O Papa estabelece nova estrutura para assuntos econômicos do Vaticano

Vaticano, 24 Fev. 14 / 06:57 pm (ACI/EWTN Noticias).- Através do Motu Próprio “Fidelis dispensator et Prudens”, com data de hoje, 24, o Papa Francisco estabeleceu uma nova estrutura de coordenação dos assuntos econômicos e administrativos da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

No documento, o Santo Padre expressou que “do mesmo modo que o administrador fiel e prudente tem a tarefa de cuidar atentamente o que lhe foi confiado, assim a Igreja é consciente da responsabilidade de proteger e administrar com atenção seus bens, à luz de sua missão de evangelização e com uma atenção especial aos mais necessitados”.

“Em particular, a gestão dos setores econômicos e financeiros da Santa Sé está estreitamente ligada à sua missão específica, não só ao serviço do ministério universal do Santo Padre , mas também em relação com o bem comum, na perspectiva do desenvolvimento integral da pessoa humana”.

Conforme informou hoje o Escritório de Imprensa da Santa Sé, com este Motu Próprio, o Papa instituiu uma nova Secretaria de Economia, que terá autoridade sobre “todas as atividades econômicas e administrativas dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

Como Cardeal Prefeito deste novo organismo, o Santo Padre nomeou o Arcebispo de Sydney, Cardeal George Pell, um dos oito Cardeais assessores do grupo conhecido como C-8.

O Escritório de Imprensa do Vaticano indicou que “o anúncio de hoje se produz depois das recomendações da rigorosa revisão realizada pela Comissão Referente de Estudo e de Guia da Organização da Estrutura Econômica – Administrativa da Santa Sé (COSEA). Tais recomendações foram examinadas e aprovadas seja pelo Conselho de Cardeais, estabelecido para assessorar o Santo Padre sobre a reforma da Cúria Romana, e pelo Conselho de 15 cardeais destinado ao ‘estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé’”.

A COSEA recomendou “mudanças para simplificar e consolidar as estruturas de gestão existentes e melhorar a coordenação e supervisão em toda a Santa Sé e o Estado da Cidade do Vaticano, e aconselhava um compromisso explícito na adoção de princípios de contabilidade e de gestão financeira geralmente aceitos, assim como na apresentação de relatórios financeiros, controles internos avançados, transparência e governo”.

Com estas mudanças implementadas, será permitida uma participação mais explícita de peritos de alto nível, com experiência em gestão financeira, planejamento e apresentação de informes. Ao mesmo tempo, isto garantirá um uso eficaz dos recursos melhorando o apoio disponível para vários programas, em especial os destinados aos pobres e necessitados.

O Santo Padre determinou a instituição de uma nova Secretaria de Economia, a qual conforme explicou a Santa Sé, “terá autoridade sobre todas as atividades econômicas e administrativas” dentro do Vaticano.

“A Secretaria será responsável, entre outras coisas, da preparação de um orçamento anual para a Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, assim como do planejamento financeiro e as diversas funções de suporte, como os recursos humanos e o aprovisionamento. A Secretaria preparará também um balanço detalhado da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

“A Secretaria de Economia porá em prática as diretrizes formuladas por um novo Conselho de Economia: um Conselho de 15 membros, composto por oito cardeais ou bispos , que reflete a universalidade da Igreja, e por sete peritos leigos de diversas nacionalidades de reconhecida experiência financeira e profissionalismo”.

Este Conselho, explicou o Escritório de Imprensa, “se reunirá periodicamente para avaliar diretrizes e práticas concretas e preparar e analisar os informes sobre as atividades econômico-administrativas da Santa Sé”.

Além disso, será nomeado um Auditor Geral, que será designado pelo Santo Padre, que terá a faculdade de realizar auditorias em qualquer organismo ou instituição da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

De acordo ao Escritório de Imprensa da Santa Sé, estas mudanças confirmam o papel Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), “como o Banco Central do Vaticano, com todas as obrigações e responsabilidades das instituições similares em todo mundo”.

“A AIF (Autoridade de Informação Financeira) seguirá desempenhando seu papel atual e fundamental de supervisão prudencial e regulação das atividades dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

Solicitou-se ao Prefeito da nova Secretaria de Economia, Cardeal George Pell, que inicie sua tarefa o mais breve possível, preparando os Estatutos definitivos e outros trabalhos relacionados.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26752)

Resposta enérgica do Vaticano ao relatório ideológico da ONU sobre direitos da criança

Dom Silvano Tomasi (Foto News.va)
PARTICIPA: Assine aqui a Declaração de apoio à Santa Sé ante as Nações Unidas: http://defendtheholysee.org/es/privado/

VATICANO, 06 Fev. 14 / 04:06 pm (ACI).- O Arcebispo Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé ante as Nações Unidas em Genebra, respondeu energicamente ao relatório do Comitê da ONU para os direitos da Criança no qual se pede à Santa Sé mudar os seus ensinamentos sobre oaborto e a homossexualidade para erradicar o problema dos abusos sexuais. O Núncio expressou sua surpresa e afirmou que o relatório parecia já estar escrito inclusive antes das conversações com os representantes do Vaticano.

Em entrevista com Rádio Vaticano, Dom Tomasi assinala que “a primeira impressão: temos que esperar, ler atentamente e analisar de modo detalhado o que escreveram os membros desta Comissão. Mas a primeira reação é de surpresa, porque o aspecto negativo do documento que eles produziram é que parece que já havia sido preparado antes da reunião da Comissão com a Delegação da Santa Sé, que deu detalhadamente respostas precisas sobre  vários pontos , que não foram, relatadas neste documento conclusivo, ou pelo menos não parece ter sido levado em séria consideração.”.

“Na verdade, o documento parece não ser atualizado, tendo em conta o que nos últimos anos tem sido feito em  nível da Santa Sé, com as medidas tomadas diretamente pelo Estado da Cidade do Vaticano e, em seguida, em vários países pelas Conferências Episcopais”.

