Papa Francisco: A cruz da perseguição está sempre presente no caminho cristão

Foto referencial: ACI Prensa

Vaticano, 04 Mar. 14 / 01:19 pm (ACI).- Na homilia de hoje em sua Missamatutina na Capela da Casa da Santa Marta, o Papa Francisco refletiu hoje sobre os cristãos perseguidos em todo mundo e martirizados por ódio à fé, e assegurou que “a cruz está sempre no caminho cristão”.

Comentando a passagem do Evangelho de hoje, em que Pedro diz a Jesus: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’, o Papa enfatizou a resposta de Jesus: “Eu garanto a vocês que quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim receberá cem vezes mais agora, durante esta vida“, mas acrescentou “junto com perseguições”.

Segundo a informação difundida pela Radio Vaticano, o Santo Padre comentou: “Como se (Jesus) quisesse dizer: Sim, vocês deixaram tudo e receberão aqui, na terra, muitas coisas, com perseguições. Como uma salada temperada com o óleo da perseguição, sempre! Este é o ganho do cristão e este é o caminho para quem deseja seguir Jesus, porque é o caminho criado por Ele. Ele foi perseguido! É o caminho do abaixamento, aquele caminho que Paulo disse aos Filipenses: Ele se abaixou. Se fez homem e se humilhou até a morte, morte de cruz’. Esta é a tonalidade da vida cristã”.

Nas Bem-Aventuranças Jesus diz: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos por causa de mim”. Os discípulos, logo depois da vinda do Espírito Santo, começaram a pregar o Evangelho e tiveram início as perseguições. Pedro foi preso, Estevão foi morto e ainda hoje morrem muitos outros discípulos. “A cruz sempre está no caminho cristão. Teremos muitos irmãos, irmãs, mães e pais na Igreja na comunidade cristã, mas teremos também perseguições”, frisou ainda o Papa.

“O mundo não tolera a divindade de Cristo. Não tolera o anúncio do Evangelho. Não tolera as Bem-Aventuranças. Eis a perseguição, com palavras, calúnias, com as coisas que diziam dos cristãos nos primeiros séculos, as difamações, o cárcere. Nós esquecemos facilmente. Pensemos nos cristãos, sessenta anos atrás, nos campos, nas prisões nazistas e comunistas. Eram muitos! Hoje temos mais cultura e estas coisas não existem? Existem! Hoje, existem muito mais mártires do que nos primeiros tempos da Igreja.”

“Muitos irmãos e irmãs que testemunham Jesus são perseguidos. São cristãos que não podem nem ter a Bíblia consigo”, remarcou.

“São condenados porque possuem uma Bíblia. Não podem fazer o sinal da cruz. Este é o caminho de Jesus, mas é um caminho de alegria, porque o Senhor nunca nos prova além daquilo que podemos suportar”.

“A vida cristã não é um obter vantagem comercial, não é uma carreira: é simplesmente seguir Jesus! Mas quando seguimos Jesus acontece isso. Pensemos se temos dentro de nós o desejo de ser corajosos no testemunho de Jesus. Pensemos nos irmãos e irmãs que hoje não podem rezar juntos, porque são perseguidos; não podem ter a Bíblia porque são perseguidos.”

O Papa convidou a pensar nos irmãos proibidos de irem à missa: “Muitas vezes eles se reúnem em segredo com um sacerdote e fazem de conta que estão tomando um chá e ali celebram a missa. Isso acontece hoje”, disse ainda Francisco.

O Santo Padre exortou a pensar se estamos dispostos a carregar a cruz como Jesus, como fazem muitos irmãos e irmãs que hoje são humilhados e perseguidos.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26788)

Encontrados documentos que narram a perseguição dos cristãos no Japão durante o século XVII

ROMA, 03 Fev. 14 / 12:22 pm (ACI).- Foram encontrados recentemente aproximadamente 10.000 documentos de papel de arroz, conhecidos como “Cartas Marega” que narram a perseguição contra os cristãos no Japão do século XVII, informou a imprensa internacional.

Conforme informou a agência AFP, estes documentos batizados como “Cartas Marega”, pelo nome do Pe. Mario Marega, que os compilou no sul do Japão no século XX, constituem uma valiosa informação sobre a perseguição dos cristãos na época Edo (1603-1867) e serão estudados durante seis anos.

