Venezuela: Simpatizantes do governo de Nicolás Maduro atacam igreja católica

Imagem dos destroços na igreja de São Martinho de Tours, Venezuela (foto: twitter)

CARACAS, 04 Mar. 14 / 10:58 am (ACI/EWTN Noticias).- Habitantes de Colonia Tovar, no estado da Aragua, (Venezuela), denunciaram um ataque realizado esta semana contra a igreja São Martinho de Tours, o principal templo da região por membros do grupo Juventude Bicentenária de La Vitória, auspiciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Segundo a informação do Jornal El Unviersal, Jesus Rodríguez, habitante do lugar, indicou que por volta das 2:00 p.m. (hora local) membros da Juventude Bicentenária chegaram ao, enquanto, em meio às celebrações do carnaval, os habitantes se reuniam em outros lugares para os bailes típicos.

Por sua parte, o grupo de simpatizantes de Maduro afirma que o ataque à igreja foi perpetrado por foliões da própria localidade.

Através de sua conta na rede social Twitter, o Pe. José Palmar, espancado dias atrás por agentes da Guarda Nacional Bolivariana, qualificou o ataque como um “sacrilégio”.

“É inaceitável a destruição feita na Igreja de Colonia Tovar. Ao massacre se soma o sacrilégio”, escreveu.

Desde ontem à noite, o governo dispôs de 100 policiais e 10 membros da Guarda Nacional na localidade.

Um dia antes, no sábado 1 de março, em Colônia Tovar houve uma manifestação pacífica, criticando a insegurança e desestabilização que vive o país.

Na marcha participaram idosos, crianças e mulheres grávidas.

As autoridades responderam com violenta repressão, disparando bombas lacrimogêneas, sem dar tempo a que os manifestantes colocassem a salvo as mulheres grávidas e os mais vulneráveis.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26790)

Papa Francisco pede pela paz e a concórdia na Venezuela

Imagem libroina.blogspot.com

VATICANO, 26 Fev. 14 / 01:53 pm (ACI/EWTN Noticias).- Da Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa Francisco fez chegar hoje a sua proximidade ao povo da Venezuela, ao transmitir sua preocupação pelos acontecimentos violentos no país como resultado dos protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro e os enfrentamentos que já cobraram a vida de pelo menos 16 pessoas.

O Pontífice fez um urgente chamado à oração, para que cesse imediatamente a violência, e pediu aos responsáveis políticos e institucionais que “não poupem esforços para favorecer a reconciliação nacional, através do perdão mútuo e do diálogo”.

O pedido do Santo Padre está em sintonia com o solicitado pelos bisposvenezuelanos que, desde o início das manifestações e da violenta repressão, insistiram a todos os atores que dialoguem para superar o conflito com a verdade em busca da paz.

Nesta quarta-feira em Caracas se realiza uma marcha de mulheres que sai da Conferência Episcopal Venezuelana. Entre as participantes está “a mãe de Génesis Carmona, a estudante de 22 anos e Miss Carabobo que foi assassinada em Valência”.

“Ontem à noite houve saques em Valência e Maracay e em Maracay morreu um rapaz atingido por um disparo nesta madrugada”, disse uma fonte próxima ao grupo ACI que se mantém no anonimato por razões de segurança.

“O país está revirado. Maduro decretou dias não laborais na quinta-feira e na sexta-feira para que as pessoas desfrutem de um carnaval longo. E na quarta-feira completa um ano da morte de Hugo Chávez, por essa razão, neste dia com certeza também não haverá trabalho”, adicionou.

“Maduro saiu em rede nacional cantando e dançando enquanto as mães estão enterrando os seus filhos. Ontem em Táchira morreu outro jovem”, relatou. Estes fatos foram criticados pela população, que rechaçou a atitude de Maduro de festejar em meio aos protestos.

Os estudantes, indicou a fonte, “já têm protestos planejados e mobilizações em todo o país. Não se cansam, estão dando uma mostra admirável de amor pela Pátria e de defender seus direitos”.

O clamor do Papa

O Santo Padre disse hoje que segue “com particular preocupação o que está acontecendo nestes dias na Venezuela. Desejo realmente que cessem, o quanto antes, as violências e a hostilidade, e que todo o povo venezuelano, a partir dos responsáveis políticos e institucionais, se esforcem para favorecer a reconciliação por meio do perdão recíproco e do diálogo sincero, com respeito à verdade e à justiça, capaz de lidar com temas concretos para o bem comum”.

Depois da catequese da audiência geral, o Papa Francisco disse também que “asseguro a minha constante e fervente oração, especialmente por aqueles que perderam a vida nos confrontos e pelos seus familiares, convido todos os crentes a elevar súplicas a Deus, pela intercessão materna de Nossa Senhora de Coromoto, para que o país volte a encontrar logo a paz e a concórdia”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26766)

Sacerdote é espancado em manifestação na Venezuela

O Pe. José Palmar depois de ser espancado (Foto: Twitter @angel0288)

CARACAS, 20 Fev. 14 / 11:41 am (ACI).- O sacerdote venezuelano José Palmar foi espancado por policiais e agentes da Guarda Nacional, ao tentar impedir que estes ataquem a um grupo de estudantes que ia em direção à Defensoria do Povo da cidade de Maracaibo.

