O hábito de organizar a vida sem Deus, causou uma ruptura na transmissão da fé

Cardeal Ouellet abre a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina

Por Maria Emilia Marega Pacheco

FORTALEZA, 25 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Teve início nesta terça-feira, 25 de fevereiro, no Vaticano, a Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) sobre a “Emergência Educativa e a transmissão da fé aos jovens latino-americanos”. Na abertura, o Cardeal Marc Ouellet, presidente da CAL, fez a palestra “Significado do Pontificado de Francisco para a América Latina: exigências e responsabilidades”.

Em entrevista a Rádio Vaticano, o cardeal Ouellet explicou que o tema da Plenária pretende dar continuidade ao tema da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Portanto, haverá um momento dedicado à avaliação da JMJ, quando o Cardeal Scherer fará a conferência: “A JMJ do Rio: exigências e desafios levantados para a Igreja brasileira e latino-americana”.

Sobre a emergência educativa, Ouellet destacou que o secularismo está se difundindo também na América Latina, e “o hábito de organizar a vida sem Deus, causou uma ruptura na transmissão da fé”.

Outro tema importante a ser discutido na Plenária é a família. “A família é um recurso para a nova evangelização, o testemunho do amor é fecundo para a sociedade”, afirmou o cardeal.

Na quarta-feira, o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, falará sobre “A formação na fé das novas gerações cristãs”.

Conforme notícia da Rádio Vaticano, os trabalhos concluir-se-ão na sexta-feira (28), com a apresentação de um projeto de “Recomendações pastorais” sobre o tema da Assembleia. Sexta-feira às 11 horas os participantes serão recebidos em audiência pelo Papa.

Cerca de 25 cardeais e arcebispos da América Latina compõem a Comissão. Os cardeais brasileiros Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno Assis, membros da CAL, também participam da Plenária.

A Pontifícia Comissão para a América Latina é um órgão da Cúria Romana, instituído em 21 de abril de 1958 pelo Papa Pio XII, a fim de estudar os problemas da vida católica, da defesa da fé e da propagação da religião na América Latina. Também visa apoiar o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e coordenar os organismos da cúria em questão.

(Zenit)

A família é indispensável para a vida e o futuro da humanidade, afirma o Papa Francisco

Vaticano, 20 Fev. 14 / 01:39 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se dirigiu esta manhã aos mais de 180 cardeais que participam do Consistório extraordinária no que criará a 19 novos cardeais, e destacou que a família é indispensável para a vida do mundo e para o futuro da humanidade.

Junto às suas saudações e gratidão pela presença dos cardeais o Papa disse que “damos as boas-vindas especialmente aos irmãos que este sábado serão criados cardeais, e os acompanhamos com a oração e o afeto fraterno”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, e o que nos pede é reconhecer o belo, autêntico e bom que é formar uma família, ser família hoje; quão indispensável é isto para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, assinalou o Santo Padre.

“Nestes dias refletiremos de modo particular sobre a família, que é a célula básica da sociedade humana. O Criador abençoou desde o começo o homem e a mulher para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; assim, a família representa no mundo uma espécie de reflexo de Deus, Uno e Trino”.

“Nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão singela e de uma vez tão rica, cheia de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como toda a vida”, afirmou.

“Buscaremos aprofundar na teologia da família, e na pastoral que devemos empreender nas condições atuais. Façamo-lo com profundidade e sem cair na casuística, porque isto faria reduzir indevidamente o nível de nosso trabalho”.

Por último o Papa disse que hoje a Igreja enfrenta a necessidade de realçar o plano luminoso de Deus sobre a família e exortou: “Ajudemos os cônjuges a vivê-lo com alegria em sua vida, lhes acompanhando em suas muitas dificuldades, com uma pastoral inteligente, corajosa e cheia de amor”.

“Obrigado a todos, e boa jornada de trabalho”, concluiu o Santo Padre.

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Hollywood anuncia filme sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá (Foto: Túrelio (CC BY-SA 2.0 DE))

LOS ANGELES, 06 Fev. 14 / 03:55 pm (ACI).- A vida da fundadora das Missionárias da Caridade e Prêmio Nobel da Paz em 1979, Madre Teresa de Calcutá, será levada aos telões através do primeiro longa-metragem autorizado de sua vida a cargo das produtoras de Hollywood, Flame Venturas e Origin Entertainment sob o título em inglês “I Thirst” (Tenho Sede).

O roteirista desta obra cinematográfica é Kier Pearson, candidato ao Oscar por ‘Hotel Ruanda’ (2004), que embarcará em uma viagem por Calcutá, Índia e Tijuana durante o próximo mês para documentar sobre a vida de Madre Teresa e começar a escrever o roteiro.

Um dos produtores, Tony Krantz, assinalou que “não podemos estar mais entusiasmados de fazer este filme sobre uma mulher que lutou pelo compromisso absoluto, a fé, a caridade e o amor”.

Por sua parte o produtor, Jamey Volk, disse que “queremos levar esta historia para uma audiência global” e adicionou que “temos a intenção de começar a rodar no final de ano para estrear (o filme) na primavera ou verão de 2015”.

A organização sem fins lucrativos dirigida pelos administradores legais de seu fundo fiduciário, Centro Madre Teresa de Calcutá, que tem como objetivo promover e apoiar o conhecimento de sua obra através de seu estudo e difusão, participa também deste grande projeto.

Madre Teresa de Calcutá cujo nome de batismo era Inés Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910 em Skopje, capital da atual República da Macedônia, no seio da comunidade albanesa, e foi beatificada em 2003 pelo Beato João Paulo II, depois que o vaticano reconheceu o milagre da cura de um tumor no abdômen de uma mulher indiana depois que esta passou um relicário com a fotografia da Beata.

A Prêmio Nobel da Paz realizou um trabalho assistencial em Calcutá com as Missionárias da Caridade, congregação que ela mesma fundou, que começou ajudando aos mais necessitados de Calcutá e agora conta com 710 casas em mais de 130 países onde 4500 religiosas dedicadas à assistência de pobres e doentes.

A Madre Teresa de Calcutá faleceu à idade de 87 anos, em 5 de setembro de 1997 em seu quarto da sede das Missionárias da Caridade.

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Papa Francisco: É muito importante ir à Missa aos domingos e receber a Eucaristia que é fonte da vida

O Papa Francisco sobe as escadas até o átrio da Basílica de São Pedro para a catequese da audiência geral desta quarta-feira (Foto Grupo ACI)

VATICANO, 05 Fev. 14 / 02:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em sua catequese na manhã de hoje na Praça de São Pedro a qual assistiram milhares de fiéis apesar do intenso frio e da chuva que há vários dias cai em Roma, o Papa Francisco explicou a importância vital da Eucaristia para todo fiel, que deve ser recebida aos domingos na missa, porque é o coração e a fonte da vida da Igreja.

A seguir a íntegra da catequese do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje falarei a vocês da Eucaristia. A Eucaristia coloca-se no coração da “iniciação cristã”, junto ao Batismo e à Confirmação, e constitui a fonte da própria vida da Igreja. Deste Sacramento de amor, de fato, nasce cada autêntico caminho de fé, de comunhão e de testemunho.

Aquilo que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos para viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se um altar, que é uma mesa, coberta por uma toalha e isto nos faz pensar em um banquete. Na mesa há uma cruz, a indicar que sobre aquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali se recebe, sob os sinais do pão e do vinho. Ao lado da mesa há o ambão, isso é, o lugar a partir do qual se proclama a Palavra de Deus: e isto indica que ali nós nos reunimos para escutar o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e então o alimento que se recebe é também a sua Palavra.

Palavra e Pão na Missa tornam-se um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que havia feito, condensaram-se no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antes do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: “Tomai, comei, isto é o meu corpo…Tomai, bebei, isto é o seu sangue”.

O gesto de Jesus cumprido na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. “Agradecimento” em grego se diz “eucaristia”. E por isto o Sacramento se chama Eucaristia: é o supremo agradecimento ao Pai, que nos amou tanto a ponto de dar-nos o seu Filho por amor. Eis porque o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem junto, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Então a celebração eucarística é bem mais que um simples banquete: é propriamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. “Memorial” não significa somente uma recordação, uma simples recordação, mas quer dizer que cada vez que celebramos este Sacramento participamos do mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Eucaristia é o ápice da ação da salvação de Deus: O Senhor Jesus, se fez pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e seu amor, e assim renova o nosso coração, a nossa existência e a maneira como nos relacionamos com Ele e com os irmãos.

É por isto que sempre, quando nos aproximamos deste sacramento, se diz de: “Receber a Comunhão”, de “fazer a Comunhão”: isto significa que o poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística se conforma de modo profundo e único a Cristo, nos fazendo experimentar já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria de contemplar Deus face a face.

Queridos amigos, nunca conseguiremos agradecer ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um grande dom e por isto é tão importante ir à Missa aos domingos.
Ir à missa não somente para rezar, mas para receber a Comunhão, este pão que é o Corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa, nos une ao Pai. É muito bom fazer isto! E todos os domingos, vamos à Missa porque é o próprio dia da ressurreição do Senhor. Por isto, o domingo é tão importante para nós.

E com a Eucaristia sentimos esta pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca terminará em nós o seu valor e a sua riqueza. Por isto, pedimos que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a moldar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isto se faz durante toda a vida, mas tudo começa no dia da primeira comunhão.

É importante que as crianças se preparem bem para a primeira comunhão e que todas as crianças a façam, porque é o primeiro passo desta forte adesão a Cristo, depois do Batismo e da Crisma. Obrigado.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26661)

Para todos aqueles sacerdotes que dão a vida, a cada dia e silenciosamente…

Em Santa Marta, Francisco fala da unção e lembra os muitos párocos do campo e da cidade que não fazem manchetes, mas que prestam um serviço valioso para o povo de Deus

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 27 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) – Não era o centro do seu discurso, mas de qualquer forma Bergoglio, na homilia de hoje em Santa Marta, quis enviar uma indiretazinha para aquele mundo da comunicação sempre mais atento ao “barulho de uma árvore que cai”, do que “de uma floresta que cresce”. Uma metáfora com a qual o Papa questionou a tendência dos jornais e jornalistas de se concentrarem em “um bispo que fez tal coisa ou emum sacerdote fez tal outra coisa”, e manter silêncio sobre muitas obras de caridade realizadas por “sacerdotes santos” que dão suas vidas todos os dias e em silêncio.

