“O mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam”, afirma o arcebispo de Maringá

Maringá – Paraná (Terça-Feira, 04/02/2014, Gaudium Press) “Onde estão as pessoas iluminadas?”, este é o título do mais recente artigo de dom Anuar Battisti, arcebispo metropolitano da arquidiocese de Maringá, no Estado do Paraná. No início do texto, o prelado lamenta ver todos os dias pessoas que vivem obscuras e perdidas nas próprias trevas, deixando-se vencer pela escuridão, imaginando ter encontrado a luz.

De acordo com o prelado, no dia a dia, se misturam luzes e trevas, ambos confundem-se: os bons costumes, o respeito, o carinho a atenção, a honra, a dignidade, tudo isso aparece misturado com falta de respeito, de pudor, de libertinagem, de falsidade, de negação dos verdadeiros valores.

Ainda segundo o arcebispo, lamentavelmente os mais variados meios de comunicação têm se pautado por uma enxurrada de comportamentos escandalosos levando a juventude para o relaxamento e a degradação humana e religiosa. Para ele, convence muito mais uma cena, uma palavra, um gesto de alguém na telinha, ou de um amigo no Facebook, do que uma vida de doação e exemplos.

“Devo reconhecer que também existem pessoas iluminadas que se destacam em qualquer lugar que chegam. O olhar alegre, atitudes que encantam, palavras que tocam fundo, em todo momento tem a palavra certa para a pessoa certa”, avalia.

Dom Anuar explica que estas são pessoas que tratam todos com o mesmo respeito, que têm um coração aberto e acolhedor sempre, que buscam o bem do outro antes do próprio. Ele ainda acrescenta que são pessoas iluminadas por valores humanos e cristãos, que nunca se deixam vencer pela atração da moda, do consumo, do ódio, da vingança, das coisas efêmeras do cotidiano. “Como precisamos destas pessoas que não só tem luz própria, mas que buscam a fonte da verdadeira Luz”, destaca.

Para o prelado, o mundo está carente de pessoas que brilham e iluminam, pelo seu ser e estar no mundo. Ele acredita que é possível dizer que o mundo está gritando de fome e sede de anjos, não no céu, mas aqui na terra: anjos de carne e osso, transmitindo otimismo, garra, entusiasmo, gosto de viver, amor e atenção, sem medo de enfrentar os desafios que o maligno semeia dia e noite no coração, principalmente dos jovens.

“Existem estes anjos, talvez o que falta é enxergar, reconhecer esses exemplos. Como seria diferente se tivéssemos a coragem de imitá-los. Tenho a certeza que o mundo seria melhor. É mais fácil imitar as futilidades, seguir a correnteza dos maus costumes, do modismo sem controle, do liberalismo, do ‘tanto faz como tanto fez'”, sublinha.

Outra questão levantada pelo arcebispo é que lamentavelmente as maiores vítimas são os jovens e adolescentes, quando não crianças de colo. Dom Anuar enfatiza que é triste ver crianças e adolescentes mandando nos pais, pais que perderam toda a autoridade diante dos filhos, filhos matando os pais e pais sem saber o que fazer com os filhos. Para o arcebispo, já passou a hora de acordar e verificar quais valores estamos transmitindo desde o ventre materno.

Por fim, o prelado afirma que exemplos estão sendo dados aos filhos, netos, sobrinhos desde a infância. No entanto, ele questiona: O que estamos fazendo para a formação do caráter, do sentido de viver em sociedade? Segundo dom Anuar, é preciso verificar o quanto antes o que contribui com a internalização dos verdadeiros valores e não com o que contribui na formação de adultos vazios, sem personalidade, sem pudor, sem sentimento, sem perder a dimensão sobrenatural da vida.

