Papa Francisco pede pela paz e a concórdia na Venezuela

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VATICANO, 26 Fev. 14 / 01:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- Da Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa Francisco fez chegar hoje a sua proximidade ao povo da Venezuela, ao transmitir sua preocupação pelos acontecimentos violentos no país como resultado dos protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro e os enfrentamentos que já cobraram a vida de pelo menos 16 pessoas.

O Pontífice fez um urgente chamado à oração, para que cesse imediatamente a violência, e pediu aos responsáveis políticos e institucionais que “não poupem esforços para favorecer a reconciliação nacional, através do perdão mútuo e do diálogo”.

O pedido do Santo Padre está em sintonia com o solicitado pelos bisposvenezuelanos que, desde o início das manifestações e da violenta repressão, insistiram a todos os atores que dialoguem para superar o conflito com a verdade em busca da paz.

Nesta quarta-feira em Caracas se realiza uma marcha de mulheres que sai da Conferência Episcopal Venezuelana. Entre as participantes está “a mãe de Génesis Carmona, a estudante de 22 anos e Miss Carabobo que foi assassinada em Valência”.

“Ontem à noite houve saques em Valência e Maracay e em Maracay morreu um rapaz atingido por um disparo nesta madrugada”, disse uma fonte próxima ao grupo ACI que se mantém no anonimato por razões de segurança.

“O país está revirado. Maduro decretou dias não laborais na quinta-feira e na sexta-feira para que as pessoas desfrutem de um carnaval longo. E na quarta-feira completa um ano da morte de Hugo Chávez, por essa razão, neste dia com certeza também não haverá trabalho”, adicionou.

“Maduro saiu em rede nacional cantando e dançando enquanto as mães estão enterrando os seus filhos. Ontem em Táchira morreu outro jovem”, relatou. Estes fatos foram criticados pela população, que rechaçou a atitude de Maduro de festejar em meio aos protestos.

Os estudantes, indicou a fonte, “já têm protestos planejados e mobilizações em todo o país. Não se cansam, estão dando uma mostra admirável de amor pela Pátria e de defender seus direitos”.

O clamor do Papa

O Santo Padre disse hoje que segue “com particular preocupação o que está acontecendo nestes dias na Venezuela. Desejo realmente que cessem, o quanto antes, as violências e a hostilidade, e que todo o povo venezuelano, a partir dos responsáveis políticos e institucionais, se esforcem para favorecer a reconciliação por meio do perdão recíproco e do diálogo sincero, com respeito à verdade e à justiça, capaz de lidar com temas concretos para o bem comum”.

Depois da catequese da audiência geral, o Papa Francisco disse também que “asseguro a minha constante e fervente oração, especialmente por aqueles que perderam a vida nos confrontos e pelos seus familiares, convido todos os crentes a elevar súplicas a Deus, pela intercessão materna de Nossa Senhora de Coromoto, para que o país volte a encontrar logo a paz e a concórdia”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26766)

Polônia: 28 de fevereiro dia de jejum e oração pela Ucrânia

Apelo lançado pela Conferência Episcopal da Polônia. Enquanto isso, continua o fratricídio e aumenta para 37 o número de mortes

Por Don Mariusz Frukacz

CZESTOCHOWA, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A Conferência Episcopal da Polônia lançou um forte apelo em solidariedade ao povo ucraniano neste momento particularmente difícil. Nesta manhã subiu para 37 o número de mortes no país, causadas por confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Em memória às vítimas e para pôr fim ao derramamento de sangue, os Bispos poloneses – informa a Assessoria de Imprensa da CEP – têm incentivado os fiéis a rezar pela Ucrânia, nas intenções da Santa Missa. Agora, a CEP anunciou que em 28 de fevereiro, haverá um dia nacional de oração e jejum pela Ucrânia. “Pedimos ao Bom Deus – escrevem os Bispos – que a convocação para a oração em solidariedade conduza a uma resolução pacífica deste dramático conflito. Nos unimos em um abraço fraterno, em memória de todas as vítimas e suas famílias, e queremos expressar nossa proximidade e oração”.

