Em restauração o Cristo redentor do Rio de Janeiro

120 dias e 833 mil dólares para restaurar a famosa escultura, símbolo da cidade. A obra, visitada a cada ano por 700 mil turistas, não será fechada ao público

Por Redacao

ROMA, 18 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – O Cristo Redentor do Rio de Janeiro está sendo reformado. A célebre estátua no topo do Corcovado, que dos seus 710 metros de altura embeleza a cidade e é símbolo e ponto de referência para mais de 700 mil turistas.

Um grupo de trabalhadores especializados em operações em grandes altitudes começou nesses dias os trabalhos de restauração da escultura, depois da benção do arcebispo, mons. Orani João Tempesta, próximo cardeal no consistório do 20 de fevereiro.

Realizado em 1931, medindo 28 metros e pesando cerca de 700 quilos, o Cristo Redentor é patrimônio histórico do Brasil, e em 2007, foi proclamado uma das sete maravilhas do mundo. Vai demorar pelo menos quatro meses para restaurar o dedo polegar da sua mão direita atingido no dia 17 de janeiro desse ano por um raio durante uma violentíssima tempestade que afligiu o Rio de Janeiro.

Os trabalhos de restauração serão inteiramente financiados pela arquidiocese e por empresas privadas. O acordo prevê uma despesa total de 833 mil dólares. Durante os 120 dias de operação, que se limitará às mãos e à cabeça, a obra não será fechada ao público.

(Trad.TS)

(Zenit)

Papa Francisco: Pelo Batismo o Povo cristão é como um rio que irriga a terra e difunde a bênção de Deus

VATICANO, 15 Jan. 14 / 03:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- Seguindo sua catequese sobre os Sacramentos que iniciou na semana passada, o Papa Francisco retomou hoje o tema do Batismo e explicou que este constitui a entrada ao Povo de Deus, que torna discípulo e missionário quem o recebe e outorga a missão de levar a fé pelo mundo “como um rio que irriga a terra”.

Em sua reflexão, para a qual usou diversas passagens do Documento de Aparecida  –fruto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e o Caribe em 2007– do qual o então Cardeal Bergoglio foi o Presidente do Comitê de Redação, o Santo Padre explicou que “assim como de geração em geração se transmite a vida, do mesmo modo também de geração em geração, através do renascimento da fonte batismal, transmite-se a graça, e com esta graça o Povo cristão caminha no tempo, como um rio que irriga a terra e difunde no mundo a bênção de Deus”.

Recordando o Documento da Aparecida, o Papa explicou que “em virtude do Batismo nos transformamos em discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho no mundo” e citou o texto no que se afirma que “cada batizado, qualquer que seja sua função na Igreja e o grau de instrução de sua fé, é um sujeito ativo da evangelização. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de todos, de todo o Povo de Deus, um novo protagonismo dos batizados, de cada um dos batizados”.

“O Povo de Deus é um Povo discípulo, porque recebe a fé, e missionário, porque transmite a fé. Isto é o que faz o Batismo em nós: faz-nos receber a graça. E a fé é transmitir a fé. Todos na Igreja somos discípulos e o somos para sempre, por toda a vida; e todos somos missionários, cada um no posto que o Senhor lhe atribuiu”.

O Papa Francisco disse logo: “Todos: até o mais pequenino também é missionário e aquele que parece maior é discípulo. Mas alguns de vocês dirão: ‘Padre, os bispos não são discípulos, os bispos sabem tudo. O Papa sabe tudo, não é discípulo’. Pois bem, também os bispos e o Papa devem ser discípulos, porque se não forem discípulos, não fazem o bem, não podem ser missionários, não podem transmitir a fé”. “Todos nós somos discípulos e missionários!”

O Pontífice ressaltou deste modo que “ninguém se salva sozinho”.
“Isto é importante. Ninguém se salva sozinho. Somos comunidade de crentes, e nesta comunidade experimentamos a beleza de compartilhar a experiência de um amor que precede a todos, mas que ao mesmo tempo nos pede que sejamos ‘canais’ da graça os uns para os outros, não obstante nossos limites e nossos pecados”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26561)

JMJ Rio 2013: agora é o momento mais importante para aprofundar esse acontecimento

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, reflete sobre a JMJ e a atualidade

Por Dom Orani Tempesta, O.Cist.

RIO DE JANEIRO, 20 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – São muitas iniciativas que ocorrem desde que tivemos aqui no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude. Na realidade, agora é que começamos a escutar a maioria das experiências e ouvir os ecos desse evento que mudou muitos paradigmas de nossa missão evangelizadora.