“Obrigado Senhor, por ter colocado na minha vida tantas pessoas iluminadas, de têmpera firme, de personalidade decidida, de educação invejável, de fé inquebrantável. Afastai de mim os tolos, os falsos, os mau humorados, os aproveitadores, os donos da verdade. Peço a Tua luz Senhor, para que jamais deixe de iluminar a todos que encontrar pelo caminho da vida. Uma abençoada e iluminada semana para você e sua família”, deseja o arcebispo de Maringá. (FB)

http://www.gaudiumpress.org/content/55518#ixzz2sS8egkbQ )

Uma carta para si mesma cheia de amor e confiança em Deus: O legado de uma menina falecida que está comenvendo o mundo

DENVER, 16 Jan. 14 / 04:19 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os pais de Taylor Smith acharam consolo depois da morte de sua menina em uma carta que ela escreveu em abril do ano passado para ser lida por ela mesma dentro de dez anos. O caso deu a volta ao mundo nas últimas horas mas, poucos meios têm reparado em sua profunda mensagem de amor e confiança em Deus.

Taylor tinha 12 anos e morreu por uma pneumonia no dia 5 de janeiro passado. Uns dias depois deste trágico fato, seus pais encontraram um envelope no seu quarto  com esta indicação: “Confidencial. Somente para os olhos de Taylor Smith a menos que se diga o contrário. Não abrir até 13-4-23”.

Na nota, Taylor se propõe a concluir seus estudos e a emendar os erros e atrasos nos estudos acadêmicos que possa ter feito. “Felicitações por concluir o ensino médio! Se você não o fez, volte e siga tentando. Consiga este diploma!”. Além disso, recorda seu desejo de ser advogada e se pergunta “Se estivermos na universidade, O que estamos estudando?”.

Taylor evoca na carta a primeira viagem de missões que realizou e se interpela a si mesmo sobre sua fé. “Falando nisso, como está sua relação com Deus? Você tem rezado, adorado, lido a Bíblia, ou ido servir ao Senhor recentemente? Se não, levanta e faça-o AGORA!”.

“Não me importa em que ponto de nossa vida estejamos agora, faça-o! Ele (Jesus) foi burlado, golpeado, torturado e crucificado por ti. Um homem sem pecado, que nunca fez nada mal a você nem a outra pessoa alguma”, escreveu para seu “futuro eu” a menina.

Seus pais, Tim e Ellen sofrem a dor da morte de sua filha, mas sabem que “era a hora de Deus” para a pequena Taylor.

“Ele a amava mais do que ninguém podia amá-la, tanto como para dizer ´Vem comigo´. Muitos se perguntarão por que é tão fácil para um pai que perdeu a sua filha dizer algo assim em vez de acusar Deus ou odiá-lo, mas o único que posso dizer é que é fácil para mim confiar em Deus agora porque minha menina confiava nele”, disse Tim à imprensa local.

Falando a vários meios de imprensa sobre o comovedor caso de Taylor, Tim assegurou que “agora estou ainda mais decidido a descobrir a vontade de Deus, porque agora que vejo um brilho do que é a vontade de Deus, agora que vê quanta gente está sendo transformada pelo que está havendo, sei que que a vida de uma única pessoa mudasse, Taylor teria dito que valeu a pena”.

“Ela é um perfeito exemplo do que é amar Deus e amar os demais. Ela me ensinou como Deus ama, não via nada do exterior, ela só olhava no interior e no que era o melhor para os demais”.

“A esperança que Taylor compartilhou em sua carta é o que ela teria querido compartilhar com o mundo. Assim, como seu pai, sinto que é o mínimo que posso fazer para honrá-la, compartilhar sua carta com o mundo para que o amor de Deus e a esperança encontrada em Jesus, a mesma esperança que ela encontrou, estenda-se a vós”, assegurou.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26567)

Cardeal Dolan exorta os bispos dos EUA: Defendam os cristãos perseguidos no mundo

Cardeal Timothy Dolan. Foto: Grupo ACI

BALTIMORE, 12 Nov. 13 / 12:46 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, exortou os bispos reunidos em assembleia plenária nesta cidade, a serem defensores dos cristãos perseguidos em todo o mundo.