(Zenit)

Vaticano lança urgente chamado ao cessar fogo na Síria

Imagem: Mapa de L’Américain (DC BY-SEJA 3.0)

VATICANO, 15 Jan. 14 / 04:56 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Academia Pontifícia das Ciências celebrou ontem no Vaticano uma reunião sobre a guerra em Síria, na qual realizou-se um chamado ao fim imediato da violência, o começo da reconstrução e o início do diálogo entre as distintas comunidades.

A reunião, que teve lugar uma semana antes da conferência de paz da Genebra, foi aberta pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, Cardeal Jean -Louis Tauran.

Em um comunicado publicado esta manhã se manifesta a esperança de que a conferência de paz, chamada Genebra-2, permita “ao povo da Síria, da região e do mundo conceber um novo início e pôr fim à violência que já cobrou mais de 130.000 vidas, deixando em ruínas e no caos um lindo país”.

Segundo os peritos internacionais que participaram desta jornada de trabalho, o primeiro passo é um cessar fogo: “todos os combatentes devem depor as armas, as potências estrangeiras devem tomar medidas para deter o fluxo de armamentos e seu financiamento”.

“A Santa Sé –diz o comunicado- apoia todas as religiões e todas as comunidades da Síria, com a esperança de um novo entendimento e a recuperação da confiança depois de anos de violência entre comunidades”. Para isso, o diálogo deve centrar-se nas “necessidades urgentes de reconstrução espiritual e comunitária”.

Os participantes da conferência expressaram também sua preocupação pela situação de milhões de refugiados sírios que “sofrem privações extremas potencialmente fatais em termos de mantimentos, saneamento, eletricidade, telecomunicações, transporte, e outras necessidades humanas básicas”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26565)

10 mandamentos para a paz

tumblr_lqp02eykvm1r1hjw6o2_1280A paz começa em casa:

1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.

2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.

3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.

4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.

5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.

6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.

7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.

8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.

9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.

10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

(http://cleofas.com.br/10-mandamentos-para-a-paz/)

O Papa reitera o seu chamado a rezar pela paz na Síria e no Oriente Médio

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI

VATICANO, 30 Set. 13 / 08:02 am (ACI/EWTN Noticias).- Nas palavras que pronunciou antes da oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco reiterou o seu chamado à oração pela paz na Síria e no Oriente Médio, ao saudar a sua Beatitude Youhanna X, patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente.

“Dirijo uma saudação particular ao meu Irmão Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente. A sua presença nos convida a rezar uma vez mais pela paz na Síria e no Oriente Médio”, disse o Santo Padre.

(Fonte: ACI Digital)

Paz e alegria são sinais da presença de Deus na Igreja

As palavras do Papa Francisco na homilia na Santa Marta

CIDADE DO VATICANO, 30 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A paz e a alegria são o sinal da presença de Deus na Igreja: foi o que disse o Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta, comentando as leituras do dia.

Os discípulos estavam entusiasmados, faziam programas, projetos para o futuro sobre a organização da Igreja nascente, discutiam quem fosse o mais importante. Mas Jesus – explica o Papa – os surpreende, transferindo o centro da discussão para as crianças: “Quem entre vós é o menor de todos, este é o maior”:

“O futuro de um povo está justamente aqui, nos idosos e nas crianças. Um povo que não cuida deles não tem futuro, porque não terá memória e não terá promessa! E quanto é comum deixá-los de lado. As crianças são tranquilizadas com uma bala, com um brinquedo. E os idosos são impedidos de falar, ignorando seus conselhos …”. 

E os discípulos, destacou o Papa, não entendiam:

“Eu entendo que os discípulos queriam a eficácia, queriam que a Igreja prosseguisse sem problemas. E isso pode se tornar uma tentação para a Igreja: a Igreja do funcionalismo! A Igreja bem organizada! Tudo no lugar, mas sem memória e sem promessa! Esta Igreja, assim, não funcionará: será a Igreja da luta pelo poder, do ciúme entre os batizados e tantas outras coisas quando faltam memória e promessa”.