“Esta quantidade excepcional de documentos descreve as perseguições e a privação de liberdade religiosa”, afirmou o professor Kazuo Otomo, diretor do Instituto Nacional de Literatura do Japão.

A partir de 1603 e durante mais de dois séculos, o Japão, por medo de ser colonizado, se fechou ao mundo exterior. Os japoneses não podiam sair do país sob pena de morte e os estrangeiros só estavam autorizados a entrar em alguns locais do arquipélago, sobretudo os holandeses, no porto de Nagasaki, cidade que abriga um monumento em memória dos 26 cristãos crucificados em 1597.

Naquela época, os shoguns, chefes de guerra do Japão, proibiram o cristianismo por considerá-lo um perigo para o arquipélago. Muitos dos missionários estrangeiros foram expulsos, os fiéis esconderam a alguns e os japoneses conversos tiveram que renegar sua fé. Os que se negaram a cumprir as ordens foram torturados e executados.

“Alguns destes documentos podem esclarecer como os cristãos conservaram sua fé”, estima Rumiko Kataoka, especialista em história cristã da Universidade Católica Junshin de Nagasaki.
Em meados do século XIX, quando o Japão saiu de seu isolamento, a maior parte dos documentos sobre as perseguições estavam perdidos ou tinham sido destruídos.

O Pe. Marega juntou estes testemunhos únicos quando vivia na ilha meridional de Kyushu, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Depois os levou a Tóquio e dali à Itália, onde faleceu em 1978. O pesquisador Delio Provérbio encontrou estes documentos em 2010.

Estes documentos relatam a vigilância metódica e os atos aos quais os cristãos eram submetidos, que na menor suspeita eram forçados a pisotear imagens de Cristo ou da Virgem Maria.

Segundo o professor Otomo, só foram abertos três pacotes de documentos dos 20 existentes. “É um estudo sobre os cristãos, mas vai além. Pode nos levar a um estudo sobre os intercâmbios culturais e sobre a forma de tratar a liberdade religiosa”, explicou.

Foi a estes mártires e sobreviventes que o Papa se referiu na Praça de São Pedro, no dia 15 de janeiro durante a Audiência Geral: “Foram numerosos os mártires, os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram assassinados. Não ficou no Japão nenhum sacerdote, todos foram expulsos. Então a comunidade se retirou à clandestinidade, conservando a fé e a oração na ocultação”.

“E quando nascia uma criança, o pai ou a mãe a batizavam, porque todos os fiéis podem batizar em circunstâncias particulares. Quando depois de aproximadamente dois séculos e meio –250 anos depois– os missionários voltaram para o Japão, milhares de cristãos saíram das sombras e a Igrejapôde reflorescer. Tinham sobrevivido com a graça de seu Batismo! Mas isto é grande, né? O Povo de Deus transmite a fé, batiza seus filhos e vai adiante”.

O Papa disse finalmente que esta comunidade tinha mantido, ainda em segredo, “um forte espírito comunitário, porque o Batismo os tinha transformado em um só corpo em Cristo: estavam isolados e escondidos, mas eram sempre membros da Igreja. Podemos aprender tanto desta história! Obrigado!”

Segundo a Conferência Episcopal do Japão, este país tinha 444 mil católicos em 2012.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26645)

A Unitalsi em oração pelo Pe. Paolo Dall’Oglio

Em todo o mundo, um momento de espiritualidade para lembrar o jesuíta e todos os sequestrados no país Sírio

Por Redacao

ROMA, 29 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – No dia 29 de Julho passado Pe. Paolo Dall’Oglio, tinha sido sequestrado em Raqqa, cidade da Síria controlada por milícias islâmicas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, não se ouviu mais falar dele. “Lembro-me ainda do amor do Pe. Paolo durante a sua participação na Peregrinação Nacional a Lourdes em 2008, ficava com os doentes; um homem que dedicou a sua vida de jesuíta à Síria e ao diálogo com as suas almas culturais e religiosas – comentou Salvatore Pagliuca, Presidente Nacional da Unitalsi.

“Eu acho que seja importante ressaltar hoje, a seis meses do sequestro, como em um discurso seu em Lourdes, Pe. Dall’Oglio tenha destacado justamente o conceito da solidão do homem, como essa parta de longe, das Sagradas Escrituras, colocando-nos o exemplo de Maria, ou de Jesus”. “A mesma solidão com a qual talvez hoje esteja preso, a mesma solidão explicava então padre Paolo, ‘digna e discreta da sua fonte divina que na generosidade do sacrifício e da pertença ao grupo, encontra a condição de vida moral autêntica’”.