“Sim – disse Bergoglio, fingindo o costumeiro diálogo com um fiel – também eu o li, mas, diga-me, nos jornais estão as notícias do que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em tantas paróquias de cidade e de campo, tanta caridade que fazem, tanto trabalho que fazem para levar adiante o seu povo? Ah, não! Isso não é notícia”.

O ‘desabafo’ do Papa foi o resultado de uma reflexão sobre o valor da “unção” que Deus concede aos bispos e sacerdotes, fazendo o seu ministério especial. Se a Igreja não é uma ONG ou uma empresa, e bispos e padres não são chefes de escritório – como reiterou repetidas vezes Francisco – é precisamente por causa desta “unção” que lhes dá o poder do Espírito para não agir como uma organização humana, mas prestar serviço ao povo de Deus

Para explicar melhor o conceito, o Papa refletiu sobre a primeira leitura do dia, quando o profeta Samuel fala sobre as tribos de Israel que ungiu Davi como rei: “Sem essa unção – disse o Papa – Davi teria sido apenas o ‘chefe de uma empresa’,de uma  sociedade política, que era o Reino de Israel”, teria sido um simples ‘organizador político’”. Com a unção, no entanto, “o Espírito do Senhor” desce sobre o jovem, o qual – narra a Escritura – “andava sempre crescendo em potência e o Senhor Deus dos exércitos estava com ele”.

O ungido é de fato uma pessoa escolhida pelo Senhor, afirmou o Papa. Bispos e padres com o óleo do Crisma recebido durante a ordenação “são ungidos, têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles”. Portanto, “não são eleitos somente para levar adiante uma organização, que se chama Igreja particular”. É verdade também que “todos os bispos são pecadores”, admitiu o Papa, mas “nós somos ungidos” e portanto “queremos ser mais santos a cada dia, mais fieis a esta unção”.

Isto é o que “dá unidade à Igreja”: “a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque é ungido, não porque foi eleito pela maioria”. “Nesta unção – acrescentou Bergoglio – uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os padres são ungidos”. Além do mais, graças a esta unção – continuou – prelados e sacerdotes estão mais próximos do Senhor que lhes dá a força para “levar adiante um povo, ajudar um povo, viver ao serviço de um povo”; mas também a alegria de sentir-se “eleitos pelo Senhor, guardados pelo Senhor, com aquele amor com o qual o Senhor nos guarda, a todos nós”.

“Pelo contrário – disse o Papa – não se pode explicar como a Igreja vai adiante apenas com as forças humanas”. Se uma diocese ou paróquia vai pra frente é certamente porque “tem um povo santo”, “tantas organizações, tantas coisas”, mas especialmente porque tem “um ungido que a leva, que a ajuda a crescer”. E a história mesmo se esquece destes “ungidos”, destes “párocos do campo ou párocos de cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, ou seja, a santidade”.

“Conhecemos uma mínima parte”, observou o Pontífice, “mas quantos bispos santos, quantos sacerdotes, quantos sacerdotes santos que deixaram a sua vida ao serviço da diocese, da paróquia; quanta gente recebeu a força da fé, a força do amor, a esperança destes párocos anônimos, que nós não conhecemos. Existem tantos!”. Portanto, concluiu o Santo Padre, “pensando nesta unção de Davi, vai fazer-nos bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fieis e orar por eles. Graças a eles que estamos aqui hoje”.

(Trad. TS)

(Agência Zenit)

Marcha pela vida em Paris pedirá pelo fim do aborto na Espanha

Foto Facebook Hazteoir

MADRI, 15 Jan. 14 / 04:35 pm (ACI/Europa Press).- Distintas organizações pro-vidas espanholas promoveram uma ‘Marcha pela Vida‘ neste domingo 19 em Paris, Fraqnça, para refletir de forma “inequívoca”, o “massivo apoio da cidadania” aos projetos que apoiam as mulheres grávidas e buscam prevenir mais abortos no país ibérico, uma das nações onde o aborto é mais praticado de forma legítima e legalizada no mundo.

Segundo a informação divulgada pela plataforma HazteOir, um grupo de cidadãos que defendem a vida e a família na Espanha, a marcha, que partirá às 14:30 horas da praça Denfert-Rochereau de Paris, celebrará o anteprojeto de Lei Orgânica de amparo da vida do concebido e dos direitos da mulher grávida como “um projeto de vanguarda no caminho do respeito legal à vida humana”.

“A Marcha pela Vida de 19 de janeiro renderá honras a Espanha e nosso tributo ao valor de seu governo, que não tem medo de enfrentar os desafios que persistem nas questões do direito à vida das Crianças não Nascidos. Para explicar a lei de vanguarda espanhola, personalidades imersas no coração do desenvolvimento deste projeto estarão presentes na Marcha pela Vida”, explica a organização.

Assim afirmou  Gádor Jóia, a porta-voz de outro grupo pró-vida espanhol chamado Direito a Viver. Ao término da marcha, quando ela dará um discurso para recordar “a necessidade de apoiar e de celebrar o marco histórico que supõe o primeiro retrocesso legislativo do aborto na Espanha”, que, a aproxima do país “à meta do ‘Aborto Zero'” e que “nunca teria ocorrido se não fosse pelo exemplar compromisso cidadão”.

“Depois de um ano repleto de multitudinárias atividades em defesa da família encabeçadas por La Manif pour Tous (manifestação pró-vida que reuniu milhares de pessoas nas ruas da França), os franceses são também especialmente conscientes de que estamos em um momento crucial em que devemos desdobrar todos nossos esforços para travar a batalha pelo direito à vida, ante o avanço do aborto”, afirma HazteOir.

Na marcha haverá também diversos membros da Partido Popular espanhol, como o presidente da Comissão de Emprego e Segurança Social do Congresso, José Eugenio Azpiroz; o senador Luis Pereira, e o deputado Javier Puente. Junto a eles, estarão o presidente do Foro Espanhol da Família, Benigno Blanco e a presidente da Federação Espanhola de Associações Pro-vida, Alicia Latorre.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26562)

A vida familiar na escola da Sagrada Família

Redação (Quinta-feira, 02-01-2014, Gaudium Press– De que se ocupava a Sagrada Família? Que faziam seus membros no dia a dia? Rezavam muito e com toda a alma, trabalhava a consciência, não tanto para atender às necessidades de cada dia, como para glorificar a Deus, pela perfeita submissão à sua Lei; além disso, amavam intensamente a Deus, que era o fim de todos os seus pensamentos, de todos os seus esforços, de todas as suas aspirações; amavam-se todos mutuamente, com um amor cheio de desinteresse e de abnegação; amavam a todos os homens, próximos ou distantes, cuja salvação era desejo de cada um dos membros da Sagrada Família.familia.jpg

De que maneira a família humana pode aproximar-se desse ideal realizado pela Sagrada Família? De que maneira a oração – oração que era como que a respiração normal da Sagrada família – recuperará seu lugar na família humana? Pensemos no grande número de famílias que perderam a fé; umas soçobraram no materialismo e na busca dos gozos; outras, mantidas ainda por um resto de ideal humano, se conservam em uma atitude moral que muitas vezes só se inspira no orgulho. De umas e de outras Deus está praticamente excluído. Nem sequer se dão ao trabalho de negá-lo: desconhecem-no, o que é muito pior.

Pensemos também no considerável número de famílias chamadas cristãs, assim referidas porque seus membros se submeteram às formalidades do batismo, da primeira Eucaristia, do matrimônio sacramental, do sepultamento religioso, porém que perderam a fé. Nelas ninguém há que se preocupe com a glória de Deus, com a vinda de seu Reino, com a oração; se, casualmente, algum de seus membros é fiel às práticas religiosas, em quantas dessas famílias subsiste a oração em comum, expressão de um mesmo espírito, e de uma aspiração coletiva? O individualismo, que é uma praga dos dias atuais, invadiu a vida espiritual, assim como a vida social e familiar. “Cada um para si e por si”, é o lema inconsciente da maior parte dos homens, e isso ainda em presença de Deus. O dogma da comunhão dos santos parece ser apenas uma desconhecida parte do texto do Credo, sem aplicação prática à vida. E, no entanto, não prometeu Nosso Senhor que onde duas almas se reunissem para rezar em seu nome ele ali estaria em meio delas?

Logo, voltar à vida em comum é um dos esforços que se impõem a todos os cristãos. Porventura não se esforça a Igreja, para obter os mesmos fins, em despertar o sentido litúrgico entre os fiéis para que se realize o pedido feito por Nosso Senhor a seu Pai celestial, “que todos sejam um”.

Porém, como restaurar a oração em comum – que foi a alma e a força da Sagrada Família – em nossa própria família? Se for verdade, em relação à sociedade temporal, que a família é a célula social, assim também o é em relação à sociedade espiritual, que é a Igreja. Logo, é fundamental que por todos os meios que estejam a nosso alcance avivemos e encorajemos o espírito de família, porém não aquele que resulta de uma associação de interesses e de afetos e que se pode definir como “um egoísmo de muitos”, mas o que era o da singular família de Nazaré, espírito que une e funde as almas para oferecê-las todas reunidas e com uma mesma aspiração a Deus, para a salvação da totalidade dos homens.

Cada um deve pedir a Deus que faça reviver em todos os corações esse espírito de família. Porém, como é bem sabido, Deus não nos concede seu auxílio senão quando, de nossa parte, fazemos todos os esforços possíveis. Cuidemos, pois, ao mesmo tempo em que rezamos, para que renasça e se propague o verdadeiro espírito cristão da família a fim de que se sustentem e se desenvolvam todas as instituições espirituais e sociais que existem em torno de nós e que tendem a restaurar, a elevar e a reconstruir os lares cristãos. Essas obras são os instrumentos que Deus põe à nossa disposição e quer que nos sirvamos deles. Procuremos, pois, conhecê-las, a elas aderindo, e rezemos para que se convertam em instrumentos cada dia mais perfeitos do serviço de Deus.

Porém nem todas as ocupações da Sagrada Família consistiam em rezar. Sua vida era eminentemente ativa, e cada um de seus membros trabalhava segundo sua vocação: São José e Nosso Senhor trabalhavam na oficina, da qual todos viviam; a Santíssima Virgem cuidava das múltiplas ocupações domésticas, que se impunham a toda mãe de família.