Portanto, a “vitalidade da Igreja” não está nos documentos e nas reuniões “para planejar e fazer bem as coisas”: trata-se de realidade necessárias, mas não são “o sinal da presença de Deus”:

“O sinal da presença de Deus é este, como disse o Senhor: ‘Velhos e velhas se sentarão nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala na mão por sua longevidade. E as praças da cidade estarão repletas de meninos e meninas brincando. Brincadeira nos faz pensar em alegria: é a alegria do Senhor. E esses idosos, sentados com a bengala na mão, tranquilos, nos fazem pensar na paz. Paz e alegria: este é o ar da Igreja!”.

Fonte: Rádio Vaticano

Vaticano: A paz é a única solução, diz o Papa após o brutal atentado contra cristãos no Paquistão

Basílica de São Pedro com as luzes apagadas na noite de 22 de setembro. Foto: Grupo ACI

ROMA, 23 Set. 13 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco condenou o atentado realizado no domingo por extremistas muçulmanos em uma igreja cristã no Paquistão, assegurou que a violência é inaceitável e pediu aumentar os esforços de paz na região.

Ontem, durante a sua visita à localidade italiana de Cagliari, na ilha da Sardenha, lamentou que “hoje, no Paquistão, por uma escolha errada, uma escolha de ódio, de guerra, houve um atentado e morreram 70 pessoas”.

“Este caminho não funciona. Não serve. O caminho da paz é o que conduz a um mundo melhor, mas se não o fizerem vocês, ninguém mais o fará”, assinalou.

O Santo Padre questionou se “estamos dispostos, estou disposto, a ir pelo caminho para construir um mundo melhor?”.

Ao redor do meio-dia de domingo 22 de setembro, dois terroristas suicidas detonaram bombas em meio de centenas de fiéis que saíam da histórica Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão.

As testemunhas do ataque, que matou pelo menos 80 pessoas e feriu mais de 120, disseram que escutaram duas explosões de bombas, sendo a segunda mais poderosa que a primeira.

Posteriormente se encontraram coletes suicidas do lado de fora da igreja.

O grupo Jandullah, vinculado aos talibãs do Paquistão, atribuiu-se o atentado, como represália pelos ataques de aviões não tripulados americanos em regiões tribais ao noroeste do Paquistão.

Este ataque é o último de uma série de atentados contra cristãos paquistaneses, que representam aproximadamente 1.6 por cento da população, que é na sua maior parte muçulmana.

Tanto líderes religiosos como políticos condenaram o ataque, entretanto multidões furiosas tomaram as ruas, denunciando o fracasso do Estado para proteger às minorias.

O atentado do domingo foi considerado como o mais mortífero cometido contra os cristãos no Paquistão. Como resultado, o governo do país anunciou três dias de luto.

As luzes da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, apagaram-se na noite do domingo, a maneira de memória e luto pelas vítimas e suas famílias.

(Fonte: ACI Digital)

No mundo, sem ser do mundo

Reflexões de Dom Alberto Taveira Correa, arcebispo de Belém do Pará

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Sabemos que Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade! (Cf. 1 Tm 2, 4)  Mas estamos no mundo e com todos os riscos à salvação, envolvidos pelo terrível mistério do pecado. “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18). Em tempos recentes, o Santo Padre o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada, para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza, para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

     O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e  da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos, para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva.  Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

     Podemos acolher o Evangelho, para estar no mundo, sem ser ou se contaminar com o mundo, através de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa reitera seu chamado a rezar pela paz na Síria e em todo o mundo

VATICANO, 18 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao recordar que neste sábado, 21 de setembro, as Nações Unidas celebram o Dia Internacional da Paz, o Papa Francisco pediu mais uma vez hoje orações pela paz na Síria e em todo o mundo.

“Convido os católicos de todo o mundo a unirem-se aos outros cristãos para continuar a implorar de Deus o dom da paz nos lugares mais atormentados do nosso planeta”, disse o Santo Padre.

“Possa a paz, dom de Jesus, morar sempre nos nossos corações e apoiar os propósitos e as ações dos responsáveis das Nações e de todos os homens de boa vontade”, exortou.

O Papa recordou também que “todos temos que nos comprometer em alentar os esforços para uma boa solução diplomática e política dos focos de guerra que ainda nos preocupam”.

“O meu pensamento vai especialmente para a querida população síria, cuja tragédia humana pode ser resolvida somente com o diálogo e a negociação, no respeito da justiça e da dignidade de cada pessoa, especialmente os mais frágeis e indefesos”, concluiu.