“Em nome de toda a comunidade unitalsiana – disse o presidente Pagliuca – quero expressar a mais profunda solidariedade à família e receber o convite para participar dos diversos momentos de oração organizados na Itália e na Europa, com a esperança de revê-lo em liberdade em breve e em uma das nossas peregrinações”.

Hoje, quarta – feira, 29 de janeiro, em várias cidades da Europa e do Oriente Médio foram realizados momentos de oração para lembrar o padre Dall’Oglio, a sua comunidade na Síria e todos os seqüestrados no país. Em Milão, na igreja de São Fedele dos Jesuítas, na praça São Fedele, foi celebrada uma missa às 19.30. Mesmo horário em Roma, na igreja de São José, na via Francesco Redi 1 (zona Nomentana ). Iniciativas semelhantes ocorrerão simultaneamente em Beirute, Berlim, Bruxelas, Doha, Dubai, Genebra, Grenoble, Montreal, Paris e Sulaymaniah no norte do Iraque, onde o padre Paolo abriu recentemente uma nova comunidade de oração e diálogo inter-religioso.

Trad.TS

México é o país mais perigoso para sacerdotes na América Latina

MEXICO D.F., 20 Dez. 13 / 12:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um estudo elaborado pela Unidade de Investigação do Centro Católico de Multimídia (CCM), abrangendo os últimos 23 anos, revelou que o México é, pelo sexto ano consecutivo, o país mais perigoso para sacerdotes e religiosos na América Latina.

O estudo detalha por nomes e dioceses, os dados daqueles que perderam avida por causa da delinquência comum ou o crime organizado e aponta um dramático aumento das extorsões e de atentados, que não só prejudicam os presbíteros em quanto ao patrimônio que administram, mas também aumenta o risco de que percam a vida por seu trabalho na Igreja Católica.

Segundo o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), a análise abrangendo os últimos 23 anos, tem registro detalhado de 34 assassinatos contra membros da Igreja Católica do México, constando um cardeal, 25 sacerdotes, dois religiosos e quatro leigos, incluindo uma jornalista católica. As tendências do agravamento destes fenômenos no México mostram uma alta constante nos últimos seis anos.

Esta dramática situação, segundo o estudo do CCM, torna o México, pelo sexto ano consecutivo,o lugar com mais crimes de ódio contra sacerdotes, religiosos e leigos no continente americano.

“Isto coloca o México como o país latino-americano mais perigoso para exercer o ministério sacerdotal”, destaca a análise.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26473)

Extremistas hindus torturam e assassinam a um menino de sete anos por ser cristão

ppcristianosindia051213O site ACI informou na última sexta-feira (06/12/13) que Anugrag Gemethi, um menino cristão de sete anos chamavam de “Anmol”, foi torturado e assassinado por extremistas hindus em uma localidade de Rajasthan, no noroeste da Índia.

Os pais de Anmol o viram pela última vez quando saiu de sua casa para a escola dominical. Ao perceberem que o garoto não retornava, fizeram uma denúncia. O corpo –praticamente irreconhecível- foi achado no dia seguinte, 18 de novembro em um hospital.

Segundo o relatório da autópsia, o menor morreu afogado. Entretanto, cinco testemunhas do hospital indicaram que o corpo tinha evidentes sinais de tortura que foram ignorados pelo médico legista.

Mais de 200 pessoas foram ao enterro e ao funeral. “O lamento do povo e dos pais foi dilacerador”, disse uma testemunha presente nos eventos.

Harish Gemethi, pai do menino, disse à polícia que “há anos alguns extremistas hindus locais ameaçam matar-me e prejudicaram minha família muitíssimas vezes”. O homem deu os nomes dos agressores e pediu às autoridades que abrissem inquérito contra os mesmos, mas todas as suas queixas foram ignoradas até o momento.

Na aldeia vive uma comunidade cristã de 45 fiéis. Em setembro, um grupo de extremistas hindus interrompeu um encontro de oração dos fiéis e ameaçaram de morte os presentes.

“A tortura sem precedentes e a morte deste menino inocente entristecem nossos corações embora isto pareça inacreditável” disse K.P. Yohannan, fundador e diretor internacional da associação “Evangelho para a Ásia”. “A perseguição contra os cristãos é um acontecimento semanal, mas esta intensidade da brutalidade contra uma criança é impensável. Apesar de tudo, nesta horrível tragédia, encontramo-nos com a força e a esperança em Jesus” expressou.