Na sua apresentação de ontem, o Cardeal disse que “nós como bispos, como pastores de uma das comunidades de fé mais ricamente abençoadas no planeta, como pastores que falaram com unidade entusiasta em defesa da nossa liberdade religiosa, temos que nos converter em advogados e campeões para estes cristãos cujas vidas estão penduradas por um fio, e não podemos ousar permitir que as nossas batalhas sobre a liberdade religiosa em casa ofusquem a atual violência que sofrem os cristãos em outros lugares”.

O Cardeal recordou que nestes primeiros anos do século XXI, aproximadamente um milhão de cristãos foram assassinados, um tempo ao que chamou “uma nova era de mártires”. O Cardeal ressaltou, ademais, o chamado que fez o Papa Francisco no último dia 25 de setembro a favor dos cristãos perseguidos.

Esse dia o Santo Padre questionou: “Quando penso ou ouço dizer que muitos cristãos são perseguidos e chegam a dar a sua vida pela própria fé, isto comove o meu coração, ou não me sensibiliza? Estou aberto àquele irmão ou àquela irmã da família (a Igreja) que entrega a vida por Jesus Cristo?”.

Para o Cardeal Dolan, estas palavras devem ser respondidas individualmente e como bispos. Os cristãos perseguidos, precisou, devem ser “um elemento definitivo nas nossas prioridades pastorais”.

Depois de lamentar a perseguição de cristãos em países como Síria, Iraque, Egito, Índia e China, o Arcebispo disse que deve gerar-se uma “cultura de oração pelos cristãos perseguidos” nas orações privadas e públicas da liturgia.

O Cardeal animou a gerar consciência através da Internet e exortou a ajudar os grupos como Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Catholic Relief Services (o ramo da Cáritas nos Estados Unidos), entre outros.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26300)

Um mundo que não acredita em Deus e acusa a religião é um desafio comum para todos os cristãos

Dom Melchor Sánchez de Toca. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 31 Out. 13 / 02:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Melchor Sánchez de Toca, assegurou durante sua visita ao Chile que os cristãos, assim como adeptos de outras religiões compartilham o desafio comum de enfrentar “um mundo que não acredita em Deus e que acusa a religião”.

Dom Sánchez de Toca participou do encontro “Átrio de Santiago”, uma conversa com Sheij Féisal Mórhell, licenciado em Lei e Cultura Islâmica, e com o rabino Roberto Feldmman, membro da congregação Yakar no Chile, com quem abordou o diálogo inter-religioso como caminho para uma cultura do encontro. O evento foi guiado pelo jornalista Iván Valenzuela.

O “Átrio de Santiago” foi organizado pela Universidade Católica (UC) e pelo Arcebispado de Santiago, com o fim de propiciar um espaço de encontro e diálogo entre crentes e não crentes, sobre temas como a transcendência da arte, a liberdade de consciência, a importância do meio ambiente e o diálogo inter-religioso.

Em uma entrevista concedida ao Grupo ACI, Dom Sánchez de Toca considerou que o diálogo inter-religioso é um tema de suma importância para o mundo de hoje. “Trata-se de um caminho que sancionou o Concílio Vaticano II e que os papas sucessivos dos últimos 50 anos continuaram”, indicou.

“Gentis e cristãos podem descobrir consonâncias e harmonias ainda em suas diferenças e podem fazer levantar o olhar a uma humanidade, frequentemente muito curvada sobre o imediato, o superficial, o insignificante para o ser em plenitude”, explicou Dom Sánchez de Toca, fazendo referência ao espírito de reunir homens que enfrentam a busca da verdade.

“Mas o problema hoje é provavelmente outro. Já não tanto o diálogo entre os crentes de diferentes religiões, mas principalmente o desafio comum que têm todos os crentes frente a um mundo que não acredita em Deus e que acusa a religião”, acrescentou.

Para Dom Sánchez de Toca o mais importante é “superar as formas patológicas da religião: o ‘devocionalismo’ infantil, a superstição e o fundamentalismo (…) O que o mundo pede aos crentes de hoje, sejam cristãos ou de outros credos, é a autenticidade. Quer dizer, que se cremos, que essa fé não seja por uma inércia cultural de séculos, mas sim por convicção; assim como a necessidade de ser coerente com isso que acreditamos”, particularizou.

