A banca do amor

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Carta 142, 6/7/1893, a sua irmã Celina (trad. ed. Carmelo, 1996)

A banca do amor

«Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos», diz o Senhor [Is 55,8]. O mérito não consiste em fazer nem em dar muito, mas antes em receber, em amar muito. […] Está dito que é muito mais agradável dar do que receber [Act 20,35], e é verdade, mas quando Jesus quer reservar para Ele a doçura de dar, não seria delicado recusar. Deixemo-lo receber e dar tudo o que quiser, a perfeição consiste em fazer a vontade dele, e a alma que se Lhe entrega inteiramente é chamada pelo próprio Jesus «sua Mãe, sua Irmã» e toda a sua Família [Mt 12,50]. E noutro lugar: «Se alguém Me ama, guardará a minha palavra (isto é, fará a minha vontade) e Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a nossa morada» [Jo 14,23] Oh! Celina!… Como é fácil agradar a Jesus, encantar o seu coração: basta amá-lo sem olhar para nós mesmas, sem examinar demasiadamente os próprios defeitos. […]

A tua Teresa não se encontra neste momento nas alturas mas Jesus ensina-lhe a tirar proveito de tudo, do bem e do mal que encontra em si. Ensina-lhe a jogar à banca do amor, ou antes, joga Ele por ela sem lhe dizer como se faz porque isso é assunto dele e não de Teresa; o que ela tem de fazer é abandonar-se, entregar-se sem nada reservar para si, nem mesmo a alegria de saber quanto lhe rende a banca. […]

Com efeito, os directores [espirituais] fazem avançar na perfeição mandando praticar um grande número de actos de virtude, e têm razão, mas o meu director, que é Jesus, não me ensina a contar os meus actos; ensina-me a fazer tudo por amor, a não Lhe recusar nada, a ficar contente quando Ele me dá uma ocasião de Lhe provar que O amo, mas isto faz-se na paz, no abandono, é Jesus que faz tudo e eu não faço nada.

SantaTeresinha, minha secretaria fiel

Frei Patrício Sciadini, ocd, delegado geral da Ordem Carmelita no Egito, conclui novena realizada através do Facebook

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 01 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O carmelita Frei Patrício Sciadini, diretamente do Cairo, Egito, onde atualmente reside num mosteiro da sua Ordem, motivou através de seu perfil no Facebook a novena de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Ontem, último dia da novena, Frei Patrício destacou que “a novena é um caminho que serve para nos unir a Deus e aos outros. É na força do amor que a vida se faz mais fácil. É encontrando pessoas amigas com quem podemos compartilhar o que passamos e nos sentirmos amigos dos amigos e ter amigos. Mas os amigos verdadeiros são poucos, não importa que os nossos amigos nos abandonem, o que importa é que nós não abandonemos os nossos amigos. É um telefonema, um email, um skype, uma palavra…..sempre seremos presença discreta, gentil e delicada”.E pediu a intercessão da jovem santa: “Teresinha nos ensine esta arte do amor”.

Hoje, 01 de outubro, dia em que a Igreja celebra a santa carmelita, Frei Patrício publicou em seu perfil, uma de suas experiências pessoais com Teresa de Lisieux.

“Faz muitos anos, uns 45, que escolhi, num momento espiritual da minha vida, Santa Teresinha como minha secretaria particular, minha representante diante da Santíssima Trindade, da Virgem Maria para tudo o que eu necessitasse do alto do Céu”- comentou Frei Patrício. “E confesso que ela tem sido fiel, `as vezes, quando não consigo obter o que eu quero ela vem com humildade e diz:“coragem, dapróximavez, não desanime, precisa penetrar no coração de Deus pela porta do coração.” E isto me ajuda imensamente”.

“Hoje é a sua festa e quero prestar-lhe a minha homenagem pela sua fidelidade e pelo amor e dedicação que tem por este amigo. O que eu posso fazer é fazê-la conhecer a todos que posso, escrever o seu nome, falar dela, ser amigo dela mas nunca serei amigo dela como ela é de mim”.

E conclui pedindo: “Que Santa Teresinha seja, na minha vida, o pequeno caminho que me leva a Jesus, caminho, verdade e vida. Todos nós que temos feito, via internet, a novena de Santa Teresinha, continuemos neste amor e façamos conhecer a todos, a intercessão daquela que antes de partir para o Céu disse “do Céu enviarei uma chuva de rosas e bençãos”. Precisamos em todos os lugares do mundo, no Brasil, no Egito, na família, mas especialmente em todos os nossos corações”.

(Fonte: Agência Zenit)