Portanto, precisa o Núncio, “falta a prospectiva correta e atualizada, que possui realmente uma série de mudanças para a proteção das crianças, que me parece difícil de encontrar,  no mesmo nível de compromisso, em outras instituições ou até mesmo de outros Estados. Isto é simplesmente uma questão de fatos, de evidência, que não podem ser distorcidos!”.

Em relação à resposta da Santa Sé ao documento, o Arcebispo assinala que responderá “porque é um membro, um Estado parte da Convenção: a ratificou e tem a intenção de observar o espírito e a letra da Convenção, sem acréscimos ideológicas ou imposições que estejam  fora da própria Convenção”.

“Por exemplo, a Convenção sobre a proteção das crianças em seu preâmbulo, fala da defesa da vida e da proteção das crianças, antes e após o nascimento, enquanto a recomendação que é feita para a Santa Sé, é mudar sua posição sobre a questão do aborto! É claro que, quando uma criança é morta não tem mais direitos! Então, essa me parece uma contradição real com os objetivos fundamentais da Convenção, que é o de proteger as crianças”.

“Esta Comissão não fez um bom serviço para as Nações Unidas, tentando introduzir e pedir à Santa Sé para mudar o seu ensinamento que não é negociável! Portanto,  é um pouco triste ver que o Comitê não compreendeu completamente a natureza e as funções da Santa Sé, que, embora tenha expressado claramente ao Comitê a sua decisão de levar adiante os requisitos da Convenção sobre os Direitos da Criança, mas definindo com precisão e protegendo em primeiro lugar  aqueles valores fundamentais que fazem a proteção real e eficaz da criança”.

O Observador da Santa Sé, comenta também o fato de que a ONU havia dito em um princípio que o Vaticano tinha respondido melhor que outros países na proteção das crianças e, respeito à mudança de opinião que reflete o documento publicado ontem diz: “Na introdução do relatório conclusivo é reconhecida a clareza das respostas enviadas; não foi evitada nenhuma pergunta feita pela Comissão”.

“Com base na evidência disponível, e quando não havia uma informação imediata, foi  prometido fornecê-la no futuro, de acordo com as diretrizes da Santa Sé, e como fazem todos os governos. Então, parecia um diálogo construtivo, e eu penso que deva permanecer assim”.

“Portanto, dada a impressão obtida com o diálogo direto da Delegação da Santa Sé com a Comissão e o texto das conclusões e recomendações, vem a tentação em dizer que provavelmente o texto  já havia sido escrito e que não reflete os pontos e a clareza, mas sim adições precipitadas, do que já havia acontecido”.

“Portanto, devemos, com serenidade e com base em evidências – porque não temos nada a esconder! –  levar adiante as explicações e posições da Santa Sé, responder às perguntas que ainda permanecem, de modo que o objetivo fundamental que se quer alcançar – a proteção das crianças – possa ser alcançado”.

“Se fala de 40 milhões de casos de abuso de crianças no mundo, mas, infelizmente, alguns desses casos – embora muitos pequenos em comparação com tudo o que está acontecendo no mundo – dizem respeito à pessoas daIgreja. E a Igreja respondeu, reagiu e continua a fazê-lo! Devemos insistir nesta política de transparência,  de não tolerância dos abusos, porque um só caso de abuso de uma criança, é algo muito sério!”.

PARTICIPA: Assine aqui a Declaração de apoio à Santa Sé ante as Nações Unidas: http://defendtheholysee.org/es/privado/

(Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26668)

Abusos: Clara resposta do Vaticano à ONU e firme compromisso pelas crianças

Foto Diliff (CC BY-SA 3.0)

VATICANO, 05 Fev. 14 / 05:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Escritório de Imprensa da Santa Sé divulgou um comunicado no qual responde claramente às acusações da ONU feitas hoje em um relatório no qual se afirma que supostamente o Vaticano permitiu o abuso de “milhares de crianças” (embora a presidente do Comitê, Kirsten Sandberg, admitiu não ter um número concreto). Diante destas declarações, a Santa Sé reiterou seu compromisso na defesa e proteção da infância.

O comunicado da Santa Sé saiu logo depois de um relatório –apresentado por alguns meios de imprensa seculares como a agência AP como “devastador”– no qual o Comitê para os Direitos da Criança da ONU “criticou severamente o Vaticano por suas atitudes em relação à homossexualidade, o planejamento familiar e o aborto, e pediu que se revisem suas políticas para assegurar que se protejam os direitos das crianças e seu acesso à saúde”.

O relatório do organismo internacional indica que “o comitê está profundamente preocupado com o fato de a Santa Sé não reconhecer o alcance dos crimes cometidos, que não tenha dado os passos necessários para proteger as crianças e que tenha adotado um comportamento e tomado decisões que levaram à continuação dos abusos e à impunidade dos predadores”.

AP assinala também que “é muito provável que essas recomendações (do comitê da ONU) sejam desprezadas pelo Vaticano, que tem essa divergência histórica com as Nações Unidas em temas como a saúde reprodutiva”.

Austen Ivereigh, fundador e líder do grupo internacional Vozes Católicas, comentou que o relatório da ONU é uma “mostra estremecedora de ignorância e elevada parcialidade”.

Do mesmo modo, indica AP, o líder católico assinalou que o documento não reconhece o progresso que se fez em anos recentes e que em muitos lugares a Igreja é considerada líder em proteção aos menores. Também disse que o comitê não distinguiu entre as responsabilidades e jurisdição da Santa Sé e das Igrejas locais.

“Em uns casos (o relatório) tenta mudar os ensinamentos da Igreja e diz como interpretar as Escrituras, o que certamente vai além da jurisdição da ONU e contradiz as leis internacionais sobre liberdade religiosa”, adicionou.

Comunicado da Santa Sé

No comunicado divulgado hoje, afirma-se que “segundo os procedimentos particulares previstos para as partes da Convenção, a Santa Sé toma nota das observações conclusivas sobre os próprios relatórios, os quais serão submetidos a estudo e exames minuciosos em pleno respeito da Convenção nos diferentes âmbitos apresentados pela Comissão em conformidade com o direito e a prática internacional, tendo também em conta o debate público interativo com a Comissão realizado a 16 de Janeiro de 2014”.

