. Explicou que a eutanásia começou na Bélgica para as pessoas que padeciam de algum problema físico, e agora se ampliou a todos os que sofrem doenças mentais. Começou com os adultos e agora vai se ampliar até as crianças.

Além disso, argumentou que não há necessidade de que ninguém sofra ao ter um excelente cuidado médico. Para todos os que estão ao final da vida, um bom cuidado paliativo deterá todo o sofrimento físico. Os que indicam que há membros de sua família que sofreram ao final da vida não receberam um bom cuidado paliativo.

A mãe de Jessica, Marisa, compartilha a luta e a alegria de Jessica e adverte que a lei da eutanásia pediátrica poderia levar os pais de crianças doentes ou deficientes “a abandonar muito rápido”. O que os pais e os filhos precisam é estar rodeados de amor e apoio à vida, não à eutanásia.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26658)

Uma carta para si mesma cheia de amor e confiança em Deus: O legado de uma menina falecida que está comenvendo o mundo

DENVER, 16 Jan. 14 / 04:19 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os pais de Taylor Smith acharam consolo depois da morte de sua menina em uma carta que ela escreveu em abril do ano passado para ser lida por ela mesma dentro de dez anos. O caso deu a volta ao mundo nas últimas horas mas, poucos meios têm reparado em sua profunda mensagem de amor e confiança em Deus.

Taylor tinha 12 anos e morreu por uma pneumonia no dia 5 de janeiro passado. Uns dias depois deste trágico fato, seus pais encontraram um envelope no seu quarto  com esta indicação: “Confidencial. Somente para os olhos de Taylor Smith a menos que se diga o contrário. Não abrir até 13-4-23”.

Na nota, Taylor se propõe a concluir seus estudos e a emendar os erros e atrasos nos estudos acadêmicos que possa ter feito. “Felicitações por concluir o ensino médio! Se você não o fez, volte e siga tentando. Consiga este diploma!”. Além disso, recorda seu desejo de ser advogada e se pergunta “Se estivermos na universidade, O que estamos estudando?”.

Taylor evoca na carta a primeira viagem de missões que realizou e se interpela a si mesmo sobre sua fé. “Falando nisso, como está sua relação com Deus? Você tem rezado, adorado, lido a Bíblia, ou ido servir ao Senhor recentemente? Se não, levanta e faça-o AGORA!”.

“Não me importa em que ponto de nossa vida estejamos agora, faça-o! Ele (Jesus) foi burlado, golpeado, torturado e crucificado por ti. Um homem sem pecado, que nunca fez nada mal a você nem a outra pessoa alguma”, escreveu para seu “futuro eu” a menina.

Seus pais, Tim e Ellen sofrem a dor da morte de sua filha, mas sabem que “era a hora de Deus” para a pequena Taylor.

“Ele a amava mais do que ninguém podia amá-la, tanto como para dizer ´Vem comigo´. Muitos se perguntarão por que é tão fácil para um pai que perdeu a sua filha dizer algo assim em vez de acusar Deus ou odiá-lo, mas o único que posso dizer é que é fácil para mim confiar em Deus agora porque minha menina confiava nele”, disse Tim à imprensa local.

Falando a vários meios de imprensa sobre o comovedor caso de Taylor, Tim assegurou que “agora estou ainda mais decidido a descobrir a vontade de Deus, porque agora que vejo um brilho do que é a vontade de Deus, agora que vê quanta gente está sendo transformada pelo que está havendo, sei que que a vida de uma única pessoa mudasse, Taylor teria dito que valeu a pena”.

“Ela é um perfeito exemplo do que é amar Deus e amar os demais. Ela me ensinou como Deus ama, não via nada do exterior, ela só olhava no interior e no que era o melhor para os demais”.

“A esperança que Taylor compartilhou em sua carta é o que ela teria querido compartilhar com o mundo. Assim, como seu pai, sinto que é o mínimo que posso fazer para honrá-la, compartilhar sua carta com o mundo para que o amor de Deus e a esperança encontrada em Jesus, a mesma esperança que ela encontrou, estenda-se a vós”, assegurou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26567)