(Fonte: ACI Digital)

RD Congo: “Sua Santidade, reze pela paz na RDC”

Carta da primeira dama ao Papa Francisco

ROMA, 17 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – “Em nome do povo congolês, que represento humildemente, gostaria de pedir a Sua Santidade a intercessão de oração pela paz duradoura na República Democrática do Congo”, pede a Sra. Marie Olive Lembe Kabilakabange, esposa do presidente congolês Joseph Kabila, em carta enviada ao Papa Francisco.

A carta recorda “as atrocidades de todos os tipos, sofridas ao longo de décadas por parte da população devido às muitas guerras injustas, especialmente no leste da RDC, que têm causado enorme perda de vidas”.

A “primeira dama” congolesa convida também o Santo Padre a visitar o país “para dar conforto e esperança a um povo de maioria católica que espera viver em paz e harmonia”.

Do leste do país, no entanto, continuam a ser relatadas novas violências e uma tensão crescente. A Coordenação da Sociedade Civil do Norte Kivu denuncia a concentração de tropas de Uganda (mais 12 mil soldados) na fronteira Uganda-Congo perto de Bunagana. Teme-se que as tropas Kampala estão prestes a cruzar a fronteira para dar força aos rebeldes do M23, que já estão recebendo o apoio do exército de Ruanda, e que teria sido reforçado por mercenários eritreus.

Em outra nota enviada à Agência Fides, a Coordenação da Sociedade Civil do Norte Kivu, afirma que nos dias 15 e 16 de Setembro os homens da M23 forçaram a fuga de cerca de 800 famílias no território de Rutshuru. Essas pessoas são privadas de assistência humanitária.

(Agência Fides/ Trad. ZENIT)

Organização recolhe assinaturas para pedir que revoguem o Nobel da Paz a Obama e o deem ao Papa Francisco

WASHINGTON DC, 11 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- No site Change.Org se estão recolhendo assinaturas para pedir que retirem o Prêmio Nobel da Paz 2009 do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que assegurou a sua intenção de intervir militarmente na Síria.

Em uma mensagem ao povo dos Estados Unidos na noite de 10 de setembro, ao tempo que reconheceu que “esta nação esta saturada das guerras”, Obama assegurou que o ataque contra a Síria “será um ataque concreto para conseguir um objetivo específico”.

O presidente dos Estados Unidos indicou também que “pediu ao Congresso adiar a votação da resolução para atacar a Síria até que avance a via diplomática”.

A coleta de assinaturas, que será enviada ao Comitê Nobel do Parlamento Europeu, solicita que “se revogue o Prêmio Nobel da Paz que entregou a Barack Obama em 2009 e que o receba o Papa Francisco, pois o Presidente dos Estados Unidos fomenta um conflito armado na Síria, apesar de que 6 de cada 10 norte-americanos estejam contra isso”.

Pelo contrário, assinala a missiva, o Santo Padre “se manifestou contra uma guerra e solicitou ‘que se acabe o barulho das armas!’, pois ‘a guerra significa sempre o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade’”. “Recentemente (o Papa) chamou crentes e não crentes a um dia de Jejum e Oração pela paz no Oriente Médio, na Síria e em todo mundo ao que se uniram milhões de pessoas no último dia 7 de setembro”, diz a mensagem.

Os assinantes da carta consideram “que o Papa Francisco deve receber o Prêmio Nobel da Paz, pois ele realiza o maior esforço por conseguir a fraternidade entre as nações, busca abolir o uso da força militar e promove cenários de paz” o qual, indicaram, para o comitê que outorga o Prêmio Nobel é” um requisito indispensável para receber esse galardão”.

Conforme foi informado recentemente, o Comitê Nobel do Parlamento da Noruega já está avaliando solicitar que se retire do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Prêmio Nobel da Paz 2009 devido a sua intenção de realizar uma intervenção militar na Síria, face à oposição internacional.

Por sua parte, o Papa Francisco reiterou incessantemente o chamado à paz, tanto na Síria como no Oriente Médio e no mundo inteiro.

No marco do Dia de Jejum e Oração pela Paz que convocou a toda a Igreja e às pessoas de boa vontade, em 7 de setembro, assegurou que “a violência e a guerra nunca são caminho para a paz”.