Portanto, o caso da Sagrada Família era exatamente o da imensa maioria das famílias atuais. Mas, como se vê com frequência, o trabalho é considerado com uma pesada carga contra a qual se queixa, procurando-se dela se livrar com o menor esforço possível, mas em Nazaré era ele recebido com gosto, como um meio de ser agradável a Deus.

Alguém objetará que, em muitas famílias, se trabalha intensamente, mas nesses casos não vemos como o trabalho absorve todos os momentos, todos os pensamentos? Trabalhar cada dia mais, para ganhar mais, a fim de satisfazer mais largamente as necessidades sempre crescentes da existência: tal parece ser a única aspiração de um grande número de nossos contemporâneos. Porém ainda assim o trabalho corajosamente aceito e cumprido não deixa de ser considerado de uma maneira puramente humana e como um mal necessário. Para a Sagrada Família, diferentemente, o trabalho era um bem precioso, pelo qual dava sem cessar graças a Deus, pois por ele se rendia ao Senhor a homenagem de uma inteira e prazerosa obediência. Por acaso não foi Deus quem instituiu a lei do trabalho, a que é obrigado todo ser humano? Ao mesmo tempo os esforços e as fadigas, os cuidados e as inquietudes – que todo trabalho carrega – eram aos olhos da Sagrada Família um sacrifício de suave odor que podia ser oferecido a Deus em reparação pelos pecados do mundo.

Dessa forma, em Nazaré o trabalho tinha muito menos por objeto a vida material, que devia assegurar, que a glória de Deus, que havia de promover. Daí se conclui que se trabalhava com amor, com gozo, com uma consciência rigorosa. Aplainar uma madeira e varrer a humilde morada eram atos de amor que, aos olhos de Deus, podiam ser tão santos como a mais sublime contemplação, e que se podiam fazer com o mesmo fervor, com o mesmo desejo absoluto de perfeição.

Se queremos que nossa sociedade moderna não naufrague na anarquia e na rebelião, é imperioso guiá-las rumo a essa concepção do trabalho, pois o labor suportado por necessidade suscita no coração do homem o rancor, o ódio e a rebeldia, e o trabalho animado apenas pelo espírito de luta fomenta o egoísmo e o orgulho, que são o princípio da anarquia.

Esforcemo-nos, pois, para que a lei do trabalho seja, em todas as famílias, compreendida e aceita como a Lei de Deus. Assim o trabalho se converterá em outra oração, e não menos agradável a Deus. Então também recuperará, aos olhos de todos, sua grandeza e sua dignidade, e será novamente, para o homem, uma fonte de força e de gozo.

Porém não nos esqueçamos de que o trabalho é, e deve ser, o meio para que cada um de nós assegure sua vida material e a de seus familiares: em nossa sociedade moderna, infelizmente nem sempre é assim. Deus quer que nos ajudemos mutuamente, se queremos que ele nos ajude. Logo, não nos afastemos das obras sociais, que se esforçam em suavizar os desagradáveis efeitos de certos desníveis e em assegurar a todos o mínimo de bem estar, sem o qual o homem não é mais que uma pobre máquina, que anda ofegante sob o esforço. Mais ainda, entremos todos nesse grande movimento familiar que por si só poderá devolver à família sua dignidade e sua influência social e, ao mesmo tempo, ser o fundamento de sua prosperidade material.

Para que se realizem essas grandes e indispensáveis reformas é necessário que se produza no seio de cada família, e entre todas as famílias, aquela união de espíritos e de corações que tem sua origem na caridade, no amor. Que entre os membros de cada família, e entre todas as famílias, reine o amor. É uma das intenções dos esforços e dos sacrifícios que temos de oferecer a Nosso Senhor em favor da família.

E, neste ponto, a Sagrada Família nos mostra novamente o caminho: que haja amor entre os que a compõem, porém não aquele sentimentalismo desordenado que impropriamente chamamos de amor quando não é mais que debilidade, se não for egoísmo.

Amar é querer bem àqueles a quem amamos. Não consiste o bem de cada um de nós cumprir a vontade de Deus? Muito bem o sabiam os componentes da Sagrada Família, em Nazaré; seus corações, através da ternura humana que os unia, tendiam em primeiro lugar a esse fim supremo: fazer a vontade de Deus. A autoridade, em São José, era firme e doce, humildemente respeitosa para com os direitos de Deus. A obediência da Santíssima Virgem a São José era completa, afetuosa e alegre, porque era como uma manifestação palpável da submissão à vontade de Deus, e em nada diminuía a autoridade maternal, tão segura e tranquila que sabia exercer sobre o filho que o Senhor lhe havia confiado. E, por sua vez, o filho, na submissão tão perfeita aos pais, em sua docilidade de espírito e de coração a todos os ensinamentos que lhe davam, na sua simplicidade e na sua humildade dava provas antes de tudo, de seu amor ao Pai Celestial, cuja vontade reconhecia nessa instituição familiar e social, em cujo seio havia vindo encarnar-se.

A família cristã deve, pois, procurar recuperar tal sentimento de amor e de fidelidade a Deus, o que a ajudará a seguir os passos da Sagrada Família e, ao mesmo tempo, assegurará entre todos os seus membros a união de almas e de corações, estabelecendo entre eles o amor.familia_1.jpg

Porém a Sagrada Família não se encerrava egoisticamente em si. Na cidade de Nazaré era a providência visível de todos os fracos, de todos os humildes. Se as orações tão fervorosas da Sagrada Família, se seu trabalho tão constante e tão perfeito era sem cessar oferecido a Deus em espírito de reparação pelos pecados dos homens e pela salvação de todos, era possível que ignorasse os que sofriam ou estavam desencaminhados? O amor fraterno mais compassivo e mais solícito regulava todas as relações da Sagrada Família com os que a cercavam.

Peçamos a Deus que avive, no seio de todas as famílias humanas, tal caridade fraterna. Dissemos, a propósito da oração, que o individualismo domina em todas as partes, na família e na sociedade, e o individualismo é a negação de toda verdadeira caridade. Logo, não há outro ponto no qual tenhamos de insistir tanto em nossas orações. Porém evitemos nos contentar com orações, que seriam vãs se nossos atos não as acompanhassem.

Saibamos dar exemplo desse amor, que queremos que reine nos corações. Vamos dar esse exemplo em nossa própria família, praticando com amor todas as virtudes familiares, e até mesmo fora de casa, evitando com cuidado todas as críticas, todas as murmurações, que com tanta frequência são causa de divisões entre as famílias. Pelo contrário, sejamos pacíficos, sejamos daqueles que fomentam a paz, que adoçam os espíritos, que extinguem as desavenças e que aproximam os corações. Para isso, que melhor meio há a não ser estabelecer em todos os indivíduos e entre todas as famílias um ponto de inteligência, um princípio de união?

Ainda desconhecemos muito a força e a eficácia do princípio de associação. Agimos separadamente, e, desta forma, nossas melhores intenções reduzem-se à impotência. Promovamos, pois, em nós, e propaguemos em torno de nós, esse importante espírito de associação que é – não nos esqueçamos – o mesmo espírito da religião e a essência do catolicismo. Não tenhamos receio de nos associar a todos os esforços sinceros. Nunca digamos, em presença de uma obra cristã que tende à união, ao esforço comum, que “isso não me interessa”. E, naquelas obras das quais fazemos parte, não busquemos tanto o que podemos tirar em proveito próprio, como o que podemos a ela acrescentar, o que podemos dar de nós mesmos.

Tal há de ser nosso programa de oração e de ação. Tomemos isso muito a sério. A instituição familiar está em perigo, e com ela toda a sociedade. Talvez dependa de nós, do fervor de nossas orações, da sinceridade e da intensidade de nossos esforços, que Deus se compadeça das necessidades prementes de nossa tão perturbada época. Por dez justos promete Deus perdoar a Sodoma e Gomorra: que não concederá então a quem, não se contentando com apenas rezar, se esforça em realizar em si próprio, e nos que o cercam, aquilo que pede?

Saibamos rezar, trabalhar e amar, segundo o que foi exposto, e sem dúvida alguma Deus concederá à família as graças eficazes que poderão salvá-la.

(Adaptado do texto de J. Viollet, in Repertorio Universal del Predicador, tomo XIX, pag. 191-196, Editorial Liturgica Española, Barcelona, 1933).

(http://www.gaudiumpress.org/content/54407#ixzz2pKVFzYnF )

Anúncio publicitário da Unilever apoia a família e a vida

A multinacional anglo-holandesa convida homens e mulheres a não terem medo de trazer filhos ao mundo

Por Antonio Gaspari

ROMA, 12 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) – O mundo está mudando. O grupo multinacional anglo-holandês Unilever, que possui cerca de cinquenta empresas dentre as de maior prestígio da indústria de alimentos, cosméticos, perfumes e produtos químicos, incluindo marcas como Lipton, Knorr, Dove, Signal, Pepsodent e Calvin Klein, promoveu um vídeo de quatro minutos e meio no qual incentiva homens e mulheres de todo o planeta a trazerem novos filhos e filhas ao mundo.

O vídeo, que está no YouTube, se chama “Why bring a child to this world?” (Por que trazer um filho a este mundo?) e já ultrapassou dois milhões e meio de visualizações.

As imagens mostram homens e mulheres de diversos países falando seriamente sobre os problemas e dificuldades que enfrentam para começar uma família e ter filhos. A seguir, o vídeo fornece razões válidas para a esperança e recorda que ter filhos é uma das razões mais importantes pelas quais vale a pena viver a vida.

Depois de perguntar “por que trazer um filho a este mundo”, os autores do projeto de ecologia e sustentabilidade da Unilever, o “Sunlight Project”, respondem: “Porque nunca houve uma época melhor do que esta para criarmos um futuro brilhante”.

“Nós acreditamos num mundo em que não haverá crianças indo dormir com fome; em que cada casa tem água suficiente para beber, tomar banho e fazer faxina; onde as doenças podem ser prevenidas e evitadas; e onde cada criança pode viver durante anos e mais anos depois de completar o seu quinto aniversário. Não temos a pretensão de conhecer todas as respostas, mas convidamos você a se juntar a nós para continuar esta jornada”, termina a mensagem

(Fonte: Agência Zenit)

Hours: último filme de Paul Walker traz intensa mensagem sobre o valor da vida

DENVER, 06 Dez. 13 / 05:29 pm (ACI/EWTN Noticias).- Hours (Horas), o filme póstumo do ator Paul Walker, ao contrário da saga ‘Rápidos e Furiosos’, não tem automóveis nem garotas, somente a história de um pai que faz o impossível por salvar a filha recém-nascida em meio da devastação do furacão Katrina, que abateu sobre o Sul dos Estados Unidos. A estréia está programada para este 13 de dezembro nos EUA.