Além disso, o Subsecretário do Conselho Pontifício da Cultura explicou que, no tema do diálogo inter-religioso, o Papa Francisco retomou algumas das grandes intuições de seu predecessor Bento XVI sobre o diálogo com os não crentes. “Faz poucas semanas publicou a carta ao antigo diretor de La Repubblica, que é um conhecido pensador não crente, retomando assim o diálogo sobre o tema da fé com o mundo”, comentou.

(Fonte: ACI Digital)

Foi lançado o impactante documentário: “Francisco: O Papa do Novo Mundo”

ROMA, 15 Out. 13 / 12:23 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um novo documentário se aprofunda na vida, pensamento, obra e palavras do Papa Francisco, o homem que fascinou tanto católicos como não católicos desde a sua eleição à Sé de Pedro em março deste ano.

“Francisco: O Papa do Novo Mundo”, que será transmitido pela FOX Business Network, relata a história de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro da América e o primeiro em escolher o nome de Francisco, por São Francisco de Assis. Este documentário de uma hora de duração mostra entrevistas realizadas em todo o mundo, com amigos próximos, companheiros sacerdotes, colaboradores, sua biógrafa e os pobres das “vilas miséria” de Buenos Aires.

Foi produzido pelos Cavaleiros de Colombo, que é a maior organização de leigos católicos do mundo, e foi filmado em grande medida nas cidades de Buenos Aires e Córdoba, na Argentina.

“Este documentário chega quando o mundo se dá conta de que um homem muito especial assumiu a liderança da Igreja Católica, e isto começa—mas não termina—com os seus gestos de humildade e atenção para com todos”, disse a respeito o Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo, Carl Anderson, um dos produtores executivos.

“Entretanto, o público ainda desconhece numerosos detalhes da vida do Papa Francisco, o trabalho que realizou e as formas como defendeu aos que não têm voz e também os princípios católicos. Este documentário entra nessas histórias”.

O documentário começa com o momento no qual o novo Papa se encontra diante da multidão na Praça São Pedro em 13 de março, dia de sua eleição. Logo vai mostrando pouco a pouco as suas origens, o seu chamado vocacional, o seu amor por San Lorenzo de Almagro, o time de futebol do qual sempre foi torcedor, e sua estreita relação com os pobres de Buenos Aires, entre outras passagens de sua vida.

Também mostra como lutou corajosamente com a ditadura quando ele era o Provincial dos Jesuítas na Argentina, sua defesa dos mais pobres frente ao caos econômico e político ao início do século XXI.

Sobre este documentário, o Arcebispo de Los Ángeles nos Estados Unidos, Dom José Gómez, assinala que “todo mundo está falando do Papa Francisco. Todo este interesse é um sinal de que milhões em nossas sociedades secularizadas ainda buscam Deus, e ainda olham para a Igreja Católica para que lhes mostre o caminho. Este excelente documentário nos ajuda a ver nosso Papa mais claramente”.

“Apresenta um Papa que tem uma bela visão da felicidade humana e um Papa que está chamando à Igreja a um amor mais profundo por Jesus e a um novo desejo de atrair o próximo para Deus”, acrescenta.

O professor Guzmán Carriquiry, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, comentou que “Francisco: O Papa do Novo Mundo é uma excelente introdução à vida e ao pensamento de nosso Santo Padre. Através de suas próprias palavras e através das histórias daqueles que o conheceram bem e trabalharam muito próximos a ele, este documentário é um caminho que abre os olhos através de muitos eventos da vida de Jorge Mario Bergoglio”.

O documentário, indicou, “deixa claro por que este homem está tão bem qualificado e preparado para ter chegado a ser Papa. Qualquer um que queira entender melhor o Papa Francisco, deveria começar por ver esta produção”.