Segundo Yohannan, a perseguição aos cristãos cresceu mais de 400 por cento nos últimos anos.

Por sua parte, em uma nota enviada à agência Fides pelo “Catholic Secular Fórum”, adverte-se que “é verdadeiramente horrível que os fundamentalistas hindus não tenham perdoado a vida de um menino de sete anos. O pior é que a polícia não seja capaz de identificar os assassinos e entregá-los à justiça”.

Nesse sentido, o “Catholic Secular Fórum” lançou a campanha “Justiça para o mártir Anmol”, pretendendo sensibilizar líderes da Igreja e das instituições políticas e judiciais pedindo um castigo severo para os assassinos, o fim da perseguição aos cristãos da Índia e uma indenização para a família do menino.

O episódio é o último de uma longa série de ataques contra as minorias religiosas na Índia. Segundo os dados recolhidos pelo Global Council of Indian Christians (GCIC), só em 2011 a minoria cristã sofreu 170 ataques. Trata-se de ofensivas de diferentes tipos perpetradas por grupos vinculados ao movimento nacionalista hindu Sangh Parivar, cujo nome traduzido ao Português é: “Famílias de Associações”, referindo-se ao agrupamento de distintos grupos nacionalistas hindus radicais.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26398

500 milhões de cristãos vivem em países onde podem sofrer perseguição

Washington – Estados Unidos (Segunda-feira, 09-12-2013, Gaudium Press) Por volta de 500 milhões de cristãos vivem em países onde podem sofrer perseguição, ou seja, 1 a cada 5 deles. É o que diz Todd Johnson, do Centro para o estudo do Cristianismo Global do Seminário Teológico de Gordon-Conwell.

Para Johnson, isso ocorre porque “o Cristianismo está crescendo nos lugares onde as pessoas são perseguidas”. Johnson será um dos especialistas que participarão da próxima Conferência “Cristianismo e Liberdade: Perspectivas Históricas e Contemporâneas”, que será realizada entre os dias 13 e 14 de dezembro na Pontifícia Universidade Urbaniana em Roma, e que procura realizar uma exposição científica do panorama das perseguições aos cristãos ao redor do mundo, “para além das manchetes da mídia”.

“A perseguição no século XXI é tanto de origem estatal quanto civil”, afirma Johnson. “Os perseguidores hoje representam uma ampla variedade de ideologias: comunistas, agentes estatais de segurança, religiosos nacionalistas e maiorias muçulmanas.” O estudante afirma que os muçulmanos, onde são maioria, só representam 25% da opressão.

A situação na China

Como se sabe, o cristianismo está crescendo rapidamente na China, apesar das fortes restrições estatais. Segundo Fengang Yang, da Universidade de Purdue, a China se converterá no país com a maior população cristã em um ponto entre 2025 e 2032. Neste momento o cristianismo já ultrapassou o “limite crítico” de 5 a 10% da população. Segundo Fengang, o cristianismo tem se mostrado muito em seus esforços para aliviar o sofrimento decorrente dos terremotos, como por exemplo o de 2008, na província de Sechuan. (GPE/EPC)

Com informações da National Catholic Register.

(http://www.gaudiumpress.org/content/53734#ixzz2n4ARlBv2)

Bispos do Médio Oriente denunciam perseguição aos Cristãos. Orações em lágrimas.

Iraque e Síria têm uma tragédia em comum: a perseguição aos Cristãos. Dois bispos, do Iraque e da Síria, estiveram em Portugal a convite da Fundação AIS. Dos seus países trouxeram relatos de violência, medo e morte. Uma tragédia sem fim.

Por Redacao

BRASíLIA, 06 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – “O futuro dos Cristãos no Iraque e, direi mesmo, em todo o Médio Oriente, é muito obscuro e pode dizer-se mesmo que existe um plano para o esvaziar de Cristãos.” Foi assim que D. Shlemon Warduni, 70 anos, Bispo Auxiliar de Bagdade, definiu a situação terrível em que se encontram os Cristãos no seu país e em toda a região. No curto espaço de pouco mais de uma semana, Portugal acolheu dois bispos oriundos do Médio Oriente: D. Warduni e D. Samir Nassar, Arcebispo Maronita de Damasco. Ambos trouxeram histórias idênticas, de perseguição, de medo, de fuga. Ambos falaram num futuro sombrio sem lugar para os Cristãos.

