Tenha sempre tempo para os seus filhos

tumblr_lofto4giXi1qzh5j8o1_500De muitas maneiras os pais perdem os seus filhos. Um grave erro dos pais é não ter tempo para eles. Trabalham, trabalham e trabalham… e o tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam descansar, e fazer “outras coisas”.

Ora, educar os filhos é uma tarefa que exige “estar com os filhos”. É preciso de tempo; e tempo, convenhamos, é uma questão prioridade e escolha. Se você não acha tempo para o seu filho, entenda, é porque ele não é importante para você.

É acompanhando os filhos no dia-a-dia que temos a oportunidade de corrigi-los. Os pais precisam participar da vida dos filhos, para que eles se sintam valorizados e amados. Você precisa saber o que ele está estudando, como vai indo na escola, que problemas enfrenta. A principal carência dos nossos jovens hoje é a falta de amor dos pais, que se manifesta na ausência e na omissão destes.

Os filhos crescem rápido; não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. O que não foi feito na hora certa, não poderá ser feito depois.

Viva com o seu filho. Viva no meio dele. Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

(http://cleofas.com.br/tenha-sempre-tempo-para-os-seus-filhos/)

O tempo de espera

Dallas – Estados Unidos (Terça-feira, 10-12-2013, Gaudium Press“O tempo do Advento é um tempo de espera, um tempo para estarmos alerta”, escreveu Dom Kevin Farrell, Arcebispo da Diocese de Dallas, no Texas (EUA), em seu artigo sobre o período do Advento.

Dom Farrell afirmou que, nas leituras deste Primeiro Domingo do Advento, o profeta Isaías nos recorda da importância de escutarmos a voz do Senhor, da mesma forma como fez Acaz, rei de Judá.bishop_kevin_farrell.jpg

Ao anunciar a primeira de suas muitas profecias, lembrou o prelado, Isaías teria prometido um tempo de paz e justiça ao atribulado Reino de Judá, “no entanto, isso também serviu de aviso para que o rei depositasse sua confiança em Deus”, ao invés de procurar alianças pagãs.

“As Sagradas Escrituras nos dizem que Acaz não queria escutar a mensagem de Deus porque ele acreditava ter uma ideia melhor de como guiar seu povo. Quando nos sentimos impacientes e somos tentados a pensar que a nossa sabedoria é superior a sabedoria de Deus, há um pouco de Acaz em cada um de nós”, explicou.

Para Dom Farrell, o tempo do Advento é um tempo de preparação para que o Senhor venha até nós. “No final de uma queda frenética, todos nós precisamos de um chamado que nos faça despertar de um sono espiritual e nos prepare para a vinda do Senhor”.

“Em seu Evangelho, Mateus repete a mensagem de forma enérgica e clara quando adverte: ‘Vigiai, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor…Assim também estarão preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora em que você menos espera'” (Mt 24, 42-44), afirmou.

No final de seu artigo, Dom Farrell deixou claro que “devemos depositar nossa confiança no Senhor” e “não nas promessas efêmeras que o mundo nos faz”. (LMI)

(http://www.gaudiumpress.org/content/53811#ixzz2nBXeDPNU)

O tempo do Advento nos restitui o horizonte da esperança

As palavras do papa Francisco durante o Angelus

CIDADE DO VATICANO, 01 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – Eis as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro hoje, às 12h00 (hora local), durante a recitação da oração do Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Iniciamos hoje, Primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, isso é, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, o nosso Pastor, que nos guia na história para o cumprimento do Reino de Deus. Por isto, este dia tem um encanto especial, nos faz experimentar um sentimento profundo do sentido da história. Redescobrimos a beleza de estar todos em caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e toda a humanidade, os povos, as culturas, todos em caminho pelos caminhos do tempo.

Mas em caminho para onde? Há uma meta comum? E qual é esta meta? O Senhor nos responde através do profeta Isaías, e diz assim: “No fim dos tempos acontecerá/ que o monte da casa do Senhor/ estará colocado à frente das montanhas/ e dominará as colinas./ Para aí correrão todas as gentes,/ e os povos virão em multidão:/ “Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor,/ à casa do Deus de Jacó:/ ele nos ensinará seus caminhos,/ e nós trilharemos as suas veredas”” (2, 2-3). Isto é aquilo que nos diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal para uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação da face de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e o “templo do Senhor” tornou-se Ele mesmo, o Verbo feito carne: é Ele o guia e junto à meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também outros povos possam caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o profeta: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra” (2, 4). Permito-me repetir isto que nos diz o Profeta, escutem bem: “De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra”. Mas quando acontecerá isto? Que belo dia será, no qual as armas serão desmontadas, para se transformar em instrumentos de trabalho! Que belo dia será aquele! Que belo dia será aquele! E isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho não está nunca concluído. Como na vida de cada um de nós, há sempre necessidade de começar de novo, de levantar-se, de reencontrar o sentido da meta da própria existência, assim, para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum rumo ao qual somos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para fazer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, nos restitui o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude, simplesmente porque o Senhor não desilude nunca! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida é a Virgem Maria. Uma simples moça do campo, que leva no coração toda a esperança de Deus! Em seu ventre, a esperança de Deus tomou carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe como guiar-nos. Deixemo-nos guiar por ela neste tempo de espera e de vigilância ativa.

A todos desejo um bom início de Advento. Bom almoço e até mais!

(Tradução: CN notícias)