“Em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão”.

“Queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos!” caminhar pelo caminho da paz, disse o Santo Padre.

Para assinar esta petição, pode ingressar em:

http://www.change.org/es/peticiones/comite-nobel-del-parlamento-noruego-revoque-el-premio-nobel-de-la-paz-a-obama-y-que-lo-reciba-el-papa-francisco

(Fonte: Agência Zenit)

É uma loucura fazer guerra para levantar a bandeira da paz, adverte missionário da Síria

ROMA, 12 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Pe. David Fernández, missionário argentino do Instituto do Verbo Encarnado, afirmou que os cristãos em Aleppo (Síria), levam sua cruz com fé enquanto vivem na incerteza e rezam para que não haja uma intervenção militar porque “é uma loucura realizar ações bélicas para levantar a bandeira da paz”.

Em declarações à agência Fides, o sacerdote disse que “a população vive na incerteza e no sofrimento, mas ninguém pensa que pode ser liberado com as bombas e mísseis de uma intervenção militar estrangeira. Também acho que é uma loucura realizar ações bélicas para levantar a bandeira da paz. Todos oramos para que não se realize esta intervenção, e recuperemos de verdade a paz”.

O missionário argentino descreveu Aleppo como uma cidade sitiada pelas tropas rebeldes, onde “os fornos estão fechados, já que se carece inclusive da farinha para fazer o pão; não se pode dormir nem de dia nem de noite pelo barulho dos enfrentamentos e bombardeios que acontecem nos subúrbios da cidade”.

“Em meio de tudo isto muita gente leva sua cruz com fé e valor, pedindo o dom da paz a Deus, o único ao que ainda confiam suas esperanças”, afirmou.

Exemplo disso é que em agosto, na paróquia católica de rito latino, pregaram-se retiros para jovens, para as religiosas e mães. Nestes dias se está realizando outro para os sacerdotes, no que participam sacerdotes de diversos ritos.

(Fonte: Agência Zenit)

Comitê Nobel do Parlamento da Noruega pedirá retirar Nobel da Paz de Obama

ESTOCOLMO, 06 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Comitê Nobel do Parlamento da Noruega solicitará que se retire do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Prêmio Nobel da Paz 2009 devido a sua intenção de realizar uma intervenção militar na Síria, apesar da oposição internacional.

Através de um comunicado, difundido pela agência Ria Novosti, o organismo assinalou que a decisão se baseia em que “as políticas seguidas pelo presidente Obama, tanto no referente à política externa, especialmente no Oriente Médio e Norte da África, como o inaceitável recorte em liberdades dos cidadãos de seu país e do resto do mundo, com a utilização de programas de espionagem como PRISM, a manutenção da prisão de Guantánamo, etc. fazem que considere totalmente inadequado que ostente este galardão, sendo que não é merecedor do mesmo”.

No comunicado, o Comitê Nobel do Parlamento recordou que “este prêmio é dado à pessoa que tenha trabalhado mais ou melhor em favor da fraternidade entre as nações, da abolição ou redução dos exércitos existentes e da celebração e promoção de processos de paz”, tal e como aparece no testamento de Alfred Nobel.

Na segunda-feira passada, o Nobel de Física e vice-presidente da Academia de Ciências da Rússia, Zhorés Alfiórov, disse que seria justo que os laureados com o “Nobel da Paz” iniciassem um processo para privar Obama deste prêmio. “Fiquei surpreendido quando Obama foi galardoado com este prêmio (em 2009). Não o podia compreender. Ele não merece o Prêmio Nobel da Paz, não tinham que tê-lo concedido”, assinalou Alfiórov.

(Fonte: ACI Digital)

Campanha de assinaturas para pedir a Obama que não ataque a Síria

MADRI, 03 Set. 13 / 01:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- A organização espanhola HazteOír organizou uma campanha para recolher assinaturas para pedir ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que não comece um bombardeio contra a Síria, destruindo “cidades cheias de pessoas inocentes”.

“A guerra contra a Síria seria a primeira guerra promovida por um prêmio Nobel da Paz. Recorde isso agora mesmo a Obama. Talvez este dado lhe faça refletir. Talvez a soberba que acompanha a tantos homens públicos se dissolva ao recordar que tem uma obrigação com a Humanidade como prêmio Nobel da Paz”, denunciou a organização com sede na Espanha.