D. Samir recordou-nos que esta perseguição já é antiga e que agora está mais intensa do que nunca. “Cheguei a Damasco em 2006, havia um milhão de iraquianos em Damasco, enchiam as nossas igrejas, as nossas escolas. Eu ouvia os cristãos sírios dizer: ‘Hoje são eles, amanhã seremos nós’. Eu não acreditava nisso, mas eles tinham uma intuição.”

Cristãos em fuga

O medo e a violência têm provocado um êxodo sem precedentes. O Bispo auxiliar de Bagdade falou mesmo em “tragédia”, recordou que a comunidade cristã está reduzida a pouco mais de 400 mil pessoas em todo o Iraque, e lançou um apelo: “é preciso condenar todas as guerras, todas as formas de terrorismo e, com amor, construir uma cultura onde o homem possa ser salvo e viver com dignidade. Ajudem-nos, por favor, com as vossas orações, e que Nossa Senhora nos proteja!”

Poucos dias depois, este mesmo apelo prosseguiu nas palavras de D. Samir Nassar, Arcebispo Maronita de Damasco. Também ele falou num êxodo terrível de Cristãos, num quotidiano manchado de sangue, violência e medo. E no fim de uma era. “Se a guerra continuar”, disse, por mais de uma vez, “pode ser o fim dos Cristãos no Oriente”.

D. Samir fez o retrato de uma Síria esventrada, com povoações sem ninguém, centenas de localidades históricas abandonadas, que se transformaram em cidades-fantasma, em escombros. “Um dia vai ser assim, vamos passear pelo país e dizer: ‘ali havia Cristãos.’”

Lágrimas de um povo

Durante os dias em que esteve entre nós, D. Samir trouxe-nos as lágrimas dos Cristãos sírios, obrigados a fugir da sua terra. Falou de um país em guerra, do horror de uma estatística em que se contabilizam já mais de 125 mil mortos; cerca de 7 milhões de pessoas afectadas; 3 milhões de refugiados nos países da região, dos quais, cerca de metade são jovens e crianças; 4,25 milhões de deslocados na própria Síria.

E deixou um alerta, para que o mundo compreenda o genocídio que está a concretizar-se no Médio Oriente contra os Cristãos. “Ontem foi a Igreja do Iraque, hoje é a Igreja da Síria e amanhã será a Igreja do Líbano. Se a Igreja do Líbano desaparece é o fim dos cristãos no Oriente. É a Igreja do Líbano que suporta todas as outras. Nós nem temos seminários. Se esta guerra chega ao Líbano acaba a Igreja no Médio Oriente.”

A oração contra as armas

D. Samir definiu o quotidiano dos Cristãos na Síria como o de um povo que vive “numa tempestade”. Contra o poder das armas, dos grupos radicais, da lógica da guerra, também D. Samir pediu a força da oração. Por isso, foi até à Capelinha das Aparições para consagrar o povo Sírio a Nossa Senhora de Fátima. Tal como D. Shlemon Warduni, também D. Samir Nassar pediu as nossas orações. “Somos peregrinos nesta terra para o reino de Deus. Nunca devemos esquecer isso. Peço muito a vossa oração pela paz do povo da Síria”.

(Fonte: AIS/Red ZENIT TS)

(Agência Zenit)

Dois anos e meio de prisão por converter-se de muçulmano a cristão

Foto: Wikimedia Commons / Sitomon (CC BY-SEA 2.0)

ROMA, 27 Set. 13 / 01:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um homem marroquino foi condenado pelo Tribunal de Primeira Instância de Taunat, no centro do Marrocos, a dois anos e meio de prisão por abandonar a religião muçulmana, converter-se e tentar evangelizar um menor.

Conforme informa a agência EFE, o homem de trinta anos de idade foi detido em 28 de agosto pelas autoridades locais, que lhe confiscaram livros, revistas e CDs com material de evangelização.

O presidente da seção da Associação Marroquina de Direitos humanos (AMDH) na região de Fez-Taunat, Mohamed Ulad Ayad, explicou que o jovem Mohamed el Baladi foi condenado por “converter-se à religião cristã e quebrantar a fé de um muçulmano” ao tentar convencer um menor de converter-se ao cristianismo.

