Paquistão: cidadão britânico se declara profeta e é condenado à morte por blasfêmia

Fortes pressões sobre as autoridades do país para salvar Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos vítima de esquizofrenia e paranoia

Por Redacao

ROMA, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Condenado à morte por blasfêmia: é o veredito do tribunal de Rawalpindi, no Paquistão, contra Mohammad Asghar, cidadão britânico de 70 anos que foi preso em 2010 por blasfêmia, depois de escrever algumas cartas a policiais em que se proclamava “profeta”.

De acordo com a agência AsiaNews, os advogados de Asghar pediram aos juízes um ato de clemência, enfatizando os problemas mentais do homem que continua se declarando profeta mesmo depois de condenado. Os advogados apresentaram um atestado do Royal Victoria Hospital, de Edimburgo, na Escócia, no qual os médicos explicam que Asghar sofre de uma doença esquizofrênica e paranoica.

O Tribunal, porém, recusou todos os pedidos de clemência. Um porta-voz do governo escocês se disse preocupado com a situação e pediu que as autoridades paquistanesas “respeitem a moratória da pena de morte”. A baronesa Sayeeda Hussain Warsi, funcionária do Ministério britânico de Assuntos Exteriores, informou que o ministério está exercendo uma grande pressão sobre o governo paquistanês para resolver o caso. Asghar é o segundo cidadão britânico a sofrer a aplicação da famigerada lei paquistanesa da blasfêmia.

De acordo a Comissão Episcopal Justiça e Paz, do Paquistão, houve pelo menos 964 pessoas incriminadas com base nessa lei entre 1986 e agosto de 2009: 479 eram muçulmanos, 119 cristãos, 340 ahmadis, 14 hindus e 10 de religião desconhecida. Além disso, mais de 40 assassinatos extrajudiciais, vários linchamentos entre eles, foram cometidos contra inocentes. Houve processos inclusive contra deficientes físicos, deficientes mentais e menores de idade.

Um caso emblemático foi o de Rimsha Masih, que escapou das falsas acusações graças a uma campanha massiva de pressão sobre Islamabad. Por outro lado, a cristã Asia Bibi, mãe de cinco filhos, foi condenada à morte por blasfêmia por um tribunal de primeira instância em 2010 e continua até hoje esperando o fim do processo de apelação.

(Agência Zenit)

Vaticano: A paz é a única solução, diz o Papa após o brutal atentado contra cristãos no Paquistão

Basílica de São Pedro com as luzes apagadas na noite de 22 de setembro. Foto: Grupo ACI

ROMA, 23 Set. 13 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco condenou o atentado realizado no domingo por extremistas muçulmanos em uma igreja cristã no Paquistão, assegurou que a violência é inaceitável e pediu aumentar os esforços de paz na região.

Ontem, durante a sua visita à localidade italiana de Cagliari, na ilha da Sardenha, lamentou que “hoje, no Paquistão, por uma escolha errada, uma escolha de ódio, de guerra, houve um atentado e morreram 70 pessoas”.

“Este caminho não funciona. Não serve. O caminho da paz é o que conduz a um mundo melhor, mas se não o fizerem vocês, ninguém mais o fará”, assinalou.

O Santo Padre questionou se “estamos dispostos, estou disposto, a ir pelo caminho para construir um mundo melhor?”.

Ao redor do meio-dia de domingo 22 de setembro, dois terroristas suicidas detonaram bombas em meio de centenas de fiéis que saíam da histórica Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão.

As testemunhas do ataque, que matou pelo menos 80 pessoas e feriu mais de 120, disseram que escutaram duas explosões de bombas, sendo a segunda mais poderosa que a primeira.

Posteriormente se encontraram coletes suicidas do lado de fora da igreja.

O grupo Jandullah, vinculado aos talibãs do Paquistão, atribuiu-se o atentado, como represália pelos ataques de aviões não tripulados americanos em regiões tribais ao noroeste do Paquistão.

Este ataque é o último de uma série de atentados contra cristãos paquistaneses, que representam aproximadamente 1.6 por cento da população, que é na sua maior parte muçulmana.

Tanto líderes religiosos como políticos condenaram o ataque, entretanto multidões furiosas tomaram as ruas, denunciando o fracasso do Estado para proteger às minorias.

O atentado do domingo foi considerado como o mais mortífero cometido contra os cristãos no Paquistão. Como resultado, o governo do país anunciou três dias de luto.