HazteOír advertiu que ” temos somente 3 dias” para deter o presidente dos Estados Unidos em sua intenção de atacar a Síria, evitando “que se converta em outro político sanguinário”.

“Segundo The Washington Post, serão dois dias de morte e destruição. Outras fontes assinalam que a operação não poderá durar menos de 10 dias. Imagina o que deve ser viver em uma cidade bombardeada com semelhante armamento horas e horas, dia e noite? E para que?”.

A organização indicou também que cada um dos mísseis que o presidente dos Estados Unidos lançará sobre a população síria custa um milhão de euros (ao redor de 1,3 milhões de dólares).

“Quantas coisas positivas poderiam fazer-se com as centenas de milhões de euros que vão se utilizar para massacrar a população síria!”, criticou.

A mensagem, que será enviada à Casa Branca com todas as assinaturas, pede a Obama que “não bombardeie a Síria, que renuncie à guerra. E caso comece realmente com a guerra, que devolva o Nobel da Paz imediatamente”.

O Patriarca católico da Babilônia dos caldeus, Louis Sako, assegurou que uma intervenção militar liderada pelos Estados Unidos contra a Síria seria “uma catástrofe. Seria como fazer explodir um vulcão com uma explosão destinada a arrasar o Iraque, o Líbano e a Palestina”.

Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, ontem na Praça de São Pedro, o Papa Francisco convocou para este sábado 7 de setembro um dia de jejum e oração pela paz na Síria, Meio Oriente e no mundo.

“No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo”, disse o Santo Padre, assegurando que ” a humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!”.

Para assinar a mensagem pedindo a Barack Obama que não bombardeie a população Síria, pode ingressar em: http://hazteoir.org/alerta/53080-se-or-obama-no-otra-matanza-siria

(Fonte: ACI Digital)

Dia de jejum e oração pela Síria

Dia de jejum e oração pela Síria: “Não tenham medo de dar a seus filhos um almoço austero”

ROMA, 04 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, convidou as famílias, pais, filhos, e avós, a reunir-se no próximo dia 7 de setembro para o dia de jejum e oração que o Papa Francisco convocou para pedir a paz na Síria, Oriente Médio e no mundo.

“Queridos pais, não tenham medo de propor aos seus filhos um almoço austero e mínimo, será a ocasião para lhes explicar o que está acontecendo no mundo e como estes fatos terríveis não podem deixar-nos indiferentes. Convido-os a acolherem a proposta do Papa e a viverem também em casa o gesto do jejum e da oração”, animou Dom Paglia em 3 de setembro conforme informou o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano.

As contínuas notícias que chegam da Síria sobre um possível ataque da comunidade internacional a este país em guerra “interpelam o coração, a nossa inteligência, e a nossa fé”, e é necessário que este dia de jejum e oração, “seja acolhido com grande seriedade e compromisso de todos”, acrescentou.

“Não se esqueçam de convidar os avós e os idosos para este almoço feito com pouca comida e muitas palavras, se algum deles experimentou tempos de guerra, poderá explicar o que significou viver sob as bombas e na incerteza do amanhã e qual era o sentido de suas orações naqueles dias”.

“E vós jovens, não se lamentem se no sábado não há grandes pratos sobre a mesa, mas deem graças aos seus pais pelo que lhes propõem, é mais, exijam deles uma explicação e os motivos pelos que vale a pena continuar e habitar esta terra marcada muito frequentemente, por lutos e violência”, convidou.

Junto à dureza das notícias, Dom Paglia animou a não se esquecerem de comunicar a esperança da paz oferecida por Jesus ressuscitado, que reconciliou o mundo com gestos doando-se a si mesmo, em lugar de usar gestos violentos e vingativos.

“Rezem unidos na mesa, orem! Pelas famílias da Síria, pelas crianças que morrem todos os dias, pelo ódio e pela fome, pelos governantes chamados a encontrar as soluções de paz e não a violência”, exortou.