Walker, conhecido pelo seu papel em ‘Rápidos e Furiosos’ (que exibe um filme rodado no Brasil), morreu esta semana em um acidente automobilístico aos 40 anos de idade. Agora milhões de fãs esperam Hours, uma produção diferente dos tradicionais filmes de ação mas que promete deixar sem fôlego os espectadores, e que mostra um intenso amor pela vida humana de .

O filme foi feito em março deste ano em Nova Orleans, cidade devastada pelo furacão Katrina. Walker compartilha a tela com a atriz Génesis Rodríguez, e teve estreia adiantada devido ao falecimento de Walker, protagonista do filme.

“Paul estava orgulhoso deste projeto. Há duas semanas fizemos uma coletiva imprensa e me lembro que ele estava emocionado”, disse Peter Safran, produtor executivo de Hours ao site de notícias The Hollywood Reporter.

Hours está ambientado em 2005, no meio do furacão Katrina, um dos maiores desastres naturais da história dos EUA. Walker interpreta Nolan, um homem que deve enfrentar em um mesmo dia a morte de sua esposa e o nascimento de sua filha.

Nolan (Walker) deve lutar para manter com vida a sua filha recém-nascida que se encontra em uma unidade neonatal com respiração artificial, em um hospital evacuado pelo furacão e onde não há energia elétrica. Os médicos disseram que o bebê necessita do respirador por 48 horas para sobreviver ao nascimento prematuro.

A crítica destacou o suspense que oferece este thriller. Entretanto, o mais poderoso do filme é sua forte mensagem a favor do matrimônio, da família e da vida humana nos “diálogos” que o protagonista mantém com sua filhinha.

Hours é um dos três filmes que Paul Walker protagoniza e que serão exibidos de maneira póstuma.

(http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26396)

Um de nós em defesa da vida nascente

União Europeia: quase dois milhões de assinaturas para combater a destruição de embriões humanos
Grande sucesso do abaixo-assinado Um de nós em defesa da vida nascente: Pontifício Conselho para a Família destaca apoio transversal obtido pela campanha

ROMA, 14 de Novembro de 2013 (Zenit.org) – O processo de coleta de assinaturas para o abaixo-assinado popular europeu “Um de Nós” foi encerrado com grande sucesso. Vinte países superaram o mínimo de assinaturas necessárias e mais de 1.800.000 foram conseguidas em toda a Europa. Os países com o maior número de adesões são a Itália, a Polônia, a Alemanha, a Romênia, a França e a Espanha.

A partir de agora, as autoridades nacionais competentes têm três meses para validar as assinaturas. A Comissão Europeia e o Parlamento se reunirão depois com os organizadores para discutir as questões levantadas por esta Iniciativa Cidadã Europeia (ICE).

Os promotores da iniciativa agradeceram “calorosamente” a todas as organizações que promoveram o projeto Um de Nós em toda a Europa, “conseguindo este sucesso cívico extraordinário”.

Graças aos apoios recebidos, será possível apresentar “uma proposta de reforma legislativa para a defesa da vida humana desde as primeiras etapas do seu desenvolvimento”, reconhecer “a personalidade jurídica do embrião humano” e acabar “com o financiamento europeu às atividades que acarretam a destruição de embriões humanos”.

Os organizadores definiram como “fonte de alegria e de esperança o fato de ver as Igrejas católica, ortodoxa e protestantes unidas na promoção do bem comum”. Em todos os momentos houve “apoio” e “parceria” entre essas Igrejas.

Dom Piotr Mazurkiewicz, oficial do Pontifício Conselho para a Família, também destaca o caráter ecumênico e inter-religioso da iniciativa. “A cooperação entre os movimentos pró-vida em toda a Europa e entre os cidadãos europeus que se mobilizaram para a campanha Um de Nós é ecumênica em si mesma”, afirma Mazurkiewicz. “Ela reuniu católicos, protestantes e ortodoxos e também os muçulmanos e organizações não vinculadas a nenhuma religião”.

Para o oficial do Pontifício Conselho para a Família, esta ação de democracia participativa dos cidadãos europeus “estabelece uma nova identidade de uma Europa unida: uma Europa a favor da vida concreta e na defensa dos seres humanos sem discriminação”.

Com esta Iniciativa Cidadã Europeia, os cidadãos participantes pedem que a União Europeia “assegure o respeito à dignidade do embrião humano desde o momento da concepção” e “modifique determinados atos legislativos da União para acabar com o financiamento de atividades que acarretam a destruição de embriões humanos, em particular nos âmbitos de pesquisa, de ajuda ao desenvolvimento e de saúde pública”.

O alcance da reivindicação Um de Nós se limita aos âmbitos de competência da União Europeia, dos quais está excluído o aborto, cuja regulamentação permanece como competência exclusiva de cada país membro.

(Fonte: Agência Zenit)

Livro “Eu vivi com um Santo” conta detalhes da vida de João Paulo II

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-11-2013, Gaudium Press) O Beato João Paulo II, sem dúvida, foi um grande evangelizador. Durante seu Pontificado, conseguiu transmitir sua mensagem de paz aos cinco continentes.

Milhares de colaboradores tiveram a oportunidade de trabalhar ao lado do Beato, antes de sua partida definitiva. Entre eles, Dom Paolo Ptasznik, que na época, era secretário pessoal do Santo Padre.

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A princípio, Dom Ptasznik e o escritor Gian Franco Svidercoschi publicaram a obra “Eu vivi com um Santo”, que recorda as lembranças do prelado, durante o tempo em que viveu ao lado do Papa João Paulo, ressaltando detalhes do Vigário de Cristo, que até então, muitos não conheciam.

Todas as manhãs, segundo o prelado, o Pontífice olhava um atlas que tinha e então, escolhia um país para rezar por sua nação, chamando este ato de “geografia da oração”.

Dom Ptasznik tinha 33 anos quando começou a trabalhar com João Paulo II, sendo seu secretário pessoal durante aproximadamente 40 anos.

O prelado contou ainda que o Santo Padre celebrava a Santa Missa todos os dias e, mesmo quando foi hospitalizado, pedia para que alguém concelebrasse ao seu lado.

“A Eucaristia foi uma parte central de sua vida. É também importante lembrarmos que ele se confessava pelo menos uma vez a cada duas semanas”, disse.

Para Gian Franco Svidercoschi, o que mais o impressionava em João Paulo II era a Santidade que vivia diariamente, mesmo abaixo das circunstâncias normais.

“Um dos pontos chaves de João Paulo II era sua maneira tão intensa de viver os Sacramentos, tanto em boas como em más circunstâncias”, afirmou. (LMI)

Da redação, com informações Rome Reports

(Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/52602#ixzz2jxPSroWE )

João Paulo II corrigiu o livro no qual foi baseado novo filme sobre sua vida

João Paulo II -Karol Wojtyla- como sacerdote em Niegowic, Polônia

Roma, 31 Out. 13 / 01:24 pm (ACI/EWTN Noticias).- No último dia 17 de outubro foi apresentado em Roma o trailer de “O pároco Karol Wojtyla em Niegowic”, um filme baseado em uma novela que o futuro santo corrigiu e que se baseia nos seus primeiros anos como sacerdote.

O roteiro do filme foi adaptado a partir do livro de mesmo nome escrito pelo sacerdote polonês Jarek Cielecki a partir dos testemunhos dos paroquianos da paróquia onde trabalhou pela primeira vez o Padre Karol Wojtyla.

A história acontece na igreja de Niegowic (Polônia), entre os anos 1948 e 1949, onde o beato exerceu a função de vice-pároco.

O filme conta fatos reais da vida de “Karol” através das lembranças de Eleonora, uma mulher polonesa de 87 anos de idade.

“Podemos dizer que a primeira paróquia de um sacerdote é como o primeiro amor de um jovem… algo que sempre recordará, de maneira que o filme reúne testemunhos de paroquianos, orações e muitas outras coisas do Pe. Wojtyla que aconteceram durante esses meses”, explicou Mons. Cielecki em uma entrevista concedida ao grupo ACI.

Corria o ano 1997 e antes de publicar seu livro, Mons. Cielecki decidiu enviar o rascunho ao então pontífice. Poucos meses depois o receberia de volta com uma grata surpresa: o Papa Wojtyla tinha corrigido algumas histórias e frases e, além disso, ele acrescentava um prólogo escrito pelo seu Secretário pessoal, o Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Anos mais tarde, em 2005 e depois da morte de João Paulo II, Mons. Cielecki decidiu fundar uma agência televisiva onde nasce a ideia de filmar o filme sobre o livro.

O longa-metragem foi filmado por completo na Polônia e nele aparecem objetos que realmente pertenceram ao sacerdote Wojtyla, como a estola e a túnica, dois ornamentos que usou o protagonista Karol Dudek em diferentes cenas.

Mons. Cielecki também foi pároco da mesma paróquia que fala o livro e compartilha com João Paulo II outras histórias. Por exemplo, com motivo do 53º aniversário de sacerdócio do pontífice, decidiu fazer-lhe uma homenagem com um presente relacionado com a sua juventude. Inspirado em uma foto do jovem Karol, organizou um comitê de alunos, sacerdotes e bispos de todo o mundo para solicitar uma imagem de bronze de mais de três metros de altura.

A escultura foi elaborada em Verona e apresentada a João Paulo II em 28 de setembro de 1999: “Santo Padre, queríamos trazer para você uma lembrança da sua juventude, dos inícios de seu sacerdócio”, explicou-lhe Mons. Cielecki.

Quando o Papa a viu ficou imóvel e olhando a imagem fixamente disse: “De que juventude está falando? De que memória?”.

Depois de um longo silencio, o Papa o olhou, abraçou-o e lhe disse: “Você tem que dizer que eu sou jovem não somente hoje, mas também amanhã e sempre! Você tem que proclamar que quem ama Jesus e Maria será sempre jovem!”.