Para a mídia em geral, o evento já faz parte do passado, e exceto algumas notícias pontuais, não faz mais parte de suas preocupações maiores. Faz parte de nosso tempo de consumismo, descartável rápido. Mas de nossa parte, na realidade, agora é o momento mais importante para um aprofundamento dos acontecimentos.

Como Maria nós guardamos as ações e sinais de Deus em nossas vidas, em nossos corações, ou seja, em nossa mente – para saborear, aprofundar, rever, agradecer. A Primavera que iniciamos nos dá os sinais de que, após os “invernos” da vida e da história, inexoravelmente ocorre a primavera com sua mensagem de um novo nascimento. São sinais daquilo que celebramos de maneira plena na Páscoa: Jesus Ressuscitou! E nós O anunciamos a todos os povos.

Tenho participado de muitos encontros em que as experiências acabam sendo colocadas em comum, juntamente com o agradecimento a Deus por esse momento por nós vivido.

São muitos aspectos que seriam importantes aprofundar e refletir. Aos poucos iremos ecoando cada um deles. Nesta semana tivemos o testemunho de clubes de serviços e de empresa com preocupação ecológica. Dias atrás foram os militares e as forças armadas que deram seu testemunho. Cada dia no encontro com os padres tanto da Arquidiocese como das Dioceses do Regional, visitantes de outras cidades ou mesmo através da comunicação virtual os testemunhos são marcantes. Diga-se isso também das paróquias e vicariatos que se reúnem para momentos de ação de graças, testemunhos, partilhas.

A CNBB, através da Comissão Episcopal para a Juventude, ficou encarregada de organizar os passos seguintes à realização da JMJ. Assim como fez com a organização da peregrinação dos símbolos da Jornada: a cruz e o ícone de Nossa Senhora. Os encontros começam a acontecer, assim como a missão de dinamizar ainda mais o Setor Juventude.

Em nossa arquidiocese, um dos legados prometidos pela organização da JMJ foi a criação de um Instituto da Juventude, em termos e pessoas ainda em estudos. Foram muitos os legados e por isso necessitamos disso para levar adiante essa memória e cultivar as soluções para os novos desafios que sempre ocorrem. Foi um sinal de Deus muito importante e necessitamos continuar cultivando aquilo que foi colocado no coração e na vida de tantas pessoas.

Os outros legados: social, ecológico, cultural, humano, cívico e, principalmente religioso, também deverão aparecer melhor a cada dia no aprofundamento da reflexão. Aliás, se fôssemos recolher tantos testemunhos que chegam ou que expressam teríamos muitos volumes de livros publicados, que seriam para crescimento humano e espiritual das pessoas de boa vontade hoje e amanhã.

E isso não quer dizer que tudo tenha ocorrido bem e sem problemas. Tivemos e temos muita coisa a resolver ainda. Mas a ação de Deus superou toda a expectativa. Foi um investimento impagável para a vida de um povo, principalmente do jovem. As estatísticas de presença da Igreja no país retratam um pouco os dons que vivemos nesses dias e agora começamos a meditar em suas consequências.

O diálogo ecumênico e inter-religioso que foi aprofundado e que clama por mais passos também faz parte desse trabalho. Louvamos a Deus pelos frutos e pedimos que Ele continue nos conduzindo pelos caminhos do diálogo

Muitos comentaristas também estão dizendo que os gestos e os pronunciamentos do Papa Francisco seriam a primeira encíclica propriamente dele em seu pontificado de primeiro papa latino- americano da história. Para nós da América Latina foi também uma bela atualização e interpretação do Documento de Aparecida, principalmente em seus discursos aos Bispos do Brasil e do CELAM.

O acolhimento pelas famílias e paróquias, juntamente com a alegria de quem foi acolhido, a presença e o testemunho dos jovens pelas ruas, avenidas, locais de alimentação, nos transportes e nas celebrações, e a presença alegre e sorridente do Papa Francisco marcam de maneira esplendorosa a JMJ Rio 2013. Sobre esses assuntos, precisaremos nos debruçar com muito afinco e carinho. São preciosidades que necessitamos que venham à tona e nos ajudem a viver ainda mais intensamente a nossa vida e testemunho cristãos nestes tempos de tantas crises, violências, guerras e transformações.

Teremos ainda muitos passos a dar. Que, como Maria, estejamos sempre atentos aos sinais dos tempos e nos coloquemos à escuta do Senhor que nos chama a uma grande missão no mundo de hoje: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. A JMJ ainda está continuando a dar seus frutos nos corações das pessoas e na Igreja no Brasil.

† Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

(Fonte: Agência Zenit)