“Todavia, a Santa Sé lamenta ver nalguns pontos das observações conclusivas uma tentativa de interferir no ensinamento da Igreja católica sobre a dignidade da pessoa humana e na prática da liberdade religiosa”, acrescenta o texto.

O comunicado precisa finalmente que “a Santa Sé reitera o seu compromisso em defesa e proteção dos direitos da criança, em sintonia com os princípios promovidos pela Convenção sobre os direitos da criança e segundo os valores morais e religiosos oferecidos pela doutrina católica”.

Tolerância zero

Em uma recente entrevista publicada na Rádio Vaticana, o Núncio ante a ONU em Genebra, o Arcebispo Silvano Tomasi, rejeitou as acusações de que o Vaticano tenha obstaculizado as investigações a sacerdotes católicos acusados de abusos sexuais contra menores.

“As acusações que a Santa Sé obstaculizou a atuação da Justiça me parecem gratuitas. Impedir um país de aplicar sua jurisdição seria uma interferência ilegal e injusta”, disse Dom Silvano Tomasi.

Em dias recentes, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assegurou que o maior defensor das crianças é o Santo Padre: “Que chefe dos 193 Estados do Comitê da Convenção sobre os Direitos da Criança pode representar melhor testemunho e eficaz aval que o papa Francisco e seu amor tão forte pela infância?”, questionou.

Depois de lamentar os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero, o sacerdote recordou que os últimos Papas e os organismos competentes do Vaticano trabalharam e trabalham arduamente para “o estabelecimento de normas e diretrizes rigorosas e eficazes para curar, resistir e prevenir os graves fenômenos de abuso sexual contra menores de idade”, o que inclui “a atualização das leis do Estado da Cidade do Vaticano em assuntos penais”.

Seguindo os passos de seu predecessor, Bento XVI –que estabeleceu uma série de estritas normas para lutar contra o problema dos abusos sexuais, assim como com a política de tolerância zero – o Papa Francisco já deu importantes passos neste tema, como a criação de uma comissão para tratar este tema, e respalda e promove o trabalho da Igreja em todo mundo para garantir os direitos e o bem-estar das crianças.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26662)

Vaticano lança urgente chamado ao cessar fogo na Síria

Imagem: Mapa de L’Américain (DC BY-SEJA 3.0)

VATICANO, 15 Jan. 14 / 04:56 pm (ACI/EWTN Noticias).- A Academia Pontifícia das Ciências celebrou ontem no Vaticano uma reunião sobre a guerra em Síria, na qual realizou-se um chamado ao fim imediato da violência, o começo da reconstrução e o início do diálogo entre as distintas comunidades.

A reunião, que teve lugar uma semana antes da conferência de paz da Genebra, foi aberta pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, Cardeal Jean -Louis Tauran.

Em um comunicado publicado esta manhã se manifesta a esperança de que a conferência de paz, chamada Genebra-2, permita “ao povo da Síria, da região e do mundo conceber um novo início e pôr fim à violência que já cobrou mais de 130.000 vidas, deixando em ruínas e no caos um lindo país”.

Segundo os peritos internacionais que participaram desta jornada de trabalho, o primeiro passo é um cessar fogo: “todos os combatentes devem depor as armas, as potências estrangeiras devem tomar medidas para deter o fluxo de armamentos e seu financiamento”.

“A Santa Sé –diz o comunicado- apoia todas as religiões e todas as comunidades da Síria, com a esperança de um novo entendimento e a recuperação da confiança depois de anos de violência entre comunidades”. Para isso, o diálogo deve centrar-se nas “necessidades urgentes de reconstrução espiritual e comunitária”.

Os participantes da conferência expressaram também sua preocupação pela situação de milhões de refugiados sírios que “sofrem privações extremas potencialmente fatais em termos de mantimentos, saneamento, eletricidade, telecomunicações, transporte, e outras necessidades humanas básicas”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26565)

Vaticano esclarece declarações atribuídas falsamente ao Papa Francisco que circulam na internet

Foto L’Osservatore Romano

VATICANO, 15 Jan. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano, através de sua conta do Facebook em língua espanhola News.va (https://www.facebook.com/news.va.es)  trouxe uma nota de esclarecimento de uma série de falsas declarações atribuídas ao Papa Francisco e que estão circulando na Internet nestes dias.

O texto (originalmente em espanhol) diz:

“Queridos amigos, muitos de nossos leitores nos assinalam uma ‘notícia’ que circula na internet e nos perguntam se é verdadeira. Esta ‘notícia’, publicada em vários idiomas, diz que o Papa Francisco afirmou que a Bíblia está antiquada em muitas passagens como a ‘fábula de Adão e Eva’ ou o inferno, que todas as religiões são iguais, que Deus está mudando e evoluindo e a verdade religiosa também, e outras coisas semelhantes. Tudo isto o Papa teria afirmado no ‘Terceiro concílio vaticano II’.

Pela internet circulam milhares de histórias falsas, e às vezes é difícil saber de onde se originou a ‘notícia’ e se esta vem de uma fonte confiável ou não. Por isso, ante uma notícia referente ao Papa Francisco que nos pareça estranha, é bom questionar-nos e ir às fontes vaticanas para ver se também ali estas notas aparecem e com que palavras são escritas.

Por isso no que se refere ao Papa Francisco, se as palavras a ele atribuídas não aparecem nos meios oficiais vaticanos, é muito possível que sejam falsas. Aqui lhes oferecemos uma lista dos meios vaticanos e seus sites na internet, para que possam ir comprovar as notícias sempre que tiverem dúvidas:

– Canal Twitter oficial do Santo Padre (em português):https://twitter.com/Pontifex_pt 

– Escritório de Imprensa da Santa Sé:http://www.vatican.va/news_services/press/index_po.htm

– News.va: Recolhe em um único site as notícias dos outros meios vaticanos (http://www.news.va/pt), e fanpage no facebook(https://www.facebook.com/news.va.pt?fref=ts)

– Site Web oficial da Santa Sé, onde se pode encontrar o íntegra oficial de todos os discursos, homilias, mensagens, etc. do Papa Francisco:http://www.vatican.va

– L’Osservatore Romano: Periódico da Santa Séhttp://www.osservatoreromano.va/pt

– Rádio Vaticano: http://pt.radiovaticana.va/bra/index_n.asp

– Centro Televisivo Vaticano: http://www.ctv.va/content/ctv/it.html

– The Pope App: app para smartphones e tablets administrado por News.va, que pode ser descarregado gratuitamente em:http://www.news.va/thepopeapp/  e permite seguir em tempo real as intervenções do Papa e configurar alertas que avisam quando começam os eventos pontifícios.

