Disney inclui “casal” gay em programa infantil e recebe duras críticas nos EUA

Captura Youtube

DENVER, 03 Fev. 14 / 03:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um importante grupo de pais de família nos Estados Unidos elevou sua voz de protesto depois que a rede de televisão de programas infantis, Disney Channel, incluiu um casal de lésbicas em um episódio da série “Good Luck Charlie” (Boa Sorte Charlie).

O episódio que foi emitido na segunda-feira passada, 27 de janeiro, mostra quando uma menina chega para brincar na casa de Charlie, a protagonista, acompanhada de duas mulheres às quais apresenta como suas mães, e os pais de Charlie não reagem, o que levou os críticos a dizerem que a série está “normalizando” a ideia dos pais do mesmo sexo.

O grupo americano, “One Million Moms” (Um milhão de mães), de onde se trabalha para promover os valores nos meios de comunicação, assinalou que Disney “é o último lugar que um pai poderia imaginar para que seus filhos enfrentem temas que para eles são muito difíceis de entender”.

“Temas maduros desta natureza estão sendo apresentados desde cedo e quando as crianças ainda são muito novas, além disso, é extremamente desnecessário (…). Disney deveria ocupar-se apenas de divertir e não de empurrar uma agenda”, declararam.

Por outro lado, a controversa e ex-estrela da Disney, Miley Cyrus, elogiou o episódio e assinalou em sua conta oficial do twitter que Disney “controla grande parte do que as crianças pensam”.
One Million Moms por sua parte expressaram estar muito decepcionadas com a Disney pela emissão do episódio, mas assinalaram também que na página do Facebook, o episódio não tinha patrocinadores e que Care.com retirou seu patrocínio.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26648)

Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco tem uma identidade forjada no Evangelho.

De acordo com padre Bergoglio “é preciso curar o enfermo mesmo quando desperta repulsa”. “Tenho horror de ir à prisão – disse – porque o que se vê é muito duro, mas ainda assim vou, porque o Senhor deseja que me encontre com o necessitado, o pobre, o sofredor”.

É sabido que Bergoglio costumava ir nas piores áreas de Buenos Aires e que de lá conseguiu fazer brotar várias vocações.

Para os jovens reclusos que visitou na Quinta-feira Santa (28 de março), ressaltou que com o gesto de lavar os pés o Senhor, que é o mais importante, aquele que está mais alto, nos mostra que a maior tarefa é aquela de servir os menores.

“Ajudar-se uns aos outros, – continuou o Papa Francisco – isto é o que Jesus nos ensina e é isso que eu faço. Faço-o com o coração porque é o meu dever. Como sacerdote e como bispo, devo estar ao vosso serviço. Eu vos amo e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou, mas também vocês ajudem-se sempre uns aos outros e assim ajudando-se praticaremos o bem mutuamente”.

O pontífice tem uma ideia muito clara do que significa servir. Para os 132 entre chefes de Estado e príncipes reinantes que vieram à Roma para a sua eleição de Papa, disse que “o verdadeiro poder é o serviço”. “Nunca nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço – disse – e que até mesmo o Papa para exercer o poder tem que entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz;

Antes de receber os representantes de trinta igrejas cristãs pediu para retirar o trono papal e o substituiu por uma simples cadeira. Recebeu-os como Bispo de Roma e apresentou-se como “servo dos servos”. Em toda a sua vida padre Bergoglio lutou consigo mesmo para estar perto de Jesus. Buscou-o no rosto dos pobres, dos enfermos, dos pecadores, dos prisioneiros, dos distantes, dos desesperados. No encontro com o sofrimento, com a dor, com o desespero, com a Cruz, padre Bergoglio revive a paixão de Jesus e contemplando e curando as feridas, espera e acredita que o sangue de Cristo continue a lavar os pecados de todos. Uma espécie de Eucaristia vivida diariamente na compassiva cura dos corpos e das almas.

A este respeito, domingo, 7 de abril , Jornada da Misericórdia, explicou: “Na minha vida pessoal vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus dizendo-lhes: Senhor estou aqui, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lave-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez, acolheu, consolou, lavou, amou”.

Ao colégio dos cardeais, que encontrou no dia 15 de março, o Papa Francisco fez um convite para nunca “ceder ao pessimismo”. “Nunca nos deixemos levar pelo pessimismo e pelo desânimo, aquela amargura que o Diabo nos oferece a cada dia”, destacou o Pontífice, porque “Temos a certeza de que o Espírito Santo continua a obrar e procuramos novos métodos para anunciar o Evangelho.