Ulad Ayad acrescentou que o condenado, que trabalha de vendedor ambulante, confessou diante do juiz que se converteu ao cristianismo.

O representante da AMDH qualificou o julgamento de “uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos” e acrescentou que a associação contempla contatar à família do condenado para apelar o veredicto.

A evangelização está proibida no Marrocos, país onde o Islã é a religião oficial do Estado, e é castigado com penas de entre 6 meses e três anos de prisão e uma multa de 500 dirhams (60 dólares).

No caso dos estrangeiros (geralmente protestantes) que tentam evangelizar os muçulmanos, o governo marroquino costuma expulsá-los do seu território.

(Fonte: ACI Digital)

Membro do Parlamento do Afeganistão pede que os cristãos conversos do Islã sejam executados

ROMA, 12 Set. 13 / 11:20 am (ACI/EWTN Noticias).- O membro do Parlamento do Afeganistão, Nazir Ahmad Hanafi, pediu que segundo a sharia (lei islâmica), executem-se as pessoas que se convertam do islã ao cristianismo, para “pôr fim” ao crescimento rápido do cristianismo.

Logo que a imprensa do país apresentasse um relatório que assinala o rápido crescimento dos conversos ao cristianismo, Hanafi assinalou em assembleia que “os afegãos continuam convertendo-se ao cristianismo na Índia”.

Conforme publicou a agência vaticana Fides em 9 de setembro, outro parlamentar do país já havia informado anteriormente que na Índia, onde há milhares de refugiados, existe uma comunidade cristã chamada “Igreja dos Afegãos” constituída por aqueles que chegaram de Cabul (capital do Afeganistão).

“As conversões ao cristianismo são o resultado da presença dos Estados Unidos no Afeganistão”, assinalou outro membro da Câmara, Abdul Latif Pedram.

O presidente do Parlamento, Abdul Rauf Ibrahimi, ordenou ao Comitê Nacional para a Segurança do país “acompanhar o assunto seriamente”, e condenou todas as atividades de “proselitismo cristão” no Afeganistão, que é considerado também pelos líderes islâmicos uma ameaça para o país.

Uma notificação do Conselho Islâmico do Afeganistão enviada ao Presidente do país, Hamid Karza, assinalou que a presença de trabalhadores estrangeiros de religião cristã no país é também uma preocupação.

A Agência Fides informou também que fontes locais assinalaram que alguns parlamentares converteram-se secretamente ao cristianismo apesar dos riscos que isso implica.

(Fonte: ACI Digital)

Silêncio para escutar Deus e cristãos perseguidos

VATICANO, 27 Ago. 13 / 02:12 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano divulgou as intenções do Papa Francisco para o mês de setembro onde o Pontífice assinala o valor do silêncio, e de escutar Deus e os irmãos, e pelos cristãos perseguidos.

A intenção geral do apostolado da oração do Papa é: “Para que os homens e mulheres do nosso tempo, tantas vezes mergulhados num ritmo frenético devida, redescubram o valor do silêncio e saibam escutar Deus e os irmãos”.

E na sua intenção missionária “Para que os cristãos perseguidos possam testemunhar o amor de Cristo”.

(Fonte: ACI Digital)

Cristão que difundiu cópias do Evangelho foi condenado a dez anos de prisão

Mohammad-Hadi Bordbar

TEERÃ, 21 Ago. 13 / 03:28 pm (ACI/EWTN Noticias).- O iraniano Mohammad-Hadi Bordbar foi condenado a dez anos de prisão pelo “crime contra a segurança do Estado” que o acusa de conspiração por converter-se do Islã ao cristianismo e difundir cópias do Evangelho.

Mustafá, como é conhecido, é natural da cidade de Rasht (Irã). Foi detido em 27 de dezembro de 2012 em Teerã. Segundo o relatório da corte, ele teria declarado “ter deixado o Islamismo para seguir o cristianismo”, e “considerando que a evangelização é seu dever, distribuiu 12 mil evangelhos de bolso”.

Assinalou que após receber o batismo, iniciou uma “igreja em casa”, onde se pode orar e louvar, coisas que são consideradas “ilegais” no Irã, conforme informou a agência vaticana Fides.

Quando Mustafá estava reunido em sua casa orando com mais de 50 cristãos iranianos, a polícia ingressou repentinamente, interrogou a cada um deles e encontrou em um quarto material de publicações cristãs, como filmes, livros, CDs e mais de seis mil cópias do Evangelho.