Este também permite acessar todo o conteúdo oficial relacionado ao Papa em qualquer formato: notícias e discursos oficiais, galeria com suas últimasimagens e vídeos e acesso a sua agenda e links a outros serviços da Santa Sé. Além disso, a aplicação tem acesso às webcams distribuídas pela Praça de São Pedro, que transmitem imagens em todo momento.

– VIS (Vatican Information Service): http://www.vis.va

Uma saudação muita cordial a todos e muito obrigado por sua atenção e suas sugestões”, conclui a nota.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26559)

Vaticano organiza concurso internacional de música sacra

Roma – (10-01-2014, sexta-feira, Gaudium Press– Há séculos que a música sacra é uma parte fundamental dentro da liturgia da Igreja Católica. Por isso, o Vaticano convocou compositores de todo o mundo para manter vivo este gênero musical.

Um dos festivais de música sacra mais antigos da Itália, o “Sagra Musicale Umbra”, acolhe esta iniciativa e realizará um concurso internacional que será nomeado Concurso Francesco Siciliani,

Alberto Battisti, que dirige o Concurso, informou que “Na primeira edição, tivemos 210 participantes de todo o mundo. Eles vieram de todas as partes: Japão, Filipinas, lugares verdadeiramente distantes”.

Neste ano os organizadores esperam superar o número dos participantes de edições anteriores.

O Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, foi quem idealizou este certame.

Os compositores que queiram participar podem enviar suas propostas até o próximo mês de junho.

Alberto Battisti informa que “os participantes devem enviar suas composições no estilo e língua que desejarem: com coro, com ou sem órgão. Porém, as composições devem partir do Pai Nosso, tema escolhido para o concurso deste ano”.

Cada peça será examinada separadamente por um juri internacional que não saberá quem é o compositor do trabalho que estiver sendo julgado. As três peças finalistas terão que ser apresentadas ao vivo na “Sagra Musicale Umbra”, em setembro de 2014.

Cada peça será interpretada por um dos coros mais famosos do mundo, o “Saint Jacob’s Chamber Choice”, de Estocolmo.
O corpo de jurados, a audiência e os críticos musicais decidirão quem será o vencedor.

O diretor do concurso comentou que “não existem muitas composições de prestígio feitas a partir do Pai Nosso. Então, disse, com novas versões, esperamos acrescentar uma grande contribuição ao repertorio musical”.

Há vários anos a Igreja tem procurado compositores capazes de transmitir a emoção e o sentimento que só a música sacra pode dar. Agora o Vaticano procura novos talentos para continuar com esta parte essencial dentro da cultura católica. (JSG)

Da redação, com informações Rome Reports

(http://www.gaudiumpress.org/content/54697#ixzz2qHD7B2Zr )

Vaticano presenteia Papa Francisco com ebook pelos seus 77 anos

VATICANO, 17 Dez. 13 / 01:47 pm (ACI).- Segundo informou a Radio Vaticano nesta terça-feira, 17 dedezembro, quem entrar no site do Vaticano (www.vatican.va) vai encontrar umasurpresa: o primeiro e-book de fotos e citações do Papa. O álbum traz 32imagens de Francisco em contextos diferentes, acompanhadas de frases com o linkpara o texto original do qual foi extraída. O livro eletrônico “A ternura deDeus se expressa nos sinais”, foi lançado com um modo de assinalar o 77ºaniversário de Francisco, que se celebra hoje.

O ebook “A ternura de Deus expressa-se nos sinais”, trazfotos e citações de textos dos 9 meses de magistério de Francisco. As fotos que compõem a obra foram cedidas peloServiço fotográfico Osservatore Romano.

Francisco, explica a nota da Rádio Vaticano, é o primeiroPapa jesuíta, o primeiro latino-americano e o primeiro a adotar o nome de SãoFrancisco de Assis, santo italiano que abdicou de uma vida de luxo para sededicar aos pobres e à natureza. Até 9 meses e 4 dias atrás, quando foi eleitoPontífice após dois dias de conclave, era o Cardeal Jorge Mario Bergoglio,arcebispo de Buenos Aires.

Ainda segundo RV, a primeira aparição pública do PapaBergoglio, em 13 de março de 2013, deixou claro seu estilo: vestia apenas umabatina branca, sem a clássica estola vermelha papal, e pediu aos fiéis querezassem pedindo a Deus que o abençoasse e Bento XVI, que renunciou ao cargo em28 de fevereiro.

Em nove meses de pontificado, o Papa Francisco visitou oBrasil (Rio de Janeiro e Aparecida) e fez três viagens na Itália, incluindo umapassagem pela ilha de Lampedusa.

Dentre os principais documentos de seu pontificado, estão aencíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), uma coleta de reflexões ‘a quatro mãos’com Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria doEvangelho), publicada em 24 de novembro em 7 línguas.

Francisco já convocou um Sínodo sobre a Família, que vaidecorrer em duas sessões: uma extraordinária em 2014 e outra ordinária, em2015.

Também criou um Conselho de Cardeais, com membros dos cincocontinentes, para o aconselharem no Governo da Igreja e na reforma da‘Constituição’ do Vaticano, e aprovou uma nova legislação para regular aatividade financeira do Estado e da Santa Sé.