Espera-se que a estreia oficial do filme seja no próximo dia 4 de novembro de 2013 no Teatro Grotteska de Cracóvia.

(Fonte: ACI Digital)

O Carmelo

Viver com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo

ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Para uma freira carmelita no caos da estação Termini, em Roma, pergunto se, enquanto espera o trem, ela ficaria feliz em responder a algumas perguntas para uma entrevista.

– Como se sente uma carmelita ao viajar para fora da clausura?

Mesmo fora do convento minha mente não deixa o céu.

– A senhora estará fora do mosteiro há um mês. Não sente falta do claustro?

Eu não sinto falta porque eu o vivo além das “grades”. Sou fascinada por Jesus. Ele é meu claustro. Você se lembra do sorriso e do olhar de Teresa de Lisieux? Aquele olhar de amor puro pelo mundo inteiro. Entrei para o Carmelo para viver, irradiar, revelar essa realidade maravilhosa para aqueles que têm uma vocação diferente.

– É melhor entrar para um mosteiro ou se casar?

É melhor fazer a vontade de Deus: viver de acordo com sua vocação.

– Qual é a vocação mais bela?

A vocação de todas as vocações é amar a Deus e ao próximo.

– Agrada mais a Deus, quem entra em um convento ou quem casa?

Quem ama mais.

– Por que as grades, o claustro?

A clausura é um sinal eloquente da liberdade que goza quem sabe amar o próximo que está perto. As grades não nos mantém juntos, mas a força do amor recíproco.

– Por que um hábito tão volumoso, à moda antiga?

Você me reconheceu também pelo hábito carmelita que eu levo. Qualquer uniforme tem valor se evidencia a verdadeira marca que Jesus nos disse para mostrar: “todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Da clausura se pode mostrar melhor, como um farol na montanha, que “só Deus basta” e que “quem tem Deus, nada falta”.

– Como criar uma família no mosteiro?

Fazendo com que Jesus esteja presente. É Ele quem nos faz seu colégio apostólico, é Ele quem forma cada comunidade, cada família.

– Alguma vez você já pensou em constituir uma família?

No mosteiro somos uma comunidade de treze freiras. O amor de Jesus forjou um vínculo entre nós mais forte do que o humano. É Ele quem dá sentido, força e perseverança ao amor humano.

– Obrigado irmã, volte para o Carmelo contente em servir esplendidamente a Igreja e a humanidade. Leve os nossos agradecimentos à suas irmãs que junto com a senhora gritam ao mundo inteiro a liberdade alegre de quem vive com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo.

João da Cruz nos recorda: «No ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor». Não há nada além, nem melhor.

Ciao P. Andrea

 

O cristão deve mostrar uma vida concreta de fé praticada

Papa Francisco recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

Por Redacao

ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – O Papa Francisco resumiu em três pontos o assunto tratado hoje em audiência com os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. “O que eu gostaria de dizer hoje a vocês pode ser resumido em três pontos: primado do testemunho; urgência de ir ao encontro; projeto pastoral centrado no essencial” –afirmou.

O Papa iniciou falando sobre atitude de indiferença para com a fé no nosso tempo e explicou que “a fé é um dom de Deus, mas é importante que nós, cristãos, mostremos uma vida concreta de fé praticada, por meio do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isso levanta questões, como no início da jornada da Igreja: por que eles vivem assim? O que os impulsiona?”

“A nova evangelização, que nos chama a ter coragem de nadar contra a corrente, de nos convertermos dos ídolos para o Deus único e verdadeiro, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita mais de gestos e atitudes do que de palavras”.

Sobre a urgência de ir ao encontro o pontífice recordou que “o Filho de Deus “saiu” da sua condição divina e veio ao nosso encontro” e por isso “cada cristão é chamado a ir ao encontro dos outros, a dialogar com aqueles que não pensam como nós, com aqueles que têm uma fé diferente, ou que não têm fé”.

O Papa destacou ainda que “a Igreja é a casa em que as portas estão sempre abertas não só para que cada um encontre acolhimento e respire amor e esperança, mas também para que possamos transmitir esse amor e esperança”.

“Tudo isso não é abandonado ao mero acaso dentro da Igreja, à mera improvisação”-comentou Francisco destacando a importância de um projeto pastoral que “animado pela criatividade e pela imaginação do Espírito Santo, que nos leva também a seguir novos caminhos, com coragem, sem nos fossilizar!”

O Pontífice levou os presentes a refletirem sobre a pastoral nas dioceses e paróquias. E questionou: “Ela torna visível o essencial, que é Jesus Cristo? As diferentes experiências, características, caminham juntas na harmonia que o Espírito Santo nos traz? Ou a nossa pastoral é dispersa, fragmentada, e, no fim, cada um age por conta própria?”

Ao final, o papa Francisco destacou o serviço dos catequistas: “É valioso para a nova evangelização o serviço dos catequistas, e é importante que os pais sejam os primeiros catequistas, os primeiros educadores da fé na própria família, com o testemunho e com a palavra.”

(Fonte:  Agência Zenit)

Tem início a Semana Nacional da Vida

SNV1Para a Igreja do Brasil, a primeira semana do mês de outubro é momento de celebrar e refletir sobre o valor da vida. Em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi instituída a Semana Nacional da Vida (SNV), a ser realizada de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os regionais da CNBB e dioceses de todo país desenvolvem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.

Todos os anos, a SNV propõe um tema de estudo. Este ano, as reflexões ocorrem em torno do tema: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. As dioceses são convidadas a desenvolver atividades, com foco no direito à vida e à preservação da dignidade humana.

De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF),  dom João Carlos Petrini, a SNV “é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana” que, para o bispo, é “um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama”.

SNV subsidioPara colaborar com as atividades pelo Brasil, a CEPVF e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013, que este ano, em sua 3ª edição, tem como tema central: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. De acordo com o assessor da CEPVF, padre Rafael Fornasier, o tema “está na esteira das celebrações do Ano da Fé e da Semana Nacional da Família, cuja proposta se fundamenta na missão de toda Igreja visando a Nova Evangelização e a transmissão da fé em nossas famílias, comunidades e na sociedade, como aponta a nova Encíclica Lumen fidei (Luz da fé).”

SNV foto2Muitas atividades ocorrem pelo Brasil durante a SNV. A arquidiocese de Olinda e Recife, por exemplo, promoverá, no dia 6 de outubro, a 7ª edição da Caminhada em Defesa da Vida. Evento que, em 2012, reuniu cerca de 170 mil pessoas na Avenida Boa Viagem, situada na Zona Sul do Recife. O ato unirá fiéis das 19 cidades que compõem a arquidiocese, além de participantes das nove dioceses locais. Dias de reflexão, Vigília de Oração pela Vida e Celebração pelo Dia do Nascituro são as atividades previstas para as 112 paróquias da arquidiocese.

O Rio de Janeiro também prepara uma mobilização para o período. No próximo dia 5, será realizada a primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na cidade, com concentração às 9h, na Candelária, e em direção à Cinelândia. A caminhada, coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – Brasil sem Aborto, será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos.

O presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, dom Antônio Augusto Duarte, destacou que a marcha evidencia o compromisso da Igreja em defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. “Será uma Marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida”, afirmou.

Coleta de assinaturas

dompetriniiiiEm carta enviada aos bispos e arcebispos do Brasil, dom João Carlos Petrini, pede para que atividades públicas, e também no âmbito da comunidade, sejam realizadas para coletar assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem a alteração da lei 12845/2013, que visa atendimento obrigatório a vítimas de violência sexual, mas que obriga também a administração da pílula do dia seguinte (pílula abortiva).

“A vida é um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama. Trata-se de um dom inegociável tanto no mercado quanto nos Parlamentos”, afirmou o presidente da CEPVF.

Logo após a SNV, no dia 8, acontece o Dia do Nascituro, data que celebra os direitos à proteção da vida e da saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio, do novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. Junto à SNV, o Dia do nascituro fecha o período que objetiva suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Assista o vídeo de dom Petrini sobre a Semana Nacional da Vida, clicando aqui.

(Fonte: CNBB)

Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus

Intenções de oração do Papa Francisco para o mês de outubro

CIDADE DO VATICANO, 01 de Outubro de 2013 (Zenit.org) – Apresentamos as intenções de oração do Santo Padre Francisco para o mês de setembro confiadas ao Apostolado da Oração.

O Apostolado da Oração é uma obra confiada pela Santa Sé à Companhia de Jesus, que tem como missão principal a formação de cristãos atentos e comprometidos com as necessidades da Igreja e do Mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo unem-se para rezar pelas intenções que o Santo Padre pede à Igreja.

Intenção geral

A Intenção Geral deste mês chama a nossa atenção para um terrível problema, que não é de agora, mas que se tem vindo a agravar um pouco por toda a parte, e até de um modo muito grave em várias regiões: o suicídio.

Intenção Missionária

Para que a Jornada Missionária Mundial nos anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus.

Como todos os anos, celebramos no penúltimo domingo de Outubro, que este ano ocorre no dia 20, o Dia Mundial Missionário. A finalidade desta celebração é a de nos recordar aquilo que nunca deveríamos esquecer: todos, pelo baptismo, somos evangelizadores, missionários. Este dia não deve ser, portanto, um momento esporádico na nossa vida cristã, mas só mais uma ocasião para reflectirmos na nossa vocação missionária.

(Fonte: Agência Zenit)

O céu e a terra

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará, reflete sobre os valores que norteiam o comportamento

Por Dom Alberto Taveira Corrêa

BELéM DO PARá, 26 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – A Palavra de Deus reúne o povo que lhe pertence, convocando-o à comunhão com o próprio Senhor, para ser um sinal de um mundo diferente, possível para todos os homens e mulheres, pela ação da graça. Jesus, Filho de Deus verdadeiro, veio ao mundo e trouxe a “cultura do Céu”, oferecendo-a com generosidade. “De rico que era, tornou-se pobre por amor, para que nos enriquecer com sua pobreza” (2 Cor 8,9). Nele e com ele se encontra o chamado e a graça a restaurar todas as coisas. Em Jesus Cristo, Deus “nos fez conhecer o mistério de sua vontade, segundo o desígnio benevolente que formou desde sempre em Cristo, para realizá-lo na plenitude dos tempos: recapitular tudo em Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” (Ef 1,9-10). Esta terra não é um restolho a ser desprezado, mas campo de prova e de missão, entregue a todos os filhos amados de Deus. A nós cabe a resposta a este plano de amor!