Esta não seria a primeira vez que prendem Mustafá, em 2009 foi detido e declarado culpado de apostasia, por sua conversão, sendo posteriormente posto em liberdade sob caução.

A Agência Fides também divulgou o caso do jovem cristão iraniano, Ebrahim Firouzi, detido em março de 2013 e condenado a um ano de prisão e dois anos de exílio por um tribunal da cidade de Robat-Karim, por dedicar-se à evangelização e distribuição de Bíblias, considerado uma oposição ao regime da República Islâmica do Irã.

O juiz assinalou na sentença que Firouzi é “culpado de atos criminais por ter mantido encontros de oração em casa e ter difundido dúvidas sobre os princípios islâmicos entre os jovens”.

Ante casos como este, as ONGs comprometidas com a defesa dos cristãos no mundo, “Barnabas team” e “Christian Solidarity Worldwide”, assinalaram que o interesse dos jovens iranianos pelo Cristianismo nos últimos anos, tornou a conversão ao cristianismo um problema preocupante para as autoridades iranianas.

A pressão por parte dos extremistas sobre os cristãos convertidos do islã está em aumento, muitos lugares Igrejas e lugares de oração foram fechados em Teerã e em outras cidades.

Por sua parte o novo presidente do país, Hassan Rouhani, mencionou a possibilidade de uma “reforma dos direitos civis”, e pediu aos clérigos religiosos islâmicos que “freiem a interferência do Estado na vida privada das pessoas”.

(Fonte: ACI Digital)

45 jovens da JMJ Rio 2013 pedem refúgio

RIO DE JANEIRO, 26 Ago. 13 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Cinco peregrinos que participaram da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro, presidida pelo Papa Francisco, pediram às autoridades do Brasil que sejam considerados como “refugiados”, confirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Os jovens chegados do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo elevaram esta solicitude alegando que em seus países sofrem “perseguição” e “ameaças” por professar a fé católica.

Segundo ACNUR, a arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu 40 solicitações para intermediar nos processos de refúgio e a arquidiocese de São Paulo outras cinco.

Os pedidos deverão ser analisados agora pelo Comitê Nacional de Refugiados (CONARE), organismo dependente do Ministério de Justiça do Brasil.

Os jovens são “assistidos, alojados e alimentados” de forma provisória por voluntários católicos e autoridades municipais.

(Fonte: ACI Digital)

Futuro sacerdote fiel à Igreja e o drama dos católicos na China

MADRI, 22 Ago. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Apesar da perseguição que vive a Igreja católica na China, ainda nascem vocações ao sacerdócio e à vida religiosa em fidelidade à Igreja de Roma; um destes casos é o de John Tai -nome fictício para evitar represálias do Governo comunista-, que como outros tantos sacerdotes chegam a Espanha para estudar os anos de Filosofia e Teologia.

“A situação da Igreja na China é muito complicada (…). Está a Igreja clandestina, a Igreja perseguida, que eu gosto de chamá-la ‘Igreja fiel’, é o termo mais adequado”, afirma Tai. A igreja patriótica, controlada pelo Governo que conforme conta John tem as características de auto-organização e independência: “É como um cisma, embora ainda não tenha chegado a tanto, mas sim tenta cortar a relação com a Santa Sé”.

Mas conforme conta John há outra Igreja. “Há lacunas entre dioceses e bispos que levam dois reconhecimentos. Foram escolhidos pelo Governo, mas contam com o consentimento do Papa. Estes bispos, por qualificá-los de algum jeito, são como cinzas”. E nesse sentido o futuro diácono explica que “estes bispos costumam sofrer muito porque não têm a consciência tranquila, o Governo os tem na mão e também querem ser fiéis à Igreja porque têm a fé de que pertencem à Igreja de Cristo, por isso sofrem muito”.

John Tai assegura que sua vocação é “fruto das orações”. “Desde que era muito pequeno, minha mãe me levava a uma casa todos os dias às 4h20 da madrugada para rezar, porque estava o Santíssimo exposto, junto com um grupo de senhoras que ainda hoje continua reunindo-se, todos os dias rezam especialmente pelos sacerdotes e pelas vocações”, conta o futuro sacerdote.