O ebook em português pode ser visto em: http://www.vatican.va/auguri-francesco/po/index.html#1

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26453)

Após 50 anos, Vaticano disponibiliza conteúdo do Decreto Inter Mirifica na internet

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 12-12-2013, Gaudium PressApós mais de 50 anos, os momentos da Assembleia Conciliar do Vaticano II poderão ser vistos através de imagens e vídeos divulgados pela Filmoteca Vaticana.

A página na internet (www.intermirifica50.va) criada pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, traduzida para cinco idiomas, disponibiliza ainda a promulgação do Decreto Inter Mirifica, sobre os Meios de Comunicação Social, assinado pelo então Papa Paulo VI no dia 4 de dezembro de 1963.

Além disso, é possível conferir fotos da sala conciliar e textos que contam a trajetória do Decreto.
A página em português dos 50 anos da Inter Mirifica traz um vídeo com a participação do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, explicando sobre o documento e sua importância na vida da Igreja. (LMI)

Da redação, com informações Radio Vaticano

(http://www.gaudiumpress.org/content/53895#ixzz2nM5Y9Krp)

Perita do vaticano oferece conselhos para matrimônios felizes e duradouros

Imagem referencial. Foto: Lorenza e Vincenzo Iaconianni (CC BY-SA 3.0)

ROMA, 21 Nov. 13 / 02:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- A perita em filosofia Gabriella Gambino escreveu nesta semana um artigo na seção “Mulher”, do Pontifício Conselho para os Leigos, oferecendo conselhos para ajudar os casais a conseguirem um casamento bem-sucedido.No texto, que leva como título “O poder da fidelidade conjugal”, Gambino assinala que a chave está em ter como base do matrimônio a fidelidade baseada em Deus, quer dizer “o amor é estável e fiel porque é sustentado pelo amor de Deus”, afirma.

“Não é casualidade, como recordou recentemente também o Papa Francisco na Lumen fidei, que na Bíblia a fidelidade de Deus é indicada com a palavra hebraica ‘emûnah (do verbo ‘amàn), que na sua raiz significa “sustentar”. Se compreende assim por que o efeito da fidelidade é a possibilidade de construir a relação conjugal verdadeiramente sobre a ‘rocha’”, explica.

A fidelidade “é a atitude de coerência e de perseverança na adesão a um valor ideal de amor, de bondade, de justiça; mas também pode ser entendida como o compromisso com o qual uma pessoa se vincula a outra com um vínculo estável e mútuo”, e encontra “sua mais perfeita expressão humana na fidelidade entre cônjuges, através da exclusividade e unicidade da relação amorosa consagrada no matrimônio”, assinala Gambino.

Segundo Gambino, o secularismo da época moderna dá a incapacidade de compreender o “extraordinário poder ‘humanizante’ deste valor, capaz de realizar plenamente as dimensões ética e espiritual da pessoa que, quando é fiel, pode viver de modo coerente verdade e liberdade, verdade e amor”.

Gambino, que ensina filosofia na Universidade de TorVergata de Roma, explica que esta tendência procede da revolução sexual do século passado, que difundiu um questionamento geral dos valores tradicionais do matrimônio produzindo uma fratura radical entre sexualidade e matrimônio, e sentando as bases para uma sexualidade fluída e reduzida à dimensão do prazer, “que priva a relação de amor conjugal da capacidade de ser fiéis à pessoa amada”, lamenta.

Gambino sustenta que entre a paixão e o amor fiel, há alguns passos que o casal deve aprender a dar até chegar a oferecerem-se a si mesmos em uma esfera muito maior, “uma atmosfera em que seu amor recíproco poderá respirar e viver, nutrindo-se da liberdade recíproca e da vontade de ser fiéis a este amor para sempre”, descreve.

“Para compreender mais de perto a estruturação antropológica da dinâmica da fidelidade no amor, é necessário partir da ideia de que a dinâmica afetiva, como processo de enamorar-se de uma pessoa (aprender a amar), passa através de alguns níveis que se entrecruzam em um processo de amadurecimento que exige um compromisso pessoal crescente”.

Precisamente “no cônjuge encontra o instrumento para levar juntos o mesmo ‘jugo’, mantendo o mesmo passo, no curso de sua existência”, acrescenta.

Por outro lado, a autora explica que o matrimônio nunca é sinônimo de perder a liberdade, por que –conforme explica-, a liberdade “não é busca do prazer, sem chegar nunca a uma decisão, mas é capacidade de decidir-se por um dom definitivo e exclusivo. Somente quem pode prometer para sempre demonstra ser dono do próprio futuro, tem-no entre suas mãos e o doa à pessoa amada”.

“Compreende-se assim por que o conteúdo da fidelidade é a confiança: confiança no futuro e no outro, a quem se faz o dom de si. Pelo contrário, o que paralisa e escraviza é o temor de comprometer-se: no fundo, priva da liberdade e da capacidade da razão de seguir o coração”, conclui.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26331)

Cardeal Bertone despede-se da Secretaria de Estado do Vaticano

Cardeal Tarcisio Bertone (foto Vid Gajšek; derivative work by Krepideia)

VATICANO, 15 Out. 13 / 12:42 pm (ACI/EWTN Noticias).- Esta manhã, durante um ato celebrado no Palácio Apostólico o Papa Francisco visitou o pessoal da Secretaria de Estado com ocasião do afastamento do Cardeal Tarcisio Bertone como Secretário de Estado, cargo que ocupará o Arcebispo Pietro Parolin, até agora Núncio Apostólico na Venezuela. O Prelado tomará posse de seu cargo em algumas semanas porque teve que submeter-se a uma operação que impediu de fazê-lo hoje.

“Neste momento -disse o Papa- é um sentimento de gratidão aquele que gostaria de partilhar com todos você”. “Vejo no senhor- prosseguiu dirigindo-se ao Cardeal Bertone- antes de tudo o filho de Dom Bosco. Todos somos marcados pela nossa história”.