Não faltam os desafios a serem enfrentados para que os sonhos de Deus e de seus filhos se realizem. Dentre estes, assoma significativo o verdadeiro abismo entre grupos sociais, passando da extrema e escandalosa miséria, até chegar à abundância, ao esbanjamento e ao desperdício, que têm provocado indignação e clamado soluções construtivas. A sensibilidade especial do Evangelho de São Lucas para os pobres e pequenos (Cf. Lc 16, 10-31) mostra Jesus que, através da provocante linguagem das parábolas, quer suscitar novas atitudes, semeando novas relações entre as pessoas.

Lázaro, o pobre de outrora e de sempre, assim como o rico epulão, continuam presentes e incômodos, quando a parábola é contada por Jesus. Mas o Céu, com seu modo de viver baseado na comunhão e na partilha, está bem perto de nós. Antes de pôr o dedo na ferida da desigualdade e da injustiça presentes em nosso tempo, faz bem olhar ao nosso redor e identificar onde se encontram experiências diferentes, nas quais o Céu desce à terra. Perto e dentro de nós, existem gestos de comunhão, gente de coração generoso, sensibilidade diferente à fraternidade. Penso em tantas iniciativas tomadas por pessoas e grupos, como as tantas obras sociais da Igreja ou de outras instâncias da sociedade, nas quais se superam as distâncias e a fraternidade se instala. E quantas são as pessoas tocadas pela força da palavra de Deus e hoje mais fraternas e sensíveis às necessidades dos outros, capazes de acolher os outros e proporcionar-lhes caminhos novos de promoção e autonomia.

Depois, trata-se de alargar a compreensão para verificar as marcas de verdadeiro inferno existentes em torno a nós, onde o egoísmo se espalha e deixa seu rastro destruidor. Uma imagem de tal situação me veio há poucos dias diante dos olhos: um morador de rua recolhendo água suja de uma valeta numa grande cidade, para quase fazer de conta de se lavar no início de um novo dia. Penso em tantos homens e mulheres que veem seus filhos vagando pelas ruas, revestidos de andrajos, com o coração dolorido por não terem roupas adequadas. E os homens e mulheres que recolhem restos de comida, quais lázaros que competem com cães vadios? Brada ao Céu a terra que edificamos! A dignidade humana, inscrita por Deus em todos os seus filhos, grita por novas atitudes. Para acordar a humanidade adormecida dentro de nós, foram dados lei, profetas e, mais ainda, alguém que ressuscitou dos mortos (Cf. Lc 16, 29-31).

E não falta o grito da realidade, mas ouvidos sensíveis!

Primeiro passo é saber que o Céu, Pátria definitiva em que desejamos habitar, é casa cuja construção começa na terra. Dar guarida a cada pessoa que clama pelo nosso amor, sem deixar quem quer que seja passar em vão ao nosso lado. Diante do aleijado encontrado pelas ruas, Pedro e João tinham muito mais do que recursos materiais: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” (At 3,5). Deram a cura, abriram o coração do homem para Deus. E os textos dos Atos dos Apóstolos mostram que os primeiros cristãos lutaram pela comunhão de bens, um dos sinais da Presença de Cristo Ressuscitado. Palavra, pão, remédio, abraço, consolo, sorriso, mãos que elevam, cura. Tudo serve e certamente haverá, no tesouro do coração de cada pessoa, algo a oferecer. Começar já, do jeito que é possível para cada um de nós.

Mas muitos podem oferecer outras coisas! Quem tem responsabilidades públicas, à frente de organismos da sociedade, pode aguçar sua sensibilidade e priorizar ações correspondentes aos valores da dignidade humana e proporcionar maior respeito às pessoas, especialmente aos mais necessitados. Há muita cara fechada e muita burocracia a serem superadas nas repartições públicas. Muitas filas podem diminuir, se crescer a boa vontade. Há projetos em vista do bem comum a serem implantados, vencendo interesses corporativos que emperram a vida dos cidadãos. Existe um caminho de conversão adequado para as pessoas que detêm cargos eletivos, quem sabe, inscritos até nos discursos bonitos da campanha eleitoral! Há mãos a serem lavadas na água pura da fonte da vida!

Tudo isso será possível se os valores que norteiam o comportamento tiverem referências diferentes. Escrevendo a Timóteo, companheiro de jornada no anúncio do Evangelho, São Paulo fez notar que “na verdade, a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por se terem entregue a ele, alguns se desviaram da fé e se afligem com inúmeros sofrimentos. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas, procura antes a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a constância, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado quando fizeste a tua bela profissão de fé diante de muitas testemunhas” (1 Tm 6, 10-16). A atualidade patente da Escritura provoca novas atitudes. Só com homens e mulheres renovados e transformados com os critérios do Evangelho se pode implantar relações novas na sociedade.

Enfim, vale dizer que se o Céu é o limite, não há que temê-lo. Quando a Escritura e a Igreja falam das realidades definitivas, chamadas “novíssimos do homem”, não desejam incutir o pavor, nem converter à força as pessoas. Não fomos feitos para rastejar no pecado e no egoísmo, mas pensados por Deus para a felicidade, construída e partilhada nesta terra e vivida em plenitude na eternidade.

(Fonte: Agência Zenit)

O Santo Padre Francisco: um sim à vida, à família e ao matrimônio

Reflexão sobre a entrevista do Papa Francisco concedida à “La Civiltà Cattolica”

Por Padre Jorge Lutz

RIO DE JANEIRO, 24 de Setembro de 2013 (Zenit.org) – No dia 19 de Setembro, 16 revistas jesuítas no mundo todo publicaram uma nova e extensa entrevista com o Santo Padre Francisco, feita pelo Pe. Antonio Spadaro, SJ, diretor da revista La Civiltà Cattolica ─ uma publicação jesuíta que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano – que foi publicada em espanhol e foi apresentada pela revista “Razón y Fe”.

O Santo Padre Francisco nos fala dele, de porque se tornou Jesuíta e do que significa para um jesuíta ser Papa. Na entrevista nos fala também da vida na Companhia de Jesus, sua espiritualidade e missão, e de “como a Companhia deve ter sempre diante de si a procura da glória de Deus sempre maior”. Com muito carinho nos fala do Povo Santo de Deus e diz que “a imagem da Igreja de que gosto é a do povo santo e fiel de Deus”. Também aborda temas da sua experiência de governo, da importância de “sentir com a Igreja”, da importância da mulher, da doutrina moral da Igreja e das realidades mais interiores e profundas do ser humano. O Papa compartilha como reza e quanto é importante ter esperança na vida.

Infelizmente o conteúdo desta entrevista tem sido manipulado por diferentes meios de comunicação, apresentando o Santo Padre, como alguém que está contra da luta pela vida, e pró-família, concretamente em temas como o aborto e a homossexualidade e o papel da mulher na Igreja. Os comentários do Santo Padre aparecem especialmente dentro do parágrafo: “Igreja, hospital de campanha?” Onde o Santo Padre, longe de justificar estas ideologias contra a vida e a família, tenta nos alentar a entender quão importante é hoje “curar as feridas”, aproximando-nos das pessoas com verdadeira misericórdia.

Diante da pergunta de como devem ser as pastorais com os homossexuais e da segunda união, o Papa Francisco diz que “temos que anunciar o Evangelho em todas as partes, pregando a Boa Notícia do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo tipo de ferida e qualquer doença. Em Buenos Aires, disse, recebeu cartas de pessoas homossexuais que são verdadeiros feridos sociais, porque me dizem que sentem que a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não pode fazer isso. Durante o vôo em que retornava do Rio, disse que se uma pessoa homossexual tem boa vontade e procura Deus, quem sou eu para julgá-la? Ao dizer isto eu disse o que diz o Catecismo. A religião tem direito de expressar suas próprias opiniões a serviço das pessoas, mas Deus na criação nos fez livres, não é possível uma ingerência espiritual na vida pessoal”. Aqui quando o Papa se refere à vida pessoal, se refere a todo ser humano e seu interior, e em nenhum momento fala de pessoas homossexuais ou lésbicas como diz a mídia de forma tendenciosa.

O Papa lembrou também que “uma vez, uma pessoa, para me provocar, perguntou- me se eu aprovava a homossexualidade. Eu então respondi para ela com outra pergunta: ‘Diga-me se Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova sua existência com afeto ou a rejeita e a condena? ’ Há que se ter sempre em consideração a pessoa. Aqui entramos no Mistério do ser humano. Nesta vida Deus acompanha as pessoas e é nosso dever acompanhá-las a partir de sua condição. Há que se acompanhar com misericórdia. Quando acontece assim, o Espírito Santo inspira ao sacerdote as palavras oportunas”

O Santo Padre também falou “que esta é a grandeza da confissão, que avalia cada caso, onde se pode discernir o que é o melhor para uma pessoa que busca a Deus e sua graça. O confessionário não é um lugar de tortura, e sim aquele lugar da misericórdia em que o Senhor nos conduz para fazer o melhor que possamos. Estou pensando na situação de uma mulher que tem o peso do fracasso matrimonial em que aconteceu também um aborto. Depois disso a mulher casou-se novamente e agora vive em paz com cinco filhos. O aborto pesa-lhe enormemente e ela está sinceramente arrependida. Gostaria de retomar a vida cristã. O que faz o confessor?” Isto para nada é justificar o aborto, ir contra o matrimônio ou favorecer o divorcio.

O Papa Francisco afirma também que “não podemos seguir insistindo só em questões referentes ao aborto, ao matrimônio homossexual e ao uso de anticoncepcionais. É impossível.  Eu já falei muito destas coisas e recebi reclamações, mais ao falar destas coisas tem-se que se falar no seu contexto. Além do mais já conhecemos a opinião da Igreja e Eu sou filho da Igreja, e não é necessário estar falando destas coisas sem parar… O anúncio missionário concentra-se no essencial, no que é necessário, que por outra parte é o que mais apaixona e atrai e faz arder o coração… a proposta evangélica deve ser mais simples, mais profunda e irradiante. Só desta proposta depois surgem as conseqüências morais”. Os meios de comunicação têm informado de forma ambígua e mal intencionada que o Papa critica uma obsessão da Igreja nestes temas, mais o que o Papa Francisco tem feito é simplesmente com abertura, simplicidade e de forma direta e humilde deixar clara a doutrina da Igreja, que brota da pregação do Amor e da Misericórdia de Cristo e que devem se expressar numa autêntica pastoral para nossa época.