As luzes da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, apagaram-se na noite do domingo, a maneira de memória e luto pelas vítimas e suas famílias.

(Fonte: ACI Digital)

Atentado de extremistas muçulmanos contra um templo católico no Paquistão deixa 78 mortos

Interior da Igreja de Todos os Santos. Foto: Twitter/@xe_m

ROMA, 23 Set. 13 / 11:25 am (ACI/EWTN Noticias).- Neste domingo, 22 de setembro, dois extremistas muçulmanos suicidas realizaram atentados consecutivos à Igreja Católica de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão, causando a morte de 78 pessoas e pelo menos 130 feridos.

De acordo com as autoridades, este foi o ataque mais grave realizado contra a minoria católica no Paquistão.

Uma facção talibã assumiu o atentado, e ameaçou continuar atacando as minorias religiosas do país até que os Estados Unidos pare com os ataques de drones nas zonas remotas do país.

De acordo com o chefe de Polícia Mohammad Ali Babakhel, “o ataque aconteceu no final da missa“, quando os dois terroristas abriram fogo contra os guardas de segurança que vigiavam a igreja, matando um e ferindo o outro.

Depois de brigar com alguns fiéis, um dos terroristas explodiu a primeira bomba, ao ver-se rodeado pela polícia. Ao pouco tempo, no interior da igreja, aconteceu a segunda explosão.

Segundo informações recolhidas pela Europa Press, o atentado tem uma grande carga simbólica para os moradores da cidade porque a Igreja de Todos os Santos é um lugar que representa a harmonia inter-religiosa.

Depois das explosões, dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a Polícia por sua incapacidade para impedir os atentados.

Tanto o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, como o presidente Mamnoon Hussein, condenaram energicamente o atentado; outras autoridades provinciais também se pronunciaram à condenação do ataque.

(Fonte: ACI Digital)

Vídeo mostra como foi a liberação de Rimsha Masih, vítima da lei da blasfêmia no Paquistão

ROMA, 11 Set. 12 / 02:04 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em um vídeo difundido através do Youtube se confirmou que a menina Rimsha Masih, presa em meados de agosto por um suposto delito de blasfêmia contra o Islã, foi liberada na sexta-feira 9 de setembro.

A agência Reuters informou após a sua liberação sob fiança, que um helicóptero do exército paquistanês buscou a menor e a levou para um lugar escondido para garantir sua segurança.

No vídeo se veem vários policiais fortemente armados ao redor de Rimsha, que cobre seu rosto com um cachecol verde enquanto caminha para o helicóptero.

Rimsha Masih, vizinha de um bairro humilde de Mehrabad, nos subúrbios de Islamabad, foi presa em meados do último mês de agosto depois de que alguns vizinhos muçulmanos a acusaram de ter queimado parte do livro ‘Noorani Qaida’, um manual infantil de introdução ao Islã que contém versículos do Corão.

O ímã que fez a acusação, Jalid Yadun, foi detido faz uns dias depois de que várias testemunhas, vizinhas da aldeia de Masih, asseguraram que tinham visto como ele introduzia “papéis queimados” do Corão na mochila da adolescente.

As leis contra a blasfêmia do Paquistão castigam duramente inclusive com a pena de morte, a quem fale mal sobre o Islã ou o profeta Maomé e a quem profane ou queime partes do Corão, o livro sagrado muçulmano.

A detenção de Masih desencadeou o êxodo de centenas de cristãos da aldeia da menina, sobre tudo depois de que os responsáveis por várias mesquitas informaram através de alto-falantes do que supostamente tinha feito a menor.

Os cristãos representam quatro por cento da população paquistanesa. Segundo os membros desta comunidade, as condenações por blasfêmia costumam apoiar-se unicamente em declarações de testemunhas e normalmente são feitas por vinganças pessoais.

Fonte : ACI Digital

Paquistão: Mais uma vítima, 10 anos de idade…

Lahore (Quinta-feira, 06-09-2012, Gaudium Press) A onda de violência contra os cristãos, no Paquistão, continua. São vítimas de abusos perpetrados em nome da lei sobre a blasfêmia ou de violências sexuais segundo uma lógica que considera as jovens da minoria religiosa como meros objetos de prazer pessoal.