Mais informação: joseph.cullen@kofc.org

(Fonte: Agência Zenit)

Esta foi a oração com a qual o Papa consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria

Foto Grupo ACI

VATICANO, 14 Out. 13 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Diante de 100 mil pessoas presentes ontem, domingo, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco consagrou o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Maria. Esta é a oraçãode consagração que rezou o Santo Padre diante da imagem original da Virgem de Fátima que foi levada a Roma do seu santuário em Portugal:

Bem-aventurada Maria Virgem de Fátima,
com renovada gratidão pela tua presença materna
unimos a nossa voz àquela de todas as gerações
que te chamam bem-aventurada.

Celebramos em ti as grandes obras de Deus,
que jamais se cansa de prostrar-se com misericórdia
sobre a humanidade, afligida pelo mal e ferida pelo pecado,
para curá-la e para salvá-la.

Acolhe com benevolência de Mãe
O ato de consagração que hoje fazemos

com confiança, diante desta tua imagem

tão querida a nós.

Estamos certos de que cada um de nós é precioso aos teus olhos
e que nada é a ti estranho de tudo aquilo que habita em nossos corações.

Nos deixamos alcançar pelo teu dulcíssimo olhar
e recebemos o afago consolador do teu sorriso.

Protege a nossa vida entre os teus braços:
abençoa e reforça todo desejo de bem;
reaviva e alimenta a fé;
ampara e ilumina a esperança;
suscita e anima a caridade;
guia todos nós no caminho da santidade.

Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção
Pelos pequenos e pelos pobres,
pelos excluídos e os sofredores,
pelos pecadores e os dispersos de coração:
reúne todos sob tua proteção
e os entrega ao teu Filho amado, o Senhor nosso Jesus.

Amém.

(Fonte:)

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

ROMA, 02 Out. 13 / 11:05 am (ACI).- Em seu diálogo com o jornalista e cofundador do jornal italiano La Reppublica, Eugenio Scalfari, publicado ontem, o Papa Francisco abordou o tema da justiça no mundo, e a missão da Igreja a respeito.

O Santo Padre destacou que “os males mais graves que afligem o mundo nestes anos sãoo desemprego dos jovens e a solidão dos idosos”.

“Os idosos precisam de cuidado e companhia; os jovens precisam de trabalho e esperança, mas não tem um nem outro, e o problema é que eles sequer os buscam mais. Eles foram esmagados pelo presente”.

“Você me diz: é possível viver esmagado sob o peso do presente? Sem uma memória do passado e sem o desejo de olhar adiante para o futuro para construir algo, um futuro, uma família? Você consegue ir adiante assim? Este, para mim, é o problema mais urgente que a Igreja enfrenta”, disse Francisco.

Reconhecendo que este é um problema político e econômico, o Santo Padre assinalou que isso “também preocupa a Igreja, sobretudo a Igreja porque esta situação não fere somente os corpos, mas também as almas”.

“A Igreja deve se sentir responsável tanto pelas almas como pelos corpos”, remarcou.

O Santo Padre disse que “em geral, a consciência (da Igreja sobre este tema) existe, mas não basta. Quero que haja mais. Não é o único problema que enfrentamos, mas é o mais urgente e mais dramático”.

Francisco recordou a seu interlocutor que o ágape “é o amor pelos outros, como Nosso Senhor pregou. Não é fazer proselitismo, é amar. Amar o próximo, aquele fermento que serve ao bem comum”.

“O Filho de Deus se encarnou para infundir nas almas dos homens o sentimento de fraternidade.?Todos somos irmãos e todos somos filhos de Deus. Abba, como ele chamou o Pai. Mostrarei o caminho, ele disse. Siga-me e encontrará o Pai e será seu filho e ele se compadecerá de ti”.

O Papa indicou que “o ágape, o amor de cada um de nós pelos outros, do mais próximo ao mais distante, é o modo que Jesus nos indicou para encontrar o caminho da salvação e das Bem-aventuranças”.

