Assassinatos de sacerdotes, religiosas e leigos católicos duplicou em 2013

ROMA, 08 Jan. 14 / 11:48 am (ACI/EWTN Noticias).- O trabalho da Igreja em todo o mundo atravessa momentos dramáticos devido à violência. No último ano se duplicou o número de assassinatos de sacerdotes, religiosas e leigos em todo mundo.

Segundo os dados oferecidos pela agência vaticana Fides, em 2013 ocorreram 22 assassinatos, uma cifra muito superior aos 13 casos registrados em 2012.

De acordo com a agência Fides, a maioria das vítimas foram assassinadas em tentativas de roubo ou furto, e em alguns casos foram agredidas com ferocidade.

Entre as vítimas constam 19 sacerdotes, uma religiosa e dois leigos que morreram de forma violenta. América Latina foi pelo quinto ano consecutivo o lugar do mundo onde mais ocorrem assassinatos deste tipo.

Sete sacerdotes morreram na Colômbia; quatro no México; um no Brasil; um na Venezuela; um no Panamá; e outro no Haiti.

No continente africano um sacerdote foi assassinado na Tanzânia, uma religiosa em Madagascar, uma leiga na Nigéria, enquanto que na Ásia foram assassinados um sacerdote na Índia; outro na Síria; e um leigo nas Filipinas. Na Europa foi assassinado um sacerdote na Itália.

A agência Fides ressaltou que esta lista de assassinatos não trata apenas dos missionários ad gentes em sentido estrito, mas de todos os agentes pastorais assassinados de forma violenta.

Durante 2013 foram abertas algumas causas de canonização relacionadas com este tipo de assassinatos, como a das seis missionárias italianas das Irmãs Pobres de Bérgamo, mortas no Congo em 1995 vítimas do vírus ebola que contraíram por não abandonar a população privada de assistência sanitária, e que foram definidas como “mártires da caridade”.

Durante este último ano também foi completa a fase diocesana do processo de beatificação de Luisa Mistrali Guidotti, membro da Associação Feminina Médico Missionária, assassinada em 1979 na então Rodésia –território entre a atual Zambia e o Zimbabue-, enquanto acompanhava uma mulher em trabalho de parto até o hospital em situação de risco.

Durante 2013 também teve início o caminho para a beatificação do Padre Mario Vergara, missionário do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME), assim como do catequista Isidoro Ngei Ko Lat, leigo assassinado por ódio à fé em Myanmar em 1950.

Entretanto, segue causando grande preocupação o destino de vários outros agentes pastorais sequestrados ou desaparecidos, dos quais não houve notícias, como é o caso dos três sacerdotes congoleses Agustinos daAssunção, sequestrados em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo em outubro de 2012.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26523)

Islâmicos sequestram doze religiosas ortodoxas

Notícia foi confirmada por dom Mario Zenari, núncio do Vaticano em Damasco

Por Redacao

ROMA, 03 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Rebeldes islâmicos sequestraram na tarde de ontem, 2 de dezembro, 12 freiras do mosteiro grego ortodoxo de Santa Tecla, em Maalula, ao norte de Damasco. A notícia foi confirmada por dom Mario Zenari, núncio do Vaticano em Damasco, durante contato com o patriarcado ortodoxo grego, que, através do diplomata vaticano, “faz um apelo a todos os católicos para rezarem pelas religiosas”.

A notícia foi veiculada pela agência Asia News. “Os homens armados atacaram na tarde de hoje [ontem, 2 de dezembro, ndr] o mosteiro de Santa Tecla em Maalula e mantêm doze religiosas reféns”. As freiras estão sendo levadas por um contingente de rebeldes islâmicos para Yabrud, a cerca de 80 km ao norte da capital síria. O núncio e a Igreja ortodoxa grega desconhecem os motivos da ação violenta.

Os rebeldes do Free Syrian Army invadiram o povoado ainda no dia 5 de setembro, derrotando as tropas do regime com o apoio da brigada Al-Nousra, vinculada à Al-Qaeda. Depois de tomar o controle da cidade, os rebeldes islâmicos radicais começaram a profanar os edifícios cristãos e mataram três jovens católicos.

Em busca de abrigo, toda a população cristã local, de mais de 3 mil pessoas, fugiu para Bab Touma, o bairro cristão de Damasco. Alguns conseguiram chegar com suas famílias ao Líbano ou aos conventos da Igreja greco-católica da região. Desde então e até agora, os únicos habitantes que restaram em Maaloula eram muçulmanos e as cerca de quarenta freiras do mosteiro de Santa Tecla, que permaneceram no povoado para cuidar de dezenas de crianças que ficaram órfãs por causa dos conflitos.

Maaloula é cenário de intensos combates entre o exército e os rebeldes sírios, no meio dos quais há muitos membros da milícia extremista Jabat-Al-Nousra. Os enfrentamentos se concentram principalmente na parte alta da cidade, a mais antiga, sede do mosteiro grego ortodoxo de Santa Tecla e dos santos greco-católicos Sérgio e Baco.

Os rebeldes têm lançado ataques contínuos contra o exército que controla a parte baixa da cidade. Fontes da AsiaNews destacam que a luta vem se intensificando: “O exército quer recuperar todos os povoados ao norte de Damasco e lançou uma ofensiva dura contra os rebeldes, que se opõem ao avanço tentando conservar as áreas sob seu controle ‘a ferro e fogo’”.

(Fonte: Agência Zenit)