“Pensando em seu longo serviço à Igreja, seja no ensino, como no ministério de bispo diocesano e no trabalho na Cúria, até o cargo de Secretário de Estado, parece-me que o fio condutor seja constituído pela própria vocação sacerdotal salesiana que o marcou desde a infância e que o levou a desenvolver todos os atributos recebidos, indistintamente, com profundo amor à Igreja, grande generosidade e com aquela típica mistura salesiana que une um sincero espírito de obediência e uma grande liberdade de iniciativa e de inventiva pessoal”.

O Pontífice destacou outro aspecto do serviço do Cardeal Bertone “a atitude de fidelidade incondicional e de absoluta lealdade a Pedro, característica distintiva do seu mandato como Secretário de Estado, tanto para Bento XVIquanto para mim nestes meses. Pude sentir em muitas ocasiões e lhe sou profundamente grato por isto”.

“Desejo enfim agradecer-lhe também pela coragem e paciência com a qual viveu as contrariedades que precisou enfrentar. São tantas.”, acrescentou Francisco, pondo como exemplo o sonho no qual Dom Bosco e seus jovens passeiam por um campo cheio de rosas que, pouco a pouco, vai brotando também os espinhos e sentem a tentação de sair dele até que a Virgem lhes convida a continuar e ao final, encontram-se, em um belíssimo jardim.

“O sonho queria representar o cansaço do educador, mas penso que se possa aplicar também a qualquer ministério de responsabilidade na Igreja. Caro Cardeal Bertone, neste momento gosto de pensar que, mesmo se houve espinhos, a Virgem Auxiliadora não deixou faltar a sua ajuda, e não deixará faltar no futuro: esteja certo, hein? O desejo que todos lhe temos é que Ela possa continuar a apreciar os tesouros que marcaram a sua vocação: a presença de Jesus Eucarístico, a assistência de Nossa Senhora, a amizade do Papa. Os três grandes amores de Dom Bosco: estes três”.

“E com estes pensamentos demos mesmo – in absentia – as mais cordiais boas vindas ao Secretário novo. Ele conhece muito bem a família da Secretaria de Estado, trabalhou lá por muitos anos, com paixão e competência e com aquela capacidade de diálogo e de trato humano que são suas características. Em certo modo, é como um ‘voltar à casa’”.

Ao final o Papa pediu ao pessoal da Secretaria de Estado que rezasse por ele e, continuando, o Cardeal Bertone pronunciou um breve discurso rememorando os seus sete anos de serviço à Santa Sé, primeiro com Bento XVI, de cujo pontificado lhe apaixonaram “o ver a Igreja compreender-se a si mesma profundamente como comunhão e, ao mesmo tempo ser capaz de falar com o mundo, ao coração e à inteligência de cada um com claridade de doutrina e com altitude de pensamento”.

Para o Cardeal, Bento XVI foi “um reformador das consciências e do clero. Seu pontificado se caracterizou por fortes projetos pastorais… sofreu profundamente pelos males que mancham o rosto da Igreja e por isso a dotou que uma nova legislação que ataque com decisão o vergonhoso fenômeno da pedofilia do clero, sem esquecer o começo de uma nova normativa em matéria econômico-administrativa”.

“Hoje vejo no Papa Francisco -disse o Cardeal- não tanto uma revolução, mas uma continuidade com o Papa Bento XVI, embora com diversidade de acentos e segmentos de vida pessoal… A escuta, a ternura, a misericórdia, a confiança são realidades maravilhosas que experimentei pessoalmente com o senhor… E não posso deixar de destacar duas coisas que reforçam esta continuidade: o dom do conselho espontâneo e inspirado, projetado para o futuro rico de memória e a comum e fervente devoção Mariana”.

Para o Cardeal Bertone “não há imagem mais bela que a dos Papas recolhidos em oração ante a Virgem de Fátima: em Fátima, no ano sacerdotal de 2010, o Papa Bento e, em Roma, ante a mesma imagem no Ano da Fé, o Papa Francisco para colocar toda a Igreja em estado de penitência e purificação”.

O Cardeal finalizou desejando a seu sucessor que possa “desfazer logo os nós que ainda impedem a Igreja de ser em Cristo, o coração do mundo, horizonte desejado e invocado incessantemente”.

(Fonte: ACI Digital)

Vaticano: A paz é a única solução, diz o Papa após o brutal atentado contra cristãos no Paquistão

Basílica de São Pedro com as luzes apagadas na noite de 22 de setembro. Foto: Grupo ACI

ROMA, 23 Set. 13 / 01:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco condenou o atentado realizado no domingo por extremistas muçulmanos em uma igreja cristã no Paquistão, assegurou que a violência é inaceitável e pediu aumentar os esforços de paz na região.

Ontem, durante a sua visita à localidade italiana de Cagliari, na ilha da Sardenha, lamentou que “hoje, no Paquistão, por uma escolha errada, uma escolha de ódio, de guerra, houve um atentado e morreram 70 pessoas”.

“Este caminho não funciona. Não serve. O caminho da paz é o que conduz a um mundo melhor, mas se não o fizerem vocês, ninguém mais o fará”, assinalou.

O Santo Padre questionou se “estamos dispostos, estou disposto, a ir pelo caminho para construir um mundo melhor?”.

Ao redor do meio-dia de domingo 22 de setembro, dois terroristas suicidas detonaram bombas em meio de centenas de fiéis que saíam da histórica Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, ao norte do Paquistão.

As testemunhas do ataque, que matou pelo menos 80 pessoas e feriu mais de 120, disseram que escutaram duas explosões de bombas, sendo a segunda mais poderosa que a primeira.

Posteriormente se encontraram coletes suicidas do lado de fora da igreja.

O grupo Jandullah, vinculado aos talibãs do Paquistão, atribuiu-se o atentado, como represália pelos ataques de aviões não tripulados americanos em regiões tribais ao noroeste do Paquistão.

Este ataque é o último de uma série de atentados contra cristãos paquistaneses, que representam aproximadamente 1.6 por cento da população, que é na sua maior parte muçulmana.

Tanto líderes religiosos como políticos condenaram o ataque, entretanto multidões furiosas tomaram as ruas, denunciando o fracasso do Estado para proteger às minorias.