(Fonte: ACI Digital)

No mundo, sem ser do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Correa, arcebispo de Belém do Pará

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Sabemos que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade! (Cf. 1 Tm 2, 4)  Mas estamos no mundo e com todos os riscos à salvação, envolvidos pelo terrível mistério do pecado. “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18). Em tempos recentes, o Santo Padre o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada, para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza, para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

     O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e  da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos, para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva.  Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

     Podemos acolher o Evangelho, para estar no mundo, sem ser ou se contaminar com o mundo, através de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa reitera seu chamado a rezar pela paz na Síria e em todo o mundo

VATICANO, 18 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao recordar que neste sábado, 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o Dia Internacional da Paz, o Papa Francisco pediu mais uma vez hoje orações pela paz na Síria e em todo o mundo.

“Convido os católicos de todo o mundo a unirem-se aos outros cristãos para continuar a implorar de Deus o dom da paz nos lugares mais atormentados do nosso planeta”, disse o Santo Padre.

“Possa a paz, dom de Jesus, morar sempre nos nossos corações e apoiar os propósitos e as ações dos responsáveis das Nações e de todos os homens de boa vontade”, exortou.

O Papa recordou também que “todos temos que nos comprometer em alentar os esforços para uma boa solução diplomática e política dos focos de guerra que ainda nos preocupam”.

“O meu pensamento vai especialmente para a querida população síria, cuja tragédia humana pode ser resolvida somente com o diálogo e a negociação, no respeito da justiça e da dignidade de cada pessoa, especialmente os mais frágeis e indefesos”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo

As palavras do papa Francisco no Angelus

CIDADE DO VATICANO, 15 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as palavras pronunciadas pelo papa Francisco neste domingo, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Na liturgia de hoje, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a ovelha perdida, a moeda perdida, e a mais longa de todas as parábolas, típica de São Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho “pródigo” e o filho, que acredita ser o “justo”, que crê ser santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, Deus é alegria. Interessante: Deus é alegria! E o que é a alegria de Deus? A alegria de Deus é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a ovelha; é a alegria de uma mulher que encontra novamente a sua moeda; é a alegria de um pai que acolhe novamente em casa, o filho que estava perdido, que era considerado morto e tornou a viver, voltou para casa. Aqui está todo o Evangelho! Aqui! Aqui está todo o Evangelho, todo o cristianismo! Mas não é sentimento, não é ser “bonzinho”! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “câncer” que é o pecado, o mal moral, o mal espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história. Somente o amor pode fazer isso, e essa é a alegria de Deus!

Jesus é todo misericórdia, Jesus é todo amor: é Deus feito homem. Cada um de nós é aquela ovelha perdida, aquela moeda perdida; cada um de nós é aquele filho que desperdiçou a própria liberdade seguindo falsos ídolos, ilusão de felicidade, e perdeu tudo. Mas Deus não se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. É um pai paciente, nos espera sempre! Respeita a nossa liberdade, mas permanece fiel. E quando voltamos para Ele, nos acolhe como filhos, em sua casa, porque ele não para nunca, nem por um momento, de nos esperar, com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna. Está em festa porque é alegria. Deus sente essa alegria quando um de nós pecadores vai até Ele e pede o seu perdão.

Qual é o perigo? É que supomos sermos justos, e julgamos os outros. Julgamos até Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condenando-os à morte, em vez de perdoar. Agora sim corremos o risco de permanecer fora da casa do Pai! Como aquele irmão mais velho da parábola que, em vez de se alegrar porque seu irmão retornou, ele fica com raiva de seu pai que o acolhe e faz festa. Se em nossos corações não há misericórdia, alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo observando todos os preceitos, pois é o amor que salva, não apenas a prática dos preceitos. É o amor por Deus e pelo próximo que realiza todos os mandamentos. E este é o amor de Deus, a sua alegria: perdoar. Nos espera sempre! Talvez algum de vocês tenha algo pesado em seu coração: “Mas, eu fiz isso, eu fiz aquilo…”. Ele te espera! Ele é pai: sempre espera por nós!