Todo este tema do Aborto se esclarece ainda mais com a firme postura do Santo Padre frente a cultura do descartável, que busca a eliminação dos seres humanos mais fracos. No discurso que fez aos ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, pronunciado em 20 de Setembro deste ano, o Papa disse que “nossa resposta a esta mentalidade é um SIM decidido e sem vacilações à vida, que sempre é sagrada é inviolável”. Este discurso tem ainda muita importância, diante da manipulação que alguns meios de comunicação seculares estão fazendo da entrevista do Santo Padre.

O Papa Francisco toca outros temas apaixonantes em sua entrevista. Para iluminar mais a nossa formação e não deixar que a mídia secular nos manipule, acho adequado abordar o tema da mulher. Longe de toda ideologização e com muita clareza no tema sobre a mulher e sua função e missão na Igreja, nos diz o Papa que “é necessário ampliar os espaços de uma presença feminina mais incisiva na Igreja… As mulheres têm colocado perguntas profundas que devem ser tratadas. A Igreja não pode ser ela própria sem a mulher e o seu papel. A mulher, para Igreja, é imprescindível. Maria, uma mulher, é mais importante que os bispos. Digo isto, porque não se deve confundir a função com a dignidade. É necessário aprofundar melhor a figura da mulher na Igreja. É preciso trabalhar mais para fazer uma teologia profunda da mulher. Só realizando esta etapa se poderá refletir melhor sobre a função da mulher no interior da Igreja. O gênio feminino é necessário nos lugares em que se tomam as decisões importantes. O desafio hoje é exatamente esse: refletir sobre o lugar específico da mulher”.

É o Santo Padre quem nos desafia e nos diz na entrevista: “Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora… Em vez de ser apenas uma Igreja que acolhe e recebe, tendo as portas abertas, procuramos mesmo ser uma Igreja que encontra novos caminhos, que é capaz de sair de si mesma e ir ao encontro de quem não a frequenta; de quem a abandonou ou lhe é indiferente… Mas é necessário audácia, coragem”.

Façamos a nossa parte e, como o Papa Francisco diz, trabalhemos por “procurar e encontrar Deus em todas as coisas… Devemos caminhar juntos: o povo, os Bispos e o Papa.

(Fonte: Agência Zenit)

Estudos científicos demonstram à ONU que “voltar para o básico” melhora a vida e a família

Foto: Alliance Defending Freedom

NOVA IORQUE, 23 Set. 13 / 03:00 am (ACI/EWTN Noticias).- “Voltemos para o básico para melhorar a educação, a saúde materna, a mortalidade infantil e os índices de pobreza”, foi a mensagem principal que se destacou ontem frente aos delegados da Organização das Nações Unidos (ONU) em Nova Iorque (Estados Unidos), durante o evento Vida e Família: Um Verdadeiro Enfoque para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O evento organizado por Alliance Defending Freedom e Fundação incluindo o México, teve como fim demonstrar através de pesquisas e estudos científicos, que os objetivos de Desenvolvimento do Milênio (MDGs), podem ser alcançados se os direitos básicos, que foram a base das Nações Unidas, são protegidos ao fortalecer os laços da família e respeitando a vida.

Durante o encontro, o Diretor do Instituto chileno, MELISA, Dr. Elard Koch, o sociólogo e catedrático associado do Instituto Austin, Dr. Mark Regnerus e o Presidente do Diretório e Diretor Jurídico do Alliance Defending Freedom, Alan Sears, analisaram quatro dos oito MDGs: educação, pobreza, saúde materna e mortalidade infantil.

Apoiado em estudos realizados no Chile e no México, o Dr. Koch, comprovou cientificamente a relação entre a educação superior e a saúde materna e desmentiu a hipótese que assinala que o índice de mortalidade infantil diminui quando o aborto é legalizado, indicando que em vários países, o aborto aumenta até 10 por cento quando se legaliza.

Sears indicou que a Declaração Universal dos Direitos Humanos “reafirma que toda pessoa tem dignidade inerente e possui direitos fundamentais universais”, ressaltando que “se recordamos e vivemos de tal maneira, as Nações Unidas podem conseguir a sua missão e alcançar seus MDGs de paz e unidade entre as nações”.

Exortou a que “nosso dever é atuar e assim conseguir um futuro melhor” enfatizando que se deve “voltar para o básico” para poder assim “descobrir e imitar os propósitos das Nações Unidas e o propósito da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Por sua parte, o Dr. Regnerus apresentou estudos que mostram que se pode superar os níveis de educação enfocando-se na família e manifestou que “temos a tendência de tirar a importância de como uma pessoa se beneficia a nível educativo, econômico e social ao viver em uma família estável”.

No evento também esteve presente a Primeira Dama da Guatemala, Rosa Leal de Pérez, que em nome do seu marido, o Presidente, Otto Pérez Molina, recebeu o Galardão da Liberdade por estabelecer os direitos humanos como fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Leal de Pérez afirmou durante o seu discurso de abertura, o compromisso de seu país em proteger a santidade da vida e apoiar o fortalecimento da família

(Fonte: ACI Digital)

O Papa Francisco explica como é a sua vida de oração

ROMA, 20 Set. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco compartilhou numa recente entrevista como é a sua vida de oração cotidiana. Além da Missa e do Rosário diários, o Santo Padre contou que prefere a Adoração ao Santíssimo pelas tardes e explicou que para ele a oração é sempre “memoriosa”.

Assim o indicou o Santo Padre na entrevista concedida ao sacerdote jesuíta italiano, Padre Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltá Cattolica, uma publicação que é revisada pela Secretaria de Estado do Vaticano.

O Papa contou que “rezo o Ofício (as orações próprias do clero em toda a Igreja para cada dia) todas as manhãs. Eu gosto de rezar com os Salmos. Depois, a seguir, celebro a Missa. Rezo o Rosário”.

“O que verdadeiramente prefiro é a Adoração vespertina, mesmo quando me distraio e penso em outra coisa ou mesmo quando adormeço rezando. Assim, à tarde, entre as sete e as oito, estou diante do Santíssimo durante uma hora, em adoração. Mas também rezo mentalmente quando espero no dentista ou noutros momentos do dia”.

O Santo Padre assinala logo que “a oração é para mim sempre uma oração ‘memoriosa’, cheia de memória, de recordações, também memória da minha história ou daquilo que o Senhor fez na sua Igreja ou numa paróquia particular”.

“Para mim é a memória de que Santo Inácio fala na Primeira Semana dos?Exercícios, no encontro misericordioso com Cristo Crucificado. E pergunto-me: ‘Que fiz por Cristo? Que faço por Cristo? Que farei por Cristo?’”.

“É a memória de que fala Inácio também na Contemplação para alcançar o amor, quando nos pede para trazer à memória os benefícios recebidos”.

O Pontífice ressalta que “sobretudo, eu sei também que o Senhor tem memória de mim. Eu posso esquecer-me d´Ele, mas eu sei que Ele jamais se esquece de mim”.

A memória, conclui o Papa Francisco, “funda radicalmente o coração de um jesuíta: é a memória da graça, a memória de que se fala no?Deuteronômio, a memória das obras de Deus que estão na base da aliança entre Deus e o seu povo. É esta memória que me faz filho e me faz ser também pai”.

(Fonte: Agência Zenit)

O Papa frente ao aborto: “Nossa resposta é um sim decidido e sem hesitações à vida”

VATICANO, 20 Set. 13 / 02:58 pm (ACI).- O Papa Francisco reiterou nesta manhã a sua clara postura ante a “cultura do descartável” do aborto, que procura a eliminação dos seres humanos mais frágeis, e disse que “a nossa resposta a esta mentalidade é um ‘sim’ decidido e sem hesitações à vida” que é sempre sagrada e inviolável.

Segue na íntegra a tradução do discurso pronunciado em italiano nesta manhã pelo Pontífice ante os ginecologistas católicos participantes do encontro promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos. Este discurso se faz ainda mais importante logo depois da manipulação de alguns meios seculares da extensa entrevista feita ao Papa e publicada ontem, tentando apresentar o Santo Padre como oposto à luta pró-vida e pró-família.

Discurso do Papa Francisco:

“Peço-vos desculpa pelo atraso… Esta foi uma manhã um pouco complicada devido às audiências… Peço-vos desculpa.

1. A primeira reflexão que gostaria de partilhar com vocês é esta: nós assistimos hoje a uma situação paradoxal, que diz respeito à profissão médica. Por um lado constatamos – e agradecemos a Deus – os progressos da medicina, graças ao trabalho de cientistas que, com paixão e sem descanso, se dedicam à procura de novos tratamentos.? Entretanto, por outro lado, encontramos também o perigo de que o médico esqueça a própria identidade de servo da vida. A desorientação cultural tem afetado também aquilo que parecia um âmbito intocável: o vosso, a medicina! Mesmo estando por natureza a serviço da vida, as profissões de saúde são induzidas às vezes a não respeitar a própria vida.

Em vez disso, como nos recorda a Encíclica Caritas in veritate, “a abertura à vida está no centro do verdadeiro desenvolvimento”. Quando uma sociedade se encaminha para a negação e a supressão da vida, não encontra a motivação e a energia necessária para esforçar-se no serviço do verdadeiro bem do homem. Se se perde a sensibilidade pessoal e social para com o acolhimento de uma nova vida, também outras formas de acolhimento úteis à vida secam. O acolhimento da vida revigora as energias morais e capacita para a ajuda recíproca (n. 28).

A situação paradoxal está no fato de que, enquanto se atribuem à pessoa novos direitos, às vezes mesmo direitos presumidos, nem sempre se protege a vida como valor primário e direito primordial de cada homem. O fim último do agir médico permanece sendo sempre a defesa e a promoção da vida.

2. O segundo ponto: neste contexto contraditório, a Igreja faz apelo às consciências, às consciências de todos os profissionais e voluntários de saúde, de maneira particular de vocês ginecologistas, chamados a colaborar no nascimento de novas vidas humanas. A vossa é uma singular vocação e missão, que necessita de estudo, de consciência e de humanidade. Um tempo atrás, as mulheres que ajudavam no parto eram chamadas “comadre”: é como uma mãe com a outra, com a verdadeira mãe. Também vocês são “comadres” e “compadres”, também vocês.