O atentado do domingo foi considerado como o mais mortífero cometido contra os cristãos no Paquistão. Como resultado, o governo do país anunciou três dias de luto.

As luzes da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, apagaram-se na noite do domingo, a maneira de memória e luto pelas vítimas e suas famílias.

(Fonte: ACI Digital)

Vaticano lançará aplicativo do Catecismo da Igreja Católica para tablet e smartphone

Foto Arcebispado Valladolid (CC BY-SA 2.0)

VATICANO, 19 Set. 13 / 02:24 pm (ACI/Europa Press).- O Vaticano lançará um aplicativo gratuito do Catecismo da Igreja Católica para tablet e smartphone. Assim o anunciou nesta quinta-feira o Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella.

O aplicativo, que estará disponível nas próximas semanas em italiano, permitirá consultar textos do Catecismo da Igreja Católica e do seu compêndio, assim como referências bíblicas, conforme explicou o Arcebispo Fisichella que adicionou que, além disso, será possível transferi-lo pelas redes sociais como Facebook e Twitter, entre outras.

Do mesmo modo, apontou que este instrumento ajudará “aqueles que desejam conhecer melhor a fé transmitida nos séculos e o patrimônio da doutrina e espiritualidade condensadas nestas páginas”.

O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização agradeceu o “apoio generoso” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) que fez possível esta iniciativa.

(Fonte: ACI Digital)

Documentos reservados do Vaticano

VATICANO, 31 Mai. 12 / 03:09 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, assinalou que este é o momento para solidarizar-se com o Papa Bento XVI, depois da publicação dos documentos reservados do Vaticano, razão pela qual há foi preso um trabalhado do vaticano chamado Paolo Gabriele, que servia como mordomo do Santo Padre. Em um encontro ontem com os jornalistas, o Padre Lombardi respondeu algumas perguntas sobre uma hipótese de demissão do Papa divulgada por alguns meios. O fato foi desmentido no Vatican Information Service, no qual o Vaticano afirma que isto se trata de elucubrações de alguns jornalistas sem base na realidade. A Cúria Vaticana, explicou, expressou sua solidariedade ao Pontífice e segue trabalhando em plena comunhão com o Sucessor do Pedro: “este é precisamente o momento adequado para demonstrar estima, apreço pelo Santo Padre, pelo serviço que ele realiza; para mostrar plena solidariedade com ele e, portanto, demonstrar união, unidade e coerência no modo enfrentar esta situação”. O sacerdote sublinhou que é importante que a comunicação sobre este doloroso evento para o Papa e a Igreja esteja inspirada em critérios de verdade rigorosa. “Parece-me que existe uma linha de vontade de verdade, de claridade, de vontade de transparência que, embora necessite tempo, avança. Estamos buscando administrar uma situação nova. Procuramos a verdade, tentamos entender o que aconteceu objetivamente. Mas antes de falar é necessário ter entendido com certeza, por uma questão de respeito às pessoas e à verdade”.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé disse logo que será necessário esperar para ter um quadro completo da situação, já que as investigações e os interrogatórios formais se encontram ainda em um nível preliminar. Os órgãos interessados nesta fase são a magistratura vaticana e a comissão cardinalícia composta pelos seguintes purpurados: o Cardeal Julián Herranz, de 82 anos de idade e Presidente Emérito do Pontifício Conselho para os textos legislativos, o Prefeito Emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Josef Tomko, e o Arcebispo Emérito de Palermo (Itália), Dom Salvatore de Giorgi. O Padre Lombardi disse ademais que ontem pela manhã o único acusado, Paolo Gabriele, manteve uma conversa com seus advogados, que provavelmente apresentarão uma instância de liberdade condicional ou prisão domiciliar para seu cliente. Do mesmo modo, o sacerdote jesuíta desmentiu alguns detalhes publicados pela imprensa, como que na casa do Gabriele se encontraram pacotes de documentos preparados para serem enviados a destinatários específicos. O material encontrado em posse do mordomo (em seu apartamento) está ainda sendo estudado e catalogado.

Fonte: ACI/EWTN Noticias

O Vaticano exorta a Igreja Chinesa: Obediência a Cristo e ao sucessor de Pedro

Concluiu-se a reunião plenária da Comissão para os católicos no gigante asiático

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de abril de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos o texto do comunicado emitido hoje pela Santa Sé sobre a reunião plenária da Comissão para a Igreja Católica na China, que foi realizada em dias passados no Vaticano.

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De 23 a 25 de abril corrente reuniu-se no Vaticano, pela quinta vez, a Comissão que o Papa Bento XVI criou no 2007 para estudar as principais questões relativas à vida da Igreja Católica na China.

Em uma profunda proximidade espiritual com todos os irmãos e irmãs na fé que vivem na China, a Comissão reconheceu os dons de fidelidade e de dedicação que, ao longo do ano passado, o Senhor deu à Sua Igreja.

Os participantes exploraram o tema da formação dos fiéis leigos, tendo em vista também o “Ano da Fé”, que foi proclamado pelo Santo Padre a partir do 11 de outubro de 2012 até o 24 de Novembro de 2013. As palavras do Evangelho: “E crescia Jesus em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2, 52) ilustram a tarefa à qual foram chamados os fiéis leigos católicos na China. Primeiramente, eles devem entrar sempre mais profundamente na vida da Igreja alimentados pela doutrina da Igreja, conscientes da sua pertença eclesial e coerentes com as exigências da vida em Cristo, que postula a escuta da Palavra de Deus na fé. Nesta perspectiva será particularmente útil para eles um profundo conhecimento do Catecismo da Igreja Católica. Em segundo lugar, eles são chamados a entrar na vida civil e no mundo do trabalho, oferecendo com plena responsabilidade a própria contribuição: amar a vida e respeitá-la desde a sua concepção até seu fim natural; amar a família, promovendo os valores que são próprios também da cultura tradicional chinesa; amar a Pátria, como cidadãos honestos e solícitos do bem-comum. Como bem diz um sábio ditado chinês, “o caminho do grande estudo está no mnifestar as virtudes luminosas, no renovar e aproximar as pessoas, e no alcançar o bem supremo”. Em terceiro lugar, os leigos chineses devem crescer em graça diante de Deus e dos homens, nutrindo e aperfeiçoando a própria vida espiritual como membros ativos da comunidade paroquial, e abrindo-se ao apostolado também com o apoio de associações e de movimentos eclesiais, que favorecem a sua formação permanente.