Enquanto debate-se internacionalmente sobre o caso de Rimsha Masih, (a adolescente com problemas mentais que se encontra detida por ter violado, segundo falsa acusação, a “lei negra”), uma notícia veiculada na segunda-feira dá conta de que, no final de agosto, uma menina foi violentada sem piedade e abandonada por terra desamaiada.

No dia 25 de agosto, Allah Rakhi, de 10 anos, natural de Yousafabad, Faisalabad, que pertence a uma família cristã muito pobre foi violentada por um comerciante muçulmano. Fontes locais contam que a polícia iniciou uma investigação e teria detido o homem, no mesmo dia do estupro.

O pai da menina,Sarfraz Masih, foi entrevistado pela agência AsiaNews e afirmou: “somos pessoas pobres e não somos capazes de lutar contra esses ricos”. Ele confirma “as repetidas ameaças” que recebeu, mas promete lutar pela justiça e assegura que “não voltará atrás, nem diante das ameaças. Por razões de segurança, ele escondeu sua filha, que ainda se encontra em condições “críticas”.

Padre Khalid Rashid Asi, Vigário Geral da Diocese de Faisalabad interveio no episódio e, segundo ele, “por falta de justiça, no Paquistão, os ricos e os potentes pensam em poder fazer semelhantes gestos sem serem punidos”. Isso ocorre frequentemente.

Padre Khalid acrescentou que se este crime tivesse como vítima uma menina muçulmana, “com muita probabilidade eles teriam queimado todas as casas cristãs da região”.

A lei deve ser igual para todos, conclui o sacerdote, e “os culpados devem ser punidos”. (JSG)

Fonte: Gaudium Press

Comprovado: Menina Rimsha com síndrome de Down, foi vítima de abusos da lei da blasfêmia

ROMA, 04 Set. 12 / 08:23 am (ACI/EWTN Noticias).- O Pe. Emmanuel Yousaf, Diretor da Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal do Paquistão, expressou a satisfação da comunidade cristã ao ficar comprovado que a acusação de blasfêmia contra a menina Rimsha Masih era falsa, e assinalou que isto também mostra que esta lei se converteu em uma ferramenta de abusos.

Na semana passada a polícia do Paquistão deteve ao imã Khalid Jadoon após a declaração de uma testemunha de que ele foi o líder islâmico que colocou as páginas queimadas com textos do Corão na bolsa da menina cristã, para que ela fosse acusada de blasfêmia.

“Comprovar a verdade do caso de Rimsha Masih, e das acusações falsas, é uma conquista não somente para a comunidade cristã, mas também para todo o Paquistão: será um benefício para a democracia, para a justiça, para o respeito da legalidade e dos direitos de todos os cidadãos”, expressou o Pe. Yousaf à agência Fides.

O sacerdote recordou que já faz tempo que os bispos, as minorias religiosas e os defensores dos direitos humanos denunciam que a lei da blasfêmia se dispõe a abusos inclusive contra os próprios muçulmanos. “Agora, esta tergiversação é evidente para todos”, assinalou.

Do mesmo modo, relatou que “não houve manifestações dos radicais islâmicos contra Rimsha ou em defesa do imã detido. Ao contrário, importantes líderes islâmicos, como Tahir Ashrafi, do ‘All Pakistan Ulema Council’, defenderam a Rimsha e denunciaram os abusos da lei sobre a blasfêmia, condenando publicamente ao imã e pedindo que seja castigado”. Além disso, o muftí Naeem da mesquita Jamea Bin Nooria de Karachi expressou a disponibilidade a “acolher e ajudar a Rimsha e sua família“, como gesto de solidariedade inter-religiosa.

O julgamento

Com respeito ao processo judicial, o sacerdote informou que o Tribunal de Islamabad postergou a audiência para o dia 7 de setembro. “Estamos convencidos de que na sexta-feira Rimsha será solta. Sua posta em liberdade será uma vitória da verdade, mas será também uma vitória para toda a nação. O caso de Rimsha se converterá em um caso exemplar”, afirmou.

Por sua parte, o advogado católico Kahalil Tahir Sindhu disse à Fides que pediu aos 17 juízes da Corte Suprema do Paquistão emitir um pronunciamento “suo moto” (de própria iniciativa), que resuma os pontos mais importantes do caso e lhe dê um relevo nacional, jurídico e cultural ao caso da Rimsha, e assim seja uma admoestação para todos.