Uma generalizada mentalidade do útil, a “cultura do descartável”, que hoje escraviza os corações e as inteligências de tantos, tem um altíssimo custo: requer eliminar seres humanos, sobretudo se fisicamente ou socialmente mais frágeis. A nossa resposta a esta mentalidade é um “sim” decidido e sem hesitação à vida. ‘O primeiro direito de uma pessoa humana é a sua vida. Essa tem outros bens e alguns desses são mais preciosos: mas é aquele o bem fundamental, condição para todos os outros” (Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre aborto provocado, 18 de novembro de 1974, 11).

As coisas têm um preço e podem ser vendidas, mas as pessoas têm uma dignidade, valem mais que as coisas e não têm preço. Tantas vezes, encontramo-nos em situações onde vemos que aquilo que custa menos é a vida. Por isto a atenção à vida humana em sua totalidade transformou-se nos últimos tempos em uma verdadeira prioridade do Magistério da Igreja, particularmente àquela majoritariamente indefesa, isso é, as pessoas com deficiência, doentes, o nascituro, a criança, o idoso, que é a vida mais indefesa.

No ser humano frágil cada um de nós é convidado a reconhecer a face do Senhor, que na sua carne humana experimentou a indiferença e a solidão à qual às vezes condenamos os mais pobres, seja nos Países em via de desenvolvimento, seja nas sociedades afluentes.

Toda criança não nascida, mas condenada injustamente a ser abortada, tem a face de Jesus Cristo, tem a face do Senhor, que mesmo antes de nascer, e depois apenas nascido experimentou a rejeição do mundo. E cada idoso, e – falei da criança: vamos aos idosos, outro ponto! E cada idoso, mesmo se enfermo ou no fim de seus dias, leva em si a face de Cristo. Não se pode descartar, como nos propõe a “cultura do descartável”! Não se pode descartar!

3. O terceiro aspecto é um mandato: sejam testemunhas e difusores desta “cultura da vida”. O vosso ser católico comporta uma maior responsabilidade: antes de tudo para com vocês mesmos, para com o compromisso de coerência com a vocação cristã; e depois para com a cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana a dimensão transcendente, a marca da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante de sua concepção.

Este é um compromisso de nova evangelização que requer às vezes ir contracorrente, pagando pessoalmente. O Senhor conta também com vocês para difundir o “evangelho da vida”.

Nesta perspectiva, as enfermarias dos hospitais de ginecologia são lugares privilegiados de testemunho e de evangelização, porque lá onde a Igreja se faz “veículo da presença de Deus” vivo, transforma ao mesmo tempo “instrumento de uma verdadeira humanização do homem e do mundo” (Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, 9).

Amadurecendo a consciência de que no centro da atividade médica e assistencial está a pessoa humana na condição de fragilidade, a estrutura de saúde transforma-se em “lugar no qual a relação de cuidado não é trabalho – a vossa relação de cuidado não é trabalho – mas missão; onde a caridade do Bom Samaritano é a primeira cátedra e a face do homem sofredor, a Face própria de Cristo” (Bento XVI, Discurso à Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma, 3 de maio de 2012).

Queridos amigos médicos, vocês são chamados a ocuparem-se da vida humana na sua fase inicial, recordem todos, com os fatos e com as palavras, que esta é sempre, em todas as suas fases e em toda idade, sagrada e é sempre de qualidade. E não por um discurso de fé – não, não, – mas de razão, por um discurso de ciência! Não existe uma vida mais sagrada que a outra, como não existe uma vida humana qualitativamente mais significativa que a outra. A credibilidade de um sistema de saúde não se mede somente pela eficiência, mas, sobretudo, pela atenção e amor para com as pessoas, cuja vida sempre é sagrada e inviolável.

Não deixem nunca de rezar ao Senhor e à Virgem Maria, para ter a força de cumprir bem o vosso trabalho e testemunhar com coragem – com coragem! Hoje é necessário coragem – testemunhar com coragem o “evangelho da vida”! Muito obrigado!”.

(Fonte: ACI Digital)

Uma bebê “inviável” completa 8 semanas de nascida e continua lutando pela sua vida nos EUA

Congressista Jaime Herrera Beutler

WASHINGTON DC, 19 Set. 13 / 03:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- Os médicos disseram faz uns meses à congressista norte-americana Jaime Herrera Beutler que o bebê que estava no seu ventre não sobreviveria ao parto. A pequena Abigail apresentou a chamada Síndrome de Potter, que tem como característica uma insuficiência renal grave e a iminente morte do bebê depois do nascimento.

Entretanto, Abigail já tem oito semanas de vida graças a um tratamento experimental, ao enorme amor dos seus pais e a que a menina -como diz a sua mãe- é uma “lutadora”.

A Síndrome de Potter supõe uma falta crítica de líquido amniótico e a má-formação dos pulmões e dos rins do bebê.

Depois de inteirar-se da situação do bebê em maio, durante uma ultrassonografia de rotina, Herrera Beutler e seu marido publicaram um comunicado assinalando que “não há uma solução médica disponível para nós. Estamos rezando por um milagre”.

Em declarações a ABC News, a congressista recordou que “o médico disse que (a bebê) não é compatível com a vida. E enquanto ele o dizia, eu podia senti-la mexendo-se”.

“Essa é a sua personalidade. Isso é o que ela faz agora”, disse Herrera Beutler, indicando que a sua menina “é uma lutadora”.

Graças a um tratamento experimental realizado por um especialista do instituto Johns Hopkins a pequena conseguiu salvar-se. A terapia consistiu em injetar uma substância salina para substituir o líquido amniótico, permitindo que os pulmões se desenvolvam mais que na maioria de casos de Síndrome de Potter.

Abigail nasceu em 15 de julho.

O chefe de nefrologia pediátrica do Hospital para crianças Lucile Packard, Dr. Steven Alexander, um dos médicos de Abigail, assinalou que “é único na minha experiência que um bebê com as imagens de ultrassom que teve esta menina nasça com pulmões que possam sustentá-la”.

A menina permanecerá os próximos seis meses no centro médico, recebendo diálise diariamente até que possa receber um transplante de rins.

A mãe manifestou sua alegria porque seu bebê “sabe quem somos, ela continua respondendo e parece estar emocionada”.

“Temos a oportunidade de ser pais, temos a oportunidade de desfrutá-la. Disseram-nos que não teríamos essa oportunidade, por isso, cada dia é uma bênção”, assegurou.

(Fonte: ACI Digital)

Contemplar a humanidade sofredora de Jesus para viver o perdão, exorta o Papa

Foto Grupo ACI

VATICANO, 12 Set. 13 / 03:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- “A humanidade sofredora” de Jesus e a “doçura” de Maria são os dois polos a que todo cristão deve olhar para conseguir viver o que nos pede o Evangelho, assim o afirmou nesta manhã o Papa Francisco em sua homilia da Missa matutina celebrada na capela da Casa Santa Marta.

Conforme assinala a Rádio Vaticano, o Papa disse que o Evangelho é exigente, pede “coisas fortes” a um cristão: capacidade de perdoar, magnanimidade, amor pelos inimigos… Há só uma maneira para conseguir coloca-las em prática: “contemplar a Paixão, a humanidade de Jesus” e imitar o comportamento da Mãe.

Justamente à Virgem, de quem hoje a Igreja recorda seu “Santo Nome”, o Papa dedicou seu primeiro pensamento da homilia. A respeito da comemoração de hoje, disse que antigamente esta festa era conhecida como o “Doce Nome de Maria”. Depois mudou a definição, “mas na oração ficou esta doçura de seu nome”.

“Hoje temos necessidade da doçura da Virgem para compreender estas coisas que Jesus nos pede, não? Porque estas não são coisas fáceis de viver. Amar os inimigos, fazer o bem, emprestar sem esperar nada… A quem te bater na face, oferece também a outra, a quem te rasga o manto não reter também a túnica… Coisas fortes, não? Mas tudo isto, a seu modo, foi vivido por Maria: é a graça da docilidade, a graça da mansidão”.

Também São Paulo, na Carta aos Colossenses da liturgia do dia, convida os cristãos a revestir-se de “sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão”, de tolerância e de perdão recíproco.

E aqui, comentou Francisco, “imediatamente se gera nossa pergunta: mas, como posso fazer isto? Como me preparo para fazer isto? O que devo estudar para fazer isto?”. A resposta “é clara”: “Nós, com nosso esforço, não podemos fazê-lo. Nós não podemos fazer isto. Só uma graça pode fazê-lo em nós”. E esta graça, acrescentou, passa por um caminho preciso:

“Pensar somente em Jesus. Se o nosso coração, se a nossa mente está com o Jesus, o triunfante, que venceu a morte, o pecado, o demônio, tudo, podemos fazer isto que nos pede o próprio Jesus e que nos pede o Apóstolo Paulo: a mansidão, a humildade, a bondade, a ternura, a docilidade, a magnanimidade”.

“Se não olhamos, se não estamos com Jesus, não podemos fazer isto. É uma graça: é a graça que vem da contemplação de Jesus”.

Em particular há um aspecto específico da vida de Jesus ao que deve dirigi-la contemplação do cristão: sua Paixão, a sua “humanidade sofredora”. “É assim da contemplação de Jesus, de nossa vida escondida com Jesus em Deus, podemos levar adiante estas atitudes, estas virtudes que o Senhor nos pede. Não há outro caminho”.

“Pensar no seu silêncio manso: este será seu esforço. Ele fará o resto. Ele fará tudo o que falta. Mas deve fazer isto: esconder sua vida em Deus com Cristo. Isto se faz com a contemplação da humanidade de Jesus, da humanidade que sofre. Não há outro caminho: não existe outro”.

“É o único. Para ser bons cristãos, contemplar a humanidade de Jesus e a humanidade sofredora. Para dar testemunho, para poder dar este testemunho. Para perdoar, contempla Jesus Sofredor. Para não odiar o próximo, contempla Jesus sofredor. Para não falar contra o próximo, contempla Jesus sofredor. É o único. Esconde sua vida com Cristo em Deus: este é o conselho que nos dá o Apóstolo. É o conselho para chegar a ser humildes, mansos e bons, magnânimos e ternos”

(Fonte: ACI Digital)