John Tai ingressou em um seminário menor clandestino faz alguns anos e assegura que “na China necessitamos a Cristo”. Lembra-se das três vezes que foi levado para a delegacia de polícia durante esse tempo “por ser testemunha da fé”. “Na delegacia de polícia, uma das vezes estive preso por dois dias. Interrogaram-me, e me mostraram um mapa que estava escondido em uma cortina. Estavam perfeitamente localizadas todas as Igrejas, todos os templos budistas e todos os pontos de encontro dos protestantes”, conta.

“Durante o interrogatório a princípio não respondia. Até que os policiais me disseram que sabiam todos os nossos movimentos. E começaram a me dizer de cor os passos da liturgia. ‘Eu poderia ser um dos seus professores do seminário’, disse-me um dos policiais para me fazer duvidar dos meus próprios formadores. Ao que respondi: ‘Se você sabe tudo, por que me pergunta isso?’ E como não tinha idade suficiente para me impor nenhuma pena, deixaram-me livre”, recorda John.

“O governo chinês sabe onde estamos os católicos fiéis a Roma, mas não quer acabar conosco. Querem que a Igreja fiel à Santa Sé e a Igreja patriótica existam e briguem entre elas, para que nenhuma seja potente e se debilitem entre si”, explica.

John pede orações para que os católicos de lá possam ser testemunhas do Evangelho, mas “não só os católicos da China, mas também os de todo o mundo. Os católicos têm que ser testemunhas de nossa fé”.

Exemplo de testemunhas da fé foram -entre outros muitos- os dois últimos Bispos da diocese de onde provém Tai. Ambos foram presos pelo Governo chinês por permanecerem fiéis à Santa Sé. De fato, conforme conta John, faz 16 anos foi detido o atual Bispo da diocese e depois disso não tivemos notícia dele. “Não sabemos nada dele, correm rumores de que faleceu, mas não recebemos seu cadáver, assim não podemos saber nada. Nossa diocese é uma das mais perseguidas”, afirma John.

Apesar de tudo, John olha o futuro dos católicos chineses fiéis a Roma com esperança. Mostra disso é a recente ordenação de outro diácono na Espanha que voltará para a China para ser testemunha como sacerdote fiel à Igreja católica de Roma. Dentro de pouco tempo, John Tai fará a mesma coisa, retornará ao seu país para ser sacerdote de Jesus Cristo, fiel à Igreja de Roma para os católicos da China.

(Fonte: Agência Zenit)

Bispos chineses são libertados após um mês de sequestro

Pequim (Quinta-feira, 19-04-2012, Gaudium Press) Dois bispos católicos não reconhecidos pelo governo da China foram liberados após permanecerem detidos durante mais de quatro semanas durante as quais foram obrigados a assistir a sessões políticas. Dom Peter Shao Zhumin e Dom Peter Jin Lugang Nanyang foram pressionados pelas autoridades para que se tornassem partidários da Associação Patriótica, uma igreja estatal que não obedece o Vaticano.

Dom Peter Shao foi um dos bispos detidos pela Associação Patrótica da China Como informou a agência Asia News, Dom Shao foi preso para que se obtivesse informações sobre a ordenação de um bispo em Tianshui, sem a autorização do governo comunista chinês que pretende aplicar uma política de eleição e ordenação de bispos de forma independente da Santa Sé.

Em meio a sua detenção, Dom Shao foi enviado “de férias” à cidade de Leshan, onde está situada a residência de Lei Shiyin, um bispo ordenado pela Associação Patriótica, que não tem permissão do Papa e que foi excomungando pela Igreja. Segundo fontes locais, chegando lá, o bispo estatal “recomendou” que Dom Shao cooperasse com as autoridades. O prelado afirmou estar aberto à cooperação, mas manifestou que esta deveria estar condicionada à obediência à Igreja “una, santa, católica e apostólica”.

O mesmo procedimento foi aplicado a Dom Lugang, que não pôde celebrar o Tríduo Pascal.

Conforme fontes não reveladas pela Asia News, as detenções de sacerdotes por várias semanas e a pressão para incorporá-los À associação Patriótica tornou-se comum durante este ano. “Dezenas de sacerdotes são levados a cada semana e são libertados após vários dias”, informaram as fontes. Em várias áreas, os fiéis temem ser presos e, por conta disso, suspenderam suas atividades. “Os controles são intensos: visitas aos lares: interceptação de telefonemas e de conversas pela internet… não escapa nada deles”, declararam.

Com informações da Ásia News.