A humildade e a misericórdia

Outra palavra usada e testemunhada pelo Papa Francisco é a humildade. No ensaio, publicado pela EMI, e intitulado “Humildade, caminho para Deus”, Jorge Bergoglio escreveu “é Cristo que nos permite ter acesso ao irmão a partir do nosso abaixar-se”. De acordo com o Papa Francisco “o nosso caminhar no caminho do Senhor traz consigo assumir  o abaixamento da Cruz. Acusar-se é assumir o papel de réu, como o assumiu o Senhor carregando as nossas culpas”, portanto, “o acesso ao irmão é realizado pelo Cristo a partir do nosso abaixamento”.

O comentário do arcebispo de Buenos Aires, é inspirado em alguns escritos de Doroteu de Gaza, um abade monge e eremita do século VI. Escreveu Doroteu de Gaza: “Acredite que tudo o que nos acontece, até mesmo os menores detalhes, é pela Providência de Deus, e assim suportarás sem impaciência tudo o que vier. ( … ) Acredite que o desprezo e os insultos são remédios contra o orgulho da sua alma e ore por aqueles que te tratam mal , considerando-os como médicos”.

E, novamente, não tente conhecer o mal do teu próximo, e não alimente suspeitas contra ele. E se a nossa malícia os faz nascer, procure transformá-los em pensamentos bons”.

Conta-se que Abba Zózimo, um dos mestres de Doroteu de Gaza, dizia que é preciso pensar daqueles que fazem o mal “como sendo um médico enviado por Cristo”, como um “benfeitor”, porque “tudo é um apelo para a conversão, para retornar a si mesmo e para descobrir solidariedade com os pecadores”.

A questão da moral

Como muitos notaram, a verdadeira novidade do Papa Francisco, mais do que a nível doutrinal, é a nível de atitude: “A primeira reforma – ele disse – deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com eles, de saber dialogar e também de descer na suas noites, nas suas escuridões sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos do Estado”.

“Eu sonho – acrescenta – com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, cuidar das pessoas, acompanhado-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isso é Evangelho puro. Deus é maior do que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois”.

É verdade que alguns se sentem órfãos de Bento XVI e de João Paulo II dizendo que não se acham nas palavras do Papa Francisco, principalmente em temas morais.

No entanto, o padre Bergoglio na sua prática de Arcebispo sempre foi leal e fiel à doutrina.

Sobre a acolhida dos divorciados, sobre a prática da homossexualidade, sobre as pessoas que escolheram a interrupção voluntária da gravidez, sobre o celibato, etc, papa Francisco não apresenta nenhuma novidade doutrinal, é fidelíssimo a tudo o que está escrito no Catecismo da Igreja Católica.

Na entrevista à Civilta Cattolica disse: “Nós não podemos insistir somente nas questões relacionadas ao aborto, ao matrimônio homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não tenho falado muito sobre esses temas, e fui repreendido. Mas quando se fala, é preciso que se fale em um contexto. O parecer da Igreja, além disso, é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar sobre isso o tempo todo”.

“Eu vejo claramente que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade , o companheirismo. Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas… E é preciso começar de baixo”.

No angelus do 7 de Abril, o Papa recordou as palavras de Jesus: “Pedro, não tenha medo da sua fraqueza, confie em mim”, e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora. Que bom é este olhar de Jesus – quanta ternura! Irmãos e irmãs, nunca percamos a confiança na misericórdia paciente de Deus!”

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[Tradução Thácio Siqueira]

(Fonte: Agência Zenit)

Misericórdia: o programa do pontificado do Papa Francisco (primeira parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Todos os papas são únicos, mas Francisco é realmente um Papa extraordinário, incrível. Ele nos surpreende a cada dia mais.

Executa ações surpreendentes. Mora em um quarto de hotel. Viaja com carros comuns. Onde pode dispensa a escolta. Veste-se sobriamente. Calçando botas ortopédicas, com muitas lombas. Tem uma cruz peitoral de prata e até o anel tiveram que insistir para dourar.

Visita, consola e confessa prisioneiros, enfermos com AIDS, pessoas com problemas psiquiátricos, não houve nem sequer uma Quinta-Feira Santa que tenha celebrado na diocese, mas sempre nas prisões, hospitais, manicômios, hospitais psiquiátricos, orfanatos, nas favelas, nos bairros mais pobres e infames. Vê-lo caminhar entre as pessoas é uma experiência única.

Conforta e acalma os enfermos e os deficientes, pega no ar os terços que lhe jogam, coloca a chupeta nas crianças que choram; escreveu no gesso de uma adolescente com a perna engessada, cumprimenta e abraça a todos, abençoa, dialoga intensamente com as pessoas, convida-lhes a responder as suas perguntas, invoca orações comuns, às vezes em silêncio. Muitos se comovem.

E depois telefona em primeira pessoa. É ele que procura as ovelhas perdidas, compartilha os sofrimentos, as chama pelo nome, tranquiliza, encontra soluções, um verdadeiro pai que não deixa faltar a sua presença e que leva de volta para Deus tantas ovelhas perdidas.