Se vivemos de acordo com a lei “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal. O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo. Mas como Deus nos julga?Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

Peço-vos uma coisa, agora. Em silêncio, todos, pensemos… cada um pense em uma pessoa com a qual não estamos bem, com a qual estamos com chateados, que não gostamos. Pensemos nessa pessoa em silêncio, neste momento, rezemos por esta pessoa e tornemo-nos misericordiosos para com esta pessoa.

Invoquemos agora a intercessão de Maria, Mãe da Misericórdia.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs,

ontem, na Argentina, foi proclamado Bem-aventurado José Gabriel Brochero, um padre da diocese de Córdoba, que nasceu em 1840 e morreu em 1914. Impulsionado pelo amor de Cristo, dedicou-se inteiramente ao seu rebanho, para levar todos ao Reino de Deus, com imensa misericórdia e zelo pelas almas. Estava com o povo, e tentava levar muitos aos exercícios espirituais. Ele andava por quilômetros e quilômetros, subindo as montanhas com sua mula chamada “cara feia”, porque não era bonita. Ele caminhava mesmo debaixo de chuva, era corajoso! Mas, vocês também, com essa chuva, estão aqui, vocês são corajosos. Bravos! No final, este Beato estava cego e leproso, mas cheio de alegria, a alegria do Bom Pastor, a alegria do Pastor misericordioso!

Gostaria de unir-me à alegria da Igreja na Argentina pela beatificação deste pastor exemplar, que percorreu incansavelmente com uma mula, os caminhos áridos de sua paróquia, procurando casa por casa, as pessoas a ele confiadas para levá-las a Deus. Peçamos a Cristo, por intercessão do novo Beato, que se multipliquem os sacerdotes que, imitando Brochero, entreguem as suas vidas ao serviço da evangelização, de joelhos diante do Crucifixo, como também testemunhando em todos os lugares o amor e a misericórdia Deus”.

Hoje, em Turim, conclui-se a Semana Social dos católicos italianos, sobre o tema ” Família, esperança e futuro para a sociedade italiana”. Saúdo todos os participantes e alegro-me com o forte compromisso que existe na Igreja na Itália com as famílias e para as famílias e que é um forte estímulo também para as instituições e para todo o país. Coragem! Avante neste caminho da família!

Saúdo com afeto todos os peregrinos presentes hoje: famílias, grupos religiosos, jovens. Em particular, saúdo os fiéis de Dresano, Taggi di Sotto e Torre Canne di Fasano; UNITALSI de Ogliastra, as ciranças de Trento que em breve receberão a Primeira Comunhão, os jovens de Florença e o “Spider Clube Itália”.

Desejo a todos um bom domingo e um bom almoço. Adeus!

(Fonte: Agência Zenit)

Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia?

Papa Francisco: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”
Primeira audiência do Papa Francisco depois das férias de verão da Europa

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira

ROMA, 04 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Os mais de 22 mil metros quadrados da Praça de São Pedro ficaram pequenos para acolher a multidão que hoje se reuniu para participar da primeira catequese das quartas-feiras, depois de dois meses de recesso, do Papa Francisco. Os peregrinos eram tantos que chegavam à Via della Conciliazione.

No início da Audiência, até parecia que o Papa não queria chegar à sua Sede, enquanto dava voltas e mais voltas em toda a Praça para quase cumprimentar um por um todos os presentes. Incontáveis as crianças e deficientes beijados e abraçados ao longo do percurso. Sorrisos e bençãos não pararam de sair do Santo Padre Francisco enquanto a multidão gritava: Francisco, Francisco, Francisco…

A leitura do Evangelho de Mateus foi ocasião para o Papa lembrar, nessa quarta-feira, a sua viagem à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, no mês de Julho desse ano. Tudo resumido em trêsKeywords, como de costume: acolhida, festa e missão.

Papa Francisco agradeceu à Nossa Senhora Aparecida a graça dessa viagem, e ressaltou a sua importância para a Igreja na América Latina. Aparecida é importante para a igreja do Brasil e da América Latina: lugar onde os bispos viveram uma Assembléia geral com o Papa Bento XVI, e continente onde se encontra a “maioria dos católicos do mundo”, destacou o Papa.