Conforme informa a imprensa local, a agressão aconteceu na Praça da República. Depois de ser espancado, o sacerdote foi ajudado por estudantes e dirigentes da manifestação.

Devido à gravidade das lesões e afetado pelas bombas de gás lacrimogênio, o Pe. Palmar teve que ser levado a uma clínica para ser atendido.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26733)

O drama da Venezuela entre protestos e o assassinato de dois salesianos

A multitudinária parte de protesto hoje em Caracas (Foto: Twitter / @DolarToday)

CARACAS, 18 Fev. 14 / 06:01 pm (ACI/EWTN Noticias).- Uma fonte da agênciaACI Digital, que permanece no anonimato por razões de segurança, relatou a dramática situação que se vive na Venezuela, entre a violenta repressão às marchas pacíficas de estudantes e o crime descontrolado que cobrou recentemente a vida de um sacerdote e um religioso da ordem salesiana.

Desde que começaram as marchas pacíficas estudantis na Venezuela, confrontadas por uma violenta repressão do governo e de grupos afins, três pessoas já perderam a vida.

Em meio à escalada da violência soma-se agora o assassinato com arma branca de um sacerdote e um religioso salesianos, na noite de 15 de fevereiro no Colégio Dom Bosco de Valencia. Segundo as investigações policiais, os autores do crime seriam menores de idade, dentre 13 e 15 anos.

A resposta governamental aos fatos foi de violência contra os católicos, com o ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez, exigindo que a Igreja no país não faça “da morte um festim para seguir buscando gerar violência, ódio nos cidadãos venezuelanos”.

Além disso, o ministro levantou dúvida sobre a reputação dos salesianos assassinados, ao assinalar que no crime “há circunstâncias irregulares, pois aparentemente não se forçou a entrada pelas portas e essa escola é de difícil acesso”.

“Os assassinos estavam dentro do colégio, pois não houve entrada forçada pela porta”, disse aos meios locais.

Entretanto, a fonte próxima a ACI Digital denunciou que “as declarações do ministro infelizmente são a repetição de uma política de estado de utilizar a mentira e a difamação para evadir total e absolutamente a responsabilidade que têm eles de proteger as pessoas”.

“Não é a primeira vez que isto acontece, quando assassinaram outro sacerdote foi igual. As declarações do fiscal foram terríveis”, recordou.

Em Valencia, indicou a fonte, “os cidadãos assinalaram que estes jovens que mataram os religiosos aterrorizavam essa comunidade e eram drogados”.

Os delinquentes no país, denunciou, “atuam impunemente” enquanto o governo os deixa atuar livremente.

A fonte revelou ainda que os telefones de “muita gente da Igreja”, assim como de jornalistas e líderes de oposição estão grampeados pelo governo.

Por outro lado, as manifestações continuarão, apesar de que as coisas se complicaram, “já que a guarda e polícia nacional estão nas ruas trancando a passagem para os manifestantes e já pelo Twitter se nota a raiva”.

A pedido do líder opositor Leopoldo López, os manifestantes pacíficos se vestiram hoje de branco, e já estão enchendo importantes artérias de diversas cidades no país, entre elas de Caracas, onde se espera uma grande multidão para a marcha.

López foi uma constante dor de cabeça para o governo venezuelano, e em 2008 Hugo Chávez o declarou inapto para exercer cargos públicos. Nicolás Maduro, o atual presidente, o responsabilizou recentemente das três mortes ocorridas durante as manifestações e colocou uma ordem de captura ao líder até o momento não executada.

A marcha de hoje se dirige à sede do Ministério do Interior na capital do país, onde o governo terá a oportunidade de fazer efetiva a ordem de captura.

Apesar da aparente divisão entre os dirigentes opositores, como Henrique Capriles, ex-candidato à presidência contra Nicolás Maduro, quem recentemente criticou a falta de um objetivo claro nas manifestações contra o governo, há um consenso na importância de que as marchas se mantenham afastadas de qualquer tipo de violência.

“O Governo tem pavor de um protesto social e pacífico, mas adora uma turba violenta e descontrolada, que ninguém caia em provocações”, exortou López através de sua conta na rede social Twitter.

“Não esqueçamos nunca que a violência é o recurso dos que não têm argumentos! O ódio não se pode combater com mais ódio!”, disse.

Capriles informou que acompanhará Leopoldo López na marcha ao Ministério do Interior, pois “podemos ter diferenças, mas somos solidários”.

Conforme informou Leopoldo López, a manifestação o acompanhará até certo ponto e daí se dirigirá sozinho aos escritórios do Ministério do Interior, pois “não arriscarei ninguém, não caiamos em violência”. Uma vez lá, entregará às autoridades uma folha de petições.

Apesar dos férreos cercos policiais com os quais se encontraram os manifestantes desde cedo hoje, 18, eles expressaram sua vontade com exclamações como “não temos medo” e seguem adiante.

Os Bispos do Venezuela pediram ao governo que respeite as manifestações pacíficas, e que cessem “os excessos na repressão”. Expressando sua dor pelo assassinato dos salesianos na localidade de Valencia, e pediram às autoridades que investiguem os fatos que são “uma prova mais da violência criminal imperante em nosso país”.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26717)