Suscita um entusiasmo incrível.

Com 10 milhões de seguidores no Twitter, o Papa foi recentemente premiado com o Oscar da Web, como Personalidade do Ano no Blogfest de 2013, batendo a concorrência de estrelas da Internet.

No Vaticano chegam uma média de duas mil cartas por dia dirigidas a ele.

O Angelus e a audiência da quarta-feira com mais de cem mil pessoas, são números que vão muito além dos recordes de todos os pontífices anteriores.

Testemunhos de párocos falam de pessoas que desde que o Papa Francisco chegou fazem fila no confessionário, nunca se viu tanta gente querendo se confessar.

Na Polônia, me disseram que nos últimos sete meses têm crescido fortemente os pedidos para entrar no seminário.

Um levantamento feito na Rússia, revelou que 71 % da população quer  que o Papa Francisco vá para Moscou.

De acordo com outro levantamento feito com quase mil jovens do Instituto Toniolo foi revelado que o 83,6 % disseram que as palavras escolhidas são adequadas ao mundo contemporâneo, capazes de atingir o coração das pessoas. O 91,5% simpatiza com o Papa. De todos os entrevistados o 81% disse que é capaz de aumentar a coerência moral entre os comportamentos e os valores afirmados.

Qual é o seu segredo?

Do ponto de vista da doutrina não existe nenhuma diferença com os seus antecessores, mas mudou a abordagem.

Papa Francisco não esperava ser criticado, nunca responde o mal com o mal, e não aceita alimentar polêmicas, pelo contrário, como São Francisco se dirige aos inimigos e tenta abraça-los, explica-lhes o sacrifício de Cristo e lhes convida a abaixar juntos sob a Cruz, fazendo da fraqueza a arma para encontrar a paz.

A esse respeito disse aos redatores da Civiltá Cattolica no dia 14 de junho no 163 º aniversário da revista.

“É verdade que a Igreja precisa ser dura contra a hipocrisia, fruto de um coração fechado, mas a tarefa principal não é construir muros, mas pontes, é o de estabelecer um diálogo com todos os homens, também com aqueles que não compartilham a fé cristã, mas cultuam os altos valores humanos, e até mesmo “com aqueles que se opõem à Igreja e a perseguem de diversos modos”. Essa última frase é tirada da Gaudium et spes, número 92).

“Diálogar significa estar convencido de que o outro tem algo bom para dizer, dar lugar ao seu ponto de vista, à sua opinião, às suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo. E para dialogar é preciso abaixar as defesas e abrir as portas”.

Acrescentou o Papa Francisco: “São tantas as questões humanas a serem discutidas e compartilhadas, e no diálogo é sempre possível aproximar-se da verdade, que é dom de Deus, e enriquece mutuamente”.

O Papa Bergoglio recordou a afirmação de Santo Inácio de que “devemos buscar e encontrar a Deus em todas as coisas”.

Em uma entrevista com a Civilta cattolica explicou “Eu tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa, Deus está na vida de cada um. Ainda que a vida de uma pessoa tenha sido um desastre, se foi destruída pelos vícios, pela droga ou por qualquer outra coisa, Deus está na sua vida. Pode-se e deve-se busca-lo em cada vida humana. Ainda que a vida de uma pessoa seja um terreno cheio de espinhas e ervas daninhas , há sempre um espaço em que a boa semente pode crescer. É preciso confiar em Deus”.

Neste contexto, sobre a propagação da fé escreveu no n.34 da Encíclica Lumen fidei: “Torna-se claro que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; pelo contrário, a verdade o faz humilde, sabendo que, mais do que possuí-la nós, é ela que nos abraça e nos possui. Longe de enrijecer-nos, a segurança da fé nos coloca a caminho, e torna possível o testemunho e o diálogo com todos”.

Na sua relação contra os que atacam ou perseguem a Igreja o Papa Francisco responde como respondeu o beato croata Miroslav Buleić: “A minha vingança é o perdão!” explicando que “o martírio é amor, e é a vitória sobre todo tipo de ódio”.

Até mesmo o beato Jerzy Popieluszko, mártir polonês, ressaltou que a tarefa dos cristãos é combater “o mal e não as suas vítimas”.

Claro ensinamento de São Paulo que na Carta aos Romanos escreveu: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (12, 21).

O mal não pode ser derrotado com o mal: nesse caminho, de fato, mais do que vencer o mal, se é vencido por ele.

A este respeito  o Papa, antes do Angelus de 15 de setembro , explicou que a justiça humana é muito limitada para nos salvar e se praticarmos o “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal.

Diferente é a justiça de Deus que em face dos pecados e do mal aceitou a Cruz e deu sua vida por nós.

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(Traduzido do original italiano por Thácio Siqueira)

(Fonte: Agência Zenit)