Por último o Arcebispo Paglia convidou a recitar junto à família um salmo, ler uma página do Evangelho, rezar uma dezena do Terço, fazer uma oração livre em voz alta, ou fazer um canto simples, ou qualquer ato que mais lhes seja propício para interceder, “e meter-se no meio do mistério do mal que marca a nossa história e no mistério do Deus da paz que a cura e a salva”, concluiu.

No dia 1º de setembro o Papa Francisco convidou todos os cristãos, os membros de outras religiões e homens de boa vontade a juntar-se a esta convocatória, e anunciou que nesse mesmo dia, de 19h a 23h (hora local), será celebrada na Basílica de São Pedro, uma vigília de oração para pedir a paz definitiva no país árabe.

Como fazer o jejum e a oração na Jornada convocada por Francisco?

O beato João Paulo II também convocou uma jornada semelhante depois do atentado das Torres Gêmeas

Por Rocio Lancho García

ROMA, 04 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – Diante dos momentos dolorosos que está sofrendo a nação Síria por causa da violência, o santo padre propôs um dia de jejum e oração no qual convida os cristãos, fieis de outras religiões e homens e mulheres de boa vontade a participarem desta jornada. Pedir pela paz no mundo e especialmente neste momento pela paz na Síria, unirá o coração e os desejos de muitas pessoas neste sábado dia 7 de Setembro.

O beato João Paulo II teve uma iniciativa semelhante em 2001, após os ataques às Torres Gêmeas em Nova York, quando convidou a viver o dia 14 de dezembro daquele ano como um dia de jejum e oração para que Deus concedesse ao mundo “uma paz estável, fundada na justiça” e convidou representantes das religiões do mundo a Assis no dia 24 de janeiro de 2002 para rezar pela superação das oposições e para promover a paz autêntica”.

Jejuar também significa ser solidário e entender a situação das milhares de pessoas que todos os dias passam fome no mundo. Este sábado também pode ser um tempo para explicar até mesmo para os menores da casa o sentido de fazer este sacrifício, que está longe de ser um ato desprovido de significado.

Em uma nota divulgada pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas na época, ofereceram algumas reflexões sobre o significado do jejum e da oração.

O dia de jejum, indica, não deve ser entendido apenas de acordo com as formas jurídicas do Código de Direito Canônico; “mas em um sentido mais amplo, que envolva livremente a todos os fieis: as crianças, que voluntariamente fazem renúncias em favor dos seus irmãos pobres; os jovens, muito sensíveis à causa da justiça e da paz; todos os adultos, menos os doentes, sem excluir os anciãos”.

” Em todas as grandes experiência religiosas o jejum ocupa um lugar importante”, explica. “O jejum implica uma atitude de fé, de humildade, de total dependência com Deus. Já no Antigo Testamento há exemplos em que o jejum é usado para “se preparar para o encontro com Deus; antes de enfrentar uma tarefa difícil ou pedir o perdão de uma culpa; para expressar a dor causada por uma desgraça familiar ou nacional; mas o jejum, inseparável da oração e da justiça, está orientado principalmente para a conversão do coração, sem a qual, como os profetas já denunciavam, não tem sentido”. Do mesmo jeito encontramos o exemplo na vida de Jesus, quando jejuou durante 40 dias no deserto antes de começar a sua vida pública.

Na nota também explica que “fieis à tradição bíblica, os santos padres tiveram muita consideração pelo jejum. De acordo com eles, a prática do jejum facilita a abertura do homem a outro alimento: o da Palavra de Deus e do cumprimento da vontade do Pai; e em estreita ligação com a oração, fortifica a virtude, suscita a misericórdia, implora o socorro divino, leva à conversão do coração”.

O documento, no final, explica que ” a prática do jejum é dirigida ao passado, ao presente e ao futuro: ao passado, como reconhecimento das culpas contra Deus e contra os irmãos, das quais todos estamos manchados; ao presente, para aprender a abrir os olhos para as necessidades dos outros ou à realidade que nos rodeia; ao futuro, para acolher no coração a realidade divina e renovar, a partir do dom da misericórdia de Deus, a comunhão com todos os homens e com toda a criação, assumindo responsavelmente a tarefa que cada um de nós tem na história”.

Traduzido do original espanhol por Thácio Siqueira

(Fonte: Agência Zenit)