A este respeito, a Comissão observou com alegria que o anúncio do Evangelho, oferecido por comunidades católicas, às vezes humildes e sem recursos materiais, incentiva cada ano, muitos adultos a pedir o batismo. Ressalta-se, assim, a necessidade de que as Dioceses na China promovam um sério catecumenato, adotem o Rito de Iniciação Cristã dos Adultos e cuidem da sua formação também depois do batismo. Os pastores devem fazer todo o esforço para consolidar nos fiéis leigos os ensinamentos do Concílio Vaticano II, especialmente da eclesiologia e da doutrina social da Igreja. Será também útil dedicar um cuidado especial à preparação de agentes pastorais para a evangelização, para a catequese e para as obras de caridade. A formação integral dos leigos católicos, especialmente onde há uma rápida evolução social e um significativo desenvolvimento econômico, faz parte dos esforços para tornar vibrante e vital a igreja local. Espera-se, também, uma atenção especial aos fenômenos das migrações internas e da urbanização.

As indicações práticas, que a Santa Sé propôs e vai propor à Igreja universal para uma frutuosa celebração do “Ano da Fé”, certamente serão acolhidas com entusiasmo e com espírito criativo também na China. Tais informações estimularão a comunidade católica a encontrar iniciativas adequadas para realizar o que Papa Bento XVI escreveu com relação aos fiéis leigos e à família na Carta do 27 de maio de 2007 para a Igreja Católica na República Popular Chinesa (cf. nn. 15-16).

Os leigos, portanto, são chamados a participar com zelo apostólico na evangelização do Povo chinês. Em virtude do seu Batismo e da Confirmação recebem de Cristo a graça e a tarefa de edificar a Igreja (cf. Ef 4, 1-16).

Durante a reunião, o olhar voltou-se para os Pastores e, em particular, para os bispos e para os padres que estão presos ou sofrem limitações injustas no cumprimento da sua missão. Expressou-se admiração pela firmeza da sua fé e pela sua união com o Santo Padre. Eles, especialmente, precisam da oração da Igreja, para resolver as suas dificuldades com serenidade e na fidelidade a Cristo.

A Igreja precisa de bons bispos. Eles são um presente de Deus para o Seu povo, a favor do qual exercitam o ofício de ensinar, santificar e governar. Eles também são chamados a dar razões do viver e de esperança a todos aqueles que encontram. Eles recebem de Cristo, através da Igreja, o seu trabalho e a sua autoridade, que exercitam em união com o Romano Pontífice e com todos os bispos espalhados no mundo.

Quanto à situação específica da Igreja na China, notou-se que persiste a pretesa dos organismos, chamados “Uma Associação e Uma Conferência”, de colocar-se acima dos bispos e de orientar a vida da comunidade eclesial. Neste sentido, continuam atuais e de orientação as indicações, oferecidas na Carta acima citada do Papa Bento XVI (cf. n º 7), e é importante seguí-las, para que o rosto da Igreja resplandeça claramente no meio do Povo chinês.

Tal clareza foi ofuscada pelos eclesiásticos que receberam ilegitimamente a ordenação episcopal e pelos bispos ilegítimos que colocaram atos de jurisdição ou sacramentais, usurpando um poder que a Igreja não conferiu a eles. Nos dias passados, alguns deles participaram de consagrações episcopais autorizadas pela Igreja. Os comportamentos destes bispos, além de agravar a sua posição canônica, perturbaram os fiéis e muitas vezs forçaram a consciência dos sacerdotes e dos fiéis que estiveram envolvidos

Além disso, essa clareza foi obscurecida por bispos legítimos que tomaram parte nas ordenações episcopais ilícitas. Muitos deles esclareceram sua posição e pediram desculpas, e o Santo Padre os têm perdoado benevolamente; outros, ao contrário, que também participaram, ainda não fizeram tal esclarecimento e são portanto convidados a agir o quanto antes nesse sentido.

Os participantes da Reunião Plenária seguem atentamente e com espírito de caridade estes eventos dolorosos e, embora conscientes das dificuldades particulares desta situação, lembram que a evangelização não pode acontecer sacrificando elementos essenciais da fé e da disciplina católica. A obediência a Cristo e ao Sucessor de Pedro é o pré-requisito para qualquer renovação real, e isso se aplica a todos os componentes do Povo de Deus. Os mesmos leigos são sensíveis à clara fidelidade eclesial dos próprios Pastores.

Com relação aos sacerdotes, as pessoas consagradas e os seminaristas, a Comissão refletiu novamente na importância da sua formação, alegrando-se pelo sincero e louvável compromisso de realizar não somente adequados percursos de educação humana, intelectual, espiritual e pastoral para os seminaristas, mas também momentos de formação permanente para os presbíteros. Além do mais, manifestou-se agradecimento pelas iniciativas, implementadas por vários Institutos religiosos femininos para coordenar atividades de formação para as pessoas consagradas.

Verificou-se, por outro lado que o número das vocações à vida sacerdotal e religiosa nos últimos anos registra um declínio acentuado. Os desafios da situação empurram a invocar o Dono da Messe e reforçar a consciência de que todo sacerdote e toda religiosa, fiél e luminoso no seu testemunho evangélico, são o primeiro sinal capaz de encorajar ainda os jovens e as jovens de hoje a seguir a Cristo com o coração indiviso.

Finalmente, a Comissão lembra que o próximo 24 de maio, memória litúrgica da Beata Virgem Maria Auxílio dos Cristãos e Dia de Oração pela Igreja na China, será uma ocasião particularmente propícia para toda a Igreja para invocar energia e consolo, misericórdia e coragem, para a comunidade católica na China.

[Tradução Thácio Siqueira]

Fonte: Agência ZENIT