Fonte: ACI/EWTN Noticias

Paquistão: menina acusada de blasfêmia tem julgamento adiado

Grupo de líderes islâmicos questiona relatório médico sobre condição mental da ré

José Antonio Varela Vidal

ROMA, sexta-feira, 31 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – A pequena Rimsha Masih, acusada de blasfêmia no Paquistão, já está vivendo a sua via-crúcis como cristã.

Não apenas ela, mas a família, a comunidade (que está em fuga depois do episódio) e o mundo inteiro observam com espanto o fato absurdo de uma criança assustada ser submetida a um julgamento de natureza religiosa, que pode levá-la à prisão, por ter arrancado as páginas de um livro que ensina a ler o alcorão.

O calvário de Rimsha continuará. O Tribunal de Islamabad anunciou que amanhã, 1º de setembro, emitirá seu veredito sobre um recurso apresentado de última hora por uma frente islâmica.

A frente contestou como “excessivamente leniente” o relatório médico que estabelece entre 13 e 14 anos a idade da menina e confirma o seu retardo mental. De acordo com os líderes religiosos, independentemente do andamento do processo, a menina cometeu um ato blasfemo e deve ser condenada com a pena máxima.

Qual é o futuro da pequena Rimsha? Se ela for liberada da prisão e voltar para casa em Mehrabad, pode não passar muito tempo até que alguém faça “justiça” com as próprias mãos, matando-a como já foram mortas outras pessoas no passado em casos semelhantes. Se for levada para outra parte do país ou para o exterior, também terá que ser transferida toda a sua família, que é extremamente pobre. Já se permanecer presa, a reclusão será tudo menos segura: também na cela alguém poderá sentir-se “inspirado” a matá-la.

Em declarações recentes à agência Asia News, o bispo de Islamabad-Rawalpindi, dom Rufin Anthony, garantiu a sua “oração por Rimsha e pela sua família”, na esperança de que o caso leve o governo a aplicar os meios necessários para garantir a segurança das minorias religiosas no país.

Enquanto isso, não há novidade alguma no Paquistão sobre a comissão inter-religiosa convocada pelo presidente da República no início de agosto para rever a famigerada “lei anti-blasfêmia”, que está na raiz do calvário de Rimsha.

Fonte: Agência Zenit.

Paquistão: Esforços para salvar menina con síndrome de Down acusada de blasfêmia

ROMA, 24 Ago. 12 / 08:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Igreja, o Governo e líderes religiosos muçulmanos uniram esforços para salvar a Rimsha Masih, a menina cristã de onze anos que padece síndrome de Down que foi presa sob a lei de blasfêmia por ter queimado sem querer algumas páginas do Corão.

Rimsha foi presa no dia 11 de agosto em um bairro pobre de Islamabad logo que uma multidão furiosa exigisse um castigo para a suposta blasfema. Alguns informes de organizações humanitárias que trabalham na localidade indicaram que a menor queimou papéis recolhidos de um amontoado de lixo –entre os quais havia páginas do Corão-, com a intenção de fazer fogo para cozinhar. Atualmente a menina está isolada em uma cela.

Este fato impressionou à opinião pública mundial e suscitou “o compromisso das instituições e dos líderes religiosos para que ela seja posta em liberdade”, indicou o católico Paul Bhatti, Conselheiro do Primeiro-ministro para a Harmonia Nacional, à agência vaticana Fides.

“Temos confiança neste assunto, e vemos que a colaboração dos imãs foi preciosa”, acrescentou Bhatti.

Segundo a agência vaticana, “os líderes muçulmanos não aceitaram, como pedido pelos radicais, lançar anátemas do púlpito das mesquitas e “incitar a revolta contra os cristãos”: isto evitou um banho de sangue. Não obstante tudo, a situação é tensa, e a polícia garante a segurança do subúrbio cristão na área de Rawalpindi, onde, dentre as cerca de 700 famílias, vivia a família de Rimsha. A família se transferiu para um local seguro”.

“A situação está sob controle”, disse Bhatti, mas a área está sendo vigiada pela polícia, pois nos dias passados uma multidão extremista decidiu incendiar as casas dos cristãos inocentes. Mais de 600 pessoas, aterrorizadas, fugiram e encontraram refúgio temporário junto de outras famílias ou se alojaram nas igrejas e barracas de Rawalpindi. Alguns sacerdotes da Caritas diocesana estão fornecendo alimento e assistência”.

(Fonte: ACI/EWTN Noticias)