Acolhida

“Brava gente, questi brasiliani!!! Brava gente!”, Excelentes pessoas, estes brasileiros!!! Excelentes pessoas, disse o Papa, ao referir-se à primeira ideia da sua catequese de hoje: acolhida. A acolhida que as paróquias e o povo brasileiro deram aos peregrinos foi algo fantástico, disse o Papa, porque transformou os incômodos normais de uma peregrinação em ocasiões de amizade. “Assim cresce a Igreja em todo o mundo, como uma rede de grande amizade em Jesus Cristo”.

Festa

A segunda ideia que a experiência da JMJ trouxe ao Papa foi a de festa. A JMJ é sempre uma festa. Quando um cidade está cheia de jovens cantando, juntos, é uma festa. “E a festa maior é a festa do Senhor”, disse o Papa. Na JMJ essa festa acontece, principalmente, no momento central, na vigília da noite do sábado e na missa de envio no domingo. Só o Senhor dá a verdeira festa. “Sem o amor de Deus não há verdadeira festa para o homem”, ressaltou.

Missão

Missão. Essa foi a terceira ideia que a JMJ trouxe ao Papa. A JMJ foi caracterizada por um tema missionário: “Ide e fazei discípulos a todos os povos”. Escutamos a palavra de Jesus hoje, disse o Papa. É a missão que Ele nos dá a todos. Saiam de vocês mesmos para levar a luz e o amor do evangelho a todos. Até mesmo o local onde se pronunciou essa mensagem de Jesus lá no Rio de Janeiro, às margens do oceano e diante de uma multidão incontável na praia foi um lugar simbólico, “que lembrava as margens do mar da galileia”.

“Eu estou convosco todos os dias”, destacou o Papa, dizendo que isso é fundamental. Só com Cristo podemos levar o Evangelho. Sem Ele não podemos nada. Ainda uma pessoa que aos olhos do mundo não é nada, aos olhos de Deus é muito.

Nesse momento, o Papa levantou os olhos e interpelou os presentes na Praça de São Pedro: “Eu não sei se há jovens na Praça hoje… Há jovens na Praça? – e os peregrinos responderam com força: Sim!!! E continuou: “Vocês querem ser esperança para Deus? Vocês querem ser uma esperança para a Igreja?”, ao que responderam: Sim! E disse o Papa: “um coração jovem que se transforma em Cristo… Vocês, jovens, devem se transformar em esperança, abrir as portas para um mundo novo de esperança… querem ser esperança para todos nós?”

Então o Pontífice perguntou: “O que significa aquela multidão de jovens que encontraram Jesus no Rio de Janeiro?”, esses jovens não terminaram nos jornais – disse o Papa – porque não são violentos, porque não fazem notícia…, mas – continuou – se permanecem unidos a Jesus são muito fortes.

E Francisco, olhando novamente para todos reunidos na Praça de São Pedro, disse: “Vocês tem a coragem de aceitar esse desafio? Vocês tem essa coragem? Não escutei…” Ao que responderam: Sim!!!. E continuou o Papa: “Vocês se animam a ser essa força de amor e misericórdia que tem a coragem de transformar o mundo?”

A verdadeira experiência da JMJ nos traz a boa notícia. “Somos amados por Deus, que é Nosso Pai, que enviou Jesus para salvar-nos, para perdoar-nos tudo. “Ele sempre perdoa porque é bom e misericordioso”, disse Francisco.

E concluiu o Papa: “Acolhida, festa e missão. Que essas palavras sejam alma da nossa vida e da nossa comunidade”.

Ao final da audiência o Papa recordou que próximo sábado todos viveremos uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. “Também pela paz nos nossos corações, porque a paz começa no coração!” O pontífice por fim exortou os fieis romanos e os peregrinos a participarem da vigília de oração, “aqui, na Praça de São Pedro às 19hs, para invocar ao Senhor o grande dom da paz. Que se levante forte, em toda a terra, o grito pela paz!”.

(Fonte: Agência Zenit)